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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIENCIAS EXATAS E DA NATUREZA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DISCIPLINA: INT.

AOS MÉTODOS INSTRUMENTAIS EXPERIMENTAIS PROFESSOR: MÁRIO CÉSAR UGULINO

AULA PRÁTICA Nº 03 ESPECTROFOTOMETRIA DE ABSORÇÃO MOLECULAR UV-VIS: Determinação de Fe (II) usando 1,10-Fenantrolina como reagente complexante. Comparação entre métodos.

GRUPO: Iran Ferreira Matriculas: 10811361 Frederico Bezerra 10811348 Gilmar Feliciano 10811365 Josueliton Cavalcante 10721380 Eduardo Fernandes 11128348

Sumário
INTRODUÇÃO........................................................................................................................................ 1 INSTRUMENTAÇÃO .............................................................................................................................. 2 CALIBRAÇÃO COM PADRÃO EXTERNO ............................................................................................ 2 SENSIBILIDADE E LIMITE DE DETECÇÃO ....................................................................................... 2 OBJETIVOS ............................................................................................................................................ 3 REAGENTES E MATERIAIS................................................................................................................... 3 PROCEDIMENTOS ................................................................................................................................ 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................................................... 4 CONCLUSÃO.......................................................................................................................................... 6 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................... 6 ANEXOS .................................................................................................................................................. 6 Preparo da solução estoque de Fe (II) 125 mg/ L................................................................................... 6 Preparo das soluções padrão externo de Fe (II) – 2,0; 4,0; 6,0; 8,0 e 10 mg/ L .................................... 6

INTRODUÇÃO

A luz que incide em determinada substância pode sofrer reflexão, refração, espalhamento ou absorção por parte do material e pode haver ou não uma parte da radiação que não sofre nenhum desses processos e o atravessa (é transmitida). A absorção ocorre em nível molecular. Uma característica das moléculas é possuir níveis de energia quantizados, os quais podem ser ocupados pelos elétrons. Na radiação luminosa o valor da energia depende do seu comprimento de onda. Quando a energia que a luz transporta é igual à diferença entre dois níveis energéticos, ocorre a absorção, de modo que a energia da radiação é transferida para a molécula (1). Diferentes substâncias absorvem de forma distinta a radiação de um determinado comprimento de onda, possuindo o chamado espectro de absorção característico. Tal diferença entre os espectros de absorção permite a identificação das substâncias pela análise da medida da intensidade de luz que atravessa a amostra, bem como a quantidade em que elas estão presentes em determinada solução. Para encontrar uma concentração, deseja-se medir a luz absorvida, então se deve ajustar o equipamento emissor de modo que incida sobre a amostra apenas a luz absorvida por ela, excluindo-se os demais comprimentos de onda. Dessa forma, o que o receptor realmente mede é a parte da luz que consegue passar, a que é transmitida (2). Um método espectrofotométrico de análise envolve a interação da radiação eletromagnética com a matéria. As regiões mais comuns do espectro eletro magnético, usadas na análise de substâncias químicas são as UV, IV e VISÍVEL. Esta última cobrindo um intervalo de 400 a 700 nm em comprimento de onda. A absorção depende da natureza do meio, do percurso óptico, do comprimento de onda dos fótons incidentes e da concentração dos compostos absorventes. Lambert, por volta de 1760, estudou a transmissão de luz por sólidos homogêneos. Beer em 1852 estendeu o trabalho de Lambert ao estudo de soluções. As conclusões dos pesquisadores mostram a relação entre a intensidade da radiação incidente, I0, e a intensidade transmitida, It, a concentração do composto absorvente, C e a espessura do meio, b, esta relação é a lei de Beer-Lambert: 1) ( )

Onde A é chamada absorbância e a é o coeficiente de absorção por mol, o qual depende da natureza absorvente e do comprimento de onda. O fator I0/ It é denominado transmitância, T, e relaciona-se com a absorbância da seguinte forma: 2) ( )

Como a absorção molar é uma função do comprimento de onda da radiação incidente, a transmitância e a absorbância são grandezas que variam com o comprimento de onda. Quantitativamente a absorbância de uma solução é, geralmente, estudada no comprimento de onda de maior absorbância. Para determinar tal comprimento de onda, tira-se o espectro (Absorbância versus comprimento de onda) e observa-se em que comprimento de onda a absorbância é maior.

