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Modelos de Gestão da Degradação em Edifícios

-
Influência de factores de degradação no aparecimento de
manchas nas fachadas



Jorge Miguel Macieira da Costa

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em
Engenharia Militar





Júri

Presidente: Professor Jorge Manuel Caliço Lopes de Brito

Orientador: Professor Pedro Vaz Paulo

Co-Orientador: Professor Fernando António Baptista Branco

Vogal: Professor João Ramôa Correia

Vogal: Tenente-Coronel Albano Silva


Dezembro de 2011



MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Sumário

I

Título: Modelos de gestão da degradação de edifícios – Influência de factores de degradação no
aparecimento de manchas na fachada

Autoria: Jorge Miguel Macieira da Costa

Curso de Mestrado em: Engenharia Militar

Orientador: Professor Pedro Vaz Paulo

Co-orientador: Professor Fernando António Baptista Branco
Sumário
Actualmente, verifica-se uma crescente preocupação face ao aumento significativo da degradação do
parque construído, pois os custos provenientes da reparação e manutenção dos mesmos têm sido
elevados. Visto os recursos financeiros serem limitados é necessário optimizar a utilização dos
recursos existentes efectuando uma gestão racional e previamente planificada dos mesmos.
Destacam-se claramente as metodologias de previsão de vida útil de componentes e materiais de
construção, que são essenciais para a criação de planos de manutenção e intervenção no período de
serviço do património edificado.

Neste contexto, a presente dissertação insere-se numa linha de investigação sobre a previsão da vida
útil de materiais e componentes de construção, sendo adoptada uma metodologia de investigação
baseada na inspecção de edifícios em serviço para efectuar a previsão da vida útil de pinturas. Esta
investigação é desenvolvida com recurso a dados de campo que permitiram a elaboração dos
factores de degradação assim como a sua influência na anomalia considerada, sendo esta a retenção
de sujidade. Seguidamente efectuou-se a quantificação da anomalia que, juntamente com os factores
de degradação adoptados, permitiu analisar a evolução da anomalia através de gráficos de
degradação e modelos determinísticos.

No decorrer da investigação, realizou-se a inspecção de 131 edifícios situados na zona de Lisboa,
mais especificamente em Madragoa. Estas inspecções permitiram efectuar a passagem da teoria a
prática da metodologia anteriormente proposta, servindo de fundamento para efectuar a análise da
evolução da degradação e adopção de factores de degradação com o objectivo de efectuar uma
estimativa da vida útil.
Palavras-Chave: Vida útil, Retenção de sujidade, Quantificação de anomalias, Factores de
degradação, Modelos determinísticos

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Sumário Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

II


MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Abstract

III

Title: Management models of the degradation of buildings – Influence of degradation factors in the
appearance of stains on the façades
Abstract

Currently, there is a growing concern around the significant increase in the degradation of the building
park, due to the rising costs of repair and maintenance. Since financial resources are limited it is
necessary to optimize the use of existing resources by making a rational and planned management of
these resources. It is important to highlight the methodologies of service life prediction of components
and construction materials, which are essential for the creation of maintenance plans and intervention
in the service period of the built heritage.

In this context, this dissertation is developed in a research line to predict the service life of materials
and construction components, being adopted a research methodology based on the inspection of
buildings in service to make the prediction of the service life of paintings. This research is developed
with the use of field data that allowed the development of degradation factors as well as their influence
on the anomaly considered, the retention of dirt collection. Then, the anomaly was quantified, together
with the degradation factors adopted, which allowed the analysis of the anomaly´s evolution through
graphics of degradation and deterministic models.

In the course of the investigation, 131 buildings were inspected in the Lisbon area, more specifically in
Madragoa. These inspections allowed the transition from theory to practice of the methodology
previously proposed, serving as a basis for carrying out the analysis of the evolution of the
degradation and the adoption of degradation factors in order to make an estimation of the service life.

Keywords: Service life, Dirt collection, Defect quantification, Degradation factors, Deterministic
models

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Abstract Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

IV


MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Agradecimentos

V

Agradecimentos
Em primeiro lugar, quero agradecer profundamente ao Professor Pedro Paulo, meu orientador, pela
oportunidade de utilização da plataforma BuildingsLife, pela incasável disponibilidade, bem como a
transmissão de conhecimento, rigor científico e incentivos que permitiram a concretização deste
trabalho.

Ao Engenheiro Mário Garrido pela enorme disponibilidade, facilitando informações e dados
importantes para a realização do presente trabalho.

Ao Sr. Francisco Feio pela formação essencial para a utilização da plataforma BuildingsLife, assim
como o esclarecimento de dúvidas relacionadas com a sua utilização.

Ao Director dos cursos da Guarda Nacional Republicana Tenente–Coronel Conceição Bessa, pelo
constante acompanhamento e disponibilidade durante a duração do curso.

Ao Director de curso de Engenharia Militar Tenente-Coronel Azevedo da Silva, pela transmissão de
conhecimento e disponibilidade.

Aos meus amigos da Academia Militar, pelo espírito de camaradagem e entreajuda

Aos meus colegas do Instituto Superior Técnico, pela partilha de conhecimento e pelo convívio.

A Filipa pelo apoio e paciência durante estes meses, destacando o encorajamento em todas as fases
deste trabalho.

De uma forma especial aos meus pais e irmãos, destacando o contributo do meu irmão Eric, pelo
apoio incondicional e incentivo dado durante o curso.

Aos meus amigos que directa ou indirectamente contribuíram para a realização da presente
dissertação.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Agradecimentos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

VI


MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Índice

VII


Índice geral
Sumário ............................................................................................................................................... I
Palavras-Chave ................................................................................................................................... I
Abstract ............................................................................................................................................. III
Keywords........................................................................................................................................... III
Agradecimentos .................................................................................................................................... V
Índice geral……………………………………………………………………………………………………..VII
Índice de Figuras .................................................................................................................................. XI
Índice de Quadros .............................................................................................................................. XIII
1. Introdução ...................................................................................................................................... 1
1.1. Considerações iniciais ............................................................................................................. 1
1.2. Âmbito e objectivos da dissertação ......................................................................................... 1
1.3. Plataforma BuildingsLife .......................................................................................................... 2
1.4. Organização da dissertação .................................................................................................... 3
2. Metodologias para previsão da vida útil ..................................................................................... 5
2.1. Introdução ................................................................................................................................ 5
2.2. Enquadramento normativo ...................................................................................................... 5
2.3. Conceito de vida útil e seus critérios de análise ..................................................................... 8
2.4. Fim da vida útil......................................................................................................................... 9
2.5. Importância da manutenção na vida útil das construções .................................................... 10
2.6. Procedimento geral da previsão da vida útil ......................................................................... 10
2.6.1. Materiais e componentes em estudo ............................................................................ 12
2.6.2. Caracterização das propriedades do material ou componente. .................................... 13
2.6.3. Identificação do contexto de aplicação do material ou componente ............................. 13
2.6.4. Identificação e especificação dos agentes de degradação ........................................... 14
2.7. Metodologias de obtenção de dados .................................................................................... 15
2.7.1. Metodologias de curto prazo ......................................................................................... 16
2.7.2. Metodologia de longo prazo .......................................................................................... 17
2.8. Metodologias de previsão de vida útil ................................................................................... 19
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Índice Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

VIII

2.8.1. Método factorial ............................................................................................................. 19
2.8.2. Modelos determinísticos ................................................................................................ 20
2.8.3. Modelos estocásticos .................................................................................................... 23
2.8.4. Modelos de engenharia ................................................................................................. 24
2.9. Conclusões ............................................................................................................................ 24
3. Manchas em fachadas de edifícios antigos .............................................................................. 25
3.1. Introdução .............................................................................................................................. 25
3.2. As manchas de sujidade ....................................................................................................... 27
3.3. Factores de degradação ........................................................................................................ 30
3.3.1. Textura superficial ......................................................................................................... 30
3.3.2. A cor .............................................................................................................................. 31
3.3.3. Geometria ...................................................................................................................... 32
3.3.4. Orientação Solar ............................................................................................................ 35
3.4. Conclusões ............................................................................................................................ 35
4. Metodologia de investigação ..................................................................................................... 37
4.1. Introdução .............................................................................................................................. 37
4.2. Trabalho de campo ................................................................................................................ 37
4.2.1. Objectivos e âmbito de trabalho de campo ................................................................... 37
4.2.2. Registo fotográfico ......................................................................................................... 37
4.2.3. Informações relativas à data de aplicação das pinturas dos edifícios .......................... 38
4.3. Factores de degradação ........................................................................................................ 38
4.3.1. Identificação da textura da película ............................................................................... 38
4.3.2. Determinação da cor ..................................................................................................... 39
4.3.3. Identificação do elemento saliente - varanda ................................................................ 40
4.3.4. Determinação da orientação solar................................................................................. 40
4.4. Elaboração da imagem da fachada ....................................................................................... 41
4.4.1. Registo fotográfico ......................................................................................................... 41
4.4.2. Elaboração da fotografia da fachada ............................................................................ 42
4.5. Quantificação da sujidade ..................................................................................................... 43
4.5.1. Plataforma BuildingsLife ................................................................................................ 43
4.5.2. Utilização da aplicação Photo Color .............................................................................. 43
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Índice

IX

4.6. Análise de dados e ajuste das curvas de degradação .......................................................... 51
4.7. Resumo da metodologia ........................................................................................................ 54
5. Análise de resultados ................................................................................................................. 55
5.1. Definição da amostra ............................................................................................................. 55
5.2. Gráfico da degradação geral ................................................................................................. 56
5.3. Influência dos factores de degradação ................................................................................. 58
5.3.1. Influência da textura da película .................................................................................... 58
5.3.2. Influência da cor ............................................................................................................ 61
5.3.3. Influência do elemento saliente - varanda ..................................................................... 62
5.3.4. Influência da orientação solar ........................................................................................ 64
5.4. Combinação de factores de degradação .............................................................................. 66
5.4.1. Combinação 1 – Textura da película e cor .................................................................... 67
5.4.2. Combinação 2 – textura da película e elementos salientes .......................................... 71
5.4.3. Combinação 3: Textura da película e orientação solar ................................................. 74
5.5. Síntese dos resultados obtidos ............................................................................................. 79
6. Conclusões e desenvolvimentos futuros ................................................................................. 83
6.1. Considerações finais ............................................................................................................. 83
6.2. Desenvolvimentos futuros ..................................................................................................... 84
Bibliografia ........................................................................................................................................... 87
Anexos













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Índice Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

X







MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Índice

XI

Índice de Figuras
Figura 2.1 - Relação entre a perda de desempenho das propriedades de um elemento e os mínimos
aceitáveis, com identificação daquela que condiciona o fim da vida útil ................................................ 9
Figura 2.2 - Influência das actividades de manutenção no cumprimento dos níveis mínimos aceitáveis
............................................................................................................................................................... 10
Figura 2.3 - Procedimento geral das metodologias de previsão da vida útil de materiais e
componentes de construção, com indicação do procedimento adoptado no presente trabalho .......... 11
Figura 2.4 - Acumulação de sujidade .................................................................................................... 13
Figura 2.5 - Manchas causadas pela contaminação por algas e fungos. ............................................. 13
Figura 2.6 - Variação dos agentes de degradação ambiental consoante as escalas geográficas ....... 14
Figura 2.7 - Andamento geral das curvas de Gompertz ....................................................................... 22
Figura 2.8 - Andamento geral de uma curva potencial ......................................................................... 22
Figura 2.9 - Andamento geral de uma curva de Weibull ....................................................................... 23
Figura 3.1 - Visualização de manchas de sujidade .............................................................................. 27
Figura 3.2 - Esquema de escurecimento da fachada por sujidade com o efeito da humidade
……...…………………………………………………………………………………………………………… 28
Figura 3.3 - Esquema de lavagem por água da chuva ……………….………………………………...…29
Figura 3.4 - Manchas de sujidade em escolhas arquitectónicas de maior risco ………………………. 33
Figura 3.5 - Pormenorização de diferentes tipos de peitoris ……………….………………………..……34
Figura 3.6 - Escorrimentos na zona dos peitoris …………………...………………………………………34
Figura 3.7 - Esquema de peitoril segundo o DTU 20.1 ……………………………………………………34
Figura 3.8 - Esquema de peitoril segundo a norma de EN 13914 - 1:2005…………………………….. 35
Figura 4.1 - Exemplo de uma pintura texturada…………………………………………………38
Figura 4.2 – Exemplo de uma textura lisa – plástica (edifício JC106) .................................................. 38
Figura 4.3 - Exemplo de uma textura lisa - óleo (edifício JC012) ......................................................... 39
Figura 4.4 – Edifício com varanda (JC103)…………………………………………………………….40
Figura 4.5 - Edifício sem varanda (JC081) ………………………………………………………………….40
Figura 4.6 - Esquema de classificação da orientação solar ................................................................. 40
Figura 4.7 - Colocação da máquina fotográfica ................................................................................... 41
Figura 4.8 - Fotografias do edifício JC106 ............................................................................................ 42
Figura 4.9 - Montagem e ortogonalização da fotografia do edifício JC106 .......................................... 43
Figura 4.10 - Procedimentos para obter uma variação de valores de cores ....................................... 44
Figura 4.11 – Informação dos dados no Photo Color ........................................................................... 47
Figura 4.12 - Esquema das diferentes áreas consideradas .................................................................. 48
Figura 4.13 - Áreas consideradas para a quantificação da sujidade ………………………………….....48
Figura 4.14 - Selecção da análise pretendida ....................................................................................... 49
Figura 4.15 - Demonstração da medição do erro no gráfico ................................................................ 51
Figura 4.16 - Resultado das curvas após minimização do EQmt e EQMs ........................................... 52
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Índice Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

XII

Figura 4.17 - Curvas de degradação ajustadas .................................................................................... 53
Figura 5.1 - Gráfico da degradação geral ............................................................................................. 56
Figura 5.2 - Curvas de degradação na amostra geral .......................................................................... 57
Figura 5.3 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " textura da
película”. ................................................................................................................................................ 59
Figura 5.4 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " textura da
película”efectuado por Paulo [2009]. ..................................................................................................... 60
Figura 5.5 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " cor” .................... 61
Figura 5.6 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "Elemento Saliente -
varanda”................................................................................................................................................. 62
Figura 5.7 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "elementos
salientes”efectuado por Paulo [2009]. ................................................................................................... 63
Figura 5.8 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " Orientação solar ”
............................................................................................................................................................... 64
Figura 5.9 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " Orientação solar”.
……………………………………………………………………………………………………………………65
Figura 5.10 - Modelação com curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: texturada” e “cor”..................................................................................................................... 67
Figura 5.11 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa – plástica” e “cor” .............................................................................................................. 68
Figura 5.12 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa – óleo” e “cor” ................................................................................................................... 69
Figura 5.13 – Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da
película” e “cor” ...................................................................................................................................... 70
Figura 5.14 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: texturada” e “elementos salientes”.......................................................................................... 71
Figura 5.15 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa - plástica” e “elementos salientes” .................................................................................... 72
Figura 5.16 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa - óleo” e “elementos salientes” ......................................................................................... 73
Figura 5.17 - Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da
película” e “elementos salientes” ........................................................................................................... 74
Figura 5.18 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: texturada” e “orientação solar”. ............................................................................................... 75
Figura 5.19 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa - plástica” e “orientação solar”. ......................................................................................... 76
Figura 5.20 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da
película: lisa - óleo” e “orientação solar”. .............................................................................................. 77
Figura 5.21 - Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da
película” e “orientação solar” ................................................................................................................. 78
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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Índice

XIII


Índice de Quadros
Quadro 2.1 – Normas da série ISO 15686 .............................................................................................. 7
Quadro 2.2 - Factores de degradação que afectam a vida útil dos materiais e componentes de
construção ............................................................................................................................................ 15
Quadro 3.1 – Caracterização dos diferentes tipos de manchas em paredes rebocadas .................... 26
Quadro 3.2 - Classificação da textura das tintas em pinturas de edifícios antigos .............................. 30
Quadro 3.3 – Diferentes cores na amostra de edifícios inspeccionada ................................................ 32
Quadro 4.1 - Cor da superfície exterior da protecção solar .................................................................. 39
Quadro 4.2 - Exemplo da classificação da cor ...................................................................................... 39
Quadro 4.3 - Grau de detalhe de RGB .................................................................................................. 49
Quadro 4.4 – Exemplo para cada valor de grau de detalhe ∆RGB ....................................................... 50
Quadro 4.5 - Exemplo para cada valor de grau de detalhe ∆RGB........................................................ 50
Quadro 4.6 - Valores da minimização dos erros das curvas da Figura 4.16 ........................................ 53
Quadro 4.7 - Valores de EQM das curvas de degradação anteriormente exemplificadas ................... 53
Quadro 4.8 - Quadro resumo da metodologia adoptada ...………………………………………………..54
Quadro 5.1 - Distribuição da amostra de edifícios por intervalos de idade das pinturas ...................... 55
Quadro 5.2 - Distribuição dos edifícios por intervalos de retenção de sujidade nas fachadas ............ 56
Quadro 5.3 - Equações das curvas de degradação e valores obtidos no ajuste ao gráfico de
degradação geral ................................................................................................................................... 58
Quadro 5.4 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação
com a adopção do factor "textura da película”. ..................................................................................... 59
Quadro 5.5 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação
com a adopção do factor "cor”. ............................................................................................................. 61
Quadro 5.6 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação
com a adopção do factor "Elemento saliente - varanda”. ..................................................................... 63
Quadro 5.7 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação
com a adopção do factor "Orientação solar”. ........................................................................................ 64
Quadro 5.8 – Diferença de valores de idade das pinturas para um valor de 50% de retenção de
sujidade na fachada .............................................................................................................................. 66
Quadro 5.9 - Quadro resumo das combinações de factores ................................................................ 67
Quadro 5.10 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultantes da combinação
dos factores “textura da película: texturada” e “cor” ............................................................................. 68
Quadro 5.11 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - plástica" e "cor" ............................................................................................ 69
Quadro 5.12 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - óleo" e "cor" ................................................................................................. 69
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Índice Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

XIV

Quadro 5.13- Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura
da película: texturada" e "elementos salientes" .................................................................................... 71
Quadro 5.14 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - plástica" e "elementos salientes" ................................................................. 72
Quadro 5.15 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - óleo" e "elementos salientes" ...................................................................... 73
Quadro 5.16 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: texturada" e "orientação solar" ............................................................................. 75
Quadro 5.17 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - plástica" e "orientação solar" ....................................................................... 76
Quadro 5.18 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação
"textura da película: lisa - óleo" e "orientação solar" ............................................................................. 77
Quadro 5.19 – Resumo dos resultados obtidos com a aplicação isolada dos factores de degradação
............................................................................................................................................................... 79
Quadro 5.20 - Quadro resumo dos resultados obtidos coma as combinações de factores de
degradação considerados ..................................................................................................................... 80





















MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Índice

XV


Abreviaturas
CIB – International Council for Research and Innovation in Building and Construction
CIE – Commission Internationale de l´Éclairage;
DCWA – Dirt Collection Wall Area;
DCWC – Dirt Collection Wall Color;
EQM – Erro Quadrático Médio;
FF – Façade Fading;
ISO – International Organization for Standardization
RCCTE – Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios;
RGB – Red, Green, Blue;
RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas;
RILEM – International Union of Laboratories and Experts in Construction Materials, System and
Structures.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Índice Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

XVI

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 1. Introdução

1


1. Introdução
1.1. Considerações iniciais
A construção de edifícios em Portugal demonstra ser desde sempre uma actividade com enorme
importância para a sociedade. Durante o último século, houve uma grande actividade de construção,
pelo que, para os edifícios já existentes, é necessário planificar acções de manutenção e reabilitação
o que envolve um grande investimento.

A previsão da vida útil de materiais e componentes incorporados no património construído é um tema
cuja importância tem vindo a aumentar nos últimos anos devido à diminuição da construção de novos
edifícios e ao aumento dos trabalhos de reabilitação, factores que deram origem ao aprofundamento
da investigação da gestão da conservação e degradação dos edifícios [Paulo et al., 2010].

Teoricamente uma acção de manutenção num edifício deveria consistir em reabilitar todos os seus
componentes o que não é economicamente viável, obrigando assim a adoptar uma estratégia de
intervenção que respeite as limitações económicas impostas. Como tal, os edifícios devem ser
geridos com base no controlo de custos, determinação de períodos sem manutenção e nos limites de
degradação proposto pelo dono de obra.

O desenvolvimento de metodologias para a previsão da vida útil de materiais e componentes de
construção é fundamental para fornecer aos gestores dos imóveis, que são confrontados com a
necessidade de efectuar manutenções nos seus bens, uma forma de poder optimizar a manutenção a
curto e longo prazo apresentando custos de reabilitação e indicando o melhor plano de manutenção.

1.2. Âmbito e objectivos da dissertação
Actualmente, é demonstrada uma crescente preocupação por parte dos intervenientes na construção,
face ao aumento significativo da degradação do parque construído. A previsão da vida útil das
construções é um assunto que tem vindo a ganhar grande importância, elaborando-se planos de
manutenção e durabilidade de forma a melhorar o desempenho dos edifícios a longo prazo, de
acordo com os recursos financeiros existentes. No seguimento do referido, é importante adoptar
medidas antes, durante e após a construção dos edifícios. Na fase de projecto, antes da construção,
terá que se implementar um projecto de durabilidade, durante a construção deverão ser fiscalizados
os processos construtivos assim como os materiais utilizados, e na fase de serviço deverá fazer-se a
manutenção do edifício orientados por planos de inspecção, manutenção e reparação previamente
elaborados. Demonstra-se assim que o estudo da durabilidade da construção revela grande
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
1. Introdução Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

2

importância, no surgimento de novas metodologias para a obtenção de estimativas de vida útil de
materiais e componentes de construção, sendo adoptada, na presente dissertação, uma metodologia
de investigação baseada na inspecção de edifícios em serviço.

No presente trabalho, o elemento analisado será a fachada do edifício, pois desempenha um papel
importante no comportamento global do edifício, e na valorização do espaço envolvente [Colen e
Brito, 2003]. As fachadas analisadas são de edifícios antigos e revestidas por pinturas. Este
elemento, por estar em constante exposição às acções climatéricas e à poluição existente, sofre um
processo de degradação, que origina diversas anomalias sendo a estudada as manchas originadas
por retenção de sujidade. As manchas, numa fase inicial, afectam o aspecto estético da fachada e,
posteriormente, juntamente com a acção da água, contribuem para a degradação física do
revestimento [Colen et al., 2005]. Assim, revela-se de extrema importância o estudo das manchas de
retenção de sujidade, com vista a minimizar o aparecimento destas e, consequentemente, os custos
de manutenção.

A presente dissertação tem como objectivo principal avaliar a influência de factores de degradação no
aparecimento de manchas nas fachadas através de modelos de degradação pretendendo-se avaliar a
sua capacidade em fornecer ferramentas que permitam a realização de estimativas de vida útil de
pinturas de fachadas face à retenção de sujidade, em função de diferentes factores de degradação.

1.3. Plataforma BuildingsLife
A caracterização do estado de degradação dos edifícios permite uma gestão eficaz dos mesmos,
quer ao nível da escolha da solução de reparação, quer ao nível de gestão económica e financeira.
No presente trabalho, serão apresentados os resultados obtidos através de inspecções realizadas a
131 fachadas de edifícios localizados na zona de Madragoa em Lisboa. Foi utilizada a plataforma
BuildingsLife que foi desenvolvida no âmbito da tese de doutoramento do Prof. Pedro Vaz Paulo
[Paulo, 2009], do Instituto Superior técnico.

A arquitectura BuildingsLife é baseada na ISO 15686 “Buildings and construted assets – Service Life
Planning” podendo ser acedida pela internet, após a obtenção de um login e respectiva senha. De
acordo com Paulo [2009], a plataforma BuildingsLife tem as seguintes funcionalidades:
• ajudar os donos de obra na gestão dos seus edifícios, indicando planos de manutenção
optimizados tendo em vista a redução de custos;
• oferecer, aos projectistas, as melhores soluções construtivas e materiais atendendo as
necessidades do dono de obra;
• estabelecer uma base de dados de anomalias, informações sobre edifícios tal como a
caracterização dos arruamentos, materiais aplicados entre outros;
• classificar os estados de degradação de diferentes elementos construtivos;
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 1. Introdução

3

• modelar as condições ambientais e dos factores de degradação;
• modelar a degradação dos materiais assim como o seu desempenho.

