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como expressa Moacyr Amaral Santos, “um testemunho qualificado pelo sujeito”, no qual “se contém uma declaração

de ciência dos fatos da causa”. Qualquer uma das partes pode declarar expressamente serem verdadeiros os fatos, ou alguns dos fatos, alegados pelo adversário. O reconhecimento dos fatos feito livremente pelo adversário, exonera este do ônus da prova. A confissão é, pois, um meio de prova. Devido ao reconhecimento da procedência do pedido, o juiz declara o processo extinto com julgamento do mérito (CPC, art. 269, II). Contudo, pode ocorrer confissão e a ação ser julgada em favor de quem confessou, pois, os fatos narrados pelo autor nem sempre conduzem à procedência do processo. Basta que o fato confessado não seja causa suficiente, por si só, para justificar o acolhimento do pedido. A confissão torna incontroversos os fatos sobre os quais ela versa o que faz desnecessário prová-los (CPC, art. 334). 4.3.2 Elementos da Confissão: A doutrina processual ressalta serem três os elementos constitutivos da confissão: a) Capacidade plena de quem confessa: A confissão somente é válida se feita por aqueles que tiverem plena capacidade, pois a confissão implica em ato de renúncia de um direito, ato de verdadeira disposição, resultando daí, que só quem tem plena capacidade de seus atos, pode renunciar. A confissão do relativamente incapaz ou do absolutamente incapaz é ato absolutamente nulo, sem nenhuma eficácia, não podendo ser feita nem pelo seu representante legal. Porém, a confissão do capaz pode ser feita através de procurador com poderes especiais expressos na procuração. b) Ânimo de confessar: A confissão é ato unilateral de uma das partes, que acaba reconhecendo a veracidade dos fatos argüidos pelo adversário em seu prejuízo. O ânimo de confessar é a vontade, ou seja, o ânimo de manifestar o reconhecimento da verdade dos fatos.

c) Objeto hábil: A confissão tem como objeto os fatos, próprios e pessoais do confitente. Se versar sobre fatos de terceiros não será confissão, possuindo apenas o efeito de testemunho. 4.3.3 Espécies de Confissão: A confissão pode ser feita nos autos, sendo chamada de confissão judicial; ou pode ser feita fora dos autos, chamada de confissão extrajudicial. 1 - Confissão Judicial: é aquela feita em juízo e na forma prescrita na lei, isto é, feita nos autos, onde é tomada por termo. Segundo o art. 349, do Código de Processo Civil, pode ser subdividida em: a) Espontânea: é a feita diretamente por uma das partes, ou por procurador com poderes especiais; admitindo como verdadeiro um fato, contrariamente ao seu interesse e favoravelmente ao adversário; no curso do processo e, em regra, mediante petição escrita. Resulta, portanto, de iniciativa de quem confessa; efetiva-se em juízo, podendo ocorrer em qualquer momento ou grau de jurisdição, até quando a prolatação da sentença definitiva. Seja por escrito, ou oralmente, será a confissão espontânea, necessariamente, reduzida a termo, consoante o caput do art. 349, do Código de Processo Civil. b) Provocada: é a prestada pela parte em virtude do depoimento pessoal à ordem do juízo (interrogatório), ou mediante requerimento da parte contrária, com essa finalidade (depoimento pessoal propriamente dito), sendo que o depoimento pessoal é ato personalíssimo não podendo ser prestado por procurador. A Confissão judicial, que é aquela feita perante o juiz competente, pode, também, ser tácita, quando decorre da revelia ou da falta de impugnação específica dos fatos, ou ainda, da falta de comparecimento ou recusa em depor. A confissão judicial faz prova contra quem confessa, exceto: a) Nas ações que versarem sobre imóveis ou direitos sobre imóveis alheios (CPC, art. 350, parágrafo único). b) Na admissão, em juízo, de fatos relativos a direitos indisponíveis (CPC, art. 351).

2) Confissão Extrajudicial: é a feita, por escrito ou oralmente, quer à parte, ou a quem represente, quer a terceiro; assim também a contida em testamento (CPC, art. 353). É extrajudicial, por não ser feita em juízo ou por não guardar a forma imposta pela lei. Não se efetiva, portanto em juízo, mas sempre fora dele, ela pode ser: a) por escrito: a confissão extrajudicial por escrito compreende a feita: diretamente à parte ou a seu representante; a terceiro; em testamento. A primeira “tem a mesma eficácia probatória da judicial” (CPC, art. 353). Isto quer dizer, faz prova contra quem confessa (CPC, art. 350), com “valor vinculante do juiz, por se tratar de prova legal”. Em relação à confissão por escrito, deve-se fazer diferença entre a autêntica, quando formalizada através escritura ou outro instrumento, e a particular, quando constante de instrumento particular. b) concurso da prova testemunhal: é aquela feita verbalmente, no qual um terceiro que prestará seu testemunho sobre o fato, quando será livremente apreciada pelo juiz. O art. 353, do Código de Processo Civil, reza que: “A confissão extrajudicial, feita por escrito à parte ou a quem a represente, tem a mesma eficácia probatória da judicial; feita a terceiro, ou contida em testamento, será livremente apreciada pelo juiz. Todavia, quando feita verbalmente, só terá eficácia nos casos em que a lei não exija prova literal”. (Grifo nosso) 4.3.4 - Condições de Validade: A confissão deve ser clara e precisa, sem contradições, para que possa ser entendida perfeitamente. Deve, ainda, ter forma expressa, na qual quem confessa, manifesta claramente a sua vontade em confessar, e também, ser proferida pelo próprio sujeito da confissão, ou através de procurador com poderes especiais. Seja qual for o tipo de confissão, ela não será eficaz para a prova de ato jurídico para o qual a lei exija instrumento publico como de sua substância (CPC, art. 366). Nesses casos, a forma solene não é usada para provar o negocio, mas constituía própria essência do ato. A confissão não será eficaz se recair sobre fatos relacionados a direitos indisponíveis, que são em regra, aqueles de

3. Enquanto não for demonstrado um desses vícios. caso contrário caberá a ação rescisória (CPC. o juiz não pode obrigá-las a comparecerem em juízo para prestar depoimento pessoal. art. deve-se verificar se houve sentença transitada em julgado ou não. art. entretanto. I e II). parágrafo 2º). é obrigatório. é irretratável.Confissão Ficta: O comparecimento das partes. Sendo assim. nem dispensará a produção de provas a seu respeito.3. fora dos autos. Com isso. não comparece ou comparecendo. nas lides que versem sobre esses tipos de direitos. o juiz não considerará incontroversos os fatos. quando demonstrado alguns dos vícios. Logo após. 343. Se pendente o processo. 4. 4.natureza extrapatrimonial e pública.Indivisibilidade da Confissão: . lavrando-se o respectivo termo. presumindo-se verdadeiros os fatos alegados pela parte adversa (CPC. Portanto. quando a parte intimada pessoalmente ou por carta para o depoimento pessoal. ainda que haja confissão. uma vez consumada. em princípio. ou seja. realizado por procurador com poderes especiais para tal ato. art.8 .Revogação da Confissão: A confissão.Confissão por Procurador: Somente a confissão espontânea. a petição será juntada aos autos. Para impedir os efeitos produzidos pela confissão.3. Porém.9 .3. será revogada se o confitente demonstrar que houve erro. 352).5 .6 . 4. Quando a parte a depor for pessoa jurídica a confissão é feita através de seu órgão de representação. a ação própria será anulatória. 352. tem-se a chamada confissão ficta ou tácita. que é a sanção imposta para o não comparecimento ou para a recusa a depor. dolo ou coação. poderá ser revogada em determinadas circunstâncias. a confissão produzirá seus efeitos (CPC. 4. em juízo. desde que regularmente intimadas para depor (intimação real). pode ser feita pela parte ou por seu procurador com poderes expressos para tanto. recusa-se a depor.

