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MANUAL DE REABILITAÇÃO E MANUTENÇÃO DE FACHADAS O objectivo da descrição que a seguir encontrará

MANUAL DE REABILITAÇÃO E MANUTENÇÃO DE FACHADAS

O objectivo da descrição que a seguir encontrará vai de encontro à crescente sensibilização que se

justifica enaltecer e que tem a ver com o sentimento de fazer parte de uma comunidade que se preocupa com o seu património, com a qualidade de vida inerente e, genericamente, com valores que é urgente requalificar e conservar.

Com um Know-how de 25 anos e uma postura empresarial certificada por exigentes parâmetros europeus,

a Tintas 2000 propõe-lhe um Sistema de última geração exaustivamente elaborado para o combate e

solução das patologias na degradação de edifícios – SIREM (sistema integrado de reabilitação e manutenção). Segundo esta metodologia o problema é abordado desde o diagnóstico até à solução final, passando pelo aconselhamento técnico dos melhores produtos para cada caso específico e o acompanhamento especializado de uma equipa que terá todo o gosto em ajudá-lo a solucionar o seu

problema.

Seja, pois, bem-vindo a este Manual de Reabilitação e Manutenção de Fachadas.

a este Manual de Reabilitação e Manutenção de Fachadas. Agentes responsáveis pela degradação de fachadas Água
a este Manual de Reabilitação e Manutenção de Fachadas. Agentes responsáveis pela degradação de fachadas Água

Agentes responsáveis pela degradação de fachadas

Água

A presença de água no interior das fachadas é um dos problemas mais comuns e um dos mais difíceis de

solucionar. A presença de humidade excessiva pode afectar a aderência das tintas causando o descasque, manchas de cor e favorecer o aparecimento de fungos. Fundamentalmente essa água poderá ter três

origens:

- Humidade na construção

- Água da chuva

- Água retida no solo

Humidade na construção

Um dos principais componentes dos materiais de construção de paredes e tectos é a água. Após a secagem destes materiais, é vulgar encontrarmos uma elevada percentagem de impurezas provenientes dessa mesma água.

Como apenas as impurezas em suspensão podem verificadas á vista desarmada, só a análise química permite avaliar as impurezas dissolvidas, por vezes extremamente prejudiciais, podendo provocar eflorescências, ataque químico no filme de tinta ou contaminação de bactérias ou fungos.

Numa fase de construção ou reconstrução, não sendo possível realizar a análise química da água, é aconselhável verificar, pelo menos, se esta é límpida.

é aconselhável verificar, pelo menos, se esta é límpida. As patologias mais comuns provocadas pela água
é aconselhável verificar, pelo menos, se esta é límpida. As patologias mais comuns provocadas pela água
é aconselhável verificar, pelo menos, se esta é límpida. As patologias mais comuns provocadas pela água

As patologias mais comuns provocadas pela água são:

Eflorescências

Uma vez no interior da fachada, a água dissolve uma enorme variedade de sais (cloretos/ água do mar, nitratos/ fossas sépticas, carbonatos e sulfatos/ materiais de construção). Esta solução salina migra porque capilaridade (“efeito esponja”) ao longo da parede. A alcançar a superfície os sais recristalizam originado eflorescências, vulgarmente denominadas salitre.

Com o passar do tempo as manchas, geralmente brancas, de salitre têm tendência a expandirem-se originando empolamento e descasque do revestimento.

têm tendência a expandirem-se originando empolamento e descasque do revestimento. Fissuração por acção da água

Fissuração por acção da água

Não são raros os locais do nosso país em que no inverno se registam temperaturas inferiores a 0º C. Perante estas condições, a água presente no interior da parede passa do estado liquido para o estado sólido, aumentando consideravelmente de volume o que poderá originar fissurações na fachada. Este tipo de fissura atinge toda a espessura da alvenaria é vulgarmente denominada por Greta.

espessura da alvenaria é vulgarmente denominada por Greta. Contaminação microbiológica A água tem um papel

Contaminação microbiológica

A água tem um papel fundamental no que se refere à contaminação microbiológica de fachadas. A presença de humidade na superfície da fachada cria um meio propício ao desenvolvimento de microorganismos tais como fungos, algas, líquenes, musgos, bactérias.