Na presente dissertação, o armazenamento de dados e a quantificação de anomalias foram obtidos
através das aplicações da plataforma BuildingsLife, utilizando a aplicação Photo Color que será
abordada mais detalhadamente no subcapítulo 4.5.2 do presente trabalho.
1.4. Organização da dissertação
A dissertação encontra-se organizada em seis capítulos.

O Capítulo 1 – Introdução constitui a introdução da dissertação, sendo enunciadas as considerações
iniciais assim como o âmbito e objectivos da dissertação. Evidencia-se a importância da previsão da
vida útil dos materiais e componentes de construção. Finalmente, é apresentada a organização do
presente documento.

No Capítulo 2 – Metodologias para previsão da vida útil, é elaborado um state-of-the-art relativamente
às metodologias já existentes de previsão de vida útil das construções e seu enquadramento
normativo. Deste modo, enuncia-se os principais conceitos das metodologias de previsão de vida útil
e descreve-se os principais métodos utilizados.

O Capítulo 3 – Manchas em fachadas de edifícios antigos foca-se na anomalia analisada no presente
trabalho, sendo esta, as manchas nas fachadas dos edifícios, abordando os factores de degradação
que influenciam a anomalia.

No Capítulo 4 - Metodologia de investigação, descreve-se a metodologia adoptada para a recolha e
registo de informação, assim como a caracterização dos factores de degradação e elaboração das
imagens de fachadas.

O Capítulo 5 - Análise de resultados consiste na recolha e tratamento de dados, seguidamente a
interpretação dos resultados e análise da contribuição dos vários factores de degradação
considerados na retenção de sujidade nas pinturas de fachadas.

No Capítulo 6 – Conclusões e desenvolvimentos futuros, elaboram-se as considerações finais tiradas
do trabalho desenvolvido, comparando-se os objectivos inicialmente propostos com os resultados
obtidos. Por último, são propostas linhas de investigação futuras




MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
1. Introdução Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

4











MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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2. Metodologias para previsão da vida útil
2.1. Introdução
A previsão da vida útil de materiais e componentes de edifícios demonstra ser um assunto que tem
revelado uma grande importância na investigação ligada à indústria da construção. O conhecimento
acerca da vida útil de materiais e componentes de edifícios é fulcral nas várias fases da construção,
desde a fase de projecto passando pela fase de execução e, finalmente, a fase de manutenção.
Como por exemplo, a necessidade de planear a manutenção e custos é fortemente dependente da
avaliação da durabilidade e vida útil dos componentes e produtos.

Este tema abrange matérias de vários ramos, física, química de materiais, tecnologias da construção
assim como uma série de outras áreas da ciência e tecnologia. Dando como exemplo, segundo
Sjöström [1999], a meteorologia e ciências do ambiente que desempenham um papel decisivo na
caracterização do ambiente de degradação.

O interesse na previsão da vida útil foi estimulado com o aparecimento do conceito da
sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. A definição de desenvolvimento sustentável é,
segundo Brundtland [1987], “um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem
comprometer a capacidade de gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”.

Sendo assim, a previsão da vida útil de materiais e componentes de construção ganha grande
importância, havendo a necessidade da existência de uma base de dados que caracteriza os
materiais e componentes relativamente a durabilidade permitindo uma optimização no processo de
aquisição dos materiais. Com a obtenção dos dados, pode-se proceder ao planeamento de
manutenções a efectuar ao longo da vida útil do material.

2.2. Enquadramento normativo
Nas últimas duas décadas, as metodologias de previsão de vida útil de materiais e componentes de
edifícios foram impulsionadas pelas investigações de várias entidades.
A organização CIB
1
criou algumas comissões onde se tem desenvolvido e investigado as seguintes
áreas:
• “Performance Concept in Building” (W60) – publicou uma série de relatórios baseada no
conceito de desempenho do edifício;
• “ Management maintenance and modernization of buildings facilities” (W70) – A comissão tem
como objectivo promover uma compreensão mais profunda da influência do ambiente

1
CIB – International Council for Research and Innovation in Building and Construction;
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

6

construído no comportamento humano, saúde e produtividade organizacional, promover o
valor estratégico e operacional da gestão de edifícios e efectuar ligações entre instituições
financeiras, técnicas, aspectos sociológicos e operacionais da gestão de edifícios;
• “Prediction of Service Life of Building materials and Components” (W80) - A Comissão aborda
a previsão da vida útil dos materiais de construção e componentes por meio da identificação
e desenvolvimento de metodologias sistemáticas e áreas de melhoria das metodologias
existentes, recomendando novas metodologias e informando sobre o estado-da-arte;
• “Building Pathology” (W86) – a comissão é essencialmente baseada na aprendizagem de
patologias na construção e incentiva a aplicação sistemática desse conhecimento para a
concepção, construção e gestão de edifícios, tendo assim como objectivos produzir
informações que ajudarão na gestão eficaz dos edifícios, desenvolver e avaliar metodologias
para a avaliação de anomalias e propor metodologias para prevenção e mitigação dos
defeitos de construção.

Da investigação da organização RILEM
2
, resulta uma recomendação, publicada em 1989,
“Systematic methodology for service life prediction of building materials and components” para a
previsão da vida útil dos materiais e componentes de edifícios. Esta recomendação serviu de base
para o desenvolvimento de normas para a previsão da vida útil ISO
3
.

No Reino Unido, foi publicada em 1992, a norma 7543 “ British guide to durability of building element,
products and components” que enuncia diversos métodos para a previsão da vida útil de materiais e
componentes de construção. Segundo a referida norma, a previsão da vida útil pode ser realizada
através:
• da experiência obtida, com construções iguais ou semelhantes, submetidas a condições
climatéricas similares;
• da avaliação do nível de degradação dos elementos expostos em curta duração, estimando
um valor limite para a durabilidade;
• de ensaios de envelhecimento acelerado.

O Architectural Institute of Japan [AIJ, 1993] propôs uma metodologia de previsão de vida útil das
construções que possibilitou um grande desenvolvimento nesta área que posteriormente viria a ser
traduzido em 1993 dando origem ao “Principal Guide of Service Life Prediction Buildings“,
destacando-se pela inovação da utilização do método factorial.

A série de normas ISO 15686 é actualmente considerada uma referência nas metodologias de
previsão de vida útil.




2
RILEM - International Union of Laboratories and Experts in Construction Materials, System and Structures;
3
ISO – International Organization for Standardization;
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

7


Quadro 2.1 – Normas da série ISO 15686








Norma Título Descrição Notas
ISO 15686-1:2011
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 1:
General principles and framework
Princípios gerais e os procedimentos a
adoptar na fase de projecto, no âmbito da
durabilidade das construções, incluindo
uma visão geral da estimativa da vida útil

ISO 15686-2:2001
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 2:
Service life prediction procedures
Princípios e metodologia para a estimativa
da vida útil de materiais e componentes;
incluem-se testes de degradação,
Em
revisão
ISO 15686-3:2002
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 3:
Performance audits and reviews
Abordagem e os procedimentos a adoptar
nas diversas fases da vida útil de uma
obra.

ISO 15686-4
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 4: Data
requirements / data formarts
Requisitos e formatos de dados utilizados
na previsão da vida útil, referentes aos
ambientes e condições em serviço
Por
elaborar
ISO 15686-5:2008
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 5: Life
cycle costing
Guia para o desenvolvimento de um
modelo financeiro referente aos custos do
ciclo de vida do património construído

ISO 15686-6:2004
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 6:
Procedures for considering
environmental impacts
guia para a avaliação dos impactes
ambientais das várias alternativas de
planeamento da vida útil, relacionando os
custos globais ao longo da vida útil com a
gestão do edificado.

ISO 15686-7:2006
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 7:
Performance evaluation for
feedback of service life data from
practice
Indicações para a avaliação de
desempenho e recolha de informações
acerca da durabilidade de edifícios em
condições de serviço

ISO 15686-8:2008
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 8:
Reference service life and service
life estimation
Indicações para a obtenção de valores da
vida útil de referência (RSL) e da
estimativa da vida útil (ESL) para
utilizações particulares, e uso do método
factorial

ISO 15686-9:2008
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 9:
Guidance on assessment of
service-life data;
Guia para a obtenção e apresentação de
valores de RSL, aplicável a produtores de
materiais e componentes de construção

ISO 15686-10:2010
Building and constructed assets -
Service life planning - Part 10:
When to assess functional
performance
Indicações sobre a necessidade de
especificar ou verificar o cumprimento de
requisitos de desempenho funcional do
património construído

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Numa perspectiva nacional e segundo o portal do Governo, o RGEU
4
em vigor desde 1951, foi
actualizado face as questões de previsão da vida útil englobando as noções de vida útil, manutenção
e durabilidade dos edifícios [Portal do Governo].

Outros documentos normativos têm sido desenvolvidos no âmbito da previsão da vida útil em
diversos países:
• Nova Zelândia – New Zealand Building Code (1992);
• Austrália - Guideline on durability in buildings (2003);
• Canada – Standard S478: Guideline on durability in buildings(1995).

Desta forma, existem organizações que têm desenvolvido estudos e investigações relativos a
previsão da vida útil assim como a durabilidade das construções.
2.3. Conceito de vida útil e seus critérios de análise
A definição da vida útil, segundo a norma ISO 15686 - 2 [2001], é o período de tempo, após a
construção, em que o edifício e seus componentes igualam ou ultrapassam os requisitos de
desempenho expectáveis, pelo que a vida útil de um material não é um valor absoluto, sendo
necessário ter em conta a definição das exigências ou requisitos de desempenho exigidos para um
determinado material ou componente.

Segundo Branco [2006], os componentes dos edifícios, assim são os revestimentos, desfrutam
geralmente de uma vida útil inferior à vida útil global devendo-se planificar obras de manutenção
durante a fase de serviço. De acordo com Flores [2002], o cumprimento de um plano de manutenção
prolonga o período útil das construções.

Dada a imprevisibilidade do comportamento dos edifícios assim como os seus componentes ao longo
do tempo, grande parte das investigações acerca da durabilidade das construções convergem na
adopção de um método analítico, no qual o problema, segundo Gaspar [2002], é subdividido e
analisado de acordo com três categorias diferenciadas, nomeadamente deterioração física,
desempenho económico e obsolescência funcional.

Relativamente à degradação física, esta é originada principalmente pela acção dos agentes de
degradação e efeito da acção do tempo ou seja envelhecimento natural. Segundo Gaspar [2002], a
vida útil física corresponde ao período de tempo durante o qual o edifício ou parte dele se mantém
num nível requerido de adequação às exigências que lhes são colocadas ou que permite acolher e
responder a novos usos, sem sofrer desgaste físico irreversível para além de uma manutenção
corrente ou de investimentos equivalentes ao custo de reposição do elemento.


4
RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas;
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

9

A obsolescência económica ocorre quando a manutenção/reabilitação se torna economicamente
inviável. De acordo com Brito [2001], a definição do fim da vida útil de uma construção é na realidade
muitas vezes mais um problema de índole económica do que técnica; pode assim dizer-se que um
revestimento atinge o fim da sua vida útil económica quando a substituição do revestimento é menos
cara do que a sua reparação.

A obsolescência é definida na ISO 15686-1 [2000] como sendo a perda da capacidade de um
elemento em cumprir satisfatoriamente as mudanças das exigências de desempenho, podendo esta
ser funcional, tecnológica ou económica. Segundo Sarja [2004], traduz-se na incapacidade do edifício
ou das suas partes de satisfazerem a evolução funcional, económica e cultural ou as exigências
ecológicas; de facto, muitas vezes, a obsolescência apenas reflecte a inutilidade, no momento actual,
de determinado edifício ou componente, mesmo que este se encontre em boas condições funcionais.
A obsolescência funcional ocorre quando um elemento de construção pode ser substituído por outro
que desempenhe a mesma função de forma semelhante ou melhor. Gaspar [2002] define a
obsolescência funcional como sendo um ”período de tempo durante a qual uma organização ou
estrutura social pode usar e habitar o edifício sem necessidade de proceder a alterações
generalizadas”.
2.4. Fim da vida útil
A definição de fim de vida útil é necessária para os métodos de previsão de vida útil. Porém, esta
definição é muito subjectiva mas, segundo Moser [2004], o fim da vida útil é o momento a partir do
qual a função para que foi destinado o edifício deixa de ser cumprida. Moser [2004] afirma que a vida
útil é influenciada por critérios de segurança, de funcionalidade e de aparência. Observa-se na Figura
2.1, o conceito expresso graficamente, fazendo uma comparação entre a degradação estética, a
perda da funcionalidade e a diminuição dos níveis de segurança de uma construção e conjuntamente,
a indicação dos níveis de exigência para cada um destes aspectos.

Figura 2.1 - Relação entre a perda de desempenho das propriedades de um elemento e os mínimos aceitáveis, com
identificação daquela que condiciona o fim da vida útil [adaptado de Moser, 1999]
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

10


Na figura, verifica-se que a degradação estética é o critério que mais cedo atinge o nível mínimo
admissível, assumindo-se assim como um condicionante da vida útil.
2.5. Importância da manutenção na vida útil das construções
Com vista à melhoria de desempenho e do prolongamento do ciclo de vida das construções, é crucial
efectuar manutenções sendo estas planificadas de modo a optimizar os custos.

Segundo Takata et al. [2004], a manutenção é vista como uma ferramenta para resolver problemas
(Figura 2.2), definindo também duas situações que contribuem fortemente para o ciclo de vida da
construção sendo estas:
• alteração das condições de edifício devido a deterioração, condicionando a vida útil física;
• alteração das exigências e expectativas da sociedade, condicionando a vida útil funcional.

Figura 2.2 - Influência das actividades de manutenção no cumprimento dos níveis mínimos aceitáveis [adaptado de Takata et
al., 2004]
De acordo com Flores [2002], as operações de manutenção afectam o comportamento dos elementos
ao longo do tempo, melhorando o desempenho, e valores de vida útil. A sistematização de
estratégias de manutenção possibilita a gestão racional das intervenções, agindo atempadamente no
sentido de evitar a propagação de anomalias existentes, optimizando os recursos e minimizando os
custos envolvidos [Flores e Brito, 2003].
2.6. Procedimento geral da previsão da vida útil
A norma ISO 15686-2 [2001] expõe vários métodos para a previsão da vida útil de materiais e
componentes, expostos a diversas condições de exposição. O procedimento básico ao problema da
previsão da vida útil de materiais e componentes inclui a identificação da informação necessária para
definição do estudo, a selecção ou desenvolvimento de procedimentos de ensaio, a realização de
ensaios, a interpretação de dados e a preparação do relatório dos resultados. Paulo [2009], de forma
semelhante ao sugerido na ISO 15686-1 [2000], distingue três fases fundamentais: definição do
problema, recolha de dados e análise de dados. Na Figura 2.3, está demonstrada uma
esquematização deste último procedimento geral, onde se encontra destacado o procedimento
adoptado na presente dissertação.
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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Figura 2.3 - Procedimento geral das metodologias de previsão da vida útil de materiais e componentes de construção, com
indicação do procedimento adoptado no presente trabalho [Paulo, 2009]
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2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

12

Na definição do problema, é estabelecido o âmbito do estudo a desenvolver. Nesta fase, define-se
quais são os materiais analisados, as suas características, o seu contexto de aplicação, os possíveis
factores de degradação que vão influenciar a vida útil dos materiais ou componentes, que ensaios
serão adoptados na fase de recolha de dados e, por último, o tipo de análise de dados a utilizar e o
output desejado.

Seguidamente à definição do problema, efectua-se a recolha de dados cujo objectivo visa a obtenção
de informação acerca dos mecanismos de degradação e as anomalias do material, assim como a
identificação dos factores de degradação que influenciam na evolução desses mecanismos.
Posteriormente à recolha de dados, pode proceder-se à criação de modelos de degradação e obter
estimativas da vida útil do material ou componente.
2.6.1. Materiais e componentes em estudo
Na metodologia da previsão da vida útil, é importante definir quais os materiais e componentes que
vão ser alvo de estudo. No caso de estudar o grau de sujidade do paramento exterior de fachadas de
edifícios, é importante descrever se o revestimento é feito por reboco pintado, por materiais pétreos
ou outra solução adoptada, sendo o revestimento das fachadas dos edifícios no presente trabalho por
pinturas. São questões relativamente simples que conduzem a várias implicações práticas mediante a
escolha. Dando como exemplo as fachadas com o paramento exterior rebocado e pintado, sendo o
caso analisado na presente dissertação, definindo como âmbito do estudo a quantificação da
acumulação de sujidade das fachadas é necessário saber distinguir acumulação de sujidade e
contaminação por algas e fungos. Na Figura 2.4, está ilustrado a acumulação de sujidade, sendo que
na Figura 2.5 é possível identificar as zonas de contaminação por algas e fungos que não podem ser
contabilizadas como acumulação de sujidade.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

13


Figura 2.4 - Acumulação de sujidade

Figura 2.5 - Manchas causadas pela contaminação por algas e fungos.
2.6.2. Caracterização das propriedades do material ou componente.
Devem ser identificadas as principais características do material ou componente em estudo de modo
a estabelecer a sua influência na durabilidade. No presente trabalho, as características da pintura que
se utilizaram, foram as cores e textura da película de tinta. Conjuntamente com as características,
devem ser considerados factores que não estão directamente relacionados com características
intrínsecas do material ou componente, mas que têm influência no seu comportamento futuro, é o
caso das condições de aplicação do material e agentes exteriores.
2.6.3. Identificação do contexto de aplicação do material ou componente
A definição do contexto de aplicação do material ou componente é determinante, devendo-se referir
o local de aplicação do edifício bem como a localização geográfica do edifício. De acordo com
Vanderley et al. [2006], nos últimos anos surgiram os sistemas de informações geográfica (SIG),
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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sistemas que permitem georreferenciar uma base de dados, permitindo assim a obtenção e
tratamento de dados para as coordenadas pretendidas. Essas ferramentas possibilitam o
conhecimento da intensidade dos diferentes agentes de degradação nos diferentes pontos de uma
região geográfica específica. Segundo Haagenrud et al. [1996], a apresentação de dados desde o
nível macro até ao nível local está directamente relacionada com o refinamento de dados, apresenta-
se na Figura 2.6, uma contextualização nas escalas macro, meso, local e micro como sugeridas por
Haagenrud [2004].
Macro – Mapa da Europa Meso – Zona de Lisboa Local – Arruamentos Micro – Edifício

Figura 2.6 - Variação dos agentes de degradação ambiental consoante as escalas geográficas [adaptado de Haagenrud, 2004]

Com isso, é possível determinar os mecanismos de degradação mais relevantes relacionados com o
meio onde estão inseridos, abordando assim o termo factor de degradação cuja classificação se
encontra no Quadro 2.2 no subcapítulo 2.6.4. A importância desta contextualização é de facto
relevante, percebendo a sua importância com o exemplo das pinturas das fachadas. Entende-se
assim, que a evolução da degradação difere consoante a localização do edifício, sendo diferente
numa avenida de Lisboa com tráfego diário intenso ou numa rua de uma aldeia no Alentejo, ou para a
mesma localização geográfica a orientação solar a que a fachada está sujeita.

2.6.4. Identificação e especificação dos agentes de degradação
A determinação dos factores de degradação que influenciam na previsão da vida útil de materiais ou
componentes é relevante podendo ser auxiliada com o Quadro 2.2.

Devem ainda ser identificados os mecanismos pelos quais estes factores de degradação podem
causar alterações nas propriedades do material ou componente e os possíveis efeitos da degradação
nas características de desempenho escolhidas para o material ou componente. Para cada uma das
características de desempenho seleccionadas, deve optar-se por um método de ensaio que permita
identificar, estimar, quantificar, e monitorizar de modo a determinar relações entre a degradação do
material e o efeito desses factores.



MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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Quadro 2.2 - Factores de degradação que afectam a vida útil dos materiais e componentes de construção [adaptado da norma
ISO 6241: 1984]
Natureza Classe

Agentes mecânicos
Gravíticos
Forças e deformações impostas
ou restringidas
Energia cinética
Vibrações e ruídos

Agentes electromagnéticos
Radiação
Electricidade
Magnetismo


Agentes térmicos
Níveis extremos ou alterações
bruscas de temperatura


Agentes químicos
Água e solventes
Agentes oxidantes
Agentes redutores
Ácidos
Bases
Sais
Quimicamente neutros


Agentes biológicos
Vegetais e microbiais
Animais


2.7. Metodologias de obtenção de dados
A obtenção de dados tem como objectivo obter informação acerca do desempenho diferido dos
materiais ou componentes, no contexto estabelecido, com as características específicas da situação
em estudo e através do efeito dos factores de degradação.

Segundo Garrido [2010], as metodologias para recolha de dados podem ser de:
• curto prazo;
• longo prazo.

Estas denominações de curto e longo não se relacionam directamente com o tempo dedicado à fase
de obtenção de dados mas sim com a observação do tipo de degradação consoante a metodologia
adoptada: degradações que ocorrem num curto espaço de tempo ou degradações que ocorrem num
espaço de tempo longo.
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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2.7.1. Metodologias de curto prazo
Neste género de metodologia, os materiais ou componentes são submetidos aos factores de
degradação em intensidades acima das expectáveis das condições de uso, acelerando-se o processo
de degradação. Ocasionalmente, pode-se obter, sob condições normais, uma mudança nas
propriedades do material ou componente podendo chegar ao fim da sua vida útil antes da sua
previsão esperada.

Estas metodologias, de um modo geral, permitem analisar a degradação esperada equivalente à que
se esperaria durante o período normal de serviço, mas num período de tempo bastante inferior ao
deste.

As metodologias de curto prazo englobam dois tipos de ensaios: ensaios laboratoriais e ensaios
acelerados de campo.

Os ensaios acelerados laboratoriais simulam a acção dos factores de degradação que seria
expectável encontrar em serviço, possibilitando o isolamento de factores de degradação necessário
para avaliar a influência desses factores sobre os materiais ou componentes, determinando assim os
mecanismos de degradação provocados por cada factor.

Na utilização destes ensaios, recomenda-se precaução na interpretação e utilização dos resultados,
pois segundo Martin et al. [1994], Johnson et al. [1996], e Mallon [2002] a correlação com a
degradação que ocorre em exposição real nas condições de serviço é questionável. De acordo com
Garrido [2010], a obtenção de condições de exposição artificiais, juntamente com o agravamento das
intensidades dos factores de degradação pode originar mecanismos de degradação que não
ocorreriam em exposição normal, assim como a tentativa de reproduzir laboratorialmente factores de
degradação em exposição normal que podem não ser criados num regime de aceleração da
degradação. Outro aspecto a ter em conta é a quantidade de factores de degradação que podem
actuar em simultâneo ser reduzida. Apesar dos vários contras expostos, este tipo de metodologia
apresenta-se interessante sobretudo para o estudo de relações “causa efeito” entre factores e
mecanismos de degradação.

Os ensaios acelerados de campo baseiam-se na exposição de materiais em determinadas
localizações, onde estes ficam sob a acção dos factores de degradação envolventes, onde serão
monitorizados e registados durante o ensaio. Mediante os objectivos pretendidos, pode optar-se por
várias durações do ensaio. Estes ensaios tem normalmente durações superiores às dos ensaios
laboratoriais acelerados, mas têm o mesmo objectivo comum que é o de acelerar a intensidade dos
factores de degradação com vista em reduzir a duração do ensaio.

Estes ensaios têm a vantagem de permitir testar os materiais sob condições de exposição real, com
um grau de aceleração inferior, o que à partida permitirá reduzir os riscos associados à utilidade dos
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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resultados referidos para os ensaios acelerados. Porém, apesar de aqui serem apresentados como
ensaios de curto prazo, os períodos de ensaio poderão ser demasiado longos quando se pretende
obter rapidamente informações sobre o desempenho diferido de um dado material ou componente.

2.7.2. Metodologia de longo prazo
Com as metodologias de longo prazo, pretende-se analisar a degradação dos materiais ou
componentes quando expostos em condições de serviço.

Segundo Jernberg et al. [2004], a obtenção de resultados de degradação com metodologias a longo
prazo pode ser realizada através de quatro abordagens básicas: os ensaios de campo; a inspecção
de edifícios em serviço; a utilização de edifícios experimentais e a exposição de espécimes em
serviço

De acordo com Garrido [2010], os ensaios de campo podem ser utilizados como metodologia de curto
ou longo prazo dependendo da sua concepção. Os ensaios a longo prazo integram-se nesta
categoria quando os factores de degradação analisados e níveis dos mesmos, especialmente a sua
intensidade e frequência, seguem o mesmo padrão caso fosse analisado em condições de serviço,
resultando assim uma evolução da degradação comparável à que se efectuará em serviço.

