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A Geração Termoelétrica com a Queima do Bagaço de Cana-de-Açúcar no Brasil

Análise do Desempenho da Safra 2009-2010
Março de 2011

A Geração Termoelétrica com a Queima do Bagaço de Cana-de-Açúcar no Brasil
Análise do Desempenho da Safra 2009-2010
Março de 2011

Diretoria de Política Agrícola e Informações Superintendência de Informações do Agronegócio

Técnico responsável: Ângelo Bressan Filho

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OS PRÓXIMOS DEZ ANOS E A DISPONIBILIDADE DE BAGAÇO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 Seção 4 – Montante por sub-região da energia elétrica que não está sendo gerada e o total adicional da capacidade de geração a ser instalada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .54 Seção 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25 Seção 2 – O período de funcionamento das unidades de produção . . . . . . 71 Seção 3 – A região Norte-Nordeste. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .38 Seção 5 – Indicadores de desempenho na geração termoelétrica pelos estados produtores de canade-açúcar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Seção 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 CAPÍTULO I – GERAÇÃO DE AGROELETRICIDADE: UM NOVO RAMO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO . . . . . . . . . . . . . .106 Seção 1 – O mercado para o açúcar brasileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . exceto São Paulo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Seção 3 – Avaliação das consequências causadas pela indefinição sobre o aproveitamento adequado do agrocombustível ecológico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 Seção 2 – Simulação dos resultados que seriam obtidos com a substituição dos equipamentos e aumento da eficiência na queima do bagaço . . . . . . . . . . . . . .25 Seção 1 – A produção e a destinação do bagaço da cana-de-açúcar. . . . . .13 Seção 2 – Panorama da geração elétrica convencional no Brasil. . . . . . . . . . . . . 21 CAPÍTULO II – INDICADORES ESTATÍSTICOS SOBRE O COMPORTAMENTO DA GERAÇÃO TERMO ELÉTRICA NOS ESTADOS PRODUTORES DE CANA-DE-AÇÚCAR NA SAFRA 2009-2010. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Seção 2 – A região Centro-Sul. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Seção 4 – A origem do combustível agroelétrico e a garantia da oferta do bagaço. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 Seção 2 – O mercado para o álcool etílico brasileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Seção 4 – A geração termoelétrica e sua destinação por hora de atividade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .83 CAPÍTULO IV – SIMULAÇÃO DO POTENCIAL ENERGÉTICO NÃO APROVEITADO DE ENERGIA ELÉTRICA NO TOTAL DO BAGAÇO QUEIMADO NA SAFRA 2009-2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 CAPÍTULO III – ANÁLISE DA GERAÇÃO TERMOELÉTRICA DE ACORDO COM A DIMENSÃO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO NAS PRINCIPAIS REGIÕES DE CANA-DE-AÇÚCAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 . APRESENTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Seção 3 – Simulação da quantidade de cana-de-açúcar necessária para atender à demanda de seus produtos derivados nos próximos dez anos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 – Análise dos dados do estado de São Paulo desagregados por mesoregião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Seção 3 – A história recente da geração agroelétrica no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .123 CAPÍTULO FINAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .54 Seção 1 – O estado de São Paulo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120 Seção 5 – Simulação da quantidade de energia elétrica associada à safra em expansão.30 Seção 3 – A geração termoelétrica e sua destinação para o período da safra. . . . . . . . . 41 Seção 6 – Estimativa da receita realizada com a venda da energia termoelétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Seção 1 – A forma de mensurar a geração e o uso da energia elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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5) projetar para os próximos dez anos o comportamento dos mercados do açúcar e do álcool etílico e estimar a quantidade de cana-de-açúcar que o país terá que produzir se quiser acompanhar as demandas doméstica e internacional desses produtos. processar e divulgar dados de interesse sobre a agricultura brasileira. tem feito um grande esforço para recuperar a tradição do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool em prover dados de qualidade sobre seu funcionamento e suas oportunidades. No caso da atividade sucroalcooleira. um dos principais ramos do agronegócio brasileiro. Nesta linha de preocupações. a partir dos dados coletados pelos técnicos da Companhia em todas as unidades de produção brasileiras. das principais regiões de produção do país: o estado de São Paulo. de forma generalizada nos estados. o presente estudo. faz uma análise técnica de uma matéria muito importante para o país: a cogeração de energia elétrica a partir de um combustível não convencional. porém com pequena participação no total nacional e com pouco prestígio entre os profissionais do assunto: o bagaço da cana-de-açúcar. com a queima do bagaço no período da safra. revela números que indicam que. mas que somente nos anos recentes tem conhecido algum desenvolvimento. O foco do trabalho está concentrado no uso de um combustível que já faz parte das fontes em uso atualmente.Apresentação Este estudo representa um esforço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em trazer um pouco de luz para uma questão estratégica para qualquer país: a geração e a distribuição de energia elétrica. que se refere à situação observada na safra 2009-10. A Conab tem como uma de suas atribuições institucionais coletar. muitas unidades já fizeram as reformas em seus equipamentos e estão gerando energia excedente para transmissão na rede interligada. em cooperação com o Ministério da Agricultura. O panorama descrito pelos dados analisados. atual e potencial. Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto. 3) desenvolver uma análise pormenorizada. a abordagem feita está focada em cinco pontos principais: 1) traçar um comparativo entre geração elétrica de todas as fontes energéticas brasileiras no ano de 2009 e a geração elétrica. a região Centro-Sul (exclusive São Paulo) e a região Norte-Nordeste. de acordo com a dimensão das unidades de produção. 4) elaborar um exercício meticuloso com a análise do nível atual de eficiência no aproveitamento da energia contida no bagaço da cana e simular a dimensão do volume de energia não produzida em decorrência do baixo rendimento obtido com os equipamentos antiquados de geração elétrica que estão em uso na maior parte das unidades de produção e. a grande maioria ainda não tomou a decisão de participar 7 . 2) fazer uma fotografia ampliada da situação da geração termoelétrica com a queima do bagaço em todos os estados que têm atividade sucroalcooleira. Aumentos na produção de cana-de-açúcar significam maior disponibilidade de bagaço e mais geração elétrica. a empresa. Em seu conjunto.

a quantidade média de energia produzida por cada tonelada de bagaço queimado está em 188. A novidade trazida pelo trabalho está na defesa do ponto de vista que essa fonte energética. elaborado sob a ótica agronômica do processo. grande atrativo ambiental.8 kilowatts. porque. caldeiras e geradores. alta qualidade energética. a unidade geradora está próxima dos centros de consumo. porque as distâncias para a instalação das linhas conectoras são curtas e têm baixo nível de perda de carga e. enquanto que nas unidades que continuam gerando com seus equipamentos tradicionais de baixa capacidade. pois é possível gerar uma enorme quantidade adicional de energia elétrica com a queima da mesma quantidade de bagaço que já está sendo queimado atualmente. Finalmente.do novo negócio e gerar energia elétrica excedente para a venda a terceiros. em todo o corpo do presente trabalho. No geral. direta ou indiretamente. de modo geral. e vendem energia através da rede integrada. Nas unidades que já fizeram a troca de seus equipamentos tradicionais por modelos mais potentes. este mesmo número está em 85. a Conab agradece a todos aqueles que. cuja importância passou a ser reconhecida nos anos recentes no cenário brasileiro. está bastante distante do padrão convencional do que seja agronegócio e junta duas engenharias que tem quase nenhuma relação entre si. baixo custo de transmissão. participaram do desenvolvimento desse estudo e tornaram possível sua edição. COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO 8 . é o mais recente e promissor produto do agronegócio brasileiro.2 kilowatts. A grande diferença no aproveitamento do poder energético do bagaço pode ser percebida na observação de um indicador simples: a quantidade de energia elétrica gerada (medida em kilowatts) por tonelada de bagaço queimado. pois o bagaço é produzido no mesmo ambiente físico das fornalhas. Essa nova atividade. é feito um grande esforço de utilização de uma linguagem inteligível a todos os agentes que têm participação e interesse na matéria em ajudar a quebrar as resistências de ambos os lados. que denominamos de agroeletricidade. Por isso. pela dimensão que pode vir a ter. O eventual uso incorreto de terminologias da engenharia elétrica. se explica pelas limitações técnicas. é aproveitada apenas uma fração modesta do potencial de uma fonte de energia que tem qualidades indiscutíveis: baixo custo operacional. a engenharia elétrica e a engenharia agronômica.

pois gerar e comercializar energia elétrica são assuntos completamente estranhos para quem está habituado a cultivar cana-de-açúcar e negociar açúcar e álcool etílico. Mesmo que haja alguma imprecisão técnica. no caso o bagaço da cana-de-açúcar. Ou seja. como um assunto muito importante e de futuro. Como o foco deste estudo é o potencial de energia elétrica excedente que pode ser extraída da queima do bagaço da cana-de-açúcar nas unidades de produção sucroalcooleiras. o bagaço1. cuja importância passou a ser reconhecida nos últimos anos no cenário brasileiro. Ademais. 1 Os manuais técnicos fazem uma diferenciação entre ‘geração elétrica’ e ‘cogeração elétrica’. Do lado dos representantes do setor elétrico a resistência também é óbvia. baseados em dados estatísticos de boa qualidade.Introdução Este estudo está inserido em um propósito amplo e pioneiro: dimensionar. Esse distanciamento aumenta quando observamos que os mercados desses dois produtos derivados da cana crescem continuamente e se constituem em atração para receber os novos investimentos do próprio setor. a energia primária utilizada. gera mais de uma utilidade. o potencial de geração elétrica que a cana-de-açúcar possui em face de suas características botânicas e agronômicas privilegiadas e mostrar as amplas oportunidades associadas à cogeração termelétrica com a queima de seu subproduto. pois a nova forma de gerar energia foge completamente ao modelo brasileiro tradicional que estabeleceu como padrão setorial a concentração em poucas unidades de geração de médio e grande porte e uso de processos hidráulicos. a fonte de energia básica destina-se a gerar exclusivamente eletricidade. A aceitação dessa nova e imensa comunhão de interesses tem enfrentado resistências dos agentes de ambos os lados: como negócio novo e repleto de incertezas desperta um certo temor do lado dos empresários sucroalcooleiros. provoca dúvidas sobre a garantia de continuidade da oferta do combustível básico. subproduto de outra atividade industrial. tem produção sazonal e. transforma-se. O novo setor que bate às portas tem um perfil completamente descentralizado. O escopo deste estudo se resume em trazer um pouco de luz para estas questões e defender que a nova fonte geradora tem qualidade e dimensão que a qualificam a ser tratada seriamente. o termo ‘geração’ foi usado de forma genérica. enfraqueceram a capacidade econômico-financeira de muitos grupos empresariais e limitou sua capacidade de expandir seus negócios. certamente. Essa agroeletricidade é o mais recente e promissor produto do agronegócio brasileiro. A nova atividade. 9 . No segundo. simultaneamente. No primeiro caso. está bastante distante do padrão convencional do que seja agronegócio e junta duas engenharias que têm quase nenhuma relação entre si: a engenharia elétrica e a engenharia agronômica. as condições de comércio do álcool etílico combustível (etanol combustível) nas últimas safras. nuclear e térmico (carvão e petróleo) como fontes dominantes e amplamente conhecidas para a geração elétrica. esta é uma forma de enfatizar o objeto desta pesquisa. sem qualquer consideração para os demais destinos do vapor produzido. em calor e energia eletromecânica.

turbinas: tipos e capacidade.gov. d. c. 2 10 . no período intermediário da colheita e no período de encerramento da safra) a todas as unidades de produção em atividade no país. através de um acordo de cooperação com o Ministério da Agricultura. quantidade de bagaço obtido com moagem da cana e o volume destinado à queima e a usos alternativos. medido em dias corridos de atividade e horas de moagem. as informações correntes indicavam que um considerável conjunto de unidades já havia feito as reformas em seus equipamentos de produção de vapor e geração elétrica de modo a dispor de excedentes de energia que pudessem ser despachados para a rede geral e comercializados com terceiros. O desenho do novo questionário levou em conta a tradição brasileira de privilegiar um modelo de produção que produzia o vapor necessário para o funcionamento da unidade em caldeiras de baixa pressão por centímetro quadrado e grande ineficiência no aproveitamento do poder energético do bagaço queimado. Além disso. incluiu as indagações que foram julgadas importantes para o conhecimento mais profundo e preciso do estágio de desenvolvimento dessa atividade em todas as unidades de produção do país. período de funcionamento das unidades na safra.conab. f. volume comercializado com terceiros no período da safra e. que começou a ser aplicado na safra 2009-10. g. Pecuária e Abastecimento (Mapa). O novo questionário. Esse grande esforço de coleta de informações permitiu à Conab formar um enorme acervo de informações sobre esse setor produtivo e recuperar.br) com o título de “Perfil do Setor do Açúcar e do Álcool no Brasil”. A partir da temporada de 2005. objetivando balizar a elaboração de um estudo atualizado desse assunto. Foi estabelecido um calendário de três visitas anuais (no período que antecede o início da moagem. extinto em 1990.1) A fonte das informações e tratamento dos dados A Conab consolidou uma longa tradição no levantamento de informações sobre as safras agrícolas de grãos e fibras. passou a coletar os dados da safra de cana-de-açúcar no Brasil. total da energia gerada. Para o levantamento da safra de 2009-10. A metodologia de coleta estabelecida na ocasião incluiu a elaboração de um amplo questionário cujas respostas retratassem o funcionamento de uma unidade de produção de açúcar e/ou álcool etílico. com a queima do bagaço produzido na moagem da cana-de-açúcar. volume da energia destinada para o autoconsumo da unidade no período da safra. e. nos aspectos agrícola e industrial. responsável por essa atividade2. no período de funcionamento da unidade na safra. b. o novo questionário incluiu o levantamento das seguintes informações junto a cada unidade: a. em parte. A aplicação desse novo questionário ao longo do ano-safra propiciou a coleta de um grande acervo de informações nas unidades em funcionamento na temporada 2009-10. equipamentos em uso na safra (caldeiras: número e pressão. a tradição do Instituto do Açúcar e do Álcool. em kilowatts. a empresa decidiu modificar e atualizar os questionários de coleta e incluir um conjunto de itens que melhorassem a abrangência das informações sobre o processo de geração termelétrica nas unidades de produção. Dessa forma. em megawatts. geradores: marca e capacidade). potência instalada de geração. O total Uma análise pormenorizada dessas informações para as safras 2007-08 e 2008-09 estão publicadas no endereço eletrônico da Conab (www.

Maranhão. usando o mesmo modelo padrão de apresentação dos resultados encontrados. Minas Gerais. os eventuais erros remanescentes não têm expressão suficiente para alterar. Goiás. com a importância relativa das fontes convencionais. os demais estados da região Centro-Sul (que produzem 29.1% da produção nacional de cana-de-açúcar). os resultados obtidos. está na análise separada das unidades que já estão integradas à rede de distribuição e vendem energia daquelas que ainda não fizeram as transformações necessárias para gerar energia excedente e geram apenas para autoconsumo. Mato Grosso do Sul. Paraná. foi elaborada uma apresentação em capítulos e seções que permitiu combinar de vários modos os dados coletados e. Como é um assunto relativamente novo e pouco conhecido. No primeiro capítulo. dezembro de 2009. que incluem todas as unidades da federação que têm atividade sucroalcooleira. também foi simulado o potencial de crescimento anual da safra canavieira no Brasil para os próximos dez anos e a quantidade de bagaço que estaria disponível a cada ano-safra.dos questionários preenchidos e processados para nosso estudo ascendeu a 393 unidades de produção em todo o país. Como o tamanho da amostra é grande e as informações. Pernambuco. a destinação da energia e alguns indicadores de desempenho. Sergipe. Ceará. são de boa qualidade. Rio de Janeiro e Espírito Santo e a região Norte-Nordeste que inclui os estados de Alagoas. quadros com as seguintes informações: a produção e destinação da matéria-prima. Neste capítulo defendemos o ponto de vista que a geração agroenergética com a queima do bagaço da cana-deaçúcar se insere como um novo produto para o agronegócio brasileiro. Mato Grosso. Para perscrutar o que espera-se para o futuro do mercado sucroalcooleiro e as chances de expansão de geração elétrica. a potência instalada. com isso. As três sub-regiões escolhidas foram o estado de São Paulo (que representa 60. aplicado nos capítulos II. Todos os formulários foram submetidos a criterioso crivo técnico para apurar sua consistência e veracidade e os erros mais evidentes foram corrigidos. No terceiro capítulo. Para esses estados são mostrados. III e IV. Bahia. montar um amplo panorama da situação no momento final de sua coleta. Piauí. de forma importante. 2)O roteiro de apresentação do estudo O processamento de todos os questionários resultou em uma quantidade grande e minuciosa de informações sobre a geração energética com a queima do bagaço da cana-de-açúcar em todo o país. Para facilitar a tarefa foi montado um modelo básico. e como a energia elétrica gerada nas unidades de produção sucroalcooleiras se insere nesse quadro. Paraíba. que tem um caráter geral. inclui. que inclui os estados de São Paulo. que aparece nas apresentações dos capítulos II e III. além das informações pertinentes ao capítulo específico. No segundo capítulo são mostrados os números estaduais. O modelo. Uma distinção importante. foi ampliada a desagregação dos dados fazendo uma apresentação por mesorregião. Para o caso particular do estado de São Paulo. os dados do modelo de apresentação elaborado.0% da produção nacional). e representam a quase totalidade do universo de produtores dessa atividade. Tocantins e Pará. como a geração de energia elétrica por hora de funcionamento e por tonelada de bagaço queimado e. Rio Grande do Norte. que funciona como um guia na apresentação dos resultados encontrados. a geração observada. é feita uma avaliação da questão da energia elétrica no país. de acordo com a classificação oficial do 11 . que permite uma comparação entre os mesmos. também a capacidade instalada por tonelada de cana processada. os dados foram organizados agregados por sub-regiões e de acordo com o volume da cana-de-açúcar processada na safra 2009-10. basicamente. Amazonas. em geral.9%) e a região Norte-Nordeste (responsável por 10. grupados em duas grandes regiões de produção: região Centro-Sul.

está organizado um pequeno resumo dos resultados apurados no estudo e as chances oferecidas pela gramínea que tem como marca particular ser um excepcional conversor energético. os volumes de energia obtidos seriam semelhantes entre todos e muito maior do que aqueles observados com os equipamentos em uso atualmente. Ou. as unidades foram separadas de acordo com a quantidade de bagaço disponível para queima por hora de atividade (que resultou em dez diferentes classes) e calculada a quantidade média de energia elétrica. em kilowatts. construir uma nova realidade para este setor do agronegócio brasileiro. Além da perspectiva de crescimento contínuo dos mercados de seus produtos convencionais (o açúcar e o álcool etílico para os próximos anos e. Também neste capítulo. que também podem ser queimados e gerar calor. que as unidades obtêm com a queima de uma tonelada de bagaço. No capítulo final. a apresentação dos quadros com os resultados encontrados obedecem ao modelo padrão. se o país for capaz de ocupar o espaço oferecido. Se todas as unidades de uma determinada classe fizessem as reformas necessárias e passassem a gerar energia com a mesma eficiência dos líderes e melhores de sua classe. Como paradigma de cálculo. Para atender à demanda prevista. foi usado o rendimento obtido pelos líderes e melhores de cada uma das dez classes e admitido que a maior quantidade de energia extraída por unidade de bagaço queimado por estes personagens está associada ao uso de equipamentos de geração de maior capacidade e. para cada classe em particular e para o conjunto de todas as classes. mais eficientes. 12 .Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). portanto. as folhas e os ponteiros. Esta simulação permitiu calcular o total viável de geração elétrica com a queima da mesma quantidade de bagaço. é desenvolvido um exercício destinado a mensurar a energia elétrica que o país deixa de gerar em decorrência da queima ineficiente do bagaço e da quantidade útil de vapor obtida com os atuais equipamentos. aproveitar a estrutura de geração elétrica no período da entressafra queimando combustíveis alternativos. com os instrumentos de políticas públicas atuais. Para realizar esta simulação. o crescimento anual do bagaço disponível para queima e geração elétrica). A capacidade e o nível de eficiência energética dos equipamentos usados para a queima daquele combustível. Por último. que se traduzirá em aumento da quantidade de bagaço cujo principal destino deverá ser a queima nas caldeiras que estarão em uso no futuro. existe a perspectiva de aproveitamento dos subprodutos da cana que são descartados atualmente: a palha. a análise escapa da situação presente. irão condicionar a quantidade adicional de energia elétrica que será possível gerar. são feitos alguns comentários sobre a possibilidade de. a cana-de-açúcar. No quinto capítulo. No quarto capítulo. arrisca um salto para o futuro e elabora um exercício sobre o comportamento anual do mercado do açúcar e do álcool etílico até a safra de 2020-2021. será preciso cultivar novos canaviais e moer uma grande quantidade adicional de cana-de-açúcar.

depende do comportamento da natureza. Outro ponto abordado é a questão da estabilidade e garantia de suprimento do novo combustível. A outra. a existência de muitas unidades e com relativamente pequena capacidade instalada de geração. Essa necessidade decorre do fato que a nova forma de geração energética se utiliza de um tipo de combustível que escapa aos padrões tradicionais e tem características muito peculiares como a sazonalidade explícita e conhecida da geração elétrica. que assume nomes compostos de acordo com as grandezas decimais.A forma de mensurar a geração e o uso da energia elétrica Antes de avançar a análise. é feita uma breve análise do funcionamento e organização do setor sucroalcooleiro no Brasil. ampla disseminação por muitas unidades da federação e. que por ser um produto agrícola. medida em megawatts. Seção 1 . Esta compreensão é importante para facilitar o entendimento das estatísticas. é necessário fazer uma breve explicação sobre a forma de medir a geração. nem sempre sob controle. Ademais.0% da oferta de energia elétrica nacional. a transmissão e o consumo de energia elétrica. ou seja: 13 . Nessa oportunidade. Uma das preocupações é mostrar o vocabulário necessário para tratar a nova fonte de energia e que é comum às duas ciências: a agronômica e a elétrica. a melhora na eficiência na queima do bagaço não traz qualquer impacto ambiental negativo. é fazer um cotejo da nova fonte com as fontes tradicionais em termos da potência instalada de geração. e apresenta um grande potencial a ser alcançado. e da geração elétrica nos períodos correspondentes. ano-safra para o setor sucroalcooleiro e ano-civil para as fontes convencionais. figuras e exercícios apresentados ao longo do estudo. Para viabilizar a expansão regular dessa nova fonte é necessário rever os atuais paradigmas do setor elétrico e criar um ambiente de atração para o novo negócio. A unidade convencional para medir a quantidade de energia é chamada de Watt3. que lhe permitiria participar de uma fração próxima a 10.Capítulo I Geração de Agroeletricidade: um Novo Ramo do Agronegócio Brasileiro O objetivo deste capítulo inicial é contextualizar a nova fonte de energia no cenário elétrico brasileiro. porque continua queimando a mesma quantidade já existente. quase sempre gerando muito próximo dos centros de consumo.

ele indica a capacidade máxima instantânea de gerar energia de um determinado equipamento. 14 . dispõe um conjunto de vinte pares de turbinas e geradores com capacidade nominal de 700 megawatts. Os medidores acoplados ao equipamento registram a quantidade gerada na primeira hora e nas horas subsequentes. incluindo a parte brasileira e a paraguaia: as informações constantes do relatório de atividade da usina5 indicam que a produção de energia de janeiro a dezembro de 2009 foi de 91. O outro conceito relevante diz respeito ao somatório do fluxo de energia gerada na quantidade de horas que compõem um determinado período.65 terawatts). Se todas essas unidades funcionassem a plena carga simultaneamente. Para nossos propósitos. que corresponde a 4. 4.3 megawatts. era de 15. em 1889. a quantidade de energia gerada.000 Watts (1 milhão de Watts) = 1 megawatt 1.808 megawatts (91.000 000 Watts (1 bilhão de Watts) = 1 gigawatt 1. O tempo útil de aproveitamento dessa matéria-prima depois do corte é medido em horas. contada em horas. O total da energia gerada na safra em análise. É equivalente a um joule por segundo (1 J/s). por exemplo.400 megawatts (20. é a unidade de potência do Sistema Internacional de Unidades (SI). Como sua geração é contínua e permanente.915. que indica a geração instantânea de um gerador elétrico quando em funcionamento a plena carga.03 terawatts) e a média da geração por hora de funcionamento foi de 4. 4 A cana-de-açúcar não é produto estocável.468 horas na referida temporada). No caso das unidades sucroalcooleiras. medida em dezembro de 2009. conforme apresentado no Capítulo II. somente especialistas têm a exata dimensão de seu sentido: Watt. quando somadas todas as 393 unidades visitadas. cada uma. foi de 20. O termo Watt elétrico corresponde à produção de potência elétrica. na safra 2009-10.br . que se prolongou por 218 dias de colheita e 4.031.000.000 Watts (1 trilhão de Watts) = 1 terawatt Essas expressões de grandes valores são necessárias porque a mensuração elétrica é um fluxo contínuo medido por unidade de tempo.itaipu. equivalentes a 91. equivalentes a 20. uma vez cortada faz-se necessário seu processamento imediato. A capacidade média de geração por unidade das usinas de açúcar e destilarias de álcool etílico no Brasil. a mensuração prática do total da energia disponibilizada é feita no período de uma hora. esse período se refere ao ano-safra. que marca os meses do ano quando ocorre a colheita e a moagem da cana4. Quando uma unidade geradora entra em funcionamento e começa a gerar energia.1 megawatts (4. Muitas vezes referido como ‘potência instalada’. 218 dias na colheita processada na temporada 2009-10) e por hora de atividade (em média. Em nosso caso. esta capacidade nominal dos geradores de energia é o primeiro conceito a ser notado.3 gigawatts). o tempo de geração e uso será sempre referido ao período da safra da cana (em média.gov. estava em 5.468 horas de funcionamento das indústrias. A unidade do Watt recebeu o nome de James Watt pelas suas contribuições para o desenvolvimento do motor a vapor.000 Watts (mil Watts) = 1 kilowatt 1. Desta forma. 5 Ver no endereço: www.000. apresenta-se a definição técnica do que é o Watt. e foi adotada pelo segundo Congresso da Associação Britânica para o Avanço da Ciência.299.651. Assim. sempre está representada por números de grande dimensão.000 000. A única referência a valores numéricos que é feita no estudo e que não leva em conta a unidade de tempo diz respeito à capacidade nominal de geração elétrica das unidades de produção.1 megawatts e o total da potência instalada. Obviamente.1. Para facilitar a compreensão da importância dessas grandezas podemos apresentar os valores equivalentes registrados na operação da Usina Hidrelétrica de Itaipu.000 megawatts. ou vátio (símbolo: W). sua geração instantânea seria de 14. temos 3 Apenas como ilustração.3 mil megawatts.000.0 milhões de megawatts. num fluxo contínuo por toda sua vida útil. incluindo a parte brasileira e a paraguaia. a usina hidrelétrica de Itaipu.65 milhões de megawatts.

nas atividades típicas de geração. Presentemente. transmissão. opera todos os dias do ano e a sua geração anual está ligada não apenas ao total da potência nominal instalada. tendo sido consolidado pela Lei no 10. seu estágio de evolução na geração elétrica ainda é primário e. Rio São Francisco. que varia de acordo com a hora do dia e do período do ano. médio e longo prazos. decisões empresariais e. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. portanto.848. Rio Jacuí. vinculada ao Ministério das Minas e Energia. também. Rio Tocantins e Rio Uruguai. Nesta comparação entre as duas fontes de geração elétrica. Seu limite máximo de geração já está definido de forma perene e não pode mais ser aumentado. provendo serviços públicos de eletricidade à população.5 megawatts por hora (10. 6 Bacias principais: Rio Grande. da edição de políticas públicas inteligentes que ajudem a transformar as possibilidades em resultados concretos. por muitos anos. é o serviço público na área de infraestrutura com maior extensão de atendimento (superior a 98% da população). No caso das unidades sucroalcooleiras. próximo à universalização. distribuição e comercialização de energia elétrica. Rio Paranapanema.46 mil megawatts por hora. Rio Paraná. em torno de 90. é importante salientar que a gigantesca hidrelétrica é um projeto maduro.427. Rio Iguaçu.46 gigawatts). quase imprevisível hoje. A maior parte dessa capacidade instalada se distribui por dez diferentes bacias hidrográficas em diferentes regiões do país6. Como toda unidade produtiva. da extensão dos canaviais cultivados e da disponibilidade de bagaço para ser queimado em suas caldeiras. 15 . a transmissão. como também um crescimento contínuo.462. O limite dessa capacidade de geração. depende de um conjunto de variáveis econômicas. onde estão estabelecidas as regras que definem o seu funcionamento.que. Sua regulamentação tem como objetivo fundamental assegurar a gestão do compromisso da segurança do suprimento e modicidade tarifária no curto. seus equipamentos requerem paradas técnicas regulares alternadas dos conjuntos geradores. Seção 2 – Panorama da geração elétrica convencional no Brasil O sistema de produção e transmissão de energia elétrica no Brasil está classificado como hidrotérmico de grande porte e. O Setor Elétrico Brasileiro (SEB) opera sob concessão. o mesmo que 10. portanto. Rio Tietê. a intensidade de geração depende do nível do reservatório e da quantidade de água que flui a cada instante por seus dutos e da demanda por energia elétrica do sistema nacional integrado. esta unidade gerou 10. O principal organismo de regulação desse setor é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ocorre em usinas hidrelétricas. Esta autarquia em regime especial foi criada pela Lei no 9. autorização ou permissão do Estado. é possível prever não apenas a melhora da eficiência energética das unidades atuais. conceder permissão e autorizar instalações e serviços de energia.0% da geração nacional. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. mas também à sua capacidade efetiva de geração. Rio Paranaíba. em média. O marco regulatório do SEB passou por um processo de revisão a partir de meados da década de 90. de 15 de março de 2004. de 26 de Dezembro de 1996 e tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração.

937 21.PCH Usina Termonuclear .UTE Central Geradora Hidrelétrica CGH*** Usina Termonuclear .1% 2.UTN Em 31/12/2001 82.857 92.229 1.966 21 - 2. para 23.8% no final de 2009.2% 0.484 25.953 173 mW 22.76% 0.877 85.949 106.PCH** Em Em Em Em Em Em 31/12/2001 31/12/2003 31/12/2005 31/12/2007 31/12/2008 31/12/2009 61. após o trauma causado pela crise de oferta de energia em 2001. e as termelétricas.8% em 2009.8% 1.12% 4. passando de 14%.865 100.481 855 mW 66.151 87 mW 69.007 22 - 2.6% 0% 14% Em 31/12/2009 70.04% 11. especialmente nas termelétricas (que incluem as usinas e destilarias que usam o bagaço como combustível) e fontes não convencionais.460 16. como as PCH e eólicas.554 10.SOL Fonte: Aneel 52.UTN Pequena Central Hidrelétrica .130 1.901 2.SOL Total Fonte: Aneel * Considerada somente a parte brasileira na Usina de Itaipu (50% do total) ** Capacidade entre 1 e 30 megawatts ***Capacidade abaixo de 1 megawatt 74.2% 1.67% Central Geradora Solar Fotovoltaica . Os registros sobre essa capacidade.6% 100% 16.aneel. os investimentos em unidades de geração elétrica se intensificaram com um crescimento bastante rápido.352 102.007 247 - 2.58% % Tipo de geradora Usina Hidrelétrica de Energia -UHE Pequena Central Hidrelétrica .770 1.UTE Central Geradora Hidrelétrica .8% 2. 16 . Essas taxas constam na tabela abaixo: Participação por tipo de empreendimento % % Taxa média anual de crescimento 2001/2009 2.br.330 99 mW 74.8% 0. Consta também que as taxas anuais médias de crescimento das energias que tinham pouca expressão no período pré-crise (térmica.820 112 mW 74.gov.EOL Total 23.007 602 - Central Geradora Solar Fotovoltaica .9% - Usina Termelétrica de Energia . A média geral de crescimento foi de 4.569 Esses números indicam que.007 29 - 2. a Aneel mantém permanente controle da capacidade instalada das usinas de geração elétrica no país. aumentaram em 70% sua participação.350 2. Essas taxas diferenciadas se explicam pela urgência em 7 Ver no endereço: www. PCH e eólica) foram muito maiores que as hidroelétricas.51% 100% A presente tabela mostra também que a importância das hidrelétricas no total da capacidade de geração foi reduzida de 82.631 19. médio e longo prazos.007 398 - 2.26% 1. nos últimos anos.CGH Central Geradora Eolielétrica .Como agência encarregada da definição da matriz energética nacional e de assegurar o equilíbrio entre a oferta e a demanda no curto.2% em 2001 para 70.490 154 mW 75.EOL 1.999 Central Geradora Eolielétrica . são os seguintes7: Capacidade instalada dos empreendimentos em operação no Brasil Tipo de geradora Usina Hidrelétrica de Energia -UHE* Usina Termelétrica de Energia .51% ao ano. em 2001.

A questão que necessita ser colocada está em que as mudanças nas fontes geradoras estão ‘sujando’ a matriz brasileira com o uso crescente de combustíveis de origem fóssil.4% 3. transmissão.5 2.057.3% Se juntarmos a participação do gás. em quaisquer circunstâncias.1% 100% 6.7% 1. distribuição e consumo. 17 .5 31.3% 1.Eólica Subtotal 6 .Carvão Mineral 2. é sempre muito longo.5% 5% 1% 2.6 participação 67. Essa realidade pode ser atestada com o estado dessa matriz em outubro de 2010.011. exceto em unidade diminutas.9% 0. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).594.007 2.Biomassa Subtotal Subtotal casca de arroz - biogás madeira licor negro bagaço de cana 0.Hidroelétrico natural Número de Usinas 871 93 35 871 80. é preciso um controle geral. Uma questão importante a ser notada é que não é possível armazenar energia elétrica.Nuclear 383 2 2 7.3% 1.Gás 67.Petróleo Subtotal óleo diesel óleo residual 824 853 313 40 9 7 14 29 128 12.8%.8 327.5 1. Quando se trata da energia do país.516. mesmo que existam inventários atualizados das bacias hidrográficas. efetivo e permanente de seu comportamento.292 - 46 46 9 9 1.012. do petróleo e do carvão mineral.182. cria transtornos generalizados e de efeitos imprevisíveis.2% Subtotal de processo 3. conforme o quadro: MATRIZ BRASILEIRA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Empreendimentos em operação em outubro de 2010 Tipo de Empreendimento Subtotal 1. como baterias e pilhas e. o Sistema Elétrico Nacional conta com uma instituição encarregada de gerir o funcionamento do sistema.3% 5.4% 1.8 48. Assim.8 6.7% 0.aumentar as fontes de geração para prevenir novas crises e também pelo fato conhecido de que o período de instalação de unidades hidrelétricas de grande porte.1 835.1 111.291.523.341.1% 2. portanto.3 Capacidade instalada (em Megawatts) 80.04% 0.3% 5.2%.3 8.3 93.3 1. ocorrem de forma simultânea.7% 0.6 10.050.03% 6. Geração. As fontes alternativas com baixa emissão de carbono. pois a paralisação de sua oferta. cabendo ao agrocombustível uma parcela de 5%.007 Fonte: Aneel TOTAL GERAL Importação Total dos empreendimentos domésticos Subtotal 7 .7% 1. além da Aneel.3 119.3 835.1% 4.2 2. a participação no total dessas três fontes atinge 17.4 6.660.170 1. nuclear e eólica têm uma expressão pequena de 8. em grandes volumes.8 3. biomassa. que regula a produção de energia.6 11.594.2% 9.240.992.057. não existem estoques da mesma.

o desempenho diário do consumo de energia está ligado.4 37. conforme constante do quadro seguinte. como o crescimento da economia e a instalação de novas unidades industriais. Os números sobre participação das fontes na distribuição diária da energia elétrica no país indicam que a preferência recai sobre a energia hidráulica.669.8 416. Seu papel institucional é coordenar e controlar as operações das entidades de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).504. de 15 de março de 2004 e regulamentado pelo Decreto nº 5. A taxa anual média de crescimento do consumo no período de 2005 a 2009.753. que tem representado uma proporção próxima de 90.13% 100% 2. a fatores de curto prazo.4 20.006.13% 0. e garantir que todos os agentes do setor elétrico tenham acesso à rede de transmissão de forma não discriminatória.46% 100% 5.6 Fonte: Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) 400.9 9. deve contribuir para que a expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN) se faça ao menor custo e vise as melhores condições operacionais futuras.3 448.O ONS é uma pessoa jurídica de direito privado.05% 0.91% 88.662.754. Em sua atividade cotidiana.5 12. o ONS está encarregado de promover a otimização da operação do sistema eletroenergético.66% 0.3 556.377 Diferentemente do que ocorre no investimento em novas instalações de geração. a extensão de linhas de transmissão para áreas não-atendidas e o comércio de eletrodomésticos.265. Participação das fontes na carga de energia distribuída 2006 % 2007 % 2008 % 2009 % Tipo de geração Hidráulica 2005 % 2010 % Térmica convencional Termonuclear Eólica Todos 92. desde 2005.489.5 558.2 - 382.%.3 14.8 20. e a fonte em uso nos períodos abordados.31% 100% 7.648.81% 88.848.71%. No quadro adiante é mostrada a quantidade de energia que abastece o país a cada ano.05% 100% 3.27% 3.084. visando o menor custo para o sistema.3 13.471. esta entidade divulga regularmente os números da quantidade de energia transmitida pela rede do SIN. que afeta o consumo residencial.9 36.7 415.1 712.12% 100% 3.496. Como responsável pelo planejamento de programação das operações e do despacho centralizado da geração.957.62% 8.83% 0. observados os padrões técnicos e os critérios de confiabilidade estabelecidos nos procedimentos de rede aprovados pela Aneel.45% 2. de 14 de maio de 2004.9 397.383.5 12.27% 0.9 476.893.77% 3.81% 4. sob a forma de associação civil.3% 92.128 18.2 445. foi de 2.515.3 228.79% 4.1 422.87% Fonte: Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) 18 . com as alterações introduzidas pela Lei nº 10. sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). sem fins lucrativos. Carga de energia distribuída em todo o ano civil (em gigawatts) 2005 gwh 2006 gwh 2007 gwh 2008 gwh 2009 gwh gwh 2010 Tipo de geração Hidráulica Termonuclear Todos Eólica Térmica convencional 370.5 437.855.306.701.307. que depende de planos de longo prazo.09% 91.12% 93.9 406.2 16.9 14. criado pela Lei nº 9.232.16% 100% 2. de 26 de agosto de 1998. principalmente.619.342. Assim.686. Além disso.1 1.081. o uso diário de energia depende de variáveis com suas próprias características.

19 . a temperatura ambiente e a época do ano.125 - 2005 Carga de energia distribuída por hora(em megawatt médio) mWmed 2.956.6 1.9 mWmed 48.7 50. Em momentos de variação rápida da demanda de energia é preciso ter reserva suficiente de capacidade de carga para evitar qualquer ameaça de sobrecarga e pane no sistema e eventuais apagões. A fonte térmica funciona como o centro de equilíbrio do sistema e modula a intensidade de sua participação de acordo com a necessidade e com a variação da capacidade operacional das hidrelétricas.4 4. abaixo: Em termos de distribuição por hora de energia elétrica.275.2 2007 mWmed 45.861.8 2.7 1. Este argumento vale também para o etanol extraído do caldo da cana quando cotejado com todos os seus sucedâneos.1 81.087. cujo volume de produção depende do nível dos reservatórios.5 1. que tem pequena representação.594.275.527.5 51.297. Essa forma de usar o bagaço tem uma explicação simples: ele está disponível.9 49.Neste mesmo quadro é possível observar também que a energia termonuclear tem uma participação bastante estável no total e que está associada à capacidade operacional das duas unidades em funcionamento no Brasil.7 1.5 4.9 1.7 1. A grande novidade está na geração de excedentes exportáveis para o sistema elétrico nacional. como o milho e o trigo. sua participação cresce de acordo com o tamanho da potência instalada e regime dos ventos. e o consumo médio de 50.633.000 megawatts.874.7 47. que depende de fatores como a hora do dia. extraídos do amido das plantas amiláceas.719.8 1. Essa grande diferença entre o que é possível gerar e o nível do consumo tem uma explicação simples: o valor médio indicado não revela os momentos de maior uso de energia.570 26. De fato.1 2008 mWmed 47. o açúcar fabricado com a beterraba açucareira.5 63. Essa energia.8 2. Essa tradição não é uma exclusividade brasileira e faz parte do processo industrial em todos os países que desenvolvem essa atividade. que indica o total máximo de geração que o país pode conseguir. No caso da energia eólica. não tem uso alternativo remunerador. acima de 100.131.326.9 Uma observação final pertinente refere-se à relação entre a potência instalada de energia no Brasil.267.479. ou de plantas sacarinas.1 2006 mWmed 46.3 2009 Fonte: Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) Todos Eólica Termonuclear Térmica convencional 43.452. que somente em tempos recentes está se transformando em negócio corrente e a maior parte de seu potencial ainda está por ser explorado.7 63.404.356. os números constam na tabela Tipo de geração Hidráulica mWmed 42. como a beterraba. limpa. renovável e de baixo custo é um fator importante para explicar a grande vantagem competitiva do açúcar fabricado com o caldo da cana-deaçúcar frente a seu concorrente. em grandes volumes no mesmo local das fornalhas e grelhas queimadoras e.875 megawatts. a cogeração de energia elétrica como uma prática rotineira nas unidades sucroalcooleiras já tem décadas de existência.8 54. Seção 3 – A história recente da geração agroelétrica no Brasil A geração elétrica com a queima do bagaço não é novidade no setor sucroalcooleiro. praticamente.154.280.380.657 168 2010 45.

além daqueles referentes ao total nacional. A forma atabalhoada de operar as mudanças nos equipamentos ignorou a regra básica de execução de projetos de longa duração. instalando caldeiras de maior resistência e temperatura mais elevada. que depende da capacidade do equipamento e da temperatura de aquecimento. A partir desse episódio de forte impacto sobre a economia brasileira. é necessário observar que todo o excedente de vapor é destinado a mover as novas e modernas turbinas e geradores. surgiram várias iniciativas públicas e privadas para estimular sua implementação. surgiu no final dos anos 80. de forma bastante tímida.000 Máxima 120. cabe a pergunta que realmente interessa: quanta energia elétrica está guardada nos canaviais brasileiros esperando o momento de seu aproveitamento e qual é sua expressão nas necessidades do país? Demonstrar essa importância relativa é o esforço principal desenvolvido na elaboração dessa pesquisa. As novas políticas públicas editadas a partir dessa época passaram a valorizar as fontes que requerem prazos curtos para instalação e funcionamento dos projetos e fontes alternativas de baixa emissão de carbono.000 380. 8 De acordo com os fabricantes.A venda do excedente de energia elétrica como novo negócio. Além disso. podemos apontar aqui alguns números. de modo a melhorar o aproveitamento energético do bagaço e disponibilizar uma quantidade maior de vapor útil e de energia térmica. o quadro adiante mostra os dados oficiais da potência instalada de todos os empreendimentos em funcionamento no Brasil em dezembro de 2009. também aparece a parcela vinculada à usina de Itaipu. Nesses dados. medido em quilos. fornalhas. que serão permanentes e irrecuperáveis. No entanto. Somente passou a ser seriamente discutida como uma fonte alternativa interessante a partir de 2001. quando o país passou por sérias dificuldades de oferta de energia e foi necessária a implementação de um severo programa de racionamento no consumo da energia elétrica e de racionalização de seu uso. Algumas unidades de produção se interessaram pelo novo negócio e trocaram seus equipamentos. o rendimento em vapor das caldeiras. que estão apresentados em detalhes ao longo do estudo. No entanto. é o seguinte: Características das caldeiras de produção de vapor em uso nas usinas e destilarias no Brasil Casse Baixa Baixa Superior Média Alta Alta Superior Pressão média (bar) mais frequente na classe 21 31 43 67 99 Temperatura (graus centígrados) Mínima 300 350 400 470 530 Máxima 350 365 450 520 540 Capacidade de produção de vapor (em kg/hora) Mínima 60.000 120. caldeiras. Neste ponto. sem levar em conta o aproveitamento total do coeficiente energético contido no bagaço. turbinas e geradores das unidades. a ausência de um programa organizado de aproveitamento dessa fonte energética teve dois efeitos indesejáveis: 1) proporcionou um crescimento bastante modesto na geração elétrica como um todo e não foi capaz de atrair a imensa maioria das médias e pequenas unidades de produção para este negócio e. que é um ícone importante no cenário mundial e referência interessante para comparar com a energia disponível no bagaço da cana.000 20 . 2) promoveu uma imensa heterogeneidade nos modelos de reforma dos equipamentos de geração.000 320.000 200.000 250. particularmente os elétricos: é preciso otimizar o aproveitamento de todo o seu potencial e evitar desperdícios de capacidade. e que permitem comparar os montantes de energia das diversas fontes em uso no Brasil.000 180. gerando eletricidade disponível para venda a terceiros. é bastante expressivo e cresce com a dimensão das caldeiras8. O ganho em quantidade de vapor.000 180.000 110.

