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Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias - Moran

http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm

Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias
Transformar as aulas em pesquisa e comunicação presencial-virtual

José Manuel Moran
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância Texto que inspirou o capítulo primeiro do livro: MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 16ª ed. Campinas: Papirus, 2009, p.11-65
Apresentação Ensinar de formas diferentes para pessoas diferentes Transformar a aula em pesquisa e comunicação Quando vale a pena encontrar-nos na sala de aula? Quando vale a pena encontrar-nos fisicamente numa sala de aula? Educar o educador Educação para a autonomia e para a cooperação Experiências pessoais de ensino utilizando a Internet Alguns problemas no uso da Internet na educação Conclusão

Apresentação "Um indivíduo consegue hoje um diploma de curso superior sem nunca ter aprendido a comunicar-se, a resolver conflitos, a saber o que fazer com a raiva e outros sentimentos negativos" (Carl Rogers) Educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas e organizações - transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e de trabalho e tornar-se cidadãos realizados e produtivos. Educamos de verdade quando aprendemos com cada coisa, pessoa ou idéia que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, experienciamos, lemos, compartilhamos e sonhamos; quando aprendemos em todos os espaços em que vivemos na família, na escola, no trabalho, no lazer, etc. Educamos aprendendo a integrar em novas sínteses o real e o imaginário; o presente e o passado olhando para o futuro; ciência, arte e técnica; razão e emoção. De tudo, de qualquer situação, leitura ou pessoa podemos extrair alguma informação, experiência que nos pode ajudar a ampliar o nosso conhecimento, seja para confirmar o que já sabemos, seja para rejeitar determinadas visões de mundo Na educação - nas organizações empresariais ou escolares - buscamos o equilíbrio entre a flexibilidade (que está ligada ao conceito de liberdade) e a organização (onde há hierarquia, normas, maior rigidez). Com a flexibilidade procuramos adaptar-nos às diferenças individuais, respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, integrar as diferenças locais e os contextos culturais. Com a organização, buscamos gerenciar as divergências, os tempos, os conteúdos, os custos, estabelecemos os parâmetros fundamentais. Avançaremos mais se soubermos adaptar os programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões com o cotidiano, com o inesperado, se transformarmos a sala de aula em uma comunidade de investigação.

Ensinar de formas diferentes para pessoas diferentes Com a Internet estamos começando a ter que modificar a forma de ensinar e aprender tanto nos cursos presenciais como nos de educação continuada, a distância. Só vale a pena estarmos juntos fisicamente - num curso empresarial ou escolar - quando acontece algo significativo, quando aprendemos mais estando juntos do que pesquisando isoladamente nas nossas casas. Muitas formas de ensinar hoje não se justificam mais. Perdemos tempo demais, aprendemos muito pouco, nos desmotivamos continuamente. Tanto professores como alunos temos a clara sensação de que em muitas aulas convencionais perdemos muito tempo. Podemos modificar a forma de ensinar e de aprender. Um ensinar mais compartilhado. Orientado, coordenado pelo professor, mas com profunda participação dos alunos, individual e grupalmente, onde as tecnologias nos ajudarão muito, principalmente as telemáticas. Ensinar e aprender exigem hoje muito mais flexibilidade espaço-temporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso, com o aprofundamento da sua

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pessoas que não estão acompanhando profundamente as mudanças na educação. A criatividade está em encontrar formas de aproximação dos alunos às nossas propostas.às vezes individualmente e outras em pequenos grupos procura suas informações. do que para eles é importante. mais integrado. respondem bem e se dispõem a participar. Mas tem os limites do conteúdo programático. dá os primeiros passos para sensibilizar o aluno para o valor do que vamos fazer. diferentes formas de avaliação). as técnicas. mais amplo em todas as dimensões. mesmo assim. Quando há uma diferença intransponível entre as expectativas grupais e algumas expectativas individuais.verbal. poderemos apelar para algumas formas de impor tarefas.o papel principal . Sempre que for possível. mas pesquisados pelos alunos. Tem alunos que estão prontos para aprender o que temos a oferecer. a resposta é fria. As tecnologias podem trazer hoje dados. Os grandes temas da matéria são coordenados pelo professor. que são imaturos ou estão distantes das nossas propostas. resumos de forma rápida e atraente. a relacioná-los. avaliações mais freqüentes. Falta-nos um conhecimento mais profundo. avançaremos mais pela interação. prazos. