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Acadêmica: Keila Tatiana Boni QUESTIONÁRIO – AULAS 09 E 10

RA: 66090

RESPOSTAS 1) O papel das atividades temáticas CTS para o ensino de física, encontra-se em redimensionar e superar o atual ensino de Física (caracterizado por ser meramente

propedêutico, sendo o processo ensino e aprendizagem pautado pela utilidade futura, bem como também por levar a desmotivação do aluno, uma vez que não há significado atribuído aos conteúdos desenvolvidos), de modo a proporcionar que os conteúdos deixam de ter um fim em si e/ou apenas uma finalidade futura, para constituir-se em meios e em ferramentas para a compreensão de um tema social. Desta forma, o ensino de física deve utilizar temas que levam os alunos para a reflexão de ciência e tecnologia na sociedade em que está inserido, ou seja, o ensino de física deve favorecer uma maior ressonância entre o mundo da escola e o mundo da vida, atribuindo assim, significado ao que se faz na escola. E para tanto, faz-se mister haver a interdisciplinariedade, de modo a utilizar conhecimentos diversos para compreensão de um fenômeno sob diferentes pontos de vista, permitindo ao estudante a aquisição de um saber útil e utilizável.

2) O papel que os museus e centro de ciências exercem sobre o ensino de física é de contribuir para a qualidade do ensino desta disciplina, pois, tais locais proporcionam a experiência na prática da teoria aprendida em sala de aula, o que torna o ensino muito mais significativo para o estudante, além também de ser locais para a imersão na cultura científica, que entretendo e educando a um só tempo, tornam a ciência menos enigmática e mais clara, despertando assim o interesse e oferecendo a possibilidade dos estudantes de aprender por meio de processos investigativos. Desta forma, estes devem auxiliar o trabalho do ensino de física em sala de aula, sendo utilizado sempre quando necessário para complementação do conteúdo. Deste modo, segure-se que teorias científicas quando possíveis, devem ser avaliadas por meio de evidências experimentais, no qual os estudantes terão o contato direto com os trabalhos científicos. As atividades experimentais constituem-se em um recurso didático para o ensino de Física, com o potencial para incrementar e tornar esta disciplina mais prazerosa para os estudantes.

adequando-os às normas vigentes da mesma. para a alfabetização científica dos indivíduos. identificando características das tendências educacionais nos meios peculiares de comunicação dos museus. RESENHA A referida obra objetiva uma discussão acerca de questões apresentadas por educadores em ciências. por sua vez. Douglas. o de mediador entre alunos e conteúdos escolares. tem-se. na qual diante dos alunos que são mantidos em atitude passiva.CAZELLI. Na pedagogia liberal-tradicional o ensino tem como figura central o professor.. ao qual o citado debate parte do pressuposto de que a educação em ciências na atualidade não pode se restringir apenas ao contexto escolar. Na introdução do capítulo. os autores fundamenta-se em Libâneo (1994) para classificar as tendências pedagógicas em: as de caráter liberal– pedagogia tradicional. de acordo com Cazelli. o ensino é caracterizado por uma metodologia instrumental centrada em métodos que trazem para o ensino a aplicação de tecnologias. Tendências Pedagógicas das Exposições de um Museu de Ciência. a discussão gira em torno do desenrolar da perspectiva educativa ao longo do processo histórico dos museus de ciência. bem como também a maneira que estas se expressam na educação em ciências. o texto em sua primeira seção apresenta um panorama das principais tendências pedagógicas educacionais. Já na pedagogia liberaltecnicista. Tal discussão gira em torno do objetivo de esboçar uma pedagogia museal. e sobre o estudo a ser realizado com a leitura baseada na perspectiva acima citada. Segundo os autores. procura articular como tais tendências pedagógicas estão presentes nas exposições do Museu de Astronomia e Ciências Afins. as tendências de caráter progressista. FALCÃO. et al. como forma de delinear dimensões de uma pedagogia específica para instituições desta natureza. transmite de forma organizada os conteúdos. nas pedagogias ditas liberais a função da escola é de preparação dos indivíduos para atuarem na sociedade. de acordo com suas aptidões. enquanto que na pedagogia renovada o professor assume outro papel. o papel de espaços de educação não formal. partindo de uma análise de suas concepções. A última seção. Em contrapartida a estas tendências pedagógicas. No primeiro tópico que tem por título: “Tendências pedagógicas na educação”. A pedagogia progressista libertadora que . Na seção seguinte. Queiroz et. e as de caráter progressista – pedagogia libertadora e pedagogia crítica social dos conteúdos. Sibele. os autores apresentam de forma sucinta sobre o pressuposto que sustentará a discussão no texto. Fátima Alves. como museus de ciência e tecnologia. al. QUEIRÓZ. E para tanto. enfatizando assim. pedagogia renovada e tecnicismo educacional.

