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DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2010/2011 CAPACIDADES MOTORAS PROFESSORA: HELENA MORAIS

DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

2010/2011

CAPACIDADES MOTORAS

PROFESSORA: HELENA MORAIS

Documento de Apoio para a disciplina de Educação Física

1º Período

Capacidades Motoras

O termo capacidade refere-se às qualidades inatas de um individuo, isto é, que nascem com o individuo (são determinadas geneticamente como um talento, um potencial). Sendo uma medida em potencial tem um valor altamente treinável.

As capacidades motoras são essenciais para o rendimento motor. Para que qualquer movimento seja executado com êxito, temos que pressupor a existência de um certo número de capacidades baseadas em predisposições genéticas e que se desenvolvem pelo treino.

Em 1968, Gundlach propôs a divisão das capacidades motoras em dois grupos

distintos:

a divisão das capacidades motoras em dois grupos distintos: cionais - Estão associadas aos processos que

cionais - Estão associadas aos processos que conduzem à obtenção e transformação de energia, isto é, aos processos metabólicos nos músculos e sistemas orgânicos - carácter quantitativo. Ex.:

Força, resistência, velocidade e flexibilidade.

Ex.: Força, resistência, velocidade e flexibilidade. s coordenativas – são essencialmente determinadas pela

s coordenativas são essencialmente determinadas pela componentes onde predominam os processos de condução do sistema nervoso central, isto é, elas possuem a capacidade de organizar e regular o movimento - carácter qualitativo ex.: capacidade de reacção; capacidade de precisão; equilíbrio; ritmo; orientação espacial, entre outras.

Observações: Segundo alguns autores, devido ao facto de a flexibilidade e a velocidade estarem também dependentes dos processos do sistema nervoso central, estas duas capacidades deveriam ser consideradas como intermédias entre as capacidades condicionais e coordenativas.

CAPACIDADES MOTORAS CONDICIONAIS:

A - Força;

B - Velocidade;

C - Resistência;

D - Flexibilidade;

A - Força:

Capacidade motora que permite deslocar um objecto, o corpo de um parceiro ou o próprio corpo através da acção dos músculos.

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1º Período

Formas de manifestação:

Força máxima - é a maior tensão que pode ser executada voluntariamente pelos músculos numa determinada posição, ou seja, é a força mais elevada que um indivíduo consegue desenvolver com uma contracção voluntária máxima, independentemente do tempo que demora.

Força rápida - é a capacidade do sistema neuromuscular vencer uma resistência com uma elevada velocidade de contracção, ou seja, é a força mais rápida que pode ser desenvolvida voluntariamente num determinado período de tempo.

• Força de resistência - é a capacidade de realizar esforços de força em actividade de média e longa duração, resistindo à fadiga e mantendo o funcionamento muscular em níveis elevados. De uma forma mais simples, trata-se do número máximo de vezes que conseguimos repetir determinado exercício com determinada carga.

O desenvolvimento da força pode ser:

- Geral, quando é visado o desenvolvimento de todos os grupos musculares;

-Específico, quando é pretendido o desenvolvimento de um ou vários grupos musculares.

B - Velocidade:

Capacidade motora que permite realizar movimentos (acções motoras) no mínimo tempo possível. É uma capacidade que, apesar de condicionada pela herança genética de cada um, pode ser muito melhorada se exercitada desde as idades mais baixas (a partir dos 6/7 anos). Trata-se de uma capacidade motora que diminui com o avanço da idade, em ritmo acelerado.

Formas de manifestação:

da idade, em ritmo acelerado. Formas de manifestação: - é a capacidade de reagir a um

- é a capacidade de reagir a um estímulo ou a um sinal no mínimo tempo possível. é a capacidade de executar uma acção motora (gesto técnico) com a máxima rapidez de contracção muscular. Velocidade máxima é a capacidade de executar acções motoras com a maior rapidez possível por unidade de tempo, através de um esforço máximo e uma elevada frequência de movimentos Capacidade de aceleração capacidade de acelerar rapidamente a partir da posição de repouso (parado) durante o período de aceleração. Velocidade resistente capacidade de resistir à instalação de fadiga em exercícios máximos e sub-máximos.

resistente – capacidade de resistir à instalação de fadiga em exercícios máximos e sub-máximos. Página 3
resistente – capacidade de resistir à instalação de fadiga em exercícios máximos e sub-máximos. Página 3
resistente – capacidade de resistir à instalação de fadiga em exercícios máximos e sub-máximos. Página 3
resistente – capacidade de resistir à instalação de fadiga em exercícios máximos e sub-máximos. Página 3

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1º Período

C - Resistência:

Resistência é a qualidade física que permite um esforço proveniente de exercícios prolongados, durante um determinado tempo. Por outras palavras, a resistência é a capacidade de suportar e recuperar da fadiga física e psíquica. Permite a realização de esforços, sem a perda de eficácia motora.