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal . incontornáveis a curto prazo. Temos informações demais e dificuldade em escolher quais são significativas para nós e conseguir integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. Transformar a aula em pesquisa e comunicação Vejo as aulas nas organizações . entre o professor-coordenadorfacilitador e os alunos-participantes ativos.Moran http://www. 2 de 8 08/10/2012 15:23 . Mas se. onde vamos construindo o conhecimento em um equilíbrio entre o individual e o grupal. na forma de conseguir organizar o processo de ensino-aprendizagem. A aquisição da informação.é ajudar o aluno a interpretar esses dados.usp. Se temos que trabalhar com um grupo. na educação. com pessoas ligadas ao tema. Hoje temos um amplo conhecimento horizontal . Depois da sensibilização . facilita todo o nosso trabalho. emocionalmente.. mostrando-nos abertos. pela colaboração. para incorporá-la vivencialmente. colocando as tarefas de forma clara. onde professor motiva. Alunos mais maduros. audiovisual . Procuraremos aproximá-las o máximo que pudermos deles.o aluno .reprovar o outro. mostrando que é pelo bem deles e não como forma de vingança nossa. mais rico. em espaços menos rígidos. Uma parte das nossas dificuldades em ensinar se deve também a mantermos no nível organizacional e interpessoal formas de gerenciamento autoritário. desvendador. no início do curso podem estar distantes. as do grupo e as individuais. Muitos não sabem explorar todas as potencialidades da interação. não poderemos provavelmente preencher todas as expectativas individuais. do tempo de aula. incentiva. Outros alunos. maduro. que procura ajudar a que cada um consiga avançar no processo de aprender. em livros. É a situação ideal. que necessitam daquele curso ou que escolheram aquela matéria livremente facilitam nosso trabalho. mas dentro dos parâmetros básicos previstos socialmente. que buscam o sucesso imediato. nossas técnicas de comunicação a cada grupo. Aprender depende também do aluno.não se tornará verdadeiramente significativa. O professor procura facilitar a fluência.eca. às vezes todos simultaneamente. colaboram mais facilmente. É um cidadão em desenvolvimento. para a importância da participação do aluno neste processo. faz a sua pesquisa na Internet. não primeiro e único. dos dados dependerá cada vez menos do professor. É cômodo para o educador jogar sempre a culpa nos alunos. individualmente. às vezes. a contextualizá-los. A personalidade do professor é decisiva para o bom êxito do ensino-aprendizagem. as expectativas institucionais e sociais e as possibilidades concretas de cada professor. em grupos.intelectual e emocional . calma e justificada. menos engessados. não será aprendida verdadeiramente. Há uma interação entre as expectativas dos alunos. que são problemáticos. o marketing como estratégia principal. O papel do professor . O aluno não é unicamente nosso cliente que escolhe o que quer.htm compreensão. a boa organização e adaptação do curso a cada aluno. em contato com experiências significativas. sensibilizando-os para o que eles vão aprender no nosso curso. Ele tem uma grande liberdade concreta. Aula-pesquisa. A partir daí torna-se fácil ensinar. para incorporar a real significação que essa informação tem para ele.como processos contínuos de comunicação e de pesquisa. mas sabendo chegar até eles. Precisamos adaptar nossa metodologia. de forma madura. sem humilhar. O professor pode impor sem ser autoritário.br/prof/moran/uber. Somente no fim deste processo podemos julgar negativamente . das normas legais. confiantes e motivadores. imagens. pela pesquisa compartilhada do que pela imposição. Existem outros que não estão prontos.sabemos um pouco de muitas coisas. partindo do que eles valorizam.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . Aluno motivado e com participação ativa avança mais. nos estimulam. O professor é um facilitador. A imposição é um último recurso do professor. a avaliação (prazo maior. às vezes. motivados pelo professor. ainda assim. procuraremos adaptar flexivelmente as propostas. Procuraremos encontrar o ponto de equilíbrio entre as expectativas sociais. de que ele esteja pronto. iniciados pelo professor. um pouco de tudo. à nossa pessoa. o lucro fácil. para grupos com diferentes motivações. o conhecimento diferente. onde é fácil obter a sua colaboração. Não podemos dar aula da mesma forma para alunos diferentes. mas há limites que todos levarão em consideração. dizendo que não estão preparados.