que há uma aproximação com o que ocorre na escola tradicional. E na pedagogia progressista crítico-social. Encerrando o capítulo. o professor tem o papel de ajudar os alunos a ultrapassar os saberes do cotidiano. Ciclos Astronômicos e a Vida na Terra. Quatro Cantos de Origem. segunda e terceira geração. O segundo tópico: “Tendências pedagógicas na educação em ciências” traz um panorama das tendências pedagógicas no ensino de ciências. E para tanto. Já a terceira geração rompe com os paradigmas das duas gerações anteriores. como a perspectiva cognitivista/construtivista. Tais tendências. Bem como também exposições que tem o acervo como tema gerador (Espaços Expectroscopia e Espaços sismologia) e setores tradicionalmente organizados com exibição estática do instrumental científico (Reserva Técnica Aberta). transformando assim o papel social dos museus. que ocorre nos museus de ciências e . até ganhar uma dimensão maior por meio da abertura de novas linhas de investigação. que passa desde então a ser um importante meio para proporcionar a necessária alfabetização cientifica e tecnológica. características das tendências pedagógicas mais expressas na educação. parte do pressuposto de que a construção do conhecimento é realizada pelo diálogo entre educadores e educandos. os autores tratam sobre os diversos tipos de exposições interativas no Mast (Museu de Astronomia e Ciências Afins). segundo os autores perpassam desde a perspectiva tradicional e tecnicista. nota-se. traz uma discussão que objetiva identificar ao longo do processo histórico dos museus de ciências. as abordagens que resgatam a dimensão social procurando vincular o ensino de ciências à ideia de escola como fator importante na transformação da sociedade e a abordagem histórica e filosófica da ciência. ambas são marcadas pela passividade. Nas duas primeiras gerações. No quarto tópico intitulado: “Tendências pedagógicas da educação formal encontradas nas exposições do Mast”.tem como idealizador Paulo Freire. por meio do desenvolvimento do senso crítico. Tais como: Laboratórios de Ciências. os mesmos ressaltam que tal pedagogia incorpora algumas tendências pedagógicas da educação não formal. O terceiro tópico cujo título é “Reconhecendo algumas tendências pedagógicas da educação formal nos museus de ciência”. uma vez que. mediada pela realidade concreta em que vivem. pois esta incorpora as preocupações educacionais para a melhoria do ensino de ciências. As estações do Ano: aTerra em Movimento. Desta forma. os autores em sua última seção: “Dimensões de uma pedagogia museal” buscam delinear dimensões de uma pedagogia específica para a instituição museu. os autores classificam tal processo histórico dos museus em: primeira.

que entretendo e educando a um só tempo. . Assim. os museus de ciências. Recomenda-se a leitura deste texto aos educadores em ciências que almejam que o ensino de ciências na atualidade ocorra por meio de processos investigativos. e que contribui para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico à população. bem como também exemplos vivos de uma pedagogia que tem como ponto de partida o interesse e que oferece a possibilidade dos estudantes de aprender por meio de processos investigativos. seria relevante uma parceria entre museus e escolas. leva o leitor a uma reflexão e uma discussão sobre a importância dos museus de ciências contemporâneos para a educação científica formal. mas também que ocorra em espaços de educação não formal. Desta forma. para tanto as atividades desenvolvidas nos museus de ciência precisaria tornar-se complementares para o aprendizado dos mesmos. que não se restrinjam apenas ao contexto escolar. é importante ter em mente que os museus não são espaços para aprender ciência. professores e estudantes na área educação que buscam uma compreensão e/ou um aprofundamento acerca do assunto retratado. mas sim para estimular o interesse dos estudantes. nota-se. tornam a ciência menos enigmática e mais clara. Este texto apresenta dados relevantes sobre uma possível pedagogia museal. além de reconhecer a importância do acervo que estes possuem. a curiosidade e a observação da realidade por meio da experimentação interativa e lúdica. parecem-nos ser locais para a imersão na cultura científica. parecem-nos ser mais que espaços que objetivam aguçar a curiosidade e despertar o interesse pela ciência e pela tecnologia. atuam como facilitadores do aprendizado em ciências. que muitas vezes. este é limitado. Desta forma. pautada em uma perspectiva de conhecer as especificidades pedagógicas do ensino de ciências. Deste modo. os museus de ciências e tecnologia aparecem-nos uma importante ferramenta para à educação e a popularização da ciência para os cidadãos. após um estudo e análise do referido texto.tecnologia. também enfatizam a importância da constante atividade de pesquisa nestes museus. e também da realidade do ensino de ciências nas escolas. em especial a estudantes. tida como um instrumento pedagógico que estimula a apropriação do método científico. Bem como para pesquisadores. E. Porém. que por sua vez. pois carece de recursos como laboratórios e preparação dos professores. Todavia. Resenhado por Keila Tatiana Boni (Acadêmica do Curso de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM)). pois a função de organizar este conhecimento é da escola. em especial para os estudantes. Assim sendo.

