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1 INTRODUÇÃO
A grande concorrência existente no mercado de serviço de transportes de cargas obriga as empresas a uma constante modernização, de modo a manter a sua frota cada vez mais eficiente para conseguir competitividade suficiente para ampliar, ou pelo menos, conservar sua participação no mercado. Uma grande ferramenta no auxilio a essas empresas tem sido a Tecnologia da Informação, que vem avançando rapidamente nos últimos anos, trazendo grandes benefícios ao setor. Assim, o presente trabalho tem por objetivo fazer um estudo dos atuais sistemas de gestão de frotas e demonstrar as vantagens obtidas pelo uso da Tecnologia da Informação no auxílio ao gerenciamento de frotas, para resolver aspectos conceituais que exploram possíveis oportunidades na redução dos custos no transporte rodoviário de cargas, proporcionando assim uma maior competitividade de seus produtos no mercado consumidor. Neste contexto, o segundo capítulo, faz uma abordagem histórica do sistema de transporte de cargas no Brasil, desde a época em que predominavam as ferrovias até quando o transporte rodoviário passou a ser o tipo de transporte mais importante na economia do país, destacando também os prováveis motivos por essa transição de meios de transportes. O terceiro capítulo apresenta estudos de caso com alguns sistemas de gerenciamento de frotas disponíveis no mercado, os quais, neste trabalho, passaram por uma análise dos mesmos, a fim de possibilitar um estudo minucioso das facilidades oferecidas, mostrar os problemas

2 encontrados e algumas características específicas de cada sistema, demonstrando a sua viabilidade de uso de acordo com o porte da empresa. O quarto capítulo apresenta um confronto dos resultados obtidos através das análises dos sistemas mencionados no capitulo anterior, bem como comparações e sugestões de possíveis melhorias para os mesmos. O quinto capítulo apresenta um estudo sobre sistemas de rastreamento por satélite, mencionando sua forma de funcionamento, as facilidades oferecidas pelo seu uso no gerenciamento de frotas, os sistemas mais utilizados e os principais motivos da não utilização desses sistemas por algumas empresas. Por fim, no sexto capítulo são apresentadas as conclusões obtidas pelos estudos, análises e comparações realizadas neste trabalho, mostrando a viabilidade da implantação de um sistema de gestão de frotas para uma empresa de transporte.

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2 TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
Há algumas décadas, o transporte rodoviário no Brasil funcionava apenas como um complemento do ferroviário, mas com o tempo passou a ser seu concorrente, provocando em muitos casos, a desativação das vias ferroviárias consideradas antieconômicas. Conforme (CAIXETA-FILHO e MARTINS, 2001), o transporte ferroviário dominou desde a segunda metade do século XIX até por volta da década de 1930. A partir de então, passou a predominar o transporte rodoviário, responsável atualmente por 72% das cargas transportadas e 96% dos passageiros, o que faz do Brasil um país tipicamente rodoviarista, ao contrário de países com grande extensão territorial, ou desenvolvidos, que utilizam transportes considerados mais econômicos como o ferroviário, o aquático ou hidroviário. Atualmente a rede ferroviária mundial possui cerca de 1 500 000 Km de extensão, enquanto que o Brasil possui a mesma extensão de estradas, mas com vias pavimentadas e não pavimentadas, como notado em (CAIXETA-FILHO e MARTINS, 2001). A análise e a comparação dos dados, com relação à utilização do transporte rodoviário como o meio de relevância no Brasil, são apresentadas na tabela a seguir:

Tabela I – Comparativo da utilização do transporte.

PAÍS

RODOVIÁRIO

FERROVIÁRIO

HIDROVIÁRIO

4 (%) 20 25 28 72 (%) 38 50 55 16 (%) 42 25 17 12

Japão Estados Unidos França Brasil

Fonte: CAIXETA-FILHO e MARTINS (2001).

O transporte rodoviário é o principal meio de transporte do nosso país, conforme (FLEURY et. al., 2000), apesar de enfrentar grandes deficiências como: • Estradas mal conservadas. • Alto custo variável ao comparar-se com os demais, e somente inferior ao transporte aéreo. • Crescimento acelerado do roubo de cargas (US$ 32 milhões anuais, em média), como observado em (FLEURY et. al., 2000). • Trânsito com pouca fluidez nos grandes centros urbanos. Por outro lado, o transporte rodoviário tem características vantajosas em relação aos outros meios: • Baixo custo fixo, pois as rodovias são construídas pelo governo e os equipamentos de transporte rodoviários podem ser adquiridos inclusive por pessoas físicas, sem necessidade de grandes burocracias. • Custo variável médio, sendo inferior ao do aéreo, porém superior aos dos demais, especialmente porque o preço do óleo diesel é relativamente barato no Brasil. • Rapidez somente superada pelo aéreo. • Confiabilidade somente superada pelo dutoviário. • Disponibilidade, pois é o único meio que cobre praticamente todo o país e o único que faz o transporte porta a porta. O país tem 1,8 milhões de km de rodovias e pouco menos de 30 mil km de ferrovias. • Proporciona maior flexibilidade e facilidade de acesso a diversos lugares.

garantir a economia de escala de produção e proporcionar a redução dos preços das mercadorias. desde seu transporte às indústrias e ao consumidor final. sendo assim. e de seu transporte até o consumidor final. Por esse motivo o transporte é considerado o elemento mais importante do custo logístico. entre outras coisas. como mencionado em (FLEURY. o sistema rodoviário é o mais viável economicamente. Um bom sistema de transporte deve contribuir. sistema este que apesar de enfrentar algumas dificuldades pode-se notar grandes vantagens ao destacar os prós (ou qualidades) da utilização do sistema rodoviário no território brasileiro. • Além de ser um transporte rápido. é inevitável o repasse do custo de transporte ao preço final dessas mercadorias. está interligado ao local onde a matéria–prima é encontrada. all. o custo das mercadorias que chegam ao consumidor final está diretamente ligado ao custo do transporte das matérias primas industriais. Portanto. et.. tornase vantajoso para médias e pequenas distâncias. Um elemento básico na definição do espaço industrial dos países é o transporte de mercadorias. Quando a empresa não conta com um bom sistema de transporte. Utiliza-se menos mão – de – obra. é menos burocrático. a extensão do mercado limita-se à região do local de produção. que chega a absorver a 70% dos gastos e representando cerca de 9 a 10% do preço final do produto. 2000). não .5 • As operações como carga e descarga são mais simplificadas. evitando extravios e avarias. principalmente para aumentar a competição de mercado. pois tudo. • Menor manuseio de carga. Portanto. no Brasil. • Funciona como agente facilitador da multimodalidade e da intermodalidade.

