NORMAS E TÉCNICAS DE AUDITORIA I

ÍNDICE

1. Auditoria e a Profissão de Auditor
1.1. A Profissão do Auditor – Ética e Qualificação............................................................... 1.2. Responsabilidades Legais do Auditor – Regulamentação.............................................

02 02 02 04 04 05 10 11 11 14 26 35 35 37 39 39 40 46 46 47 52 58 59 66 67 72 74 80 95 101 107 111 114 116 117

2. Normas de Auditoria
2.1. Normas relativas à Pessoa do Auditor ........................................................................ 2.2. Normas relativas à Execução do Trabalho.................................................................... 2.3. Normas relativas à Opinião do Auditor..........................................................................

3. Fundamentos da Auditoria
3.1. Histórico da Auditoria: Origem, Natureza e Aplicação............................................... 3.2. Conceitos, modalidades, tipos e formas....................................................................... 3.3. A Auditoria no Setor Público do Estado de Minas Gerais...........................................

4. Visão Geral do Processo de Auditoria
4.1. O Processo de Auditoria – Conceitos e Planejamento dos Trabalhos..................... 4.2. Metodologia Auditorial................................................................................................ 4.3. Fases do Processo de Auditoria................................................................................... 4.3.1. Pré-auditoria.................................................................................................. 4.3.2. Plano de Auditoria......................................................................................... 4.3.3. Execução dos trabalhos de Auditoria............................................................ a) Reunião de Abertura dos Trabalhos com o Auditado ...................................... b) Estudo e Avaliação dos Controles Internos .................................................... c) Aplicação dos Programas de Auditoria............................................................ d) Métodos Auditoriais de Exames ..................................................................... e) Técnicas de Auditoria...................................................................................... f) Erro e Irregularidade........................................................................................ g) Achados em Auditoria ................................................................................... h) Evidências de Auditoria.................................................................................. i) Riscos de Auditoria ......................................................................................... 4.4. Amostragem em Auditoria....................................................................................... 4.5. Papéis de Trabalho.................................................................................................... 4.6. Relatório de Auditoria............................................................................................... 4.7. Parecer de Auditoria................................................................................................. 4.8. Parecer de Auditoria na Administração Pública ................................................... 4.9. Controle de Qualidade ............................................................................................. 4.10. Efetividade dos Trabalhos de Auditoria ..............................................................
Anexo I .........................................................................................................................................

Anexo II ..................................................................................................................................... Referências Bibliográficas ...................................................................................................

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FALTA AO BRASIL, MAIS DO QUE ÉTICA, AUDITORIA

Uma avalanche de denúncias estampa as páginas dos principais jornais e semanários do país. Personagens do governo federal e do partido do governo sob a mira de Roberto Jefferson e da CPI dos Correios, malas com conteúdo suspeito nas mãos de quem serve — ou deveria servir — ao interesse público, invasões a escritórios de advocacia e performances policiais quase “cinematográficas” tendo sedes de grandes empresas como palco. Afora a grande satisfação ao vislumbrarmos um sistema democrático em pleno funcionamento, constata-se também a necessidade de profundas alterações nas regras vigentes, não limitadas a uma maior transparência no modelo de gastos de campanhas ou a uma reforma tributária mais abrangente. Todos os casos enunciados envolvem movimentação de recursos — o dinheiro colocado no bolso do paletó, em valises ou mesmo em roupas íntimas não nasce, tampouco voa. É registrado em operações bancárias, com controle de entrada e saída, e como tal necessita de registro contábil e uma auditoria eficaz. Na sua mais pura definição, auditar não se restringe a aferir a adequação e o cumprimento de normas contábeis. O conceito de auditoria envolve o acompanhamento da administração como um todo, por meio da verificação dos fatos positivos ou negativos e o relato posterior dessas ocorrências a quem solicita o trabalho, do proprietário ou conselheiro da empresa, bem como do gestor público. Obrigatória ou não, a auditoria, por sua finalidade, proporciona a segurança e transparência necessárias ao empresário, clientes, credores e potenciais investidores, às instituições vinculadas ao poder público e à sociedade em geral. No entanto, o Brasil parece ainda não ter se dado conta dessa importância. Carente de fiscalização, o país conta hoje com 12.800 auditores — um auditor para cada 14.720 habitantes. A Holanda, por sua vez, apresenta a proporção de um auditor para cada um mil habitantes. Tal realidade contribui decisivamente para que administradores públicos ou privados agravem, propositalmente ou não, o quadro econômico e ético da sociedade brasileira. Não se pode esperar por atitudes fiscalizadoras pontuais ou por representantes eleitos pela população dividindo seus conhecimentos sobre a corrupção. Casos recorrentes têm de ser tratados de maneira recorrente. A cultura da auditoria, quando muito, é associada ao apontamento de problemas depois que parte deles ganha notoriedade, sem caráter preventivo algum. Não podemos ter empresários que geram empregos e riquezas sendo algemados se não houver um tratamento igualitário aos que não comprovam a prestação de serviços. Estamos diante de uma oportunidade, como nação, empresas, trabalhadores e cidadãos: o tapete foi levantado e olhamos surpresos tudo o que estava acumulado durante décadas. Todos que ocupam posições de liderança — governo, políticos, empresários, gerentes — precisam conhecer a realidade, validando os acertos, corrigindo os erros e abandonando posturas de “deixa estar para ver como é que fica”. A nova postura deve transcender a desconfiança, pois todo bom gestor de negócios precisa saber como estão sendo administrados os seus recursos. Isto forma boas decisões e alcança resultados. Não é por sofisticação desnecessária que empresas de porte utilizam ferramentas de auditoria. Precisam prestar contas aos seus acionistas. Aproveitemos esse momento único para utilizar todos os mecanismos possíveis que nos garantam conhecer as nossas realidades e agir sobre elas, sem deixar que isto seja apenas mais uma onda passageira. (Raízes da corrupção - por Raul Corrêa da Silva - Revista Consultor Jurídico, 19 /07/2005)

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bom senso. sendo diversas as modalidades na aplicação da auditoria.10 5 . autoconfiança. diversas são as classificações para esse profissional.2. procurará obter elementos de satisfação que o levem a fundamentar e a emitir sua opinião sobre o objeto de estudo. não sendo permissível que paire qualquer sombra de dúvida quanto à integridade. Entretanto. ⇒ Auditor Externo – profissional independente e autônomo. imparcialidade. 1. ⇒ Auditor Fiscal – servidor do Poder Público. Auditoria e a Profissão de Auditor 1. a profissão de auditoria exige a obediência a princípios éticos profissionais e qualificações pessoais que fundamentalmente se apóiam em auto-análise. caráter e conhecimento. tais como: ⇒ Auditor Interno – empregado de alto nível dentro de uma empresa. honestidade e aos padrões morais desse profissional. mas apenas a de Contador. A Profissão do Auditor – Ética e Qualificação Auditor é o profissional que. possuindo competência legal como Contador e conhecimentos em áreas correlatas aliadas aos conhecimentos de normas e procedimentos de auditoria. Assim sendo. persistência.Regulamentação No Brasil não existe a profissão do Auditor com tal denominação e regulamentação. perspicácia. Ao Contador.N O R M A S E T É C NI C A S D E A U D I T O R I A I 1.10 - Execução Execução Coordenação e Revisão Supervisão Administração Auditor Independente A função de Auditor deve ser exercida em caráter de entendimento de que o trabalho executado tenha e mereça toda a credibilidade possível.10 8 . bacharel em Ciências Contábeis. sigilo. é que se atribui o direito de realizar 2 . O Plano de Carreira da função Auditoria objetiva fixar o profissional na área e fornecer uma visão clara da sua trajetória sendo assim representado: Escala Funcional Hierarquizada Cargo Instrução Básica Instrução Especializada Tempo Experiência (anos) Função Auditor Trainee Assistente Auditor Pleno Semi-Sênior Auditor Sênior ou ou Superior Superior Superior Pós-Graduação Pós-Graduação - Auditor Supervisor ou Coordenador Gerente de Auditoria Sócio Formação básica em auditoria Formação específica em auditoria Curso básico p/ Auditor Sênior Curso básico para Supervisor Certificação de Auditor - 0-2 2-5 5 . Responsabilidades Legais do Auditor .1.

requerendo grandes esforços. o Auditor é responsável pelos seus atos. portanto. Considerando-se que o Contador precisa reunir maior dose de cultura e que seu título só pode ser hoje expedido para os que concluem o Curso Superior de Ciências Contábeis. natural será que seja reservada a ele a função da revisão e da verificação de balanços.as tarefas de auditoria. individualmente. apenas referências esparsas sobre o assunto. Matemática. Diante disso. ⇒ Dois ou mais profissionais liberais consorciados. A modalidade mais difundida e freqüente é a prestação de serviços de auditoria por sociedades de profissionais constituídas para tal fim. comercial e profissional. é de exercício exclusivo do Contador e está assim regulamentada: Dispositivo Legal Resolução CFC nº. geralmente. As responsabilidades do Auditor não estão claramente definidas em lei especial. ⇒ Associações de Classes de Contadores. Psicologia. embora sem definição positiva e especial. A Responsabilidade Profissional está regulada no Decreto-lei nº. a função do auditor em prática altamente especializada. Perante a lei. Auditoria. mesmo porque. o acúmulo de responsabilidades é de tal natureza que. Esta soma de capacidades é realmente exigida e transforma. Direito. penal. 9. porém sem objetivá-lo. e por extensão pode ser fiscalizada por eles. não está instituída a profissão do auditor distintamente das demais. Encontramos em nossa legislação civil. os profissionais preferem associar-se para a realização da tarefa de auditar. efetivamente. Tecnologia da Informação. comercial e penal) estão previstas nos códigos próprios da legislação brasileira e são de caráter geral.295. Relações Humanas. As outras responsabilidades (civil. 821/97 Resolução CFC nº. considerada a sua importância para o mercado de capitais e para a segurança nacional (espionagem econômica). escritas e contas (auditoria contábil). ⇒ Sociedade de Profissionais Liberais. Estatística. Economia. seja ela interna (exceto para áreas operacionais onde não estejam em análise as contas contábeis). 308/99 Registro Registro CRC – Auditores Externos Registro CRC – Auditores Internos Registro CVM – Auditores Externos que atue no âmbito do mercado de valores mobiliários 3 . Engenharia. seja externa. O exercício da função auditoria necessita de uma fiscalização profissional rigorosa. A prática de Auditoria Contábil. podendo ser prestados por: ⇒ Profissional Liberal. entretanto. reunir maior dose de conhecimentos técnicos e gerais da mais variada natureza como: Contabilidade. O auditor precisa. que trata da formação dos conselhos de contabilidade. Finanças. dente outros. sendo ela mais considerada como técnica ou aplicação do conhecimento contábil. 781/95 Instrução CVM nº. Administração Geral.

bem assim nos demais aspectos relacionados com sua atividade profissional. Devem. ⇒ conhecimento técnico: o auditor necessita possuir conhecimentos técnicos das diversas áreas relacionadas com as atividades auditadas. na definição de suas conclusões e na elaboração de seus relatórios e pareceres. atualizando-se quanto ao avanço de normas. o auditor se apoiará em fatos e evidências que permitam o convencimento razoável da realidade ou a veracidade dos fatos. o auditor está obrigado a abster-se de intervir nos casos em que há conflito de interesses que possam influenciar a absoluta imparcialidade de seu julgamento. Essa atitude envolve os seguintes aspectos: ⇒ soberania: durante o desenvolvimento de seu trabalho. exclusiva e livremente a seu critério. bem como proporcionar a aplicação sistemática e metodológica de suas ações. ⇒ imparcialidade: durante seu trabalho. de tal forma que lhe permitam comprovar a legalidade e legitimidade dos atos de gestão e avaliar a economicidade. Normas relativas à Pessoa do Auditor Os auditores são responsáveis não só perante o órgão de controle a que estão vinculados. Foram estabelecidas com a finalidade de orientar as atividades a serem desenvolvidas. ter habilidade no trato com as pessoas e comunicar-se de maneira eficaz. eficiência e eficácia alcançadas no desempenho dos objetivos da organização sob exame. permitindo a emissão de opinião em bases consistentes. obedecendo às seguintes normas: a) Independência O auditor. nas fases de planejamento. O somatório de experiências obtidas entre diversas situações contribui para o amadurecimento do julgamento profissional. econômicos e financeiros. ainda. ⇒ objetividade: na execução de suas atividades. deve manter uma atitude de independência que assegure a imparcialidade de seu julgamento. documentos ou situações examinadas. ⇒ atualização dos conhecimentos técnicos: o auditor deve manter sua competência técnica. conhecimentos contábeis. o auditor deverá possuir o domínio do julgamento profissional. ⇒ capacidade profissional: a capacidade profissional é adquirida pela aplicação prática dos conhecimentos técnicos. execução e emissão de seu parecer. 4 . Normas de Auditoria As normas de Auditoria abrangem instruções e procedimentos a serem observados pelo auditor quando da realização do seu trabalho. como também a sociedade. procedimentos e técnicas aplicáveis à auditoria. experiência e capacidade para as tarefas que executa. na seleção e aplicação de procedimentos técnicos e testes de auditoria.2. no planejamento de seus exames. e de outras disciplinas para o adequado cumprimento do objetivo da auditoria. conduzir-se de modo a justificar a confiança individual e institucional que lhes é depositada.1. no exercício das atividades de auditoria. portanto. 2. no exercício da atividade de auditoria. Deverá. pautando-se. possibilitando o discernimento entre situações gerais e particulares. deve possuir um conjunto de conhecimentos técnicos. b) Conhecimento Técnico e Capacidade Profissional O auditor.

• usar corretamente a linguagem do corpo. O auditor é obrigado a utilizar os dados e as informações de seu conhecimento tão-só e exclusivamente na execução dos serviços que lhe foram confiados. no desempenho de suas atividades. • permitir que o auditado exponha suas razões e tenha oportunidade de melhorar.2. nem deles poderá utilizar-se o auditor direta ou indiretamente. ⇒ cautela profissional: no desenvolvimento de seu trabalho. documento ou informação. com vistas a estabelecer uma adequada extensão de seus exames. independentemente de sua formação profissional. 5 . por escrito. terá livre acesso a todas as dependências da organização auditada. bem como aplicar metodologia apropriada à natureza e complexidade de cada exame. não podendo valer-se da função em benefício próprio ou de terceiros. nenhum processo. • boa apresentação. • não fazer inferências. na elaboração do relatório e emissão de sua opinião. o auditor necessita agir com a devida precaução e zelo profissional. • calma. dado. no exercício de suas funções. Salvo determinação legal ou autorização expressa da alta administração. sob qualquer pretexto.c) Cautela e Zelo Profissional No desempenho de suas funções. ⇒ comportamento ético: no desenvolvimento de seu trabalho. de imediato. valores e livros considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições. 2. assim como a documentos. ao presidente da organização auditada. o bom-senso em seus atos e recomendações. precaução e esmero de modo a reduzir ao mínimo possível a margem de erro. Quando houver limitação da ação do auditor. o auditor. devendo acatar as normas de ética profissional. ⇒ outras recomendações ao auditor: quando da execução dos trabalhos de auditoria. • clareza nas perguntas. deve respeitar as normas de conduta. o fato deverá ser comunicado. nenhum documento. solicitando as providências necessárias. o auditor deverá prezar também os seguintes aspectos: • pontualidade. não lhe podendo ser sonegado. educação e paciência. ⇒ sigilo e discrição: o sigilo profissional é regra mandatória e indeclinável no exercício da auditoria. o auditor deve manter atitude prudente. ⇒ zelo profissional: o auditor. • evitar juízo de valor sobre como um elemento deve ser descrito ou implementado. informação e demonstração poderão ser fornecidos ou revelados a terceiros. Normas relativas à Execução do Trabalho O auditor. baseando-se sempre em evidências objetivas. deverá atuar com habilidade. em proveito e interesse próprio ou de terceiros. o cumprimento das normas gerais de auditoria e o adequado emprego dos procedimentos de auditoria de aplicação geral ou específica.

⇒ capacidade dos sistemas de controle: devem ser avaliados os procedimentos. políticas. ⇒ exame dos objetivos de controle: considerando-se que uma entidade adota sistemas de controle que compreendem um plano de organização e de todos os métodos e procedimentos. de forma permanente. políticas e registros que compõem os controles. registros etc. A elaboração de um plano adequado de trabalho de auditoria exige: • determinação precisa dos objetivos do exame. e promover a eficiência operacional. com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável segurança de que as atividades e operações se realizam. • estabelecimento das técnicas apropriadas. financeiros e materiais. normas e políticas vigentes. • definição e alcance dos procedimentos a serem utilizados. com o propósito de verificar se os procedimentos. o auditor deverá certificar-se: • da existência e propriedade dos procedimentos e mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos. assegurar a observância das leis. com o intuito de alcançar o cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. programas e dos recursos a serem auditados. O auditor deve realizar exames preliminares a respeito da natureza e características das áreas. ⇒ elaboração do plano de trabalho: o resultado dos exames preliminares dará suporte ao plano formal de trabalho. operações. ⇒ efetividade: é necessária a realização de um exame das operações que se processam nos sistemas de controle. mecanismos. eficiência e eficácia.a) Planejamento dos Trabalhos O trabalho de auditoria deve ser adequadamente planejado. e se os objetivos de controle estão sendo atendidos. funcionam de acordo com o previsto. • referência quanto ao uso de material e/ou documentos de prévios ou outras instruções específicas. a identificação completa sobre o que se deseja obter com a auditoria. bem como os resultados das últimas auditorias realizadas e diligências pendentes ou não de atendimento. sem desvios. ao planejamento dos trabalhos de auditoria. normas e instruções vigentes. assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos. • identificação do universo a ser examinado. b) Avaliação dos Controles Internos O auditor deve efetuar um exame adequado com vistas à avaliação da capacidade e efetividade dos sistemas de controles internos: contábil. administrativo e operacional das unidades da organização. de forma a possibilitar o atingimento das metas. em termos satisfatórios de economia. Para tanto deve considerar a legislação aplicável. que os integram. ou seja. a extensão e a profundidade dos procedimentos que nele serão empregados. • quantificação homem/hora necessária à execução dos trabalhos. para: proteger seus recursos. de forma ordenada. de forma a prever a natureza. ⇒ exame preliminar: tem como objetivo obter os elementos necessários. bem como a oportunidade de sua aplicação.. obter informações oportunas e confiáveis. 6 .

contribuir para o desenvolvimento de seus conhecimentos e capacidade profissional. no que tange à execução dos trabalhos e ao cumprimento dos programas de auditoria. pessoalmente. adequadamente. deverá ser evitado o cerceamento da liberdade e flexibilidade necessárias aos componentes da equipe. desde seu planejamento até a emissão do parecer e o conseqüente acompanhamento dos resultados. adequadamente. de tal forma que o pessoal possa alcançar seu próprio desenvolvimento profissional. com maior experiência. para identificar. eficiência. verificando. ⇒ prevenção de impropriedades e irregularidades: os sistemas de controle instituídos em uma organização devem conter procedimentos. ⇒ intensidade de supervisão: o grau de intensidade da supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionado aos seguintes fatores: • conhecimento e capacidade profissional dos membros da equipe.• se os sistemas de registros incluem a totalidade das operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados permitem confiar se as informações financeira e operacional oriundas daqueles refletem. seus subordinados. • da existência e idoneidade dos critérios. é indispensável que delegue parte dessas tarefas a supervisores. No entanto. Para maior compreensão dos objetivos. c) Supervisão dos Trabalhos de Auditoria Todo trabalho de auditoria. • grau de dificuldade previsível dos trabalhos. mecanismos e diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de impropriedades ou irregularidades. ainda que não possa evitá-las totalmente. devendo. 7 . igualmente. ainda. As evidências da supervisão exercida deverão ficar registradas nos próprios papéis de trabalho. conhecimentos técnicos e capacidade profissional deverão instruir e dirigir. todas as atividades que envolvem a execução das auditorias. se está sendo adotado parâmetros adequados para avaliação da efetividade. Um bom sistema de controle reduz a probabilidade de ocorrerem tais impropriedades ou irregularidades. ⇒ supervisão das equipes de trabalho: os auditores com atribuições de supervisão. ⇒ responsabilidade de quem dirige a função: o titular de uma unidade de auditoria do sistema de controle interno não pode supervisionar. tornam-se indispensável que os supervisores promovam a participação dos componentes das equipes na elaboração do programa de trabalho. e • alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar na organização auditada. eficácia e economicidade dessas operações. Logo. alcance. deve ser supervisionado. assegurando-se de que eles possuam conhecimentos técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado cumprimento das atribuições que lhes são conferidas. a boa e regular utilização dos recursos. bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos projetos. classificar e mensurar dados relevantes das operações. procedimentos e técnicas a serem aplicadas por parte da equipe. devendo para isso estabelecer mecanismos e procedimentos adequados para avaliar a atuação desses supervisores. enfoque.

⇒ critérios para obtenção da evidência: na obtenção da evidência o auditor se guiará pelos critérios de importância relativa e de níveis de riscos prováveis: • importância relativa: refere-se ao significado da evidência no conjunto de informações. suas recomendações e conclusões. clareza e objetividade. • pertinência: a evidência é pertinente quando há coerência com as observações. de acordo com o programa de auditoria e seus ajustamentos porventura ocorridos. • da fiel observância dos objetivos de auditoria. d) Obtenção de Evidências Em atendimento aos objetivos da atividade de auditoria. na extensão julgada necessária. A validade de seu julgamento depende diretamente da qualidade das evidências. solidamente. • adequação: entende-se como tal quando os testes ou exames realizados são apropriados à natureza e características dos fatos examinados. que possam permitir ao auditor chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e situações observados. • dos requisitos de qualidade dos pareceres de auditoria. e • do cumprimento das normas de auditoria e dos procedimentos de auditoria de aplicação geral. da veracidade da documentação examinada. • da necessária consistência das observações e conclusões. adequação e pertinência: • suficiência: quando. conclusões e recomendações da auditoria. que fundamentem. • da adequada formulação dos papéis de trabalho. de forma objetiva. ⇒ qualidade da evidência: considera-se que a evidência é de qualidade satisfatória quando reúne as características de suficiência. 8 .⇒ áreas e enfoques da supervisão: a supervisão deve abranger verificação: • do correto planejamento dos trabalhos. sua opinião. compreendendo: precisão. os testes ou provas adequados nas circunstancia. • da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimento das metas/ objetivos previstos para a execução dos trabalhos. o auditor é levado a um grau razoável de convencimento a respeito da realidade ou veracidade dos fatos examinados. mediante a aplicação de testes que resultem na obtenção de uma ou várias provas. para obter evidências qualitativamente aceitáveis. da consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e registros gerenciais para fundamentar. ⇒ finalidade da evidência: consiste na obtenção suficiente de elementos para sustentar a emissão de seu parecer. o auditor deverá realizar. • níveis de riscos prováveis: referem-se às probabilidades de erro na obtenção e comprovação da evidência.

no decorrer dos exames o auditor deverá estar consciente da probabilidade de risco de tais ocorrências. por que. ou ⇒ por outras fontes de informações. ainda quando não sejam objetos de seu escopo inicial. quem. e. que podem surgir: ⇒ como conseqüência dos controles estabelecidos. portanto. Sabe-se que a aplicação dos procedimentos de auditoria não garante a detecção de toda impropriedade ou irregularidade. ⇒ riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados (desperdício. ⇒ atitude do pessoal ante os controles existentes (não obedecem. os auditores estão obrigados a ampliar o alcance dos procedimentos necessários. a existência de irregularidades. onde.e) Impropriedades e Irregularidades O auditor. desvio). Na apuração de impropriedades ou irregularidades o auditor deverá: ⇒ utilizar-se da regra do 5W + lH + SHOW ME (o que.1) Detecção Não obstante não ser o objetivo primeiro da auditoria a busca de impropriedades ou de irregularidades. sempre e quando possa demonstrar que o efetuou de acordo com o estabelecido pelas normas de Auditoria do Sistema de Controle Interno. a fim de alcançar com efetividade os objetivos propostos para a apuração. ⇒ pelo resultado dos trabalhos efetuados pelos próprios auditores. no decorrer de qualquer auditoria. e. como e mostre-me). quando. mau uso.2) Apuração A apuração de impropriedades e irregularidades exige do auditor governamental extrema prudência e profissionalismo. Quando se manifestam tais indicadores. ⇒ peculiaridades/ características de como se desenvolvem as operações (sem normas e rotinas descritas). a fim de evidenciar. deverá prestar especial atenção às transações ou situações que denotem indícios de irregularidades. atentando para: ⇒ fragilidades dos controles internos. nesses casos. a manifestação posterior de uma situação imprópria ou irregular ocorrida no período submetido a exame não significa que o trabalho efetuado pelo auditor tenha sido inadequado. ⇒ comportamentos indevidos. ⇒ procurar evidências objetivas que subsidiem suas conclusões. com vistas à adoção de providências corretivas pertinentes. deverá ser dado o devido destaque em seu parecer. 9 . O adequado conhecimento da natureza e peculiaridade das operações permite ao auditor a identificação de indicadores de irregularidades. e. levando à ocorrência de distorções). quando sejam obtidas evidências das mesmas.

⇒ fazer perguntas silenciosas a si próprio; ⇒ fazer perguntas hipotéticas do tipo "o que ocorre se ... " ou "suponha que ... "; ⇒ pedir para repetir, quando não entender a resposta, se possível com exemplos; ⇒ falar, sempre que possível, com quem executa as tarefas; ⇒ ser o mais abrangente possível para comprovar as não-conformidades. No exercício de suas atividades, o auditor, ao verificar a ocorrência de irregularidades, deverá de imediato levar o assunto, por escrito, ao conhecimento da presidência da organização auditada, solicitando os esclarecimentos e justificativas pertinentes. 2.3. NORMAS RELATIVAS À OPINIÃO DO AUDITOR A opinião do auditor com atribuição de auditoria deverá ser expressa através de Relatório e/ou Parecer de Auditoria. Para cada auditoria realizada, o auditor deverá elaborar relatório que refletirá os resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de auditoria. As informações que proporcionem a abordagem da auditoria, quanto aos atos de gestão, fatos ou situações observadas, devem reunir principalmente os seguintes atributos de qualidade: ⇒ concisão: usar linguagem clara e concisa, de forma que seja fácil seu entendimento por todos, sem necessidade de explicações adicionais por parte de quem o elaborou; ⇒ objetividade: conter mensagem clara e direta a fim de que o leitor entenda facilmente o que se pretendeu transmitir; ⇒ convicção: relatar de tal modo que as evidências conduzam qualquer pessoa prudente às mesmas conclusões a que chegou o auditor; ⇒ clareza: assegurar-se de que a estrutura do relatório e a terminologia empregada permitam que as informações reveladas possam ser entendidas por quaisquer pessoas, ainda que não versadas na matéria; ⇒ integridade: incluir no relatório todos os fatos relevantes observados, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão objetiva das impropriedades/irregularidades apontadas, recomendações efetuadas e conclusão; ⇒ coerência: assegurar-se de que os resultados da auditoria correspondam aos objetivos determinados; ⇒ oportunidade: os relatórios devem ser emitidos tempestivamente, a fim de que os assuntos neles abordados possam ser objeto de oportunas providências; ⇒ apresentação: o auditor governamental deve cuidar para que os assuntos sejam apresentados numa seqüência lógica, segundo os objetivos do trabalho, de forma correta, isto é, em uma linguagem perfeita, isenta de erros ou rasuras que possam prejudicar o correto entendimento; ⇒ conclusão: o relatório deve permitir a formação de opinião sobre as atividades realizadas. Os relatórios de auditoria devem seguir os padrões usualmente adotados em auditoria, admitindose, em determinadas circunstâncias, as adaptações necessárias através das quais o auditor possa se expressar de forma a não prejudicar a interpretação e a avaliação dos resultados dos trabalhos.

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3. Fundamentos da Auditoria 3.1. Histórico da Auditoria: Origem, Natureza e Aplicação A Auditoria Contábil é uma tecnologia que se utiliza da revisão, da pesquisa, para fins de opinião e orientação sobre situações patrimoniais de empresas e instituições. Sua importância é reconhecida há milênios, desde a antiga Suméria. Existem provas arqueológicas de inspeções e verificações de registros realizadas entre a família real de Urukagina e o templo sacerdotal sumeriano e que datam de mais de 4.500 anos antes de Cristo. Também antes de Cristo existem normas de auditoria inseridas como textos do livro Arthasastra, de Kautilya, na índia. Nas cartas a Trajano (97-117 d.C.), escritas por Plínio (61-112 d.C.), o jovem, existem também relatos de práticas de auditoria realizadas nas províncias romanas. Ao lermos os escritos de Plínio, pode-se mesmo deduzir como seria difícil um império tão vasto, sendo tão poderoso e possuindo tão alto grau de cultura, além de uma escrita contábil evoluída e seriamente considerada, deixar de possuir práticas de auditoria. No ano 977 d.C., na obra de Abu-Abdallah AI-Khawarismi, denominada Mafatih AI-Ulum (As chaves da ciência), são feitas referências sobre práticas de revisão que o autor apresenta como tradicionais, já naquela época. A denominação auditor é antiga, mas não se conhece ao certo sua origem nem a data precisa em que se consagrou, admitindo-se que pudesse ter sido adotada por volta do século XIII, na Inglaterra, no reinado de Eduardo I. O termo auditor, no latim, como substantivo, tinha o sentido apenas de significar "aquele que ouve", ou "ouvinte", nada podendo configurar com o que viria ser adotado para representar aquele que daria opinião sobre algo que comprovou ser verdade ou não. Na Idade Média, muitas foram, nos diversos países da Europa, as associações profissionais que se incumbiam de executar as funções de auditoria, destacando-se, entre elas, os conselhos londrinos, em 1310; o Tribunal de Contas, em 1640, em Paris (ao tempo de Colbert, notabilizado por Bertrand François Barême), o Collegio dei Raxonati, em 1581, na cidade de Veneza; e a Academia dei Ragionieri, em 1658, nas cidades de Milão e Bolonha. A Revolução Industrial, operada na segunda metade do Século XVIII, imprimiu novas diretrizes às técnicas contábeis e especialmente às de auditoria, visando atender às necessidades criadas com o aparecimento de grandes empresas (em que tal natureza de serviço é praticamente obrigatória). Por isso, em 1845, ou seja, pouco depois de a Contabilidade penetrar nos domínios científicos, o Railway Companies Consolidation Act, obrigava a verificação anual dos balanços, que deveria ser feita por auditores. A confiança que na Inglaterra depositava nos auditores era muito grande e haveria mesmo de seguir um brilhante futuro, não fossem a displicência e a incapacidade de muitos profissionais surgidos na época, que influíram desastrosamente na carreira extraordinária traçada para tal ramo. A fim de proteger a integridade profissional criaram-se associações, assim, por exemplo, em 1850, na Escócia, surgia a primeira entidade que se destinava a moralizar o exercício de tão importante função, seguindo-a logo depois algumas outras na Inglaterra e em outros países da Europa. A medida surtiu os seus efeitos e voltaram os auditores a viver a sua grande carreira de prosperidade, protegidos como se achavam pela instituição de classe, que controlava o exercício da profissão e titulava seus associados.

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A Inglaterra possui atualmente (partindo de seu trabalho pioneiro) uma associação de profissionais de tal fim, ou seja, o Institute of Chartered Accountants in England and Wales. Nos Estados Unidos da América do Norte, também outra associação cuida das normas de auditoria - o American Institute of Accountants -, fazendo publicar diversos regulamentos, cujo primeiro de que temos notícia data de outubro de 1939; outros consolidando as normas em dezembro de 1939, março de 1941, junho de 1942 e dezembro de 1943. A organização profissional de auditores mais antiga, na América, é a American Association of Public Accountants, fundada em 1887. Países de elevado grau de evolução no assunto são, ainda, a Alemanha (onde existem os Institut von Wirtschaftspruefer), a Holanda (onde em 1894 se criou o Instituto de Auditores Nederlandsch Institut van Accountants), a França (com a sua Compagnie de Experts Comptables de Paris), a Argentina, a Bélgica e outros. No Brasil o movimento de arregimentação dos auditores iniciou-se em São Paulo, há cerca de 30 anos, através do Instituto de Contadores Públicos do Brasil; mais tarde surgiram outras instituições, como o Instituto Brasileiro de Auditores Independentes na Guanabara, assim como instituições de Contadores, no Rio Grande do Sul (ICARGS). Em fins de 1971 algumas associações se uniram e formaram o Instituto de Auditores Independentes do Brasil, entidade que foi reconhecida pela Resolução 317, do Conselho Federal de Contabilidade, em 1972, e pela Resolução 220, do Banco Central do Brasil, no mesmo ano. Criou-se, então, o cadastramento dos auditores nos conselhos Regionais de Contabilidade e efetivou-se pretensão de cadastramento no Banco Central do Brasil, e que já havia sido tentada pela Resolução nº 7 daquele Banco, cerca de sete anos antes. O amadurecimento de tais medidas deve-se, no Brasil, ao desenvolvimento do mercado de capitais, depois da Lei nº 4.728, de julho de 1965. A liderança da iniciativa que levou à Resolução 317, do Conselho Federal de Contabilidade, deveu-se a um movimento nascido em Minas Gerais e paralelamente acompanhado pelos contadores da Guanabara; a seguir, com a adesão de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco, consolidou-se a medida. A auditoria passou a ser obrigatória para todas as empresas que, em nosso país, achavam-se com as suas ações colocadas no mercado de capitais e, por conseguinte, com registro de emissão no Banco Central do Brasil. Muitos líderes colaboraram para que isto ocorresse, mas ao Governo se deveu, em grande parte, a receptividade, ou seja, a necessidade de dar um cunho de grande seriedade aos balanços. No ano de 1977 surgiu em Brasília a Ordem dos Auditores Independentes do Brasil, que em 1978 já era a instituição que congregava o maior número de auditores do País. Com o advento da Lei nº 6.385, de 07.12.1976, o registro de auditores para o Mercado de Capitais passou a ser de responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (organização que surgiu como cópia do sistema norte-americano da Securities Exchange Commission). Posteriormente, o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, IAIB, transformou-se no Ibracon - Instituto Brasileiro de Contabilidade - e esta é a entidade que ainda hoje congrega vários auditores, dedicando-se a editar normas e princípios e reunindo profissionais de tal segmento. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou várias normas, também, e iniciou o patrocínio de um comitê específico para tal fim. Também o Conselho Federal de Contabilidade edita, no Brasil, Normas para a Auditoria. Na Europa existem vários órgãos normalizadores no campo da Auditoria, seguindo Diretrizes Gerais da Comunidade Européia. Outros países, de outros continentes, também normalizam. Não há, ainda, uma harmonização uniforme, mas o assunto preocupa todas as Nações civilizadas.
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Século XVIII Inglaterra Guarda-Livros Século XX Brasil Auditores estrangeiros - EVOLUÇÃO DA AUDITORIA NO BRASIL Ano 1972 1976 1997 1999 2001 2004 Fato Profissionalização da Auditoria Promulgação da Lei 6. surgimento dos sistemas de controles internos. definição de amostras. Enviar informações das filiais para a matriz no exterior.é o órgão que pretende implantar um padrão geral. formarem algo inequívoco. Objetivos Identificação de erros e falhas Identificação das causas dos erros e falhas e sua prevenção. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA AUDITORIA Período/ Local Século XV Itália CENÁRIO Empresas de Pequeno Porte. tais instruções nem sempre estão coerentes com a melhor doutrina. análise por amostragem. filiais de empresas de grande porte estrangeiras. resguardar os interesses dos acionistas. comprovar os dados dos balanços. 3.385 Resoluções CFC 820/821 Procedimento Criação das Normas de Auditoria Geralmente Aceitas por ato conjunto do BACEN/IBRACON/CFC Obrigatoriedade de auditoria externa para SA de capital aberto. Método das Partidas dobradas Empresas de pequeno e médio porte. que ditam normas para o trabalho dos auditores. é a auditoria contábil como aplicação do conhecimento teórico da contabilidade. atualmente. Uma coisa. para as Normas de Auditoria e já tem grande número delas editado. 308 Independente das SA . várias fontes. todavia. Resolução BACEN/ Normas sobre auditoria no mercado financeiro. oficiais e extra-oficiais. pois. em todo o mundo. Criação da CVM Aprovação das Normas Profissionais de Exame e Avaliação pelo CFC Publicação da Instrução Regulamenta e define Normas de Auditoria CVM n. mas sem. Existem. no Brasil. Empresas familiares. cuja pretensão é de um uso amplo. e outra a normalização feita sob o interesse dos diversos poderes (público. Profissional Guarda-Livros AUDITORIA Procedimentos Análise e revisão de 100% dos registros contábeis Avaliação dos sistemas de controles internos. oligárquico ou privado).Na atualidade o IFAC .404 Promulgação da Lei 6.198/2004 13 . unívoco e de aceitação realmente oficial e geral no âmbito da prática da tal tecnologia.Federação Internacional de Contadores . Acionistas. ainda. Instrução 01/2001/ Regulamenta e define Normas de auditoria SFC/MF Governamental no âmbito do Poder Executivo Federal.