No esquema que se segue é apresentado uma situação em que são reunidas estas condições.

uma situação em que são reunidas estas condições. Se a temperatura da parede for inferior à

Se a temperatura da parede for inferior à temperatura ambiente

- Ponto de orvalho

Humidade do ar condensa formando um filme

- Se o revestimento não for mais adequado o filme da água poderá absorver de tinta compostos orgânicos criando desta forma o meio propício ao desenvolvimento de microorganismos.

Medidas preventivas à degradação das fachadas por acção da água A maioria das acções preventivas

Medidas preventivas à degradação das fachadas por acção da água

A maioria das acções preventivas deverão ser tomadas durante a fase de construção, de que são exemplo:

qualidade da água utilizada, impermeabilização das fundações, escoamentos de águas pluviais, etc.

Na fase de construção em que actuamos – pinturas/acabamento, está fora do nosso alcance controlar se estas medidas são ou não postas em prática correctamente.

estas medidas são ou não postas em prática correctamente. No entanto é fundamental haver uma sensibilização

No entanto é fundamental haver uma sensibilização do responsável da obra, e de todos os trabalhadores nela intervenientes, para a importância do seu trabalho e transmitir-lhes que por vezes um pequeno erro na fase inicial origina um grande problema no futuro.

Quando surgem defeitos inesperados no revestimento por pintura existente a tendência para que a culpa seja imediatamente atribuída à qualidade da tinta, no entanto frequentemente essas falhas são resultantes de:

- Aplicação indiferenciada de tintas, independentemente do tipo de base em presença;

- Não se proceder a uma inspecção do estado da base antes da pintura;

- Não se respeitar os tempos de secagem dos revestimentos e substratos;

-Os produtos não corresponderem às exigências pretendidas, ou não se adequarem às condições de exposição.

Três medidas preventivas básicas (já numa fase final de obra) são: - A pintura só

Três medidas preventivas básicas (já numa fase final de obra) são:

- A pintura só deve ser iniciada após secagem completa da superfície;

- Não deve existir uma grande diferença entre a temperatura da superfície e a temperatura ambiente, evitar aplicações apões longa exposição ao sol;

-

O revestimento (tinta) deve possuir impreterivelmente as seguintes carecteristicas:

|

-Impermeabilidade à água - Permeabilidade ao vapor de água .

à água - Permeabilidade ao vapor de água . Sol Acção da radiação ultravioleta Apesar da

Sol

Acção da radiação ultravioleta

ao vapor de água . Sol Acção da radiação ultravioleta Apesar da radiação ultravioleta representar apenas

Apesar da radiação ultravioleta representar apenas 5% do espectro solar, esta é responsável pela maior parte dos danos fotoquímicos observados nos materiais expostos no exterior.

Entre os danos que se verificam durante a exposição e que são devidos a uma degradação fotoquímica provocada por fotões que quebram as ligações químicas, contam-se:

- Alteração da cor - Perda do brilho - Ocorrência de fissuração - Empolamento -

- Alteração da cor

- Perda do brilho

- Ocorrência de fissuração

- Empolamento

- Descasque

- Pulverulência

- Outros

Para garantir um revestimento com elevada resistência à radiação ultravioleta, os produtos utilizados deverão ser constituídos por ligantes 100% acrílicos e pigmentos rigorosamente seleccionados. Uma outra acção negativa do sol nas fachadas consiste num amolecimento de determinados revestimentos o que irá promover a aderência de partículas originando sujidade. Esta sujidade para além de esteticamente ser negativa, proporciona ainda um ambiente propício à propagação microorganismos (fungos, algas, líquenes, etc.).

microorganismos (fungos, algas, líquenes, etc.). Os produtos para exterior Tintas 2000 são exaustivamente

Os produtos para exterior Tintas 2000 são exaustivamente testados, nomeadamente no que concerne à resistência à radiação ultravioleta, através da realização de ensaios de envelhecimento acelerado.