às dúvidas. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Esse tempo e espaço cada vez serão mais flexíveis. fora do horário específico da sua aula. onde todos se envolvem. É divulgado na Internet. o professor incentiva a pesquisa individual ou projetos de grupo. outras. monitoramento de pesquisa. o professor coordena as trocas. O conhecimento que é elaborado a partir da própria experiência se torna muito mais forte e definitivo em nós. participam é fascinante. da contextualização.htm Uma parte da pesquisa pode ser feita "ao vivo" (juntos fisicamente). no começo e no final de um novo tema. onde cada um colabora em algum ponto específico. Educar o educador 3 de 8 08/10/2012 15:23 . Quando vale a pena encontrar-nos fisicamente numa sala de aula? Como regra geral. É o momento final do processo. Cada aluno -pessoalmente ou em dupla . supervisionados. fazem novas sínteses. o conceito de presencialidade também se altera. mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vamos construindo caminhos de aprendizagem em cada etapa. questionar. É apresentado à classe. Vale a pena encontrar-nos no início de um processo específico de aprendizagem e no final. por cada classe. quando tanto professores quanto os alunos estão motivados e entendem a aula como pesquisa e intercâmbio. por telefone ou pelo contato pessoal com o professor.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . experiências. "off line" (cada um pesquisa no seu espaço e tempo preferidos). Não vamos impor um projeto fechado de curso. O professor continua "dando aula" quando está disponível para receber e responder mensagens dos alunos. Uma parte das aulas pode ser substituída por acompanhamento. Isso pode ser feito pela Internet. todos recebem uma seleção dos melhores materiais descobertos pelos alunos.eca. É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando. utilizar todos os recursos. de trabalhar em cima do que os alunos apresentaram. a problematizar. junto com os do professor (textos impressos ou colocados a disposição pelo professor ou indicados em sites da Internet). O conceito de curso. Quando vale a pena encontrar-nos na sala de aula? Iremos combinando daqui em diante cursos presenciais com virtuais. ao tratamento das informações. cheio de novidades e de avanços. o pesquisam.para avançar da forma mais rica possível em cada momento. o professor está atento às descobertas. todas as técnicas possíveis por cada professor. É distribuído aos colegas. Esse tema é pesquisado pelo aluno com orientação do professor. muitas vezes a distância. onde aprofundam a sua leitura. por cada instituição. para colocá-los em comum. de complementar. Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. páginas da Internet. Se possível. para motivar os alunos. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos com a orientação virtual de um tutor e em outros será importante compartilhar vivências. criativo. Haverá um intercâmbio muito maior de professores. mostram os resultados de pesquisa. relacionar o tema com os demais. socializam suas dúvidas.professor e alunos . incentivados pelo professor. escolhem. na hora da troca. Isso dependerá do tipo de matéria. um professor de fora "entrando" por videoconferência na minha aula. iniciados ao novo tema e motivados. relaciona. sob a supervisão do professor e voltam a aula depois de um tempo para trazer os resultados da pesquisa. a descobrir novos significados no conjunto das informações trazidas. Essa pesquisa é comunicada em classe para os colegas e o professor procura ajudar a contextualizar. Vale a pena descobrir as competências dos alunos que temos em cada classe. Os alunos. quando cria uma lista de discussão e alimenta continuamente os alunos com textos. idéias. Podemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas. problematiza. Ao vivo. O professor ajuda. Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual.usp. os relacionam com a sua realidade. colocam os problemas que os textos suscitam. para colocar esse tema dentro de um contexto maior. das necessidades concretas de cobrir falta de profissionais em áreas específicas ou de aproveitar melhor especialistas de outras instituições que seria difícil contratar. para ajudá-los nas suas dúvidas.br/prof/moran/uber. de aula também muda. de um assunto importante.escolhe um tema mais específico da matéria e que é do interesse também do aluno. para que percebam o que vamos pesquisar e para organizar como vamos pesquisá-lo. estando atentos . animados. imprimem). que contribuições podem dar ao nosso curso. ao intercâmbio das informações (os alunos pesquisam. Ao mesmo tempo. No início. Esse caminho de ida e volta. Hoje entendemos por aula um espaço e tempo determinados. Junto com a pesquisa coletiva.Moran http://www. incentiva. onde o professor dá subsídios para os alunos irem além das primeiras descobertas. a ampliar o universo alcançado pelos alunos. os alunos relatam suas descobertas. períodos de pesquisa mais individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Os alunos levam para casa os textos.

