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CURSO TIRADENTES - PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06

NORMAS TÉCNICAS PARA AVALIAÇÃO DA INCAPACIDADE “DOENÇA DE CHAGAS” Normas Técnicas para avaliação da incapacidade laborativa I – Introdução Os tradicionais indicadores epidemiológicos sugerem ser a Tripanossomíase doença amplamente disseminada no Brasil, com importantes índices de transmissão, de prevalência e de dano social. As conseqüências das diferentes formas clínicas, em especial a Cardiopatia Chagásica Crônica, se traduzem no desemprego, na incapacidade física e laborativa, no custo médico hospitalar e na precoce aposentadoria. Por outro lado, as correntes migratórias internas dependentes e decorrentes do modelo sócio-econômico urbano industrial instalado no País, promoveram verdadeiro fenômeno de "urbanização" da endemia, gerando preocupações trabalhistas e assistenciais, na medida em que aproximam mais os chagásicos das instituições de Previdência Social. A forma encontrada para reduzir o impacto do ônus da moléstia sobre a Previdência Social é a homogeneização dos diversos conceito sobre a redução da capacidade laborativa nos portadores da doença. Procura-se conceder benefícios aos realmente incapazes, evitando-se marginalizar aqueles que, embora contaminados, podem e devem trabalhar. II – Incidência e prevalência A infecção humana já foi constatada desde o Sul dos EE.UU. até o Sul da Argentina. Neste vasto espaço existem áreas em que a doença não ocorre, como nas zonas de altitude elevada, florestas virgens e desertos. Outras apresentam elevada prevalência que está condicionada a duas ordens de fatores: 1) a existência de vetores domiciliados e

2)

o baixo nível sócio-econômico da região, condicionando precário tipo de habitação e deficientes condições de higiene - é assim que a doença de Chagas se encontra muito disseminada e alcança alta prevalência nas áreas onde os triatomídeos se adaptaram bem por ecótopos artificiais e onde estes ecótopos apresentam condições favoráveis à proliferação dos insetos, tais como casas de paua-pique ou de sopapo, ranchos cobertos de sapê ou de folhas de palmeiras, casas de madeira mal construídas ou mesmo casas de pedras, de adobes ou de tijolos com frinchas e fendas - onde as condições sanitárias são precárias. A doença é endêmica desde o Piauí até o Rio Grande do Sul. Não existe um estudo de amostragem uniforme que possa nos dar uma visão completa da prevalência, com investigadores visando as amostras diferentes. Assim temos os seguintes exemplos:

Dr. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 - Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet.com.br

Em três áreas endêmicas. PARAÍBA: LUCENA e COSTA pela reação de fixação do complemento. CEARÁ: ALENCAR.411 reações de fixação de complemento.43% de reações de fixação de complemento positivas. num inquérito sorológico na região de Cariri e Baturité.br . Entre 6583 amostras de sangue colhidas em oito municípios e examinados pela reação de fixação de complemento. com reação de imunofluorescência e obtiveram um índice de positividade de 9. examinando 2. Figueiredo. ROSA e CALHEIROS examinaram 3.267 reações de fixação do complemento em habitantes de 11 municípios da ZONA DA MATA do AGRESTE e do SERTAO obteve 11.com. observaram 10. nas reações de fixação de complemento. Lucena observou 20.CURSO TIRADENTES .3% em 291 reações de fixação do complemento. entre doadores do Banco de Sangue do Hospital das Clínicas de Goiânia. reunindo 8. ALMEIDA.3%. RIO GRANDE DO NORTE: LUCENA e LIMA.75% em 689 reações efetuadas. observou 25% de positividade.23% de resultados positivos.05%.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 PIAUÍ: LIMA FIGUEIREDO e COURA. verificaram 12. Já nas regiões de Paulo Afonso.2% de resultados positivos. PERNAMBUCO: LUCENA . Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . obtiveram 22. Freitas e Figueiredo obtiveram índice de positividade de 33.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. Campos.0% de positividade. apenas 1. BAHIA: Em SALVADOR.015 indivíduos de municípios das zonas endêmicas e observaram 19.14% de positividade. Bezerra e Freitas examinaram 669 indivíduos do município de Barbalha. examinaram 3.04%.280 amostras de sangue de indivíduo da zona rural de' 11 municípios. ALAGOAS: LUCENA. PONDÉ. mostraram-se positivos. SHERLOCK FRANCKE e LEITE. usando a imunofluorescência indireta e examinando a população de duas localidades do município OEIRAS. Alencar Almeida Pinto et ALL reuniram em 11 municípios do Ceará. GOlÁS: A Doença de Chagas encontra-se difundida sobretudo na Região Sul. 7. Dr. Alencar. Salgado e Pelegrino obtiveram índice de apenas 2. Rezende e Rossi.3% de reações positivas em 612 indivíduos de NAZARÉ DA MATA.598 pessoas de 19 municípios e obtiveram 16. no exame de 570 pessoas.757 reações de fixação de complemento com 2.3. obtiveram 12% de casos positivos. ESPÍRITO SANTO: Endemia parece muito baixa a julgar pelos dados SANTOS PINTO ZAGANELLI ALMEIDA MARTINS CARUNCHO E VIEIRA.63% de casos positivos.

