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Extinção e Habituação

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Titulo em cabeçalho: Habituação no Condicionamento

Extinção e Habituação no Condicionamento de 2ª Ordem André Leandro nº. 20084176 Isabel Branco nº. 20082844 Rogério Ramos nº. 20084411 Sandra Lemos nº 20080483

Turma 2N2

Coordenador: Mestre Miguel Gallego Alvarez Docente: Mestre Ana Mafalda do Rêgo Barreto de Almeida Bruno Departamento de Psicologia Unidade Curricular de Psicologia da Aprendizagem Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia Junho, 2010

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Resumo O presente trabalho visa a demonstração experimental do paradigma do condicionamento de 2ª ordem através da transferência de aprendizagem associativa prévia, para estímulos novos arbitrários, tendo como estratégia a comparação dos efeitos da Extinção e da Habituação na eliminação do condicionamento de 2ª ordem. As condições foram estabelecidas em simulação laboratorial com uma amostra virtual constituída por quatro ratos, designados por sujeitos 1, 2, 3 e 4, previamente treinados sob um programa de Reforço de Razão Variável 25. Esperava-se que os fenómenos da Extinção e da Habituação fossem dificultados nos sujeitos submetidos a dois condicionamentos de seguida devido à maior força biológica e à força associativa interestímulos, tendo os resultados obtidos confirmado esta hipótese.

Palavras chave: condicionamento de 2ª ordem, extinção, habituação, força biológica, força associativa

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Extinção e Habituação no Condicionamento de 2ª Ordem Desde sempre que o homem é fascinado pelo tempo, essa metáfora que se expressa num continuum ad-eternum indomável e irreversível, desde o nascimento até à morte. Não há como voltar ao dia de ontem e nem com todos os relógios da ansiedade conseguiríamos antecipar o dia de amanhã. Contudo, há no ser humano um dispositivo capaz de mudar o sentido das engrenagens do mundo e trazer de volta o particípio passado das vivências: esse dispositivo é a memória, um construto que habita nas engrenagens do tempo e que devolve ao ser humano o sentido da identidade, permitindo-lhe manipular, no presente, as representações memorizadas do passado, e decidir o seu futuro, modelando novas criações através de novas recombinações (Damásio, 1995). Num mundo imerso em estímulos, é tão vital para a sobrevivência não só a capacidade de lembrar, como a de esquecer, sendo a atenção a grande gestora deste equilíbrio ao permitir, através dela, que um organismo processe apenas os estímulos relevantes em detrimento dos que não acrescentam valor ou utilidade para a sua vida (Feldman, 2007). Ebbinghaus, em 1885, traçou a curva clássica do esquecimento através da evocação de uma lista de sílabas sem sentido, tendo concluído que ao fim de meia hora de aprendizagem apenas recordava pouco menos de 60% das sílabas e, dois dias depois, apenas 20%, tendo defendido que a aprendizagem e a memória estão relacionadas e que à medida que aumenta o esquecimento, diminui a recordação (Kendler, 1978). A aprendizagem consiste numa adaptação do comportamento, relativamente estável, que resulta da experiência de um sujeito com o meio (Domjan & Burkhard, 1999). No funcionamento da memória concorrem três processos cognitivos: a codificação, que depende da atenção, o armazenamento e a recuperação (Feldman, 2007). A

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codificação consiste no registo inicial da informação, sendo categorizada por três leis de associação - contiguidade, semelhança e contraste – e tem uma relação forte com a experiência do sujeito para permitir o reconhecimento da informação como familiar ou estranha (Caldas, 2000). O armazenamento salva e retém a informação para utilização futura, estando neste processo envolvidos três sistemas de memória: a sensorial, com capacidade fugaz de armazenamento (dura um instante), a memória de curto prazo, com capacidade até 30 segundos e, finalmente, a memória de longo prazo, que armazena todas as informações revestidas de significado, de forma relativamente permanente e com capacidade quase ilimitada (Feldman, 2007); A recuperação é o processo cognitivo pelo qual a informação, guardada na memória de longo prazo, é disponibilizada quando necessário (Feldman, 2007). Um organismo aprende o que vai sendo, estando a experiência e a aprendizagem nas lentes da psicologia quando se tenta explicar o comportamento humano (Kendler, 1978). Por vezes, a “olho nu”, são subtis as fronteiras que separam um comportamento influenciado de um comportamento aprendido pela experiência (Feldman, 2007). A alteração de um comportamento ou desempenho constitui-se concomitantemente a partir de duas ordens de factores: por um lado, uma dimensão ontogénica associada à maturação e, por outro, uma dimensão cognitiva em que a aquisição da aprendizagem ocorre a partir da forma como cada organismo integra, processa e responde subjectivamente aos estímulos ambientais (Feldman, 2007). Um outro modo de explicar um comportamento aprendido é estudá-lo na sua forma mais simples: a aprendizagem associativa através do condicionamento por associação estímulo-resposta (S-R), explicativo da formação, fortalecimento e enfraquecimento, cujo mentor foi o fisiólogo Ivan Pavlov, que na década de 1920 criou um método experimental