a comprometer a produtividade da empresa. com isso. para assim caminharem lado a lado com sucesso. A ineficiência no transporte de abastecimento e distribuição pode chegar. Os sistemas de tecnologia da informação também são utilizados para obter a melhor . e. a sua lucratividade. O uso eficiente da Tecnologia da Informação tornou-se vital em praticamente todos os aspectos da empresa moderna e pode significar a exata diferença entre sucesso e fracasso. As empresas do setor industrial têm no transporte um grande desafio. investindo no uso da Tecnologia da Informação. na competitividade. conseqüentemente. negativamente em seu desenvolvimento e crescimento. influenciando. que faz com que se preocupem em utilizá-lo de forma cada vez mais eficiente a fim de reduzir seus custos. na maioria das vezes. É primordial às empresas que pretendem ficar à frente de suas concorrentes. para maior controle. podendo ser este valor ainda maior quando o produto não chegar até o cliente na hora certa e em boas condições. Isto leva as empresas a buscar formas eficientes para reduzir as perdas. Portanto. terem como principal estratégia o poder dos modernos sistemas de Tecnologia da Informação para conseguir o máximo de vantagens. O papel principal da Tecnologia da Informação é o de tecnologia facilitadora. que irá gerar menores perdas. se houver uma preocupação com melhores serviços de transporte. no ganho de novos mercados. Uma empresa gasta com transporte valores que podem atingir até 10% de sua receita. inclusive na automação de processos e na gestão de sistemas. reduzir também o valor de seus produtos. os administradores de qualquer área devem entender e aprender a explorar as vantagens da tecnologia. os custos de produtos colocados em mercados mais distantes podem se tornar extremamente competitivos com aqueles de outros produtores que vendem no mesmo mercado. e atinge-se. pois cumpre muitas funções na organização. Entretanto.6 favorecendo a empresa no seu crescimento.

• Segurança contra furtos. • Programação de compra de peças. simplificar processos e analisar e gerenciar os dados dos quais depende o negócio. como por exemplo: • Elaboração de cronograma de manutenção preventiva. o transporte rodoviário no Brasil tem recebido uma constante atenção em prol de sua melhoria e aperfeiçoamento.7 comunicação. • Melhor gestão da frota. Uma prática muito comum entre as empresas. a implantação de um sistema informatizado de gestão de frotas deve ser estimulada. proporcionando vantagens como: • Combate aos roubos. • Melhoria da logística do transporte. Com o objetivo de obter essas vantagens. • Menor índice de avarias de carga. • Documentação técnica para a execução de serviços. objetivando o aperfeiçoamento. • Rastreamento de veículos e cargas. desvios de carga e acidentes de trânsito. Mediante um plano de informática bem elaborado. • Maior grau de ocupação da Frota. • Maximização da capacidade de transporte da frota utilizada. cada vez mais as empresas estão buscando na Tecnologia da Informação uma fonte eficaz . acessórios e demais produtos e gerenciamento dos respectivos estoques. sobretudo dada a sua grande importância à economia nacional. tem sido a combinação de sistemas de rastreamento dos veículos com sistemas de gestão de frotas e sistemas de roteirização de percursos. Por todas as características próprias e. pois permite ganhos de produtividade substanciais.

. desde ao transporte da matériaprima às indústrias.8 contra perdas e maior obtenção de lucros. reduzindo o preço final do produto. até o consumidor final.

É uma . ferramenta ágil e de fácil manuseio.fenix. deficiências e possíveis melhorias sugeridas a cada sistema. correções e melhorias constantemente desde sua concepção. 3. é uma ferramenta para gestão de frota de veículos. qualidades.com. com uma combinação de tecnologias em sua concepção bem equilibrada. além de várias possibilidades de expansão e melhorias.9 3 ESTUDOS DE CASOS DE SISTEMAS DE GESTÃO DE FROTAS Visando um maior esclarecimento e ilustração do assunto.br.1 SISCOVE O Software Siscove (Sistema de Controle de Veículos) encontrado em www. o sistema foi concebido com a mais nova tecnologia disponível no mercado de software e recebe atualizações. foram realizados estudos de casos onde sistemas de gestão de frotas de fabricantes distintos foram testados e comparados. o que faz dele um sistema com vários recursos interessantes disponíveis. com o objetivo de levantar e analisar pontos em comum. De acordo com o fabricante.

• Tabela de serviços. Os módulos que compõem o sistema são listados a seguir: • Cadastro de veículos. . pois veículos como máquinas agrícolas.1 Facilidades Oferecidas Neste sistema o usuário pode escolher por controlar a quilometragem ou as horas trabalhadas dos veículos. manutenções preventivas. onde é possível cadastrar serviços a serem realizados como. • Resumo de Gastos Mensais com Combustíveis e Lubrificantes. • Listagem de Gastos Mensais com Peças e Serviços por Condutor. consertos e revisões. • Controle de quilometragem ou horas trabalhadas. não possuem hodômetro (marcador de quilômetros) e sim horímetro (marcador de horas trabalhadas). • Resumo de Gastos Anuais com Combustíveis e Lubrificantes. • Cadastro de Pessoas. O sistema emite os seguintes relatórios: • Ficha Individual do Veículo. • Tarefas Diárias.10 3. • Demonstrativos de Gastos Diversos – Acumulado com Gráfico por Veículo. por exemplo. • Listagem de Gastos Mensais com Peças e Serviços. que pode ser filtrado por fornecedor ou condutor.1. por exemplo. • Controle de serviços efetuados no veículo e peças substituídas. • Listagem de Gastos Mensais com Combustíveis e Lubrificantes.