As mudanças na educação dependem também de termos administradores. repete fórmulas. que apoiem os professores inovadores. os torna próximos da maior parte dos alunos. avançam mais. Há sempre algo surpreendente. Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária. mal resolvidos. contagia. confiante. Alunos motivados aprendem e ensinam. diferente no que dizem. de integração do objeto de estudo em todas as dimensões pessoais: cognitivas. Ao educar facilitamos. de integração de todas as possibilidades da aula-pesquisa/aula-comunicação. de autenticidade. não nos surpreende. ajudar a construir um referencial rico de conhecimento. que seja competente na sua especialidade. Com ou sem tecnologias avançadas podemos vivenciar processos participativos de compartilhamento de ensinar e aprender (poder distribuído) através da comunicação mais aberta.porque ainda estamos profundamente inseridos em organizações autoritárias. interativo. que equilibrem o gerenciamento empresarial. sínteses. além das empresariais ligadas ao lucro. em primeiro lugar. em dominar determinada área de conhecimento e em aprimorar-se nas técnicas de comunicação desse conteúdo. de aprender. nas relações que estabelecem. cheios de desconfiança. sociais. a admiração e o entusiasmo. explicar o conteúdo. As organizações que quiserem evoluir terão que aprender a reeducar-se em ambientes mais significativos de confiança. que saiba comunicar-se com os seus alunos. Mesmo que não concordemos com todas as suas idéias. que esteja atualizado. mas pelo contato pessoal. Só aprendemos profundamente dentro deste contexto. Isso facilita enormemente o processo de ensino-aprendizagem. na maior parte das vezes. emotivas. que apóiam as mudanças. que desconhecem o quanto eles e seus alunos podem realizar!. éticas e utilizando todas as habilidades 4 de 8 08/10/2012 15:23 . que não acreditam no seu próprio potencial nem no dos seus alunos. entusiasmadas. precisamos de pessoas que sejam competentes em determinadas áreas de conhecimento. São um poço inesgotável de descobertas. de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente. Pode até ser mais eficiente a curto prazo .os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos . pessoas curiosas. aprendem mais rapidamente. Sei que parece uma ingenuidade falar de comunicação autêntica numa sociedade altamente competitiva. que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico. abertas. porque dele saímos enriquecidos. motivados. facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . quando não de interações destrutivas. de sentir. onde cada um se expõe até determinado ponto e. que desenvolvem ambientes culturalmente ricos. estar mais atentas às mudanças necessárias. em primeiro lugar. em comunicar esse conteúdo aos seus alunos. ajudam o professor a ajudá-los melhor.eca. As primeiras reações que o bom professor e educador despertam no aluno são a confiança. Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias. produtivo. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. que conheça a matéria. Um dos eixos das mudanças na educação passa pela transformação da educação em um processo de comunicação autêntica. Alunos curiosos. que repetem mais do que pesquisam. de motivação constante. profunda. num clima de confiança. que saibam motivar e dialogar. São os professores bem preparados. os respeitamos. se esconde. que impõem mais do que se comunicam. diretores e coordenadores mais abertos. em processos de comunicação aparentes. Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo. de cooperação. na forma de comunicar-se. de comunicar-se. entrosado. motivá-los. Na educação. em geral. boa parte dos professores é previsível.nas organizações empresariais e nas escolas . tecnológico e o humano. escolar ou empresarial. As mudanças na educação dependem também dos alunos. que prestam um serviço importante socialmente em troca de uma remuneração. As mudanças na educação dependem. manter o grupo atento. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato. tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador. Educação para a autonomia e para a cooperação A educação avança pouco . interações pessoais e grupais que ultrapassam o conteúdo para. intercâmbio e comunicação. vivencial. mais baixa do que alta. reelaborada pessoalmente e em grupo. contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação. em processos de ensino e aprendizagem controladores. Enquanto isso. estimula. facilitam enormemente o processo. estimulam as melhores qualidades do professor. que estimulam afetivamente os filhos. Isso as fará crescer mais. a ser cidadãos.usp. mas também incluindo administradores e a comunidade (todos os envolvidos no processo organizacional). principalmente. cooperativo. Em segundo lugar. com educadores pouco livres. Alunos que provêm de famílias abertas. num processo dinâmico e amplo de informação inovadora.mas não aprendem a ser pessoas. Muitos se satisfazem em ser competentes no conteúdo de ensino. aberta entre professores e alunos. na sua forma de olhar. vivencial.br/prof/moran/uber. de emoções e de práticas. crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas. O contato com educadores entusiasmados atrai. mas também que saibam interagir de forma mais rica.htm De um professor espera-se. através dele.Moran http://www.