A quarta seção apresentará exemplo de implementação da citada práxis. interdiscipinariedade e democratização de processos decisórios”. potencializando a aprendizagem e a constituição de uma cultura de participação. tal discussão gira em torno da perspectiva de busca de sistematização e delimitações do enfoque CTS no âmbito educacional brasileiro. para salientar que a inclusão dos temas sociais é recomendável pelo fato de evidenciar as inter-relações entre os aspectos da ciência. o querer conhecer. de compreensão. Ciência & Ensino. 2007. considerando que o mundo do educando e da comunidade escolar são objetos de estudo. . vol. no Grupo Argo de Renovação Educativa e nos Relatos de Práticas. ocorrido na Espanha. comparecem na literatura sobre o tema. Assim. nos trabalhos pautados por pressupostos freireanos os temas são constituídos de manifestações locais de contradições maiores presentes na dinâmica social. Todo o texto está centrado na análise dos Anais do III Seminário Ibérico CTS no Ensino das Ciências. Décio. tecnologia e sociedade e propiciarem condições para o desenvolvimento nos alunos de atitudes de tomada de decisão. E ainda acrescentam que. o mesmo defende a superação da excessiva fragmentação disciplinar. Já. Assim. elementos fundamentais para o engajamento. o mesmo fundamenta-se em Santos (1999). na qual em relação a este enfoque. Enfoque Ciência-Tecnologia-Sociedade: Pressupostos para o contexto brasileiro. bem como também alguns pressupostos que sustentam a discussão no texto. ocorrido em Portugal. o autor apresenta de forma sucinta a necessidade e urgência de mudanças no campo curricular. Deste modo. a interdisciplinaridade e a democratização de processos de tomada de decisão. Ou seja. o texto abordará sobre uma análise de três dimensões interdependentes que. RESENHA A citada obra objetiva discutir criticamente sobre os pressupostos do enfoque CiênciaTecnologia-Sociedade no contexto brasileiro. n° especial. de busca.AULER. Na introdução. tratará sobre a aproximação da práxis educacional com os pressupostos de Paulo Freire e o com os pressupostos ligados ao movimento CTS. A segunda seção. 1. Outro ponto que o autor considera importante na abordagem de temas e da busca de democratização de processos decisórios é a questão da interdisciplinariedade. por sua vez. do IV Seminário Ibérico CTS em La Ensenanza de Las Ciência. a dimensão do desafio gerado. novembro. de superação. em maior ou menor intensidade. e a última seção concluirá o estudo com as sinalizações e desafios encontrados para implementação curricular do movimento CTS. na primeira seção: “Temas. na primeira seção a discussão se baseará na abordagem de temas de relevância social.

Espera-se. fundamenta e instrumentaliza novas configurações curriculares. que os professores deixem de serem meros consumidores de currículos . A segunda seção intitulada: “Aproximação Freire . faz as suas considerações finais. defende-se que. por volta de 1960-1970. definido em outras instâncias. muito mais do que ler palavras. deve propiciar a leitura crítica da realidade. Na terceira seção cujo título é: “Exemplo de implementação”.CTS” o autor trata sobre a aproximação das CTS com a perspectiva de Paulo Freire. reivindicando decisões mais democráticas e menos tecnocráticas. de democratização das decisões em temas sociais que envolvem Ciências-Tecnologia (CT). o autor cita o exemplo do tema: Modelos de Transporte: “Implicações sócio-ambientais”. Já na proposição dos temas do Grupo Argo. inovações e mudanças no processo educacional de forma hegemônica. o mesmo. configuram-se como inovações no campo metodológico. Em todas elas. E nos Relatos de Práticas destaca-se a relação indissociável existente entre temas geradores e interdisciplinariedade. É. E. o ensino de conceitos científicos esteja associado à problematização das construções históricas. a dimensão interdisciplinar é marcante. O imaginário docente sempre procurou encontrar respostas no âmbito de saber como ensinar melhor. que a Ciência e a Tecnologia foi alvo de um olhar mais crítico. objetivo do movimento CTS. com isso. como modelo. O que ensinar e por que ensinar. que é uma dimensão também assumida pela maioria dos encaminhamentos dados aos enfoques CTS. Nesta aproximação considera-se que a busca de participação. o qual é identificado a partir de uma polêmica surgida no Rio Grande do Sul. Assim. e em seguida discorre sobre o mesmo. uma vez que este defende o princípio de que alfabetizar. na última seção: “Sinalizações e desafios” o autor relata que historicamente no contexto brasileiro.Na análise de alguns trabalhos presentes no Anais. através do processo de elaboração e implementação. Encerrando o texto. mediante a abordagem de temas de relevância social. ainda nesta seção. bem como a reflexão subjacente. o autor. contém elementos comuns à matriz teórico-filosófico adotada pelo educador brasileiro. aspecto associado à dimensão propedêutica. esclarecendo que a opção por intervenções curriculares pontuais. abrem caminhos que poderão desembocar em re-configurações curriculares mais abrangentes. permaneceu a ruptura entro o mundo da escola e o mundo da vida. E. partindo-se do pressuposto de que tais intervenções. constata-se segundo o autor. o autor salienta sobre a busca da democratização de processos decisórios. neste sentido geralmente foi tido como algo dado. diz que a práxis educacional banalizada pela teorização resultante da aproximação Freire-CTS. Desta forma. que persiste a histórica separação entre as denominadas ciências naturais e ciências humanas.