é possível comparar a quantidade de energia gerada em períodos correspondentes. para uso próprio e para a venda a terceiros. além de toda a energia produzida pelas usinas e destilarias do país no período da safra 2009-10. de 4. Da mesma forma.5% 9% 20.383 91. e a geração ocorre apenas em 60% dos dias do ano. Na mesma tabela. Ademais. no ano de 2009. o açúcar e o etanol. Seção 4 – A origem do combustível agroelétrico e a garantia da oferta do bagaço A utilização de bagaço da cana-de-açúcar como combustível para a geração de energia elétrica em grandes volumes suscita uma questão pertinente: um produto que depende da safra agrícola e.423 39. que é bastante expressivo.6% Fonte: ONS e Conab *Inclusive a parte paraguaia. Para as instalações convencionais este período é o ano-civil e para as instalações nas usinas e destilarias é o período da safra.6% Participação no total Potência Instalada de Itaipu* Potência instalada observada do setor sucroalcooleiro (O que é) Potência instalada simulada do setor sucroalcooleiro (o que poderia ser) 12. seria possível ampliar o funcionamento das caldeiras e geradores para o período da entressafra e. O percentual apresentado de 9% para uma situação possível. Em resumo. nas condições atuais. onde é simulado o total da energia que o setor poderia gerar se todas as unidades estivessem explorando adequadamente o poder calorífico contido no bagaço da cana.000 13. Como esse é um setor que passa por um período de forte crescimento da demanda de seus produtos. POSIÇÃO DO TOTAL DA ENERGIA ELÉTRICA GERADA NO ANO DE 2009 Origem da produção Total acumulado da geração anual de Itaipu no ano de 2009 Total acumulado da geração do setor sucroalcooleiro na safra 2009-2010 (O que é) Total simulado do potencial de geração do setor sucroalcooleiro em 2009 (o que poderia ser) Acumulado de todas as fontes do país Total em megawatts/ hora 445. 2009 Total da capacidade do país Tipo de empreendimento Total em megawatts 106.949.915 100% 13.5% é apenas uma fração do potencial que poderia ser explorado se as iniciativas necessárias forem tomadas. a dimensão futura das lavouras de cana depende da reação do setor a essa conjuntura favorável e de formar novos canaviais e montar novas unidades fabris. Com tecnologias adequadas e uso de combustíveis alternativos. a atividade do setor está limitada ao período da safra. refere-se apenas ao bagaço proporcional à dimensão da safra de cana colhida na temporada 2009-10. O quadro abaixo traz esses números e incluem o total da geração nacional e a parcela originada na usina de Itaipu no ano de 2009. com isso.DEZ. passar a gerar continuamente.POSIÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL .5% Fonte: Aneel e Conab *Inclusive a parte paraguaia.662.651.1% 5. pode ser uma fonte regular e segura para a 21 .346 5.808 Participação no total 100% 4.031. o percentual observado de geração.850 20.569 14. constam também os resultados obtidos pelo exercício estatístico desenvolvido no Capítulo IV. portanto. sujeito aos azares da natureza.

em termos práticos. Como a quantidade de vapor usado como energia térmica e mecânica. Esse excedente energético passa a estar disponível para outro destino que não o autoconsumo. O bagaço da cana é o resíduo sólido que remanesce da moagem da cana-de-açúcar nas usinas de açúcar e destilarias de álcool etílico no país. Esse sistema consiste no aproveitamento da vinhaça líquida resultante da destilação do álcool etílico. na maior parte das unidades9 para mover as moendas que. Essas caldeiras. à capacidade das unidades que vendem energia e são integradas a alguma rede de transmissão elétrica. aplicando-a nos canaviais. é positiva e bastante compreensível quando se analisa a natureza da cadeia sucroalcooleira. Portanto. em número compatível com a dimensão da unidade. A troca dessas caldeiras tradicionais por outras mais potentes e capazes de gerar um volume muito maior de vapor com uma temperatura muito mais elevada. sem deixar excedentes para a safra subsequente que tenderiam a se transformar em problemas ambientais. Esse processo tradicional sempre garantiu a funcionalidade do sistema. além de fazer funcionar o sistema chamado de ‘ferti-irrigação’. inclusive com seu despacho para as redes de transmissão do sistema elétrico local ou nacional. a sacarose nele presente. para a geração de vapor. em particular. Toda a parte restante (90%) é queimada em caldeiras no próprio ambiente onde é produzida. haverá o bagaço. melhora substancialmente a eficiência energética da queima do bagaço e a quantidade de energia térmica que pode ser gerada. e a energia elétrica para a iluminação. Para demonstrar que não apenas a dimensão da safra canavieira não representa 9 Existem unidades que utilizam motores elétricos para a movimentação das moendas e outras que fazem a extração através de difusores. A tradição brasileira definiu um padrão de caldeira com resistência de 21 bar (medida que representa a intensidade da pressão interna em centímetros quadrados). a questão a ser examinada diz respeito ao tamanho da safra nacional de cana-de-açúcar e. todo o vapor adicional passa a ser destinado à geração elétrica. A proporção desse resíduo depende da quantidade de fibras que as particulares cultivares de cana apresentam. Tal forma de adubação natural aproveita a matéria orgânica. o nitrogênio e o potássio. funcionamento dos motores e bombas d’água que movimentam todo o sistema fabril. pois se houver cana para as indústrias. produzem a quantidade de vapor necessária para fazer funcionar todo o complexo industrial e incinera todo o bagaço produzido nas moendas a cada safra. utilizada.geração energética? A resposta a esta indagação. O funcionamento de uma unidade de produção sucroalcooleira requer o uso de três tipos de energia: térmica. a autossuficiência energética da unidade e a ausência de resíduos sem destino. 22 . por um processo de desfibramento e compressão. Do total produzido nas unidades de produção. desde que sejam instalados geradores de eletricidade compatíveis com a quantidade do vapor adicional produzido. o material genético em uso no país apresenta um teor aproximado de 270 a 290 kg de bagaço (com 50% de unidade) em cada tonelada de cana processada. retiram o caldo da cana. A quantidade e a temperatura máxima do vapor obtido dependem da capacidade e resistência das caldeiras. como a alimentação animal. em especial através de um processo de hidrólise. A consecução desses três tipos de energia é feita através da queima do bagaço em fornalhas que aquecem as caldeiras para a produção de vapor. utilizada no cozimento do açúcar e/ou na destilação do álcool etílico. permanece constante. Conclui-se que a existência do bagaço é uma questão genética da própria planta. para o caso brasileiro. mecânica. De um modo geral. que fazem parte da composição desses resíduos. uma parcela diminuta (próxima a 10%) é destinada a usos diversos.

O segundo ponto relevante está na tradicional diversidade dos produtos comerciais que são fabricados a partir do caldo da cana-de-açúcar e dos resíduos sólidos e líquidos da moagem. têm efeito limitado no volume da produção. nem sempre presente em suas congêneres de outros países. Quando observamos a indústria açucareira da cana-de-açúcar no mundo. é adquirida de agricultores independentes10. No caso da cana-de-açúcar. suas exigências agronômicas e climáticas facultam seu cultivo. A posição geográfica brasileira no globo terrestre possibilita a produção de cana-de-açúcar e seus derivados. a maior parte da produção é oriunda de indústrias equipadas para a fabricação de ambos os produtos. em média. Historicamente. sem necessidade de replantio11. numa longa faixa geográfica e permitem o funcionamento de unidades de produção de açúcar e álcool que se estendem desde o paralelo 5. à grande disponibilidade de terras férteis e aptas para o cultivo da cana-de-açúcar e à tradição agrária do país. produtos extraídos do caldo e produzidos em pequenas fábricas especializadas nesta atividade e a cogeração de energia elétrica gerada com a queima do bagaço. além de ser um modelo técnico e gerencial para os demais. No caso presente cabe destacar os seguintes pontos: O primeiro ponto relevante está em que a maior parte das indústrias produz uma proporção bastante alta da cana-de-açúcar que processa e que representa 62. constatamos que essa indústria. Esse modelo particular de organização está associado à enorme dimensão territorial do país. porque na proximidade do canavial sempre existe pelo menos uma unidade de produção em atividade Os dados sobre o funcionamento do setor sucroalcooleiro mencionados constam no estudo publicado pela Conab denominado Perfil do Setor do Açúcar e do Álcool no Brasil. esta atividade produtiva está atualmente instalada em 20 estados brasileiros. Tais programas criaram um grande mercado interno para esse produto e permitiram que o Brasil desenvolvesse um modelo de indústria mista capaz de destinar parte do caldo da cana-deaçúcar para a produção de açúcar e parte para a fabricação de álcool etílico. associada à reconhecida capacidade competitiva da indústria brasileira. no estado do Paraná. Em face dessa possibilidade. como decorrência das políticas macroeconômicas da época. tem algumas características. que possibilita a produção em escala econômica da maior parte das lavouras comerciais em uso no mundo. sendo que o estado hegemônico.qualquer risco para a oferta de bagaço. além do açúcar e do álcool etílico. a cachaça e a rapadura. O quarto ponto a ser abordado na caracterização da atividade sucroalcooleira no Brasil está no ciclo agronômico da cana-de-açúcar. com 60% de participação. e representam uma distância. no estado do Rio Grande do Norte. é feito um “parêntese” no texto para comentar o funcionamento do setor sucroalcooleiro no país. ao contrário.5% do total da colheita. Destacam-se nesta lista de produtos. num amplo espaço geográfico. as crises conjunturais têm sido superadas por arranjos internos do próprio setor sem ameaçar a sobrevivência dessa classe produtiva. pouco mais de um terço da matéria-prima processada. em linha reta. reduz para níveis bastante baixos os riscos econômicos associados a essa atividade. até o paralelo 23 de latitude sul. O terceiro ponto de destaque na organização desse setor está da distribuição espacial das unidades de produção dentro do território nacional. A disposição de uma grande porção territorial no sentido Norte-Sul concede ao país uma grande diversidade de microclimas. 23 . cinco cortes em safras sucessivas. mesmo quando têm grande intensidade. no Brasil. sem similar em outros 10 países produtores de cana-de-açúcar. que possibilitaram a criação de programas inovadores e independentes de produção e uso mandatório de álcool etílico como combustível automotivo. A comercialização flui naturalmente a cada ano . que lhe propicia grande estabilidade e solidez. mantém a atividade agrícola da produção de cana separada da produção industrial. com alto rendimento em sacarose. 11 O padrão internacional mais frequente é o replantio a cada dois anos. A parte restante. de quase três mil quilômetros. O padrão internacional. Essa flexibilidade nos negócios. Eventuais problemas climáticos. A qualidade genética das variáveis em uso no país e o manejo adequado das lavouras fazem com que os canaviais tenham um longo ciclo produtivo que permite que o mesmo plantio ofereça. coincidentemente o estado de maior Produto Interno Bruto do país e maior consumidor de energia. como também que ela deve continuar a crescer continuamente nos próximos anos. Esta característica se estabeleceu a partir dos anos 70. No que diz respeito ao açúcar e ao álcool etílico. A longa tradição da atividade canavieira no Brasil é uma garantia de que seus empresários não abdicarão de suas terras e lavouras para dedicarem-se a algum outro tipo de cultivo agrícola. é o estado de São Paulo.

000 0 acervo genético com várias centenas de variedades economicamente produtivas. de forma irremediável. com pequeno impacto no total da safra. sua erradicação somente deve ocorrer após o cumprimento de seu período produtivo. parece evidente que esta atividade agrícola tem uma grande estabilidade temporal e a redução abrupta da safra. SÉRIE DA SAFRA BRASILEIRA DE CANA-DE-AÇÚCAR (1970-71 A 2010-11) 80 /8 1 82 /8 3 84 /8 5 86 /8 7 88 /8 9 90 /9 1 92 /9 3 94 /9 5 96 /9 7 98 /9 9 00 /0 1 02 /0 3 04 /0 5 06 /0 7 08 /0 9 72 76 / 74 / 70 78 /7 9 /7 3 /7 1 75 77 24 . Por isso. é uma possibilidade muito remota. que provocou severa redução dos preços da cana e seu derivado. Do exposto. ocasião em que se combinaram os efeitos de uma crise de superprodução de álcool etílico na safra 1999-00. uma vez superados os problemas. salvo em caso de crise grave e persistente. A observação do comportamento da safra canavieira no Brasil. O ciclo agronômico da planta condiciona seu ciclo econômico. nos últimos quarenta anos. A erradicação das variedades atacadas pode ser feita rapidamente e seus efeitos. dá suporte material para a tarefa de colheita e transporte.000 Mil toneladas 400.000 240. por motivos econômicos ou naturais. O nível do conhecimento acumulado com a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares permitiu ao país formar um rico 640. e que têm custos decrescentes. Essa disponibilidade permite que os canaviais sejam compostos de um grande conjunto de variedades com diferentes níveis de resistência a pragas e doenças.000 80. Nestas condições.para adquirir o produto e que. A interrupção intempestiva de sua exploração para substituição por outra lavoura impede a realização das receitas que viriam naturalmente com as colheitas programadas a cada ano.000 560. com sérios problemas climáticos. pois.000 160. A exceção importante ocorre quando a única unidade de produção da vizinhança interrompe suas atividades e desaparece o comércio local dessa matéria-prima. afeta apenas a parcela das canas suscetíveis à sua ação.000 320. mesmo que a rentabilidade de um determinado ano seja considerada insuficiente. Um último ponto que precisa ser mencionado refere-se ao temor de que algum tipo novo de praga ou doença venha a aniquilar os canaviais e prejudicar. controlados através do manejo dos canaviais. retomou seu curso regular. Esta é uma preocupação legítima e permanente que o país aprendeu a enfrentar. confirma que a tendência de crescimento anual da produção é uma constante em todos esses anos. Uma vez formado o canavial. mesmo que haja dificuldade em seu controle químico ou biológico. mostrada no gráfico. a dimensão da colheita. aqueles que fazem a opção por essa gramínea raramente desistem da empreitada. não é comum o produtor deixar essa atividade para buscar outros empreendimentos. A exceção mais importante refere-se à safra 2000-01. existe uma grande fidelidade dos agricultores a essa lavoura e. A ação conjunta dos fatores econômicos e climáticos teve um efeito regressivo sobre o volume da produção que.000 480. O surgimento eventual de novos agentes de contaminação termina por ter um efeito limitado. em geral.

foi elaborado o quadro adiante: 25 .Capítulo II Estatísticas do Comportamento da Geração Termoelétrica nos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar na Safra 2009-2010 Este capítulo apresenta os dados processados da coleta de acordo com os estados que desenvolvem a atividade e as grandes regiões de que fazem parte: Centro-Sul e Norte-Nordeste. Seção 1 – A Produção e a Destinação do Bagaço da Cana-de-Açúcar Esta seção trata do volume da oferta do novo agrocombustível. mensuradas de acordo com a quantidade de cana moída no período da safra. A apresentação dos dados está dividida em várias seções. As seções são as seguintes: • • • • • Seção 1 – A Produção e a Destinação do Bagaço da Cana-de-Açúcar Seção 2 – O Período de Funcionamento das Unidades de Produção Seção 3 – A Geração Termoelétrica e sua Destinação para o Período da Safra Seção 4 – A Geração Termoelétrica e sua Destinação por Hora de Atividade Seção 5 – Indicadores de Desempenho na Geração Termoelétrica pelos Estados Produ-tores de Cana-de-Açúcar • Seção 6 – Estimativa da Receita Realizada com a Venda da Energia Termoelétrica. nos estados que desenvolvem esta atividade. divididos pelas duas grandes regiões geográficas que têm climas com características específicas e períodos diferentes de colheita e moagem daquela gramínea. A sequência dos quadros busca mostrar a interação que existe entre os dados e indicar o estágio atual de evolução do assunto nos estados e sua expressão para o país como um todo. o bagaço da cana-deaçúcar. por estado e grande região. Com o propósito inicial de mostrar o tamanho médio das unidades de produção. Todas as informações apresentadas separam o comportamento das unidades que declararam vender parte da energia gerada daquelas que informaram que produzem energia elétrica apenas para consumo em seu complexo produtivo.

997 1.357 529.2% 1.240 829.063. Esse fato está refletido nos resultados apresentados.401 585.PERCENTUAL DA ORIGEM E DA DESTINAÇÃO DO BAGAÇO POR ESTADO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP Proporção do bagaço combustível na cana moída (%) 24.560.3 476.085 523.623 651.747.349.386.397. que são bastante homogêneos.7% MG RJ ES 26. O mesmo quadro mostra também que o uso alternativo do bagaço é bastante restrito e a quase totalidade do produto disponível é destinada aos queimadores para seu uso como combustível.2% 3.912.810.7 649.534.343.922 134.716 307.041.4% 4.613.126.202 1.088 715.Superintendência de Informações do Agronegócio 2.5 252.763 PR MG GO MT RJ ES MS 1.479 No quadro 2 adiante.626 572. Sua prensagem para transformá-lo em briquetes.7% 28. Esta limitação de uso do bagaço está vinculada ao grande volume por unidade de peso e a baixa portabilidade do produto.204 1.850 1.016.676 241.2% 27% MG MS GO PR 23.082.6% 4.1% 25% 3. Cap.679 1.456.326. Esta proporção está associada à condição genética da própria planta e apresenta pequena variação de acordo com a cultivar em uso.8 1. que o tornaria um produto de fácil manuseio e que poderia ampliar seu uso alternativo.8% 25.045.558 1.113.080 1.477.970 878.805 220.4% 0.134.1 1.8% 29.5% 28.714.9 Média da cana moída pelas unidades que não vendem energia elétrica (t) 1.528 PB RN BA SE 1.6 830.080.5% 27.515.8% 26. II .6 3. PI.637 693.516.9 907.011.117 Média da cana moída por todas as unidades visitadas (t) 2.4% Total da região Centro-Sul 24. PA BRASIL Total da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .509.011.753. II .761 1.3% 24.997 1.835 1.708.503 541.8% 22.055 1.325.690.2 244.057.2 2. são mostrados os dados sobre a proporção.020 923.393.756.8 1.1% Proporção do bagaço para outros usos na cana moída (%) 3.123. TO.005.133.795 818.8% 2.587 395.114 651.8 - 2.869.920 246.DIMENSÃO MÉDIA DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO VISITADAS POR ESTADO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP Média da cana moída pelas unidades que vendem energia elétrica (t) 3.2 1.2% 29.806 947.289.804 Total da região Centro-Sul AL PE 2. por estado e grande região. do bagaço obtido da moagem da cana na safra 2009-10. Cap.518. CE AM.8 2.936 MA.7 1.0 980.Quadro 1.4 958.549.581.1% 27.5% 28.355.889. ainda é incipiente no país.3% 26 . Quadro 2.2% 3% Total do bagaço produzido (%) 27.097 759.

264 285.024 232. esses volumes estão separados entre as unidades de produção que vendem parte da energia gerada daquelas que apenas queimam o bagaço para produzir energia para seu próprio uso.152 182.411 288.982 12.719 6.222.441 282.058 907.4% 29.627.581 48.152 137.1% 0% 3. como é feito em todos os demais capítulos.889.611 - 12.144. TO.1% Proporção do bagaço para outros usos na cana moída (%) 2.779 62.296.8% 8.096.8% 2.6% 0% 259. PI.8% 29.072 3.251 6.9% 1.991 78.627.3% Total do bagaço produzido (%) 28.035 137.378.8% 1.7% 97.078 133.981.7% 1.247 830.052.583 3.3% 270.917 1. PA MA.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região Norte-Nordeste AM.8% 25. PA BRASIL Total da Região Norte-Nordeste 26.1% 3.3% GO MT 3.451.4% 91. Cap.135 11.112 - 91.7% Fonte: Conab Elaboração: Conab .2% 27% AM.6% 29.2% 87.608 133.2% 98.951. Quadro 3a. CE 28. do bagaço produzido por estado e sua destinação.045.617 3.985.932 Fonte: Conab Elaboração: Conab .800 42.995.338.274 593. em toneladas. pois o resíduo é o agrocombustível para este tipo de geração elétrica.9% 2.6% 8.2% 2.740 71.046 2.251 8.102 263.944 7.9% 0.6% 28.5% 27.246 1.6% 8.4% 100% 91.7% 27% 27% 24.113 899. A disponibilidade de bagaço é a variável mais importante a ser considerada neste estudo.529 - 16.810 958.6% 0% 1.PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO POR TODAS AS UNIDADES VISITADAS NOS ESTADOS .870 504.280.616 557.390.862.239.593 2.799 3.873.185 7. Observar que.260 6.2% 3.176. PI.3% Proporção do bagaço para outros usos na cana moída (%) 8.5% 0% 23.047 1.5% 87% 8.406 71.5% 100% 100% 90. CE 238.389 52.614 11.UNIDADES QUE COMERCIALIZAM ENERGIA ELÉTRICA Estado/Região SP PR MG MS Total da Total do Bagaço bagaço Proporção cana moída bagaço destinado destinado a do bagaço no período produzido para uso como outros usos combustível na da safra (T) (T) combustível (T) (T) cana moída (%) 192.034.595.968 7.121 91. são apresentados os números com a quantidade.518 71.534 6.673 502.8% 5.Superintendência de Informações do Agronegócio No Quadro 3.507 54.402 1.7% 98. II .803 232.684 25.576 27 .486 4.4% 91.197.016.820.714 2.647.9% 27.994 96.022 476.460 3.4% 83.5% 28.8% 22.322 292.611 6.518.440 Total da região Centro-Sul AL PE ES RJ 8.117.124.175. TO.279 408.942.9% 2.7% PB PE RN BA SE 26.338 2.507 47.719 65.313 200.5% 13% BA SE RN PB 6.5% 98.5% 3.4% 24.416.348.5% 9.Estado/Região AL Proporção do bagaço combustível na cana moída (%) 25.453.314.2% 91.6% 28% MA.735.

545.012 27.747 244.273 6.347.058 9.976 138.512 132.755 49.484 3.492 5.316 692.932 60.178.805 87.714 26.395 1.429 14.404.377 13.930 952.971 5. CE AM.885.120.660 11.346 4.086 1.259. PA 2.095 987.581 284.959.492 1.331 850. PI.378 23.248 285.396.526 18.554.776.179.451 11.502.560 MA.826 10.156 952.263.966 423.812.513 983.509 78.304 Total da região Centro-Sul PE AL 283.574 Bagaço destinado a outros usos (T) 11.754 1.196.299.307.869 934.569 72.029 976.750 814.473 897.701 Bagaço destinado para uso como combustível (T) 88.678 149.956.762.377.132.623.863.838.771 12.Quadro 3b.962 17.385 3.396 14.504 2.019 675.861 3. Cap.121.850 6.166.688.845.085 88.268 66.106 1.088 7.773 GO MT RJ ES MS 6.945.807.146 138.069 73.730 3.556.801 17.335.783.198 788.931 3.863 237. TO.218 36.480.935 3.869 6.PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO POR TODAS AS UNIDADES VISITADAS NOS ESTADOS .809 403.668 148.957 13. PI.259.590 5.594.419.305.869 198. TO.945.078 237.082.749 RN SE BA PB PE AL Total da região Centro-Sul 542.130 1.269.923.135 Quadro 3c.644.744.336 348.816 883.569 1.123 12.298 254.544 426.506 24.879.377 11. II .241.009.048.994 17.632 4.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região Norte-Nordeste 319.333 6.759 18.896.059 104.068.092.808 1.608.121 Bagaço destinado para uso como combustível (T) 39.158.527.442 335. II .067.881 Total do bagaço produzido (T) 99.319 7.756 3.137 15.492 Total do bagaço produzido (T) 46.178 33.601.083.133 6.094.551 SE BA RN PB 1.626 13.952.194 10.061 1.427 132.490.301 9.322.062.106 920.187.888.875.759.069.678 76.818 3.901.241.009 560.709.305.341 170.547 3.987 45.379.093.714.505.071 24.616 1.844 1.747 1.UNIDADES QUE NÃO COMERCIALIZAM ENERGIA ELÉTRICA Estado/Região SP PR MG Total da cana moída no período da safra (T) 169.006.573.947 1.472.071 297.297.405.776.987 3. CE AM.859 242.516 3.155 880.151.153.291 240.319 1.778 913.062 87.010 1.361 814.004.375.665 28 .844 78.629.931 5.389 1.PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO POR TODAS AS UNIDADES VISITADAS NOS ESTADOS .875 MS MT RJ ES GO 40.045.218.698 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 602.768.184.526 577. PA BRASIL Total da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .712 11.927 3.316 9.371 13.397.749.831 MA.897 307.585 6.710 10.625.554 Fonte: Conab Elaboração: Conab . Cap.638 5.975.019 701.693.515.TODAS AS UNIDADES VISITADAS Estado/Região SP PR MG Total da cana moída no período da safra (T) 362.661 166.366 Bagaço destinado a outros usos (T) 6.376 104.259.

revelam que o processo de disseminação do agronegócio da eletricidade ainda é bastante limitado.74% 65.6% 33.390.719 50.102 263.99% 162.904 4.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL POR ESTADO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região SP MG PR Bagaço destinado Bagaço destinado Total do bagaço Participação no total à geração para à geração para queimado como Consumo Venda autoconsumo (T) venda (T) combustível (T) 24.597 164. Estes números. é mostrada a destinação atual do bagaço produzido: em primeiro lugar é indicada a participação percentual do bagaço queimado em unidades que vendem energia daquelas que geram apenas para autoconsumo.611 6.978.537 - 1. Classe de Unidade Unidades que vendem energia a terceiros Unidades que geram apenas para autoconsumo Participação no total do bagaço queimado como combustível 48.072 3.7% 40.911 77.9% 15.2% 45.740 71. CE SE BA RN 47.785.Superintendência de Informações do Agronegócio 29 .31% 61.136 856.91% 64.552.840.9% 32.6% 47.14% 67.537 32.607 238.4% 66.271 1.252.891 710.4% 51.7% 54. Outra informação que decorre dos dados está na participação do bagaço destinado a outros usos entre as duas classes de unidades.248 36.252 100.19% 44.276.411. Em seguida é apresentada a proporção do bagaço destinado a uso não-combustível entre as duas classes de unidades. PA Total da Região NorteNordeste BRASIL 2.338 2.3% 52% PB PE AL Total da região Centro-Sul 33.826 74.936 34.460 3.6% MS MT RJ ES GO 1.879. que mostra que a intensidade do uso do bagaço para a queima é muito maior nas unidades vendedoras quando comparada com aquelas que cuidam apenas da autossuficiência.974 53. a parcela do bagaço queimado em unidades que vendem energia é menor do que o total do bagaço queimado nas demais.732.270.078 133.55% 47.9% 68.942.074 23. Com essa informação.1% MA.573 1.4% 55.804 37. Cap. Como será examinado na seção 4.887 48.464.814 337. TO.943 60. na safra 2009-10.486 51.714 1.714 150.507 84.981. Esses dados constam nos dois quadros adiante: Quadro 4a.673 502.09% 35.260 6.110.280.197.4% 52. II .411 288.6% Participação no total do bagaço destinado a outros usos 64.1% - 2.363. as informações separam o destino da energia total gerada na safra entre o autoconsumo das unidades e a energia despachada para terceiros nas unidades que têm comércio desse produto.160 77.154.357 AM.072 1.572 3.9% - 46.368 787.338.12% 43.71% 49. PI.024 232.57% 34.595.917 1.8% 35.117 65.3% 31.448 1.904 201.Na tabela disposta a seguir.061.005. que serão objeto de análise mais ampla no Capítulo IV.8% 41.004 58.4% 53.3% 48.7% 56. é possível separar a parcela do bagaço combustível cuja queima gerou energia para os dois usos mencionados.152 137.3% 38.440 59.246 1.499 2.231.45% 52.314.091.799 1.900 138.096.117.81% Fonte: Conab Elaboração: Conab .113 155.735.4% A observação dos dados apresentados indica que.169.772 1.

211 9.422.714 150.160 77.075.844 1.887 88.9% 9.116.569.730 3.33% 90.860 4. 47.310 2.231.064 100.891 710.812 32. TO. este percentual reflete a enorme ineficiência atual no aproveitamento energético do bagaço da cana-de-açúcar.8% do bagaço queimado gera a energia excedente que é vendida para terceiros.1% 21% 0% 10.331 850.442 335.153.885. II .383 4.607 15.365 1. este volume cai para 23.130 1. CE SE BA RN PB 258. A regra geral observada está na concentração da colheita e moagem da cana no período do ano com baixo nível de precipitação pluviométrica.88% 68.361 814.974 23.911 77.335.26% 13. nas unidades.8% 100% 79% 9. As horas e os dias de funcionamento estão associados às condições locais de clima e das paradas técnicas necessárias ao funcionamento normal da linha de produção.3% 76. Seção 2 – O Período de Funcionamento das Unidades de Produção Nesta seção do estudo é mostrado o período médio de funcionamento das unidades de produção nos estados produtores.961. com maior produção de açúcar ou álcool etílico por tonelada de cana processada.178.12% Estas informações mostram que.11% 86.2% Total da região Centro-Sul PE AL 100.8% 19.826 74.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região NorteNordeste AM.714 1.574 84.2% 80.962 75.1% e denota que ainda existe um imenso potencial inaproveitado de energia na exploração da atividade canavieira no Brasil.9% 21.928 113.824 5.778 913.34% 76.16% 93. A estação com baixo nível de pluviosidade varia de acordo com as regiões brasileiras.4% 4% 17.526 96.407. PA MA.7% 6.835.718.044.273 6.Quadro 4b. produzindo apenas para autoconsumo.443.117 132.499 2.727 814.1% 31.7% 15.158.8% 19. Como será objeto da análise do Capítulo IV.132.091.732. no período da safra.061.451 11. Cap.59% 76.02% 86. Em média.263.7% Fonte: Conab Elaboração: Conab .597 164.959.3% 24.888.3% 23.357 13.863 148.492 23.552.58% 80.121.169.756 2.136 856.939 8.974 162.219 1. já estão gerando excedentes comercializáveis de energia. Neste período o clima seco facilita o manejo da colheita e o tráfego de máquinas e veículos e proporciona o mais alto nível de rendimento em sacarose.137 237.537 - 1.840.826 10.4% 13.356.86% 13.067.71% 82.492 5.66% 23.368 787. PI. Na 30 .9% 78.082 1.594.226.971 5.936 34.919 686.749.873 460.009 560.1% 26.743% 86. Quando incluímos todas as unidades visitadas e agregamos aquelas que não comercializam energia.194 876.710 73.067.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL POR ESTADO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP MG MS MT ES RJ GO PR Bagaço destinado Bagaço destinado Total do bagaço Participação no total à geração para à geração para queimado como Consumo Venda autoconsumo (T) venda (T) combustível (T) 64.978.248 36.

1 20.817 5.1 21.6 6. Seção 3 . O aumento deste período é muito frequente.9 5.5 22. Fora desse período não há atividade fabril nas unidades e os geradores ficam desligados.9 7.9 20. TO.363 3. onde os canaviais situam-se em áreas litorâneas.5 3.146 3.969 4.8 17. PA 3.056 2. com 90% dos canaviais.7 21. mantendo-se em atividade nos meses de abril e dezembro.468 20.198 Horas médias por dia 20. porém as informações coletadas não indicam se as poucas unidades que dispõem desse tipo de equipamento estão gerando eletricidade fora do período da colheita com os combustíveis fósseis mencionados.6 Fonte: Conab Elaboração: Conab .9 19.804 3. como Alagoas e Pernambuco.9 4.PERÍODO MÉDIO DE FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Em dias corridos 237 228 199 194 184 187 232 273 Período de funcionamento na safra Em meses 7.5 23 21. Na região Nordeste.2 3.5 7.308 2.7 19 6.2 Média da região Centro-Sul AL PE 232 166 194 184 167 116 118 174 180 PB RN BA SE 6.4 19. Em algumas unidades já estão instalados modelos de queimadores que facultam o uso de combustíveis alternativos. que coincide com a época em que está sendo gerada a energia elétrica.667 3.7 9.A Geração Termoelétrica e sua destinação para o período da safra Nesta seção são apresentados os números apurados nos questionários sobre o total da energia elétrica gerada em todo o período da safra por estado e grande região.5 5.943 MA.5 21. II .4 As informações apresentadas são importantes porque indicam o período útil de atividade das unidades de produção. Cap.793 4. nas unidades que têm volume de cana próximos de seu limite técnico de moagem. CE Média da Região Norte-Nordeste BRASIL AM.776 3. As atividades de produção fora desse período são ocasionais e têm pouca expressão em termos do total da moagem.8 6.534 3.712 4. como óleo e gás.5 6. Para permitir 31 . PI.844 4. por estado e grandes regiões.região Centro-Sul. este período se concentra nos meses de maio a novembro.1 Em horas 4.8 20. constam no quadro 5: Quadro 5.1 5.292 20.6 18.5 21. Os números mostrando o período de funcionamento das unidades.3 5.Superintendência de Informações do Agronegócio 218 165 3.7 6 6. o período normal de moagem e estiagem se estende de setembro a fevereiro.689 4.722 3.4 22.1 7.6 7.

9%) é processada em unidades que já fizeram mudanças em seus equipamentos e produzem energia excedente para venda a terceiros.2% Unidades que vendem energia a terceiros Unidades que geram apenas para autoconsumo No Quadro 7 são mostrados os dados sobre a quantidade de cana moída em unidades que comercializam energia e aquelas que produzem apenas para autoconsumo. Quadro 6. Cap.2% 73.7%). o Quadro 6 faz um balanço geral dessa situação para todos os estados produtores e nas duas grandes regiões. A grande desproporção entre a quantidade da cana processada em unidades integradas e a quantidade das mesmas se deve a que a maioria dessas unidades integradas.8% 71.6%) é bem mais modesta do que na região Centro-Sul (47. Os resultados indicam que quase metade da safra nacional de cana (46. II . conforme consta na tabela adiante. sendo que na região Norte-Nordeste esta participação (39. 32 .2% 26. CE AM.2% 71.NÚMERO DE UNIDADES POR ESTADO QUE VENDEM ENERGIA OU QUE PRODUZEM SOMENTE PARA AUTOCONSUMO Todas as unidades em funcionamento visitadas Estado/Região SP MG MS RJ MT GO PR Número total de unidades Número de unidades em atividade que informantes que informaram seus dados vendem energia 170 30 36 36 16 9 5 7 58 12 6 2 1 5 5 Número de unidades informantes que Não vendem energia 112 24 11 5 7 25 30 ES Total da região Centro-Sul PE AL 309 24 22 9 4 4 89 8 7 1 1 1 220 16 15 8 3 3 6 PB RN BA SE MA.um cotejo entre as unidades integradas ao sistema nacional e aquelas ocupadas apenas com sua autossuficiência. como analisado no Capítulo III. Classe de Unidade Região Centro-Sul Região Norte-Nordeste 28. PA BRASIL 11 84 4 6 2 1 1 10 62 3 4 Total da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab . têm dimensão muito acima da média.Superintendência de Informações do Agronegócio 393 111 22 282 O ponto a ser notado está em que o número das unidades ainda distantes da integração na rede geral é fortemente majoritária e representa mais de 70% das unidades que estavam em atividade na safra 2009-10.8% Todas as unidades 28. TO. Esta proporção é bastante semelhante entre as duas grandes regiões. PI.

085.451.440.135 830.4% 69.2% 34% 2.429 14. o montante de 3. TO.251 8. 12 As informações de algumas unidades sobre o total da energia geral são um pouco maior do que a soma da energia autoconsumida e vendida.Superintendência de Informações do Agronegócio Nos quadros apresentados adiante são mostrados.071.7% 71.3% do total gerado e o restante.714.818 3.5 1.987 45.869.755 49.Quadro 7.7 259.7% 47.3% 28.515.092.371 3.759 6.8% 74.7% 46% 53% 46% 52.396.629.4% 53. Essa pequena diferença.9 403.506 24. por estado e grandes regiões.810.7%.8 36.022.808.875.759 18.1 319. que mede a capacidade instantânea de geração elétrica.299. A energia gerada nas unidades interligadas representa 67.6% 66% 83. os resultados sobre a capacidade de geração das unidades (medida em kilowatts).714. Cap. 33 .1 13.7 60.932 60.057.480.1% 47.6% 30.615. Do total gerado no período da safra por todas as unidades visitadas.8% Fonte: Conab Elaboração: Conab .178 33.217.179.378 23.896.982 12.175.377.508.176. 2.3 23.518.698.3 1.7% 43.045.661 880.241.951.2 megawatts está localizado nas unidades que já se interligaram à rede geral e vendem energia e.297.259.889.995.259.693.776. soma 5.PROPORÇÃO DA CANA MOÍDA ENTRE AS UNIDADES QUE VENDEM ENERGIA E AS QUE SOMENTE PRODUZEM PARA O AUTOCONSUMO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Total da cana Total da cana Total da Percentagem Percentagem da moída nas moída nas cana moída da cana moída cana moída em unidades unidades que em todas as em unidades unidades que que vendem Não vendem unidades que vendem não vendem energia (T) energia (t) do estado energia energia 192.4 1.2% 51. que soma 20. por tonelada de bagaço queimado.155 602.845.389 169.378.4 958.9 282.844.196.4% 39.2% 100% 25.385 3.808.319 1. o total da energia gerada na safra (medida em megawatts) e sua destinação para autoconsumo e venda12.071 24.3% BA SE RN 16.756 3.9% 63.416.575. decorre da falta de registro de seu destino nas unidades.9% 54.831 46.627.31 milhões foram vendidas a terceiros.6 1. O total da potência instalada nas unidades sucroalcooleiras do país.046.3 megawatts.862.2% 56.401. II .901.684 25. 12.3% MA.968 7.1 476.626 48.9 11.5 976.820.045.094.678 20.9% 36.613.187.923.518.714.396 14.419. é originado nas unidades que estão fora do mercado de energia.8 11.8% 54% 54% 79. PA 2.517 3.259.712.093. muito maior que as tradicionais.269.3% 52% 0% 40.247 11.1 megawatts pertencem às instalações das unidades que ainda não fizeram as transformações necessárias em seus equipamentos e geram apenas para o próprio consumo.601. 23. CE Total da Região NorteNordeste BRASIL AM.850 6.012.03 milhões de megawatts.644.881 53.931.009.028.1% 46.3 283.7 504.502.404.120.987 27.7% Total da região Centro-Sul AL PE PB 6.492 362. PI.682 4. Desse total.625.2 907.52 milhões foram destinados ao consumo próprio e 7. Essa grande participação deve-se ao fato de que os equipamentos das unidades que vendem energia têm capacidade de geração.6% 46.2 542. mostrada nos resultados.6 5.1% 45.

000 9.731.000 66.811 260.000 149.56 5.371.634 293. Cap.Quadro 8a.177 411.490.275 9. PI.022 29.331.746 19.925 13.672 654.895 17.634 293.069 481.56 5.316. II .030 790.443 140.500 21.652 68.430.655 3.467 22.054.551 68.540 5.675 25.525.313.623.720 566.820 1.534 35.528 61.317.945.517 Total de energia vendida de todas as unidades na safra 2009-10 (mwh) 5.000 13.268 685.557 61.253 400.101 506.510 312.470 13.200 - 308.000 312.492.540 380.348 52.780 137.528 RN BA SE Fonte: Conab Elaboração: Conab .573 621.006 13.700 18.456 53.077.621 310. II .102 23.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região Norte-Nordeste AM.308 621.102 176.168 52.647.800 3.150 3.000 218.200 17.190 21.438.846 23.721 654. CE 16.737 MS RJ MT GO 299.196.275 452.809 13.639 138.229 12.CAPACIDADE TOTAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG Capacidade total de Total da geração de Total do autoconsumo de geração das unidades da todas as unidades na energia de todas as unidades classe no estado (kw) safra 2009-10 (mwh) na safra 2009-10 (mwh) 879.167 3.737 Total do autoconsumo de energia de todas as unidades na safra 2009-10 (mwh) 4.275 465.540 PB 157.372.095 406.264 413.472.792 933. PA MA.080 694.814 GO MT ES MS RJ 53.292 217.350 7.479 138.846 23.041 1.696 35.353 274.270 10.000 14.736 372.429 ES AL PE Total da região Centro-Sul 3.490.472 10.420 43.072.456 Total da região CentroSul 1.844.500 30.141 135.000 13.696 35.100 12.252.165 946.062 23.675 25.500 11.736 Quadro 8b.677 380.075 409.350 32.142 171.828 233.022 29.189 94.030 789.599 233.372 34 . Cap.205 6.221 SP MG PR Total utilizado de energia para consumo e venda (mwh) 9.026 189.633 561.180 74.818 29.125 Total da geração de todas as unidades na safra 2009-10 (mwh) 9.056.459 6.CAPACIDADE TOTAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Capacidade total de geração das unidades da classe no estado (kw) 2.365 157. TO.141 135.

809 958.345 91.730 2.915.062 23.430 432.905 694.063 482.321 8.886 51.875 13.012 611.349.345 570.524.Superintendência de Informações do Agronegócio Relativamente à destinação da energia gerada para auto-consumo e para venda a terceiros.56 11.350 7.350 79.264 84.642 394.088 1.161.031.840 Estado/Região SP PR MG GO MS RJ Total de Total energia vendida utilizado de de todas as energia para unidades na consumo e safra 2009-10 venda (mwh) (mwh) 5.253 195.930 14.380 18.250 339.774 Total da região Centro-Sul AL PE 5.420 223.755 146.780.587 1.059 911.884 12.340.100 121.310 MG ES 53. II .900 12.200 32.138 31.909 699.842.423 31.253.346 18.317.695 20.150 Total da geração de todas as unidades na safra 2009-10 (mwh) 12.740 1.524.306 368.221 12.229 PB 250.424 59.490.196.006 13.533 33.490.665 679.587 1. CE AM.077 8.56 18.798 Fonte: Conab Elaboração: Conab .275 9. PI. PA Fonte: Conab Elaboração: Conab .566. PI.116 RN BA SE 163.412.352 29.090 930.647.270 47.900 13.691 1.770 6.900 29.355 1.470 Total da Região Norte-Nordeste BRASIL 372.200 36.486 Total do autoconsumo de energia de todas as unidades na safra 2009-10 (mwh) 7.189 94.892 90.071.045 1.670 37.297 1.270 84.200 31.233 19.490.424 59.350 32.486 368.431 208.369 960.116.780 274.900 MA.443 140. CE AM.611 29.858.345 65.479 138.200 27.649 RN BA SE 49.Superintendência de Informações do AgronegócioQuadro BRASIL Total da Região NorteNordeste 8a.102 8.172.200 MA.542.677 380.874 293.450 753.425 6.470 3.945.745 97.720 566.780 110.728 719.297 97.151 65.792 13.062 23.500 449. PA 80.Estado/Região AL PB PE Capacidade total de Total da geração de Total do autoconsumo de geração das unidades da todas as unidades na energia de todas as unidades classe no estado (kw) safra 2009-10 (mwh) na safra 2009-10 (mwh) 92.103 53.292 217.56 18.614 26.316 307. a participação percentual é a seguinte: 35 .242 702. TO.250 298.407.798 47.395 73.632 260. TO.267 21.462 553.470.100 6.411.670 38.061.577 134.559.CAPACIDADE TOTAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Capacidade total de geração das unidades da classe no estado (kw) 3.737 278. Cap.022 87.530 5.069 481.059 846.895 17.969 53.121 1.369.