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INSTRUMENTAÇÃO

Os instrumentos utilizados para a determinação quantitativa de espécies absorventes de radiação são diversos, mas o funcionamento de tais aparelhos pode ser dividido em duas classes os aparelhos de varredura e os aparelhos de filtro. Sendo os aparelhos que trabalham no sistema de varredura mais confiáveis que os de filtro, visto que estes últimos operam em apenas um comprimento de onda, o qual é especificado pelo operador antes do início da análise. O comprimento de onda a ser escolhido para a realização de determinada análise, cujo intuito é a quantificação confiável de algum analito presente na amostra, deve ser aquele em que ocorra o máximo de absorção do analito. Esta condição garante que não ocorram desvios na quantificação. Em qualquer outro comprimento de onda da radiação que não aquele correspondente ao máximo de absorção, ocorrerão possíveis desvios da lei de Beer- Lambert, resultando em uma quantificação imprecisa e inexata.

CALIBRAÇÃO COM PADRÃO EXTERNO

Padrões externos são utilizados para calibrar instrumentos e procedimentos quando não há efeitos de interferência de componentes da matriz na solução do analito. Uma série desses padrões externos contendo o analito em concentrações conhecidas é preparada. A calibração é realizada obtendo-se o sinal de resposta (absorbância, altura do pico, área do pico) como uma função da concentração conhecida do analito. Uma curva de calibração é preparada colocando-se os dados em forma de gráfico ou ajustando-os por meio de uma equação matemática adequada, como a relação linear utilizada no método dos mínimos quadrados. Então a concentração do analito na amostra original é calculada a partir de c d pela aplicação dos fatores de diluição apropriados decorrentes das etapas de preparação da amostra (SKOOG, WEST, HOLLER, & CROUCH).

SENSIBILIDADE E LIMITE DE DETECÇÃO

A definição mais frequentemente utilizada de sensibilidade é a sensibilidade da calibração, ou a variação no sinal de resposta pela variação da concentração do analito. A sensibilidade da calibração é, portanto, a inclinação da curva de calibração. Se a curva de calibração for linear, a sensibilidade será constante e independente da concentração. Se a curva de calibração não for linear, a sensibilidade variará com a concentração e não tem um valor único. A sensibilidade da calibração não indica quais as diferenças de concentração que podem ser detectadas. O ruído presente nos sinais de resposta precisa ser considerado a fim de que se possa expressar quantitativamente as diferenças passíveis de serem detectadas. Por essa razão, algumas vezes o termo sensibilidade analítica é utilizado. A sensibilidade analítica é a razão entre a inclinação da curva de calibração e o desvio padrão do sinal analítico a uma dada concentração do analito. A sensibilidade analítica é, geralmente, fortemente dependente da concentração. O limite de detecção (LD) é a menor concentração que pode ser distinguida com certo nível de confiança. Toda técnica analítica tem um limite de detecção. Para os métodos que empregam uma curva de calibração, o limite de detecção é definido como a
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concentração analítica que gera uma resposta com um fator de confiança k superior ao desvio padrão do branco, Sb, o limite de detecção de uma análise é dado por: 3) Onde m é a sensibilidade da calibração, o coeficiente angular, no caso de uma reta (SKOOG, WEST, HOLLER, & CROUCH).

OBJETIVOS

Determinar a sensibilidade de dois aparelhos utilizados em espectrometria molecular UV-VIS. Sendo uma aparelho de filtro MICRONAL e um aparelho de varredura hp, ambos usados em um comprimento de onda fixado.