desenvolvido utilizandose a linguagem de programação Borland Delphi 7. com um restrito volume de informações. pois possui uma quantidade muito limitada. O sistema foi considerado de bom nível. com valores pré-definidos (não podem ser alterados. apenas com a restrição de funcionamento por 30 (trinta) dias.3 Análise Foi analisada uma versão demonstração do Sistema. e que somente . sendo uma equilibrada combinação. incluídos ou excluídos). tanto da linguagem de programação.11 3. pois o sistema somente oferece como combustível as opções gasolina. podendo.1. por exemplo. itens esses de significativo custo em uma frota e que merecem atenção especial no seu gerenciamento. que permite explorar vários recursos disponíveis.1. como o controle do consumo de combustíveis e pneus. como também do banco de dados. mas tornam impossível a entrada de uma informação que não esteja nesses padrões. 3. Porém.2 Problemas Encontrados Dentre os problemas encontrados podem-se destacar: • Falta de informações mais detalhadas sobre os veículos. • Oferece poucas opções de relatórios aos usuários. com todos os seus recursos disponíveis. • Existência de diversos campos de múltipla escolha nas telas do sistema. o sistema deixa a desejar quanto aos relatórios disponíveis. álcool e diesel. causar o impedimento do cadastro de um veículo que seja movido à gás natural.0 e utilizando como banco de dados o Microsoft Access 2000. que podem ajudar no momento da digitação.

ou demais empresas que necessitem gerenciar sua frota de uma forma fácil e prática. devido às tecnologias adotadas para seu desenvolvimento.1. configuração e utilização.12 apresenta resumos e listagens de gastos. É um sistema de fácil instalação. cujo objetivo é demonstrar a facilidade de uso e os recursos disponíveis no sistema. . que são de fundamental importância para a eficiente gestão de frota de veículos e que poderiam facilmente ser implementados. Pode ser recomendado seu uso a pequenos e médios frotistas. Não apresenta opções como estatísticas. 3. médias. porém que não necessite de um maior detalhamento sobre seus veículos. mas com certa carência de informações mais detalhadas sobre os veículos. projeções.4 Telas As figuras a seguir ilustram as principais telas do sistema.

Figura 2 . Nesta tela é possível lançar. data de inclusão do serviço ou peça. valor.13 Figura 1 . ano de fabricação. A figura 2 ilustra a tela de movimentação de peças e serviços. condutor do veículo. chassis. fornecedor. marcação do velocímetro (que pode ser em Quilômetros ou horas). marca.Tela de controle de movimentação de peças e serviços. potência e observações sobre o veiculo. placa. entre outros dados. número do documento referente ao serviço prestado. combustível. data de execução do serviço. data de aquisição. A figura 1 refere-se ao cadastro de veículos e engloba detalhes a respeito dos vários veículos pertencentes à frota.Tela de cadastramento dos veículos da frota. descrição do serviço executado e memorando para demais observações necessárias. tipo. cor. . Nesta tela o usuário tem a opção de lançar os detalhes do veiculo como modelo.

da CEBI (Centro Eletrônico Bancário Industrial Ltda.servidor" que permitem a sua utilização tanto em ambiente de empresas com grandes redes como em computadores individuais.14 Figura 3 . Nesta tela é possível visualizar informações acumuladas referentes a gastos como combustíveis. de apenas algumas unidades.Tela de demonstrativo de gastos diversos. ou grandes frotas compostas por centenas de veículos de diversos tipos. serviços.cebi.) encontrado em www.br. visa o gerenciamento de frotas de veículos de organizações governamentais ou particulares. O sistema foi desenvolvido segundo os princípios de aplicações "cliente . Na figura 3 é ilustrada a tela de demonstrativo de gastos diversos. de acordo com seu fabricante. sejam elas pequenas frotas.2 CEBI O Sistema de Controle da Frota de Veículos. 3. . facilitando através de gráfico ilustrativo a análise e comparação dos dados obtidos. peças e lubrificantes.com.

quilometragem. • A saída de veículo pode ser emitida com informações sobre data. entre eles o período de antecedência em que o sistema avisará o futuro vencimento da carteira de um motorista. o sistema consegue controlar a frota. Ordens de Serviços. de Combustíveis. • Emite alertas quando o veículo está próximo de atingir a quilometragem de uma revisão periódica. finalidade e observações. Veículos e . • Possui opção para bloquear o registro de saída de um veiculo se o mesmo não possuir uma autorização. Acessórios para o Veículo. Sinistros. hora. Prefixos. Peças e Acessórios. como por exemplo. Motoristas. Sendo assim. • Permite o controle do uso dos veículos por quilometragem ou por horas de uso. Manutenção Preventiva. Referências. quando a validade da carteira de habilitação do motorista está próxima e quando existe pontuação de infração de trânsito. impedindo por exemplo que se emita uma saída para um veículo que já se encontra em serviço ou que se emita uma saída de um veículo que esteja fora de operação. Parâmetros. Multas do Motorista. Alocação do Motorista e Ocorrências do Motorista.15 3. • Controles de Quilometragem. • Parametrização de diversos itens. Serviços. Pneus por veículo. Fornecedores.1 Facilidades Oferecidas Dentre as facilidades encontradas podem-se destacar: • Cadastros Tipos de Veículos. motorista.2. Autorizações de Saída. e também pode-se bloquear a emissão de autorização de saída para um veículo que esteja fora de serviço. destino. em manutenção.

. 3. • Falta de informações mais detalhadas sobre os veículos e suas partes. pois permite a centralização dessas informações em um único local. principalmente quando se deseja utilizar um Banco de Dados como o Oracle ou SQL Server.16 • Permite a inclusão de várias fotos para cada veículo com descrições.2 Problemas Encontrados Dentre os problemas encontrados podem-se destacar: • A instalação requer conhecimentos técnicos. A primeiro instante esse método aparenta ser uma medida de segurança. relatórios de custos e estatísticas. contudo pode transformar-se estar num grande transtorno caso algum usuário altere involuntariamente o conteúdo desse arquivo (dado que o mesmo precisa acessível a todos os terminais). mais completos e objetivos. • Permite cadastrar um sinistro para um veículo e ou para um motorista e incluir fotos para o mesmo. permitindo inclusive filtrar os dados desejados. Nesse arquivo ficam armazenadas todas as opções de configurações e preferências escolhidas ao instalar o sistema. numa pasta que tenha permissão de acesos de todos os usuários da rede. o sistema pode não funcionar corretamente ou até parar em toda a empresa. • Os relatórios poderiam ser melhores.CH3” que é fornecido com o instalador do programa. • Possui relatórios dos dados cadastrais.2. • É necessária a existência de um arquivo de parâmetros internos com a extensão “.