De acordo com Jernberg et al. [2004], estão definidas a partir de organizações nacionais e
internacionais tais como a ASTM e a ISO métodos padronizados para a realização de ensaios de
campo. Os ensaios de campo são efectuados nos locais onde os materiais ou componentes serão
futuramente expostos em serviço, ou locais com condições idênticas. Segundo Sjöström et al. [1991],
a análise dos dados resultante destes ensaios, deverá ter em conta determinados aspectos:
• o local de exposição adoptado influencia directamente os resultados obtidos, sendo
dificultada a adaptação a localizações geográficas diferentes;
• as condições climatéricas não são cíclicas, ou seja, não se repetem de período para período,
sendo os resultados provenientes específicos do período efectivo do ensaio. Deste modo, a
adaptação para outros períodos de exposição deve ser executada com precaução.

A inspecção de edifícios em serviço tem como objectivo analisar o comportamento de edifícios reais,
cuja concepção não visava a utilização dos mesmos com metodologias de previsão de vida útil. Esta
metodologia é, segundo Gaspar [2009], a que se destaca no âmbito de operações frequentes de
gestão e manutenção de edifícios, pela simplicidade e facilidade de aplicação, o que é favorável face
aos recursos financeiros e materiais disponíveis em diversas empresas.

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2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Sjöström et al. [1991] refere, neste tipo de metodologia, duas limitações, sendo estas a dificuldade na
obtenção de dados relativos aos edifícios e dificuldade em controlar e descrever as condições
ambientais.

A caracterização dos materiais e componentes avaliados é de grande importância, devendo-se obter
dados relativos às suas propriedades intrínsecas, condições de aplicação e data de acções de
manutenção realizadas ao longo do tempo. Na presente dissertação, os dados relativos às últimas
manutenções efectuadas foram obtidos pelo intermédio do arquivo municipal de Lisboa.

A caracterização das condições de exposição em serviço é realizada através da obtenção de dados
relativos aos factores de degradação que actuam sobre os materiais ou componentes durante o seu
período de exposição, esperando-se alguma dificuldade, pelo facto das condições de exposição não
serem controladas nem monitorizadas. Como exemplo, visando contrariar este entrave, foi
desenvolvido um trabalho por Paulo [2009], onde foi utilizado um modelo de simulação da velocidade
do vento ao nível das fachadas dos edifícios, tendo sido utilizado as velocidades médias mensais e
diárias para a zona de localização dos edifícios obtidas no Instituto de Meteorologia e medições locais
de vento.

Assim como na inspecção de edifícios em serviço, os edifícios experimentais baseiam-se na
inspecção de edifícios. Segundo Garrido [2010], a grande diferença entre as duas metodologias, é
que nos edifícios experimentais, existe um maior controlo das condições experimentais. A concepção
dos edifícios experimentais visa simular o comportamento dos materiais e componentes em
condições de serviço, tendo como vantagem o conhecimento rigoroso dos materiais e componentes
em estudo, as suas características, condições de aplicação e idade destes. Uma grande vantagem
deste método é poder utilizar várias condições de exposição assim como os factores de degradação
considerados determinantes para o caso analisado.

Finalmente, segundo Garrido [2010], a exposição de espécimes em serviço baseia-se na junção de
materiais ou componentes com a finalidade de obter dados de vida útil em edifícios que não foram
inicialmente concebidos para a execução de ensaios de durabilidade.

Todas as metodologias citadas têm como objectivo a obtenção de dados da evolução da degradação
de um material ou componente durante as condições de serviço dependendo dos factores de
degradação adoptados. A questão principal prende se com o facto da dificuldade nalguns métodos de
simular correctamente os factores de degradação assim como a monitorização dos mesmos.

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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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2.8. Metodologias de previsão de vida útil
Na década de 1970, o ASTM subcommittee E06.22, realçou a necessidade de avaliar a durabilidade
e novos materiais e componentes. Em 1978, a subcommitee emitiu a norma ASTM E632 sendo
aprovada em 1982 e novamente aprovada em 1988. A norma ISO/WD 155686-1997 “Buildings-
Service Life Planning- Part 2: Service Life Methods” propõe uma metodologia para a previsão da vida
útil de materiais e componentes de edifícios. Na sequência das normas anteriormente apresentadas,
foram desenvolvidas três publicações acerca da durabilidade de materiais e componentes de edifícios
sendo estes a BS 7543-1992 : “Guide to Durability of Building Element, Products and Components”, a
japonesa AIJ-1993: “Principle Guide for Service Life Planning of Buildings” e a canadiana CSA S478-
1995: “Guidelines on Durability in Buildings”.

Existem várias abordagens e metodologias que podem ser adoptadas para a previsão da vida útil
tendo em comum o objectivo analisar e modelar o desempenho dos materiais e componentes,
obtendo assim uma previsão da vida útil dos mesmos.

Segundo Daniotti [2003], Moser [2004] e Lacasse e Sjöström [2004], as metodologias de previsão de
vida útil podem ser divididas em métodos determinísticos, em que se insere o método factorial,
método estocásticos e modelos de engenharia.
Seguidamente, apresenta-se as diferentes metodologias de previsão de vida útil.
2.8.1. Método factorial
Uma publicação para o planeamento de vida útil de materiais e componentes de edifícios foi
apresentada em 1993 pelo Architectural Institute of Japan [AIJ, 1993], onde é sugerido o método
factorial expresso através de uma fórmula cuja finalidade é obter uma estimativa da vida útil. Este
método baseia-se numa vida útil de referência, sendo esta a vida útil esperada de um material ou
componente, a qual é afectada por um conjunto de factores. Segundo Davies et al. [2005], o objectivo
é providenciar um método empírico para a previsão da vida útil.

Posteriormente, este método serviu de base para a norma ISO 15686-1 [2000], onde é feita uma
estimativa da vida útil para um material ou componente em condições específicas. É baseada num
valor de referência de vida útil, RSL, e numa série de factores correctivos específica para cada caso.
O método é determinado pela seguinte Equação 2.1:
ESI = RSI × A × B × C × Ð × E × F × 0 (2.1)

O método usa os seguintes factores correctivos:
• A – Qualidade dos materiais;
• B - Nível do projecto;
• C - Nível de execução dos trabalhos;
• D – Ambiente interior;
• E – Ambiente exterior;
• F – Condições de serviço;
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2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

20

• G – Nível de manutenção.

Os factores correctivos do método factorial apresentam valores compreendidos, mas não
obrigatoriamente, entre 0,8 e 1,2, mediante a adopção das condições serem mais ou menos
favoráveis.

Segundo Jernberg et al. [2004], a vantagem do método factorial é que ele permite que tudo o que é
susceptível de contribuir para variações na vida de serviço é examinado ao mesmo tempo.
2.8.2. Modelos determinísticos
Estes modelos baseiam-se no estudo dos factores de degradação que afectam os elementos
analisados, na análise da influência dos mesmos nos materiais e componentes, resultando uma
estimativa para a vida útil do material ou componente analisado. Como exemplo de um modelo
determinístico, tem-se o método factorial anteriormente abordado, que permite obter estimativas para
a vida útil através da Equação 2.1.

Apesar da sua fácil aplicação e compreensão, estes métodos são alvos de críticas quanto a
subjectividade de factores, como por exemplo o valor de referência de vida útil, valor que é
dependente dos critérios de quem aplica o método.

Existe um outro tipo de modelo determinístico, que baseia-se na definição de curvas de degradação
cujo objectivo é a modelação do desempenho dos materiais e componentes ao longo do tempo. A
obtenção das curvas de degradação é realizada através do ajuste a gráficos de degradação que
representam a evolução da degradação num determinado período de tempo. Com isto pode-se
verificar no eixo das abcissas o tempo em que o material ou componente entrou em serviço e no eixo
das ordenadas uma escala de medida de degradação.

A escala de medida da degradação pode ser abordada de várias formas, dependendo do material ou
componente em estudo, podendo ser analisada uma única anomalia ou uma combinação de
anomalias. Na primeira abordagem, é utilizada uma medida de extensão da respectiva anomalia, já
na segunda abordagem, calcula-se um indicador de degradação que combine as extensões das
várias anomalias. Podem ser consultados exemplos de aplicação para a primeira abordagem em
Paulo [2009] e Garrido [2010], na segunda abordagem encontra-se em Gaspar e Brito [2008] e
Gaspar [2009].

Adicionalmente, pode ser realizada a distinção entre uma escala de medida de degradação e uma
escala dividida em níveis de degradação. Segundo Garrido et al. [2010], os gráficos de degradação
podem ser do tipo T-ED (tempo – Extensão da degradação) ou T-ND (Tempo – Nível de degradação).

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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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As curvas de degradação adoptadas para a modelação do desempenho de materiais ou
componentes ao longo do tempo dependem essencialmente da natureza dos fenómenos de
degradação modelados, devendo apresentar um ajuste adequado ao andamento geral dos pontos do
gráfico de degradação.

O tipo de modelação, utilizando os gráficos T-ED e curvas de degradação do Tipo Gompertz,
Potenciais e Weibull será adoptado no presente trabalho. Com isto, aborda-se de uma forma sucinta,
alguns aspectos a ter em conta na utilização dos três tipos de curva.

• Curvas de Gompertz
A utilização deste tipo de curvas destacou-se em Paulo [2009] e Garrido [2010], no primeiro caso na
modelação do desempenho diferido de pinturas e rebocos de fachadas face as anomalias analisadas
e no segundo para a modelação da degradação da pintura, como sendo o melhor modelo para a
modelação dos fenómenos de degradação. Estas curvas podem ser expressas pela Equação 2.2,
podendo-se verificar uma evolução comum deste tipo de curvas na Figura 2.7.

Ð
u
= c
uc
bt

(2.2)

em que:
• DG – valor da extensão da degradação;
• t – tempo decorrido desde a entrada em serviço do material ou componente;
• a e b – valores de sinal negativo.

O modelo de Gompertz descreve um crescimento cuja taxa relativa decresce exponencialmente como
função de tempo. A evolução da curva é caracterizada por dois patamares, delimitados por
assímptotas horizontais nos limites do contra-domínio da curva. Numa primeira fase de iniciação do
processo de degradação, a anomalia progride muito lentamente assim como na fase de redução da
taxa de degradação onde a maior parte do material ou componente já se encontra afectada.

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2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Figura 2.7 - Andamento geral das curvas de Gompertz [adaptado de Garrido, 2010]

• Curvas potenciais
Paulo [2009] e Garrido et al. [2010] utilizaram, junto com as curvas de Gompertz, as curvas
potenciais. Estas curvas podem ser expressas pela Equação 2.3, podendo observar-se a sua
evolução na Figura 2.8.
Ð
P
= ot
b
(2.3)

em que:
DP – valor da extensão da degradação;
t – tempo decorrido desde a entrada em serviço do material ou componente;
a e b – parâmetros cujo valores são de sinal positivo.

Uma característica comum destas curvas com as curvas de Gompertz é possuírem um patamar inicial
que reflecte o período de iniciação da degradação, com o consequentemente aumento gradual da
taxa de degradação. Porém, as duas curvas diferem na zona final da curva, sendo que as curvas
potenciais não apresentam um patamar na zona final da curva, podendo notar-se uma evolução
contínua da degradação até o alcance do valor máximo de extensão da anomalia.

Figura 2.8 - Andamento geral de uma curva potencial [adaptado de Garrido, 2010]

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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 2. Metodologias para a previsão da vida útil

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• Curvas de Weibull
As curvas de Weibull foram também adoptadas por Paulo [2009] e Garrido [2010], podendo ser
expressa pela Equação 2.4 verificando a sua evolução na Figura 2.9.
Ð
w
= 1 −c
-[
t
q
¸
µ

(2.4)

em que:
DW – valor da extensão da degradação;
t – tempo decorrido desde a entrada em serviço do material ou componente;
p c [ – escalares de sinal positivo.

Para o andamento visualizado, o parâmetro [ apenas pode assumir valores ímpares, maiores ou
iguais a 3.

Figura 2.9 - Andamento geral de uma curva de Weibull [adaptado de Garrido, 2010]

2.8.3. Modelos estocásticos
Paulo [2009] refere que os modelos estocásticos, ao contrário dos modelos determinísticos,
abrangem um parâmetro probabilístico nas estimativas de vida útil, obtendo como estimativa uma
gama de valores de acordo com as probabilidades de ocorrência, não considerando apenas um valor.

De acordo com Cecconi [2002], nestes métodos, a degradação é tratada como sendo um processo
estocástico, sendo a probabilidade de deterioração definida para cada propriedade, analisada ao
longo do tempo. O mesmo autor defende que estes métodos são rentáveis apenas em projectos de
grande escala, face à dificuldade impostas na transposição para situações reais.

A aplicação destes métodos implica a obtenção de dados concretos ao longo de um largo período de
tempo. De acordo com Leira et al. [1999], estes métodos servem para uma melhor compreensão dos
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2. Metodologias para previsão da vida útil Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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fenómenos físicos de degradação, devendo ser utilizados como complemento da experiência e
conhecimento dos materiais.

As cadeias de Markov são um exemplo de modelos estocásticos, sendo que estes modelos têm a
vantagem de fornecer mais informação associada às estimativas, possibilitando uma utilização e
interpretação mais completa destas. Segundo Duling et al. [2008], este método, sendo uma
abordagem estocástica, é aplicado na simulação da transição de um nível de degradação para outro
ao longo do tempo. No entanto, a utilização destes modelos exige uma grande quantidade de dados e
observações acrescendo o facto de este modelos serem bastante complexos.

Os métodos estocásticos, segundo Gaspar [2002], possuem algumas desvantagens na sua aplicação
sendo estas: i) a complexidade dos modelos matemáticos utilizados; ii) a necessidade de um grande
número de dados recolhidos ao longo do tempo; iii) a enorme dependência do trabalho de campo.

Apesar das desvantagens enunciadas, estes métodos fornecem um acréscimo de informação
relacionada às estimativas, permitindo uma interpretação e utilização mais completa destas.
2.8.4. Modelos de engenharia
Os modelos de engenharia resultam de uma junção entre os métodos determinísticos e os métodos
estocásticos, surgindo assim um método de fácil aplicação, tal como o método factorial, descrevendo
os processos de degradação de forma probabilística, semelhantemente aos métodos estocásticos
[Cecconi, 2002].

Segundo Moser e Edvarsen [2002], este método obtém um único valor para a vida útil média. Um
cliente não está interessado apenas no valor médio de vida útil, também necessita saber que
renovações substanciais ou substituições podem ocorrer, sendo que normalmente estas ocorrem
antes da vida útil média ser atingida.

2.9. Conclusões
Nas últimas décadas, tem-se assistido a uma crescente preocupação dos organismos internacionais
relativa à previsão da vida útil de materiais e componentes de construção. Este capítulo consistiu em
enunciar o estado de arte relativo às pesquisas efectuadas no tema da previsão da vida útil, assim
como as várias metodologias existentes. Foi apresentada a metodologia de previsão de vida útil
adoptada no presente trabalho, assim como o tipo de modelação adoptado, que consiste na utilização
das curvas de Gompertz.



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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 3. Manchas em fachadas de edifícios antigos

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3. Manchas em fachadas de edifícios antigos
3.1. Introdução
A exposição permanente às acções exteriores dos revestimentos de paredes, é propício para o
surgimento de anomalias. Sendo o caso em estudo a fachada ou envolvente vertical, que é um
elemento fundamental no comportamento global do edifício durante a sua vida útil, assim como na
valorização no espaço envolvente, é um elemento permanentemente exposto às acções climatéricas
e a poluição atmosférica. Segundo Colen e Brito [2003], uma deficiente concepção associada à
crescente degradação da fachada origina problemas de várias naturezas (funcional e segurança),
prejudicando os desempenhos estético, social, ambiental e económico dos edifícios.

De acordo com Veiga [2010], os revestimentos de paredes têm como função garantir o conforto, a
habitabilidade e salubridade dos edifícios influenciando significativamente o seu aspecto estético,
sendo necessário preservar os revestimentos mantendo sempre em boas condições.

As anomalias em estudo aparecem sob a forma de descolorações sendo normalmente visíveis nos
primeiros anos após a construção ou manutenção da fachada. Segundo Parnham [1997], apesar de
estas anomalias alterarem a estética do edifício, não são geralmente consideradas como defeitos. No
entanto, de acordo com Colen e Brito [2003], a evolução das anomalias durante a vida útil do edifício
juntamente à inexistente ou deficiente manutenção, poderá conduzir ao aumento da degradação
física dos vários componentes da fachada, diminuindo a sua resistência às acções do meio ambiente.
No Quadro 3.1. apresenta-se os diversos tipos de manchas segundo Colen et al. [2005].

A fase de projecto é fundamental para a prevenção da sujidade em fachadas, realçando alguns
aspectos a ter em consideração entre os quais: características arquitectónicas da fachada,
pormenores construtivos e tipos de revestimentos. Deste modo, garantindo a aplicação de materiais
de revestimento adequados e a concepção de formas arquitectónicas e dispositivos de drenagem que
protejam a fachada da acção da água, evita-se o aparecimento de efeitos estéticos indesejáveis.










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3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Quadro 3.1 – Caracterização dos diferentes tipos de manchas em paredes rebocadas [Colen et al., 2005]
Cód. Manchas Descrição
M1
Eflorescências/criptoflo
rescências (cor branca)
Depósito cristalino pouco aderente, de sais solúveis (sulfatos, cloretos,
nitratos, carbonatos), na superfície do revestimento (eflorescências) ou
entre este e o suporte (criptoflorescências) originado por
migração/evaporação da água
M2
Carbonatação (cor
Branca)
Incrustações à superfície de sais de carbonato de cálcio, insolúveis,
resultantes do hidróxido de cálcio dos produtos cimentícios, dissolvido
pela água infiltrada e convertido à superfície numa forma insolúvel pela
exposição ao dióxido de carbono (CO2).
M3
Sujidade uniforme
1
/
sujidade diferencial
2
(cor escura – castanha,
cinzenta ou preta)
Acumulação na superfície de material estranho de diversa natureza
(poeiras, fuligem e outras partículas poluentes), com espessura
variável, pouco aderente e de fraca coesão, provenientes do próprio
revestimento, do meio ambiente ou do suporte de aplicação; de
aspecto uniforme1 (zonas protegidas da chuva) ou diferenciado2
(escorrências).
M4
“Fantasmas” (cor
escura)
Deposição diferencial de poeiras sobre o paramento, permitindo a
visualização do desenho dos tijolos através de diferenças de cor e, nos
casos mais acentuados, manchas de sujidade (M3) e de
microorganismos (M6). Este fenómeno deve-se fundamentalmente à
absorção desigual dos diferentes materiais constituintes das alvenarias
e, normalmente, manifesta-se quando a espessura de revestimento é
insuficiente.
M5
Humidade (cor escura) Alterações de cor devido a zonas mais humedecidas do que outras,
com diferentes origens: humidade de obra, terreno, precipitação,
fenómenos de higroscopicidade e / ou causas fortuitas
M6
Fungos/bolores (cor
escura)
Aparecimento de microorganismos biológicos devido à permanência
prolongada de água (humidade relativa superior a 70%), em fachadas
com menor exposição ao Sol, dependendo da presença de nutrientes
(material orgânico).
M7
Vegetação parasitária
(cor verde, amarela,
laranja e/ou azul)
Presença de organismos biológicos - algas, líquenes, musgos e outras
plantas superiores de pequeno arbóreo (ex. trepadeiras), na presença
de luz e humidade; por serem plantas, são capazes de produzir
nutrientes a partir da água, minerais (depósitos de humidade) e CO2.
M8
Corrosão (cor amarela
e/ou laranja)
Alterações cromáticas na superfície do reboco, resultantes da
deposição de produtos de corrosão de elementos metálicos (óxidos) e
que são transportados pela água.
M9
Alterações cromáticas/
descolorações (cor
diversa)
Variação na uniformidade da cor sob a forma de manchas (ex.
manchas resultantes de produtos derivados do petróleo) - alterações
cromáticas, ou de perda de brilho e / ou de cor - descolorações
(destruição total ou parcial da matéria corante)
M10
Grafitti (cor diversa) Pinturas ou marcas na superfície da parede devidas a diversas tintas e
marcadores, sendo absorvidas em materiais porosos.
M11
Dejectos de aves (cor
diversa)
Depósitos à superfície (ácidos e sais solúveis) resultantes dos dejectos
de aves (pombos), originando nutrientes para o desenvolvimento de
microrganismo (M6) e organismos biológicos (M7)


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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 3. Manchas em fachadas de edifícios antigos

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3.2. As manchas de sujidade
Segundo Paulo [2009], o grau de sujidade exposto nos revestimentos exteriores pode ser definido
como a colecção de corpos estranhos que escurece a superfície da fachada. Uma matéria orgânica
que tende a se depositar nas superfícies exteriores pintadas e, em particular, as superfícies
protegidas, tais como beirais, porém não constitui, inicialmente, um problema de durabilidade de
pintura sendo apenas um problema de estética. Contudo, segundo Colen et al. [2005], a permanência
da sujidade no revestimento juntamente com a água, pode contribuir para o agravamento das
anomalias podendo resultar a degradação do material de revestimento e perda de propriedades
deste.

A definição de sujidade segundo Carrio [2000], consiste na acumulação e permanência de partículas
de sujidade nas fachadas dos edifícios na sua superfície exterior assim como no interior dos poros
superficiais.

Os revestimentos exteriores estão expostos permanentemente aos agentes atmosféricos de
degradação, que favorecem o aparecimento de vários tipos de manchas. Estas podem ter origens
diversas, sendo como análise no presente trabalho as manchas originadas pela acumulação de
partículas de sujidade suspensas na atmosfera (Figura 3.1).


Figura 3.1 - Visualização de manchas de sujidade [arquivo pessoal]

A acumulação de sujidade na fachada é um fenómeno que se destaca nas zonas urbanas e
industriais, devido à presença de partículas contaminantes. Kadlubowski et al. [2001], diferenciam
dois tipos de retenção de sujidade, a uniforme, a qual é realizada através da deposição na fachada de
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3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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partículas em suspensão na atmosfera, e a retenção de sujidade diferencial relacionada com os
processos de arrastamentos de partículas ou de lavagem parcial por acção da água da chuva.
Os poluentes existentes na atmosfera são transportados pelo vento ou dissolvidos na água da chuva,
acumulando-se assim na superfície da fachada sendo consequentemente absorvidos pelos
revestimentos.

Um agente atmosférico presente em todos os ambientes é o vento com mais ou menos intensidade,
contribuindo no processo de alteração do aspecto das fachadas de forma positiva e negativa, pois é o
vento que serve de meio de transporte para as partículas mas também serve como sistema de
limpeza directo dificultando a sujidade por depósito.

Outro agente dominante no processo de sujidade das fachadas é a água. Assim como o vento, a
água tem dois tipos de contribuições, servindo de transporte das partículas desde a superfície até ao
interior dos poros assim como a extracção dessas partículas efectuando um processo de limpeza da
fachada. A lavagem diferencial resulta dum processo que consiste no arraste das partículas para o
interior durante a absorção e até ao exterior durante a lavagem, resultando a alteração de aspecto
por sujidade.

Segundo Quintela [2006], as manchas de sujidade por depósito, são o processo inicial da modificação
do aspecto das fachadas e consiste no depósito das partículas contaminantes na superfície da
fachada ou no interior dos seus poros superficiais.

Nas situações onde a superfície da fachada se encontra húmida juntamente com materiais porosos,
facilitam a absorção superficial da partícula húmida assim como a absorção de partículas imersas na
água que penetram nos poros superficiais. Assim que as condições atmosféricas sejam as favoráveis,
a água contida nos poros evapora-se ficando as partículas de sujidade retidas no interior dos poros
tal como é possível observar na Figura 3.2. A acumulação destas partículas nos poros dá origem ao
aspecto sujo da fachada escurecendo a superfície, o que posteriormente dificultará a limpeza.
Segundo Quintela [2006] o sistema de depósito depende de três factores básicos: tamanho da
partícula, condições atmosféricas, textura e geometria da fachada.


Figura 3.2 - Esquema de escurecimento da fachada por sujidade com o efeito da humidade [Carrio, 2000]
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Ao atingir a saturação dos poros superficiais do material, a água desliza pela superfície criando uma
lâmina de água que desliza a uma certa velocidade dependendo da espessura da lâmina de água.
Atingindo uma determinada velocidade, dependendo do poro superficial, a lâmina de água faz com
que a água contida nos poros seja expulsa, podendo arrastar até ao exterior as partículas
acumuladas de sujidade tal como se pode verificar na Figura 3.3.