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denominado condicionamento clássico (Kendler, 1978). A sua experiência base consistiu em monitorizar as reacções fisiológicas de um cão, medidas pela produção salivar, à medida que gradualmente o ía submetendo a determinadas situações, tendo concluido que um organismo aprende por associação de estímulos (Gleitman, Fridlund, & Reisberg, 2007). A partir dos fenómenos observados nascem os conceitos de resposta incondicionada (RI), estímulo incondicionado (EI), estímulo condicionado (EC), e ainda a resposta condicionada (RC), (Feldman, 2007). Outros comportamentos foram explicados a partir dos conceitos de habituação e de extinção, semelhantes por em ambos se observar a repetição de um estímulo, mas diferentes porque, na extinção, o estímulo é um EC, mas na habituação não é (Domjan & Burkhard, 1999). O condicionamento de 2ª ordem consiste num processo de aprendizagem associativa em que um estímulo condicionado EC1 passa a EI para se emparelhar a um estímulo novo (EC2) e provocar uma RC. Para Domjan & Burkhard (1999), há dois possíveis mecanismos de aprendizagem neste tipo de condicionamento: ou por EstímuloEstímulo (E-E), em que a RC é provocada pelo EC1, ou por Estímulo-Resposta (E-R), em que a RC é directamente provocada pelo EC2. As características de intensidade, complexidade e de novidade dos dois estímulos, a sua força associativa e a força biológica de cada um deles ditarão a ocorrência de um ou outro mecanismo. Para Kendler (1978), o princípio do reforço depende de alguma forma do EI: a RC é adquirida quando o EI entra em acção e a sua Extinção ocorre pela perda gradual da força associativa (EC-EI), quando um organismo é exposto ao EC sem o EI durante uma série de provas sucessivas. Os fenómenos da Extinção de um comportamento aprendido e da Habituação ao EI, no condicionamento de 2ª ordem, podem ser respectivamente explicados, a partir da “Hipótese da Redução do EC” e da “Hipótese da redução do EI”, conforme defendem

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Domjan & Burkhard (1999): quanto mais vezes se condicionar o EC, menos potente se vai tornando a força associativa com o EI e os aumentos da RC vão sendo progressivamente menores, até à Extinção da aprendizagem; a Habituação ao EI ocorre quando, ao longo dos sucessivos ensaios o EI vai perdendo eficácia na produção do condicionamento, provocando a Habituação do organismo ao EI, eliminando o condicionamento de 2ª ordem. O presente trabalho pretende demonstrar o paradigma do condicionamento de 2ª ordem, através da transferência de aprendizagem associativa prévia (ECRC) para estímulos arbitrários novos (EC2 + EC1RC), esperando que os resultados obtidos comprovem os efeitos da Extinção e da Habituação neste tipo de condicionamento. Assim, espera-se que as manipulações impostas em cada condição experimental conduzam os sujeitos 1 e 2 à Extinção, e os sujeitos 2 e 3 à Habituação.

Método Sujeitos Quatro ratos virtuais previamente treinados a pressionar a alavanca, sobre um programa de Reforço de Razão Variável 25. Material Foi utilizado um computador que contém um programa informático, o rato Virtual Sniffy Pro 2.0, que consiste numa simulação laboratorial. É constituído por uma câmara operante, contendo um compartimento provido de uma alavanca, um dispositivo de som, outro de luz, uma base que estimula choques eléctricos com intensidades várias e, ainda, um bebedouro.

Procedimento

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O procedimento experimental baseou-se em sessões por estágios no paradigma da Resposta Emocional Condicionada, efectuados em quatro ratos virtuais, denominados sujeito 1, sujeito 2, sujeito 3 e sujeito 4. Para cada um deles, foram aplicados quatro estágios. Os sujeitos 1 e 2 foram submetidos às condições experimentais da Extinção do EC1 e os sujeitos 3 e 4 às da Habituação do EI. Sujeito 1 Estágio I – Na caixa de diálogo fixou-se 40 vezes SomM + ChoqueM - o tom de intensidade média foi pareado ao choque de intensidade média, com vista ao condicionamento de primeira ordem. Estágio II – Fixou-se 5 vezes LuzM + SomM – a luz de intensidade média foi pareada ao som de intensidade média, a fim de estabelecer o condicionamento de segunda ordem. Estágio III – Fixou-se 40 vezes SomM + Nada – o som de intensidade média não foi pareado a nenhum estímulo, com vista à extinção da resposta condicionada de primeira ordem. Estágio IV – Fixou-se 2 vezes SomM + Nada – fixou-se 2 vezes LuzM + Nada. Sujeito 2 Estágio I – Na caixa de diálogo fixou-se 40 vezes SomM + ChoqueM. Estágio II – Fixou-se 40 vezes SomM + Nada. Estágio III – Fixou-se 5 vezes LuzM + SomM. Estágio IV – Fixou-se 2 vezes SomM + Nada – fixou-se 2 vezes LuzM + Nada. Sujeito 3 Estágio I – Na caixa de diálogo fixou-se 40 vezes SomM + ChoqueM - o tom de intensidade média foi pareado ao choque de intensidade média, visando o condicionamento de primeira ordem.