Convém dizer que a regra da indivisibilidade da confissão só é absoluta quando seja este o único meio de prova para basear a sentença. e “Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro. o juiz mandará citá-lo para responder no prazo de 10 (dez) dias”.A confissão é tomada como um todo indivisível. de distinguir entre a confissão pura e a confissão qualificada. tanto relativamente à parte contrária à requerente. entretanto. confirmando a verdade do fato alegado pela outra parte. art. Há. reconhece alguns fatos do autor. os arts. pode ser ordenada. aquela que se relaciona apenas com os fatos alegados pelo autor. 4. está explicitada no Código de Processo Civil nos arts.DA EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS OU COISAS 4. acrescenta circunstâncias ou qualificação ao fato confessado. a denominada exibição de documento ou coisa. o fato afirmado pela parte contrária. . não podendo o adversário aproveitar-se somente das declarações favoráveis desprezando as desfavoráveis (CPC. a tal propósito. que: “O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa. Em tais circunstâncias. 354). o confitente procura. a exibição de documento ou coisa. junto com outras provas. estranho ao processo. a regra que prevalece é a da livre convicção. 355 e seguintes. mas adiciona outros que lhe cessam ou restringem a eficácia. que se ache em seu poder”. 131). como terceiro. Quando o juiz dispõe de outros elementos para fundar seu convencimento. puramente. para aproveitar apenas aquilo que estiver em concordância com todo o conjunto das provas que utilizará para o seu convencimento. Já a confissão qualificada. Quem confessa.1 Características: No tema da instrução probatória. qualificar juridicamente.4 . sem nada adicionar ou modificar. pois. formada em decorrência da instrução do processo (CPC. de forma diversa da alegada. pode o juiz livremente escolher trechos da confissão. é aquela em que. art. isto é. Rezam. A confissão pura ou simples ocorre quando a parte reconhece.4. Assim sendo. 355 e 360 do CPC.

que manter algum nexo com a lide. com quem se achar o documento.Sem mencionar o fato de que ninguém é obrigado a produzir prova que lhe seja desfavorável. Também. que pode servir de prova sobre fatos relevantes da lide. 4. Quando um documento ou coisa. 339 a 341). do Código de Processo Civil. o pedido de exibição pode ser feito de parte a parte e se processa como simples incidente. a exibição deverá ser denegada por falta de interesse da parte em postulá-la. pois não pode se impor a parte. Pode ser promovida contra a parte adversa ou contra terceiro que não é parte na relação processual. A exibição pode ser feita como prova direta do fato litigioso. não há de se falar em inversão do ônus da prova. até porque a lei enumera os casos de justa recusa à exibição. não é uma ação autônoma. arts. o documento ou a coisa pode se restituída ao exibidor.3 Natureza Jurídica da Exibição Incidental: O direito à exibição visa à constituição de prova. 4. A exibição incidental contra a parte. Entretanto. se o documento ou a coisa encontra-se sob a guarda do adversário. ou seja. e sim um mero incidente da fase probatória segundo o rito dos arts. encontra-se em poder da própria parte. o ônus processual de exibi-lo.2 Conceito: Do dever que incumbe às partes e aos terceiros de colaborar com o Poder Judiciário “para o descobrimento da verdade” (CPC. 355 até 359. ou como instrumento de prova indireta ou circunstancial. decorre para o juiz o poder de determinar a exibição de documento ou coisa que se ache na posse dessas pessoas. provar um fato no decorrer de um processo. Com isso. O documento ou coisa a ser exibida terá. o legitimado passivo pode ser uma das partes ou o terceiro detentor da coisa ou documento. Feito o exame. para justificar o ônus imposto à parte ou ao terceiro possuidor. obviamente. sempre que o exame desses bens for útil ou necessário para a instrução do processo.4.4. ela mesma faz a exibição em juízo desse documento ou coisa. Caso contrário. .

Como. 363. antes ou depois da decisão que saneia o processo. por um dos motivos consignados no art. porém. é uma ação inteiramente autônoma. como parte da fase instrutória. permitindo ao requerente que prove. . 357. afirmando inclusive não ter conhecimento da sua existência. O incidente ocorre dentro dos próprios autos do processo. que a declaração não corresponde à verdade. por qualquer meio. 363. do Código de Processo Civil. c) Escusar-se da exibição pretendida. 356. inclusive na petição inicial ou na contestação. destruição ou posse por terceiro. b) Afirmar que não o possui. 461. do CPC. II).A exibição incidental contra terceiros. 4. Se a exibição é feita. do Código de Processo Civil. II). o ônus da prova será seu (CPC.4 . já que se trata de incidente da ação principal. 360 até 362 c/c art. após ser intimado na pessoa de seu advogado. bem como os motivos e os fatos por que a coisa ou documento estão em poder da parte contrária.4. encerra-se o incidente.Exibição judicial de documento ou coisa em poder da parte contrária: Se o documento ou coisa estiver em poder da parte contrária. se alegar extravio. O requerido dará a sua resposta no prazo de 5 (cinco) dias. 356. arts. seguindo o rito dos arts. Poderá então tomar três posições diferentes: a) Exibir o documento ou a coisa. pois o terceiro é citado e não apenas intimado. indicando o nexo com a causa. Se o requerido negar a propriedade ou a posse do que se postula. II e 359. o ônus da prova pertence ao requerente. quando a apresentação puder violar dever de honra (CPC. a sua exibição. por exemplo. através de petição. O requerimento de exibição poderá ser formulado em qualquer momento do procedimento ordinário. art. A petição deverá conter os requisitos do art. o interessado deverá requerer ao juiz. Não há autuação em separado.

ou deixa passar o prazo legal para fazê-lo. 359). sobre as hipóteses em que a recusa do oferecimento do documento ou da coisa não será admitida. for comum às partes. b) o requerido aludiu ao documento ou à coisa. casos em que se impõe ao juiz a inadmissão da recusa. por seu conteúdo. c) o documento. art. Esse feito incidental deverá ser processado em autos próprios. o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que. 4. com o intuito de constituir prova. reclamando sua exibição. Se ficar provado que a parte adversária possui o documento ou a coisa e se nega a exibi-los. tendo a parte contrária praticamente afirmado estar de posse da coisa ou documento. como dispõe o art. in fine. seja de procedência ou improcedência. em apenso ao processo principal. 522). os autos serão conclusos ao juiz. o requerente tem o direito de conhecê-lo. para que este profira decisão.4.Dispõe o art. é sempre conteúdo de decisão interlocutória. . no processo. 361. e será julgado por sentença. Neste caso. 513). mesmo porque. não lhe cabe recusar a exibição. O recurso interponível será o de apelação (CPC. às partes. em que são partes o pretendente à exibição e o possuidor do documento ou coisa. 358. por meio do documento ou da coisa. onde por ser interposto agravo de instrumento (CPC. quando formulado contra quem não é parte no processo principal.5 Documento ou coisa em poder de terceiro e seu procedimento: O pedido de exibição. provoca a instauração de um novo processo. a parte pretendia provar (CPC. Em seguida. o prazo de cinco dias para manifestarem-se sobre a prova produzida. art. quando: a) o requerido tiver obrigação legal de exibir. O julgamento do incidente de exibição contra a parte. ao final. sem oferecer a resposta do pedido de exibição. Quando impugnado o pedido de exibição. do Código de Processo Civil. art. do CPC. concedendo-se. deverá ser realizada uma instrução probatória. ou seja.

o juiz os requisitará de ofício. se a sua apresentação puder violar dever de honra (CPC. requerendo a citação daquele ao juiz. proceder-se-á na conformidade da preceituação contida no art. O terceiro terá 10 (dez) dias de prazo. se necessário. ou a posse do documento ou da coisa. Se. se “o terceiro negar a obrigação de exibir. tomando-lhe o depoimento. além disso. sem ou com justificativa. havendo. art. com isso. necessário. o encerramento da providência probatória. o juiz mandará expedir o mandado de apreensão. a parte interessada terá que propor ação de exibição. finalmente. . 363). devido ao alcance do objetivo. após a citação. ficará. quando o documento ou a coisa a ser exibido pertencer a negócios da própria vida da família ou. mas se for ilegítima. Na hipótese de descumprimento da ordem mandamental. e consequentemente ao pagamento das custas incidentes. 362). Se o requerido deixar transcorrer o prazo para responder. o órgão jurisdicional deverá aceitá-la. No tocante a esta terceira hipótese. sem prejuízo da responsabilidade criminal por desobediência. em seguida proferirá a sentença”. b) Deixar de fazê-lo. o requerido poderá: a) Exibir o documento ou a coisa. concedido para a apresentação da resposta. para responder. de testemunhas. do CPC. o juiz deverá ter como verdadeiros os fatos alegados pelo requerente. bem como o das partes e se. além de condenar ao pagamento das despesas havidas (CPC. o juiz designará audiência especial. constantes no art. Apresentando uma justificativa aceitável. do CPC. Se o documento ou a coisa estiver em poder de repartição pública ou autarquia.Estando o documento ou coisa em poder de terceiro. 361. Nesse mencionado lapso temporal. o promovido destruir a coisa ou documento que deveria exibir. Só mesmo se houver motivo justo. c) Impugnar o pedido. responsável civilmente pelas perdas e danos que acarretar ao promovente. poderá ele escusar-se à exibição ordenada pelo juiz. Como por exemplo. 363. segundo a qual. com força policial. art. o requerido será condenado à exibição do documento ou coisa. as quais poderão ser demandadas.