pois se trata de um sistema desenvolvido sobre a arquitetura Cliente/Servidor. que são os itens de consumo de maior valor numa frota.17 3. mas que deixa a desejar em alguns pontos por falta de informações e gestão das mesmas.3 Análise Para este trabalho foi analisada uma versão demonstração do sistema. O sistema em questão pode ser recomendado a pequenos. 3.2. porém eficiente e de fácil utilização. de acordo com as necessidades da empresa. o que gera uma maior performance e confiabilidade ao sistema e também possui a tecnologia multi-banco. caso contrário seria necessária uma personalização do mesmo. adequando assim o sistema à realidade da empresa. . com todos os seus recursos disponíveis. Trata-se de um sistema de instalação complexa. médios e até grandes frotistas. como por exemplo. Pode-se destacar no sistema a tecnologia adotada para seu desenvolvimento. que seriam muito importantes para empresas que necessitem de uma rigorosa gestão de sua frota de veículos. podendo funcionar com diversos bancos de dados.2. apenas com a restrição de uso por 30 (trinta) dias. mais informações sobre pneus e combustíveis.4 Telas A seguir são apresentadas algumas figuras que representam telas do sistema para uma melhor demonstração do mesmo. mas que não precisem de muitos detalhes sobre seus veículos.

.Tela controle de ordem de serviços. lavagem. As ordens de serviços podem ser valorizadas e enviadas para o sistema de controle de custos utilizado pela empresa. como por meio eletrônico. de combustíveis e lubrificantes e da mão de obra envolvida nos serviços que devem ser realizados. As ordens de serviços permitem o registro de peças e acessórios. A figura 4 ilustra o controle de ordem de serviços. manutenção periódica e manutenção corretiva. tanto em papel. entre outros.18 Figura 4 . que é responsável pela abertura e encerramento de ordens de serviço de abastecimento.

a quantidade de material e de mão de obra utilizados para a revisão. o tipo. o valor do hodômetro do veiculo para a revisão e ainda associar o material. Permite ao usuário informar a descrição da manutenção.19 Figura 5 . como revisões periódicas. o tipo de período. lubrificação e lavagens. . a periodicidade com uma margem de segurança. Na figura 5 é ilustrada a tela de manutenção preventiva.Tela Manutenção Preventiva. Esta tela permite o agendamento de manutenções preventivas para o veiculo.

br/gvm. lavagens. encontrado em www. Através desta tela o usuário registra cada saída de veículo. 3. permite gerenciar as diversas despesas da frota. finalidade e observações. motorista.jkvirtual. destino. como abastecimento. tempo de ausência previsto do veículo.htm. com informações sobre data. hora.3 GVM ADVANCED O Software GVM ADVANCED. pneus.com. manutenção.Tela de Registro de Quilometragem. . lubrificantes. trocas de óleo. despesas durante a viagem e multas.20 Figura 6 . quilometragem da saída e da chegada do veículo. A figura 6 ilustra a tela de registro de quilometragem. quilometragem percorrida.

• Controle sobre a quilometragem percorrida pelo veículo e sua média de consumo de combustível. trocas de óleo. trocas de óleo e lubrificantes. multas. ter uma manutenções. multas a vencer. Fornecedores. • Controle de Acessórios e Avarias existentes em cada veículo da frota. habilitações de motoristas a vencer e demais manutenções a serem efetuadas no veículo. • Controle de manutenção preventiva. Enquadramentos e Órgãos. Condutores. Fabricantes. • Gerenciamento do vencimento da habilitação do condutor. 3. evitando que a empresa contraia multas desnecessárias. e a sua correta utilização proporciona uma redução significativa dos custos da frota. • Controle dos custos com abastecimentos. o software também alerta ao usuário quanto ao vencimento de diversos itens. Acessórios. bem como dos pontos existentes na sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em virtude de infrações cometidas pelo mesmo. . trocas de óleos e lubrificações a serem efetuadas. entre eles: multas. Centro de Custo.3. lavagens.21 Além disso. De acordo com o fabricante do software. Tipos de Óleo. possibilitando a empresa estatística sobre seus motoristas quanto às infrações cometidas.1 Facilidades Oferecidas Dentre as facilidades oferecidas. pode-se destacar: • Cadastros de Veículos. Itens de Manutenção. Avarias. o sistema permite um completo gerenciamento da frota de veículos da empresa.

3. não é possível cadastrar corretamente um veículo que tenha um número de pneus superior a esse. • Deixa a desejar no quesito Relatórios. quando deve ser substituído ou reparado e evitando assim que o condutor efetue uma troca de pneu sem o conhecimento da empresa. com a restrição de cadastro de apenas 5 (cinco) veículos. oferecendo poucas opções aos usuários. pode-se destacar: • Falta de informações mais detalhadas sobre os veículos. fornecedor e período. ou seja. permitindo a empresa saber a situação de cada pneu do veículo. ou seja.22 • Gerenciamento dos custos ocorridos durante a viagem.3.2 Problemas Encontrados Dentre os problemas encontrados. refeições e adiantamentos efetuados ao condutor. sendo todos eles parametrizados. centro de custo.3 Análise Para este estudo foi Analisada uma versão de demonstração do sistema.3. . • Pouco detalhamento de informações nas telas dos sistemas. com todos os recursos disponíveis. • Controle individual dos pneus que estão sendo usados em cada veículo. com um restrito volume de informações. permitindo que o usuário informe critérios para filtragem dos dados a serem impressos. • Número máximo de pneus fixo em 20 (vinte) pneus para um veículo. 3. tais como: pedágios. • Possui relatórios por veículo. condutor.

porém que não necessite de um maior detalhamento sobre seus veículos. é gratuito. Trata-se de um sistema simples. Portanto. que é uma versão simplificada do banco de dados SQL Server criada pela Microsoft. Outra vantagem é a possibilidade de se utilizar o MSDE (Microsoft Database Engine). prática. O sistema em questão pode ser recomendado a pequenos e médios frotistas. e possibilita uma fácil migração para o SQL Server.23 Pode-se destacar no sistema a tecnologia adotada para seu desenvolvimento. não terá maiores problemas na sua troca. porém não é um sistema abrangente e completo o suficiente para empresas que necessitem de uma rigorosa gestão de sua frota de veículos. pois se trata de um sistema desenvolvido sobre a arquitetura Cliente/Servidor. . que possui a tecnologia cliente/servidor. ou demais empresas que necessitem gerenciar sua frota de uma forma fácil. se a empresa evoluir e necessitar de um banco de dados mais ‘robusto’. o que gera uma maior performance e confiabilidade ao sistema. configuração e utilização. devido ao seu baixo nível de detalhamento das informações.3. de fácil instalação.4 Telas A seguir são mostradas algumas figuras que ilustram as principais telas do sistema para uma melhor demonstração dos recursos oferecidos. 3.