Formas de manifestação:

Segundo a especificidade da modalidade desportiva

Segundo a especificidade da modalidade desportiva Resistência de base - é a capacidade de executar, durante

Resistência de base - é a capacidade de executar, durante um longo período, uma carga correlacionada com o rendimento específico da competição, e que exige a utilização de muitos grupos musculares. A sua componente fundamental é a capacidade aeróbia. Quanto melhor for a capacidade aeróbia do desportista, tanto melhor ele conseguirá recuperar nos treinos e nas competições (independentemente do tipo de carga utilizada), permitindo-lhe, assim, uma maior capacidade de trabalho.

Resistência específica - é a capacidade que permite ao desportista manter um elevado nível de rendimento durante - é a capacidade que permite ao desportista manter um elevado nível de rendimento durante a competição na modalidade em causa. Depende das exigências específicas de cada modalidade.

Segundo as formas de mobilização bioenergética Resistência aeróbia - pressupõe um equilíbrio entre o oxigénio que está a ser necessário para o trabalho muscular e o que está a ser transportado na circulação até ao tecido muscular. Resistência anaeróbia - devido à grande intensidade da carga, a quantidade de oxigénio capaz de ser utilizado pelo nosso organismo é insuficiente para a combustão oxidativa e o metabolismo energético processa-se em dívida de oxigénio.

metabolismo energético processa-se em dívida de oxigénio. Segundo a duração do esforço Resistência de curta
metabolismo energético processa-se em dívida de oxigénio. Segundo a duração do esforço Resistência de curta

Segundo a duração do esforço

em dívida de oxigénio. Segundo a duração do esforço Resistência de curta duração - as cargas

Resistência de curta duração - as cargas máximas situam-se entre os 45 segundos e os 2 minutos. A energia necessária é obtida essencialmente através do metabolismo anaeróbio.

é obtida essencialmente através do metabolismo anaeróbio. Resistência de média duração - modalidades ou

Resistência de média duração - modalidades ou disciplinas que utilizam na competição esforços entre 2 e 8 minutos. A energia é obtida através do metabolismo misto aeróbio-anaeróbio.

é obtida através do metabolismo misto aeróbio-anaeróbio. Resistência de longa duração - modalidades ou

Resistência de longa duração - modalidades ou disciplinas que utilizam na competição esforços com duração superior a 8 minutos, sendo a energia essencialmente obtida através do metabolismo aeróbio.

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1º Período

Objectivos e benefícios da resistência:

1º Período Objectivos e benefícios da resistência: a de oxigénio transportado pelo sangue; elevado de carga

a de oxigénio transportado

pelo sangue;

da resistência: a de oxigénio transportado pelo sangue; elevado de carga de treino ou competição; uma

elevado de carga de treino ou competição;

pelo sangue; elevado de carga de treino ou competição; uma intensidade óptima do exercício; intensidade quando

uma intensidade óptima

do exercício;

intensidade quando se trata de exercícios prolongados como, por exemplo, a maratona;

de exercícios prolongados como, por exemplo, a maratona; competições; e de concentração nos desportos mais
de exercícios prolongados como, por exemplo, a maratona; competições; e de concentração nos desportos mais

competições;

prolongados como, por exemplo, a maratona; competições; e de concentração nos desportos mais complexos

e de concentração nos desportos mais complexos tecnicamente (exemplos: salto em trampolim, patinagem artística, etc.).

D - Flexibilidade:

Amplitude máxima de movimento possível de realizar numa articulação ou num conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem risco de provocar lesão, isto é, a flexibilidade permite efectuar movimentos com a maior amplitude possível.

Formas de manifestação:

Flexibilidade estática verifica-se quando se sustém durante um certo tempo uma determinada posição da articulação.

de

Flexibilidadecerto tempo uma determinada posição da articulação. de movimento de uma articulação durante a actividade que

movimento de uma articulação durante a actividade que solicite movimentos normais ou rápidos (pontapé alto no Karaté).

movimentos normais ou rápidos (pontapé alto no Karaté). dinâmica é capacidade em utilizar amplitude – a

dinâmica

é

capacidade

em

utilizar

amplitude

a

a

dinâmica é capacidade em utilizar amplitude – a a Flexibilidade activa – representa a amplitude gestual

Flexibilidade activa representa a amplitude gestual obtida a nível de uma articulação sem ajuda exterior e como resultado da contracção muscular.

ajuda exterior e como resultado da contracção muscular. Flexibilidade passiva – representa a amplitude máxima a
ajuda exterior e como resultado da contracção muscular. Flexibilidade passiva – representa a amplitude máxima a

Flexibilidade passiva representa a amplitude máxima a nível articular, obtida pela intervenção duma força externa (gravidade, companheiro, etc.).

das

articulações especialmente nos principais sistemas articulares.