Mostra para o aluno a complexidade do aprender. Nela aprendemos a conhecer e a usar as principais ferramentas.htm disponíveis do professor e do aluno. Utilizamos essa sala a cada duas ou três semanas. participativa.eca. aprendendo a relativizar. Ensina. O professor precisa estar atento. suas dificuldades. vou desenvolvendo com eles algumas atividades. O professor complementa.Redes eletrônicas na Educação e Novas Tecnologias para uma Nova Educação . vai pesquisando-o na Internet e na biblioteca. anotando descobertas. O caminho para a autonomia acontece combinando equilibradamente a interação e a interiorização. cada aluno escolhe um assunto específico dentro da matéria. É interessante que os alunos escolham algum assunto dentro do programa que esteja mais próximo do que eles valorizam mais. O educador precisa estar atento para utilizar a tecnologia como integração e não como distração ou fuga. Num segundo momento. a distrair-nos. Enquanto preparam os trabalhos pessoais. A tecnologia nos propicia interações mais amplas. incentivá-lo.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias .usp. em vários programas de busca. realizações em nós. para vinte alunos. vídeos para aprofundar os temas pesquisados inicialmente na Internet. Professor e alunos relacionam as coincidências e divergências entre os resultados encontrados e as informações já conhecidas em reflexões anteriores. exerce uma forte motivação nos alunos. porque a tendência na Internet é para a dispersão fácil. pesquisamos também temas básicos do curso. cada aluno desenvolve um tema específico de pesquisa. participar de projetos. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses. a supervisão do professor podem ajudar a obter melhores resultados.br/prof/moran. a sua ignorância. divulgar as melhores descobertas.br/prof/moran/uber. que combinam o presencial e o virtual. resolver suas dúvidas. nossa marca pessoal. Alguns alunos criam suas páginas pessoais e outros entregam somente os resultados das suas pesquisas para colocá-los na minha página. o fará com mais rapidez e eficiência. realizações. neste tópico. os alunos comunicam os principais resultados da sua busca e encontramos os principais pontos de apoio para analisar o tema do dia. Mostra o que sabe e. interações. das habilidades específicas de cada um. idéias. Imprimem os textos mais significativos. ao mesmo tempo. em média. das idéias. É importante sensibilizar o aluno antes para o que se quer conseguir neste momento.usp. ligados à Internet por fibra ótica. relaciona essas apresentações com a matéria como um todo. Esses temas específicos são mais tarde apresentados em classe para os colegas. questiona. para que cada um encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem e. através da Internet. respeitosa do ritmo da cada aluno. Pela interação aprendemos. que ele escolhe. tirando dúvidas. Essas pesquisas podem ser realizadas dentro e fora do período de aula. pela interação buscamos ser aceitos. Estou junto com eles. realizar pesquisas em conjunto. O intercâmbio constante de resultados. Começamos com uma aula introdutória para os que não estão familiarizados com a Internet. de personalização. Disponho de duas salas de aula com dez computadores em uma e quatorze em outra. para a liberdade com autonomia e liberdade. Cadastramos a cada aluno para que tenha o seu e mail pessoal (na própria universidade ou em sites que oferecem endereços eletrônicos gratuitamente). nos expressamos. para intercambiar idéias. Eles vão gravando os endereços. o que dificulta o processo de interiorização. É importante educar para a autonomia. onde acrescentamos textos escritos. é importante educar para a cooperação. os estimula a participar mais em todas as atividades do curso. Legislação e Ética do Radialismo e Mercadologia de Rádio e Televisão . em livros e revistas. todos pesquisamos um tópico importante do programa. nossa identidade. confrontamos nossas experiências. O aluno apresenta os resultados da sua pesquisa específica na classe e depois pode divulgá-los. a copiar modelos externos. conciliando o seu interesse pessoal e o da matéria.com o programa e alguns textos meus e dos meus alunos. Ao mesmo tempo.Moran http://www. nossa diferença.e três de graduação .Novas Fronteiras da Televisão. Nela constam as disciplinas de pós-graduação . As descobertas mais importantes são comunicadas aos colegas. vamos encontrando nossa síntese. ao mesmo tempo está atento ao que não sabe. Se o aluno tem claro ou encontra valor no que vai pesquisar.eca. acolhidos pela sociedade. O educador autêntico é humilde e confiante. ao novo. 5 de 8 08/10/2012 15:23 . Só podemos educar para a autonomia. para aprender em grupo. Fazemos pesquisa livre. pelos colegas. As aulas na Internet se alternam com as aulas habituais. O roteiro básico é o seguinte: no começo do semestre. a valorizar a diferença. a aceitar o provisório. se quiser. Uma das tarefas mais urgentes é educar o educador para uma nova relação no processo de ensinar e aprender. Posteriormente. No final. Somos solicitados continuamente a voltar-nos para fora. com rápidos comentários sobre o que estão salvando. mais aberta. no endereço www. Pela interiorização fazemos a integração de tudo. Criei uma página pessoal na Internet. por alguns grupos significativos. As outras aulas acontecem na sala convencional. O meu papel é o de acompanhar cada aluno. Experiências pessoais de ensino utilizando a Internet Venho desenvolvendo algumas experiências no ensino de graduação e de pós-graduação na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. artigos e imagens mais interessantes em disquete e também fazem anotações escritas. O fato de ver o seu nome na Internet e a possibilidade de divulgar os seus trabalhos e pesquisas. dando dicas.