O envelhecimento acelerado é um ensaio muito útil na previsão da durabilidade dos materiais quando estes são sujeitos ao ataque da luz e/ou da humidade. A câmara de envelhecimento acelerado (QUV – Accelerate Weathering Tester) simula o efeito da luz solar com lâmpadas ultravioletas florescentes. Os efeitos da chuva e humidade são também simulados no QUV através da condensação de vapor de água à superfície dos provetes a testar. Os materiais são testados mediante a exposição alternada a ciclos de luz e de condensação, que decorrem a altas temperaturas. Em poucos dias ou semanas é possível “reduzir” os danos que ocorrem durante meses ou anos de exposição no exterior.

A vasta escolha de ciclos e temperaturas permite simular diversos tipos de clima.

e temperaturas permite simular diversos tipos de clima. Ar O ar não pode ser considerado um

Ar

O ar não pode ser considerado um interveniente directo na degradação de fachadas, no entanto actua

como um veículo para diversos fenómenos tais como a carbonatação e chuvas ácidas.

fenómenos tais como a carbonatação e chuvas ácidas. Carbonatação A carbonatação ocorre em diversos

Carbonatação

A carbonatação ocorre em diversos substratos, analisemos por exemplo este processo no betão. A

protecção anticorrosiva das armaduras de ferro é assegurada pela alcalinidade do betão. A carbonatação consiste precimamente numa diminuição progressiva dessa mesma alcalinidade o que irá comprometer fortemente a preservação da estrutura metálica.

Processo de carbonatação: - Se não for convenientemente protegido o betão absorve dióxido de carbono

Processo de carbonatação:

- Se não for convenientemente protegido o betão absorve dióxido de carbono presente no ar.

- O betão possui hidróxido de cálcio que ao reagir com o dióxido de carbono absorvido origina carbonato de cálcio.

-

Aumento da quantidade de carbonato de cálcio

|

-

Diminuição da alcalinidade = CARBONATAÇÃO

A carbonatação expõe a estrutura metálica a fenómenos de oxidação. A oxidação do ferro provoca um

aumento de volume da estrutura que poderá originar fissuração do betão.

da estrutura que poderá originar fissuração do betão. Chuvas Ácidas A poluição do ar tem também

Chuvas Ácidas

A poluição do ar tem também um papel activo no fenómeno de degradação de fachadas. Os gases de

combustão lançam elevadas concentrações de hidrocarbonetos na atmosfera que quando combinados com água da chuva originam chuvas ácidas. Se as fachadas não estiverem convenientemente protegidas, estes compostos agressivos penetram no substrato, tornando-o mais poroso, o que inevitavelmente acelera o seu processo de degradação

Matéria Os materiais utilizados na construção civil possuem características físico-químicas muito diversas e os

Matéria

Os materiais utilizados na construção civil possuem características físico-químicas muito diversas e os diferentes factores ambientais que sobre eles actuam, degradando-os, podem afectá-los e alterar as suas características de modo distinto.

e alterar as suas características de modo distinto. Existe uma grande diversidade de rebocos: - Revestimentos

Existe uma grande diversidade de rebocos:

- Revestimentos de ligantes minerais tradicionais:

Argamassa de cimento, argamassa de cal afagada, argamassa de cal hidráulica, argamassas abastadas.

- Revestimentos de ligantes não minerais tradicionais:

Monomassas, pré-doseador com aditivos.

- Betão

- Outros

Alcalinidade (saponificação)

As paredes em cujas argamassas foram utilizados cimentos Portland ou cal, são fortemente alcalinas. Os estuques quando misturados com cal, tornam-se também alcalinos. As tintas oleosas alquídicas (base solvente), podem ser saponificadas pelo álcalis em presença da humidade, perdendo dureza e em certos casos manchando. Algumas tintas plásticas, podem ser alteradas por álcalis fortes, quando em percentagens elevadas.