. promover uma nova forma de entender a produção do saber. a pesquisar juntos. que tem estabelecido em sala de aula uma relação onde o aluno questiona constantemente o por quê de estudar alguns conteúdos de ciências e física. comparado as transformações científicas e tecnológicas ocorridas nas últimas décadas. já que não consegue associá-lo ao seu dia a dia. nas quais os conteúdos deixam de ter um fim em si. Todavia. passando a assumir o papel de fazedores de currículos. Isso significa romper com a concepção tradicional que predomina na escola. tal reconfiguração necessita ser mais sensível ao entorno.concebidos e elaborados em outras instâncias. para constituir-se em meios. Assim. pois professores e alunos necessitam passar a descobrir. enfatizando a necessidade de avaliações críticas e análises reflexivas sobre a relação científico-tecnológico e a sociedade. o trabalho em sala de aula precisa ter outra conotação. e o professor. o perfil do cidadão a ser formado por estas também sejam modificados. mais abertas a temas. a problemas contemporâneos marcados pelo componente cientifico-tecnológico. Desta forma. nota-se que é de extrema importância e urgência uma reconfiguração no campo curricular em que esteja pautada no enfoque TCS. a realidades das escolas brasileiras seja alterada para que. dessa forma. tendo como enfoque CTS. cada vez mais impotente e distante de uma ação pedagógica eficaz. Deste modo. a atribuição de significado ao que se faz na escola. de forma a colocar a ciência e a tecnologia em novas concepções vinculadas ao contexto social. e possibilitar a reflexão sobre o uso político e social que se faz desse saber. por parte do aluno. Este texto visa ressaltar a importância social da ciência e da tecnologia. passando a serem configuradas a partir de temas/problemas sociais relevantes. para tanto. enfatizando a necessidade de superar configurações pautadas unicamente pela lógica interna das disciplinas. leva o leitor a uma reflexão e uma discussão sobre a necessidade de renovação na estrutura curricular dos conteúdos. uma vez que é notório o déficit de conteúdos mais atuais apresentados pelo currículo de Ciências e Física nas escolas. Em outras palavras. em ferramentas para a compreensão de um tema de relevância social. bem como também do ensino de ciências atual. pode constituir-se numa dimensão que potencializa a aprendizagem. após um estudo e análise do texto. de modo que. isso significa favorecer uma maior ressonância entre o mundo da escola e o mundo da vida. A pedagogia precisa deixar de ser um instrumento de controle do professor sobre o aluno. superar a mera repetição do ensino das leis que regem o fenômeno. Neste sentindo. espera-se que com a disseminação do enfoque TCS. a construir e/ou produzir o conhecimento científico.

Resenhado por Keila Tatiana Boni (Acadêmica do Curso de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM)). promovendo sua formação crítica e transformadora para que possa atuar na mesma.Recomenda-se a leitura deste texto aos profissionais da educação que almejam uma mudança no modelo atual da estrutura curricular do ensino de ciências e física. . mudança esta em que favoreça um processo de ensino e aprendizagem que forneça ao aluno espaço para reflexão sobre ciência. tecnologia e sua implicação na sociedade. Bem como também para professores e estudantes na área educação que buscam uma compreensão e/ou um aprofundamento acerca de tal assunto.