competência e simpatia com que atua. de cotejamento com outras leituras. Ajuda na adaptação a ritmos diferentes: a Internet permite a pesquisa individual. em presenciais. acerto e erro. A Internet ajuda a desenvolver a intuição. pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. a troca de resultados. por comunicar melhor as suas idéias. as mais importantes. uma página esclarecedora. 6 de 8 08/10/2012 15:23 . de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente. hipertextual. Principalmente para os alunos. idéias. sugestões em uma lista que crio para o curso. acontece um estimulante processo de comunicação virtual. visibilidade. Mas. A mesma pessoa costuma ter dificuldades em refazer a mesma navegação duas vezes. às vezes. sem a devida triagem.Moran http://www. se houver máquinas livres. rápido. de repente. de uma estrutura determinada. Às vezes passaremos bastante tempo sem achar algo importante e. Bom senso para não deter-se. o conhecimento se cria. é imediatamente selecionada. de um código. responsabilidade para professores e alunos. Tendem a acumular muitos textos. a adaptação a ritmos diferentes. com bom gosto. multilingüística. A comunicação afetiva. Diante de tantas possibilidades de busca. que exibem mais imagens. Como todos têm e-mail. aproximando texto e imagem. em todas elas. Mais que a tecnologia o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor. de estabelecer relações de confiança com os seus alunos. na cabeça de muitos. o estético é uma qualidade fundamental de atração. Agora começamos a incorporar sons e imagens em movimento. conseguiremos um artigo fundamental. Essa motivação aumenta se o professor a faz em um clima de confiança. sabendo selecionar. gosto estético e intuição. descobrir coisas novas do que analisá-las. separando o que é essencial do acidental. o intercâmbio. Os contatos virtuais se transformam. de cordialidade com os alunos. e também enviam mensagens eletrônicas. Os alunos me procuram mais para atendimento específico na minha sala. porque a maior parte das seqüências são imprevisíveis. Outro resultado comum à maior parte dos projetos na Internet confirma a riqueza de interações que surgem. quando é possível. É mais atraente navegar.eca. os contatos virtuais. Creio que isso se deve a uma primeira etapa de deslumbramento diante de tantas possibilidades que a Internet oferece. O gosto estético nos ajuda a reconhecer e a apreciar páginas elaboradas com cuidado. anotados. para "não fazer feio". apropriando-a. pelo equilíbrio. Na Internet também desenvolvemos formas novas de comunicação. Conhecer é integrar a informação no nosso referencial. a criação de amigos em diferentes países se transforma em um grande resultado individual e coletivo dos projetos. idéias. perda de informações de grande valor. para serem bem aceitos. Por outro lado. de abertura. isso reforça uma atitude consumista dos jovens diante da produção cultural audiovisual. com integração de imagem e texto. que ficam gravados. no nosso paradigma. Os alunos tendem a dispersar-se diante de tantas conexões possíveis. Todos se esforçam por escrever bem. porque as informações vão sendo descobertas por acerto e erro. O conhecimento não se passa. Ensinar utilizando a Internet exige uma forte dose de atenção do professor. em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa.htm Além das aulas. Alguns dos endereços mais interessantes ou visitados da Internet no Brasil são feitos por adolescentes ou jovens. Eles podem pesquisar em uma sala especial em qualquer horário. diante de tantas possibilidades. Os lugares menos atraentes visualmente costumam ser deixados em segundo plano. no conjunto. animações. sons. tanto por parte de professores como dos alunos.usp. abertas. Alguns problemas no uso da Internet na educação Há uma certa confusão entre informação e conhecimento. Escrevemos de forma mais aberta. a troca também entre colegas. de endereços dentro de outros endereços. principalmente na pós-graduação. com recursos atraentes. A intuição nos leva a aprender por tentativa. Ver equivale. as amizades. As imagens animadas exercem um fascínio semelhante às do cinema. A intuição é um radar que vamos desenvolvendo de "clicar" o mouse nos links que nos levarão mais perto do que procuramos.