Pedro A.. revisão ou exame de escrita simplesmente. da mesma forma que outros termos técnicos.até onde possível . ou seja. não obstante muitos ainda a julguem como portadora exclusiva daquele remoto objeto. 1 ª ed. instituição. 1955.das contas de uma empresa. 14 . Homewood. ser a auditoria uma crítica e sistemática observação do controle interno da Contadoria e dos documentos em geral que circulam em uma empresa (isto porque existem. a observação da veracidade e da exatidão dos registros. a auditoria é o exame de demonstrações e registros administrativos. Cuba.) Explica.. p. 1. o exame de todas as anotações contábeis. confrontava a escrita com as provas do fato e as correspondentes relações de registro. 4ª ed. Arthur W. Irwin.. Auditing. tipos e formas Inicialmente a auditoria limitou-se à verificação dos registros contábeis. O auditor observa a exatidão. a fim de comprovar sua exatidão. A forma primária. o resultado de suas operações e a probidade de seus administradores. assim como a veracidade dos estados ou situações que as ditas anotações produzem. 3. Conceitos. oriundos de outras línguas. portanto. conselheiros. registros e documentos. comumente em forma de certificado.. acionistas. Vejamos agora. tradução e adaptação ao castelhano por VIDAL RIVERA. com o fim de comunicar o resultado do exame aos proprietários. Daí a confusão terminológica que se estabelece. Teoria y practica de intervencíón y fiscalízación de contabí/ídad. modalidades." (HOLMES. comprovantes e demais registros de um organismo público. mas hoje tem sentido mais abrangente. também. Sobejamente divulgada nos Estados Unidos da América do Norte é a conceituação que admite a Auditoria como: ". R.. como azienda..3. Arthur Warren.. a fim de esclarecermos bem a forma de percepção do assunto: De forma singela e clara..) Ampliando bastante o conceito que se deve formar sobre auditoria. p. mesmo. escreve Holmes. até fatos de natureza extra-patrimonial que são objeto de observação do auditor para que possa fundamentar as suas conclusões). com o objetivo de averiguar a correção ou incorreção dos registros e expressar opinião sobre os documentos revisados... redito. Inc. de origem latina (vem de audire). o exame dos livros contábeis. gerentes. a título de ilustração.2. visando observar se eles eram exatos. Com o tempo ampliou-se o campo da auditoria. corporação. para determinar sua posição financeira." Conceituação sistemática de um professor da Universidade de Harvard é a seguinte: ". 1956. os conceitos e definições emitidos por renomados autores. firma ou pessoa ou de alguma ou algumas pessoas de confiança. D. Havana. adotando uma visão de sua época: " . foi utilizado pelos ingleses para rotular a tecnologia contábil da revisão (auditing). O termo auditoria. Tal expressão vinculou-se ao nosso vocabulário. integridade e autenticidade de tais demonstrações." (HANSON. dois ilustres autores assim se expressam: 1. julgando-se que seja ela o mesmo que perícia. Para verificação geral . principles and procedure. etc.

juntas de credores. inventários e perdas por sinistros e demais casos especiais.bolsas e outros órgãos oficiais. atribuindo-se à auditoria outras importantes funções. com o rigor necessário. é preciso proceder a exames segundo um sistema tecnológico. críticas e orientações sobre situações ou fenômenos patrimoniais da riqueza aziendal. visando a apresentar opiniões. tomo I. para satisfação ao público. Além da missão de exame passa também à crítica. religiosas ou educacionais. síndicos. para comunicação aos interessados. futuros interventores ou compradores. e JOHNS. não será possível obter um trabalho que mereça ser classificado como contábil. Para descobrir fraudes. 4. como conseqüência das suas interpretações. ou seja. José Alvarez. eminentemente tecnológico. Para impedir a fraude. Alvarez Lopez. 1989. livros e listagens de contas. Mas. o conceito hoje é dinâmico e prossegue em evolução. 1942. 7. segundo ainda a trajetória dinâmica que se imprimiu à própria doutrina da Contabilidade. isto é. Para determinar custos. p. segundo os autores citados). 2.Ministério da Economia e Fazenda da Espanha. pode ser enunciada da seguinte forma segundo o nosso ponto de vista: Auditoria é uma tecnologia contábil aplicada ao sistemático exame dos registros. abrangendo todo o organismo da empresa e da sua administração. beneficentes. Para determinar se houve prestação justa de contas de um patrimônio e se os negócios foram convenientemente administrados. 2ª ed. se não obedecer a um sistema racional. na sua amplitude. atuais ou prováveis arrendatários. Esta é uma tendência essencialmente dinâmica que se origina dos aspectos novos que se vêm imprimindo à ciência contábil. New York. quer por ocorrer ou prospectados e diagnosticados. como no caso de entidades públicas. William H. pública ou privada. segundo evidenciam os melhores estudos sobre o assunto. p. demonstrações e de quaisquer informes ou elementos de consideração contábil. 47). trazem definições atualizadas. registros. um conjunto harmônico de medidas que concorram para um fim exato. Intervención y fiscalización de contabífídades. aos doadores etc. Se o exame não for sistemático. e uma delas.) Obras mais recentes. Para averiguar a dimensão da fraude descoberta. Ralph S. A tendência moderna representa uma evolução relativa que primitivamente se atribuía à auditoria e que se limitava ao campo de simples verificação. representação e interpretação da realidade econômico-financeira da empresa. hipotecários ou quaisquer outros interessados (esta é uma das suas relevantes utilidades. do Prof. Para fixar os lucros ou prejuízos de um negócio. Auditoria contable... tradução e adaptação de Orlando Lopes Hidalgo. 1. sendo esta a razão pela qual não é bastante verificar. oferece a seguinte. 6. 15 . quer ocorridos. que acolhemos e aceitamos: "As palavras auditoria ou censura de contas se relacionam com a revisão e verificação de documentos contábeis. de eméritos mestres. 5. Madrid: ICAC . agências mercantis. utilizadas no processo de captação.. 3. A definição. a técnica da auditoria vai ainda além e passa ao regime da orientação." (LOPEZ. conclusões. da interpretação e até da previsão de fatos. (BELL.

entendida em sentido próprio. embora pareça simples. no qual a mesma azienda opera. igualmente. como a Constituição e os Atos dela defluentes) e também as "regimentais" da empresa. em função da situação econômica e financeira da azienda considerada e as prováveis condições de desenvolvimento do ambiente econômico-social. dentro do que é aceito pela prática. Entretanto. um conhecimento não superficial do direito e notável conhecimento de tecnologia e merceologia geral. Ela requer. p. também. La tecnica della revisione dei bifanci delle aziendi mercantil e industriali. 1 ª edição. como não é possível colocar barreiras e limites em trabalhos de tal categoria.Outro elemento fundamental é a conclusão dos levantamentos a que se procedeu. Na realidade não se trata apenas de examinar o que ocorreu. Isto porque os conceitos científicos só podem ser apreciados como tais quando absolutamente integrados em um sistema. 1. o engenheiro de organização. saindo-se do campo da nossa disciplina para o de outra. também. a fim de que lhe seja possível exercer em toda a plenitude o seu trabalho. No desenvolvimento normal de sua tarefa. é o que escreve D'lppolito: "O termo revisão. Este significado deixaria pensar exclusivamente em um exame retrospectivo das operações resultantes da atuação da administração geral. o auditor é obrigado a usar de sua cultura geral e encetar trabalhos de outras espécies. Requer. também o contador no exercício da auditoria precisa apelar para um grande número de técnicas e ciências. editora Abbaco. para a prática de seus conhecimentos. relativas à organização. é adotado em sentido muito amplo. o de que não existe uma ciência ou técnica que se possa isolar. sem o que não se pode dar como efetivada a tarefa do auditor. contabilidade.. de outras disciplinas que se apresentam como meios para atingir o fim principal que tem em mira. o auditor é obrigado a apelar. a respeito. A verificação de um documento. onde deva ser feita. gestão e levantamentos. bem como preceitos maiores. exige um número elevado de conhecimentos do profissional para que possa observar a "forma" e a "regência legal" do mesmo (a que leis está sujeito. A auditoria deve buscar as suas normas práticas dentro dos postulados da Contabilidade por uma questão de hierarquia lógica. em face da aplicação das ciências correlatas no setor do contador. mas. porque a auditoria é um prodigioso acréscimo de conhecimentos. as trabalhistas ou as sociais. Na auditoria confirma-se plenamente o aspecto prático de outras profissões liberais. Importante. além do seu significado etimológico. não se devendo fazer abstração nem divagar em torno de fatos meramente auxiliares para perturbar uma conceituação de essência. O auditor não pode estabelecer barreiras na obtenção dos seus fins e para tanto deve inteirar-se de todo o conhecimento acessório necessário. é uma das tarefas mais difíceis para os profissionais. que talvez não pudessem ser cumpridos por outros. a previsão sobre as futuras manifestações dos fenômenos aziendais. Palermo. Teodoro. como observação de doutrina. como decorrência. administração etc. assim como o médico precisa ter noções de direito (medicina legal). uma preparação teórica profunda no campo da administração e da economia em geral. uma profunda experiência dos homens e da vida aziendal e ambienta. 1967. sendo exercida apenas dentro de seu objeto. tão como para os dirigentes da azienda. cumprindo a sua finalidade integralmente.) 16 . ou seja. o que sucede é que." (D'IPPOLlTO. quando observamos condutas diferentes das que a doutrina contábil estabelece podemos estar certos de que houve exorbitância no procedimento. especialmente as tributárias. A revisão. para ser eficiente.

As responsabilidades da tarefa exigem "segurança máxima" da mesma. exames da capacidade de obtenção de resultados. os meios usados são todos os disponíveis e necessários. por aí iniciando-se a "seleção" do que se vai verificar. elementos físicos (estoques. opinar sobre situações. orientação para o governo do patrimônio. pelo exame analítico e sistemático das realidades. já que o que se objetiva é a credibilidade de opinião. fichas de férias. comprovação do tempo e do valor como medidas dos mesmos fatos. discos e disquetes de computadores. exames da capacidade de pagamento. exames da capacidade da elasticidade. exames da capacidade de produtividade. Para o desempenho de sua função.). orientação e opinião sobre os exames. ou seja. exame dos riscos patrimoniais. ou sobre "campos" ou "conjuntos específicos" de funções dos componentes do patrimônio. comprovação da propriedade na identificação dos mesmos fatos. boletins de recepção. essencial. pesquisas patrimoniais sobre fatos ocorridos.). notas de transferências.). listagens. sobre o todo da riqueza. exames da economicidade ou da capacidade de sobrevivência. bens móveis etc. O que se busca é. o que se tem para verificar deve ser "confiável". tais como operários. proteção contra fraudes. Conclusão sobre as avaliações com opiniões bem definidas. folhas de serviço. análise de contas etc. tais como: documentos (contratos.O conceito de Auditoria prende-se às seguintes razões básicas: ⇒ ⇒ ⇒ Observação sistemática para obtenção de evidências. Por isto. elementos humanos (para pesquisas diretas. notas faturas. recibos. pelo registro. fichas de lançamentos. exame da eficiência. previsão de fatos patrimoniais. livros ou fichas de registro. guias. exame da capacidade de equilíbrio da empresa. exame da eficácia. requisições de materiais. folhas de pagamento. demonstrações (balanços. Baseado no seu material de exame. a "qualidade" do trabalho é algo básico. registros de empregados.). chefes de produção. notas promissórias etc. o que se busca é oferecer uma opinião confiável. Objeto da Tecnologia da Auditoria – são objetos de tarefas de auditoria: comprovação de exatidão dos fatos patrimoniais. lucros e perdas. 17 . fitas. interpretação e crítica dos exames a que se procedeu. duplicatas. boletins de custo. impressos de rotina interna (ordens de compra. controles de ações etc. Aplicação de metodologia própria e adequada para avaliação das evidências.

3. parecer que a técnica discrepa deste aspecto que caracteriza a nossa disciplina. Todos os meios. apresentar um balanço-certificado mostrando a verdadeira condição financeira do negócio em determinada data. informes sobre o controle interno e assessoramento econômicofinanceiro. mostrar. emprestar confiabilidade às demonstrações contábeis. Muitos administradores só têm conhecimento da auditoria por esse prisma e outros tantos contratam auditores para a cobertura exclusiva destas duas proteções: fiscal e da fraude. informes auxiliares de quaisquer naturezas. Segundo alguns autores. sem orientar. O aspecto dinâmico manifestado pela condição de converter os dados em normas para o governo da riqueza ou fins outros que possam surgir. ou seja. O que não se pode perder de vista na observação do objeto da tecnologia da auditoria é que esta não se limita mais dentro do acanhado campo estático que se lhe tinha reservado. todavia. Madri: ICAC. são usados tendo-se em mira observar sempre fatos patrimoniais direta ou indiretamente. indagações e determinações sobre o estado reditual e de economicidade. comprovar e apresentar em uma análise lógica as entradas e os gastos da operação durante o período considerado. as relações entre as verificações de certo espaço de tempo e de outros períodos que mereçam atenção. o que é uma forma apenas parcial de observação. Verificar sem interpretar. 1989). a Auditoria tem objetos básicos e secundários. muitas vezes. Podemos descrever os seguintes: 1. ou seja. 51 e 52 da obra referida). a simples verificação.funcionários de escritório etc. 18 . ou "para que serve". os propósitos da auditoria podem resumir-se da seguinte maneira: determinar se os livros são mantidos correta e sistematicamente. indagações e determinações sobre o estado patrimonial e a gestão pública ou privada. para compará-los com os do ano corrente. Pode.). como secundários ele entende sejam os da descoberta de erros e fraudes. as entradas e os gastos do ano ou anos anteriores. Segundo se consagrou. tem ainda uma expressão de relevo quando se ocupa em estabelecer paralelos entre diversos estados do patrimônio. como José Alvarez Lopez (Auditoria contable. 2. Fins da Auditoria – os fins da auditoria são os aspectos sob os quais seu objeto é considerado. sem criticar é tarefa que não tem expressão e não atende aos interesses da administração científica. entretanto. sem compreenderem que a eficácia e a eficiência são relevantes. tudo isto ensejando aspectos objetivos que demandam a seleção de "matéria pertinente" (p. Existem os que admitem que são objetos centrais da auditoria descobrir e proteger a empresa contra fraudes e protegê-la contra multas fiscais. de forma comparativa. indagações e determinações sobre o estado financeiro. é preciso observar sempre o fim que se tem em mira e nunca apenas o meio que se usa para alcançá-lo. Como básicos ele classifica os da opinião da credibilidade de informes contábeis e até extra-contábeis.

conforme a política seguida. Diversos profissionais protestam até contra o conceito comum que se firmou. exames para observação da política de vendas. 5. A corrupção assusta e a Contabilidade não pode sonegar sua contribuição na descoberta da desonestidade contra o patrimônio público e particular. exames para financiamentos. exames para levantamento de danos decorrentes de incêndios. roubos etc. exames para verificação da política de compras. No mundo atual. grandes grupos empresariais. comitentes.. por si só. descoberta de erros e fraudes. tais como: exames de aspectos fiscais e legais. exames para verificação da política de produção. exames para determinação de direitos em caso de indenizações e desapropriações. exames para levantamentos de rotações de valor do capital circulante. estudos gerais sobre casos especiais. entretanto. exames para a compra de uma empresa (cessão patrimonial). O auditor deve ser convenientemente hábil para conviver com o pessoal de seu cliente. investidores. exames para determinação de limites de seguros. a grande utilidade desta técnica. com a decadência dos princípios éticos tão acentuada. exames para reorganização da empresa. exames para determinação de standards de custos. cessão. bancos. de que a auditoria é uma chave para descobrir fraudes. 6. preservação contra erros e fraudes ou opinião sobre tais aspectos. distribuidores. exames para verificação da capacidade administrativa. exames para levantamento de situações de crise ou falências.4.. exames para análise de custos. exames para estudos de liquidação. não pode ser excluída dos propósitos de exame do auditor. sócios. exames para medida da eficiência do equipamento. inundações. exames isolados de contas para verificação das relações da empresa com empreiteiros. com a pobreza moral que domina as administrações de instituições públicas. Escândalos sucessivos ocorrem requerendo o trabalho sério e competente dos auditores para a apuração das responsabilidades. exames da eficácia e da eficiência. atribui a ela um caráter de grande auxiliar da análise dos balanços e das situações. O aspecto psicológico da auditoria exige os mais profundos cuidados por parte dos executores dos serviços. 19 . exames para subsidiarem pareceres. pelo contato direto com os elementos. cisão e incorporação de empresas. A fraude. Os variadíssimos fins da auditoria atestam. exames para registros oficiais da empresa em entidades públicas e administração indireta do poder público. A sua profundidade. requerendo cuidados especiais. exames para determinação de bases de critérios de rateios. a auditoria pode até apresentar aspectos negativos. consignatários. exames para estudos de fusão. procurando esclarecer que modernamente não se pode mais encarar assim o assunto. é impossível desconhecer a influência desse mal social. fornecedores. financiadores etc.

de indagação. o genial Professor Doutor Manoel 20 . é dever ético do auditor. Não podemos nos esquecer. de acordo com o regime político e econômico das nações. todavia. do ponto de vista normativo da ciência contábil. o regime de exames tende a concentrar-se nos aspectos de "moralidade das contas públicas". tem o valor e a capacidade coerentes com o que por ele se pede. Basta o exame de obras de raro valor com destino específico a certas áreas. A falta de um sistema adequado de controle contábil. ocorridos em 1993. o objeto de negócio. como a do mestre espanhol. para uma auditoria de gestão. tecnicamente. especialmente em nosso país. Os critérios modificam-se sob certos aspectos quando se alteram as finalidades. naturalmente. admitindo os grupos apresentados como um sistema. destaques especiais de âmbito geral. o fim está em medir a capacidade gerencial etc. Os fins da auditoria podem sofrer maiores relevos sob certos aspectos. É inequívoca a "predominância" de uma "meta" ou de um fim no trabalho que se executa e. a predominância do "fim" está no caráter específico de "observar se a lei tributária foi cumprida". pela auditoria. o fim está em apurar "probidade" no uso do dinheiro público. porém a maioria dos casos indica. Para uma auditoria fiscal. O aspecto é variado porque variadas são as necessidades das empresas que levam o administrador à procura do serviço técnico de auditoria. nos países onde o Estado interfere mais substancialmente na ocupação produtiva. basta relembrar os episódios que levaram à deposição do Governo Collor e os escândalos sobre o Orçamento da República. de ampla vigilância de quem detém o Poder. posto que esta tecnologia prossegue evoluindo extraordinariamente. que a falta de um regime de auditoria competente. Em cada caso existe um problema de relevo e de acordo com ele aparece em planos de maior ou menor destaque este ou aquele aspecto da auditoria. tudo isto levou a Nação ao estarrecedor episódio das fraudes contra o povo e contra a riqueza nacional. de acordo com ela. imprimir destaques nos aspectos ou fins. para tanto. a inexistência de uma Auditoria Geral da República. Como orientação técnica. No seu caráter de exame. a auditoria situa-se realmente como fiscalizadora e orientadora e por esta razão não pode colocar em planos inferiores o problema da descoberta e da prevenção contra fraudes. o cumprimento da lei. para uma auditoria pública ou estatal. os cuidados a serem preservados sejam quase sempre os mesmos.Ainda que as punições. para uma auditoria "negocial". Os fins da auditoria tendem a ampliar-se. embora. as "determinações orçamentárias". a ausência de uma Contadoria Geral da República. A influência vai até o ponto de muitos bancos e investidores só atribuírem fé aos balanços de seus clientes ou financiados se possuírem os certificados de exatidão. não devemos. notadamente. A variação dos planos de importância não apresenta. a forma de programar o que se vai executar e o critério de avaliar os dados coletados. o fim está em observar se o patrimônio. as tramas. todavia. quando solicitado. vai variar o método de trabalho. com sistema integrado de informes. muito curiosa e estranhamente muitas vezes não ocorram. de intervenção e de censura dos registros patrimoniais e da administração do patrimônio. o furto. naquelas nações onde o regime é de maior competição entre os particulares vai assumindo maior relevância a proteção da "poupança particular no mercado de capitais". também. competência para atestar a regularidade. que o auditor é procurado e seus serviços são prestados a fim de que a empresa certifique a exatidão de seus registros e de sua política administrativa e patrimonial. a malversação das riquezas. causa sérios danos à sociedade. em linhas gerais. Um trabalho de auditoria que deixe de ter como objetivo a descoberta de irregularidades não tem. localizar e apurar os desfalques.

acordos. previsão etc. das antecipações e dos rateios passivos. 1987). sem indagação de pormenores. de natureza geral. g) em forma de testes. Analítica ou detalhada 1. Externa ou independente 1. Subsequente 1. bens numerários. compromissos básicos de constituição etc. Bouzada analisa com destaque o tema da "gestão". c) da liquidez de direito sobre os bens de venda. registros. contratos. h) das contas de capital.2. normalmente.Ortigueira Bouzada. quando for o caso. d) da liquidez de obrigações dos débitos de funcionamento. Auditoria Geral – também chamada de auditoria sintética. para que se tenha noção de como é relevante ter em mira a "finalidade" do trabalho (BOUZADA. Publicaciones Dei Cur. b) da organização administrativa da empresa. é exercida sobre todos os componentes do patrimônio e se situa mais na análise das peças dos balanços e de suas conexões. Manuel Ortigueira. Preventiva 2. na prática. Granada. ou seja. estatutos. com cuidados especiais quanto às ações. controle. observando o mecanismo de seu comando. sem indagação de pormenores ou de forma detalhada. Periódica 1. nos organogramas gerais. com base. coordenação. i) da distribuição ou destino do rédito e da rentabilidade. ou de balanço. compreendendo atas. ou financeira. antecipações e rateios ativos. funcionogramas e cronogramas. 3. sob distintas influências. se executam. f) dos registros fundamentais de abertura. esta é a razão pela qual. Na sua conceituação doutrinária situa-se como exame de cúpula. representando os investimentos ou aplicações. Classificações da Auditoria As classes de auditoria variam de acordo com o tratamento que se dá ao objeto do trabalho a ser realizado. Concomitante 3. distinguindo com rara maestria os campos "público" e "privado" e mostrando que os parâmetros são diferentes e que o "equilíbrio" nas administrações opera-se de forma distinta. dos débitos de financiamentos. 21 . os seguintes exames: a) da organização jurídica da empresa. por meio dela. podendo ser: Quanto ao Processo Indagativo Quanto a Forma de Intervenção Quanto ao Tempo Quanto a Natureza Quanto ao Limite 1. constantes do ativo. Parcial a) Quanto ao Processo Indagativo Esta divisão se encontra consagrada pelo uso e enfoca o problema da indagação. apuração e encerramento que produziram as peças finais do balanço. bens de rédito. Geral ou de balanços 2. Contínua 2. sobre a auditoria na área pública. Interna 2. de natureza geral. imobilizações técnicas. Administraciones públicas: teoría básica de Ias auditorias de gestión. e) da forma contábil e do método empregado para o registro dos fatos patrimoniais. créditos de funcionamento e financiamento. das contas de natureza reditual (custos e receitas). Total 2.1.

em que se tem necessidade de apurar toda a responsabilidade. O exame baseado neste critério é o mais usado. um perfeito giro de papéis. afirmar que abrange o exame de todas as transações. na quase totalidade dos casos. Esta é a razão pela qual muitos estudiosos incluem como objeto da auditoria. torna-se imprescindível. eliminando o supérfluo e suprindo o necessário quanto a pessoal e material adequados. Na vida profissional ela é menos freqüente porque o seu custo se torna tão elevado. visando comprovar a coordenação entre os registros de custos. conhecendo o montante das fraudes e quais as fraudes praticadas). Quando o sistema de escrituração contábil não satisfaz. ou seja. uma contabilização de custos eficiente.j) de natureza geral. como já foi afirmado. k) da continuidade e riscos sobre a atividade. Sem uma boa organização interna da empresa não poderá haver uma boa auditoria. em todos os documentos. Auditoria Analítica . recomendada e necessária (especialmente. para conceituá-la. a empresa tem possibilidades muito maiores de oferecer garantia das situações que apresenta nos balanços do que uma empresa precariamente munida de tais elementos. também. Em situações especiais. os inventários e as contas de vendas. A sua execução quanto ao tempo depende muito do estado em que se encontrem os registros. a do balanço e das peças que o acompanham no fim de um exercício ou em um tempo certo do levantamento.. nos casos de desfalque. etc. A sua norma é a de comprovação da veracidade em seu aspecto geral. ou seja: menos organização = mais tarefa de auditoria. fazendo também sondagens em outras empresas que se relacionem com a examinada e mais aprofundadamente nas filiadas e controladas. prover a Contadoria dos elementos humanos necessários à execução plena do sistema implantado. à parte. mais organização = menos tarefa de auditoria. deve ele ampliar as suas atividades no sentido de: planejar e implantar um sistema contábil racional e satisfatório para o exame analítico (inclusive implantando a contabilização de custos). para depois confrontá-las com a documentação real existente. possuindo uma boa planificação de contas. que os resultados conseguidos não compensariam a tarefa. A tarefa do auditor será tanto maior quanto menor for a organização. planejar e implantar um sistema racional de controle geral (especialmente de tesouraria e vendas). para que o profissional consiga executar com fidelidade a tarefa de auditoria analítica. exeqüível. 22 . ajustando os saldos e relatando as divergências. detendo-se. daí ser possível enunciar a norma de que a tarefa da auditoria é inversamente proporcional à organização da empresa. a reorganização de serviços. do sistema de controle aplicado e especialmente das finalidades que o cliente deseje com a auditoria. portanto. atuar diretamente na orientação prática dos serviços. um seguro processo de registro.não encontra limites na sua ação e basta. Quando está bem organizada contabilmente. É entretanto. em todas as contas e em todos os valores fisicamente verificáveis ou sem amplos universos destes. levantar as situações das contas. Para o cumprimento de suas finalidades apela para os elementos que encontra na empresa e também fora dela.

procedimentos adequados para provar um razoável controle sobre os elementos do ativo. sintética ou de balanços ficam. Os riscos da auditoria geral. A auditoria interna precisa de autonomia para a execução de sua tarefa. 4. A eliminação dos riscos da auditoria de balanços ou sintética poderá ser coberta. podendo interferir em todos os setores. por meio de dados mais positivos. a auditoria interna daria lugar ao aparecimento de uma profissão. é preciso que se encontre pessoal adestrado e que se lhe dê a autoridade necessária para poder realizar as verificações necessárias. que pode ser: Auditoria Interna – quando a verificação dos fatos é realizada por funcionários da própria empresa. porém. menos custo do serviço de auditoria porque absorverá menos tempo. às do externo e isso é o que o caracteriza profissionalmente. razão pela qual é preciso. qualidades do pessoal em proporção às suas responsabilidades. interferir em seu benefício e no de seu cliente. possibilitará economia de tempo e material que se traduzirá em menor custo do serviço de auditoria para o cliente e em maior tranqüilidade para o profissional. a de auditor interno. entretanto. 3. uma organização rígida e mesmo um controle da própria auditoria por intermédio de inspetores (segundo algumas empresas de maior dimensão). evita a omissão. ao organizar-se. com a implantação de sistemas racionais de controle e de comprovação de fatos. A auditoria detalhada ou analítica tende ao absoluto e a sintética ou de balanços pende cada vez mais para o relativo. O auditor deve. O auditor interno executa. Quando um controle interno pode eliminar uma pesquisa do auditor. seguindo-se as normas citadas. derivado dos dois primeiros e que seria a maior eficiência administrativa. em muitíssimos pontos.A preocupação deve ser sempre manter um sistema de comprovação e controle interno de tal forma que se torne possível à auditoria uma verificação bem mais facilitada. uma seção ou um departamento. práticas sadias a seguir no cumprimento das obrigações e funções de cada um dos departamentos. obrigando o auditor à especialização nos sistemas modernos de contabilidade (registros) e organização racional do trabalho. assim. Segundo os conceitos profissionais difundidos por alguns. Se o serviço se encontrar incorporado à Contadoria ou a 23 . funções semelhantes. embora parcialmente. observar (quanto ao controle interno): 1. enquanto a de balanços está sujeita a riscos. A auditoria interna é realizada em muitas empresas com sucesso requerendo. Isto demanda. confiando na teoria das probabilidades (que mais adiante será relatada). muito conhecimento. sem se subordinar a linhas de autoridade que venham a ferir as suas possibilidades de indagação. paralelamente a menor desperdício de tempo e material. Quando se organiza um serviço ou uma seção de auditoria interna. apropriada distinção de responsabilidades funcionais. b) Quanto a Forma de Intervenção Outra classificação dos serviços de auditoria é relativa à forma de intervenção. do passivo e de lucros e perdas. 2. portanto. evidentemente. melhor acobertados quando há um regime de bom controle interno na empresa. porém. entretanto. no plano contábil e de controle interno da empresa. a menor prazo e de fidelidade maior. constituindo um serviço. A auditoria analítica. isto terá dois aspectos para a empresa: maior segurança no trabalho durante o período de ausência dos auditores. Pode-se ainda apontar um terceiro.

qualquer outro órgão. para um melhor aproveitamento e que na Auditoria Interna deve estar incluída a revisão prévia dos fatos. a análise de balanços e a auditoria passam a exigir cultura superior. Contábeis e Sistêmicos) Promover melhorias nos controles da empresa de forma a assegurar a proteção ao patrimônio Recamendações de cantrale interna e eficiência administrativa Menas amplo A empresa Trabalhista Menor AUD1T0RlA EXTERNA Prestador de serviços independente Demonstrações Financeiras Opinar sobre as Demonstrações Financeiras Parecer Mais amplo A empresa e o público Profissional. tem sido predominante quanto à aplicação e organização específica. Avaliação da economicidade. em sua norma 010. Auditoria Externa – quando a verificação dos fatos é levada a efeito por profissional liberal ou por associação de profissionais liberais e. Não se pode considerar uma empresa de grande dimensão regularmente organizada se ela não dispuser de um serviço. cada empresa adota tal serviço de acordo com a sua conveniência. Enquanto o registro pode ser executado por profissionais de cultura média. em matéria de exercício profissional do contador. a Associação de Contadores IFAC. elementos estranhos à empresa. portanto. vivendo na rotina normal do escritório. eficácia e eficiência das operações. uma tecnologia que só poderá ser exercida pelo profissional que já tenha armazenado boa dose de conhecimentos. mas não é de todo satisfatória na atualidade. como já por diversas vezes afirmamos. entretanto. entende que a Auditoria Interna deve abranger: Revisão do sistema contábil e dos pertinentes controles internos. civil e criminal Maior Finalidade Relatório principal Grau de Independência Interessadas no trabalho Responsabilidade Número de áreas cobertas pelo exame durante um período Intensidade dos trabalhos em cada área Continuidade do trabalho Maior Contínuo Menor Periódica 24 . Na realidade. representando mesmo a cúpula. A auditoria externa. ou seja. A auditoria é. ELEMENTOS Profissional Ação e Objetiva AUDITORIA INTERNA Funcionário da Empresa(auditor interno) Exame dos processos (Operacionais. todavia. deve conter também uma "pré-auditoria". ajudando o sistema do orçamento integrado. seção ou departamento de auditoria interna. não se poderá esperar eficiência nem cumprimento das suas finalidades normais. Revisão para a fins gerenciais da informação financeira e operacional. Internacionalmente.

financeira e patrimonial nas unidades da administração pública. Auditorias Subseqüentes ou de Avaliação – referem-se aos trabalhos realizados com o objetivo de se emitir opinião sobre a legalidade. evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. especialmente mensais ou na máximo trimestrais. d) Quanto à natureza A Auditoria. a impessoalidade.c) Quanto ao Tempo Auditoria Contínua ou de Acompanhamento – é a que se executa sem interrupção. e) Quanto ao limite Auditoria Total – quando atingir todo o patrimônio. Seu escopo deve ser o mais abrangente possível por se tratar da avaliação de uma gestão como um todo. Auditoria Periódica – é a que diz respeito apenas a períodos certos. a eficácia.2. utilizada no exame dos registros e documentos e na coleta de dados e informações. mas apenas seguindo critérios de amostragem. mas observando apenas isoladamente determinados períodos. fazendo cobertura integral quanto ao tempo de execução. O ideal é que a permanência seja de fato um acompanhamento. A característica fundamental da Auditoria Previsional deve ser. a motivação. Auditoria Parcial – quando o exame se situar apenas em alguns pontos. pode ser tanto de caráter preventivo. a eficiência. a razoabilidade. a economicidade. durante todo o exercício ou todo um período determinado. a aplicação de modelos previsionais. bem como a avaliar a aplicação dos recursos públicos. Modalidades de Auditoria Auditoria Governamental – tem como finalidade comprovar a legalidade e legitimidade. e avaliar os resultados quanto à economicidade. Auditoria Contábil – é a técnica que. a legitimidade. Auditorias Concomitantes – são realizadas nos processos com o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma matéria auditável. não possuindo características de continuidade quanto a pontos de partida das verificações. concomitante ou o subseqüente: Auditorias Preventivas – são realizadas com o objetivo de oferecer propostas alternativas de soluções e montagem de cenários possíveis sobre processos e resultados no horizonte temporal presente/futuro. ou seja. não deixando de objetivar sequer um componente. 3. a qualidade e a efetividade dos atos e fatos já ocorridos em uma organização. geralmente semestrais ou anuais ou mesmo qüinqüenais. a publicidade. ainda que não atendendo a fins especiais. em períodos certos. Realiza ela uma permanente assistência ao cliente.2. eficiência e eficácia da gestão orçamentária. necessariamente. objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam 25 . pela sua natureza.

Nesse contexto de mudanças e ascensão do cidadão a um patamar de maior destaque no planejamento e na condução das políticas públicas. aquisição de controles acionários. certificando a sua regularidade. observando as diretrizes estabelecidas e a legislação específica. a privacidade e a consistência dos dados e informações oriundas dos sistemas informatizados. e ainda. trabalhistas e sociais. Auditoria especial é aquela que se realiza para obtenção de resultados e conclusões sobre fatos particulares da gestão ou da atividade de um elemento certo.). a análise dos demonstrativos e dos relatórios de acompanhamento produzidos com vistas à avaliação dos resultados alcançados e à eficiência gerencial. Auditoria Fiscal – abrange o exame da legalidade dos fatos patrimoniais em face das obrigações tributárias. de um acerto. Auditoria de Gestão – objetiva acompanhar. exigindo o redimensionamento do Estado. 3. Auditoria Operacional – consiste em avaliar os procedimentos e mecanismos de controle adotados por uma organização. por meio de exames de documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos e a verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil. Também chamada de Auditoria de Conformidade. Os fins especiais podem ser relativos à observação de uma fraude de que se suspeita ou de que já se tenha uma pista. Neste tipo de auditoria é procedida à análise da realização físico-financeira em face dos objetivos e metas estabelecidos. liquidação etc. ressaltando a participação e o controle da sociedade civil sobre a administração. entre outros aspectos. impõe-se a qualificação da gestão das 26 . Pode ser feita pela própria empresa. de uma venda de aviamentos. de transformação de sociedade. enfatiza os ideais de democracia e cidadania. de regularização de natureza diversa etc. examinar e avaliar a execução de programas e projetos específicos. por meio de recomendações que visem aprimorar procedimentos. a fim de avaliar a eficácia de seus resultados em relação aos recursos materiais. sendo realizadas para atender a determinação específica do gerente de uma organização. Auditoria de Sistemas Informatizados – objetiva assegurar a adequação. intenção de associações. atuando nas áreas inter-relacionadas da organização. a Auditoria Operacional auxilia a administração na gerência e nos resultados.3. Esse paradigma emergente da gestão pública. fizeram por exigir mudanças que têm evidenciado o fortalecimento da auditoria na administração pública moderna. juntamente com as experiências recentes que envolvem modelos alternativos de gestão pública. adequadamente. a situação econômico-financeira da instituição. Auditorias Especiais – objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes. 1 . suspeitas de desfalques etc. 3 .opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem. A AUDITORIA NO SETOR PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS 3 . visando a um objeto específico (fraude. O S i s t e ma d e C o n t r o l e I n t e r n o As transformações ocorridas no perfil da sociedade brasileira. melhorar controles e aumentar a responsabilidade gerencial. de uma cessão de quotas. por profissionais de contabilidade especializados ou pelo Poder Público. humanos e tecnológicos disponíveis. Exemplo de auditorias especiais são as que se realizam motivadas por inquéritos administrativos ou políticos. de natureza incomum ou extraordinária.