REAGENTES E MATERIAIS

Materiais       Erlenmeyers Pipetas graduadas e volumétricas Béqueres Balões volumétricos Cubetas de quartzo Espectrofotômetros UV-VIS MICRONAL e hp.

Reagentes        100 mL de solução 0,25% de 1,10 - fenantrolina. 250 mL de solução de Fe SO4 a 125 mg / L. 100 mL de solução de NaCH3COO a 2 mol/ L. Soluções padrões de Fe (II) de concentrações 2,0; 4,0; 6,0; 8,0 e 10 mg/ L. Soluções problema A e B são água da torneira e água deionizada, respectivamente. Solução padrão de branco (água destilada). Devido ao fato de as soluções de fenantrolina e acetato de sódio terem sido preparadas previamente, serão expostos aqui (Anexos) apenas os dados e cálculos utilizados na preparação da solução estoque e dos padrões de FeSO4.

PROCEDIMENTOS

Foram preparadas as soluções estoque e padrões de FeSO4 (Anexos). Com os padrões preparados, utilizou-se uma pipeta volumétrica de 50 mL transferiu-se a solução padrão de 2,0 ppm de Fe(II) para um erlenmeyer, após esta etapa foram adicionados 0,3 mL de acetato

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de sódio e 4 mL de fenantrolina. O processo fora repetido para as outras soluções padrão e para as amostras A e B. Os padrões e as amostras foram analisados no aparelho MICRONAL e no hp, os valores obtidos de absorbância nos dois aparelhos foram anotados. Por fim os valores obtidos de absorbância, dos padrões, foram relacionados com a concentração dos mesmos de modo a obter-se a curva de calibração e com esta calcular as concentrações das amostras problema A e B, de acordo com os dados fornecidos pelos dois aparelhos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores obtidos para a absorbância e concentração das soluções padrão de Fe (II), bem como os valores de absorbância das amostras problema, obtidos em ambos os aparelhos são mostrados na Tabela 1. Tabela 1 – Absorbância das soluções padrão e problema, obtidos nos aparelhos utilizados e a concentração fixadas das soluções padrão. Absorbância Soluções [Fe(II)] (mg/ L) hp Micronal 2 0,32524 0,32 p1 4 0,65549 0,619 p2 6 0,97774 0,879 p3 8 1,2746 1,081 p4 10 1,5954 1,24 p5 2,02E-02 0,006 A Amostras 1,72E-03 0 B Os valores de absorbância para cada uma das soluções padrão, obtidas nos aparelhos MICRONAL e hp, foram utilizados na construção do gráfico de absorbância versus concentração. Os gráficos obtidos (curvas de calibração) para os dois aparelhos são mostrados na Figura 1.

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1,6 1,4 1,2

Absorb. hp Linear Fit of Absorb. hp

1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6

1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 2 4 6 8 10

Absorb. MICRONAL Linear Fit of Absorb. MICRONAL

0,4 0,2

[Fe(II)] (mg/ L)

Figura 1 – Gráficos de absorbância Vs concentração, obtidos com os aparelhos MICRONAL e hp. A equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados bem como os valores de R2 para os aparelhos MICRONAL e hp, são mostradas abaixo. MICRONAL [ ( )]

Hp

[

( )]

Segundo as fontes consultadas, a melhor curva de calibração fora a obtida com o aparelho hp, visto que a mesma apresenta um maior valor de coeficiente angular (SKOOG, WEST, HOLLER, & CROUCH). As concentrações das soluções problema foram calculadas utilizando-se os valores das duas curvas de calibração. A Tabela 2 mostra os valores obtidos. Os resultados se mostraram interessantes, porém dentro da expectativa, principalmente para o aparelho hp, cujo valor negativo fora encontrado apenas para a concentração da amostra B. Isto mostra a importância de se escolher o branco da análise de forma adequada, neste estudo o branco adotado fora a água destilada, logo o valor da absorbância para a amostra B, obtida com o aparelho hp, caiu muito abaixo do valor mínimo estipulado pela curva de calibração, que é o valor do coeficiente linear. Para os valores calculados a partir da curva de calibração resultante das análises com o aparelho MICRONAL ambos os valore, A e B foram negativos, o que ressalta a deficiência do aparelho para determinações quantitativas.

