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A difícil arte de nos conhecermos O homem se faz por sua história e não percebe nela a chave para seu

auto-conhecimento e felicidade. Precisamos saber realmente o que queremos para podermos delinear nossas metas de forma que as mesmas nos tragam verdadeiramente a felicidade. E para sabermos o que queremos, devemos descobrir quem somos. Como é difícil saber quem somos. Estamos nessa vida em passeio, ou queremos construir castelos? Estamos realmente felizes com o que temos, ou empurramos nossa felicidade para um futuro próximo? Nossas atitudes vão de encontro com nossas aspirações, ou sonhamos muito e fazemos pouco? Muitas vezes não sabemos o que queremos para a vida, e a questão muitas vezes é anterior a isso: não sabemos quem somos. E não sabendo quem somos, também não saberemos o que queremos, porque somente conhecendo-se é que saberemos se o que escolhemos é certo. Se alguém tem medo do escuro evitao, porque quando se sujeita ao escuro, se sente incomodado. Esse exemplo nos mostra de forma simplista o modo como as coisas e pessoas nos afetam. Os aspectos externos tem o poder de nos afetar de tal maneira que ora nos sentimos incomodados, ora confortáveis, e várias vezes nem sabemos o porquê. Encontrarmos o que nos afeta inconscientemente pode nos ajudar nas nossas escolhas. Somente saberemos o que queremos para nossa vida quando nos encontrarmos realmente. E para isso, precisamos nos conhecer bem, reconhecermos nossas fraquezas e limitações, olharmos nossas experiências anteriores, erros e acertos e filtrarmos tudo para sabermos o que nos faz bem ou mal. Muitas vezes deixamos nossos sonhos juvenis guiarem nossas atitudes, ou permitimos que nossas ambições, vaidade e medos ditem nosso padrão de comportamento. Outras vezes olhamos nossa vida e sentimos um imenso vazio, porque não somos o que sonhamos outrora, ou não construímos nada que valesse à pena. Apenas olhamos nossa vida e não sabemos o que queremos para o futuro. Ora buscamos metas prodigiosas e heróicas como salvar o planeta, ou os pobres de rua, ora nos trancafiamos em casa, vivendo uma vida apática sem iniciativa, onde o computador e a televisão tomam conta de nossas horas. Queremos tantas coisas, mas não conseguimos ver o melhor caminho, e por isso nos deixamos a falta de ação nos vencer. Se deixamos a falta de ânimo pela vida e o vazio nos vencer, e quisermos realmente mudar isso, precisamos buscar lá no fundo quem somos e o que queremos de verdade para nossas vidas. Podemos começar fazendo uma busca em nossas lembranças, momentos da infância, dos nossos medos, sonhos, e de como as pessoas e aspectos externos nos afetaram. Precisamos nos conhecer para descobrirmos quais objetivos realmente nos trarão a felicidade. Ter sonhos é fácil. Todos os dias traçamos metas, mas não sabemos se elas nos trarão aquilo que queremos e desejamos. Conhecendo-nos, saberemos o que nos deixa confortáveis, o que nos dá alegria, esperança, ou o que nos incomoda realmente. Nossas escolhas nos trazem conseqüências que podem nos causar um incomodo que jamais imaginaríamos. Colhemos o que plantamos, e sempre haverá uma conseqüência para tudo o que fizermos. Se um homem nunca se sentiu amado por sua mãe e familiares, provavelmente criará algumas barreiras de independência e auto-subsistência que o farão acreditar que nunca precisará de ninguém...e nunca permitirá alguém amá-lo verdadeiramente ou ajuda-lo. Por outro lado, se ele encarar sua carência afetiva, verá que aquilo que ele evita é justamente o que ele precisa para sanar seu vazio emocional. Nossa história faz de nós quem somos e cria nosso comportamento, ditando nossas atitudes. Somente descobrindo e assumindo quem somos, conseguiremos distinguir quais objetivos traçados por nós realmente nos trarão a felicidade ou não. Assumindo-nos como realmente somos, encontraremos o equilíbrio interior, porque deixaremos de agir por um padrão mental repetitivo (que tivemos ao longo de toda uma vida) e passaremos a agir de forma que nossa mente e coração estejam em paz. E assim seremos realmente felizes. Antes de tomarmos algumas atitudes, devemos nos perguntar: - Minha escolha é fruto de meu medo e egoísmo? - Minha escolha fará de mim alguém melhor? Me deixará confortável? - Minha escolha trará felicidade as pessoas que eu prezo? - Minha escolha me dará paz? CWS, 07/11/2010.