89%. RIO DE JANEIRO: A endemicidade parece pequena a julgar pelos dados disponíveis.9% de positividade. Assim de 3.710 reações de fixação de complemento realizadas em 285 municípios. Em Virgem da Lapa. reuniram um total de 28. CARNEIRO e SALGADO. SANTA CATARINA: A endemicidade é baixa. Lima.93% de positividade entre 34. a julgar pelo índice de 0. Recentemente. BARRUFA e ALCÂNTARA verificaram 17. nas áreas endêmicas.82% de positividade. foram muito elevados os índices como acontece em ITAPORANGA. A Região apresenta alta endemicidade e reflete a dimensão do problema médico-social e previdenciário em determinadas regiões do Estado Dr.976 amostras de sangue. Coura. Dubois. PARANÁ: A endemia ocorre. onde FREITAS (1947) observou 42. examinando 13.39% de positividade entre 5.000 pacientes diversos. Mota MeIo e Filgueiras.br . PINOTTI obteve índice de 12.09% citado por SALGADO e PELGRINI. Recentemente VICHI.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 Recentemente. Dias Faria. no Distrito sanitário de Jataí. SÃO PAULO: SILVA registrou 13.7%). em 1978.89%. No município de LUZ. obtendo 10. BRASIL. internados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet.2% de positividade.530 indivíduos procedentes de 17 municípios do Sul do Estado e submetidos à fixação de complemento.200 reações do complemento PINOTII (1958) observou 4. Esilva.86.13%.CURSO TIRADENTES . Em alguns. Estudando.8% de positividade na reação de fixação do complemento. realizando inquérito sorológico em 82 municípios. Costa.7% de escolares positivos. DISTRITO FEDERAL: Entre os moradores de Sobradinho e Planaltina. MINAS GERAIS: SALGADO e PELLEGRINO. NOBRE. estudando 1. os auxílios-doença em manutenção. sobretudo. Salgado e Cols.533 indivíduos de 20 municípios. Petana.com. SADER. Rosa e Lauer obtiveram 17.1% de positividade. na REGIÃO NORTE.723 amostras de sangue pela reação de imunofluorescência indireta e obtiveram índice de 12. em outras áreas os índices são muito mais elevados. Chiari e Chuster obtiveram 17. a Coordenadoria Regional de Perícias Médicas em Minas Gerais encontrou no Triângulo Mineiro taxas altíssimas dos códigos 0. Oliveira. Camargo. obtiveram índice global de 3.91% e Uberaba 37.0 (Uberlândia 18. Prata. RIO GRANDE DO SUL: Aqui a incidência é maior.615 exames com um índice global de 6.0 e 427. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 .72%. obtiveram o índice 10. examinaram 12. Willcor e Coura examinaram 2.