928 51. consumo e venda por unidade de produção.632 13.947 131. o total da energia gerada no país no ano-civil de 2009 foi de 445.925 65.540 29.947 131.764 52.696 35.078 44.353 61.633 10. podemos calcular a dimensão média de geração.215 47.030 78.3% 100% Energia para venda a terceiros 54. Ou seja.837 61.779 81.5% do total da geração nacional e a parcela comercializada na rede geral representa uma fração de apenas 1.030 PE BA SE RN PB 30.599 76. de acordo com os quadros adiante: Quadro 9a.102 24.846 25.373 19.880 130.438 ES Total da região Centro-Sul AL 38.229 19.625 160. TO.521 5.736 16.809 34.310 61. Segundo os dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).172 Total utilizado de energia para consumo e venda (mwh) 159.599 SP MG MS RJ GO PR MG 69.534 35.006 13.528 11.735 17. Cap.7% 0% 63.190 21.445 29.000 8.920 116.732 51.6 milhões de megawatts (445.545 32.895 6. PI.Superintendência de Informações do Agronegócio 54.169 37.926 13.833 43.200 49.621 29.756 69.472 25.540 44.138 9.446 120.000 14.531 130.044 80.65% daquele total.200 17.677 47.370 23.756 50.837 MA.511 89.800 33.717 43.903 42.560 139.366 116.511 89.940 26.000 9.933 54.250 11.518 32.467 22.000 29. o montante gerado nas unidades sucroalcooleiras representa um percentual de 4.469 23.000 43.620 81.000 22.9% A questão que surge na observação desses dados é como indicar sua importância relativa no cenário nacional. A partir dos dados do total gerado nos estados produtores de cana.264 42.846 25.500 52.1% 36.042 121.543 36 . Essa pequena expressão atual indica que existe um imenso desafio a ser enfrentado para promover essa fonte a uma representatividade compatível com seu potencial.6 terawatts).Todas as unidades visitadas Unidades que geram apenas para autoconsumo Unidades que vendem energia a terceiros Classe de Unidade Energia para autoconsumo 45. PA Total da Região Norte-Nordeste BRASIL 18.039 17.543 19.528 11.736 Fonte: Conab Elaboração: Conab .655 3.405 energia vendida por unidade no período da safra 2009-10 (mwh) 89. CE AM. II .CAPACIDADE MÉDIA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Capacidade média Total da autoconsumo de geração das geração por por unidade unidades da unidade no no período da classe no estado período da safra safra 2009-10 (kw) 2009-10 (mwh) (mwh) 40.696 35.638 140.

480 7.382 26.705 11.698 Total da região Centro-Sul AL PE PB 32.949 7.608 19.725 6.698 43.128 16.325 Total da região Centro-Sul AL PE PB 19.766 16.372 11.336 18.074 10.753 MA.067 MA.777 29.944 SP PR MG GO MS 12.409 25.317 7.677 23.968 42.927 25.921 39.633 18. CE 4.748 42.849 7. PA BRASIL Total da Região Norte-Nordeste 5.476 13.809 35.654 18.967 Quadro 9c.245 3.800 6.772 autoconsumo por unidade no período da safra 2009-10 (mwh) 29.967 3. PI.687 5.922 97.314 7.349 30.652 2.700 3.352 16.safra 2009-10 safra 2009-10 consumo e (kw) 10 (mwh) (mwh) (mwh) venda (mwh) 19.904 22.690 21.840 43.949 7.715 geração por unidade no período da safra 2009-10 (mwh) 29.853 13.976 19.583 27.917 19.835 30.477 6.139 13.383 8.674 13.275 2. TO.586 AM.634 39.289 4.917 12.243 3.808 5.649 10.721 26.127 7.578 5.724 73.671 19.700 18.204 40.156 74.649 10.489 37 .242 18.433 50.210 23.260 22.380 16.195 7. Cap.698 25.811 27.943 21.062 12.325 20.917 17.486 58.556 RN BA SE 22.975 22.CAPACIDADE MÉDIA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT ES RJ MS Capacidade média de geração das unidades da classe no estado (kw) 7.906 14.698 11.Superintendência de Informações do Agronegócio Total da Região Norte-Nordeste 8.344 2.976 23.922 97.794 12.598 11.550 9.423 18.447 87.414 3.971 31.003 25.193 7.317 7.475 9.646 7.Quadro 9b. PA BRASIL 15.918 44.244 3.971 Fonte dos quadros 9b e 9c: Conab Elaboração: Conab .369 10.698 30.690 22.CAPACIDADE MÉDIA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA NO PERÍODO DA SAFRA POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região Capacidade geração por autoconsumo energia vendida Total média de geração unidade no por unidade por unidade utilizado de das unidades da período da no período da no período da energia para classe no estado safra 2009.761 4.677 5.808 5.891 10.798 6.307 2. PI.279 5. TO. CE AM.475 12.359 MG RJ ES 40.873 26.326 9.721 27.395 43.620 4.453 28. II .550 3.870 6. Cap.891 10.569 12.231 32.687 RN BA SE 4.174 44.562 18.986 12. II .681 6.706 2.316 354 3.850 5.486 58.409 19.052 50.530 7.574 15.772 5.869 16.150 4.867 20.906 13.

8 171.3 101.3 7. de mais fácil compreensão.1 PB BA SE RN 10.8 1.A Geração Termoelétrica e sua destinação por hora de atividade Na seção anterior.7 MA. Os dados agregados da geração horária para todas as unidades dos estados e os números médios referentes a cada unidade estão apresentados. os dados apresentados referiam-se aos resultados acumulados para todo o período da safra 2009-10.6 3.DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA. PA 6.Superintendência de Informações do Agronegócio 2. 2 – na região Norte-Nordeste esta relação é de três vezes (em ambos os casos.6 1.8 1.6 3.558.9 6.1 226. 3 – em média.875. uma hora.3 54. existe uma outra forma de apresentar os mesmos.3 8.4 5.9 15.2 76.3 vezes mais energia do que suas congêneres da região Norte-Nordeste.9 108.8 102. que é a geração e o consumo por uma unidade de tempo menor.5 69.7 1. que discriminam também a destinação da energia gerada para o consumo próprio e a comercialização.5 2.7 SP MG PR MS RJ MT GO 26.6 225.4 5.2 96.3 56. de forma separada.4 31.5 5.9 2.130. Cap.1 47.9 117.515 87.3 7.5 8.Estas informações de geração elétrica por unidade permitem chamar a atenção para algumas particularidades relevantes: 1 – na região Centro-Sul.783. PI. a geração média das unidades que vendem energia é cinco vezes maior que nas unidades que apenas produzem para autoconsumo.5 62. CE Total da Região Norte-Nordeste BRASIL AM. TO.268.056. as unidades da região Centro-Sul geram 2.7 38 .6 Total das vendas por hora de todas as unidades do estado no período da safra (mwh) 1.6 Fonte: Conab Elaboração: Conab . Como ocorre com todos os dados que tratam da geração elétrica. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Total da energia gerada Total do autoconsumo por hora por todas as por hora de todas as unidades do estado no unidades do estado no período da safra (mwh) período da safra (mwh) 1. nos quadros a seguir.6 44. Seção 4 .9 44.6 3.1 75. II .6 5.3 17.4 818. este indicador sinaliza que a troca de equipamentos multiplica o aproveitamento energético do bagaço da cana).427.6 3.9 Total da região Centro-Sul PE AL ES 2. Quadro 10a. em geral.6 137.4 133.3 33.9 1.1 1 3.

5 241.1 178 14.3 33.429.7 14.6 114 38. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Total da energia gerada (e autoconsumida) por hora por todas as unidades do estado no período da safra (mw) 667.7 Total da região Centro-Sul AL PE 3.2 76.6 24.515 87. PA BRASIL 19.1 1 3.3 232.9 1.6 2.4 31.8 12.2 195.3 Total do autoconsumo por hora de todas as unidades do estado no período da safra (mwh) 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 2. POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP MG GO MT ES RJ MS PR Total da energia gerada por hora por todas as unidades do estado no período da safra (mwh) 2. PA 25.1 1.9 117.9 Fonte: Conab Elaboração: Conab . CE AM.056. PI.3 18.427.6 3.3 8.9 112.7 193. TO. CE Total da Região Norte-Nordeste BRASIL AM.196. Cap.8 31.9 69.9 79.2 81.8 65.2 6. II .9 272.6 15.7 39 .213 9.6 10.DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA.7 35.8 457.3 138.8 102.6 61.7 344.3 PB RN BA SE MA.7 22.1 RN BA SE PB MA. TO.4 10. PI.6 3.1 84.542 310.8 144. II .DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA.8 370.6 3.2 4.8 172.1 145.9 8.2 Quadro 10c.9 18.3 54.327.6 Total da região Centro-Sul AL PE 1. Cap.3 Total da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .3 14.1 14.1 Total das vendas por hora de todas as unidades do estado no período da safra (mwh) 1.698 1.755.Quadro 10b.9 21.3 17.Superintendência de Informações do Agronegócio 1.9 4.6 24.7 46.486.2 166.7 6.

Nos quadros dispostos adiante são mostrados os mesmos dados associados à média das unidades.7 5.8 5.8 5.5 5.1 12.1 13.3 8.DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA.4 5.8 2. TO. CE Média da Região Norte-Nordeste BRASIL AM.1 5 16 - 20. Cap.9 7.4 3.3 3.7 11. II .3 12.6 6.DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA. PA 6. II .5 1. Quadro 11a. os resultados encontrados estão diretamente ligados à dimensão média das unidades estaduais em termos da moagem da cana e da capacidade média dos equipamentos de geração disponíveis nas unidades.6 Fonte: Conab Elaboração: Conab .8 28. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG Geração média por hora pelas unidades do estado no período da safra (mwh) 32 24.4 11.2 1. ao número de unidades em atividade em cada estado.8 9.5 3.1 Autoconsumo médio Venda média por hora por hora pelas unidades pelas unidades do do estado no período da estado no período da safra (mwh) safra (mwh) 14 18 10. a dimensão dos dados estaduais agregados está associada.Nos quadros apresentados.3 2.8 20.6 11.4 3. A predominância do estado de São Paulo se deve ao fato de que aquele estado concentra 43% de todas as unidades que participaram de nosso levantamento.2 15. Cap.1 MS MT ES RJ GO 10.Superintendência de Informações do Agronegócio 11.4 17.3 5 Média da região Centro-Sul 40 .5 9.9 5.6 3.3 PB RN BA SE 10.1 5.7 6.3 25. Nesse caso.8 3.9 8. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Geração média (e autoconsumo) por hora pelas unidades do estado no período da safra (mwh) 6 5.9 4.2 7.9 AL PE Média da região Centro-Sul 28.9 7.6 10. PI.5 13.3 1.6 3. individualmente.5 14.2 9. principalmente.6 22.6 4 1 MA.4 Quadro 11b.

9 3.7 5. Cap.4 6.3 GO 6.8 7. II .9 8.4 6.1 4.7 Média da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .7 7.4 2.2 5. PI.2 0.4 3.7 4. geração.8 7. PA BRASIL 3.8 10 9 Autoconsumo médio Venda média por por hora pelas unidades hora pelas unidades do estado no período da do estado no período safra (mwh) da safra (mwh) 8.7 5.6 9. CE AM.1 3.6 5.5 1.2 3.7 1.4 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 10.7 MA.1 MA.5 0. é apresentado um conjunto de indicadores que mostram o desempenho técnico dos estados e grandes regiões no processo de uso do agrocombustível.1 2.7 6. POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP MG MS MT PR Geração média por hora pelas unidades do estado no período da safra (mwh) 14.9 5.2 6.6 9.2 1.1 RN BA SE 3.1 2.DESTINAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR HORA NO PERÍODO DA SAFRA.9 2.6 2.9 1.5 PE AL Média da região Centro-Sul ES RJ 12.9 0.2 3.6 4.5 3 4.3 5.Estado/Região AL PE PB Geração média (e autoconsumo) por hora pelas unidades do estado no período da safra (mwh) 4. TO.7 Média da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .2 1 0.8 2.6 RN BA SE PB 4.5 1.8 3.9 Seção 5 – Indicadores de desempenho na geração termoelétrica pelos estados produtores de cana-de-açúcar Nesta seção.9 2.7 5.7 6.8 0.2 6.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 11c. PA BRASIL 3.1 3. CE AM.9 3. TO.9 3.4 1.3 1. 41 . consumo e venda de energia elétrica. PI.

POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Cana moída por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (ton) 34.472 9. Cap.5 1.702 1.7 1.5 2.427 33.726 889 849 7.068 102 368 47 AL PE Total da região Centro-Sul 53.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE.079 31 37 5.3 8.6 6 87. estão consolidados os dados que mostram o desempenho estadual por hora de atividade.540 15. TO.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE.395 166 5.738 1.929 227 103 45 6 172 133 Energia autoconsumida por hora de funcionamento em todas as unidades da classe (mwh) 819 57 Energia vendida por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 1.170 1.1 1 3. PA 248 5.333 754 519 634 Energia gerada por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 1.4 5.197 42 .3 7.465 6.8 2.779 264 391 219 134 112 13. Esses dados incluem a cana moída.996 14. o bagaço queimado e a energia gerada por todos os estados produtores.7 MA.886 1.6 3.7 7. II . Cap.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 12b.015 1.9 1.6 137. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Cana moída Bagaço queimado por hora de por hora de funcionamento funcionamento de todas as de todas as unidades da unidades da classe (ton) classe (ton) 39.056 118 54 18 2 77 SP MG PR MG ES RJ MS GO 109 69 47 27 4 - 2. PI.1 RN SE BA PB 44.539 660 510 73 2. Quadro 12a.3 104 64 62 1.515 Fonte: Conab Elaboração: Conab .6 3.131 62.398 3.083 1.612 Bagaço queimado por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (ton) 8.614 99 76 16 11 9 6 7 1. II .6 3.292 2.542 Energia gerada por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 668 140 173 65 35 18 15 93 Estado/Região SP MG MS RJ GO PR Energia autoconsumida por hora de funcionamento em todas as unidades da classe (mwh) 667 139 173 65 35 18 15 85 1.4 31.848 59.836 4.Nos quadros seguintes.418 Total da Região Norte-Nordeste BRASIL 229 2.268.569 2.916 468 223 245 678 MG ES Total da região Centro-Sul 59.438 2.842. CE AM.222 1.208 1.

457 19 232 1.4 31.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região NorteNordeste 87.9 112.229.870 Quadro 12c.3 303.8 102.274 8.644.6 38.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região NorteNordeste Cana moída por hora de funcionamento Estado/Região de todas as unidades da classe (ton) SP MG PR 74.4 1.938.6 105.6 24.904 10.175.1 1.901 2.3 291. POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Bagaço queimado por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (ton) 17.860 19 249 1.1 2.6 3. CE AM.8 14.8 12.6 10.1 209.7 1.3 155.565 6.056.486 195.7 RJ MT MS GO 2.509 319 468 25.6 Energia gerada Energia Energia vendida por hora de autoconsumida por hora de funcionamento por hora de funcionamento de todas as funcionamento em de todas as unidades da todas as unidades unidades da classe (mwh) da classe (mwh) classe (mwh) 2.7 223.092 208 333 461 3.9 344.7 15.8 477.698 6.2 2.4 24. II . PA 1.327.4 149. PI.203 5.1 14.299. CE SE BA RN AM. PI.2 76.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE. PA 242 2.429 Fonte: Conab Elaboração: Conab .690 16.5 4.7 320.196.456 852 523 1.Estado/Região AL PB PE Cana moída por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (ton) 3.8 370.117 15. Cap.355.289 3.709.1 114 1.1 PE AL Total da região Centro-Sul ES 113.192 304 869 10.3 8.096 70.4 31.4 168.5 835.3 54.6 3.1 79.9 85.7 21.121 889 9.5 241.5 3.4 376. TO.832 MA.9 1.515 43 .7 22.416.427.3 17.821.6 3.9 117.1 PB 4. TO.676 1.3 33.053 Bagaço queimado por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (ton) 985 845 105 69 54 86 Energia gerada por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 86 79 35 11 8 4 7 Energia autoconsumida por hora de funcionamento em todas as unidades da classe (mwh) 82 70 31 11 8 4 7 RN BA SE 304 MA.3 18.6 9.8 144.015 27.1 14.9 1.1 1 3.7 193.9 1.6 61.9 Fonte: Conab Elaboração: Conab .669.6 50 2.377 1.597 273.944 129.5 1.8 184.1 4.

9 9.2 9.8 43.9 63.2 Energia autoconsumida por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 14 10.6 14.8 294.4 11.6 BRASIL Média da Região Norte-Nordeste 78.8 5.2 1.3 5 169. Outra observação pertinente está em que o tamanho padrão das unidades da região Centro-Sul é substancialmente maior que suas congêneres da região Norte-Nordeste. a dimensão média das usinas e destilarias em cada estado e a potência dos equipamentos em uso nas mesmas.1 5 PB RN BA SE 263.3 435.4 69. TO.5 13. CE AM.5 SP MG MS MT RJ ES GO PR Bagaço queimado por hora de funcionamento por unidade da classe (ton) 167.1 10.2 723.4 3.5 248.4 141.6 219 249. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região Cana moída por hora Bagaço queimado por hora de de funcionamento por unidade da funcionamento por classe (ton) unidade da classe (ton) 305.7 245 211.3 12.5 5 Energia autoconsumida por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 6 5.8 5.4 11.3 477.4 15.6 3.4 3.8 2. a regra geral que pode ser observada é de que as unidades que comercializam energia têm um desempenho bastante superior àquelas que ainda estão fora do mercado de energia elétrica.9 61. POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Cana moída por hora de funcionamento por unidade da classe (ton) 668.5 Energia vendida por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 18 14.8 3.6 11.3 166.6 2.8 391.8 26.3 1.5 31.4 152.8 151.9 Quadro 13b.8 9.7 5.4 5.3 5.8 5.6 189.3 3.6 22.8 28.3 24.2 7.8 44 .9 63.5 6.2 557. basicamente. tais resultados refletem.4 121.9 7.4 60.9 42.6 11.3 4.8 72. Como já mencionado.Estes mesmos números.3 10.1 4. Quadro 13a.5 11.6 274.8 21.4 46.5 3.9 82.4 5. Cap.5 297.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE. PI.9 - AL PE Média da região Centro-Sul 606.1 1 MA.9 5.9 50 SP MG GO MT ES RJ MS PR Energia gerada por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 6 4 5.3 8.5 Energia gerada por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 32.6 12. II .8 2.5 7 1. II .8 3.2 125. PA 247.5 18.6 108 114.4 17.6 59.2 111.2 5.9 5.7 338.5 8. referentes ao desempenho médio das unidades.6 3.5 16.8 Média da região Centro-Sul 64.3 261. são mostrados nos quadros adiante.4 66. Claramente.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE.2 440.1 20.6 71.8 6.3 104 72 29. Cap.6 456.9 7.

7 6. PI.8 7.8 149.2 4. POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região Cana moída por hora de funcionamento por unidade da classe (ton) 429. 45 .9 2.8 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 84.1 Energia autoconsumida por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 8.2 70.5 44.6 9.3 5.4 4.6 6.4 10. ou seja.9 3.4 154.2 5.8 56.4 3.4 42.4 3.7 3 3.Estado/Região Cana moída por hora Bagaço queimado de funcionamento por hora de por unidade da funcionamento por classe (ton) unidade da classe (ton) 225.2 6.8 41.8 161.8 36 4.1 2. II .7 5. PA Média da Região Norte-Nordeste BRASIL 167.4 3.5 1.6 2.7 7.9 1.5 256.3 11.3 Energia gerada por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 15 8.8 291.3 70.7 9.3 372 169.5 0.2 1.5 102.3 202.6 25.2 63.8 Bagaço queimado por hora de funcionamento por unidade da classe (ton) 104.8 149. CE 40.6 231 RN BA SE PB 132.3 53.INDICADORES DE DESEMPENHO DO FUNCIONAMENTO DE TODAS AS UNIDADES DA CLASSE.4 3.7 1.8 376.9 1.4 22.7 4.9 5.2 0. TO.PI.1 60.5 74.3 82.7 6.3 4.8 74.4 74.3 MA.6 4.4 2.2 5.4 4.5 3.5 4.3 12.3 295.4 Fonte dos quadros 13a.8 61.1 PB BA SE RN 33.6 100.8 3.9 35.7 7.CE AM.9 3. Esta é uma informação de grande relevância. PA MA.9 156.5 9.7 266.1 44.7 PE AL Energia gerada por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 5. pois é a base para a elaboração de todos os exercícios que constam no capítulo IV.3 3.6 55.9 5.8 6.5 7.2 3. 13b e 13c: Conab Elaboração: Conab . TO.8 0.6 219.2 1.1 1.3 61.1 1.9 16.3 3.4 333.2 16.7 37. à quantidade de combustível utilizada.5 2.6 28.2 2.8 129 205.7 5.8 2.2 3.4 SP PR MG GO MT RJ ES MS 283.6 15. os dados da energia gerada estão associados à quantidade de bagaço queimado.1 6 7.8 2.7 1.1 AL PE Média da região Centro-Sul 90.3 Energia vendida por hora de funcionamento de todas as unidades da classe (mwh) 6. Cap.2 Média da Região Norte-Nordeste BRASIL AM.5 0.5 343.3 1.3 Energia autoconsumida por hora de funcionamento por unidade da classe (mwh) 4.9 0.2 Quadro 13c.1 77.3 Nos quadros apresentados a seguir.

8 177.240.7 Energia gerada por Energia autoconsumida tonelada de cana moída por tonelada de bagaço por todas as unidades queimado por todas as da classe (kwh) unidades da classe (kwh) 2.2 102.502.135.8 107.2 105 124.8 10.4 296. TO.9 34.2 2.6 144.7 598.6 289.2 143.2 561.6 479.8 90.9 507.5 974.1 538.026 Energia gerada por tonelada de cana moída por todas as unidades da classe (kwh) 2.624.353 541.6 588.6 19.7 2.4 91 226 Total da região Centro-Sul 4.270.9 215 400 AM.327.4 295.239.135. é muito mais fácil visualizar a dimensão dos dados quando relacionados com a quantidade de cana do que com a quantidade de bagaço queimado como combustível.2 769.3 Fonte: Conab Elaboração: Conab .1 136.2 Total da região Centro-Sul PE AL 16.9 34.3 1.1 58.INDICADORES DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Energia gerada por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades de classe (kwh) 11.6 BA SE RN 110.7 1.2 100.4 2.7 343.4 1.6 19.173.5 27.169.1 406 PB 1.8 496.331.4 Total da Região Norte-Nordeste BRASIL 3.679.5 9.9 7. Ou seja.INDICADORES DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR ESTADO E REGIÃO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG MS MT RJ ES GO Energia gerada por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades de classe (kwh) 9.9 39.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 14b.143.679.3 70.046.8 4.486. É enfatizado que a distinção feita entre energia por tonelada de bagaço e por tonelada de cana é necessária porque este último indicador.4 1.3 51.7 343.2 147.6 541. apesar de ser derivado do primeiro.333.1 438 Energia vendida por tonelada de bagaço por todas as unidades da classe (kwh) 6.4 129.1 1.7 559.8 2.839.8 26. II .5 49.967.006.3 667.Como abordagem preliminar.6 2.295 894.790. PI.6 369.5 1.081.4 444.4 2.8 78.1 46 .5 20.8 41.9 83.4 16.4 1.8 1.7 5. Cap. auxilia na compreensão dos cálculos efetuados e facilita o entendimento dos exercícios ao longo do estudo.3 84.221. Quadro 14a.9 99. PA MA.017.225 9.687.5 1.7 65. II .7 559.1 266. CE 359.038.937.982.9 245. são mostrados os dados referentes a todas as unidades de produção dos estados participantes desta atividade.213.6 990.7 213.7 97. Cap.345.797.8 Energia autoconsumida por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades da classe (kwh) 5.3 768 9.

379.9 233.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 14c.1 666.333.3 Fonte: Conab Elaboração: Conab .153.2 67.1 406 BA SE RN PB 110.7 97.4 Energia autoconsumida por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades da classe (kwh) 14.6 906.9 233.1 311.1 814.3 847.1 Total da Região NorteNordeste BRASIL AM.2 25.4 935.6 769.5 8.3 2.620.8 194.5 664.754.191.3 Fonte: Conab Elaboração: Conab .3 454. Este volume está diretamente associado à participação dos estados no total da safra nacional de cana e nos modelos de equipamentos em uso pelas unidades. TO.9 11.INDICADORES DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR ESTADO E REGIÃO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Energia gerada por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades de classe (kwh) 21.1 Energia gerada por Energia autoconsumida tonelada de cana moída por tonelada de bagaço por todas as unidades queimado por todas as da classe (kwh) unidades da classe (kwh) 369.9 642 26.9 99.6 4.1 401.1 5.8 10.3 2.2 1.502.3 1. por estado.4 345.4 2.7 252.119.5 599.2 5.1 1.037.2 538.8 45.8 287.831.Estado/Região AL PB PE Energia gerada por tonelada de bagaço queimado por todas as unidades de classe (kwh) 1.9 9.8 41.169.4 16.7 1.099.287.579. CE AM.421. PI.6 588.2 Total da região Centro-Sul AL PE 36.073.368.8 209. TO.6 343. PA Total da Região Norte-Nordeste BRASIL 9.6 707.4 109.064 3.331 BA SE RN MA.Superintendência de Informações do Agronegócio Na leitura dos dados apresentados deve ser notado que eles mostram.6 3. PI.240. Cap.2 5.3 624.2 347.240.2 769.9 2.9 2.1 4.6 336.010.7 3.7 975.9 343. a quantidade média de energia elétrica que foi obtida com a moagem de uma tonelada de bagaço (que tem um equivalente por tonelada de cana moída) em todo o período da safra.611.320.9 215 400 MA.7 7. 47 .6 805.4 91 492.3 330.143.483.2 410.239.951. PA 221. II .1 Energia gerada por tonelada de cana moída por todas as unidades da classe (kwh) 5.8 2.359.957.2 34.828.036. CE 454.1 452.8 Energia vendida por tonelada de bagaço por todas as unidades da classe (kwh) 6.3 51.9 34.465.9 797.9 229 78 1.7 248 105.720.2 164.201.4 252.7 24.047.5 938.064.6 1.4 955.3 60 94.280.6 1.4 1.1 1799.398.6 388.9 106.2 833.3 847.

A partir desses dados.6 78.5 41. II . PA BRASIL Média da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .3 89.3 74.5 88.5 92.7 95.4 84.1 118.9 74.3 51.9 93.1 95.4 213. Cap.9 74.4 120 176.5 204.6 AL PE Média da região Centro-Sul 124.9 195.2 171.1 70. Obviamente. CE AM. Quadro 15a.7 95.6 86.8 150. Esses números indicam o nível de eficiência técnica atual no aproveitamento do potencial energético do bagaço da cana.4 82.4 80.6 51.1 106.3 78.2 136. Cap. é possível chegar à informação de maior relevância do estudo: a quantidade de energia elétrica que o setor estava obtendo por unidade de combustível queimado.8 107.8 89.3 97.9 128.8 221.8 34.3 90.3 - 90.3 65.9 85.INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE BAGAÇO QUEIMADO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Média da energia Média da energia Média da energia gerada por tonelada autoconsumida por vendida por tonelada de bagaço queimado tonelada de bagaço de bagaço queimado nas unidades da queimado nas unidades da nas unidades da classe (kwh) classe (kwh) classe (kwh) 193 83. TO.4 89. II .7 110. PI.7 Média da energia autoconsumida por tonelada de bagaço queimado nas unidades da classe (kwh) 83.9 177.3 69.3 16.3 65.5 71. este resultado está diretamente relacionado com a capacidade operacional das fornalhas e caldeiras onde ele é queimado.2 84.8 Quadro 15b.7 107.3 84.1 48 .Superintendência de Informações do Agronegócio 188.4 74.2 150.8 99.6 191.7 MS RJ MT GO ES Média da região Centro-Sul 84.5 103. neste caso a tonelada de bagaço na safra em análise.5 84.2 59.3 74.2 48.9 PB RN BA SE 102.6 89.8 83.4 102.9 MA.1 105 157.INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE BAGAÇO QUEIMADO Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP MG PR Média da energia gerada por tonelada de bagaço queimado nas unidades da classe (kwh) 83.

Esta diferença revela um fato notável: existe uma enorme quantidade de energia térmica no bagaço da cana que tem sido ignorada por décadas e que somente nos anos recentes começou a ser aproveitada.1 137.7 65.7 47.3 Média da energia autoconsumida por tonelada de bagaço queimado nas unidades da classe (kwh) 83.5 PB RN SE BA MA.7 MT ES RJ AL PE Média da região Centro-Sul 114.5 99 AM.4 129.6 84.8 Fonte: Conab Elaboração: Conab .4 40.5 77. Um exercício para dimensionar.59 na região Norte-Nordeste.8 134.5 77.9 88. II .9 130. TO.6 59 34. CE Média da Região Norte-Nordeste 94.Superintendência de Informações do Agronegócio 84. CE 100.1 Quadro 15c.5 92.6 98.1 4.6 80. Cap.5 99 112.8 A comparação entre os quadros 15a e 15b explicita uma consequência natural da presente situação: as unidades que reformam e/ou substituem seus equipamentos de geração elétrica passam a ter uma eficiência técnica na queima do bagaço muito maior que suas congêneres que não operaram as transformações necessárias: esta relação é 2.1 27 52.1 73.5 123.3 20.2 84.6 Fonte: Conab Elaboração: Conab .2 22.6 33.7 25.6 88.9 92.5 65.9 107.3 78 24.7 84.INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE BAGAÇO QUEIMADO Todas as unidades visitadas Estado/Região SP PR MG MS GO Média da energia Média da energia Média da energia gerada por tonelada autoconsumida por vendida por tonelada de bagaço queimado tonelada de bagaço de bagaço queimado nas unidades da queimado nas unidades da nas unidades da classe (kwh) classe (kwh) classe (kwh) 143.6 117 141 107 119.7 RN BA SE PB PE 109.Estado/Região AL Média da energia gerada por tonelada de bagaço queimado nas unidades da classe (kwh) 94.Superintendência de Informações do Agronegócio 49.9 119.2 Média da Região Norte-Nordeste BRASIL AM.1 8.3 88.9 135. PA BRASIL MA.6 116.5 88.4 23.7 98.4 20.1 76. PI.8 85.2 82.8 87. a partir do padrão 49 .1 84. PA 133.4 21. PI.8 119. TO.1 111.9 85.4 83.3 102.4 55.1 90 87.5 87.4 102.3 nos estados da região Centro-Sul e 1.5 87.

2 25. Cap.5 19.6 23.2 61.3 25.4 18.9 39.2 22. CE AM.2 25.3 24.2 20.6 39.6 32.5 19.7 12.5 22.1 15 12. II . PI.7 - 35.6 19.7 11. TO.5 18.4 21. PA Média da Região NorteNordeste BRASIL 49.7 20.8 22 20.4 56.5 23.1 20. II .8 47 27.8 22. Para finalizar esta seção.8 30.4 16.3 25 23.2 9.7 4.9 20.7 18. a quantidade dessa energia contida no bagaço está desenvolvido no capítulo IV.tecnológico atualmente disponível.9 36. que é a matéria-prima básica para a produção do bagaço.2 26. os quadros seguintes mostram os resultados equivalentes quando medidos em tonelada moída de cana-de-açúcar.2 20.6 31.9 45.5 20. Quadro 16a.5 50 . com o objetivo de complementar a apresentação anterior.INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE CANA MOÍDA Unidades que não comercializam energia elétrica Estado/Região SP PR MG GO MT RJ ES MS Média da energia gerada por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 19.8 58.8 15.6 Média da região Centro-Sul PE AL 34.5 26.6 20.7 Média da energia autoconsumida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 19.6 20.INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE CANA MOÍDA Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Média da energia gerada por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 48.4 16.7 27.5 19.3 42.6 MA.6 PB RN BA SE 28.1 Quadro 16b.1 Fonte: Conab Elaboração: Conab .6 Média da região Centro-Sul 20.5 46.4 Média da energia autoconsumida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 21 23.5 22. Cap.7 SP MG PR MS MT RJ ES GO 48.9 22.Superintendência de Informações do Agronegócio 46.8 26 Média da energia vendida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 26.4 21.

INDICADORES MÉDIOS DE DESEMPENHO DE GERAÇÃO ELÉTRICA DAS UNIDADES POR TONELADA DE CANA MOÍDA Todas as unidades visitadas Estado/Região Média da energia gerada por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 34.9 6.Estado/Região AL PE PB Média da energia gerada por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 26. TO.6 5.5 Média da energia autoconsumida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 22.3 12. PA Média da Região NorteNordeste BRASIL 30.8 24.1 21. PI.8 BA SE RN PB 24.2 MA.3 5.8 Quadro 16c. PA BRASIL Média da Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab . CE AM.2 23. 51 .9 23. CE AM.1 6. TO.2 Fonte: Conab Elaboração: Conab .2 22. que é necessária para o processamento de uma tonelada de cana.1 Média da região Centro-Sul PE AL 22.4 RN BA SE 24.7 8.1 24. em média.6 16.8 26. muito próximos entre si em todos os estados envolvidos.7 21.9 31.4 20.3 11.6 23. II .9 19.2 MA.5 Observamos que nos dados apresentados nesses quadros está dimensionada a quantidade média de energia elétrica.4 28.1 Média da energia vendida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 14.3 20 24. PI.6 24.9 23.4 25.3 25.5 16.Superintendência de Informações do Agronegócio 20.9 20.7 2.8 Média da energia autoconsumida por tonelada de cana moída nas unidades da classe (kwh) 20.8 21.5 23.6 33.1 1.9 25. medida em kilowatts. indicando que estes números estão.3 19.9 33.4 SP PR MG GO MT RJ ES MS 22.Superintendência de Informações do Agronegócio 12.5 23.4 23.2 23.5 9.3 6.8 26.9 30.9 29.2 32 25 33.8 24.2 36.2 21.8 4.4 5.1 15.4 20.3 29.6 30.8 7.1 22. Cap.2 20 28.2 24.5 33.5 7.

46 354. a partir do rendimento físico médio da cana nos estados envolvidos.35 6.10 7.361.89 29. Mais ainda.369.Seção 6 .412.76 79.06 6. Todas essas informações estão consolidadas no quadro 17: Quadro 17.62 5.024 bilhão.00 por megawatt/hora.26 635. é possível mensurar também.66 3.490.540.87 Receita gerada por tonelada de bagaço queimado para venda (R$ por tonelada) 30.249. É necessário enfatizar que este exercício numérico tem como propósito principal indicar a grandeza dos valores associados a este comércio e não reflete.47 30.09 326.128.92 184.89 24.45 8.88 53.72 Receita equivalente gerada por tonelada de cana (R$ por tonelada) 8.93 1.95 19.ESTIMATIVA DA RECEITA FATURADA COM A VENDA DA ENERGIA ELÉTRICA POR ESTADO E REGIÃO Unidades que comercializam energia elétrica Estado/Região Valor da venda da energia R$140.62 383.50 416.01 247.05 6. Cap.53 717.07 30.06 296.35 7.198. necessariamente.72 67.39 424. elaboramos uma estimativa dos valores faturados com a energia vendida por estado e grande região.39 ES PB PE AL Total da região Centro-Sul 972.33 22. como conhecemos a quantidade do bagaço combustível queimado para a geração da energia comercializada é possível estimar também quanto esse faturamento representa por tonelada de bagaço e também por tonelada de cana moída. o valor que corresponde a um hectare de cultivo dessa gramínea. CE 4.03 541.17 Receita equivalente gerada por hectare de cana cortada (R$ por hectare) 744.50 402.00 1.72 52.67 30.90 27. PA MA. TO.85 14.667. Da mesma forma.75 17.69 693.856.82 1.35 1.03 5. nesta mesma linha de raciocínio.32 RN SE BA 29.354.66 Finalmente. É um cálculo ilustrativo e bastante simples admitindo que o preço médio de venda em todos os estados foi de R$ 140.00 por mwh (R$1000.00) 727.406.024.76 19.69 24.911.89 567.18 RJ MT 4.48 8. A partir dos números da energia vendida a terceiros antes apresentado.16 6.89 2.00 19.56 1.48 13.97 27.89 27.02 15.76 356. o observado na realidade.86 16.380.67 Fonte: Conab Elaboração: Conab .93 7.07 7.230. é importante mencionar dois pontos que devem ser notados na leitura desse quadro: 1) os valores estimados por tonelada de bagaço queimado estão associados à eficiência 52 .06 4.22 324.39 5.480.17 SP PR MG MS GO 34. II . PI.27 24.93 599. construímos o quadro abaixo que inclui o total das receitas auferidas pelos estados e que somou R$1.885.Estimativa da receita realizada com a venda da energia termoelétrica Nesta seção.Superintendência de Informações do Agronegócio BRASIL Total da Região NorteNordeste AM.98 545.56 5.

este valor será menor e proporcional à energia vendida do total gerado. não existe receita dessa natureza. maior a receita possível de ser apurada. Para as unidades que não vendem energia. Uma análise mais completa deste assunto é apresentada no capítulo IV. 2) o valor por tonelada de cana mostrado no quadro está associado à parcela da cana processada que produziu o bagaço queimado para gerar a energia comercializada. Se for considerada toda a cana processada pela mesma unidade.técnica dos equipamentos em uso nas unidades de produção: quanto mais eficientes forem tais equipamentos. 53 .

tendo como única exceção a distribuição das unidades por mesorregião no estado de São Paulo. Essa predominância está associada à ótima qualidade dos solos de grande parte de seu território.2% da safra nacional da cana-de-açúcar na temporada 2009-10. Seção 1 – O Estado de São Paulo O estado de São Paulo é a unidade da federação hegemônica na exploração da atividade sucroalcooleira e processou 60. juntando a unidades com dimensão semelhante. a região Centro-Sul (exceto São Paulo) e a região Norte-Nordeste. A exceção se justifica pelo fato desse estado concentrar um grande contingente de unidades num espaço geográfico relativamente pequeno. que são planos. A observação das mesorregiões pode facilitar a formulação de programas orientados de acordo com o potencial de geração regional. onde também foi criada uma designação genérica para cada classe que facilitará as referências feitas nos textos que se seguirão: Moagem de mais de 5 milhões de toneladas (muito grande) Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas (grande) Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas (média alta) Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas (média) Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas (pequena) Moagem de menos de 1 milhão de toneladas (muito pequena) O modelo de apresentação é o mesmo para as três regiões escolhidas. profundos e bem drenados e com boa fertilidade natural. conforme a lista abaixo. Primeiramente. às excelentes condições ambientais para a produção daquela gramínea que proporcionam chuvas em volume e regularidade adequadas e temperatura ambiente durante o ano que favorece o desenvolvimento 54 . Dentro dessas regiões. A classificação das unidades por dimensão foi feita de acordo com cada milhão de tonelada de cana processada na safra 2009-10.Capítulo III Análise da Geração Termoelétrica de Acordo com a Dimensão das Unidades de Produção nas Principais Regiões de Cana-de-Açúcar Neste capítulo. a abordagem do assunto será feita em maior detalhamento. Os dois propósitos são deslindar como a localização e a dimensão afetam o comportamento das unidades na decisão de fazer as reformas ou substituição de seus equipamentos de geração elétrica e de que forma a mudança altera os parâmetros técnicos de geração e aproveitamento energético do agrocombustível. foram organizadas as unidades de produção em classes. as unidades de produção visitadas foram separadas em três espaços geográficos distintos: o estado de São Paulo.

que é a matéria-prima básica para a produção de açúcar e álcool etílico. o estado estabeleceu uma enorme tradição na gestão da atividade sucroalcooleira. continuam gerando apenas para seu próprio consumo: Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Participação das unidades que vendem energia NO 9 8 Participação 100% 80% 50% Participação das unidades que não vendem energia NO 2 Participação 20% 47. O resumo geral da situação no final da temporada 2009-10 indica que tão somente 34. os meses de inverno propiciam umidade suficiente para que cana cortada rebrote naturalmente sem necessidade de qualquer tipo de irrigação sistematizada. bem como elevado rendimento industrial em sacarose. a análise dos mesmos dados desagregados por mesorregião. de acordo com as classes. na proporção de 65.9%. consolidou uma classe dirigente inovadora e progressista e tornou-se modelo para os demais estados produtores. 1) Avaliação do comportamento do conjunto das unidades de produção do estado de acordo com o volume da cana moída O panorama atual da situação das unidades paulistas na geração elétrica indica que as de grande dimensão já aderiram com grande contingente ao novo negócio.4% 100% 50% 0% Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas 20 12 - 9 52. Este estudo da indústria sucroalcooleira paulista será feito de duas formas distintas: a avaliação do conjunto das unidades do estado e. desenvolveu um elevado nível de conhecimento científico e tecnológico sobre os diversos ângulos agrícolas e industriais dessa atividade. As médias ainda têm um grande número fora desse mercado e a adesão das pequenas ainda é inexpressiva. evitando os acréscimos de custo decorrentes. Aliado a este privilégio geográfico.vegetativo das plantas jovens e o repouso vegetativo quando elas estão maduras e prontas para o corte.1% das unidades paulistas já se integraram à rede geral e as demais.6% 65. Essas condições permitem que este estado obtenha ótimos níveis de rendimento físico por hectare de área cultivada.4% 34. Ademais. 55 .6% 19.1% 0% 50 112 33 18 9 80.9% 58 A consolidação dos dados sobre o tamanho das unidades de produção no estado. que também separam as unidades que têm comércio de energia daquelas que somente cuidam de sua autossuficiência. aparece nos quadros adiante.