Nara. Ciênc. os autores apresentam brevemente sobre a criação do IBECC. a qual levaria ao progresso da nação. AZEVEDO. Na primeira seção que tem por título: “Educação. O Instituto Brasileiro de Educação. Tratava-se de reestruturar os padrões de educação existentes. o texto encontra-se organizado em seções. 2010. promovidos pelo IBECC – Instituto Brasileiro de Educação. ao enriquecimento do saber e a . v. Ciência e Cultura e a institucionalização da ciência no Brasil. onde a proposta da UNESCO assumiu um formato singular.AULAS 05 E 06 ABRANTES. E para tanto. o propósito da UNESCO de disseminação da ciência. RESENHA A obra mencionada tem a finalidade de analisar o desenvolvimento de projetos de divulgação científica. Para. apresenta. 2. e seus supostos objetivos. O entusiasmo pela educação e o otimismo pedagógico. além de repensar o papel do ensino secundário. difundindo a ideologia de que a escolarização constituía o motor do progresso histórico brasileiro. onde cientistas e educadores se engajaram em uma experiência inovadora em termos de divulgação científica e ensino de ciências. concursos. produção de material didático e kits de experimentação. trata-se da criação do IBECC no Rio de Janeiro e de sua implantação em São Paulo. Mus. Porém. para acompanhar a sociedade democrática moderna na qual a ciência desempenhava papel central. no qual era necessário ressaltar a formação cientifica concebida como meio mais eficaz de contribuir para o progresso cultural e econômico do país. n. caracterizaram a década de 1920. hum. os autores relatam que as transformações sociais ocorridas após a Primeira Guerra Mundial deram origem a um movimento político-social pela reforma da educação no país. da educação e da cultura como meios para promover o desenvolvimento nas regiões subdesenvolvidas e a paz mundial. em particular na cidade de São Paulo. A segunda seção. aborda brevemente sobre o movimento que nos anos de 1920 e 1930 congregou educadores e cientistas em torno da ideia de reforma da educação. Emílio Goeldi. 469-489. Na primeira seção. Na introdução do capítulo. além também dos pressupostos que sustentarão a discussão no texto. mai/ago. Ciência e Cultura. por sua vez. 1946-1966. por meio de feiras. baseado no fato de que a multiplicação das instituições escolares poderia incorporar amplas camadas da sociedade ao desenvolvimento nacional. Ciência e Nação: o movimento pela reforma da educação durante os anos 1920 e 1930”. Antonio Carlos Souza de. p. Belém. 5. E nos tópicos posteriores. em linhas gerais. era necessário implantar uma universidade capaz de abrigar a pesquisa científica. Bol.

Segundo os mesmos. Esta influência se manifestaria sobremaneira no destino da instituição. a referida IBECC. Na quarta seção: “A comissão Estadual do IBECC em São Paulo”. quando foi criada a Organização das Nações Unidas para a Educação . e relatam que para tingir suas metas. De acordo com os autores. como Comissão Nacional da UNESCO no Brasil. ciências e Cultura.renovação da cultura brasileira. congressos. o assunto gira em torno do processo de implantação do IBECC em São Paulo. Mas foi com a criação da Divisão de Ensino de Ciências. como a de harmonização e intercambio cientifico e cultural. para gerenciar seus projetos nas áreas de educação. o Estatuto do IBECC previa um conjunto amplo e variado de ações que foram sustentadas com recursos do MRE e da UNESCO. que as ações na área de ensino de ciências se expandiram. . presidindo também. Mal havia acabado a Segunda Guerra Mundial. em São Paulo a Comissão Estadual imprimiu um rumo distinto à trajetória da instituição ao delimitar o campo de ação à educação em ciências e à divulgação cientifica direcionada ao público jovem. a perspectiva de livre disseminação da ciência e cultura. que cujo dinamismo posteriormente. bem como realizados programas para a formação de professores. Entretanto. Na terceira seção intitulada: “IBECC: A comissão Nacional da Unesco no Brasil”. para o qual atraíram novos e diferentes agentes do desenvolvimento econômico e social. até se chegar à proposta da UNESCO de criar no Brasil uma comissão nacional com o propósito de promover a ciência. a Ciência e a Cultura (UNESCO). foi dado pelos diferentes interesses intelectuais e profissionais que em torno dele se articularam. um fato importante na estrutura do IBECC é que era notável desde a diretoria às diversas comissões. aos quais para tanto. A segunda seção: “O novo papel da Ciência no Pós-Guerra e a criação da UNESCO” é marcado. E para que a tal disseminação ocorresse foram elaborados programas de ensino secundário e de ciências básicas. debates. tornaram-se cada vez mais difíceis de apresentar resultados concretos em face do crescente clima da guerra fria após 1947. foram realizadas várias conferencias. pelo fato de que a ciência neste período ganha um novo papel. a cultura e a educação para o desenvolvimento econômico e social. inquéritos. a educação e a cultura como meios para promover o desenvolvimento nas regiões subdesenvolvidas bem como também a paz mundial. o predomínio de educadores e cientistas remanescentes do movimento reformista liberado pela ABE e pela ABC durante a década de 1930. os autores tratam sobre o processo de criação do IBECC no Rio de Janeiro. posteriormente a criação do IBECC. Assim. de acordo com os autores. com a finalidade de disseminar a ciência. o autor discorre sobre as propostas de reforma da educação e do ensino superior.

