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Boletim Bimestral da emBaixada de angola em moçamBique - n.

º5 - 2011

Comboio volta a apitar no Huambo
angola promove seu turismo em maputo Dia Da inDepenDênCia De angola ComemoraDo em moçambique

ficha técnica

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PROPRIEDADE E EDIÇÃO embaixada de angola em moçambique av. Kenneth Kaunda, 783 maputo - moçambique DIRECÇÃO embaixador isaías vilinga ADIDO DE IMPRENSA Higino piedade DIRECÇÃO EDITORIAL Helga nunes COLABORAÇÃO elias matsinhe eurico vasques lecticia munguambe nina temba teresa pereira tholedo mundau sara grosso FOTOGRAFIAS amândio vilanculos luís muianga quintiliano dos santos angop embaixada de angola em moçambique gettyimages google.com DESIGN GRÁFICO rui batista PAGINAÇÃO allen américo (Wezu) PUBLICIDADE publiCar rua da sé, Hotel rovuma, 3º andar maputo - moçambique IMPRESSÃO brinrodd press TIRAGEM 1.000 ex.

Galp e Petrobras encontram petróleo de boa qualidade na bacia de Santos

«Corrigir o que está mal e melhorar o que está bem»

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Unitel expande roaming de dados para Dinamarca e Macedónia

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Mercado Retalhista de vento em popa

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Comboio volta a apitar no Huambo
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Angola e Brasil negoceiam agilização da emissão de vistos

Maputo lança pesquisa bimestral de satisfação dos turistas

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Angola impressionada com celebração dos 25 anos da morte de Samora

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sumário

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EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE AVENIDA KENNETH KAUNDA, 783, MAPUTO - MOÇAMBIQUE TEL: (+258) 21 493139 / 21 493691 . FAX: (+258) 21 493930 / (+258) 21 493928 email: embangola.maputo@tvcabo.co.mz site: embaixadadeangolaemmoz.com

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Higino Piedade

aro leitor assíduo da nossa revista, quis o destino que a 5ª edição saísse à estampa no final do ano de 2011. Por este facto, aproveitamos a oportunidade para vos desejar Feliz Natal e um Ano de 2012 cheio de muitas felicidades, extensivos às vossas distintas famílias e que o mesmo seja o da satisfação de todos os anseios. Em 2012, terão neste espaço, informação diversificada sobre a realidade política, diplomática e sócio-económica do nosso promissor país, situado na zona austral do continente africano. Este veículo de comunicação institucional de Angola lança aqui um repto a todos os homens de negócios interessados em expandir os seus investimentos fora das suas fronteiras territórias, porquanto Angola é, neste momento, uma janela aberta ao investimento privado nos mais variadíssimos domínios, cujos incentivos tornam o país num dos mais atractivos de África. Com uma previsão de crescimento económico na ordem de mais de 10% para o ano de 2012, gostaríamos de contar com a vossa contribuição empreendedora para que juntos possamos tornar o nosso país, num verdadeiro oásis do desenvolvimento sustentável, assim como ‘fazer de Angola uma verdadeira terra para se viver’, e onde os angolanos e os estrangeiros que nos visitarem se orgulhem da nossa hospitaleira e acolhedora terra.

nota de abertura

«Este veículo de comunicação institucional de Angola lança aqui um repto a todos os homens de negócios interessados em expandir os seus investimentos fora das suas fronteiras territórias, porquanto Angola é, neste momento, uma janela aberta ao investimento privado nos mais variadíssimos domínios, cujos incentivos tornam o país num dos mais atractivos de África.»

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COOPERAÇÃO

ENERGIAS

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FINANCIAMENTO

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angola e brasil reafirmam parceria estratégica e reforço da cooperação
Os ministros das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, e do Brasil, Antonio Patriota, reafirmaram a ampliação das parcerias entre os dois países nas áreas de agricultura, ciência e tecnologia, educação, gestão pública e energia e também no que se refere à migração. Há dois meses, a presidente Dilma Rousseff esteve em Angola e comprometeu-se a intensificar as acções relativas à parceria estratégica. Chikoti e Patriota definiram também a participação do presidente angolano, José Eduardo Santos, na Conferência Rio+20, que decorrerá em Maio e Junho de 2012, no Rio de Janeiro. Nos últimos 10 meses, o intercâmbio comercial entre a Angola e Brasil cresceu cerca de sete vezes, de acordo com dados dos Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Em 2010, Angola foi o quinto maior parceiro do Brasil na África, registando US$ 1,44 biliões em trocas comerciais. De Janeiro a Outubro de 2011, o intercâmbio comercial foi de US$ 1,143 biliões.
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Galp e Petrobras encontram petróleo de boa qualidade na bacia de Santos
Segundo a petrolífera portuguesa, "novos estudos serão conduzidos a partir dos dados obtidos nesse poço e permitirão uma melhor avaliação da extensão dessa descoberta". A Galp Energia detém uma participação de 14% no consórcio que explora o bloco BM‐S‐8, cabendo 66% à Petrobras (operadora) e 20% à Shell. A participação da Shell foi entretanto adquirida pelas companhias Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%), negociação sujeita à aprovação final pela ANP. Nesta mesma bacia de Santos, de "grande potencial exploratório", sublinha a petrolífera portuguesa, a Galp Energia detém ainda participações noutros três blocos: BM-S-11 (10%), BM-S21 (20%) e BM-S-24 (20%).

petrolífera portuguesa Galp Energia, em consórcio com a Petrobras e a Shell para a exploração do bloco BM-S8, na bacia marítima de Santos, concluiu a perfuração do poço 4-BRSA-946C-SPS, informalmente conhecido como Biguá, tendo encontrado petróleo de "boa qualidade". Trata-se de um bloco em águas ultra-profundas do pré-sal da bacia de Santos, a 270 quilómetros de distância da costa do Estado de São Paulo. "Este novo poço foi perfurado em profundidade de água de 2.180 metros e durante a sua perfuração foi verificada a presença de petróleo de boa qualidade, comprovada por meio de amostragem de petróleo de 25 ºAPI, por teste a cabo, em reservatórios a cerca de 5.380 metros de profundidade", informou a Galp.

China, brasil e portugal são os principais credores da dívida pública angolana
A dívida pública de Angola, interna e externa, está orçada em, pelo menos, 31,4 mil milhões (bilhões) de dólares norte-americanos, segundo o ministro da Finanças, Carlos Alberto Lopes. De acordo com o governante, a dívida externa é de US$ 17,8 mil milhões, enquanto a interna ronda os US$ 13, 6 mil milhões. A dívida interna do país resulta das emissões de obrigações e dos bilhetes de tesouro, instrumentos que servem para financiar o Programa de Investimento Público em curso e antecipar as receitas em função dos planos mensais de caixa, respectivamente. Relativamente à dívida externa, o ministro disse que, entre outros, o país deve US$ 5,6 mil milhões (bilhões) de dólares à China, US$ 1,8 mil milhões (bilhões) ao Brasil, US$ 1,4 mil milhões (bilhões) a Portugal e US$ 1,2 mil (bilhões) milhões a Espanha. O ministro referiu ainda que o governo angolano prevê para 2012 uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 12, 8 porcento nos dois sectores da economia - petrolífero e não petrolífero.

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Unitel expande roaming de dados para Dinamarca e Macedónia
Unitel, operadora de telefonia móvel angolana, estabeleceu mais dois acordos de roaming de dados, desta vez com a operadora TDC, na Dinamarca, e a operadora Vip Operator, na Macedónia. A partir de agora, os clientes Unitel que se desloquem para aqueles países já poderão continuar a consultar o e-mail, utilizar aplicações e ter acesso à internet, através do telemóvel e do computador. O mesmo se verifica no que diz respeito aos clientes das operadoras da Dinamarca e da Macedónia, que poderão ter acesso ao roaming de dados quando estiverem em Angola. Também no Botswana, país da África Austral, a Unitel reforçou o serviço de roaming de voz, após o acordo estabelecido com a operadora Be Mobile (o terceiro acordo de voz naquele país). O serviço Unitel de roaming de voz já abrange 155 países, enquanto o serviço de roaming de dados está disponível em 36 países. A Unitel alcançou recentemente os 7 milhões de clientes e comemora em 2011 o seu 10.º aniversário.