citado por Rogério Lauria TUCCI . não será permitido sua apresentação.5. se este documento referir-se a fato ocorrido após os articulados ou for documento que represente prova contrária a outra já existente nos autos. ou seja. que “compete à parte instruir a petição inicial ou a resposta. No processo.2 Conceito: Como precisa Gildo dos SANTOS. art. especialmente de sua contestação (CPC. Expressa. outros documentos sejam apresentados pelas partes.5 . Uma vez produzido o documento novo. através de diversos meios e levá-las aos autos.5. qualquer escrito ou representação que as partes ou terceiros produzem no processo. 283). recebe o nome de documento. Por representar algo que tenha ou possa vir a ter valor jurídico. o pensamento humano”. em regra.1 Produção de Documento em Processo: A lei instrumental determina que as partes devem provar suas alegações. destinada a reproduzir. salvo se a prova documental produzida não tiver valor probatório e nenhum prejuízo resultar da omissão do órgão jurisdicional. a tal propósito.PROVA DOCUMENTAL 4. 396. em defesa de suas pretensões. “trata-se do toda representação material. o art. em virtude da afronta ao contraditório. tratando-se de “documentos indispensáveis à propositura da ação” (CPC. quando do aforamento da petição inicial. 300). do CPC. art. a sentença proferida será nula. pelo autor. e da apresentação da resposta do réu. Nada impede que mesmo posteriormente a fase postulatória. o juiz deverá ordenar a manifestação da outra parte no prazo de 5 (cinco) dias. A prova documental baseia-se num documento. 4. Dentre esses meios está a prova feita através de documento.4. O documento é elaborado para servir efetivamente de prova em dado processo (prova preconstituída) ou é elaborado . Se não o fizer. deve ser ela efetivada. de modo permanente. com documentos destinados a provar-lhe as alegações”. Porém.

diz-se que o documento é autenticado. a fim de que o órgão jurisdicional. isto é. é documento a fita magnética para reprodução por meio do aparelho próprio. d) autênticos.. símbolos ou letras. reproduzindo-o em juízo”. os documentos públicos gozam de presunção de autenticidade. num processo em curso. Em suma. o filme fotográfico. portanto. citado por Nelson DOWER.simplesmente para demonstrar a existência de um fato. Diferentemente do que acontece com os documentos particulares.5. a cuja apreciação submetida a relação jurídica tornada litigiosa. c) assinados ou não-assinados. como no que respeita ao autor do fato documentado. obviamente. pelos meios de prova admissíveis. como meio de prova. a certeza sobre respectiva autoria.4 Classificação dos Documentos: Os documentos podem ser classificados da seguinte forma: a) públicos ou privados. reproduzido em juízo. E. 4. da assinatura: diz-se que o documento é autêntico quando há coincidência entre a aparência e a realidade. tanto no tocante ao seu autor material. Com isso. etc. complementa: “É documento. . que eventualmente possa vir a ser usado como prova (prova casual). é documento escrito. Esta resulta. 4.”. ou seja. seguindo a orientação doutrinária. possa inteirar-se do respectivo conteúdo. em prol da formação de seu convencimento. conhecendo-o. portanto.3 Autenticidade do Documento: Um dos requisitos fundamentais do documento é a sua autenticidade. autenticados ou sem autenticidade. Vicente GRECO FILHO. b) autógrafos ou heterógrafos. podemos destacar que documento. que só em casos excepcionais se vêem contemplados com tal presunção. Provada esta. uma pedra sobre a qual estejam impressos caracteres.5. em regra carecem de comprovação de sua autenticidade. aquele em que a representação idônea e permanente do fato é efetuada através da palavra escrita. Ou como pontifica. Moacyr Amaral SANTOS: “Documento é a coisa representativa de um fato e destinada a fixá-lo de modo permanente e idôneo.

tabelião ou qualquer funcionário público (CPC. ou seja. para comprovar determinado ato jurídico. 364). maneira ou material utilizado na sua formação. já que estes tratam de uma declaração de vontade ou apenas declaram a veracidade de um fato jurídico. como instrumento. futuramente.. quer ao autor do fato documentado. Esses documentos. Como já esclarecido. como tal considerados aqueles que se prestam. são os documentos préconstituídos. ocasionalmente. sendo extraídas por ele ou sob sua vigilância e por ele subscritas. o oficial cria. fonografia. ou as reproduções dos documentos públicos desejados desde que autenticados por oficial público ou conferidas em cartório. quer relativamente ao autor material. de tal maneira que a sua apresentação perante o juiz competente dispensa qualquer outra . plásticos ou estampados (estes. regulados pelo direito material. passam a ter força probante em juízo. ou causais. do protocolo das audiências. examinados com relação à prova que produzem. art. ou seja. tais como a morte ou o nascimento de alguém. Quanto a sua finalidade. são originais ou cópias . e não-formais. No tocante à forma.5 Documentos Públicos e suas Características: Documento Público é aquele elaborado por uma autoridade pública competente ou por aqueles que estejam no exercício de sua função pública. 4. como prova do fato representado.g. por outro lado. os documentos são formais.estas tidas como reproduções. ou seja. gráficos. apresentam-se como: a) diretos ou indiretos. e.Tendo-se em vista. Através dos documentos públicos. os traslados e as certidões extraídas por oficial público. art. b) escritos. 365).5. ou solenes. é o materializado por escrivão. goza o documento público de presunção de autenticidade. cinematografia). totais ou não. a verdade de um acontecimento que independem de sua vontade. Se alguém desejar fazer prova de ato ou de fato jurídico. com os respectivos originais (CPC. quando efetuados com o objetivo de servir. daqueles. ou de outro livro a cargo do escrivão. fotografia. basta obter da autoridade competente as correspondentes certidões textuais de qualquer peça dos autos. extingue ou modifica os atos jurídicos. o meio. e. de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. em relação à sua materialidade.

de acordo com as normas legais para eles traçadas e. 134 É. da substância do ato a escritura pública: [. art.6 Documentos Particulares e suas Características: .] II. por indícios e.. 134. o documento público possui o que se denomina de “fé pública”. “Dada a presunção juris tantum que acompanha o documento público. porque esta forma é necessária e indispensável à existência do próprio ato e pertence a sua substância. relativamente ao ato ou ao fato constante do original praticado pelo oficial público. “fazem prova até que se demonstre a sua falsidade” (CPC. Portanto. 366). e tais documentos. A não observância dessa forma traz como resultado a nulidade do ato. ensina Moacyr Amaral Santos. Conforme determina o art. inciso II. algumas vezes. do Código de Processo Civil.Nos contratos constitutivos ou translativos de direitos reais sobre imóveis de valor superior a Cr$ 50. destituindo-o de qualquer efeito.5. do Código Civil: Art. certas formas obrigatórias aos autos. excetuado o penhor agrícola. a não ser a escritura pública. deverá fazê-lo por escritura pública. pois nenhuma outra prova será admitida.000 (cinqüenta mil cruzeiros). a presunção que acompanha o documento público é juris tantum (que poderá ser elidida por prova em contrário). 364. art. cabe a quem alega a falsidade provar que o ato é falso” (in RT 514/207) Existem atos que somente se provam com instrumento público: Há determinados documentos que somente têm validade quando formados integralmente. inclusive. 4. não cabe ao signatário provar que o ato é verdadeiro. 387).. assim. outrossim. poderá ser feita por todos os meios admitidos em direito. Neste sentido dispõe o art. de valor superior ao legal. por meio de documento particular. Quando a lei determina prova solene. Caso contrário. A lei substantiva impõe. o juiz não pode admitir a prova por outro meio (CPC.prova. quando alguém adquire um imóvel à vista. tais como prova testemunhal.