999 44. nenhuma das unidades muito pequenas fez as transformações necessárias para gerar excedentes comercializáveis.142 57.430 4.077 Fonte: Conab Elaboração: Conab .693 Quadro 1c.544 18.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas No de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 0 9 2 8.Superintendência de Informações do Agronegócio 58 192.363 5.108 18.450 13.205 11.952 48.647 52.122 11.235 62 170 3.195 60.816 20.204 Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos 20 12 0 9 12.347 30. III . III .976 22.122 14.Quadro 1a.009 - Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .638 25.880 5.985 Quadro 1b.243 16.241 17.107 14.623 O primeiro ponto a ser registrado é que todas as unidades que moem volume acima de 5 milhões de toneladas já se integraram à geração e transmissão de energia elétrica ao sistema integrado. Da mesma forma.195 9.615 1.546 6.Superintendência de Informações do Agronegócio 362.713 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 169.383 72.438 21.954 6.124 Total do bagaço produzido (mil t) 11.652 18.066 25.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas No de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 9 8 35.778 1.266 3. III .235 9.976 831 1.902 16.114 4.815 - 1.774 30.338 4.929 50.999 14.615 479 194 910 Total do bagaço produzido (mil t) 16.760 Fonte: Conab Elaboração: Conab .991 214 Total do bagaço produzido (mil t) 2.382 90.873 - Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos 50 112 33 18 40.178 1.383 91.254 46.580 8.148 831 1.066 7. O segundo ponto é que a proporção da 56 .726 1.299 39. Cap.784 4.697 8.580 10.787 7.745 5.262 99. Cap.645 88.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NO ESTADO DE SÃO PAULO Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas No de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 10 38 33 18 9 57. Cap.160 2.

A participação de cada classe na produção é a seguinte: Dimensão da unidade (em tonelada de cana moída) Participação percentual no total da moagem 12.815 48.6% 51.8% 4. Estes números indicam que os demais estados produtores de cana.7% 25.6 megawatts. A distância média do canavial até o ponto de recepção e processamento.282 4. que processam 39. cabendo notar apenas que as unidades classificadas como muito pequenas têm pouca expressão no total.1% do total nacional.0% dessa capacidade para gerar 36.329 23.787 7. Essa grande dispersão é consequência da própria natureza da atividade que limita a dimensão das unidades aos canaviais disponíveis em sua periferia.4% 37.8% é de responsabilidade 57 .444 7.65 milhões de megawatts significa uma parcela de 63. III . estão mais atrasados no processo de adesão ao novo negócio.675 4. de acordo com as classes.2% 25% 16% Mais de 5 milhões de toneladas Entre 4 e 5 milhões de toneladas Entre 3 e 4 milhões de toneladas Entre 2 e 3 milhões de toneladas Entre 1 e 2 milhões de toneladas Menos de 1 milhão de toneladas 16. porém não é viável concentrar a produção em poucas megaunidades.1% 51.7% Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Fonte: Conab Elaboração: Conab . 73. representa 55. são mostrados os números com a disponibilidade de bagaço nas unidades que vendem energia e a quantidade queimada na geração para a venda e para o autoconsumo.580 8.709 2.786 7. Ou seja.552 46.9% 48.0% do total nacional e o total da energia gerada de 12.486 24.022 4. limita o poder de competição das unidades.558 14.1% No quadro 2 adiante.726 12. que define o custo do transporte dessa matériaprima.8% da safra nacional e comportam uma parcela de 45.338 48.3% 53. 3. neste setor pode haver concentração da capacidade industrial em grandes grupos econômicos.430 4. O total apurado da potência instalada no estado.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL QUEIMADO EM TODAS AS UNIDADES DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Bagaço destinado Bagaço destinado Total do bagaço Participação à geração para o à geração para a queimado como percentual no total autoconsumo (mil t) venda (mil t) combustível (mil t) Autoconsumo Venda 7.8% 44.9% da energia.2% 55.1% 5.cana moída pelas classes escolhidas mostra que não existe grande concentração em qualquer uma delas. Cap.721 2. cabendo observar que a parcela destinada à venda é majoritária nas três maiores classes de unidades e minoritária nas duas classes que congregam as unidades menores: Quadro 2.4% 48.253.6% 62.Superintendência de Informações do Agronegócio Nos quadros a seguir são apresentados os resultados encontrados para o estado sobre a capacidade de geração e o total gerado na safra 2009-10.113 3. Do total da energia gerada na safra pelas unidades paulistas.2% 51.

GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE EM TODAS AS UNIDADES DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Total da potência instalada(kw) 494.684.200 - 2.642 7.684.196.278 900.234 737.087.329 597.460 Total Comercializado na safra (mwh) 1.369.865 1.000 741.019 1.101 5.459.450 114.459.444 2.147 171. Cap.Superintendência de Informações do Agronegócio 2.426 750.816 371.574 Total do autoconsumo na safra (mwh) 1. Cap.995 994. de acordo com a classe.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE EM TODAS AS UNIDADES DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Total da potência instalada(kw) 57. Cap.501 Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .313. III . Quadro 3a.141 997.803.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE EM TODAS AS UNIDADES DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Total da potência instalada(kw) 437.121 1.399 3. III .720 Quadro 3b.006 2.972.939 561.158 371.077 371.232 Total do autoconsumo na safra (mwh ) 1.385 741.631 12.835.860 509.308 1.895.Superintendência de Informações do Agronegócio 3. Um ponto óbvio que pode ser notado está em que existe 58 .2% das unidades que somente geram para consumo próprio.940 Total da geração na safra (mwh) 2.369 5.055.647.055.268 Quadro 3c.das unidades que vendem energia e 26.034 Total Comercializado na safra (mwh) 1.939 561.228 2.162.253.456.102 137.628 1.990 137.540 9.196.000 Total da geração na safra (mwh) 169.056.316.308 1.278 900.980 398.952 - Fonte: Conab Elaboração: Conab .374.080 564.280 1.540 323.331.198.347 477.041 4.938.995 994.551 435.720 Nos quadros seguintes estão apresentados os valores médios da geração elétrica informada por unidade.501 - Fonte: Conab Elaboração: Conab . Esta desproporção entre as duas categorias de unidades de produção se explica pelo fato de que as unidades transformadas passam a ser muito mais eficientes no aproveitamento da energia térmica do bagaço.070.198.865 1.099 1.980 721.505.399 3.574 Total do autoconsumo na safra (mwh) 169. III .280 1.938.087.838.000 680.329 906.342 1.351 371.525 564.426 748.940 Total da geração na safra (mwh) 2.228 Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas 362.Superintendência de Informações do Agronegócio 879.

Superintendência de Informações do Agronegócio Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas 43.258 Fonte: Conab Elaboração: Conab .181 9.479 225.Superintendência de Informações do Agronegócio 160.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade (kw) 82.400 26.260 62.599 Fonte: Conab Elaboração: Conab .378 92.103 - Autoconsumo Venda média médio na safra na safra por unidade por unidade (mwh ) (mwh) 133.244 115.148 Venda média na safra por unidade (mwh) 105.880 Quadro4b.188 11.521 11.318 25.025 46.Superintendência de Informações do Agronegócio 29.000 39.747 187.712 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh ) 84.053 50.560 29. III .921 82.569 A partir dos dados apresentados.367 100. 59 . Quadro4a.763 29. III .695 19.037 104.600 26.623 74.188 29.329 69.849 4.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Potência instalada média por unidade (kw) 28.142 Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .570 11.181 17. Cap.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade (kw) 49.uma relação direta entre o tamanho das usinas e destilarias e a dimensão dos valores da potência instalada e da geração na safra: quanto maior a unidade maior a necessidade de energia.395 11.963 7.238 83.646 48.500 12.438 54.479 197.359 36.561 133.306 30.183 9.763 41.713 - 62. Cap.013 187.142 Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas 26. pode-se construir alguns indicadores que permitem identificar o nível de desempenho da geração elétrica nas classes escolhidas para análise. Cap. III .148 66.933 39.688 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh ) 90.933 54.773 89.129 131.377 167.713 41.477 Geração média na safra por unidade (mwh) 326.349 30.139 4.625 40.608 11.583 Quadro4c.525 Geração média na safra por unidade (mwh) 84.260 74.725 7.438 Geração média na safra por unidade (mwh) 326.999 49.258 64.

7 83. O quadro 5 apresenta os dados do rendimento energético do bagaço para cada tonelada queimada e a destinação da energia gerada. em média. Com o mesmo propósito. e que não aparece na apresentação. Essa constatação indica que as novas unidades que estão sendo instaladas já incluem em sua lista de negócios a geração de excedentes de energia elétrica para venda a terceiros.7 83.6 107. A presença dessas unidades faz subir o rendimento médio da classe de forma artificial. permitindo que a renovação dos canaviais mais antigos possa ser feita sem reduzir.5 85.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Geração por Autoconsumo Venda por tonelada por tonelada tonelada de bagaço de bagaço de bagaço queimado (kwh) queimado queimado (kwh ) (kwh) 201.1 193 83.8 115.5 81. os rendimentos de unidade por tonelada utilizada estão bem acima das demais participantes da classe cujos processos industriais já estão maduros. as novas unidades programam a formação das lavouras canavieiras para um período médio de três anos sucessivos.4 85. é que existe.1 84.4 87.7 84. 60 .1 78. em todas as classes.separando as categorias dos vendedores e não vendedores. uma grande variância entre os dados individuais das unidades revelando que não existe um modelo comum a balizar as decisões empresarias na reforma ou na substituição de seus equipamentos.3 87.9 120.4 84. A grande diferença observada entre as empresas mais eficientes no uso do bagaço e as demais é uma questão preocupante e será objeto de exame no capítulo IV. um desempenho bastante assemelhado.2 194.8 167.4 87. em torno de 200kilowatts de energia por tonelada de agrocombustível.5 Unidades que não comercializam energia elétrica Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) - Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas 205.9 77. Essa prática é necessária para a formação de um perfil de idade do canavial que facilite o manejo da colheita. também são percebidas na categoria das unidades que geram apenas para autoconsumo.2 116. a oferta da cana no período da safra. de forma mais atenuada. o quadro 6 apresenta os indicadores de capacidade instalada 13 Em geral.5 90. Essas ocorrências. III . Outra observação a ser feita é que os resultados para as classes mais baixas estão influenciados pelos dados das unidades de produção instaladas nos anos recentes e cujo processo de maturação ainda está em andamento e estão moendo quantidades menores do que a programada para a fase madura13.1 78. de forma significativa.3 Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Fonte: Conab Elaboração: Conab . Como os equipamentos utilizados na geração elétrica estão dimensionados para o total da capacidade nominal prevista.9 207.5 83. Cap.5 80 116. As três classes superiores têm. Quadro5.Superintendência de Informações do Agronegócio Um comentário importante a ser feito. A explicação para essa ocorrência está em que algumas unidades novas ainda não fizeram as interligações necessárias ao despacho da energia para terceiros e ainda não estão comercializando seus excedentes.1 84.

e denota um comportamento semelhante ao apresentado no quadro anterior no tocante ao desempenho das classes de unidades: Quadro6. Da mesma forma.23 5. 12 – Macro Metropolitana Paulista. 10 – Assis.87 45.INDICADORES DE CAPACIDADE INSTALADA POR MIL TONELADAS DE CANA PROCESSADA E GERAÇÃO POR HORA DE ATIVIDADE POR CLASSE NO ESTADO DE SÃO PAULO Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Unidades que vendem energia elétrica Capacidade instalada Geração Capacidade instalada Geração para cada mil toneladas por hora de para cada mil toneladas por hora de de cana moída (kw) atividade (mwh) de cana moída (kwh) atividade (mwh) 12. 4 – Bauru. III . 7 – Campinas. 11 – Itapetininga.8 2.74 32. separando a energia autoconsumida. 61 . a capacidade instalada de geração e a energia produzida no período da safra 2009-10 para todas as unidades e a média local.18 14. 15 – Metropolitana de São Paulo) das quais 10 têm unidades de produção sucroalcooleiras em seu território. até o final da safra 2009-10. Cap. 8 . Como nos demais capítulos.5 7.31 - Unidades que não vendem energia elétrica Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas 6.Presidente Prudente. A posição das mesorregiões no quadro está associada ao volume da cana processada.79 4. cabendo observar a predominância da região de Ribeirão Preto (que representa 28.83 16. 13 – Vale do Paraíba Paulista.31 60. José do R. estão sempre separados os dados das unidades que participam do comércio regular desse produto.97 Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .6% da safra paulista). 6 – Piracicaba.por cada mil toneladas de cana moída e a geração por hora de atividade na safra. aquelas que geram apenas para autoconsumo e o total para todas as unidades participantes da amostra.04 10.16 12. 9 – Marília.06 5.17 17. Esse mapeamento do estado proporciona também uma visão conjunta da importância local na produção da cana e na geração elétrica.27 8.97 3.Superintendência de Informações do Agronegócio 2) Análise dos dados do estado de São Paulo desagregados por mesorregião.51 5.28 20. 14 – Litoral Sul-Paulista. foram separadas as unidades de produção que integram o estudo de acordo com as mesorregiões em que estão localizadas no estado14. não é levada em conta a classificação numérica oficial. 14 O estado de São Paulo está oficialmente dividido em 15 mesoregiões (1 .79 12.21 12. o excedente comercializado e os indicadores de desempenho e eficiência desenhados para permitir a observação visual desse comportamento. para o total das unidades e a média local. 3 – Araçatuba. Preto. Por último. esta seção apresenta uma sequência padrão de informações: o número de unidades em atividade e os dados sobre a produção de cana-de-açúcar e oferta do bagaço. Outro ponto a ser notado está no grande número de unidades (66%) que. No quadro 7 é apresentado o número de unidades e a quantidade de cana que é processada nas dez mesorregiões do estado onde a atividade canavieira está instalada. Essa exclusividade se explica pela grande densidade da produção canavieira num espaço geográfico relativamente pequeno e que concentra um número expressivo de unidades.95 36. Para os propósitos do estudo. 2 – Ribeirão Preto. ainda não havia feito a opção pelo novo negócio.S. A posição delas nas tabelas está associada à dimensão da capacidade de processamento de suas unidades de produção. 5 – Araraquara. e exclusivamente para o estado de São Paulo.65 12.42 5.

262.7 16.9 milhões de toneladas a cada ano: Quadro 8.541 2.884.012.8 4.7 41.4 12.341 2.3 1.8 1.682 17.733.9 9.133.914.9 1.1 2.663.1 1.091 22.9 3.1 960.009.473. conforme o quadro abaixo.2 1.858.180.NÚMERO DE UNIDADES E TOTAL DA CANA MOÍDA POR MESORREGIÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Unidades que vendem energia 15 12 6 4 5 Número de unidades visitadas Unidades que não vendem energia 21 15 Todas as Unidades Unidades que Todas as unidades que vendem não vendem unidades visitadas no energia (mil t) energia (mil t) visitadas no estado estado (mil t) 36 27 18 15 59.9 6.5 21.849.487.5 1.847.3 Fonte: Conab Elaboração: Conab .6 Fonte: Conab Elaboração: Conab .103.522. as mesmas representam 53.773.207.4 1.326.8 6.341.2 1.112.6 3.8 Relativamente ao tamanho médio das unidades das mesorregiões.MÉDIA DA CANA MOÍDA POR MESORREGIÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Piracicaba Assis Unidades que vendem energia (mil t) 3.9 26.7 4.742.5 28.2% do total das unidades.446.1 1.431 44.8 1.5 16.7 2.629.4 31.515.943.1 Campinas Presidente Prudente 1.144. a região de Ribeirão Preto também tem um expressivo destaque e suas unidades moem.7 2.361. em média.7 3.4 1.9 2.334 Todas as unidades visitadas no estado (mil t) 2.567.4 31.370.8 10.363.352.4 1. quase 2.5 Média da cana moída na safra Unidades que não vendem energia (mil t) 2.541.2 103.261.4 169.269.3 20. A partir dos percentuais indicados é possível observar também que o tamanho médio das unidades que já fizeram as transformações em seus equipamentos é mais de duas vezes maior do que as unidades que ainda estão fora desse mercado.943.858.5 1.9 2.5 15.8 2.1 Total da cana moída na safra Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Assis Piracicaba Araçatuba 14 13 12 8 2 11 20 Presidente Prudente Campinas Araraquara 6 4 3 2 1 10 6 112 18 14 11 8 3 14.118 1.886.693.2 2. Cap.776. III .516.2 A participação percentual das mesorregiões no total da cana moída no estado e a proporção das unidades que já participam do novo negócio constam no quadro 9 adiante.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado Itapetininga 58 170 192. III .4 20.Quadro 7.4 1.1 46.710.1 10.1 3.111.5 61.291.967.277.342.729.2% da cana processada no estado.337.282.856.7 362.675.592.644. Apesar de serem apenas 34.5 11.141.9 9. Cap. 62 .184.951.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga Araraquara 1.729.

7 88.879. III .9% 6.597.3% Araraquara Campinas Presidente Prudente Total do estado Itapetininga 4.9 4.6 1.1 340.3% 69.7 4.4 513. Cap.962.4 Presidente Prudente Campinas Araraquara 392.7% 44.Quadro 9.1 684.1 3.6 7.1 444.2 2.3% 55.8 Todas as unidades visitadas 908.8 5.1 1.100.PARTICIPAÇÃO DAS MESORREGIÕES NA PRODUÇÃO DE CANA NO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Piracicaba Assis Bauru Participação da mesorregião no total da moagem do estado 28.346. em média. 10 e 11:: Conab Elaboração: Conab .2 268 331. III .2 9.9 634.3% 67.829.9 14.9 2.8% 40.5 969.783.121.9 554.1% 4.8% 100% Nos quadros 10 e 11 são mostrados os totais referentes à disponibilidade mesorregional de bagaço combustível para o total das regiões e por unidade.7% 52.5 7. III .4 Campinas Presidente Prudente Araraquara Itapetininga 1.7 7.6 833.272.1% 30.1 Todas as unidades visitadas 3.7% 32.060.191.6% 12.537.2% 59.5 394.7% 1.335 2.8 980.7% Pelas unidades que não vendem energia 42.8 63 . Cap.938.4% 42.8 823.395.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado 326.734. O total do estado atingiu um volume de 88.3% 53.6% 57.3 479. Cap.5 376.TOTAL DO BAGAÇO DISPONÍVEL NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Piracicaba Assis Total do bagaço combustível disponível em todas as unidades da mesorregião (em mil t) Que vendem energia 14.9% 8.338.7 4.9 24.1 milhões de toneladas na temporada 2009-10 cabendo.1% Participação no total da cana moída na mesorregião pelas unidades que vendem energia 57.5 401.3% 7.4 381.5 11. um total de 518.6 5.1 2.4 344.725.MÉDIA POR UNIDADE DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL DISPONÍVEL NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Piracicaba Assis Bauru que vendem energia 994.7% 57.2 Itapetininga Fonte dos quadros 9.2% 42.2 273.126.7% 39.4 39.6% 46.922.118 Total médio por unidade do bagaço combustível disponível nas unidades (em mil t) que não vendem energia 462.6 543.1 4.8% 40.1% 17.4 355.708 Que não vendem energia 9.3 518.3 227.1 5.650.2 444.4 mil toneladas para cada unidade.522.635.2 576. Quadro 10.4% 60.8 2.980.6% 8.2% 59.408.1 417.9 2.709.9% 47.9 360.631.541.6 535.3 48.9 506.7 Total do estado Quadro 11.7 722.538 6.

540.2 405.700 141.253.450 Fonte: Conab Elaboração: Conab .860 58.400 26.544 6.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado 40.108 14.368 4.704 76.980.392 Araçatuba Piracicaba 460. a região de Bauru se destaca das demais.015 Presidente Prudente Araraquara Campinas Assis Piracicaba Araçatuba 53.642.677 5.225 Itapetininga Fonte: Conab Elaboração: Conab .425 567.046 Todas as unidades visitadas (kw) 21.800 879.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado Itapetininga 3.975 Total médio da potência instalada por mesorregião Unidades que não vendem energia(kw) 8.150.500 14.374.475 5.560 431.050 68.200 85. III . Cap.170 Todas as unidades visitadas (kw) 791.940 35.849 4.865 135.560 Assis Presidente Prudente Araraquara Campinas 102.700 Total da potência instalada por mesorregião Unidades que não vendem energia(kw) 180.800 7.475 46.613 9.483 19.675 211.2 Quadro 13.2 267.600 157.800 59. fato que afeta positivamente a média regional. Esta predominância se explica pela grande dimensão dos geradores de duas unidades localizadas em cidades que fazem parte dessa mesorregião.800 43.MÉDIA POR UNIDADE DA POTÊNCIA INSTALADA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Unidades que vendem energia (kw) 40.984 30.1 megawatts.650 170. Como já apresentado no capítulo II.100 53.547 10.2 104.310 25.191 9. o total da capacidade de geração do estado de São Paulo. Novamente aqui.Nos quadros seguintes são mostradas as informações referentes à atual situação dos equipamentos de geração e ao desempenho da geração elétrica no âmbito das usinas das mesorregiões paulistas.084 10.000 2.800 224. era calculado em 3. ao final da safra 2009-10. No entanto.977 11. quando observada a potência média instalada por unidade.450 46.830 35.253 mil megawatts e a capacidade média de suas unidades em 19.692 138.102 8.753 12.4 megawatts.522 21.000 602.848 7. III . com um total de 791.475 64 .640 35. Quadro 12. O quadro 12 trata do total da potência instalada das dez mesorregiões em análise.TOTAL DA POTÊNCIA INSTALADA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Unidades que vendem energia (kw) 610.400 41. Cap.740 131.550 19. a região de Ribeirão Preto se destaca na liderança na capacidade de geração para o total das unidades.000 42.763 22.139 16.000 165.

052.2 Assis Presidente Prudente Campinas Araraquara 698.137.5 24.65 milhões de megawatts.3 394.101.318.2% no total.362.2 281.402.7 418.347.104.443.655.974 1.2 43.331.287.017.9 105.1 2.3 50.4 17.2 25.701.Os quadros seguintes apresentam os números referentes ao total da energia gerada pelas unidades das dez mesorregiões.354.8 9.466.207.968 174. Quadro 14.4 210.106.8 2.7 244.1 Todas as unidades visitadas (mw) 95.340 209. a região de Ribeirão Preto.9 140.244.8 3.5 562.566.641.251. decorrente da maior capacidade média das unidades instaladas nas cidades dessa mesorregião.9 Quadro 15.MÉDIA POR UNIDADE DA GERAÇÃO ELÉTRICA NO PERÍODO DA SAFRA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Assis Piracicaba Bauru Unidades que vendem energia (mw) 174.4 Fonte: Conab Elaboração: Conab .9 123.418.7 Presidente Prudente Campinas Araraquara Fonte: Conab Elaboração: Conab .19 gigawatts foi destinado ao despacho para a rede integrada. o total de 7.926 26.9 63.5 440.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga 149.680. Quando observado o comportamento médio por unidade.104.615.9 248. Como mostrado no quadro 16.764.647.5 21.5 492.607.8 O ponto seguinte examina o destino da energia gerada para o consumo próprio das unidades e o total da energia vendida a terceiros para todas as dez mesorregiões produtoras do estado. III .410.320.9 1.424.609. a região de Bauru tem um claro destaque. Cap.209.2 167. 65 .850.3 870.041.4 1.5 191.4 37.594.104.317.3 102.340 23.37 gigawatts foi destinado ao autoconsumo e 5.7 Todas as unidades visitadas (mwh) 3.557.390.038.079.903.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado Itapetininga 299.964.6 46. Cap.4 160. Novamente aqui.6 75.7 510.687.7 12.447.3 56.6 29.854.394. da energia útil gerada na safra.4 116.9 282.948.7 55.8 81.231.TOTAL DA GERAÇÃO ELÉTRICA NO PERÍODO DA SAFRA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Piracicaba Unidades que vendem energia (mwh) 2.580 82.7 410.5 40.7 151.880 123.5 908.524.316. III . é a região de maior geração elétrica do estado no total das unidades. no período da safra.265.7 29.956.744.9 74.121.106.974.8 Total da geração na safra por mesorregião Unidades que não vendem energia(mwh) 828.027.450.509.608.882.428 844.940. cujo total estadual ascende a 12. que tem uma participação de 27.330.4 Total médio por unidade da geração na safra por mesorregião Unidades que não vendem energia(mw) 39.819.5 35.6 654.815.

145.531. uma fração de 41.838.3 175.6% é destinada ao consumo próprio das unidades.8 328. Cap.330 37.189 Total do autoconsumo na safra por mesorregião Unidades que não vendem energia(mwh) 825.5 174.128 Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Piracicaba Assis Bauru Presidente Prudente Araraquara Campinas 334.3 181.271.976.642.2 363.380. com exceção da região de Campinas.501.3 Quadro 17.877 41.103 29.524 50.4 Todas as unidades visitadas (mwh) 2.7 516.TOTAL DA ENERGIA AUTOCONSUMIDA E COMERCIALIZADA NO PERÍODO DA SAFRA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Unidades que vendem energia (mwh) 1.7 1.466 Piracicaba Assis Campinas Presidente Prudente 30.1 234.956.7 418.104.349 41.327 Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba 29.603 30.5 953.4 602.719.2 43.496 21. Esses indicadores constam do quadro adiante.7 79.483 51.056.531.404.101 17.410 23.608.196.6 230.901 34.295.926 25.349.723 99.627 43.313.532 59.583 26. 66 .023.536.761 58.638 16. cuja participação nas vendas ainda é muito incipiente.569 Em termos da participação percentual de cada parcela no total da energia útil gerada para todas as mesorregiões.4 394.828.2 327.5 751.033.880.214.629 58.933 29.970.524. os dados indicam que.756 51.1 73.1 598.941 21.221 6.9 1.594.MÉDIA POR UNIDADE DA ENERGIA AUTOCONSUMIDA E COMERCIALIZADA NO PERÍODO DA SAFRA NAS MESORREGIÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO Mesorregião Unidades que vendem energia (mwh) 83.256.5 191.7 209.7 Itapetininga 210.758 37.734.564.368.8 418.766 Total médio por unidade do autoconsumo na safra por mesorregião Unidades que não vendem energia (mwh) 39.9 544.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado 4.952.369.907 71.9 281. III .099 43.8 259.865 20.4% é vendida a terceiros e a diferença de 58. Cap.317 26.514.6 7.5 118.100.574 43.296.854 Total médio da energia vendida por Todas as unidades mesorregião (mwh) visitadas (mwh) 57.255.8 3. III .Quadro 16.107 55.2 1.819 46.1 367.230 33.536 861.973.238.717 Araraquara Fonte: Conab Elaboração: Conab .656 35.764.497 22.967. No tocante ao comportamento de cada uma das regiões.921.634 24.7 5.5 87.7 492.808.619.7 244.418 33.400 29.081. todas as demais se encontram em estágio bastante semelhante nesta participação.7 43.882 35. indicando que não existe concentração no comércio dessa energia no estado de São Paulo.823.663.131 Total da energia vendida por mesorregião (mwh) 1.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga 69.017.1 Fonte: Conab Elaboração: Conab .106.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DO AUTOCONSUMO E COMERCIALIZAÇÃO NO TOTAL DA ENERGIA GERADA Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Piracicaba Assis Total da energia útil gerada (mwh) 3.6% 61.209.4% 47.886 8.4% 64.401 1.8% 16.660 49. Cap.564 844.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado Itapetininga 9.566.8% 55.088 Na sequência da análise.301 1.105 Participação do autoconsumo no total (%) 60. Cap.6% 35.015 67 .428 64.5% 43.2% 83.558 167.901 1.378 728 523 Bagaço queimado por hora por todas as unidades da mesorregião Bagaço queimado pelas unidades que não vendem energia (t) 1.Quadro 18.2% Araraquara Campinas Presidente Prudente 440.TOTAL DO BAGAÇO QUEIMADO POR HORA EM TODAS AS UNIDADES DA MESORREGIÃO Mesorregião Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Bagaço queimado pelas unidades que vendem energia (t) 3. são apresentados os indicadores do comportamento por hora de atividade das unidades de produção. também. Os quadros 19 e 20 apresentam a disponibilidade horária para queima do agrocombustível para o conjunto das unidades das dez mesorregiões e.104 886 17.Superintendência de Informações do Agronegócio Total do estado Itapetininga 12.6% 41. III .4% 38.085 2.974 1.8% 35.354.113 1.548 1.882 2.800 3.029 1.1% 44.3% 50.840 1.4% 58.5% 39.901 161 805 1.7% 56. a quantidade média relativa a cada unidade das mesmas regiões.105 649.242 908. Quadro 19.4% 59.548 Araçatuba Piracicaba Assis Presidente Prudente Araraquara Campinas 846 334 358 61 550 489 509 98 Fonte: Conab Elaboração: Conab .032 839 565 545 951 Bagaço queimado por todas as unidades visitadas (t) 4.6% 52. III .050.430.571 510.9% Fonte: Conab Elaboração: Conab .2% Participação da parcela vendida no total (%) 2.6% 40.

9 158.4 Média do bagaço queimado por hora pelas unidades da mesorregião Bagaço queimado pelas unidades que não vendem energia (t) 87. como também pela diferenciação dos modelos e potência dos equipamentos de produção de vapor e geração elétrica nas mesmas regiões.2 Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Piracicaba Assis Bauru 28. III . Quadro 21.3 16.7 104.2 115.4 5.1 Índice de geração elétrica média por unidade por hora de atividade Geração pelas unidades que não vendem energia (mwh) 7.2 4.8 104.2 Fonte: Conab Elaboração: Conab .5 Itapetininga 84. Cap.3 16.3 53.5 4.5 5.8 Presidente Prudente Campinas Araraquara 137.5 182.6 Presidente Prudente Campinas Araraquara 3.4 57. Esta apresentação duplicada se explica porque os indicadores que mostram as relações da energia gerada com o volume de cana processada facilitam a compreensão dos números expostos.4 9. III .8 110.3 114.5 61.6 74.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga 32.1 141.7 73.1 76.2 71.7 22.1 5. Esse comportamento se explica pelas diferentes capacidades de moagem médias das unidades de produção entre a mesorregiões.7 60.3 105. indicam uma grande dispersão no volume da geração horária de energia.4 56.1 86 229.7 21.2 79.9 167.7 18.9 5.7 78.8 O outro modo de visualizar os indicadores de desempenho consiste em estabelecer os parâmetros por tonelada de bagaço queimado e seu correspondente em tonelada de canade-açúcar.1 6 7.1 29.7 Geração média por todas as unidades visitadas (mwh) 19. Cap.2 8.ÍNDICE MÉDIO DA ENERGIA GERADA POR HORA DE FUNCIONAMENTO NAS UNIDADES DA MESORREGIÃO Mesorregião Geração pelas unidades que vendem energia (mwh) 37.4 45.6 38. Esses dados.6 11.5 Fonte: Conab Elaboração: Conab .6 178.3 10. como também entre as mesorregiões arroladas.5 8.6 31.2 77.Quadro 20.3 68 Bagaço queimado por todas as unidades visitadas (t) 133. não apenas entre as unidades vendedoras e aquelas fora desse mercado.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Outro indicador horário disponível diz respeito ao total de energia gerada por unidade de produção nas dez mesorregiões analisadas.MÉDIA POR UNIDADE DO BAGAÇO QUEIMADO POR HORA EM TODAS AS UNIDADES DA MESORREGIÃO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Araçatuba Piracicaba Assis Bauru Bagaço queimado pelas unidades que vendem energia (t) 201.8 49.3 13.4 22.3 15 8. apresentados no quadro 21 adiante.1 111. 68 .9 16.

portanto menos influenciáveis por valores extremos.8 Presidente Prudente Campinas Araraquara 10.2 Capacidade instalada de geração para cada mil toneladas de cana moída Capacidade média das unidades que não vendem energia (kw) 4. Todavia. 69 . III . que mostra a capacidade instalada por mil toneladas de cana.6 9.2 6.3 28.3 17.7 10. em geral.4 7. como último ponto desta avaliação. maior a quantidade de energia que pode ser retirada do agrocombustível. conforme mostrado no quadro 23. Cap.6 9 7. Esta semelhança é natural porque os equipamentos de maior porte. é importante observar que nas mesorregiões que têm poucas unidades vendedoras na amostra. Quanto melhor a qualidade dos equipamentos instalados.6 4. tanto no que diz respeito às unidades integradas à rede como naquelas gerando para seu próprio consumo.2 5. Esse número.4 4.8 Por fim. pode-se observar também que o comportamento dos resultados encontrados tem grande semelhança com os dados do quadro anterior. não é possível avançar nas conclusões desse comportamento.5 kilowatts).4 7.4 Itapetininga Fonte: Conab Elaboração: Conab . A análise pormenorizada do aproveitamento energético do bagaço onde estes efeitos estatísticos estão suprimidos consta no Capítulo IV.8 Capacidade média por todas as unidades visitadas (kw) 7. revela o potencial de geração de excedente vendável de energia elétrica e a vocação vendedora das unidades locais: quanto maior essa capacidade maior é também a capacidade de gerar energia elétrica excedente.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado 20. mas que não têm unidades com valores muito altos ou muito baixos que pudessem influenciar a média.9 12. conforme quadro 1 deste capítulo) e de Itapetininga (com apenas uma unidade na amostra).9 7.6 5. as médias têm grande semelhança entre si. No mesmo quadro.7 3.8 kilowatts por tonelada de bagaço queimado) com os indicados para as unidades que apenas geram para seu próprio consumo (87.2 10.POTÊNCIA INSTALADA PARA GERAÇÃO ELÉTRICA POR CADA MIL TONELADAS DE CANA MOÍDA NAS UNIDADES DA MESORREGIÃO Mesorregião Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Piracicaba Assis Capacidade média das unidades que vendem energia (kw) 10. ou com um grande número de unidades e.3 11. como no caso do quadro anterior.O primeiro indicador apresentado mostra a capacidade instalada de geração por cada mil toneladas de cana moída. pois os resultados estão influenciados pelo tamanho da amostra e da existência de unidades com capacidade diferenciada em algumas regiões. que varia bastante entre as mesorregiões. No entanto.7 8.2 12.7 13 9. Este indicador tem uma representatividade muito importante porque revela o nível de eficiência das mesorregiões no aproveitamento do agrocombustível. Quadro 22. têm maior eficiência energética no uso do bagaço.6 12. Este é o caso da mesorregião de Araçatuba (cinco unidades na amostra.7 6. Nas demais mesorregiões com poucas unidades na amostra. são apresentados os números concernentes ao rendimento energético da queima de uma tonelada de bagaço.6 6. Esta constatação se torna evidente quando comparados os dados médios das unidades vendedoras (193. em termos de resistência das caldeiras e da temperatura do vapor obtido.3 4.6 3. os resultados são fortemente influenciados por eventuais unidades que se destacam das demais por seu grande porte.1 6.

1 68 88.7 113.1 147. moer a cana.4 Como mencionado.2 67.8 59 17.5 Uma forma complementar de apresentar essas mesmas informações é separando a destinação da energia gerada para autoconsumo e para comercialização.1 63.6 124.2 76.1 111.6 75.4 128.7 83.4 143.Quadro 23.9 77.6 81.8 41. III . A semelhança entre ambos os 70 .9 69.2 43.9 Geração média por todas as unidades visitadas (kwh) 139.9 97.3 90. Cap.4 Índice de autoconsumo médio por tonelada de bagaço queimado e por unidade unidades que não vendem energia (kwh) 86.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga 83. Quadro 24.1 105.8 79 86. independentemente da unidade ser ou não vendedora de energia.1 182.6 89 Fonte: Conab Elaboração: Conab .6 80.6 83. Essa quantidade está diretamente associada ao modelo de equipamentos industriais de produção em uso e tem pouca relação com a dimensão e capacidade dos equipamentos de produção de vapor e geração elétrica. praticamente.7 83.4 141 155 162.2 Índice da energia média vendida por tonelada de bagaço por unidade (kwh) 54.8 170.7 228. conforme o quadro 24.4 87. III .2 188.1 83 Presidente Prudente Araraquara Campinas 90.6 81. Essa similitude se deve ao fato de que a quantidade de energia necessária para o processamento de uma tonelada de matéria-prima (ou seja.7 70.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado Itapetininga 193.6 90 81.8 182. apresentamos também os mesmos números referidos por tonelada de cana processada nas unidades.5 277.2 76.3 70. Cap.7 90.5 Araçatuba Piracicaba Assis 350.4 162. cozinhar o açúcar e/ou destilar o álcool etílico) é.3 89.4 51.8 60. O ponto relevante a ser notado está em que os números que indicam o autoconsumo das mesorregiões são bastante semelhantes entre si.3 90. a mesma em todos os tipos de unidades.8 89. para efeitos ilustrativos.7 89.9 todas as unidades visitadas (kwh) 84.1 83 Presidente Prudente Campinas Araraquara 126.6 181.9 113.5 Fonte: Conab Elaboração: Conab .5 43.MÉDIA DO AUTOCONSUMO E VENDA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE NA QUEIMA DO BAGAÇO POR MESORREGIÃO Mesorregião unidades que vendem energia (kwh) 85.3 79.2 87.4 87.MÉDIA DA ENERGIA GERADA POR TONELADA DE BAGAÇO QUEIMADO POR UNIDADE DA MESORREGIÃO Mesorregião Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Geração média pelas unidades que vendem energia (kwh) 170.1 117.5 83.9 Índice de rendimento médio por tonelada de bagaço queimado e por unidade Geração média pelas unidades que não vendem energia (kwh) 86.9 99.7 Ribeirão Preto São José do Rio Preto Bauru Araçatuba Assis Piracicaba 107.

7 31.5 48.8 Fonte: Conab Elaboração: Conab .2 19.4 90 43. como os estados de Minas Gerais.4% 9.3% 7.4 71.9 29. Quadro 25.quadros.045.6% 33.3% 12.429 14.7 41. com a exclusão do estado de São Paulo.502.8% 1.776.009. todos os estados dessa região produzem e processam cana-de-açúcar.644.378 23.8% 100% 0.3 26.7 26 28 45.259.755 542. e as eventuais variações se explicam pela parcela regional do bagaço que não é queimada como combustível e tem uma destinação alternativa.818 3. Goiás 71 .7 19. exceto São Paulo Avaliação do comportamento do conjunto das unidades de produção da região Centro-Sul (exceto São Paulo) de acordo com o volume da cana moída Nesta seção é feita uma análise dos dados referentes aos demais estados da região Centro-Sul.632 4.506 100% - 2.8% RJ ES Total da região Centro-Sul (exceto SP) SP TOTAL DA REGIÃO CENTRO-SUL 180.6% - A posição relativa dos estados tem se modificado nos últimos anos devido ao crescimento acelerado da produção e os estados que dispõem de terras aptas e inexploradas para a expansão têm crescido mais rapidamente que os demais.8 20.7% 2.3 19.2% 0. Cap.9 Geração média por todas as unidades visitadas (mwh) 33.5 14.ÍNDICE MÉDIO DA ENERGIA GERADA POR TONELADA DE CANA MOÍDA NAS UNIDADES DA MESORREGIÃO Mesorregião Ribeirão Preto Bauru São José do Rio Preto Geração média pelas unidades que vendem energia (mwh) 43.7% 8.5 19 19.2 35.092.8 19.626 22.3% 27. decorre do fato de que o bagaço é uma fração bastante estável da cana moída.6 30.1 Itapetininga 20.751 362.2% 66.8 Seção 2 – A Região Centro-Sul.3 37.Superintendência de Informações do Agronegócio Média do estado 34.1 Araçatuba Piracicaba Assis Presidente Prudente Campinas Araraquara 43. A participação de cada um desses estados no total regional consta no quadro-resumo abaixo.131.297. Estado/Região PR MG GO MT MS Total da cana moída Participação por estado.9% 7.923.7 41.7 43.2 59.881 25.7 41. que apresentam o mesmo padrão comportamental. Conforme pode ser visto no capítulo II. Participação por estado no período da safra (t) exceto São Paulo (%) na região Centro-Sul (%) 45.987 40.4% 49.9 40.2% 4. III .6 Índice de rendimento médio por tonelada de cana moída e por unidade Geração média pelas unidades que não vendem energia (mwh) 18.

734 4. aparece nos quadros adiante que também separam as unidades que têm comércio de energia daquelas que somente cuidam de sua autossuficiência.223 Fonte: Conab Elaboração: Conab .622 1. têm menos tradição que os demais e uma menor vocação para a produção da cana-de-açúcar.139 3.095 4. cabendo às demais uma proporção de 63.6% 62.682 44 5 183 Total do bagaço produzido (mil t) 3.850 3.023 66. também nessa região. porém. entretanto.3% do total em atividade) já tomaram a decisão de interligar-se à rede geral e comercializar sua energia excedente.996 3.980 13.8% do total da cana-de-açúcar moída nessa região na safra 2009-10. tem uma forte limitação climática e concentra sua produção na região norte do estado. está distante dos centros de consumo e portos e sofre a concorrência dos estados melhor localizados e.778 72 .302 2.912 549 431 471 1.485 Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas 3. III . A grande maioria delas (108 unidades). ainda permanece operando dentro dos padrões tradicionais.3% 77.7% 20% 10 31 40 108 56 10 2 28. Quadro 26a.7% A consolidação dos dados sobre o tamanho das unidades de produção na região.Superintendência de Informações do Agronegócio 16.2%. Cap. apesar de ter condições ambientais e disponibilidade de terras aptas.854 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas 10 31 6 14.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas NO de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 3 6 5 1 12.461 1. salientar que as integradas têm uma dimensão maior que a média geral e representam 36. o resumo geral da situação no final da temporada 2009-10.5% 9. além da pouca disponibilidade de terras aptas. os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os demais estados têm observado taxas menores ou nulas de crescimento em face das características locais: o estado do Paraná. consta na tabela adiante.5% 80% 22. A conclusão inicial que decorre desses resultados é que. Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Participação das unidades que vendem energia NO 3 6 6 5 1 Participação 100% 100% articipação das unidades que não vendem energia NO Participação 0% 0% Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas 71. existe muito bagaço sendo queimado de forma ineficiente e com baixo aproveitamento de seu poder calorífico. o estado de Mato Grosso. Em termos da proporção das unidades desta região que já se integraram à rede geral de distribuição e despacham energia e aquelas ocupadas apenas com o autoconsumo.093 18. além de dispor de poucas áreas inexploradas.131 1.461 1. É necessário. de acordo com as classes. de acordo com o porte.428 4.3% 90.185 5.170 16. Os resultados apurados indicam que 31 unidades dessa região (22.e Mato Grosso do Sul.4% 37.

429 1.070 1.5% 19.219 901 605 18. 2) nesta região.112 27. O quadro resumo.7 % da média das unidades paulistas (2.4% 73 .Quadro 26b. contrariamente ao estado de São Paulo.773 6. III .953 49.131 1.320 54.180 5.891 Nestes quadros sobressaem-se alguns pontos a serem registrados: 1) todas as unidades que moem volume acima de 4.943 16.749 4.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas NO de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço visitadas na safra combustível para outros (mil t) (mil t) usos (mil t) 3 16 7 1 12.748 857 174 14. Cap.302 2.575 549 183 Total do bagaço produzido (mil t) 3.641 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 139 62 50 68.0 milhões de toneladas já se integraram à geração e transmissão de energia elétrica do sistema integrado.485 Fonte dos quadros 26b e 26c: Conab Elaboração: Conab . III .PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas NO de Total da Total do Total do unidades cana moída bagaço para bagaço visitadas na safra combustível para outros (mil t) (mil t) usos (mil t) 0 2 0 - Total do bagaço produzido (mil t) - 40 108 56 10 22.209 Quadro 26c. já existem unidades classificadas como muito pequenas que fizeram as transformações necessárias para gerar excedentes comercializáveis.606 6. Cap.491 1.750 9. 3) a proporção da cana moída pelas classes escolhidas mostra que predomina o padrão ‘médio pequeno’ e ‘muito pequeno’ de indústria (quase 80% da moagem) e há poucas unidades classificadas como ‘grandes’ e ‘muito grandes’ e.753 113.461 1.844 8.980 36.371 13.445 30. é o seguinte: Mais de 5 milhões Dimensão da unidade (em tonelada de cana moída) Participação percentual 2.579 1.556 5.434 2.054 22.8% 7.2% 20% 38% Entre 4 e 5 milhões Entre 3 e 4 milhões Entre 2 e 3 milhões Entre 1 e 2 milhões Menos de 1 milhão 12.296 milhões de toneladas) na safra 2009-10 representa 60.745 9.912 5.133 milhões de toneladas).859 8.080 7.860 31.289 8.132 34.468 180.924 6.734 43. 4) a média da moagem por unidade nesses estados (1.908 4. com a participação de cada classe na produção.