O Sistema de Controle Interno no Estado de Minas Gerais O Sistema de Controle Interno deve ser entendido como toda linha de ação estabelecida pela administração para promover a eficiência nas operações e estimular a observação das políticas estabelecidas. III bem como dos direitos e haveres da União. estabeleceu um modelo organizacional inédito nas administrações públicas. verificamos que a função AUDITORIA é parte integrante do Sistema de Controle Interno e busca avaliar a adequação e eficácia dos mecanismos do controle para um desempenho satisfatório da organização. associação ou sindicato é §2º parte legítima para.82 → 27 . conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. pois envolve um conceito mais amplo de controle de gestão.Sistema Central de Auditoria Interna. 112/2007): I . As atividades da Administração Pública do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais são organizadas nos seguintes sistemas (Lei Delegada n. Apoiar o controle externo no exercício de sua missão Art. As finalidades estabelecidas por esses dispositivos encontram se no quadro a seguir: COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS CF/1988 Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual.81. IV institucional. sob pena de responsabilidade solidária. avais e garantias.74. II bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. A reforma administrativa implementada em 2003 pelo governo Aécio Neves. Planejamento.74. II . Art. Gestão e Finanças.74. Assim. Executivo e Judiciário.2. 8 1. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária. na forma da lei. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da Art.74.81. Os responsáveis pelo controle interno. IV A r t. no que tange ao correto diagnóstico. III Art. visando o alcance dos objetivos e metas programados. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal.3. Qualquer cidadão. sobretudo. de gestão e de correição administrativa. e não se limitando ao sentido estritamente financeiro e administrativo. assim como no art. 74 da Constituição Federal. de forma sistemática e consistente. pelos Poderes Legislativo. CE/1989 Art.81. dela §1º darão ciência ao Tribunal de Contas da União.74. II → → → Art. Parágrafo Único Art. Exercer o controle das operações de crédito. partido político. à implementação e ao acompanhamento dos resultados das políticas públicas. de forma integrada.74.81. denominada “choque de gestão”. Art. Atribuições do Sistema de Controle Interno As competências constitucionais do Sistema de Controle Interno estão estabelecidas no art. procurando unificar sob o mesmo comando os trabalhos de auditoria operacional. ao tomarem Art. 3. I → → Art. 81 da Constituição Estadual.Sistema Central de Coordenação Geral. Esses artigos dispõem sobre a manutenção do Sistema de Controle Interno.finanças. I União. Art. Comprovar a legalidade e avaliar os resultados.

⇒ unidade seccional: unidade de auditoria de entidade da Administração Autárquica e Fundacional. e compreende três áreas de atividades-fim: Auditoria Operacional . financeira. ⇒ unidade setorial: unidade de auditoria de órgão da Administração Direta (Secretarias de Estado e Órgãos Autônomos). no que se refere à fiscalização contábil.com a finalidade de acompanhar e avaliar a efetividade da gestão pública e dos programas governamentais. Também advém dessa função a competência de verificar a adoção das providências sugeridas ou recomendadas em relatórios.com a finalidade de acompanhar e avaliar a conformidade da execução orçamentária.com a finalidade de prevenir a ocorrência de ilícito administrativo e aplicar o regime disciplinar ao servidor público estadual. financeira e patrimonial da despesa e da receita. A fiscalização e o controle abrangem aspectos relativos à legalidade. a) Composição do Sistema Central de Auditoria Interna ⇒ órgão central: Auditoria-Geral do Estado . no art. à legitimidade e à economicidade.3. bem como o exercício da atividade de correição administrativa dos servidores dos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo. bem como à fidelidade funcional do agente responsável por bens ou valores públicos e ao cumprimento de programa de trabalho expresso em termos monetários. à prestação de serviço e à execução orçamentária de propostas priorizadas em audiências públicas regionais. órgão autônomo diretamente subordinado ao Governador do Estado.A Constituição Estadual de Minas Gerais estabelece. por iniciativa própria ou para apuração de denúncias. ⇒ unidade de auditoria: nas Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. e em entidades em que o Estado tenha participação acionária direta ou indireta. à realização de obra. 3. assim como a consistência dos mecanismos de controle interno adotados no âmbito do Poder Executivo estadual. operacional e patrimonial.AUGE. pareceres e informações expedidas pelo Sistema Central de Auditoria Interna e pelas auditorias externas. b) Funções do Sistema Central de Auditoria Interna As funções básicas do Sistema Central de Auditoria Interna podem ser agrupadas da seguinte forma: Função Fiscalizadora . 28 . O Sistema Central de Auditoria Interna O Sistema Central de Auditoria Interna no Estado de Minas Gerais tem por finalidade o exercício das atividades de auditoria nos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo. Correição Administrativa . que os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta estão submetidos ao controle externo da Assembléia Legislativa e ao Sistema de Controle Interno de cada Poder e entidade. Auditoria de Gestão .3. em fundos especiais instituídos por lei estadual de cujos recursos participe o Estado. 74. orçamentária.compreende a realização de auditorias e inspeções e o acompanhamento de programas de governo em órgãos e entidades estaduais.

A AUDITORIA-GERAL DO ESTADO a) Histórico A auditoria no Estado de Minas Gerais foi instituída oficialmente por meio do Decreto nº. finanças e contabilidade pública das ações governamentais. incorporando-se-lhe a Superintendência Central de Auditoria Operacional . no âmbito do Sistema Central de Auditoria Interna.tem por finalidade promover correições gerais ou parciais nos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo Estadual. de 29 de janeiro. Função Informativa . Função Coordenativa . Inspeção e Controle (SAIC). No mesmo ano. com a aprovação da Lei Delegada nº. Na reestruturação da Secretaria de Estado de Fazenda. 40.3. 8º do Decreto nº. integrante do Sistema Estadual de Finanças. criou-se o Subsistema Estadual de Auditoria. segundo diretrizes superiores.Função Normativa .é exercida quando da prestação de informações solicitadas por órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual. a Auditoria-Geral do Estado vinculou-se ao Gabinete do Secretário de Estado de Fazenda e foi delegada competência ao Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Fazenda para supervisionar e coordenar. Em 30 de março de 2000. 92. 3.é exercida mediante assessoria a dirigentes de órgãos e entidades no desempenho de suas atribuições. supervisão e orientação técnica e normativa das atividades desenvolvidas pelas unidades de auditoria. dispôs acerca do Sistema Estadual de Auditoria Interna e reestruturou a Auditoria-Geral do Estado. Essa área tem como objetivo o exercício da correição administrativa relativa ao servidor público estadual. gestão. Em 1981. e foi denominada Auditoria de Operações. bem como nos Relatórios de Auditoria para o Governador do Estado. em 1987. Função Correicional . tendo como objetivo o assessoramento direto e imediato ao Governador do Estado e a coordenação dos serviços executados pelas Unidades Centrais de Controle Interno e a assistência ao Governador com a execução de serviços especiais de auditoria operacional necessários ao exercício da Supervisão Governamental Superior.exerce a função de planejamento estratégico do Sistema Central de Auditoria Interna e a coordenação. contribuindo para a integração entre as funções de planejamento.980. 11. em articulação com os órgãos sistêmicos de modernização administrativa e planejamento institucional. Já no governo Aécio Neves. a sistematização e a padronização das normas e dos procedimentos de auditoria.4. passou a denominar-se Superintendência de Auditoria. de 30 de junho de 1969. a Lei Delegada nº. subordinando-o à Superintendência Central de Auditoria Operacional da Secretaria de Estado de Fazenda. oriundas das Secretarias de Estado de Fazenda e de Recursos 29 .947. disciplinou-se o Subsistema de Auditoria Operacional.compete à Auditoria-Geral do Estado promover a normatização.SCCA. alterou-se a estrutura orgânica da Administração Pública do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais.SCAO e a Superintendência Central de Correição Administrativa . Esta função figura na Prestação de Contas ao Tribunal de Contas do Estado. as atividades da Auditoria-Geral. 49. Dentro da estrutura orgânica da Secretaria de Estado de Fazenda. com o objetivo de exercer atividades de auditoria e inspeção. de dois de janeiro de 2003. Função Educativa e Preventiva . por meio do art.

financeira.270/2009. responsável pela avaliação dos resultados da ação governamental. contábil e patrimonial da despesa e da receita públicas ocorra segundo os princípios de legalidade. a Lei Delegada n.948/2005 regulamentou a Lei Delegada n. Em janeiro de 2007. efetividade e economicidade. então.655/2007 regulamentou-se. Órgãos Autônomos. a qual foi aprimorada com a edição o Decreto n. ⇒ propor ações para prevenção de ocorrência de ilícitos administrativos no âmbito do Poder Executivo. b) Competências da Auditoria-Geral do Estado ⇒ assessorar. impessoalidade. no segundo mandato do governo Aécio Neves. ⇒ articular-se com o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado com o objetivo de realizar ações eficazes no combate à malversação dos recursos públicos. ⇒ prevenir e combater a corrupção nas atividades de auditoria e correição. ⇒ prevenir e combater a corrupção por meio de ações de auditoria e correição. que passou a ser órgão autônomo diretamente subordinado ao Governador do Estado. ⇒ acompanhar a gestão contábil. ⇒ estabelecer normas e procedimentos de auditoria e correição a serem adotados pelos órgãos e pelas entidades do Poder Executivo. criadas 55 unidades de Auditoria Setorial e Seccional. Foram. 45. a Superintendência Central de Auditoria de Gestão . subordinadas tecnicamente ao Auditor-Geral do Estado. ⇒ zelar para que a gestão orçamentária. no âmbito da Administração Pública Estadual.Humanos e Administração. em apoio ao exercício do controle externo do Poder Legislativo previsto no art. orçamentária. ⇒ coordenar o regime disciplinar do servidor público e aplicá-lo nos órgãos e nas entidades do Poder Executivo. respectivamente. 92 e organizou a Auditoria-Geral do Estado. ainda. revendo a estrutura orgânica da Auditoria-Geral e aperfeiçoando as suas atribuições. adequando o modelo à denominação de Sistema Central de Auditoria Interna. ainda. os dirigentes de órgãos e entidades no desempenho de suas atribuições. operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração indireta. ⇒ supervisionar e orientar as atividades de auditoria e correição desenvolvidas nas unidades setoriais e seccionais de auditoria interna. no âmbito da Administração Pública Estadual. eficiência. moralidade. integrantes das estruturas orgânicas das Secretarias de Estado. foi aprovada a Lei Delegada nº. 44. Fundações e Autarquias. ⇒ avaliar o cumprimento e a efetividade dos programas de governo. 30 . 133 que aprimorou o modelo adotado para a função auditoria no Estado de Minas Gerais.133/2007 que reviu a estrutura da Auditoria-Geral. razoabilidade. Por meio do Decreto n. em sua área de competência. 43. 74 da Constituição do Estado. publicidade. função inovadora na Administração Pública Estadual. Criou-se.SCAG. O Decreto nº. financeira.

ESTRUTURA ORGÂNICA DA AUDITORIA-GERAL DO ESTADO AUDITORIAGERAL ESTADO AUDITOR-GERAL ADJUNTO CHEFIA DE GABINETE AUDITORIA SETORIAL ASSESSORIA JURÍDICA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SCAO DCCA DCAE DCAP SCAG DCAC DCAPG DCACG SCCA DICOM DIPAD DICAD SPD DITEC DIMA SPGF DPMI DCF DLM DRH 3. Sociedades de Economia Mista e Fundos Estaduais. Fundações Públicas. estes sem estrutura orgânica própria e sempre vinculados a um órgão ou entidade. Assim o quantitativo de órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual. todos com a respectiva unidade de auditoria. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA CENTRAL DE AUDITORIA INTERNA O Poder Executivo do Estado de Minas Gerais é composto pelas Secretarias de Estado. Autarquias. está assim representado: ÓRGÃOS/ENTIDADES Órgãos Autônomos Secretarias Autarquias Fundações Subtotal Empresas Públicas Sociedades de Economia Mista Total Quantidade 12 16 18 15 61 05 10 76 31 .3.5. Órgãos Autônomos.

b) Competências das Unidades Setoriais e Seccionais de Auditoria ⇒ exercer a função de auditoria operacional e de gestão em caráter permanente. ⇒ contribuir para a integração entre as atividades de planejamento. que procede ao acompanhamento técnico e a supervisão dos trabalhos desenvolvidos por essas unidades por meio da Diretoria Central de Coordenação das Unidades de Auditoria – DCCA. de forma sistematizada e padronizada. Audt. ⇒ acompanhar a implementação de providências recomendadas pela Auditoria-Geral do Estado. Tribunal de Contas da União e por auditorias independentes. Mista PODER EXECUTIVO a) Gerenciamento do Sistema Central de Auditoria Interna O gerenciamento das atividades de auditoria e correição das unidades setoriais e seccionais de auditoria está a cargo da Superintendência Central de Auditoria Operacional . que tem a finalidade de organizar. gestão e contabilidade das ações governamentais. 32 . utilizando os recursos técnicos e operacionais disponíveis.As atividades de auditoria e correição do Estado são estruturadas na forma de sistema.SCAO/AUGE.de Ec. ⇒ responsabilizar-se pela unidade perante os órgãos ou entidades de competência normativa de auditoria. padronizar e orientar as atividades das unidades setoriais e seccionais nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e está assim representado: AUDITORIAGERAL ESTADO AUDITOR-GERAL ADJUNTO AUDITORIA-GERAL DO ESTADO CHEFIA DE GABINETE ASSESSORIA JURÍDICA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SCCA SCAG SPD SPGF SCAO Secretarias Órgãos Autônomos Autarquias Fundações Auditorias Setoriais Auditorias Seccionais Seccionais SISTEMA CENTRAL DE AUDITORIA Unid. coordenação finanças. Empresas Empresas Públicas Soc. Tribunal de Contas do Estado.

ao acompanhamento do cumprimento das considerações e ressalvas apresentadas pela Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária do Estado do Tribunal de Contas do Estado. de 2000.304. Com a implementação da carreira do Auditor Interno. monitoramento e verificação da consistência de indicadores de desempenho físico e orçamentário para o acompanhamento da execução da Lei Orçamentária Anual. Fundações e Autarquias. OUTRAS ATIVIDADES DO SISTEMA CENTRAL DE AUDITORIA INTERNA Contas Governamentais – à Auditoria-Geral do Estado cabe a avaliação do desempenho da ação governamental. administrativamente. observadas as diretrizes da AuditoriaGeral do Estado. ⇒ recomendar ao dirigente máximo do órgão ou entidade a instauração de Tomada de Contas Especial. Realiza o monitoramento e a avaliação da consistência dos indicadores previstos na Lei Complementar nº. Órgãos Autônomos. e a verificação do cumprimento de índices estabelecidos em instrumentos legais. elabora o relatório concernente à avaliação da execução da lei orçamentária anual. nos termos das exigências do Tribunal de Contas do Estado. As unidades de Auditoria Setorial e Auditoria Seccional integrantes das estruturas orgânicas das Secretarias de Estado. também.08. ⇒ notificar o dirigente do órgão ou de entidade e à Auditoria-Geral do Estado. nos termos de Instrução Normativa do Tribunal de Contas do Estado.2004. nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal. ⇒ acompanhar as normas e os procedimentos do órgão ou de entidade quanto ao cumprimento de leis. procede à verificação e avaliação da compatibilidade da proposta orçamentária anual com as diretrizes orçamentárias. à criação. o plano plurianual e o PMDI. ao respectivo titular do órgão ou entidade no qual estejam atuando. financeiras e os registros contábeis. antecipando tendências de resultado. mediante confronto dos instrumentos de planejamento e orçamento com as execuções físicas. ainda. nos termos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado e a inscrição em "Diversos Responsáveis". prevista na Lei nº. sob pena de responsabilidade solidária. assim como a adoção de medidas de adequação desses limites. ⇒ emitir relatório sobre a avaliação das contas anuais de exercício financeiro dos administradores e gestores dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual. sobre irregularidade ou ilegalidade que tomar conhecimento. a subordinação administrativa dos auditores efetivos passa a ser. bem como verifica e avalia o cumprimento dos limites constitucionais mínimos de aplicação de recursos orçamentários. como também a abertura de sindicâncias e processos administrativos disciplinares para apuração de responsabilidade. de 11. e submetê-la à aprovação do dirigente máximo do órgão ou de entidade a que estiver subordinada. Procede. ⇒ elaborar a programação dos trabalhos de auditoria.⇒ fornecer subsídios para o aperfeiçoamento de normas e de procedimentos que visem garantir a efetividade das ações e a sistemática de controle interno nas unidades do órgão ou de entidade a que estiver subordinada. regulamentos.6. à Auditoria-Geral do Estado.3. 15. 101. ⇒ emitir relatório e certificado conclusivo acerca de apurações realizadas em autos de Tomada de Contas Especial. 3. Os agentes de auditoria do Sistema Central de Auditoria Interna subordinam-se tecnicamente à Auditoria-Geral do Estado e. 33 . são subordinadas tecnicamente ao Auditor-Geral do Estado. à elaboração do relatório quadrienal de avaliação da execução do PPAG. disposições obrigatórias e de diretrizes governamentais.

3. foi promulgada a Lei nº.auditoria. na implementação e na avaliação das políticas nacionais de gestão pública. DA CARREIRA DO AUDITOR Em 11 de agosto de 2004. Destaques sobre a gestão do governo de Minas.em face da crescente necessidade de transparência à sociedade. Manuais. importantes avanços têm sido alcançados em matéria de gestão pública e seu controle. tradicional Universidade do Estado de Minas Gerais. por parte dos órgãos de Controle Interno dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal. constatado indício de cometimento de ilícito criminal ou de improbidade.7. como também o fornecimento.br . em tempo oportuno. em busca de melhor atendimento aos cidadãos para identificar inconformidades ocorridas na Administração Pública Estadual e encontrar soluções para as manifestações apresentadas. O quadro da carreira de Auditor Interno compreende quatro níveis totalizando 210 cargos. A carreira de Auditor Interno possui natureza sistêmica na administração direta. tem introduzido efetivas técnicas gerenciais. principalmente mediante convênios de cooperação técnica firmados entre o Estado e o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União.gov.mg. Denúncias . Em dezembro de 2005. integra o Grupo de Atividades de Gestão. que.br outros canais de comunicação e divulgação. de Planejamento. conjuntamente à carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Os cargos de Auditor Interno são lotados no Quadro de Pessoal da Auditoria-Geral do Estado e seu exercício dar-se-á nas unidades do Sistema Central de Auditoria Interna do Poder Executivo. Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal – CONACI . que instituiu a carreira de Auditor Interno do Poder Executivo. quando requisitados. Em Minas.o fórum tem como objetivo maior a participação na formulação.Parcerias .mg.é um canal entre o cidadão e o governo de Minas. de informações e/ou documentos ao Ministério Público.304. Roteiros de auditoria. a Auditoria-Geral celebrou Convênio de Cooperação Técnica com a Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC).A Auditoria-Geral mantém em seu site www. constituídos pelos seguintes meios: notícias.3. Matérias dos eventos. para medir. com progressão horizontal e vertical. autárquica e fundacional do Poder Executivo. com a implantação da Auditoria-Geral do Estado.auditoria. A ampliação da articulação. dependendo da graduação e tempo de serviço do servidor. Pareceres. 34 .o Serviço de Denúncia on-line disponibilizado no site da Auditoria-Geral do Estado – www. Esse serviço abrange denúncias que envolvam órgão ou entidade do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais ou tratem de recursos públicos dele originados.gov. visando uma ação integrada para a realização de auditoria em programas do Governo de Minas que envolvam obras civis. avaliar e controlar a performance do gestor público. o governo do Estado. Fornecedores impedidos de licitar e contratar com o estado. da integração e do intercâmbio entre o Ministério Público do Estado de Minas Gerais e a Auditoria-Geral do Estado objetivaram a celebração de convênio. Relatórios de auditoria. de Auditoria e de Atividades Político-Institucionais do Poder Executivo. Publicações: artigos e monografias. 15. Site . de Tesouraria.

Ao planejar-se um exame de auditoria a questão crítica é a definição do volume de informações necessárias para esse fim. o auditor necessita de planejar adequadamente seu trabalho a fim de avaliar o sistema de controles internos relacionados com a matéria auditada e estabelecer a natureza. a extensão e a profundidade dos procedimentos de auditoria a serem realizados. no curso do referente processo. no processo de auditoria. O Processo de Auditoria – Conceitos e Planejamento dos Trabalhos O Processo de Auditoria compreende o conjunto de etapas destinado a examinar a regularidade e avaliar a eficiência da gestão administrativa e dos resultados alcançados. deverá o auditor seguir o seguinte fluxo no processo de auditoria: PLANEJAR O TRABALHO ↓ AVALIAR OS CONTROLES INTERNOS ↓ ANALISAR E DEFINIR OS RISCOS ↓ ELABORAR O PROGRAMA DE AUDITORIA ↓ COLHER AS EVIDÊNCIAS ↓ ELABORAR OS PAPÉIS DE TRABALHO ↓ EMITIR O RELATÓRIO DE AUDITORIA Em uma outra visão do Processo de Auditoria. extensão e periodicidade dos testes e procedimentos de auditoria a serem aplicados. Não há outra fase.4. que afete mais o êxito de um trabalho que o tempo que se emprega em levar adiante uma inspeção preliminar de auditoria e do alcance do planejamento geral. permitindo a determinação da natureza. bem como apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos procedimentos administrativos e controles internos de uma organização. Nesse cenário. bem como colher as evidências comprobatórias de suas constatações para a formação de sua opinião. Essa decisão depende muito do conhecimento técnico do auditor. 35 . Sendo assim. o planejamento deve considerar a prioridade para que as áreas de controle interno e revisão analítica sejam executadas em primeiro lugar. VISÃO GERAL DO PROCESSO DE AUDITORIA 4. do conhecimento específico sobre a atividade a ser examinada e das peculiaridades de cada organização.1. Para atingir esse objetivo. este deve contemplar as seguintes etapas: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ Pré-Auditoria Plano de Auditoria Execução de Auditoria Estruturação dos Resultados Comunicação dos Resultados Monitoramento da Efetividade do Trabalho de Auditoria Planejamento dos trabalhos A fase mais importante de qualquer exame é a etapa inicial do planejamento.

atribuições. escopo e limitação). taxa de juros. Fatores econômicos – elementos externos e conjunturais que podem interferir na atividade econômica da área de atuação da entidade (inflação. o planejamento pressupõe que o auditor considere determinadas informações e condições para a realização dessa importante fase de seu trabalho. dentre outros). roteiros. O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. em espaço de tempo razoável e com meios disponíveis. oportunidade e extensão. Práticas operacionais da entidade auditada – conjunto de procedimentos adotados pela entidade para a dinâmica de suas transações regulares (produtos que fabrica e comercializa. estabelecer racionalmente a extensão dos procedimentos de auditoria a serem utilizados. normas e legislação pertinente). políticas governamentais. O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade (Normas sobre Planejamento de Auditoria constante das NBC-T-11. em termos de natureza. Os elementos essenciais à programação dos trabalhos de auditoria são os seguintes: ⇒ ⇒ list). políticas de vendas. recessão. exames e avaliações a serem realizados pelos diversos integrantes da equipe. 36 . facilitar a administração do tempo durante a realização do trabalho. Resolução 1. evitar improvisações e sobrecarga de trabalho (divisão de tarefas). Além disso. crescimento econômico. etc. definir. ainda. trabalhos análogos já realizados. franquias. Os objetivos básicos do planejamento dos trabalhos de auditoria são os seguintes: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ identificar os problemas potenciais da entidade. check conhecimento da unidade auditável (organogramas. plano anual de auditoria (auxilia na comunicação do objetivo.). fluxogramas. esse deve ser cuidadosamente planejado. definição dos instrumentos a serem utilizados (programas de auditoria. e de acordo com o estabelecido nas normas de auditoria.Ao início de qualquer trabalho de auditoria. manuais de procedimentos. 4. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. manuais operacionais. antecipadamente. assegurar a uniformidade dos levantamentos. ⇒ ⇒ ⇒ constituição da equipe de trabalho com a adequada qualificação. Deve.035/2005/CFC) e de acordo com os prazos e demais compromissos acordados com o demandante. documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito. o auditor. controle de inventários. desemprego. tendo em vista o seu objetivo. os exames adequados para a consecução dos objetivos do trabalho. quais sejam: Conhecimento das atividades da entidade auditada (missão. Legislação aplicável. São fundamentais para a identificação dos riscos de auditoria. negócio e valores).

A realização de um trabalho de auditoria sem um planejamento prévio permitirá o esquecimento de áreas importantes. com uma visão abrangente da organização. Sistema Contábil e Sistema de controle interno. Trata-se do conjunto de ferramentas ou técnicas. composição do capital social. compreendendo os procedimentos sistematizados assumidos pelos profissionais de auditoria para coleta dos elementos fáticos e os métodos analíticos empregados para alcançar os objetivos declarados. ou Presidente ou Dirigente da organização. Responsabilidade pelo Planejamento: é elaborado pelo gerente do trabalho de auditoria. bem como a natureza. Exigências e prazos estabelecidos por órgãos reguladores em determinadas áreas (mercado de capitais. planejamento estratégico. ⇒ Enfoque de rotação de ênfase para determinadas áreas ou departamentos. Complexidade das transações – determina o grau de dificuldade que o auditor terá na execução dos trabalhos. Práticas contábeis adotadas – conhecer dos procedimentos contábeis adotados em face das normas de contabilidade. Em síntese. o planejamento do trabalho de auditoria representa o momento em que se dimensiona toda a extensão dos procedimentos a serem executados. Planejamento Anual das Atividades: os trabalhos de auditoria deverão programados anualmente. devendo abordar: ⇒ Áreas de exame e análise prioritárias. Áreas importantes da entidade auditada – setores relevantes que refletem nas demonstrações contábeis. mercado financeiro). com a aprovação do Diretor. principalmente. contemplando todas as transações realizadas no período. Entidades associadas. conteúdo e oportunidade dos pareceres e relatórios. Metodologia auditorial A metodologia dos trabalhos compreende os procedimentos. controle. ⇒ Estimativa de tempo e recursos para execução dos trabalhos programados. análise e aprovação das transações (formas de eleições. Outros trabalhos de auditoria realizados na entidade auditada. Volume de transações – conhecimento do universo auditável. filiais e partes relacionadas – define a abrangência do trabalho. adoção de procedimentos inapropriados de auditoria. a fim de alcançar os objetivos pretendidos. as técnicas e os métodos de aplicação utilizados no interesse de se atingir os objetivos previstos. além de permitir o direcionamento dos trabalhos tanto para o demandante. independência da administração). quanto para a equipe de auditoria.2.Competência da administração – responsabilidade pelo registro. demora na identificação dos problemas significativos que afetam o objetivo do exame e. Na metodologia auditorial se identifica os seguintes aspectos: 37 . estrutura organizacional. maior risco na emissão do parecer. 4.

durante o processo de gerenciamento. ⇒ permitir a revisão de diretrizes e metas. a congruência e efetividade das execuções. Representa a metodologia da diagnose de situações estáticas de uma gestão. antecipando variáveis quanto aos resultados futuros. patrimoniais e sociais esperados e alcançados. identificando qualidades e criticidades nos processos operacionais e gerenciais. financeiros. econômicos. O acompanhamento dos atos de administração. projetos e atividades. Essa metodologia vincula-se ao objetivo auditorial de identificar as situações positivas e negativas de um processo. tem como objetivo antecipar-se aos efeitos/impactos negativos de uma gestão. financeiras. atuando no horizonte temporal presente/futuro. para garantir a consecução das políticas públicas. dando ênfase aos processos organizacionais. Metodologia da prevenção ênfase processo/produto Metodologia de acompanhamento ênfase no processo Metodologia da avaliação ênfase no produto 38 . econômicos. na trajetória dos processos gerenciais e operacionais ou o ciclo administrativo: planejamento. para eliminar ou reduzir gargalos nos processos operacionais. para comprovar a adequação do planejamento. certificação dos resultados. também conhecida como teoria do resultado final. Onde controlar? Quando controlar? Por que controlar? Como controlar? A metodologia do trabalho de auditoria está diretamente vinculada aos objetivos definidos e. Representa a metodologia da prognose de resultados operacionais e gerenciais ou de processos organizacionais. dando ênfase aos resultados operacionais e gerenciais. ⇒ antecipar variáveis. econômicas e sociais. projetos e atividades da gestão pública ou privada. identificando qualidades e criticidades nos resultados orçamentários. nas perspectivas ambientais apresentadas. patrimoniais e sociais. Produtos/Benefícios possíveis: ⇒ prevenir a qualidade de resultados operacionais e gerenciais mediante disponibilização de soluções que eliminem ou reduzam os gargalos identificados. utilizando-se da técnica de montagem de cenários possíveis. financeiros. execução e controle. Produtos/Benefícios possíveis: avaliar os resultados gerenciais. os programas. para antecipar variáveis ambientais valorizando a tomada de decisões no presente. os agentes gestores desses programas. nos momentos referenciais do planejamento e da execução das políticas públicas ou políticas estratégicas. disponibilização de soluções com vistas aos resultados futuros. nos resultados orçamentários. Representa a metodologia da revisão “pari passu” de situações na dinâmica de uma gestão. quanto à oportunidade ou à temporalidade dos exames. tem como objetivo avaliar os resultados atingidos. A avaliação.O quê controlar? as tendências orçamentárias. antevendo as perspectivas. Produtos/Benefícios possíveis: ⇒ Antever situações permitindo a garantia de resultados operacionais e gerenciais a médio e longo prazo. destina-se: A prevenção tem como objetivo a previsão de situações futuras.

comparando–os com as determinações constitucionais. ⇒ permitir a avaliação preliminar da eficácia dos controles internos. ⇒ identificar e fluxogramar. A Pré-Auditoria oportuniza o delineamento do perfil de uma gestão ou de um processo subsidiando decisivamente os trabalhos de auditoria a serem executados no campo. Constitui-se em recurso básico para a definição dos parâmetros de planejamento das atividades de auditoria. ⇒ permitir a avaliação preliminar da eficácia dos sistemas de informações. ⇒ diagnosticar e mapear as interfaces com outras Unidades Auditáveis. 39 .3. execução das políticas de recursos humanos. Trata-se do reconhecimento baseado na análise de atos normativos (legais e regulamentares). produto e clientela. b) Diretrizes para a execução da Pré-Auditoria: ⇒ dividir. na consulta de banco de dados. indo até a leitura de atas das reuniões de colegiados. ⇒ identificar e fluxogramar os sistemas de informações gerenciais (1) produzidos ou adotados pela Unidade Auditável. objetivando a identificação e/ou compreensão da natureza e características das variáveis ambientais. ⇒ constituir-se em ingrediente básico para a tomada de decisão em processos operacionais e ou gerenciais de auditoria. ⇒ identificar os instrumentos normativos e regulamentares aplicáveis à unidade auditável.1. ⇒ proporcionar a definição de pontos fracos e fortes da Unidade Auditável. execução orçamentária. acompanhamento. Pré-auditoria Entende-se por Pré-Auditoria o mapeamento das variáveis ambientais (do ambiente interno. execução financeira. ⇒ identificar negócio. avaliação. os macro-processos gerenciais e operacionais representativos das funções planejamento. a) Finalidades / Utilidades da Pré-Auditoria: ⇒ contribuir para a análise dos riscos de auditoria. 1 . controle e contabilização dos atos e fatos da gestão. ⇒ permitir a avaliação preliminar do desempenho operacional. na análise de relatórios de desempenhos. missão. ⇒ permitir a avaliação preliminar do desempenho da gestão. por agentes.3. do ambiente operacional e do macro ambiente) de uma Unidade Auditável. orçamento.4. Fases do Processo de Auditoria 4. estruturar e mapear a Administração em macro-processos segundo as especificidades dos órgãos ou entidades públicas (unidades auditáveis). no exame de processos operacionais. execução patrimonial. política e diretrizes públicas. Sistemas corporativos ou específicos de cada agente que possam traduzir informações destinadas a subsidiar os administradores em suas tomadas de decisão. ⇒ permitir a avaliação preliminar do desempenho gerencial.

acompanhar processos operacionais e gerenciais. recursos a serem utilizados (humanos. escopo do exame. institucional e gerencial. “como fazer” e “porque fazer”. a programação dos trabalhos de auditoria deverá ser consubstanciada em documento contendo. economicidade. Relatórios de auditoria interna e externa. escopo. envolvendo as diversas fases de execução. qualidade e de efetividade dos atos e fatos da gestão da Unidade Auditável. clientes. Plano de Trabalho de Auditoria Os objetivos do planejamento de auditoria podem ser atingidos de modo mais eficiente quando este planejamento é feito por escrito. tecnológicos e financeiros). relatórios de CPIs.⇒ identificar os relatórios de criticidades (2) afetos à Unidade Auditável nos últimos anos. técnica. Sua principal característica é apresentar os objetivos. ou seja. econômicos. Assim. define o que a auditoria procurará atingir dentro da área de investigação sob exame: “Qual a finalidade da realização do exame dentro da área selecionada?” 2 . Os objetivos da auditoria condicionam a determinação do escopo e a metodologia a ser aplicada e podem ser para: prevenir resultados. cronograma detalhado. procedimentos de auditoria a serem executados. etc. diligenciará para que as mesmas sejam implementadas. e avaliar os resultados orçamentários. materiais. as providências não implementadas deverão ser objeto de análise da equipe de auditoria que. produtos. comprovando adequações legal. eficácia. a) Objetivo da auditoria Objetivo da auditoria significa o propósito da atividade programada e é o principal elemento de referência dos trabalhos que determinará o tipo e a natureza da auditoria. 40 . ⇒ identificar e constatar a aplicação gerencial dos indicadores de desempenho de carga de trabalho. relatórios de comissões internas e específicas. 4. custo e cronograma para a execução. são convertidas em um documento formal para direcionar a execução dos trabalhos. recursos a serem utilizados. obrigatoriamente e no mínimo. quando as idéias ou decisões relativas ao “que fazer”. inspeções e diligências dos Tribunais de Contas do Estado e da União. patrimoniais e sociais. O objetivo geral significa o que se pretende alcançar no âmbito macro. avaliação dos riscos envolvidos. o seguinte: objetivos (geral e específicos) . denúncias formalizadas por quaisquer meios. relatórios e pareceres dos conselhos fiscal e de administração. financeiros.3. metodologia. metas.2. O Plano de Trabalho de Auditoria representa o direcionamento e aprofundamento em uma necessidade específica a partir dos resultados obtidos na fase de Pré-Auditoria. ou seja. eficiência.

