UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS I CURSO DE PEDAGOGIA PÓLO ITAMARAJÚ

Sociolinguística e alfabetização
Rosely Moreira Alves Suely Moreira da Silva

Linguística Ensaio de produção textual crítica

Ler é decifrar as letras dentro do contexto gramatical, as sequências das palavras organizadas juntamente com seus conectivos. Na linguística se tem a corrente de estudos denominada gerativismo, que descrever e explicar a linguagem como sendo uma capacidade inata do indivíduo, e interna, sendo este capaz emitir respostas aos estímulos que são oferecidos. Dividindo o seu estudo em duas gramáticas: a transformacional onde o ser humano carrega consigo uma gramática internalizada que se desenvolvem por meio da observação, onde toma para si as palavras e significações e forma a sua própria língua. E a gramática universal que foi a evolução que ocorreu dentro da corrente gerativista, que compara as diversas línguas considerando que há padrões invariáveis comuns a todas as línguas; bem como parâmetros variáveis que determinavam a particularidade de cada língua. É importante ter ciência deste conhecimento, pois se pode analisar a forma pela qual o indivíduo toma para si a leitura. Conclui-se que ao ser letrado o indivíduo identifica as sequências de letras em palavras que têm significação e consegue interpretar as várias palavras dentro de uma frase, contextualizando o que foi lido. Ainda nesta perspectiva de letramento e alfabetização têm uma distinção visível; pois alfabetizar é tornar o individuo capaz de decodificar as letras,

palavras, dentro de uma frase. Já o letramento é inserir o individuo dentro do mundo leitor, e tem característica social e cultural; o letramento é uma parceria entre a leitura e o escrita que começa até mesmo antes da alfabetização; onde além de ler o indivíduo é capaz de compreender e interpretar o que está escrito, comparando e relacionando a conhecimentos empíricos. “Portanto, o processo de alfabetização precisa começar usando a variedade linguística dos alunos e não uma variedade que eles não falam [...] Com isto, descobrimos que quem manda no sistema de escrita é a ortografia e não o princípio alfabético (letra = som e vice-versa). Uma letra representará tantos sons quantos ocorrerem para ela em todas as palavras da língua; para todos os falantes, a letra A tem o som de A em andamos; o som de E em andemu; o som de U em andaru, etc.”. (CAGLIARI, 2007) Logo se observa que a importância participação da família, da sociedade, no processo de letramento. Sendo necessária, para que o indivíduo tome consciência de mundo; aprendendo socialmente e culturalmente com o grupo. E o professor nesse processo é importante, pois é ele quem mediará o conhecimento, descentralizando-o dos demais componentes do grupo e direcionando para a criança o direito de conhecer, a partir dos conhecimentos previamente adquiridos; se reestruturando cognitivamente. O novo acordo ortográfico trouxe modificações, que alteram a escrita de algumas palavras, entretanto essas alterações não foram tão significativas quanto às sofridas na estrutura da escrita no país que se utilizam da língua portuguesa. “A língua é conceituada como um sistema organizado de signos que expressam a ideia no aspecto codificado da linguagem. O objetivo da linguística é estudar as regras deste sistema e seus sentidos produzidos”. (VASCONCELO, 2002. Apud. GONÇALVES, 2009). A língua é a expressão do pensamento, e através desta que a fala se constrói. E se é necessário fazer dicotomia da linguística relacionando à fala e a escrita. Houaiss relata que quando o indivíduo chega à escola o seu objeto é aprender a escrever porque falar ele já fala há muito tempo; e à medida que tiver domínio sobre a gramática universal fará dedução que necessariamente não se escreve da mesma maneira que se fala, pois esta é oriunda de processo

adquiridos por meio da observação e reprodução durante a vida do indivíduo; e nesta perspectiva ao passo que o mesmo for tendo domínio da escrita perceberá que as palavras, as frases e os textos quando escritos não são representações fiéis da fala, e sim a expressão do pensamento. Desta forma, o indivíduo à medida que for tendo domínio da escrita começará a influenciar a fala. Apreendendo com autonomia. A variação dialética é a representação oral da diversidade cultural, social, econômica, étnica, religião e dentre várias outras segmentações que pode ocorrer; e toda língua falada ou sinalizada apresenta essa variação e evolução ao longo do tempo.

Referências

GONÇALVES, Roseli. Estudo comparativo entre estruturalismo gramatical e o funcionalismo dos termos da oração. Disponível em <http://www.webartigos.com/artigos/estudo-comparativo-entre-estruturalismogramatical-e-o-funcionalismo-dos-termos-da-oracao/14809/#ixzz26USdAX59>. Publicado em 25/02/2009. Acessado em 14/09/2012 às 20h40min.

CAGLIARI, Luiz C. Linguagem: oralidade e escrita. In Um mundo de letras: práticas de leitura e escrita. Salto para o futuro-Boletim n° 3 – Abril, 2007. P: 11-25. Disponível em <http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/154022UML.pdf>. Acessado em 20/09/2012 às 13h07min.

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