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Preparatório para o Curso de Formação para Oficiais PM-BA

1) Considera-se lugar do crime: a) aquele em que se realizou qualquer dos momentos do "iter". b) onde o agente praticou os atos executórios. c) aquele em que o agente desenvolveu a atividade criminosa. d) o lugar da produção do resultado. e) o local da consumação. Resposta: Letra “a”. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Trata-se da teoria da “ubiquidade”, acolhida pelo nosso CP no art. 6º. 2) Se o agente atira na vítima quando tinha 17 anos e a vítima morre vinte dias depois, quando o agente já completou 18 anos: a) responderá pelo crime, pois considera-se tempo do crime o da ação ou da omissão. b) não responderá, pois tempo do crime é o da conduta e não o do resultado. c) responderá, mas o fundamento é o de que o tempo do crime é o do resultado. d) dependerá da lei penal vigente. e) NDA Resposta: letra “b”, não responderá, porque a maioridade penal é aferida ao tempo da conduta, ainda que outro seja o momento do resultado. Trata-se, aqui, da teoria da “atividade”, acolhida pelo CP em seu art. 4º. 3) Se o agente inicia o sequestro quando ainda era menor de 18 anos, e devolve a liberdade da a vítima após alcançar a maioridade: a) responderá pelo sequestro; b) responderá pelo sequestro, mas com redução da pena, pois o iniciou ainda em menoridade; c) responderá perante o juizado da infância e juventude, por conduta análoga ao crime de sequestro, dada a sua condição de menor no momento da ação ou omissão, ainda que outro fosse o momento do resultado, como previsto pelo Art. 4º do CPB (Lei penal no tempo - teoria da atividade); d) responderá pelo sequestro, pois o tempo do crime é o da conduta e o do resultado – ambos os momentos; Resposta: Letra “a”. Tendo em vista que o seqüestro é crime permanente, em que o momento consumativo se protrai no tempo por ato de vontade do agente. Iniciado enquanto o agente era menor de 18, mas prolongado o seqüestro até a data em que o agente atinge a maioridade, ele responderá pelo crime. 4) Lei posterior que passa a cominar ao crime de uma pena menor: a) não tem aplicação aos fatos anteriores porque cometidos anteriormente à sua vigência. b) tem aplicação aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. c) tem aplicação aos fatos anteriores, desde que não tenha ocorrido o trânsito em julgado da sentença condenatória. d) tem aplicação aos fatos anteriores, mas tão somente para fazer cessar os efeitos civis da sentença condenatória. e) tem aplicação aos fatos anteriores, desde que não tenha ocorrido o trânsito em julgado da sentença condenatória para a defesa. A "novatio legis in mellius" tem aplicação retroativa, "ainda que sobre fato decidido por sentença condenatória com trânsito em julgado". É a regra expressamente contida no parágrafo único do art. 2º do Código Penal. É incondicional. Considerase mais benéfica a norma que amplie o âmbito da licitude penal. A competência para aplicá-la, quando houver trânsito em julgado, é do juiz da execução (art. 66, I, LEP e Súmula 611 do STF). 5)Assinale a correta: (concurso MP/RS) a) a lei nova mais benéfica retroage sem nenhuma limitação, mas não pode alcançar sentença condenatória transita em julgado. b) a lei nova descriminante, além de extinguir o crime, também afasta a execução e os efeitos penais e cíveis da sentença condenatória. c) a medida provisória, quando convertida em lei federal, pode estabelecer crimes e cominar penas. d) o princípio da determinação é corolário do princípio da legalidade. Resposta: Letra “d”. A lei nova mais benéfica retroage e pode alcançar a sentença condenatória transita em julgado (art. 2º, § 1º, do CP). A lei nova descriminante, denominada "abolitio criminis", extingue o crime e os efeitos "penais" da condenação (art. 2º, "caput", do CP), mas não apaga os efeitos cíveis. A medida provisória, mesmo convertida em lei federal, não pode estabelecer crimes e cominar penas (TFR, 4ª Reg., RHC 412.908, DJU, 23 ago. 1990, p. 18785). O princípio da determinação é um princípio-garantia de técnica legislativa. O tipo penal não deve ser aberto, vago, impreciso, ou permitir largo curso às normas penais em branco. A legalidade rigorosamente entendida exclui que a lei penal utilize na criação das incriminações a chamadas leis abertas sempre perigosas, sempre suscetíveis de abuso judicial. Embora não se possa exigir do legislador uma descrição casuística de cada comportamento passível de sanção, nem por isso há de se admitir cláusulas exageradamente genéricas. O verdadeiro perigo que atualmente ameaça o princípio da legalidade não decorre na analogia, mas de leis penais indeterminadas, nas quais o fato vem mal descrito, quase ensejando com que o juiz se substitua ao legislador. Os textos legais devem ser precisos, em linguagem clara, definindo bem as incriminações e indicando sem erro possível as penas aplicadas. 6) A lei penal: a) é aplicável apenas no território brasileiro, princípio da territorialidade b) é aplicável também em relação a fatos ocorridos no exterior, mas somente quando a vítima tiver sido brasileira c) tem aplicação extraterritorial e sempre incide incondicionadamente d) é aplicável a fatos ocorridos no exterior Resposta: Letra “d”. Como regra, a lei penal brasileira é aplicável no território nacional. O CP o conceitua no art. 5º. Mas a nossa lei penal também é aplicável a fatos ocorridos fora do território brasileiro (diferentemente do que consta na letra “a”), não incondicionadamente (diferentemente do que consta na letra “c”), nem só quando a vítima for brasileira (diferentemente da letra “b”). Os casos de extraterritorialidade estão previstos no art. 7º do CP (inc. I - incondicionada; inc. II condicionada). CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária Execução de Mandados Considere a seguinte situação hipotética. Entrou em vigor, no dia 1.º/1/2008, lei temporária que vigoraria até o dia 1.º/2/2008, na qual se preceituou que o aborto, em qualquer de suas modalidades, nesse período, não seria crime. Nessa situação, se Kátia praticou aborto voluntário no dia 20/1/2008, mas somente veio a ser denunciada no dia 3/2/2008, não se aplica a lei temporária, mas sim a lei em vigor ao tempo da denúncia. ( ) Certo ( ) Errado

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Direção Prof. Ivã Magali