Absorção diferencial

Se o substrato não tem uma composição ou aspecto uniforme em toda a área, é natural que a tinta aplicada sofra efeitos de absorção diferenciados em zonas mais e menos porosas, acabando o filme de tinta por apresentar áreas com brilhos distintos, surgindo manchas tanto mais visíveis quanto mais brilhantes forem as tintas.

tanto mais visíveis quanto mais brilhantes forem as tintas. Outras anomalias do substrato - Dilatações e

Outras anomalias do substrato

- Dilatações e contracções do substrato;

- Micro fissuração;

- Excesso de cal na massa de cimento;

- Porosidade;

- Má coesão / Pulverulência

Motivos para optar por um revestimento de pintura:

Decoração: permite alterar o aspecto visual de qualquer superfície ou estrutura (ex. a massa RENOVAMIL permite modificar completamente uma fachada de pastilha ou azulejo sem que seja necessário remover o material cerâmico);

Disfarçar pequenos defeitos: através do uso de tintas texturadas (ex. tinta texturada CREPIMIL que posteriormente pode ser repintada consoante o acabamneto pretendido);

Melhoria das condições ambientais: através da escolha criteriosa do revestimento conseguem-se melhorias, quer ao nível de higiene e sanidade do meio ambiente, quer das condições de iluminação;

Funções especiais: em muitas aplicações pretende-se que o revestimento para alem de melhorar o aspecto visual e de proteger o substrato, impeça também por exemplo, o desenvolvimento de microorganismos (ex. tintas com aditivos fungicidas, como é o caso de muitas das nossas tintas);

Garantir resistência e ambientes agressivos: o uso de produtos tais como o PRIMÁRIO e TINTA PLIOMIL é garantia de sucesso em ambientes agressivos, isto porque têm uma excelente aderência, permitem a “respiração” do substrato, boa resistência aos microorganismos, e são de fácil aplicação, podendo até ser aplicados com temperaturas negativas (são insensíveis ao gelo).

Em reabilitação e restauro, cada caso é um caso, e como tal os esquemas de tratamento referenciados neste manual são apenas orientativos. A Fábrica de Tintas 2000 possui ainda uma vasto leque de alternativas que poderão, eventualmente, adaptarem-se melhor à sua situação/ problema.

Esquema de tratamentos:

Tratamento de telhados

problema. Esquema de tratamentos: Tratamento de telhados Em telhados de telha de barro ou telha de

Em telhados de telha de barro ou telha de cimento, é comum a presença de fungos e musgos, que têm que ser eliminados antes de se proceder a sua repintura.

Telha de barro

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Hidrofugante 2000

Material:

Pincel de caiar Trincha Pulverizador

Aplicação:

- Lavar as telhas com jacto de água sob pressão.

- Substituir as telhas que eventualmente se encontrem partidas ou rachadas.

- Desinfectar a superfície com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48

horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Após completa secagem das telhas aplicar três demãos, húmido sobre húmido, de Hidrofugante 2000

de forma a impregnar a superfície. Quanto mais Hidrofugante 2000 a telha absorver, maior é a protecção

ao desenvolvimento de fungos e musgos e o efeito de repelência à água prolonga-se por mais tempo. Como orientação recomendamos a aplicação de 1 litro de Hidrofugante 2000 para cada 3/4 m2.

Telhas de cimento e fibrocimento

Produtos: Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Plas Super Material: Pincel de caiar Trincha Rolo

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Plas Super

Material:

Pincel de caiar Trincha Rolo

Aplicação:

- Lavar as telhas com jacto de água sob pressão.

- Substituir as telhas que eventualmente se encontrem partidas ou rachadas.

- Desinfectar a superfície com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48

horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Após completa secagem da superfície, aplicar uma demão de Primário Pliomil. Esta demão destina-se à

selagem/impregnação da telha e quanto maior for a infiltração do primário na telha melhor é a aderência das camadas subsequentes.

- Aplicar 1ª demão de Plas Super diluído a 15%.

- Aplicar 2ª e 3ª demãos de Plas Super sem diluir.

Rufos

Aplicar 2ª e 3ª demãos de Plas Super sem diluir. Rufos Construções metálicas geralmente constituídas por

Construções metálicas geralmente constituídas por chapa galvanizada. Este tipo de estruturas é

frequentemente afectada por fenómenos de corrosão que se reflectem na degradação da pintura.