161 149.296 Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas 144.778 58. Cap.3% 50% Fonte dos quadros 26b e 26c: Conab Elaboração: Conab . são mostrados os números da disponibilidade de bagaço nas unidades que vendem energia e a quantidade queimada na geração para a venda e para o autoconsumo.135 1.393 44.055.825 3.296 1.157 1.507 766.996 3. Quadro 27.969 1.000 105. Quadro 28a. Cap. que processa em conjunto 29. Essa sub-região.723 74 .5% 54% 50.050 540 8. está aderindo ao novo negócio de forma mais lenta que seus congêneres das outras regiões analisadas. III .203 103.095 16.No quadro 27 abaixo.2% 41.991 316. O total apurado da potência instalada de 1.125 333.710 87. cabendo observar que a parcela destinada à venda é majoritária na maioria das classes de unidades.334 783.385 1.184 86.9% da safra nacional.077 Total do autoconsumo na safra (mwh) 256.572 555 8.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL QUEIMADO NAS UNIDADES NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Bagaço destinado Bagaço destinado Total do bagaço Participação à geração para o à geração para a queimado como percentual no total autoconsumo (mil t) venda (mil t) combustível (mil t) Autoconsumo Venda 758 544 1.908.781 Total Comercializado na safra (mwh) 62.850 3.274 370.748.856 333.1 megawatts representa 32.6% 43.949 1.912 3.392 338.Superintendência de Informações do Agronegócio Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas 297.194.731 191.436.8% 55.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-10 Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Total da potência instalada (kw) 42.5% 46% 49.3% da soma de todas as unidades do país e a geração de 5.302 2.616 2. de acordo com as classes.809 433.840 1.4% 56.150 Fonte: Conab Elaboração: Conab .000 1.Superintendência de Informações do Agronegócio Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Nos quadros adiante.528 462.622 1.6% daquele total.900 2. III .525 milhões de megawatts significa 27.6% 49.4% 50.325 677. são apresentados os resultados encontrados para a região sobre a capacidade de geração e o total gerado na safra 2009-10.000 247.7% 50% Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas 1.500 Total da geração na safra (mwh) 626.200 220.

A geração média das unidades que vendem energia.525.240 852.591 133. no total de 5.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-10 Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Total da potência instalada(kw) Total da geração na safra (mwh) - Total do autoconsumo na safra (mwh) 356.479 2.203 103.384 663.000 648.464 1.119 86.Quadro 28b.950 32. 21.331 milhões de megawatts) das unidades que somente geram para consumo próprio.750 653.373 1. 103. está muito acima da média das unidades que não geram para terceiros.909 2.094 751.640 5.094.655 499.296 Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas 144. são apresentados os valores médios da geração elétrica informada por unidade. 57.198. III .809 433.53 milhões de megawatts. Esta diferença reflete o uso de equipamentos mais potentes naquelas unidades que já fizeram as transformações para gerar energia excedente.240 252. de acordo com a classe.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 28c.334 1.Superintendência de Informações do Agronegócio 1.072 Fonte: Conab Elaboração: Conab .771.813 420.270 361.588 mil megawatts.723 Do total da energia gerada na safra pelas unidades regionais.331. III .037 mil megawatts.669 462.747. Esta proporção entre as duas categorias de unidades de produção indica que existe uma enorme capacidade de geração ainda inexplorada nesta região.606 Fonte: Conab Elaboração: Conab .530 133.991 316.310.781 Total Comercializado na safra (mwh) 62. Nos quadros seguintes.184 754.908.274 370. 75 .095 1. Cap.105 863.2% (2.500 Total da geração na safra (mwh) 626.092.077 Total do autoconsumo na safra (mwh) 256.748.072 1.471 672.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-10 Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Total da potência instalada (kw) 42.548 431.194 milhões de megawatts) são de responsabilidade das unidades que vendem energia e 42.550 101.8% (3.431.950 466.877 3.150 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas 1. Cap.873 916.578 149.

Quadro 29a, Cap. III - GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Unidades que comercializam energia elétrica
Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Potência média Geração média instalada por na safra por unidade (kw) unidade (mwh) 42.500 44.025 41.167 17.533 149.077 156.701 67.716 autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 85.395 55.588 86.781

Venda média na safra por unidade (mwh) 123.383 92.562 72.200 31.627 17.332 62.296

Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Média de todas as unidades Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas

Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas

48.000

208.778 127.789 31.887

66.678 33.897 46.345 14.643

Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

29.700 34.059

103.037

56.410

Quadro 29b, Cap. III - GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Unidades que não comercializam energia elétrica
Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Potência média instalada por unidade (kw) Geração média na safra por unidade (mwh) -

Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) -

Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Média de todas as unidades

Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas

Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas

16.265 8.906 6.456 7.891 10.195

66.536 27.362 21.588 12.010 43.137

66.536 42.059 27.323 11.854

21.392

Quadro 29c, Cap. III - GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO) Todas as unidades separadas por dimensão
Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Potência média Geração média instalada por na safra unidade (kw) por unidade (mwh) 48.000 36.094 21.809 13.065 13.727 7.528 42.500 208.778 74.882 35.433 39.753 13.933 149.077 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 85.395 47.132 12.124 86.781

Venda média na safra por unidade (mwh) 123.383 66.116 27.075 6.325 1.677 62.296

Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Média de todas as unidades Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas

Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas

130.940

66.638 28.638 26.958

Fonte dos quadros 29a, 29b e 29c: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

12.581

A partir dos dados apresentados, é possível construir alguns indicadores que permitem identificar o nível de desempenho na geração elétrica nas classes escolhidas para análise, separadas as categorias dos vendedores e não vendedores. O quadro 30 apresenta os dados do rendimento energético do bagaço para cada tonelada queimada e a destinação da energia gerada. As classes superiores têm, em média, um desempenho bastante assemelhado em torno de 200,0 kilowatts de energia por tonelada de agrocombustível. A exceção referente à classe acima da 5 milhões de toneladas deve-se ao número de unidades da amostra (apenas 1 unidade) e, portanto, com muito baixo nível de significância estatística. 76

Quadro 30, Cap. III - INDICADORES DE UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL NA SAFRA 2009-10 NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO)
Unidades que comercializam energia elétrica Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) 66,6 88 83,4 86,6 93,6 80,2 85,6 Venda por tonelada de bagaço queimado (kwh) 47,8 Unidade produtora por dimensão Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) 114,5 215,1 196,1 199,2 186,9 174,7 190,4 Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) -

Unidades que não comercializam energia elétrica

Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) 84,3 90,6 83,4 85,7 85,7

Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas

Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas

Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas

Moagem acima de 5 milhões de toneladas

127,1 115,8 112,5 87,3 94,9 104,2

84,3 92,9 83,5 86,8 86,8

Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

Todos

Outra observação que deve ser feita é que, nesta região, os resultados apresentados para todas as classes parecem ter pouca influência nos dados das unidades de produção instaladas nos anos recentes, como observado no estado de São Paulo, cujo processo de maturação ainda está em andamento e onde estão moendo quantidades menores do que a programada para a fase madura. A média do rendimento energético das unidades integradas à rede geral está em 190,4 kilowatts enquanto que a média das unidades gerando apenas para sua autossuficiência está em 86,8 kilowatts por tonelada de bagaço queimado. Com o mesmo propósito, o quadro 31 apresenta os indicadores de capacidade instalada por cada mil toneladas de cana moída e a geração por hora de atividade na safra, e denotam um comportamento semelhante ao apresentado no quadro anterior no tocante ao desempenho das classes de unidades:
Quadro 30, Cap. III - INDICADORES DE CAPACIDADE INSTALADA POR MIL TONELADAS DE CANA PROCESSADA E GERAÇÃO POR HORA DE ATIVIDADE POR CLASSE NA REGIÃO CENTRO-SUL (EXCETO SÃO PAULO)
Capacidade instalada para cada mil t de cana moída(kw) 11,09 17,98 25,23 21,18 13,6 8,28 Unidades que comercializam energia elétrica Geração por hora de atividade (mwh) 40,29 29,16 15,92 22,74 8,77 27,57 25,35 Capacidade instalada para cada mil t de cana moída (kw) Unidades que não comercializam energia elétrica Geração por hora de atividade (mwh) -

Unidade produtora por dimensão

Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas

Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

15,94

11,75 7,48

6,54

4,57

5,11

14,49 8,05 5,59 3,12

4,92

77

Seção 3 – A Região Norte-Nordeste

Avaliação do comportamento do conjunto das unidades de produção da região Norte-Nordeste de acordo com o volume da cana moída Nesta seção é feita uma análise dos dados referentes aos estados da região NorteNordeste. Conforme apresentado no capítulo II, esta região tem uma pequena participação no total da produção nacional (9,97%), porém são muitos os estados que desenvolvem esta atividade. A participação regional e estadual consta no quadro resumo abaixo:
Estado/Região AL PB PE Total da cana moída Participação por estado, Participação por estado na no período da safra (t) Região Nordeste (%) região Norte-Nordeste (%) 24.269.759 18.259.333 6.241.756 3.515.678 41% 40,4% 30,4% 10,4% 5,8% 3,5% 2,5% 30,8% 10,5% 5,9% 3,5% 2,5% 5,7% -

RN BA

MA, PI, CE

SE

2.094.547 3.377.932 880.319 1.480.831

TOTAL DA REGIÃO NORTENORDESTE

AM, TO, PA

Total da região Nordeste

59.239.836 60.120.155

100% -

98,5% 100% 1,5%

5,6%

A região Nordeste tem uma longa e consolidada tradição no setor açucareiro, particularmente nas regiões litorâneas dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entretanto, como as áreas aptas para a cultura da cana nessa região estão, praticamente, esgotadas sua posição relativa na produção nacional vem decrescendo continuamente em face da rápida expansão da produção nos estados da região Centro-Sul. A região Norte, ao contrário, tem escassa tradição nessa lavoura e os estados do Pará e Tocantins estão surgindo, de forma ainda modesta, como nova fronteira para essa atividade. Em termos da proporção das unidades desta região que já se integraram à rede geral de distribuição e despacham energia e aquelas ocupadas apenas com o autoconsumo, o resumo geral da situação no final da temporada 2009-10, de acordo com o porte, consta na tabela adiante. Os resultados apurados indicam que 22 unidades dessa região (26,2% do total em atividade) já tomaram a decisão de interligar-se à rede geral e comercializar sua energia excedente. A grande maioria delas (62 unidades), entretanto, ainda permanece operando dentro dos padrões tradicionais. As unidades integradas processaram uma proporção de 39,6% do total da cana-de-açúcar moída nessa região na safra 2009-10, cabendo às demais uma proporção de 60,4%. Também nessa região se observa que existe muito bagaço que poderia estar sendo queimado de forma mais eficiente e com melhor aproveitamento de seu poder calorífico.
Participação das unidades que vendem energia NO 1 Participação 100% Participação das unidades que não vendem energia NO -

Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas

Participação -

13 22 8

56,5% 26,2% 13,3%

62

52

10

86,7% 73,8%

43,5%

78

575 O ponto que chama atenção é que um contingente de oito unidades classificadas como muito pequenas fez as transformações necessárias para gerar excedentes comercializáveis e. III .172 459 Total do bagaço para outros usos (mil t) 126 64 - Total do bagaço produzido (mil t) 585 - 13 22 8 16. O predomínio absoluto é de unidades do tipo ‘pequenas’ e ‘muito pequenas’.806 7.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 31b.879 6.476 6. III . 715.506 7. Quadro 31a.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Total de Total do NO de unidades cana moída bagaço para visitadas na safra combustível (mil t) (mil t) 1 2.875 Fonte: Conab Elaboração: Conab . aparece nos quadros adiante. Cap.389 8.491 768 8.281 1. Cap.Superintendência de Informações do Agronegócio 15.608 6.6 mil de toneladas por unidade.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 2 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Total de Total do NO de unidades cana moída bagaço para visitadas na safra combustível (mil t) (mil t) 10 11.120 28.341 10. de acordo com as classes. que também separam as unidades que têm comércio de energia com aqueles que somente cuidam de sua autossuficiência.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES NA REGIÃO NORTE-NORDESTE Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Total de Total do NO de unidades cana moída bagaço para visitadas na safra combustível (mil t) (mil t) 1 2. inexiste concentração na produção e a moagem média é de apenas.874 1. mais ainda que nas demais.410 Fonte: Conab Elaboração: Conab . portanto.A consolidação dos dados sobre o tamanho das unidades de produção na região NorteNordeste.074 60.998 3.346 403 593 4.820 4. Cap. Outro ponto de registro é que nessa região.301 9.300 24.148 Total do bagaço para outros usos (mil t) 193 - Total do bagaço produzido (mil t) 3.460 898 704 Quadro 31c.164 - Fonte: Conab Elaboração: Conab . 22 unidades já estão integradas à rede geral.889 7.76 milhões de tonelada na safra 2009-10. A participação de cada classe na produção é a seguinte: 79 . muito abaixo da média de toda a região Centro-Sul.172 459 Total do bagaço para outros usos (mil t) 126 Total do bagaço produzido (mil t) 585 - 60 84 23 29. III . O primeiro ponto a salientar está na enorme diferença da dimensão das unidades dessa região quando comparada com dimensão das unidades das outras regiões analisadas. que ascendeu a 1.772 4. no total.Superintendência de Informações do Agronegócio 62 52 36.624 596 1.877 23.220 17.

8% 39. nos últimos anos. Quadro 33a.248 178.111 Participação percentual no total - venda Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas 52.3% do total nacional.000 76.Mais de 3 milhões Dimensão da unidade (em toneladas de cana moída) Participação percentual 3.178 - Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas 305. de acordo com as classes. ao contrário das duas outras regiões.7% do total nacional.5 megawatts e representa 12. O total apurado da potência instalada na região foi de 753.659 372.7% 33.925 391.6% 66.4% 33.Superintendência de Informações do Agronegócio Nos quadros adiante são apresentados os resultados para esta região sobre a capacidade de geração e o total gerado na safra 2009-10.336 561.979 891 4. O total gerado representa 9.281 Autoconsumo - Bagaço destinado Unidade produtora à geração para o por dimensão autoconsumo (mil t) Moagem acima de 3 milhões de toneladas 240 2. cabendo observar que a parcela destinada à venda.346 6.800 661.512 Fonte: Conab Elaboração: Conab .12% das unidades que somente geram para consumo próprio.Superintendência de Informações do Agronegócio 80 .200 107.6% 48.016 56. o total da cana moída e a quantidade de bagaço disponível com a consequente subutilização de seus equipamentos de geração elétrica. Esta desproporção entre a capacidade instalada e a energia gerada se explica principalmente pelo fato de que.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DA REGIÃO NORTENORDESTE Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Total da Total da Total do potência geração na autoconsumo instalada (kw) safra (mwh) na safra (mwh) 32.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL QUEIMADO NAS UNIDADES DA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que comercializam energia elétrica Bagaço destinado Total do bagaço à geração para a queimado como venda (mil t) combustível (mil t) 219 1. por diversos motivos.053 257. 50.600 413.170 459 4.9% são de responsabilidade das unidades que vendem energia e 49.459 114. III .3% 66. Do total da energia gerada na safra pelas unidades regionais.350 63.496 455 2.661 946. várias unidades reduziram.1% 47. III . são mostrados os números com a disponibilidade de bagaço nas unidades que vendem energia e a quantidade queimada na geração para a venda e para o autoconsumo. é minoritária em todas as classes de unidades.4% 48% 0% Entre 2 e 3 milhões Entre 1 e 2 milhões Menos de 1 milhão No quadro 32 adiante. Quadro 32.476 1. Cap.9% Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Fonte: Conab Elaboração: Conab . Cap.2% 60.070 - Total comercializado na safra (mwh) 51.

884 648.178 Nos quadros seguintes.230 753.Superintendência de Informações do Agronegócio 1. Cap.508 9.525 18.178 19.425 Fonte: Conab Elaboração: Conab .248 50.770 311.Superintendência de Informações do Agronegócio 81 .407.186 Fonte: Conab Elaboração: Conab . Quadro 34a. Cap.103 14.257 25.Quadro 33b.512 51.000 1.070 - Total comercializado na safra (mwh) - 304.858. III .525 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos 228.695 740.809 Geração média na safra por unidade (mwh) 107.248 Total do autoconsumo na safra (mwh) 56.925 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Média de todas as unidades Fonte: Conab Elaboração: Conab .000 23.350 63.300 32.861 257.262 1.042 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 56.252 43.900 846.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro 33c. de acordo com a classe.820 7. III .659 372.530 417.601 562.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DA REGIÃO NORTENORDESTE Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem acima de 2 milhões de toneladas Total da potência instalada (kw) 111.939 16.030 339. Cap.953 702. são apresentados os valores médios da geração elétrica informados por unidade. Um ponto óbvio que pode ser notado é que existe uma relação direta entre o tamanho das usinas e destilarias e a dimensão dos valores da potência instalada e da geração na safra: quanto maior a unidade maior a necessidade de energia.521 Venda média na safra por unidade (mwh) - Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas 51.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade(kw) 32. III .070 30.897 22.011.169 911.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DA REGIÃO NORTENORDESTE Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Total da potência instalada (kw) Total da geração na safra (mwh) 107.730 534.700 - Total da geração Total do autoconsumo na safra (mwh) na safra (mwh) 349.

2 150.170 Geração média na safra por unidade (mwh) 34.4 111.7 89.287 Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Potência Geração média Autoconsumo Venda média Unidade produtora por dimensão instalada média na safra por médio na safra por na safra por por unidade(kw) unidade (mwh) unidade (mwh) unidade (mwh) - Quadro 34c. Cap. separando-se as categorias dos vendedores e não vendedores. O quadro 35 apresenta os dados do rendimento energético do bagaço para cada tonelada queimado e a destinação da energia gerada e mostra que o desempenho das classes de unidades é decrescente.059 4. III .143 5.4 84.559 10.706 10.9 99 82.Quadro 34b.6 59.960 14.127 56.433 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Média de todas as unidades Fonte: Conab Elaboração: Conab .2 87. III .7 147.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Média de todas as unidades Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade(kw) 11.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DA REGIÃO NORTE-NORDESTE Todas as unidades separadas por dimensão 32.INDICADORES DE UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL NA SAFRA 2009-2010 NA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidades que comercializam energia elétrica Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) Venda por tonelada de bagaço queimado (kwh) Unidade produtora por dimensão Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) - Unidades que não comercializam energia elétrica Moagem acima de 3 milhões de toneladas Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) - Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas 233.070 30.8 88.8 122.816 16. pode-se construir alguns indicadores que permitem identificar o nível de desempenho da geração elétrica nas classes escolhidas para análise.3 111 87 94. Quadro 35.652 10.811 - Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 31.5 57.8 132.336 22.761 51.385 13. III . de acordo com seu tamanho.248 48.1 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .968 12.971 107.000 18. Cap.Superintendência de Informações do Agronegócio 5.480 4.Superintendência de Informações do Agronegócio Média das unidades 82 .071 8.152 - Fonte: Conab Elaboração: Conab .178 11.Superintendência de Informações do Agronegócio A partir dos dados apresentados. Cap.203 1.

2% 100% Unidades que vendem energia Total de todas as unidades Unidades que não vendem energia 36.74 18.9 kilowatts por tonelada de bagaço queimado.2% 60. é feita uma análise dos dados referentes ao somatório das três regiões analisadas: o estado de São Paulo.693 362.INDICADORES DECAPACIDADE INSTALADA POR MIL TONELADAS DE CANA PROCESSADA E GERAÇÃO POR HORA DE ATIVIDADE POR CLASSE NA REGIÃO NORTE-NORDESTE Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 3 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Capacidade instalada para cada mil t de cana moída (kw) Unidades que vendem energia elétrica Geração por hora de atividade (mwh) Unidades que não vendem energia elétrica Capacidade instalada para cada mil t de cana moída (kw) 9. Região Estado de São Paulo Unidades que vendem energia Total de todas as unidades Unidades que não vendem energia Região Centro-Sul (Exceto São Paulo) Unidades que vendem energia Total de todas as unidades Unidades que não vendem energia Região Norte-Nordeste Total da cana moída no período da safra (T) 192.99 14.908 180.6% 53% 169.37 25. O volume de produção e a participação de cada uma delas no total nacional.3 3.11 15.38 9.9% 8.Superintendência de Informações do Agronegócio Média das unidades Seção 4 – Agregado das regiões analisadas Avaliação do comportamento do conjunto das unidades de produção de todas as regiões produtoras de acordo com o volume da cana moída Nesta seção.26 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab . Com o mesmo propósito. enquanto a média das unidades gerando apenas para sua autossuficiência está em 94. Quadro 36.28 12.8% 113.4% 10% 35. usando a mesma sequência das três seções anteriores.43 5.25 3.8% 63.300 60.132 23. congregando toda a produção nacional.97 17.120 36. a região Centro-Sul (exceto São Paulo) e a região Norte-Nordeste.952 Participação das unidades vendedoras e não vendedoras na região (%) 53.645 66.820 60.223 46. III . e denotam um comportamento semelhante ao apresentado no quadro anterior no tocante ao desempenho das classes de unidades. constam no quadro resumo abaixo.4% 100% 39.36 Geração por hora de atividade (mwh) 9.2% 100% Participação das regiões no total nacional (%) 68. Cap.3% 83 . inclusive separando vendedoras e não-vendedoras.4% 29.2% 23.6% 11.66 10.31 9. o quadro 36 apresenta os indicadores de capacidade instalada por cada mil toneladas de cana moída e a geração por hora de atividade na safra.8 kilowatts.A média do rendimento energético das unidades integradas à rede geral está em 150.

940 71. O estado de São Paulo tem mantido constante seu quinhão tradicional no total da safra nacional.1% 100% Participação das regiões no total nacional (%) 100% Unidades que vendem energia Total de todas as unidades Unidades que não vendem energia 100% 100% Em termos de participação relativa das regiões.935 46.8% Quadro 37a.4% 50.8% na região Centro-Sul e 39. Participação das unidades que vendem energia NO 10 14 11 Participação 84.1% 9% 56% 100% Participação das unidades que não vendem energia NO 2 Participação 15. Cap.700 11.327 63. ocupada pela região Centro-Sul (exceto São Paulo). O movimento de migração da posição de autossuficiência para a posição de vendedor está bastante adiantado em São Paulo.130 15.9% 53.530 18.680 13. quando se considera o volume da cana processada.223 2.738 12.882 11.682 282.470 16.901 Participação das unidades vendedoras e não vendedoras na região (%) 46.996 12. A consolidação dos dados sobre o tamanho das unidades de produção na região. o perfil tem se modificado pouco nos últimos anos.865 1.902 78.909 66.996 602.897 319.6% 49.595 2. de acordo com as classes.9% 74. III .6% na região Norte-Nordeste.159 35 111 14 27 49.9% 28.459 1.798 Total do bagaço produzido (mil t) 17.PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES EM TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Total da Total do Total do No de unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 10 14 11 48.Superintendência de Informações do Agronegócio Todos 6.632 13.628 84 . sendo de notar que a região Norte-Nordeste está reduzindo sua participação relativa.319 Fonte: Conab Elaboração: Conab .Região Todas as regiões Total da cana moída no período da safra (T) 282.2%) está muito acima das demais regiões analisadas: 36.2% 100 282 141 28 11 71.013 8. aparece nos quadros adiante que também separam as unidades que têm comércio de energia com aquelas que somente cuidam de sua autossuficiência.1% 91% 44% - Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas 35 111 14 27 25.581 962 60 767 1. A proporção das unidades paulistas que já se integraram à rede geral de distribuição e despacham energia (53.

897 148.701 14.612 33.777 Nestes quadros sobressaem-se alguns pontos a serem registrados: 1) das 23 unidades que moem volume acima de 4. No quadro 2 a seguir. 21 já se integraram à geração e transmissão de energia elétrica ao sistema integrado.921 2..087 15.979 Fonte dos quadros 37b e 37c: Conab Elaboração: Conab .691 1.101 Total do bagaço produzido (mil t) 17.130 57. ‘grandes’ e ‘muito grandes’. cabendo observar que a parcela destinada à venda é majoritária nas unidades de maior porte e minoritária nas classes de média e baixa capacidade de moagem. 85 .3% no total da moagem e.205 - Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos 282 142 99 28 11 137. ‘pequeno’ e ‘muito pequeno’).Superintendência de Informações do Agronegócio 602.472 18.334 82.76.673 2. Cap. 3) apesar desse pequeno contingente.710 166.798 1.156 4.467 5.Quadro 37b.472 74.788 1.991 214 - Total do bagaço produzido (mil t) 2.292 3.334 38.638 51.200 8. III .PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES EM TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Total da Total do Total do No de unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 10 13 63.289 76.939 30.399 62. que tem participação de 66.077 88. são mostrados os números com a disponibilidade de bagaço nas unidades que vendem energia e a quantidade queimada na geração para a venda e para o autoconsumo. 2) no conjunto.178 1.938 46.229 21.680 22.539 9.0 milhões de toneladas.108 17. III .PRODUÇÃO DE CANA E DESTINAÇÃO DO BAGAÇO DA CANA POR CLASSE DE UNIDADES EM TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Total da Total do Total do No de unidades cana moída bagaço para bagaço para visitadas na safra combustível outros usos (mil t) (mil t) (mil t) 0 2 8.082 Quadro 37c.257 15. esta observação é importante porque mostra que não existem restrições técnicas que limitem a inclusão de unidades de qualquer dimensão no rol daquelas que fazem as reformas e passam a gerar excedentes vendáveis.364 Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas 25 134 393 156 55 128. 5) existe um número modesto de unidades (48) que são classificadas como ‘médias’.889 187.407 4.340 2. Cap.518 83.876 36.836 319.170 20.859 23.067 18.554 21.750 35. 4) a proporção da cana moída pelas classes de produção mostra que predomina o padrão de indústria com capacidade de moagem abaixo de 3 milhões de toneladas (‘médio’. somente 35 das unidades classificadas como ‘pequenas’ e 14 como ‘muito pequenas’.882 13. no total de 290 unidades.625 12. fizeram as transformações necessárias para gerar excedentes comercializáveis.

7% 63. mesmo as maiores.4% 43.363 6. têm peso diminuto na soma das possibilidades.780 8.2% 100% 20.2 53.5% 10.8% 55% 41.5% 9.471 37. Unidade produtora por dimensão Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem acima de 5 milhões de toneladas Participação no total Participação no total da Participação no total da cana moída (%) potência instalada (%) da energia gerada (%) 10.3% 15.526 6. Para uma melhor visualização da atual realidade nacional.9% Os dados acima apresentados indicam que existe uma ampla dispersão da capacidade de moagem que é acompanhada por uma dispersão bastante similar na dimensão da potência instalada e no total da energia elétrica gerada na safra 2009-10.8% Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .503 1.877 5.3% 33. inclusive considerando a participação no total da cana moída. mesmo sendo importantes em sua individualidade. é apresentado também um quadro-resumo com a importância relativa das classes selecionadas.339 9.1% 13.882 11. Unidade produtora por dimensão Moagem abaixo de 3 milhão de toneladas Moagem acima de 3 milhões de toneladas Participação no total Participação no total da Participação no total da cana moída (%) potência instalada (%) da energia gerada (%) 66.3% 56.8% 25.470 71.232 46.738 12.291 6.4% 13.4% 13% 21. constata-se que as médias e pequenas não são apenas maioria quando observado o número de unidades.861 7.Superintendência de Informações do Agronegócio Nos quadros apresentados adiante constam os resultados encontrados para todas as regiões estudadas tratando da capacidade de geração e o total gerado na safra 2009-10. Cap.8% 12. Se a distribuição das unidades for observada com mais detalhes.4% 47.6% 36.595 49% 51% 5.103 15. têm pequena expressão individual no total. mas têm também igual influência na produção nacional e na geração termelétrica com o bagaço.940 2.8% 100% 31. III .Quadro 38.9% 58% 59. Isto significa que este setor é constituído por um grande conjunto de unidades independentes e.DESTINAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL QUEIMADO NAS UNIDADES DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Bagaço destinado Bagaço destinado Total do bagaço Participação à geração para o à geração para a queimado como percentual no total autoconsumo (mil t) venda (mil t) combustível (mil t) Autoconsumo Venda 7.2% 45% 58.409 5.437 998 34.865 16. O sucesso na tarefa de operar a transformação das unidades da autossuficiência para a geração de excedentes vendáveis depende de uma ação persistente e duradoura de convencimento de um grande conjunto de agentes que.6% 52.700 11. de acordo com as classes.8% 29.3% 18% 13.7% 86 .3% 16.9% 100% 10% 14.1% 42% 40.

036 1.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Total da potência instalada(kw) 784.205.Na sequência. 39b e 39c: Conab Elaboração: Conab . De acordo com o padrão adotado. Quadro 39a.540 2.630 1.066.937 697. III .330.983.363.943 13.470.321 2.110 930.429.735.778 2.524.462 638. III .363.288.285.087 5.077 1.814 697.779 5.598.320 1.628.479.267 960.102 1.736 2.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Total da potência instalada(kw) 57.036 1. os quadros separam o conjunto das unidades integradas à rede de transmissão do conjunto das unidades autossuficientes.317.648 2.085 3.054. Cap.136.162.559.862.792 166.792 166.669.823.400 856.055 2.560 147.149 1.110 Total Comercializado na safra (mwh) 1.623.426 1. são apresentados os dados correntes.746.031.426. por classe de unidade.320 1.440 581.458 1.270 Quadro 39b.Superintendência de Informações do Agronegócio 20.000 582.961.191.145 879.760 2.346 1.285.576 1.998. III .626 993.423 1.145 1.587.940 1.477.252 7.193.985 Total da geração na safra (mwh) 2.071.576 1.087.385 Total do autoconsumo na safra (mwh) 1.136.040 1.937 Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas 278.426 1.986.160.644 1.087 732.200 788.GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR CLASSE NAS UNIDADES DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Indicadores totais de capacidade e geração por classe de unidades na safra 2009-2010 Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Total da potência instalada(kw) 784.165 228.252 7.266 87 . o volume da energia gerada e a destinação da energia.746.105 208.844.426. Cap.061 1.585 4.797 Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Fonte dos quadros 39a.479.462 Todos 6.563 2.687 6. Cap.385 Total do autoconsumo na safra (mwh ) 1.042 6. sobre o total da potência instalada.102 Quadro 39c.000 3.452 3.795.219 Total Comercializado na safra (mwh) 1.937 - Total do autoconsumo na safra (mwh) 169.915.440 Total da geração na safra (mwh) 3.000 Total da geração na safra (mwh) 169.166.322 374.353 2.317.000 730.472.147 12.087.

709 33. Cap.03 milhões de megawatts.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS NO PERÍODO DA SAFRA Unidades que comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Potência Geração média instalada média na safra por unidade por unidade (kw) (mwh) 78.926 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Fonte: Conab Elaboração: Conab .890 65.709 32. III .449 43.850 163.7% (6.642 29.943 8. Em média.293 66.181 Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab . 121. A geração média das unidades que vendem energia.146 14. no total de 20.818 41.713 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 84. 23. Esta diferença reflete o uso de equipamentos mais potentes naquelas unidades que já fizeram as transformações para gerar energia excedente.747 121.632 308.464 11.205 25.569 28.862 54.370 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 128.300 34.3% (13.360 54.475 109.713 63. Nos quadros seguintes são apresentados os valores médios da geração elétrica informados por unidade.473 54.26 mil megawatts. a energia vendida representa 65.Superintendência de Informações do Agronegócio Quadro40b.916 11.444 52.658 90. III .159 Geração média na safra por unidade (mwh) 84. está muito acima da média das unidades que não geram para terceiros.944 88 .449 42.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS NO PERÍODO DA SAFRA Unidades que não comercializam energia elétrica Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Todos Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade (kw) 28. de acordo com a classe.9 megawatts do total médio gerado pelas unidades.56 milhões de megawatts) das unidades que somente geram para consumo próprio.260 22.052 28.435 63.369 9.Do total da energia gerada na safra por todas as unidades.647 7.679 66.543 129. Quadro40a.47 milhões de megawatts) são de responsabilidade das unidades que vendem energia e 32.37 mil megawatts. Cap. 67.650 97.114 16.738 220.598 26.500 13.Superintendência de Informações do Agronegócio 23.516 11.511 Venda média na safra por unidade (mwh) 174.344 5.

620 Elaboração: Conab .202 199.Superintendência de Informações do Agronegócio 89 .Superintendência de Informações do Agronegócio A partir dos dados apresentados foram construídos alguns indicadores que permitem identificar o nível de desempenho na geração elétrica nas classes escolhidas para análise.434 48.9 78.159 Geração média na safra por unidade (mwh) 308. indicando que a quantidade de energia necessária para processar uma tonelada de cana-de-açúcar e fabricar seus principais produtos. Cap. açúcar e álcool etílico.INDICADORES DE UTILIZAÇÃO DO BAGAÇO COMBUSTÍVEL NA SAFRA 2009-2010 EM TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Unidades que comercializam energia elétrica Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) 80. é uma relação física e tem pouca relação com a capacidade de moagem das unidades. os valores são bastante semelhantes entre si.4 88.7 84.6 192.077 19.052 6. O quadro 41 apresenta os dados do rendimento energético do bagaço para cada tonelada queimada e a destinação da energia gerada.4 87.8 84.658 29.2 84. Cap.2 85.529 29.399 12. Para aquelas que geram apenas para autoconsumo. Quadro41. sem preocupação com a formação de excedentes.8 67.1 84.8 85.760 Autoconsumo médio na safra por unidade (mwh) 89. em média.6 Unidade produtora por dimensão Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) 194. um desempenho bastante assemelhado em torno de 200 kilowatts de energia por tonelada do agrocombustível.1 84.9 86 86.9 88.2 84.809 31.869 18.512 65. III .067 54.GERAÇÃO MÉDIA DE ENERGIA ELÉTRICA POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DE TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS NO PERÍODO DA SAFRA Todas as unidades separadas por dimensão Unidade produtora por dimensão Moagem acima de 5 milhões de toneladas Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Potência instalada média por unidade (kw) 78.Quadro40c.2 89.8 85.2 Geração por tonelada de bagaço queimado (kwh) - Unidades que não comercializam energia elétrica Moagem acima de 5 milhões de toneladas Autoconsumo por tonelada de bagaço queimado (kwh) - Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas 207.971 75.948 15.738 119. As classes superiores para as unidades vendedoras têm.4 102.463 38.479 1.521 174.143 128.9 180.758 50.9 114.1 151. separando as categorias dos vendedores e não vendedores. e as demais têm médias 20% a 30% menores.9 84.6 Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Todos Fonte: Conab Elaboração: Conab .9 176.703 26.897 8.444 49.511 Venda média na safra por unidade (mwh) 109.4 Venda por tonelada de bagaço queimado (kwh) 110 121.725 11.9 84.6 188.9 84.906 Fonte: Conab Todos 12.2 83. III .

88 12.43 11.20 Geração por hora de atividade (mwh) 57.98 5. essa constatação indica que as novas unidades que estão sendo instaladas já incluem em sua lista de negócios a geração de excedentes de energia elétrica para venda a terceiros.8 kilowatts por tonelada de bagaço queimado.34 33. A presença dessas unidades aumenta a capacidade média instalada da classe.48 22.56 6. Como mencionado antes. 90 .21 9.95 7. Como os equipamentos utilizados na geração elétrica estão dimensionados para o total da capacidade nominal prevista.02 Capacidade instalada para cada mil toneladas de cana moída (kwh) Unidades que não vendem energia elétrica Geração por hora de atividade (mwh) 14. Cap. de forma artificial.INDICADORES DE CAPACIDADE INSTALADA POR MIL TONELADAS DE CANA PROCESSADA E GERAÇÃO POR HORA DE ATIVIDADE POR CLASSE EM TODAS AS REGIÕES PRODUTORAS Unidade produtora por dimensão Unidades que vendem energia elétrica Capacidade instalada para cada mil toneladas de cana moída (kwh) 12.22 5.12 26.2 kilowatts enquanto que média das unidades gerando apenas para sua autossuficiência está em 85.30 Moagem entre 4 e 5 milhões de toneladas Moagem entre 3 e 4 milhões de toneladas Moagem acima de 5 milhões de toneladas 44. os rendimentos por unidade por tonelada utilizada estão bastante acima das demais participantes da classe cujos processos industriais já estão maduros.47 Moagem entre 2 e 3 milhões de toneladas Moagem entre 1 e 2 milhões de toneladas Fonte: Conab Elaboração: Conab .85 6.02 4.65 12.96 2.43 6.Superintendência de Informações do Agronegócio Todos Moagem abaixo de 1 milhão de toneladas Para esta seção vale também a mesma observação feita para o estado de São Paulo: os resultados para as classes mais baixas estão influenciados pelos dados das unidades de produção instaladas nos anos recentes e cujo processo de maturação ainda está em andamento e estão moendo quantidades menores do que a programada para a fase madura.54 15. e denota um comportamento semelhante ao apresentado no quadro anterior no tocante ao desempenho das classes de unidades. Com o mesmo propósito.39 14.No conjunto.95 17.97 4. a média do rendimento energético das unidades integradas à rede geral está em 188.69 25.58 11. Quadro42. o quadro 42 apresenta os indicadores de capacidade instalada por cada mil toneladas de cana moída e a geração por hora de atividade na safra. III .64 8.

Essas premissas e a forma de realizar os cálculos foram as seguintes: 1) Todas as 393 unidades de produção visitadas foram separadas em classes de acordo com a quantidade de bagaço combustível disponível para queima por hora de atividade foram separadas. Para a realização dos cálculos foi necessário assumir algumas premissas que produzissem resultados realistas e verossímeis. e foi desconsiderado o eventual comércio de bagaço combustível. em kilowatts. 4) Foi definido como parâmetro básico de cálculo a quantidade de energia gerada. como variável importante no modelo de cálculo.Capítulo IV Simulação do Potencial Não-Aproveitado de Energia Elétrica no Total do Bagaço Queimado na Safra 2009-2010 Este capítulo é dedicado à elaboração de um exercício onde está simulado o montante da energia elétrica que poderia ser gerada com a quantidade de bagaço disponível para queima na safra passada.298 t 2) É assumido. por tonelada de bagaço queimado e as mais eficientes foram designadas como empresas líderes da classe.516 t 2 4 6 8 7 5 3 2.393 t 1.362 t 3. Grandes unidades com equipamentos de baixa potência precisam incinerar o bagaço excedente para não formar estoques sem destino desse produto e desperdiçar matéria-prima. Pequenas unidades não têm bagaço suficiente para otimizar o uso de equipamentos muito grandes e conseguem obter o máximo de rendimento com equipamentos dimensionados para sua capacidade de moagem. mesmo que de forma teórica. 91 . o volume de energia elétrica que está contido no imenso estoque de bagaço que o país produz a cada safra agrícola canavieira. O propósito principal é melhorar o nível do conhecimento atual sobre o assunto e obter.645 t 985 t 450 t 10 9 1. As dez classes escolhidas foram as seguintes: 1 Classe de unidade de produção (bagaço por hora) entre 180 e 220 t entre 160 e 180 t entre 140 e 160 t entre 100 e 120 t entre 80 e 100 t entre 60 e 80 t entre 40 e 60 t abaixo de 40 t entre 120 e 140 t acima de 220 t Moagem média de cana na safra (em toneladas) 5.785 t 1.542 t 2.953 t 3. que existe uma relação direta entre a quantidade de bagaço disponível para queima e a dimensão ótima dos equipamentos de produção de vapor e de geração elétrica. 3) O bagaço disponível para as unidades corresponde à quantidade de cana-de-açúcar processada em suas próprias moendas.

obter o mesmo rendimento médio em energia elétrica gerada por cada tonelada de bagaço queimado. de acordo com as classes de unidades selecionadas. como seria alterada a quantidade de energia autoconsumida para o processamento de uma tonelada de cana-de-açúcar. 92 . Com base no exposto. Para as demais classes foi utilizada a média ponderada das dez melhores na relação bagaço queimado versus energia gerada. por sub-região. está na dependência direta da criação de fatores de atração para o novo negócio. com isso. foi estabelecido o seguinte procedimento: para as quatro classes maiores usa-se como parâmetro de cálculo a média aritmética simples dos valores encontrados para os dois líderes em eficiência na relação entre bagaço queimado e energia gerada. • Seção 4: localização. A seleção feita buscou colocar na mesma classe as unidades que dispõem de quantidade assemelhada do agrocombustível por hora de funcionamento. com todas as consequências financeiras. • Seção 2: quais seriam estes parâmetros se todos estivessem operando com a mesma competência dos líderes e melhores.5) As empresas líderes em eficiência das classes foram eleitas como modelos que podem ser imitadas pelas demais. da energia não gerada e a capacidade de geração que precisa ser instalada para possibilitar a fruição de toda a energia contida no bagaço atualmente queimado. 6) Como não existe qualquer tipo de segredo tecnológico nesta matéria foi assumido que. Essa identidade virtual da situação das unidades de uma mesma classe parte do pressuposto que o padrão tecnológico em uso pelas líderes e melhores poderia ser usada por todas suas congêneres e. • Seção 3: cotejo entre a situação observada e a situação simulada. maior será a fidedignidade das conclusões. de acordo com sua classe. com destaque para o tamanho do desperdício em energia elétrica não-gerada e a receita financeira não-realizada decorrente do uso ineficiente do agrocombustível e. Seção 1 – Os parâmetros de cálculos observados na safra 2009-10 Nesta seção estão apresentados os dados com o comportamento de alguns parâmetros que interessam para os cálculos. a apresentação foi dividida da seguinte forma: • Seção 1: o comportamento dos parâmetros observados na safra 2009-10. A partir dos novos números sobre a geração foi possível calcular também quanto deveria crescer a capacidade instalada de geração. Esta mudança de processo é uma simples questão de decisão empresarial. se os líderes e melhores são capazes de tirar mais energia da mesma quantidade de bagaço. qual o volume de energia excedente que poderia ser vendida a terceiros e quanto de receita esta venda proporcionaria a todas as unidades. energéticas. não existe restrição para que as demais venham a ter o mesmo desempenho. o procedimento adotado para apuração do montante de energia que o país está deixando de gerar com a queima do mesmo volume de bagaço foi substituir o rendimento observado por tonelada de bagaço em cada classe pelo rendimento obtido pelas unidades líderes e melhores da mesma classe. ambientais e econômicas decorrentes. Quanto mais razoáveis forem as premissas. 7) A melhora do desempenho na geração elétrica. Para facilitar o entendimento da forma de elaboração dos cálculos e os resultados alcançados. 6) Para melhorar o realismo da experiência e evitar qualquer viés estatístico.