É também a possibilidade de o auditor vir a escolher pontos de controle inadequados. com a finalidade a atingir o objetivo geral da área de investigação sob exame?” b) Escopo do trabalho Escopo é a delimitação estabelecida para a implementação dos programas de auditoria. A determinação do Escopo. Oportunidade . Profundidade . do conceito da extensão visto aquele se relacionar aos aspectos da quantidade. O risco de falha nos procedimentos de auditoria quanto à detecção de deficiências materiais no controle pode advir de diferentes áreas: avaliação imprópria do risco relativo que resultou em modelo e escopo de procedimentos de auditoria deficientes (uma forma específica de erro de amostragem deficiente). para ser consistente. Pelo requisito Abrangência identifica-se o que deve ser examinado. acompanhamento inoportuno ou projeção inadequada. circunscrevendo a abrangência da auditoria e estabelecendo os limites de sua atuação: “Quais os pontos que deverão ser analisados. Extensão .uma forma de amostragem deficiente). como também a possibilidade de não detectar a existência de deficiências materiais na unidade auditada. vale dizer: corresponde à quantidade dos exames programados. roteiros de Auditoria e Check list aplicados. testes e amostragens). É o risco do erro no posicionamento: avaliação equivocada.representa o mais importante elemento estrutural do escopo. e por ser assim. na pertinência do ponto de controle e na temporalidade dos exames programados. Por meio do requisito Oportunidade identifica-se quando deve ser realizado o exame.corresponde à configuração da amostra.consiste. Pelo requisito Profundidade identifica-se como deve ser realizado o exame. para os propósitos do trabalho auditorial. seu nível de minúcia. c) Avaliação dos riscos envolvidos Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor opinar incorretamente sobre a gestão auditada considerando eficiente uma gestão ineficiente. possível impropriedade do processo de avaliação do auditor como resultado de suposições errôneas. objetivamente. implicando em avaliações. neste sentido. aqui o sentido da tempestividade torna-se variável decisiva. Através do requisito Extensão identifica-se quanto deve ser examinado. problemas estatísticos do uso de amostra para conclusão geral sobre um sistema como um todo (o risco que a amostra escolhida não seja representativa da população . ou vice-versa. enfim a qualidade dos exames.Os objetivos específicos representam o detalhamento do objetivo geral. acompanhamentos ou projeções impertinentes.refere-se à delimitação do universo auditável. Ex: técnicas de auditoria utilizadas. à amplitude ou tamanho dos exames previstos (provas seletivas. ou seja. deve guardar compatibilidade com os objetivos da auditoria programada e contemplar os seguintes elementos estruturais: Abrangência . 41 . desvios observacionais e conclusões ilógicas (formas gerais de erros de amostragem deficiente). o período de abrangência do exame.significa a intensidade das verificações. o seu grau de detalhamento. Difere.

observando: competência da administração .a probabilidade de erro fica incrementada. nível de motivação dos servidores/empregados . o auditor deve avaliar o ambiente de controle da organização. habilitá-lo a expressar sua opinião sobre os controles internos da organização. o CI ↑ = R ↓ = P ↓ = VT ↓ = A ↓ = RE ↓ = IA ↑ Se. disponibilidades financeiras .FRACO OU MENOR d) Procedimentos de auditoria a serem executados Conjunto de ações ordenadas que permitam ao auditor controlar a execução de seu trabalho e. condições econômicas da unidade . ao mesmo tempo. políticas de pessoal e segregação de funções.o risco de quebras no controle é freqüentemente maior em unidades que estão sob significativas dificuldades econômicas.a dimensão das funções informatizadas pode reduzir a visibilidade e atenção dada à adequação do controle. mudanças recentes nas gerências . rápido crescimento . tamanho da unidade . o CI ↓ = R ↑ = P ↑ = VT ↑ = A ↑ = RE ↑ = IA ↓ LEGENDA: CI – CONTROLE INTERNO R – RISCO P – PRIORIDADE VT – VOLUME DE TESTES A – AMOSTRAGEM RE – ROTAÇÃO DE ÊNFASE IA – INTERVALO DAS AUDITORIAS ↑ .probabilidade das deficiências do controle serem maiores durante períodos de alterações. além disso.quanto menor a capacidade gerencial maior o risco de deficiências no controle. extensão de operações computadorizadas .limitações inerentes à eficácia dos procedimentos de auditoria escolhidos (um procedimento de auditoria pode ser incapaz de detectar certo tipo de deficiência por causa de procedimentos errôneos ou porque o sistema destacado não é suscetível à verificação). Para determinar o risco de auditoria.efeitos de uma auditoria diminui com o tempo.possível alvo de desfalques que põem o sistema de controle sob pressão. pressões sobre a administração para alcançar os objetivos. maior a magnitude de danos potenciais.FORTE OU MAIOR ↓ . Em síntese: Se.maior a unidade sob exame. maior a demanda por controle com estreito limite de erro. São os passos da fase de execução do processo de auditoria e compreendem os levantamentos de 42 .baixa motivação pode ser indicativo de situações de alto risco para os controles. tempo desde a última auditoria . complexidade de operações .reduz o sistema de controle pessoal e gerencial de uma operação.

será necessária em determinados trabalhos que. a aplicação de roteiros e check list. a fim de: demonstrar a aderência entre os resultados esperados e a programação para obtê-los.dados. espaço físico de trabalho.se faz através de reunião de abertura dos trabalhos de campo a se realizar preferencialmente na sede da Unidade Auditada. a fim de demonstrar a aderência e oportunidades estratégicas da programação e demonstrar a aderência gerencial da programação. transporte. coordenador. justifique o procedimento. softwares. equipe de apoio administrativo. registros em papéis de trabalho. informar como serão realizados os exames (através da apresentação do programa de trabalho – quando couber). aplicação das técnicas de auditoria. pela sua natureza. materiais: veículos. informando a importância do que se vai fazer. consultorias. estabelecer o envolvimento de pessoal da unidade – em termos quantitativos e qualitativos. e demais procedimentos necessários a formar e fundamentar a opinião do auditor. tecnológicos: computadores. e podem ser: humanos: equipe de auditores. permitir a estimativa de resultados. banco de dados.será necessária em determinados trabalhos que. e) Recursos a serem utilizados É a identificação dos elementos básicos e mínimos necessários ao desempenho do trabalho de auditoria. permitir o convencimento e a motivação. demonstrar quais os pontos de controle a serem examinados (através da apresentação do plano de auditoria). Para as Unidades Cliente do Trabalho . financeiros: recursos para diárias de viagem. Para a Unidade Objeto dos Exames . justifique o procedimento. dimensionando-se assim. Para os Níveis Hierárquicos Operacionais . f) Cronograma detalhado É a definição do tempo necessário para a execução de cada fase do trabalho. qual o prazo previsto para a realização da auditoria e entrega dos resultados. pela sua natureza. e esclarecer quais os resultados esperados. g) Comunicação do Plano de Trabalho Após a elaboração do Plano de Trabalho este deverá ser comunicado entre os níveis hierárquicos da organização. quais sejam: Para os Níveis Hierárquicos Estratégicos . equipamentos.será sempre necessária independente da natureza do trabalho tendo em vista a necessidade de sua consecução e tem como finalidade encomendar tecnicamente os trabalhos. tendo como finalidade: 43 . coleta das evidências. informar quais os critérios serão utilizados. impressoras. bem como às unidades envolvidas na área auditada.

oportuno e. fundamentado. informar o período da execução (plano de auditoria). o PLANO DE TRABALHO DE AUDITORIA. Com esse conjunto de elementos. o instrumento formal do planejamento dos trabalhos de auditoria. ou seja. informar como serão realizados os exames (apresentação do programa de trabalho – quando couber). atendendo ao objetivo proposto. informar quais os pontos de controle a serem examinados (plano de auditoria). conduzirá a equipe de auditoria à realização de um serviço elaborado. estabelecer o envolvimento de pessoal da unidade – em termos qualitativo e quantitativo. apresentar e integrar a equipe de campo.demonstrar a transparência dos critérios que serão utilizados. principalmente. eficaz. consistente. MODELO BÁSICO DE PLANO DE TRABALHO DE AUDITORIA PLANO DE TRABALHO DE AUDITORIA ÓRGÃO/ENTIDADE AUDITADO : GRUPO DE TRABALHO COORDENAÇÃO Período de Execução dos Trabalhos : : INÍCIO: TÉRMINO: LOCAL/DATA: ASSINATURAS DA EQUIPE: 44 .

ESCOPO DO TRABALHO PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Fase 1 1. 2. 3.2 Fase 2 2. 2.1 2.2 TÉCNICAS A SEREM UTILIZADAS Riscos de Auditoria 1. Recursos necessários Humanos: Materiais: Financeiros: 45 .PLANO DE TRABALHO UNIDADE AUDITÁVEL: OBJETIVO GERAL: OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1.1 1.

Cronograma Fase 1 2 3 Descrição Pré-Auditoria e Plano de trabalho Execução dos Procedimentos Emissão de relatório Início Fim 4. Após a revisão do sistema de controle interno. Essa eficiência é também fator de economia do tempo a ser empregado pelo auditor no seu trabalho e. ⇒ elaboração do relatório de auditoria. Execução dos Trabalhos de Auditoria Os objetivos do Planejamento de Auditoria. o auditor tem condições de avaliar a segurança por ele proporcionada. ⇒ registro em papéis de trabalho. os quais devem ser detalhados. ⇒ estudo e avaliação dos controles internos. podem ser atingidos de modo mais eficiente quando as idéias ou decisões relativas ao “que fazer. A informação necessária para essa finalidade é obtida por meio de entrevistas com o pessoal apropriado do auditado e consulta a manuais de procedimentos. onde. quando e por que fazer” são convertidas em procedimentos de auditoria evidenciados por escrito. a fim de determinar a extensão dos testes de auditoria. com relação aos exames que está procedendo.3. descrição de funções e organogramas. de forma a servirem como guia e meio de controle da execução dos trabalhos. redução do custo da auditoria. consequentemente. A fase de execução dos trabalhos de auditoria ou exames é comumente chamada de trabalho de campo e consiste na etapa de aplicação do Programa de Auditoria e coleta de evidências. formalizado no Plano de Trabalho de Auditoria.3. a fim de apresentar o Plano de Trabalho. na forma de programas. esclarecer o objetivo do trabalho a ser executado e solicitar o devido apoio para o bom desempenho das atividades (disponibilidade de espaço físico seguro. para determinar o grau de confiança a ser nele depositada e a natureza e extensão dos procedimentos de auditoria. A revisão dos controles internos é fundamentalmente o processo para levantamento de dados sobre a natureza e organização dos procedimentos prescritos. b) Estudo e avaliação dos controles internos A boa norma relativa à execução do trabalho de auditoria requer que o auditor estude e avalie o sistema de controle interno do auditado. equipamentos e agentes facilitadores para o repasse de dados e informações). a) Reunião de abertura dos trabalhos com o auditado Para o início dos trabalhos de auditoria é pertinente que se faça uma reunião da equipe de auditores com o gerente da área auditada e/ou com o dirigente da organização. Quanto melhores e mais eficientes os controles internos implantados na empresa auditada. como. 46 . mais segurança adquire o auditor. compreendendo as seguintes etapas: ⇒ reunião de abertura dos trabalhos com o auditado. ⇒ aplicação dos programas de auditoria ( exames e coleta de evidências).

a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. a definição do volume de testes a serem executados pelo auditor será determinada em função da avaliação realizada.2 – Qto à Consistência 3 – Testes de Procedimentos Papéis de Trabalho SIM 2. referentes à execução dos trabalhos de campo.1 – Qto à Adequacidade NÃO 4 – Relatórios 47 . ou seja.As normas de auditoria. como ilustramos: Confiabilidade nos SCI Volume de testes METODOLOGIA DE AUDITORIA DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO Programa de Trabalho 1 . estabelecem que o auditor deva avaliar o sistema de controle interno da empresa auditada.Levantamento do Ambiente de Controle 2 . a fim de determinar a natureza.Avaliação dos Controle Internos 2.

⇒ Inspeção física nas operações de compra. Essas informações podem ser obtidas das seguintes formas: ⇒ Conhecimento da documentação da empresa: estatuto. ⇒ Conversa com funcionários da empresa. O levantamento permite se estabelecer qual é o sistema de controle existente e se ele está condizente com a necessidade da organização. Após conhecer o sistema de controle interno e sabendo-se a finalidade de cada um. mapeia-se toda a organização. onde são levantados: ⇒ Organogramas. 3. pagamentos e outros. de forma a permitir. desde as suas definições hierárquicas. aplicam-se os testes de procedimentos para verificar se eles cumprem a finalidade para a qual foi implementado. suas diretrizes estratégicas. quais são as suas políticas de recursos humanos. os procedimentos adotados e quais os níveis de responsabilidades. até as especificações de transações por produto/serviço. 2. as inconsistências existentes e as razões da não-aceitação de alguns controles. Avaliação dos Controle Internos – para esta etapa o mecanismo mais adotado é o questionário de avaliação de controle interno. é o fluxograma. no que diz respeito a controles inexistentes ou controles inadequados. fornecendo uma visão geral e concisa do mesmo. a identificação dos pontos fortes e fracos de controle. que é o método mais claro de se fixar pormenores dos sistemas. com seus processos decisórios. ⇒ Política de pessoal e cargos e salários O objetivo desta etapa é estabelecer como a empresa está organizada. contrato social. Testes de Procedimentos – é a etapa de validação dos controles internos. Outro mecanismo utilizado para avaliação dos controles internos. avaliando a aderência das áreas da organização. operacionais e de controle. venda. ⇒ Definição de atribuições e responsabilidades por níveis/cargos.1. ⇒ Leitura dos manuais internos da organização. ⇒ Parâmetros para desenvolvimento de produtos/serviços. atas de reuniões da diretoria e conselhos. A avaliação de controle interno numa organização pode ser: avaliação quanto à adequação dos controles internos – onde são identificados os pontos de incongruência do sistema de controle interno. Levantamento do ambiente de Controle – nesta etapa. e servem para a documentação de sistemas administrativos. Facilitam o acompanhamento e a atualização. combinado com o questionário. legislação de criação. avaliação quanto à consistência do controle interno – onde é verificada a consistência e/ou aplicabilidade dos controles internos existentes. 4. ⇒ Normas e procedimentos formais. onde as questões são respondidas com um SIM ou NÃO. Relatórios – registro dos resultados da avaliação do sistema de controle interno da organização 48 .

Quem assina o inventário? 24. Extrair cópia reprográfica de todos os lançamentos operados de 20 a 31 de dezembro do último exercício. A empresa mantém os livros fiscais em dia? Relacionar os livros fiscais utilizados. 26. 21. Quem mantém os registros fiscais? Qual o setor a que pertence? 27. Há um serviço especializado incumbido do setor fiscal? 30. entrelinhas? 18. Estão os livros fiscais autenticados pelas repartições competentes? 28. Trabalhista etc. Qual o setor da empresa que registra o Diário? Qual o processo de escrituração? Manual? Mecânico? Computação eletrônica? 11. conforme o estatuto). As ações estão todas registradas. A empresa tem registro de inventários atualizado até o último balanço? Relacionar números e datas de registros dos dois últimos. desde o início. 20. tempestivamente? Observar os seguintes livros: Livro de Atas das Assembléias Gerais. Quem cuida do livro? O setor materiais ou a contabilidade? 23. Registro de Transferências de Ações Nominativas. Foram realizadas as declarações fiscais do exercício? (Imposto de Renda. A divisão de contabilidade interfere no registro de tais livros (do item 2)? 9. emendas. A seção de acionistas tem acesso a tais controles? Pode determinar alterações? Quem autoriza? 7. Livro de Atas do Conselho Fiscal. Há uma supervisão sobre tais serviços exercida pela assessoria jurídica? 49 . Registro de Ações Nominativas. Existem folhas ou linhas em branco no livro de Inventário? Todo o livro está copiado? 22. rasuras. 3. pelo número deles. e registrados na Junta Comercial? Na data próxima à da constituição. Quem registra os livros da sociedade mencionados no item 2? Quem os autoriza? 8. Há numeração nos lançamentos? (nas fichas ou em outro instrumento utilizado?) 15. Existem "Fichas Contábeis"? São visadas pelo contador? 13. Todo o movimento referido nos itens 1 e 4 acha-se sob controle e assistência direta da assessoria jurídica? 6. obedecendo às suas categorias? 4. Quem realiza a listagem para a cópia? 25. Os livros relativos às sociedades anônimas acham-se com termos de abertura assinados pelo diretor da administração.EXEMPLOS DE QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS ANÁLISE GERAL DO CONTROLE E DOS REGISTROS BÁSICOS 1. Quem guarda o Diário? 17. data do registro e que período compreendem. números de registro na Junta Comercial. A empresa possui os seus atos constitutivos legais arquivados em ordem? 2. Nas últimas 50 folhas quantos estornos existem? 19. Livro de Presença de Acionistas (com folhas escrituradas das para cada assembléia). 10. Relacionar os livros Diários que a empresa tem. Quem autoriza os lançamentos? 14. As atas de assembléia estão todas publicadas e arquivadas na Junta Comercial? Foram feitas no prazo hábil de 30 dias? 5. 29. Até que data está registrado o Diário? 16.). Existem folhas em branco. Livro de Reuniões da Diretoria (devem ser mensais. Quem prepara os registros e qual o setor a que pertence? 12. os primeiros? E os outros.

Em caso de devolução de artigos a fornecedores há emissão de nota própria? Qual o destino das vias? 20. Toda entrada é coberta por controle específico? 7. Existem normas escritas pra o inventário? 29. Quem autoriza a compra (que cargo)? 35. Qual o método para avaliar os estoques? 31. As requisições são pré-numeradas? 18. Existem conferências físicas periódicas dos estoques? 23. Há uma almoxarifado central? 11. Toda entrega de materiais é feita mediante requisições escritas? 16. Quem as autoriza? Que cargo tem? 13. As compras são feitas mediante autorizações escritas? 34. Como é feita? Por quem? De que setor? 24. Existem setores especificamente responsáveis pelos estoques? 3. Há controle das numerações? 19. Existem registros permanentes dos estoques? 5. São feitas transferências entre almoxarifados? 12. Existe um serviço autônomo de recepção e outro de entrega. Os registros são controlados por fichários? Por controle eletrônico? 6. O que ocorre quando há discrepâncias? 9. Que documento cobre a transferência? 14. As diferenças encontradas são ajustadas? Qual o documento para o ajuste? que autoridade visa tal documento? 25. ou tudo é feito pelas mesmas pessoas? 30. Há um cadastro de fornecedores? 37. Qual a distribuição das vias das notas de compras? 50 . Os materiais obsoletos e inadequados têm relação e controle à parte? 27. O responsável pelo estoque faz compras? Autoriza-as? 4. Todos os artigos comprados passam pelos almoxarifados? 10. A escrita contábil controla o custo dos materiais? 28.ANÁLISE DO CONROLE DOS ESTOQUES 1. Antes das ordens existem coletas de preços? 36. É subordinado ao serviço de armazenamento? 33. As devoluções são contabilizadas? 22. As ordens de compras são pré-numeradas? 38.Os estoques são controlados? Existem almoxarifados? 2. Em caso de devolução de artigos ao almoxarifado é feita nota de entrega? 21. É feito registro contábil da transferência? 15. Quem emite as requisições? Qual o chefe que a autoriza? 17. Onde se operam as maiores diferenças? 26. Há um encarregado de controlar as entradas e de certificar-Ihes a exatidão? 8. Existe um serviço de compras organizado? 32.

estão bem protegidos? Existe acesso fácil aos almoxarifados por qualquer pessoa? 60. Existem embalagens permanentes? Possuem elas algum controle? Quem faz tais controles? 63. examina-se todo o processo da compra (coleta.) possui controle especial nos almoxarifados? Existem equipamentos próprios para pesagem? 59. O controle das sobras é do almoxarifado? 54. antes de saírem para uso ou emprego operacional? 51. O almoxarifado controla também produtos semi-elaborados? Há um almoxarifado próprio para tal fim? 58. Os valores nos estoque são ajustados sob que critério? Que controles existem nos ajustes? 51 . Existe algum caso de "transformação" ou "industrialização" de artigos comprados. Os estoques possuem fixação de "mínimos" e de "máximos" realizados por critério técnico? Quem orienta o critério? São obedecidos tais limites? 64. ordem. O material pesado (chapas grossas. recepção. Há confronto. No caso de venda das sucatas. em geral. O serviço de recepção recebe cópias das ordens? 41. Quando os pedidos de compra são feitos respeitam-se os limites de "máximo" e "mínimo"? 65. Antes de aprovado o pagamento de fatura. é o almoxarifado que extrai a nota fiscal? 56. A contadoria recebe cópia das ordens? 40. Existem pedidos de compras feitos por regime “automático” por meio de terminais de computadores? Quem programa? Há controle sobre tais eventos feito periodicamente? 67. Os materiais. Existem requisições automáticas de estoques feitas por sistema de computação eletrônica? Quem as programa? 66.39. Os materiais recusados pelo setor de qualidade são controlados pelo almoxarifado? Que destino possuem? 57. Os almoxarifados custodiam artigos que não pertençam à empresa? 49. Existe caso de aplicação de materiais sem que estes passem pelo controle do almoxarifado? 52. do livro de entradas com as contas de compras da escrita contábil? 47. As entradas são registradas em um livro de entradas? 43. Há um código de classificação dos materiais? 50. Há caso de sobras de materiais? 53. Quem supervisiona e inspeciona o pessoal do almoxarifado? 61. trilhas etc. registro)? 48. As discrepâncias e as devoluções são imediatamente comunicadas à contadoria? 42. As notas fiscais são conferidas aritmeticamente? 46. Elas são controladas? Que fim possuem? 55. As embalagens de materiais do estoque são aproveitáveis? Podem ser vendidas ou usadas? E estão sendo? Há controle? 62. para controle. Há possibilidades de dupla aprovação de uma fatura? 44. As faturas são conferidas contra as notas fiscais? 45.

ainda. A época mais adequada para fazer-se o programa ocorre na fase final do planejamento dos trabalhos.c) Aplicação dos Programas de Auditoria Programa de Auditoria constitui-se no desenvolvimento do Plano de Auditoria. OPORTUNIDADE E EXTENSÃO DOS TESTES ELABORAÇÃO DO PROGRAMA RELATÓRIO INICIAL DE AUDITORIA Em resumo. por meio dos manuais dos serviços ou elaboração de fluxogramas (Pré-auditoria). Todavia. deve seguir o seguinte fluxo: PLANEJAMENTO: APRECIAÇÃO E AVALIAÇÃO RACIONAL DO FLUXO E ESTRUTURA OPERACIONAL AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO LISTA DE ANOTAÇÕES DEFINIÇÃO DA NATUREZA. procedimentos de auditoria e momento em que serão efetuados. e 52 . a natureza e o tamanho da empresa ou setor examinado. A preparação do programa de auditoria. portanto. O programa deve ser preparado analisando-se. que englobe as informações contidas em trabalhos anteriores. entre outros. Essas características e circunstâncias devem ser analisadas por intermédio de um estudo geral. após ter-se conhecimento geral das operações. o conhecimento do ramo de atividade. a preparação do programa deve seguir o fluxo racional e harmônico. é possível estabelecer certos conteúdos mínimos que todo programa deve conter. Podendo ser estruturado de forma a que possa ser: ⇒ ESPECÍFICO – preparado para cada trabalho de auditoria. permitindo-lhe. procedimentos ou controles internos. executado previamente aos trabalhos de campo. A responsabilidade do programa pode ser do sênior ou do gerente responsável pelo trabalho. embasado em objetivos definidos e nas informações disponíveis sobre as atividades da entidade auditada. as políticas e o sistema de controle interno estabelecidos pela administração e as finalidades do exame que será efetuado. quando as atividades apresentarem freqüentes alterações de objetivos. a avaliação de controles internos. aspectos fundamentais de controles internos. Estes requisitos mínimos são: objetivo do trabalho. destinado a orientar adequadamente o trabalho do auditor. As características do programa de auditoria variam de caso para caso. prevendo uma consistência natural e lógica da atividade do auditor com o próprio fluxo da atividade. complementá-lo quando circunstâncias imprevistas o recomendarem. É o plano de ação detalhado. extensão dos trabalhos que considera necessária para que o auditor possa concluir sobre os mesmos. dentre outras.

⇒ PADRONIZADO – destinado à aplicação em trabalhos locais ou em épocas diferentes. COMPROVAÇÕES E EXAMES 5º Tópico 6º Tópico 7º TÓPICO ETAPAS COMPLEMENTARES REVISÃO CONCLUSÃO Objeto do Programa – definição sucinta das características da área ou da atividade a ser auditada. é de possibilitar a este. recomenda-se que o programa seja estruturado em tópicos. da seguinte forma: 1º Tópico 2º Tópico OBJETO DO PROGRAMA DE AUDITORIA OBJETIVOS DO PROGRAMA DE AUDITORIA 3º Tópico AVALIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E DE SEUS CONTROLES INTERNOS 4º Tópico PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO: TESTES. complexidade da área e. A finalidade de serem determinados os objetivos. a incompletabilidade do programa ou. portanto. prestando-se a atividades que não se alterem ao longo do tempo ou a situações que contenham dados e informações similares. LEVANTAMENTOS. Objetiva padronizar os procedimentos da auditoria de uma mesma unidade auditável. a análise do resultado da sua aplicação e ainda. 53 . na fase de pré-relatório. e ao seu supervisor. a magnitude. Em caso de insuficiência. verificar em que extensão há evidências de que esses objetivos foram alcançados. importância. o responsável pelo trabalho define quais são os objetivos que devem ser alcançados por meio da execução do programa. a revisão das causas poderá indicar a falta de execução de partes do programa de auditoria. desde logo. propiciando ao auditor um nível mínimo de informações que permite avaliar. com pequenas alterações. ainda. a problemática de controle que terá pela frente. e estes informados de maneira formal ao auditor responsável pela execução do programa. a deficiência do próprio programa ou dos auditores encarregados pela sua execução. Objetivos do Programa – neste tópico. Estrutura do Programa de Auditoria Para bem servir ao propósito de otimizar a qualidade e tempo de execução dos trabalhos.

enfatizar o exame das áreas prioritárias. O auditor deve usar de seu julgamento para determinar que mudanças requeiram simples adaptações dos programas e quais requerem uma reformulação geral. Questionários. facilitar a administração do trabalho. possibilitar a divisão racional do trabalho entre os elementos da equipe.específico ou padrão . natureza e oportunidade de realização. adequação e desempenho. o auditor deverá estar atento sobre a melhor forma de obtenção das provas necessárias ao seu trabalho. Conclusão . Etapas Complementares . com adaptação. deve o auditor emitir a sua conclusão acerca da área examinada. em mais de um trabalho. poder ser empregado. antecipar a descoberta de problemas. devem ser adaptados às mudanças que ocorrem na organização e no contexto em que são aplicados. Durante a execução do trabalho. 54 . por parte do auditor. Existe também o risco de que algum procedimento não seja aplicado somente porque foi omitido no programa. As trilhas de auditoria são os caminhos percorridos pelo auditor para aplicação dos procedimentos previstos no Programa de Auditoria.e que o auditor julgue necessária a sua realização durante a execução dos trabalhos. Diante disso. Comprovações e Exames – neste tópico.Avaliação da Organização e de seus Controles Internos – a finalidade da revisão do controle interno. Para isto. são relacionados os tipos de testes e procedimentos a serem aplicados pelo auditor para obtenção das evidências que darão suporte a sua opinião. Check List.após a realização da aplicação dos testes e procedimentos previstos no programa de auditoria. Roteiro Seqüencial para Execução dos Testes. deverá o auditor utilizar o melhor e mais adequado mecanismo para a execução do trabalho de auditoria. O programa pode limitar a capacidade de criação pessoal.este tópico tem por objetivo a inclusão de testes e procedimentos não previstos no programa elaborado inicialmente . Revisão . quais sejam: Programa de Auditoria. e onde encontrará as evidências de suas constatações. captando informações consideradas válidas e satisfatórias e avaliando de imediato todas as provas e informações obtidas no decorrer dos exames. Vantagens e Desvantagens no Uso dos Programas As principais vantagens de um programa de auditoria bem preparado são: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ permitir a fixação da importância relativa de cada trabalho. a forma de como é monitorado pela alta administração e sua economicidade em relação aos custos do controle e atividades controladas e finalmente formar uma base para determinar a extensão de seus próprios testes. As desvantagens são em menor número. Levantamentos. tendo sempre em conta o esforço necessário às reformulações e os benefícios que terão condições de propiciar a seus trabalhos. à medida que pode tornar mecânico o trabalho do auditor. Ressalta-se que a conclusão deve estar relacionada com o objetivo do programa inicialmente definido. Roteiros de Auditoria. e quase sempre estão ligadas à má preparação do programa. é a de determinar sua qualidade.os programas de trabalho devem ser constantemente revisados para determinar se cumprem seus objetivos.

3.yy .9.yy.yy • Inscrição 1: Número da NE Indenização de auxílio-alimentação: • Evento: 51.3.3.0.0. tendo como parâmetro os demonstrativos Siape Relatório AT.0.288 • Classificação 1: 3.1.3.yy .1. 3.0.01 • Inscrição 1: Número da NE Indenização de auxílio-transporte: •Evento: 51.Pessoal Civil.EXEMPLO OBJETO Registro e Pagamento da Folha de Pessoal (UNIDADE AUDITÁVEL) Verificar se estão compatíveis os lançamentos contábeis registrados no SIAFI com os dados constantes do SIAPE.100.9.218 • Classificação 1: 3.yy .08. para a apropriação das despesas. e 3.11.yy.3.Sentenças Judiciárias.Vencimentos e Vantagens Fixas .16. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA TRILHA: Registro da Folha de Pagamento ⇒ Verificar se o registro da despesa relativa à folha de pagamento no SIAFI Operacional está compatível com a classificação contábil do demonstrativo AT – SIAPE.Aposentadoria e Reformas. 3.1.9.0.92.1.Pessoal Civil.9.46.3.9.04.9.1. 3.4.0.9 .0. ⇒ Apurar se na Nota de Lançamento (NL) estão sendo utilizadas corretamente.01.03.0.Pensões.Contrato por Tempo Determinado.9. 3.0.0.3.4.0.4.0.yy .1.9.3.9.310 •Classificação 1: 3.09. 3.0.9.0.Despesas de Exercícios Anteriores.1.1. se há indicação da Nota de Empenho (NE) no campo "Inscrição 1" e se o campo "classificação 1" contém as contas contábeis a seguir relacionadas: 3.Salário-família.Outras Despesas Variáveis . 3.3.yy .yy .0.3.49.3.PROGRAMA DE AUDITORIA .91. em seu menor nível de OBJETIVO detalhamento (subitem). ⇒ Apurar se na Nota de Lançamento (NL) está sendo utilizado corretamente o evento 51. as seguintes informações: Outros benefícios assistenciais: • Evento: 51.01 • Inscrição 1: Número da NE 55 .

2. onde são efetuados os correspondentes recolhimentos por meio de DARF com o referido código de receita.0.0.399. onde serão efetuados os correspondentes recolhimentos por meio de DARF com o referido código de receita.xxx.1.0.230. Sem Vínculo e Cargo em Comissão: evento 52.0.0.2.0.100.3.029.9.9.299. confere com o líquido do demonstrativo SIAPE.1.05.1. A este procedimento deve ser utilizado concomitante o evento 54.029.e 1. os valores são automaticamente transpostos para as contas 2. Quando de sua retenção.2. A este procedimento deve ser utilizado concomitante o evento 54.01 .GPS a emitir -. c)INSS .0.0.2.0. os valores são automaticamente transpostos para as contas 2. deverão ser utilizados os eventos 51. i)líquido de pessoal a pagar: evento 52. Por ocasião de devolução das férias.333. f) apropriação de retenção de outros consignatários: evento 52.0.0. Quando de sua retenção.00.0. Verificar se nas OB de liquida oes/pagamento está informado o evento 53.00 .0. se há a indicação da Nota de Empenho (NE) no campo "Inscrição I" e se há no campo "classificação I" a indicação da conta contábil3.204. se há a indicação da Nota de Empenho (NE) no campo da "Inscrição I" e se no campo "classificação I" consta a indicação da conta contábi13.0. com indicação dos respectivos consignatários.0. ⇒ Apurar se na Nota de Lançamento (NL) estão sendo registradas corretamente as consignações.e 1. Verificar se nas OB de liquida oes/pagamento está informado o evento 53.3.Recursos Fiscais .01.1.233.200.0.4.100.11. onde são efetuados os recolhimentos por meio de GPS.46.2.00.027 com a indicação no campo "classificação I" da conta contábil1. com indicação dos respectivos consignatários.Trilha: registro de adiantamento e de devolução de férias e de 13º salário ⇒ Verificar se o registro dessas despesas está compatível com a classificação contábil no demonstrativo AT . b)adiantamento e devolução de 13º salário: apurar se na Nota de Lançamento (NL) estão sendo registrados corretamente os adiantamentos com o evento 51.1. com a indicação do código de receita 4371 no campo "Inscrição I".0.02.3.2.2.304.3.301.05.00 . os valores são automaticamente transpostos para a conta 2.0.1.9. No caso da devolução de recursos.202. deverão ser utilizados os eventos 51.3.Recursos Fiscais .0.3.100 e 54.1.027 com a indicação no campo "classificação I" da conta contábil1.DARF a emitir -.403.0.00 . O pagamento será efetuado por meio de OB com o evento 53. Quando de sua retenção.9.1.Servidor CLT.01.x. Verificar se nas OB de liquidações/pagamento está informado o evento 53. conforme a seguir: a)pensão alimentícia: evento 52.4.SIAPE.00.SIAPE. g)planos especiais: evento 52.0. Verificar se o somatório das OB. e)indenização e restituições pelo servidor em folha de pagamento: evento 52. com a indicação do código de receita 1635 no campo "Inscrição I".2.1.5.DARF a emitir-. com a indicação do código de receita 3498 no campo da inscrição 1. b)PSS do servidor: evento 52.303. com indicação dos respectivos consignatários.1.11.201. Trilha: apropriação das consignações/desconto ⇒ Verificar se o registro das consignações/descontos está compatível com a classificação contábil no demonstrativo AT .0.100 e 54. a saber: a)adiantamento e devolução de férias: apurar se na Nota de Lançamento (NL) estão sendo registrados corretamente os adiantamentos com o evento 51.1.2. no evento 53.01.5. 56 .203.00. h)entidades de classe: evento 52. utilizando os eventos do grupo 52.3.43. d)IRRF: evento 52.1.

art.01. O evento utilizado para retenção -: o 52.3.Trilha: retenção das obrigações patronais ⇒ INSS e SAT do Pessoal CLT.0.03 . COIL ~ indicação da Nota de Empenho (NE) no campo da "Inscrição 1" e se t~ indicação no campo "classificação 1" da conta contábil3.1.0. observando que os valores são automaticamente transpo~tos para a conta 2.882. incluir servidores que possuam rubricas com sentenças judiciais (verificar pelo WINSAPE quais as rubricas pagas como sentença judicial).08. ⇒ PSS do Pessoal do RJU – verificar se na apropriação da obrigação est~ sendo utilizado o evento 51. incluir pelo menos dez servidores com incorporação de função (quintos/ décimos/vantagem pessoal.se foi efetuado pagamento relativo a auxílio-funeral.e o Seguro Acidente de Trabalho (10: com o evento 51.mente transpostos para as contas 2.1. quatro servidores (se tiver) cedidos e/ou requisitados.02. para o INSS. no mínimo.90.2. 57 .90.mente o INSS .100 na Nota de Lançamento (NL).13. para o recolhimem: por meio de GPS eletrônica. Trilhas: retenção da taxa sobre consignação em folha de pagamento ⇒ Verificar se estão sendo efetuadas as retenções da taxa dos serviços de PEcessamento de dados dos consignatários. onde são efetuados os respectivos I::colhimentos por meio de DARF com o referido código de receita. utilizando os seguintes critérios: • • • • • • • elencar a maior variação possível de cargos e selecionar por cargos elencados.01. incluir.527/97).00 . ⇒ Verificar no SIAFI .05.0.3.3.0.02. ⇒ Retirar no SIAPE .as fichas financeiras anuais de cada servidor selecionado para verificação das rubricas e da variação mensal dos pagamentos efetuados.1.3. O recolhimento é efetuado por me:: de DARF. e se no campo da "Classificação 1" constam a com~ contábil3. Solicitar à unidade que separe os processos que deram suporte aos pagamentos.0.2.1. Trilha: recadastramento ⇒ Solicitar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou à unidade de Ecursos humanos (CGRH ou DRH) a relação de óbitos ocorridos no ano em curso. indicando o código de receita 7728.C=-' para o Seguro Acidente de Trabalho.0.conta 3.3.9. incluir pelo menos quatro aposentados e dois instituidores de pensão.3.00 .05 O evento utilizado para retenção é 52.GPS a emitir -.1.9. selecionar servidores com maior número de Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Trilha: ficha cadastral/análise financeira ⇒ Selecionar 30 servidores. se há a indicação da Nota de Empenho (NE) L campo "Inscrição 1". com indicação do códiS-: de receita 4275 no campo "Inscrição 1".3. sem vínculo e cargo em comissão – apurar se na Nota de Lançamento (NL) estão sendo registrados corretE.1.DARF a emitir-. com informação do referido código de receita.Recursos Fiscais . com utilização do evem: 80.1.1. conforme demonstrado no Relatório SIAPE.0.13.304.Empregador .1.-: 1.2.transação FPEMFICHAF . 15 da Lei nQ 9. a título de remuneração por serviçc: prestados. Esses valores são automaticE.08.9.01/3. incluir pelo menos um servidor (se tiver) que receba Adicional de Insalubridade ou Periculosidade.13. de posse da relação dos aposentados e/ou pensionistas bloqueado pelo não-recadastramento deverá remeter ao Órgão auditado ou ao INSS a citada relação para verificar se há ou não registro de óbitos.100.9.205.1.0. O auditor. e a conta contábil3.3.