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . o que acarreta. assinalando coincidências e divergências. Em alguns casos há uma competição excessiva. Desenvolve a flexibilidade. junto com o presencial. monopólio de determinados alunos sobre o grupo. vão "linkando-se" por hipertextos. em que cada aluno vai no seu próprio ritmo e a pesquisa em grupo. de aprofundamento. conectada. A intuição. em rápidas comparações. lugares. muitas informações disponíveis. compará-las. A possibilidade de divulgar páginas pessoais e grupais na Internet gera uma grande motivação. vídeo e televisão. a própria navegação se torna mais sedutora do que o necessário trabalho de interpretação. textos interconectados. guloso sem o devido tempo de reflexão. Isso estimula. endereços. a inserção de novos materiais trazidos pelos próprios alunos. com inúmeras possibilidades diferentes de navegação. A navegação precisa de bom senso. por conexões "escondidas". As conexões não são lineares. Copiam os endereços. mas ocultos. os artigos uns ao lado dos outros. Temos muitos dados. a pesquisa em grupo. A Internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos. A interação bem sucedida aumenta a aprendizagem. hierarquizando idéias. se estivermos atentos. tornando-a significativa para nós. as trocas constantes com outros colegas. Colocam os dados em seqüência mais do que em confronto. impressos. pesquisada. principalmente escrita. envio com freqüência textos. a flexibilidade mental. Uma página bem apresentada. se constrói. Os alunos se impressionam primeiro com as páginas mais bonitas. a compreender e há um certo ver superficial. a cooperação prevalece.br/prof/moran/uber. Na informação os dados estão organizados dentro de uma lógica. O aluno desenvolve a aprendizagem cooperativa.

mas conectados com os demais colegas e professores.br/prof/moran/uber. podem educar para a autonomia.Moran http://www. Faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco. 1994.. 7 de 8 08/10/2012 15:23 . Conclusão Podemos ensinar e aprender com programas que incluam o melhor da educação presencial com as novas formas de comunicação virtual. Ediouro. A Internet é um novo meio de comunicação. BIBLIOGRAFIA DODGE. Se somos pessoas autoritárias. vencendo na revolução digital.2. Education on the Internet. vol 1.usp. Faculdade de Educação. podem transformar a sociedade. Summer 1995. HOINEFF.10-13. 1996. É fácil perder tempo com informações pouco significativas. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. "passeiam" pelas páginas da Internet. avaliar.. Se somos pessoas fechadas. tão ou mais importantes. ESTABROOK. ainda incipiente. Não procuram o que está combinado deixando-se arrastar para áreas de interesse pessoal. emocional e intelectual mais rico e transformador. ficando na periferia dos assuntos.Brasília. se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino. para aumentar o nosso poder. Jill. Só pessoas livres. Ensino a distância não é só um "fast-food" onde o aluno vai lá e se serve de algo pronto. capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação. sensíveis. as utilizaremos para comunicar-nos mais. tornando real o conceito de educação permanente. Indianopolis.no começo e no final de um assunto ou de um curso. Vida após a televisão. Necessitamos de muitas pessoas livres nas empresas e escolas que modifiquem as estruturas arcaicas.eca. com a vida. o apoio que a crítica. George. Indianápolis. Estão acostumados a receber tudo pronto do professor. humanas. ELLSWORTH. 1995.ou em processo de libertação podem educar para a liberdade. e esperam que ele continue "dando aula". Tereza Jorge. Alguns professores também criticam essa nova forma. sentimentos e valores onde se fizer necessário. Porto Alegre.. integrando-os num contexto pessoal. com os outros. Há momentos em que vale a pena encontrar-nos fisicamente. para interagir melhor. Que. Se somos pessoas abertas. 