590.1 654.7 abaixo de 40 t 1.486 9.9 1.DADOS BÁSICOS OBSERVADOS DE ACORDO COM A DISPONIBILIDADE HORÁRIA DE BAGAÇO classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Cana moída na Disponibilidade total Disponibilidade Geração safra por classe de bagaço combustível de bagaço por observada por t de de unidade na safra disponível por hora de moagem bagaço queimado de produção classe de unidade de da classe de nas unidades da moagem (mil t) produção moagem (mil t) produtor (T) classe (kw) 31.477.912. IV .753.326 701. Cap. O ponto importante a ser notado é que existe um claro comportamento decrescente na média de todas unidades que compõem as classes.4 107.352 96.709.512 24.8 1.053. mudando apenas a forma de distribuição entre as classes.4 99 128 153.557.210.153.240 7. Quadro 2.363.9 70. Os dados totais já são conhecidos dos demais capítulos.259 12.897 44.6 1.031.777.8 496.2 978.6 801.171.244.7 154.763.230.346.7 26.238 9. É importante notar que todos esses números estão associados ao número de unidades existentes na classe e.895 20.008.624.659.686.4 7.7 143.140.3 96.DADOS BÁSICOS OBSERVADOS DE GERAÇÃO DE CONSUMO E VENDA DE ENERGIA NO PERÍODO DA SAFRA classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Total da geração Total do autoconsumo observada na safra observado na safra (mwh) (mwh) 4.432 Fonte: Conab Elaboração: Conab .303.650.606.468. Quadro 1.463 14.819.2 Total observado da energia vendida na safra (mwh) 2.4 2.631.259.5 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 100 a 120 t 180 a 220 t Mais de 220 t 82.6 Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 100 a 120 t 60 a 80 t 40 a 60 t Total 80 a 100 t 120 a 140 t 2. se para autoconsumo ou para venda a terceiros.9 Fonte: Conab Elaboração: Conab .7 1.864 56.2 599.317.995 330.No quadro 1 são mostrados os dados básicos do comportamento das unidades das dez classe escolhidas.Superintendência de Informações do Agronegócio Total/média abaixo de 40 t 602.418.8 20.524.8 139 51.4 1.6 200 196.8 178. Como regra geral.067 135.479.092 19. IV .8 720.422.296. Cap.906.684.675 47.792 41.9 1.342 17.3 O quadro 3 consta com os mesmos números divididos pela quantidade de cana moída e mostra o desempenho médio da classe.250.568.300.3 132.5 1.266 80. quanto maior 93 .9 144.976 148.603.3 2.289.5 1.4 105.Superintendência de Informações do Agronegócio 12.884 12.8 170.1 616.1 1.4 1.2 87.6 140.4 114.5 779.880 38.976.662.991.313. Nesse quadro é possível identificar o comportamento diferenciado das classes de unidade de acordo com sua dimensão.3 O quadro 2 apresenta a quantidade de energia gerada na safra nas classes escolhidas e o destino da mesma.698. sua aleatoriedade não apresenta nenhum padrão de comportamento previsível.637 50.4 452. dessa forma.220 987.9 935.476 73.701.020.

é o elemento-chave para as extrapolações de cálculo de capacidade para qualquer outra quantidade de cana-de-açúcar que venha a ser processada. É preciso observar que. no item capacidade instalada. As maiores vendem em torno de 70.7 6.7 37 20.5 37.2 9.226.5 33.9 20.440 385.2 22. No nosso exercício escolhemos o volume de mil toneladas. IV .7 Total da capacidade instalada observada para o conjunto das unidades de classe (kw) 1.530 331.o porte da unidade.Superintendência de Informações do Agronegócio 94 .7% 20.2 21.1% 11. Esse indicador.6 abaixo de 40 t Total/média Fonte: Conab Elaboração: Conab .785 10.5% No quadro 4 é mostrada a distribuição da capacidade instalada por classe de unidades e o total de cada uma delas.740 5.2 10 12.8 9.2 6. em todas as classes.9 42.915.2 12.5 20.8 9. Esse total dividido pela cana processada na safra pelas mesmas classes indica a capacidade média de geração equivalente a uma certa quantidade de cana. Autoconsumo de Excedente de Participação classificação de acordo Geração elétrica observada por energia elétrica energia elétrica da energia com a quantidade de t de cana moída observado por t de comercializada por t de vendida no bagaço disponível por por classe nas cana moída nas classes cana moída nas classes total gerado hora de moagem unidades (kwh) de unidade (kwh) de unidades (kwh) (%) 49.8% 4.2 16.8 12.5 22. Da observação dos resultados cabe ressaltar a proximidade das médias entre todas as classes de unidades.990 512. Cap.7 20.8 27.8 12. Como está mostrado nas duas seções seguintes.8 36.5 35.6 23. maior a quantidade e energia elétrica extraída de uma tonelada de bagaço.0% da energia gerada enquanto as menores estão próximas de 50%. essa proximidade se explica pelo grande número de unidades.5 1 5.9 8.9 43.5 29.032 522. gerando com equipamentos de baixa potência. calculado com os dados da safra 2009-10. os resultados médios apresentados estão influenciados pela proporção daquelas que vendem e que não vendem energia e pela eficiência média das unidades da classe.POTÊNCIA INSTALADA OBSERVADA PARA TODAS AS UNIDADES POR MIL TONELADAS DA CANA MOÍDA classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Mais de 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 40 a 60 t 60 a 80 t 100 a 120 t 180 a 220 t Capacidade média instalada observada por mil t de cana moída (kw) 10.Superintendência de Informações do Agronegócio Média abaixo de 40 t 20.700 443.8 20 20.5 2.9% 35.5 16 59% 52% Quadro 3.7% 21. como as classes incluem todas as unidades pertinentes.4 9.8 26.4% Fonte: Conab Elaboração: Conab .625 469.125 771.5% 38. Quadro 4.9 9.267 412.300 839.7 20. IV .1 23 20.ÍNDICES TÉCNICOS POR TONELADA DE CANA MOÍDA Mais de 220 t 160 a 180 t 120 a 140 t 140 a 160 t 180 a 220 t 100 a 120 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 32. Cap.1% 43.

542 100. O propósito desse cálculo é tão somente balizar a comparação com a receita média que seria gerada se todas as unidades estivessem gerando energia excedente.913 496.591 Total estimado da receita por tonelada da cana moída (R$140. Consta também o destino da energia.03 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t Total 100 a 120 t 180 a 220 t Mais de 220 t 109.Superintendência de Informações do Agronegócio 1. No presente caso. O valor médio da receita estimada por tonelada de cana não pode ser comparado com o exercício elaborado na seção 6 do capítulo II.00 por mwh) 3. conforme desenvolvido na seção seguinte.77 abaixo de 40 t Fonte: Conab Elaboração: Conab . o procedimento padrão foi assumir um preço médio de venda de R$ 140.13 0.00 por megawatt despachado.326 720.183.08 2. classes que comercializam pequenas quantidades de energia têm receita média insignificante.139.909 86.70 0. que foram assumidos estar usando equipamentos de padrão moderno e elevado.317. Dessa forma.Finalmente.701 616.23 4.25 1.30 1.00 por mwh) 388.469 599. Observa-se também que o comportamento dos índices de rendimento das classes arroladas corrobora com o pressuposto operacional de que existe uma relação direta entre a 95 .777.67 1.86 0. É um cálculo bastante sumário e tem apenas papel ilustrativo.562.896.148 98.568 701. se para autoconsumo nas unidades ou formação de excedentes disponíveis para a venda a terceiros.462 83. IV . No quadro 6 constam os dados primários para elaboração do exercício. no quadro 5 são feitos os cálculos da receita pecuniária gerada nas vendas de energia realizadas da safra pelas classes escolhidas. obtida pelos líderes e melhores das classes.172 779.686 452.905. Quadro 5.787 63.305. Cap.040 18.78 2. representados pelo alto nível de geração por tonelada de bagaço. o cálculo feito incluiu toda a cana processada pela classe correspondente.053 132. Como já apresentado no capítulo 2.878.661 5.867.287.024.886 Seção 2 – Simulação dos resultados que seriam obtidos com a substituição dos equipamentos e aumento da eficiência na queima do bagaço Nesta seção são apresentados os dados com a simulação dos resultados que seriam obtidos se todas as unidades estivessem gerando a mesma quantidade de energia por tonelada de bagaço conseguida pelos líderes e melhores da classe correspondente.314 Total estimado da receita faturada na safra (R$140. sem distinguir as unidades vendedoras daquelas que limitam sua geração para o autoconsumo.102 69.792 41. A receita efetiva das unidades nesse comércio não faz parte das perguntas do questionário.464.645 0.590 7.ESTIMATIVA DA RECEITA FATURADA COM A VENDA DO EXCEDENTE DE ENERGIA GERADO NA SAFRA classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Total do excedente de energia comercializado na safra (mwh) 2.490.

disponibilidade de bagaço e o tamanho adequado dos equipamentos: à medida que diminui a quantidade de bagaço disponível por hora de funcionamento, menos potentes são os equipamentos de produção de vapor e geração elétrica em uso e menor o rendimento por unidade de combustível utilizado.
Quadro 6, Cap. IV - SIMULAÇÃO DO TOTAL DA GERAÇÃO, DO AUTOCONSUMO E DO EXCEDENTE VENDÁVEL POR TONELADA DE BAGAÇO COM BASE NOS LÍDERES E MELHORES
Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Geração por t de bagaço queimado nas unidades líderes e melhores da classe (kwh) 377,3 Simulação do autoconsumo por t de bagaço por classe de unidade (kwh) 101,6 110,8 88,3 105 92 Simulação do excedente vendável de energia com base nos líderes e melhores (kwh) 275,8 188,5 147,8

Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 100 a 120 t

369,5 276,9 252,8 218,3 173,2 254,2

258,7 162,2 144,2 134,3 82,9 66,5

238,5 230,3 155,6

109,7 90,3 102,7 89,1 96

94,3

108,6

abaixo de 40 t Média geral

Nota: Para as classes com mais de 120 t por hora foi utilizada a média dos dois líderes de cada classe. Para os demais, foram utilizadas as médias das dez melhores unidades de cada classe. Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

269,8

167,1

No quadro 7 são mostrados os números correspondentes por tonelada de cana processada, que têm a mesma natureza do quadro 6, que estão calculados por tonelada de bagaço. Essa transformação tem o papel de facilitar a apresentação dos resultados obtidos.
Quadro 7, Cap. IV - SIMULAÇÃO DOS ÍNDICES TÉCNICOS POR TONELADA DE CANA COM BASE NOS LÍDERES E MELHORES
Simulação da geração elétrica por t de cana moída (kwh) 99,4 65,6 68,1 62,1 58,1 55,1 71 98,7 Simulação do autoconsumo por t de cana por classe de unidade (kwh) 29,4 25,7 24,4 25 27 27,5 21,3 26,8 Simulação do excedente vendável de energia com base nos líderes e melhores (kwh) 69,3 44,3 45,3 37,7 72,7

Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem 180 a 220 t Mais de 220 t

160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 100 a 120 t

40,6 28,1 21,4 41 33,1

abaixo de 40 t Total/média

44,6 66,3 41,6

20,9 25,2

23,2

20,7

Nota: Para as classes com mais de 120 t por hora foi utilizada a média dos dois líderes de cada classe. Para os demais, foram utilizadas as médias das dez melhores unidades de cada classe. Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

96

O quadro 8 apresenta a simulação com o volume possível de energia que seria gerado se todas as unidades fizessem a transformação em seus equipamentos e passassem a gerar com a eficiência dos líderes e melhores da classe, e atinge o montante de 39,95 milhões de megawatts15 (o mesmo que 39,95 terawatts). Apresenta também o total da energia que seria autoconsumida e o total do excedente que estaria disponível para despacho para a rede integrada.
Quadro 8, Cap. IV - CÁLCULO DO POTENCIAL DE ENERGIA ELÉTRICA QUE PODERIA TER SIDO GERADA NA SAFRA COM BASE NOS LÍDERES E MELHORES DA CLASSE
Total do autoconsumo de energia elétrica que teria sido verificada na safra (mwh) 2.583.058 937.768 825.657

Mais de 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 100 a 120 t 180 a 220 t

Geração elétrica Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível total que poderia ter por hora de moagem sido gerada na safra (mwh) 9.597.027 2.538.401 3.146.278

Total do excedente de energia elétrica que estaria disponível para venda na safra (mwh) 7.013.969 2.208.510 1.712.744

3.360.050 3.422.390 4.532.167 3.515.769

1.383.614 1.381.432 2.217.150

1.215.110

2.038.776 2.315.0116 1.580.389 931.809 2.134.337

2.144.939

4.675.760 1.870.059 3.291.478

2.011.666 1.711.088 938.249

2.664.094

abaixo de 40 t Total/média

Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

39.949.382

15.204.796

24.744.596

O quadro 9, com base na capacidade de geração em uso pelos líderes e melhores das classes para cada mil toneladas de cana processada e com a mesma quantidade de bagaço queimado na safra 2009-10, faz uma simulação do total da potência instalada que seria necessária para gerar a quantidade de energia simulada no quadro 8, atingindo um total de 13,57 milhões de kilowatts (equivalentes a 13,57 mil megawatts)16.
Quadro 8, Cap. IV - CÁLCULO DA POTÊNCIA INSTALADA NECESSÁRIA PARA GERAR ENERGIA ELÉTRICA POTENCIAL
Simulação da capacidade de geração necessária por mil t de cana moída (kw) 28,3 19,2 21 21,4

180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 100 a 120 t

Mais de 220 t

Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem

Simulação do total da capacidade de geração necessária do conjunto das unidades das classes (kw) 2.731.055 682.562 742.520

24,2 17,2 23

1.056.906 1.960.402 1.850.858 973.239

1.144.157

23,8

Conforme os dados da ONS, o total da energia elétrica despachada por todas as fontes geradoras no Brasil em 2009, foi de 445,6 milhões de megawatts (445,6 terawatts). Ou seja, o montante simulado de energia gerada com a queima do bagaço representaria uma proporção de 9,0% do total nacional e o excedente comercializável corresponderia a 5,6% do mesmo total. Estes números referem-se apenas ao uso do bagaço, não consideram o aumento futuro da dimensão da safra de cana-de-açúcar e o bagaço correspondente e tampouco o uso combustível da palha, folhas e ponteiros por parte das unidades de produção. 16 O total da potência instalada no Brasil no ano de 2009, de acordo com a Aneel, era de 106,5 mil megawatts, conforme analisado no capítulo I. O número encontrado de 13,57 mil megawatts representaria 12,5% da capacidade de geração do país.
15

97

40 a 60 t

Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem

Simulação da capacidade de geração necessária por mil t de cana moída (kw) 28,9 22,5 15,4

Simulação do total da capacidade de geração necessária do conjunto das unidades das classes (kw) 1.300.286 1.134.822

abaixo de 40 t Total/média

Nota: Para as classes com mais de 120 t por hora foi utilizada a média dos dois líderes de cada classe. Para os demais, foram utilizadas as médias das dez melhores unidades de cada classe. Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

13.576.806

Por último, o quadro 9 faz um cálculo figurativo de qual seria a receita financeira que poderia ser realizada por este setor de produção se toda a energia excedente, que totaliza 24,74 milhões de megawatts, fosse vendida pelos valores correntes de mercado de R$ 140,00 por megawatt. De acordo com o resultado do quadro este valor ascenderia a um montante de R$ 3,464 bilhões e corresponderia a um valor médio de R$ 5,75 por tonelada de cana processada, variando de acordo com a classe de unidades. Esta informação mostra o considerável montante de agregação de valor desta matéria-prima, consequência do aproveitamento mais racional de seu principal subproduto, o bagaço.
Quadro 9, Cap. IV - RECEITA QUE PODERIA TER SIDO GERADA COM A VENDA DE TODO O EXCEDENTE POSSÍVEL DE SER GERADO NA SAFRA
Total do excedente Total simulado da vendável de energia receita que poderia ter com base nos líderes e sido faturada na safra melhores por classe (mwh) (R$ 140,00 por mwh) 2.208.510,2 2.144.939,7 2.134.337,8 2.315.016,5 1.712.743,9 7.013.969 309.191.432,88 300.291.562,62 298.807.293,65 324.102.303,26 221.254.532,79 372.973.171,86 285.428.671,04 239.784.146,12 981.955.657,93

Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 40 a 60 t 100 a 120 t

Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem

Total simulado da receita por tonelada de cana moída (R$ 140,00 por mwh) 10,17 6,20 6,34 5,68 5,28 9,70

2.038.776,2

60 a 80 t

2.664.094,1 1.580.389,5 931.809,4

3,94 3,00 2,90 5,75 4,63

abaixo de 40 t Total/média

Nota: Para as classes com mais de 120 t por hora foi utilizada a média dos dois líderes de cada classe. Para os demais, foram utilizadas as médias das dez melhores unidades de cada classe. Fonte: Conab Elaboração: Conab - Superintendência de Informações do Agronegócio

24.744.586,4

3.464.242.091,00

130.453.318,80

Na avaliação desses resultados é preciso levar em conta que o valor decrescente por tonelada de cana, de acordo com a classe de unidades, reflete a diferença de eficiência na queima do bagaço: quanto maior o porte da unidade, mais energia é gerada por tonelada de bagaço, conforme mostrado no quadro 7, e maior o total da energia excedente disponibilizada para venda, por tonelada de cana moída. Além disso, no cálculo realizado assume-se que todas as unidades, grandes, médias e pequenas, estão interligadas na rede geral de distribuição e todas realizam receita vendendo o excedente da energia gerada. Essa situação hipotética simula um comércio de energia que teria deixado de ser um apêndice nos negócios sucroalcooleiros e se transformado numa atividade corrente e rotineira das usinas e destilarias que processam cana e produzem bagaço. Com os dados disponíveis é possível fazer um exercício semelhante ao efetuado no Capítulo II e calcular a receita correspondente à parcela queimada do bagaço para gerar a energia 98

O propósito é consolidar a dimensão do que ainda está por ser feito e ajudar desmistificar uma questão que tem sido recorrente no noticiário que cerca o setor.050 3. após as reformas nos equipamentos.777. O ponto mais importante a ser observado nesses quadros refere-se a que. foi usado o mesmo percentual dos líderes e melhores da cada classe.020. A energia não-gerada tem. Passar-se-ia de um total de 20.770 Fonte: Conab Elaboração: Conab .771.675.391 4. é feita uma comparação entre a situação observada e a situação simulada.654 1.167 3.401 3.245 1.917. Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Quadro 10.vendida e retirar do cálculo o combustível queimado para gerar a energia destinada ao autoconsumo. como indicador da parcela da energia gerada destinada à venda por cada classe.08 180 a 220 abaixo de 40 média 9.036 1. Ademais.753.494.819. O primeiro quadro a ser apresentado refere-se ao total da geração elétrica no período da safra. Ou seja.871 1.418.059 3. se todas as reformas nos equipamentos fossem realizadas.949.870.782.360.296 2.650.03 milhões de megawatts no período da safra para 39.146. para o autoconsumo das unidades (quadro 11) e para a venda a terceiros (quadro 12).153.692 2.423 4.814 2.863 2.119. praticamente.92 6.662.363.422.709 Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 100 a 120 t Total simulado da Energia não-gerada energia que poderia ter na safra (mwh) sido gerada (mwh) 9.260 20.210.09 140 a 160 9.760 1.606.465.03 7. o bagaço da cana-deaçúcar Nesta seção.629.625 1.028 2.731 1.660 3.538.279 4.031.291.218 891.87 7.597. a energia gerada seria o dobro da obtida atualmente.906 2.992 1.32 100 a 120 8. Cap.76 120 a 140 9.378.41 5.515. a mesma dimensão da energia efetivamente gerada.510 1.480 1. Classes de unidades separadas por tonelada de bagaço disponível por hora 160 a 180 9.532.RECEITA QUE PODERIA TER SIDO GERADA COM A VENDA DE TODO O EXCEDENTE POSSÍVEL DE SER GERADO NA SAFRA Total da geração observada na safra (mwh) 4. IV . Como o mesmo valor da receita será dividido por uma quantidade menor de cana (correspondente ao bagaço queimado para venda) esses valores serão maiores que os apresentados no quadro 9.571 1.22 Seção 3 – Avaliação das consequências causadas pela indefinição sobre o aproveitamento adequado do agrocombustível ecológico.250 978.383 19. a quantidade de energia para o funcionamento da própria unidade tem aumento 99 . Um cotejo entre o que é e o que poderia ser.Superintendência de Informações do Agronegócio Total/média abaixo de 40 t 1.960 Nos dois quadros seguintes estão dispostos os números referentes ao destino da energia.91 Receita média por tonelada de cana referente ao bagaço queimado para a geração para venda (R$) 14.70 80 a 100 60 a 80 40 a 60 mais de 220 13.95 milhões de megawatts.478 39.

134.554 375. o aumento do autoconsumo situa-se em 21.604 801.897 2.314 Total simulado da energia excedente que poderia estar disponível para venda (mwh) 2. Cap.muito pequeno em relação á situação anterior.141 1.368 1.698.231 1.011.303 1.796 Quadro 12.701 616. Ou seja.969 Total simulado da energia excedente não-gerada na safra (mwh) 1.686 452.432 2.684.450 3.383. pois é admitido que a quantidade de cana processada mantém-se a mesma e.764 935.450 1.315.096.680.666 1.940 2.289 1.913 496. a parcela da energia excedente disponível para venda aumenta de forma exponencial na nova situação.300. Enquanto.664.776 2.862.326 720.013.268 1.544 Fonte: Conab Elaboração: Conab . juntamente com a mudança dos equipamentos de produção de vapor e geração elétrica. Esta constatação tem uma explicação bastante simples.447.777.059 937. Quadro 11.792 41.Superintendência de Informações do Agronegócio 24.631 2. Nessas condições. passar a mover as moendas com motores elétricos ao invés de turbinas a vapor).381.204.390 931.744 7.346 15.325 2.236.275 1.217.111 606.220 987.094 1. na média.317.606 1.524. portanto.799 17.477. forem modernizados os processos de fabricação de açúcar e álcool etílico com tecnologia intensiva em energia elétrica (como.455 283.580.568 701.439.016 1.507.053 132.089 938. quase toda a energia nova gerada tem como destino o comércio com terceiros.712.172 779.769 825.557 654.590 7.809 abaixo de 40 t Total Fonte: Conab Elaboração: Conab .38.109 327..COMPARATIVO DO AUTOCONSUMO POTENCIAL DAS UNIDADES COM A ENERGIA EFETIVAMENTE CONSUMIDA NA SAFRA Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t Total 100 a 120 t Mais de 220 t Total observado Total simulado da energia Total simulado do aumento da energia para autoconsumo com do autoconsumo de energia autoconsumida base nas unidades líderes com base nas unidades líderes e na safra (mwh) e melhores (mwh) melhores (mwh) 1. IV .922 1.510 2.469 599.413.COMPARATIVO DO EXCEDENTE POTENCIAL QUE ESTARIA DISPONÍVEL COM A ENERGIA EFETIVAMENTE COMERCIALIZADA NA SAFRA Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Total observado da energia excedente vendida na safra (mwh) 2.744.137 227.794 889. IV .365. Cap.426.976. a disponibilidade de energia multiplica-se por 2.586 Este grande aumento na produção de energia elétrica está diretamente relacionado com a acentuada e generalizada melhora na eficiência obtida na queima do bagaço em equipamentos 100 .651 1.4%.144. a energia necessária para fazer funcionar o complexo produtivo somente aumenta se.657 1.583.151 2.212 24.208.614 1.215. por exemplo.197 180 a 220 t 140 a 160 t 160 a 180 t Mais de 220 t 100 a 120 t 60 a 80 t 40 a 60 t 80 a 100 t 120 a 140 t 2.711.435 518.250 abaixo de 40 t 233.008.167.338 2.Superintendência de Informações do Agronegócio 12.311 81.038.963 1.372 1.

9 26.7 12.8 15.2 8 100 a 120 t 138.9 42.6 13. Para que todas as classes passem a gerar com a mesma eficiência dos líderes e melhores é preciso mais que dobrar a capacidade de seus equipamentos em.4 65.4 9.5 35.3 41.1 62.9 9.2 21.5% 91.8 27.7% 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t 140 a 160 t 160 a 180 t 180 a 220 t Mais de 220 t 24. Cap. todas as classes de unidades.5 33.2 17. IV .4 15.4 13.4 abaixo de 40 t Total/média 28.4% No quadro 14.4% 121.5 Fonte: Conab Elaboração: Conab . Cap.2% 98% abaixo de 40 t 44.7 8.8 33 22.7 28.2% 140% 92.Superintendência de Informações do Agronegócio 99.2 11 Percentual do aumento necessário na capacidade de geração (%) 105.2 22. IV .9 29 130.5% 111.4 19.8 36.6 68.8% 143. Quadro 13.6 23. que são os paradigmas das classes.2 12. mas estão na fase inicial do projeto e moendo uma quantidade modesta de cana-deaçúcar.de melhor rendimento. O elevado valor apresentado pelas unidades classificadas como ‘abaixo de 40 ton’ deve-se à presença de unidades que têm equipamentos de grande capacidade.2 10 12.7 Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 120 a 140 t 80 a 100 t 60 a 80 t 40 a 60 t Total 100 a 120 t Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Total simulado Aumento do aumento da percentual na geração por geração por tonelada de cana tonelada de moída (mwh) cana moída (%) 49.6% 74% 99.1 58.6 19. Quadro 14. Convém observar também que a coluna com os indicadores dos líderes e melhores. praticamente.6 9.8 9.7 37 Simulação da geração elétrica por tonelada de cana moída com base nos líderes e melhores (mwh) 99.2 21 21. são mostrados os resultados do exercício sobre a mudança necessária na potência instalada média nas unidades.9 8.9 22.4% 133.2 6.3% 10.5% 101 .3 19.8 26.5 55.Superintendência de Informações do Agronegócio 129.4 30.3 107.6 66.5% 86.8 9.2 9.7 33.7% 78.1 55. mostra que existe uma relação direta entre a dimensão da unidade e sua eficiência na geração elétrica: quanto maior a dimensão da unidade. conforme pode ser visto no quadro 13.2 23 14.CÁLCULO DA POTÊNCIA INSTALADA POR MIL TONELADAS DE CANA NECESSÁRIA PARA GERAR A ENERGIA ELÉTRICA POTENCIAL Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Capacidade Simulação da Aumento necessário de geração capacidade potencial na capacidade de observada por de geração por mil geração por mil mil toneladas de toneladas de cana toneladas de cana cana moída (kw) moída (kw) moída (kw) 10.1% 32.3% 110.6% 122.6 Fonte: Conab Elaboração: Conab .1 71 98.5% 215.9 35.1 28. maior a quantidade de energia que é possível retirar do bagaço correspondente a cada tonelada de cana processada.9% 91.COMPARATIVO DA GERAÇÃO ELÉTRICA POR TONELADA DE CANA MOÍDA SE TODOS GERASSEM COM A EFICIÊNCIA DOS LÍDERES E MELHORES Geração elétrica observada por tonelada de cana moída por classe de unidades (mwh) 49.

286 7.785 1.COMPARATIVO DA RECEITA QUE PODERIA TER SIDO GERADA COM A EFETIVAMENTE FATURADA NA SAFRA Total da receita Total simulado da Simulação da faturada na receita que poderia ter receita não-gerada safra (R$ 140.020.146. com um aumento de 238.144.66 mil megawatts).878.541. adiante.822 973.055 682.906 1. no total.300.590.850.806 1. Quadro 15.5% 109.402 1. Cap.372 350.082 888.079.908.64 Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t Percentual do aumento da receita por classe de unidade (%) 214.432.87 309. é admitido que os novos negócios com a venda da energia seriam feitos com um valor semelhante ao preço médio utilizado nos demais cálculos.90 86.826 Fonte: Conab Elaboração: Conab . Um aumento de 129. Quadro 16.990 512.2226. IV .862 160 a 180 t 120 a 140 t 140 a 160 t 100 a 120 t 80 a 100 t 40 a 60 t 60 a 80 t 443.161 450.00 sido faturada na safra na safra (R$ 140.88 300.00 por mwh) (R$ 140.614 674.98 153.509.661.520 Classif icação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem 180 a 220 t Mais de 220 t Simulação do aumento na capacidade instalada para gerar toda a energia potencial (kw) 1. são mostrados no quadro 15.858 1.784.00 por mwh) por mwh) 388. Esse aumento exponencial é proporcional à melhora na eficiência do aproveitamento energético de acordo com a classe: as classes mais atrasadas nas transformações de seus equipamentos seriam aquinhoadas com um aumento de receita maior e inversamente proporcional ao seu nível de ineficiência atual.125 771.657.990 613. Se for admitido que a receita bruta auferida no comércio do açúcar e do álcool na safra 2009-10 esteve próxima de R$ 45.Os mesmos dados. R$ 140.606 1.523.183.9% 177.504.267 412.305.731.440 385.98 102 .539 Esse enorme aumento de capacidade de geração e de excedente de energia comercializável teria um efeito mais que proporcional no tamanho da receita passível de ser faturada pelo setor sucroalcooleiro fechando. Estes resultados estão apresentados no quadro 16. IV .955.Superintendência de Informações do Agronegócio Total/média abaixo de 40 t 13.007.576.960. Mesmo que os negócios viessem a se realizar com valores mais baixos.530 331.478.120.139.740 5.077.147.562 742. Outro comentário pertinente diz respeito à representatividade do valor do faturamento com a venda da energia elétrica na receita bruta do setor sucroalcooleiro.96 211.056.300 839.191.62 239.1% 152.134.152.0% dos negócios do setor. Os números apresentados indicam que o aproveitamento pleno da energia elétrica contida no total do bagaço correspondente ao produzido na safra 2009-10 requereria a incorporação de novos equipamentos de geração da ordem de 7.625 469.555.CÁLCULO DA POTÊNCIA INSTALADA TOTAL NECESSÁRIA PARA GERAR A ENERGIA ELÉTRICA POTENCIAL Capacidade instalada total de geração observada (kw) 1.915. Cap.8% 175.562.93 593.66 milhões de kilowatts de potência instalada (7.5% em relação ao que está disponível atualmente. ou seja.291. o aumento da receita para o setor seria elevado.26 191.412 622. conclui-se que o novo produto representaria uma fração de 8.615 356.00 por megawatt/hora.12 981.97 98.239 1.0 bilhões.157 1.1%.032 522. extrapolados para as classes de unidades.700 Simulação da capacidade instalada de geração necessária para gerar energia potencial (kw) 2. Para a simulação desse resultado.

2% 238.841.462.63 abaixo de 40 t 2.318.453.751.242. O valor médio de R$ 5.67 1.25 1.2% 412.00 hora de moagem por mwh) (R$ 140.74 4.62 4.532.34 5. Cap.23 4.COMPARATIVO DA RECEITA POR TONELADA DE CANA MOÍDA QUE PODERIA TER SIDO GERADA COM A EFETIVAMENTE FATURADA NA SAFRA Classificação de acordo com a quantidade de bagaço disponível por hora de moagem Mais de 220 t 180 a 220 t 160 a 180 t 140 a 160 t 100 a 120 t 60 a 80 t 40 a 60 t Média 120 a 140 t Total da receita Total simulado da receita que Simulação da receita faturada na safra poderia ter sido faturada na não-gerada na safra considerando-se R$ safra por considerando-se R$ considerando-se 140.2% 196.191.Superintendência de Informações do Agronegócio 1.090.204.509.56 63.79 372.00 2.464.428. 103 .75 por tonelada de cana processada representa uma proporção aproximada de 12% sobre os preços médios praticados para a tonelada de cana-deaçúcar.95 Percentual do aumento da receita por classe de unidade (%) 240.20 3.20 6.9% 2.585.20 303.532.523.132.439.1% 436.45 5.039.90 5. IV .30 1. Quadro 17.59 18.896.13 0.9% 2.102.303.973.70 6.01 3.490.04 201.68 5.911.025.86 0.101.091.Superintendência de Informações do Agronegócio Seção 4– Montante por sub-região da energia elétrica que não está sendo gerada e o total adicional da capacidade de geração a ser instalada Esta seção apresenta as mesmas informações anteriores recompostas para as subregiões que desenvolvem a atividade sucroalcooleira.86 285.00.78 A realização de maior receita para o setor com o processamento da mesma quantidade de cana-de-açúcar tem como consequência o aumento do valor da tonelada dessa matériaprima.1% abaixo de 40 t Total 40 a 60 t 60 a 80 t Fonte: Conab Elaboração: Conab . é observado que os valores decrescentes.905.27 202.671.254.69 69. de acordo com a classe.84 1. estimado em R$ 50.77 3.691.28 9.00 por mwh (R$) RR$140 por mwh (R$) 3.26 221.06 83.562.464.645.814.00 por mwh (R$) 140. Novamente aqui.171.287.78 2.90 260.786.77 2.15 80 a 100 t 0.293.661.75 4. estão associados aos níveis de eficiência assumidos para os cálculos: a quantidade excedente de energia passível de comércio é proporcional ao tamanho da unidade de produção. Esses cálculos são mostrados no quadro 17.98 130.Total simulado da Simulação da Classif icação de acordo Total da receita com a quantidade de faturada na receita que poderia ter receita não-gerada bagaço disponível por safra (R$ 140.65 324.97 6.886.34 124.08 2.024.28 197.17 4.17 6.00 por mwh) por mwh) 120 a 140 t 80 a 100 t 100 a 120 t 100.04 3.871.77 3.94 3.00 sido faturada na safra na safra (R$ 140.03 10.807.70 0.867.14 298.49 3.05 Fonte: Conab Elaboração: Conab .123. Todas as classes obteriam um acentuado aumento de receita porque todas elas teriam que passar por um processo de transformação e melhoria da eficiência no aproveitamento energético do bagaço.

4% No quadro 20.204.858.3% 18. consta o aumento do excedente regional que passaria a estar disponível para a venda e é mostrado o expressivo aumento possível para todas as regiões arroladas.382. o que representa uma parcela de apenas 20 % do total da energia gerada. tem um ganho modesto com as transformações. O baixo índice registrado para a região Norte-Nordeste se explica pela baixa dimensão média da maioria das unidades dessa região que.7 13.796. do total de 62 unidades em atividade.691. o espaço para crescer é muito grande.525.8 99.450 12. apesar de agrupados para as três subregiões.5% 68.647. Quadro 19.794 106.941.422.093.695. os dados desse quadro são os mesmos daqueles mostrados por classe de unidade e.5% 3.4 1.3 1.454. passassem a gerar com a mesma competência dos líderes ou os melhores de sua classe.3 1.165.439. com um pequeno acréscimo de consumo energético.7 19.525.368.883.280.813 46. como mostrado no quadro 13 deste capítulo.761.LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA ENERGIA ELÉTRICA QUE NÃO ESTÁ SENDO GERADA POR SUBREGIÃO Região Estado de São Paulo Região Centro-Sul (Exceto São Paulo) Brasil Total da geração Total da energia elétrica Energia nãoCrescimento observada na safra que poderia ter sido gerada gerada na safra possível no total da por região (mwh) na safra por região (mwh) por região energia gerada (%) (mwh) 12.7 3.031. apenas 22 estão gerando excedentes de energia.949.6 2. no âmbito de seus estados.471. IV . o grande aumento apontado deriva do fato de que.959. No caso da região Norte-Nordeste.192.Superintendência de Informações do Agronegócio Brasil Região Norte-Nordeste Região Centro-Sul (Exceto São Paulo) 692.346. Dessa forma.538. Obviamente.181.3 21.7 Variação no total do autoconsumo na safra por região (mwh) 1.4% O quadro seguinte trata do total da energia que passaria a ser auto-consumida na nova situação e.311.2 26.9% 5.139.LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA ENERGIA ELÉTRICA AUTOCONSUMIDA POR SUBREGIÃO Região Total da geração autoconsumida na safra por região (mwh) 7.407.121.369. Cap.3 9.3 Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .8 Total da energia elétrica para autoconsumo por região (mwh) 4.747.3% Estado de São Paulo Fonte: Conab Elaboração: Conab . IV .7 3.606. Quadro 18.9 39.5% 93. Cap.404. como já comentado.118.5 5. As informações das grandes regiões mostram as mudanças que podem ocorrer se as unidades de cada classe.4 Crescimento possível no total da energia autoconsumida (%) 26.O quadro 18 apresenta o resultado do total da energia elétrica que poderia estar sendo gerada nas três sub-regiões escolhidas e inclui uma coluna com o percentual do aumento possível em relação à situação na data da coleta dos dados.8 1.680.076.4 15.Superintendência de Informações do Agronegócio 20.367. 104 .524.3 10.444.917. mantêm o mesmo princípio de cálculo usado para as outras formas de apresentação.489.

8% 156.155 8.624.744.3% 76.898.4% 257. como na região NorteNordeste.253.2 1.332.915.6 1.544.642.902.7 16.092.Superintendência de Informações do Agronegócio 5.317.503.1 7.3 352.LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA POTÊNCIA INSTALADA ADICIONAL POR SUBREGIÃO Região Estado de São Paulo Região Centro-Sul (Exceto São Paulo) Total da potência instalada observada na safra por região (kw) 3.748.106.685.661. Cap.806.719.794.5% Estado de São Paulo Região Centro-Sul (Exceto São Paulo) Brasil 1.6 1.610.Quadro 20. o total do crescimento necessário é maior nas regiões onde as mesmas estão instaladas.413 Região Norte-Nordeste Fonte: Conab Elaboração: Conab .792 6.990.251.426.5 Crescimento possível no total da energia disponível para venda (%) 223.2 1.9 129.106. No caso da predominância de unidades pequenas.344 Excedente de energia nãovendida na safra por região (mwh) 11. IV .722.Superintendência de Informações do Agronegócio 24.4 1.267. o crescimento dessa capacidade de geração é bastante menor. Cap.196.586.530 Total simulado da Total do aumento Percentual de potência instalada necessário aumento da potência necessária por na potência instalada para região (kw) instalada por atender às novas região (kw) necessidades (%) 3.349.LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DA ENERGIA ELÉTRICA EXCEDENTE DISPONÍVEL PARA VENDA POR SUBREGIÃO Região Total da Total da energia elétrica geração vendida que poderia estar na safra por disponível para venda na região (mwh) safra por região (mwh) 5.6 578.1% O quadro 21 usa o mesmo procedimento para calcular o aumento na potência instalada das três subregiões que deveria acompanhar o crescimento da geração.538.829.5% 105 .8 372.063.908. IV .2 13.625 104.6% 238.3 4.4 17.5 5.5 7. Como a potência instalada nas grandes unidades tem um rendimento por tonelada de bagaço queimado proporcional maior que as pequenas e médias. Quadro 20.095 753.011.313.5% Região Norte-Nordeste Brasil Fonte: Conab Elaboração: Conab .346.807.576.

ambos têm uma importância equitativa na atividade setorial. é possível desenhar um cenário para o comportamento da demanda de seus produtos básicos na década que está começando. Para facilitar a percepção do que deverá ocorrer neste ramo de atividade. se o setor responder adequadamente aos sinais da demanda por açúcar e por álcool etílico.Capítulo V Projeção da Produção de Cana-de-Açúcar nos Próximos Dez Anos e a Disponibilidade de Bagaço Combustível Este capítulo trata de outro aspecto relevante da questão da energia elétrica gerada com a queima do bagaço da cana-de-açúcar: a quantidade desse combustível que estará disponível para a queima nos anos futuros. que retrata a distribuição da cana processada entre os dois produtos nas safras 2000-01 a 2010-11: 106 . Assim. neste capítulo o esforço está aplicado em um exercício que avalia as chances de crescimento temporal dessa geração elétrica com base nas perspectivas de crescimento do mercado dos produtos derivados da cana-de-açúcar. e os fatores que estarão afetando a demanda e a oferta de cada um deles. Os resultados obtidos proporcionam uma antevisão anual da quantidade de bagaço que poderá estar disponível para queima nos próximos dez anos. Como a produção agrícola está associada aos ciclos anuais da natureza. o ponto a ser estudado refere-se ao tamanho da safra anual dessa gramínea que será moída nas unidades de produção. Apesar dessa distinção. com base no passado e em algumas variáveis apropriadas. Portanto. Este fato pode ser constatado quando comparamos o volume da cana destinada a cada um deles ao longo da última década. o álcool etílico é um produto típico de mercado interno. O setor sucroalcooleiro tem uma longa e contínua história de crescimento da produção no Brasil e. de forma separada. a quantidade de bagaço produzida a cada ano é uma proporção fixa do volume da cana processada nas usinas e destilarias. e a quantidade de energia que será possível gerar no futuro. as perspectivas do comportamento dos mercados do açúcar e do álcool etílico. conforme mostrado no gráfico adiante. em que foi desenvolvido um grande exercício de mensuração espacial da quantidade de energia que não está sendo gerada por causa da baixa eficiência na queima do bagaço. faz-se necessário avaliar. Da mesma forma que no capítulo anterior. enquanto o açúcar brasileiro tem uma forte vocação exportadora. Como já mencionado. A dinâmica de funcionamento desses dois mercados é regida por fatores completamente diferentes e. sempre existe um hiato de tempo na reação dos produtores aos sinais dos mercados consumidores. é preciso estimular a visão de futuro para tornar possível as decisões tempestivas e corretas sobre como atender às exigências dos mercados.

Na seção 1. é calculada a quantidade de cana-de-açúcar necessária para atender a todas essas demandas e a quantidade de bagaço que estaria disponível para uso combustível na hipótese de que seja possível fazer crescer a dimensão da safra nas proporções requeridas. Para deixar mais clara esta afirmação será examinado. o comportamento dos dois mercados e será feito um exercício de projeção da demanda pelos dois produtos nos próximos dez anos. Para possibilitar as projeções. é calculada a quantidade de energia elétrica que poderia ser gerada. pois os principais fatores que influenciam a demanda de ambos os produtos são completamente independentes entre si.DESTINAÇÃO DA CANA PARA A PRODUÇÃO DE AÇÚCAR E DE ÁLCOOL (SAFRAS 2000/01 A 2010/11) 100% 90% 80% 70% 52% 50% 52% 48% 49% 50% 49% 54% 59% 56% 54% participação percentual 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 Fonte: Mapa 48% 50% 48% 52% 51% 50% 51% 46% 41% 44% 46% cana para álcool safras cana para açúcar Como mencionado. Na seção 4. Na seção 3. esta distribuição da cana-de-açúcar entre os dois principais produtos derivados se explica por uma simples coincidência. a cada ano. 107 . também foi desenvolvido um modelo de cálculo sobre o comportamento da frota nacional desses veículos. Na seção 2. é feita uma análise semelhante para o álcool etílico com a quantificação da necessidade de combustível que será requerida para mover a frota nacional de veículos do tipo ‘ignição por centelha’ (ciclo Otto) para os próximos dez anos e a participação do etanol hidratado nessa demanda. é feita uma pequena avaliação dos entraves que deveriam ser superados para permitir um crescimento contínuo da safra canavieira e. com o uso das quantidades de bagaço que estariam disponíveis. é apresentada uma análise tratando do funcionamento do mercado mundial do açúcar com ênfase na participação brasileira e uma projeção da quantidade desse produto que será necessário produzir para atender à demanda prevista até o ano 2020. de forma separada. na seção 5.