Os autores. nota-se que a proposta do IBCC/SP foi de grande importância para uma reforma educacional necessária para um país que se industrializa. relacionada ao mercado editorial. com a realização de seminários. o IBECC com o aval da UNESCO. mas. a aproximação progressiva em relação à área de educação formal conduziu a filial paulista do IBECC a um rumo surpreendente. os autores finalizam o texto ressaltando que embora os motivos da descontinuidade do modelo organizacional do IBECC não estejam complemente esclarecidos. concursos científicos e feiras de ciências. é possível observar a relevância deste modelo para a viabilização do projeto de educação em ciências com o foco na escola. A ação de educação em ciências se configurou como um empreendimento industrial relacionado à produção de material didático. Tal fato. E nas considerações finais. Afinal. pois desde os clubes de ciências. alunos e cientistas. E assim. tratava-se de um ambiente desprovido de instituições especializadas. foi realizada uma série de atividade: exposições. Após um estudo e análise do referido texto. pois mesmo inserindo-se em um contexto de sistema de ensino que mostrava-se bastante hostil a qualquer inovação pedagógica por estar estruturado para atender às necessidades socioculturais de uma sociedade aristocrática e patrimonialista. assim como a investigação de outros processos sociais que . inclusive para aquela e as futuras gerações. segundo os autores. As atividades de divulgação cientifica não foram exercidas exclusivamente no âmbito da educação não formal. A primeira experiência nesse sentido foi à produção de kits de ciências. de maneira especial professores.Em 1952. A produção de kits e equipamentos somou à edição de livros de ciências destinados ao ensino de níveis primário e secundário. A importância do programa do IBECC de São Paulo na inovação do ensino de ciências teve reconhecimento amplo fora do Brasil. sobretudo. no qual as ações eram mais difusas e em geral baseadas em esforços individuais. Ao final de 1966. afirmam que essa trajetória bem sucedida correspondeu a uma fase do IBECC cujo desfecho foi surpreendente. aquele contribuiu para o surgimento de uma iniciativa inovadora na divulgação e no ensino de ciências. acolheu os planos de renovação do ensino de ciências proposto pelo jovem médico Isaías Raw. direcionados para o treinamento de professores de todos os níveis superior: ou provinha de escolas normais ou não possuía qualquer habilitação para o ensino de ciências. Esse contato abriu uma nova linha de atuação. surgiu a Fundação Brasileira de Ensino de Ciências (FUNBEC). as feiras de ciências mobilizavam as escolas e os professores. Segundo os autores. clubes de ciências. A tendência à penetração na área de educação formal se configurou. também nos mostra a importância de um estudo mais preciso dos efeitos desses acontecimentos.

tecnologia e inovação no Brasil. . Recomenda-se a leitura deste texto aos profissionais da educação que objetivam debater sobre os modelos de desenvolvimento de ciência. Bem como também para professores de ciência e física e estudantes na área educação que buscam uma compreensão e/ou um aprofundamento acerca de tal assunto. Desta forma. Este texto apresenta dados relevantes sobre projetos desenvolvidos pelo Instituto Brasileiro de Educação. Resenhado por Keila Tatiana Boni (Acadêmica do Curso de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM)). leva o leitor a uma reflexão e uma discussão sobre a importância de tais projetos para a divulgação científica e educação em ciências no âmbito social e de maneira especial no âmbito escolar. Ciências e Cultura (IBECC).colaboraram para esclarecer os diversos caminhos percorridos pelas ciências em seu desenvolvimento no país. em São Paulo.

