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1 1-INTRODUÇÃO A logística na qual normalmente o transporte é seu principal componente ,é vista como a última fronteira de redução de custos das

empresas. Mesmo sendo uma política de desenvolvimento regional e nacional sem a adequação da infra-estrutura de transportes tem-se desenvolvido estudos na área de transportes aprofundando a visão logística. O projeto será sobre logística, mais especificamente na área de transporte de cargas, iremos demonstrar se a logística é realmente um instrumento importante e eficiente no quesito redução de custo em transporte de cargas. O transporte rodoviário de cargas é um dos pontos de maior vulnerabilidade da cadeia logística brasileira. A falta de informações necessárias para a utilização de um eficiente controle gerencial nesse setor, juntamente com as deficiências estruturais funcionam como um poderoso elemento inibidor do desenvolvimento econômico. Enquanto as fragilidades do setor não forem atenuadas, à atividade do transporte de cargas mantém-se como um “gargalo” do nosso crescimento econômico.

. Estabelecer um paralelo comparativo de uma gestão de transportes com e sem a aplicação da logística. Objetivos específicos: • • • Apresentar os principais pontos de uma logística eficiente. Discutir os principais problemas enfrentados pela logística de transportes.OBJETIVOS Objetivo Geral: Demonstrar a real importância da logística como política de redução de custos no transporte de cargas.2 2.

JUSTIFICATIVA .3 3.

e em alguns casos. Nesse contexto. transformando a logística numa área de vital importância. onde o processo será mais ágil. Esse autor argumenta que a administração das empresas nem sempre se preocupou em focalizar e controlar a coordenação de todas as atividades logísticas. que viabiliza a movimentação de insumos e produtos para a concretização da atividade econômica. explica-se que o frete para um destino onde haverá congestionamento. pois impacta diretamente o tempo de entrega. em média 60% dos custos logísticos. seguida pela estabilização que reativou: os parâmetros comparativos de preços. a confiabilidade e a segurança dos produtos. é mais caro que para outro destino. A oferta de serviços de transporte. Segundo estimativas da Associação Nacional do Transporte de Carga(NTC).5% do faturamento. faturamento e lucro. Alguns fatores que determinam o valor do frete são: • • Distância percorrida Custos operacionais . o transporte tem um papel preponderante na qualidade dos serviços logísticos. circulam pelo Brasil cerca de 600 milhões de toneladas de cargas/ano. na qual o transporte é visto como seu principal componente é vista como uma das melhores formas de redução de custos das empresas. Uma definição adequada da oferta dos serviços de transporte transcende os aspectos meramente monetários. O transporte representa.4 4-REVISÃO TEÓRICA Os estudos na área de transporte são de fundamental importância na realidade atual da globalização. o que implica demora da descarga. Esse volume gera movimentação anual de cerca de R$30 bilhões em fretes. Além disso. pois somente nos últimos anos é que ganhos substencias nos custos foram conseguidos graças à coordenação cuidadosa dessas atividades. tem a influência de variáveis de determinam os atributos de custo e nível do serviço prestado. destinados em sua maioria às empresas de transporte rodoviário. com igual quilometragem e condições de vias. A importância do transporte pode ser mediada através de pelo menos três indicadores financeiros: custos. Para Steinthaler (2001) o conceito de logística no Brasil é recente. mais que o dobro do lucro. A logística. Começou a surgir dez anos atrás quando se iniciou o processo de abertura econômica. a expansão das nossas importações e o aumento da competitividade. 3.

que o consumo desses produtos podem variar de acordo com as estradas ultilizadas. Fatores que compõe os custos como gastos com combustíveis e lubrificantes são mais fáceis para os transportadores de repassar eventuais aumentos aos valores do frete. com o objetivo de conquistar uma vantagem competitiva sustentável. temperatura. tanto interna quanto externamente. uma vez que o consumo de determinados itens depende de algumas condições de transporte e do próprio desempenho do transportador. Hoje não se pode discutir desempenho de seu principal pilar. Acontece. Com o passar do tempo a logística vem-se integrando de tal maneira as demais funções das organizações. É importante destacar que os custos relacionados com a atividade de transporte são de difícil mensuração. o transporte. e a influência desses fatores sobre os custos totais é difícil de ser caracterizada. o que permite diminuição dos custos operacionais dos transportadores. O gerenciamento da cadeia de suprimentos é a integração dessas atividades. saídas que tem . A cadeia de suprimentos abrande todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias desde o estágio da matéria-prima até o usuário final. além de permitir redução no número de veículos nas estradas. Com isso. menor número de caminhões trafegaria vazio. bem como os respectivos fluxos de informação. utilizando recursos físicos. o que dificulta a internalização desses efeitos nos preços dos fretes.5 • • • • • • • • • Possibilidades de carga de retorno Carga e descarga Sazonalidade da demanda por transporte Especialidade da carga transportada e do veículo ultilizado Perdas e avarias Vias ultilizadas Pedágios e fiscalização Prazo de entrega Aspectos geográficos. sem considerar também o desempenho da organização inteira bem como a cadeia de suprimentos em que está inserida. mediante relacionamentos aperfeiçoados na cadeia de suprimentos. Quanto ao desempenho nos serviços de transporte os sistemas operacionais das organizações criam com base nas entradas. Uma alternativa para o melhor aproveitamento dos recursos ultilizados no transporte de produtos é a contratação de cargas de retorno.