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Investimento directo de Portugal em Angola recuou 360 milhões de euros

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Em 2010, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Luxemburgo substituiu Angola entre os cinco principais destinos do investimento directo português.
Brasil foi o país no qual os investimentos portugueses cresceram mais o ano passado. Em 2010, o investimento directo luso no Brasil aumentou 31,46%, para 5,16 mil milhões (bilhões) de euros. Em 2010, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Luxemburgo substituiu Angola entre os cinco principais destinos do investimento directo português. Angola verificou uma descida de investimento de Portugal na ordem dos 360 milhões de euros, para 2,09 mil milhões de euros. Na lista dos cinco, além do Brasil e do Luxemburgo, estão a Holanda, a Espanha e a Dinamarca. No total, Portugal investiu 64,61 mil milhões de euros, em 2010, o que corresponde a uma quebra de 5,64%, ou 3,86 mil milhões de euros face ao ano anterior. Já o investimento directo estrangeiro em Portugal recuou 3,90%, ou 4,47 mil milhões (bilhões) de euros, para 110,24 mil milhões de euros, em 2010, face a 2009.

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Angola e Brasil negoceiam agilização da emissão de vistos

Maputo lança pesquisa bimestral de satisfação dos turistas

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uanda e Brasília querem melhorar a circulação de angolanos e brasileiros entre os dois países. Nesse sentido, entidades migratórias de Angola e do Brasil vão discutir formas para facilitar a concessão de vistos entre os dois países, sobretudo a empresários, e também a cidadãos à procura de assistência médica. A informação foi dada, em Brasília, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chicoty, no final de um encontro com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Para Georges Chicoty, que efectuou uma visita de três dias ao Brasil, estas discussões surgem do desejo das duas partes de verem melhorada a circulação de angolanos e brasileiros entre os dois países. Durante os contactos, Angola e o Brasil pronunciaram-se a favor do reforço das relações bilaterais e da cooperação ao nível de posições políticas na cena mundial e o ministro angolano disse à imprensa que Angola conta com o Brasil para alavancar a sua economia, particularmente o sector agrícola, onde a experiência brasileira em termos de pesquisa e desenvolvimento de culturas será aproveitada. No campo da cooperação ao nível
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da política internacional, o ministro das Relações Exteriores fez saber que as duas partes abordaram os conflitos em África, tendo convergido no sentido da continuação do apoio com vista a estabilização da Guiné-Bissau. O ministro salientou que “encarava de bom grado” a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, já que o país tem cumprido com os pressupostos para a sua integração, tendo inclusive adoptado já o português como segunda língua oficial. Por seu lado, o ministro António Patriota anunciou para o primeiro semestre de 2012 a realização da reunião bilateral de alto nível para dar corpo aos entendimentos alcançados. António Patriota manifestou a disponibilidade do Brasil em apoiar Angola nas áreas da educação, do reforço da gestão pública, na áreas industrial e no desenvolvimento da ciência e tecnologia, onde a digitalização da televisão ganha relevância. Outro encontro, outros temas O ministro angolano manteve também um encontro com os embaixadores do Grupo Africano, dos países

da CPLP, da SADC, do Conselho de Segurança das Nações Unidas e com representantes do PNUD e da União Européia. Neste último encontro, Georges Chicoty deu a conhecer a política externa de Angola em relação à África e relativamente aos acontecimentos que se verificam no Mundo, nomeadamente a crise económica mundial e a questão do Médio Oriente, onde a chamada primavera árabe levanta incertezas que têm que ser bem geridas, até mesmo pelo ONU que deve ser o guardião da paz Mundial. No encontro com os embaixadores, também falou o subsecretário-geral para África do Itamaraty, embaixador Paulo Cordeiro, que saudou a iniciativa da Embaixada de Angola de promover o encontro. Paulo Cordeiro fez saber que foi gratificante ouvir do ministro das Relações Exteriores de Angola, de um país que considera uma "emergente potência em África”, as "linhas mestras" da sua política externa que são, em média, coincidentes com a política externa do Brasil. "Temos um parceiro na construção de um mundo de Paz e de desenvolvimento e prosperidade para as nações", concluiu Paulo Cordeiro referindo-se a Angola.

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O objectivo do Estudo visa a providenciar informações acerca das atitudes e dos comportamentos dos visitantes da cidade e Angola encontra-se na quinta posição do ranking de países emissores de turistas.
dade de Maputo. O objectivo do Estudo visa a providenciar informações acerca das atitudes e dos comportamentos dos visitantes da cidade, a fim de que as acções a desenvolver pelo Observatório sejam consistentes e adequadas às realidades do mercado, e permitam aos seus responsáveis decidir e planificar estratégias bem como introduzir as correcções necessárias, segundo informa o boletim do OTCM, coordenado pela editora Helga Nunes com a supervisão de Federico Vignati, economista sénior da SNV (Cooperação Holandesa). O primeiro estudo processou-se, ao longo de uma semana em Agosto e o segundo em Novembro, com a finalidade de distribuir as entrevistas diariamente, e teve lugar no Aeroporto de Maputo. Bimestralmente, uma amostra de 400 questionários continuará a ser implementada como forma de criar um tracking pool da satisfação do turista da Cidade de Maputo.

Observatório de Turismo da Cidade de Maputo (OTCM) avançou com uma pesquisa bimestral de satisfação dos turistas, moçambicanos e estrangeiros, que visitam a capital do país. No âmbito de um projecto de parceria público-privada encetado entre o Observatório de Turismo da Cidade de Maputo (OTCM) e a empresa de estudos de mercado Intercampus (do Grupo GfK) já foi realizado o primeiro Estudo de Satisfação do Turista da Ci-

Angola já é o sexto mercado emissor de turistas
A maior fatia de turistas (33%) que Moçambique recebe, actualmente, provém da África do Sul e de outros países africanos. Ao mesmo tempo, Angola (5%), Nigéria (3%), Zimbabwe (3%), Quénia e Tanzania (ambos com 2%) assumem 15% dos turistas que visitam o país. Um dado assaz interessante, tendo em conta que a promoção e captação do turismo se for bem orientada no sentido dos estados africanos poderá ajudar em muito ao crescimento do sector. Devido aos dados recolhidos e analisados pelo Observatório do Turismo da Cidade de Maputo sabe-se que Angola é o quinto mercado emissor de turistas (5%) a seguir à África do Sul (19%), Outros Países Africanos (14%), Portugal (9%), Moçambique (8%) e Outros Países Europeus (7%).

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Sector eléctrico angolano necessita de investimentos na ordem dos 16,5 biliões de dólares
O sistema norte do país, que compreende as províncias do Kwanza Norte, Luanda, Bengo, Malanje Uíge, Kwanza Sul e Zaire vai concentrar mais de 12 biliões de dólares.

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Angola

sector eléctrico angolano vai absorver até 2016 investimentos na ordem de 16,5 biliões de dólares nos segmentos de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica dos sistemas norte, centro, sul e isolados do país, de acordo com dados do estudo corrigido, apresentado na Barragem de Cambambe, província do Kwanza Norte, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges. Segundo o governante, estes avultados investimentos eléctricos justificam-se para fazer face à procura de electricidade, com crescimento anual estimado em 12 por cento, e aos desafios ligados à industrialização e ao surgimento do novos aglomerados habitacionais. Do valor do investimento acima referido, o ministro disse que o sistema norte do país, que compreende as pro-

víncias do Kwanza Norte, Luanda, Bengo, Malanje Uíge, Kwanza Sul e Zaire vai concentrar mais de 12 biliões de dólares. O ministro falava no workshop sobre “a construção de infra-estruturas como forma sustentável de eliminação da pobreza”, com maior incidência para o plano do sector eléctrico, actividade que marcou o encerramento dos 15 dias de jornadas “O MPLA e a Economia”, no âmbito do 55º aniversário, assinalado dia 10, numa promoção do Bureau Político e do Comité Especiaidade dos Economistas do partido no poder em Angola. O governante salientou que para a implementação com êxito da estratégia do Executivo de luta contra a pobreza, as infra-estruturas de electricidade são determinantes e senão mesmo as mais importantes para o desenvolvimento sustentável do país e para a melhoria da

