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JOSÉ MARIA ROSA TESHEINER

Prof. de Direito Processual Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultor Jurídico do Estado do Rio Grande do Sul.

MEDIDAS CAUTELARES
(no Código de Processo Civil de 1973)

Ao meu mestre em Direito Processual Civil, DT. Walter Eduardo Baethgen.

ÍNDICE GERAL
P%-

. Relação de dependência entre o processo cautelar e o principal ................................ I1 . Ação. processo e medidas cautelares ........... 111 . Competência ................................ IV . Petição inicial .............................. V . Procedimento ................................ VI . Sentença ........, ........................... VI1 . Substituição. modificação e revogação .......... VI11 . Resolução e conversão ........................ IX . Responsabilidade ............................ X . Poder cautelar geral .......................... XI . Classificação das medidas cautelares ........... XII . Medidas cautelares litisreguladoras ............. XIII . Medidas submetidas ao regime das cautelares .... XIV . Medidas cautelares probatórias ................
I

11 13 17 21 23 27 33 35 39 43 47 49 59 63

PREFACIO
O advogado nunca é tão advogado como quando obtém medida cautelar. O perigo de dano é iminente. A Justiça é lerda. A ação cautelar é frequentemente, a única forma de , fazê-la andar depressa, afastando o perigo. Não há, então, tempo suficiente para largos estudos. Urge o pedido certo na hora incerta. Dai a necessidade de se conhecer as grandes linhas das assim chamadas "medidas cautelares". A matéria não é fácil. Velhas tradições obscurecem os institutos, mesmo n u m Código de Processo Civil novo, como é o de 1973. Apontam-se como cautelares medidas que nada têm de cautelares. Outras, que evidentemente são cautelares, não são assim consideradas. O resultado é uma disciplinação juridica inadequada. Normas que o Código considera gerais não são aplicáveis senão a algumas das medidas cautelares. N o que deverão atentar os juizes, para que possam exercer o seu oficio, que é o de fazer Justiça. Dai a importância de uma boa classificação das medidas cautelares. As liminares nas ações possessbrias, no mandado de segurança e e m outras ações, bem como a proibição de inovar, com a respectiva ação de atentado, encontram aqui, sob a luz do conceito de litisregulação, o seu exato lugar, na ciência processual. Teoria e prática estão, nesta obra, indissociavelmente ligadas, porque, como bem sabem os bacharéis e m Direito, uma boa teoria serue prática e a prática, sozinha, serue ao caos.

Porto Alegre, dezembro de 1973 Jose Maria Rosa Tesheiner

I - RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA ENTRE O PROCESSO CAUTELAR E O PRINCIPAL
O processo cautelar é sempre (i) dependente de outro, chamado principal. Pode ser preparatório ou incidente, conforme seja instaurado antes, ou no curso, do processo principal (Cód. Proc. Civ., art. 796). O processo cautelar preparatório é dependente de um processo principal que ainda não existe e que, talvez, não sobrevenha nunca. Ora, dependência C uma relação entre dois termos e, portanto, não pode existir havendo um só. Dir-se-á que a relação de dependência se estabelece apenas no plano lógico: entre um processo cautelar preparatório já existente e um outro processo que (segundo se espera) virá a existir. Ocorre, pordm, que o futuro depende do passado, mas o passado não ' depende do futuro. . . A que se reduz, então, essa relação de dependência que o legislador afirma existir? Consideremos os fenômenos dos quais o legislador induziu a regra: 1. O juiz da aç5o principal é tambCm o juiz da ação cautelar (art. 800). 2. Se a parte não intenta a ação principal no prazo de trinta dias, contados da efetivação da medida preparatória, cessa a eficácia da medida cautelar (arts. 808, I, e 806, combt nados). 3. As medidas cautelares conservam a sua eEicácia na pendência do processo principal (art. 807). 4. Cessa a eficácia da medida cautelar, se o juiz declara extinto o processo principal (art. 808, 111). 5. O indeferimento da medida cautelar não obsta a que a

810. de ação preparatória. o juiz C competente para julgar a causa principal porque conheceu. existindo um processo cautelar e outro principal relativos à mesma lide. Se C certo que os atos praticados no processo principal podem projetar seus efeitos sobre o cautelar. 3. A prova produzida em processo cautelar preparatório (produção antecipada de prova. C o processo dito dependente que projeta seus efeitos sobre o processo principal. de tal sorte que ato praticado num deles pode projetar os seus efeitos sobre o outro. da ação cautelar. podemos concluir dizendo que. pela simples razão de que este já findou. no procedimento cautelar. o inverso também ocorre: 1. acolhe a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor. Existe. porem. 846) influi no julgamento da ação principal. art. entre o processo cautelar e o processo dito erincipal não há relação de dependência. antes. Nessas hipóteses.parte intente a ação principal. mas a ação principal não pode ter qualquer influência sobre o processo cautelar preparatório. Ora. o juiz é também competente para a ação cautelar incidente. Para salvar a afirmação do legislador. fica prejudicado o processo principal (art. comunicação. de dominante e dominado. Tratando-se. que pode mesmo não existir. Porque é o juiz da ação principal. nem influi no julgamento desta (art. . primeira parte). sim. O servo domina o seu senhor! Na verdade. Se o juiz. entre ambos se estabelece uma relação de dependência mútua. segunda parte). 2. a observação desses fenômenos de forma alguma autoriza induzir-se a regra de que o processo cautelar seja sempre dependente do processo principal. 810. relação de servo e senhor.

A tutela cautelar constitui prestação jurisdicional. vol. que a prestação jurisdicional somente pode ser entregue a algu6m em face de outrem. por Carlo Fadda e Paolo Emilio Bensa. 1. A pretensão à tutela jurisdicional. Proc. PONTES MIRANDA. Torino. corresponde. com o acréscimo de um terceiro sujeito. Bernardo. Quem fala em ação cautelar vê alguém. denominado rdu. trad. Complica-se. donde a existência de uma relação jurídica a vincular. DE Tratado de Direi1925. expressamente previstos em lei (Cód.. concedendo ou negando a medida cautelar indicada na petição inicial de um processo constituido com essa finalidade especifica. 5. pelo menos. art.AÇÃO.* . . §§ 615-17). A idéia de prestação é correlata à de pretensão. igualmente necessário. 797). Ocorre. to Privado. pois. porém. de parte do Estado. a requerer que o juiz lhe preste a tutela jurisdicional. Civ. 2.a ed.. PROCESSO E MEDIDA CAUTELARES O juiz pode determinar medidas cautelares em a audiência das partes somente em casos excepcionais. desde que se entenda esta expressão no sentido de poder jurídico de exigir uma prestação (WINDSCHEID. Borsoi. I1 dirhto delle pandette. 2. nos casos e forma legais. portanto. que não pode ser entregue de oficio: "Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou interessado a requcrer. dois sujeitos: o titular da pretensão (autor) e o Estado (juiz). 121-2. denominado autor. a relação juridica correspondente. Rio.I1 . a obrigação de prestar a tutela jurisdicional. que tem o autor.0. 1955." (art. Quem propõe ação exerce o poder jurídico de exigir do Estado (juiz) uma prestação jurisdicional. Unione Torinese. págs. vol.O).0.

o mesmo conteúdo que a do autor. por ter sido o primeiro a exigir a tutela jurisdicional. relação jurídica que se constitui quando alguém exerce o direito de ação. A sentença é sentença ainda que nem sequer aprecie o mérito da causa (art. cional concedenddhe. Processo. o arresto de bens do réu. . o . A prestação jurisdicional exigida pelo r6u tem. exigindo que o Estado lhe entregue determinada prestação jurisdicional. não é usual dizer-se que está a exercer o direita de ação. Mas o réu. Sentença é.Este. exerce o que se denomina de direito de ação. 162. Assim. por sua vez. o autor é autor apenas porque tomou a iniciativa. por sua vez. . por exemplo. Este. com abstração de seu conteúdo. não importando o seu conteúdo.0). Quando alguém exige do Estado a tutela jurisdicional. pois. Apesar disso. é a relação jurídica concreta que surge quando alguém exerce o direito de ação. Os pedidos de um e de outro são contraditórios! Como satisfazê-los igualmente? Não haveria solução possivel. também exige do Estado a tutela jurisdicional. exige igualmente que o juiz lhe preste a tutela jurisdicional denegando o pedido do autor. exigindo que o Estado lhe entregue determinada prestação jurisdicional. mas com o sinal invertido. em face de outrem. o ato pelo qual o Estado cumpre a sua obrigação de prestar a tutela jurisdicional. 5 1. em se defendendo. que não lhe pode ser prestada senão em face do autor. Com a sentença. A explicação está em que a tutela jurisdicional não pode ser prestada senão através do processo. porque ele exerce o seu direito de ação numa relação jurídica processual já existente. portanto. ato pelo qual o juiz dá por entregue a prestação jurisdicional. tem igual direito ? prestação jurisdicio i nal. Não se fala em ação do réu. geralmente. e não porque tenha um direito diferente do réu. O autor exige que o juiz lhe preste a tutela jurisdi. se a pretensão à tutela jurisdicional não significasse apenas o poder jurídico de exigir uma sentença. O objeto do processo é a sentença.