mas obedecendo critério metodológico predeterminado.1) Prova seletiva – pressupõe aprofundado conhecimento das situações a serem auditadas. relativas a pessoal. extrator de dados do SIAPE . que ser~· listados os nomes dos servidores naquela situação desejada. Quando escolher uma opção.traz todas estas informações mais organizadas. extração dos dados. d) Métodos auditoriais de exames Na execução de uma auditoria é comum o surgimento de muitas dúvidas relacionadas com a amplitude dos exames a serem realizados. além da complexidade e o volume das operações envolvidas em um trabalho de auditoria governamental. Conclusão ⇒ após a realização da aplicação dos testes e procedimentos previstos no programa de auditoria. marcar a transação Conarq. A principal delas é se o auditor. TBRUBRlC = .. Winsape . rio extrair os dados do sistema Siape. ⇒ aleatória – o auditor efetua observações ou inspeções em documentos ou formulários críticos de determinado número de transações ou eventos escolhidos aleatoriamente. Faz-se neces' .descreve a situação dos servidores (p:cargo. para dar sua opinião sobre uma gestão.. lista dos arquivos existentes. deve o auditor emitir a sua conclusão acerca da área examinada. Acessar o sistema SIAPE. deve-~': posicionar o cursor ao lado da situação desejada e teclar PF2.para utilização do sistema Winsape ou p~ _ levantar dados. QUe do aparecer o campo "Nome do Arquivo".descreve as rubricas existentes no sistema. intempestividade e impraticabilidade. para que possa estabelecer juízo com respeito às transações restantes não examinadas.). ⇒ Para levantar os dados necessários para selecionar a amostra.transações GRSITRJUR . Diante disso. São provas de evidências selecionadas pela percepção do auditor baseadas no exame de uma parte dos documentos. por situação jurídica etc. e podem ser: ⇒ direcionada – o auditor premeditadamente restringe seus exames às transações. Os resultados dos exames não alcançam o restante das transações. separar "-' pastas funcionais e disponibilizar as mesmas quando for realizada a Auditoria/Fiscalização. deve-se utilizar um ou mais dos sistemas a seguir: • SIAPE . as técnicas e procedimentos de auditoria podem ser aplicados por meio de: d. teclar PF4 que aparecere: .:". digitar o arquivo solicitado pé. Ressalta-se que a conclusão deve estar relacionada com o objetivo do programa inicialmente definido. Se não souber o arquivo. ⇒ Solicitar todas as ações da unidade. o que acarretaria em custos. 58 . saldos ou períodos que se enquadram em certos parâmetros previamente definidos.⇒ Encaminhar a relação dos servidores selecionados para o órgão. teria que examinar todos os atos e fatos ocorridos.transação Conafolha . • • • Etapas Complementares ⇒ inclusão de testes e procedimentos não previstos no programa elaborado inicialmente e que o auditor julgue necessária a sua realização durante a execução dos trabalhos.existem oito trilhas c:. GRRUBRICA -lista os serdores que recebem determinada rubrica. que contenham "-' respectivas relações de servidores incluídos nas mesmas. identificam as matrículas dos servidores selecionado. trilhas do sistema Ativa .

atividade. abrangência. Exemplos de Testes Substantivos: Circularização. efetividade e continuidade dos controles internos. e podem ser: retrospectivos – evidenciam situações passíveis de serem documentadas. A finalidade dos procedimentos é colher suficientes e competentes evidências para fundamentar a formulação e manifestação da opinião do auditor sobre o trabalho realizado. Ex. utilizados com a finalidade de obter a evidência necessária. mas complementares. eficiente e econômica e. Tem como objetivo identificar a existência. No exame de qualquer operação. Inspeção de Documentos. Este exame físico deve possuir as seguintes características: ⇒ existência física: comprovação visual da existência do item. área ou entidade. ⇒ qualidade: comprovação visual de que o objeto examinado permanece em perfeitas condições de uso. seleção de parte de uma população. Conciliações. ocorrência. para fundamentar as conclusões e opiniões do auditor sobre o assunto em exame. avaliação e mensuração dos componentes patrimoniais. Têm como objetivo identificar a existência. verificando-se a aderência no passado à norma definida pela função controle. As técnicas de auditoria de classificam em: e. As técnicas de auditoria não são excludentes. juízo e prudência. à exatidão e à validade dos registros de uma organização.d.: um relatório ou a assinatura do funcionário que executou o procedimento.1) EXAME FÍSICO Consiste na visitação ao local onde se situa o objeto de auditoria permitindo ao auditor formar opinião quanto à existência física do objeto ou item a ser auditado. transações e operações da organização. conforme as circunstâncias que se apresentam em um determinado momento de trabalho.3) Amostragem – pressupõe pouco conhecimento das situações a auditar. d. Inspeção de Ativos. Podem ser classificados em: ⇒ Testes de Aderência – consistem em um conjunto de procedimentos de auditoria destinado a confirmar se as funções críticas de controle interno estão sendo efetivamente executadas. Comprovação de Registros Contábeis.2) Testes de Auditoria – pressupõe razoável conhecimento das situações a auditar. ⇒ autenticidade: discernimento da fidedignidade do item. ⇒ quantidade: apuração adequada da quantidade real física. a extensão e a profundidade dos procedimentos de auditoria a serem empregados dependem da investigação e da qualidade da prova a ser obtida. ⇒ Testes Substantivos – consistem em testes aplicados nas transações de revisão analítica que procuram fornecer evidências de auditoria quanto à integridade. com avaliação feita na totalidade. a avaliação é feita exclusivamente nos elementos examinados. selecionados por diretrizes pré-estabelecidas. A natureza. testemunhando sua execução. 59 . o auditor aplica o conjunto de técnicas selecionadas de acordo com sua habilidade. Essa escolha recairá sobre a mais efetiva. flagrantes – evidenciam situações em que a aderência é observada no momento da atitude. e) Técnicas de Auditoria São os métodos de investigação estabelecidos durante a fase de planejamento da auditoria. ainda.

trata-se de um procedimento complementar permitindo ao auditor certificar-se de que há correspondência nos registros do órgão/entidade. etc. Elas podem ser coletadas por meio de respostas a questionários (check list). Quando alguém nos diz alguma coisa. permitindo que os itens a serem examinados estejam em condições de auditoria. Entrevista oral com o auditado Este tipo de evidência é a mais fácil de ser obtida. de forma narrativa. ou registro comprova a ação. de modo a conduzi-la de forma produtiva. É importante que o entrevistador seja um profissional com experiência nessa atividade. Documentos em trânsito ou arquivados desordenadamente podem dificultar ou mesmo invalidar o exame visual e a contagem física. O auditor deve. ela geralmente não pode ser considerada conclusiva por causa das barreiras de comunicação que levantamos entre nós. ⇒ contagem de materiais em almoxarifado. Em muitos casos esta técnica só obtém êxitos satisfatórios se preparativos preliminares forem executados. Embora sejam obtidas informações consideráveis através de uma entrevista. A entrevista oral pode ser usada de diferentes maneiras: 60 . podemos usar o que ouvimos como fato. Em geral. abrangendo as características citadas. porém tende a ser a de menor confiabilidade. As entrevistas devem ser planificadas de forma apropriada. tem por objetivo a constatação visual de que estes existem e nas quantidades apuradas. não é ainda um fato . A título de exemplo. A equipe de auditoria deve conhecer o propósito da entrevista e da informação buscada. em fluxograma. Desta forma. para obtenção de melhores resultados. dependerá do planejamento preliminar elaborado pelo auditor relativamente a estes problemas. todas as declarações do auditado relacionadas aos itens materiais devem ser corroboradas com outras evidências. O auditor pode não ter ouvido a resposta e o entrevistado pode não ter ouvido a pergunta.O exame físico realizado pelo auditor relativamente à existência dos estoques de um órgão/entidade. outro membro da equipe de auditoria ouve a mesma coisa. documento. Existem 3 (três) maneiras de corroborar a informação recebida em uma entrevista: ⇒ ⇒ ⇒ outra pessoa diz a mesma coisa. Apenas depois que a declaração for corroborada. ⇒ contagem de Vale-Alimentação. a outra parte pode não conhecer o quadro geral tão bem como a equipe de auditoria.é um pseudofato. ter a segurança e preocupação de que aquilo que está examinando tem por objetivo a identificação correta. um item. O exame físico não existe por si só.2) ENTREVISTA O uso de entrevistas junto ao pessoal da unidade auditada constitui como um dos meios utilizados para obtenção de informações. a comprovação física serve para determinar que os registros estão corretos e os valores são adequados em função da qualidade do item examinado. representando uma das técnicas mais usuais na Auditoria Governamental. Adicionalmente. e. citamos os seguintes procedimentos de auditoria de exame físico: ⇒ contagem de servidores. o êxito ou fracasso na aplicação desta técnica. Assim. sempre.

Adicionalmente. ⇒ para assegurar que o auditado compreendeu alguma conclusão do auditor. o contato com muitas pessoas pode demandar muito tempo e ser extremamente oneroso. ainda que confirmada por escrito pela pessoa entrevistada.⇒ como significado da determinação da natureza do sistema de controle sob exame. dois auditores. fixado anteriormente entre as partes. É conveniente. para evitar desperdício de tempo. A técnica da indagação oral somente é recomendada para os levantamentos preliminares. Entretanto. ⇒ para obter explanações sobre itens não usuais descobertos durante a coleta de outras evidências. A informação obtida por meio de entrevistas orais. as informações obtidas podem ser utilizadas para suplementar. Tipicamente. sobre a validade dos posicionamentos da equipe de auditoria. prejudicando a qualidade das informações prestadas. Se forem necessárias modificações na data da entrevista. no mínimo. de modo a assegurar a sua confiabilidade. Quando houver necessidade da obtenção de provas efetivas. tato. O processo de entrevista oral pode ser desmembrado em seis passos: ponha a pessoa à vontade. A entrevista escrita é útil para assegurar que cada evidência é obtida: ⇒ para servir como uma conferência final em defesa da interpretação dos fatos pelo auditor. Se o questionário estiver previsto para a fase posterior. deve-se avisar oportunamente o entrevistado. para assegurar a precisão da informação a ser incluída em qualquer comunicação de resultados. explique o seu próximo passo. Numa única entrevista deve-se buscar coletar todas as informações necessárias. pode-se testá-lo na fase de entrevista oral para avaliar os resultados que possam ser obtidos dele. que o número de entrevistadores seja de. Entrevista escrita com o auditado Embora as entrevistas orais possam fornecer ao auditor dados valiosos para a auditoria. ou uma informação que merece ser respaldada por outros documentos. dentro de um tempo razoável. deve-se recorrer à entrevista escrita. 61 . a técnica de entrevista escrita é usada no contexto da auditoria no momento de dúvidas quanto ao sentido de alguma questão. descubra o que estão fazendo. quando então o auditado é solicitado a comentar ou esclarecer. explicar ou interpretar informações obtidas por outros meios. explique o seu objetivo. Para as entrevistas mais importantes será útil notificar o entrevistado sobre os temas a serem abordados. a competência do entrevistador (conhecimento. por escrito. faça uma conclusão experimental. analise o que estão fazendo. ou para dirimir dúvidas. deve-se evitar excesso de entrevistadores de modo a não colocar o entrevistado na defensiva. ⇒ para extrair informações que de outra maneira não seria possível. objetividade e bom senso) é crucial para a relevância desta técnica. Desta forma devese estudar a possibilidade de utilização de questionários. A confiabilidade da entrevista oral depende da objetividade e do conhecimento do servidor que repassa a informação. representa somente uma opinião.

o auditor deve: ⇒ estabelecer a competência do especialista referente à qualificação e reputação. e ⇒ rever o trabalho do especialista uma vez terminado e testar a sua razoabilidade. Entrevistas feitas diretamente com usuários dos serviços prestados pelo auditado ou com especialistas. Os auditores devem ser particularmente cuidadosos com o possível conflito de interesses entre o auditado e os terceiros. 62 . e. Confiabilidade. Conclui-se que essa alternativa é o instrumento básico para obtenção de evidências do tipo testemunhal. Confirmações ou esclarecimentos Essa opção tem como finalidade documentar as justificativas. entretanto. Na utilização de especialistas. consultas e questionamentos da equipe de auditoria.3) CIRCULARIZAÇÃO . reveste-se de importante instrumental de trabalho. mas de fora da unidade auditada (desde que provado que são realmente independentes do auditado).é uma garantia mínima para as afirmações da equipe de auditoria.(CONFIRMAÇÃO EXTERNA) Trata-se da técnica utilizada pelo auditor para confirmar. estabelecendo de forma clara o escopo do trabalho requerido. A evidência proveniente de terceiros é geralmente considerada mais confiável que a evidência gerada pelo auditado. competência e independência do terceiro e da retidão e eficácia das técnicas aplicadas pela equipe de auditoria. ⇒ assegurar que a comunicação com o especialista seja efetiva. até mesmo porque todo e qualquer Ponto de Auditoria deve ser relatado juntamente com a correspondente justificativa dos gestores. esclarecimentos ou posicionamento do auditado com relação às dúvidas. e ⇒ especialistas não incluídos nos grupos acima descritos. entretanto. essa alternativa. afirmações.⇒ para ajudar na ênfase da responsabilidade do auditado de tomar providências sobre os fatos. a fidedignidade das informações obtidas internamente. Refere-se à técnica de circularização das informações com a finalidade de obter confirmação (declaração formal) em fonte diversa (externa) da fonte original de dados. freqüentemente são meios úteis de coleta de evidência confirmativa. Podem ser incluídos: ⇒ servidores/empregados do mesmo órgão ou entidade. ⇒ servidores/empregados de outros órgãos. quando bem utilizada. depende da integridade. A confirmação escrita não anula a necessidade de verificar a informação por outros meios. junto de fontes externas à Unidade. Entrevista com terceiros Como terceiros incluem-se todas as pessoas situadas fora da estrutura orgânica da Unidade auditada. já que essa situação diminuiria a utilidade da entrevista com terceiros. Recomenda-se a utilização para o pedido de justificativa sobre situações identificadas que necessitem de resposta escrita dos dirigentes da Unidade auditada . ⇒ assegurar que o especialista explique hipóteses e métodos. Pela natureza do trabalho de Auditoria Operacional.

endereço do circularizado. 63 . No pedido de confirmação negativo. ligado ao assunto a comprovar. ⇒ envelopamento das circulares. quanto ao nome. tiver participação no processo. citamos as seguintes: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ consignatários. Este pedido pode ser usado de duas formas: Branco: quando não se colocam valores nos pedidos de confirmação. Este tipo de pedido é geralmente usado como complemento do pedido de confirmação positivo. Preto: quando utilizados saldos ou valores a serem confirmados na data-base indicada. confirmação de dados pessoais e funcionais. Dentre as áreas em que poderemos utilizar as confirmações. Entretanto este procedimento só tem validade para comprovação de auditoria quando o pessoal do órgão/entidade. A resposta deve ser enviada ao auditor apenas na hipótese de haver discordância. Normalmente. ⇒ confirmação pessoal para as 1ª e 2ª circularizações não respondidas. entende-se que ela concorda com os valores ou saldos a serem confirmados. ⇒ revisão detalhada. ⇒ procedimento alternativo de verificação para as respostas não obtidas através das circularizações (1º.A comprovação obtida de fontes independentes externas do auditado proporciona maior segurança para fins de auditoria do que aquelas obtidas exclusivamente dentro do órgão/entidade. 2º pedido de circularização pessoal). pelo auditor. ⇒ redação concisa das cartas de pedidos de confirmação. confirmação de valor líquido a receber com o crédito em c/c bancária. efetivamente recebeu tal pedido. Após seleção dos itens a serem confirmados. colocação do envelope de retorno e selagem. o procedimento alternativo é o último meio pelo qual o auditor deve lançar mão para confirmar o objeto da circularização não respondida. Destacam-se a seguir alguns dos procedimentos usados no processo: ⇒ seleção criteriosa dos itens a serem obtidos através do procedimento de confirmação. ⇒ verificação das confirmações recebidas e despacho do 2º pedido para aquelas não respondidas. data-base do pedido de confirmação e as assinaturas autorizadas. o auditor deve exercer um bom controle entre a remessa e seu efetivo recebimento para que o procedimento tenha validade. O pedido de confirmação positivo é utilizado quando há necessidade de resposta da pessoa de quem se quer obter uma confirmação formal. na falta de confirmação por parte da pessoa consultada. e deve ser expedido como carta registrada para assegurar que a pessoa de quem se quer obter a confirmação. confirmação de Informativos de Alteração no órgão de origem. junto ao órgão de origem. Os dois tipos de pedidos de confirmação de dados usados pela auditoria são: Positivo e Negativo. devendo ficar sob controle do auditor a remessa e obtenção das respostas dos pedidos circularizados. ⇒ controle dos pedidos de confirmação a serem despachados. contendo as datas pré-determinadas com base para o procedimento de confirmação. A falta de resposta significa a confirmação dos valores ou saldos consultados. da redação final das cartas.

No exame. valores e registros objetos de exame. ⇒ conciliação bancária. gerando em conseqüência ocorrências contábeis. demonstrativos financeiros. atendidos ou anexados corretamente. sobre tais documentos. pois pode levar à identificação de erro ou irregularidade. composições de saldos. é de grande importância que sejam reconferidos pelo auditor. fiscal. e. comprovando-as. deve atender às seguintes condições: ⇒ Autenticidade: constatar se a documentação é fidedigna e merece crédito.5) CONFERÊNCIA DE REQUISITOS FORMAIS E DADOS BÁSICOS É um procedimento que objetiva verificar se todas as informações e elementos indispensáveis foram. saldos. Muito embora os valores auditados possam ter sido conferidos pelo órgão/entidade. contratos. e.. Ressalte-se que nessa fita podem ter sido incluídos ou excluídos valores sem que estejam impressos. Exemplo: Uma relação de pagamentos que tenha sido somada pelo órgão/entidade e fornecida ao auditor através de fita de soma é imprescindível que o auditor refaça sua soma. de modo geral. etc. o auditor deve certificar-se de que o documento examinado: seja o hábil e legal para o tipo de operação. 64 . fiscais e legais.7) EXAME DA ESCRITURAÇÃO É o procedimento usado pela auditoria para constatação da veracidade das informações contábeis. fiscais. serviços ou direitos e são suportadas por documentação hábil. ⇒ Aprovação: verificação de que a operação e os documentos foram aprovados por pessoa autorizada. a exemplo de: ⇒ confronto das liberações para quitação da folha de pagamento com a escrituração contábil.6) EXAME DOS DOCUMENTOS ORIGINAIS Trata-se do procedimento voltado para a comparação do registro das transações com os documentos que lhe deram origem.4) CONFERÊNCIA DE CÁLCULO É um procedimento que visa efetuar a prova de correção matemática de fórmulas e resultados de operações sobre números e adoção correta de taxas e índices. O exame a ser realizado pelo auditor. além de levantamentos de análises. impressos.e. e. a transferência da propriedade de bens. conciliações. a documentação é hábil e houve correspondência contábil. preenchidos. não contenha emendas ou rasuras. conforme o caso. registrados. ⇒ Registro: comprovar que o registro das operações foi adequado. totais. etc. ⇒ Normalidade: constatar que a transação refere-se à operação normal e de acordo com os objetivos do órgão/entidade. utilizados pelos órgãos e entidades em operações. seja original (não aceitar cópias reprográficas). As transações comerciais entre terceiros compreendem.

11) CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES OBTIDAS Este procedimento consiste no relacionamento harmônico do sistema contábil de partidas dobradas. etc.8) INVESTIGAÇÃO Este procedimento é adotado quando há necessidade de se aprofundar os exames da auditoria em determinada área.9) INQUÉRITO Consiste em consultar pessoas dentro ou fora da empresa. Ao examinar tais registros. o auditor estará efetuando o procedimento da correlação. À medida que for sendo observado este inter-relacionamento. No caso de processamento de dados por computador os registro sintéticos e analíticos são baseados nos mesmos elementos de entrada. Esta técnica pode revelar erros. Sua aplicação. evitando-se questionamentos desnecessários. e. pois envolve o poder de constatação visual do auditor. e. Ressalte-se que toda informação obtida deve. perigo de que esses registros também possam não ser autênticos. os registros analíticos e sintéticos exercem funções de conferência para detecção de erros e irregularidades.12) OBSERVAÇÃO É a técnica de auditoria mais intrínseca. Quando esta técnica é aplicada. recomenda-se que seja efetuada por auditores experientes e que tenham razoável conhecimento da empresa e da área sob exame. dentro do possível. No sistema de controle interno. utilizando ou não questionários estruturados.) para detectar a existência de quaisquer anomalias.10) EXAMES DOS REGISTROS AUXILIARES Tais registros constituem o suporte de autenticidade dos registros principais examinados. etc. e. documento. porém. As respostas podem ser obtidas através de declarações formais ou informais. O uso desta técnica deve sempre ser conjugado com o uso de outras que possam comprovar a fidedignidade do registro principal. fiscais. que eles tenham sido apressadamente preparados com única finalidade de apoiar dados incorretos. seu objetivo é certificar que. devendo o auditor ter suficientes conhecimentos técnicos (contábeis. Há sempre. informação obtida.e. Quando houver suspeita de que o registro é de origem inadequada. Durante a execução do trabalho. o item auditado é realmente fidedigno. Este procedimento deve ser bem aplicado. não objeto da auditoria. societários. e. no momento. o auditor executará serviços cujas informações estarão relacionadas com outras áreas de controle do órgão/entidade. problemas ou deficiências através de exames visuais e é uma 65 . o auditor deve atentar para a possibilidade de adulteração de dados. ser examinada constatando-se sua efetiva comprovação e veracidade. o auditor deve obter provas sobre a autenticidade dos lançamentos ali registrados objeto da suspeita. análise de conta.

é responsabilidade do administrador público. Exemplo: A descoberta de funcionários fantasma na folha de pagamento decorre do exame da documentação de registros com o nome constante na folha e outros exames conclusivos. da forma que o fazem a confirmação ou a conferência de cálculos. os de execução nos registros e elementos contábeis. talvez. dos objetivos a serem atingidos pelos procedimentos e do patamar do risco que o auditor está propenso a assumir com respeito ao valor dos erros ou irregularidades que seu exame poderá deixar de detectar. conhecimentos. Exemplo: má interpretação na escolha de um evento para o lançamento de vantagem ou desconto. Além do que o administrador público não é essencialmente uma pessoa desonesta. ao programar e executar seu exame. Estes são descobertos como conseqüência dos testes e extensão dos exames de auditoria aplicados corretamente. A seleção das técnicas a serem adotadas em cada fase do exame depende da avaliação de diversos fatores. muitos dos quais inter-relacionados. f) Erro e Irregularidade Como conseqüência da utilização das técnicas de auditoria. A prevenção contra fraude. Contudo. 66 . A observação é. e experiências do auditor. poderão surgir provas ou evidências de erros que conduzirão o auditor a detectar fraudes culposas ou falhas nos procedimentos de controles internos. e ao expressar sua opinião. que colocada em prática possibilitará que sejam identificados quaisquer problemas no item em exame.técnica dependente da argúcia. sendo. de alguma utilidade em quase todas as fases do exame e não devendo jamais ser omitida. Ela não se aplica à verificação específica de problemas. Não é essa a finalidade da auditoria e não é este o conceito generalizado do administrador público. inclusive desfalques e outras modalidades de fraudes. seus controles internos. o auditor deve levar em conta a possibilidade de erros e irregularidades. ao contrário. ocorrência de reprocessamento de informações em decorrência de erros. número de reclamações de servidores. O trabalho do auditor não é especificamente projetado para desvendar fraudes. Cabe ao auditor determinar quais os procedimentos aplicáveis em situações específicas e em que extensão eles deverão ser aplicados em função dos objetivos do órgão/entidade das diretrizes administrativas. nível dos seus dirigentes e funcionários. a quem compete instalar no sistema de controle interno as correspondentes medidas de segurança e de detecção. Exemplos de algumas Observações: número de Ordens de Pagamentos gerados em função de erros de cálculo no pagamento. ou os meios para detectá-las tempestivamente. e esquecimento ou má interpretação dos fatos administrativos. a mais generalizada de todas as técnicas de auditoria. Distinção entre erro e irregularidade O termo “erro” refere-se a práticas administrativas com incorreções involuntárias e inclui os aritméticos. desvios inconscientes ou por desconhecimento das normas contábeis. Não existe uma técnica de auditoria voltada para detecção de fraudes ou erros culposos.

apropriação indébita de ativos por administradores. funcionários ou terceiros. a informação obtida e as conclusões alcançadas devem estar amplamente respaldadas e documentadas nos papéis de trabalho. de modo que sua apresentação não conduza a conclusões equivocadas. referindo-se às deficiências encontradas durante o exame e suportadas por informações disponíveis no órgão auditado. interpretação distorcida da legislação.O termo “irregularidade” refere-se às distorções voluntárias e intencionais nos atos administrativos e podem resultar de: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ manipulação de informativos de alteração. O volume de trabalho necessário para desenvolver e respaldar o achado depende das circunstâncias e do juízo do auditor. número de respostas aos pedidos de confirmação direta bem inferior ao esperado. transações inusitadas no fim ou próximo do fim do exercício. disposições legais e requisitos básicos da auditoria. transações não contabilizadas de acordo com instruções genéricas. transação não suportada por documentação apropriada. ser respaldado nos papéis de trabalho. amparar as conclusões e recomendações. falta de segregação de função em transações sensíveis. estabelecidos pelo organismo de controle interno. descumprimento da legislação. ser convincente a uma pessoa estranha ao processo. entre outras. O desenvolvimento total do achado culmina 67 . ser objetivo. diferenças reveladas por confirmações recebidas de terceiros. sendo importante que seu conteúdo esteja justificado pelo trabalho realizado. estando em conformidade com as normas. g) ACHADOS EM AUDITORIA (Constatações) Achados em auditoria são fatos que resultam da aplicação dos programas elaborados para as diversas áreas em análise. tais como diferenças entre contas sintéticas e analíticas. Indícios de erros e irregularidades Algumas circunstâncias que poderão induzir o auditor a suspeitar da existência de erro ou irregularidade incluem. 1. Os requisitos básicos dos achados são os seguintes: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ mostrar a relevância do fato. as seguintes situações: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ discrepância nos registros contábeis. Desenvolvimento dos Achados O processo de desenvolvimento dos achados requer o acúmulo de informações apropriadas e necessárias para esclarecê-lo. O trabalho efetuado.

com o conhecimento que é dado à autoridade máxima da entidade sob exame, acerca das deficiências encontradas. Tanto os auditores quanto o pessoal de apoio devem estar capacitados nas técnicas de auditoria para desenvolver os achados, a fim de poder emitir juízos que permitam chegar a conclusões justas. No desenvolvimento dos achados deverão ser considerados os seguintes fatores: ⇒ consideração dos fatos: as circunstâncias encontradas devem ser as referentes ao momento em que o fato ocorreu e não as existentes no instante do exame. Os juízos e conclusões devem ser evitados durante o desenvolvimento do processo e ser feitos após o encerramento dos trabalhos; ⇒ relevância das informações: o auditor deve considerar, no desenvolvimento dos trabalhos, somente os assuntos que tenham importância na análise que está sendo efetuada, deixando de lado os que nenhuma contribuição trazem à avaliação; ⇒ análise crítica: o profissional deve submeter o achado a uma análise crítica para encontrar eventuais falhas, relacionando as possíveis causas com seus efeitos; ⇒ trabalho suficiente e completo: o trabalho deve ser desenvolvido de forma a apresentar uma base sólida às conclusões e recomendações, a fim de não pairarem dúvidas sobre os fatos encontrados; ⇒ trabalho multidisciplinar: as equipes de auditoria, em função dos trabalhos desenvolvidos pelos organismos de controle interno, que cada vez mais abrangem diversas áreas do conhecimento, necessitam ser formadas por profissionais de diferentes áreas, como, por exemplo, engenheiros, advogados, contadores, agrônomos etc.; ⇒ autoridade legal: o auditor deve ater-se a observar o estrito cumprimento das disposições legais a que o órgão auditado está sujeito, procurando informá-lo nos casos em que houver seu descumprimento por parte da autoridade legal; ⇒ divergência de opinião: o auditor deve evitar críticas às decisões dos funcionários da entidade auditada, por não concordar com a natureza das decisões tomadas mas que, na época, estavam adequadamente fundamentadas na conjuntura existente no momento e que naquele instante eram razoáveis. Nesses casos, as conclusões e recomendações devem ser baseadas nos resultados ou efeitos da decisão tomada. 2. Identificação da Condição Deficiente Esta etapa abrange os exames e verificações, necessários para reunir e definir claramente todos os fatos pertinentes, incluindo o confronto das operações realizadas com as normas, regulamentos e disposições legais vigentes, consistindo, portanto, num exame do critério ou norma estabelecida ou de sua ausência. Também inclui a determinação do grau de desempenho da entidade, quando não existem normas prescritas, como, por exemplo, realizar viagens desnecessárias, comprar materiais desnecessários, estabelecer tarefas inúteis aos empregados. Nesses casos, é efetuado um levantamento dos desperdícios que poderiam ser evitados, bem como estabelecida a forma eficaz de operar os procedimentos de forma mais econômica.

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3. Verificação das causas das deficiências A investigação da deficiência constatada deve considerar a indagação a respeito de sua existência e, no caso de haver procedimentos internos para evitar o resultado adverso, da razão de continuar ocorrendo, ou, ainda, questionar a eficácia ou a implementação dos procedimentos. As causas podem ser várias, mas a falha no sistema de controle interno constitui-se na mais importante, pois possibilita sua ocorrência; a não ser que seja sanada, se repetirá no futuro. A identificação e compreensão das causas de uma deficiência são importantes para o desenvolvimento dos achados, bem como a revisão apropriada, de forma imparcial e eficaz, o que resulta em sugestões de ações corretivas. 4. Identificação do tipo de deficiência A identificação do tipo de deficiência, isto é, se é isolada ou difundida, é necessária para concluir sobre sua importância e recomendar ações corretivas. Se o auditor está convencido de que a condição está difundida e/ou é provável que volte a ocorrer, deve recomendar à entidade que tome as medidas necessárias para impedir erros similares no futuro e, se possível, remediar os anteriores. 5. Determinação dos efeitos das deficiências Quando for possível, o auditor deve determinar os efeitos financeiros ou os prejuízos causados por uma deficiência identificada. Tais determinações demonstram a necessidade de medidas corretivas e facilitam a apresentação de um relatório convincente. Às vezes, não é possível quantificar uma deficiência; no entanto, a incapacidade de medir ou estimar um prejuízo não é razão para se deixar de informar acerca dos achados importantes. Uma das funções do auditor é estabelecer as condições que poderiam ocasionar os prejuízos. Quando a importância de uma deficiência é apresentada sob a forma de prejuízo potencial, o relatório deve estabelecer claramente esse fator. É responsabilidade do auditor expor as condições encontradas aos funcionários da entidade auditada, recomendando a necessidade de tomar medidas corretivas. A administração deve assumir a responsabilidade pela implementação de ações saneadoras ou preventivas apropriadas, a fim de evitar o risco de possíveis perdas. O objetivo fundamental da auditoria é de que sejam aceitas e implantadas as ações recomendadas, e, posteriormente, caberá a ela verificar o desenvolvimento dessas ações e, se necessário, efetuar mais revisões. 6. Identificação das Linhas de Autoridade e Responsabilidade Para atingir um controle interno administrativo e financeiro eficaz sobre as operações, é necessário contar com a definição clara de responsabilidades e com a devida autoridade para a execução, identificando as pessoas diretamente envolvidas nas operações, para saber com quem deve ser discutido o problema e a quem devem ser dirigidas as comunicações pertinentes. 7. Identificação e Soluções dos Assuntos Legais A auditoria deve ser efetuada com o prévio conhecimento dos dispositivos legais que envolvem a entidade. Portanto, quando for necessário, ajuízo do auditor, deve-se obter o auxílio de uma assessoria jurídica no trabalho de desenvolvimento dos achados, para ajudar a considerar os aspectos legais.
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Existem três aspectos legais básicos sobre as deficiências que devem ser considerados durante o desenvolvimento dos achados de auditoria, quais sejam: ⇒ legalidade da ação ou prática deficiente na relação com as leis aplicáveis, incluindo os regulamentos que tenham força de lei e as decisões decorrentes de sua interpretação; ⇒ conformidade da ação ou prática deficiente com a intenção da lei pertinente, ainda que pareça que se cumpre literalmente a lei; ⇒ possíveis soluções legais sob leis existentes, por meio das quais se podem recuperar custos ou prejuízos desnecessários ou tomar medidas legais. O exame e a avaliação da legalidade das práticas adotadas é importante, mas é só uma fase da auditoria. Por exemplo, uma ação observada na entidade pode ser inteiramente legal, porém, inconveniente ou ter efeitos adversos. É necessário informar sobre os achados importantes que impliquem desperdícios de recursos, esbanjamentos etc. Uma prática pode ser legal mas não efetiva, eficiente ou econômica, porém em que pese a sua legalidade, o auditor tem o dever de comunicá-la. 8. Comentários de Pessoas Adversamente Afetadas O auditor oferece às entidades e aos servidores citados, de forma adversa em seus relatórios, a oportunidade de fazerem comentários sobre os achados identificados, a fim de possibilitar, com as informações ou explicações adicionais, o esclarecimento sobre os fatos ocorridos, que, julgados procedentes, diante da análise efetuada, não farão parte do conteúdo do relatório. Nenhum relatório de auditoria deve ser emitido de forma definitiva sem dar a oportunidade de o ente auditado manifestar sua opinião, apresentando novas provas documentais. Esse enfoque serve para prevenir os auditores contra a possibilidade de que o auditado possa esconder alguma documentação pertinente, para apresentá-la depois da entrega do relatório, com o intuito de contradizer seu conteúdo. 9. Mudanças no Alcance e Direção dos Trabalhos Desenvolvidos As informações adquiridas durante o desenvolvimento dos trabalhos podem fornecer um indicativo relacionado com a necessidade de avaliar uma mudança na estratégia de implementação do trabalho inicialmente planejado, que pode concluir pela redução na extensão do alcance do exame. Para reconhecer a necessidade de mudanças, é preciso ter uma supervisão contínua acompanhando o desenvolvimento dos achados, com a revisão e a análise das informações obtidas, a fim de que os dados extraídos possibilitem a reunião de elementos necessários ao processo de tomada de decisão, notadamente, quanto à forma com que se deve proceder. O trabalho de desenvolvimento dos achados deve continuar sempre que sua importância e ganhos potenciais justifiquem a utilização dos recursos humanos da auditoria, porém, se o que está sendo tratado não é tão importante como se acreditava no princípio e não se possa esperar muito dos resultados, será o momento de reavaliar a estratégia adotada para verificar se a relação custobenefício compensa em seu prosseguimento. Se numa revisão limitada concluir-se pela necessidade de melhoria administrativa, os funcionários da entidade auditada devem ser informados, de imediato, acerca dos achados, conclusões e recomendações.
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A simples afirmação. Sempre que possível. de que o problema existe porque alguém não cumpriu as normas é insuficiente para convencer o leitor. gastos indevidos. no relatório. se os critérios não estão sendo atingidos. normalmente. bom-senso. e. São as metas que a entidade está tentando atingir ou as normas relacionadas com o atingimento das metas. objetivos. determinada e documentada durante a fase de execução da auditoria. controles inadequados. ⇒ causa (por que ocorreu): é a razão pela qual a condição ocorreu. negligência ou descuido. porque seu objetivo é descrever os benefícios da organização no atingimento das metas expressas como critérios. As causas podem ser: falta de capacitação. o motivo pelo qual não se cumpriu o critério ou norma. O efeito pode estar relacionado a: uso ineficiente de recursos humanos. por perda de dinheiro ou falta de efetividade no atingimento das metas. se os critérios estão sendo atingidos parcialmente. experiência do auditor. práticas geralmente aceitas. falta de recursos humanos. 71 . A condição pode ter três formas: se os critérios estão sendo atingidos satisfatoriamente. ⇒ critério (o que deve ser): é a norma adotada. A condição reflete o grau em que os critérios estão sendo atingidos. instruções em forma de manual. É importante que a condição se refira diretamente ao critério ou unidade de medida. materiais e financeiros. Os critérios para isso podem ser: disposições por escrito: leis. instruções verbais. pela qual o auditor mede a condição deficiente. políticas. diretrizes.10.. Atributos dos Achados de Auditoria A forma de apresentação dos achados no relatório de auditoria é feita da seguinte maneira: ⇒ condição (o que é): é a situação existente. regulamentos. o efeito deve estar quantificado. ou seja. São unidades de medida que permitem a avaliação da condição atual. materiais ou financeiros. normas etc. representado. experiências administrativas. ⇒ efeito (diferença entre o que é e o que deve ser): é o resultado adverso da condição encontrada.

cópias de documentos ou mesmo fotografias. antes de preparar o esboço do relatório. Entretanto. com os funcionários graduados. Comunicação dos Achados Quando o auditor está razoavelmente seguro de que tem um ponto que mereça ser discutido. análise. podendo ser utilizadas reuniões informais. devem dar como resultado um esboço mais completo e menos susceptível a ser refutado nos comentários formais da entidade ou em processos posteriores. Comumente as evidências físicas comprovam. os achados que implicam deficiências aparentes devem ser comentados com os funcionários da entidade. utilizada para fundamentar os resultados de um trabalho de auditoria. a consecução das Atitudes Gestionais. Assim mesmo. representada por anotações do auditor. O hábito de discutir amplamente os achados com o pessoal da entidade durante o curso do trabalho resulta numa revelação dos pontos de vista e opiniões preliminares do auditor sobre assuntos. h) EVIDÊNCIAS DE AUDITORIA Evidência refere-se à informação. Recomenda-se a utilização de quadros e outras representações visuais em reuniões formais. Deve-se observar que tais pontos de vista e opiniões sejam válidos e estejam de conformidade com as políticas do organismo superior de controle e/ou unidade de auditoria interna. Classificação ⇒ Quanto à forma: Evidências físicas – são as comprovações obtidas através da inspeção “in loco” realizada pelo auditor e expressam a existência tangível. ou através de carta ou relatório solicitando suas opiniões. tais como as causas das deficiências encontradas e a natureza das medidas corretivas empregadas. o envio de documentos resumindo o achado. o esforço contínuo de auditoria pode ser orientado às ações que tenham sido tomadas. uma reunião final. em caso contrário. pode então iniciar as medidas que tenham que ser tomadas. interpretação e documentação de dados factuais com o objetivo de fundamentar os posicionamentos de uma equipe de auditoria. ou. formal. ou não. A obtenção e análise da evidência é um processo contínuo incluindo a reunião. ou ao conjunto de informações. ainda. Outra vantagem das reuniões prévias consiste no seguinte: se a entidade conhece o problema. ou. esses esforços devem ser precedidos por entrevistas com os funcionários da entidade nos níveis mais baixos correspondentes. reuniões formais para comunicar os achados significativos à entidade e solicitar seu ponto de vista. 72 . As discussões durante a auditoria. não deve ser a primeira ocasião que tenha para inteirar-se dos resultados da auditoria. 1. Uma entrevista preliminar é benéfica. preferencialmente sobre assuntos individuais. Não se deve esperar o acúmulo de uma grande quantidade de achados para comunicá-Ios todos juntos em uma reunião. porque as discussões são parte integrante do processo de desenvolvimento para a obtenção de toda a informação importante sobre o achado. nos casos mais importantes.11.