qualidade de vida das populações. Por esta razão, disse, o governo definiu um plano de desenvolvimento do sector eléctrico do país sub-dividido em duas fases, sendo a primeira ligada à reabilitação de todos os sistemas eléctricos do país e a segunda fase voltada para a modernização e desenvolvimento, processo que já teve início desde o termo da guerra em 2002. Expectativas para o futuro Segundo o ministro, o programa, que vai até 2016, consiste na reabilitação dos sistemas para fazer crescer a capacidade instalada e expandir para que a capacidade instalada possa atingir os cinco mil megawatts, para o fornecimento de energia fiável e regular a nível de todo o país. No nível das centrais de origem hídrica, João Baptista Borges disse haver um enorme potencial por explorar, pois a nível do sistema norte, no Médio Kwanza (troço do rio entre as barragens de Capanda (Malanje) e Cambambe (Kwanza Norte) a capacidade estimada de produção é de sete mil megawatts, mas apenas 8,5 por cento deste potencial é explorado. Entre Capanda e Cambambe estão previstas a construção de mais sete barragens. Relativamente ao sistema centro, no âmbito do projecto de expansão e desenvolvimento, o ministro disse que se prevê desenvolver a central de Cacongo, para regularizar o caudal da bacia de Catumbela, visando optimizar as capacidades instaladas nas barragens de Biópio e Lomaum. O potencial da Catumbela é de cerca de mil e 930 megawatts, mas estão em exploração apenas três porcento, facto que dá margem para instalação significativa de novas barragens. Quanto ao sistema sul, cuja bacia principal é o rio

Cunene, o ministro disse que será desenvolvido o projecto hidroeléctrico de Jamba-ya-Mina e Jamba-ya–Oma com cerca de 166 megawatts. O potencial desta bacia é de dois mil e 400 megawatts. Estão em exploração apenas três porcento. Segundo o ministro, investimentos também estão a ser realizados nos sistemas isolados, para depois fazer a interligação com todos os sistemas do país. A interligação permitirá com que sempre que haja baixa de produção num dos centros de produção um dos sistemas possa compensar, fornecendo energia sem restrições. O sistema de transporte vai conhecer uma evolução significativa, ganhando cerca de quatro mil quilómetros na sua fase final. O plano estratégico prevê a instalação de sistemas térmicos, enquanto as centrais hídricas estiverem em construção. Cerca de 700 megawatts serão instalados no país, através de turbinas a gás e diesel. Vão permitir fazer face a procura de energia, enquanto decorrer a construção das barragens. O ministro referiu haver também um grande interesse na exploração da energia fotovoltaíca, tanto é que no processo de electrificação rural do país, já teve início o programa de produção de energia a partir de painéis solares. O aproveitamento hidroeléctrico de Cambambe, no Kwanza Norte, construído em 1958, começou a ser reabilitado em 2010, com a ampliação da subestação, reparação integral dos quatro grupo geradores de 45 megawatts cada, a substituição dos transformadores elevadores de tensão e dos equipamentos antigos da sala de comando. A expansão do complexo hidroeléctrico compreende a construção de uma nova central eléctrica e o alteamento da barragem de 102 metros para 130 metros.

«O plano estratégico prevê a instalação de sistemas térmicos, enquanto as centrais hídricas estiverem em construção. Cerca de 700 megawatts serão instalados no país, através de turbinas a gás e diesel..»

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«Corrigir o que está mal e melhorar o que está bem»
MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, PROFERIDA A 28.12.11
nossos objectivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza e o analfabetismo; as injustiças sociais, a intolerância, os preconceitos de natureza racial, regional e tribal, etc. Apesar dos resultados positivos que atingimos, ainda há e haverá sempre, como é natural, por causa da evolução e do crescimento, aspectos e problemas a requererem mais atenção e resolução prioritária nos domínios da educação, saúde, habitação, emprego e do fornecimento de água e energia. O Estado, a Sociedade Civil e o sector privado devem continuar a conjugar e a aumentar os seus esforços com o objectivo de: - Corrigir o que está mal; - Melhorar o que está bem; - Criar coisas novas onde for necessário para aumentar a nossa capacidade de resposta e satisfazer as necessidades da sociedade. O caminho do desenvolvimento e do progresso faz-se com o trabalho de cada cidadão e exige de cada empresa pública ou privada e de cada instituição pública, uma disciplina determinada, uma orientação clara e condução responsável. Requer ainda a unidade da Nação, a coesão social, estabilidade política e respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, bem como o respeito pelas instituições democráticas. Por essa razão, temos de continuar a criar condições para que nenhum cidadão nacional se sinta excluído do processo de crescimento do País ou discriminado por factores de ordem subjectiva. A concretização desta intenção de inclusão social passa pela adopção de políticas públicas que acelerem a absorção dos agentes económicos do sector informal pela economia formal e pela desconcentração da actividade administrativa, económica, produtiva, social e cultural da capital do País e das sedes de Província para os Municípios, Comunas, Aldeias e Povoações por forma a canalizarmos para aí mais recursos técnicos, financeiros materiais e humanos, através da administração pública e das empresas e combater as assimetrias regionais. Assim criaremos, paulatinamente, condições e oportunidades para que todos beneficiem do clima de paz e dos frutos da Reconstrução Nacional e do desenvolvimento do País. Esta tendência vai ser acentuada a partir de 2012, por força de uma melhor coordenação da implementação da Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas, do Programa Nacional de Reabilitação das Vias Secundárias e Terciárias, do Programa Água para Todos, do Programa da Municipalização dos Cuidados de Saúde, do Programa do Desenvolvimento e Comércio Rural e do Programa de Habitação Social. A referida Lei deve ser aplicada de modo criativo para que beneficiem também pequenos empreendedores tais como, as mulheres que se dedicam ao comércio ambulante, os criadores de cultura como os músicos, as produtoras, as associações de dança e de teatro, produtores de artesanato, artistas plásticos, etc. Reconheço como natural a expectativa e a vontade de ver resolvidos rapidamente todos os problemas. Mas, temos contra nós o tempo. Tudo requer tempo para ser feito! Em 2012 vão cumprir-se apenas dez anos de paz e o caminho percorrido, desde então, permite-nos concluir que se fez tudo o que esteve ao nosso alcance para chegarmos onde estamos. O que a Nação fez é positivo e dá-nos a esperança de que podemos fazer melhor agora e atingir as metas que estamos a preconizar a médio prazo e garantir uma vida melhor para todos. CAROS COMPATRIOTAS O mundo está em constante transformação e é compreensível o desejo de todos aspirarmos a uma mudança para melhor nas nossas vidas. Esse é um sentimento normal no ser humano e que o faz avançar sem parar para conquistar cada vez mais progresso e bem-estar. A nossa história recente ensinou-nos, no entanto, que o processo de mudança pode ser brusco e radical ou evolutivo e suave, por fases. Os processos radicais provocam rupturas e grande desorientação inicial com consequências sociais graves. As mudanças que decorrem através de processos democráticos e pela via do diálogo, da compreensão mútua, da convivência pacífica e do estrito cumprimento da legalidade, garantem estabilidade social e política. No ano que dentro de dias começa, vamos realizar pela terceira vez eleições para a escolha dos nossos Deputados à Assembleia Nacional e do Presidente da República, Titular do Poder Executivo. Estão a ser criados os mecanismos legais para que essas eleições sejam bem organizadas, transparentes e justas. Cabe a todos, aos cidadãos eleitores em particular, a grande responsabilidade de fazerem a escolha certa para que seja garantida a continuidade da construção de uma Angola de paz, de democracia e de desenvolvimento. Alguns Partidos Políticos já anunciaram o candidato à Presidente da República que vão apoiar nas próximas eleições. Outros vão pronunciar-se brevemente, como é natural. Ainda temos oito meses pela frente o que importa é que cada um, no seio da sua família, encontre nesta Quadra Festiva o amor e a energia necessárias para seguirmos em frente, num espírito de unidade e de solidariedade social, defendendo os superiores interesses da Pátria angolana. Eu desejo a todos FESTAS FELIZES E UM PRÓSPERO ANO NOVO!
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CAROS COMPATRIOTAS, ais um ano chega ao fim e, de acordo com a tradição, este constitui um momento para partilhar com todos vós algumas reflexões sobre os problemas mais urgentes que ainda nos afligem e para deixar também aqui uma mensagem de esperança e de confiança. Nós acreditamos num futuro melhor e na capacidade do nosso povo de vencer todas as dificuldades, mesmo os problemas mais complexos e difíceis. A nossa história assim nos ensina. Por mérito próprio conseguimos alcançar tudo aquilo que queríamos. Com determinação, coragem, firmeza e grande vontade de vencer conquistamos a Independência, e mais tarde a Paz, construímos o nosso Estado e estamos a desenvolver o País em democracia. Todos os Angolanos contribuíram para que chegássemos onde estamos. É legítimo, no entanto, que queiramos mais. Não podemos baixar os braços, porque ainda não realizamos o nosso sonho de construir uma Angola para todos onde cada família se sinta realizada, possuindo o necessário para ter uma vida condigna. Permanecem por realizar alguns dos