Trata-se da mesma presunção de autenticidade juris tantum. dolo ou coação. art. Antes de ser levado ao juiz. presumindo-se com o silêncio. cabendo-lhe o ônus da prova (CPC. sendo defeso à parte que dele pretender utilizar-se. com relação à autenticidade da assinatura e à veracidade do contexto. 398) para dizer se reconhece ou não. que o tem como verdadeiro. sobre ele será ouvida a parte contrária (CPC. . não lhe for comprovada a veracidade. especialmente no que respeita à disciplina de sua autenticidade e força probatória. não havendo dúvida sobre a autenticidade. 388). for abusivamente preenchido (CPC. para a presunção quando a autenticidade do documento particular não for posta em dúvida. A parte. este é indivisível. expressa o art. que ele o é. como verdadeiros. Declarando que foi aposta em sua presença”. o juiz manda ouvir sempre a parte adversa (CPC. A parte contrária pode apenas contestar o seu conteúdo. ainda. art. art. 390. já é considerado autêntico. 373). Admitindo a autenticidade do documento. art. os fatos nele declarados. salvo se provar que estes se não verificaram” (CPC. “aceitar os fatos que lhe são favoráveis e recusar os que são contrários ao seu interesse. contestando sobre a autenticidade do documento. argüindo de falsa a assinatura ou o conteúdo do documento. prova ele que o seu autor fez a declaração que lhe é atribuída. Ao dispor sobre documento particular autêntico. também. surgirá a questão prejudicial denominada “argüição de falsidade”. e. 369). Para o reconhecimento do documento particular. se a parte contra quem for produzido nada alegar. “quando o tabelião reconhecer a firma do signatário. 369. e até que isso aconteça. 398). A não ser em hipóteses nas quais o documento particular tenha sido obtido por erro. Cessa a fé do documento particular quando. ou seja. contestada a assinatura.Com relação aos documentos particulares. Há lugar. mencionada no exame dos documentos públicos. nos prazos estabelecidos no art. sendo assinado em branco. Quando um documento é apresentado em juízo. o Código de Processo Civil em vigor se apresenta deveras generoso na sua regulamentação. art. ou.

estando por ele assinado. 368). No entanto. poderá ser comprovada “por todos os meios de direito”. Quanto ao autor do documento particular. o documento particular representativo de determinado fato não constitui prova do fato declarado.no dia em que foi registrado. complementa o mesmo artigo: Art. observa-se do enunciado do art. violando o pacto feito com o signatário” (CPC.desde a morte de algum dos signatários. por si ou por meio de outrem.da sua apresentação em repartição pública ou em juízo. 368. art. se a declaração for de mera ciência ou narrativa.do ato ou fato que estabeleça. competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato (CPC. a saber: “As declarações constantes do documento particular. prova apenas a declaração. II. do Código de Processo Civil. ou somente assinado. V. art. de modo certo. deve ser reputado: a) quem o fez e o assinou. escrito e assinado. que sobreveio a qualquer dos signatários. quando não houver “dúvida ou impugnação entre os litigantes”. com texto não escrito no todo ou em parte. e c) quem o mandou compor. III. do Código de Processo Civil. parágrafo único). Caso contrário. mas não o assinou porque. a anterioridade da formação do documento. 371. estabelece o art. 388. Concernente a terceiros. presumem-se verdadeiras em relação ao signatário” (CPC. b) aquele para quem foi feito.a partir da impossibilidade física. consoante “a . em relação ao signatário. que recebeu documento assinado. art. o formar ou o completar. Com relação à data do documento particular. IV. que deverá ser considerada como tal a nele escrita. parágrafo único). 370 Considerar-se-á datado o documento particular: I.Entende-se que há preenchimento abusivo quando “aquele. Os documentos particulares estão revestidos também de presunção de veracidade. 370.

podendo ser considerado autêntico. 370). Trata-se do princípio do Registro no Cartório de Títulos e Documentos. quando forem apresentadas . que dá a conhecer à coletividade a existência de certos fatos constantes em documento privado. O telegrama. 4. art. como livros comerciais e assentos domésticos”. no original. têm a mesma força probatória de um documento particular (CPC. ficará fortalecida. foi reconhecida pelo tabelião.experiência comum. constando tal fato no telegrama ou dos demais meios de transmissão. no momento do seu registro. ou somente assinados por pessoas alheias ao processo. estejam assinados pelo remetente. A parte contra quem se oferece tal documento pode tomar duas posições distintas: a) admite-o. a presunção prevista pelo art. 369). não atinge a coletividade.8 Princípio do Registro no Cartório de Títulos e Documentos: Quando duas pessoas elaboram um documento privado. devendo o declarante depor como testemunha do processo. se o mesmo tabelião declarar que a assinatura foi aposta em sua presença (CPC. do CPC. somente elas têm conhecimento do seu conteúdo que.9 Força probante das Reproduções Mecânicas: Uma fotografia ou qualquer espécie de reprodução mecânica. colocando estes na posição de testemunhas. b) impugna-o. Mas. se a firma do remetente.5. passando o documento a valer como uma prova a mais no conjunto probatório. art. Daí a necessidade de submeter certos documentos ao registro público a fim de que ganhem publicidade (CPC. portanto. 4. art. desde que os originais de despachos realizados na estação expedidora. o radiograma e outros meios de transmissão. 368. 4. são juntados aos autos em favor de um dos litigantes. e o documento só terá valor probante se o depoente ratificá-lo. servirá como prova dos fatos.5.7 Declarações firmadas por terceiros: Muitos documentos redigidos e assinados. Esses documentos particulares representam declarações firmadas por terceiros. o seu conteúdo ganha publicidade.5. 347) e. não se costuma assinar.

a legislação determina que seja acompanhada dos seus respectivos negativos. Com relação à fotografia. As reproduções de documentos obtidas pelo processo de repetição. equivale a um registro doméstico. etc. Não estando assinada. caso seja impugnada. II. 385. art. 383). do Código de Processo Civil. pode ser utilizada contra quem a escreveu e. se desprovidas de autenticação pelo oficial público. 368. parágrafo 1º e parágrafo 2º). rasuras. 376.expressam conhecimento de fatos para os quais não se exija determinada prova”. em seu art. as cópias xerografadas. Referentemente às cartas e registros domésticos. estatui o Código. valerão como certidões originais. 392). está a cargo do prudente arbítrio do .enunciam o recebimento de um crédito. valem como certidões do original (CPC. a fim de que ela seja devidamente constatada.contêm anotação.11 Valor probante de documento rasurado: A apreciação dos documentos com emendas. art.10 Força probante dos documentos não assinados: Uma carta pode ser um elemento de prova: Quando assinada. III. deverá o juiz ordenar a produção de prova pericial.5.nos autos e “aquele contra quem foi produzida lhe admitir a conformidade” (CPC. Se for impugnada a autenticidade da reprodução. 4. desde que feita de próprio punho (CPC. deve o interessado complementar com prova testemunhal. Assim como. ficando na dependência de serem ou não impugnadas para terem eficácia probatória. art. e quando publicada em jornal. serão consideradas documentos comuns. mas quando autenticadas pelo oficial público. que visa a suprir a falta de título em favor de quem é apontado como credor. entrelinhas. desde que autenticadas por oficial público. Qualquer nota escrita não assinada. que provam contra quem os escreveu quando: “I. art. o original e o negativo (CPC. depoimento pessoal ou exame pericial (CPC. tem a força probante de um documento particular nos moldes do art. art 377). 384).5. 4. borrões.

ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos”. ou destinados à prova das alegações em contestação. 283) ou a resposta (art. 397: “É lícito às partes. 386). após ouvir a parte contrária (CPC. mas necessários para a prova dos fatos articulados na inicial. do Código de Processo Civil. A regra. do borrão etc. 4. 283 só alude a documentos indispensáveis à propositura da ação. Segundo José Frederico MARQUES. Portanto. 297). atingiu o ponto substancial do documento. a emenda etc. fatos ainda não expostos.5. que estão dispostas no art. Entende-se por documentos novos. Se o art. 397 procurou mostrar que é possível opor documentos a documentos e também provar fatos novos com documentos e não restringir o alcance e entendimento do art. que determinará se os mesmos merecem ou não fé. isto é. citado por Nelson DOWER . . como aqueles documentos que ainda não foram apreciados na causa. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. O documento deixará de conter qualquer vício que venha a atingir a sua eficácia probatória se contiver ressalva no próprio documento. O art. São os chamados documentos indispensáveis à propositura da ação. a regra é que os documentos sejam oferecidos com a inicial ou com a resposta. antes do seu encerramento. da rasura. da emenda. 283”. E responde o autor: “Não nos parece que assim seja. evidente que os não indispensáveis à esse fim. podem ser juntados ulteriormente.magistrado. em qualquer tempo. constituindo novos argumentos capazes de forçar uma discussão justa. com os documentos destinados a provar-lhe as alegações”. determina que “compete à parte instruir a petição inicial (art. pode parecer que o carreamento de documentos em outras hipóteses seja inadmissível. Não existindo a ressalva. com o objetivo de comprovar fatos novos.12 documental: Oportunidade de oferecimento de prova O art. mesmo assim será preciso verificar se a rasura. 396. comporta exceções. art. entretanto. juntar aos autos documentos novos.

que este documento tenha auxiliado ou entrado na formação do convencimento do juiz. o sistema do Código manda estender a disposição para admiti-la para contrariar qualquer outra prova. “Não há que se cogitar de nulidade processual por falta de oportunidade à parte para manifestar-se sobre documento apresentados pela outra. Uma vez produzido o novo documento. art. pois. oferecidos por uma das partes ou por qualquer outra razão junto aos autos.13 Da Argüição de Falsidade: . parágrafo único. art. “Assim. Concluindo. Portanto. art. capaz de invalidá-lo. a existência ou não de prejuízo é que vai determinar se a sentença é nula ou não. por ocasião da juntada. se estes não serviram de base para a decisão” (in RT 718/222). Acrescenta-se. no prazo de cinco dias (CPC. não pode ser juntado documento no início da audiência porque tal prática já não permite à parte contrária fazer a contraprova por meio de testemunhas” (in RT 583/89). que a sentença só será nula se tiver se fundado neste documento para decidir a causa contra aquele que não teve ciência dessa prova. Em princípio. ou ainda. 4. doutrina Moacyr Amaral SANTOS: “Se o art. quando constituem contra-prova de fato ou de documento apresentado pela parte contrária.A estes documentos. em virtude de afronta ao contraditório. vigente. 326.5. 327 e 525. sob pena de nulidade absoluta da sentença (in RT 513/264). de qualquer natureza (arts. a própria lei admite que as partes apresentem documentos destinados a comprovar fatos novos ou supervenientes em qualquer fase do processo. Temos. sentença proferida será nula. para contrariar prova de qualquer espécie produzida nos autos (CPC. 223)”. como regra de direito probatório. contrariá-lo ou esclarecê-lo. ou até mesmo. 398). o juiz deverá ordenar a manifestação do antagonista da parte que o exibir. etc). 398). no prazo de 5 (cinco) dias (CPC. O único cuidado que deve tomar o magistrado é o de dar ciência do fato à parte contrária. 397 admite a junção de documento para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos. Se não o fizer. a que autoriza juntada de documento em qualquer tempo. sempre será lícito opor-se outro documento.

PROVA TESTEMUNHAL 4. art.6. terá de declarar a falsidade ou a autenticidade do documento. contados da intimação da juntada do documento aos autos.A Argüição de Falsidade consiste na provocação do órgão jurisdicional com a finalidade de declarar a falsidade de documento apresentado como prova na ação principal. assim que o incidente for suscitado. suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias. o réu suscitará o incidente na contestação. de uma ação incidental e visa a uma sentença declaratória da alegada falsidade documental. Assim. indicando os meios com os quais se provará o alegado. declarando a falsidade ou a autenticidade do documento. 393). em última análise. desde que haja consentimento da parte contrária. o juiz dispensará a perícia. a parte ser suspeito de falsidade o documento apresentado com a petição inicial. Se suscitado no juízo superior. o juiz. art. Se após intimada. A parte que produziu o documento será intimada para responder em 10 (dez) dias e nesse despacho o juiz determinará o exame pericial. 4. Realizada a perícia e demais provas requeridas pelas partes. Entendendo.6 . se apresentado depois. será apreciado em autos apartados apensado aos autos principais (CPC. declarar que não o usará como prova. Se o documento for apresentado antes do encerramento da instrução do processo. o incidente deverá ser argüido no prazo de 10 (dez) dias. Cabe lembrar que. dirigida ao juiz da causa. arts. Se o documento for apresentado pelo réu na contestação ou em qualquer outra fase do procedimento. A argüição deve ser feita por meio de petição fundamentada. 394. o incidente será processado nos mesmos autos da causa principal. Não passa. o juiz proferirá sentença. processar-se-á o incidente perante o relator e terá o mesmo procedimento acima relatado. contados da intimação da sua juntada aos autos” (CPC. portanto. contra quem foi produzido o documento. incumbindo à parte. 395). além de solucionar a lide pendente.1 Conceito: . 390). “O incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição. deverá o juiz suspender o processo principal (CPC.

sequer era exigido um número mínimo de depoimentos para a comprovação dos fatos.6. Pela sua evolução histórica torna-se fácil perceber que reflexos marcantes foram herdados através da influência do Direito Romano e do Direito Germânico. Na atualidade. Dessa forma o testemunho fio largamente difundido e utilizado entre os romanos para a integração dos atos jurídicos. prova testemunhal constitui-se prova produzida verbalmente no processo. deu-se preeminência à prova documental. A prova testemunhal é constituída pela declaração de terceiros. tem o dever de testemunhá-los. seja quanto à quantidade ou à qualidade das testemunhas. em regra na audiência de instrução e julgamento. a pessoa intimada a prestar depoimento em juízo acerca dos fatos referentes ao processo. São testemunhas as pessoas conhecedoras de fatos relevantes para o julgamento da ação”. que saibam de fatos os quais interessam à demanda. colaborando com o órgão jurisdicional no . que serão produzidos conforme a ordem disposta no art. Segundo Nelson Dower. devido aos abusos cometidos. estranhos ao processo. e a prova testemunhal passou a ser cada vez mais restrita.logo a prova testemunhal era largamente utilizada sem nenhum limite imposto à sua admissibilidade.2 testemunhal: Da admissibilidade e do valor da prova A testemunha. As provas produzidas pelo testemunho de um sujeito chamam-se depoimento. Naquela época não havia a desconfiança quanto ao testemunho como se tem hoje.Naturalmente se constata a grande importância da prova Testemunhal. Consiste no depoimento (declaração) de pessoas indicadas pelas partes ou pelo juízo e que vêm ao processo para atestar a existência ou inexistência de fatos para o julgamento da controvérsia. tornando-se esse o meio de prova mais viável. ou seja. No entanto. e neste a testemunha não pode dar opinião sobre questão de direito ou interpretar texto legal. na antiguidade seu valor era ainda maior pela constatada dificuldade de produção textual e conseqüente insuficiência na utilização de documentos. “Prova testemunhal é a que se produz ou se forma pelo depoimento ou declaração das testemunhas. 4. conforme as sociedades foram modificando-se com o passar do tempo. a apreciação da prova testemunhal. do CPC. Logo. 452. fica ao prudente arbítrio do juiz.

334. dependendo do conhecimento especial de um técnico. a prova testemunhal funcionará apenas como subsidiária. Há.Quando o contrato exceder ao valor da taxa legal: Se em um contrato. Assim como a prova testemunhal será desnecessária quando o fato já estiver suficiente provado por confissão. 400. 3. conforme dista o art. em caráter subsidiário. E segundo o art 400. II). art. há dispensa da prova oral. há valor superior a dez vezes o maior salário-mínimo vigente à época do negócio. sem importar o valor do contrato. autorizando ao juiz o indeferimento liminar (CPC. a prova testemunhal será tida por supérflua. Caso haja prova documental. pois ele é suficiente para fornecer os dados esclarecedores do litígio. 2Quando a prova só puder ser feita por perícia: Existem casos em que há necessidade que a prova seja feita por meio de exame pericial. não dispondo a lei de modo diverso”. ou seja.Quando o pagamento ou a remissão de dívida exceder ao valor da taxa legal: . conforme o disposto nos arts. 4. verificando se a lei não exige forma obrigatória para o ato. De outra forma. não pode ser contraposta a documento revestido das formalidades legais e cuja autenticidade não foi contestada. sendo eles: 1Quando o fato já estiver provado por documento ou por confissão: Se o documento é autêntico e não houver impugnação quanto a sua veracidade. cuja existência se pretende comprovar. Nestes casos.esclarecimento da verdade. art. 339 e 341. do CPC. do Código de Processo Civil. sendo a prova exclusivamente testemunhal. casos em que não se justifica a prova por meio de testemunha. no entanto. a “prova testemunhal é sempre admissível. então. 401). a prova testemunhal é admitida como complementar. não se admite a produção de provas exclusivamente testemunhal (CPC. a parte admitiu a verdade de um fato contrário ao seu interesse. II do CPC.