Conferência de preços. este é o mais prevalente e econômico tipo de evidência a obter. Há. registros contábeis. Os registros podem. 73 . Onde estes fatores não são problema. desde aqueles terceiros que estão no mesmo setor do auditado como aqueles que não estão. A confiabilidade depende largamente da determinação do auditor da competência e integridade do auditado que fornece as informações. Evidências justapostas – esta é a evidência derivada da consistência mútua entre diferentes partes de uma informação pertencente a uma declaração de controle. também.identificando o tipo de conduta: se ativa ou omissiva. A confiabilidade deste tipo de evidência depende da avaliação do auditor quanto a sua integridade. da persuasão. da consistência e da habilidade do auditor em avaliar a relação entre partes distintas da evidência. extensões ou outros dados são exemplos de procedimentos usados nesse tipo de prova. já que imprevistos podem indicar inclusões acidentais. Um exemplo seria a repetição do cálculo de uma folha de pagamento que um funcionário tenha executado para verificação. Evidências documentais – trata-se das comprovações extraídas dos registros documentais internos ou externos às unidades auditadas. A confiabilidade das evidências desta fonte depende do grau de consistência encontrado entre partes separadas da informação. Este tipo de evidência tende a ser a mais confiável. Esta forma de evidência é prova derivada de registros escritos diversos como manuais de procedimentos. a evidência externa é tida como sendo mais persuasiva que a evidência criada dentro da organização auditada. os resultados registrados podem ser analisados como modo de determinar a eficácia dos controles das operações sob exame. Comumente as evidências documentais comprovam. Evidência interna – representa a evidência originada na organização auditada. O reexame pode demonstrar se o exame original de um controle foi eficaz. Ex. a existência de Atos Administrativos . conferências e cálculos realizados pelo auditor. competência e objetividade. tanto de natureza oral. Evidência externa – representa a evidência obtida de terceiros que são organizacionalmente independentes do auditado. Finalmente. comparações. Evidências de reexames – a conformidade das constatações de reexames com as constatações originais é tipicamente utilizada para verificar a exatidão das medidas e avaliações. graus de independência organizacional.Evidências testemunhais – consiste nas provas obtidas pelo auditor através das respostas e declarações. contratos e documentos de todos os tipos. quanto escrita. Na Auditoria Operacional pública as provas testemunhais escritas têm maior utilidade. Evidências analíticas – consiste nas provas obtidas através dos trabalhos de confrontações. Os registros são examinados para verificar a ocorrência de transações ou eventos por meio de fontes documentais. ⇒ Quanto à fonte: Conhecimento profissional – conhecimentos pessoais diretos são normalmente derivados do exame físico do auditor e da observação das atividades. ou não. evidentemente. Em uma auditoria. desde que o auditor possa minimizar o risco de erros de observação. duplas contagens ou omissões.: conciliações. O reexame das adições de listas também ajuda conferir a existência de itens incompletos. fornecer uma descrição do modelo pretendido pelo sistema sob exame. Tende também a ser a menos confiável (com a evidência oral sendo menos confiável que a documental) das fontes de evidências.

74 . Pertinência . ⇒ dúvidas concernentes ao conhecimento da entidade sobre a eficácia de suas atividades e deficiências nos procedimentos da entidade em avaliar a eficácia. Essa avaliação pode vir a ser diferente dos níveis de relevância utilizados para avaliar as descobertas de auditoria. Isso normalmente requer que a quantidade de evidência coletada seja suficiente para também convencer o auditado. Suficiência é encontrada quando. Para ser suficiente a evidência deve ser convincente para justificar os conteúdos dos relatórios de auditoria. A evidência deve ser relevante para o objetivo específico da auditoria que ela serve e cada objetivo específico deve ser coberto. conduzindo os usuários às mesmas conclusões .Diz respeito diretamente ao objeto dos exames e significa que a informação usada para fundamentar as descobertas e recomendações de auditoria atinge os objetivos estabelecidos para o trabalho. do ponto de vista do trabalho de auditoria.2. ambos. mas em última análise o auditor deve estar mais preocupado em persuadir o usuário do relatório – aquele que tem o controle sobre as implementações das recomendações da auditoria. ⇒ questões de não cumprimento de regras financeiras. Requisitos da evidência Uma evidência para ser considerada válida. deve preencher. A Utilidade ou Validade refere-se à força ou credibilidade da evidência em dar suporte às conclusões concernentes à natureza da entidade sob exame. Fidedignidade . representa os fatores que o auditor deve considerar na determinação da materialidade/relevância de itens sob exame. O auditor.A fidedignidade da evidência está diretamente relacionada ao seu grau de confiabilidade.Uma evidência é pertinente quando diz respeito ao objetivo da auditoria realizada e tem uma relação lógica com as constatações e conclusões do auditor. Diz-se que uma evidência é fidedigna quando objetiva e livre de parcialidade. Utilidade .Trata-se de informações que expressam dados factuais completos. i) RISCOS DE AUDITORIA Ao planejar a auditoria. os seguintes requisitos básicos: Suficiência . necessariamente. A relação a seguir. com apropriadas informações dos usuários.significa tratar-se da melhor informação que se pode obter usando as técnicas apropriadas de auditoria. auditor e receptor do relatório estão satisfatoriamente convencidos de que os impactos e conclusões da auditoria são apropriados. Relevância . o auditor faz julgamentos preliminares sobre níveis de relevância. deve revisar os itens e verificar se eles envolvem: ⇒ sabida ou provável ordem ou interesse da administração. ⇒ áreas de particular e contínuo interesse identificadas em pré-auditorias. Relevância dos itens objeto dos exames significa o grau de relação entre as evidências e os objetivos do auditor.significa que a informação obtida auxilia tanto o auditor a alcançar suas conclusões como ajuda a Unidade a atingir suas metas e objetivos. integridade e procedência .auditor ou cliente. fraude ou outras irregularidades. porque as circunstâncias podem ter-se alterado e informações adicionais sobre a organização podem ter sido obtidas durante a auditoria. adequados e convincentes. ⇒ áreas antieconômicas ou com operação ineficiente.

ou seja: Risco de Auditoria é a possibilidade de o auditor emitir um relatório errado ou incompleto sobre a área examinada. portanto. Unidades de tarefas de auditoria. Na decisão de que controles investigar e quantas evidências coletar. Assim. os auditores escolhem áreas a serem examinadas e evidências a serem investigadas. um número de itens individualmente importantes. 75 . entendemos que. Auditores da gestão pública têm uma particular vantagem sobre os auditores da gestão privada quando do estabelecimento dos limites de importância. A matéria deve ser julgada relevante se o conhecimento dos erros nela existentes provavelmente influenciariam o usuário do relatório a alterar decisões tomadas com base em informações provenientes do (e sobre o) auditado. Para resumir. opiniões sobre quais itens são relevantes e irrelevantes e quais as bases dos julgamentos. Nota-se que o processo de auditoria envolve essencialmente a coleta de evidências para dar suporte ao conteúdo do relatório de auditoria. humanos e físicos de particular interesse por causa de sua natureza e importância. além disso. como restrições ou liberdades em conduzir funções. e ⇒ explicitar em todas as tarefas. para adquirir informações referentes àquilo que se constitui item relevante. apesar de também serem escolhidas sobre as bases de importância para os usuários do relatório de auditoria. Os usuários dos relatórios de Auditoria Operacional Pública são pessoas identificáveis que podem ser questionadas para fornecerem informações referentes à sua visão sobre o que se constitui um item relevante. uma equipe de auditoria operacional pública deve: ⇒ questionar os usuários dos relatórios. o auditor deve considerar a materialidade dos itens sujeitos ao controle. Risco de Auditoria pode ser definido como a possibilidade de o auditor deixar de modificar apropriadamente sua opinião sobre a matéria incorreta. mas não detectados pelo seu exame. examinar todas as evidências disponíveis. e ⇒ recursos financeiros. A principal diferença entre o planejamento do auditor e as decisões sobre importância é de escala. A auditoria é realizada por meio de processo de amostragem e. ⇒ atividades importantes. As estratégias de coleta de evidências devem ser estabelecidas de modo que os controles relacionados a todos os itens importantes sejam avaliados. ele será importante para o usuário do relatório de auditoria. Um limite de importância representa a linha divisória entre itens importantes e insignificantes. novas ou ampliadas. quando útil. É provável que quando um item envolve no mínimo um desses fatores. seja por erros ou por irregularidades existentes. Pode-se considerar um paralelismo óbvio entre os fatores que um auditor considera quando determina o que se constitui item importante e os fatores considerados quando ele seleciona tarefas num processo de planejamento de auditoria. por isso. ⇒ características não usuais dos programas da administração.⇒ uma atividade de interesse particular por causa da sua natureza ou relativa dimensão e sua importância ou impacto. dentre aquelas que eles acreditam possuir a maior relevância para o seu propósito final. não podendo. Em ambos os casos o interesse do auditor é assegurar que os resultados da auditoria centrem-se nos itens de importância para os usuários do relatório de auditoria. envolvem um maior nível de abstração e incluirão.

de fato. o risco de auditoria será de 1%.2) Tipos de erros que o auditor pode cometer A questão de se um razoável nível de confiança na validade dos relatórios de auditoria foi obtido. absoluta certeza pode ser inalcançável. de fato. Se o auditor interpretar que segurança razoável representa 99% de certeza de que as informações estão corretas. i. O modelo de risco de auditoria orienta auditores na coleta de evidências. e ⇒ teste de auditoria deve ser limitado para tornar a atividade economicamente justificável. na verdade. além disso. Concluindo que deficiências não existem quando. 76 . provavelmente minimizará a importância do risco de que o auditor erroneamente conclua que erros existem quando. não existem. juntamente com o desafio do processo do auditado inerentes da condução de uma auditoria. o risco será de 5%. Assim. ou ⇒ concluir que as deficiências do controle existem na entidade sob exame quando. de fato. existem. para que eles possam atingir o desejado grau de segurança razoável. é prática normal que auditores evidenciem a existência. Em geral. tais deficiências não existem. Os fatores de risco relevantes para uma afirmação sobre uma transação geralmente são diferentes dos que são relevantes para outra afirmação sobre a mesma transação. causas e efeitos de qualquer deficiência material que é detectada. o auditor deve considerar risco de auditoria não somente para cada transação. tais deficiências existem. Auditores podem cometer dois tipos de erros nos conteúdos do seu relatório. Em auditoria. Absoluta certeza em um relatório de auditoria não é obtida porque: ⇒ evidência em auditoria é raramente conclusiva em primeira instância e.3) Tipos de riscos na execução dos exames Na prática.i. os Riscos de Auditoria na execução dos exames podem ser tipificados em três amplas categorias: ⇒ risco inerente. ⇒ risco de controle. se interpretar que é de 95%. mas também para cada afirmação relevante de cada transação. Tal exploração adicional de fraquezas identificadas. Eles podem: ⇒ concluir que não existem deficiências nos controles da entidade sob exame quando.1. ⇒ risco de detecção. cem por cento de certeza não é possível e confiança é usada para representar o grau de certeza que uma equipe de auditoria tem de que um erro ou omissão não foi cometido ao formular as conclusões do relatório. pode ser examinada em termos do complemento de cada confiança: o risco de que as conclusões do auditor estejam erradas. O desafio da auditoria é que os auditores não podem examinar todas as possíveis evidências referentes a todas as transações.) Nível requerido de confiança Além das considerações sobre relevância. a quantidade e tipo de evidência coletada pelos auditores devem também depender do grau de confiança que eles desejam ter na validade das conclusões da auditoria dadas as necessidades dos usuários dos relatórios. é provavelmente o erro mais cometido pelos auditores. i.

quanto menores estes. É a suscetibilidade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida relevante.Risco Inerente Consiste na suscetibilidade de erro em uma atitude ou procedimento operacional ou mesmo uma classe de transações. numerário é mais suscetível de roubo do que sucata. não será evitado ou detectado tempestivamente pelo sistema de controle interno. mas jamais será nulo devido às limitações inerentes em qualquer sistema dependente do elemento humano para funcionamento. O risco desse tipo de erro é maior em certos procedimentos operacionais e classes do que em outros. e a necessidade de atingir metas de lucros. O Risco Inerente e o Risco de Controle diferem do Risco de Detecção por existirem independentemente da auditoria. menor o nível do Risco de Detecção a ser aceito. 77 . devido à inexistência ou inadequação dos correspondentes controles internos. e que poderá ser material quando agregado ao erro em outros saldos ou classe. Que poderá ser material quando combinado com os erros em outros procedimentos operacionais e classes. O Risco de Detecção deve manter relação inversa aos Riscos Inerentes e de Controle. Fatores econômicos e competitivos. avaliar a suscetibilidade de uma afirmação a erros ou classificações distorcidas relevantes. quanto maiores os Riscos Inerentes e de Controle. O nível deste risco é uma função da efetividade dos procedimentos de controle interno para atingir seus objetivos amplos. então. supondo que não haja controles internos que com ela se relacionem. que poderá ser material quando agregado ao erro em outros procedimentos operacionais ou classe. Risco de Detecção É o risco de que o resultado da execução dos procedimentos de auditoria enganosamente induza o auditor a concluir pela inexistência de erro que de fato existe em uma atitude ou procedimento operacional ou em uma classe de operação/transação. ao passo que o último é função dos procedimentos selecionados pela equipe de auditoria. antes de considerar os controles internos da entidade. podem levar a administração a utilizar técnicas contábeis para melhorar os lucros relatados. Por exemplo: cálculos complexos são mais sujeitos a erros do que cálculos simples. Risco de Controle É o risco de que o erro em uma atitude ou procedimento operacional ou classe de transações. Contrariamente. maior o patamar do Risco de Detecção que poderá ser aceito. O risco de detecção é uma função da eficácia dos procedimentos de auditoria e da maneira pela qual eles são executados. O auditor tenta.

Risco de Auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais. quanto sobre formação da equipe de trabalho. Risco de Controle ( RC ) e Risco de Detecção ( RD ). O conceito de risco de auditoria é importante como forma de expressão da idéia de segurança razoável. Os conceitos de risco de auditoria e de segurança razoável são o inverso um do outro. mais baixo será o risco de auditoria que estará inclinado a aceitar. risco de controle e risco de detecção. O auditor avalia os componentes do risco de auditoria – risco inerente. existe uma relação inversa entre os níveis avaliados dos riscos inerente 78 . Modelo de Risco de Auditoria O modelo de Risco de Auditoria pode ser assim expresso: RA = RI X RC X RD Os símbolos representam Risco de Auditoria ( RA ). época de realização e extensão de procedimentos de auditoria. ao planejar procedimentos para auditar uma afirmação. Para determinado nível de risco de auditoria. Essa relação é particularmente importante quando o auditor procura determinar o nível adequado de risco de detecção. para orientar suas decisões tanto sobre natureza.COMPONENTES DO RISCO DE AUDITORIA Avalie Risco Inerente Avalie Risco de Controle Planeje a Auditoria para atingir Risco de Detecção = Risco de Auditoria Suscetibilidade de afirmações individuais a classificações indevidas materiais Controle Internos do cliente Classificações indevidas não evitadas ou detectadas e corrigidas por controles internos do cliente Procedimentos de auditoria para verificação de afirmações Classificações indevidas materiais que permanecem não detectadas em afirmações individuais Demonstrações contábeis com segurança razoável de que não contêm classificação indevida relevante Classificações indevidas evitadas ou detectadas e corrigidas por controles internos Classificações indevidas detectadas por procedimentos de auditoria Tomar decisões sobre risco de auditoria representa um dos passos principais na realização de um trabalho de auditoria. Risco Inerente ( RI ). Quanto mais certo o auditor desejar estar de que está expressando uma opinião correta.

75 X 0. e o nível de risco de detecção que o auditor pode aceitar.50 = 13% Um risco de detecção de 13% significa que é necessário que o auditor planeje testes substantivos de forma tal que a probabilidade de que eles não detectem erros seja de 13%. RI = 75% e RC = 50%. de um lado. o Risco de Detecção será. Matriz de Componentes de Risco Avaliação do Risco Inerente Máximo Avaliação do risco de Controle Máximo Alto Moderado Baixo Máximo Alto Moderado Baixo Máximo Alto Moderado Baixo Máximo Alto Moderado Baixo Risco de que os testes substantivos não detectem erros Alto Muito Baixo Muito Baixo Muito Baixo Baixo Muito Baixo Muito Baixo Baixo Moderado Muito Baixo Baixo Moderado Alto Baixo Moderado Alto * Moderado Muito Baixo Muito Baixo Baixo Moderado Muito Baixo Baixo Moderado Alto Baixo Moderado Alto * Moderado Alto * * Baixo Muito Baixo Baixo Moderado Alto Baixo Moderado Alto * Moderado Alto * * Alto * * * Muito Baixo Baixo Moderado * * Moderado * * * Alto * * * * * * * Alto Moderado Baixo Relação entre Risco de Auditoria e Evidência de Auditoria Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o volume de evidências necessárias para fundamentar o parecer do auditor: 79 . o auditor pode expressar cada um deles em termos quantitativos ( percentuais) ou não quantitativos ( muito baixo. quanto mais baixas forem as avaliações dos riscos inerente e de controle. baixo. então. Qualquer que seja a escolha.05 0. moderado. Exemplo: integridade dos estoques RA = 5%. Assim.e de controle de uma afirmação. mais alto pode ser o nível aceitável de risco de detecção. do outro. de: RD = RI RA X RC = 0. para que se possa determinar o nível aceitável de risco de detecção. Ao relacionar os componentes do risco de auditoria. Suponhamos que o auditor tenha feito as seguintes avaliações a respeito de determinada afirmação. é essencial que ele entenda as relações entrte os componentes em questão. alto ou máximo).

a evidência de auditoria precisa aumentar para completar o círculo. o risco de auditoria precisa aumentar para completar o círculo.“quanto mais baixo o nível de risco de auditoria a ser atingido. não é igualmente aplicável a todos os procedimentos de auditoria que podem ser utilizados na execução desses testes. a amostragem é amplamente utilizada nas técnicas de Confirmação e Análise Documental. o auditor pode empregar técnicas de amostragem. com a finalidade de avaliar algumas características do saldo ou classe. Evidência de Auditoria Nível de Relevância Risco de Auditoria 4. Por exemplo. Amostragem é aplicável tanto a testes de controle como a testes substantivos. maior o volume necessário de evidências”. mantendo constante a evidência de auditoria. aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da 80 . Um dos procedimentos empregados pela auditoria é o dos exames parciais. o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria. mas geralmente não é utilizada na Indagação e Observação. Inter-relações entre Relevância. Contudo. podemos: ⇒ ⇒ ⇒ aumentar o nível de relevância. Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados.4. Se desejarmos reduzir o risco de auditoria. Semelhantemente. também chamados de prova seletiva ou de amostragem. Ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística. se mantivermos constante o nível de relevância e reduzirmos a evidência de auditoria. fazer pequenos aumentos na evidência de auditoria e no nível de relevância. aumentar a evidência de auditoria. mantendo constante o nível de relevância. Amostragem em Auditoria Amostragem em Auditoria é a aplicação de um procedimento em menos de 100% dos itens que compõem um saldo de uma conta ou uma classe de transações. Risco de Auditoria e Evidência de Auditoria Se mantivermos risco de auditoria constante e reduzirmos o nível de relevância.

Para uma amostra ser representativa. f) erro tolerável. Na amostragem não probabilística. Podendo. ou seja. ainda. depender do tamanho da população e de outros parâmetros específicos. ou seja. examinando-se apenas uma parte do mesmo (amostra). Na determinação da amostra. permitindo trabalhar com amostras de tamanho reduzido. como também no sentido de não facilitar demais o trabalho a ser realizado pelo auditor. proporção e número de ocorrência). cada item da população deve ter a mesma chance de ser selecionado. de ser incluído na amostra. decorrentes da experiência profissional e do conhecimento do setor em exame. enquanto que a segunda não tem base estatística. em níveis de significância e confiabilidade adequados para assegurar a precisão desejada. Na amostragem probabilística. b) do nível de confiança desejável. A amostragem probabilística permite. total. a estimação por intervalo. Deve ser sempre imparcial. A amostra tem que ser representativa da população. além da estimação pontual e do controle de erro. o tamanho da amostra é estabelecido sem nenhuma base de sustentação técnica. d) tamanho da amostra. de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. É vantajosa a sua utilização. 81 . Há diferença entre amostragem probabilística (ou estatística) e amostragem não probabilística (ou subjetiva). ao qual se associa um grau de confiança desejável. c) estratificação da amostra. quando o objetivo é a obtenção de estimativas para a população (média. A seleção da amostra não deve ter preconceito ou tendência. sendo a amostra selecionada por critérios pessoais. e) risco da amostragem. e g) erro esperado a) Processo de Amostragem É o processo pelo qual se obtém informação sobre um todo (população). b) população objeto da amostra. A primeira fundamenta se na distribuição amostral e na seleção aleatória. como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame. o que é em si uma parcialidade. o tamanho da amostra é em função: a) do(s) parâmetro(s) a estimar.amostra. e d) do grau de dispersão da população. não só no sentido do objetivo final a ser alcançado. o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: a) os objetivos específicos da auditoria. c) do erro tolerável ou índice de precisão escolhidos. uma probabilidade de o verdadeiro valor do parâmetro a estimar estar nele compreendido.

A expressão "erro material" se refere tanto a distorções. e e) desejo de dispor de uma distribuição razoável em relação a órgãos. não se justifica o custo de atender às exigências do usuário mais exigente. se elas são confiáveis o suficiente para os usos normais de demonstrações financeiras. prazo ou custo original. isto é. Demonstrações financeiras suficientemente confiáveis são aquelas livres de erros materiais. que confia naquela informação. especialmente se não têm que arcar com os custos. (IN nº OI12001-SFC/MF) 82 . o objetivo é o exame de casos sem o interesse na obtenção de inferências sobre a população. Do mesmo modo. entretanto. Alguns. quanto a omissões nas demonstrações financeiras. gastos adicionais em busca de uma confiabilidade ainda maior não são justificados pelos custos envolvidos. a materialidade é geralmente estabelecida em termos de um usuário razoável. o conceito de materialidade é importante para determinarmos a extensão do trabalho de auditoria a ser feito e como avaliar a importância de constatações de auditoria. b) itens com características inovadoras. É impossível dar níveis exatos de confiabilidade para cada usuário e. Entretanto. podem exigir um alto nível de confiabilidade. setores de atividade econômica. Portanto. teria sido modificado ou influenciado pela omissão ou erro incorridos". não é necessário obtermos evidência adicional. Outros podem se satisfazer com medidas aproximadas de desempenho. o auditor pode valer-se da amostragem não-probabilística. Uma definição bem conhecida de erro material é a seguinte: "O erro material é um erro ou omissão de informação contábil de tal magnitude. para fins contábeis. c) itens em que ocorreram mudanças na natureza. uma vez que se atinge um grau satisfatório de confiabilidade para os propósitos dos usuários. unidades responsáveis. modalidades operacionais. estabelecer um sistema contábil perfeito. se não impossível. Seria muito caro. Usuários diferentes podem ter exigências de confiabilidade diferentes. estados da federação etc. extensão. dizendo se as demonstrações financeiras representam adequadamente a posição financeira e o resultado de uma entidade. que fornecesse segurança absoluta. Em termos gerais. normalmente. d) indícios de irregularidade ou erro. uma vez que é obtida a evidência de auditoria suficiente para suportar parecer. Assim. que toma provável que o julgamento de um usuário normal.Se. uma confiabilidade maior pode ser atingida com gastos maiores. tais como decisões sobre empréstimos e investimentos. utilizando os seguintes critérios de seleção para compor uma amostra: a) seleção com base em análise de vulnerabilidade. ou quando o tamanho da amostra é muito pequeno ( inferior a 10 casos). risco potencial inerente e importância relativa. pouco usuais ou com grande complexidade. b) Materialidade Uma auditoria resulta em um parecer.

dentro de um grau de confiança estipulado. A aplicação da amostragem não elimina ou substitui o julgamento do auditor. a partir dos graus de confiança e precisão definidos inicialmente. na extensão possível. em termos das leis e probabilidade. Assim sendo. c) Amostragem Estatística Baseando-se em fundamentos matemáticos. usamos os seguintes parâmetros: ⇒ o primeiro parâmetro. este tipo de amostragem exige que a amostra selecionada apresente um comportamento mensurável. a precisão de nossas auditorias. quando se avalia a evidência de auditoria para dar um parecer sobre se as demonstrações financeiras estão materialmente corretas. para que se possa analisá-la e formar uma opinião sobre a população. seu resultado pode ser representativo da situação da população. há que se definir a mais aceitável para cada caso específico. ⇒ o segundo parâmetro. quando um teste de auditoria é nela baseado. é a medida de precisão usada para a avaliação dos riscos inerentes. para o qual realmente usa-se o termo "materialidade". é usado na etapa de planejamento de procedimentos de auditoria. de controle interno e de análise substantiva. pois embora existam tabelas específicas para o tamanho do teste. chamado "gabarito". é utilizado no final da auditoria. da qual foi extraída a amostra. AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA X NÃO ESTATÍSTICA 83 . e ⇒ O último parâmetro. época e extensão dos procedimentos de auditoria (usa-se o termo "gabarito" para significar o que alguns chamam de "materialidade de planejamento").Em vista das dificuldades expressas a respeito da definição de materialidade para padronizar. chamado "erro tolerável". como um guia para ajudar a determinar a natureza.

Determinar Objetivo do Teste Determinar Procedimentos para atingir o objetivo Quantos itens serão examinados Uma Amostra ESTATÍSTICA Todos os Itens Tipo de Amostra NÃO ESTATÍSTICA Determinar tamanho da amostra com base em modelo estatístico Selecionar aleatoriamente amostra representativa Determinar tamanho da amostra com base em julgamento Selecionar amostra representativa. com base em julgamento Aplicar procedimentos de auditoria Aplicar procedimentos de auditoria Avaliar resultados estatisticamente Documentar conclusões Avaliar resultados com base em julgamento 84 .

quebras relevantes de controle e burlas deliberadas de normas estabelecidas. estabelecem-se estratos de modo que a variância do valor do item seja a menor possível dentro de cada estrato. Cabe ressaltar que o estrato é homogêneo e a população.Passos básicos do Método Amostral Passo 1 – Definição da População ( universo auditável ) Passo 2 – Determinação do erro Tolerável ( quantitativo de erros aceitos) Passo 3 – Determinação do Nível de Segurança da Amostra ( eficácia dos controles internos) Passo 4 – Estratificação da População. Existem para esses casos tabelas especiais. heterogênea. O número de estratos resultantes é. por exemplo. ⇒ AMOSTRAGEM EXPLORATÓRIA Este plano se aplica quando a evidência de um caso simples de divergência ou irregularidade parece exigir uma investigação mais profunda. para esse fim. extraída de população que possua um índice especificado de ocorrências. nos casos de: pesquisa de fraudes. são: ⇒ AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES Neste tipo de amostragem utilizam-se. pelo menos. em prova. uma ocorrência em amostra de tamanho preestabelecido. fórmulas e tabelas para estabelecerem o tamanho das amostras e as estimativas. e a taxa de ocorrência esperada para o atributo. Seria indicado. o nível de confiabilidade desejável. ⇒ AMOSTRAGEM POR ESTRATIFICAÇÃO É usada quando do exame de itens cujo valor apresenta grande variedade. pequeno. normalmente. ⇒ AMOSTRAGEM POR INTERVALO Nesse caso. que mostram as probabilidades de encontrar-se. o grau de dispersão da população. para seleção dos itens da amostra. quando aplicável ( agrupamentos por tipos ou classes) Passo 5 – Determinação do Tamanho da Amostra ( Quantos itens serão avaliados) Passo 6 – Seleção dos Itens da Amostra ( Quais itens serão avaliados) Passo 7 – Avaliação dos Resultados da Amostra ( formulação do juízo) Passo 8 – Documentação das aplicações por amostragem ( registro dos procedimentos adotados) Tipos de Amostragens Estatísticas Os tipos de amostragens estatísticas mais comumente utilizados. Exemplo: o número de ocorrências de erros de determinado tipo ou o valor médio das operações realizadas. de acordo com o teste a efetuar. procede-se à seleção de itens. eventualmente. de maneira que haja sempre um intervalo prefixado 85 . números aleatórios. Assim. Existem. Trata-se de plano muito utilizado em auditoria para a obtenção de estimativas para a população. o índice de precisão escolhido. de acordo com: o tamanho da população.

Um exemplo típico para a aplicação deste tipo de amostragem é o da circularização dos devedores. e que serão consultados pelo auditor durante o trabalho. para isso. são selecionados de modo aleatório.entre cada item selecionado. quanto às características a serem observadas ou testadas. e) Métodos de Seleção dos Itens da Amostra De acordo com a doutrina os métodos mais comumente utilizados são: NÚMEROS ALEATÓRIOS – neste método. principalmente. O risco deste tipo de testes situa-se. que efetua a seleção dos itens subjetivamente. quando os itens da população são de alguma forma ordenados. pois a amostra pode não ser representativa A aplicação da amostragem por julgamento é utilizada na extração de amostras. os testes a serem realizados baseiam-se no julgamento pessoal do auditor. os itens. Cabe salientar que a população é homogênea e o estrato é heterogêneo. quanto a seu tamanho e método de seleção. Torna-se mais fácil aplicar esta técnica. de preferência. quer das estratificações efetuadas. impropriedades ou irregularidades. Nestes casos. o que não é aceitável. sendo essencial que essa amostra seja selecionada aleatoriamente e. baseada nas posições em atraso. podem ser compostas tabelas dos números dispostos de modo aleatório. e que nenhum item da população tenha sido retirado do arquivo antes de iniciada a escolha. Para a escolha dos itens. ⇒ AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADO Nesse caso. Exemplificando: TABELA DE NÚMEROS ALEATÓRIOS 86 . numericamente. quer da população total. que os itens na população não estejam ordenados de modo a prejudicar a aleatoriedade. d) Amostragem por Julgamento Há situações em que a natureza e a qualidade dos itens a serem testados não permitem a utilização de amostragem estatística ou os motivos da realização da auditoria toma desnecessária a imparcialidade. deve-se observar o seguinte: que seja o primeiro item dos "n" iniciais (tamanho do intervalo) escolhido aleatoriamente. calcado principalmente na sua capacidade e experiência profissional. a população a ser pesquisada é subdividida em regiões homogêneas. e efetuada sob a motivação de suspeita de erros. na eventualidade de que o resultado venha a ser projetado para formar uma opinião global. independentemente das bases estatísticas.