como ocorre com as liminares em mandado de segurança. no embargo de obra nova e nas próprias ações cautelares. b) como ato praticado incidentemente. Assim. . sentença. Entre a petição inicial do autor. 797 do Código de Processo Civil vai além: o juiz não pode determinar medidas cautelares. porque a sentença tem por objeto o pedido do autor. em ação de reintegração na posse. "Sentença C o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo. sob o ponto de vista do procedimento. Que o juiz não pode proferir sentença cautelar (ato final de um processo cautelar). C preciso que se execute a decisão. independentemente de pedido. o juiz pode deferir medida cautelar incidentemente.processo atinge a sua finalidade e. usar a expressão medida cautelar. a determinação de medidas cautelares. se extingue. que marca o inicio do processo. salvo disposição em contrário. A petição inicial aparece-nos. decidindo ou não o mérito da causa." (art. decorre das normas que vinculam o exercicio da jurisdição ao exercicio do direito de ação (arts.0). Processo cautelar é aquele que tem por objeto uma sentença cautelar. tendo por objeto uma sentença a respeito do pedido dela constante. Além disso. documentado nos autos. O desenvolvimento do processo por impulso oficial não abrange. por isso mesmo. nem mesmo incidentemente. sem pedido de uma das partes. assim. e a. Em vez de se falar em sentença cautelar prefere-se. O art. mesmo em processo não cautelar. que marca o seu término. porque de regra não basta o julgamento do juiz.% relação de conformidade. como um ato juridico de exercício do poder de constituir uma relação jurídica processual (processo). no curso de determinado procedimento. existe um. 5 1. 2.0 e 262). a medida cautelar pode apresentar-se: a) como ato final de um processo dito cautelar. ainda que seja para denegá-lo por motivos puramente processuais. geralmente. 162.

Nada tem o artigo com a observância do principio do contraditório. dos bens sob a guarda do inventariante destituído (art. Entre os casos excepcionais. independentemente de pedido. que é objeto do art. . no processo de inventário. na execução por quantia certa (art. 804. em que a Lei expressamente prevê a efetivação de medidas cautelares. podem-se apontar o sequestro. 919) e o arresto de bens do devedor não encontrado. 653).

neste foro é que deverli ser requerido o arresto de seus bens. competente é o foro do domicílio do titular do p-trio poder (art. . Já que os exdiretores de uma sociedade respondem no foro da administração pelas obrigações decorrentes do exercício de suas funções (art. 853). Proc.I11 . 800. seu substituto legal é que é competente para deferir ou denegar a liminar em ação cautelar. Civ. Exceções: ainda que a causa principal penda de julgamento no tribunal. 880. o Tribunal é competente originariamente para a ação cautelar.COMPETÊNCIA A ação cautelar deve ser proposta no mesmo foro e perante o mesmo juízo da ação principal (Cód. a ação de atentado é processada e julgada pelo juiz que conheceu originariamente da causa principal. 100. nos casos urgentes (art. parágrafo Único). pode o juiz determinar a rea17 2 Medidas Cautelares . 94). enquanto não julgada a exceção. na ação principal. não obsta a que o juiz conheça da ação cautelar. ainda que opostas em ação cautelar. V. como preparatória da ação de desconstituição do pátrio poder. parágrafo único). 800. b). processa-se no primeiro grau de jurisdição o pedido de alimentos provisionais (art. arts. 108 e 109). Estando a causa principal na superior instância. As exceções de incompetência. de impedimento ou de suspeição do juiz têm efeito suspensivo (art. competindo ao relator a concessão da liminar. ainda que esta se encontre no uibunal (art. 306). Assim. Argüido de suspeito o juiz da causa principal. Todavia. requerida a busca e apreensão de menor. nos casos em que a deliberação a respeito da liminar não possa ser postergada até a próxima sessão do colegiado.. A exceção de incompetência oposta pelo réu. isto é.

883) se limita a declarar efetuada a intimação. O juiz (ou o oficial. do Código de Processo Civil. 877) porque. donde se pode extrair a conclusão de que a ação principal pode ser proposta em foro diverso daquele em que se processou a ação cautelar probatória. autoriza o autor a propor a ação cautelar preparatória em qualquer deles. Não C meramente probatória a posse em nome do nuscituro (art. a produção antecipada de provas (art.0. 878). § 2. 844). 833). sem se pronunciar sobre os efeitos juridicos dela decorrentes. há de propor a ação principal perante o mesmo juizo. proponíveis perante juizos diversos.0). em que a atividade do juiz se cinge aos atos de admissão e de produção de provas. se o réu não opõe a exceção correspondente. 113. são válidos se praticados por juiz relativamente incompetente. nas ações cautelares probatórias. Oposta a exceção. 846) e a justificação (art. permanecem válidos todos os atos praticados anteriormente. 266). 867) e o protesto de títulos (art. evidenciar-se-á que obteve medida cautelar de juiz absolutamente incompetente. Os atos praticados pelo juiz.lização de atos urgentes. arr. se a propuser perante outro. ainda que praticados por juiz absolutamente incompetente. Visam a produção de provas a exibição de coisa ou documento (art. 113. Juiz relativamente incompetente pode conhecer de ação cautelar preparatória. porque. 861). porque se prorroga a sua competência. aí. As ações cautelares probatórias têm por escopo a produção de provas ou a documentação de atos de comunicação. a fim de evitar dano irreparável (art. no sentido do art. Com maior razão. Visam documentar atos de comunicação os protestos. pelo que são válidos. no caso e prazo legais (art. não são decisórios. Efetivada a medida. Ein . § 2. porque a regra da nulidade dos atos decisórios C restrita às hipóteses de incompetência absoluta (art. o juiz faz a avaliação da prova (art. 114). notificações e interpelações (art. A indicação de duas ou mais ações principais.

onde ocorreu o acidente. V. Outra solução levaria a conseqüências não desejadas pelo legislador: suponha-se que algutm. para obter uma precatória a ser cumprida em São Paulo. parágrafo único). não se produz o efeito de prevenir a jurisdição. teria de voltar correndo a Porto Alegre. Para propor a ação principal no foro de seu domicílio. nada impede que o autor requeira a produção antecipada de provas no foro do acidente de veículo e a ação principal no foro de seu domicílio (art. b). por exemplo. . . domiciliado em Porto Alegre. 100. seja vitima de um acidente de t r h sito em São Paulo. . Assim. 100.outras palavras. V. como lhe faculta a lei (art.

ato de entrega da prestação jurisdicional (art. 1962. constitutiva. de preferência. § 2. MARQUES. mandamental ou executiva (pedido imediato) que ihe assegure o bem jurídico.PETIÇÃO INICIAL Os vocábulos petição e pedido tem a mesma raiz e estão ambos ligados à idéia de pedir. Porque a tutela jurisdicional somente pode ser prestada a alguém em face de outrem. 282. 2. 801). condenatória. Petição indica. o ato de pedir. atendeu-se a essa exigência de forma. há petição. Se houve a redução a termo (o que o Código não prevê). 38. pág. extinguindo-se o processo no momento em que essa decisão transita em julgado. o pedido de chamamento do réu a juízo (arts. que deve ser ouvido (princípio do contraditório). de prefer&ncia. que é alvo da pretensão (pedido meJosé diato). jurisdicional ou não. vol. Sendo vedado ao juiz agir de oficio. a petição inicial C o primeiro ato do processo. e 614).0. O pedido de citação do réu deve ser expresso. . a petição inicial contém necessariamentt. O indekrimento liminar constitui sentença.) A petição inicial tem forma escrita.a ed. 801). aquilo que se pede: o conteúdo da petição.. VII. ainda que se trate de ação cautelar (art. Basta que a petição inicial seja escrita para que o juiz tenha a obrigação de despachi-la. Sempre que alguém pede prestação. Rio. ao passo que pedido indica. (Cf.IV . 162. material ou incorpóreo. Instituições de Direito Processual Civil. Forense. Frederico. Petição inicial oral C petição inexistentz. 3. O que caracteriza a petição inicial é o seu efeito constitutivo de uma relação jurídica processual (processo). salvo nas ações cautelares (art. além do pedido de prestação jurisdicional. A prestação jurisdicional pedida pelo autor consiste numa sentença: declaratória.9.

Tratando-se de ação preparatória. 801. isto & o objeto da pretensão a ser deduzida na açáo principal e de seu fundamento jurídico. como as demais.direito a uma prestação mas também um direito formativo ou potestativo. V) . que se indique a lide e seu fundamento (art. I). Ainda que indefira a petição inicial.O réu é parte no processo desde a petíção inicial. deve conter o nome e a qualificação das partes (personae. é necessário. o pedido (petitum). independentemente da vontade do juiz. em suma. o seu indeferimento. embora não o mencione o Código. art. IV) e. também. o réu está sujeito à ação do autor. parágrafo único). art. 259). 801. Exige-se. 258). em face do réu. deve indicar a autoridade judiciiria a que é dirigida (art. pelo cargo. O valor da causa deve constar da petição (art. 11). 801. é obrigado a citá-lo. se o autor apela (art. Propondo a ação. isto 6. Por esses elementos é que se identifica a ação. por entender que o réu não deve ser perturbado. Além disso. E isso mostra que. do destinatário do requerimento contido na petição. a indicação. a indicação do pedido e da causa petendi da ação preparada. efetivamente. O juiz não tem O poder de excluir o réu do processo. 801. ainda que a ação não tenha conteúdo econômico (art. do juiz. ainda. a exposição sumária do direito ameaçado e dos fatos dos quais resulta o receio da lesão (causa petendi. Pode pleitear. 801. . obviamente. a indicação das provas que serão produzidas (art. o autor exerce não apenas um direito contra o Estado . 296). A petição inicial de ação cautelar.