Tela Manutenção. quilometragem. o condutor que irá utilizar o veículo com o combustível e o centro de custo que a empresa irá lançar os gastos com combustíveis. registrando a data.Tela Abastecimentos. Esta tela permite que sejam controlados os abastecimentos do veiculo. Figura 8 . quantidade de litros. valor por litro e valor total. . fornecedor do combustível. A figura 7 ilustra a tela de abastecimentos.24 Figura 7 .

Tela de Cadastro de Veículos. Através desta tela pode ser agendada ou registrada uma manutenção. seja corretiva ou preventiva. relação dos itens envolvidos na manutenção com quantidade. pesquisar e imprimir dados dos veículos da frota. acessórios. Permite ao usuário informar a data. fornecedor. avarias e pneus. . do veículo.25 Na figura 8 é ilustrada a tela de manutenção dos veículos. Esta tela mostra onde o usuário pode incluir. centro de custo a ser utilizado para o lançamento contábil. Essa tela possui também um local onde se pode visualizar os vínculos do veículo com condutor e centro de custo e ainda características cadastradas em outras telas como manutenções. Figura 9 . valor unitário e valor total. excluir. A figura 9 ilustra a tela de cadastro de veículos. alterar. documento referente.

26 Figura 10 .com. permitindo ao usuário um total controle sobre esse item da frota de grande consumo e custo significativamente elevado.4 H-SOFT O Software H-SOFT Controle de Frota. medidas do pneu. Esta tela controla especificamente a movimentação dos pneus dos veículos da frota.hsoft.br. de acordo com seu fabricante é uma ferramenta muito eficaz à gestão de frotas de veículos. proporcionando significativa redução de custos e aumento de eficiência. graças ao seu gerenciamento de . Na figura 10 é ilustrada a tela de movimentação de pneus. tipo de pneu e a sua posição física no veiculo. encontrado em www.Tela Movimentação de pneus. 3.

e todas as despesas de viagem envolvidas. como por exemplo: Km percorridos por dia. para facilitar a sua utilização. como carga de ida. custo por Km (custo geral). Todos os Módulos possuem relatórios. óleo e lavagens). • Controle de Viagens: Abrange os componentes de uma viagem. 3. entre outros. aumentando assim a sua lucratividade. reservas de veículos e registro de infrações de trânsito. Apresenta também uma série de gráficos comparativos. cálculos estatísticos e elaboração de gráficos.1 Facilidades Oferecidas O sistema é composto por vários módulos. combustível. custo por dia (custo geral.27 informações sobre a mesma. carga de retorno. São eles: • Controle de Movimentos: Registra as entradas e saídas dos veículos. . dentro de um período especificado. incluindo manutenção. que podem ser obtidos para um ou para um grupo de veículos selecionados.4. consumo de combustível por Km. fazendo com que a empresa utilize sua frota de veículos da melhor forma possível. • Estatísticas e Médias: Apresenta diversos valores.

4. mas com restrição de 12 horas de uso. pode causar uma sobrecarga na máquina que contém a aplicação.3 Análise Foi analisada uma versão demonstração do Sistema (versão 3.2 Problemas Encontrados Um grave problema do sistema refere-se ao seu funcionamento em rede. desperdício de hardware nas máquinas que contém os atalhos e sobrecarga no tráfego de dados pela rede da empresa.4. com todos os recursos disponíveis. O sistema pode não satisfazer plenamente médias e grandes empresas.28 3. devido à tecnologia de desenvolvimento adotada pelo fabricante não ser do tipo Cliente-Servidor. . pois com o crescimento do volume de informações manipuladas através do software. o que pode acabar comprometendo o desempenho do software e também de toda a rede da empresa. Possui uma limitada quantidade de informações e relatórios sobre a frota. Este procedimento é pouco aconselhável.0). podendo então afetar também outros sistemas que a empresa faça uso através de sua rede. ocasionando a necessidade de personalizações do sistema para poder atender a empresa de forma satisfatória. pois se for necessário (e normalmente é) seu uso em rede. Por isso se faz necessário ter o sistema e o banco de dados instalados em uma máquina e que desta máquina sejam criados atalhos para as demais máquinas. 3.

4 Telas Algumas das principais telas do sistema são ilustradas a seguir.4. . Não é aconselhável seu uso em grandes frotistas (empresas de grande porte). que de preferência não o utilize em uma rede. o sistema pode ser aconselhável a pequenas e médias empresas. 3. ou utilize de forma branda. Figura 11 -Tela de cadastro dos veículos da frota.29 Por essas razões. cujo objetivo é mostrar a facilidade de uso e os recursos disponíveis pelo mesmo. para evitar possíveis sobrecargas nos sistemas de informática da empresa. justamente pela não utilização da tecnologia Cliente-Servidor.

documentações. motoristas autorizados a utilizar o veículo. . Nesta tela é realizado o cadastramento de todos os veículos da frota e suas características físicas. valor do pneu. tendo informações de sua posição no veiculo. além da manipulação dos dados. valor por quilometro e período de utilização. tipo. quilômetros percorridos.30 Na figura 11 é ilustrada a tela de cadastro dos veículos da frota. a impressão dos dados do veículo e listagem dos Figura 12 . Esta tela permite controlar exclusivamente os pneus dos veículos da frota. veículos cadastrados. observações e ocorrências.Tela de Estatísticas de Consumo de Pneus. medidas. A figura 12 ilustra a tela de estatísticas do consumo de pneus. Permite. marca. Permite também a impressão de relatórios específicos sobre os pneus. foto do veículo.

como por exemplo o consumo de combustível e o valor por quilometro rodado. Permite que seja adicionado mais de um veiculo na análise.Tela de Consultas Estatísticas.31 Figura 13 . A figura 13 ilustra a tela de consultas estatísticas. Esta tela permite ao usuário obter estatísticas e gráficos sobre diversos itens da frota. Permite também que seja informado um período específico para a análise. possibilitando assim a comparação dos dados entre veículos diferentes. .