Seção 1 - O mercado para o açúcar brasileiro
O açúcar é considerado um produto de tipo universal e é consumido, em suas diversas formas de apresentação e como componente de um enorme conjunto de alimentos processados, em todos os países do globo. Sua produção requer não apenas condições climáticas adequadas, mas também a instalação de um complexo agrícola-industrial para sua fabricação. Assim, são limitados os países que conseguem produzir, de forma abundante e competitiva, este produto e faz com que um total de 34% de sua produção, em nível mundial, seja comercializado no mercado internacional. O Brasil, em face da tradição estabelecida e das ótimas condições naturais para sua produção, detém uma parcela acima de 50% do total dos negócios açucareiros mundiais. Conforme os dados apresentados adiante, esta posição de destaque neste comércio já está consolidada e é irreversível, salvo se algum tipo de problema vier a perturbar o funcionamento da produção nacional. Do total do açúcar produzido no Brasil, um volume próximo a 72% tem como destino o mercado internacional e a parcela restante de 28% é direcionada para atender os consumidores domésticos. Dessa forma, com base no comportamento desse mercado na última década, vamos elaborar um exercício de previsão para os próximos dez anos e estabelecer a quantidade de cana que será necessária para atender à demanda projetada. Os dados básicos para embasar o exercício constam da tabela adiante:
Quadro 1, Cap. V - DADOS MUNDIAIS E BRASILEIROS SOBRE PRODUÇÃO, CONSUMO E COMÉRCIO DE AÇÚCAR
Itens 1999 2001 130,6 40,9 20,3 11,2 9,8 2003 148,4 140,8 44,8 26 2005 141,3 47,9 Ano 2007 2008 161,5 49,6 31,5 2009 143,9 152,2 48,9 33,1 2010 153,5 51,8

O açúcar no mundo (em milhões de toneladas) Consumo mundial Produção mundial 136,4 127,1 32

O açúcar no Brasil (em milhões de toneladas) Produção brasileira Consumo brasileiro 20,6 12,5 9,5

Exportação mundial

130,9

147,4

166,3 157,7 48,8 31,3 19,4 12,5

155,2

154,9

Fonte: USDA, OIA, Mapa e Conab

Exportação brasileira

13,4

10,2

26,2 10,9 18,1

12,6 19,5

24,3

12,9

38,7 13,1 28

A partir desses números, é possível construir alguns indicadores que revelam a posição relativa do país nesse mercado, conforme a tabela apresentada abaixo:
INDICADORES SOBRE A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA
Itens Participação do comércio mundial no total da produção 1999 2001 2003 2005

Ano

23,5%

31,3% 30,2% 33,9% 29,4% 30,7%

2007

2008

2009 34%

33,8% 54% 25,2%

2010

Participação das exportações brasileiras no total do comércio mundial Participação da produção brasileira na produção mundial

38,9% 27,3% 29,9% 37,9% 39,7% 39,3% 49,7% 15,1% 15,6% 17,5% 18,6% 18,8% 19,5% 23%

Fonte: USDA,OIA, Mapa e Conab

108

Como é possível observar nesses dados, o Brasil é o principal supridor desse produto aos países importadores e tem uma carteira de dezenas de clientes espalhados por quase todas as regiões do mundo. A alavancagem do país como grande exportador ocorreu a partir do início dos anos 90, quando a política de controle das exportações foi revogada e as exportações liberadas para todos os estados interessados. A invejável vocação brasileira para a prática dessa atividade, tanto ambiental como climática, e também a forte tradição empresarial, possibilitaram ao país expandir a produção de forma muito rápida. O rápido crescimento da produção brasileira teve um efeito intenso sobre os preços mundiais dessa commodity e minou a capacidade competitiva de boa parte de seus concorrentes. Os gráficos que mostram o comportamento das exportações brasileiras de açúcar e o comportamento dos preços médios desses produtos nas bolsas internacionais (medidos em dólares americanos por tonelada) são emblemáticos: enquanto as exportações nacionais cresciam à impressionante taxa média de 25,9% ao ano, de 1992 a 1999, os preços decresceram a uma taxa média bastante parecida no mesmo período e despencaram do patamar de U$ 300,00 por tonelada nos meses iniciais de 2005 para um nível próximo a U$ 130,00 por tonelada nos meses iniciais de 1999, quando as exportações brasileiras atingiram uma proporção de 38,9% do comércio mundial. A partir de então houve uma tendência de alinhamento do preço internacional às condições da oferta brasileira desse produto e o país consolidou a posição de pólo dominante nesse mercado e tornou-se a referência mundial. Os gráficos apresentados a seguir, com os dados das duas últimas décadas, revelam o boom do açúcar brasileiro no período e o efeito dramático sobre o comportamento dos preços internacionais até 1999, conforme mencionado.
30.000 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 0

SÉRIE COM AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE AÇÚCAR (1990 A 2010)

mil toneladas

2000

2009

2006

2008

2004

2003

2002

2005

2007

1990

1999

1996

1998

1994

1993

2001

Fonte: Secex/MDIC

109

2010

1992

1995

1997

1991

350,0

COTAÇÕES INTERNACIONAIS DO AÇÚCAR EM BRUTO (Bolsa de Nova Iorque - 1a entrega)

300,0

U$ por tonelada

250,0

200,0

150,0

jul/96

jan/97

jul/97

jan/98

jul/98

jan/99

jul/99

jul/00

jan/01

jul/01

jan/04

jan/95

jan/96

jan/00

jan/02

jan/03

jul/04

jul/95

jul/02

jul/03

jan/05

Fonte: Organização Internacional do Açúcar (OIA)

A partir desse panorama atual do mercado açucareiro mundial, tem-se condições de montar um cenário prevendo a evolução desse comércio nos próximos dez anos, com a demanda potencial para o açúcar brasileiro e o volume de cana-de-açúcar que deverá ser produzido para dar sustentação à posição brasileira. Para construir esse cenário de crescimento da demanda potencial do açúcar brasileiro nos próximos dez anos, estão sendo admitidas as seguintes premissas: 1) taxa de crescimento da demanda e da produção mundial: 2,0% ao ano; 2) taxa de crescimento da demanda doméstica por açúcar: 2,0%; 3) participação do comércio mundial no total da produção mundial: 32,0 a 33,0%; 4) participação das exportações brasileiras no comércio mundial: 52,0 a 53,0 %; 5) o Brasil será o supridor de dois terços do aumento das exportações mundiais nos próximos dez anos. A partir dessas premissas é possível construir um quadro semelhante ao anterior para os próximos dez anos:
DADOS MUNDIAIS E BRASILEIROS SOBRE PRODUÇÃO, CONSUMO E COMÉRCIO DE AÇÚCAR NOS PRÓXIMOS DEZ ANOS
Itens Produção mundial 2011 2012 2013 2014 167,7 54,2 42,1 2015 171,1 55,4 43 171 Ano 2016 174,5 56,7 44 2017 178 58 45 2018 181,6 181,4 59,4 46 2019 185,2 185,1 60,7 47 2020 188,9 188,8 62,1 48 32 16

O açúcar no mundo (em milhões de toneladas) Consumo mundial 158,1 50,6 39,7 13,4 158 161,2 161,1 51,8 164,4 164,3 53

O açúcar no Brasil (em milhões de toneladas) Produção brasileira Consumo brasileiro 40,3 26,7 13,7 13,9 27,3 41,2

Exportação mundial

167,6

174,4

177,9

Fonte: USDA, OIA, Mapa, MDIC e Conab

Exportação brasileira

26,3

27,9

14,2

28,6

14,5

29,2

14,8

29,9

15,1

30,6

15,4

31,3

15,7

110

jul/05

100,0

808.812.076.937.4 9.937 Anidro 6.981.8 5. estabilizando-se num patamar próximo a 27 bilhões de litros. o gráfico anterior dessas exportações foi expandido com os novos dados dos anos de 2011 a 2020. que permaneceu estável até a safra 2002-03 em decorrência do fim do ciclo do veículo movido a álcool hidratado.6 27.1 Fonte: Mapa Elaboração: Conab .9 8.949.861.107.035.467.5 9.8 5.699.3 7.140.3 8.6 25.762.8 18.050.9 15.000 20.7 13.000 40.000 50. por ano-safra.6 7.479.207.8 19.8 11.1 14.2 Esse comportamento pode ser melhor visualizado na apresentação gráfica a seguir: 111 .592.000 30.Superintendência de Informações do Agronegócio 27.5 6.681.872 6.2 17.5 4.988.172.Para facilitar a visualização dos números projetados do volume das exportações brasileiras na próxima década.077. passou a crescer rapidamente a partir de 2003/04. A linha de tendência incluída no gráfico revela que os valores propostos no cenário são conservadores e exequíveis.767.O mercado para o álcool etílico brasileiro O perfil da produção da destinação do álcool etílico é completamente diferente do que ocorre com o açúcar. que se desacelerou na safra 2008-09.000 projeção da produção mil toneladas produção brasileira de açúcar projeção das exportações exportações brasileiras de açúcar 1990 1994 1996 2000 2006 2010 2016 2004 2008 2020 1998 2014 1992 2002 2018 2012 Seção 2 .932.446 15.517.2 8. Ano-safra 1999/00 2001/02 2000/01 Produção de álcool etílico (em milhões de litros) Hidratado 4.8 8.5 8.464.4 22.9 8.639.9 13.144. SÉRIE COM A PRODUÇÃO E AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE AÇUCAR 1990 a 2010: observado.630.5 Total 2009/10 2010/11 2008/09 2007/08 2006/07 2005/06 2004/05 2003/04 6. conforme mostrado no quadro.584. iniciando um novo ciclo de expansão.663. 2011 a 2020: projeção 60. A produção.8 10.5 18.000 10.

000 em milhões de litros 20.9 17. Nas últimas doze safras.000 5.110 12. exportação e usos diversos (como indústria química.875 22.000 15.4 15.1 Combustível 11. em meados da década ocorreu um rápido aumento do consumo interno e também um acentuado crescimento das exportações.491.027.9 21.517.4 702.9 3. Os percentuais indicam que o consumo de álcool combustível no mercado interno é o fator determinante da demanda desse produto e que as exportações.1 10.3 Outros usos 588.Superintendência de Informações do Agronegócio Nota: A diferença com o volume da produção deve-se à variação do estoque de passagem.480.3 759 227.467.2 27.0% nos veículos movidos a gasolina ou mistura variável de 0 a 100.193.2 345.2 1.4 9.900.SÉRIE DA PRODUÇÃO DE ÁLCOOL ETÍLICO (SAFRA 1999/00 A 2010/11) 30.7 515.701.592.412.532. Como pode ser notado.296.1 11. a destinação da produção é mostrada na tabela adiante.428.1 1.2 23. de acordo com a decisão do usuário. trazendo um novo reconhecimento de suas qualidades econômicas e ambientais.582.164.6 729.4 2004 2006 2008 2010 2007 2005 2003 12. que passaram a ter relevância a partir da safra 2004-05 devido a seu uso internacional como combustível.1 Fonte: Mapa Elaboração: Conab .938. perfumaria e uso doméstico).077.754.0%.9 3.434.960.585. A participação percentual desses três destinos do álcool etílico está apresentada na tabela seguinte.321.000 10.7 5.5 13. tanto no âmbito interno como internacional. perdeu força 112 .5 1.201.3 27.691.268 2009 22.854.8 11.8 16.5 Total 10. o álcool etílico brasileiro atende a três diferentes mercados: combustível automotor (mistura fixa com a gasolina na proporção de 25.4 13.609.4 1. Esses dois movimentos estão vinculados ao mesmo fato: o aumento do uso desse produto como combustível automotor. Ano/safra 2000 2002 2001 1999 Destinação do álcool etílico (milhões de litros) Exportação 407.166 686 717.1 17.8 12. nos veículos tipo flex-fuel).6 11.7 656.124 2.485.2 3.480.000 0 99-00 Total 00-01 01-02 02-03 03-04 04-05 Hidratado 05-06 06-07 07-08 08-09 09-10 10-11 Anidro Fonte: Mapa No que respeita ao comércio regular.3 12.8 699 642 732.3 2.000 25.705 28.

2% 6. nas bombas de abastecimento.6% 4% 5. número que representa uma fração de 40% do total da frota em circulação de veículos leves no país e com tendência a tornar-se o modelo dominante no futuro próximo. que estão envelhecendo rapidamente e têm alta taxa de sucateamento e descarte. o álcool etílico.9% 19. hipótese plausível em face das vantagens de preço e condições ambientais oferecidas por esse combustível limpo e renovável. somente no ano de 2010.1% 80. Como as palavras “álcool etílico” e “etanol” são sinônimos.3% Outros usos 5.2% Da mesma forma como foi feito para o açúcar. capaz de utilizar como combustível a gasolina. exceto quando se referir ao produto ofertado nas bombas de abastecimento.6% 4. Se todos os proprietários de veículos com essa motorização vierem a optar pelo uso do etanol como combustível.9% 5. mas também pela redução natural dos veículos movidos a gasolina hoje em circulação. as vendas acumuladas desde seu lançamento situavam-se num total próximo de 12. ou a mistura de ambos em qualquer proporção. 17 113 . no Brasil. que atualmente está próximo de 17 bilhões de litros. Essa representatividade crescente deve-se não apenas aos veículos novos vendidos a cada ano.4 milhões unidades.6% 79. determinou que os revendedores varejistas de combustíveis passassem a discriminar.8% 80. A Resolução ANP nº 14. Para realizar esta tarefa é necessário observar antes o setor automotivo nacional. este novo tipo de veículo tornou-se um sucesso comercial e. a cada ano.1% Combustível para o mercado interno 92. Quando busca-se descortinar o futuro dos negócios alcooleiros é preciso levar em conta que o desenvolvimento de novas tecnologias de motorização automobilística permitiu introduzir no mercado brasileiro. uma proporção de 91. em 2003.4% 91.9% 77.2% 4. principalmente. à escassez do produto cuja oferta interna sequer tem conseguido acompanhar a demanda derivada do crescimento da frota dos veículos tipo flex-fuel.9% 2009 Fonte: Mapa Elaboração: Conab .4% 4. preços competitivos com a gasolina. um número de 2. Como o álcool etílico combustível17 (etanol) tem. foi construido um cenário para o comportamento da demanda desse produto nos próximos dez anos.6% 5.3% 91. deverá crescer de forma acelerada nos próximos anos.5% 11.0% de todas as vendas internas dessa classe e atingiu.2% 3.1% 3% 3. o nome de etanol para o combustível que. nos últimos anos.9% 6.1% 14.9% 6.6% 2004 2006 2008 2010 2007 2005 2003 90. sempre foi comercializado com o nome “álcool”. um novo tipo de veículo (flex-fuel).9% 18% 16% 5.em 2010. Ano/safra 2000 2002 2001 1999 Participação percentual por destinação Exportação 2.5% 75. Essa redução nas exportações está associada. o presente estudo usa ambas indistintamente ao longo do texto.2% 5.8 milhões de veículos licenciados sua participação na frota nacional. grande área adicional de plantações de cana-de-açúcar para fabricar todo o etanol necessário para atender a esses consumidores. ao final do ano de 2010.3% 82. Como esse modelo de veículo leve tem representado.2% 88. seu consumo. saltará anualmente para volumes muito maiores e será necessário incorporar. tradicionalmente.5% 4.9% 16.Superintendência de Informações do Agronegócio 86. de 26 de maio de 2010.

são desconsiderados os veículos movidos a etanol hidratado.663 46.221 Estimativa do crescimento da frota nacional de veículos leves (em mil veículos) Veículos movidos à Gasolina 18. denominado “O etanol como um novo combustível Universal”( www.0%.0 litros.385 35. passaram a consumir etanol hidratado e as motocicletas tipo flex-fuel.000 16.Superintendência de Informações do Agronegócio 50 45 PROJEÇÃO DA FROTA BRASILEIRA DE VEÍCULOS LEVES (2010 A 2020) frota total milhões de unidades 40 35 30 25 20 15 10 5 2010 2011 2012 2013 2014 2015 frota flex fuel frota gasolina 2016 2017 2018 2019 2020 Os cálculos complementares das projeções de demanda constam no anexo estatístico.gov.369 10. ao longo dos anos considerados.8% 70.6% 58% 40% 31/12/2014 31/12/2016 31/12/2018 31/12/2017 31/12/2015 31/12/2013 19.9% 74.539 13.470. 6)consumo médio anual dos veículos tipo flex-fuel: 1. a gás natural. 2)taxa anual de crescimento das vendas domésticas de veículos leves: 3.840 25.826 42.235 37.br). em agosto de 2008. Os dados de consumo anual por veículo constam no estudo publicado pela Conab. Por falta de informações confiáveis e por sua pequena expressão.082 30.583 31/12/2020 31/12/2019 38. as seguintes premissas18: 1)taxa anual de crescimento da frota nacional de veículos leves: 4.395 12.0 litros.461 14. Data 31/12/2010 31/12/2012 31/12/2011 Veículos tipo flex fuel 12.068 40.743 15. 18 114 .000 14.0%.Para construir um cenário de crescimento dessa demanda com um nível de realismo aceitável.6% 52.7% 81.917 35. 7)proporção de etanol no consumo dos veículos tipo flex-fuel: 80. 3)taxa anual média de sucateamento e descarte de veículos: 5. 5)consumo médio anual dos veículos movidos a gasolina: 1.000 31.491 9.3% 4)participação dos veículos tipo flex-fuel nas vendas domésticas: 91.776 62. Esses resultados são mostrados na tabela e no gráfico adiante apresentados.1% 27.conab.614. após transformação mecânica. A partir dessas premissas é possível construir um prognóstico sobre o comportamento das variáveis que se busca conhecer. O primeiro item de interesse refere-se à dimensão da frota em circulação no último dia de cada ano dos veículos movidos a gasolina e do tipo flex-fuel para os próximos dez anos.2% 67. serão estabelecidas.699 39.0%. os veículos originalmente movidos a gasolina que. permite ter números mais efetivos para o aumento da demanda para uso combustível.314 Total da frota em circulação 30.2% 77.589 44.098 79. 19 A manutenção dos mesmos volumes de exportação e outros usos para o álcool etílico. com base no que vem ocorrendo neste setor nos últimos seis anos.304 11.0% 8)crescimento na destinação de álcool para exportação e outros usos19: 0.746 34.8% Elaboração: Conab .607 17.070 8.514 9.761 Proporção da frota f lex fuel 46.312 32.5% ao ano.513 22.350 32.

também. se houver disponibilidade de etanol).8% 22. Atualmente. quando então deverá tornar-se estável e a demanda passará a variar de acordo com o comportamento da frota. De acordo com os critérios da Agência Nacional do Petróleo.2% 32.0%20.8% 20. É necessário observar que este fato pode ocorrer na velocidade que as hipóteses prevêem ser mais rápido ou mais lento. adquirida pelas distribuidoras nas refinarias. conforme projetado pelo modelo.9% 74. ele deverá continuar ocupando espaço crescente na frota nacional até chegar a seu limite estatístico de participação na frota total.9% 29.0% de etanol e 75.0% de gasolina tipo ‘A’. mas ele é inexorável. A proporção futura dos veículos tipo flex-fuel e aqueles movidos a gasolina. ser colhido. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esta é a gasolina que os usuários adquirem nos postos de abastecimento.1% 70. os dados estão apresentados de forma separada para os dois tipos de veículos catalogados na frota.Isto significa dizer que haverá nova clientela para o etanol hidratado até aquele momento.A informação que deve ser realçada nesta tabela é a participação dos veículos tipo flexfuel no total da frota nacional em circulação.4% 47.6% 52. em torno de 90. tem baixa idade média e poucos descartes) e.2% 77. Como a formação de sua frota é um fato recente (e. é denominada ‘gasolina tipo A’ e a gasolina misturada com etanol anidro é denominada ‘gasolina tipo C’. e é necessário lembrar que uma nova unidade veicular demora um tempo abaixo de dois minutos para ficar pronto e um novo canavial.4% 42% 37.6% 58% 62. para estar maduro. A questão que se coloca é saber se o país está pronto para responder essas transformações. é o veículo majoritário nas vendas anuais (situação que parece ser irreversível no futuro. a gasolina pura. Para os veículos tipo flex-fuel os resultados são os seguintes21: 20 21 A projeção com base nas premissas estabelecidas define essa ocorrência no ano de 2028. portanto. esse combustível contém 25.8% 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 frota gasolina frota flex Conhecendo os números estimados para a frota automotiva e usando a média de consumo anual de combustível por veículo. é possível mensurar a quantidade virtual do combustível necessário para manter a frota em movimento nos próximos dez anos.7% 81.2% participação percentual 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 40% 46.8% 67. pode levar até dois anos. é a seguinte: PARTICIPAÇÃO NA FROTA NACIONAL DOS VEÍCULOS FLEX FUEL E GASOLINA (PROJEÇÃO ATÉ 2020) 100% 90% 80% 60% 53. 115 .2% 79. Objetivando dar maior clareza aos critérios de cálculo utilizados.3% 18.1% 25.

523 5.242 5.627 7.452 44.126 46.935 Elaboração: Conab .082 4.658 32.577 Etanol anidro 1.764 6.014 53. os resultados estão mostrados na tabela adiante: Cenário do consumo esperado de combustível dos veículos movidos a gasolina (em milhões de litros) 19.026 55.723 3.666 5.936 43.399 14.310 6.613 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2012 30.714 46.894 5.536 Ano 2011 Gasolina tipo “A” 17.028 Elaboração: Conab .169 16.457 Elaboração: Conab .178 47.345 40.371 20.820 5.523 6.535 1.090 18.457 20.829 17.704 2.712 20.075 37.603 49.796 16.290 63.890 44.767 27.815 4.584 16.209 57.490 8.845 53.508 21.177 7.243 24.122 15.959 6.161 19.014 36.129 6.049 12.092 4.123 2.129 33.694 34.462 2020 2019 40.227 5.891 22.873 1.927 27.697 6.310 17.729 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2012 20.505 8.372 9.772 28.932 25.021 3.604 5.435 4.548 23.138 50.830 12.209 2.726 17.662 2020 2019 40.548 23.275 Gasolina tipo “C” 23.350 20.624 36.152 Etanol anidro 6.054 58.707 4.694 34.Superintendência de Informações do Agronegócio 116 .Superintendência de Informações do Agronegócio Para os veículos movidos a gasolina.728 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2012 5.999 16.096 4.063 10.196 859 Total do combustível necessário (etanol + gasolina) 24.177 3.084 13.452 44.002 13.836 9.027 1.681 18. a quantidade total de combustível que será demandada pelos usuários de veículo de ciclo Otto no país na próxima década será a seguinte: Cenário do consumo esperado de combustível de todos os veículos leves da frota em circulação no país (em milhões de litros) Total do combustível (etanol + gasolina) 48.833 6.149 Ano 2011 Etanol hidratado Etanol Anidro Total do etanol Gasolina tipo “A” 17.384 5. quando são juntados os dois tipos de veículos.820 7.366 18.589 2.178 47.942 53.618 5.075 37.876 61.785 6.292 66.365 1.680 11.501 14.164 40.111 3.376 1.139 6.500 4.Superintendência de Informações do Agronegócio Da mesma forma.878 30.844 69.420 30.907 2020 2019 3.927 27.809 17.Ano 2011 Etanol hidratado Gasolina tipo “C” (80% do consumo) (20% do consumo) 20.110 Cenário do consumo esperado de combustível dos veículos tipo flex fuel (em milhões de litros) Gasolina tipo “A” 3.386 53.

591 Ano 2011 Álcool hidratado para combustível 17.193 2020 2019 40.825 Elaboração: Conab . Apesar de haver um forte apelo ambiental para o consumo do combustível limpo e renovável.953 47.959 6.310 6.666 5. Finalmente.894 5.825 3.243 Álcool para exportação e outros usos 3. Para facilitar a visualização do cenário desenhado para a próxima década. se forem admitidos que os pressupostos estão corretos e que o uso do álcool etílico para uso não-combustível e as exportações permaneçam nos mesmos patamares que estiveram em 2010. pois este item de despesa tem um peso expressivo no orçamento doméstico. em face das condições de preço.282 3. como ocorreu no período da entressafra do ano de 1990 com o veículo movido.7%.548 23.7% no período. A venda desse total de combustível se efetivará se os preços praticados continuarem a obedecer a lógica atual de se ter um preço no posto de abastecimento que represente uma fração abaixo de 70% do preço de seu concorrente.669 56. 117 .054 3. já faz parte dos livros de história22. o grande atrativo para a conquista dos consumidores é o fator econômico.825 50.927 27.452 44.457 34.825 3. Se essa premissa não for viabilizada e o consumidor. a gasolina.448 40.603 3.170 30.178 47.075 37. o setor sucroalcooleiro deverá providenciar um aumento anual da oferta de pouco acima de três bilhões de litros desse produto.409 53.143 3.825 Demanda de álcool para todos os destinos 28.087 3.825 3.760 43. são indicados os totais anuais da demanda de álcool etílico para todos os destinos convencionais.Os números apresentados indicam que o total do combustível consumido pelos veículos leves deve crescer 51. volume que representa um crescimento anual médio de 4.820 5.177 Volume anual do crescimento da demanda de álcool 3.239 3.261 3. na tabela abaixo. apenas para uso combustível. de forma dedicada.951 3.523 6.694 34.825 3.825 3.95%.245 31. a etanol hidratado.116 - 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2012 20. a existência de veículos flex-fuel perde sua razão de existir.764 6.825 3.Superintendência de Informações do Agronegócio Dessa forma.825 3. for induzido a usar sempre a gasolina.242 5.169 3. Crise de abastecimento de combustível causada pela escassez da oferta.697 6. estes simplesmente migrarão para o combustível alternativo de origem fóssil e continuarão rodando seus veículos. Se não for possível conseguir este aumento na produção e assegurar a fidelidade dos consumidores.216 3. Cenário da demanda esperada de álcool etílico para todos os destinos (em milhões de litros) Álcool anidro para combustível 7. 22 A existência dos veículos do tipo flex-fuel obedece a uma lógica simples: é preciso existir o combustível alternativo (o etanol) a preços competitivos. os números referentes ao ocorrido com o etanol de 1998 a 2010 e a demanda de combustível esperada para os próximos dez anos são apresentados nos gráficos adiante. Esta taxa geométrica de crescimento anual é bastante razoável se for observado que os números de consumo de combustível (gasolina “C” mais etanol hidratado) divulgados pela ANP para o período de 2000 a 2010 indicam uma taxa anual geométrica de aumento de 4.332 37.

000 30.000 anos de 2011 a 2020 (demanda projetada) projeção anidro + hidratado em milhões de litros 40.000 10. o crescimento dos mercados dos dois principais produtos derivados da cana de açúcar.000 anos de 1998 a 2010(consumo observado) 50.000 combustível total 40.SÉRIE DE CONSUMO DE ETANOL 60.000 produção anidro + hidratado produção hidratado produção anidro 1998 2004 2007 2008 2014 1999 2000 2001 2002 2003 2005 2006 2009 2010 2011 2012 2013 projeção anidro 2020 2019 2020 2017 2016 2018 2017 2015 2019 projeção hidratado SÉRIE DO CONSUMO TOTAL DE COMBUSTÍVEL (ETANOL + GASOLINA) 2000 a 2010(consumo observado) 70. A questão subsequente a ser esclarecida é dimensionar a quantidade de cana-de-açúcar que será necessário produzir para atender à demanda projetada.000 30. nos próximos anos Os exercícios das seções anteriores permitiram dimensionar. Em face da natureza da atividade sucroalcooleira.000 20. e da parte industrial 118 . para transformar as necessidades em bons negócios é preciso cuidar da parte agrícola expandindo os canaviais. para um conjunto razoável de anos.000 60.000 2002 etanol total gasolina tipo “A” 2007 2008 2009 2012 2000 2001 2003 2004 2005 2006 2010 2016 2018 2011 2013 2014 2015 fonte: Mapa e ANP Seção 3 – A quantidade de cana-de-açúcar necessária para atender à demanda de seus produtos derivados.000 10.000 2011 a 2020 (demanda projetada) em milhões de litros 50. o açúcar e o álcool etílico.000 20.

2.369 247.401 405. Cenário da quantidade anual da cana necessária para produzir o álcool etílico e o açúcar projetado (em mil toneladas) Safra 2013/14 2015/16 2016/17 2017/18 2014/15 2012/13 2011/12 Cana para a Cana para a Cana para Total anual Volume anual fabricação fabricação de fabricação da cana do crescimento de álcool álcool exportação e de açúcar necessária da safra de combustível outros usos cana 294.626 46.877 763.076 293.495 Elaboração: Conab . constam na tabela abaixo.expandindo as fábricas em funcionamento e/ou montando um conjunto de novas usinas e destilarias.443 519.17%. sendo que a matéria-prima para a produção de álcool etílico deve crescer à taxa de 7.310 990.987 45.701 41.629 285. Nestas condições.172 311.491 634.890 898. a demanda futura de açúcar e de álcool etílico.806 368. enfraqueceram o dinamismo apresentado naqueles anos e se tornaram freios que estão travando o ritmo do processo. Em termos de volume anual.982 210.069 46.076 1.236 46.745 259. será necessário aumentar. é utilizado como indicador para todo o período considerado o ATR obtido na cana colhida na região Centro-Sul. Essa é uma meta ambiciosa e somente foi obtida nos anos do boom do setor.751 46.0 milhões de toneladas a cada ano.290 807. porém terá que haver uma nova mudança de rumos. ocasião em que o nível de confiança dos empresários do setor estava em seu nível máximo e o aumento médio da safra foi de 63.990 558.037. Para facilitar a elaboração do exercício.067 44. a produção de cana-de-açúcar cresceu. calculado pela Conab em 141. o cumprimento da meta indicada não representa um desafio inatingível para um setor acostumado a fazer crescer a produção de forma regular ao longo de muitos anos.533 43. de forma continuada e por muitos anos.076 304. será necessário obter uma expansão de 67.183 852.111 174. com alto nível de probabilidade. nas temporadas de 2006-07 a 2008-09. os canaviais para colheita em mais de 40.0495 kg de ATR.371 44.076 46. Nas duas últimas safras.256 234.873 44.1 milhões de toneladas e está rareando o número de novas unidades sendo construídas e reformas nas unidades já instaladas.6913 kg de ATR.924 347.453 443.076 46.091 332. em média.182 481.7651 kg de ATR e 1 litro de álcool hidratado: 1.23% ao ano e para produção de açúcar.433 45.2% no tamanho da safra de cana-de-açúcar nos próximos dez anos e que represente a média anual de 5.588 2019/20 2020/21 2018/19 46.4 milhões de toneladas. 23 119 .760 318. Os problemas econômicos enfrentados por muitos empresários individuais e grupos econômicos desse setor no período recente reverteram as expectativas.453 46.357 675. somente 26. e o volume do bagaço correspondente. A maneira mais simples de realizar esse exercício está em partir da quantidade de sacarose requerida para a produção dos mesmos e da estimativa da quantidade média de açúcar total recuperável (ATR) que é possível extrair da cana colhida23.265 - Total do bagaço que será produzido na moagem da cana 185.984 197.076 325. 1 litro de álcool anidro: 1.883 272.309 46.076 636. As quantidades de ATR em uso atualmente pelo setor sucroalcooleiro são as seguintes: produção de 1 kg de açúcar: 1.425 355. As quantidades anuais de cana-de-açúcar que terão que ser colhidas para atender à todas as demandas indicadas.650 596.584 222.436 719.554 298.076 46.492 944.19%.400 339.Superintendência de Informações do Agronegócio Considerando-se que o cenário seja realista o suficiente para indicar.789 331. Antes de analisar quais pré-condições necessitam ser cumpridas para atender aos requisitos citados. deve-se transformar a demanda dos produtos derivados em quantidade de matéria-prima básica.076 46.9 kg por tonelada. na safra 2010-11.076 46.

para este tipo de lavoura e com ambiente adequado (regime de chuvas e temperatura média e limites de alta e baixa). no âmbito público e no privado. especialmente em substituição à atividade 120 2018/19 2016/17 2012/13 2014/15 2010/11 . tem tido a preferência dos investidores para a instalação de novas indústrias.000 safras 88/89 a 10/11 (observadas) safras 11/12 a 20/21 (projeção) em milhões de toneladas 900 800 700 600 500 400 300 2008/09 2006/07 2002/03 2004/05 1998/99 2000/01 1988/89 1996/97 1992/93 1994/95 1990/91 2020/21 200 Seção 4 – O que fazer para atender às exigências do mercado sucroalcooleiro Os números apontados revelam um formidável potencial de crescimento da demanda dos produtos derivados da cana-de-açúcar. Ou seja. existem áreas disponíveis para novos canaviais. A exigência inicial refere-se às limitações físicas na produção agrícola em condições competitivas: para aumentar a oferta de cana-de-açúcar é necessário dispor de terras aptas (em termos de qualidade dos solos e das condições do relevo). Como já mencionado. Assim será aberto um parêntesis na sequência da apresentação para examinar o assunto.0%) do total da área que vem sendo explorada pela atividade agropecuária. Para responder a esta dúvida é necessário fazer uma pequena avaliação das atuais condições brasileiras e entender os tipos de limitações que terão que ser equacionadas. A questão que está posta é saber se o país está preparado para aproveitar a oportunidade oferecida e tomar todas as decisões necessárias.100 1. com exceção do estado do Paraná. SÉRIE DA SAFRA ANUAL DA CANA DE AÇÚCAR NO BRASIL 1. com exceção do estado de São Paulo. apesar de ser cultivada num amplo espaço geográfico no território brasileiro. Goiás e Mato Grosso do Sul que. Minas Gerais. A expansão com taxas elevadas de um setor como o sucroalcooleiro. A situação do uso da área rural nesses estados está descrita na tabela adiante onde.A apresentação visual das safras canavieiras de 1998-99 a 2010-11 e a projeção da safra necessária para os próximos dez anos. tem um elevado nível de concentração no estado de São Paulo e nos estados circunvizinhos. as áreas destinadas ao cultivo da cana-de-açúcar representam uma fração irrisória (abaixo de 3. para seu cumprimento. a cana-de-açúcar. que combina a atividade agrícola e industrial. consta no gráfico abaixo. Paraná. requer a existência de um conjunto de pré-condições.

8 26.101.575.1 PR Subtotal GO MG MS 34. incluindo a formação das lavouras e a aquisição dos equipamentos da produção agrícola.7 Fonte: IBGE .555.594.911.5 128. 2) área total da lavoura de cana. que tem cedido espaço para as lavouras canavieiras.826 Estados SP Área do território do estado 24.2 7.735.217.Dados para um projeto modelo: 1) capacidade de moagem anual da unidade: 2. e também os veículos.090.421.8 20.1 14. Para a parte industrial.7 715.1 124.1 15.pecuária.454. Para facilitar a elaboração do exercício. extração do caldo.7 Área de atividade agropecuária 16.1 8.safra 2008-09 Elaboração: Conab .4 28. B .9 44.Censo Agropecuário de 2006 e Conab .6 12. para a fabricação de açúcar e/ou de álcool.9 15.658.00 para cada mil toneladas de cana processada.7 35.761.6 3.135.983 36.545.Perfil do Setor do Açúcar e do Álcool no Brasil .466.008.4 29.7 O segundo ponto a ser abordado diz respeito ao volume de investimentos necessários e as fontes disponíveis para sua alocação.374 58.931.639.1 19.916. Com relação à parte agrícola.2 68.590.7 5.652.3 5.5 2. com capacidade nominal de moagem de dois milhões de toneladas por safra e uma área de cultivo de cana-de-açúcar da ordem de trinta mil hectares (inclusive área de renovação).7 27. a montagem do parque de tratores e implementos.669. nos indicam os totais necessários.5 Área de cultivo da cana-de-açúcar 4.8 1.829.329.4 508.096. inclusive de geração de excedentes de energia elétrica.Superintendência de Informações do Agronegócio TOTAL Subtotal 173.341.719.900.00 por hectare de cana cultivada.712.115.4 19. geração de vapor e energia e os equipamentos de produção de açúcar e álcool).634.265. máquinas e equipamentos de colheita e transporte e armazenagem) e a parte industrial (sistema de recepção.Valor estimado para o empreendimento: 121 .3 350.220.501.8 707. 3) produção anual da usina para fabricação de açúcar: 266 mil toneladas. ou 5) produção anual da unidade mista para fabricação de açúcar e álcool (50% da cana para açúcar e 50% para álcool): 133 mil toneladas de açúcar e 83 milhões de litros de álcool.002 87.8 35. deve contemplar a parte agrícola (a formação dos canaviais.1 97.242 8. inclusive área de renovação: 30 mil hectares.3 13. os dados disponíveis indicam uma estimativa R$ 3. limpeza e preparo da cana.3 20. equipado com as tecnologias mais recentes.049. da colheita e do transporte da cana para o pátio de recepção nas unidades.875.500.4 19.000.1 6.831 18. será considerado um modelo frequente de unidade de produção. ou 4) produção anual da destilaria para fabricação de álcool: 166 milhões de litros. O projeto de instalação de uma nova unidade de produção. será utilizado o valor de R$ 75.4 54.7 6. Com relação aos montantes envolvidos.0 milhões de toneladas de cana.449. mesmo que sem cumprir os rigores de análise. as informações correntes permitem fazer afirmações que. Um resumo bastante geral desses dados indica os seguintes resultados: A .1 67.524. USO DA ÁREA RURAL EM ESTADOS ESCOLHIDOS (EM MIL HECTARES) Área dos Área de Área de estabelecimentos pastagem lavouras rurais 17.9 24.

d)valor estimado para cada milhão de tonelada de cana processada: R$ 127. 20 unidades padrão a cada ano com um investimento total próximo de R$ 5 bilhões. A envergadura desse projeto depende das decisões de muitos empresários individuais e grupos econômicos que somente se interessarão pela expansão rápida de seu negócio se o nível de incerteza for baixo e a chance de obtenção de uma rentabilidade adequada for alta. por falta de políticas públicas consistentes24. uma área próxima a 550 mil hectares com o cultivo da cana. A logística de armazenamento e distribuição é um ponto crucial na administração de qualquer combustível de uso geral. O setor sucroalcooleiro não tem fôlego financeiro para prover todo este volume de capital e será inevitável definir fontes alternativas. certamente. Um novo ciclo de expansão acelerada será um recomeço. têm baixo valor por unidade. de acordo com a experiência recente. seja capaz de fazer crescer rapidamente a produção. de crescimento acelerado. será preciso ocupar.br). 24 Uma análise desta questão consta no estudo publicado pela Conab. segura e com baixo custo. 122 . pelo menos. A ação combinada dos setores público e privado é fator essencial para racionalizar a solução desse gargalo. públicas e/ou privadas. A terceira limitação diz respeito à infraestrutura de movimentação e transporte desses produtos no âmbito doméstico e na exportação. por ano. Por isso.gov.a) investimento na montagem da indústria: R$ 150 milhões. Dessa forma. iniciada na safra 2005-06.conab. é preciso convencer os atuais proprietários independentes de terras na vizinhança das unidades de produção a mudar seu negócio e aderir à nova lavoura. Em poucas palavras: o êxito de uma empreitada nessas dimensões somente será viável se houver um plano organizado entre o setor público e o setor privado de ocupar o espaço disponível e transformar em bons negócios as oportunidades. O quarto ponto e. b) investimento na formação da lavoura: R$ 105 milhões. Da mesma forma. denominado “Fundamentos da Crise do Setor Sucroalcooleiro no Brasil” (ver em www. Essa decisão está diretamente associada aos ganhos alternativos dos negócios convencionais em sua região. foi amortecida pela insolvência e conseqüente venda de parte ou da integralidade de muitas das principais unidades de produção do país para grupos internacionais ou domésticos com acesso ao capital internacional. em abril de 2010. sua movimentação precisa ser feita de maneira rápida. além de envolver grandes volumes físicos. refere-se à gestão empresarial do negócio sucroalcooleiro. A experiência recente. um requerimento importante para o uso doméstico do etanol nas dimensões estimadas e para as exportações está na montagem de um aparato de distribuição que possibilite realizar o escoamento dos mesmos com fluxos compatíveis com as necessidades. Mesmo que o país tenha uma forte tradição no crescimento contínuo da produção sucroalcooleira e. Ademais. que viabilizem sua realização. o mais importante.5 milhões. c) valor estimado do investimento para cada nova unidade: R$ 255 milhões. A partir do valor estimado de uma unidade padrão é possível inferir que será necessário construir um conjunto de. pois. esta decisão não será tomada se não forem criadas as condições adequadas para estimular os novos investimentos nos volumes necessários.

77 kilowatts por tonelada. inclusive aquele procedente da cana adicional de cada safra. Porém. Os resultados encontrados para cada uma das situações aventadas aparecem nas tabelas adiante: 123 . dependendo da capacidade dos equipamentos que viessem a ser utilizados. nas tabelas adiante.45 kilowatts por tonelada.04 kilowatts por tonelada.22 kilowatts por tonelada. inclusive aquele procedente da cana adicional de cada safra. as quantidades de energia que. Com a extrapolação dos números médios da geração apurada nos capítulos anteriores é possível construir um quadro indicando os limites possíveis oferecidos pela cana disponível. 3) SITUAÇÃO 3 . montar novas unidades de fabricação de açúcar e/ou álcool com equipamentos de baixo rendimento não atende ao interesse do país e não dever fazer parte de qualquer política oficial. 2) SITUAÇÃO 2 . eficiente na queima do bagaço é uma decisão estratégica de interesse público. A apresentação mostra três diferentes cenários: 1) SITUAÇÃO 1 . interessa ao escopo deste estudo: a produção de energia elétrica subjacente ao crescimento da safra canavieira. C1) Posição observada da energia excedente disponível para venda com os equipamentos em uso: 12. B2) Posição simulada da energia destinada ao consumo da própria unidade com a troca dos equipamentos: 25. Com base nesses indicadores estão apresentadas.simulação com todo o bagaço da cana colhida nas safras. A quantidade de energia elétrica contida na cana-de-açúcar que poderá ser plantada no futuro para atender à demanda de seus produtos derivados pode ser estimada a partir dos resultados deste estudo. De acordo com os quadros 3 da seção 1. a geração. B1) Posição observada da energia destinada ao consumo da própria unidade com equipamentos em uso: 20. a queima do bagaço para produzir vapor e energia hidráulica e mecânica é uma exigência do processo de fabricação. A2) Posição simulada com a troca dos equipamentos: 66.simulação com todo o bagaço da cana adicional plantada a cada safra sendo queimado em equipamentos de alta capacidade e.26 kilowatts por tonelada. da seção 3. na safra 2009-10.23 kilowatts por tonelada. sendo queimado em equipamentos de alta capacidade. poderiam ser geradas com a cana adicional que seria plantada. do capítulo IV. a produção de bagaço na moagem da cana é uma decorrência da natureza e não uma escolha. a decisão de gerar eletricidade de forma mais. ou menos.Seção 5 – A quantidade de energia elétrica associada à safra em expansão Finalmente chega-se ao resultado que. o consumo e os excedentes de energia elétrica por tonelada de cana processada. 2 da seção 2 e 4. de fato. sendo queimado em equipamentos semelhantes ao utilizados atualmente. Ou seja. eram os seguintes: A1) Posição observada com os equipamentos em uso: 33.simulação com todo o bagaço obtido. C2) Posição simulada da energia excedente disponível para a venda com a troca dos equipamentos: 41. A quantidade de energia que poderá ser gerada com a cana adicional que seria produzida deve levar em conta os seguintes valores: a decisão de plantar cana e produzir açúcar e/ou álcool etílico é uma questão privada de interesse empresarial.