quando verificar que este. hipótese em que determinará. sendo citado. primeiro ato do procedimento cautelar. do objeto da pretensão principal e de seu fundamento jurídico. o juiz pode: a) determinar que o autor a emende. a indicaçilr. 284). exigindo. no prazo de cinco dias (art. poderá torná-la ineficaz. Executada a medida. hipótese em que o prazo para a contestação é contado da data da juntada do mandado de execução da medida (art. nos dez dias seguintes. 861) da existência do direito ameaçado e (ou) dos fatos dos quais resulta o receio qualificado. I). II). sem ouvir o réu. Conta-se o prazo para a contestação da data da juntada aos autos do mandado de citação devidamente cumprido (art. 802. A concessão da liminar não priva o réu do direito de defesa. 802. o oficial de justiça. procurará o reu três vezes em dias distintos. 804). nos mesmos autos da ação cautelar. que o autor preste caução de ressarcir os danos que o réu possa vir a sofrer (art. Encontran- . e) determinar a citação do réu para contestar a ação. se for caso. desde que nele haja certidão do oficial de justi~ade que dela intimou o réu. 804). 295). no prazo de dez dias (art.V . por exemplo. d) deferir liminarmente a medida cautelar. ou complete. c) determinar (tendo sido requerida a liminar sem prova suficiente de seu cabimento ou necessidade) que o autor produza.PROCEDIMENTO Em face da petição inicial. b) proferir sentença de indeferimento (art. justificação (art. a exigir a concessão da medida sem a audiência do rdu (art. 802).

não dispensa a citação. qualquer que seja o procedimento cautelar (art. (No Direito anterior. certifica o ocorrido. 214). O art. Não sendo contestado o pedido. Nesta última hipótese. procede à intimação e. devendo o juiz proferir sentença dentro em cinco dias (art. devolve ao cartório o mandado. produzem-se. excluindo a contestação nas vistorias. 653 e 654. Não o encontrando. de 1939. competindo acj autor requerer a citação do réu. e não o fato probando. de execução e cautelar (art.do-o. na produção antecipada de provas. por analogia. O que ocorre. art. arbitra-mentes e inquirições ad perpetuam memoriam. num só processo. inclusive. 684. 802). presumem-se verdadeiros 03 fatos alegados pelo autor. que é indispensável para a validade de processo de conhecimento. só então. notificações e interpelações (art. Proc. nem o r6u é citado para se defender nos protestos. Havendo contestação. 11). apenas. contados da data em que foi intimado dessa circunstincia (arts.) Na produção antecipada de provas. em vinte e quatro horas (art. com inversão da posição processual das partes. Não há contestação. 802. provas que poderiam ser produzidas em dois processos cautelares distintos. 811. 803). 871) e na justificação (art. 11. o que se pwsume verdadeiro é o fato da necessidade da antecipação. 874). por edital. (Cód. o juiz designará audiência de instru- . Na produção antecipada de provas. Na homologação de penhor legal. 865). parágrafb único. é que a intimação da execução da medida produz os efeitos de citação. em combinação com o art. o rCu pode contestar a necessidade da antecipação ou indicar as contraprovas que pretende acautelar. O réu tem o prazo de cinco dias para se defender. portanto. havia regra expressa. dentro de cinco dias. o réu é citado para pagar ou alegar defesa. Civ.

.ção e julgamento (art. parágrafo único). Os autos do processo cautelar devem ser apensados aos do processo principal (art. ou. I). não houver necessidade de produção de provas em audiência (art. 809). 330. sendo de direito e de fato. se a questão de mérito for unicamente de direito. 803. pode o juiz proferir sentença independentemente de audiência. Entretanto.

Alfredo. ai. Instituições de Direito Processual Civil. por decisão interlocutória se deve entender . São Paulo.a ed.0.. no curso do processo. Despachos de mero expediente são os que apenas impulsionam o processo. BUZAID. ou designa data para o julgamento da causa em audiência. 3. Do Agravo de Petição. pág. portanto. Saraiva. resolve questão incidente (art. 2. Forense... Jose Frederico. pág." (MARQUES. 2. 315. CHIOVENDA. determina que se dê vista dos autos a algum sujeito do processo. decisões interlocutórias e despachos (Cód. Instituições de Direito Processual Civil. resolve questão controvertida relativa ao processo.0. sem pôr-lhe fim". É o que se verifica quando o juiz manda citar o réu. S5o Paulo. 30. 128. o juiz se limita a prover a respeito do andamento do processo.) O Cbdigo de Processo Civil se refere expressamente aos despachos de mero expediente. art. 5 1.a ed. Sentença é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo. 162. a relativa a algum ponto da lide. Saraiva. Proc Civ.) Logo. que são "os que decidem as questões controvertidas relativas à regularidade e à marcha do proEnrico Tullio apud cesso. vol. vol. 1956. no curso do processo.SENTENÇA Dividem-se os atos judiciais em sentenças. Rio. Decisão interlocutória 6 o ato pelo qual o juiz. 1965. no art.0). 162. Despacho . 2. Giuseppe. 162). (LIEBMAN. § 2. pág. decidindo ou não o mérito da causa (art. 1962.interlocutório é o ato pelo qual o juiz. Por questão incidente deve entender-se. 504.VI .0). "Nos despachos ordinatórios. A eles se opõem os despachos interlocutórios. questão de mérito. nota 2. ou de expediente.

no curso do processo. mas com efeito meramente devolutivo (art.. 513) é a sentença em sentido estrito. ainda. o juiz pratica atos de outra natureza: os atos executivos. pág. 1936. sem dúvida nenhuma. acordo sobre as espécies a considerar. ou melhor. assim. que são praticados pelo órgão da execução. A dúvida se restringe. As sentenças declaratórias. art. Civ. que são atos de conhecimento (atos decísórios). mesmo porque também no processo de execução há entrega da prestação jurisdicional. há declaração nas sentenças constitutivas e condenatórias. Se o ato que põe termo ao processo é executivo. Tanto isso é certo. constitutivas e condenatórias - . Além das sentenças. $jLO).que se pode promover na pendência do recurso. Apelável (Cód. constitutivas e condenatórias ninguém nega. Em face do conceito de sentença do Código de Processo Civil (art. à existência das sentenças mandamentais e cautelares. James. IV). A idéia de que a classificação das sentenças deva atender ao critério de seus efeitos é aceita pacificamente na doutrina. resolve questão de mérito. A solução de problema exige que se verifique se esse efeito é ou não redutivel a outro. 113). decisões interlocutórias e despachos.já não é mais possível negar-se a existêricia da categoria das sentenças executivas. tem-se uma sentença em sentido amplo. exatamente porque falta ainda alguma coisa a execução da sentença . que da sentença que concede medida cautelar cabe apelação. Barcelona. mas por mandado e em nome do juiz. Labor. Há lugar para as sentenças mandamentaid Mandamental é a sentença que contém um mandado dirigido a outro órgão do Estado (GOLDSCHMIDT. 520. há um ato que põe termo ao processo. 162. Proc. trad.1 I I 1 1 1 1 aquela pela qual o juiz. Que existam sentenças declaratórias. Que a classificação deva atender ao efeito predominante é certo. uma senteny executiva. mas não existe. por Leonardo Prieto Castro. Derecho procesal civil. pois.

são bastantes em si. E possfvel considerar-se como execução um ato como. Se entendemos por exemplo. procede a uma inscrição? Tudo depende do conceito que se tenha de execução. 1959. reduzir o efeito mandamental ao declaratório. porque satisfazem inteiramente a pretensão processual. Se entendemos que toda execução implica em satisfação do direito do autor. o do oficial do registro público que. O que não é possível é negar-se a categoria das sentenças mandamentais e. não exigindo atos ulteriores. temos de classificar como mandamental a sentença que decreta um arresto. que não é outro órgão do Estado.) Não concordo é com a ampliação do conceito de mandamento. porque ambos acautelam sem satisfazer a pretensão de direito material.0. Essa é a posição de Pontes de Miranda. portanto. dai resultando a natureza mandamental de quase todas as ações cautelares. constitutivo e condenatório não cobrem toda a faixa de eficácia das sentenças.. por onde escapam algumas sentenças. que não ficam presas na rede da classificação. restringir o conceito de execução. Forense. O arresto não diverge essencial- . por exemplo. mas apenas uma longa mão do juiz. o conceito de execução s6 é restringível na medida em que se amplia o de mandamento. Na verdade. Podemos preencher o resíduo apenas com a categoria das sentenças executivas. 307. Não se pode. que toda execução é patrimonial. nem ao condenatório. ao mesmo tempo. Comentários ao Código de Processo Civil. Rio. vol. a ponto de abranger tambbm os mandados dirigidos ao oficial de justiça. porque então ficam frinchas. desde que se considere como execução qualquer ato que implique um fazer o que decisão judicial ordenou.a ed. 2. (V. Os efeitos declaratório. atendendo a determinação judicial. necessariamente. ao constitutivo. necessariamente temos de classificar como mandamental a sentença que determina a busca e apreensão de pessoa. ou sequestro. que parte do pressuposto implícito de que execução 6 tirar bens do réu para satisfazer direito do autor. 8. pág.