Figura 3.3 - Esquema de lavagem por água da chuva [Carrio, 2000]

Em função das condições atmosféricas, a água provoca efeitos distintos na fachada. Como visto
anteriormente um dos efeitos consiste na alteração de aspecto da fachada por depósito interno de
partículas de sujidade originada pela saturação do poros e seguidamente a passagem ao estado
seco. O efeito de lavagem é produzido quando a fase da lâmina de água atinge uma velocidade
suficiente.

Colen e Brito [2003] referem que os depósitos, dos poluentes existentes na atmosfera, nas
superfícies das fachadas são absorvidos pelos revestimentos através da circulação da água, sendo a
humidade um factor que favorece a formação de compostos que danificam os materiais de
revestimento.

Segundo Colen et al. [2005], a manifestação de manchas à superfície afecta os níveis visuais de
qualidade, pelo que quanto maior for a diversidade de colorações existentes no paramento mais
gravoso é o efeito das manchas. As manchas localizadas, de acordo com Quintela [2006], sendo elas
de escorrimentos escuros de sujidade ou mais claras de lavagem superficial, originam um maior
desconforto estético do que uma fachada com a sujidade uniforme e generalizada.

.

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3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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3.3. Factores de degradação
O aparecimento de manchas pode ser controlado na fase de projecto nomeadamente na arquitectura
da fachada, não podendo evitar a acumulação de sujidade e controlar o seu aumento e expansão
devido aos factores atmosféricos.

Com o objectivo de diminuir a sujidade nas fachadas, são enunciadas, segundo Quintela [2006],
medidas a ter em consideração na fase de projecto, entre as quais:
• tentar diminuir o depósito das partículas e sua adesão;
• dissimular o mais possível a aparência do depósito dessas partículas;
• evitar escorrimento da lâmina de água preferenciais, com o objectivo de eliminar os
escorrimentos de lavagem diferencial ou de sujidade localizada.

Segundo Carrio [2000], para colocar em prática as medidas anteriormente enunciadas, é necessário
a intervenção nos factores que condicionam o aspecto estético da fachada sendo eles a textura
superficial, a cor e a geometria da fachada.
3.3.1. Textura superficial
A textura superficial depende do produto de revestimento utilizado e do seu acabamento superficial.
Um estudo efectuado por Paulo [2009], consistiu na análise de 286 edifícios para determinar a textura
da película, resultando a seguinte classificação:
• lisa - óleo;
• lisa - plástica;
• lisa - Membrana;
• lisa - silicatos;
• texturada.
O resultado do levantamento efectuado por Paulo [2009] pode ser verificado no Quadro 3.2.

Quadro 3.2 - Classificação da textura das tintas em pinturas de edifícios antigos [Paulo, 2009]
Textura Nº de edifícios % de edifícios
“idade” média das
Pinturas (anos)

Lisa - plástica 116 40,6 20,8

Lisa – óleo 28 9,8 43,8

Lisa - silicatos 29 10,1 40,1

Lisa - membrana 8 2,8 11,3

Texturada 115 36,7 18,8

Total 286 100

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Do Quadro 3.2. conclui-se que as texturas mais utilizadas são as lisa – plástica e texturada, e que as
pinturas com idade média mais elevada são as texturas lisa – óleo e lisa – silicatos sendo a mais
reduzida a de membrana.

É importante especificar a porosidade dos revestimentos, que constituí juntamente com a textura
superficial, um factor importante no aparecimento de manchas, pois quanto mais poroso for um
revestimento maior será a absorção, demorando mais tempo até atingir a saturação diminuindo assim
o efeito de lâmina da água. Pelo contrário, juntamente com a água da chuva, um revestimento com
um coeficiente de porosidade menor, demora menos tempo a atingir a saturação dos poros
resultando o aparecimento precoce da lâmina de água o que favorece o efeito da limpeza da
sujidade.

Um aspecto a ter em conta é a rugosidade das superfícies, segundo Colen e Brito [2003], que
provocam uma distribuição mais aleatória da água, evitando os caminhos diferenciais. Por outro lado,
de acordo com Quintela [2006], as rugosidades apresentam-se como obstáculos que abrandam a
velocidade do deslize da água, diminuindo assim o efeito de limpeza da fachada juntamente com o
facto de a rugosidade oferecer uma maior superfície facilitando a fixação da sujidade.

Conclui-se que o aparecimento de manchas causada por lavagem diferencial é mais propício em
superfícies lisas e com um coeficiente de porosidade baixo, e que a sujidade é mais uniforme nas
superfícies porosas e rugosas, ou seja diferentes tipos de textura originam diferentes
comportamentos.
3.3.2. A cor
A cor, segundo Quintela [2006], é um factor que tem grande influência no destaque da sujidade na
fachada de uma forma visual e por contraste. Quanto maior a diferença entre a cor e a intensidade
das partículas de sujidade e a fachada, maior será a alteração do aspecto.

A utilização de cores escuras dissimula o depósito das partículas de sujidade devido a semelhança
de tonalidades, visto que a tonalidade dos depósitos de partículas de sujidade é geralmente de cor
castanha a negro passando por toda a gama de cinzentos. Segundo Colen e Brito [2003a], as cores
claras em revestimentos são mais propícias a indicar a existência de manchas.

Uma situação ideal, segundo Carrio [2000], consistia na aplicação de cores e tons mais escuros nas
zonas protegidas, zonas de previsível depósito de partículas, podendo estas serem as zonas
inferiores do edifício e planos inferiores de elementos salientes. Assim, poderia ser controlada a
alteração de aspecto por acumulação de sujidade, destacando as zonas previsíveis de
escurecimento. É claro que esta medida, tem algumas dificuldades de implementação, devido a
compatibilidade com a arquitectura, nomeadamente o aspecto estético.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

32


No Quadro 3.3, apresenta-se algumas cores das fachadas de edifícios inspeccionados.


Quadro 3.3 – Diferentes cores na amostra de edifícios inspeccionada


JC077 JC065 JC070

3.3.3. Geometria
Cada fachada apresenta características geométricas distintas, relevos, ressaltos e mudanças de
plano, que provocam alterações no encaminhamento da lâmina de água, com variações de
velocidade e concentrações de escorrimentos, resultando no final uma heterogeneidade do aspecto
da fachada, destacando-se zonas com lavagens mais ou menos intensas e zonas de grande
sujidade. De acordo com Carrio [2000], a heterogeneidade de zonas mais sujas e zonas mais limpas
denomina-se por lavagem diferencial.

As características geométricas e os detalhes construtivos das fachadas têm uma influência decisiva
no grau de severidade da exposição à acção da água da chuva e do vento e, consequentemente, no
processo de alteração de aspecto das fachadas por sujidade. Segundo Colen e Brito [2003], as
formas arquitectónicas e os dispositivos de drenagem têm como função garantir a protecção da
fachada da acção da água, evitando por um lado a criação de caminhos preferenciais de circulação
da água na superfície do revestimento e possibilitando o efeito de lavagem natural na extensão total
da fachada.

Segundo Quintela [2006], a geometria da fachada é um dos factores que mais facilmente pode ser
alterado na fase de projecto. Colen e Brito [2003a] referem que o objectivo na fase de projecto é
proceder a uma escolha adequada dos materiais de revestimento complementando com uma boa
pormenorização, minimizando assim o aparecimento de depósitos de sujidade. Estão demonstradas
na Figura 3.4, escolhas arquitectónicas de maior risco.
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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 3. Manchas em fachadas de edifícios antigos

33


Figura 3.4 - Manchas de sujidade em escolhas arquitectónicas de maior risco [arquivo pessoal]

A geometria da fachada, segundo Carrio [2000], deverá ter os seguintes objectivos:
• evitar as concentrações de escorrimentos de água que tendem a facilitar a concentração de
sujidade ou lavagem diferencial;
• efectuar uma distribuição uniforme da lâmina de água;
• evitar a passagem da lâmina de água sem descontinuidades entre planos de inclinação
diferente.

A intervenção ao nível de projecto visa uma escolha adequada dos materiais de revestimento e uma
boa pormenorização minimizando a acção da água da chuva, evitando o desenvolvimento de efeitos
indesejáveis, como a formação de caminhos preferenciais de escorrimento da água pelo paramento
vertical. De acordo com Colen e Brito [2003b], as zonas da fachada mais susceptíveis a estes
fenómenos são: cornijas, remate das platibandas e beirados, as fachadas planas com materiais de
diferente comportamento à água, saliências e peitoris das janelas.

Assim, será abordado uma possível pormenorização dos elementos referidos.
Segundo Colen e Brito [2003], os remates das platibandas têm como objectivo proteger as superfícies
expostas à acção da água, evitando períodos longos de humidificação dos revestimentos. No projecto
deve-se especificar o material adequado para executar o fecho das juntas, a inclinação do remate e a
colocação de pingadeiras.

Quintela [2006] apresenta vários esquemas de peitoris, cada um com um sistema de escoamento de
água e, consequentemente, a sua tendência para o aparecimento de manchas de sujidade. Na Figura
3.5, está exposto os tipos de peitoris que favorecem o aparecimento de escorrimentos localizados,
alterando o aspecto da fachada como se pode verificar na Figura 3.6.

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3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Figura 3.5 - Pormenorização de diferentes tipos de peitoris [Carrio, 2000]


Figura 3.6 - Escorrimentos na zona dos peitoris [arquivo pessoal]

De acordo com Quintela [2006], existem alguns documentos normativos que definem formas
geométricas mais adequadas para conduzir a água, prevenindo futuras anomalias indesejáveis.
Relativamente aos peitoris aborda-se a recomendação determinada no DTU 20.1 [CSTB, 1994] e na
norma europeia EN 13914-1:2005 [CEN, 2005], pelas Figuras 3.7 e 3.8


Figura 3.7 - Esquema de peitoril segundo o DTU 20.1 [adaptado de Quintela, 2006]

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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 3. Manchas em fachadas de edifícios antigos

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Figura 3.8 - Esquema de peitoril segundo a norma de EN 13914 - 1:2005 [adaptado de Quintela, 2006]

Outros elementos, de acordo com Colen e Brito [2003], são as pequenas projecções fixadas
directamente a superfície, como por exemplo letreiros e sinais, que interrompem a circulação da
água, originando caminhos preferenciais de escorrimentos e zonas de depósito de sujidade de difícil
acesso, em termos de lavagem. No entanto, neste presente trabalho, o factor de degradação
“elementos salientes” incidirá sobre a existência ou não de varandas.

3.3.4. Orientação solar
A exposição solar, nomeadamente a radiação ultra-violeta, é um factor de degradação a ter em conta,
segundo Garrido [2010], sendo que a intensidade e frequência desta dependem de vários factores,
como a localização geográfica dos edifícios, a existência de sombreamento sobre as fachadas assim
como a sua orientação

Face à questão geográfica, a totalidade dos edifícios abordada no presente estudo localiza-se em
Lisboa mais especificamente na Madragoa. A existência de sombreamento nas fachadas não foi
considerada no presente estudo, devido a sua influência na quantificação da sujidade. Especifica-se
assim, para cada edifício, a orientação da fachada.

3.4. Conclusões
Numa fase inicial, o aparecimento de manchas à superfície é considerado como um problema de
estética. Porém, a sua permanência no revestimento juntamente com a existência de água pode
contribuir para o agravamento das anomalias resultando a degradação do material de revestimento
assim como a perda de propriedades deste.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
3. Manchas em fachadas de edifícios antigos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Assim, neste capítulo, foram abordadas as manchas, detalhando a influência de certos factores na
sua evolução assim como medidas de intervenção a nível de projecto para minimizar o seu
aparecimento.













MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

37

4. Metodologia de investigação
4.1. Introdução
Neste capítulo é apresentada a metodologia utilizada no trabalho de campo, assim como as suas
várias etapas com a finalidade de obtenção de dados para o desenvolvimento de um modelo de
quantificação da sujidade das fachadas. O trabalho de campo é considerado uma fase determinante,
pois a previsão da vida útil é deduzida dos resultados obtidos.

O trabalho desenvolvido utilizou uma metodologia para a previsão da vida útil baseada na análise de
resultados decorrentes da exposição prolongada, em condições de serviço, dos componentes e
materiais do edifício.
4.2. Trabalho de campo
4.2.1. Objectivos e âmbito de trabalho de campo
A metodologia desenvolvida e adoptada no presente trabalho insere-se no âmbito da inspecção de
edifícios em condições de serviço. Sendo assim, foram inspeccionados 131 edifícios na zona de
Madragoa, zona de particular interesse por ser um núcleo histórico da cidade de Lisboa onde existe
um vasto património de edifícios antigos. Assim, foi possível encontrar fachadas com vários níveis de
degradação relativamente às manchas, ou seja desde fachadas sem manchas de sujidade até
fachadas completamente repletas de sujidade, obtendo uma amostra diversificada.

Pretende-se quantificar as variáveis a utilizar no modelo de previsão de vida útil, através do registo
fotográfico das fachadas dos edifícios e das dimensões desta, identificação da textura da superfície
da fachada, determinação da orientação solar e recolha de informações relativas às últimas
manutenções efectuadas nos edifícios em estudo. Não foram considerados fenómenos pontuais e
acidentais para o estudo da evolução da anomalia.

Após a obtenção da informação, é possível definir os níveis de degradação global e factores de
degradação mais condicionantes que serão introduzidos nos modelos de degradação, para verificar a
influência desses factores na evolução da anomalia em estudo.

4.2.2. Registo fotográfico
Para obter um registo fotográfico, foi necessário adoptar uma técnica que se encontra pormenorizada
no subcapítulo 4.4.1. do mesmo documento. O material utilizado consiste apenas numa máquina
fotográfica do modelo Canon Power Shot sx20 is.

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4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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4.2.3. Informações relativas à data de aplicação das pinturas dos edifícios
A obtenção de informações relativas à data de aplicação das pinturas foi realizada em duas fases.
Primeiramente efectuou-se o pedido no edifício central da Câmara Municipal de Lisboa, localizado no
campo grande, para consulta dos volumes de obra de cada edifício visto se tratar duma amostra de
131 edifícios. Seguidamente, realizou-se a consulta dos volumes de obra para retirar as informações
relativas à data de aplicação das pinturas dos edifícios, no arquivo municipal intermédio localizado no
bairro da Liberdade, Campolide, onde é possível visualizar os pedidos para usufruir de incentivos e
benefícios financeiros para a protecção e conservação dos imóveis ao abrigo dos programas RECRIA
(Regime Especial de Comparticipação de Imóveis Arrendados) e REHABITA (Regime de Apoio à
recuperação Habitacional em Áreas Urbanas Antigas), sendo este último exclusivamente aplicável
aos núcleos urbanos históricos declarados áreas críticas de recuperação, sendo o caso da zona em
estudo. As informações da data de aplicação também foram obtidas através da emissão de licenças
para ocupação de via pública (O.V.P), relacionadas com a montagem de estruturas provisórias
(andaimes), documentos de vistoria realizados depois das obras onde estão referidas as aprovações
relativamente à realização das obras bem como a aprovação da cor utilizada para revestimentos
exteriores. Por último, foi possível adquirir informações relativas à data de aplicação das pinturas,
através dos pedidos de realização de obras de conservação e beneficiação geral dos imóveis
executadas pelos proprietários.
4.3. Factores de degradação
4.3.1. Identificação da textura da película
Seguindo a classificação adoptada por Paulo [2009], verifica-se que as texturas das pinturas mais
utilizadas nos edifícios da cidade de Lisboa são a texturada, lisa - plástica e lisa - óleo, tendo sido
estas texturas identificadas nos 131 edifícios, não se verificando em nenhum a existência do tipo
membrana.

O procedimento adoptado para a identificação da textura da película consistiu na inspecção visual,
que possibilitou uma clara distinção entre os três tipos de textura (Figuras 4.1, 4.2 e 4.3).

Figura 4.1 - Exemplo de uma pintura texturada Figura 4.2 - Exemplo de uma textura
(edifício - JC097) tinta lisa – plástica (edifício - JC106)
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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

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Figura 4.3 - Exemplo de uma textura lisa - óleo (edifício JC012)
4.3.2. Determinação da cor
Segundo Quintela [2006], a cor influencia a durabilidade das fachadas. Desta forma, foram adoptadas
três categorias baseadas no quadro V.5 do RCCTE
5
. A classificação adoptada pelo RCCTE e no
presente trabalho é em função dos coeficientes de absorção solar como se pode verificar no Quadro
4.1.

Quadro 4.1 - Cor da superfície exterior da protecção solar [RCCTE]
Cor da protecção Clara Média Escura
Coeficiente de
absorção solar da
superfície exterior da
protecção
0,4

0,5

0,8

cor
Branco
Creme
Amarelo
Laranja
Vermelho claro
Vermelho escuro
Verde claro
Azul claro
Castanho
Verde escuro
Azul vivo
Azul escuro
Preto

De seguida, apresenta-se um exemplo de cada categoria (Quadro 4.2).

Quadro 4.2 - Exemplo da classificação da cor
Clara Média Escura



JC118 JC128 JC029

5
RCCTE – Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios;
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4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

40


4.3.3. Identificação do elemento saliente - varanda
Através da avaliação visual estabeleceu-se uma classificação de dois níveis, sendo estes: edifício
com varanda e edifício sem varanda, para efectuar a identificação dos elementos salientes. Não
foram identificados os peitoris apesar de estes também contribuírem para a acumulação de sujidade,
face a amostra reduzida de edifícios que não têm peitoris, o que consequentemente iria influenciar na
análise de resultados. De seguida é apresentado um exemplo para a classificação adoptada (Figuras
4.4 e 4.5).


Figura 4.4 – Edifício com varanda (JC103) Figura 4.5 - Edifício sem varanda (JC081)
4.3.4. Determinação da orientação solar
Para determinar a orientação solar da fachada, utilizou-se um relógio da marca casio, o qual indicava
os graus e o ponto cardeal optando assim pela seguinte classificação:
• Norte – fachadas orientadas entre 315º e 45º;
• Sul – fachadas orientadas entre 135º e 225º;
• Este – fachadas orientadas entre 45º e 135º;
• Oeste – fachadas orientadas entre 225º e 315º.
De seguida é apresentado (Figura 4.6) um esquema com a classificação enunciada.

Figura 4.6 - Esquema de classificação da orientação solar [adaptado de Garrido, 2010]


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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

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4.4. Elaboração da imagem da fachada
Com o auxílio da aplicação Photo Color, pertencente à plataforma BuildingsLife, foi obtida a
quantificação da sujidade nas fachadas inspeccionadas através de registos fotográficos efectuados. A
utilização da aplicação só é possível com uma imagem que enquadre por completo a fachada, o que
é impossível sem recorrer a programas computacionais devido à maioria das ruas da zona em estudo
serem estreitas, juntando também o inevitável efeito de distorção originado pelo efeito de perspectiva.
Com isto, foi adquirido um processo de montagem de imagem de fachadas com vista a obter imagens
de fachadas que parecessem alçados, que será abordado no subcapítulo 4.4.2.

4.4.1. Registo fotográfico
Para a obtenção de uma imagem com a totalidade da fachada, foi necessário retirar várias fotografias
adoptando-se um procedimento determinado. Primeiramente as fotos eram retiradas do mesmo ponto
e a partir da mesma distância sensivelmente ao meio da fachada girando a câmara para os lados
para cima e para baixo obtendo várias perspectivas (Figura 4.7), seguidamente garantia-se uma
sobreposição de 40 a 50%. O ideal seria utilizar um tripé, o qual não foi utilizado. De seguida, é
possível observar, na Figura 4.8, um exemplo do processo de montagem de imagem da fachada.


Figura 4.7 - Colocação da máquina fotográfica [adaptado de Paulo et al., 2008]








MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

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Figura 4.8 - Fotografias do edifício JC106
4.4.2. Elaboração da fotografia da fachada
Após a recolha das várias fotos, foi efectuada a montagem da imagem da fachada através dum
programa de tratamentos de registos fotográfico. O funcionamento do programa consiste em duas
fases: na primeira, é realizada a sobreposição e alinhamento das fotos obtendo-se um resultado final
que é uma imagem com a totalidade da fachada com uma resolução razoavelmente elevada para
efectuar a quantificação das anomalias dos imóveis.

Seguidamente, é efectuada a ortogonalização, devido à distorção resultante do processo de
sobreposição e alinhamento das fotos, que baseia-se na eliminação da distorção através da
determinação de alinhamentos verticais e horizontais. Podem ser utilizadas como referência para os
alinhamentos verticais as extremidades dos edifícios assim como tubos de queda, relativamente a
alinhamentos horizontais são utilizados como referência as platibandas, beirados das coberturas e
parapeitos das janelas. De seguida, observa-se o resultado final obtido na Figura 4.9.
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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

43


Figura 4.9 - Montagem e ortogonalização da fotografia do edifício JC106
4.5. Quantificação da sujidade
4.5.1. Plataforma BuildingsLife
A plataforma BuildingsLife foi criada para efectuar uma previsão da vida útil dos materiais e
componentes de construção com o objectivo de optimizar os custos associados dando assim
informações úteis para o dono-de-obra, o empreiteiro e projectista. As funcionalidades da plataforma
permitem a quantificação de anomalias, caracterização dos materiais e componentes de construção
assim como o ambiente em que se inserem, análise de dados e modelação da degradação
pretendida.

A plataforma foi utilizada, no presente trabalho, para a introdução e armazenamento de informações
acerca dos edifícios inspeccionados e, posteriormente, para a quantificação da sujidade nas fachadas
destes, sendo esta última realizada através da aplicação Photo Color.

4.5.2. Utilização da aplicação Photo Color
De acordo com Paulo [2009], para algumas anomalias de fachada, os níveis de degradação são
quantificados por perda de cor ou por variações ao longo da vida útil. Segundo o mesmo autor, a
variação da cor é, provavelmente, o primeiro defeito que os utilizadores conseguem reconhecer e
muitos deles consideram isto como o limite da vida útil (fim da vida útil) para os seus edifícios. Assim,
o sistema de degradação de edifícios (BuildingsLife) permite detectar e quantificar tais defeitos,
analisando a cor de cada píxel na imagem de uma fachada. A Figura 4.10 representa o esquema de
procedimentos para se obter diferenças nos valores das cores desde a fase de obtenção de imagens
das fachadas até a inserção das mesmas, na plataforma BuildingsLife.
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4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

44


Figura 4.10 - Procedimentos para obter uma variação de valores de cores [Paulo, 2009]
Paulo [2009] refere que a aplicação PhotoColor foi desenvolvida para caracterizar a cor e as suas
variações sobre uma fachada, sem erros de observação humana. Está cientificamente provado que o
ser humano não tem as capacidades suficientes para caracterizar uma cor utilizando, por exemplo,
combinações de padrões de cores.

Segundo o mesmo autor, este software é capaz de detectar cada código de cor (num espaço de cor),
para qualquer píxel de fotografia e de calcular diferenças nas cores.
Se a aplicação for utilizada no BuildingsLife, também é possível realizar a integração de todas as
funcionalidades, de modo a poder-se quantificar os defeitos com base na análise da cor da fachada.
4.5.2.1. Percepção da cor
De acordo com Paulo [2009] o olho humano tem algumas limitações face à distinção de diferenças
nas cores. De facto, o observador médio verá em primeiro lugar diferenças no matiz, em segundo as
diferenças na saturação, e por último as diferenças na luminosidade / escuridão.
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Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

45


Quando os seres humanos têm a percepção das cores de uma região, a sua percepção é
influenciada não só pela distribuição local dos comprimentos de onda dentro da região, mas também
pela cor de maior distância e efeitos de contraste de luminosidade, nos limites desta região [Shapley
and Hawken, 2002].

Compreender a percepção das cores através da luz proveniente de uma região de um cenário tem
sido complicado, pelo facto de que tais percepções são influenciadas, muitas vezes de forma
significativa, pelo contexto espectral do alvo. Assim, quando dois objectos, espectralmente idênticos,
são cercados por regiões que devolvem diferentes distribuições de potência espectral para o olho, a
sensação de cor para estes dois alvos não é a mesma. Este fenómeno é designado por contraste de
cor. Por outro lado, dois alvos que devolvem espectros diferentes para o olho podem, dependendo
dos seus contextos, parecer muito mais semelhantes do que quando eles são apresentados no
mesmo contexto neutro. Este fenómeno designa-se por constância de cor. O dilema para a ciência de
visão introduzido pelo contraste de cor e constância de cor, é que a cor dos alvos visuais é
claramente influenciada, de forma complexa, pelo seu ambiente [Lotto and Purves, 2002].