Embora esta estruturas tenham uma natureza diferente de todas as outras abordadas neste trabalho, é fundamental referencia-las, porque delas advêm muitas das patologias das fachadas.

Esquema de tratamento 1 Produtos:

Decapante 2000 Diluente celuloso 2000 Galvamil Diluente Galvamil

Material:

Raspador Lixa grão nº 150 Pistola

Aplicação:

Remover a tinta velha com a ajuda de um raspador e lixa de grão nº150. De um modo geral, este processo de limpeza é suficiente. Em casos mais difíceis podemos recorrer ao Decapante 2000 que deve ser aplicado de forma abundante. Após 15 minutos retirar a tinta velha com a ajuda de um raspador. Lavar abundantemente com Diluente Celuloso 2000 de forma a eliminar todos os resíduos do decapante. Aplicar uma demão de Galvamil diluído a 15% com Diluente Galvamil.

Importante: Este esquema é adequado para aplicação à pistola.

Esquema de tratamento 2

Produtos:

Decapante 2000 Diluente celuloso 2000 Primário Wash-Primer Diluente Wash-Primer Subcapa Sintética Esmalte 2000 Super Diluente Sintético

Material:

Raspador Lixa grão nº 150 Lixa grão nº 220 Trincha Rolo

Aplicação:

- Remover a tinta velha com a ajuda de um raspador e lixa de grão nº150. De um modo geral, este

processo de limpeza é suficiente. Em casos mais difíceis podemos recorrer ao Decapante 2000 que deve ser aplicado de forma abundante. Após 15 minutos retirar a tinta velha com a ajuda de um raspador.

- Lavar abundantemente com Diluente Celuloso 2000 de forma a eliminar todos os resíduos do decapante.

- Aplicar uma demão de Primário Wash-Primer diluído a 5% com Diluente Wash-Primer. Este primário tem como principal função promover a aderência das camadas seguintes de esmalte, no entanto a espessura de película seca não deve ultrapassar os 10 um.

- Aplicar uma demão de Subcapa Sintética diluída a 5% com Diluente Sintético. Lixar a subcapa com lixa de grão nº 220.

- Aplicar uma demão de Esmalte 2000 Super, se necessário diluído a 5% com Diluente Sintético.

Nota: Intervalo de tempo máximo entre aplicação do Primário Wash-Primer e da sub-capa sintética de 48 horas. Repintura dos beirados do telhado

sintética de 48 horas. Repintura dos beirados do telhado Os beirados dos telhados são uma zona

Os beirados dos telhados são uma zona ingrata de pintar devido a sua proximidade às telhas o que, muitas vezes resulta em infiltrações vindas do telhado. É constituída por uma zona praticamente horizontal que quando chove permanece húmida durante muito tempo.

Recomenda-se para estas zonas uma tinta resistente ao desenvolvimento de bolores e permeável ao vapor de água.

Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Tinta Pliomil Diluente Pliomil

Material:

Trincha

Rolo

Aplicação:

- Lavar os beirados com jactos de água sob pressão.

- Desinfectar a superfície com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz na eliminação dos fungos).

- Aplicar 1º demão de Tinta Pliomil diluída a 5 a 10% com Diluente Pliomil.

- Aplicar 2ª e 3ª demãos de Tinta Pliomil sem diluir.

Tratamento de varandas e terraços

Pliomil sem diluir. Tratamento de varandas e terraços As infiltrações de água são uma das maiores

As infiltrações de água são uma das maiores causas da degradação de algumas pinturas, principalmente de varandas e terraços. Para evitar este tipo de problemas é fundamental prestar especial atenção ao sistema de impermeabilização escolhido e à forma como é executado.

Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Impermeabilizante Flexível

Material:

Trincha Rolo Talocha Rede em fibra de poliéster

Aplicação:

- Lavar a superfície com jacto de água sob pressão.

- Desinfectar a superfície com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Após completa secagem da superfície, aplicar uma demão de Primário Pliomil sem diluir.

- Aplicar 1ª demão de Impermeabilizante Flexível diluído a 20% com água.

- Aplicar a 2ª demão de Impermeabilizante Flexível sem diluir. Nesta fase deve ser colocada uma rede em fibra de poliéster devidamente impregnada no Impermeabilizante.