Entretanto. e por fim apresenta alguns pressupostos que sustentam a discussão no texto. A Reforma Francisco Campos. Houve também uma grande expansão nas ciências biológicas. salvo raras iniciativas ou tentativas de introdução do ensino de ciências naturais.. As Leis Orgânicas do Ensino. para que tal objetivo se concretize. GOBARA. D. e seu . Bras. para uma melhor análise e compreensão do mesmo. até a conclusão e encerramento do estudo. a Era Vargas. com o objetivo de preparar a colônia para recepcionar a Corte. 222. os autores salientam que todo período educacional brasileiro compreendido entre a implantação da primeira escola (1549) até a chegada da família real portuguesa (1808). desde a época do Brasil Colônia até o final da Era Vargas.89. intitulada: “Primeiras palavras” os autores descrevem um breve resumo sobre a importância da transmissão do conhecimento para a humanidade. RESENHA A obra acima citada tem por objetivo realizar uma retrospectiva sintética do ensino básico no Brasil. Na primeira seção: “Brasil Colônia”. políticas e econômicas. Pedag. 365-383. Rodrigo Claudino. Na introdução do capítulo. Educação e ensino de Ciências Naturais/Física no Brasil: do Brasil Colônia à Era Vargas. O texto está todo divido por seções.DIOGO. E. os autores relatam que em 1808 com o período de efervescência cultural e científica decorrente da vinda da família real portuguesa para o Brasil. 2008. João VI. foram os colégios jesuítas que proporcionaram a primeira iniciativa do ensino de ciências naturais. Brasília. pela pouca importância dada ao ensino científico. o texto fará um resgate histórico educacional nos seguintes períodos históricos do Brasil: Brasil Colônia. O segundo tópico cujo título é: “Brasil Império” é marcado. maio/ago. sociais. abrangendo a Primeira República. apesar de destinados fundamentalmente ao ensino da leitura e escrita e a conversão dos gentios. Est. uma vez que nota-se que desde a época da criação do Colégio Pedro II em 1925 não existiu uma disciplina de Física. analisando as relações desse ensino com as determinações históricas. de maneira especial do ensino de ciências naturais e de física. Brasil República. A Segunda Grande Guerra e a Guerra Fria e a Primeira LDB.. bem como também o papel primordial papel que a escola exerce nesta transmissão. gerando empregos para seus súditos. v. Deste modo. Brasil Império. Shirley Takeco. R. fundou diversas escolar e instituições cujos currículos continham noções de física e de outras ciências naturais. n. p. de acordo com os autores. é marcado pelo predomínio quase que absoluto do ensino de humanas.

superficial. os autores relatam que com a manutenção das características do ensino secundário. em que o ensino destas disciplinas se dava de maneira superficial e bastante generalista. segundo os mesmos. os autores. No terceiro capítulo intitulado: “Brasil República”. Assim. segundo os mesmos. este período evidencia mais uma vez a pouca importância dada às disciplinas científicas. Já no subtítulo 3. conjuntamente a esta pouca importância. Assim. O subtítulo 3. Ou seja. nesse período o ensino de ciências era puramente expositivo e baseava-se no uso de manuais didáticos estrangeiros ou trazidos de originais de outros países. e sem.3 intitulado “A Segunda Grande Guerra e a Guerra Fria”. diversas medidas legais vieram diminuir a já pequena importância dadas às disciplinas científicas. esta. traz uma discussão de acordo os autores. mantendo a tradição oriunda dos períodos colonial e imperial. no curso científico não existia nenhuma disciplina destinada à prática ou à experimentação. sobre a estruturação do ensino secundário pela Lei Orgânica. E. principalmente o dualismo e o caráter propedêutico. o ensino de física voltou a servir unicamente à preparação para o exame de admissão ao ensino superior. O que possibilita entender o período seguinte. o ensino de física continuou fundamentalmente teórico. E. além deste problema curricular. ainda existia o problema da má formação dos professores das disciplinas científicas. O subtítulo 3. traz uma breve contextualização do ensino educacional nesta época. principalmente de física. mantendo a absolescência dos seus métodos de ensino. O subtítulo 3.2. Mas em decorrência da difusão de idéias provocadas .2. generalista e expositivo. é marcado por uma análise das influências e conseqüências dos processos industrializados e desenvolvimento tecnológico decorrentes da Segunda Guerra Mundial e do inicio da Guerra Fria.ensino ocorria na cadeira denominada Physica e Chimica. Neste período a situação realmente não se mostrava favorável a qualquer mudança ou melhoria em relação ao ensino de física. além de imprimir ao ensino secundário um caráter puramente preparatório aos exames de admissão ao ensino superior.2 cujo título é “A Era Vargas (1930-1964)”. Porém. Tal estruturação que dividia o ciclo em modalidades Clássico e Científico parece segundo os mesmos.1 “A Reforma Francisco Campos”. baseado na memorização e no manual didático.2. neste primeiro momento realizam uma análise do ensino de física e ciências naturais a partir do período da Primeira República. indicar o primeiro passo em direção a um ensino científico de qualidade.2 “As Leis Orgânicas do Ensino (1942-1946)”. à semelhança do que era feito na época dos jesuítas -. o período imperial trouxe poucas contribuições ao ensino de física e das outras ciências naturais – priorizava-se o ensino de humanidades.