A luz que é reflectida por um objecto iluminado depende da superfície do objecto e da iluminação do
cenário. Este facto bem conhecido levanta um problema para o sistema visual das pessoas. Uma vez
que a iluminação pode variar drasticamente em poucos dias, as alterações de iluminação podem ter
um impacto considerável sobre a luz que é reflectida por um objecto, podendo também originar um
impacto nas absorções do receptor. O sistema visual humano precisa de contrabalançar este efeito
de iluminação, a fim de atribuir cores constantes aos objectos [Baüml, 1998].

O processamento da percepção humana de cores começa num nível muito cedo no sistema visual
(mesmo dentro da retina) através de mecanismos iniciais adversários de cores. Mecanismos
adversários referem-se ao efeito de cor oposta do vermelho-verde, azul-amarelo, e claro-escuro. A
informação visual é então enviada de volta através do nervo óptico até ao quiasma óptico: um ponto
onde os dois nervos ópticos se encontram e a informação do campo visual temporal atravessa para o
outro lado do cérebro.

Portanto, segundo Paulo [2009], a determinação de cor é subjectiva variando de observador para
observador. Para contradizer esta subjectividade na análise da cor, são frequentemente utilizados
padrões de cores, tais como NCS e RAL, como material de consulta para experiências de cor -
correspondência. Infelizmente, a sua utilização implica uma inspecção mais lenta e requer uma
formação mais especializada (mesmo problema) dos observadores.

Assim, de acordo com Paulo [2009], foi necessário desenvolver uma aplicação de software
(PhotoColor) para ser possível assegurar regras exclusivas, para diferentes observações humanas,
baseadas em imagens digitais. O espaço de cor utilizado foi o espaço de cor CIELab, devido à
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

46

distribuição uniforme das cores, e por estar muito próximo da percepção humana da cor. O espaço de
cor CIELab foi introduzido em 1976 pela Commission Internationale de L´Éclairage (Comissão
Internacional de Iluminação), em que o parâmetro L, representa a luminosidade compreendido numa
escala de 0 a 100 (0=preto e 100= branco), e duas gamas de cor a e b que vão respectivamente do
verde ao vermelho e do azul ao amarelo, com valores que vão de -120 a +120.

De modo a realizar uma análise de imagens digitais foi necessário conhecer o código de cor de cada
píxel na fotografia de uma fachada. Uma câmara digital captura imagens constituídas por píxeis com
diferentes valores RGB e a aplicação PhotoColor transforma-os em unidades de cores CIELab, para
se obterem os valores da média e do desvio padrão
4.5.2.2. Aplicação PhotoColor
Segundo Paulo [2009], a aplicação PhotoColor tem como principais objectivos:
• definir um sistema padrão para diferentes observadores. O software tem que ser capaz de
determinar, para cada píxel, um código de cor;
• analisar a cor de qualquer zona da fachada. É importante ter a possibilidade de definir uma
cor média para uma parte ou para toda a área;
• garantir uma iluminação uniforme nas fachadas. A correcção de cada píxel é possível
utilizando a combinação de escala de cores, dando a todas as fachadas as mesmas
condições de iluminação;
• os resultados obtidos estão relacionados com a identificação do edifício.

A aplicação PhotoColor apresenta as seguintes características, sendo possível observar algumas
delas na Figura 4.11.
Informação dos dados
• o código de cor é definido através de RGB, CIEXYZ e CIELab, por valores médios e seus
desvios padrão;
• possibilidade de seleccionar um píxel e mostrar os seus valores RGB e CIELab;
• o sistema escolhido para cada píxel mostra a sua posição relativa (coordenadas x e y) na
imagem;
• mostra o histograma da área seleccionada;
• mostra, para cada conjunto de cores no histograma:
o as médias RGB, CIEXYZ, CIELab e RGB Hexadecimal;
o a impressão da cor no ecrã, num quadrado;
o a percentagem de píxeis (área);
• impressões, sobre a imagem, do código de cores;
• mostra a diferença de cor ∆ E
ub

;
• mostra a diferença de cor para o preto ∆ E
BIuck
.
O parâmetro ∆ E
ub

indica a quantificação da descoloração da fachada.
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

47

O parâmetro ∆ E
BIuck
representa a quantificação da cor na acumulação de sujidade, podendo
obter-se um valor entre 0 (preto) a 100 (branco).

Figura 4.11 – Informação dos dados no Photo Color
Vistas
• divisão da amostra visual (imagem original e imagem corrigida);
• todas as imagens de edifícios são visíveis no rodapé para selecção.

As funções da aplicação Photo Color vão ser de seguida enunciadas, podendo ver estas mais
detalhadamente em Paulo [2009].
• definir áreas interiores e exteriores dentro da imagem;
• correcção da luminosidade;
• soma das percentagens de píxeis;
• calcular os códigos de cor dentro ou fora das áreas definidas;
• calcular a diferença de cor existente nas áreas definidas;
• definição de conjunto de cor (Convert Pixel RGB Approximation).

No presente trabalho foi utilizado a aplicação Photo Color para quantificar a sujidade nas fachadas
dos edifícios. A metodologia adoptada, para efectuar a quantificação da sujidade, consistiu na
definição de três áreas, sendo estas:
• área total da fachada excluindo o destacamento de tinta e reboco (DCWA
6
):
DCWA= Área total – A1 – A2;
• área parcial da fachada com manchas de sujidade (DCWC
7
):
DCWC= A3;
• área total da fachada excluindo o destacamento de reboco (FF
8
):
FF= Área total – A2.

6
DCWA – Dirt Collection Wall Area (acumulação de sujidade numa determinada área);
7
DCWC – Dirt Collection Wall Color (cor da acumulação de sujidade);
8
FF – Façade Fading (descoloração da fachada);
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4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

48

De seguida é apresentado um esboço das três diferentes áreas na Figura 4.12.

Figura 4.12 - Esquema das diferentes áreas consideradas
As áreas foram directamente criadas no Photo Color, sobre uma imagem digital. A criação destas foi
efectuada através de polígonos. Refere-se ainda que nas áreas anteriormente enunciadas foram
retirados objectos que interferiam com a análise da sujidade, sendo estes cabos de electricidade,
janelas, portas, grafites, grelhas de ventilação, automóveis, sombras e qualquer outro objecto que
possa interferir na quantificação da sujidade. Realça-se a importância de retirar os efeitos de
sombreamento pois têm uma enorme influência nos resultados relativos à quantificação da sujidade,
apresentando-se um exemplo na Figura 4.13.

Figura 4.13 – Áreas consideradas para a quantificação da sujidade
Antes da elaboração das áreas, foi necessário introduzir fotos de qualidade reduzida das fachadas
(800X800 pixéis) pois a utilização das fotos de grande qualidade tornam-se num processo muito
moroso tornando-se contra-producente.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

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A aplicação Photo Color permite, mediante a área determinada, seleccionar a análise para a
quantificação da sujidade (Figura 4.14) entre as quais:
• Dirt Collection Wall Area – Para uma análise de descoloração global e agregação de
sujidade;
• Dirt Collection Wall Color – Para medir a intensidade da acumulação de sujidade;
• Façade Fading – Para quantificar as diferenças de cor na pintura.


Figura 4.14 - Selecção da análise pretendida
Para além das áreas, as diferentes análises diferiam do grau de detalhe ∆ RGB, devido a diferença
de tamanho das diferentes áreas analisadas que podiam englobar a fachada total ou uma área
específica da fachada, sendo que no caso da área analisada englobar a fachada total, o grau de
detalhe da análise teria que ser maior do que para uma análise à um área parcial da fachada.
Apresenta-se no Quadro 4.3 os diferentes tipos de análises associadas ao grau de detalhe, sendo
possível observar um exemplo nos Quadros 4.4 e 4.5.

Quadro 4.3 - Grau de detalhe de RGB
Tipo de análise ∆ ∆∆ ∆RGB
Dirt Collection Wall Area 51
Dirt Collection Wall Color 6,375
Façade Fading 12,75

Com as fotos reduzidas (menor qualidade) inseridas, as áreas delimitadas, a escolha da análise
pretendida juntamente com o seu grau de detalhe (∆RGB), torna-se possível quantificar a sujidade
resultando de cada análise um valor ∆E e ∆Black que indica o quanto a área analisada se encontra
com sujidade. No presente trabalho apenas foi utilizada a Área total da fachada excluindo o
destacamento de tinta e reboco (DCWA). (Ver Figura 4.12)

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

50

Quadro 4.4 – Exemplo para cada valor de grau de detalhe ∆RGB

JC011 - ∆RGB 6,375 JC011 - ∆RGB 12,75 JC011 - ∆RGB 51

Quadro 4.5 - Exemplo para cada valor de grau de detalhe ∆RGB

JC080 - ∆RGB 6,375 JC080 - ∆RGB 12,75 JC080 - ∆RGB 51




MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

51

4.6. Análise de dados e ajuste das curvas de degradação
Após ter concluído a recolha de dados provenientes do trabalho de campo, do arquivo municipal de
Lisboa e da análise efectuada através da aplicação Photo Color, surgiu uma grande quantidade de
informação. Esta informação serviu de fundamento para o estudo em causa, que consiste na
quantificação da sujidade nas fachadas de edifícios, consoante os factores de degradação
adoptados.

Foi utilizado um gráfico geral de degradação do tipo T-ED (tempo – Extensão da degradação), que
serviu de base para a obtenção dos vários gráficos de degradação em função dos factores de
degradação adoptados. Aos gráficos resultantes foram ajustadas leis de degradação do tipo
Gompertz, Potencial e Weibull para efectuar a modelação do desempenho diferido das pinturas.
Tal como Garrido [2010], o ajuste das curvas de degradação foi efectuado com a utilização de um
processo de minimização do erro quadrático médio (EQM), que pode ser determinado através dos
erros de estimativa medidos no eixo das abcissas ou das ordenadas do gráfico de degradação, como
se pode verificar na Figura 4.15.

Figura 4.15 - Demonstração da medição do erro no gráfico [adaptado de Garrido, 2010]

No anterior gráfico de degradação, está identificado um edifício i com as letras JCi, para demonstrar
a medição dos erros em cada eixo. Neste exemplo, o erro medido no eixo das abcissas é relativo à
diferença de idades identificado por EµH
t
, sendo estas a idade real da pintura do edifício e a idade
obtida pelo modelo face à quantificação da sujidade existente, ficando referida como J
ì,ìdudc
(Equação
4.1).
J
ì,ìdudc
= t
ì,modcIo
−t
ì
(4.1)

No eixo das ordenadas, o erro medido é respeitante à diferença entre a quantificação de sujidade real
na fachada e a quantificação de sujidade obtida pelo modelo identificado por EµH
S
, consoante a
idade da pintura do edifício i, sendo este erro identificado por q
ì,su]ìdudc
(Equação 4.2).
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

52

q
ì,su]ìdudc
= S
ì,modcIo
− S
ì
(4.2)

A determinação dos erros anteriormente determinados, permite estabelecer valores de EQM, ficando
identificados como EµH
t
e EµH
s
(Equação 4.3 e 4.4), sendo estes determinados considerando os
valores de J
ì,ìdudc
e q
ì,su]ìdudc
.
EµH
t
=
(t
ì,modcIo
− t
ì
)
2
n
n
ì
(4.3)

EµH
s
=
(S
ì,modcIo
− S
ì
)
2
n
n
ì
(4.4)

Um dos cuidados a ter quando o ajuste das curvas de degradação é efectuado por um processo de
minimização quadrática, é a determinação do erro que vai ser sofrer uma diminuição, podendo ser
proveniente das abcissas ou das ordenadas, o que consequentemente terá influência no andamento
das curvas de degradação obtidas.

Para exemplificar as diferenças entre as curvas de degradação através da minimização dos dois
valores de EQM referidos, apresenta-se o gráfico da Figura 4.16 obtido no presente trabalho, sendo
as curvas apresentadas no gráfico de Gompertz.

A obtenção da curva “EQM sujidade” do gráfico da Figura 4.16 foi realizada através da minimização
do valor de EµH
s
, enquanto a minimização do valor de EµH
t
serviu para a determinação da curva
“EQM idade”. No Quadro 4.6, é possível verificar os valores de EQM para cada curva assim como os
valores minimizados.


Figura 4.16 - Resultado das curvas após minimização do EQmt e EQMs

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Amostra Geral
EQM sujidade
EQM idade
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 4. Metodologia de investigação

53

Tal como em Garrido [2010], verifica-se um andamento completamente distinto das curvas obtidas,
sendo possível verificar que a diminuição de um valor de EQM provoca um aumento no valor de outro
EQM.
Quadro 4.6 - Valores da minimização dos erros das curvas da Figura 4.16
FQMx FQMt
Curva “EQM sujidade” 37, ó7 × 1û
-3
1u26,9S
Curva “EQM idade” 117,8u × 1u
-3
233, 5ó

Seguindo a metodologia de Garrido [2010], com o intuito de optimizar as curvas de degradação
considerando os erros definidos no eixo das abcissas e no eixo das ordenadas, foi criado um
indicador designado Erro Quadrático Médio Combinado (EQMC), cuja obtenção é apresentada na
Equação 4.5.
EµHC = EµH
t
+ EµH
s
× 1u
3
(4.5)

Nota: a multiplicação efectuada ao valor de EµH
s
tem como objectivo colocar este valor na mesma ordem de
grandeza de EµH
t


Aplicando o processo de minimização do valor de EQMC, procedeu-se ao ajuste das curvas de
degradação, apresentadas na Figura 4.17, onde é possível verificar o andamento das curvas obtidas
pelos três processos. No Quadro 4.7, são apresentados os valores de EQM obtidos.


Figura 4.17 - Curvas de degradação ajustadas
Quadro 4.7 - Valores de EQM das curvas de degradação anteriormente exemplificadas
FQMx FQMt FQMC
Curva “EQM sujidade” 37, ó7 × 1û
-3
1u26,9S 1u6S,9S
Curva “EQM idade” 117,8u × 1u
-3
233, 5ó SS1,S6
Curva “EQMC” 76,7S × 1u
-3
22u,SS 297, û9

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Amostra Geral
EQM sujidade
EQM idade
EQMC
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
4. Metodologia de investigação Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

54

4.7. Resumo da metodologia
Seguidamente, para a apresentação pormenorizada da metodologia adoptada no presente trabalho,
elaborou-se um quadro resumo, na Figura 4.17, dessa mesma metodologia, podendo-se observar de
uma forma resumida as principais fases e passos que a constituem.

Quadro 4.8 – Quadro resumo da metodologia adoptada [adaptado de Paulo, 2009]
DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
MATERIAL Pinturas de fachadas
ANOMALIA Manchas
FACTORES DE DEGRADAÇÃO
cor
Textura da película
Elemento - saliente
Orientação solar
ANÁLISE DE DADOS
Gráficos de degradação
Modelos determinísticos

RECOLHA DE DADOS
INSPECÇÕES Determinação da cor
Registo fotográfico
Determinação da textura
Determinação da orientação solar
DETERMINAÇÃO DA DATA DE APLICAÇÃO DA PINTURA
MONTAGEM DAS IMAGENS DE FACHADA
QUANTIFICAÇÃO DE SUJIDADE

ANÁLISE DE DADOS
GRÁFICO DE DEGRADAÇÃO GERAL
APLICAÇÃO DOS FACTORES DE DEGRADAÇÃO (FILTROS DE DADOS)
MODELAÇÃO COM CURVAS DE DEGRADAÇÃO
INTERPRETAÇÃO DOS RESULADOS

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

55

5. Análise de resultados
5.1. Definição da amostra
A recolha de dados efectuou-se numa amostra de 131 edifícios, localizados na Madragoa, cidade de
Lisboa. Para proceder a identificação de cada edifício, atribuiu-se um código com o prefixo “JC”
seguido de três dígitos (ex:JC001), podendo encontrar-se no Anexo 1 os edifícios listados de acordo
com a referência enunciada. A caracterização geral do edifício encontra-se no Anexo 2, onde estão
descritas as moradas dos edifícios, a data da última manutenção efectuada na fachada e os
resultados obtidos na aplicação Photo Color da retenção de sujidade na fachada.

Efectuou-se a distribuição dos edifícios inspeccionados em oito intervalos de idade da pintura das
fachadas obtendo-se o Quadro 5.1, verificando-se uma distribuição regular ao longo dessa divisão.

Quadro 5.1 - Distribuição da amostra de edifícios por intervalos de idade das pinturas
Intervalo de idade de
pintura [anos]
Nº de
edifícios

%

[0;5] 19 14,5
[5;10] 23 17,6
[10;15] 18 13,7

[15;20] 12 9,2

[20;30] 12 9,2

[30;40] 13 9,9
[40;50] 24 18,3

>50 10 7,6

Refere-se, de acordo com Paulo [2009] e Garrido [2010], que esta abrangência e uniformidade são
importantes para a qualidade final dos resultados, na medida em que vão influenciar de forma
determinante a mancha de pontos que irá ser obtida nos gráficos de degradação. O espectro de
idades passíveis de serem verificadas em pinturas de fachadas deverá ser preenchido uniformemente
pela mancha de pontos.

Tal como a idade das pinturas, os edifícios inspeccionados foram distribuídos por seis intervalos de
retenção de sujidade como se pode verificar no Quadro 5.2. Esta quantificação também deverá ter
uma distribuição uniforme ao longo do espectro, desde 0% até um valor mais próximo de 100%.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

56


Quadro 5.2 - Distribuição dos edifícios por intervalos de retenção de sujidade nas fachadas
Intervalo da
Retenção de
sujidade [%]
Nº de edifícios %

[0;15] 33 25,2
[15;30] 28 21,5
[30;45] 23 17,7
[45;60] 20 15,2
[60;70] 8 6,2
>70 19 14,2

Verifica-se no quadro anterior uma distribuição uniforme em todos os intervalos estabelecidos,
cumprindo assim o objectivo requerido. O quadro 5.2 foi efectuado com o intuito de utilizar níveis de
degradação, porém, no presente trabalho, foram utilizadas as percentagens de degradação, devido à
subjectividade existente na escolha dos níveis de degradação.

5.2. Gráfico da degradação geral
O gráfico da degradação, que inclui a totalidade da amostra dos edifícios inspeccionados, foi obtido
com os dados relativos à idade da pintura e à retenção de sujidade destas, sendo apresentado na
Figura 5.1.


Figura 5.1 - Gráfico da degradação geral
Numa primeira observação da Figura 5.1, é possível observar uma grande dispersão dos pontos do
gráfico de degradação geral. Esta situação, de acordo com Paulo [2009], é expectável e considera-se
como sendo indicador importante sobre a qualidade dos dados, pois existem diversos factores que
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

57

exercem uma influência significativa na durabilidade e desempenho dos materiais. Assim, segundo
Paulo [2009] e Garrido [2010], se a disposição dos pontos fosse linear sem apresentar grande
dispersão significaria que a degradação e o desempenho diferido não eram afectados por qualquer
factor, sendo iguais para qualquer material analisado, independentemente das suas características e
do seu contexto de aplicação.

A dispersão dos dados permite tirar algumas conclusões tais como, a influência dos factores de
degradação no desempenho diferido do material em estudo, pelo que a adopção de factores de
degradação tem como objectivo classificar os dados que partilham as mesmas características,
reduzindo assim a sua dispersão.

Segundo Paulo [2009] e Garrido [2010], o resultado esperado na adopção de um factor de
degradação ou dois factores de degradação em simultâneo é uma redução da dispersão, mas não
suficiente, mantendo-se assim uma dispersão significativa. Este fenómeno deve-se à existência de
factores de degradação adicionais, que influenciam a evolução de desempenho dos materiais ao
longo do tempo.

Não impedindo a existência de dispersão de dados, é possível fazer o ajuste de curvas de
degradação aos gráficos de degradação resultantes. Seguindo a metodologia adaptada por Paulo
[2009] e Garrido [2010], para o gráfico de degradação geral (Figura 5.1) foram ajustadas curvas de
degradação do tipo Gompertz, Potencial e Weibull, tal como está apresentado na Figura 5.2. As
expressões e respectivos valores de EµH
t
, EµH
s
e EµHC, cujos significados foram abordados no
subcapítulo 4.6. do presente trabalho, são demonstrados no Quadro 5.3.


Figura 5.2 - Curvas de degradação na amostra geral

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
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e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Amostra Geral
Gompertz - Geral
Potencial - Geral
Weibull - Geral
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

58


Quadro 5.3 - Equações das curvas de degradação e valores obtidos no ajuste ao gráfico de degradação geral
Equação da curva FQM
x
FQM
t
FQMC


Gompertz
S
u
= c
-7,9532c
-0,0863t
76,7S × 1u
-3
220,34 297,09


Potencial
S
p
= 4,1S46uE
-5
t
2,56816
1SS,S6 × 1u
-3
283,1827 418,54


Weibull
S
w
= 1 −c
-[
t
31,12927
¸
S

118,4u × 1u
-3
238,02 356,41


Retira-se do quadro anterior que a curva de degradação com o valor de EµHC mais baixo, resultando
do ajuste dos pontos do gráfico de degradação geral, é a curva de Gompertz. Referindo o que foi
abordado no subcapítulo 4.6., o valor de EµHC resulta da combinação dos valores de EµH
Ð
e EµH
t
,
sendo um indicador para os erros cometidos no ajuste global da curva aos pontos do gráfico, pelo
que a minimização do valor de EµHC, permite um melhoramento do ajuste obtido pela curva de
degradação.

Seguidamente, a fase de análise de dados efectuada no presente trabalho, conclui-se que as curvas
de Gompertz foram as que obtiveram menor valor de EµHC. A partir do presente ponto no corpo do
presente trabalho, assim como Paulo [2009] e Garrido [2010], apenas será apresentada a modelação
com recurso às curvas de Gompertz, tendo em vista atenuar a consulta do presente documento. A
modelação através dos três tipos de curvas anteriormente enunciadas pode ser consultada no Anexo
4.

5.3. Influência dos factores de degradação
5.3.1. Influência da textura da película
As curvas de degradação obtidas para o factor de degradação “textura da película” estão
apresentadas na Figura 5.3. No Quadro 5.4 podem ser visualizadas as equações e respectivos
valores de EµH. Nos valores de EQM, englobam-se os valores dos erros medidos nas abcissas,
ordenadas e a combinação destes, sendo respectivamente EµH
t
, EµH
S
c EµHC, passando a partir do
presente ponto a utilizar a designação EµH para os três valores anteriormente enunciados.
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

59


Figura 5.3 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " textura da película”.

Quadro 5.4 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação com a adopção do factor
"textura da película”.
Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC

Texturada
S
u
= c
-7,54646c
-0,093S4t

81,14 × 1u
-3
210,50 291,64

Lisa - plástica
S
u
= c
-7,65749c
-0,0830St

77,47 × 1u
-3
194,07 271,54

Lisa - óleo
S
u
= c
-15,76220c
-0,0¨S66t

Su,12 × 1u
-3
72,01 102,13


Analisando as curvas de degradação obtidas, nota-se um pior desempenho diferido das tintas
texturadas relativamente às outras tintas, sendo um resultado esperado pelo que visto anteriormente
(subcapítulo 3.3.1), as tintas texturadas possuem rugosidades que se apresentam como obstáculos
abrandando a velocidade do deslize da água, diminuindo assim o efeito de limpeza da fachada
juntamente com o facto de a rugosidade oferecer uma maior superfície facilitando a fixação da
sujidade [Colen e Brito, 2003] e [Quintela, 2006]. Por outro lado, a tinta com textura lisa – óleo revela
ser a tinta com melhor comportamento face à retenção de sujidade devido à sua baixa
permeabilidade à água e alta permeabilidade ao vapor de água [Chai, 2011]. A concordância dos
fundamentos teóricos com os resultados práticos demonstra que a metodologia adoptada tem a
capacidade de representar a influência dos factores de degradação no desempenho das pinturas ao
longo do tempo.

A dispersão de dados traduz a influência de outros factores de degradação adicionais que não foram
considerados na análise apresentada [Garrido, 2010].