PATOGENIA O T. o parasita acompanhou o homem e passou também a ser transmitido com freqüência por sangue transfundido e pela transmissão congênita. Tal procedimento acarreta a extinção gradativa dos hospedeiros naturais: tatus. não é fácil.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 Posteriormente. pois os dados estatísticos são baseados em codificações por vezes inespecíficas ou apenas descritivas. no ano de 1984. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . nas zonas silenciosas da doença. dados estatísticos colhidos na Coordenadoria Regional de Perícias Médicas. a colonização estimulada. o cão constituem os mais importantes reservatórios. como por exemplo. Finalmente. roedores.7% das aposentadorias da zona urbana e 12. gambás. as zonas úmidas do Ceará. como hidroelétricas e metalúrgicas e mesmo operações militares estão levando o homem a penetrar nas selvas. invadem habitações humanas e abrigos de animais domésticos e sofrem uma seleção natural que produz o predomínio das espécies mais adaptáveis aos ecótopos artificiais. TRANSMISSOR Em toda a Região Nordeste os principais vetores são o Triatoma pseudomaculata e o Triatoma brasiliensis. tendo o Triatoma sórdida alguma importância em certas áreas da Região Sudeste.Cruzi mantendo as suas raízes silváticas emerge cada vez mais para o ciclo domiciliar. quando das Revisões Analíticas e homologações de Aposentadorias das áreas urbana e rural. graças às condições favoráveis apresentadas por esses ecótopos: proteção. tendo o Panstroqylus megista papel em algums áreas. a partir da Bahia e até são Paulo. Nas regiões Sudeste e Sul o vetor mais importante é o Triatoma infestans. Esta característica provoca a destruiçao das mesmas e. sobretudo. a real incidência e prevalência dos casos de Doença de Chagas na previdência Social em termos de Brasil.br . o Panstroqylus megista tem papel preponderante. de modo agressivo e assim rompendo o equilíbrio ecológico. "Bloqueios cardíacos" e tantos outros. Saber com certeza. mostraram 7.Cruzi dispensa o vector. abrigo e alimentação fácil e abundante para o triatomídeos e a suscetibilidade do homem e alguns animais domésticos e domiciliados. a necessidade de construção de novas estradas. o gato e. Calcula-se que aproximadamente 10 milhões de brasileiros acham-se infectados pelo T. agora premidos pela falta de alimento natural. já que o T. isto é.na qual o T.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet.com. Dr. "Insuficiência cardíaca". de obras de engenharia. Cruzi. liberando produtos que podem funcionar como antigenos ou irritantes locais. Com a migração das populações rurais para as cidades. Os triatomídeos que são insetos primitivamente silvestres. "Distúrbios do coração". mascaram com certeza o real valor de incidência e prevalência da patologia. Mais para o Sul.Cruzi é o único TRIPANOSOMA que se multiplica no interior das células do seu hospedeiro. A avidez do homem por novas terras de cultivo.4% da rural ocasionadas pela Cardiopatia Chagásica Crônica. de todos os animais domésticos.CURSO TIRADENTES . A disseminação da endemia tende a se agravar com o tempo. morcegos e coatis.

Esta lesão é tão importante que pode mesmo ser considerada como a lesão fundamental doença cardíaca. fase crônica. possuíam por vezes número maior de neurônios. mas a inflamação da fase aguda. LOPES verificou que indivíduos aparentemente sadios e chagásicos (morte acidental).Lesão neuronal . surgem processos degenerativos ou mesmo focos de necrose. assim. os megas não existem ou são infreqüentes. em menor escala do megacolon em certas áreas como por exemplo o Brasil Central. O megaesôfago e o megacolon representam formas de exteriorização da patologia dos plexos mioentéricos.Nos acometimentos pelo T. O parasita como os protozoários em geral não contém verdadeiras exo ou endotoxinas. B .Lesão inflamatória . Na fase crônica da miocardiopatia chagásica as lesões são representadas por fibrose.Lesão do tecido excito condutor do coração . V acham-se envolvidos. inflamação crônica inespecífica e fragmentação das fibras específicas. As al terações degenerativas que ocorrem em células não parasitadas seriam conseqüências de distúrbios isquêmicos ou metabólicos induzidos pela inflamação ou de possíveis fenômenos de auto agressão.Cruzi. Além do seu caráter fibrosante. Quando o processo inflamatório se intensifica.A reação inflamatória depende diretamente da multiplicação parasitária.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. No sistema A.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 dificulta ou impede a efetividade das defesas antiparasitárias e se constitui numa limitação do tratamento quimioterápico. especialmente o plexo de Auerbach. Este problema está relacionado com a cepa do parasita. o processo inflamatório crônico mostra indícios morfológicos de progressão ou auto perpetuação. em nítido contraste com o que ocorre na. mas há índícios de que a lesão autonômica não é a lesão fundamental da cardiopatia. Há maior prevalência do megaesôfago. enquanto outros com sintomatologia de insuficiência cardíaca congestiva há muito tempo.. com destruição conseqüente das células do hospedeiro e/ou através de mecanismos de sensibilização. Assim. LESÕES FUNDAMENTAIS A . Assim. embora ocorra a cardiopatia chagásica típica. como o sistema A. as lesões se distribuem na maioria dos casos segundo um padrão muito Dr. apresentavam extensa lesão neuronal. quando comparado com casos controles. evolutiva e fibrosante e por não mostrar correlação direta com a presença de parasitas.br . podem surgir áreas focais de fibrose.A. C . pois o parasitismo das estruturas do sistema nervoso pode variar amplamente de uma cepa para outra. os métodos quantitativos vieram mostrar uma acentuada redução no número de neurônios do plexo de Auerbach em esôfago chagásico. As zonas necróticas podem sofrer colapso de arcabouço conjuntivo e. Tanto o nódulo S.CURSO TIRADENTES . e. a inflamação da fase crônica se caracteriza por ser multifocal e difusa. Uma intensa destruição neuronal ocorre também no coração dos chagásicos. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . os gânglios nervosos parassimpáticos são freqüentemente lesados. não tem potencial fibrosante. Já em certas áreas endêmicas da Venezuela e da América Central. V.com.