4. que é o único que possui um sistema de ajuda relacional. Este Sistema conta ainda com opções para que o usuário configure as cores e a figura de fundo das janelas. que necessita de conhecimentos mais específicos em informática. e por conseqüência. os demais acompanham . bem como algumas vantagens e desvantagens.1 FACILIDADE DE UTILIZAÇÃO Quanto ao quesito de facilidade de uso.32 4 ANÁLISE DOS SISTEMAS Através dos estudos de casos pode-se observar diversos pontos comuns nos sistemas analisados e também características totalmente opostas entre os mesmos. fazendo com que a sua atividade se torne menos cansativa e desgastante. podendo ser executadas mesmo por uma pessoa com poucos conhecimentos em informática. que pode ser acionado a partir de qualquer tela do sistema. trabalhando de maneira mais agradável. deixando o sistema ao seu gosto. Essa preocupação pode ser notada em maior grau no sistema HSOFT. A instalação e a configuração dos sistemas também são simples. mostrou que as empresas se preocuparam com a eficiência de operação do sistema pelos usuários. tendo como principio a praticidade e rapidez na obtenção de informações. As características comparadas são descritas a seguir. com exceção do CEBI.

O sistema SISCOVE apresenta uma combinação equilibrada. somente o H-SOFT acompanha um programa para este fim. banco este mais robusto e adequado a grande volume de informação. Já no caso de uma desinstalação. . usando banco Access. mas a empresa não tem a liberdade de escolher outros bancos a seu critério como no caso do CEBI. Entretanto. em uma análise comparativa entre os dois. simples e funcional. pois devido às formas de seu desenvolvimento antigo. da Microsoft. que o torna um pouco limitado somente no uso em empresas que movimentem uma elevada quantidade de informação da frota. que os sistemas mais bem elaborados tecnicamente. para seu funcionamento em rede se faz necessário instalar o sistema e o banco de dados em um servidor e criar atalhos nas estações. O sistema H-SOFT é o que apresenta o maior problema na questão de tecnologia adotada. enquanto que o GVM utiliza banco de dados MSDE (Microsoft Database Engine). o CEBI apresenta a maior vantagem. podendo a empresa utilizar o banco de dados mais apropriado às suas necessidades.33 manual de instruções de instalação ou programas instaladores. que tem a vantagem de ser gratuito e permite uma fácil migração para o SQL Server. utilizam a tecnologia cliente/servidor. prática essa que pode comprometer o funcionamento do software e até mesmo de toda a rede da empresa. pois também é multibanco. devido à criação de um grande volume de trafego de informações pela rede da mesma. são o CEBI e o GVM. 4.2 TECNOLOGIA ADOTADA Observa-se situações muito distintas entre os sistemas.

3 NÍVEL DE INFORMAÇÃO Ao analisar o nível de informações disponíveis. que necessitam de uma gestão rigorosa sobre sua frota. Empresas grandes ou que necessitem de um gerenciamento rigoroso da frota devem optar pelos sistemas que usam a estrutura cliente/servidor. médias. projeções e simulações. 4. constatou-se que todos os sistemas apresentaram carências. dificultando a tomada de decisões nesses casos.4 RECOMENDAÇÕES DE USO Todos os sistemas aqui analisados podem ser recomendados a pequenas e médias empresas. tais como estatísticas. Além disso. Falta de relatórios. baixo detalhamento de itens e até mesmo ausência de algumas informações importantes ocorrem em todos os sistemas.34 4. fazendo um amplo estudo a fim de levantar as informações necessárias à empresa e assim personalizar o sistema para que o mesmo possa atender por completo as necessidades da empresa. são pontos que precisam ser mais explorados pelos sistemas. que são os itens de consumo de maior valor numa frota. que não necessitem um gerenciamento avançado de sua frota. fazendo com que a personalização dos mesmos seja necessária para poder atender a empresa como um todo. outras necessidades. como o CEBI e o GVM. principalmente nos casos de combustíveis e pneus. em diversos graus. pois é necessária a utilização dos . principalmente se tratando de empresas de transporte de cargas ou passageiros. Esse problema pode ser resolvido com uma parceria entre a empresa contratante e a fornecedora do sistema.

mas no caso de uma migração terá suas opções restringidas aos bancos compatíveis com o sistema. preferencialmente. em virtude do grande volume de dados a ser manipulado nesses casos.35 benefícios oferecidos por essas tecnologias para fazer com que o sistema seja rápido e confiável. conforme a massa de dados da empresa aumentar. Entretanto. a empresa deve optar pelo sistema multibanco. pois torna-se mais fácil sua integração com os outros sistemas da empresa e também a migração para bancos mais robustos. poderá desfrutar de maior economia a primeiro instante. Fato esse muito importante e que deve ser levado em consideração na escolha do . Ainda. sistema pelo responsável da área de informática da empresa. como o CEBI. se a empresa optar pelo banco de dados gratuito do GVM.

presença de caronas. os benefícios logísticos proporcionados por saber a localização exata de cada veículo a qualquer momento. outros motivos que levam ao uso dos sistemas de rastreamento são a maior exigência dos clientes. um sistema de rastreamento de veículos. • Controle da frota em relação ao nível de combustível. muitas empresas utilizam além de um sistema de gerenciamento de frotas. De acordo com (REIS.36 5 SISTEMAS DE RASTREAMENTO DE VEÍCULOS Em busca de uma melhor gestão de frotas aliada à crescente preocupação com a segurança de seus veículos. velocidade do veiculo. . 1997). entre outros. Além da preocupação com a segurança. os sistemas de rastreamento por satélite possuem três funções básicas: • Comunicação entre a estação de controle e os veículos. temperatura do compartimento de cargas. fechamento de portas. • Localização on-line de veículos. a concorrência com outras empresas desse setor em constante expansão e sobretudo o interesse das transportadoras de oferecer serviços de melhor qualidade com custos reduzidos.

Funcionamento de sistemas de rastreamento por satélite. Fonte: (REIS. Figura 14 . Há. 1996). antes de serem retransmitidos ao usuário.37 5.1 FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS DE RASTREAMENTO A figura a seguir ilustra um esquema gráfico do funcionamento de sistemas de rastreamento por satélite. que tem a finalidade de gerenciar os dados obtidos. inicialmente. suas coordenadas devem ser transmitidas para um satélite de comunicação e só depois transferidas para uma estação terrena. carros. a coleta de sua posição através do sistema de posicionamento por satélite conhecido por GPS (Global Position System – Sistema de Posicionamento Global). a possibilidade de utilizar-se uma estação intermediaria. Para que um veículo parado ou em movimento (como caminhões. 1997). trens ou navios) seja rastreado por satélite. é preciso que haja. também. . Em seguida. para que esta envie as informações sobre o objeto ao usuário (LOPEZ. através de sistemas específicos. entre a estação terrena e o usuário.