Supõe-se que o auditor deverá conferir 10 Notas fiscais numa série de n-º> 0001 até 2000. Procurando-se na tabela de números aleatórios acima encontram-se as seguintes Notas Fiscais a serem conferidas: 1322 - 0996 - 0440 - 1209 - 0521 1466 - 0606 - 1689 - 1114 - 0349. Para este método, podem ser utilizadas, também, as tabelas de números randõmicos existentes, as quais compõem-se identicamente de números aleatórios e foram matematicamente preparadas. São apresentadas em grupos de 5 algarismos dispostos em colunas verticais e/ou linhas horizontais. A forma de obter a amostra, utilizando-se a tabela de números randômicos, é idêntica ao exemplo citado anteriormente, sendo apenas escolhido pelo auditor: a página, a coluna ou linha e o sentido vertical ou horizontal. NÚMEROS SISTEMÁTICOS OU INTERVALOS – neste método, os itens, quer da população total, quer da estratificação, são selecionados de modo tal que permaneça entre eles um intervalo uniforme. Por exemplo: cada 5ª Nota fiscal. Cabe mencionar dois aspectos a serem considerados: ⇒ O ponto de partida deve ser aleatório. Isto é, se foi decidido controlar cada 5ª Nota fiscal constante do registro próprio, o início do teste não deve ser a Nota nº 1, mas escolhido com base na data em que se inicia o teste. Assim sendo, a 1ª Nota fiscal selecionada corresponderá ao primeiro número na referida data e os demais de acordo com o intervalo proposto; e ⇒ O arquivo e/ou registro da documentação sujeita ao teste deve ser numa ordem tal que elimine a parcialidade de motivação prévia. Um caso típico de uso de intervalo freqüencial é quando a população não se encontra ordenada cronologicamente. Por exemplo, o registro no computador, de duplicatas, via de regra é ordenado pelo CNPJ do cliente, não sendo ordenado seqüencialmente mas com intervalos. Neste caso, é de extrema facilidade selecionar os saldos a serem conferidos ou circularizados, através do intervalo freqüencial. ESTRATIFICAÇÃO – é a separação da população em classe. A partir desse ponto, proceder-seá ao teste, por classe, de conformidade com o sistema adotado. É possível até usar-se diferentes sistemas para cada classe da estratificação. Esta técnica de estratificar é bastante útil, quando a população apresenta muita diversidade nos seus valores individuais, datas etc. AMOSTRAGEM GRUPAL OU POR LOTES – consiste na escolha de certos grupos de transações a serem examinados na sua totalidade ou testadas. Os grupos de transações podem ser: ⇒ as transações de uma certa data; e ⇒ as transações de certa natureza. f) Tipos de Testes ou de Seleção de Itens para Amostragem Conforme suas finalidades, a seleção dos itens a serem abrangidos pelo teste pode ser feita de forma direcionada ou aleatória. f.1. Seleção Direcionada – pela seleção direcionada, o auditor premeditadamente restringe seus exames às transações, saldos ou períodos, que se enquadram em certos parâmetros previamente definidos por ele. Devido à característica resolutiva, com respeito aos especificados itens a serem examinados, a seleção direcionada é também conhecida por seleção racional, seleção por juízo ou julgamento, seleção por arbítrio. Por essa forma, são corroboradas exclusivamente as transações
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examinadas, uma vez que o resultado dos exames assim executados não pode ser extrapolado ao restante das transações. A seleção direcionada pode basear-se em: ⇒ SELEÇÃO POR VALOR – a seleção direcionada com base em valor, geralmente é adotada para reduzir o nível do risco de detecção, quando a possibilidade de erro material na classe de transações ou saldos é grande, devido aos elevados valores individuais envolvidos. Exemplificando: circularização de todas as contas a receber, cujo saldo seja igual ou superior a determinado valor. ⇒ SELEÇÃO POR ATIVIDADE – a seleção com base em tipo de atividade, ou transação, é geralmente adotada quando o auditor pretende examinar eventos específicos. Exemplificando: exame de todos os documentos relativos às despesas de propaganda. ⇒ SELEÇÃO POR PERÍODO – a seleção por período concentra-se nas atividades ou eventos ocorridos em determinada ocasião, como, por exemplo, o exame de todas as vendas nos últimos dez dias do exercício, a determinada companhia controlada. f.2. Seleção Aleatória – pela seleção aleatória o auditor efetua observações ou inspeciona documentos ou formulários críticos de determinado número de transações ou eventos escolhidos a esmo, mas obedecendo a critério metodológico predeterminado, para fundamentação de juízo com respeito às características da população da qual eles foram extraídos. g) Riscos e Avaliação de Resultados em Procedimentos de Amostragem Ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria, aplicada a essa amostra procedimentos de auditoria, e avaliar os resultados da amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. É importante reconhecer que certos procedimentos de testes não estão dentro da definição de amostragem. Os testes executados em 100% dos itens dentro de uma população não envolvem amostragem. Da mesma forma, a aplicação de procedimentos de auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por exemplo, todos os itens acima de um certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria com respeito à parcela da população examinada, nem com respeito à população como um todo, visto que os itens não foram selecionados da população total em uma base que se esperava que fosse representativa. Esses itens poderiam sugerir alguma característica da parcela restante da população, mas não constituíram, necessariamente, a base para uma conclusão validada sobre a parcela restante da população. h) Projeto da Amostra Ao projetar ou planejar uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os objetivos específicos da auditoria; a população da qual o auditor deseja extrair a amostra; a estratificação da população; o tamanho da amostra; o risco da amostragem; o erro tolerável; e o erro esperado. Objetivos de Auditoria – o auditor deve primeiro considerar os objetivos de auditoria específicos a serem atingidos e os procedimentos de auditoria que têm melhor probabilidade de atingir esses objetivos. Além disso, quando a amostragem de auditoria for apropriada, a consideração da natureza da evidência de auditoria pretendida e das possíveis condições de erro ou outras características relativas a essa evidência de auditoria vão ajudar o auditor a definir o que constitui um erro e que população usar para amostragem. Por exemplo, ao executar testes de controle ou observância sobre os procedimentos de compra de uma entidade, o auditor estará interessado em aspectos, como, por exemplo, se houve aprovação apropriada e verificação aritmética de uma fatura. Por outro lado, ao executar procedimentos de comprovação ou testes
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substantivos sobre faturas processadas durante o período, o auditor estará interessado em aspectos, como, por exemplo, se os valores monetários dessas faturas foram apropriadamente refletidos nas demonstrações contábeis. População – a população é o conjunto inteiro ou a totalidade de dados do qual o auditor deseja extrair a amostra para chegar a uma conclusão. O auditor vai precisar determinar se a população da qual a amostra é tirada é apropriada para o objetivo de auditoria específico. Por exemplo, se o objetivo do auditor fosse testar se existe superavaliação de contas a receber, a população poderia ser definida como listagem de contas a receber. Por outro lado, ao testar se existe subavaliação de contas a pagar, a população não deveria ser a listagem de contas a pagar, mas sim pagamentos subseqüentes, faturas não pagas, extratos de fornecedores, relatórios de recebimentos de mercadorias não registra das ou outras populações que forneceriam evidência de auditoria de que as contas a pagar estariam subavaliadas. Cada item que compõe a população é conhecido como unidade de amostragem. A população pode ser dividida em unidades de amostragem de diversos modos, por exemplo, se o objetivo do auditor fosse testar a validade das contas a receber, a unidade de amostragem poderia ser definida como saldo de clientes ou faturas de clientes individuais. O auditor define a unidade de amostragem para obter uma amostra eficiente e eficaz para atingir os objetivos de auditoria em particular. Estratificação – para auxiliar no projeto eficiente e eficaz da amostra, talvez seja apropriado usar estratificação. Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma das quais é um grupo de unidade de amostragem com características similares (muitas vezes, valor monetário). Os estratos precisam ser explicitamente definidos, de forma que cada unidade de amostragem somente possa pertencer a um estrato. Este processo reduz a possibilidade de variação dos itens de cada estrato. Portanto, a estratificação permite que o auditor dirija esforços de auditoria para os itens que, por exemplo, contenham maior potencial de erro monetário. Por exemplo, o auditor pode voltar sua atenção para os itens de maior valor de contas a receber, para detectar distorções relevantes por avaliação a maior. Além disso, a estratificação pode resultar em amostra com tamanho menor. Se o objetivo da auditoria for testar a validade de contas a receber, e dependendo da distribuição dos valores a receber por saldo de devedores, a população pode ser estratificada, por exemplo, em quatro subconjuntos como segue: ⇒ ⇒ ⇒ saldos superiores a R$ 2.000,00; saldos entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00; saldos entre R$ 100,00 e R$ 1.000,00; e d) saldos inferiores a R$ 100,00.

Assim, por exemplo, dependendo da distribuição dos valores a receber, mediante a validação da totalidade dos saldos do subconjunto (a) 50% de (b); 20% de (c); e 5% de (d), pode-se, hipoteticamente, encontrar que 80% dos valores de contas a receber são susceptíveis de validação, examinando 20% da população. Tamanho da Amostra – ao determinar o tamanho da amostra, o auditor deve considerar o risco de amostragem, o erro tolerável e o erro esperado. Adicionalmente, fatores como a avaliação de risco de controle, a redução no risco de detecção devido a outros testes executados relacionados com as mesmas asserções, número de itens da população e valor envolvido, afetam o tamanho da amostra e devem ser levados em consideração pelo auditor.
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O risco de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma opinião errônea sobre as demonstrações contábeis do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta. 90 . relevantemente distorcidos. embora o resultado da amostra dê suporte à conclusão de uma conta ou classe de transações registrados estejam relevantemente distorcidos. Quanto mais baixo o risco que o auditor estiver disposto a aceitar. maior precisará ser o tamanho da amostra. O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da auditoria. maior precisará ser o tamanho da amostra. está relacionado com o julgamento do auditor sobre relevância. de fato. O tamanho da amostra é afetado pelo nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados da amostra. Erro Tolerável – é o erro máximo na população que o auditor estaria disposto a aceitar e ainda assim concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria.Dessa forma. Risco da Amostragem – o risco da amostragem surge da possibilidade de que a conclusão do auditor. O erro tolerável é considerado durante o estágio de planejamento e para os procedimentos de comprovação. ⇒ Procedimento de Comprovação ou Testes Substantivos: Risco de Rejeição Incorreta: o risco de que. Risco de Superavaliação da Confiabilidade: o risco de que. Quanto menor o erro tolerável. a taxa de cumprimento real não daria suporte a uma avaliação desse tipo. seja corretamente planejada para aplicação à população é necessário que a amostra seja: ⇒ ⇒ representativa da população. O auditor enfrenta o risco de amostragem nos testes de controle e procedimentos de comprovação do seguinte modo: ⇒ Teste de Controle ou Observância: Risco de Subavaliação da Confiabilidade: o risco de que. não estão. embora o resultado da amostra não dê suporte à avaliação de risco de controle feita pelo auditor. de fato. visto que normalmente conduziriam o auditor ou entidade a realizar trabalhos adicionais. Risco de Aceitação Incorreta: o risco de que. que todos os itens da população tenham oportunidade idêntica de serem selecionados. o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. embora o resultado da amostra dê suporte à conclusão de que o saldo de uma conta ou classe de transações registrados não estão relevantemente distorcidos. a taxa de cumprimento real daria suporte a uma avaliação desse tipo. relevantemente distorcidos. para que a conclusão a que chegou o auditor. possa ser diferente da conclusão que seria alcança da se toda a população estivesse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. embora o resultado da amostra dê suporte à avaliação de risco de controle feita pelo auditor. estão. com base em uma amostra. utilizando uma amostra.

91 . comumente são usados três métodos segundo as Normas Internacionais de Auditoria. é representativa da população: ⇒ que o primeiro item seja escolhido ao acaso. utiliza-se. Ao determinar o erro esperado em uma população. o auditor deve observar as seguintes normas para assegurar que uma amostra. a seleção de amostra deve ser documentada pelo auditor e considerar: ⇒ o grau de confiança depositada sobre o sistema de controles internos das contas.Nos testes de controle. Ao considerar a seleção sistemática. para concluir que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado. que as demonstrações contábeis não contêm distorções relevantes. por exemplo. o auditor possa concluir. os níveis de erros identificados em auditorias anteriores. Este procedimento exige que todos os itens da população tenham uma oportunidade de serem selecionados. i) Seleção da Amostra O auditor deve selecionar itens de amostra de tal forma que se possa esperar que a amostra seja representativa da população. Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de erros. de forma que. ⇒ a base de seleção. com segurança razoável. ⇒ que os itens da população não estejam ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua escolha. a saber: Seleção Aleatória ou Randômica Assegura que todos os itens da população ou do estrato identificado têm igual chance de seleção. Erro Esperado – se o auditor espera que a população contenha erro. por exemplo. mudanças nos procedimentos da entidade e evidência disponível de outros procedimentos. baseado na avaliação preliminar de risco de controle. normalmente será necessário examinar uma amostra do que quando não se espera erro. o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma conta ou classe de transações que o auditor estaria disposto a aceitar. ⇒ a fonte de seleção. classes de transações ou itens específicos. Com a finalidade de evidenciar os seus trabalhos. Nos procedimentos de comprovação. Seleção Sistemática ou por Intervalo Que envolve a seleção de itens usando um intervalo constante entre as seleções. j) O Número de Itens Selecionados Embora existam diversos métodos de seleção. tabelas de números aleatórios que determinarão quais os números dos itens a serem selecionados dentro do total da população ou dentro de uma seqüência de itens da população predeterminada pelo auditor. quando os resultados de todos os procedimentos de auditoria forem considerados. o auditor deve considerar aspectos como. tendo o primeiro intervalo um início aleatório. o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de controle estabelecido que o auditor estaria disposto a aceitar. realmente.

como. por exemplo. Ao projetar a amostra.O intervalo poderia se basear em um número certo de itens (por exemplo. por exemplo. Seleção Casual ou a Esmo Que pode ser uma alternativa aceitável para a seleção aleatória. precisa tomar cuidado para não fazer uma seleção que seja influenciada. Esses aspectos incluem a natureza e causa do erro e o possível efeito sobre outras fases da auditoria. é possível que o auditor observe que muitos têm uma característica comum. talvez o auditor possa obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que as contas a receber são válidas revisando pagamentos subseqüentes dos clientes. o auditor deve: ⇒ ⇒ ⇒ analisar qualquer erro detectado na amostra. visto que esses itens talvez não sejam representativos. o auditor precisaria determinar se a população não está estruturada de tal modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão. Ao analisar os erros descobertos. Por exemplo. cada 20º número de comprovante) ou em totais monetários (por exemplo. desde que o auditor tente tirar uma amostra representativa da população toda. se uma confirmação positiva de contas a receber tiver sido solicitada e nenhuma resposta tiver sido recebida. o auditor terá definido as condições que constituem um erro por referência aos objetivos da auditoria. com relação a itens fáceis de localizar. linha de produto ou período de tempo. projetar ou extrapolar os erros encontrados na amostra para a população. Por exemplo. se em uma população de vendas de filiais. Nessas circunstâncias. tipo de transação. os procedimentos de auditoria apropriados para o objetivo de auditoria determinado. Se o auditor não executar ou não puder executar procedimentos alternativos satisfatórios ou se os procedimentos executados não permitirem que o auditor obtenha evidência de auditoria suficiente e apropriada. o resultado seria que o auditor teria selecionado a totalidade ou nenhuma das vendas da filial em questão. em particular. em cada item da amostra. avaliação de créditos de liquidação duvidosa. as vendas de uma filial em particular ocorrem somente como cada 100º item e o intervalo de amostragem selecionado for 50. o item deve ser tratado como um erro. O auditor também deve considerar os aspectos qualitativos dos erros. um lançamento feito na conta do cliente errado não afeta o total das contas a receber. em um teste substantivo relacionado com o registro de contas a receber. talvez seja impróprio considerar isso um erro. e reavaliar o risco de amostragem. ainda que esse erro possa ter um efeito sobre as outras áreas de auditoria. Por exemplo. localização. Análise de Erros na Amostra Ao analisar os erros detectados na amostra. ao avaliar os resultados da amostra deste procedimento em particular. Se usar seleção sistemática. da população. Quando o auditor usar esse método. talvez o auditor possa obter evidência de auditoria suficiente e apropriada através da execução de procedimentos alternativos. Portanto. o auditor primeiro vai determinar se o item em questão é de fato um erro. l) Avaliação dos Resultados da Amostra Tendo executado. cada aumento de $1000 no valor cumulativo da população). Por exemplo. Quando não for possível obter a evidência de auditoria esperada sobre um item de amostra específico. o auditor talvez decida identificar todos os itens da população que tenham a 92 . sem intenção de incluir ou excluir unidades específicas.

o auditor deve executar uma análise separada com base nos itens examinados para cada subpopulação. o método de projeção vai precisar ser consistente com o método usado para selecionar a unidade da amostragem. Projeção de Erros O auditor deve projetar ou extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual a amostra foi selecionada. fatos e informações obtidas. O erro da população projetado usado para esta comparação. o auditor precisa ter em mente os aspectos qualitativos dos erros encontrados. Nos PT registram-se dados da unidade auditada. Com base nos registros dos Papéis de Trabalho a equipe responsável irá elaborar. a) Conceito Os Papéis de Trabalho . o auditor reavalia o risco de amostragem e. Existem diversos métodos aceitáveis para projetar os resultados de erros. críticas e sugestões. deve considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos 4. Quando o erro projetado exceder o erro tolerável. Nos papéis de trabalho o auditor deve documentar todos os elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis. até o relato de suas opiniões. Reavaliação do Risco de Amostragem O auditor precisa considerar se os erros da população poderiam exceder o erro tolerável. se esse risco for inaceitável. As normas estabelecidas pela AICPA . bem como suas conclusões sobre os exames realizados. a projeção de erros é feita separadamente para cada subpopulação e os resultados são combinados.PT são documentos que fundamentam as informações obtidas nos trabalhos de auditoria e na fiscalização do Sistema de Controle Interno. é líquido de ajustes feitos pela entidade. bem como suas conclusões sobre os exames realizados. fatos e informações obtidas. em todos os casos.5. as etapas preliminares e o trabalho efetuado pela equipe de auditoria. Neles são registrados dados da unidade auditada ou do programa fiscalizado. críticas e sugestões. desde o planejamento até o relato de suas opiniões. Entretanto. o auditor compara o erro da população projetado com o erro tolerável levando em conta os resultados de outros procedimentos de auditoria importantes para o controle específico ou para a asserção contida nas demonstrações contábeis.característica comum. no caso de procedimentos de comprovação. Com base nos registros dos Papéis de Trabalho a equipe de auditoria irá elaborar desde o planejamento. Para isso. as etapas preliminares e o trabalho efetuado pela equipe responsável. e talvez decida ampliar os procedimentos de auditoria nessa área. Quando a população tiver sido dividida em subpopulações. produzindo desse modo uma subpopulação.American Institute of Certified Public Accountants (Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados) e as GAGAS Generally Accepted Government Auditing Standards (Normas de Auditoria Governamental Geralmente Aceitas) determinam que: “Deverá conservar-se o registro dos exames da auditoria em papéis de trabalho”. Quando projetar resultados de erros.Os Papéis de Trabalho são a base física da documentação das atividades de auditoria e fiscalização. Então. Papéis de Trabalho Os Papéis de Trabalho são a base física da documentação das atividades de auditoria. 93 .

bem como no programa de trabalho de auditorias. b) Atributos dos Papéis de Trabalho O Papéis de trabalho devem: ⇒ conter o objetivo. oportunidade e extensão dos procedimentos. Registra os fatos. ⇒ senso de organização. ⇒ habilidade em planejar e executar o trabalho. 94 . para: ⇒ assegurar que o plano de trabalho foi cumprido e atingido o objetivo do trabalho. bem como julgar sobre a solidez das conclusões emitidas. ⇒ conter a descrição detalhada do trabalho executado e dos fatos incluídos ou não nos relatórios de auditoria. Nesse caso os papéis de trabalho servirão de prova e testemunho de defesa. podendo demonstrar todo o alcance da auditoria. normas obedecidas e toda a gama de situações ou posições que a auditoria enseja. Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficiente para propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada. ⇒ considerar possíveis modificações nos procedimentos adotados. bem como o julgamento exercido e as conclusões alcançadas. alcance e metodologia do trabalho. revisão e supervisão do trabalho de auditoria. referente a um determinado período de tempo. ⇒ avaliar a equipe de auditoria quanto ao seguinte: ⇒ competência em assuntos de auditoria. compreendendo a documentação do planejamento. ⇒ possuir indicações claras e precisas que permitam concluir que: ⇒ as fases do plano de execução de auditoria foram integralmente cumpridas. ⇒ permitir uma adequada execução. ⇒ habilidade de expressão.Nos papéis de trabalho. Sua finalidade é embasar o posicionamento da equipe com relação às questões apuradas no decurso dos exames. a natureza. ⇒ constituir a evidência do trabalho realizado e o suporte das conclusões. as causas e conseqüências dos atos de uma gestão. incluindo os critérios usados para a seleção das amostras. procedimentos efetuados. Os papéis de trabalho de execução constituem-se na documentação dos trabalhos de controle elaborada e/ou colhida durante o processo de verificações em campo. ⇒ representar na justiça as evidências do trabalho executado (no caso de ser movida uma ação contra o auditor ou o ordenador de despesa à época dos trabalhos). e ainda: ⇒ contribuir para o planejamento e realização da auditoria. o suporte nuclear da opinião de uma equipe de controle. ⇒ fornecer um meio de revisão da qualidade da auditoria pelos superiores. o auditor deve documentar todos os elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis. ⇒ determinar se o serviço foi feito de forma adequada e eficaz. Os papéis de execução referem-se às folhas básicas do trabalho. comentários e recomendações incluídas nas informações.

⇒ conclusão sobre cada um dos componentes em que se divida o exame. ⇒ ser legíveis e ordenados. Deve conter todas as ocorrências verificadas que ensejaram ou não a apresentação de sugestões e recomendações. a legislação utilizada e outros suportes necessários para o embasamento legal da inconformidade descrita. referenciação: forma de integrar (amarrar) informações que dizem respeito a uma ou mais áreas examinadas. pontos de atenção. com a descrição que permita sustentar os achados. conforme plano de trabalho pré-estabelecido. limpeza: devem estar limpos de forma a não prejudicar o seu entendimento. permitindo a qualquer leitor entendê-las sem necessidade de explicações da pessoa que as elaborou. com a indicação dos documentos de suporte e pessoas entrevistadas.⇒ o sistema de controle interno foi adequadamente avaliado e as conclusões dessa avaliação consideradas para estabelecer a natureza e a oportunidade das sugestões ou recomendações oferecidas. d) Tipos de Papéis de Trabalho Folha de Trabalho ou Folha Mestra – Anexo I . concisão: economia na expressão do pensamento. ⇒ ser suficientemente claros. ⇒ registrar informações relevantes. ⇒ ser completos e exatos. bem como a referência do que foi levantado.Utilizada para descrever todo tipo de informação que o auditor julgar interessante fazer. utilizando o maior número de idéias no mínimo possível de palavras. tenha capacidade de fundamentar as conclusões e recomendações. ⇒ documentação de trabalho que sustente as conclusões. c) Características dos Papéis de Trabalho Lógica: elaboração coerente facilitando o raciocínio e a seqüência natural do objetivo a ser atingido. ⇒ assinatura do auditor que o preparou. limitar-se aos assuntos que são pertinentes e importantes para cumprir os objetivos do trabalho. como um diário. ou uma memória dos acontecimentos. Deverá apresentar o cabeçalho com os seguintes dados: nome do órgão/entidade. índice: adoção de processo identificador nos papéis de trabalho. isto é. pois do contrário poderiam perder seu valor como evidência. referências e resumos adequados. A identificação das siglas e seus significados. ⇒ índices. clareza: ordenação na descrição das informações. opiniões e conclusões e demonstrar a natureza e o alcance do trabalho realizado. descritas nas folhas de trabalho. correção: observância das normas gramaticais ditadas pela tradição clássica da língua. 95 . mediante revisão. ⇒ indicação da maneira de como se obteve a informação. de forma a indicar onde estão suportadas as opiniões emitidas e o exame realizado. compreensíveis e detalhados para que um auditor experiente que não tenha mantido relação direta com o trabalho.

colocar no disquete etiqueta adesiva com as seguintes informações: nome e versão do aplicativo utilizado. e) Normas Gerais para preenchimento dos Papéis de Trabalho Os papéis de trabalho devem: ⇒ evidenciar a obediência às normas de auditoria usualmente aceitas. Deverá apresentar o cabeçalho com os seguintes dados: nome do órgão/entidade. ⇒ na data do término da auditoria. de acordo com a extensão e profundidade julgadas necessários. costuma-se utilizar marcas chamadas tiques explicativos e símbolos. os papéis de trabalho devem estar prontos e em condição de serem arquivados. excluídos os irrelevantes. Os cálculos utilizados devem estar acompanhados da respectiva memória. sem erros de natureza matemática. ⇒ devem ser incluídos todos os dados e informações pertinentes. f) Tiques explicativos. título do levantamento efetuado. ⇒ as conclusões do exame de cada conta ou área guardarão conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade.Utilizada para levantamento de amostragens e testes aplicáveis a cada área auditada. analisados ou revistos. 96 . ⇒ devem conter todos os elementos e informações que amparem o que se mencionar no parecer e nos relatórios. Se a folha de trabalho estiver em meio magnético deverá ser formatada contendo os dados para sua identificação na etiqueta adesiva do disquete. A principal função dos tiques explicativos e dos símbolos é evidenciar qual tipo de trabalho de revisão que foi efetuado sobre aquele dado marcado. ⇒ os procedimentos de auditoria adotados ficarão evidenciados. Se os testes estiverem em meio magnético. Folha Subsidiária – Anexo II . ⇒ devem ser limpos. claros e corretos. nome do órgão/entidade auditado. segundo técnicas de amostragem. símbolos e notas Para indicar que dados e documentos foram conferidos. ⇒ devem conter todas as informações que possam ser úteis ou necessárias no futuro. As notas explicativas são utilizadas para uma chamada de ordem geral. assim como título para esclarecimento da natureza do exame.data do exame. nome da planilha. As notas explicativas devem ficar na parte inferior esquerda. a rubrica ou assinatura do revisor. ⇒ devem incluir os dados para fácil identificação da data em que foi elaborado. unidade/ subunidade auditada. quem foram os responsáveis pelas informações. nome do arquivo. o nome ou rubrica de quem o preparou e data. de modo que facilite a identificação do que se deseja informar. período sob análise. O auditor na elaboração desses testes deverá estipular um critério de percentual sobre o universo analisado. ou para indicar a fonte de obtenção de um dado.

claros e objetivos entre si quando servirem para registro de fatos diferentes. outros documentos pertinentes na qualidade de evidência de auditoria. . Esse procedimento deverá se repetir.Valor da nota fiscal confere com as notas de empenho e de liquidação. legislação específica. além de facilitar uma revisão rápida e eficiente. cópias de documentos. tantas quantas forem as rotinas (unidades auditáveis) estabelecidas no planejamento do trabalho. Se o mesmo tique é utilizado em várias folhas diferentes. questionários ou Check List aplicados e levantamentos efetuados. Exemplos: . ⇒ as explicações (legendas) serão precisas e deverão estar. folha subsidiária. ⇒ serão simples. obedecendo a seguinte ordem: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ folha mestra. ⇒ deve-se evitar excesso de tiques e símbolos na mesma folha. arquivada antes de todas aquelas nas quais foram empregados. . As pastas deverão divididas conforme as fases do processo de auditoria e conter no máximo duzentos papéis arquivados referentes a cópias dos seguintes documentos: 97 . na folha em que os tiques e símbolos forem empregados. Os papéis de trabalho deverão ser juntados. O auditor deverá adotar uma legenda demonstrando qual o significado com base no documento conferido. ⇒ serão usados tiques deferentes para testes diferentes. g) Ordenamento dos Papéis de Trabalho e montagem das pastas A montagem dos papéis de trabalho deve ser feita à medida que as fases do plano de execução de auditoria forem cumpridas e antes da emissão do Relatório de Auditoria. deve-se usar uma folha para resumir os tiques usados. .Verificamos o registro da conta. Algumas regras básicas devem ser observadas na sua utilização: ⇒ serão feitos com lápis 4B para facilitar sua visualização e para diferenciá-los de letras e números. para não dificultar consultas e revisões.Os tiques e símbolos têm a vantagem de serem escritos rapidamente nos papéis de trabalho. se possível.Somas conferidas.Confere o valor total com a folha de pagamento do mês x/xx. de eliminar a repetição de explicações.

A codificação adotada pela Auditoria-Geral do Estado . demonstrações financeiras devem ser referenciados ou cruzados para análises gerais e dessas para as análises específicas. número da pasta e do relatório de auditoria. Mapa de Risco e Plano de Auditoria por Unidade Auditável.AUGE é o sistema numérico ou alfabético. Ordem de Serviço Interna – OSI. Deverá ser aposto na capa da pasta carimbo padrão e preencher os seguintes dados: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ nome: órgão/entidade.⇒ ⇒ ⇒ ⇒ Relatório de Auditoria devidamente referenciado. Papéis de Trabalho ordenados. data da elaboração do término do trabalho de auditoria. ou a combinação dos dois. ⇒ o sistema de codificação e cruzamento deve permitir também que se parta da análise específica até chegar aos números de levantamento ou demonstrações financeiras. ⇒ os números referentes a levantamentos. 98 . Primeiramente os papéis de trabalho devem ser numerados em ordem crescente com caneta azul. conforme sistema de indexação exemplificado a seguir: GP 03 C 10 DC 70 200 188 171 P1 03 P2 10 P3 70 200 188 171 Gestão de Pessoal Contratos Despesa de Capital Legenda: P = Pasta Importante ressaltar que: ou ou ou ⇒ todos os papéis de trabalho devem ser codificados. h) Codificação dos Papéis de Trabalho Os papéis de trabalho devem ser codificados de forma a possibilitar que as informações sejam facilmente encontradas. O código deve ser feito à caneta azul e aposto na parte superior do papel de trabalho. nome dos integrantes da equipe de auditoria. utilizando-se o carimbo com indicação da área auditada ou número da pasta. período auditado. nome da(s) unidade(s) / subunidade(s) auditáveis.

Referênciação Cruzada . para credenciamento da equipe para trabalho de auditoria. nº órgão/entidade codificação inicial utilizada para identificação do órgão/entidade. na terceira coluna.”. Folha Subsidiária FS nº órgão/ entidade auditado nº OSI. Referenciação em meio magnético Criar os seguintes nomes de arquivos. denominada “ref. Digitar no rodapé a seguinte identificação: Legenda: FM: folha mestra. Digitar no rodapé a seguinte identificação: nome e número do órgão/entidade. ⇒ a ligação da documentação de suporte com a folha subsidiária. e nos demais papéis de trabalho que dão amparo à situação auditada. ⇒ a ligação da folha subsidiária com a folha mestra.doc.doc ou xls. conforme o papel de trabalho a ser utilizado: Folha Mestra FM nº órgão/ entidade auditado nº OSI. i) Referenciação É o instrumento utilizado para demonstrar o fluxo de informações nos papéis de trabalho. 99 . nº OSI ordem de serviço interna. veio de O cruzamento deve ser feito nas duas direções e determina: vai para. ⇒ a ligação da folha mestra com a minuta do relatório de auditoria.é utilizada para ajudar o acompanhamento do fluxo de informações nos papéis de trabalho e na identificação de relacionamentos importantes e no entendimento da pessoa que o revisa. FS: folha subsidiária.A codificação deve ser colocada à direita da folha mestra. OSI nº. data. auditor.

⇒ se a extensão do trabalho de auditoria e os resultados obtidos justificam as conclusões. l) Manuseio dos Papéis de Trabalho Os papéis de trabalho são de propriedade do auditor responsável pela sua guarda e sigilo e representam o registro do trabalho executado e a base para emissão do relatório de auditoria. ⇒ se as análises específicas foram adequadamente preparadas. Em termos técnicos. deve ser colocada à direita do documento do arquivo que se deseja referenciar e dentro de um quadro em destaque. isto é. j) Revisão final dos Papéis de Trabalho O objetivo principal da revisão é garantir que o serviço foi executado de acordo com as normas usuais de auditoria. o cumprimento do plano de trabalho e o alcance do objetivo pretendido. Visando assegurar a qualidade do papel de trabalho. eles deverão ser complementados pelo auditor. a revisão é a complementação do trabalho executado. e redigidos de forma clara e compreensível. ⇒ se identificam o nome da organização auditada e quem elaborou o papel de trabalho. ⇒ a forma de apresentação e o conteúdo dos papéis de trabalho deverão permitir que uma pessoa que não participou do trabalho de auditoria. Esse procedimento de controle evita possíveis modificações no conteúdo dos papéis de trabalho. ⇒ o auditor poderá utilizar o sistema de notas para dar explicações necessárias nos papéis de trabalho. Importante ressaltar que a revisão dos papéis de trabalho é um excelente instrumento para o treinamento e avaliação dos auditores. ⇒ os comentários e notas explicativas serão sucintos. numa extensão suficiente para se chegar a uma conclusão. por ocasião do intervalo do almoço e à noite. se definem com clareza. Os papéis de trabalho devem ser adequadamente controlados para evitar que terceiros não autorizados tenham acesso às informações nele contidas. Esse fato exige que durante a realização dos trabalhos de auditoria os papéis de trabalho e demais documentos sejam mantidos em gavetas trancadas à chave. Na revisão dos papéis de trabalho deverá ser observado: ⇒ se o plano de execução de auditoria foi cumprido. a natureza. Se os papéis de trabalho não estão adequados ou foram omitidos procedimentos importantes.A referenciação deve obedecer às fases e subfases do plano de trabalho. extensão e datas dos procedimentos de auditoria. ⇒ se os trabalhos foram suficientes e se não houve trabalho desnecessário. sendo guardados com zelo e segurança exigidos pelo exercício do cargo. ⇒ será utilizada uma folha separada para cada assunto e não será utilizado o verso da folha de papel de trabalho. ⇒ para que um papel de trabalho possa realmente cumprir a sua finalidade é necessário que contenha somente dados importantes e necessários. o auditor deverá considerar: ⇒ somente serão elaborados papéis de trabalho que tenham uma finalidade específica. possa compreendê-lo de imediato. resguarda as técnicas específicas desenvolvidas pelo auditor e impede a divulgação de assuntos 100 .

principalmente. os papéis de trabalho deverão ser arquivados em lugar seguro com controle de entrada e saída e guardados por prazo indeterminado no arquivo do órgão ou entidade. ⇒ o status de uma gestão – quando o produto for uma avaliação. o seguinte conteúdo: ⇒ Contextualização do Trabalho – características do órgão ou entidade. ⇒ Metodologia – atendimento às normas de auditoria. fatos ou situações observadas devem reunir. a ser elaborado de forma concisa pelo auditor.1. período auditado. O Relatório de auditoria consiste em um documento de caráter formal. de 17. de acordo com a forma e o tipo de auditoria. bem como de sua entrega ao setor de origem.7 – Documentação da Auditoria.6. demonstrando: ⇒ as recomendações e soluções para os gargalos gerenciais identificados. ⇒ Conclusão – síntese da avaliação procedida. m) Fundamentação legal Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC-T-11. ⇒ Recomendações – proposição de ações destinadas à correção das inconformidades apontadas no Relatório de Auditoria. 4. do esforço de Planejamento das Atividades de Auditoria e do Trabalho e da Execução dos Exames. itens 11. técnicas de auditoria utilizadas e demais procedimentos. aprovada pela Resolução nº 820/97. que refletirá os resultados dos exames efetuados.97. emitido pelo Auditor. os anexos tem o objetivo de detalhar constatações. O auditor deve certificar-se da devolução dos documentos do auditado. sem repetir as inconformidades já apresentadas no Relatório de Auditoria. As informações nele contidas quanto aos atos.2.3 – Papéis de Trabalho e 11. universo auditável. o valor dispendido irregularmente e o período de ocorrência. motivação do trabalho. Após o término das revisões. Tal comunicação dos resultados se expressa em RELATÓRIOS DE AUDITORIA e tem como finalidade informar à organização a cerca dos resultados do trabalho realizado. ⇒ Inconformidades detectadas – identificação dos erros ou irregularidades constatados. 101 . com objetividade e síntese na descrição.confidenciais do auditado. do Conselho Federal de Contabilidade. RELATÓRIO DE AUDITORIA A comunicação dos resultados representa o coroamento dos trabalhos de auditoria. Trata-se do momento em que se concretiza efetivamente o sentido de todo um ciclo auditorial. seja pelo enfoque do seu processo gerencial.12. os dispositivos legais infringidos. ⇒ Anexos – se necessários. ⇒ Constatações – relato das verificações significativas detectadas no desenvolvimento dos trabalhos. Na comunicação do resultado encontra-se a expressão literal de um Plano de Pré–Auditoria e sua execução. ⇒ o status de uma política pública – seja pelo enfoque do resultado social. objetivos geral e específicos. inconformidades ou recomendações constantes no Relatório de Auditoria. sempre que possível. apontando. se posicionando quanto ao atendimento do objetivo geral do trabalho de auditoria executado.

controle gerencial. 4. devendo demonstrar os elementos necessários a sua identificação para referência.diz-se que um relatório de auditoria tem objetividade quando sua recomendação expressa conteúdo claro e direto. proporcionando uma visão objetiva das impropriedades ou irregularidades apontadas bem como das propriedades e regularidades constatadas. ATRIBUTOS DA COMUNICAÇÃO ESCRITA São propriedades que um Relatório de Auditoria deve conter para o alcance da eficácia do trabalho de auditoria. que por sua vez é compatível com a causa apontada. 102 . exclusivamente. O relatório de auditoria ao demonstrar o fato. para tratar de uma recomendação.diz-se que um relatório de auditoria tem convicção quando. Imparcialidade .diz-se que um relatório de auditoria tem tempestividade quando a recomendação é apresentada a tempo de ser adotada.6. pareceres técnicos e demais documentos técnicos emitidos no exercício da função auditoria. ao problema efetivamente levantado e existente.diz-se que um relatório de auditoria é imparcial quando a recomendação apresentada restringe-se. deverá observar o padrão de codificação definido pela organização que executa o trabalho de auditoria. um relatório de auditoria sem tempestividade não deveria ter sido emitido. guarda e localização.4.diz-se que um relatório de auditoria tem coerência quando toda sua estruturação é compatível.6. de forma que seja fácil o seu entendimento por todos. sem necessidade de explicações adicionais por parte de quem a elaborou. PADRÃO NUMÉRICO DOS RELATÓRIOS A numeração de relatórios. temporalidade. Coerência . não expressando o mais leve sentido tendencioso. relata de tal modo os fatos e aponta de tal maneira as evidências que qualquer pessoa é conduzida à mesma solução apontada pela equipe de auditores. quando orientações objetivas podem ser desenvolvidas e construtivamente sugeridas. Concisão . documento destinado a ser ágil e tempestivo. sem prejuízo ou transtorno para a Unidade auditada – permitindo sanar de imediato a questão apontada. A recomendação está vinculada à conseqüência. incluiu todos os fatos relevantes e pertinentes sem nenhuma omissão. quais sejam: Tempestividade . informações estatísticas. Completitude . que por seu turno guarda relação direta com o(s) fato(s) descrito(s). Ao se emitir um relatório de auditoria deve-se tomar o cuidado com a utilização de subjetividades indevidas. sua(s) causa(s) e conseqüências permite a formação de opinião favorável à solução apontada favorecendo sua imediata aplicação. fazendo com que o responsável pela adoção da medida saneadora entenda facilmente o que se pretende que seja corrigido.2.diz-se que um relatório de auditoria tem completitude quando.diz-se que um relatório de auditoria tem concisão quando usa linguagem clara e precisa – atendo-se ao essencial.diz-se que um relatório de auditoria tem clareza quando seguramente sua estruturação e a terminologia empregada permitem que as recomendações/soluções sugeridas possam ser entendidas por quaisquer pessoas. Objetividade . ao apontar uma recomendação.1. Convicção . Clareza . etc. com formação básica na área objeto da recomendação. A oportunidade é o principal requisito de um relatório de Auditoria.

emitido quando caracterizada a conveniência de informar antecipadamente o resultado parcial de trabalhos de auditoria. VIII. Objetivo: informar o gestor público acerca das conclusões da auditoria. 103 . ⇒ informar benefícios relacionados à observância de tais recomendações e sugestões. decorrentes de procedimentos administrativos em desacordo com as normas e diretrizes relativas à eficiência e eficácia do controle interno e ao resguardo do patrimônio público. com fins de assegurar a oportunidade e tempestividade da tomada de decisões.3. de responsabilidade pessoal do gestor público. inc. c) RELATÓRIO DE AUDITORIA Documento técnico de formalização dos produtos ou resultados obtidos a partir da realização de auditoria. cujos atos tenham sido praticados com dolo ou má fé. b) RELATÓRIO PARCIAL DE AUDITORIA Documento técnico de formalização dos produtos ou resultados obtidos a partir da realização de trabalho de auditoria.6. Objetivo: manifestar-se acerca de apurações realizadas em Tomada de Contas Especial. ⇒ informar riscos legais. financeiros e institucionais. Objetivos: ⇒ demonstrar o resultado da avaliação das ações de implementação das recomendações e sugestões constantes de relatórios de auditoria. relacionados à inobservância de tais recomendações e sugestões. depois de avaliadas as providências adotadas pelo gestor responsável pelo ente auditado. Objetivo: informar tempestivamente o gestor público acerca de conclusões prévias da auditoria. Tipos de Relatórios de Auditoria a) RELATÓRIO DE PRÉ-AUDITORIA Documento técnico de formalização dos produtos ou resultados obtidos a partir da realização de trabalho de pré-auditoria. e) RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DOS TRABALHOS DE AUDITORIA Documento técnico de avaliação da efetividade de trabalhos pregressos de auditoria. d) RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL Documento técnico emitido em cumprimento ao art. da IN TCE 1/2002. Será objeto desse relatório as implementações e omissões relativas às recomendações da auditoria. cuja iniciativa de correção seja da administração superior. Objetivos: subsidiar o trabalho posterior de auditoria e informar o gestor público acerca das conclusões da pré-auditoria. independente da natureza. ou não sendo. 9º.4.