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Dia da independência de Angola comemorado em Moçambique

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36º aniversário da independência de Angola foi comemorado em Moçambique, com um jantar de confraternização, oferecido pelo embaixador angolano neste país, Isaías Vilinga, para mais de 300 convidados. Entre os convidados, destaque para o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, embaixadores acreditados em Maputo, altos funcionários locais, diplomatas angolanos e sua comunidade residente e vários extractos da sociedade moçambicana. O jantar foi aproveitado para troca de discursos entre os dois países. O ministro Conselheiro da Missão diplomática de Angola em Moçambique, Luís Galiano, em nome do em-

baixador angolano, disse que o dia 11 de Novembro de 1975 foi o corolário da luta secular dos angolanos, pelo resgate da sua dignidade, identidade próprias e emancipação completa do seu povo. Luís Galiano frisou ainda que os 36 anos de Independência Nacional constituem um orgulho para os angolanos que graças à clarividência de alguns dos seus melhores filhos, em especial o engenheiro José Eduardo dos Santos, Presidente da República, conseguiram diante de várias adversidades consolidar a soberania do país e, com elevado sentido patriótico, há nove anos atrás, colocaram ponto final ao conflito interno. Segundo o diplomata angolano, após a consolidação da paz, o Executivo de

«Angola e Moçambique partilham, desde há décadas, uma história comum e que é na base da mesma que vivem experiências semelhantes nos caminhos trilhados em prol do alcance da soberania, da consolidação democrática, no fortalecimento das relações de amizade e cooperação, que têm conhecido um maior incremento nos últimos tempos..»
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Angola, definiu dois objectivos fundamentais, a Reconciliação dos Angolanos e a Reconstrução Nacional, desígnios que alavancaram o país para um crescimento económico considerável, assim como a reabilitação e construção de inúmeras infraestruturas económicas e sociais, tais como pontes, estradas, habitações, escolas e hospitais, o que transformou Angola "num verdadeiro canteiro de obras". O ministro Conselheiro recordou ainda que Angola e Moçambique partilham, desde há décadas, uma história comum e que é na base da mesma que vivem experiências semelhantes nos caminhos trilhados em prol do alcance da soberania, da consolidação democrática, no fortalecimento das relações de amizade e cooperação, que têm conhecido um maior incremento nos últimos tempos, com constantes trocas de delegações oficiais e o aumento de turistas e homens de negócios entre os dois países.

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Por seu turno, o ministro da Planificação e Desenvolvimento moçambicano, Aiuba Cuereneia, começou por agradecer o convite endereçado pelo embaixador angolano Isaías Vilinga, e reiterou o desejo do governo de Moçambique em manter o nível de excelência nas relações de amizade e de cooperação entre os dois países que partilham os mesmos objectivos. À margem do jantar de confraternização, a equipa de futebol de salão da comunidade angolana residente em Maputo, orientada pelo angolano Paulo Ventura, sagrou-se vencedora da 1ª edição do Torneio Independência Nacional, ao vencer na final a Universidade Eduardo Mondlane por 3-2. A equipa de diplomatas angolanos em Maputo ficou em terceiro lugar e a cooperação militar portuguesa em quarto. Higino Piedade

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«Luís Galiano frisou ainda que os 36 anos de Independência Nacional constituem um orgulho para os angolanos que graças à clarividência de alguns dos seus melhores filhos, em especial o engenheiro José Eduardo dos Santos, Presidente da República, conseguiram diante de várias adversidades consolidar a soberania do país..»
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«A televisão é que me fez»
Francisco Ferreira Campos - Televisão Pública de Angola (TPA)
Kandando (K) - No seu entender, que valor esta formação irá agregar para enfrentar os desafios do dia-a-dia do seu sector de trabalho? Francisco Campos (FC) - A ideia da UL é formar formadores, ao sair desta formação temos o dever de ir formar outros colegas que iremos encontrar nos nossos sectores de trabalho. Capacitá-los por forma a poderem trabalhar de forma técnica e científica, porque muita gente pensa que a actividade arquivista é uma actividade aleatória, é também uma actividade científica, a pessoa tem que ter o domínio técnico e científico para poder exercer essa actividade, portanto é de extrema importância e valor capital nesse sentido. K- Quais são os grandes problemas que Angola enfrenta no sector de arquivos? E de que forma esta formação irá contribuir para ultrapassar essa situação? FC- Sob o ponto de vista técnico vai contribuir imenso. Agora, em termos de organização nós temos os problemas de instalações, e é insuficiente o número de arquivos que possuímos, porque temos três tipos de acervos. Temos o acervo fílmico, vídeo e gráfico, e então as instalações que temos são insuficientes. Temos de conversar com os responsáveis dessas áreas para resolvermos o problema das instalações e depois partir para a recuperação do acervo que temos e que é extremamente importante. K- Já existe um plano desenhado para levar a cabo as acções de formação aos colegas que ficaram em Angola? FC- Já existe um projecto, a questão tem a ver com o dinheiro, com a componente financeira. Mas acredito que vai se ultrapassar esta situação. K- Ao longo destes anos de paz que Angola vive, existe alguma coisa que lhe causa admiração? FC- Sim, muito. O desenvolvimento. Desde que conquistámos a paz e até agora, Luanda desenvolveu muito. A construção de casas é um dado adquirido e há bem pouco tempo Sua Excia. Presinovembro.Dezemro.2011 19

dente da República fez a inauguração de um novo bairro no Quilamba. Então, há um crescimento, há desenvolvimento referente à construção das estradas, há a luz, portanto aquilo que nós não fizemos no período de guerra estamos a fazer agora. K- Mas se tivesse que mudar alguma coisa, por onde iria começar? FC- Eu penso que é por aqui mesmo, pela habitação. E é o que está a ser feito. A electricidade, a água, isto tudo está a ser feito, e não vejo outro caminho senão este que estamos a seguir. K- Voltemos um pouco atrás. Há quanto tempo está no órgão em que trabalha em Angola? FC- Trabalho na Televisão Pública de Angola há 36 anos. K- O que significam esses 36 anos para a sua carreira profissional? FC- (Risos) Significa muito. A minha juventude foi feita lá, o que para mim significa muito, pois a televisão é que me fez. K- Então, pode-se dizer que o Francisco é também um acervo? FC- (Risos). Com certeza, sou um dos
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imobiliários. K- Como é que pretende transmitir essas experiências à nova geração com a qual tem contacto? FC - Olha, eu sempre disse, da mesma forma como eu recebi, da mesma forma que eu fui formado, é da mesma forma que tenho que transmitir, porque se eu estou aqui e tenho os conhecimentos que tenho é porque alguém me transmitiu e cabe-me também fazer essa transferência às novas gerações, apesar de ter completado o meu tempo de trabalho. Estou com 36 anos de trabalho, ou seja, a tempo de ir para a reforma, mas antes de ir tenho de fazer esta transferência e esta formação veio a propósito. K- Qual é o seu maior desejo profissional? FC- Gostaria de ver o meu sector devidamente organizado. K- Está a dizer que é um sector com problemas? Quais são? FC- Bom, problemas fazem-se sentir em qualquer sector. Nós somos um país que viemos de uma guerra de muitos anos. Agora, uma vez em paz, estamos a trilhar no sentido de tentar organizar, e é esse o nosso desafio: organizar.