Para efectuar um estudo comparativo dos resultados obtidos, apresenta-se na Figura 5.4 o gráfico
obtido por Paulo [2009] demonstrando a influência da textura da película no desempenho diferido das
pinturas. Os resultados obtidos na análise anterior (Figura 5.3) são coincidentes com os resultados
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Lisa - plástica
Lisa -óleo
G-T
G-LP
G-LO
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

60

obtidos por Paulo [2009], pois ambos os resultados revelam um melhor desempenho das tintas lisa –
óleo e um pior desempenho para as tintas texturadas. No entanto, as curvas obtidas por Paulo [2009]
apresentam uma inclinação mais acentuada, devido a utilização de níveis de degradação no eixo das
ordenadas, diferindo do gráfico da Figura 5.3 onde é utilizado no eixo das ordenadas a extensão da
degradação.


Figura 5.4 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " textura da película”efectuado por Paulo
[2009].













MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

61

5.3.2. Influência da cor
A classificação do factor de degradação “cor” foi baseada no quadro V.5 do RCCTE (ver Quadro 4.1),
considerando três níveis de cor, clara, média e escura. Da aplicação deste filtro, resultaram as curvas
de degradação apresentadas na Figura 5.5, cujas equações e respectivos valores de EµH são
apresentados no Quadro 5.5.


Figura 5.5 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação " cor”

Quadro 5.5 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação com a adopção do factor
"cor”.
Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
Clara
S
u
= c
-6,32578c
-0,08049t

6S,S7 × 1u
-3
200,18 265,75

Média
S
u
= c
-13,35171c
-0,10680t

91,71 × 1u
-3
253,65 345,36

Escura
S
u
= c
-21,39139c
-0,0999St

1u9,7u × 1u
-3
191,93 301,63



Na análise efectuada, a amostra encontra-se repartida nos três níveis de cores de uma forma
desproporcional, obtendo para a cor clara 86 edifícios, 31 para a cor média e 14 para a cor escura,
havendo a necessidade de enriquecimento de pontos no gráfico, de edifícios com textura lisa - óleo,
podendo assim obter resultados mais fiáveis.

Relativamente às pinturas escuras, estas destacam-se claramente das outras obtendo um melhor
desempenho, até idades inferiores a 50 anos, o que era expectável pois de acordo com Quintela
[2006] a utilização de cores escuras dissimula o depósito das partículas de sujidade devido a
semelhança de tonalidades. Por outro lado, verifica-se um pior desempenho das pinturas de cor clara,
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

62

especialmente nos primeiros anos devido a diferença de tonalidades entre a pintura e a acumulação
de sujidade, sendo previsível, de acordo com Colen e Brito [2003a], visto que as pinturas de cores
claras em revestimentos denunciam a existência de manchas. Contrariando o bom desempenho na
dissimulação de sujidade na fachada da utilização de cores escuras, estas são de evitar, devido à
maior absorção da radiação solar submetendo assim o revestimento a maiores solicitações térmicas,
que vai originar um efeito de amolecimento no revestimento, tendo assim, mais probabilidades em
sofrer anomalias.

Igualmente a análise anterior, a dispersão dos dados em cada segmento obtido demonstra a
influência de factores de degradação adicionais não considerados. Tal como em Paulo [2009] e
Garrido [2010], comparando os valores de EQMC dos três tipos de cor com o valor de EQMC geral,
evidencia-se uma redução da dispersão dos pontos do gráfico de degradação somente para as
pinturas de cor clara, indicando a importância deste factor de degradação no desempenho diferido
das pinturas das fachadas.

5.3.3. Influência do elemento saliente - varanda
Com a aplicação do factor de degradação “elemento saliente - varanda”, obteve-se as curvas de
degradação apresentadas na Figura 5.6, podendo-se visualizar no Quadro 5.6 as respectivas
equações e valores de EµH.


Figura 5.6 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "Elemento Saliente - varanda”



0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com varanda
Sem varanda
G-C/varanda
G-S/Varanda
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

63

Quadro 5.6 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação com a adopção do factor
"Elemento saliente - varanda”.
Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
Com Varanda
S
u
= c
-9,45487c
-0,096¨6t

82,S1 × 1u
-3
205,40 287,71

Sem Varanda
S
u
= c
-5,38079c
-0,062S6t

72,uu × 1u
-3
250,85 322,85



Na análise das curvas de degradação resultantes do gráfico, é evidente o melhor desempenho ao
longo do tempo das fachadas sem varandas, o que de facto era expectável visto que não existindo
elementos salientes na fachada, é possivel o efeito de lavagem natural na extensão total da fachada
através da água. Quanto à curva de degradação resultante para as fachadas com varandas, também
era esperado um pior desempenho do que as curvas de degradação sem varandas, pelo que a
existência de elementos salientes impedem o efeito de lavagem na extensão total da fachada
contribuindo para o surgimento de depósitos de partículas visto impedir o acesso à água [Quintela,
2006].

Com o objectivo em efectuar um estudo comparativo, apresenta-se na Figura 5.7 o gráfico obtido por
Paulo [2009], traduzindo a influência dos elementos salientes no desempenho diferido das pinturas.
Verifica-se que os resultados são contraditórios na medida em que no caso de Paulo [2009] as
fachadas sem elementos salientes apresentam melhor comportamento apenas até aos 20 anos,
sendo o melhor comportamento após os 20 anos das fachadas com elementos salientes. A diferença
de resultados prende-se com os diferentes elementos salientes adoptados, no presente trabalho
apenas foram considerados as varandas enquanto Paulo [2009] considerou para além das varandas,
peitoris e outros elementos salientes. Os resultados podem diferir também, devido a necessidade de
enriquecimento do gráfico da Figura 5.6 com pontos de fachadas sem varanda.


Figura 5.7 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "elementos salientes”efectuado por Paulo
[2009].
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

64

5.3.4. Influência da orientação solar
As curvas de degradação resultantes da aplicação do factor de degradação “Orientação solar” são
apresentadas na Figura 5.8.

Figura 5.8 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "Orientação solar”
As equações das curvas de degradação assim como os valores de EµH podem ser consultados no
Quadro 5.7

Quadro 5.7 - Equações das curvas e valores de EQM resultantes do ajuste ao gráfico de degradação com a adopção do factor
"Orientação solar”.
Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC

Norte
S
u
= c
-55,34527c
-0,18S¨0t

12S,61 × 1u
-3
190,95 314,56

Sul
S
u
= c
-12,56959c
-0,09996t

84,96 × 1u
-3
200,19 285,15

Oeste
S
u
= c
-20,26367c
-0,116S¨t

78,u7 × 1u
-3
198,39 276,46

Este

S
u
= c
-6,87827c
-0,082SSt


8u,u4 × 1u
-3


251,05

331,09


Da análise do gráfico, como era esperado, as fachadas orientadas a norte são mais favoráveis para a
retenção de sujidade, devido à menor incidência de radiação solar e, consequentemente, maior
acumulação de humidades [Chai, 2011]. As fachadas orientadas a Oeste, Este e a Sul possuem um
comportamento semelhante, obtendo todas um melhor desempenho face à retenção de sujidade.
Nota-se claramente o comportamento diferenciado entre as fachadas orientadas a Norte com as
fachadas orientadas a Sul, Oeste e Este. Assim justifica-se uma classificação da orientação solar em
dois níveis que será utilizada no presente trabalho quando este factor for combinado em simultâneo
com outro factor de degradação.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
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n
ç
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d
a

s
u
j
i
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(
%
)
Idade da pintura (anos)
Norte
Sul
Oeste
Este
G-N
G-S
G-O
G-E
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

65

Para efectuar um estudo comparativo dos resultados obtidos, apresenta-se na Figura 5.9 o gráfico
obtido por Paulo [2009] demonstrando a influência da orientação solar no desempenho diferido das
pinturas. Em comparação com os resultados obtidos na análise anterior (Figura 5.8), nota-se um
desempenho menos bom das pinturas de fachadas orientadas a Este até aos 20 anos de idade do
revestimento. No presente trabalho, a partir dos 20 anos de idade do revestimento, nota-se um
comportamento menos bom das pinturas de fachadas orientadas a Norte, enquanto em Paulo [2009]
um menor desempenho, após os 20 anos de idade do revestimento, é atingido pelas pinturas de
fachadas orientadas a Sul e Oeste.


Figura 5.9 - Modelação com as curvas de Gompertz com o factor de degradação "Orientação solar”










MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

66

5.4. Combinação de factores de degradação
Após efectuar a análise da influência de cada um dos factores de degradação aplicados
isoladamente, é apresentada nesta secção a combinação entre os factores de degradação com o
objectivo de encontrar modelos de degradação mais detalhados.

Para efectuar a combinação de factores de degradação, foi necessário identificar qual o factor de
degradação que mais influencia o desempenho diferido de manchas nas pinturas, para isso retirou-se
de cada gráfico, para um valor de retenção de sujidade na fachada de 50 %, a idade da pintura dos
factores considerados e subtraindo os valores obtidos de forma crescente, escolhendo o factor de
degradação com maior diferença de valores de idade de pinturas. No Quadro 5.8, apresenta-se os
valores de idade da pintura obtidos para um valor de retenção de sujidade de 50% e sua diferença.

Quadro 5.8 – Diferença de valores de idade das pinturas para um valor de 50% de retenção de sujidade na fachada
Factor de degradação
Idade da
pintura
[anos]
Diferença entre os
factores de degradação
Diferença de
idades de pintura
[anos]
Textura da
película
Texturada 25,55

Lisa -
plástica
28,93
(Lisa – Plástica ) –
Texturada
3,38
Lisa - óleo 41,29
(Lisa – óleo) –
(Lisa – Plástica)
12,36
Cor
Clara 27,47

Média 27,70 (Média) – (Clara) 0,23
Escura 34,32 (Escura) – (Média) 6,62
Elemento
saliente -
varanda
Com
varanda
27,01

Sem
varanda
32,76 (C/varanda) – (S/varanda) 5,76
Orientação
solar
Norte 23,59

Sul 28,99 (Este) – (Norte) 4,21
Oeste 28,96 (Oeste) – (Este) 1,15
Este 27,80 (Sul) – (Oeste) 0,03

Do Quadro 5.8, conclui-se que o factor de degradação “textura da película” apresenta uma maior
diferença de valores de idade de pinturas traduzindo assim a sua grande influência no desempenho
diferido das manchas nas pinturas. De referir que se adoptou o valor de 50% como sendo um valor
limite, isto é, após o valor de 50% a retenção de sujidade considera-se num estado avançado de
degradação.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

67

Assim, a combinação foi realizada entre os factores “textura da película” e “Cor”, “textura da película”
e “Elemento Saliente - Varanda”, “textura da película” e “orientação solar”. O factor de degradação
“textura da película” foi adoptado nas três combinações sendo, como verificado, um factor que traduz
uma grande influência na evolução da degradação das pinturas. Ainda foi estudada a possibilidade de
efectuar a combinação entre os três factores mas a sua aplicação produziria uma grande
fragmentação de dados tendo em conta a amostra de edifícios.

De seguida, são apresentadas as combinações no Quadro 5.9.


Quadro 5.9 - Quadro resumo das combinações de factores
Combinação 1 Textura da película + cor

Combinação 2
Textura da película + Elemento saliente -
varanda

Combinação 3 Textura da película + Orientação solar




5.4.1. Combinação 1 – Textura da película e cor
Pretende-se com a combinação entre a textura da película e a cor, analisar a influência da cor no
desempenho ao longo do tempo das pinturas dependendo do tipo de textura da película.

• Textura da película – Texturada
Apresenta-se na Figura 5.10 os gráficos de degradação, cujas equações das curvas de
degradação e valores de EµH podem ser observados no Quadro 5.10.

Figura 5.10 - Modelação com curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: texturada” e “cor”
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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n
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d
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s
u
j
i
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a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

68


Quadro 5.10 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultantes da combinação dos factores “textura da
película: texturada” e “cor”

Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a


Clara
S
u
= c
-7,30583c
-0,094S6t
S8,S2 × 1u
-3
184,40 242,72
Média
S
u
= c
-6,23828c
-0,08848t
87,u7 × 1u
-3
216,46 303,53
Escura
S
u
= c
-8,37511c
-0,08¨60t
1S8,7S × 1u
-3
298,77 437,52


Analisando o andamento das curvas de degradação, verifica-se um melhor desempenho nas pinturas
escuras, o que era esperado, concordando com a avaliação efectuada anteriormente (subcapítulo
5.3.2). Verifica-se também um comportamento similar entre as pinturas claras e médias, não sendo
um resultado esperado pois as pinturas médias deveriam adoptar um melhor desempenho do que as
pinturas claras.

• Textura da película – Lisa – Plástica
Na Figura 5.11, encontram-se representadas os gráficos de degradação e curvas de degradação,
cujas equações e valores de EµH são apresentados no Quadro 5.11.


Figura 5.11 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa – plástica” e
“cor”
Numa primeira análise, observa-se um melhor desempenho das tintas escuras face às pinturas de
cores claras e médias. Nota-se uma necessidade de enriquecimento do gráfico de degradação com
mais pontos, de modo a avaliar de uma forma mais sólida, principalmente nas cores médias e
escuras.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
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e
n
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o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - Plástica
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

69

Quadro 5.11 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa -
plástica" e "cor"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Clara
S
u
= c
-6,05068c
-0,0¨SS2t
71,S6 × 1u
-3
202,06 273,42
Média
S
u
= c
-13,90380c
-0,11309t
4S,7S × 1u
-3
117,28 163,03
Escura
S
u
= c
-107,94512c
-0,14006t
S4,47 × 1u
-3
48,19 102,66



• Textura da película – Lisa – Óleo
Apresentam-se, na Figura 5.12, as curvas de degradação obtidas, podendo-se observar as
respectivas equações e valores de EµH no Quadro 5.12.


Figura 5.12 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa – óleo” e “cor”

Quadro 5.12 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa - óleo" e
"cor"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Clara
S
u
= c
-5,69513c
-0,06224t
62,77 × 1u
-3
190,09 252,86
Média
S
u
= c
-39,97943c
-0,0649¨t
24,u8 × 1u
-3
344,91 368,99
Escura
S
u
= c
-12,24300c
-0,06916t
S,SS × 1u
-3
12,28 17,63

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
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d
e

s
u
j
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(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - Óleo
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

70

Da análise efectuada, verifica-se um andamento esperado das curvas de degradação para as
pinturas de cores claras e escuras, observando um melhor desempenho por parte das pinturas
escuras. O motivo pelo não expectável andamento da curva de pinturas de cor média deve-se a
reduzida amostra constituída somente por dois edifícios.

Na Figura 5.13 estão representadas as curvas obtidas resultantes da combinação 1 entre os factores
• textura da película: texturada e cor;
• textura da película: lisa – plástica e cor;
• textura da película: lisa – óleo e cor.

Da análise do gráfico, concluí-se que o desempenho das pinturas aumenta com as pinturas escuras e
de textura lisa – óleo. Adverte-se que esta conclusão provém de uma análise efectuada ao gráfico e a
amostra considerada, podendo não ser aplicado em outras amostras.


Figura 5.13 – Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da película” e “cor”










0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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(
%
)
Idade da pintura (anos)
G-Clara-T
G-Média-T
G-Escura-T
G-Clara-LP
G-Média-LP
G-Escura-LP
G-Clara-LO
G-Média-LO
G-Escura-LO
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

71

5.4.2. Combinação 2 – textura da película e elementos salientes
Pretende-se com esta combinação analisar com maior rigor a influência dos elementos salientes na
evolução da degradação das pinturas para os três tipos de textura de película analisados.

• Textura da película: texturada.
As curvas de degradação obtidas da combinação “textura da película: texturada” e “elementos
salientes” são apresentadas na Figura 5.14. As equações das curvas assim como os valores de EµH
podem ser observados no Quadro 5.13.


Figura 5.14 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: texturada” e
“elementos salientes”


Quadro 5.13- Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: texturada" e
"elementos salientes"

Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a


Com varanda
S
u
= c
-8,13488c
-0,10121t
7u,4u × 1u
-3
179,11 249,51
Sem varanda
S
u
= c
-5,78973c
-0,0¨1¨3t
1uS,9S × 1u
-3
316,06 422,01

Efectuando uma análise da Figura 5.14, nota-se um melhor desempenho das pinturas em fachadas
sem elementos salientes, concordando com as conclusões do subcapítulo 5.3.3, pois uma fachada
sem elementos salientes permite um efeito de lavagem geral da fachada através da água sem
obstruções [Quintela, 2006]. No entanto a dispersão dos pontos do gráfico da Figura 5.14 indica que
os factores considerados não são suficientes para evidenciar diferentes comportamentos entre as
várias pinturas.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
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(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

72

• Textura da película: lisa – plástica
As curvas de degradação obtidas pela combinação dos factores “textura da película: lisa – plástica” e
“elementos salientes” são apresentadas na Figura 5.15, podendo-se consultar as equações das
curvas e respectivos valores de EµH no Quadro 5.14.


Figura 5.15 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa - plástica” e
“elementos salientes”

Quadro 5.14 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa -
plástica" e "elementos salientes"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a


Com varanda
S
u
= c
-5,69513c
-0,06224t
78,74 × 1u
-3
201,25 279,98
Sem varanda
S
u
= c
-39,97943c
-0,0649¨t
S2,4S × 1u
-3
162,65 215,08

A análise das curvas de degradação obtidas, apesar de existir uma ligeira melhoria de desempenho
das pinturas em fachadas sem elementos salientes, não evidencia uma clara diferença entre a
existência de elementos na fachada e uma pintura com textura: lisa – plástica. Os valores de EµHC
indicam que os factores considerados são suficientes para evidenciar diferentes comportamentos
entre as várias pinturas.





0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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s
u
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i
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e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - Plástica
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

73

• Textura da película: lisa – óleo
As curvas de degradação obtidas pela combinação dos factores “textura da película: lisa – óleo” e
“elementos salientes” são apresentadas na Figura 5.16, podendo-se consultar as equações das
curvas e respectivos valores de EµH no Quadro 5.15.


Figura 5.16 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa - óleo” e
“elementos salientes”

Quadro 5.15 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa - óleo" e
"elementos salientes"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o


Com varanda
S
u
= c
-5,69513c
-0,06224t
48,79 × 1u
-3
184,58 233,37
Sem varanda
S
u
= c
-39,97943c
-0,0649¨t
21,87 × 1u
-3
63,54 85,41



De forma semelhante ao concluído no subcapítulo 5.3.3., destaca-se um melhor desempenho nas
fachadas sem elementos salientes sobre as fachadas com elementos salientes. Os valores de EµHC
indicam uma reduzida dispersão dos dados, porém, existe a necessidade de enriquecimento do
gráfico de degradação com mais pontos para poder avaliar de forma consistente as curvas obtidas.

Na figura 5.17, estão representadas as curvas obtidas resultantes da combinação 2 entre os
seguintes factores:
• textura da película: texturada e elementos salientes;
• textura da película: lisa – plástica e elementos salientes;
• textura da película: lisa – óleo e elementos salientes.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
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n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - Óleo
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

74

Da análise do gráfico, retira-se que o desempenho das pinturas aumenta com as pinturas de
fachadas sem elementos salientes e de textura lisa – óleo. Estes resultados demonstram a influência
significativa que a existência de elementos salientes tem no desempenho diferido para diferentes
tipos de texturas. Tal como efectuado, adverte-se que esta conclusão provém de uma análise
efectuada ao gráfico e à amostra considerada, podendo não ser aplicado em outras amostras.


Figura 5.17 - Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da película” e “elementos
salientes”


5.4.3. Combinação 3: Textura da película e orientação solar
Na combinação entre os factores de degradação “textura da película” e “orientação solar”, foram
considerados dois níveis para o factor “orientação solar” de forma a permitir uma menor segmentação
da amostra face à divisão com os quatro pontos cardeais. A divisão em dois níveis da orientação
solar foi efectuada com base nos resultados obtidos no subcapítulo 5.3.4, nos quais observou-se um
comportamento das pinturas semelhantes nas fachadas Sul, Oeste e Este diferenciando-se deste
grupo o comportamento das pinturas com a fachada orientada a Norte. Com isto, no nível 1 da
orientação solar estão incluídas todas as fachadas orientadas a Norte, e no nível 2 as fachadas
orientadas a Sul, Oeste e Este.







0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
G-CV-T
G-SV-T
G-CV-LP
G-SV-LP
G-CV-LO
G-SV-LO
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

75

• Textura da película: texturada
Na Figura 5.18, estão apresentadas as curvas de degradação obtidas da combinação entre os
factores de degradação “textura da película: texturada” e “orientação solar”. Os valores das equações
e valores de EµH podem ser consultados no Quadro 5.16.


Figura 5.18 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: texturada” e
“orientação solar”.

Quadro 5.16 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: texturada" e
"orientação solar"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a


Nível 1
S
u
= c
-6,15306c
-0,11931t
98,18 × 1u
-3
125,49 223,67

Nível 2
S
u
= c
-7,83974c
-0,09169t
7u,86 × 1u
-3
212,74 283,60

A análise das curvas de degradação demonstra uma diferença significativa no desempenho das
pinturas texturadas de acordo com a sua orientação solar, realçando-se um melhor desempenho das
pinturas de nível 2 que são as pinturas orientadas a Sul, Oeste e Este. Estes resultados encontram-
se de acordo com os resultados obtidos no subcapítulo 5.3.4.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste; Este)
G-Nível 1 (Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

76

• Textura da película: lisa – plástica
Na Figura 5.19, estão apresentadas as curvas de degradação obtidas da combinação entre os
factores de degradação “textura da película: lisa - plástica” e “orientação solar”. Os valores das
equações e valores de EµH podem ser consultados no Quadro 5.17.


Figura 5.19 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa - plástica” e
“orientação solar”.

Quadro 5.17 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa -
plástica" e "orientação solar"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a


Nível 1
S
u
= c
-7,17145c
-0,093¨2t
6S,S7 × 1u
-3
143,13 206,50
Nível 2
S
u
= c
-7,38206c
-0,0¨S0St
6S,49 × 1u
-3
213,04 276,53

Tal como na análise anterior, as curvas de degradação, existe uma diferença significativa no
desempenho das pinturas lisa - plásticas de acordo com a sua orientação solar, realçando-se um
melhor desempenho das pinturas de nível 2 que são as pinturas orientadas a Sul, Oeste e Este.
Estes resultados encontram-se de acordo com os resultados obtidos no subcapítulo 5.3.4.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - Plástica
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
G-Nível 1 (Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

77

• Textura da película: lisa – óleo
Na Figura 5.20, estão apresentadas as curvas de degradação obtidas da combinação entre os
factores de degradação “textura da película: lisa - óleo” e “orientação solar”. Os valores das equações
e valores de EµH podem ser consultados no Quadro 5.18.


Figura 5.20 - Modelação com as curvas de Gompertz com a combinação dos factores “textura da película: lisa - óleo” e
“orientação solar”.

Quadro 5.18 - Equações das curvas de degradação e valores de EQM resultante da aplicação "textura da película: lisa - óleo" e
"orientação solar"


Curva de Gompertz FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o


Nível 1
S
u
= c
-10,88982c
-0,0¨114t
S8,u7 × 1u
-3
81,51 119,58
Nível 2
S
u
= c
-4,15449c
-0,0S01¨t
SS,SS × 1u
-3
160,50 196,05

Os resultados obtidos da análise das curvas de degradação não estão de acordo com o apresentado
no subcapítulo 5.3.4, podendo ser devido ao número reduzido da amostra, e a falta de amostras com
idade inferior a 20 anos de edifícios com pintura lisa – óleo orientada a norte que poderia enriquecer o
gráfico e consequentemente obter resultados expectáveis.

Na Figura 5.21, estão representadas as curvas obtidas resultantes da combinação 3 entre os factores
• textura da película: texturada e orientação solar;
• textura da película: lisa – plástica e orientação solar.


0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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e
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e
n
ç
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o

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a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Lisa - óleo
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
G-Nível 1
(Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

78

No gráfico não foram incluídos os resultados obtidos com a combinação textura da película: lisa –
óleo e orientação solar devido a não coerência destes com os resultados obtidos no subcapítulo
5.3.4, concluindo-se assim que o desempenho das pinturas aumenta com as pinturas de fachadas
orientadas no nível 2 ou seja a Sul, Oeste e Este e com uma textura lisa – plástica. Estes resultados
demonstram a importância do factor de degradação orientação solar consoante os diferentes tipos de
tinta no desempenho das tintas. Alerta-se que a utilização das conclusões retiradas pode não ser
aplicável em outras amostras.