um aspecto fundamental foi ao T. pois as fibras condutoras correm paralelas como fios condutores isolados e não se anastomosam. Isso nos impede de saber porque o bloqueio do ramo direito é tão freqüente em chagásicos. todavia. inicialmente na fração IgM e. todavia. respectivamente. Cássio e Cols descreveram um anticorpo que teria uma alta Dr. o hospedeiro erradicar a infecção passando a viver num aparente equilíbrio biológico com o parasita. de saber que tal bloqueio resulta de lesões destrutivas do sistema. da zona de bifurcação do ramo direito com os fascículos da porção anterior e proximal do ramo direito. desempenha papel importante na patogenia desta miocardite:Todavia.Cruzi. não havendo modificações nos níveis baixos de parasitemia. porém. O porque da topografia por vezes caprichosa das lesões é inteiramente desconhecido. Não nos impede. Outro fator importante na defesa do hospedeiro é representado pelos antícorpos para o T. Portanto. ia vezes situadas em partes altas do mesmo. o que pode possibilitar o surgimento de reações de auto-imunidade na Doença de Chagas.V. Há envolvimento da porção inferior e direita do nódulo A. Os pacientes exibem no traçado eletrocardiográfico bloqueio completo do ramo direito e hemibloqueio anterior esquerdo. para os lados direito e esquerdo. face a epi e trípamastigotos e podem ser revelados através de reações de hemoglutinação. Há dados que indicam que uma imunidade de tipo celular pode também estar atuando na defesa contra o T.com. há evidências de que as reações imunológicas podem resultar também num agravamento das lesões determinadas pelo T. IMUNOPATOLOGIA No acometimento inicial pelo T. não conseguindo. Quando inoculado com novas formas virulentas de T. Na Doença de Chagas. a princípio. A primeira defesa do organismo está situada no seu sistema fagocítico mononuclear.Cruzi. aumentavam o seu número progressivamente até atingir um máximo.Cruzi.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. concluindo-se que a hipersensibilidade. Depois. comuns em várias cardiopatias e após cirurgia cardíaca. Cruzi e o músculo cardíaco. nas reações de fundo imunitário.Cruzi. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . quer sejam medidas por anticorpos ou por células o resultado pode ser a proteção (imunidade) ou agravamento das lesões (hipersensibilidade). Estes anticorpos in vitae têm propriedade de precipitação e aglutinação. observa-se que os parasitas no sangue circulante.br . estando predeterminadas no feixe de Hiss as que seguem. Verificou-se que a miocardite chagásica não era reproduzida por injeções de homogenatos do coração puro ou com antígeno de T. mostrando correlação com os achados histopatológicos. fixação do complemento e imunofluorescência. na fração IgG das imunoglobulinas.CURSO TIRADENTES .Cruzi. mas não necessariamente a auto-imunidade. o hospedeiro não Volta a apresentar as manifestaç5es da fase aguda.Cruzi. havia um decréscimo tão acentuado que a sua presença só podia ser evidenciada por métodos especiais. os macrófagos são primeiras células a serem invadidas pelos parasitas e dispõem de meios eficientes para combatêlos. o aparecimento de anticorpo anticoração. na metade direita do feixe principal de Hiss. Recentemente.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 característico. logo após. a imunidade existente não é total e são justamente os hospedeiros com esta imunidade os que possuem o potencial para evoluir para as formas crônicas mais graves.

