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on™ alho: tra Senac ~ Servigo Nacional de Aprendizagem Comercial Sesc - Servi¢o Social do Comércio Presidente do Conselho Nacional: Antonio Oliveira Santos Diretor-Geral do Senac Nacional: Sidney Cunha Diretor-Geral do Sesc Nacional: Maron Emile Abi-Abib Diretor de Operacdes do Senac Nacional: Eladio Asensi Prado Diretor da Divisao de Plancjamento ¢ Desenvolvimento do Sesc Nacional: Luis Fernando de Mello Costa Editora Senac Nacional Conselho Editorial: Eladio Asensi Prado Léa Viveiros de Castro Marcio Medalha Triguciros Arthur Bosisio Junior Marilia Pessoa Editor: Marilia Pessoa (editor@senac.br) Coordenacio de Produgao Editorial: Sonia Kritz (producaoeditora@senac.br) Copidesque: Sclma Moatciro Correia Capa: Claudia De Angelis C. Braga Projeto Grifico e Diagramagio: Gabinete de Artes Revisio: Elisa Sankuevitz ¢ Jane Muniz Produsio Grafica: Christiane Abbade Atendimento ao Cliente: Vinicius Rodrigues Pereira (atendimentoeditora@senac.br) SOUTO, Daphnis Ferreira. Sade no Trabalho :uma revolugio em andamento, Rio de Janciro ; Ed, Senac Nacional, 2004. 336 p. Inclui bibliografia. Publicado em parceria com 0 Sesc Nacional. ISBN 85-7458-138-0 Satide; Trabalho; Medicina do Trabalho; Seguranca no Trabalho; Aspecto histérico; Brasil Referéncia bibliogréfica conforme as normas adotadas pelo Sistema de Informagdes Bibliogrificas do Senac. Editora Senac Nacional 1 reimpressio /2004 Rua Av, Ayrton Senna, 5.555 - Barra CEP 22.775-001 — Rio de Janeiro — RJ ‘Telefax (21) 25374984 e-mail: editora@senac.br home page: wwwesenac.br © by Daphnis Ferreira Souto, 2003 A Satide A Satide homem sempre se interessou por sua satide. Os registros revelam que, ao longo de toda a histéria, ji mesmo milha- res de anos antes de Cristo, o homem teve a satide como uma de suas principais preocupacées, reconhecendo que a doenga, além de ser fonte de sofrimento ¢ tristeza, levava A morte, final de todas as coisas na Terra. A doenca repre- senta também um pesado fardo financeiro para as pessoas e para as nagées. “A satide e 0 bom estado do corpo estio acima de qualquer riqueza” é uma afirmagio da filosofia popular em todas as partes do mundo. Embora o interesse precoce em satide tenha sido pessoal, a partir do momento que as pessoas comegaram a se organizar ¢ viver em comuni- dades, tornou-se necessério levar a efeito regras para prevengao de doencas e melhoria da satide do grupo. Nilo C. de Brito Bastos, médico sanitarista e responsdvel pela drea de Educagio para Satide do Servico Especial de Satide Publica (SESP), falando para os alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), sob 0 tema A saiide através dos tempos, afirmou que: ‘apesar do interesse pela satide, a realidade, porém, é que 0 homem, vivendo em habitago inadequada, mal alimentado, ameacado permanentemente pela morte por acidentes e por doengas epidémicas, enfim por uma série de outros fatores e ainda movido pelo desejo vital de sobreviver, teve que dar maior atengiio as doengas, empenhando-se numa luta constante contra elas, ao invés de lutar pela preservagao da sade. E quando uma doenga ou lesao intervém, a pessoa fica, usualmente, viva- mente consciente e preocupada com o fato. Por tudo isso parece explicada a razio por que a atencao humana tem sido centralizada sobre a doenga. A medicina teve assim necessidade de vencer a doenga antes de promover a satide. Dai, por sua origem e desenvolvimento, ter ela estado sempre vin- culada estreitamente com a doenga procurando evitar a morte. 13