cooperação

cooperação

Arquivistas angolanos discutem som e imagem em Moçambique
“Som e imagem: património a preservar” foi assim intitulado o curso de capacitação União Latina (UL) que reuniu vários profissionais dos órgãos de comunicação dos países membros do organismo, na cidade de Maputo. Inserido numa dinâmica internacional em prol da preservação, restauração e valorização do património audiovisual, o curso pretendeu fornecer aos participantes das acções de formação elementos que lhes permitam utilizar novas técnicas de arquivo, restauração e divulgação do material audiovisual. Desenvolvido pela União Latina, organismo que integra Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Moçambique, Filipinas, São Tomé e Príncipe e Senegal, em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional, o programa constitui uma etapa importante no processo da valorização do património material e imaterial que a UL vem desenvolvendo através de organização de iniciativas de formação, de concursos e de encontros de profis18 novembro.Dezembro.2011

sionais. Dados adquiridos indicam que a União Latina propõe-se, através da criação de uma rede de cooperação composta por profissionais dos oito países-membros, sensibilizar as instituições destes países a atribuir um valor cultural aos arquivos audiovisuais. O organismo entende, igualmente, que a preservação do património, que tende a desaparecer, converteu-se numa emergência uma vez que se trata da memória e herança dos povos - a ser transmitida de geração para geração. Refira-se que no encontro, que durou duas semanas, Angola fez-se representar pelos profissionais da Televisão Pública de Angola (TPA), do Instituto Angolano de Cinema (IACAM) e do CINEMATECA, que durante a sua estadia na capital moçambicana, mantiveram um encontro com a Embaixada da Angola naquele país. A revista Kandando, por sua vez, espreitou a vida de alguns “mwangolés” e partilha nesta edição parte das suas sensibilidades profissionais.

«A União Latina propõe-se, através da criação de uma rede de cooperação composta por profissionais dos oito paísesmembros, sensibilizar as instituições destes países a atribuir um valor cultural aos arquivos audiovisuais. O organismo entende, igualmente, que a preservação do património, que tende a desaparecer, converteuse numa emergência uma vez que se trata da memória e herança dos povos - a ser transmitida de geração para geração»

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imobiliária
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Mercado Retalhista de vento em popa

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cooperação

om o aumento da riqueza global em Angola, a população tem vindo a ter melhores condições de vida. O índice de pobreza tem vindo a diminuir e o poder de compra a aumentar. No segmento do Retalho, torna-se determinante - para que exista uma boa performance - que se verifique uma melhoria do poder de compra de todas as classes. O segmento retalho em Angola dividese hoje em três diferentes conceitos: - Centros Comerciais – Shopping Centers; - Retail Parks; - Lojas de Rua. Quanto a Centros Comerciais, já existem no mercado quatro investimentos e num mercado a funcionar em pleno teremos: Belas Shopping – Inaugurado em 2007 trata-se do primeiro espaço de grande dimensão a surgir em Angola – mais concretamente na zona de Talatona. Conta com 100 lojas e com 8 salas de cinema. Millennium Shopping - O segundo Centro Comercial de Angola inaugurado em 2008 no Lubango. Conta com cerca de 40 lojas e com a curiosidade de ter sido lançado no mercado para venda. Ginga Shopping - Situado em Viana e com 70 lojas; Luanda Shopping – Integrado no Projecto Comandante Gika. Contará com cerca de 120 mil m² distribuídos por 208 lojas, 6 salas de cinema e um healthclub. Shopping Fortaleza – Empreendimento localizado na marginal, na proximidade da Fortaleza de Luanda. Terá 90 lojas, incluindo cinemas. Atrium Nova Vida – Situado na zona sul, e esperado para o final do ano (35 lojas previstas). Shopping do Kinaxixi – Empreendi-

mento comercial a ser implementado no antigo mercado do Kinaxixi, com cerca de 50.421 m²; Shopping Molemba - Junto à refinaria, com uma área aproximada de 30.000m². Os Retail Parks, uma sequência natural dos Centros Comerciais, começam hoje a surgir no mercado. O primeiro a ser lançado no mercado foi o Lobito Retail Park, com a característica de ser colocado no mercado para venda, o que contraria a tendências internacionais do modelo de gestão futura. Encontramos também em Viana o Luana Retail Park e num futuro próximo o Nova Viana Retail Park.
Centros Comerciais Shoppting Centres
Empreendimento I Development Ano I Year

«Onde está a memória do país»
Isaac Juliana Canga (IC) – Televisão Pública de Angola
K- Até que ponto os conteúdos adquiridos nesta formação irão agregar valor nas vossas actividades diárias? IC- Digo que esta formação vai enriquecer mais o nosso trabalho, primeiro, porque tem a ver com a parte das tecnologias de informação, então, o que vamos fazer assim que voltarmos para os nossos serviços, é contactar a direcção geral ou o gestor máximo da TPA, e darmos a conhecer como é que foi o curso. E na área dos engenheiros informáticos tentarmos implementar os softwares, principalmente da salvaguarda do material do analógico para o digital, da criação das livrarias digitalizadas. Quer dizer, da criação de meios que facilitam a busca e a procura de material, meios que vão enriquecer a informação e a documentação dos jornalistas e realizadores. Meios para cobrir as solicitações da sociedade angolana, da sociedade internacional, e ver também a outra questão de intercâmbio com arquivos de outros países, arquivos europeus, africanos para falarmos a mesma língua, e técnicas próprias da conservação do material em arquivo. K- Falou da migração tecnológica do analógico para o digital. A que nível Angola se encontra neste processo? IC- Olha, da realidade tecnológica do arquivo da TPA, parto do princípio que
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Outro mercado com forte procura é o das lojas de rua. São evidentes as dificuldades em encontrar lojas bem localizadas a preços sensíveis, muito pela expansão das redes bancárias. Existe um factor importante que irá influenciar positivamente este segmento, a entrada de muitas empresas da área de distribuição no mercado por funcionarem como as âncoras de projectos comerciais. Em síntese, afirmamos que além, de uma forte procura por bons espaços comerciais a nível de lojas de rua, existirá em Angola a necessidade de instalar novos conceitos de distribuição.

grande plano

parte da área do trabalho da TPA está meio digitalizado. No arquivo da TPA temos feito alguns trabalhos em digital, por exemplo, passar imagens do analógico que estão na fita analógica numa beta CAM para DVD. Ou, às vezes, recebemos o material ou filmes estrangeiros em suportes digitais e convertemos para DVD para a salvaguarda. Prevemos daqui a 3 ou 4 anos digitalizar, no geral, todo o arquivo sem descurar os suportes analógicos. K- Há quanto tempo trabalha na TPA? IC- Há 16 anos. K- O que é que significam esses anos para si, em termos profissionais? IC- Olha, o que eu digo às pessoas é que conheço como é que respira o arquivo da TPA. Tenho memória e capacidade como um trabalhador exemplar. Significa muito, porque trabalhar com imagem é muito bonito. É muito bonito ver como é que foi a proclamação da independência, ver imagens que o público não tem acesso, imagens da guerra da libertação nacional, imagens que não foram difundidas… Mas tu como arquivista e documentalista, tens essa possibilidade de ver e saber que este material tem um valor histórico. Nós temos o acervo mais rico

do país, onde está a memória do país. K- Como é que olha para a actual estabilidade política e o crescimento económico de Angola? IC- Olha, o nosso país está há nove anos em paz, e tem superado até países europeus que nunca tiveram guerra em tempos remontos. E temos evoluído, principalmente, na reconstrução nacional, em termos da satisfação das necessidades habitacionais da população. O país tem evoluído bastante e nós estamos a contribuir para isso. Elias Matsinhe

Zona I Zone

Área I Area

Lojas I Shops

Belas Shopping Luanda Shopping Shopping Kinaxixi Shopping Fortaleza Atrium Nova Vida Ginga Shopping Mulemba Shopping

2007 2011-12 Construção 2011 2011-12 2011 2012

Talatona Alvalade Mercado Kinaxixe Marginal Talatona Viana Mulemba

119,500 145,000 50,500 ---------9,000 20,000 30,000

100 208 X 94 35 70 X

Fonte: Abacus em associação com Sivilis Source: Abacus in association with Savilis

Retail Parks I Retail Parks
Empreendimento I Development Ano I Year Zona I Zone Área I Area

Lobito Retail Park Nova Viana Retail Park Luana Retail Park Fonte: Abacus em associação com Sivilis Source: Abacus in association with Savilis

2011 X X

Lobito Viana Viana/Camama

15,000 12,600 20,000

«Mas tu como arquivista e documentalista, tens essa possibilidade de ver e saber que este material tem um valor histórico. Nós temos o acervo mais rico do país, onde está a memória do país.»