A categoria das sentenças cautelares exige idêntico raciocínio: o seu efeito é ou não redutivel a outro? Não tenho dúvida alguma em afirmar a redutibilidade. Piero. que podem ser de conhecimento ou executivas. executivas e mandamentais. Não há. é do direito material e. O efeito condenatório da sentença que condena a prestar alimentos provisionais não é diverso da condenação em alimentos deEinitivos. Quando se fala em ação ou em sentença cauteIar se está a utilizar um outro critério de classificação. O fato de. que constituem a causa petendi da medida: a aparência do direito acautelado (fumus boni iuris) e o perigo de lesão (periculum in mora) desse direito (CALAMANDREI. exige a concorrência de dois requisitos. opostas As ações não cautelares. diverso daquele que serve para distinguir as ações declaratórias. n o processo. constitutivas. o sequestro e a busca e apreensão cabem na categoria das ações executivas. que o afresto visa acautelar. Introduzione a110 studio sistematico dei . uma sentença cautelar que se possa acrescentar. as ações de conhecimento e as ações executivas e. O arresto. de outro. Utiliza-se um critério para distinguir as ações de conhecimento das executivas. É também ato executivo. que também podem ser de conhecimento ou executivas. eni ação cautelar. ou das mandamentais. ai. como um sexto gênero. há duas classificações: de um lado. A sentença de procedência. ao passo que a penhora visa satisfazer. o que importa (para a classificação das sentenças) é a satisfação da pretensão processual. constitutivas. às sentenças declaratórias. as cautelares. portanto. e outro para distingui-las das cautelares. E assim por diante. E é por isso que não é científica a divisão das ações em ações de conhecimento. executivas e mandamentais. A sentença que julga prestada uma caução é declaratória ou constitutiva. condenatdrias. Na verdade. não importa em diversidade de natureza e de efeitos jurídicos.mente da penhora. condenatórias. porque a satisfação. executivas e cautelares.

1856.. Ediar. Belo Horizonte. 21. 311. 2. LOPES COSTA. Padova. Bernardo Alvares. PODE^. Buenos Aires. J. no elenco dos requisitos da petição inicial (art. 801. motivo por que a petição inicial deve conter a exposição sumária do direito ameaçado e indicar os fatos que tornam objetivo o receio de lesão (art. 801). 63). 77 e 50).a ed. Rio. IV).0. 1936.= ed. . vol. 1958. Tratado ak las medidas cautelares. pág. 8. 2.. pág. A sentença tem a particularidade de não precisar se ater DE Comentários ao rigorosamente ao pedido (PONTES MIRANDA. motivo por que o Código de Processo Civil até omitiu o pedido.prowedimenti cautelari. pág. t.0. Código de Processo Civil. Forense. 1959. 4. Ramiro. M e d i d a Preventivas. págs. DA Alfredo de Araújo.

831). 832) ou 3) designa audiência de instrução e julgamento (art. Decorrido o prazo.. V). A caução 1 pode sempre substituir o arresto (art. o réu. pede a citação do adversário para. 269.SUBSTITUIÇÃO. 8 3 . Logo. 1 1 . pode substituir o sequestro e a busca e apreensão de coisa. 33 3 Madidas Cautelares . ção de caução. 269. a estimativa dos bens e a prova da suficiência da caução ou da idoneidade do fiador (art. 1) 1 A medida decretada poderá ser substituída pela presta. Indicando. MODIFICAÇÃO REVOGAGÃO E Denomina-se coisa julgada material a eficácia que torna imutável e indiscutivel sentença irrecorrível (Cód. art. não bastando garantir o seu pagamento. na qualidade de autor. o valor a caucionar. 1) salvo: 1. o juiz profere imediatamente a sentença (art. 805). na petição inicial. Conforme o caso. quando o autor renuncia ao direito acautelado (art. 467). pois a medida 0) cautelar pode ser substituida (art. o modo pelo qual a caução vai ser prestada. 1 ) e o penhor legal. inverte-se a posição processual das partes. no prazo de cinco dias. 8 5 . 807). Ora. Civ. no futuro. No processo de substituição por caução. por faltar o requisito da adequação: os alimentos provisionais devem ser prestados já. a sentença cautelar não é imutável. Não pode substituir os alimentos provisionais. a sentença proferida em processo cautelar não faz coisa julgada (art. 819. ou as partes transigem a respeito desse mesmo direito (art. aceitar a caução ou contestar o pedido (art. 810). modificada e revogada (art. sedipre que esta seja adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la integralmente (art.VI1 . se o juiz acolhe a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor (art. 829). 471. Proc.

Pode. 888. VII) e a substituição do "depositário" de incapaz (arr. 3. o reexame da causa petendi invocada pelo autor. o direito acautelado. A modificação pode ser requerida tanto pelo autor como pelo réu. ou o perigo de lesão. fundamentar sua revogação. 888. 811.2. a alteração do montante dos alimentos provisionais e do exercício do direito de visita (art. . O procedimento para a revogação é o mesmo utilizado para a decretação. V). O retardamento da citação do réu para a ação cautelar não determina a resolução da medida concedida liminarmente (arts. Medida cautelar deferida sem a audiência do rCu pode ser revogada sem a audiência do autor. e 808). levando o juiz à convicção de que nunca existiu. São exemplos de modificação de medida cautelar a substituição de caução real por caução pessoal e vice-versa. via de regra. a substituição do fiador ou da coisa caucionada. ou já não existe mais. A revogação de medida cautelar supõe. 11. porem.

818). Os alimentos provisionais se convertem em definitivos. que C espécie de resolução (art. Cessa a eficácia da medida cautelar. para o credor. Como poderá alguém responder pelos prejuízos causados pela execução de sentença. acarreta a responsabilidade do autor pelos prejuízos sofridos pelo réu em decorrência da execução da medida (art. (O art.Para que se tenha por proposta a tempo a ação principal . 6221623). 111). 808. 111). se não for executada dentro do prazo de trinta dias (art. se de outra forma não dispôs o juiz na sentença. exercível contra o fiador. 11). 811. há conversão. Se o processo principal se extingue com sentença de mCrito em prol do autor. I). . Também se converte em penhora a caução real. 808. 811. principal: cessa a eficácia da medida cautelar. 818). 808. a cessação dos efeitos da medida cautelar. O arresto se converte em penhora (art. por expressa disposição de lei. Não há. cuja eficácia cessou exatamente porque não foi executada?!) As demais hipóteses de resolução supõem que o processo cautelar seja dependente de outro.VI11 . 111. O sequestro se converte no "depósito" da execução para a entrega de coisa certa (arts. ou por sentença meramente processual. ou se extingue (art. Surge.RESOLUÇÃO E CONVERSA0 Há resolução quando fato superveniente determina. há conversão da medida cautelar em definitiva. responsabilidade por prejuízos. A resolução por extinção do processo principal com sentença de mPrito em prol do rCu. Se os efeitos da medida cautelar cessam por sobrevir a definitiva. é excessivamente genérico. a pretensão ao pagamento (exigibilidade). bem como por não intentada a tempo a ação principal. se o processo principal não é iniciado (art. na hipótese.

Cessa a eficácia da medida cautelar.de uso pessoal1 independentemente do resultado da ação principal. se não propõe a ação no prazo de trinta dias. 2. 1959. e não atC a extinção de um outro processo. O afastamento do menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (art. notificações e interpe- - . ainda que o faça a parte contrária. e não enquanto pende uma inexistente ação principal. e não da data do despacho deferitório da liminar. nem da data da sentença que a final a julgue subsistente. 808. salvo por novo fundamento (art. 878) perduram até cessar a gravidez. é defeso à parte repetir o pedido. Rio. 263). 888. Os efeitos da posse em nome do nascituro (art. par& grafo iinico). 11) não fica subordinada à ação principal. IV) perdura até a data do casamento. onde houver mais de uma vara (art.a ed. 8. A resolução pode ser declarada de oficio. "A perda da eficácia é ipso jure.. Propor a ação principal é ônus de quem teve o seu direito acautelado.) Qualquer que seja a causa da resolução. 405. 888. talvez inexistente. Forense. conta-se o prazo da data de sua efetivação." (PONTES MIRANDA. SE O PROCESSO PRINCIPAL NÃO É INICIADO OU SE EXTINGUE. DE Comentários ao Cddigo de Processo Civil. porque eles têm direito à posse de seus bens . Uma das consequências disso é não se precisar de despacho declarativo da não eficácia. ou simplesmente distribuída. menos ainda do despacho constitutívo negativo (nada há que se tenha de desconstituir).I $ 1 1 l I I I 1 I ! i basta que a petição inicial seja despachada pelo juiz dentro do prazo. Perduram os efeitos dos protestos. vol. NEM SEMPRE CESSA A EFICACIA DA MEDIDA CAUTELAR. A eficácia da entrega de bens de uso pessoal do cbnjuge e dos filhos (art. Tendo havido liminar.0. pág.

a correspondente ação condenatórial A prova produzida antecipadamente (art. pode haver justificação sem ser para servir de prova em processo regular: a justificação para simples documento (art.lações (arts. Caução pode ser exigida (art. 796) que o processo cautelar é sempre dependente de outro?l . Aliás. 830) ou prestada (art. que tudo apaga. O autor viu o documento. Esse efeito não se esvaece por não se propor. 867 e 882) ainda que não se proponha a ação preparada. 846) ou em processo de justificação não se desconstitui por não se propor a ação principal. Só o tempo. se atreve o legislador a afirmar (art. impossível de ser desconstituido. Interrompeu-se a prescrição pelo protesto. então. 829) em garantia de contrato. e não em garantia de sentença1 Como. 861). apagará de sua memória a lembrança do que viu. A exibição de coisa ou documento é ato-fato. no prazo de trinta dias.