por exemplo.6 como função satisfazer aos desejos dos clientes. formando uma grande heterogeneidade de produtos( uma viagem é sempre diferente da outra). cinqüenta carreteiros podem ser substituídos por uma único comboio de vagões ferroviários. e como não se espera redução nos custos dos insumos ou redução de impostos. Transportadoras bem estruturadas. porém. chegam a interromper suas operações em função do baixo preço pago pelos demandantes.observa-se que as possibilidades de perdas devidas a umidade e a impactos aumentam. mais o sistema ainda não é . O sistema de melhores perspectivas a médio prazo é o sistema ferroviário. como a rentabilidade das transportadoras já é baixa. observa-se um quadro composto de equipamentos deteriorizados. açúcar ou farelo. sobretudo considerando o transporte de produtos de baixa especifidade. Os serviços de transporte de cargas são na verdade um pacote de benefícios explícitos ( o transporte entre si) e implícitos ( ex: segurança) apoiado por bens ( veículos) e instalações ( terminais) facilitadoras da operação afetados pelo cliente que participa do processo.devem ser observados outras estratégias e ações para diminuir o valor dos fretes sem comprimir ainda mais as empresas ofertantes de transportes. relativo a estadia da embarcação. mas correm o risco de sair do mercado do longo prazo. Não se realiza uma viagem como objetivo final. Movimenta-se determinada mercadoria para colocá-la em um ponto de venda ou para seu destino final na casa de um consumidor. não é ainda confiável. A ultilização desse modal possibilita uma significativa redução dos custos de transação. isto é. já depreciados e com manutenção precária. principalmente em relação aos horários e as perdas. ao se considerar as condições atuais dos vagões ferroviários. Além disso. Como resultado. Aqueles que não tem esse domínio não necessariamente interrompem ou reavaliam suas atividades. Desse modo.Portanto nas condições atuais. O transporte é uma demanda derivada que gera utilidade de espaço. Uma alternativa para redução de custos poderia ser a ultilização de outros modais. O sistema ferroviário como um todo. que pode inviabilizar a operação. os valores de frete podem até ser menores. que conhecem efetivamente seus custos. É desejado como meio para atingir outro objetivo que não a movimentação. Um lote de carga transportado por ferrovia que chegue com atraso de um dia em um processo de embarque em um navio representa um custo tão alto. tais como grãos. uma vez que. As empresas de transporte de cargas estão sofrendo expressivo achatamento de sua lucratividade. prover utilidades aos clientes.

O baixo preço pago pelo frete rodoviário no Brasil também tem. A racionalização do sistema rodoviário. o verdadeiro custo do transporte rodoviário virá a tona providências mais efetivas terão que ser tomadas para viabilizar alternativas de transporte. 5-METODOLOGIA . sua manutenção e a integração logística como um todo devem ser tratadas tanto pela iniciativa pública.Reversões mais estruturais desse quadro são esperadas com a efetivação da política concessões de ferrovias à iniciativa privada. de certa forma inibido aos investimentos em outras modalidades por parte da iniciativa privada. a começar pelo dimensionamento e gerenciamento de um sistema eficiente e confiável de informações sobre cargas e fretes.quanto privada. A partir do memento que os transportadores tiverem consciência de seus custos e exigirem uma tarifa que realmente os remunere. com alto grau de profissionalismo.7 competitivo.

a pesquisa será do tipo bibliográfica e documental onde dados serão coletados através de leitura crítica e analítica e análise documental. Para tal.8 Para esclarecer os objetivos geral e específicos. bem como a internet buscando dados relacionados. a biblioteca da UNIPAC ( Universidade Presidente Antônio Carlos) será consultada. 6.CRONOGRAMA .

9 MÊS/ ETAPAS Janeiro Fevereiro Março Abril Junho Julho Levantamento bibliográfico Elaboração do anteprojeto Apresentação do projeto Coleta de dados Análise dos dados Organização do roteiro/ partes Redação do trabalho Revisão e redação final Entrega da monografia Defesa da monografia 7.BIBLIOGARFIA .

São Paulo: Atlas. José Vicente.10 CAIXETA-FILHO. Ronald H. MART. GAMEIRO. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. 218 p. CAIXETA-FILHO. BALOOU. José Vicente. . Gestão logística do transporte de cargas. Augusto Hauber (Orgs). 2001. Transporte e logística em sistemas agroindustriais.2001. Ricardo Silveira (Orgs). São Paulo: Atlas.