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Estágio II – Fixou-se 5 vezes SomM +LuzM – o som de intensidade média foi pareado à luz de intensidade média, a fim de estabelecer o condicionamento de segunda ordem. Estágio III – Fixou-se 5vezes Nada + ChoqueL – nenhum estímulo foi pareado ao choque de baixa intensidade, com vista à habituação da resposta condicionada de primeira ordem. Estágio IV – Fixou-se 2 vezes SomM + Nada – fixou-se 2 vezes LuzM + Nada. Sujeito 4 Estágio I – Na caixa de diálogo fixou-se 40 vezes SomM + ChoqueM. Estágio II – Fixou-se 5 vezes SomM +LuzM – o som de intensidade média foi pareado à luz de intensidade média, a fim de estabelecer o condicionamento de segunda ordem. Estágio III – Fixou-se 5vezes Nada + ChoqueL – nenhum estímulo foi pareado ao choque de baixa intensidade, com vista à habituação da resposta condicionada de primeira ordem. Estágio IV – Fixou-se 2 vezes SomM + Nada – fixou-se 2 vezes LuzM + Nada. Após efectuadas todas as experiências com os quatro sujeitos, procedeu-se à passagem dos resultados para o programa Excel. Foram calculadas as médias da seguinte forma: no estágio I, de 10 em 10 tentativas; no estágio II, a média das 5 tentativas; no estágio III, a média de 10 em 10 tentativas; no estágio IV, a média das 2 tentativas. Desta forma, elaborou-se um gráfico, para cada sujeito, tendo sido transportado para o programa Word.

Resultados

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Tabela 1 - Design experimental Experiência 1- Extinção (Sujeito 1)

Condições Experimentai s 1 Extinção EC1 2
40: SomM 5: LuzM

Fases / Tratamentos Sujs. I II III Teste

- SomM

40: SomM

– Nada

40: SomM

– Nada

5: LuzM

- SomM
2: SomM

– Nada Nada

3 Habituação EI 4

ChoqueM

5: LuzM

- SomM

5: Nada

–ChoqueL

2: LuzM

5: Nada ChoqueL


5: LuzM

- SomM

Tabela 2 – Supressão condicionada

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Tabela 3 – CS Response Strengh

Gráfico 1 - Acumulative record

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Gráfico 2 - Gráfico com os valores médios (fic. Excel)

S ujeito 1
0,6 0,5 0,4 0,3 0,2

Luz (10)

Som (11)

o ã s r p u S e c i d n I

0,1 0 1 2 fa e 1 s 3 4 5 6 7 8 9 fa e 3 s 10 11 fa e 2 s

Teste

Experiência 2 – Extinção (Sujeito 2) Tabela 4 – Supressão condicionada

Tabela 5 – CS Response Strengh

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Gráfico 3 – Acumulative record

Gráfico 4 – Gráfico com os valores médios (fic. Excel)

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S ujeito 2
0,6 0,5 0,4 0,3 0,2

Luz (11)

Som (12)

o ã s r p u S e c i d n I

0,1 0 1 2 fa e 1 s 3 4 5 6 fa e 2 s 7 8 9 10 fa e 3 s 11 12

Teste

Experiência 3 – Habituação (Sujeito 3) Tabela 6 - Supressão condicionada

Tabela 7 - CS Response Strengh

Gráfico 5 – Acumulative record

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Gráfico 6 - Gráfico com os valores médios (fic. Excel

S ujeito 3
0,5 0,45 0,4 0,35 0,3 0,25 0,2 0,15 0,1 0,05 0 1 2 fa e 1 s 3 4 fa e 2 s 5 6 7 fa e 3 s 8 9

Luz (8)

Som (9)

o ã s r p u S e c i d n I

Teste

Experiência 4 – Habituação (sujeito 3)

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Tabela 8 - Supressão condicionada