Proc. portanto. que concorram dois requisitos: primeiro. . ou se esses efeitos sobrevivem ao processo principal. A eficácia da sentença litisreguladora é condicionada à existência da ação principal. 808. entre outras. Para que se tenha por litisreguladora uma sentença. não há litisregulação. As ações cautelares litisreguladoras supõem a existência de outra ação. São litisreguladoras. nada importando que o direito material tenha um regramento diferente. segundo. a sentença regula a lide enquanto lide. exatamente porque o juiz ignora de que maneira o direito material regula a hipótese. cuja pretensão (eu sei muito bem) é totalmente infundada. de arrolamento e de homologação de penhor legal. 806). 111).IX . que ela regule a lide. posso perder a posse direta de meus bens e o poder de deles dispor eficazmente. isto é. Extinguindo-se o processo principal (com ou sem julgamento de mérito) cessa a eficácia da medida cautelar (art.. que já terá sido proposta. O direito material me assegura a posse de meus bens e a faculdade de deles dispor livremente. 1).RESPONSABILIDADE Nas ações cautelares litisreguladoras. Se a parte não intenta a ação principal no prazo de trinta dias. Eu sou senhor e possuidor. apesar de não ser proposta a ação principal. que a extinção do processo principal importe na cessação da eficácia da sentença cautelar. Se os efeitos da sentença cautelar não desaparecem. de sequestro. art. Não obstante. de busca e apreensão. determine o modo como há de ficar n situação de fato. ou deveri ser proposta no prazo máximo de 30 dias (Cód. enquanto pender a ação principal. de alimentos provisionais. as ações de arresto. 808. Civ. a principal. é preciso. cessa a eficácia da medida cautelar (art. até que o juiz finalmente julgue improcedente a ação de reivindicação de Aulo Agério.

a exibição de coisa ou documento. 11) sem dúvida é litisreguladora. pois não importam em regulação da lide. é muito forte o vínculo de dependência da ação cautelar em relação à principal. e não enquanto pende uma ação principal. A sentença que julga procedente ação cautelar litisreguladora não deve condenar o réu nas despesas processuais e em honordrios advocatícios. inclusive as despesas processuais e os honorários advocaticios da ação cautelarl Julgada. I). 819. Tampouco são litisreguladoras a posse em nome do nascituro (os efeitos da sentença subsistem até a cessação da gravidez. porém. Assim. Efetivamente. o que se reflete no tema da responsabilidade pelas despesas processuais e pelos danos. deve-se entender subordinada a condenação a uma condição suspensiva: se o autor vencer também a ação principal. que pode não existir). os protestos. que se obrigou a prestar caução para garantir a execução de contrato. porque a caução é para o tempo de duração do contrato e não para o período de litispendência de uma ação principal. improcedente ação litisreguladora. ele deve indenizar o réu de todos os prejuízos decorrentes da medida (art. ainda que não seja proposta a ação principal c independentemente de seu resultado). nem têm sua eficácia condicionada ao processo principal. o afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (os efeitos da sentença subsistem até a cerimônia nupcial) e a entrega de bens de uso pessoal do cônjuge e dos filhos (eles têm direito à posse dos bens de uso pessoal. que nem sequer precisa ser indicada. Mas se alguém. se a sentença no processo principal ihe for desfavorável. As medidas cautelares probatórias não são litisreguladoras. Se condena. A caução substitutiva de arresto (art. Havendo litisregulação. propõe ação contra o que se recusa a recebê-la (art. notificações e interpelações. não há litiaregulação. a produção antecipada de provas. 829). 811. o ven- . a justificação.A ação para exigir ou para prestar caução pode ou não ser litisreguladora.

iori. hipótese em que a indenização C liquidada nos autos do procedimento cautelar (art. ou com julgamento de mérito favorável - . protestos. 811. A responsabilidade do autor é objetiva quando decorre da execução da medida (art. 16). Sobre o autor recai o encargo de prover às despesas de conservação da coisa litigiosa. notificações e interpelações. não há direito ao reembolso das despesas com sua alimentação. Na exibição de coisa ou documento. Por análogas razões. hipótese em que C necessária reconvenção e condenação em perdas e danos. tratandese de posse em nome do nascituro. independentemente de condenação anterior.0). Q 1. justificação. afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais e entrega de bens de uso pessoal do cônjuge e dos filhos. porque incumbentes ao dono. a p. afirmar o direito ao reembolso. A responsabilidade pelos danos decorrentes de medida c& telar injusta t objetiva. Somente na ação principal C que o juiz se pronuncia sobre as despesas e honorários advocaticios da produção antecipada de provas. a sentença deve condenar o vencido nas despesas e honorários. art. na ação principal. ou C fundada na culpa (md fé. A recusa de NumCrio Negidio a exibir documento comum não se torna justa pelo fato de. 20. nada importando o resultado da ação principal. o vencido deve ser condenado nas despesas e em honorários. em face da exibição judicialmente ordenada. ai. sem que se possa.cido deve ser condenado a pagar as despesas processuais e também os honorários advocaticios (art. se houve sequestro acautelatório de ação de reivindicação de um cavalo. porque afirma ou nega o direito à exibição. Assim. porque. parágrafo único). Aulo AgCrio se convencer de que não tem o direito que pretendia fazer valer na ação principal. julgada procedente. quando vencedor. já não importa o resultado da ação principal: o direito pode existir sem que haja necessidade de cautela. ou ação ordiniria condenatória. 811): I se o juiz declara extinto o processo principal sem julgamento de mtrito.

a de indenizar. 811. 11): IV . caput. 811. A regra da responsabilidade objetiva do autor é. III. se agiu de má fé. não tem a obrigação de devolvê-los e. 808). muito menos. notifica ou interpela s6 é obrigado a indenizar tendo havido abuso de direito. e arts. ainda que vença a ação principal.se o juiz acolhe. então. se o réu tinha a obrigação legal de exibir documento. e 808. O retardamento da citação não implica na resolução da medida (art. 804). desde que isso implique na cessação da eficácia da medida cautelar (art. 811. apenas no décimo dia. portanto. não tem direito a indenização. Pode. IV). I.se não intenta a ação principal no prazo de trinta dias (arts. Seria absurdo afirmar-se a responsabilidade do autor pelos prejuízos decorrentes da execução da medida cautelar! I11 . A mulher que obteve a entrega de bens de uso pessoal. 811. Suponha-se que o autor promova a citação do réu. e 16). 811. 806). 111. a mulher investida na posse dos direitos do nascituro não é obrigada a indenizar ocorrendo o nascimento sem vida. combinados). I1 . Nos demais casos. 11). surgindo. no procedimento cautelar. como a do réu e a do interveniente (arts. nem a indenizar o seu valor. a obrigação de indenizar. como medida preparatória de ação de desquite julgada improcedente. 1) ou promove a execução de seiitença cautelar cuja eficácia cessou (arts.se. 111. e 808. restrita A ações litisreguladoras executivas: a mulher que s obtém alimentos provisionais e perde a ação principal s6 é obrigada a restituí-los. para a ação cautelar. 811. 111. fundamentar sua revogação (art. obtida liminarmente (art. o cônjuge que obteve a entrega de bens de uso pessoal em ação de anulação de casamento julgada improcedente não & obrigado a restitui-los. porém.I i 1 ? i i I i ao réu (art. a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor (art 811. não promove a citação do réu dentro em cinco dias (art. a responsabilidade do autor é fundada na culpa. . quem protesta. e 808. O juiz não revoga a medida e julga procedentes as ações cautelar e principal. 807).

Belo Horizonte.. 2. salvo se couber. o atentado. 888). ordenar a guarda judicial de pessoas e depósito de bens e impor a prestação de caução (art. 889). i s quais não se aplicam as disposições gerais (argumento do art. a posse em nome do nascituro. Além dos procedimentos cautelares especificos. Medidas Preventivas. ao alcance da mão ou de instrumento pouco longo. os protestos. . o juiz pode determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. Pode o juiz proibir a realização de espetáculo ou representação. 812). 1958. o juiz pode vedar a ligação da corrente. a exibição. bem como o protesto e a apreensão de títulos. o sequestro.X . enquanto a causa não se decide (LOPES DA COSTA. notificações e interpelações.= ed. se empresa de energia elétrica faz passar perto de uma janela de sobrado. Alfredo de Araújo. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação (art. a busca e apreensão. o arrolamento de bens. quando houver fundado receio de que uma parte. Assim. os alimentos provisionais.PODER CAUTELAR GERAL O Código de Processo Civil divide os procedimentos cautelares em especificos e inespecificos. São procedimentos cautelares especificos: o arresto. 798). a justificação. 799). medidas provisionais (art. pág. São também procedimentos cautelares especificos as outra. Bernardo Alvares. a homologação de penhor legal. A esses procedimentos cautelares especificos aplicam-se as disposições gerais (art. caso em que pode autorizar ou vedar a prática de determinados atos. antes do julgamento da lide. u m condutor de alta tensão. a caução. a produção antecipada de provas. 23).