Tem a . Assim. É composto por uma constelação de 24 (vinte e quatro) satélites que percorrem a órbita da Terra em 12 (doze) horas (REIS. terminal de mensagens. por exemplo. de um veiculo em movimento. podendo-se citar as relativas à navegação. Além disso. devido à utilização de apenas uma estação de coordenada conhecida. para que o usuário obtenha os dados precisa utilizar um computador. ocasionando erros de posicionamento. Nesse sentido tem havido grande preocupação com o aumento da precisão das distancias entre as estações e os usuários. • Determinar a velocidade. utilizam-se várias estações de referência em terra. 1997). parra correções diferenciais. degradação das medições. uma linha telefônica ou de transmissão de dados e um modem para que a comunicação possa ser estabelecida.38 O GPS é um sistema de navegação que foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América para fins militares. ou seja. • Obter informações mais exatas sobre o tempo de percurso de um veículo. ao transporte e aos sistemas de informação geográfica. finalidade de: • Localizar pontos para determinar suas posições em três dimensões na superfície terrestre ou próximo a ela. permitindo uma maior confiabilidade na medida das distancias e abrangendo uma área maior. em vez de apenas uma nos sistemas antigos. é de suma importância que os sistemas de rastreamento por satélite garantam a qualidade das informações. transmissor e receptor de sinais. principalmente em atividades que necessitam de posicionamento em tempo real. através de coordenadas do aparelho receptor. No veiculo deve ser instalado um conjunto composto de antena. com a ampliação dessa área pode ocorrer decorrelação espacial. Como o sistema de rastreamento funciona através de um sistema de satélites semelhante ao GPS. Nos sistemas antigos.

• Interior de construções. o de transportes possui importância impar.39 Ainda. existe preocupação com a vulnerabilidade do GPS a algumas interferências que podem prejudicar ou inviabilizar a captação dos seus sinais. 5. como: • Proximidade a outro veiculo com outros sinais de comunicação. há a necessidade de se entender mais sobre os custos. 1996). • Estações locais de TV ou ondas curtas. 1998) o observa dois segmentos bem fortes que estão se formando: gerenciamento de risco. • Proximidade a uma fabrica ou laboratório. o aumento da segurança e sua interface com os roteirizadores têm se constituído em grandes incentivos para as empresas adquirirem essa tecnologia. Aliado a isso. Para que haja maior aprimoramento dos sistemas de rastreamento. pois tem necessitado de controle em tempo real de suas operações. monitoramento e a segurança das frotas de caminhões. Apesar das diferenças internacionais quanto a implementação da tecnologia GPS. . Outro ponto importante em relação aos rastreadores é que os dados obtidos através dos mesmos também podem ser utilizados pelo usuário via sistema de gerenciamento de dados. especifica para aqueles que necessitam de acompanhamento freqüente das condições físicas da carga e do tempo de trajeto da frota. código de barras e internet. com foco voltado às cargas mais visadas pelos assaltantes.2 FACILIDADES OFERECIDAS Segundo (LOPEZ. Sua utilização se estende desde serviços de transportadoras para o posicionamento. em caso de uso terrestre. mais próximas. para que não ocorram irregularidades ou para que facilite o dia-a-dia dos usuários dos veículos. troca eletrônica de documentos. (PENHA. e a logística.

segundo (AUTOTRAC. • Redução das despesas com telefonemas na estrada. No Brasil. 1996). advindos dos sistemas de rastreamento por satélite: • Melhoria do serviço ao cliente. conseqüentemente. • Menor perda de tempo durante as revisões e manutenções. com grande perspectiva de acirramento da concorrência entre elas e. principalmente por estar interferindo diariamente na rotina das empresas. 1996). que é uma das principais empresas do setor no país. argumenta que há outros benefícios relevantes como: • Redução dos sinistros e roubos. • Socorro mais rápido em caso de acidentes. 1997) relaciona os seguintes benefícios intangíveis. pois com a difusão dentro do setor de transportadoras essa nova tecnologia pode contribuir diretamente para delinear os rumos da comercialização de produtos. em contrapartida. De acordo com (AUTOTRAC. alguns clientes de transportadoras também preocupados com os roubos de cargas exigem a instalação de rastreadores nos caminhões e. em média. Por outro lado. É importante que se avalie o nível de utilização dos sistemas de rastreamento por satélite nas empresas. motorista e carga. uma vez que hoje existem muitas empresas fornecedoras desses sistemas. Ainda. e compensação dos investimentos em equipamentos de rastreamento por satélite. cobririam os custos de instalação e de . • Redução das despesas com socorro e salvamento. • Aumento da segurança do veiculo. (REIS. maior proliferação de seu uso entre as transportadoras de cargas. • Melhor controle da jornada do motorista. • Aumento da eficiência operacional do veiculo.40 benefícios e limitações dessa nova tecnologia. com a maior eficiência obtida pode-se ter o retorno dos investimentos em 12 (doze) meses.

rádio. Os maiores impactos positivos causados pelo uso de sistemas de rastreamento são: • Aumento em vendas • Aumento do numero de clientes • Aumento da quantidade de serviços vendida • Melhoria do lucro operacional • Taxa de retorno do investimento • Redução do custo do serviço vendido Com o uso de sistema de rastreamento é possível integrar os dados provenientes dos rastreadores aos demais sistemas utilizados pela empresa. 5. em torno de 52%delas representavam empresas pequenas. o mesmo encontra muitas dificuldades no mercado. Os motivos que levaram as empresas à não utilizar os sistemas de rastreamento. com frota própria reduzida ou inexistente. Outras tecnologias alternativas eram usadas por 26% das transportadoras.3 DIFICULDADES DE MERCADO Pelo fato do segmento de sistemas de rastreamento por satélite estar em uma fase de crescimento e aprimoramento. 1999).visando melhorar o controle sobre todas as operações executadas e permitir que os clientes também possam interagir em tempo real com a empresa. Além disso. os altos custos para implantação dos rastreadores foram apontados por 11% das empresas como o principal motivo para não utilização de sistemas de . conforme (TIGRE. escolta e telefone celular. colhendo informações sobre a partida ou chegada de suas cargas ou mesmo o seu trajeto. contando com um grande número de empresas que ainda não fazem sua utilização.41 manutenção do sistema para viabilizar o rastreamento por satélite no transporte de seus produtos. como bip.