Valores praticados: Venda e arrendamento I Market Values for Sale and Rental
Rendas m2 I Rents sqm Centros Comerciais/Shopping Centres Retails Parks/Retails Parks Lojas Rua/Hight Street Retail USD USD USD 70 - 100 20 - 35 25 - 150 Vendas I Sale ND 2.000 - 2.200 2.500 - 10.000

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Mercado Imobiliário

Progresso

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Mercado

Mercado Industrial e Logístico em estado embrionário
ste é, talvez, o segmento imobiliário com maior futuro em Angola. No relatório da ABACUS realizado em 2010 foi dada uma especial atenção à questão dos portos marítimos. Continuamos a reforçar a ideia que estes serão uma parte do ideal para Angola. Um conjunto interligado de 18 Plataformas Logísticas, uma por província e cada uma com a sua dimensão, interligando-se aos Portos e caminho-de-ferro. Dada a extensão do país e suas actuais características de funcionamento e operacionalidade é correcto afirmar que toda a estrutura Logística de Angola terá de ser alicerçada nos três dos quatro portos marítimos existentes. A interligação desses portos com o
Valores praticados: Venda e arrendamento Market Values for Sale and Rental Zonas/Zones Viana Zona Prime Talatona/Benfica Zona Prime Norte Zona Prime Estrada Catete Zona Prime Estado/State Novo/New Usado/Used Novo/New Usado/Used Novo/New Usado/Used Novo/New Usado/Used Venda/Sale (USD) 1.000 - 1.700 700 - 900 900 - 4.000 ND 900 - 1.000 500 - 800 ND 800 - 1.000

transporte ferroviário será, no futuro, determinante para o desenvolvimento sustentado de Angola. Também a construção de novas estradas entre as províncias é outro dos factores determinantes para este segmento, constatando-se a intenção de entrada de operadores logísticos internacionais. Hoje, o Imobiliário Logístico e de Armazenagem está associado maioritariamente à indústria petrolífera, sendo a maioria dos armazéns owner occupier. A procura de armazéns está progressivamente a aumentar, particularmente nas zonas de proximidade dos portos. Estes são a porta de entrada das mercadorias em Angola, mas sofrem de um deficiente funcionamento – o que se verifica facilmente com a constante linha de barcos ao largo de Luanda.

Zonas industriais
Em Luanda, para além da mencionada oferta industrial na proximidade do porto destacam-se ainda as zonas de Viana, Benfica, a Estrada para o Cacuaco e a Estrada para Catete, existindo um interessante projecto denominado Viana Park, principalmente vocacionado para a pequena indústria e distribuição. De entre os promotores que se encontram direccionados para este segmento destacam-se a Imexco, NNN, e o próprio Governo angolano. Será correcto dizer que dos vários segmentos do mercado imobi liário, este é, provavelmente, o que se encontra num estado mais embrionário, oferecendo, exactamente por isso, mais oportunidades dado que falta todo o tipo de produto, desde a Logística à Distribuição. O cross-docking é ainda um tema muito distante.
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IBGE apoia censo populacional de Angola de 2013
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai capacitar quadros angolanos e fornecer meios técnicos para o Censo Populacional de 2013 em Angola. Esta ajuda foi acordada no Rio de Janeiro durante uma reunião entre a ministra do Planeamento de Angola e responsáveis do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ana Dias Lourenço esteve no Rio de Janeiro, depois de ter passado por Fortaleza, onde durante dois dias trabalhou com as autoridades do Ceará e com a secretária do Planeamento e com a Universidade Estadual do Ceará. Na sequência dos contactos, a ministra do Planeamento estabeleceu com as autoridades académicas da Universidade do Ceará um entendimento com vista à formação de quadros angolanos em Gestão e Políticas Públicas, ao mesmo tempo que assegurou a disponibilidade do Estado do Ceará de transmitir ao Governo de Angola a sua experiência de acompanhamento e controlo dos investimentos públicos. O Estado do Ceará tem uma experiência bem sucedida de integração entre planeamento, orçamento e acompanhamento de projectos de investimento, gestão por resultados e o uso de indicadores de resultados no acompanhamento de projectos de investimentos públicos.
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desenvolvimento

Censo Populacional ANGOLA

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Mercado hoteleiro

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BAD abre representação em Luanda
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na capital do país que se localizam as suas principais unidades hoteleiras. A oferta tem vindo a ser cada vez mais evidente com

a aposta de vários grupos empresariais, salientando a Seguradora AAA. Este forte investimento é não só, relativo a Luanda, mas também por todo o país.

Dados públicos apontam para uma intenção de construir em todo o território nacional cerca de 400 novos hotéis. Este será um dos grandes desafios de Angola, não só por ir mudar o rumo da sua actividade hoteleira mas porque, em termos operacionais, será necessário preparar profissionais para colaborarem nestas unidades hoteleiras. Salta à vista a oportunidade de investimento na formação de jovens quadros. Com a abertura de mais unidades em Luanda assiste-se a uma redução controlada dos preços dos quartos por noite, sendo que muitas empresas ainda optam pelas denominadas Guest- Houses.

Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) abriu nova linha de financiamento ao governo angolano no valor de 400 milhões de dólares para projectos públicos, no período de 2011 a 2015. O BAD pretende contribuir, em coordenação com o executivo e outros parceiros, para a ampliação e manutenção das infraestruturas económicas e regionais, no domínio da energia e dos transportes, assim como para a promoção do desenvolvimento do sector privado, em particular as pequenas e médias empresas, segundo o representante residente da instituição em Angola, Septime Martin. Aquela instituição financeira procura também promover a integração regional e melhorar o posicionamento do país nas instituições económicas da região, bem como apoiar no uso eficiente dos recursos naturais e financeiros. Falando à margem do acto de apresen-

tação do escritório do BAD no país, Septime Martin referiu que esse mesmo valor foi concedido a Angola ao longo de 28 anos, a contar de 1983, para financiar projectos ligados à saúde, educação, energia e águas, saneamento básico, agricultura e desenvolvimento rural, embora com algumas interrupções. A carteira actual é constituída por seis operações correspondentes a um envelope financeiro de 92 milhões de dólares, na qual se destaca o sector das pescas. “A disponibilização desse valor consta das perspectivas para uma nova era de cooperação entre o Banco Africano de Desenvolvimento e Angola, baseada no diálogo contínuo e na confiança mútua”, enfatizou o representante do BAD, considerando que o país reúne condições suficientes para desempenhar papeis mais importantes a nível da África Austral.
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Comboio volta a apitar no Huambo
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Ambiente festivo A cidade capital da província do Huambo, também conhecida como de Plantalto Central, vestiu-se neste dia de preto, amarelo e vermelho, assim como de uma população ávida de testemunhar a consumação do tão esperado sonho, preenchendo as várias artérias da cidade, entoando cânticos e danças típicas da região, num verdadeiro ambiente de festa para assistir à reabertura oficial da circulação do comboio dos Caminhos de Ferro de Benguela naquele estratégico corredor para o desenvolvimento de Angola, cujo ponto mais alto ficou marcado com o corte da fita pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos. Dados estatísticos Segundo dados estatísticos disponíveis, o CFB atingiu o seu maior estágio de desenvolvimento em 1973, chegando a transportar 3.279.439 mil toneladas de produtos diversos com destaque para os minérios como: o cobre, o granito, o cobalto, o manganês e o zinco. Os combustíveis, os materiais de construção civil, os cereais, o peixe seco e o sal, também constavam dos produtos transportados pelas locomotivas dos Caminhos de Ferro de Benguela, que contavam com uma mão-de-obra que englovava mais de 14 mil trabalhadores, assim como mais de 44 mil pessoas dependentes, ao longo da sua extensa linha férrea estimada em cerca de 1.400 km. Até à data da independência nacional o CFB chegou a ser considerado económica e socialmente como a mais importante empresa dos Caminhos de Ferro de Angola. O capital inicial do CFB era de 13.500.000 réis (na moeda da época). Nesta altura, o CFB possuía a maior plantação privada de eucaliptos do mundo, com uma área de 37.000 hectares que servia para gerar vapor para as locomotivas que consumiam cerca de 570.000 toneladas de madeira por ano. De referir que a oficialização do CFB, remonta ao dia 28 de Novembro de 1902, através de um contrato de concessão e exploração que foi válido por 99 anos, em que os signatários foram o então governo português representado pelo seu ministro da Marinha e Ultramar, António Teixeira de Sousa, e pelo engenheiro escocês Robert Williams. Em Novembro de 2001, a citada concessão terminou, passando o caminho de-ferro a pertencer ao Estado angolano, bem como todas as infraestruturas. Desafios do futuro Com esta reabilitação e a modernização das suas infraestruturas e equipamentos técnicos, as autoridades angolanas pretendem repor a circulação ferroviária ao longo de todo o seu correDR DR