Figura 5.21 - Comparação entre as várias combinações efectuadas entre os factores “textura da película” e “orientação solar”











0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
G-(Norte)-
Texturada
G-(Sul;Oeste;Este)-
Texturada
G-(Norte)-
LisaPlástica
G-(Sul;Oeste;Este)-
LisaPlástica
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

79

5.5. Síntese dos resultados obtidos
No Quadro 5.19 apresenta-se um resumo dos resultados obtidos com a aplicação isolada de cada um
dos quatros factores de degradação adoptados, no qual podem ser consultadas as curvas de
degradação do tipo Gompertz e breves conclusões retiradas das análises efectuadas.

Quadro 5.19 – Resumo dos resultados obtidos com a aplicação isolada dos factores de degradação
Factores de
degradação
Curvas de
degradação
Observações
-
Curva de
degradação
geral
Grande dispersão dos resultados, indicando a existência de
vários factores de degradação que influenciam o
desempenho diferido das pinturas
Textura da
película
Texturada
Melhor desempenho das tintas lisa – óleo face aos restantes
tipos de tinta, resultado expectável. Nota-se que nos
primeiros 20 anos grande parte dos edifícios tem uma
extensão das manchas na fachada igual ao superior a 20%,
apesar da dispersão existente.
Lisa - Plástica
Lisa - Óleo
Cor
Clara
Verifica-se um melhor desempenho nas pinturas escuras
face às cores claras e médias, pelo que estas apresentam
um comportamento semelhante, visualizando assim dois
grupos distintos. Nas pinturas de cor clara denota-se uma
extensão das manchas na área da fachada igual ou superior
a 20 % enquanto nas pinturas médias, metade dos edifícios
estão abaixo dos 20% e a outra metade acima.
Média
Escura
Elementos
Salientes
Com varanda
Existe um melhor desempenho nas fachadas sem varandas
do que fachadas com varandas, pois as varandas impedem a
limpeza total da fachada pela acção da água
Sem varanda
Orientação
Solar
Norte
Melhor desempenho verificado em pinturas de fachadas
orientadas a Sul, Este e Oeste face às pinturas orientadas a
Norte. Nota-se claramente dois grupos distintos sendo um
deles constituído por fachadas orientadas a Sul, Este e Oeste
e o outro com as fachadas orientadas a Norte. Nota-se ainda
um aumento significativo da extensão das manchas nas
fachadas orientadas a Norte e Este nos primeiros 10 anos.
Sul
Oeste
Este


Seguidamente, encontra-se no Quadro 5.20 um resumo dos resultados obtidos com as combinações
de factores de degradação, apresentando-se as equações das curvas de degradação do tipo
Gompertz e umas breves conclusões retiradas.



MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

80

Quadro 5.20 - Quadro resumo dos resultados obtidos com as combinações de factores de degradação considerados
Combinação
Curvas de
degradação
Observações
Combinação 1
Texturada
Clara
Melhor desempenho nas pinturas
escuras observando-se um
comportamento semelhante entre as
pinturas médias e claras. Denota-se
nos primeiros 10 anos uma evolução
significativa das manchas na fachada
cuja extensão atinge, em alguns casos,
os 50%, das cores claras e médias.

Média
Escura
Lisa -
Plástica
Clara Melhor desempenho nas pinturas
escuras, porém existe a necessidade
de enriquecimento do gráfico com mais
pontos para obter resultados mais
consistentes. A extensão das manchas
na fachada é inferior à texturada, sendo
que nos primeiros 10 anos as cores
claras e médias não chegam a 40% de
extensão das manchas.
Média
Escura
Lisa - Óleo
Clara
Necessidade de colocar mais pontos
especialmente nas pinturas médias.
Média
Escura
Combinação 2
Texturada
Com
varanda
Melhor desempenho nas fachadas sem
elementos salientes.
Existe uma grande dispersão dos
pontos, havendo a necessidade de
considerar mais factores de
degradação. Verifica-se uma evolução
da extensão das manchas elevada nas
fachadas com varanda nos primeiros 10
anos
Sem
varanda
Lisa -
Plástica
Com
varanda
Não se evidencia uma notória diferença
de desempenho entre as pinturas
existentes nas fachadas com varanda e
sem varanda. Nota-se uma menor
evolução da extensão das manchas na
fachada dos edifícios com varanda nos
primeiros 10 anos.
Sem
varanda
Lisa - Óleo
Com
varanda
Apesar de um melhor desempenho nas
pinturas existentes nas fachadas sem
elementos salientes, existe a
necessidade de enriquecer o gráfico
com mais pontos.
Sem
varanda
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 5. Análise de resultados

81

Combinação 3
Texturada
Nível 1
Melhor desempenho nas pinturas
existentes nas fachadas orientadas a
Sul, Oeste e Este.
Nível 2
Lisa -
Plástica
Nível 1
Melhor desempenho nas pinturas
existentes nas fachadas orientadas a
Sul, Oeste e Este
Nível 2
Lisa - Óleo
Nível 1
Resultados não de acordo com os
expectáveis, necessidade de enriqueci-
mento do gráfico com mais pontos para
obter resultados mais consistentes.
Nível 2






























MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
5. Análise de resultados Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

82



MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 6. Conclusões e desenvolvimentos futuros

83

6. Conclusões e desenvolvimentos futuros
6.1. Considerações finais
A presente dissertação insere-se numa linha de investigação de vida útil de materiais e componentes
da construção, tendo como finalidade o desenvolvimento de uma metodologia de previsão da vida útil
de pinturas de fachadas. A metodologia adaptada por Paulo [2009], baseou-se na inspecção de
edifícios em serviço através de inspecções visuais, na quantificação de anomalias utilizando a
plataforma BuildingsLife, na adopção e caracterização de factores de degradação e na análise de
dados obtidos através dos gráficos de degradação, adoptando uma abordagem determinística ao
estudo da durabilidade.

Os dados resultantes da utilização desta metodologia evidenciam a sua capacidade em fornecer
ferramentas analíticas que possibilitam determinar a influência dos factores de degradação
adoptados, permitindo efectuar a modelação do desempenho e vida útil de pinturas de fachadas.
Para demonstrar o desempenho diferido das pinturas das fachadas, foram utilizadas curvas de
degradação modeladas com as curvas de Gompertz, Potenciais e Weibull, realçando-se a utilização
das curvas de Gompertz que foram preferencialmente abordadas ao longo do presente trabalho pelo
facto de evidenciarem um ajustamento aos dados mais eficaz, face ao valor de EQMC obtido.

Após efectuar a modelação das curvas, foram interpretados os resultados obtidos, permitindo assim
determinar a influência, de cada factor de degradação adoptado, no desempenho ao longo do tempo
das pinturas de fachadas:

• “Textura da película”- Observa-se um melhor desempenho das pinturas lisa - óleo e lisa -
plástica face às pinturas texturadas, dado que as tintas com texturas lisa – óleo possuem uma
baixa permeabilidade à água e alta permeabilidade ao vapor de água;
• “Cor” – A adopção de cores escuras melhora o desempenho das pinturas em detrimento das
cores claras, devido à semelhança de tonalidades entre a sujidade e as cores escuras;
• “Elemento saliente - varanda” – As pinturas de fachadas sem varandas demonstram obter um
melhor desempenho em relação às pinturas de fachadas com varandas, sendo que nas
pinturas sem varanda existe um efeito de lavagem na extensão total da fachada sem
obstruções por acção da água;
• “Orientação solar” – Este factor de degradação pode ser dividido em apenas dois níveis visto
destacar-se claramente dois tipos de comportamentos diferenciados, sendo o primeiro as
pinturas com as fachadas orientadas a Sul, Oeste e Este e o segundo as pinturas com as
fachadas orientadas a Norte. Nota-se claramente um melhor desempenho nas pinturas com
as fachadas orientadas a Sul, Oeste e Este;

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
6. Conclusões e desenvolvimentos futuros Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

84

Após a análise isolada dos factores de degradação, efectuaram-se análises com a combinação dos
factores de degradação em estudo:
• combinação 1: “ textura da película” e “ cor”- O desempenho das pinturas aumenta com as
pinturas escuras e de textura lisa – óleo;
• combinação 2: “Textura da película” e “Elementos salientes”- O desempenho das pinturas
aumenta com as pinturas de fachadas sem elementos salientes e de textura lisa – óleo;
• combinação 3: “Textura da película” e “Orientação solar” - o desempenho das pinturas
aumenta com as pinturas de fachadas orientadas a Sul, Oeste e Este e com uma textura lisa
– plástica.

Assim, conseguiu-se avaliar a influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas
fachadas com a capacidade de fornecer ferramentas analíticas que possibilitam a obtenção de
estimativas de vida útil das pinturas de fachadas face a retenção de sujidade, em função dos factores
de degradação.

Demonstra-se assim, a possibilidade de efectuar estimativas das necessidades futuras para uma
determinada pintura face a retenção de sujidade, conhecendo a sua textura, a cor, a existência de
elementos salientes ou a orientação solar, pois estas curvas foram obtidas de forma a representar os
efeitos destes quatro factores de degradação. A aplicação dos factores de degradação poderá ser
efectuada de forma isolada ou simultânea de forma a observar o desempenho das pinturas ao longo
do tempo.

6.2. Desenvolvimentos futuros
Apesar de os resultados, de uma forma geral, serem conclusivos e expectáveis, pode-se melhorar a
fiabilidade dos resultados seguindo sugestões de forma a ultrapassar as limitações que foram
aparecendo durante a investigação e relativas à utilização da metodologia adoptada.

No que respeita a recolha de informações relativas à última manutenção das fachadas efectuada,
deve-se complementar as informações para além dos dados fornecidos pelo Arquivo Municipal de
Lisboa, com os dados fornecidos pelos moradores dos edifícios, dada a existência de obras
clandestinas, as quais não vêm classificadas no Arquivo Municipal de Lisboa podendo influenciar os
resultados fornecidos pela modelação. No entanto, é necessário averiguar a veracidade das
informações dada pelos moradores, para não comprometer a fiabilidade do método.

Para estudos futuros relacionados com as manchas e adopção do factor de degradação “cor”,
sugere-se a adopção de uma classificação deste factor em dois níveis visto que nos resultados
obtidos, as pinturas claras e médias possuem um comportamento semelhante distinguindo-se das
pinturas escuras. No caso de adoptar o factor de degradação elemento saliente -varanda incluir
outros elementos além das varandas como por exemplo peitoris, avaliando a sua influência no
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 6. Conclusões e desenvolvimentos futuros

85

desempenho das pinturas face a retenção de sujidade. Para além dos factores de degradação
adoptados no presente trabalho, de forma a identificar outros factores de degradação que influenciam
no aparecimento de manchas, sugere-se a adopção de outros factores de degradação como por
exemplo a influência da precipitação, do vento e dos gases poluentes ou ainda as condições e
metodologia utilizada na aplicação do revestimento.

Considera-se importante realizar novas inspecções às pinturas já efectuadas por outros autores como
Paulo [2009] e Garrido [2010] de modo a acompanhar a evolução das anomalias e efectuar estudos
comparativos.

Seria interessante adoptar outra metodologia de recolha de dados, como por exemplo metodologias
de curto prazo nomeadamente ensaios acelerados laboratoriais ou, de análise de dados utilizando
modelos de engenharia, para além da proposta utilizada no presente trabalho assim como em Paulo
[2009] e Garrido [2010], para efectuar um estudo comparativo.

O aperfeiçoamento da metodologia adoptada, passa também pela combinação de mais factores de
degradação, de modo verificar de uma forma mais detalhada a influência dos factores no
desempenho diferido de pinturas com manchas de sujidade, pelo que uma das limitações no presente
trabalho consistiu na combinação de apenas dois factores de degradação, limitação imposta dada ao
número da amostra. Para melhorar este aspecto, aconselha-se a aumentar a amostra dos edifícios
para permitir a aplicação simultânea de três ou mais factores de degradação. Como foi visto a
combinação de factores demonstra ser de grande importância para permitir obter curvas mais
apropriadas às características de cada tipo de tinta e ambiente de exposição realçando assim a
importância das considerações efectuadas anteriormente.

Com isto, conseguiu-se avaliar a influência de factores de degradação no aparecimento de manchas
nas fachadas com a capacidade de fornecer ferramentas analíticas que possibilitam a obtenção de
estimativas de vida útil das pinturas de fachadas face a retenção de sujidade, em função dos factores
de degradação.







MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
6. Conclusões e desenvolvimentos futuros Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

86

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas 7. Bibliografia

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7. Bibliografia Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas

92



MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexos



Lista de Anexos
Anexo 1
Fotografia das fachadas
Anexo 2
Caracterização da amostra em estudo
Anexo 3
Caracterização dos factores de degradação para a amostra do estudo
Anexo 4
Curvas de degradação Gompertz, Potenciais e Weibull.

MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexos Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1


ANEXO 1
Fotografia das fachadas







JC002 JC003 JC001
JC004 JC005 JC006
JC009 JC008 JC007
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas









JC010
JC013 JC014 JC015
JC011 JC012
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC016 JC017 JC018
JC019 JC020 JC021
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas










JC022
JC028 JC027
JC025 JC026
JC023 JC024
JC022
JC029
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC030
JC033 JC034 JC035
JC031 JC032
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas







JC036
JC039 JC040
JC037
JC041
JC038
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1






JC043 JC042 JC044
JC045 JC046 JC047
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas







JC049 JC048 JC050
JC051 JC052 JC053
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1









JC055 JC054 JC056
JC057 JC058 JC059
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas







JC060
JC063 JC064 JC065
JC061 JC062
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC066 JC067 JC068
JC069 JC070 JC071
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas








JC072
JC075
JC073 JC074
JC076 JC077
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC078
JC084 JC085
JC086
JC079 JC080
JC081 JC082 JC083
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas







JC087
JC090 JC091 JC092
JC088 JC089
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC093
JC099 JC100 JC101
JC098 JC097 JC096
JC094 JC095
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas












JC102
JC103 JC104
JC105 JC106 JC107
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1







JC108
JC114 JC115 JC116
JC109 JC110
JC111 JC112 JC113
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas








JC117
JC125 JC124 JC123
JC120 JC121 JC122
JC118 JC119
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 1





















JC126 JC128 JC127
JC129 JC130 JC131
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 1 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 2


ANEXO 2
Caracterização da amostra em estudo

Código Localização N.º de polícia Data da última
manutenção
Quantificação
da sujidade
JC001 Rua de São João da Mata 179 1963 59,82%
JC002 Rua de São João da Mata 175 1939 50,11%
JC003 Rua de São João da Mata 152,154,156,158 1964 58,67%
JC004 Rua de São João da Mata 159 1990 45,57%
JC005 Rua de São João da Mata 138 1970 46,10%
JC006 Rua de São João da Mata 151 1942 85,59%
JC007 Rua de São João da Mata 149 1982 24,99%
JC008 Rua de São João da Mata 141 1998 9,66%
JC009 Rua de São João da Mata 124,126,128 1998 25,48%
JC010 Rua de São João da Mata 120 1966 41,10%
JC011 Rua de São João da Mata 107 1956 16,12%
JC012 Rua de São João da Mata 79,81 1995 20,55%
JC013 Rua de São João da Mata 75,77 1961 91,06%
JC014 Rua de São João da Mata 78 1982 0,00%
JC015 Rua de São João da Mata 65 1975 39,59%
JC016 Rua da Lapa 120 2004 8,39%
JC017 Rua da Lapa 118 2007 9,36%
JC018 Rua da Lapa 114 1992 51,36%
JC019 Rua da Lapa 111 2009 37,81%
JC020 Rua da Lapa 103 2010 5,06%
JC021 Rua da Lapa 91 2005 27,90%
JC022 Rua da Lapa 104 2007 11,26%
JC023 Rua da Lapa 89 2005 0,00%
JC024 Rua da Lapa 81 2003 48,70%
JC025 Rua da Lapa 73 1950 88,03%
JC026 Rua da Lapa 69a 1963 37,30%
JC027 Rua da Lapa 69 1991 22,73%
JC028 Rua da Lapa 49 1976 60,92%
JC029 Rua da Lapa 62,64 1966 28,42%
JC030 Rua da Lapa 48,50 2002 3,24%
JC031 Rua da Lapa 38,40 2003 19,96%
JC032 Rua da Lapa 17,15 1983 64,04%
JC033 Rua da Lapa 3,5 2003 6,53%
JC034 Rua Vicente Borga 148,150,152 1995 40,17%
JC035 Rua Vicente Borga 140,142,144 1953 79,14%
JC036 Rua Vicente Borga 138 1997 48,64%
JC037 Rua Vicente Borga 126,128 1970 65,52%
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 2 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas



JC038 Rua Vicente Borga 89,91,93 1989 65,17%
JC039 Rua Vicente Borga 78,80,82 1969 47,49%
JC040 Rua Vicente Borga 59,61,63 1973 79,81%
JC041 Rua Vicente Borga 44,46,48 1980 80,95%
JC042 Rua Vicente Borga 40,42 1962 88,96%
JC043 Rua Vicente Borga 22,24 1983 58,81%
JC044 Rua Vicente Borga 16,18,20 1984 87,96%
JC045 Rua Vicente Borga 12,14 1981 37,17%
JC046 Rua Vicente Borga 8,,10 1969 91,46%
JC047 Rua do Conde 35,37 e 39 1964 57,43%
JC048 Rua do Conde 41 e 43 1964 81,26%
JC049 Rua do Conde 32 1977 73,86%
JC050 Rua do Conde 73 2003 28,37%
JC051 Rua do Conde 64 e 66 1962 82,53%
JC052 Rua dos Remédios a Lapa 57,59 2001 25,44%
JC053 Rua dos Remédios a Lapa 51,53,55 2009 2,22%
JC054 Rua dos Remédios a Lapa 39,41 2002 3,88%
JC055 Rua dos Remédios a Lapa 35,37 2001 7,96%
JC056 Rua dos Remédios a Lapa 48,50 2008 23,60%
JC057 Rua dos Remédios a Lapa 46 1961 69,43%
JC058 Rua dos Remédios a Lapa 22a 1986 71,24%
JC059 Rua dos Remédios a Lapa 20 1994 23,38%
JC060 Rua dos Remédios a Lapa 10 1994 0,00%
JC061 Calçada do Marquês da Abrantes 45 1997 34,49%
JC062 Calçada do Marquês da Abrantes 95 2003 9,98%
JC063 Calçada do Marquês da Abrantes 97 1970 51,34%
JC064 Calçada do Marquês da Abrantes 74,76,80 2006 4,27%
JC065 Calçada do Marquês da Abrantes 82,84 2008 5,02%
JC066 Calçada do Marquês da Abrantes 90,92,94 1999 0,00%
JC067 Calçada do Marquês da Abrantes 103 1972 70,69%
JC068 Calçada do Marquês da Abrantes 98,96 2009 15,51%
JC069 Calçada do Marquês da Abrantes 102,,100 1988 28,64%
JC070 Calçada do Marquês da Abrantes 107 1976 34,27%
JC071 Calçada do Marquês da Abrantes 113,116 2004 41,28%
JC072 Calçada do Marquês da Abrantes 109 2007 17,33%
JC073 Calçada do Marquês da Abrantes 111 1988 42,13%
JC074 Calçada do Marquês da Abrantes 130,128 1974 47,05%
JC075 Calçada do Marquês da Abrantes 132,134,136 1971 5,49%
JC076 Calçada do Marquês da Abrantes 138,,140 1992 0,00%
JC077 Calçada do Marquês da Abrantes 146,148,150 1997 21,19%
JC078 Rua da Esperança 178 2010 10,59%
JC079 Rua da Esperança 107 1997 34,23%
JC080 Rua da Esperança 105 2002 51,74%
JC081 Rua da Esperança 103 1992 28,23%
JC082 Rua da Esperança 101 1971 86,80%
JC083 Rua da Esperança 99 1974 12,65%
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 2


JC084 Rua da Esperança 95,97 2005 8,24%
JC085 Rua da Esperança 71 2005 6,40%
JC086 Rua da Esperança 88,84 2001 30,85%
JC087 Rua da Esperança 54,56,58 2005 24,24%
JC088 Rua da Esperança 48 2001 37,54%
JC089 Rua da esperança 38 1962 34,27%
JC090 Rua das Madres 11,13,15 1997 56,96%
JC091 Rua das Madres 28,,30 1964 76,49%
JC092 Rua das Madres 29 1961 68,32%
JC093 Rua das Madres 38,42 1961 54,23%
JC094 Rua das Madres 62,64 1958 58,49%
JC095 Rua das Madres 67,69 1962 35,26%
JC096 Rua das Madres 108,106 1963 36,29%
JC097 Rua das Praças 90 2004 33,97%
JC098 Rua das Praças 64,66 2000 2,41%
JC099 Rua das Praças 27 2000 15,74%
JC100 Rua das Praças 21 2000 29,42%
JC101 Rua das Praças 32 1979 8,52%
JC102 Rua das Praças 15 1995 60,59%
JC103 Rua das Praças 13 2005 0,00%
JC104 Rua das Praças 24 2005 7,93%
JC105 Rua das Praças 11 2004 28,79%
JC106 Rua das Praças 14,16 1998 21,56%
JC107 Rua de São Félix 3 2007 39,97%
JC108 Rua de São Félix 9 1970 43,29%
JC109 Rua de São Félix 17 2006 14,81%
JC110 Rua de São Félix 26 2008 21,05%
JC111 Rua de São Félix 28 1971 52,79%
JC112 Rua de São Félix 30 1964 68,14%
JC113 Rua de São Domingos à Lapa 11 1973 81,64%
JC114 Rua de São Domingos à Lapa 17 1973 32,30%
JC115 Rua de São Domingos à Lapa 27 2009 13,48%
JC116 Rua de São Domingos à Lapa 44 1985 78,39%
JC117 Rua de São Domingos à Lapa 46 1969 81,92%
JC118 Rua de São Domingos à Lapa 50 1992 23,12%
JC119 Rua de São Domingos à Lapa 54 1992 12,42%
JC120 Rua de São Domingos à Lapa 58 2000 13,29%
JC121 Rua de São Domingos à Lapa 47 2003 6,61%
JC122 Rua de São Domingos à Lapa 51,53 2005 48,31%
JC123 Rua de São Domingos à Lapa 59,61,65,67 2001 11,05%
JC124 Rua de São Domingos à Lapa 71 2003 31,20%
JC125 Rua de São Domingos à Lapa 73 2007 31,70%
JC126 Rua de São Domingos à Lapa 75 1994 39,10%
JC127 Rua de São Domingos à Lapa 77 2007 21,18%
JC128 Rua de São Domingos à Lapa 66,64 2006 26,28%
JC129 Rua de São Domingos à Lapa 68 2006 22,60%
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 2 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas



JC130 Rua de São Domingos à Lapa 79,81,83,85,87 2004 24,76%
JC131 Rua de São Domingos à Lapa 80 1993 49,65%


MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 3


ANEXO 3
Caracterização dos factores de degradação para a amostra do estudo
Código Textura Cor Elementos
salientes
Orientação solar
JC001 Texturada Clara Sim Este
JC002 Texturada Clara Não Este
JC003 Lisa - plástica Clara Sim Oeste
JC004 Texturada Clara Sim Este
JC005 Texturada Média Não Oeste
JC006 Lisa - óleo Média Não Este
JC007 Texturada Média Sim Este
JC008 Texturada Clara Sim Este
JC009 Lisa - plástica Clara Sim Oeste
JC010 Lisa - plástica Clara Sim Oeste
JC011 Texturada Média Sim Este
JC012 Lisa - óleo Clara Sim Este
JC013 Texturada Clara Sim Este
JC014 Lisa - óleo Média Sim Oeste
JC015 Lisa - plástica Média Sim Este
JC016 Lisa - plástica Média Não Sul
JC017 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC018 Texturada Clara Sim Sul
JC019 Texturada Média Não Norte
JC020 Texturada Clara Sim Norte
JC021 Texturada Clara Não Norte
JC022 Texturada Clara Sim Sul
JC023 Texturada Média Sim Norte
JC024 Texturada Média Sim Norte
JC025 Lisa - óleo Clara Não Norte
JC026 Lisa - plástica Clara Não Norte
JC027 Texturada Clara Sim Norte
JC028 Texturada Média Não Norte
JC029 Texturada Escura Sim Sul
JC030 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC031 Texturada Clara Sim Sul
JC032 Texturada Clara Sim Norte
JC033 Texturada Clara Sim Norte
JC034 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC035 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC036 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC037 Texturada Média Sim Sul
JC038 Lisa - plástica Clara Sim Norte
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 3 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas



JC039 Lisa - plástica Escura Sim Norte
JC040 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC041 Texturada Clara Sim Sul
JC042 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC043 Texturada Escura Sim Sul
JC044 Texturada Escura Sim Sul
JC045 Texturada Média Não Sul
JC046 Texturada Média Sim Sul
JC047 Texturada Média Não Este
JC048 Texturada Média Sim Este
JC049 Texturada Clara Sim Oeste
JC050 Texturada Clara Sim Este
JC051 Lisa - óleo Clara Sim Oeste
JC052 Texturada Média Sim Este
JC053 Texturada Clara Não Este
JC054 Texturada Clara Sim Este
JC055 Texturada Média Sim Este
JC056 Texturada Média Sim Oeste
JC057 Texturada Clara Sim Oeste
JC058 Texturada Clara Não Oeste
JC059 Texturada Clara Sim Oeste
JC060 Texturada Clara Sim Oeste
JC061 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC062 Lisa - plástica Média Não Norte
JC063 Lisa - plástica Clara Não Norte
JC064 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC065 Texturada Média Sim Sul
JC066 Texturada Clara Sim Sul
JC067 Lisa - óleo Clara Sim Norte
JC068 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC069 Texturada Escura Sim Sul
JC070 Lisa - óleo Escura Não Norte
JC071 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC072 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC073 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC074 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC075 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC076 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC077 Texturada Clara Não Sul
JC078 Texturada Média Sim Este
JC079 Texturada Clara Não Norte
JC080 Texturada Média Não Norte
JC081 Lisa - plástica Clara Não Norte
JC082 Lisa - plástica Escura Não Norte
JC083 Texturada Clara Não Norte
JC084 Lisa - plástica Clara Sim Norte
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 3


JC085 Texturada Clara Sim Norte
JC086 Texturada Clara Sim este
JC087 Lisa - plástica Média Sim este
JC088 Lisa - plástica Clara Sim este
JC089 Texturada Escura Sim este
JC090 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC091 Texturada Clara Sim Sul
JC092 Lisa - óleo Escura Sim Norte
JC093 Lisa - óleo Escura Sim Sul
JC094 Texturada Clara Sim Sul
JC095 Lisa - óleo Clara Não Norte
JC096 Lisa - óleo Clara Sim Sul
JC097 Texturada Média Sim Sul
JC098 Texturada Média Sim Sul
JC099 Lisa - plástica Clara Sim Norte
JC100 Lisa - plástica Clara Não Norte
JC101 Texturada Clara Não Sul
JC102 Texturada Clara Não Norte
JC103 Lisa - plástica Média Sim Norte
JC104 Texturada Clara Sim Sul
JC105 Texturada Clara Sim Norte
JC106 Lisa - plástica Clara Sim Sul
JC107 Texturada Escura Sim Este
JC108 Lisa - plástica Clara Sim Este
JC109 Texturada Clara Sim Este
JC110 Texturada Clara Sim Oeste
JC111 Lisa - óleo Escura Não Oeste
JC112 Lisa - óleo Escura Não Oeste
JC113 Texturada Clara Não Este
JC114 Lisa - plástica Clara Sim Este
JC115 Texturada Média Sim Este
JC116 Texturada Média Sim Oeste
JC117 Texturada Escura Sim Oeste
JC118 Texturada Clara Sim Oeste
JC119 Texturada Clara Sim Oeste
JC120 Texturada Clara Sim Oeste
JC121 Texturada Clara Sim Este
JC122 Texturada Clara Sim Este
JC123 Lisa - plástica Clara Sim Este
JC124 Texturada Clara Sim Este
JC125 Texturada Clara Sim Este
JC126 Texturada Clara Sim Este
JC127 Lisa - plástica Clara Sim Este
JC128 Texturada Média Sim Oeste
JC129 Texturada Clara Sim Oeste
JC130 Lisa - plástica Clara Sim Este
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 3 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas



JC131 Texturada Média Sim Oeste


MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


ANEXO 4
Curvas de degradação Gompertz, Potenciais e Weibull
A4.1 Textura da película

Quadro A4.1 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação do factor “Textura da película”.

Gompertz Potencial Weibull
Texturada
S
u
= c
-7,54646c
-0,093S4t

S
p
= S,96187E
-5
t
2,59031

S
w
= 1 − c
-[
t
27,6892
¸
S


Lisa - plástica
S
u
= c
-7,65749c
-0,0830St

S
p
= 6,44SS7E
-6
t
3,08481

S
w
= 1 − c
-[
t
33,56954
¸
S


Lisa - óleo
S
u
= c
-15,76220c
-0,0¨S66t

S
p
= 4,628S1E
-7
t
3,55029

S
w
= 1 − c
-[
t
47,96804
¸
S




Quadro A4.2 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação do factor “Textura da película”

FQM
x
FQM
t
FQMC
Texturada
Gompertz 81,14 × 1u
-3
210,50 291,64
Potencial 1S9,22 × 1u
-3
308,23 467,45
Weibull 116,Su × 1u
-3
222,10 338,40
Lisa - plástica
Gompertz 77,47 × 1u
-3
194,07 271,54
Potencial 1u2,62 × 1u
-3
273,93 376,55
Weibull 122,48 × 1u
-3
216,79 339,27
Lisa - óleo
Gompertz Su,12 × 1u
-3
72,01 102,13
Potencial 1uu,11 × 1u
-3
108,49 208,60
Weibull 44,2S × 1u
-3
80,33 124,56








MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.1 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da textura da película


Figura A4.2 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da textura da película

Figura A4.3 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da textura da película
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Lisa - plástica
Lisa -óleo
G-T
G-LP
G-LO
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Lisa - plástica
Lisa -óleo
P-T
P-LP
P-LO
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Texturada
Lisa - plástica
Lisa -óleo
W-T
W-LP
W-LO
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.2. Cor da tinta.

QuadroA4.3 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação do factor “Cor”.
Gompertz Potencial Weibull
Clara
S
u
= c
-6,32578c
-0,08049t

S
p
= 1,S24u6E
-5
t
2,81381

S
w
= 1 − c
-[
t
28,46236
¸
S

Média
S
u
= c
-13,35171c
-0,10680t

S
p
= S,u66SuE
-6
t
3,20746

S
w
= 1 − c
-[
t
31,19442
¸
S


Escura
S
u
= c
-21,39139c
-0,0999St

S
p
= 4,628S1E
-7
t
3,71445

S
w
= 1 − c
-[
t
40,84495
¸
S





Quadro A4.4 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação do factor “Cor”
FQM
x
FQM
t
FQMC

Clara
Gompertz 6S,S7 × 1u
-3
200,18 265,75
Potencial 1S8,62 × 1u
-3
315,21 453,83
Weibull 112,84 × 1u
-3
223,01 335,85
Média
Gompertz 91,71 × 1u
-3
253,65 345,36
Potencial 182,S4 × 1u
-3
433,79 616,13
Weibull 1u9,66 × 1u
-3
278,83 388,49
Escura
Gompertz 1u9,7u × 1u
-3
191,93 301,63
Potencial 14S,84 × 1u
-3
184,60 330,44
Weibull 141,9u × 1u
-3
166,00 307,90















MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.4 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da cor da película

Figura A4.5 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da cor da película

Figura A4.6 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da cor da película
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
P-Clara
P-Média
P-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
W-Clara
W-Média
W-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4



A4.3. Elemento saliente - varanda

Quadro A4.5 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação do factor “Elemento saliente -varanda”.
Gompertz Potencial Weibull
Com varanda
S
u
= c
-9,45487c
-0,096¨6t

S
p
= 1,S6788E
-5
t
2,86030

S
w
= 1 − c
-[
t
28,90817
¸
S

Sem varanda
S
u
= c
-13,35171c
-0,10680t

S
p
= S,476u1E
-6
t
2,98280

S
w
= 1 − c
-[
t
38,76437
¸
S


Quadro A4.6 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação do factor “Elemento saliente -
varanda”
FQM
x
FQM
t
FQMC
Com varanda
Gompertz 82,S1 × 1u
-3
205,39 287,70
Potencial 121,SS × 1u
-3
278,26 399,79
Weibull 118,19 × 1u
-3
217,57 335,76
Sem varanda
Gompertz 72,uu × 1u
-3
250,84 322,84
Potencial 181,u4 × 1u
-3
381,08 562,12
Weibull 11u,77 × 1u
-3
281,37 392,14




















MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.7 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência do elemento saliente - varanda


Figura A4.8 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência do elemento saliente - varanda


Figura A4.9 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência do elemento saliente - varanda
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com varanda
Sem varanda
G-C/varanda
G-S/Varanda
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com varanda
Sem varanda
P-C/varanda
P-S/varanda
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com varanda
Sem varanda
W-C/varanda
W-S/varanda
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4



A4.4. Orientação solar
Quadro A4.7 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação do factor “Orientação solar”
Gompertz Potencial Weibull
Norte
S
u
= c
-55,34527c
-0,18S¨0t

S
p
= 4,6u88SE
-5
t
2,57709

S
w
= 1 − c
-[
t
27,57275
¸
S

Sul
S
u
= c
-12,56959c
-0,09996t

S
p
= S,4741SE
-6
t
3,10251

S
w
= 1 − c
-[
t
32,21281
¸
S

Oeste
S
u
= c
-20,26367c
-0,116S¨t

S
p
= 4,628S1E
-7
t
3,78338

S
w
= 1 − c
-[
t
31,25065
¸
S

Este
S
u
= c
-6,87827c
-0,082SSt

S
p
= 4,628S1E
-7
t
3,59854

S
w
= 1 − c
-[
t
31,89701
¸
S



Quadro A4.8 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação do factor “Orientação solar”
FQM
x
FQM
t
FQMC
Norte
Gompertz 12S,6u × 1u
-3
190,95 314,55
Potencial 127,S2 × 1u
-3
253,58 381,10
Weibull 1S1,Su × 1u
-3
194,31 325,81
Sul
Gompertz 84,96 × 1u
-3
200,19 285,15
Potencial 12u,u7 × 1u
-3
260,37 380,44
Weibull 116,S7 × 1u
-3
207,70 324,27
Oeste
Gompertz 78,u6 × 1u
-3
198,39 276,45
Potencial 111,S6 × 1u
-3
297,91 409,27
Weibull 1uS,28 × 1u
-3
213,75 319,03
Este

Gompertz 8u,u4 × 1u
-3
251,05 331,09
Potencial 191,69 × 1u
-3
596,40 788,0942
Weibull 11S,S1 × 1u
-3
321,71 437,02











MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.10 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da orientação solar.

Figura A4.11 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da orientação solar.

Figura A4.12 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da orientação solar.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Norte
Sul
Oeste
Este
G-N
G-S
G-O
G-E
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Norte
Sul
Oeste
Este
P-N
P-S
P-O
P-E
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
R
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Norte
Sul
Oeste
Este
W-N
W-S
W-O
W-E
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5. Combinação de factores de degradação
A4.5.1. Combinação 1: Textura da película + Cor
A4.5.1.1.Textura da película – Texturada

Quadro A4.9 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película:
texturada” e “cor”.
Gompertz Potencial Weibull
T
e
x
t
u
r
a
d
a

Clara
S
u
= c
-7,30583c
-0,094S6t

S
p
= 4,7879E
-5
t
2,52828

S
w
= 1 − c
-[
t
25,751
¸
S

Média
S
u
= c
-6,23828c
-0,08848t

S
p
= 6,27uu8E
-6
t
3,10436

S
w
= 1 −c
-[
t
28,20202
¸
S

Escura
S
u
= c
-8,37511c
-0,08¨60t

S
p
= S,4u1S1E
-6
t
3,11533

S
w
= 1 − c
-[
t
28,8394
¸
S


Quadro A4.10 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película - textura” e “cor”
FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a

Clara
Gompertz S8,S2 × 1u
-3
184,40 242,72
Potencial 1Su,8u × 1u
-3
295,70 446,51
Weibull 86,26 × 1u
-3
204,17 290,43
Média
Gompertz 87,u7 × 1u
-3
216,46 303,53
Potencial 16S,76 × 1u
-3
349,69 513,45
Weibull 12S,u6 × 1u
-3
232,73 357,79
Escura
Gompertz 1S8,76 × 1u
-3
298,77 437,53
Potencial 227,uS × 1u
-3
301,07 528,10
Weibull 181,SS × 1u
-3
239,98 421,53







MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.13 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película – texturada” e
“cor”.

Figura A4.14 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película – texturada” e
“cor”.

Figura A4.15 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película – texturada” e
“cor”.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
P-Clara
P-Média
P-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
W-Clara
W-Média
W-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4



A4.5.1.2. Textura da película – Lisa plástica

Quadro A4.11 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
plástica” e “cor”.
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a



P
l
á
s
t
i
c
a

Clara
S
u
= c
-6,05068c
-0,0¨SS2t

S
p
= 4,S7S6uE
-5
t
2,57593

S
w
= 1 −c
-[
t
28,12302
¸
S


Média
S
u
= c
-13,90380c
-0,11309t

S
p
= 1,uu941E
-5
t
3,10754

S
w
= 1 − c
-[
t
21,035
¸
S


Escura
S
u
= c
-107,94512c
-0,14006t

S
p
= S,92486E
-6
t
3,12876

S
w
= 1 − c
-[
t
39,66742
¸
S



Quadro A4.12 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - plástica” e “cor”
FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Clara
Gompertz 71,S6 × 1u
-3
202,06 273,42
Potencial 96,76 × 1u
-3
253,98 350,74
Weibull 14S,u1 × 1u
-3
214,40 357,41
Média
Gompertz 4S,76 × 1u
-3
117,28 163,04
Potencial S2,u9 × 1u
-3
142,57 174,66
Weibull 87,S2 × 1u
-3
103,57 191,09
Escura
Gompertz S4,48 × 1u
-3
48,19 102,67
Potencial 61,u6 × 1u
-3
24,28 85,34
Weibull S8,SS × 1u
-3
32,21 90,54







MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.16 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -plástica” e
“cor”.

Figura A4.17 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -plástica” e
“cor”.

Figura A4.18 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -plástica” e
“cor”

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
P-Clara
P-Média
P-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
W-Clara
W-Média
W-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.1.3. Textura da película: lisa – óleo

Quadro A4.13 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
óleo” e “cor”.
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a



Ó
l
e
o

Clara
S
u
= c
-5,69513c
-0,06224t

S
p
= 4,u1476E
-5
t
2,50860

S
w
= 1 −c
-[
t
43,02327
¸
S

Média
S
u
= c
-39,97943c
-0,11309t

S
p
= S,99S86E
-6
t
2,89830

S
w
= 1 −c
-[
t
60,48002
¸
S

Escura
S
u
= c
-12,24300c
-0,06916t

S
p
= S,99S86E
-6
t
3,09906

S
w
= 1 −c
-[
t
46,73482
¸
S



Quadro A4.14 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - óleo” e “cor”
FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Clara
Gompertz 62,77 × 1u
-3
190,09 252,86
Potencial 8S,91 × 1u
-3
238,94 322,85
Weibull 1u2,26 × 1u
-3
237,08 339,34
Média
Gompertz 24,u8 × 1u
-3
344,91 368,99
Potencial 2,4u × 1u
-3
420,50 422,90
Weibull u,S1 × 1u
-3
420,50 420,81
Escura
Gompertz S,SS × 1u
-3
12,28 17,63
Potencial 16,19 × 1u
-3
13,46 29,65
Weibull 18,87 × 1u
-3
14,12 32,99







MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.19 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -óleo” e
“cor”.


Figura A4.20 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -óleo” e “cor”.


Figura A4.21 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa -óleo” e “cor”.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
G-Clara
G-Média
G-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
P-Clara
P-Média
P-Escura
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
e

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Clara
Média
Escura
W-Clara
W-Média
W-Escura
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4



A4.5.2. Combinação 2: Textura da película + Elemento saliente -
varanda
A4.5.2.1. Textura da película – texturada

Quadro A4.15 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película:
texturada” e “elemento saliente - varanda”.
Gompertz Potencial Weibull
T
e
x
t
u
r
a
d
a
Com
varanda
S
u
= c
-8,13488c
-0,10121t

S
p
= 2,u66SSE
-6
t
3,40229

S
w
= 1 −c
-[
t
26,04364
¸
S

Sem
varanda
S
u
= c
-5,78973c
-0,0¨1¨3t

S
p
= 4,148S7E
-6
t
3,07341

S
w
= 1 −c
-[
t
35,06757
¸
S



Quadro A4.16 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – texturada” e “elemento saliente - varanda”
FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a

Com varanda
Gompertz 7u,4u × 1u
-3
179,51 249,51
Potencial 1S6,S8 × 1u
-3
326,27 428,65
Weibull 91,SS × 1u
-3
196,91 288,44
Sem varanda
Gompertz 1uS,96 × 1u
-3
316,05 422,01
Potencial 28u,77 × 1u
-3
508,02 788,79
Weibull 149,S4 × 1u
-3
314,32 463,86









MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.22 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“elemento saliente - varanda”.

Figura A4.23 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“elemento saliente - varanda”.

Figura A4.24 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“elemento saliente - varanda”.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
P-CV
P-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
W-CV
W-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.2.2. Textura da película: lisa – plástica

Quadro A4.17 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
plástica” e “elemento saliente - varanda”.
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Com
varanda
S
u
= c
-8,05160c
-0,08308t

S
p
= 4,96S19E
-5
t
2,55618

S
w
= 1 − c
-[
t
34,49064
¸
S

Sem
varanda
S
u
= c
-5,47227c
-0,06¨88t

S
p
= S,196uSE
-6
t
3,12234

S
w
= 1 −c
-[
t
36,54146
¸
S



Quadro A4.18 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - plástica” e “elemento saliente - varanda”
FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Com varanda
Gompertz 78,74 × 1u
-3
201,25 279,99
Potencial 92,6S × 1u
-3
235,17 327,80
Weibull 118,Su × 1u
-3
225,38 343,68
Sem varanda
Gompertz S2,4S × 1u
-3
162,65 215,08
Potencial 86,91 × 1u
-3
194,83 281,74
Weibull 96,17 × 1u
-3
190,82 286,99















MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.25 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica”
e “elemento saliente - varanda”.

Figura A4.26 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica” e
“elemento saliente - varanda”.

Figura A4.27 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica” e
“elemento saliente - varanda”.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
P-CV
P-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
W-CV
W-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.2.3. Textura da película: lisa – óleo

Quadro A4.19 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
óleo” e “elemento saliente - varanda”.
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Com
varanda
S
u
= c
-4,60379c
-0,0SS¨2t

S
p
= 4,u29S2E
-5
t
2,53491

S
w
= 1 − c
-[
t
43,39104
¸
S

Sem
varanda
S
u
= c
-8,76963c
-0,062¨St

S
p
= 4,uS221E
-6
t
2,99570

S
w
= 1 − c
-[
t
48,33961
¸
S



Quadro A4.20 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - óleo” e “elemento saliente - varanda”
FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Com varanda
Gompertz 48,79 × 1u
-3
184,58 233,37
Potencial 71,47 × 1u
-3
202,29 273,76
Weibull 88,S1 × 1u
-3
215,43 303,95
Sem varanda
Gompertz 21,87 × 1u
-3
63,54 85,41
Potencial 6S,4S × 1u
-3
125,65 191,08
Weibull S8,9S × 1u
-3
105,83 144,76












MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.28 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“elemento saliente - varanda”.

Figura A4.29 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“elemento saliente - varanda”.

Figura A4.30 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“elemento saliente - varanda”.

0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
G-CV
G-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
P-CV
P-SV
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Com Varanda
Sem Varanda
W-CV
W-SV
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.3. Combinação 3: Textura da película + orientação solar
A4.5.3.1. Textura da película: texturada.

Quadro A4.21 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película:
texturada” e “orientação solar”.
Gompertz Potencial Weibull
T
e
x
t
u
r
a
d
a

Nível 1
S
u
= c
-6,15306c
-0,11931t

S
p
= 9,47877E
-5
t
2,57277

S
w
= 1 − c
-[
t
19,20758
¸
S

Nível 2
S
u
= c
-7,83974c
-0,09169t

S
p
= 4,796uuE
-6
t
3,09787

S
w
= 1 −c
-[
t
28,71586
¸
S




Quadro A4.22 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – texturada” e “orientação solar”
FQM
x
FQM
t
FQMC
T
e
x
t
u
r
a
d
a

Nível 1
Gompertz 98,18 × 1u
-3
125,49 223,67
Potencial 1S1,2S × 1u
-3
184,90 316,15
Weibull 14S,42 × 1u
-3
111,30 254,71
Nível 2
Gompertz 7u,86 × 1u
-3
212,74 283,60
Potencial 186,u4 × 1u
-3
364,72 550,76
Weibull 98,94 × 1u
-3
228,54 327,48








MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.31 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“orientação solar”.

Figura A4.32 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“orientação solar”.

Figura A4.33 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: texturada” e
“orientação solar”.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste; Este)
G-Nível 1 (Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
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e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
P-Nível 1 (Norte)
P-Nível 2
(Norte;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
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o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
W-Nível 1
(Norte)
W-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.3.2. Textura da película: lisa – plástica

Quadro A4.23 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
plástica” e “orientação solar”
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Nível 1
S
u
= c
-7,17145c
-0,093¨2t

S
p
= S,S794SE
-5
t
2,57673

S
w
= 1 −c
-[
t
25,64182
¸
S

Nível 2
S
u
= c
-7,38206c
-0,0¨S0St

S
p
= S,1u64SE
-6
t
3,11349

S
w
= 1 −c
-[
t
36,61784
¸
S



Quadro A4.24 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - plástica” e “orientação solar”

FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

P
l
á
s
t
i
c
a

Nível 1
Gompertz 6S,S7 × 1u
-3
143,13 206,50
Potencial 1u9,72 × 1u
-3
172,51 282,23
Weibull 1uS,21 × 1u
-3
150,25 253,46
Nível 2
Gompertz 6S,49 × 1u
-3
213,04 276,53
Potencial 7S,19 × 1u
-3
299,57 374,76
Weibull 9S,u8 × 1u
-3
260,51 353,59










MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.34 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica”
e “orientação solar”.

Figura A4.35 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica” e
“orientação solar”.

Figura A4.36 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - plástica” e
“orientação solar”.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
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o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
G-Nível 1 (Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
P-Nível 1 (Norte)
P-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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e
t
e
n
ç
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o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
W-Nível 1
(Norte)
W-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4


A4.5.3.3. Textura da película: lisa – óleo

Quadro A4.25 – Equações das curvas de degradação obtidas por aplicação conjugada dos factores “textura da película: lisa -
óleo” e “orientação solar”
Gompertz Potencial Weibull
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Nível 1
S
u
= c
-10,88982c
-0,0¨114t

S
p
= S,99SSSE
-5
t
2,48460

S
w
= 1 − c
-[
t
45,84791
¸
S

Nível 2
S
u
= c
-4,15449c
-0,0S01¨t

S
p
= 4,14672E
-6
t
3,02900

S
w
= 1 −c
-[
t
45,78523
¸
S



Quadro A4.26 – Valores de EQM obtidos no ajuste das curvas de degradação com a aplicação conjugada dos factores
“Textura da película – lisa - óleo” e “orientação solar”
FQM
x
FQM
t
FQMC
L
i
s
a

-

Ó
l
e
o

Nível 1
Gompertz S8,u7 × 1u
-3
81,51 119,58
Potencial 49,6S × 1u
-3
93,54 143,19
Weibull 64,6S × 1u
-3
96,05 160,68
Nível 2
Gompertz SS,SS × 1u
-3
160,50 196,05
Potencial 1u8,S6 × 1u
-3
266,31 374,87
Weibull S4,9S × 1u
-3
232,30 287,25












MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas




Figura A4.37 – Modelação com curvas de Gompertz traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“orientação solar”.

Figura A4.38 – Modelação com curvas Potenciais traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“orientação solar”.

Figura A4.39 – Modelação com curvas de Weibull traduzindo a influência da combinação “textura da película: lisa - óleo” e
“orientação solar”.
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
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d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
G-Nível 1
(Norte)
G-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
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e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
P-Nível 1 (Norte)
P-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
0 10 20 30 40 50 60 70
r
e
t
e
n
ç
ã
o

d
a

s
u
j
i
d
a
d
e

(
%
)
Idade da pintura (anos)
Nível 1 (Norte)
Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
W-Nível 1
(Norte)
W-Nível 2
(Sul;Oeste;Este)
MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas Anexo 4




MODELOS DE GESTÃO DA DEGRADAÇÃO DE EDIFÍCIOS
Anexo 4 Influência de factores de degradação no aparecimento de manchas nas fachadas