No caso de o órgão/entidade não ser contemplado. a verificação da implementação das medidas e/ou de providências deverá ser efetuada por ocasião dos exames de auditoria de tomada e/ou prestação de contas seguintes. deverá ser programada auditoria de acompanhamento com o objetivo de confirmar a veracidade da implementação das providências. devem ser revistos os papéis de trabalho e reavaliadas as questões contestadas. Em sentido amplo. com esse tipo de auditoria. em sentido restrito. A carta de Recomendação é um documento elaborado pelo órgão de controle encaminhado ao gestor/ dirigente da unidade auditada. definitivo. é a opinião jurídica de um magistrado ou tribunal consultor. oficiando o órgão/entidade. quando couber.f) CARTA DE RECOMENDAÇÃO Documento técnico de formalização de sugestões e recomendações operacionais. não vinculando a 104 . no exercício. é a análise de um caso. ⇒ recomendações não comentadas: o auditado não se manifesta sobre as recomendações. quando diz respeito a caso burocrático. sem o que a auditoria perderá sua finalidade. ⇒ recomendações em estudo e/ou implementação: o auditado informa que estão em andamento estudos ou providências para atendimento às recomendações. para que a entidade se pronuncie. Nesse caso. Deverá então ser efetuado o acompanhamento das ações corretivas propostas. será fixado novo prazo. fixando prazo para atendimento e comunicação das providências adotadas. com vistas a ratificar ou retificar a recomendação proposta. cujo resultado (análise das respostas) será encaminhado. da análise efetuada pelo auditor. técnico ou científico. decorrentes de procedimentos administrativos em desacordo com as normas e diretrizes relativas à eficácia de controle interno e ao resguardo do patrimônio público desprovido de dolo ou má-fé. Objetivo: promover a melhoria de mecanismos e instrumentos de controle interno. g) PARECER TÉCNICO É um ato de procedimento administrativo que indica e fundamenta solução para determinado assunto tratado. Nesse caso. após o que a unidade de auditoria elaborará programa de auditoria com vistas ao acompanhamento da implementação. quando se relaciona com matéria específica. com vistas a subsidiar seu julgamento. cujas correções devam ter a iniciativa do setor auditado e responsabilidade do gerente do setor. Nessa hipótese. as seguintes situações: ⇒ recomendações aceitas: o auditado manifesta-se favorável às mesmas e informa que adotou as providências pertinentes e adequadas. considerando a análise das respostas referentes à extensão das providências adotadas pelo órgão/entidade. O parecer pode ser administrativo. ao Tribunal de Contas da União. Tem caráter opinativo. para informar a implementação dos pontos pendentes. Nessa hipótese. e ⇒ recomendações contestadas: o auditado considera não pertinente a recomendação ou inviável seu atendimento. O acompanhamento e avaliação da implementação das ações corretivas deverá ser realizado pela chefia imediata. podendo emergir. solicitando a implementação das recomendações constantes do relatório. deverá ser fixado prazo.

105 . Expedida pelas unidades administrativas para apresentar considerações. IX. que tenha sido objeto de acompanhamento por parte da unidade de auditoria setorial ou seccional. salvo se aprovado por ato subseqüente. Controladoria Geral da União e empresas de auditoria independente. 9º. i) CERTIFICADO DE AUDITORIA SOBRE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL Documento técnico emitido em cumprimento ao art. inc. Objetivo: formalizar posicionamento acerca de situação hipotética (*) concernente a padrões de controle interno. Tribunal de Contas da União. l) RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE AUDITORIA Documento de informação acerca de trabalho de auditoria realizado por agentes externos ao órgão ou entidade do Poder Executivo estadual. proposições. j) CERTIFICADO DE AUDITORIA Documento técnico de manifestação acerca de determinado objeto de auditoria (*). da IN TCE 1/2002. A Nota Técnica após despacho da autoridade destinatária. processo ou fato de que se tenha conhecimento. Objetivo: manifestar-se conclusivamente acerca da regularidade ou irregularidade das contas tomadas. Pode também ser utilizada como instrumento formal anexada à Exposição de Motivos expedida pelo Secretário ao Governador do Estado. sugestões ou relatos de assuntos de sua área de competência.Administração ou os particulares à sua motivação ou conclusões. constitui documento gerador de direitos ou obrigações e respaldo às ações da unidade emitente. emitido espontaneamente ou mediante demanda específica. Objetivo: orientar e padronizar procedimentos. h) NOTA TÉCNICA Instrumento formal de esclarecimento sobre determinado assunto. Objetivo: manifestar-se conclusivamente acerca da regularidade ou irregularidade de objeto submetido à avaliação de auditoria. tendo como base o exame de legislação. Objetivos: ⇒ dar conhecimento ao gestor público de trabalho de auditoria externa realizado no âmbito de órgão e entidade do Poder Executivo estadual. a exemplo do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. ⇒ informar o gestor público acerca das respectivas conclusões de auditoria.

o) RELATÓRIO ANUAL DE AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA – LC Nº 33/94 Documento técnico emitido anualmente pela Auditoria-Geral do Estado para atender o dispositivo da Lei Complementar n.m) RELATÓRIO DE APURAÇÃO DO IMPACTO FINANCEIRO – RAIF Documento técnico emitido para o controle e acompanhamento dos trabalhos de auditoria que incorram em repercussão financeira decorrente de: ⇒ impugnação de despesa realizada em desacordo com as normas pertinentes à execução da despesa pública. quanto físicos.101/2000. 33/94. Este Relatório compõe a Prestação de Contas do Governador ao Tribunal de Contas do Estado. Em função dos atributos da comunicação escrita supra relacionados destacamos os termos – ou expressões – que não devem ser usados em relatórios de auditoria: 106 . ⇒ ações geradoras de economia com redução de despesas correntes da Administração Pública Estadual. e tem como objetivo avaliar o atendimento aos índices com gastos com pessoal e endividamento do Estado. 40 da Lei Complementar nº 33/94. p) RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL Documento técnico emitido quadrimestralmente pela Auditora-Geral do Estado para atender os dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. com as recomendações em Relatório de Auditoria para inscrição do Ordenador da Despesa em “Diversos Responsáveis”. bem como instauração de Tomada de Contas Especial nos termos do art. n) SUMÁRIO EXECUTIVO Documento técnico emitido para sintetizar as principais constatações indicadas no Relatório de Auditoria e cujos destinatários são as autoridades envolvidas na gestão pública. Lei Complementar n.924/96. tanto financeiros. e tem como objetivo avaliar a execução orçamentária da despesa e da receita nos aspectos legais e de gestão da ação governamental. nos termos do artigo 50 do Decreto nº 37.

3º Parágrafo: Opinião – expressa a opinião do auditor 4.. muitos estranham que todos os auditores redijam seus pareceres com a mesma linguagem. em que o auditor descreve a forma e as condições em que o trabalho foi executado. Parecer com abstenção de opinião. 4.1. Tipos de Parecer e suas Características O parecer dos auditores independentes. Essa redação necessita. ele é o instrumento pelo qual o auditor dá conhecimento aos usuários da informação contábil. definição da responsabilidade da administração (preparação das demonstrações contábeis e responsabilidade técnica do contador) e definição da responsabilidade do auditor (opinião expressa sobre as demonstrações contábeis objeto de seus exames). o segundo. 2º Parágrafo: Descrição concisa dos trabalhos executados.2. é conciso e diz somente o necessário para atender às exigências das normas de auditoria.. O parecer-padrão é composto por três parágrafos.Supõe-se Deduzimos Achamos Conforme declarações verbais Muitas/vários/inúmeros/alguns A maioria Ouvimos dizer Há indícios Diversos Talvez Parece que Aparenta/Aparentemente Boa parte Esta equipe de auditoria entende que.7. 4. para que se possam entender os reais significados de cada uma de suas palavras ou expressões. por meio da opinião contida no Parecer. conforme modelo apresentado pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Por essa razão.. se classifica em: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ Parecer sem ressalva. Foi informado a esta equipe de auditoria que. Parecer com ressalva.7. e o terceiro é o denominado parágrafo da 107 . o primeiro. pois. segundo a natureza da opinião que contém.7. a) Parecer sem Ressalva O parecer-padrão.. denominado parágrafo intermediário ou de extensão. aparentemente estereotipada e sem significado mais profundo. Parecer de Auditoria O Parecer de Auditoria representa o produto final do trabalho do auditor. Estrutura do Parecer de Auditoria 1º Parágrafo: Introdução – identificação das demonstrações contábeis. de ser analisada. Parecer adverso. denominado introdutório ou inicial. do resultado do seu trabalho expresso.

os efeitos delas foram adequadamente determinados e revelados nas demonstrações contábeis. portanto. O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor conclui sobre todos os aspectos relevantes. Esta conclusão do auditor. adequadamente. 108 . No primeiro parágrafo. de acordo com as normas usuais de auditoria. os resultados de suas operações e as origens e aplicações de recursos. na opinião do auditor. O parecer sem ressalva implica afirmação de que. as demonstrações contábeis apresentam. que somente pode ser expressa quando ele formou tal opinião com base em exame executado. padronizados para evitar expressões dúbias e má interpretação por parte dos usuários das demonstrações contábeis. bem como que essas demonstrações incluem revelações suficientes para sua interpretação. não é requerida nenhuma referência no parecer. está suficientemente manifestada no parecer uniforme (padrão). as demonstrações contábeis examinadas foram preparadas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. No segundo parágrafo. descreve os procedimentos aplicados na extensão que julgar necessário para a obtenção de evidências. em tendo havido alterações nos procedimentos contábeis. a situação patrimonial e financeira da entidade examinada. o auditor descreve as demonstrações examinadas e a finalidade de exame. em sua opinião. e ⇒ há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às demonstrações contábeis.opinião. a situação patrimonial e financeira e os resultados da entidade examinada. que contém a redação mínima necessária para atender às normas usuais de auditoria. e. o auditor declara se. de conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade. o auditor estará cumprindo inteiramente os requisitos das normas de auditoria relativas ao parecer do auditor. Nesses casos. adequadamente. que: ⇒ as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. O parecer sem ressalva expressa que. Com a redação de três parágrafos. no terceiro. representando.

da NBCT 11. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados.05 . de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. com base em testes. e as respectivas demonstrações do resultado. na NBC-T-ll IT .2. considerando a relevância dos saldos. durante o período em que permanecerem evoluindo os trabalhos de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade e as Normas Internacionais. e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade. Art. elaborados sob a responsabilidade de sua administração. bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente.3. a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC. no que for aplicável.Entende-se como práticas contábeis os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Local e data Assinatura Nome do auditor-responsável técnico Contador Nº de registro no CRC Nome da empresa de auditoria Nº de registro cadastral no CRC 1. Fica alterado o modelo de parecer referido no item 11. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas. aprovado pela Resolução CFC nº 820/97. o resultado de suas operações. a substituição da expressão "com os Princípios Fundamentais de Contabilidade" por "práticas contábeis adota das no Brasil". em 31 de dezembro de 19X1 e de 19XO. (b) a constatação.3 da NBC-T-ll . de 24 de janeiro de 2003. devendo ser adotada. nos seguintes termos: Art. 109 . as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas.Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. Cabe à administração das referidas entidades auditadas divulgar em Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis as práticas contábeis utilizadas na elaboração destas. em todos os aspectos relevantes.2. nos parágrafos de opinião dos Pareceres e Relatórios emitidos pelos Auditores Independentes.1. Conforme item 11.3. § único .2. (2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos.MODELO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES DESTINATÁRIO: (1) Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC. (3) Em nossa opinião. levantados em 31 de dezembro de 19X1 e de 19XO.3. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. Atualizado pela Resolução CFC nº 953. 2. o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade. as Normas Brasileiras de Contabilidade e legislações pertinentes.

imediatamente anteriores ao parágrafo de opinião. particularmente sobre a posição patrimonial e financeira e o resultado das operações. referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. adverso ou com abstenção de opinião. abranger o parecer do auditor em seu todo. o parágrafo referente à extensão também será modificado. "exceto quanto" ou "com exceção de". C) Parecer Adverso O parecer adverso expressa que as demonstrações contábeis não representam adequadamente a situação patrimonial e financeira. há necessidade da negativa de opinião ou da opinião adversa. quanto a apresentação inadequada ou substancialmente incompleta das demonstrações contábeis. Quando a ressalva for tão significativa que impeça expressar opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. deve permitir aos usuários claro entendimento de sua natureza e seus efeitos nas demonstrações contábeis. modificado no parágrafo de opinião. Quando da emissão de parecer adverso. se for caso.b) Parecer com Ressalva Quando o auditor pretende emitir parecer com ressalva. o auditor deve explicitar que. em um ou mais parágrafos intermediários. Entretanto. precedendo ao da opinião e. O conjunto das informações sobre o assunto objeto de ressalva. a ressalva dada com base no objetivo do exame deve. as demonstrações contábeis. forem de tal relevância que comprometam o conjunto das demonstrações contábeis. No seu julgamento deve considerar tanto as distorções provocadas. o auditor deve descrever. no parágrafo precedente ao parecer. Quando o auditor verificar a existência de efeitos que. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis. e deve dar explicação clara de seus motivos e do efeito sobre a posição patrimonial e financeira e sobre o resultado das operações. bem como os seus principais efeitos sobre a posição patrimonial e financeira e o resultado do exercício ou período. para refletir tal circunstância. No parágrafo de opinião. o parágrafo da opinião deve ser modificado de maneira a deixar clara a natureza da ressalva. os motivos e a natureza das divergências que suportam sua opinião adversa. No caso de limitação na extensão do trabalho. devido à relevância dos efeitos dos 110 . Um método aceitável de esclarecer a natureza da ressalva é fazer referência. em geral. às demonstrações contábeis ou. se esse efeito puder ser razoavelmente determinado. se praticável. Ele deve se referir. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e. Quando o auditor emitir parecer com ressalva. no parágrafo da opinião. tomadas em conjunto. especificamente. os resultados do exercício e as alterações no capital circulante. tomadas em conjunto. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer. isolada ou conjugadamente. de conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade. ajuízo do auditor. não se apresentam adequadamente de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis. que descreva as circunstâncias. Esse parecer é emitido quando. Não é aceitável nenhuma outra expressão na redação desse tipo de parecer. constante no parecer e nas notas explicativas sobre as demonstrações contábeis. ao objetivo da ressalva. com a utilização das expressões "exceto por". à nota explicativa. deve emitir parecer adverso.

. Novamente a abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. Nos casos de limitações significativas. que. 111 . não está em condições de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. Nesse caso. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. os desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas.T-ll. o auditor deve expressar. O parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão é emitido quando houver limitação significativa na extensão do exame que impossibilite o auditor de formar opinião sobre as demonstrações contábeis. ou pela existência de múltiplas e complexas incertezas que afetem um número significativo de rubricas das demonstrações contábeis. possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. da NBC.1. por Incertezas Quando a abstenção de opinião decorrer de incertezas relevantes. são requeridas as seguintes alterações no modelo de Parecer sem ressalvas: a) a substituição da sentença "Examinamos . no parecer. normalmente. A abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar qualquer desvio relevante que. seria incluído como ressalva no seu parecer e que. ele é da opinião de que as demonstrações contábeis da entidade não estão adequadamente apresentadas.1. o auditor deve indicar claramente os procedimentos omitidos e descrever as circunstâncias de tal limitação. geralmente.1. Parecer com Abstenção de Opinião.” por "Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis .assuntos descritos no parágrafo ou parágrafos precedentes. No parágrafo final do parecer. consoante as disposições contidas no item 11. e c) a eliminação do parágrafo de extensão.. em parágrafo especial intermediário de seu relatório. ele deve indicar. A abstenção de opinião. é adequada quando o auditor não teve condições de realizar um exame que compreendesse o alcance necessário para que ele pudesse reunir os elementos de juízo suficientes para permitir-lhe formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis objeto de seu exame. bem como qualquer outra restrição que o auditor possa ter. b) a eliminação da sentença do primeiro parágrafo "Nossa responsabilidade é a de expressar opinião sobre essas demonstrações contábeis".. portanto. Ademais. d) Parecer com Abstenção de Opinião O parecer com abstenção de opinião declara que o auditor não expressa opinião sobre as demonstrações contábeis. devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos intermediários específicos. no parágrafo de opinião. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade.”. o auditor deve mencionar claramente que os exames não foram suficientes para permitir a emissão de opinião sobre as demonstrações contábeis.. com relação à adequada apresentação das demonstrações. todas as razões fundamentais que o levaram a negar opinião sobre as referidas demonstrações.

⇒ mencionar. o escopo do trabalho. ⇒ quando o auditor não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados. que. ⇒ conter data do parecer correspondente ao dia da conclusão do trabalho na unidade gestora ou entidade supervisionada. constatando a existência de desfalque. b) comprometam a economicidade. ⇒ observando o que contiver o parágrafo intermediário. O Parecer de Auditoria será emitido quando o auditor verificar e certificar as contas dos responsáveis pela aplicação. em função do tipo de auditoria governamental realizada. no parágrafo intermediário. as impropriedades ou irregularidades que: a) afetem a gestão examinada.1. titular. unidade gestora ou entidade supervisionada. no período ou exercício examinado. Parecer de Auditoria na Administração Pública O Parecer de Auditoria é o documento que representa a opinião do auditor sobre a exatidão e regularidade (ou não) da gestão e a adequação (ou não) das peças examinadas. ⇒ conter assinatura do auditor e. bens e materiais de propriedade ou responsabilidade do Estado. no parágrafo final. legitimidade e economicidade. quanto à legalidade. o número de seu registro no Conselho Regional de Contabilidade.2. por prazo previamente fixado para o cumprimento de diligência pelo 112 . a opinião decorrente dos exames fica sobrestada. e d) resultem ou não em prejuízo à fazenda pública. ⇒ citar. desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a fazenda pública e/ou comprometam. substancialmente.8. subtração ou estrago de valores. no parágrafo inicial. Tipos de Parecer a) Parecer Pleno – será emitido quando o auditor formar a opinião de que na gestão dos recursos públicos foram adequadamente observados os princípios da legalidade. 4. de tal modo que o impeçam de formar opinião quanto à regularidade da gestão. no caso de auditoria contábil. emitindo opinião quanto à regularidade (ou não) da gestão examinada.8. 4. legitimidade e economicidade. c) Parecer de Irregularidade – será emitido quando o auditor verificar a não-observância da aplicação dos princípios de legalidade. concluir. omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e diretrizes governamentais. legitimidade e economicidade. c) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares. função e número de CPF. Requisitos do Parecer O Parecer de auditoria requer o atendimento dos seguintes requisitos: ⇒ indicar número do processo e exercício examinado. legalidade e legitimidade da gestão. por sua irrelevância ou imaterialidade.8. alcance.4. utilização ou guarda de bens e valores públicos. b) Parecer Restritivo – será emitido quando o auditor constatar falhas. não caracterizarem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis. as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos agentes responsáveis. e de todo aquele que der causa à perda.

por meio de instruções normativas. efetivo prejuízo à fazenda pública. descumprimento a recomendações de auditorias anteriores. critérios. Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em julgamento quando o auditor terá de avaliar. estabelece normas sobre a composição e apresentação das prestações de contas de exercício dos administradores e gestores das autarquias e fundações públicas estaduais. o auditor emitirá o competente parecer. orçamentária. e. indicando as providências adotadas diante das falhas. bem como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão. para que os autos sejam submetidos à autoridade competente que se pronunciará na forma da lei. O Tribunal de Contas de Minas Gerais.8. Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno O Parecer do dirigente do órgão de controle interno é peça compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas.avaliação do cumprimento e da execução das metas previstas no Plano Plurianual de Ação Governamental. ⇒ na hipótese da ocorrência de eventos ou transações subseqüentes. que determinados achados de auditoria relacionados com falhas.4. contendo: I . causas. 113 . No caso da Administração Pública do Estado de Minas Gerais. que. é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu parecer. indicando as medidas adotadas para corrigir as falhas identificadas. financeira. inclusive quanto à economia na utilização dos recursos públicos. II – declaração de que foi verificada e comprovada a legalidade dos atos de gestão orçamentária. quando sobrestado o exame. fatores tais como: freqüência da incidência ou da reincidência do achado. ao mesmo tempo. na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual. possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da entidade. financeira e patrimonial. Definição do Parecer a ser Emitido O auditor deverá usar de toda acuidade e prudência no momento de definir o tipo de parecer que emitirá como resultado de seus exames.avaliação dos resultados quanto à eficácia e à eficiência da gestão orçamentária. IV . principalmente.3. Nesse caso. comentários da entidade ou outras informações complementares. operacional e patrimonial realizadas. o auditor emite seu parecer sob a forma de uma conclusão relacionada com a situação ou deficiência apontada. que serão remetidos ao Tribunal de Contas. deverá o órgão setorial de controle interno dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União ou do Estado.relação das auditorias contábil. O Parecer consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada. 4. e outros fatores que possam contribuir para a adequada definição do tipo de parecer a ser emitido. 4. omissões e impropriedades podem significar. irregularidades ou ilegalidades porventura constatadas. por sua relevância. evidência da intenção ou não. Deverá levar em conta. Dentre essas normas está prevista a elaboração de relatório sobre as contas de exercício emitido pelo órgão de controle interno. Com base nas evidências reunidas.8. mediante novos exames.auditado. III . identificadas e caracterizadas através das condições. O Parecer constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão examinada. financeira e patrimonial. ou até mesmo irregulares. efeitos. situações simplesmente impróprias (quando caberá a emissão de Parecer Restritivo). em conjunto.

LDO e os atos conseqüentes da publicação da Lei Orçamentária Anual – LOA. as disposições das normas pertinentes. operacional e informacional. eficácia. bem como as medidas implementadas para o saneamento de impropriedades ou irregularidades. tendo como base o cumprimento dos princípios constitucionais que a regem. de 18/01/00. Modelo do parecer conclusivo Relatório do Controle Interno Examinamos as contas de exercício do dirigente da (entidade).V . VII – indicação das auditorias realizadas pela Superintendência Central de Auditoria Operacional da Secretaria de Estado da Fazenda. moralidade. datas de instauração e estágio atual dos processos.320/64. impessoalidade. em especial à Administração Pública. a Lei nº 14. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicadas. VI . 101/2000. orçamentária e física da despesa. considerando as diretrizes dos instrumentos de planejamento estadual. 114 . a Lei nº 8. os registros contábeis decorrentes da apuração. bem como o atendimento aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. referente à geração de despesa ou assunção de obrigações.avaliação das providências adotadas pelo dirigente diante de danos causados ao erário. eficiência. indicando números. evidenciando as inconformidades apuradas em relatórios.472. gerencial. b) a constatação. VIII . irregularidade ou regularidade com ressalvas) das contas do exercício. e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos considerando os padrões normativo. inquéritos e processos administrativos ou tomadas de contas especiais instauradas no período e os respectivos resultados. tais como o Plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG. com destaque para a Lei nº 4. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações divulgadas sobre a execução orçamentária da receita. quando for o caso. quando for o caso.parecer conclusivo sobre as contas de exercício.924/96. publicidade. aprovado pela Lei nº 13. os controles internos e os registros contábeis. c) avaliação das normas. em especial os da legalidade. as sindicâncias. especificando. a Lei nº13.666/93 e o Decreto Estadual nº 37. tendo como parâmetro as análises procedidas nos incisos I a VI. com base na aplicação das técnicas e testes de auditoria. 16 e 17 da Lei Complementar n. financeira e patrimonial da instituição. apontam pela (regularidade. procedimentos e práticas mais representativas adotadas pela Administração Pública quanto à execução e controle da ação governamental.959/01 . Nossas conclusões. razoabilidade e finalidade pública.avaliação do cumprimento do disposto nos arts. causas. relativo aos seus atos de gestão e à execução orçamentária.169/02. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre a regularidade das contas do administrador público.

adotando medidas corretivas com vistas a seu aperfeiçoamento. suas causas. com os seguintes e importantes aspectos: a) organização administrativa: dos recursos humanos. que nada acrescentem ao trabalho. não calcados em provas substanciais ou fatos devidamente comprovados.junto aos papéis de trabalho. as unidades de auditoria manterão sob constante controle e avaliação as atividades de auditoria. objetivos. ⇒ comprovação satisfatória.. ⇒ elaboração de comentários sucintos sobre os assuntos enfocados.9. 4. e ressalvas oportunas condizentes com os itens que expressam claramente o erro ou impropriedade detectada. observando critérios uniformes. b) planejamento dos trabalhos: de forma a adequar suas atividades às reais necessidades a curto.1. conclusivos e corretamente referenciados. 115 . com observância da fundamentação legal. e ⇒ conclusão objetiva. avaliando-as em todas as etapas quanto a sua eficiência e eficácia. ⇒ análise de atos e fatos. das ocorrências detectadas que ensejarem sugestões e recomendações aos órgãos ou entidades aditadas. que evidenciem pontos de vista pessoais. coerente com o assunto enfocado. da legislação atualizada. com isenção e bom-senso. conteúdo técnico e terminologia apropriada. obscuros e ofensivos. desnecessárias ou inexpressivas. Ação do Controle A fim de possibilitar a consecução dos objetivos. que transmita.4. entre outras. quando necessária. parâmetros previamente estabelecidos e atividades harmônicas em relação às ações desenvolvidas por outras áreas do órgão setorial do Sistema de Controle Interno e unidades de auditoria interna das entidades supervisionadas. ⇒ obediência aos modelos estabelecidos para montagem e apresentação dos relatórios de auditoria. no corpo do relatório. c) execução dos trabalhos de auditoria: deve ser desenvolvida. ⇒ redação clara e objetiva. às pessoas que os tenham praticado. claros. ⇒ distribuição dos assuntos. normas específicas. materiais e instrumentais.9. por parte da equipe. papéis de trabalho. seriedade. procedimentos. especificamente. ⇒ eventual existência de interpretações ou conclusões subjetivas. visando mais à eficiência e segurança dos sistemas de controles internos e não. programas de auditoria. relacionadas. sem explanações muito extensas. nas sugestões/recomendações. CONTROLE DE QUALIDADE O controle de qualidade tem como objetivo estabelecer controle ou exercer contínua fiscalização sobre as atividades de auditoria. pastas permanentes etc. ⇒ a não-utilização de termos dúbios. consideração e respeito aos responsáveis e dirigentes dos órgãos e entidades auditados. médio e longo prazos. ⇒ observância às normas ortográficas e gramaticais na redação dos relatórios. e identificar os possíveis desvios ocorridos. objeto de exame. atentando-se para: ⇒ a elaboração de papéis de trabalho limpos.

são demonstradas por identificação de inconformidades que comprometem a eficácia e a eficiência dos procedimentos adotados por uma organização. são levadas ao auditado as constatações do auditor. financeiros e institucionais. findo tal prazo. Para essas inconformidades são propostas. pré-auditoria e execução de auditoria. Após todo o trabalho de planejamento.4. com certeza. utilizando instrumentos de revisão e análise dos processos. ⇒ informar riscos legais.10. Após a comunicação dos resultados do trabalho de auditoria. de responsabilidade pessoal do gestor público. geralmente. feita por meio do Relatório de Auditoria. Diante disso. por meio de um processo contínuo e abrangente. desde que oportunas e suficientes. relacionados à inobservância de tais recomendações e sugestões.9.2. A atenção contínua aos pontos significativos e recomendações pode contribuir para que os auditores assegurem-se de que os benefícios resultantes do trabalho sejam assimilados. o auditor promoverá a avaliação. torna-se imprescindível a fase de avaliação da efetividade do trabalho de auditoria com a finalidade de: ⇒ demonstrar o resultado da avaliação das ações de implementação das recomendações e sugestões constantes de relatórios de auditoria. a qual será objeto de relatório. planejamento. podendo ser realizado por servidores do próprio órgão de auditoria ou pelos superiores (revisão hierárquica). Efetividade dos Trabalhos de Auditoria Finalizando o Processo de Auditoria. execução e comunicação de resultados. ⇒ revisão independente: representa um monitoramento por quem se encontra fora do trabalho desenvolvido. 4. a) Monitoramento indireto ou avaliação do processo O monitoramento indireto ou avaliação do processo trata do acompanhamento das atividades de auditoria. avaliando como as atividades foram executadas nas diversas etapas dos trabalhos de auditoria. que. ações de correção e melhoria de controles que. pela auditoria. ⇒ supervisão do trabalho de auditoria: trata-se de uma exigência das normas técnicas de auditoria. ⇒ informar benefícios relacionados à observância de tais recomendações e sugestões. visando à eficácia na atuação dos profissionais. Pode ser realizado das seguintes formas: ⇒ auto-avaliação: expressa-se nos trabalhos de supervisão dos trabalhos de pré-auditoria. são acordados prazos com o auditado para a adoção das medidas sugeridas e que. contribuirão para o bom funcionamento institucional. com alcance sobre todos os trabalhos de auditoria. a última etapa deste é representada pela avaliação da efetividade dos trabalhos de auditoria. Tipos de Monitoramento ou Avaliação O monitoramento pode ser indireto ou Avaliação do Processo e direto ou Avaliação do Produto. b) Monitoramento direto ou pelo produto A auditoria governamental oferece soluções aos problemas dos gestores. 116 .

ANEXO I ORGÃO/ENTIDADE EMITENTE UNIDADE ADMINISTRATIVA EMITENTE: ÓRGÃO/ENTIDADE/UNIDADE ADMINISTRATIVA AUDITADA: DIA/MÊS COMENTÁRIO UNIDADE AUDITÁVEL: REFERÊNCIA FOLHA DE TRABALHO ANO RESPONSÁVEL MASP RESPONSÁVEL MASP REVISOR MASP 117 .

ANEXO II ORGÃO/ENTIDADE EMITENTE UNIDADE ADMINISTRATIVA EMITENTE: FOLHA DE TRABALHO (Folha Subsidiária) DATA: __/___/ __ ÓRGÃO/ENTIDADE/UNIDADE ADMINISTRATIVA AUDITADA: UNIDADE AUDITÁVEL: .

Resumo e Perspectivas do Setor Público • Conselho Federal de Contabilidade – NBC P 01– Normas Profissionais do Auditor Independente. Hilário . São Paulo. • FRANCO. Editora Atlas – São Paulo . Editora CAMPUS. • Curso de Especialização em Auditoria Externa – FACE/UFMG – Elaboração: Osmar Teixeira de Abreu. Raymond N. Normas. • Curso – Português Instrumental e Elaboração de Textos – Profª Leila Maria Rodrigues – 1999 – Programa Estadual de Educação Profissional. William C. JOHNSON. Marcelo Cavalcanti. 820/97. • PETER. 1999.12. • Apostila: Papéis de Trabalho – Superintendência Central de Auditoria Operacional da Secretaria de Estado da Fazenda – Elaboração Sonia Maria Tavares da Rocha. KELL. de 17. 1996. 2006 • ALMEIDA. Marcus Vinícius Veras. Maria da Glória Arrais e MACHADO. Técnicas e Procedimentos. 2002 • Apostila: Diretrizes para o Exercício da Função Auditoria no Poder Executivo do Estado de Minas Gerais – Elaboração Osmar Teixeira de Abreu – 1999. Manual de Auditoria Governamental. 2001. . Sergio – Auditoria – Conceitos. São Paulo.Auditoria Contábil • BOYNTON. Auditoria.2003 • JUNG.. Walter G. • Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.. um Curso Moderno e Completo. – AUDITORIA – Editora Atlas. 1997.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: • Normas Internacionais de Auditoria (NIA) .97 • Conselho Federal de Contabilidade–NBC T 11 IT 02 – Papéis de Trabalho e Documentação da Auditoria. 1998.

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