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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DELEGAÇÃO REGIONAL DO ALENTEJO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE PORTALEGRE Operador de Jardinagem – EFA – B3 - Elvas

TIC 3C Formadora: Helena Nabais

Esta é a famosa lenda, do cavaleiro português que foi buscar a bandeira (estandarte) a Espanha. Esta história enquadra-se no tempo do rei D. Fernando, na crise política de (1383-1385), em que se travaram grandes lutas entre portugueses e espanhóis, pela sucessão da coroa de Portugal. O Alcaide-mor de Elvas é o Gil Fernandes, irmão de D. Nuno Álvares Pereira. Diz a lenda que a filha do alcaide conhecera um cavaleiro pelo qual se apaixonou perdidamente. Naquele tempo não era permitido que a filha dum alcaide se casasse com nenhum mancebo que não pertencesse à realeza. Como o cavaleiro e a donzela se amavam, o Alcaide decidiu, impor uma dura prova, para que fosse impossível de concretizar ao cavaleiro. O Alcaide mandou chamar à sua presença o cavaleiro, dizendo-lhe que se ele conseguir-se ir a Badajoz recuperar o estandarte português que tinha sido roubado em Espanha, e lho trouxesse, lhe concedia a mão da sua filha. O cavaleiro ouvindo isto, alimentou o seu cavalo durante vários dias a favas. Quando chegou o dia da procissão da festa de Badajoz, o cavaleiro partiu cavalgando dia e noite sem parar. Quando chegou a Badajoz, realizava-se a Procissão do Corpo de Deus, e ele arrancou das mãos do espanhol, que era portador da bandeira, com o estandarte na mão regressou cavalgando sem parar. Ao chegar a Elvas dirigiu-se ao castelo. Para sua surpresa os portões do Castelo estavam fechados por ordem do Alcaide, porque do castelo se avistavam já tropas Espanholas. O cavaleiro não sabendo o que se passava cavalgou todas as muralhas em volta do castelo procurando uma entrada aberta para escapar mas não conseguiu. Desesperado fugiu da perseguição dos espanhóis, mas o seu cavalo cansado não resistiu e morreu. O Cavaleiro, visto não poder entrar no Castelo, resolveu não deixar a sua missão por cumprir, e lançou o estandarte por cima da muralha, ao mesmo tempo que foi ferido e capturado pelos espanhóis, então gritou: - Morra o homem e deixe a fama. Estando ferindo gravemente, o seu corpo com espadas e lanças, levaram-no para Badajoz, onde acabou por morrer num caldeirão com azeite a ferver.

KIBER SITHERC 1 11 20 30 2 12 21 31 3 13 22 32 4 14 23 33 5 1 24 34 6 5 25 35 7 16 26 36 8 17 27 37 9 18 28 38 10 19 29 39 . Sancho II (o conquistador de Elvas aos mouros em 1226 e à qual concedeu foral em 1229). há uma corrente que diz que tem a ver com o cavaleiro. enquanto outros estudiosos referem-se a D. em Badajoz. O cavaleiro anónimo do brasão será para muitas gerações o fiel cavaleiro que foi recuperar o estandarte português a Espanha PROF. uma caldeira.INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DELEGAÇÃO REGIONAL DO ALENTEJO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE PORTALEGRE Operador de Jardinagem – EFA – B3 .Elvas TIC 3C Formadora: Helena Nabais Posteriormente os espanhóis realizavam na frente da procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje se discute a origem do brasão da cidade de Elvas. enquanto em Elvas os portugueses mostravam a bandeira tomada pelo cavaleiro na festa da cidade.

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