I). cometendo portanto o crime de falso testemunho. Declara expressamente aqueles que não podem faze-lo. 342. b) estranha ao feito. porém o art. 405 do CPC. Segundo o artigo 415 do CPC. 4. “em casos de parentescos. ao início da inquirição.4 Deveres e Direitos da testemunha: As testemunhas possuem direitos e deveres.6. depósito necessário ou hospedagem em hotel” (CPC. conforme o art. 402. art. obter a prova escrita” do pagamento ou da remissão. do CPC. não se permite a prova por meio de testemunha. moral ou materialmente. Admite-se prova testemunhal. As testemunhas. são. os quais podem ser enumerados em diversos artigos.3 Quem pode ser testemunha: Testemunha é aquela pessoa capaz e não envolvida ao caso.Para fazer prova do pagamento ou da remissão de dívida.Por isso. Em regra. d) chamada a depor em juízo. II) 4. a testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado. Dessa forma é possível extrair as características da testemunha: a) uma pessoa física. por fatores tais como a menor idade ou o cônjuge (ou companheiro) de uma das partes. convocadas pelo juízo. 401). convocada em juízo para depor o que sabe sobre o objeto do litígio. como elemento subsidiário. sob pena de serem punidas criminalmente. art. quando o valor for superior à taxa legal (CPC. 402.6. e) e capaz de depor. no entanto. apesar de serem escolhidas pelas partes. não podem faltar com a verdade. a testemunha tem o dever de dizer a verdade sob pena de falso . c) que deve saber do fato litigioso. O depoimento de uma das partes não se constitui testemunho. art. e sim depoimento pessoal. quando houver começo de prova por escrito (CPC. todas as pessoas podem testemunhar em juízo. ou quando o devedor “não pode ou não podia. por isso.

4. com o depósito. e pelo reconvindo. 410. na própria residência ou em seu local de trabalho às pessoas de ocupação relevante. art. 406. qualificando-se devidamente (CPC. na contestação à reconvenção. seu cônjuge (ou companheiro). tal qual o Presidente da República (CPC. além das sanções previstas nas leis que regulamentam as diversas profissões. assim como comparecer de acordo com a data e a hora marcadas. conforme dista o artigo 406 do CPC e também ao reembolso de eventuais despesas necessárias para tornar possível seu depoimento. como transporte (viagem) e hospedagem (CPC. o juiz poderá dispensar as restantes”. e a seus familiares. precisando-lhes o nome.testemunho. art. na peça vestibular reconvencional. Há ainda seu direito de ser inquirida pelo juiz (CPC. As testemunhas devem ser arroladas até cinco dias úteis antes da audiência. 154). Devidamente arrolada. art. art.5 Procedimento: A indicação da prova testemunhal deve ser requerida na petição inicial ou na contestação. 416. dentre eles pode-se citar a adequação das perguntas lhe dirigidas (CPC. em cartório. 414). parágrafo 1º). art.6. pelo reconvinte. 413). art. 411). correndo o risco de lhe caber pagar as custas pelo adiamento da audiência e constatar a falta de relação (de interesses ou de parentesco) com as partes. seu direito de não depor quando a informação ocasione grave dano a si. quando qualquer das partes oferecer mais de 3 (três) testemunhas para a prova de cada fato. art. O direito de não depor por conta do seu emprego. no máximo. do rol de testemunhas. Os cinco dias são necessários para dar tempo à intimação e ao conhecimento da outra parte. 419). a qual exige sigilo profissional (CPC. 10 (dez) testemunhas. evitando com isso que a parte se surpreenda com a presença de pessoas sem ter conhecimento de seu envolvimento com os fatos ou se há algum impedimento de depor. a profissão e a residência (CPC. 407). II). como dá a entender a lei. III). estando proibido de depor e sem a opção de faze-lo. sob pena de incidir no crime de violação de segredo profissional (CP. a fim de que seu contendor possa formular a sua contradita. ou aos enfermos (CPC. parágrafo único do CPC: “É lícito a cada parte oferecer. art. art. Os seus direitos são expressamente expostos no Código de Processo Civil. a testemunha será intimada . Segundo o artigo 407.

art. parágrafo 1º) salvo se tempestivamente pedir ao juiz a intimação da testemunha. em seguida com as do réu (CPC. ou deles mesmos. ou seja. “As perguntas. parágrafo 2º). independentemente de intimação. sempre. ela não comparecendo. quando inúteis. 416). As perguntas dos procuradores judiciais dos litigantes. parágrafo 2o do CPC. art. que poderão ser indeferidas. denominadas reperguntas. A ordem de depoimento seguirá primeiro com as testemunhas do autor. 413). impertinentes. capciosas (enganosas). sobre os fatos articulados na inicial e na contestação e. por isso. A funcionário público ou militar.6. datilografado. tendo em seguida os esclarecimentos do perito e dos assistentes técnicos e a tomada do depoimento pessoal das partes. art. Se as partes se comprometerem a levar a testemunha na audiência. hora e local. quando possam advogar em causa própria. sem que viole o princípio do contraditório e da incomunicabilidade das testemunhas.6 Substituição de testemunhas: Somente poderá ser substituída a testemunha arrolada que: falecer. de forma sucessiva e separada. 412.para comparecer à audiência. Apesar de ser um depoimento. que. em razão de enfermidade. a cujos advogados é dado “formular perguntas tendentes a esclarecer ou completar o depoimento” (CPC. ou vexatórias (humilhantes). Sendo ouvidas na audiência de instrução e julgamento. devem ser feitas. serão obrigatoriamente transcritas no termo se a parte o requerer” (CPC. devendo constar do mandado convocatório dia. 4. 412). 416. art. capciosas ou vexatórias. de início pelo juiz. O indeferimento se prende às perguntas consideradas impertinentes (que não interessam ou nada têm a ver com o fato que se pretende provar). por intermédio do juiz. presume-se que a parte desistiu de ouvi-la (CPC. posteriormente. não estiver em condições de . testemunha e partes (CPC. pela parte que a arrolou e pela parte contrária. que o juiz indeferir. sendo. será assinado pelo juiz. 417). cabem as medidas expressas no artigo 412. art. uma produção oral. Qualificada e compromissada a testemunha passará a ser interrogada. art. ele deve ser reduzido a termo. bem como o nome das partes e a natureza da causa (CPC.

há como fazer a substituição. Tal providência pode ser tomada de ofício ou a requerimento da parte (CPC. III). E. II e III).7 Acareação: Acareação significa o confronto das testemunhas. por sua complexidade e tecnicismo.PROVA PERICIAL 4. se não houver tempo necessário. ou tendo mudado de residência. 420). a louvável tentativa de esclarecimento da verdade.6. I. em que é necessário à construção de conhecimento técnico ou específico não alcançados pelo juiz. em regra. por isso que. Tais condições evitam que nomes fictícios sejam indicados buscando uma substituição futura. se for houver tempo para intimar a nova testemunha antes da audiência. art. . 4. vêm fugir da compreensão integral do magistrado. 418). Ela é produzida por meio de exames. Ela objetiva o esclarecimento da verdade. art.7 . Contudo. é observado na prática forense. sem que possam ser apurados por outros meios de provas. No entanto. sendo uma prova especializada a qual somente pode ser produzida por perito para demonstrar a existência de fatos que careçam de conhecimentos técnicos e científicos. 452. infelizmente.depor. será realizada. com a parte. vistorias e avaliações (CPC.7. 4. ainda. implica.1 Conceito: Esta é uma prova admitida pelo Código de Processo Civil para casos determinados. art. por causa de divergência em suas declarações sobre algum fato determinado e significativo para o entendimento do juiz acerca da causa. tornando inútil. ou de alguma delas. a audiência poderá ser iniciada e realizada parcialmente. que o confronto de pessoas dispostas a confirmar suas declarações. verificada sua indispensabilidade. As circunstancias que envolvem o litígio. “com ulterior prosseguimento para ouvir a testemunha substituída” (CPC. não for encontrada pelo oficial de justiça encarregado da intimação (CPC. art. 408. Dessa forma a prova pericial constitui-se um tipo de suprimento aos conhecimentos que não dispõe o julgador. a reafirmação dos depoimentos prestados. ainda que inverossímeis ou inverídicas.