- Aplicar 3ª demão de Impermeabilizante Flexível sem diluir.

Nota 1: Para garantir uma Impermeabilização eficaz recomenda-se a aplicação de 2 kg/ m2 de Impermeabilizante Flexível (quantidade total).

Nota 2: É possível a aplicação com cimento cola de revestimentos cerâmicos sobre este esquema, tendo no entanto atenção ao facto de apenas iniciar a colocação do cerâmico após completa secagem dos produtos.

Revestimento cerâmico

após completa secagem dos produtos. Revestimento cerâmico De um modo geral, este tipo de revestimento caracteriza-se

De um modo geral, este tipo de revestimento caracteriza-se por um baixo ou nulo índice de absorção e superfície lisa. É frequente este tipo de revestimento apresentar vários tipos de patologias, tais como, fissuração e deslocamento do cerâmico.

Pastilha/ Azulejo vitrificados

Atendendo às características técnicas do Renovamil, o esquema que se segue visa a recuperação de revestimento cerâmico alterando por completo o aspecto da fachada sem que para isso seja necessário remover os cerâmicos.

Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Renovamil Isoselante Crepimil

Material:

Rede de fibra de vidro Pincel rectangular Talocha metálica Talocha de vidro acrílico ou plástica Trincha Rolo

Aplicação

de vidro acrílico ou plástica Trincha Rolo Aplicação Verificar a solidez e aderência dos cerâmicos em

Verificar a solidez e aderência dos cerâmicos em toda a superfície da fachada.

Remover cerâmicos descolados (ocos) e/ ou partidos. Lavar toda a superfície com jacto de água sob pressão. Desinfectar a superfície com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos). Regularizar baixos-relevos da superfície com argamassas de ligantes mistos, tratar fissuras *. Aplicar com talocha metálica 1ª camada de Renovamil sem qualquer diluição. A aplicação deverá ser realizada em movimentos cruzados sendo a última passagem na vertical. Durante a aplicação da 1ª camada de massa deve ser colocada a rede, ajustando-a com a talocha de modo a que fique perfeitamente impregnada no Renovamil. Após 24 horas aplicar 2ª camada de Renovamil. Deixar secar aproximadamente 4 dias.

Aplicar uma demão de Isoselante sem diluir.

Aplicar com talocha metálica uma demão de Crepimil. A aplicação deverá ser realizada em movimentos

cruzados de forma obter uma camada uniforme. O efeito decorativo é obtido através da passagem de uma talocha plástica lisa em movimentos circulares, verticais ou horizontais consoante a textura pretendida.

Nota 1: A aplicação da rede de fibra de vidro destina-se ao reforço do Renovamil, principalmente entre as alvenarias de tijolo, pilares e betão. Confere maior resistência a tracção do conjunto, permitindo contracções e dilatações sem provocar danos no revestimento.

Nota 2: para acabamentos mais nobres aconselhamos a aplicação de tintas e vernizes acrílicos, Plas Super ou Verniz Graniver, sobre o Crepimil.

* Dependendo da sua origem as fissuras têm características distintas, como tal o seu tratamento deve ser analisado caso a caso.

Pastilha/ Azulejo não vitrificados

analisado caso a caso. Pastilha/ Azulejo não vitrificados Neste tipo de substrato pode ser aplicado o

Neste tipo de substrato pode ser aplicado o esquema Renovamil anteriormente referido, ou primário adesivo. Este último não altera a natureza do substrato. Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Adesivo Membrana Fibrada Membrana Fibrada Fina

Material:

Pincel rectangular Trincha Rolo liso e rolo rugo (rolo da tinta de areia)

Aplicação:

- Verificar a solidez e aderência dos cerâmicos em toda a superfície da fachada.

- Remover cerâmicos descolados (ocos) e/ou partidos.

- Lavar toda a superfície com jacto de água sob pressão. Usar Água sem quaisquer aditivos.

- Desinfectar com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas

previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz na eliminação dos fungos).