além de não ter recebido uma atenção especial do Estado. em 1970. expositivo e focado na memorização. segundo os autores.pelos grupos e projetos nacionais e pelo heróico esforço de professores que. o currículo de Ciências foi ampliado. uma vez que. surgiu à necessidade de intercâmbio e da troca de saberes e experiências. tem proporcionado um descaso e uma falta de compromisso com a formação cultural.2. com a disciplina “Iniciação à Ciências”sendo incluída desde a primeira série do curso ginasial.Simpósio Nacional de Ensino de Física. segundo os autores. O ensino de física. é necessário conhecer o processo e os caminhos que levaram a sua inserção nos currículos escolares e as visões que tem sido dada ao ensino desta Ciência ao longo da história educacional do país. o que de certo modo. em resposta a estas movimentações. na Universidade de São Paulo. os autores relatam que ao se tratar das disciplinas científicas a lei 4. Após o estudo e análise do texto em questão. ocorreu. em particular o de Física. portanto. geral. ranços estes como: ensino expositivo. a influência dos exames vestibulares também contribuíram para o aumento da resistência às mudanças e melhorias desejadas. número insuficiente de aulas e excessiva dependência dos manuais didáticos.024 de 1961 – a primeira LDB”. moral. No subtítulo 3. o ensino da física encontra-se na preocupação com o atual ensino . Assim. intelectual e científica do indivíduo. o ensino superficial. Encerrando o capítulo.024 reflete o espírito da época.4 “A Lei nº 4. Por isso. continuava. O atual ensino de física tem ranços de diversos problemas que se fizeram presentes durante os períodos analisados. que via no conhecimento científico um modo de incentivar o progresso e o desenvolvimento de uma nação. superficial e baseado na memorização. ao propor uma discussão no processo ensino-aprendizagem de Física. principalmente dos exames vestibulares. sofreu forte influência destes fatores externos. o primeiro Snef . nota-se que o processo de educação escolarizado vem sendo construído ao longo dos anos fortemente apoiados em questões de ordem política. individualmente introduziram melhorias e modificações no processo de ensino de física. bem como também houve o aumento do número de aulas desta disciplina. social e econômica. Entretanto. Neste contexto. a enfrentar os obstáculos que já se faziam presentes desde a época colonial: a forte influência dos exames de admissão ao ensino superior. Assim sendo. é importante vinculá-lo ao processo histórico/evolutivo da educação brasileira. somado aos obstáculos em que encontra-se o ensino de física. os autores fazem suas considerações finais esclarecendo os resultados revelam que o ensino de Ciências Naturais.

decorrente de influências que a esfera política. e buscar uma mudança na situação em que se apresenta tal ensino. além de tais ranços. ou seja. para poder entender a atual estrutura do ensino de física e ciências naturais. e que objetivam discutir sobre o processo histórico de ensino e aprendizagem de tais áreas. com o amadurecimento dos indivíduos dentro de uma perspectiva mais ampla e integradora das ciências e da sociedade. leva o leitor a uma reflexão e uma discussão sobre os fatores que influenciam o atual modelo do ensino de física no Brasil. contribua para o desenvolvimento e melhoria da educação científica em nosso país. de fato. Na maioria dos casos. Este texto apresenta dados relevantes sobre as várias concepções e o grau de importância e/ou descaso que o ensino de ciências naturais e de física adquiriu em cada período da história da humanidade. Deste modo. Uma mudança. da qual a maioria dos alunos fugiria se fosse possível. econômica e social de cada período histórico exerceu o ensino de tais disciplinas. Necessita-se de um ensino comprometido com a mudança. para tanto. são necessárias reformas educacionais que. tal ensino tem tomado a dimensão de mero componente curricular dentro de um programa de formação profissional. em que rompa com uma visão de ensino que não esteja comprometido com o social e com o desenvolvimento mental do educando. Recomenda-se a leitura deste texto aos profissionais da educação nas áreas de ciências e física que acreditam que a física tem uma importância fundamental no processo de formação social e cultural dos indivíduos. É no ensino voltado para a realidade dos alunos que se acredita estar a possibilidade de a física perder o seu caráter de mero componente curricular.dessa disciplina. Bem como também para professores e estudantes na área educação que buscam uma compreensão e/ou um aprofundamento acerca deste assunto. é necessário uma política governamental para o ensino de Física. Desta forma. . Todavia. Resenhado por Keila Tatiana Boni (Acadêmica do Curso de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM)). faz-se mister uma mudança no atual ensino de física.