ao diretor do estabelecimento (CPC. A perícia tratada aqui regulada pelo Código. perito e juiz. 4.3 Quem pode ser perito: É necessário que.7. art. preferencialmente. que não possua impedimentos legais. 434).2 Do Perito e dos Assistentes Técnicos O perito é uma pessoa física. a pessoa possua a aptidão para o encargo na área que for necessária o laudo técnico. art. 4.7. Para os casos em que o exame exija a autenticidade ou a falsidade de documento. art. possui a capacidade jurídica para tal exercício. é a judicial. qualquer pessoa física com capacidade técnica para a perícia necessária. aquela realizada em Juízo. pois a prova pericial é uma garantia do processo. nomeado pelo juiz quando “a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico” (CPC. tecendo críticas e apresentando elementos sólidos e reais que possam esclarecer os fatos em debate. o perito será escolhido. ao mesmo tempo.7. art. bem como do material sujeito a exame. tal como se dá no caso do agrimensor (CPC. entre os técnicos dos estabelecimentos oficiais especializados. 145). art. com a condição de que não sejam impedidos ou suspeitos para o respectivo exercício pericial (CPC. detentora de certos conhecimentos técnicos especializados. O assistente técnico. Em determinados casos a própria legislação contém expressamente a especialização técnica para determinada perícia. de outra forma. ou for de natureza médico-legal. Logo. Sua função é de consultor da parte que lhe indicou. No entanto. Já os motivos de impedimento ou suspeição que podem atingir o assistente técnico divergem dos dispostos em lei para juiz e perito (CPC. 423). podendo ser escolhidos peritos dentre outros técnicos. 956). hábil para inferir pareceres ao processo. também é um profissional habilitado. 4. esta norma é apenas uma recomendação.Vale ressaltar que o juiz não pode ser. III). para ser perito. é indicado pelas partes e de sua inteira confiança (e não sujeito às causas de impedimento e suspeição).4 Direitos e Deveres do Perito: . por perito nomeado pelo Juiz. 138. O juiz autorizará a remessa dos autos. devendo procurar favorecer os argumentos da parte assistida.

435). O Código de Processo Civil faz menção ainda ao termo “arbitramento”. o qual consiste na verificação do valor. no artigo 435. e ainda o direito a recorrer a diversos meios para adquirir informações pertinentes ao conhecimentos dos fatos a serem provados.7. vistoria ou avaliação. prestar informações inverídicas responderá pelos prejuízos que causar à parte. a vistoria se trata de inspeção de bens imóveis e a avaliação destina-se à apuração de valor. parágrafo 2º. ressaltando que. art. Há. desde que alegue motivo legítimo (CPC. parágrafo único) e o de lealdade. sendo que: “O perito que por dolo ou culpa. de coisas.Dentre os diversos direitos pode-se destacar: o direito de receber honorários fixados pelo juiz caso a parte obrigada não exerça o pagamento (CPC.5 Espécies de Perícia: O artigo 420. a funcionar em outras perícias e incorrerá na sanção que a lei penal estabelecer” (CPC. direitos ou obrigações. entre outros direitos mencionados em lei. ficará inabilitado. os quais demonstrem relevância à solução da demanda. parágrafo único. o dever de aceitar o encargo quando for nomeado (CPC. conforme dista o CPC. 146).206. 4. do CPC. 146). art. 4. escusarse do encargo. como por exemplo.6 Admissibilidade da Perícia: . 147). 19 e parágrafo 1º). Os deveres. a parte não poder pretender a nulidade do processo por cerceamento de defesa se não pediu a intimação do perito de acordo com o artigo 435. após o encerramento da instrução e oferecimento de razões finais. recusando o chamado no prazo determinado sob pena de multa (CPC. art. podem ser: o de dar esclarecimento em audiência caso haja o requerimento de alguma das partes (CPC. art. da quantidade ou qualidade do objeto do litígio. art. parágrafo1º e 1. exceto se possuir motivo legítimo. por 2 (dois) anos. 606. art. expõe três tipos de perícia: exame. 424. devendo a recusa ser apresentada em um prazo de 5 (cinco) dias (CPC. art. a não especialização no ramo. art. com a condição de serem devidamente intimados. de direitos ou de obrigações conforme os artigos 18. 146). O exame constitui-se em uma inspeção exercida sobre coisas. em dinheiro. dentre outros. ou de serviços. 33) e de adquirir antecipadamente as despesas necessárias à perícia (CPC. necessária ao caso. do CPC. pessoas ou documentos em geral objetivando a verificação de algum fato ou circunstância.7. 607. também.

o juiz poderá indeferir o pedido em determinados casos.8 Do Laudo Pericial: O laudo trata-se do meio pelo qual o perito apresenta o resultado de suas pesquisas. quando for desnecessário em vista de outras provas produzidas que já tenham total efeito ou ainda quando a verificação for impraticável (CPC. quando a prova do fato não depender do conhecimento especial de um técnico e neste caso ele verifica se não é possível comprovar os fatos por meios mais fáceis. do CPC. presumida. prazos preclusivos. de ofício ou a requerimento da parte. por determinação do juiz.DA INSPEÇÃO JUDICIAL 4. do CPC. o juiz nomeará o perito no prazo determinado através de intimação. Cabe ao juiz fixar um prazo razoável à entrega do laudo. por sua expressa permissão legal. então. ao assistente técnico. Sendo estes. não podendo ultrapassar a marca prevista no artigo 433. art. 4. apenas a resposta aos quesitos apresentados pelas partes. ainda que este seja inegavelmente um elemento de instrução. sendo. em regra.1 Conceito: . 420). 4. observando os artigos 425 e 426 do CPC.Sua admissibilidade é.8. O magistrado ficar preso obrigatoriamente ao laudo. parágrafo único. de suas investigações ou diligências. Logo o laudo pericial é o relatório técnico das conclusões do perito.7. não lhe exigindo forma especial. 4. havendo a possibilidade ainda de formular quesitos acerca do objeto da perícia (e não sobre matéria nova). do CPC ao perito e no artigo 433. Essa segunda perícia tem o objetivo de corrigir eventual omissão ou inexatidão da primeira perícia que não ficou suficientemente clara. Pode haver também a realização de nova perícia. podendo o perito indicar assistente técnico e apresentar quesitos (os quais são perguntas que objetivam aquilo que se quer provar). sendo necessária sua apresentação 5 (cinco) dias depois da realização do exame pericial.8 .7. a sua exposição da perícia então realizada.7 Procedimento: Ao decidir pela perícia. conforme consta o artigo 436. porém.

de outra forma os objetos serão trazidas à sua sede. art. com a finalidade de esclarecer as convicções do magistrado.8. sob pena de nulidade absoluta da sentença. Ao realizar a inspeção. especialmente quanto ao transporte do magistrado e escrivão. a este cabe antecipá-las por aplicação analógica do art. assim como as partes podem fazer-se acompanhar dos seus respectivos assistentes técnicos. cabe ao autor adiantá-las.2 Procedimento: De ofício ou por requerimento das partes. pois estas têm o direito de assistir à inspeção. podendo prestar esclarecimento e fazer observações que reputem de interesse para a causa (CPC. Se a requerimento do Réu. podendo ocorrer também na 2a instância (CPC. podendo ele se deslocar quando a coisa não puder ser apresentada em juízo. além de se fazer acompanhar do escrivão da causa. Ela pode ser exercida em pessoas ou objetos. Já em se tratando de pessoas. A inspeção judicial. é considerada como um dos meios mais idôneos de comprovação de fatos em juízo. o fato alegado pela parte adversária é tido como verdadeiro. ou de móvel de difícil transporte. 4. o juiz pode deliberar pela realização da inspeção. art 442). Vale ressaltar que só se considera inspeção judicial o exame feito pelo próprio juiz. 442). 440). Se houver desobediência. lavra-se um auto que descreva o ocorrido. a lei obriga a submeter-se à inspeção (CPC. inciso II). sem causar despesas ou dificuldades. art. art 443). acarreta despesas. o juiz poderá ainda ser assistido por um perito ou mais (CPC. pois faz com que o juiz inspecione a situação através de verdadeiro exame ocular. e ainda quando determinar a reconstituição dos fatos (CPC. antes de 1973. sem intermediários. 19). art 441). art. do CPC. art. sendo necessário que determine a prévia intimação das partes. . o juiz irá até o local onde eles se encontram. mencionando tudo quanto for útil ao julgamento da causa (CPC. sendo necessário que contenha o nome das pessoas que participaram da diligência. Em se tratando de imóvel. Terminada a inspeção.340.O Código de Processo Civil chama de “inspeção judicial” o que a doutrina. ou a prova por inspeção judicial. Essas despesas constituem encargo da parte (CPC. chamava de “exame judicial”. Se for ordenada de ofício. de ofício ou a requerimento da parte. 33. A inspeção judicial que é feita pelo próprio juiz.