" (VILLAR. virá resolver o problema cautelar para as mutações das situações jurídicas. Pode o juiz.a ed. O juiz pode determinar o sequestro. se lhe foi entregue. os colha DE COo alienante. nomear depositário o autor e autorizá-lo a usar o bem sequestrado. ou. competindo ao juiz prevenir e reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça (art. dentro dos limites impostos Willard de Castro. São Paulo. 111). A Lei não tolera as gargalhadas do vencido. que. ou. 1971. 125. Ed. não contida nessa enumeração: a nomeação de tutor ou curador interino substituto. Rev. 798 e 799. porque não C taxativa a enumeração dos arts... t. 390)."A vedação à prática de determinados atos é medida de alcance incalculável. ali. tanto que. ou que os colha o alienante. 1959. bem aplicada. pág. Forense. é prevista outra medida cautelar. 8.O. se se recusou a entregá-los. se tem o dever legal de ate mesmo suprir as lacunas da Lei? . enquanto não se decide sobre os frutos pendentes.197. pode mesmo suspender administrador do exercício de suas funções. Se uma das partes pratica ou tenta praticar atos capazes de tornar inútil e risível a vitória da outra. 2. Rio. Como pode o juiz cruzar as mãos nas hipóteses que a Lei não previu expressamente. mentdrios ao Código de Processo Civil. no art. 78. pela nossa legislação. em casos de extrema gravidade. pág. em circunstAncias especialíssimas. aqui. Medidas Cautelares. dos Tribs. o adquirente (PONTES MIRANDA. 1. impõe-se a concessão da medida cautelar adequada. que pode tolher todos os atos contra direito e que.) Alcance não menor tem a autorização. autorizar que o adquirente da fazenda os colha. Pode o juiz nomear administrador provisório para pessoa jurídica acéfala e.

mas não deve rejeitar o pedido sob o fundamento de que o legislador não previu a medida solicitada: adequar a Lei ao caso concreto C função do juiz também quando se trata de pretensão à segurança.Sem dúvida. poderá exigir caução. h6 de sopesar os danos que a concessão da medida poderá causar com os danos que poderão resultar de sua denegação. rigoroso na apreciação da probabilidade da existência do direito ameaçado e do perigo da ineficácia prática da sentença definitiva. . há de ser prudente o juiz.

Daí a seguinte classificação: a) medidas cautelares litisreguladoras. Há mais elementos comuns entre a liminar em ação' de nunciação de obra nova (art. os resultados porventura alcançados não se refletiram no Código de Processo Civil. para a aplicação. do que entre estes e a justificação. E é patente que a liminar nas ações possessbrias (art. Algumas nem sequer são cautelares. Outras são atinentes à prova. Para tanto. Dentre as medidas cautelares. c) medidas cautelares probatbrias. 928. no que couber. 937) e os alimentos provisionais. porque a enumeração legal das medidas cautelares não obedece a um critério científico.XI . o que de forma alguma acontece. Sob o nome de medidas cautelares. as mais caracteristicamente cautelares cabem dentro do conceito de litisregulação. principalmente. seria necessário que o Livro Terceiro do Código enfeixasse todas as medidas cautelares e.CLASSIFICAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES Se é que a doutrina processual civil já conseguiu caracterizar perfeitamente as medidas cauteIares. o legislador enfeixa coisas tão dispares como o sequestro e a produção antecipada de provas. São medidas que a Lei considera cautelares. ou constituem forma de prova. das normas que regem as medidas cautelares. sb medidas cautelares. que ele não inclui entre as medidas cautelares. . b) medidas submetidas ao regime das cautelares. aproxima-se muito mais do sequestro do que a produção antecipada de provas. distinguindo-as das demais.

1958. mas a litisregulação. Uteha. e 3. 2. 243-52). O que Carnelutti não viu é que há sempre regulação provisória da lide. seria necessário que esses alimentos fossem. Existe. quer sejam. abandonou essa idéia. pág. A idéia de litisregulação aponta para essa realidade de duas faces: quando. se a Lei nega o sequestro. mas também há regulação provisória da lide.XII . ainda que ninguém pretenda cautela. págs. e não o das medidas cautelares. por não explicar como e porque a composição provisória da lide poderia ser útil à sua Francesco. a Lei prevê o sequestro. devidos os alimentos provisionais. há regulação provisória da lide. Morano. A litisregulação não existe por ser útil.MEDIDAS CAUTELARES LITISREGULADORAS Muitas meditações tendentes a isolar o "vírus" das medidas cautelares me levaram a concluir: 1. para que seja útil o tratamento comum de todas as medidas tendentes a acautelar direitos. Posteriormente. existe litisregulação. porque não poderia deixar de existir: na ação de alimentos. Carnelutti viu. Napoli. devidos e não devidos. Buenos Aires. para determinado caso. uma regulação proFrancisco. ao mesmo tempo. procesal civil. Para que não houvesse litisregulação. publicado na Revista da Consu2toria Gera2 do Estado do Rio Grande 49 4 Medidas Cautelares . Diritto e prccomposição definitiva (CARNELUTTI. 1944. quer não sejam.0) que o conceito de cautela é demasiadamente amplo e genérico.0) que. Sistema de derecho visória da lide (CARNELUTTI. o que mais importa não é a cautela. nas medidas usualmente consideradas como tipicamente cautelares. nas medidas cautelares. Sobre o conceito de litisregulação escrevi um artigo.0) que o lugar próprio das medidas cautelares probatórias é o da prova. 356). cesso.

apenas um tem razão. aqui.6-direito material não admite atos conporque traditórios. não se poderia. A diferença. . O juiz. Esse direito. a carregar em seu bojo a lide. A proibicão de inovar está contida. o juiz não aplica o direito material. mas não juiz. Há todo um conjunto de normas processuais que regulam. págs. Dos dois sujeitos. Se soubesse. Representa-se a Justiça com uma venda nos olhos. pois quer a paz e não a guerra. enquanto pende o processo. A mesma ordem jurídica. a viagem acaba.e. extingue-se o processo. porque só aquele que não viu é que pode julgar. do Sul (RCGERS. A incidência foi no passado. 3. Com a aplicação do direito material. que deve julgar a lide segundo o direito material. A esse conjunto de normas é que denomino de litisregulação. Ao juiz incumbe aplicar a norma juridica de direito material que incidiu. as mesmas relações já reguladas pelo direito material. um que exige e outro -que resiste. de certa forma. no poder de julgar a lide. tambkm estabelece prr a proibição de inovar e outorga ao juiz o poder de regular as lides pendentes. porém. . . que veda a defesa privada é entrega ao juiz o poder de julgar as lides. em última análise. 1972...o julgamento não sobrevém. tornar mais claro o pensamento. enquanto sub judice. que o juiz aplica para servir ao processo. está contido. Porto Alegre. No presente. vol. A aplicação será no futuro. o que se tem é o processo. de forma alguma.0. A norma litisreguladora se superpõe à norma de direito i ?< . 55-69). Da mesma forma. pois o processo não é senão u m ~ r u m e n t o de realização do direito material. ignora quem tem razão. poderia ser testemunha.. na vedação da defesa privada. enquanto . todavia. não poderia senão ser processual. é que ao regular a lide pendente. jurisdicional aos atos pelos juiz regula a lide eriquanto lide. Tento.. o poder de dizer como deve ficar a lide. quando se chega ao destino. Assim. já que ignora a sua incidência.caráter negar o .

O. constitui uma relação jurídica em sentido amplo. págs.a ed. é qualquer objeto de direito sobre o qual se litigue. Também implica na existência de relação jurídica num sentido mais restrito.. na pendência da lide. .. 219) Por coisa litigiosa não se entenda apenas bem material. porque. Atentado é o ato ilícito que contravém à proibição. 105 e 107. desde que antes do trânsito em julgado da sentença. 881). sem ela. Entretanto. supõe a . A proibição de inovar decorre da litigiosidade da coisa. 9. I). noutro processo de medida preventiva. 888. porque lhe incumbe regular a lide. A norma litisreguladora geral é a que estabelece a proibiçiío de inovar. Forense. ou outra medida. na existência de uma relação interpessoal. t. t. 2. Constitui atentado o ato praticado por uma das partes. que importe em violação da proibição r)uy. art. estabelecida pela citação válida (art. DE Comentdrios ao Código de Processo Civil. Proc. a fim de que a demora do processo não agrave os danos. 8. A ação de atentado visa a reposição no estado anterior (C6d.) A proibição de inovar impede até mesmo a realização de obras de conservação na coisa litigiosa ou judicialmente apreendida (art. suspendendolhe temporariamente a eficácia. 377. isto é. se foi ordenado. ou mesmo de determinar a sua realização. "Não há atentado antes da citação. Como norma jurídica que é. Pode haver atentado depois da conclusão do feito. ou o arresto.material que acaso incida sobre a mesma relação. pág. não há pendência da lide. de inovar. esse processo basta para que se componha a figura da coisa litigiosa.existência de uma relação interpessoal que. o dever de não inovar é processual.O." (PONTES MIRANDA. Se a lide decorre do fato de que uma das partes pretende . qualificada pelo fato de o Direito atribuir a uma delas (sujeito ativo) algum poder jurídico a que corresponde a sujeição jurídica da outra (sujeito passivo). Rio. 1959. o sequestro da coisa. por sofrer a incidência de norma jurídica. o juiz tem o poder de autorizfilas. Civ.