1995. Isso nos fará avançar mais rapidamente na compreensão integral dos assuntos específicos. sem integrá-los num paradigma consistente. utilizaremos as tecnologias de forma defensiva. Sams Publishing. de lado. WebQuests: a technique for Internet-based learning. autônomas . Assim poderemos aprender a mudar nossas idéias. Ensinar com as novas mídias será uma revolução. que mantêm distantes professores e alunos. Os alunos. FERREIRA. 1996. maio/agosto. Ciências da Informação. utilizaremos as tecnologias para controlar. GARDNER. Nelson. Howard. desconfiadas. 1994. Essa impaciência os leva a aprofundar pouco as possibilidades que há em cada página encontrada. para intercâmbio constante. enquanto deixam por afobação outras tantas. que valorizem mais a busca que o resultado pronto. significativo. sem aprofundá-los. n. Há facilidade de dispersão. Ensino a distância é ajudar os participantes a que equilibrem as necessidades e habilidades pessoais com a participação em grupos presenciais e virtuais onde avançamos rapidamente. Pessoas abertas. Sueli. Só pessoas livres merecem o diploma de educador. Noel et al. dúvidas e resultados.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender. Brasília. Tanto nos cursos convencionais como nos a distância teremos que aprender a lidar com a informação e o conhecimento de formas novas. como sinônimo de ele falar e os alunos escutarem.htm Alguns alunos não aceitam facilmente essa mudança na forma de ensinar e de aprender. Using UseNet Newsgroups. mas que pode ajudar-nos a rever. LASMAR. 23(2):258-263. sintetizar. emocional e comunicacional que facilite todo o processo de organização da aprendizagem. descobrindo muitas coisas interessantes. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade. sem mexer no essencial. Conhecer se dá ao filtrar. superficial. comparar. contextualizar o que é mais relevante. principalmente os mais jovens. Constato também a impaciência de muitos alunos por mudar de um endereço para outro. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias mas nas nossas mentes. Usos educacionais da Internet: A contribuição das redes eletrônicas para o desenvolvimento de programas educacionais. Muitos alunos se perdem no emaranhado de possibilidades de navegação. As estruturas da mente. de ficar "brincando" de aula. 1994. pesquisando muito e comunicando-nos constantemente. A nova televisão. a teoria das inteligências múltiplas. Delume Dumará. p. É importante sermos professores-educadores com um amadurecimento intelectual. selecionar. Introducão às Redes Eletrônicas de Comunicação. The Distance Educator. Dissertação de Mestrado. trocamos experiências. desmassificação e o impasse das grandes redes. autoritárias do ensino escolar e gerencial -. San Diego. Bernis. GILDER. o estímulo que a repreensão. Há outros em que aprendemos mais estando cada um no seu espaço habitual. porque parece uma forma de não dar aula. Artes Médicas.

NOVOA. CNRS. Claire. Como utilizar a Internet na Educação. 1994. 3ª ed.eca. Revista Ciência da Informação. << Voltar à página inicial 8 de 8 08/10/2012 15:23 . José Manuel. Vozes. Comp’act: new competencies of training actors with new information and communication technologies. social e tecnológica. v. Revista de Educação e Informática.4-11. MOLL. ___________________. São Paulo. Artes Médicas. Ecully. SEABRA. POSTMANN. Pancast. Monique & BELISLE.). maio-agosto. In Acesso. Paulinas. Vygotsky e a educação. Porto Editora. Carlos. Neil. Tecnopolio. páginas 146-153. Porto. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática.br/prof/moran/uber. Ed. 1995. ___________________. julho.Moran http://www. Luis (org). 1997. 2007. Petrópolis.htm LINARD. Gerenciamento integrado da comunicação pessoal. n. 1995. Como ver televisão. Paulinas. Antônio (org. 1991. 1994.5. ___________________. Nobel.10. vol 26. 1992.Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias . Seymour.usp. Porto Alegre. 1995 LIPMAN.. Vidas de Professores. Desafios na comunicação pessoal. São Paulo. p. Leituras dos Meios de Comunicação. 1993. Matthew. 1996. São Paulo. São Paulo.2. Artes Médicas. São Paulo. O pensar na educação. Usos da telemática na educação. n. PAPERT. Porto Alegre. MORAN.