respeitando os direitos individuais fundamentais. nem mesmo a vontade de uma maioria pode derrogar (Estado de Direito). pois se caracteriza como a violação do ordenamento jurídico na obtenção de provas. em certos casos. Não se busca a certeza absoluta. assim como quaisquer outros não especificados em lei. sendo estas recolhidas infringindo as normas materiais. As provas ilícitas são inadmissíveis segundo o próprio art. contanto que moralmente legítimos. atenda aos interesses da maioria. mas a certeza relativa suficiente na convicção do magistrado". o qual estabelece que as provas possam ser obtidas por todos os meios legais. em que consiste na percepção de que. em sua atividade. como também há de se reconhecer e de se lançar mão de um . LVI. são hábeis para provar a verdade dos fatos.5 . permitindo-se a utilização da prova. tal como diz o artigo 332. para quem "A finalidade da prova é o convencimento do juiz. a prova não tem „um fim em si mesma‟ ou um fim moral ou filosófico: sua finalidade prática. configurando-se importante garantia em relação à ação persecutória do Estado. aliás. é sempre impossível. se faz necessário não só a existência de normas para pautar essa atividade e que. Esta atenuação é visada segundo o principio da Proporcionalidade. CPC: “Todos os meios legais. bem como os moralmente legítimos. percebes-se que o direto tutelado possui maior destaque na sua contraposição com direitos tais como da intimidade e liberdade de comunicação. qual seja. em que se funda a ação ou a defesa.Prova ilícita: O princípio da liberdade dos meios de prova está implícito no Código de Processo Penal. No entanto a doutrina constitucional passou a atenuar as vedações buscando evitar as distorções que estas poderiam causar nos casos de excepcional gravidade. a concepção do princípio da proporcionalidade serve “Para que o Estado. bem como o Código de Processo Civil.”. Isto se afirma por grande parte da Doutrina. em determinados casos delicados. As provas ilegítimas são aquelas obtidas com desrespeito a norma processual e as ilegais constituem um gênero que contém as duas anteriores. No conceito de Vicente Greco Filho. no artigo 155. No processo. ainda que não especificados neste Código. 5º. Segundo Luiz Francisco Torquato Avolio. a qual. convencer o juiz. da Constituição Federal. que é o seu destinatário. ainda que não seja unânime. Prova ilícita não se confunde com provas ilegítimas ou ilegais.

No entanto é cabível classificar os tipos de provas ilícitas mais freqüentes. Não é possível enumerar de forma totalitária todas as formas em que uma prova possa ser produzida ilicitamente. com a condição que. se inclinou pela ilegalidade desse tipo de prova. em um caso concreto. onde o vício da arvore se transmite aos seus frutos. na contraposição entre os prejuízos causados ao ordenamento jurídico. Somente é valido o que esta na lei. as provas lícitas que derivaram de uma conduta ilícita para sua obtenção devem ser retiradas dos autos. tal qual sua aplicação mencionada anteriormente. No entanto. ou a partir do meio empregado para a demonstração do fato probando. Com o advento desta. esteja em jogo interesse de maior relevância. ou seja.princípio regulativo para se ponderar até que ponto se vai dar preferência ao todo ou às partes (Princípio da Proporcionalidade)”. em todos os casos. as provas ilícitas por derivação constituam inadmissíveis.Tipos de prova ilícita: A qualidade ilícita da prova provém ou da forma como foi obtida (causa mais freqüente). uma vez que sua diversidade é tamanha. uma vez que. pois o magistrado não pode ser valer dela para constituir sua decisão. não podendo o Estado se valer de medidas ilegais para atingir um fim. ou seja. o Supremo Tribunal Federal. uma vez que não possuía previsão legal. não possui vedação absoluta. provas adquiridas através de uma prova obtida por meio ilícito. pelo próprio princípio da Proporcionalidade. as provas por derivação podem ser aceitas.1 . utilizando-se então da teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). Assim sendo.296/96 este tipo de prova era considerado totalmente ilícito. após breve período de indecisão. vale ressaltar que esse posicionamento do STF não significa que. 5. tais como um testemunho produzido mediante ameaça ou pecúnia. A interceptação telefônica é um ponto fértil para discussão doutrinária. segundo Marcus Vinicius Rios Gonçalves. A adoção desses tipos de prova. Com efeito. antes da Lei n. houve uma modificação no artigo 5º da .º 9. 5. é uma questão polêmica. a utilização da prova ilícita pode vir a ser menos ofensivo que sua desconsideração.Teoria dos frutos da árvore envenenada: A admissibilidade das provas ilícitas por derivação.2 .

os incontroversos as dispensam. (. isto é. ou mediante requerimento de autoridade policial ou do Ministério Público. considerando que as mesmas se constituem ilicitamente. Conclusão Com a fase instrutória do processo.). “salvo. Cada parte tem o ônus de provar os fatos que afirmou e que sejam de seu interesse.”. determinando a produção de provas necessárias para a apuração da veracidade de uns e outros. da verdade de determinados fatos. como idôneos a convencer (prova como ‘resultado’) o juiz da ocorrência de determinados fatos.. o . tendo ele que ter a diligencia necessária para perceber quando o réu tenta de forma descabida e desarrazoada. atrasar o andamento do processo.. prova é o meio que as partes se utilizam para estabelecer uma verdade mediante verificação ou demonstração no âmbito processual. Porém. dizimar as duvidas existentes no interior do juiz.Constituição Federal. os quais vieram ao processo em decorrência de atividade principalmente. forma-se uma dialética entre as partes. por ordem judicial. de ofício. tal qual a necessidade de indícios razoáveis para a utilização dessa medida e a autorização judicial. através da figura da prova emprestada. tem como grande finalidade. Esse tipo de prova pode ser transportado para o âmbito civil. se infere que a fase instrutória do processo. arts. Sendo que o juiz ouve a versão dos fatos trazidas pelo autor e pelo réu. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal". Somente haverá a necessidade de provas sobre aqueles fatos que o réu tenha tornado controvertidos. são os “meios definidos pelo direito ou contidos por compreensão num sistema jurídico (v. tornando-a inválida sua utilização. o qual afirma a inviolabilidade do sigilo telefônico. acerca da lide que está a sua frente. cuja produção se mantém em requisitos pré-estabelecidos em lei. A partir desta lei. 332 e 366). em seu inciso XII. segundo Arruda Alvim. Recentemente o Ministro Cezar Peluso concedeu habeas corpus a paciente cuja custódia foi decretada por meio de provas obtidas através da troca de correio eletrônico entre advogado e cliente. dos litigantes (prova como ‘atividade’). Portanto. Como já dito na introdução. pedindo a produção de provas que não ajudarão em nada a elucidação do caso. foi possível a obtenção de interceptação telefônica por meios lícitos.

junto com o da ampla defesa e do contraditório . sobre a veracidade dos fatos alegados pelas partes. Tudo isso decorrente do principio do devido processo legal. deve ele requisitar que as partes indiquem as provas que querem produzir e quando não o fizerem. No entanto. que não sejam produzidas provas para o caso concreto. tem o juiz poder para ele mesmo. quando se dará o julgamento antecipado da lide. ou até mesmo a lei processual enumera alguns casos em que isso.juiz tem livre arbítrio pra decidir as questões do jeito que lhe achar mais justo. requerer produção de provas que o ajudem a decidir melhor a lide. pode ocorrer. sendo que pode. desde que não contrarie a lei. de oficio. sempre que pairar dúvidas no juiz. quando não achar necessário.