ainda que possa ocorrer que o direito material lhe assegure o direito de não fazer.O 1. até mesmo. pode o juiz determinar a imediata interdição. por exemplo. Todavia.I i I impedir que a outra faça alguma coisa. tal não acontece na nunciação de obra nova. se a lide decorre do fato de pretender o autor que ele faça alguma coisa. no curso do processo. art. líquida 8iiUiliquida.. Entretanto. ação que é especial exatamente em virtude da necessidade que o legislador sentiu de regular diferentemente a lide. ou mesmo de pessoa. o juiz. A demolição é medida definitiva. ou outro interesse pUbIico (art. como. a pretensão dos pais que reclamam o filho de quem ilegalmente o detenha (Cód. para resguardar a saúde. A interdição é provisória. Aquele que resiste conserva a sua liberdade. 888. no curso do processo. Pode praticar os atos que o pretensor quer impedir. de coisa certa ou em espécie.. em atentado (art. então. a segurança.--. I. móvel ou imóvel. 119. porém. deve o objeto da pres- . 384). admitindo que o juiz conceda o embargo liminarmente. 937). somente a sentença pode tornar efetiva a proibição. a decretação de inconstitucionalidade em tese de lei ou ato normativo federal ou estadual (Emenda Constitucional n. ordena que o réu pratique ato. VIII). A litisregulação responde principalmente às seguintes indagações: a) Enquanto se ignora se o réu deve o dinheiro. art. A maioria das pretensões visam à prestação de quantia em 2 . Também há pretensões que visam à prestação de dechração de vontade e.---% dinheiro. porque eficaz apenas enquanto pender o processo para decidir se o réu tem ou não a obrigação de demolir. ou após justificação prévia (arr. Civ. 879). 1) . ou mesmo a demolição de prédio. A infração ao mandado judicial importa. Em um e outro caso. a coisa ou a pessoa exigida pelo autor. O réu também conserva a sua liberdade. fundado em norma processual. porque o estado de fato que o prccesso encontrou foi o da liberdade.

808. Por isso mesmo. 776). porque independe de qualquer ato. ser entregue ao demandante ou ficar em poder do Estado? b) Enquanto se ignora se foram ou não satisfeitos os pressupostos de criação. enquanto se ignora quem Cm razão? e rk A regra gpal.. após o trânsito em julgado da sentença nele proferida. enquanto se ignora se ele deve o ato exigido pelo demandante? Pode o réu praticar o ato cuja abstenção é exigida pelo autor..tação permanecer com o réu. Proc. . em decorrência de processo. havendo perigo na demora. A constituição do penhor depende de ato judicial (sentença constitutiva. permite a Lei que o credor se aposse da coisa.. 874). art. art. ou do juiz (sentença executiva lato sensu) Litisregulação por ato do demandante ocorre. Sua aplicação não apresenta dificuldades. donde a conseqüência: desconstitui-se o penhor. modificação ou extinção de relação jurídica (ou de eficácia de norma jurídica) como deve ela ser havida? c) Pode omitir-se o réu. o próprio demandado entrega o objeto da pres- . não sendo proposta a ação principal no prazo de trinta dias (art. faz efetivo o penhor. I) As vezes. por exemplo. As demais hipóteses são excepcionais. exigem norma expressa (ainda que geral) Também exigem ato: ou do próprio demandante (justiça de mão própria) . resultando simplesmente da inércia. com eficácia ex tunc) e. quando o credor. ao qual a Lei defere pretensão à constituição de penhor (Cód. Civ. que o pratique atendendo a um 6nus processual. Civ. é que o mundo fático somente deve sofrer alteração. . 779). O Código de Processo Civil concebe a homologação & penhor legal como medida cautelar (Cód. ou a dever imposto por sentença.-a que não expressa em texto de lei. . ou do detentor ou possuidor do objeto da prestação. provavelmente preparatória. art. Civ. antes de recorrer à autoridade judiciária (Cód. embora se ignore se procede ou não a pretensão.

A observação é necessária. decorrente de norma processual litisreguladora. O exame da ação de caução mostra o quanto é insatisfatória a idéia de cautela para explicar as medidas cautelares. Há pretensão à restituição de título. A ação de alimentos provisionais (arts.. Sua inclusão entre as ações cautelares atende a uma alternativa que configura nítida hipótese de litisregulação: o réu pode obstar à prisão exibindo o título para ser levado a depósito (art. 2. 8. Rio. Suponha-se que um contrato contenha cláusula de prestação de caução. 455 e 459. quando o réu paga alimentos provisionais. t. Efetivamente.) Elimina-se essa contradição. na ação de apreensão de titulo.a ed. Tal depósito somente cessa quando transita em julgado a sentença na ação declaratória ou de cobrança do título (art. mas nem toda caução é litisreguladora. 886. I). que consiste em afirmar que há medidas que acautelam sem serem cautelares. bem como com o depósito de seu valor e das despesas feitas. 8521 854) tem nítido caráter litisregulador. ou mesmo ao demandante. ainda convencional. satisfeita pelo juiz mediante sua busca.0. apreensão e entrega ao possuidor esbulhado. com a observação de que toda caução é cautelar. atendendo a dever. Não obstante.tação ao Estado. págs. Em toda caução. existe a "ação de caução não cautelar"! (PONTES MIRANDA. Aquele que é obrigado a dar . 887). ou a dnus. C ineliminável do conceito. 1959. mas os efeitos jurídicos não são idênticos. É o que ocorre. por exemplo. ela aparece". É o que também ocorre quando o réu deposita o titulo ou seu valor. implícita no &imo caução. Em princípio. A prisão é meio coercitivo que atende à necessidade de cooperação do réu. essa ação é executiva e nãcxautelar. porque visa obter uma condenação eficaz apenas durante o período em que se ignora o quanlum dos alimentos devidos ou mesmo a existência da obrigação de prestá-los. Forense. DE Comentários ao Código d e Processo Civil. num e noutro caso. "certa preventividade. porque o procedimento da ação de caução é o mesmo.

no mesmo processo. A ação para exigir caução (art. 829). por exemplo. DE sem que se possa negar a natureza executiva do ato. O ato pelo qual o juiz restringe a posse do demandado para. 831). porque restringe o con- . tratar-se-á de medida meramente submetida ao regime das cautelares. A situação é bastante diferente. satisfazer a pretensão do caudemandante. que pode permanecer como possuidor direto. eficaz enquanto existe litispendência. há litisregulação por ato do demandado. em obediência à norma litisreguladora. Também há litisregulação. pelo juiz. cujas regras se lhe aplicarão apenas no que couber. no depósito preparatório de ação. 808.caução pode requerer a citação da pessoa a favor de quem tiver de ser prestada (art. seja para entregá-lo ao demandante. Constituída a caução. nem sempre importa em se tirar fisicamente a coisa das mãos do demandado. que é autor. que é regido pelo art. através de ato do oficial de justiça. há litisregulação. a fim de que aceite a caução (art. 819. 829 do Código de Processo Civil. seja para entregá-lo a depositário (posse indireta do Estado). especifico de processo cautelar. eventualmente cautelar. porém. a titulo de depósito. Sempre que há restrição à posse. pela simples razão de que não há ação principal a ser proposta. sob pena de sequestro. da caução prestada para obstar à execução de arresto (art. O apossamento. (PONTES MIRANDAconsidera-o mandamental. O que sempre ocorre é que se restringe a posse do demandado. o juiz se aposse do objeto da prestação. ou conteste o pedido. I). 830) é ação cominatbria. posteriormente. mas por ato do demandante. Mais comumente. 11) . no prazo de trinta dias (art. em lugar do demandado. éEtelar quando constitui objeto. Quando alguém presta caução para garantir a exequibilidade de eventual condenação. sua eficácia não cessa por não se propor a ação principal. pois é modalidade de caução. como na hipbtese de se exigir a prestação de caução. 829). por se tratar de ação autônoma. na ação de caução (art. Também pode ocorrer que.

888. se cautelar (art. agora. 855). é de dinheiro que ai se trata. VI). VII). 888. O ato de restrição da posse C executivo apenas quando tem por fito a satisfação. tratando-se de coisa imóvel. 858). o direito de visita est8 regulado na parte final de um inciso. A medida cautelar correspondente é o sequestro. A medida cautelar denominada busca e apreensão (art. o amolamnto cautelar de bens (art. a imissão na posse.I I 1 1 ceito de execução. e ao exercício do direito de visita (art. a posse provis6ria dos filhos mereceu apenas um inciso de um artigo. 813). assim. o ato pelo qual o juiz lhe restringe a posse de tantos bens quantos necessários para o pagamento chama-se penhora. a escala de valores de nossa civilização. são atos executivos (art. Há uma secção para o sequestro. O processo civil tem se preocupado predominantemente com os bens. Modalidade de sequestro é também. Reflete-se. esquecido de que as pessoas são mais importantes do que as coisas. os provimentos judiciais referentes à posse provisória dos filhos (art. tratando-se de coisa móvel. estão regulados em secção própria. Os alimentos provisionais. o dep6sito de incapazes (art. 888. 888. Há uma secção para o arresto. se executivo (art. e a busca e apreensão. porque. e não mero acautelamento. É sequestro de uma universalidade de bens. A litisregulação de pessoas. Trata-se a busca e apreensão de pessoa da mesma forma que a busca e apreensão de coisa. que se contrapõe à litisregulação de bens. 839). Dai a marcada insuficiência. Quando é coisa certa o objeto da prestação. 659) e arresto. 625). das normas atinentes às relações regidas pelo Direito de Familia. V) e a busca e apreensão de pessoas (art. à comunidade . compreende: o afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal (art. no Código de Processo Civil. no Código de Processo Civil. O casamento obriga ao debitum conjugale. à sua guarda e educação.) Quando é dinheiro o objeto da prestação do demandado. 111). enfim. pois que se nomeia depositário (art. sim. 839) C modalidade de sequestro.

