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Didácticas das Tecnologias de Informação e Comunicação 2011/12

Objetos de Aprendizagem Audio-visuais
Os media assumem cada vez mais um papel central na interação educativa. O papel do professor é também cada vez mais o de orientador de aprendizagens. Vivemos numa sociedade globalizada, onde o acesso ao conhecimento se processa de diferentes meios e recursos.

Vídeo um instrumento didáctico
Parece não haver dúvida sobre a importância da utilização de vídeos didáticos em todos os níveis educacionais. Contudo, a sua utilização depende da intenção pedagógica que pode ser motivadora, informativa, expressiva, avaliadora,

investigativa, lúdica etc… A utilização educativa do vídeo é uma mais-valia nas no contexto de ensino aprendizagem quando contemplados e associados com a configuração pedagógica. No entanto, é ainda importante ter em conta que este instrumento de trabalho didático não é meramente um auxiliar de ensino, mas também uma ferramenta transformadora das relações pedagógicas. O vídeo revela grandes potencialidades e funções na educação, é simplesmente necessário que se tenha em conta diferentes variáveis tais como;    Os contextos educativos; Os objetivos curriculares; As intenções pedagógicas.

As possíveis funções de um vídeo na educação têm sido objeto de muitas e diversificadas aproximações, que permite encontrar sucessivas propostas de sistematização das suas funções educativas. É frequente que as funções deste meio audiovisual estejam interligadas e patentes em simultâneo, levando a que surja um interação de funções. Pablos e Cabero (1990) identificam as diferentes funções didácticas dos vídeo:  meio de expressão; Elisabete Lopes nº 35867

Didácticas das Tecnologias de Informação e Comunicação 2011/12      mediador de aprendizagem; instrumento de conhecimento; referência avaliadora: apoio na formação de professores; instrumento de investigação.

Funções no vídeo no ensino
O vídeo não produz efeitos por si só. Ele é a simbiose entre a criatividade na criação de recursos e o própria pessoa que o cria, neste caso, o professor. Ferrés refere que existe uma dupla crise de identidade relativamente ao vídeo: “(…) crise de identidade por parte do professor, que se sente continuamente ameaçado pelos meios. E crise de identidade dos próprios meios, sempre em conflito entre suas possibilidades expressivas reais e o uso que deles se faz na escola” Ferrés (1997) Assim, Ferrés salienta que existem várias modalidades para o vídeo, pelo que se todas são importantes, nenhuma delas é definitiva. Aponta várias funções para o vídeo, nomeadamente: Função informativa. Vídeo documento; Função motivadora. Vídeo animação; Função expressiva. Criatividade e vídeo-arte; Função avaliativa. O vídeoespelho; Função investigadora; Função lúdica. O vídeo como jogo; Função metalinguística; Interacção de funções. Contudo, o vídeo não é um competidor do professor, ele “(…) pode converter-se num excelente aliado” Ferrés (1997), pois pode “(…) libertar o professor das tarefas mais servis, permitindo-lhe ser sobretudo um pedagogo e educador (…)” . Embora se reconheçam virtudes às tecnologias, na mediação da transformação da informação em conhecimento, o professor será sempre essencial.

Como explorar um recurso de vídeo?

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Didácticas das Tecnologias de Informação e Comunicação 2011/12 A exploração de um recurso vídeo pode ser feita de várias maneiras, uma vez que, o próprio recurso em si, pode também ter princípios e/ou objetivos diferenciados. Até porque, se a exploração fosse sempre feita do mesmo modo, o uso destes recursos cairia numa monotonia crescente, em que o próprio processo perderia a sua eficácia. Segundo Ferrés, para a exploração didática de videogramas em sala de aula, facilmente percebemos que o autor defende a criação de quatro momentos encadeados para a exploração do documento: (1) preparação antecipada; (2) introdução prévia; (3) visionamento; (4) depois do visionamento. Por último, Ferrés defende, ainda, que existe uma última etapa, dentro do após visionamento, que consiste na pesquisa e recapitulação, onde os alunos continuam o trabalho crítico, pesquisando, sintetizando e testando as aprendizagens. Esta etapa pode e deve ser dinamizada, em aulas subsequentes mas também a média prazo.

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Instrumento de observação e análise de imagens "móveis"

Sinopse: Madagascar conta a história de um grupo de animais que vivem uma vida cheia de regalias no Zoológico do Central park de Nova York. Tudo vai muito bem, até quando um dos animais desaparece, e os outros fogem do zoológico para encontra-lo. Depois de criarem um grande tumulto na cidade, um grupo de defensores dos direitos dos animais, resolvem mandar os bichos de volta pra África, e um acidente no meio do caminho faz os animais chegarem até a ilha de Madagascar. Agora, os bichos terão que se adaptar ao ambiente selvagem, totalmente diferente da boa vida que levavam no zoológico. Público alvo: Crianças do 2º ano de escolaridade Objetivos Observar e identificar alguns animais mais comuns existentes no ambiente próximo: Animais selvagens; Reconhecer diferentes ambientes onde vivem os animais (terra, água, ar);

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Didácticas das Tecnologias de Informação e Comunicação 2011/12 Reconhecer características externas de alguns animais (corpo coberto de penas, pêlos, escamas, bico, garras…); Comparar e classificar animais segundo as suas características externas e modo de vida.

Competências Visualizar o vídeo com atenção para reter aspectos importantes dos animais selvagens; Reconstituir e relacionar momentos essenciais do filme; Identificar os diferentes habitats do animais, Reconhecer as características externas dos animais.

Atividades e metodologias 1ª sessão (90 m) – Preparação para o visionamento do filme: 1. Breve introdução ao tema com um diálogo interactivo com os alunos sobre as caraterísticas dos animais selvagens; 2. Discussão sobre o meio ambiente onde vivem, modo de vida, revestimento do corpo e como se deslocam; 3. Num cartaz ilustrado com características de habitat selvagens, os alunos colam nos diferentes os animais; 4. Preenchimento da grela 1.

2ª sessão (90 m) – visionamento durante o filme: 1. Dialogo com os alunos sobre o filme: breve apresentação (titulo, autoria, género): como vivem os animais selvagens no mundo real, 2. Interrupção para preenchimento da grelha 2.

3ª sessão ( 90 m) – Depois do visionamento do filme: a) Discussão sobre o filme; b) Preenchimento de uma grelha 3.

Grelha para Observação do filme Madagascar
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Durante o Filme… Grelha 1

Desenha animais com: O corpo revestido de pêlo

O corpo revestido de escamas

Pele nua

Grelha para Observação do filme Madagascar
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Durante o Filme… Grelha 2

Identifica as personagens do filme

Menciona os animais selvagens do filme

Na terra

Dos animais que viste no filme Identifica os animais que vivem

Na água

Que se deslocam no ar Grelha para Observação do filme Madagascar Elisabete Lopes nº 35867

Didácticas das Tecnologias de Informação e Comunicação 2011/12 Depois do Filme… Grelha 3

Porque saíram os animais do jardim zoológico?

O que aconteceu aos animais?

O que aprendi com este filme.

O que mais gostei.

Darias outro final ao filme?

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Bibliografia
CABERO, Julio (1990). Análisis de médios de enseñanza: Aportaciones para su selección, FERRÉS, Joan (1997). Vídeo y educación. Barcelona: Editora Laia.

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