economia

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dia 30 de Agosto de 2011 ficará marcado pela positiva para sempre nas memórias dos cidadãos da província do Huambo. Tudo porque nesse dia regressava o comboio dos Caminhos de Ferro de Benguela – CFB, após um interregno de 27 anos, devido à acção destruidora do conflito armado instalado em Angola no ano 1975 e que só conheceu o seu termo a 04 de Abril de 2002. Com o fim da devastadora guerra civil, o Executivo angolano deu início a um importante programa de reconstrução nacional, visando reanimar a actividade económica e social do país, no qual a província do Huambo joga um papel relevante. Eram exactamente seis horas da manhã em todo território nacional, quando os citadinos do Huambo testemunharam a chegada de uma locomotiva pertencente aos CFB. A bordo, seguiam ministros, governadores das

províncias do Moxico e de Benguela, altos funcionários do Ministério dos transportes, autoridades religiosas e tradicionais, jornalistas e representantes da sociedade civil que se juntariam a uma moldura humana ansiosa para voltar a ver “serpentear” o comboio da paz e do progresso. Renascia assim a esperança por dias melhores para a economia angolana, a circulação de pessoas e bens ganhavam uma componente importantíssima, cujos efeitos contribuirão para a elevação da qualidade de vida das populações das províncias de Benguela e do Huambo. Com este acto ficava assim concluída a primeira fase do projecto de reabilitação e modernização dos CFB, enquanto a segunda fase passará por atingir a província do Bié e a terceira a do Moxico e, finalmente, a sua interligação regional ao corredor compreendido entre a Zâmbia e a República Democrática do Congo.

«Renascia assim a esperança por dias melhores para a economia angolana, a circulação de pessoas e bens ganhavam uma componente importantíssima, cujos efeitos contribuirão para a elevação da qualidade de vida das populações das províncias de Benguela e do Huambo..»

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dor que vai da cidade do Lobito (Oeste) até à localidade do Luau (Leste) na zona fronteiriça de Angola com a Zâmbia e superar os níveis de produtividade alcançados até à independência nacional em 1975, altura em que a empresa foi conhecendo progressivamente o seu declínio, resultante do eclodir do conflito armado no país. Higino Piedade

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CIÊNCIA E TECNOLOGIAS

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Governo angolano prevê crescimento da economia em 12,8% em 2012
"Fruto do crescimento acentuado dos dois sectores- petrolífero e não petrolífero, esperamos retomar em 2012 taxas de crescimento na ordem dos dois dígitos”, disse o ministro das Finanças. O governo angolano prevê para 2012 uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 12, 8 porcento nos dois sectores da economia - petrolífero e não petrolífero, afirmou o ministro das Finanças, Carlos Lopes. De acordo com Carlos Lopes, o crescimento será equilibrado nos dois sectores."Está assegurado e é real, isto significa dizer que as quantidades a produzir no próximo ano vão representar um acréscimo de 12, 8 porcento em relação a 2011". O ministro, que falava no programa Espaço Público da Televisão Pública de Angola, referiu que a economia angolaDR

Angola participa na Feira de Amostra da Ciência e Tecnologia em Moçambique
«Trago para esta sessão um sistema de segurança dos cofres no acto de depósito e extracção de quantias. A grande inovação é o sistema de abertura através da leitura de impressões digitais. O que significa que se quiser efectuar estes processos, não haverá necessidade de colocar códigos...»
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angola

na tem progredido desde 2002 e manteve-se mais ou menos estável em 2005 com uma subida de 10, 4 porcento. Em 2006/2007, continuou o ministro, foram os anos que de facto Angola registou um crescimento bastante acentuado e situou-se à volta dos 25,7 porcento. Apesar de uma redução em 2008 para 15 porcento, a economia continuou a apresentar bons indicadores em 2009, 2010 e 2011. “No entanto, e fruto do crescimento acentuado dos dois sectores- petrolífero e não petrolífero, esperamos retomar em 2012 taxas de crescimento na ordem dos dois dígitos”, frisou. O ministro das Finanças afirmou que países com a estrutura económica de Angola precisam crescer a este nível, de forma vigorosa. O crescimento económico será sustentado pelos dois sectores. A área pe-

trolífera vai retomar a produção que registou este ano, alguns campos serão recuperados e surgiram novos que vão dinamizar o sector. Vai contribuir para este progresso económico a entrada em funcionamento do subsector do gás em 2012 , que, na óptica de Carlos Lopes, criará um figurino diferente do que se observou em 2011. Por outro lado, e fruto da execução do Programa de Investimentos Públicos, o sector não petrolífero também vai registar boas taxa de crescimento. Em relação às vantagens do crescimento económico para a população, esclareceu ser preciso que o PIB cresça nesta dimensão para que, através disso, o Governo possa melhorar os serviços de saúde, educação e habitação, porque, afirmou, de facto são estes os indicadores que nos permitem qualificar o nível de desenvolvimento de um país.

economia é avaliada pelo Fmi
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece que Angola continua a fazer progressos rumo à estabilidade macroeconómica. Entre os indicadores, além da estabilidade da taxa de câmbio, o FMI refere a redução das taxas de juro e a restauração das reservas internacionais num ritmo mais acelerado do que o esperado. De acordo com o representante residente do FMI em Angola, Nicholas
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Staines, os progressos foram sustentados por uma forte consolidação fiscal nos dois últimos anos. Em relação às reformas fiscais e à transparência, o FMI congratula-se com as medidas tomadas para melhorar o controlo das operações financeiras da Sonangol com o orçamento, considerado uma peça central para melhorar a tesouraria e gestão de caixa, a contínua disseminação

de informações relacionadas com as operações da Sonangol, incluindo o relatório de demonstrações financeiras auditadas de 2010. O FMI também saúda as medidas tomadas para enfrentar o grande e inexplicável residual nas contas fiscais, o que compromete a qualidade das estatísticas das finanças públicas para os programas e formulação de políticas.

ngola participou, em Maputo, Moçambique, na Feira de Amostra da Ciência e Tecnologia, que juntou, igualmente, técnicos de ensino, investigadores e inovadores de Moçambique e de África do Sul. O evento tinha por objectivo a divulgação dos resultados da investigação científica, inovação e desenvolvimento tecnológico destes países. Com este intercâmbio, espera-se que os resultados se traduzam na criação de produtos ou soluções a serem colocadas no mercado, contribuindo assim para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Angola com a presença das institui-

ções do ensino superior, nomeadamente, a Universidade de Belas e a Universidade Agostinho Neto, participou no evento sob o lema “Angola e os desafios da dinamização da investigação científica e do desenvolvimento”. Na ocasião, o director nacional de Investigação Científica do Ministério do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Domingos da Silva Neto, disse que o Governo estimula e incentiva os inovadores angolanos que produzem soluções para problemas nas áreas da saúde, transporte, educação, agricultura e outras. Neste contexto, Inácio Simão, inovador na área da electrónica, constitui

o exemplo de que os esforçados podem contar com o apoio do Instituto Angolano de Propriedade Industrial e do Ministério do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, que oferecem condições para a expansão dos trabalhos dos inovadores. “Trago para esta sessão um sistema de segurança dos cofres no acto de depósito e extracção de quantias. A grande inovação é o sistema de abertura através da leitura de impressões digitais. O que significa que se quiser efectuar estes processos, não haverá necessidade de colocar códigos, mas que através de um controlo remoto que faz a leitura de impressões digitais, possa abrir o cofre mesmo que esteja muito distante,” explicou o especialista em electrónica. O jovem inovador, que já participou na feira internacional de Alemanha, onde arrecadou a medalha de prata, espera encontrar, num futuro breve, um parceiro que possa apoiar suas iniciativas para uma produção dos cofres a escala industrial.
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TURISMO