para a qual é legitimado ativamente s6 quem alega e prova ser o titular do pátrio poder. subtraia . lato sensu. de medida meramente submetida ao regime das cautelares. porque incapazes são pessoas e não coisas. ou quem tem a guarda de incapaz. executase a decisão mediante mandado de busca e apreensão. sem ser ação de reivindicação. ou já propôs. V). VI). 111). A respeito da assistência interconjugal durante a separação dispõe a sentença que fixa os alimentos provisionais. ação de desquite. Assim. 888. ou furtivamente. dispor sobre a posse provisória dos filhos (art. 356. o que Pontes de Miranda chama de ação de vindicação. de nulidade ou anulação de casamento. t. Comentários ao Código de Processo Civil.0. Suponha-se. a de destituição do pátrio poder ou a de remoção de tutor ou curador. A busca e apreensão de incapaz pode constituir ato de execução de decisão cautelar ou definitiva. 8. nem mãe. 888. VII). nem tutor ou curador. inconfundível com a medida cautelar de busca e apreensão. ou declaratória de sua inexistência. bem como regular o exercício do direito de visita (art. A ação principal é. ou sobre sua guarda e educação. em caráter definitivo.de residência. que constitui. 888. por exemplo.. então. que não se identifica com a de reivindicação. Se o juiz defere provisoriamente a guarda de incapaz a quem não é nem pai. A força. Se uma das partes vai propor. ato de execução. o juiz impor a um dos cônjuges o afastamento temporário da morada do casal (art. então. Pode também ocorrer que se proponha ação para obter em definitivo a posse de incapaz (ação de busca e apreensão) sem caráter cautelar. enquanto o juiz não julga (litisregulação). surge o problema de se determinar em que pé ficam essas relações. se o juiz defere a um dos c8njuges a posse provisória dos filhos ou decide entregá-los a terceiro. que alguém. aí. pág. ou o tutor.) Trata-se. 1959. geralmente. à assistência de um cônjuge ao outro e. Ação de vindicação. Forense. compóese a figura do depósito de incapaz (art. ou o curador. Tem-se. (V. à guarda e educação dos filhos. Pode. então. Rio. 2. por exemplo.a ed. 888.

preparatória ou incidentemente. o interessado em obter a posse do incapaz tem de propor ação ordinária. I) não é razão bastante para que se tenha por ineücaz a medida. Mas. por exemplo. bem como de casados e separados de fato que não queiram desconstituir a sociedade conjugal. o que exclui a incidência das normas que supõem litisregulação. para que o juiz decidisse definitivamente sobre a guarda do incapaz. Havendo lide de não casados pela posse dos filhos comuns. 808. para que o juiz disponha definitivamente a respeito. tem de propor. . e a principal. é a proteção da pessoa do incapaz que afasta a cega aplicação de algumas normas processuais. a ação cautelar de busca e apreensão. Assim. Seria demasia exigir a propositura de duas ações: a cautelar. se o juiz concedeu a busca e apreensão. medida tipicamente litisreguladora. para reavê-lo incontinenti. para obter imediatamente a posse. porque provado que o menor correria risco de vida em mãos da parte contrária. o simples decurso do prazo de trinta dias (art. Aí. Tal não é necessário. porque nas medidas submetidas ao regime das cautelares há o aproveitamento do rito sumário das medidas cautelares para a obtenção de fins não cautelares.- dos pais ou do tutor o filho ou tutelado.

Aqui. 1 e 11). o Direito admite que se possa invocar a tutela jurisdicional antes da lesão de um direito subjetivo. entrementes. De outro lado. 808. 4 . então. Nem basta a provisoriedade para distinguir as medidas cautelares. porque nem tudo o que é provisório é cautelar. mas têm sua duração limitada àquele periodo de tempo que vai da emanação do ato cautelar ao definitivo. Temporário é simplesmente aquilo que não dura sempre. Em certos casos. continua Calamandrei. diz Calamandrei. Na verdade. porque seus efeitos juridicos não são meramente temporários.XIII . em tutela preventiva. não são apenas temporárias.MEDIDAS SUBMETIDAS AO REGIME DAS CAUTELARES Tais medidas não são cautelares. As medidas cautelares. Tal submissão é necessariamente parcial. Provisório é aquilo que se destina a durar até que sobrevenha um evento posterior. São medidas que o Código de Processo Civil submete ao regime das cautelares. o estado de provisoriedade. em oposição à tutela repressiva. nos . notadamente as que limitam sua eficácia ao período de litispendência (art. São provisórias. é preciso não confundir tutela preventiva com tutela cautelar. pelo só fato de que a lesão se anuncie próxima e provável. as medidas cautelares propriamente ditas são litisreguladoras e é por isso que têm sua duração limitada ao periodo de tempo que vai da emanação do ato cautelar ao definitivo. Fala-se. embora tenham por fundamento o perigo de dano. porque sua natureza exclui a incidência de certas normas que regem as medidas cautelares. em vista e à espera do qual permanece. porem. Das medidas cautelares se diz que são provisórias. principalmente para o aproveitamento do rito sumário das medidas cautelares.

da medida definitiva. cautelares. Assim também a busca e apreensão de menor obtida pelo pai contra o raptor. Também entram nessa categoria a entrega de bens de uso pessoal do cdnjuge e dos filhos (art. A eficácia da sentença que determina o afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos . aquelas medidas que não têm sua eficácia condicionada resolutivamente ao advento de outra medida. com o fim de prevenir o dano que poderia decorrer da Piero. 888. por exemplo. pois. Assim. Introduzione allo studio sistematico dei prowedimenti cautelari. portanto. 1936. Nisto. em certos casos.) Não são. A medida é. isto é. ainda que submetidas (parcialmente) ao regime das cautelares.o afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (art. a propositura de outra ação. O cdnjuge e os filhos têm direito à posse dos bens de uso pessoal. demora da mesma. Y. Tutela cautelar há somente quando. as cauções constituidas para assegurar o cumprimento de contrato. pois. não o genérico perigo de dano que. está a essência das medidas cautelares: antecipação provisória de certos efeitos da medida definitiva (principal). mas o perigo daquele ulterior dano marginal que poderia derivar da demora do procedimento ordinário. se pode obviar com a tutela ordinária (preventiva). com efeitos definitivos. definitiva. se afasta o periculum in mora. e não até que cesse a litispendência. 11). 888. qualquer que seja o resultado da ação principal. cuja eficácia permanece até a extinção do contrato. J) e a posse em nome do nascituro (art. já que seria absurdo exigir-se. através de uma medida judicial. no caso. principal. Padova. E a demora desta que se procura tornar inócua com uma medida cautelar que lhes antecipe provisoriamente os efeitos. (Cf. 877). Cedam. CALAMANDREI.3 encontramos diante de casos de tutela ordinária.

porque não há l i t i s r e g u w Ao contrário. A tutela é preventiva e provisória.pais permanece até a realização da cerimônia nupcial. o autor deverá reconstruir ou indenizar. A posse em nome do nascituro cessa com o nascimento. a demolição de prédio é litisreguladora. A incerteza é quanto ao nascimento com vida. pelo menos quando determinada liminarmente. mas não há ação principal a ser proposta. porque se procede P demolição. . Não está condicionada resolutivamente ao advento de outra sentença. enquanto se ignora se procede ou não a pretensão do autor à demolição. Julgada improcedente a ação. e não quanto ao conteúdo de outra sentença.

Tampouco se pode afirmar que perde o direito de regresso. Civ. a saber: os protestos. umas são atinentes à prova. 867) e o protesto de títulos (art. motivo por que me limitarei. Também parece evidente que a prova constituida antecipadamente não se desconstitui por não se propor a ação principal no prazo de trinta dias. o credor que tempestivamente protestou o título. 846) e a justificação (art. . a saber: a exibição de coisa (Cód. 808. por não se propor a ação de cobrança no prazo de trinta dias. por não propor a ação principal no prazo de trinta dias. a fazer algumas ligeiras observações. Parece evidente. art.MEDIDAS CAUTELARES PROBATORIAS O lugar próprio dessas medidas é o da prova. notadamente a do art. por não se propor a ação principal. no prazo de trinta dias. notificações e interpelações (art. Das medidas probatórias. A colocação dessas medidas entre as cautelares provoca problemas que só encontram solução com o afastamento da incidência de normas contidas nas disposições gerais das medidas cautelares. Também parece evidente que a denúncia de contrato comunicada 3 parte com trária por notificação judicial não deixa de produzir seu efeito extintivo. aqui. a produção antecipada de provas (art. Efeito da interpelação C constituir o devedor em mora e parece evidente que a mora não desaparece pelo fato de não ser proposta a ação principal no prazo de trinta dias. 882).XIV . 861). '844). que a eficácia do protesto interriiptivo da prescrição não cessa.. por exemplo. Proc. Outras são forma de prova.

motivo por que concluo o presente trabalho com a afirmação de que a idéia de cautela deve ser substituída pela de litisregulação. não se pode regular adequadamente um conjunto heterogêneo de institutos. que é o da prova.Na verdade. o que importará na colocação das medidas cautelares probatórias no seu devido lugar. O P Indústrias de Papel . MELHORAMENTOS DE SAO PAULO. Serviço Gráfico da C M .Rua Tito. tais como os que são atualmente englobados sob a denominação comum de medidas cautelares. 479 São Paulo .