É freqüente a hepatoesplenomegalia dolorosa. avaliar a reaaquisição da capacidade laborativa. as formas da doença de Chagas. como pela raridade de sua apresentação. são reconhecidos três tipos de cepas: as lesões de plexos mioentéricos na infecção chagásica experimental são mais intensas nas infecções pela cepas de tipo I. Diferentes cepas do T.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet.especificidade clínica em relação a outras parasitoses. Esta diferença de tropismo é atribuída à existência de vários tipos de "cepas do parasita. por isto. A comunicação do tipo 4 (DeI) no Axl é preferível à do tipo 2 (DCB). Já a miocardite é intensa nos animais infectados com cepas do tipo II (amostras isoladas do Recôncavo Baiano). serão sempre enfocados sob o aspecto médico-pericial. os sintomas gerais do acometimento sistêmico (febre. no exame subseqüente. Na infecção pelas cepas do tipo I (Ye Peruano) a morte se da precocemente.Forma Aquda Tem pequeno interesse médico-pericial. endocárdio e interstício e. artralgia.alta prevalência na cardiopatia chagásica grave e ausência nas outras cardiorniopatiasi 2 . Em reações de imunofluorescência indireta. pelo envolvimento do miocárdio. posteriormente.CURSO TIRADENTES . O prazo mínimo de incapacidade ficará em torno de 60 a 90 dias período em que todos os sintomas e sinais acima descritos regridem. em uma região geográfica. com bloqueio dos mesmos e. foi designado como fator EVI. como por exemplo as manifestações cardíacas.br . III – Formas clínicas de apresentação e relação com a incapacidade Tendo em vista os objetivos do presente trabalho.Cruzi Desde o início foi observado que um determinado quadro clínicopatologíco. ocorre. este fator possui três características importantes: 1 . pois permitirá. predominantemente. na maioria das vezes.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 especifidade para a cardiopatia chagásica.com.reação cruzada com antígeno de T. Dr. pela grande multiplicação nos elementos do sistema fagocítico mononuclear. fato constatado felizmente. anorexia. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . Irregulares e discretas com a cepa tipo II e pouco freqüentes ou ausentes com cepa tipo III. não só pelo curto período de incapacidade que acarreta. enquanto em outra região predominam as formas digestivas. em secções de músculo estriado e de coração homólogo ou heterólogo. mialgia) e as transitórias alterações determinadas pelos envolvimentos cardíaco e meningoencefálico.Cruzi. Predominam nesta fase. 3 . 1 . de forma gradual e espontânea. esse anticorpo reage com vasos.

da reação sorológica positiva e. conduzirão por um lado ao desemprego (recusa sumária no exame pré-admissional de indivíduos com sorologia positiva) e por outro lado em reconhecimento pela Previdência Social. determinando graus variáveis de megas. e quadros Dr. de incapacidade física e laborativa inexistentes. A conclusão médico-pericial irá depender de repercussão sobre o estado geral do examinado. Bloqueios AV parciais permanentes. em tese à FMUFMG. evolui por vários anos antes que se manifestem as lesões viscerais.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. extrassistolia polifocal. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . assim como de aposentadorias precoces indevidas. em 1978. a presença de insuficiência cardíaca clinicamente manifesta. Nesta fase. A cardiopatia chaqásica crônica Na ocorrência de acometimento cardíaco isolado ou associado às for mas digestivas.Forma Indeterminada Aqui se encontram a maioria dos chagásicos (60 a 80%). corresponde ao período entre a fase aguda e o estabelecimento das formas tardias de infecção crônica. deverá ser mantido afastado do trabalho (comunicação tipo 4) por prazo suficiente até que as medidas terapêuticas corrijam o déficit nutricional. do grau de desnutrição protéico calórica produzido pela doença.br . o indivíduo apresenta tão – somente o acometimento digestivo. Esta forma. em geral. Regra geral. 4.CURSO TIRADENTES . estimava que 2 a 3% da força de trabalho na cidade de são Paulo correria risco de marginalização social por serem portadores de sorologia positiva. e não raramente permanecem. não existe incapacidade laborativa e no exame médicopericial a comunicação é do tipo 1. demonstrava excelente desempenho de chagásicos com forma indeterminada submetidos ao teste ergométrico. isto é. pela sua gravidade. o segurado estará apto para o trabalho (comunicação tipo 1) caso contrário. Formas crônicas digestivas As lesões que se instalam nestas ocasiões comprometem os plexos mioentéricos do esôfago e do colon. Não existindo importante desnutrição.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 2 . 3. portanto. não sendo evidenciada a cardiopatia. É interressante observar que. a avaliação médico-pericial. A existência de cardiomegalia. é a intensidade da lesão cardíaca que comanda. apresentam-se sem cardiopatia e sem comprometimento digestivo clinicamente detectáveis. portanto.com. Apesar. no mesmo ano. Faria. conhecida como "fase indeterminada da Doença de Chagas". as alterações eletrocardiográficas caracterizadas por Bloqueios AV totais. Goldbaum. Estes fatos se não levados em conta. infectados. silenciosas durante toda a vida.