- Regularizar baixos-relevos da superfície com argamassas de ligantes mistos, tratar fissuras *. Na

regularização dos baixos-relevos é necessário ter o cuidado de efectuar a reparação mantendo o padrão do revestimento original.

- Aplicar com rolo, trincha ou pincel rectangular, uma demão de Primário Adesivo sem diluir. Esta operação deverá ser executada de modo a que todas as uniões no cerâmico fiquem perfeitamente revestidas com primário.

- Após 3 dias de secagem, aplicar 1ª demão de Membrana Fibrada diluída 15% com água. Deixar secar 24 horas.

- Aplicar 2ª demão de Membrana Fibrada sem diluir.

- Aplicar uma demão de Membrana Fibrada Fina sem diluir. Para obtenção de um acabamento

uniforme e garantir uma película capaz de absorver pequenas dilatações, recomendamos a passagem final

executada com rolo rugo.

* Dependendo da sua origem as fissuras têm características distintas, como tal o seu tratamento deve ser analisado caso a caso.

Monomassas

As monomassas são produtos muito susceptíveis a contaminação microbiológica. Como existem vários tipos de acabamento com monomassas, apresentamos apenas proposta de recuperação para dois tipos.

Monomassas com acabamento tipo raspado

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Diluente Pliomil Tinta Pliomil

Materiais:

Trincha

Rolo anti-gota

Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Aplicar uma demão de Primário Pliomil diluído a 10% com Diluente Pliomil. Esta diluição facilita a infiltração do primário na parede.

- Aplicar duas demão de Tinta Pliomil sem diluir.

Nota: A Tinta Pliomil permite recuperações sem que estas alterem a textura deste tipo de revestimento.

Monomassas com acabamento tipo pedra projectada

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Verniz Graniver Diluente Dilcril

Material:

Trincha

Rolo

Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Após completa secagem da superfície aplicar 1ª demão de Verniz Graniver diluído a 15% com Diluente Dilcril.

- Aplicar 2ª demão de Verniz Graniver diluído a 10% com Diluente Dilcril.

Nota: O Verniz Graniver permite manter a textura original do substrato conferindo-lhe apenas o aspecto brilhante que se assemelha a “molhado”.

Pedra ou “tijolo burro”

se assemelha a “molhado”. Pedra ou “tijolo burro” Normalmente este tipo de superfícies apresenta-se com muita

Normalmente este tipo de superfícies apresenta-se com muita sujidade, bolores e musgo. É possível proteger a pedra mantendo o seu aspecto natural (Hidrofugante 2000) ou dar-lhe um aspecto brilhante que se assemelha a pedra molhada (Verniz Graniver).

Esquema de tratamento 1

Produtos:

Solução 2000 Hidrofugante 2000

Material:

Pincel de caiar Trincha

Aplicação:

Aplicar com a ajuda de um pincel de caiar a Solução 2000 que deve actuar durante 10 minutos. Lavar a superfície com jacto de água sob pressão. Após completa secagem do substrato aplicar três demãos, húmido sobre húmido, de Hidrofugante 2000

de forma a impregnar a superfície. Quanto mais Hidrofugante 2000 a pedra absorver maior é a protecção

e o efeito da repelência à água prolonga-se por mais tempo. Como orientação recomendamos a aplicação de 1 litro de Hidrofugante 2000 para cada 3/4 m2.

Esquema de tratamento 2

Produtos:

Solução 2000

Verniz Graniver

Diluente Dilcril

Material:

Pincel de caiar Trincha Rolo Aplicação:

Aplicar com a ajuda de um pincel de caiar a Solução 2000 que deve actuar durante 10 minutos.

- Lavar o substrato com jacto de água sob pressão.

- Após completa secagem da superfície aplicar 1ª demão de Verniz Graniver diluído a 10% com Diluente Dilcril.

- Aplicar 2ª demão de Verniz Graniver diluído de 5 a 10% com Diluente Dilcril. Paredes com microfissuras

5 a 10% com Diluente Dilcril . Paredes com microfissuras Na maioria das repinturas de fachadas,

Na maioria das repinturas de fachadas, estas apresentam-se com problemas de descasque, infiltrações de

água e microfissuras, desta forma, é necessário que os produtos a aplicar eliminem este problemas.

Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Diluente Pliomil Impermeabilizante Flexível

Material:

Trincha

Rolo anti-gota

Rolo rugo

Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Tratar de fissuras*

- Aplicar uma demão de Primário Pliomil diluído a 5% com Diluente Pliomil. Esta diluição facilita a infiltração do primário na parede.

- Aplicar 1ª demão de Impermeabilizante Flexível diluído 10 a 15% com água, aplicação com rolo anti- gota.

- Aplicar 2ª e 3ª demãos de Impermeabilizante Flexível sem diluir. A última demão deve ser espalhada

com rolo anti-gota e de seguida, passar o rolo rugo em movimentos cruzados, sendo a última passagem na vertical no sentido ascendente (baixo para cima).

* Dependendo da sua origem as fissuras têm características distintas, como tal o seu tratamento deve ser analisado caso a caso.

Paredes com eflorescências (salitre)

distintas, como tal o seu tratamento deve ser analisado caso a caso. Paredes com eflorescências (salitre)

O salitre é um dos problemas mais frequentes e de difícil resolução na recuperação de fachadas. Na maioria dos casos não se consegue atingir 100% de sucesso, no entanto a melhor solução passa pela aplicação de produtos de grande permeabilidade ao vapor de água.

Esquema de tratamento - acabamento liso

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Tinta Pliomil Diluente Pliomil

Material:

Trincha, rolo anti-gota, rolo rugo Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Remover zonas do reboco apodrecidas pelo salitre e posteriormente repará-las.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Aplicar uma demão de Primário Pliomil diluído a 5% com Diluente Pliomil. Esta diluição facilita a infiltração do primário na parede.

- Aplicar duas a três demão de Tinta Pliomil sem diluir.

Esquema de tratamento – acabamento texturado

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Pliomil Texturado Diluente Pliomil

Material:

Trincha

Rolo anti-gota

Rolo rugo

Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Remover zonas do reboco apodrecidas pelo salitre e posteriormente repará-las.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Aplicar uma demão de Primário Pliomil diluído a 5% com Diluente Pliomil. Esta diluição facilita a

infiltração do primário na parede.

- Aplicar 1ª demão de Pliomil Texturado diluído a 25% com Diluente Pliomil (esfregaço).

- Aplicar 2ª demão de Pliomil Texturado sem diluir. Esta demão deve ser espalhada com rolo anti-gota e

de seguida, passar o rolo rugo em movimentos cruzados, sendo a última passagem na vertical no sentido ascendente (baixo para cima).

Repintura de membrana elástica

(baixo para cima). Repintura de membrana elástica Neste tipo de revestimento é comum o aparecimento de

Neste tipo de revestimento é comum o aparecimento de bolsas de água provocadas por infiltrações e que geralmente culminam no empolamento e descasques da pintura. Atendendo a que as membranas mantêm a elasticidade ao longo do tempo, a repintura deve ser realizada com produtos da mesma natureza.

Esquema de tratamento

Produtos:

Solução Anti Fungos 6991 Primário Pliomil Diluente Pliomil Isoplastic

Material:

Trincha

Rolo anti-gota

Rolo rugo

Aplicação:

- Lavar as paredes com jacto de água sob pressão.

- Remover zonas de empolamento e outros descasques.

- Desinfectar as paredes com Solução Anti Fungos 6991 (este produto deve actuar durante 24 a 48 horas previamente à aplicação das tintas, só desta forma é eficaz a eliminar os fungos).

- Aplicar uma demão de Primário Pliomil diluído a 5% com Diluente Pliomil. Esta diluição facilita a

infiltração do primário na parede.

- Restaurar as eventuais zonas descascadas, com Isoplastic de forma a obter a textura da pintura original.

- Aplicar, em toda a superfície, 1ª demão de Isoplastic diluído 10 a 15% com água, aplicação com rolo anti-gota.

- Aplicar 2ª e 3ª demãos de Isoplastic sem diluir. A última demão deve ser espalhada com rolo anti-gota e de seguida, passar o rolo rugo em movimentos cruzados, sendo a última passagem na vertical no sentido ascendente (baixo para cima).