. Em relação ao número de empresas sem o uso dos sistemas de rastreamentos. É importante. os produtos agrícolas processados. cosméticos. portanto. com maiores riscos de roubo. os cosméticos e os produtos químicos foram transportados sem rastreamento por numero maior de empresas em relação aos outros tipos de cargas analisadas. produtos farmacêuticos. Além disso. A representatividade de cada motivo é Motivos da não utilização de Sistemas de Rastreamento Desconhecem o Sistema 11% Altos Custos 11% Tecnologias Alternativas 26% Pequenas Empresas 52% Figura 15 – Gráfico dos motivos da não utilização de sistemas de rastreamento.42 rastreamento. vestuários. enquanto aproximadamente outros 11% das transportadoras não conheciam tais sistemas. também. ressaltar que paralelamente aos segmentos mais tradicionalmente incorporados ao uso de rastreadores (equipamentos eletrônicos. ilustrada na figura 15. Observa-se maior concentração de caminhões rastreados com cargas de maior valor agregado e. houve destaque para as que transportavam carga geral.

com 48.4 SISTEMAS MAIS UTILIZADOS Os sistemas mais utilizados pelas transportadoras.43 eletrodomésticos.6% de uso. são o Omnisat. com 27. Esses dados estão ilustrados na figura 16. principalmente devido à incorporação de produtos processados. Sistemas mais utilizados no mercado Demais Empresas 24% Omnisat 48% Controlsat 28% Figura 16 – Gráfico dos sistemas mais utilizados. segundo (TIGRE. muito utilizados na agricultura em produções de grande escala. sendo a parcela restante representada pelas demais empresas do país. 5. da Schahin Cury. da Autotrac. . entre outros). o setor agrícola também teve uma participação significativa na utilização dessa nova tecnologia por satélite. 1999). medicamentos veterinários. equipamentos de informática. insumos e defensivos químicos.3% de uso e o Controlsat.

• Redução do número de funcionários. . Para isso. as seguradoras propõem alguns incentivos para que as transportadoras implantem essa nova tecnologia. • Melhoria da manutenção dos veículos. • Aumento da segurança da carga transportada. Alguns dos benefícios usufruídos pelas transportadoras com o uso dos sistemas de rastreamento por satélite: • Melhoria dos serviços ao cliente. é a pressão feita pelas seguradoras. do prazo de entrega e dos produtos transportados. • Melhoria da decisão quanto à mudança de trajetos de coletas. • Redução na ociosidade da frota. • Inclusão da carga ou caminhão no seguro. que demonstram às transportadoras a necessidade de aumentarem a segurança das cargas transportadas e minimizarem os roubos freqüentes das mercadorias mais visadas.44 Algumas empresas optam por utilizar mais de um sistema. • Rapidez no socorro de veículos quebrados. • Obtenção de informação instantânea da posição do veiculo. Outro motivo para a aquisição dos sistemas de rastreamento. • Melhoria da confiança do motorista em relação à empresa. em muitos casos. • Melhor controle do motorista. • Redução no tempo de entrega ou coleta. como por exemplo a redução de preços do seguro. • Redução de gastos com segurança. • Diminuição do numero de rotas. • Obtenção de maiores vantagens competitivas em relação às outras empresas. com o intuito de melhorar o controle de sua frota. • Redução de custos. • Melhoria da logística da empresa.

o sistema de rastreamento de veículos via celular. Utilizando tecnologia brasileira. o sistema de integração com aplicativos em Java. no mercado desde novembro de 2005. data e hora. é responsável por interagir com o sistema de rastreamento da empresa via GPRS/GSM. O celular comunica-se com a central de dados da SIM. V185 e C650 da Motorola. presidente Executivo da SIM. a nova tecnologia tem como público alvo frotistas. o lançamento está disponível para vendas nas cidades de São Paulo e Campinas. 2005). 6230 e 6600. O sistema é instalado e ativado imediatamente após a compra.45 5. interior do estado paulista. De acordo com Victor Solla. aparelhos celulares da Siemens também poderão usufruir deste sistema de rastreamento a partir de dezembro. Exclusividade da empresa. O novo sistema tem cobertura de 87% do território nacional atuando em parceira com as operadoras Claro e Tim. que captura as imagens do veículo e as envia para o celular em forma de mapa. é um dos novos negócios da empresa SIM (Sistema Integrado de Monitoramento Automotivo). Segundo ele. longitude. V220. . seguradoras e também pessoa física que busca por segurança e comodidade. bem como a velocidade desenvolvida no momento.5 RASTREAMENTO VIA CELULAR Conforme (AUTOZ. Nas informações recebidas constam latitude. Os celulares compatíveis com a nova tecnologia são os modelos Nokia 6020.

46 6 CONCLUSÕES Pode-se concluir que os sistemas de gerenciamento de frota e os sistemas de rastreamento vêm se expandindo no setor de transportes. planejamento de compra de peças e manutenções. pelo fato de permitirem à empresa saber a localização exata de cada veiculo de sua frota a qualquer instante. Em termos de recomendações para trabalhos futuros. ainda proporcionam benefícios de logística. com grande perspectiva de crescimento dado o acirramento da concorrência entre as empresas que fornecem esses sistemas e entre as transportadoras que buscam oferecer serviços de maior qualidade a seus clientes. pois além da necessidade de gerir corretamente a frota. poupando a empresa de gastos desnecessários com veículos. pode se verificar os efeitos da utilização associada de sistemas de roteirização e sistemas de gerenciamento de transportadoras. pois permite que seja efetuada a correta gestão da frota. existe também a preocupação com a segurança dos veículos e produtos transportados. . Os sistemas de rastreamento também podem ser considerados uma grande ferramenta às empresas. entre outros. possibilitando assim que o transportador tenha um maior aproveitamento do efetivo de veículos que compõe a sua frota. Além disso. Os sistemas de gerenciamento de frota têm se mostrado uma grande ferramenta de apoio às empresas.

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