Tabela 9 - CS Response Strengh

Gráfico 7 - Acumulative record

Luz (8) Extinção e Habituação 16

Gráfico 8 - Gráfico com os valores médios (fic. Excel)

S ujeito 4
0,6 0,5 0,4 0,3 0,2

Luz (8)

Som (9)

o ã s r p u S e c i d n I

0,1 0 1 2 fase 1 3 4 5 fase 2 6 7 fase3 8 9

Teste

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DISCUSSÃO As condições experimentais foram os quatro modelos associativos para o condicionamento clássico. Para os sujeitos 1 e 2 foram testadas a Extinção em diferentes situações: para o primeiro, testou-se a Extinção do condicionamento de 2ª ordem logo após o de 1ª ordem, enquanto para o segundo foi testada a Extinção sem o condicionamento de 2ª ordem. De acordo com Domjan & Burkhard (1999), quanto mais vezes se condicionar um EC, menos potente se vai tornando a força associativa com o EI. Esperava-se, nesta condição experimental, que a força associativa resultasse enfraquecida na ausência de um 2º condicionamento seguido do 1º. Esta situação foi efectivamente observada na resposta de Extinção do Sujeito 2, submetido àquela condição, que apresentou um índice de supressão superior ao do Sujeito 1, podendo-se aferir que a força biológica diminuiu tornando enfraquecida a força associativa. Quanto ao Sujeito 1, foi mais difícil obter a Extinção do condicionamento pois, conforme defendem Domjan & Burkhard (1999), devido ao facto de o Sujeito1ter sido exposto a dois condicionamentos seguidos, esta condição fez aumentar a força associativa, diminuir o índice de supressão e oferecer maior resistência à Extinção por comparação com o Sujeito 2. Para os sujeitos 3 e 4 foram testadas a Habituação em condições experimentais também diferentes: para o primeiro, testou-se a Habituação do condicionamento de 2ª ordem logo após o condicionamento de 1ª ordem, enquanto para o segundo foi testada a Habituação sem o condicionamento de 2ª ordem. De acordo com Domjan & Burkhard (1999), a Habituação ao EI ocorre quando, ao longo dos sucessivos ensaios, o EI vai perdendo eficácia na produção do condicionamento provocando a Habituação do organismo ao EI, e eliminando o condicionamento de 2ª ordem.

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Esperava-se que o Sujeito 3 se habituasse ao choque (EI) com mais dificuldade, comparativamente ao Sujeito 4, porque tinha sido submetido a dois condicionamentos seguidos. Esta condição foi, de facto observada no Sujeito 3, devido ao incremento da força associativa produzida pelos dois condicionamentos. Quanto ao Sujeito 4, ele apresentou maior facilidade à habituação, tal como era esperado, uma vez que não tinha sido submetido aos dois condicionamentos de seguida: a força biológica do EI (choque) foi perdendo eficácia ao longo do condicionamento, tendo o Sujeito apresentado um índice de supressão superior ao do Sujeito 3. Concluindo, importa salientar o mérito didáctico deste laboratório virtual para o estudo prático da Psicologia da Aprendizagem. O funcionamento com o programa foi uma dificuldade inicial, mas que rapidamente se foi esbatendo pela exímia contribuição da docente. Os autores do Sniffy (Alloway, Wilson e Graham, 2006) referem que os ratos do seu programa são ferramentas metafóricas sem qualquer correspondência com os pares reais. A aprendizagem precisa da memória e esta inscreve-se no tempo, tempo que faz pulsar as engrenagens do mundo desenhando o rumo para o futuro. O Sniffy só tem passado virtual e foi com esse que se constituiu o presente trabalho experimental. No entanto, as hipóteses levantadas foram testadas e confirmadas à luz dos autores referenciados. Entre o virtual e o real, falta ao primeiro o pulsar do futuro vigilante e latente, futuro que se expressa na criatividade dos seres que animam o mundo real, através das contínuas novas recombinações que a dinâmica do mundo interno lhes confere.

Referências

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Alloway, T., Wison, G., Graham, J. (2006). Sniffy, o rato virtual: versão pro 2.0. S.Paulo, Thomson Learning Caldas, C. (2000). A Herança de Franz Joseph Gall: o cérebro ao serviço do comportamento humano, McGraw-Hill. Damásio, A. (1995). O Erro de Descartes: emoção, razão e cérebro humano, 12ª ed., Publicações Europa-América Domjam, M. & Burkhard, B. (1999). Principios de Aprendizaje y de Conducta, Debate, Madrid Feldman, R. (2007). Introdução à Psicologia, 6ª ed., São Paulo: McGraw Hill Gleitman, H., Fridlund, A., Reisberg, D. (2007). Psicologia, 7ª ed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Kendler, H. (1978). Introdução à Psicologia, I, 4ª ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.