Flexibilidade

geral

refere-se

à

amplitude

normal

da

oscilação

geral refere-se à amplitude normal da oscilação – Flexibilidade específica – relacionada com movimentos

Flexibilidade específica relacionada com movimentos de uma determinada articulação e específicos a uma determinada modalidade desportiva.

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Objectivos e benefícios da flexibilidade:

ica do músculo;
ica do músculo;

alongamento,

extensibilidade e elasticidade das estruturas anatómicas);

extensibilidade e elasticidade das estruturas anatómicas); e um aproveitamento mais económico da energia mecânica; a

e um aproveitamento mais económico da energia mecânica; a ao choque e às instabilidades musculo-articulares, pelo aumento/manutenção da reserva de flexibilidade);

rtos de contacto e nas quedas;
rtos de contacto e nas quedas;

CAPACIDADES MOTORAS COORDENATIVAS:

São determinadas principalmente pelos processos nervosos de orientação, regulação e controlo dos movimentos, isto é, são determinadas pelas componentes onde predominam os processos de condução do sistema nervoso central. Estas capacidades possuem uma grande importância, uma vez que constituem a base para a aprendizagem, a execução e domínio dos gestos técnicos, pois são elas que permitem organizar e regular o movimento. São as capacidades motoras que permitem que o atleta domine as suas acções motoras de forma segura e económica, não só em situações previsíveis como em situações imprevisíveis e, permitem, também, identificar a posição do próprio corpo ou parte dele em relação ao espaço.

Formas de manifestação das capacidades coordenativas

Equilíbrio

O equilíbrio é a capacidade de manter uma posição, mesmo que as condições sejam desfavoráveis, ou de a recuperar rapidamente após amplos movimentos e solicitações. Isto é, o equilíbrio é conseguido através de uma combinação de acções musculares, combinação essa que permite assumir e sustentar o corpo sobre uma base, contra a lei da gravidade. De uma forma mais simples, trata- se da capacidade de manter ou recuperar a estabilidade: manter se se tratam

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1º Período

de movimentos estáticos ou movimentos lentos; recuperar se se trata da realização de movimentos rápidos ou saltos.

Pode ser de dois tipos:

Equilíbrio estático - é o equilíbrio conseguido numa dada posição (quando é o equilíbrio conseguido numa dada posição (quando

objectivo é manter o corpo imóvel). É utilizado na ginástica artística, em saltos ornamentais, entre outros; Equilíbrio dinâmico - é o equilíbrio conseguido em movimento. O ski, o ciclismo, a patinagem artística remetem para este tipo de equilíbrio.

o

artística remetem para este tipo de equilíbrio. o Capacidade de orientação espacial - Faculdade de

Capacidade de orientação espacial - Faculdade de percepção das

modificações espaciais à medida que elas intervém nos movimentos.

Capacidade de ritmo Faculdade de imprimir uma certa cadência à realização de um certo movimento ou de interiorizar essa cadência, caso lhe seja dada.

Capacidade de diferenciação cinestésica Faculdade de controlar

as informações provenientes dos músculos, reter as mais importantes e de dosear a força a aplicar.

Capacidade de antecipação - A capacidade de antecipação é a capacidade de prever o desenvolvimento e o resultado de uma determinada acção que se está a desenrolar, para que, assim, o desportista possa preparar a sua própria acção.

Destreza

É a capacidade que o nosso organismo possui de desenvolver acções motoras

com precisão. Agilidade e eficácia tanto perante situações previsíveis como imprevisíveis. A destreza está associada às capacidades coordenativas (equilíbrio, ritmo, orientação espacial, reacção e diferenciação cinestésica) e desempenha uma função de muita importância na aprendizagem dos gestos motores.

Treino das capacidades coordenativas:

O treino das capacidades coordenativas deve ser realizado especialmente durante os primeiros anos de escolaridade (1º e 2º ciclos) uma vez que é dos 6 aos 12 anos que estas se desenvolvem intensamente, estagnando ao atingir a puberdade. Sendo assim, esta aprendizagem motora tem que ser rápida e com exercícios e movimentos que possam ser executados nas idades referidas.

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1º Período

Bibliografia

Castelo, J., Barreto, H., Alves, F., Santos, P., & Carvalho, J. V. (1998). Metodologia do Treino Desportivo. Cruz-Quebrada: Faculdade de Motricidade Humana Serviço de Edições. Costa, M., & Costa, A. (1998). Educação Física 10/11/12. Porto: Areal Editores. Gonçalves, H., Pacheco, R., & Fernandes, S. (2004). Educação Física - 10º/11º/12º anos. Lisboa: Didáctica Editora. Romão, P., & Pais, S. (2007). Educação Física 10º/11º/12º anos. Porto:

Porto Editora.

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