LITERATURA

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turismo opinião

Angola promove seu turismo em Maputo
28 novembro.Dezembro.2011

convite do Instituto Nacional do Turismo de Moçambique, no âmbito do memorando de cooperação sectorial com o Instituto de Fomento do Turismo, Angola participou pela primeira vez na edição da Feira Agro-Pecuária e Comércio Internacional de Maputo (FACIM). A representação da Angola foi por meio de um stand de promoção do destino turístico que vai ao encontro das intenções do governo angolano de receber, por ano, 500 mil visitantes. A directora do Instituto de Fomento Turístico, Rosa da Cruz, que já pensa em alargar a representação do seu país nos próximos certames, disse que a presença angolana na 47ª edição da FACIM “visa mostrar que Angola está presente e tem um futuro potencial turístico.” Rosa da Cruz sublinhou ainda que ao regressarem à Angola, a ideia é realizar um trabalho para a troca de impressões com outros sectores de modo a que, nos próximos anos, possam ter uma representação multissectorial na FACIM. Convidada a caracterizar a evolução da Indústria do Turismo em Angola, Rosa afirmou o registo, nos últimos anos, do crescimento do número de alojamento e de estâncias turísticas como resultado de um investimento no sector. “Também temos estado a procurar a incentivar o investidor através de adopção de leis de investimento que prevêem as isenções fiscais em zonas económicas especiais, a vir ao país e a investir”, acrescentou. Angola, um país com grandes potencialidades turísticas, em cada uma das 18 províncias, onde se destaca o Lubango como autêntico destino turístico, com gastronomia única e pronta enquanto se desfruta das fendas do Tundeval, da Serra de Leba, para além da fauna e flora. Na sua estadia em Moçambique, a delegação angolana contou com Glória Rodrigues, directora do Hotel Vila Alice que opera no mercado turístico angolano desde o ano passado. Segundo a mesma, as visitas crescentes a cada dia que passa são indicadores da evolução do mercado. “Aqui no hotel, normalmente, temos cerca de 80% a 90% de ocupação, mas o desafio a que nos propusemos é de fazer muito marketing e penso que a nossa participação na feira responde esta

necessidade”. Até ao quarto dia do evento, a directora do Vila Alice já havia estabelecido alguns contactos com empresários interessados em investir em Angola. “É uma oportunidade para a troca de experiências ao nível turístico dos dois países”, concluiu. Refira-se que desde 2002, o país registou um aumento no número de visitantes na ordem dos 300 por cento. A FACIM, que registou este ano o número recorde de 1.678 expositores, dos quais 660 em representação de 17 países, decorreu de 29 de Agosto a 4 de Setembro em Ricatla, no distrito de Marracuene, a cerca de 30 quilómetros a norte de Maputo.

“A Sul. O Sombreiro” reporta à fundação de Benguela
O novo romance do escritor angolano tem como pano de fundo a fundação da cidade de Benguela, em 1617
A obra “Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela, é um filho de….” Assim começa um grande romance de aventuras que nos conduz a Angola dos séculos XVI e XVII, enquanto Portugal vivia sob o domínio filipino. Entre lutas de poder, muitas conspirações, envolvendo governadores e ordens religiosas com os franciscanos e os jesuítas na linha da frente, travamos conhecimento com homens muito ambiciosos, com um inglês um pouco doido, e com os terríveis jagas, os guerreiros incomparáveis que povoavam os piores pesadelos dos brancos, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar por um fugitivo que se torna um aventureiro e explorador de terras por desbravar. O regresso de Pepetela faz-se assim com um empolgante romance ambientado nos primórdios do colonialismo, revelando uma época desconhecida da história de Angola. O romance, publicado sob a chancela da Texto Editores, tem como pano de fundo a fundação da cidade de Benguela, em 1617, com destaque para o trajecto de vida conturbado do português Manuel Cerveira Pereira e o papel da Igreja Católica na altura. O escritor manifestou a sua satisfação em torno da publicação, aquando do seu lançamento, e sublinhou que a ocasião era o culminar de “muitos dias de frente-a-frente com o computador”, meio utilizado pelo mesmo para “cravar” as inspirações. O autor Artur Pestana “Pepetela” nasceu em Benguela, em 1941. Tem no mercado as obras “Muana Puo”, em 1978”, “Mayombe” 1980 (prémio nacional de literatura), “O cão e os calús”, 1985, “Yaka”, 1985, “Lueji - o nascimento de um império, 1990”, “A geração da utopia”, 1992, “Parábola do cágado velho”, 1996, “A gloriosa família”, 1997, “A montanha da água lilás, (fabula)” 2000 e “Predadores”, 2005”. Licenciado em sociologia em Argel, Pepetela foi guerrilheiro do MPLA, político e governante. Desde 1984 é professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Pepetela tem no seu palmarés o Prémio Camões de Literatura, conquistado em 1997. É também membro da União dos Escritores Angolanos (UEA).
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cultura

«Na sua estadia em Moçambique, a delegação angolana contou com Glória Rodrigues, directora do Hotel Vila Alice que opera no mercado turístico angolano desde o ano passado. Segundo a mesma, as visitas crescentes a cada dia que passa são indicadores da evolução do mercado. “Aqui no hotel, normalmente, temos cerca de 80% a 90% de ocupação, mas o desafio a que nos propusemos é de fazer muito marketing e penso que a nossa participação na feira responde esta necessidade”.»

Angola e Brasil reforçam cooperação no cinema
Acordo assinado em Luanda prevê troca de experiências entre os organizadores do FIC Luanda e do Festival de Cinema de Pernambuco. As comissões organizadoras do Festival Internacional de Luanda (FIC Luanda) e do Festival de Cinema de Pernambuco do Brasil rubricaram, em Luanda, um protocolo de parceria para a troca de experiências e de colaboração entre as duas entidades na realização e promoção de festivais de cinema em Angola e no Brasil. Segundo o director do Instituto Angolano de Cinema Audiovisual e Multimédia (IACAM), Pedro Ramalhoso, o protocolo foi assinado no âmbito da IVª edição do FIC Luanda, que decorreu de 18 a 24 de Novembro, sendo um passo para a internacionalização do evento. O acordo foi rubricado, pela parte angolana, por Pedro Ramalhoso e Alfredo Bertini, da Produtora BPE do Brasil, convidado ao FIC Luanda.

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Angola impressionada com celebração dos 25 anos da morte de Samora
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ministro angolano dos antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Kundy Paihama, disse em Maputo, que a delegação do seu país que participou nas celebrações do 25º aniversário da morte do fundador do Estado moçambicano, o malogrado Samora Machel, volta inspirada por tudo o que ouviu e acompanhou. “Vamos inspirados depois do que ouvimos nas mensagens. O que nos marcou muito foi a intervenção dos camaradas Graça Machel e do Presidente Armando Guebuza”, vincou Paihama. Falando aos jornalistas minutos após a audiência que lhe foi concedida pelo Presidente Guebuza, Paihama acrescentou que, com estas e outras intervenções, “voltamos mais comprometidos com o bem-estar dos nossos dois povos”. Com efeito, o Presidente Guebuza e a viúva do malogrado Samora Machel, Graça Machel, foram os principais oradores das celebrações centrais do aniversário da morte do fundador do Estado moçambicano, acto que culminou com a inauguração, na praça da independência, na baixa da cidade de Maputo, de uma gigantesca estátua, imortalizando a sua vida e obra. Paihama, que disse ter transmitido, a Guebuza, felicitações e o sentimento de solidariedade do seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, declarou que: “Visitar Moçambique é o mesmo que ir para a nossa segunda casa. Viemos rever amigos, companheiros de luta e trazermos a solidariedade do povo e das autoridades angolanas tendo em conta a tragédia que aconteceu”. Samora morreu no despenhamento, a 19 de Outubro de 1986, do avião presidencial de fabrico russo, um Tupolev 134, nas colinas de Mbuzine, na África do Sul, no qual morreram outros 33
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ocupantes do mesmo avião. Sobre a cooperação entre os ministérios dos combatentes dos dois países, o ministro angolano disse que ambos os países vão dinamizar os processos de reintegração social e assistência social dos antigos guerrilheiros que deram o seu máximo na luta de libertação nacional, assim como na defesa da soberania

dos dois territórios. Kundy Paihama referiu ainda que os combatentes dos dois países precisam de acreditar que nunca foram abandonados. “Nós dizemos que não é possível abandonar o antigo combatente. O antigo combatente é incontornável”, vincou o ministro angolano dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra.
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