doceiras. o teste ergométrico. auxiliares de escritório e tantos outros. geram incapacidade definitiva para o exercício de todas as profissões. já que bastante numeroso. O mesmo raciocínio se aplica aos padrões eletrocardiográficos de “Bloqueios incompletos de ramo direito" e/ou "defeito da condução intraventricular do estímulo”.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 eletrocardiográficos da necrose de ponta.cardíaca. Este grupo está apto para atividades que não acarretam sobrecarga importante para o aparelho cardiovascular ou nos quais uma incapacidade física súbita não traga riscos para a coletividade. invalidez. Tais casos se enquadram no conceito de cardiopatia transformados em DCI indefinida pela Coordenadoria Regional de perícias Médicas. não se alterando o traçado de base. Finalmente. costureiras. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . Nestes indivíduos. freqüentemente o exame clínico é normal. isto é. ser freqüente.br . Aí estão incluídos os comerciantes. temos que considerar um grupo importante. visto o seu aparecimento esporádico em indivíduos normais. o exame radiológico não mostra alteração da área . na imensa maioria.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet.com. Dr. apresentando corno única anormalidade o Bloqueio completo do ramo direito do feixe de His ao ECG. vigias. Cumpre aqui assinalar que a extrassistolia isolada em pacientes com positividade soro lógica não é necessariamente expressão de envolvi mento cardíaco. empregadores.CURSO TIRADENTES . demonstra excelente performance física.

radiológicos e Eletrocardiográficos normais Megaesôfago Megacolon Apto para o exercício de todas as profissões Forma Digestiva Forma Cardíaca crônica A incapacidade depende do estado nutricional Invalidez crônica Cardiomegalia. Omniprofissional 60 a 90 dias a Fase Aguda por Forma “Indeterminada” Reação de machado guerreiro + achados clínicos.Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . Bav total.br .CURSO TIRADENTES . Fibrilação atrial. ICC e BRE BRD isolado. uma incapacidade súbita não traga riscos para a coletividade Dr. BAV parcial permanente. sem alterações clínicas e radiológicas Forma Cardíaca crônica Aptidão para atividades “leves” em cujo exercício.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 O quadro a seguir resume o exposto A INCAPACIDADE LABORATIVA DA DOENÇA DE CHAGAS QUADRO SINÓPTICO Formas Clínicas Achados clínicos. BCRD + HBA. Radiológicos e Eletrocardiográficos Miocardite.com. febre Hepatoesplenomegalia e Relação com incapacidade Incapacidade.

para a conclusão médico-pericial. dispensam a necessidade de exames complementares. os segurados com dados epidemiológicos positivos Para a moléstia de Chagas. Dr. Aqui.EXAMES COMPLEMENTARES O exame clínico isolado é.br .CURSO TIRADENTES .Mestre em Direito Advocacia especializada em Direito Médico (penal – civil – administrativo e ético) (85) 99855928 – 91045262 – edmilson@daterranet. em muitos casos. a sorologia terá valor apenas para o estudo epidemiológico e para a correta codificação diagnóstica. Edmilson Júnior – OAB-CE 15476 – CREMEC 6075 . Nas cardiopatias em que não está claramente exteriorizada a ICC. Resta um pequeno número de situações fronteiriças em que indicada a realização da RCVB e da ergometria. decisivo para conclusão médicopericial.com. com sintomas e sinais denunciadores da existência de ICC e/ou acentuado desvio nutricional decorrente dos megas. Assim.PREPARATÓRIO MEDICO PERITO INSS/06 IV . são suficientes na quase totalidade destes casos. os exames clínicos correlacionados com a sorologia e o ECG em repouso.