Absorb. MICRONAL

Absorb. hp

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Tabela 2 – Valores calculados para as soluções problema A e B, utilizando o método da curva de calibração. Concentração das Soluções problema Amostra hp MICRONAL 0,014749636 -1,139878367 A -0,102234602 -1,19200695 B

CONCLUSÃO   

O aparelho hp mostra uma sensibilidade maior para a quantificação; O branco utilizado na calibração do aparelho deve apresentar a menor quantidade possível do analito; Os valores negativos das concentrações das amostras problema, são devidos aos valores dos coeficientes lineares das duas curvas de calibração.

BIBLIOGRAFIA
1. (s.d.). Acesso em 28 de abril de http://plato.if.usp.br/~fap0181d/texts/espectro-2006.pdf 2012, disponível em

2. (s.d.). Acesso em 28 de abril de 2012, http://www.ifrj.edu.br/aluno/a/instrumental/espectrofotometria.pdf

disponível

em

SKOOG, WEST, HOLLER, & CROUCH. (s.d.). Fundamentos de Química Analítica. Thomson.

ANEXOS

Preparo da solução estoque de Fe (II) 125 mg/ L A solução estoque de Fe (II) foi preparada pesando-se 0,1558 g de FeSO4 . 7H2O que foi então dissolvido em um pouco de água destilada com 2,5 mL de H2SO4, a solução foi então transferida para um balão volumétrico e adicionou-se água destilada até que se completasse o volume de 250 mL de solução. Preparo das soluções padrão externo de Fe (II) – 2,0; 4,0; 6,0; 8,0 e 10 mg/ L Partindo da solução estoque de Fe (II), preparada na etapa anterior foram calculados os volumes das alíquotas a serem retirados da solução inicial para que o preparo das soluções estoque pudesse ser realizado. Os cálculos usados foram apenas de diluição de solução, para

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evitar repetição de cálculos será mostrado aqui o procedimento de preparo apenas da solução padrão 2,0 mg/ L de Fe (II) partindo da solução estoque 125 mg/ L. Nessa etapa fora utilizado o conhecido cálculo para preparo de soluções por diluição de uma solução de concentração conhecida. 1 - A) Onde C1 é a concentração em mg/ L da solução estoque, V1 é o volume da alíquota a ser retirado da solução estoque, C2 é a concentração da solução padrão em mg/ L e V2 é o volume desejado para a solução padrão. Aqui V2 foi de 50 mL para todos os padrões, C1 fora 125 mg/ L e C2 fora 2, 4, 6, 8 e 10 mg/ L. Para o primeiro padrão C2 = 2,0 mg/ L, logo, o rearranjo da equação (1) nos leva a, ( ) 2 - A) A substituição dos valores conhecidos de C1, C2 e V2 nos fornece o valor de V1. ( )

Os cálculos adotados para o preparo dos padrões restantes são idênticos ao mostrado aqui. Os valores dos volumes das alíquotas necessários para o preparo dos padrões são mostrados em vermelho na Tabela 1A. Tabela 1A – Valores calculados para o volume das alíquotas utilizados no preparo dos padrões de Fe (II).
C1 (mg/ L) 125 125 125 125 125 Preparo dos padrões V1 (L) C2 (mg/ L) 0,008 2 0,016 4 0,024 6 0,032 8 0,04 10 V2 (L) 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5

Com uma pipeta graduada, de volume compatível com o da alíquota, retirou-se a quantidade necessária para o preparo da solução padrão, que no caso do padrão 2,0 mg/ L fora de 8 mL da solução estoque o volume da alíquota foi transferido para um balão volumétrico de 50 mL e o volume foi completado até a aferição no menisco. O procedimento de preparo do restante das soluções padrão foi o mesmo descrito aqui.

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