156.950.380.167.888. porque não é razoável esperar que as novas unidades que teriam que ser construídas ignorem a realização das receitas associadas à produção de excedentes de energia elétrica.4 31.623.125.178.3 3.384.940.149.890.876.808.111.290 807.054.1 1.2 44.966.191.695.039.2%.040.827.6 1.5 925.826.2 35.744.864.191.448.6 1.271.538. Na elaboração dos cálculos está implícito o pressuposto de que todo o bagaço correspondente ao acréscimo da safra de cana seria queimado em equipamentos de alta capacidade.842.4 571.788.6 1.368.433 45.712.717.4 548.553.5 576.884.717.2 3.757.755. Neste caso.823.987 45.865.5 542.3 971.9 1.846.7 952.742.3 1.3 Elaboração: Conab .382.365.887.795.003.7 41.8 1.081.370.9 23.898.9 2.961.877 763.337.886.915.7 Simulação do acréscimo anual de energia para autoconsumo (megawatt/hora) 857.9 26.647 - 2011/12 2014/15 2013/14 2012/13 2015/16 2016/17 2017/18 44.358.760.6 412.648.918.890 898.049.2 34.010.3 1.SIMULAÇÃO DO TOTAL DE ENERGIA QUE SERIA GERADA SE FOSSEM USADOS APENAS EQUIPAMENTOS SEMELHANTES AOS ATUAIS Anosafra 2011/12 Simulação da dimensão da safra de cana possível no futuro (mil t) 634.4 915.005.2 1.7 1.1 21.980. em novas unidades ou naquelas atualmente em funcionamento e que já fizeram as transformações necessárias em seus equipamentos.8 227.9 3.549.693.909.900.500.248.808.968.462.481.623.9 1. Esta situação é aquela que tem mais chance de se realizar porque existe uma forte tendência de que o 124 .500.880.SIMULAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA QUE SERIA GERADA SE FOSSEM USADOS EQUIPAMENTOS DE ALTA CAPACIDADE APENAS NAS NOVAS UNIDADES QUE IRÃO MOER A CANA ADICIONAL Anosafra Simulação Simulação Simulação da Simulação Simulação do Simulação do do do acréscimo energia elétrica do acréscimo acréscimo anual acréscimo anual acréscimo acumulado que seria gerada anual de de energia para de energia anual da das safras (megawatt/ energia autoconsumo excedente safra (mil t) (mil t) hora) (megawatt/ (megawatt/ para venda hora) hora) (megawatt/hora) 41.131.296.357 675. a taxa de crescimento anual da produção de energia elétrica seria a mesma do crescimento da safra de cana-de-açúcar.413.8 32.7 1.464.7 1.620.588 182.183 852.492 944.3 - Simulação do acréscimo anual de energia excedente para venda (megawatt/hora) 513. Esta situação é pouco verossímil.5 28.5 905.450.933.310 990.Superintendência de Informações do Agronegócio A situação intermediária mostrada na SITUAÇÃO 2.5 Esta tabela reflete o crescimento da produção de energia elétrica se nenhuma ação explícita vier a ser tomada para convencer as unidades de produção a mudarem seu procedimento atual e com a maior parte das mesmas continuando fora do mercado de energia e gerando apenas para seu autoconsumo.101.2 1.167.391.8 2019/20 2020/21 Elaboração: Conab . indica a quantidade de energia que seria gerada com a cana adicional moída pelo crescimento da safra.SITUAÇÃO 1 . SITUAÇÃO2 .525.Superintendência de Informações do Agronegócio 1.6 1.225.079.877.647.561.801.5 29.859.1 319.330.5 48.013.8 32.4 2.9 565.343.2 25.487.5 29.734.298.319.4 554.2 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 943.134.5 1.710.533 43.3 1.976.630.9 27.701 Simulação da energia elétrica que seria gerada (megawatt/hora) 21.920.6 2.2 962.873 44.123.479.882.4 934.9 1.236 582.068.1 273.8 94.265 9.1 24.145. 5.436 719.699.097.509.610.362.2 3.2 38.524.538.067 44.5 2.8 2019/20 2020/21 2018/19 46.110.864.712 - 2014/15 2013/14 2012/13 22.2 Simulação do acréscimo anual de energia gerada (megawatt/hora) 1.055.699.105.099.037.445.7 138.4 1.9 560.9 1.7 1.494.898.745 365.3 1.2 1.245.533 1.509.309 46.445 50.464.626.9 1.5 9.984.3 1.437.231.1 2.371.926.098.

9 2.2 50.701 Simulação da energia elétrica que Simulação do acréscimo anual seria gerada (megawatt/hora) de energia (megawatt/hora) 42. com essas taxas.819 53.877 763. no futuro.037. A projeção para o ano de 2020. Sua presença serve apenas como ilustração de uma situação hipotética.5 Esta terceira situação.920.563.773.236 68.6 56.5 2018/19 59.5 2.859. SITUAÇÃO 3 .859.Superintendência de Informações do Agronegócio 1.310 990.248.532. certamente.413. irão gerar excedentes vendáveis de energia.7 44.9 - 2013/14 2015/16 2016/17 2017/18 2.819 62.563.42% ao ano. muito acima da taxa que tem sido observada para o país como um todo que. também tem baixa probabilidade de tornar-se realidade.13% do total nacional.261.630. indica que o volume total de energia a ser gerada no país estará próximo de 673.729. Como parece provável que o crescimento anual do setor sucroalcooleiro seja superior ao crescimento médio do Produto Interno Bruto do país e do consumo anual de energia elétrica nos anos vindouros.8 2.605.436 719.492 944. segundo dados da ONS. pois é improvável que a maioria das unidades que ainda estão fora desse mercado venham a aderir. a parcela da eletricidade proveniente da queima do bagaço deverá.53% entre os anos de 2005 e 2010. Neste caso.005.SIMULAÇÃO DO TOTAL DA ENERGIA QUE SERIA GERADA SE TODAS AS UNIDADES USASSEM EQUIPAMENTOS DE ALTA CAPACIDADE Anosafra 2011/12 2012/13 2014/15 Simulação da dimensão da safra de cana possível no futuro (mil t) 634. naturalmente.980.039. que já fizeram as transformações necessárias.513. ao novo negócio.343.96 milhões de megawatts e a parcela associada à queima do bagaço na safra 2020-21. ter uma proporção crescente no total nacional.500.581.2 3.183 852. e nas novas unidades a serem construídas.734.8 2019/20 2020/21 Elaboração: Conab . em torno de 48. esteve em 3. a taxa de crescimento da geração elétrica com a queima do bagaço estaria em torno de 9. Esta possibilidade poderia começar a tornar-se realidade se.039.188.010.9 3.2 3. que.524.097. vierem a ser implementados programas específicos e direcionados às médias e pequenas unidades e que sejam capazes de quebrar as resistências que dificultam a adesão desses recalcitrantes. quantidade que representaria uma fração de 7.08 milhões de megawatts.crescimento da produção de cana ocorra nas unidades de produção pertencentes a grupos econômicos sólidos.853.950.357 675.661.968.630.719 47. Para facilitar a visualização da quantidade de energia que estaria sendo gerada em cada uma das situações escolhidas. de forma imediata e nas condições oferecidas atualmente.888.2 3.890 898. 125 . que reflete uma posição inversa à SITUAÇÃO 1.687.770.290 807.039. foi montada a tabela adiante que consolida os números sobre o total da geração correspondente a cada ano focalizado.9 62.6 2.

4 2013/14 2015/16 2014/15 8.865.7 41.509.185.826.884.5 42.9 22.730.1 21.7 47.846.081.679.885.317.876.2 33.915.391.842.632.179.581.719 44.374.1 2018/19 29.2 17.756.687.9 27.701.9 9.9 17.379.5 Uma vez conhecido o total da energia que seria gerada nas três SITUAÇÕES aventadas.330.898.262.222.279.450.196.013.3 13.811.877.732.635 18.942.363 10.3 21.413.491.4 2016/17 2017/18 2018/19 2019/20 2020/21 12.169.563.859.039.337.527 Quantidade de energia que seria autoconsumida na SITUAÇÃO 3 (megawatt/hora) 17.954.753 11.125.6 56.2 35.1 27.882.174.770.841.Superintendência de Informações do Agronegócio 126 .9 62.978.487 59.751. COMPARATIVO DO TOTAL DA ENERGIA QUE SERIA AUTOCONSUMIDA EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES ESTUDADAS Ano-safra 2011/12 Quantidade de energia que seria autoconsumida na SITUAÇÃO 1 (megawatt/hora) 14.9 19.9 53.961.999.796 8.382 34.7 16.984.869.370.285 12.113.902.362.COMPARATIVO DO TOTAL DA ENERGIA QUE SERIA GERADA EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES ESTUDADAS Ano-safra 2011/12 Quantidade de energia que seria gerada na SITUAÇÃO 1 (megawatt/hora) 22.158.345 15.385 25.997.036.819 2012/13 2014/15 2013/14 2015/16 2016/17 2017/18 29.783.097 21. é necessário esclarecer a parcela dessa energia que seria destinada ao consumo da própria unidade e a parcela excedente disponível para a venda.979.114.766 14.466.462.581.702.795 18.852.079.614.605.471 9.2 35.6 24.6 40.652.205 15.857.505.296.876.915.4 16.595.1 44.966.1 22.515.2 38.521.335 11.3 13.472.933.084.619 8.191.9 31.624 32.661.909.135.926.094 22.871.464.490 26.975.956.330 Quantidade de energia que seria gerada na SITUAÇÃO 2 (megawatt/hora) 21.033.760 28.5 18.357.039.585 10.1 24.054.095.795.619.782.075 11.369.288.8 32.773.461.153 19.2 50.333.661.2 29. Os números referentes ao autoconsumo constam na tabela adiante.513.1 24.902.221.153 17.494.729.368.662 Elaboração de todos os comparativos acima: Conab .9 26.000.188.5 48.251.863.535 Quantidade de energia que seria autoconsumida na SITUAÇÃO 2 (megawatt/hora) 14.571.853.721.1 20.5 2015/16 2017/18 2016/17 2014/15 2013/14 2012/13 2019/20 2020/21 2018/19 20.5 20.654.933.576. os resultados são os COMPARATIVO DO TOTAL DA ENERGIA EXCEDENTE DISPONÍVEL PARA VENDA EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES ESTUDADAS Anosafra 2011/12 2012/13 Quantidade de energia Quantidade de energia Quantidade de energia excedente disponível para venda excedente disponível para venda excedente disponível para venda na SITUAÇÃO 1 (megawatt/hora) na SITUAÇÃO 2 (megawatt/hora) na SITUAÇÃO 3 (megawatt/hora) 7.247 16.361.547.524.207.6 36.9 15.775.3 23.140.040.755 26.899.7 18.326.652.656.059.611 21.381 23.685 13.3 38.532.201.3 2019/20 2020/21 68.004.4 23.098 31.158.712.533.4 Quantidade de energia que seria gerada na SITUAÇÃO 3 (megawatt/hora) 42.8 19.261.8 65.6 seguintes: Relativamente à energia excedente em cada uma das SITUAÇÕES.717.

na tabela adiante.6 Total da potência instalada que seria necessária (mw) 15.9 9.193. entre os anos de 2001 a 2009.813.344.6 7. o total da potência instalada que deveria estar disponível para viabilizar a geração estimada e o crescimento anual pertinente.176. b) posição simulada com a troca dos equipamentos: 22. para cada uma delas.6 7. em níveis próximos a 15. as taxas anuais de crescimento da potência instalada estão acima do que tem sido observado para o país. COMPARATIVO DO TOTAL DA POTÊNCIA INSTALADA QUE SERIA NECESSÁRIA EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES ESTUDADAS Anosafra Total da potência instalada que seria necessária (mw) 6.287 9.7 7.8 10. Como a capacidade brasileira.263.4 10.51%.052.37%.8 kilowatts por cada mil toneladas de cana moída.9 1.9 16. a taxa geométrica anual de expansão da capacidade de geração do país.6 - 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2012/13 2011/12 436.4 mil megawatts. Na SITUAÇÃO 1 estudada.718.002.3 18.926.4 981.247. muito acima do que tem sido observado para o país.3 22. esta taxa é da ordem de 5. Nesta SITUAÇÃO 2. dentro desse panorama de mudanças.4 981.9 445. um resumo das três situações selecionadas que apresenta.1 2017/18 2018/19 20. em 2020.8 1.8 11.013.3 17.229.362.320 12. Da mesma forma que na geração elétrica.7 1. Os investimentos em novas instalações são complementares ao processo de crescimento da geração elétrica anual e dependem da decisão de aumentar a geração.5 127 . a potência instalada do setor sucroalcooleiro estaria.057.190.9% total nacional.263.9 1.1 427.6 14. que tem grande chance de se materializar.1 1.1 Situação 3 Acréscimo anual da potência instalada que seria necessária (mw) 929.2 1.1 1.51% ao ano.216. Os índices apresentados são os seguintes: a) posição observada com os equipamentos em uso: 9.3 19.287.2 23. De acordo com os dados divulgados pela Aneel.042.5 7. a mesma taxa apresenta uma variação anual de 10.357.2 6.3 992.629.224.8 21.013.9 432.9 13. a participação da energia do bagaço passaria a representar uma fração de 8.197.042.250. estaria em 173.052.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020/21 2019/20 458.1 Elaboração de todos os comparativos acima: Conab .8 9.9 1.255. é apresentado.262. até a safra 2020-2021.305.1 mil megawatts.6 8. refere-se à dimensão da capacidade de geração que teria que estar disponível para viabilizar o volume da geração descrito. Com base nesses dois indicadores.8 1.1 8.5 kilowatts por cada mil toneladas de cana moída.8 454.7 8.274 Situação 2 Acréscimo anual da potência instalada que seria necessária (mw) 929.489.1 14.023.7 1.3 992.023. Para dimensionar essa capacidade basta usar os índices apresentados no quadro 14 do capítulo IV que revelam a potência instalada por cada mil toneladas de cana moída.7 Situação 1 Acréscimo anual da potência instalada que seria necessária (mw) 404.033 1. se continuar a expandir-se na taxa referida de 4.206.002.7 Total da potência instalada que seria necessária (mw) 6.367.A outra variável importante que necessita ser projetada.4 441.4 450.033 1.61% ao ano e na SITUAÇÃO 2.9 15.415. foi de 4.

na safra 2009-10. tem suas nascentes na região central do país e parte do período de enchimento dos seus reservatórios de água. Se essa capacidade pudesse ser usada em todos os dias do ano sua geração ascenderia a 51. adequadas para superar o problema. A questão básica está no tipo de combustível que seria queimado para aproveitar o período em que as caldeiras e geradores estão ociosos e gerar continuamente.7%. 3) alinhar alguns comentários sobre a situação atual do setor e o que esperar do futuro. 2) chamar a atenção para alguns pontos de destaque que foram abordados ao longo dos demais capítulos e.03 milhões de megawatts.3 megawatts. principal fonte geradora de energia para a região. que mede a proporção da eletricidade produzida em relação à capacidade nominal dos geradores. Por esse motivo. etc não têm se mostrado. formação de florestas cultivadas em áreas inaproveitadas das próprias unidades para a produção de madeira combustível. foi dimensionada em 5. era de 38. Esta é uma limitação importante se for considerado que não é possível estocar energia elétrica e o consumo da sociedade é contínuo por todos os meses do ano. sete meses do ano. como a estocagem do bagaço. uso de combustível líquido e/ou gasoso de fontes fósseis. aproximadamente.915. Se os mesmos cálculos fossem feitos para a hidroelétrica de Itaipu. na safra 2009-10. e gerou 91. que tem um total de 14. porém sem ter feito um progresso real importante. este fator de capacidade seria de 74. A capacidade total de geração do setor sucroalcooleiro. Como o total da geração levantada pelos questionários aplicados atingiu o nível de 20. a) Aspectos interrelacionados à cogeração elétrica com a queima do bagaço O primeiro aspecto associado ao assunto que merece destaque refere-se à sazonalidade da colheita da cana-de-açúcar. As soluções aventadas. Este assunto tem sido objeto frequente de discussão.000 megawatts de capacidade de geração. Nos demais meses. A exceção importante é a região Nordeste.7%. o chamado fator de capacidade para esta fonte.65 milhões de megawatts no ano de 2009. O Rio São Francisco. até o presente momento. novembro a março. coincide com a colheita da cana nordestina e a época da cogeração. as moendas ficam paradas e os geradores desligados. é bastante baixo. O calendário da geração elétrica coincide com o calendário de colheita dessa gramínea e se prolonga por.Capítulo Final Este capítulo de fechamento do estudo tem o propósito de: 1) mencionar. chega-se à conclusão de que o fator de capacidade do setor sucroalcooleiro. alguns aspectos interrelacionados com o tema principal tratado.82 milhões de megawatts. de forma sumária. A forma de melhorar o desempenho do setor sucroalcooleiro está na ampliação do período de geração para a época da entressafra. no período de um ano. 25 128 .

se for considerado interessante. fato aguardado para breve. Como a maior parte da colheita da cana é realizada no período seco do ano (maio a novembro)25. inclusive com o uso de materiais transgênicos que podem. A discussão desse tema. seria o complemento natural da oferta hidrelétrica e ajudaria a preservar o nível dos reservatórios das usinas geradoras e regular a oferta de energia. está próxima dos centros de consumo.8 toneladas por hectare na safra 2010-11. que são descartados no processo da colheita. Um terceiro aspecto a ser observado está na tecnologia agronômica de melhoramento das variedades. Na tradição brasileira. em face de seu grande volume. aumentar. Nesses casos. A produtividade física de campo dessa gramínea. O frequente lançamento de novas variedades pelos centros de pesquisa. e produz álcool etílico através de um processo de transformação biológica. e já superou o nível de 50% do total da colheita. a palha. foi de 77. A opção aventada está em recolher a maior parte desses resíduos para transformá-los em combustíveis nas caldeiras das unidades. Essa novidade está em desenvolvimento em muitos países. certamente se tornará uma fonte preferencial para a produção do combustível veicular. A questão de como coletar esse resíduo no campo de forma que apresente baixo nível de impurezas e baixo custo operacional também tem sido objeto de estudos e pesquisas. e é uma importante promessa para o futuro dos combustíveis líquidos de fonte limpa e renovável. Um segundo aspecto que merece ser mencionado refere-se ao uso da palha. o baixo grau de umidade apresentado (em torno de 15%) e a grande concentração de fibras celulósicas permitem estimar que seu poder calorífico (medido em kcal/kg) equivale a 1. A área de colheita mecanizada está avançando rapidamente na região Centro-Sul. Além disso. que tem uma legislação própria bastante restritiva e limitante da queima dos canaviais.Uma forma alternativa de observar esta questão é fazer este sistema operar de forma sincronizada com a geração hidroelétrica. 129 . mas não tem ainda uma solução apropriada. em atividade permite antever um contínuo crescimento desse índice para o futuro. ou diminuir o teor de fibra celulósica na planta. A disponibilidade crescente desse material e a oportunidade de aproveitamento econômico de parte dele se constituem em forte estímulo para seu uso no futuro como combustível gerador de energia elétrica. Maior produtividade de campo significa mais matéria-prima na mesma área cultivada e mais bagaço para ser queimado como combustível. Quando a evolução das pesquisas tornar essa via de produção técnica e economicamente viável. folhas e ponteiros. como é o caso do bagaço da cana e os demais resíduos da colheita.7 vezes o apresentado pelo bagaço (que tem entre 270 e 280 quilos por tonelada de cana colhida e umidade perto de 50% na saída da moenda). as folhas e os ponteiros da cana nas caldeiras aumentaria em 50% o volume de combustível disponível e em 80% a quantidade de energia que poderia ser gerada. especialmente países ricos. em geral. segundo as informações oficiais. A introdução do uso de máquinas colhedoras em substituição ao corte manual viabiliza a colheita sem a necessidade do fogo. o corte da cana sempre foi precedido pela queima e despalhamento para facilitar o corte manual. especialmente no estado de São Paulo. alta concentração espacial e baixo custo de produção. esta energia que. As informações correntes indicam que existe uma quantidade próxima a 140 quilos desse material para cada tonelada de cana pronta para o corte. Estes dados indicam que o uso de toda a palha. que tem estado na agenda por vários anos. está na sua destinação para a produção de álcool etílico através da técnica de hidrólise por meio de enzimas. também não teve qualquer avanço significativo. o bagaço da cana-de-açúcar. Esta tecnologia aproveita todo tipo de material celulósico. Um último aspecto que não pode ser ignorado. públicos e privados. folhas e ponteiros ficam depositados no próprio local do corte e se transformam em cobertura protetora do solo e adubação orgânica. e que teria um efeito contrário e poderia reduzir a quantidade disponível de bagaço.

4 kilowatts se referem ao excedente disponível para venda a terceiros.915 mil megawatts. 5) Nas unidades que vendem energia. os demais estados da Região Centro-Sul por 27. Em termos médios por unidade a potência instalada é de 34. Essa enorme diferença deve-se a que a grande maioria das unidades interligadas à rede geral tem grande dimensão e também porque a geração de excedentes vendáveis requer a troca dos equipamentos antigos por caldeiras. O estado de São Paulo responde por 63. bem como as diversas facetas do assunto abordadas ao longo dos capítulos anteriores.1% são processados em unidades que produzem energia elétrica apenas para seu próprio uso.9% do total da safra brasileira na temporada 2009-10. 130 .1% da energia gerada na safra. 84.9% do total da energia gerada pelo setor. 6) A média nacional de geração por tonelada de bagaço combustível queimado é de 135. 45. Desse total.0% desse total e as demais detém os restantes 35.2 kilowatts/hora por tonelada de cana moída). e que se referem ao observado na safra 2009-10. 67. As unidades interligadas representam 65. Em termos numéricos. Desse total. Na média de todas as unidades em atividade. vendedoras e não-vendedoras.03 milhões de megawatts/hora (20.2% (111 unidades) já se habilitaram e estão gerando energia para venda a terceiros.6 kilowatts/hora se destinam ao consumo das próprias unidades em seu processo industrial e agrícola e 49.7%. b) Aspectos de destaque do estudo Tendo em vista a ampla abrangência deste estudo. de forma generalizada.2% das unidades de produção (282 unidades) ainda não se dispuseram a aderir ao novo produto do agronegócio e apenas 28. 1) O bagaço da cana-de-açúcar tem uso alternativo limitado e.0%. está em 5. que geram muito mais energia por tonelada de bagaço queimado. turbinas e geradores de maior capacidade. haverá grande demanda para ser atendida e irá valorizar o bagaço como fonte de biomassa. é despachada para terceiros. a gasolina.6% e a Região Norte-Nordeste por 9. uma proporção próxima a 90.7% são gerados e consumidos nas unidades não-interligadas à rede.3% são originados nas unidades que já fizeram as transformações em seus equipamentos e estão vendendo a energia excedente. torna-se necessário enfatizar alguns pontos que nos auxiliem a formar uma visão organizada do quadro atual da geração termelétrica com a queima do bagaço. 2) A quantidade da cana-de-açúcar moída nas unidades que declararam estar ligadas à rede externa de energia e que vendem o excedente gerado está em 283 milhões de toneladas e representam 46.34 megawatts naquelas que geram apenas para seu próprio uso. 54.63 megawatts nas unidades interligadas e 7. se esse novo combustível for competitivo com o combustível fóssil alternativo. Os demais 32.Como tratado no capítulo V.3%.3 kilowatts/hora (o que corresponde a 33. Os demais 53. 3) A potência instalada total das unidades de produção do país.3% da produção energética é destinada ao autoconsumo e os restantes.03 terawatts/hora). um total de 71. e de forma generalizada nas regiões de produção. 4) O total da energia gerada no período da safra por todas as unidades de produção sucroalcooleiras somou 20. O primeiro aspecto a ser abordado refere-se aos números da distribuição espacial da geração elétrica nas unidades de produção sucroalcooleiras resumidos nos dez itens selecionados abaixo. o volume comercializado representa apenas 36.0% desse subproduto é destinado às caldeiras para ser queimado como combustível. no período da safra. que indica a capacidade de geração de energia elétrica.

Esse somatório representa um valor médio de R$ 7. 2) A geração elétrica de excedentes comercializáveis tem um nível elevado de concentração em unidades de maior porte em todas as sub-regiões examinadas.0% do total nacional das vendas. observa-se que no estado de São Paulo o percentual da cana processada nas unidades que não geram excedentes ascende a 46. se for considerada tão somente a parcela do bagaço correspondente à energia gerada para a venda a terceiros. é amplamente majoritário em todas as subregiões estudadas.8% 34. Todavia. 100% participação percentual 80% 60% 40% 20% 0% 65.2% Norte-Nordeste vende 28.7% 73. que incluem as médias altas. O segundo aspecto de interesse refere-se à distribuição da geração elétrica por classe de dimensão das unidades nas três sub-regiões examinadas. se for admitido um preço médio de R$140. As unidades que estão acima três milhões de toneladas de moagem por ano-safra. e significa um total de R$ 599. em todos eles a fração da cana que está sendo moída neste tipo de unidade mostra que ainda existem muitas unidades fora desse mercado e com enorme capacidade de geração não-aproveitada.3% Demais C. existe uma grande desconcentração na moagem da cana-deaçúcar.8% 71.7% da moagem na safra 2009-10. 10) No tocante ao desempenho das vendas de energia nas unidades por sub-regiões. constata-se que as unidades interligadas à rede geral localizadas no estado de São Paulo foram responsáveis por 71.024 bilhão. responderam por 33. os demais estados da região Centro-Sul por 23.9% e a região Norte-Nordeste pelos restantes 5. ascende a R$ 1. Em resumo. A seguir estão listados três tópicos que devem ser enfatizados. nos demais estados da região Centro-Sul este número é de 63. Sul não vende 26.9% 77. 60.55 milhões de toneladas enquanto que nas unidades que geram apenas 131 . 1) O primeiro ponto que deve ser notado é que dois terços de toda a cana-de-açúcar processada no país ocorre em unidades de média e pequena capacidade.2% Todos PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL DO NÚMERO DE UNIDADES QUE VENDEM E QUE NÃO VENDEM ENERGIA POR GRANDES REGIÕES 9) Relativamente ao tipo de unidade onde está sendo moída a cana.4%.7) O valor estimado de toda a energia vendida. O número delas.66 por hectare de cana cultivada. grandes e muito grandes.1%.35 por tonelada de cana. O volume médio da moagem por unidade na safra indica que as unidades interligadas na rede processam 2.2% e na região Norte-Nordeste. conforme mostra o gráfico.1% São Paulo 22.8%. que continuam gerando apenas para autoconsumo.00 por kilowatt/hora. 8) Existe uma ampla disseminação nos estados brasileiros produtores de cana-deaçúcar de unidades já integradas à rede geral e vendendo energia.

a energia gerada nas unidades interligadas e nas unidades que estão fora do mercado de energia. de acordo com as categorias de unidades. Os percentuais mostram. separando-se as que geram excedentes vendáveis daquelas que apenas produzem para autoconsumo.6% 18.5% 44.4% 28. para cada classe. como todas elas estão interligadas na rede e vendendo excedentes.3 entre 4 e 5 milhões 14. DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DA GERAÇÃO ENTRE CLASSES QUE VENDEM E QUE NÃO VENDEM ENERGIA ELÉTRICA 100% 6. Quanto menor esta capacidade.7 33. Este ganho é diretamente proporcional à dimensão da unidade.1 abaixo de 1 milhão 3.9 entre 1 e 2 milhões 6.5% 76.5% 23.6 22.7% 0% mais de 5 entre 4 e 5 entre 3 e 4 entre 2 e 3 entre 1 e 2 abaixo de 1 classe das unidades em milhões de toneladas de moagem na safra não vende vende Os números apresentados indicam que existe uma forte correlação entre o tamanho da unidade e sua disposição em fazer as reformas necessárias e transformar a eletricidade gerada com a queima do bagaço em mais uma fonte de receita operacional. não há como fazer a comparação. No caso das unidades que processam acima de 5. medida em milhões de toneladas.2 14.0 milhões de toneladas. No gráfico é mostrada a quantidade de energia gerada por hora de funcionamento antes e depois da reforma nos equipamentos. mais distante está a unidade do novo agronegócio.53 milhões de toneladas.5% 55. GERAÇÃO MÉDIA POR HORA DE ENERGIA ELÉTRICA DE ACORDO COM A DIMENSÃO DAS UNIDADES ( Vendedoras x Não-Vendedoras) 60% 50% 40% 30% 20% 10% geração por hora de atividade 57 mais de 5 milhões 44.0 vendedores não-vendedores 132 . Essa concentração se torna evidente na observação gráfica do total da geração das unidades separadas de acordo com a capacidade de moagem na safra. 3) A reforma dos equipamentos de produção de vapor e geração elétrica aumenta a eficiência no aproveitamento do poder calorífico do bagaço e multiplica a capacidade de geração da unidade.4% 81.5 entre 3 e 4 milhões 12.3% 80% participação percentual 60% 40% 20% 100% 93.4 entre 2 e 3 milhões 8.0 7.6% 71.para autoconsumo este volume é de 1.

O terceiro aspecto de interesse refere-se à quantidade de energia que não está sendo gerada em decorrência da baixa capacidade de geração das unidades que não fizeram as reformas em seus equipamentos. A mensuração dessa energia foi feita a partir da simulação da geração que seria obtida se todas as unidades de uma mesma classe usassem uma tecnologia semelhante aos líderes e melhores de sua classe específica, conforme apresentado nos cinco tópicos seguintes. 1) existe um enorme hiato na quantidade de energia gerada por tonelada de bagaço queimado entre as líderes e melhores das classes de unidades e as suas congêneres que operam com menor nível de eficiência. Essa grande diferença entre elas aparece no gráfico adiante.
COMPARAÇÃO DA ENERGIA GERADA POR TONELADA DE BAGAÇO QUEIMADO (Líderes e melhores x Demais da classe)

400%

kw por tonelada de bagaço

350% 300% 250% 200% 150% 100% 50% 172,6 107,3 122,8 124,5 99,5 91,8 377,3 369,5 279,9 254,2 252 238,5 269,8

218,3

230,3

173,2 87,3

167,7 94,2 110

80,5

90,3

mais de 220

180 a 220 160 a 180 140 a 160 120 a 140 100 a 120 80 a 100

60 a 80

40 a 60

disponibilidade horária de bagaço para queima - em toneladas

média líderes

média demais

abaixo de 40

média geral

2) Se todas as unidades de produção fizessem as reformas necessárias em seus equipamentos e passassem a gerar energia elétrica com a eficiência dos líderes e melhores de sua classe específica, o total da geração saltaria de 20,03 milhões de megawatts para 39,95 milhões de megawatts. A mudança que ocorreria no total da geração em cada classe de unidade é mostrada no gráfico adiante.
COMPARAÇÃO DA GERAÇÃO SIMULADA DE ENERGIA COM A QUANTIDADE GERADA NA SAFRA 2009-10
16 14 12 10 8 6 4 2 4,8
mais de 220

milhões de megawatts/hora

9,6

3,1 1,4
180 a 220

2,5 1,4

3,4 1,8

3,4 1,7
120 a 140

3,5 2,0
100 a 120

4,5 2,2
80 a 100

4,7 2,2
60 a 80

3,3 1,9 1,7
40 a 60

1,0
abaixo de 40

160 a 180 140 a 160

disponibilidade horária de bagaço para queima - em toneladas
total simulado total atual

133

3) A troca dos equipamentos de produção de vapor e geração elétrica melhora a eficiência da queima do bagaço e multiplica a quantidade disponível de energia para venda a terceiros. Isso ocorre porque a quantidade de energia autoutilizada no processo produtivo permanece praticamente a mesma. Nos casos em que as reformas promovem também a substituição da energia mecânica por motores elétricos para movimentar as moendas, ocorre um crescimento do consumo de energia elétrica que, contudo, é mais que compensado pela liberação de vapor que será destinado para aumentar a geração de eletricidade. De acordo com os especialistas, essa troca promove um ganho líquido no aproveitamento energético do bagaço queimado. O total da energia excedente comercializada na safra foi de 7,31 milhões de megawatts e o total desse excedente na situação simulada ascenderia a 24,74 milhões de megawatts. Os números sobre o que ocorreria em cada classe de unidades são mostrados no gráfico.
COMPARATIVO DA ENERGIA EXCEDENTE DISPONÍVEL PARA VENDA NA SITUAÇÃO ATUAL E NA SITUAÇÃO SIMULADA
7,2 7,01

milhões de megawatts/hora

6,0 4,8 3,6 2,4 1,2

2,78

2,21

1,71 0,70 0,62

2,14 0,78

2,04 0,60
120 a 140

2,13

2,32

2,66 1,58

0,72
100 a 120

0,45
80 a 100

0,50
60 a 80

0,93 0,13 0,04
abaixo de 40

mais de 220

180 a 220

160 a 180 140 a 160

40 a 60

disponibilidade horária de bagaço para queima - em toneladas
simulada venda real

4) O crescimento da quantidade de energia disponível para venda provocaria um aumento proporcional no volume da receita que seria auferida na venda desse excedente. Se for utilizado o valor médio de R$ 140,00 por megawatt/hora vendido, o nível de receita, que no ano-safra de 2009-10 foi estimado em R$ 1,02 bilhão, na situação simulada saltaria para R$ 3,46 bilhões, significando um aumento de 238,1% no valor faturado e próximo de 8,0% do total das receitas desse setor. 5) A potência instalada atual do setor sucroalcooleiro foi dimensionada em 5.915,3 megawatts, na safra 2009-10. Na situação simulada, esta capacidade teria que ser aumentada para 13.346,1 megawatts, de modo a permitir gerar o volume de energia indicado. Nessa circunstância, a participação dessa fonte de energia que, atualmente, representa 5,5% do total nacional de 106.569 megawatts, passaria a significar uma proporção aproximada de 12,5% daquele total. O quarto aspecto de interesse refere-se aos horizontes do setor sucroalcooleiro para os próximos dez anos e a necessidade de ampliação dos canaviais e da moagem da cana-de-açúcar com o consequente aumento da quantidade de bagaço. Os pontos mais relevantes estão resumidos nos tópicos adiante: 1) O Brasil é o líder mundial na produção de açúcar, tendo sido responsável, em 2010, por 25,2% desse volume. Da mesma forma, é o principal supridor do mercado internacional com uma parcela acima de 50% desse comércio. A posição brasileira está consolidada 134

e as condições domésticas de produção, em termos de clima, disponibilidade de terras férteis e custos de produção, permitem antever que a maior parte do aumento esperado no comércio mundial desse produto no futuro será provida por açúcar brasileiro. Obviamente, isto somente ocorrerá se os empresários brasileiros acompanharem o crescimento da demanda e tomarem a decisão de ampliar a área dos canaviais e promover o aumento da capacidade de produção. A cada ano será necessário aumentar a produção de cana-de-açúcar num volume próximo a 7,0 milhões de toneladas para fazer face ao crescimento anual da demanda de açúcar, quedeverá ficar entre 900 mil e 1 milhão de toneladas. 2) O Brasil é o país pioneiro na fabricação e uso de veículos de ciclo Otto, movidos, de forma dedicada, com etanol hidratado. O crescimento dessa frota veicular nos anos 80 resultou na formação de uma rede de distribuição desse tipo de combustível de mais de trinta mil postos de revenda em todas as regiões do país. O lançamento do veículo tipo flex-fuel no ano de 2003, que recuperou tecnologia do uso dedicado do etanol hidratado, encontrou um ambiente favorável à sua expansão e tornou-se um notável sucesso comercial. O crescimento regular dessa frota veicular cria, de forma contínua, novos contingentes de potenciais clientes para o combustível de fonte limpa e renovável. A única condição requerida para que os condutores optem por seu consumo está na relação dos preços do etanol hidratado com a gasolina. Esta condição favorável somente irá ocorrer no futuro se a produção crescer em volumes compatíveis com a demanda. Quando ocorre escassez desse combustível, os preços perdem seu atrativo e os consumidores migram para o combustível substituto. De acordo com os cálculos apresentados, para atender toda a demanda potencial será preciso aumentar a produção de etanol, a cada ano, em volume de 3,1 a 3,3 bilhões de litros. O crescimento correspondente no volume de cana-de-açúcar para a fabricação desse produto está em torno de 38,0 a 39,0 milhões de toneladas ao ano. 3) No cenário montado para mensurar a quantidade de cana-de-açúcar que será necessária para atender ao crescimento da demanda de açúcar e etanol, os números indicam volumes anuais de aumento entre 44,0 a 46,0 milhões de toneladas. A safra realizada nesta temporada, que somou 625,0 milhões de toneladas, chegaria a 1.037,2 milhões de toneladas em 2020-21. 4) Se o crescimento anual da quantidade de cana-de-açúcar processada se tornar realidade, isto significará um aumento proporcional na quantidade de bagaço. O destino deste bagaço, se os processos atuais de funcionamento das usinas e destilarias não forem modificados, será, de forma inevitável, sua queima em caldeiras para gerar vapor e energia mecânica e elétrica. A capacidade dos equipamentos que estarão em uso e a quantidade de vapor e energia que poderá ser gerada são questões complementares ao crescimento dos mercados primários e dependem de decisões que terão que ser tomadas. 5) Toda a quantidade adicional de bagaço irá se somar à quantidade atual que já vem sendo queimada para gerar energia. O cenário mais provável de uso desse novo bagaço é que ele venha a ser utilizado em equipamentos modernos e gere energia excedente para ser vendida a terceiros. Esta probabilidade decorre de que a grande maioria dos novos empreendimentos no futuro será de responsabilidade de grupos econômicos consolidados que já integram este setor ou grupos internacionais de grande porte, de forma independente ou em associações com grupos nacionais. Nestas circunstâncias, a inclusão da geração de energia para a venda nos novos projetos torna-se um complemento natural no funcionamento do novo complexo e, certamente, com equipamentos de alta capacidade. Se esta previsão vier a se concretizar o volume anual de crescimento no volume de energia disponível para venda a terceiros estaria entre 1,7 a 1,9 milhões de megawatts/hora.

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o papel estratégico que a ele está reservado no futuro de nosso país. Neste sentido. de fato. de direito privado. Essas fontes alternativas são sempre administradas por profissionais do ramo elétrico que têm como função precípua produzir eletricidade e sua consequência é 26 Com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. A CCEE é uma organização civil. congregando agentes das categorias de geração. do qual participam agentes de geração.c) Comentários sobre o panorama atual da geração termoelétrica com a queima do bagaço no Brasil No encerramento deste estudo são feitas três indagações que decorrem de questões examinadas ao longo da apresentação e colocadas algumas sugestões de como mudar este panorama para que este setor produtivo consiga cumprir. O novo produto teria um caráter complementar e estranho ao seu universo tradicional. O estímulo mais óbvio para promover esta adesão está na existência física do bagaço na porta de entrada das caldeiras que já é queimado com baixo nível de aproveitamento de seu potencial energético e bastaria somente substituir os antigos equipamentos para gerar um novo produto no processo e faturar uma nova receita. A indagação inicial que precisa ser esclarecida é: qual a causa da baixa adesão das médias e pequenas empresas ao negócio da energia elétrica? Uma primeira observação desse comportamento nos indica que existe um poderoso fator de impulsão que deveria operar como motivador dos empresários para sua inserção nesse ramo de atividades.177. O Sistema Elétrico Nacional estipula normas estabelecendo que todos os contratos de compra e venda sejam feitos no âmbito de uma câmara de comercialização26. 2) Para entrar nesse novo ramo de negócio. importadores e exportadores de energia e consumidores livres. com mínimo de 15 anos. apurar o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) do mercado de curto prazo por submercado. entre outras. de 15/03/04. Existe um custo e um risco econômico considerável associados a esta iniciativa.org. através da Lei nº 10. distribuição e comercialização de energia elétrica. montar projetos de geração e entrega firme num mercado de contratos onde a maior parte da mercadoria é vendida para entrega em longos períodos. regulamentada pelo Decreto nº 5. manter o registro de todos os Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR).br ) 136 . comercializadores. sem fins lucrativos. do qual participam agentes de geração e de distribuição de energia. Este comércio pode ser feito em dois diferentes ambientes: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Ela tem. foi autorizada a criação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). as seguintes atribuições: promover leilões de compra e venda de energia elétrica. (ver em: www. promover a medição e o registro de dados relativos às operações de compra e venda e outros dados inerentes aos serviços de energia elétrica e.848. 3) O novo produto tem regras específicas de comércio que diferem completamente do padrão convencional que prevalece em mercados abertos. manter o registro dos montantes de potência e energia objetos de contratos celebrados no Ambiente de Contratação Livre (ACL). faz-se necessária a contratação de especialistas nessa matéria. de 12/08/2004. é possível listar um conjunto de limitantes que reduzem o eventual entusiasmo pelo novo negócio: 1) Gerar e vender energia elétrica significa assumir um novo negócio que foge completamente ao interesse tradicional do empresário deste setor que se ocupa em cultivar cana e fabricar açúcar e álcool etílico.ccee. Esta troca dos equipamentos poderia ser programada para ser iniciada no período da entressafra com poucas perturbações sobre o andamento normal da produção. No entanto. as adesões não estão ocorrendo e é preciso tentar entender as razões práticas e restritivas que explicam esse comportamento. Para vender a energia no ambiente regulado é preciso habilitar-se aos leilões públicos e competir com outras fontes de geração. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

pelos seguintes preços: açúcar cristal a R$ 0.0 kilowatts/hora seria destinado ao autoconsumo e 35.5 quilos de açúcar e 45. são liquidadas por valores semanais estabelecidos pela CCEE. o equivalente a R$ 0.14 por kilowatt/hora. A situação econômica e financeira de grande parte das unidades não suporta a realização independente desses investimentos e necessita aportar capitais de terceiros. o novo produto agregaria às receitas de uma unidade de médio ou pequeno porte um faturamento próximo de 6.8 litros x R$ 0. estes produtos são vendidos na porta das unidades. não apenas nos equipamentos operacionais das unidades (grelhas. positivas ou negativas. a média da geração elétrica por tonelada de cana.8 litros de álcool etílico.14 = R$ 4. Com estes dados. condutores de vapor). 137 . Em condições normais de mercado. Os dados da safra 2001-11. mas também nas estações e redes de transmissão. 5) do ponto de vista do aumento das receitas com o novo produto. em média. sua expressão no faturamento da unidade não parece funcionar como um estímulo relevante. divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que.00. Se este diagnóstico estiver correto. Para o mercado não regulado as vendas são contratadas diretamente com o comprador interessado por preço livremente combinado. estaria em 60.80 por litro.uma competição desigual com um setor onde esta atividade tem importância subalterna. 4) existe um alto volume de capital a ser aplicado. Vale observar que muitas delas estão com baixa capacidade de endividamento ou com problemas cadastrais impeditivos para a obtenção de financiamentos bancários. que continuará a ser um complemento de importância limitada das fontes hidráulicas e fósseis. na média da região Centro-Sul. com o uso de equipamentos compatíveis com a dimensão das unidades médias e pequenas. Este acréscimo de receita somente funcionaria como uma fonte atrativa se o novo negócio fosse simples e seguro e tivesse baixo risco econômico.30 Álcool etílico: 45. Essa importância relativa pode ser percebida se fizermos um cálculo sumário de seu significado para cada tonelada de cana-de-açúcar processada.3% da sua receita convencional e teria um papel secundário no funcionamento do complexo produtivo. é que os candidatos a participar do novo negócio continuarão raros e com pouco entusiasmo.60 por quilo e álcool etílico a R$ 0. caldeiras. sendo que um total de 25.94 Energia elétrica: 35 kw x R$ 0.5 kg x R$ 0.80 = R$ 36. turbinas.0 kilowatts/ hora seria o excedente vendável. geradores. uma tonelada de cana produz 60.0 kilowatts/ hora. A via atual não tem condições de valorizar o bagaço como um ator importante da matriz energética.84 O cálculo elaborado revela que. é possível elaborar um cálculo ilustrativo do montante adicional de receita que o novo produto agregaria por tonelada de cana moída: Açúcar: 60. O preço médio por megawatt/hora está estimado em R$ 140.60 = R$ 36.90 Total das receitas realizadas por tonelada de cana: R$ 77. a conclusão a que se pode chegar. se forem mantidas as regras atuais que consideram a agroenergia como mais uma fonte de energia no rol das energias alternativas. fornalhas. antes dos impostos. De outro lado. As eventuais diferenças no volume da energia entregue.64 Subtotal da receita do açúcar e do álcool etílico = R$ 72.

Um fenômeno semelhante ocorreu com a produção e consumo do álcool etílico.8 bilhões de litros em 2005-06 para 27.4 milhões de toneladas na produção daquela gramínea.39 milhões de megawatts/hora. Portanto. que poderia operar. sendo que a safra mais recente. simultaneamente. essa atividade. Se. A experiência recente vivida pelo setor sucroalcooleiro não é animadora.8 milhões em 2008-09 e que representa um aumento médio de 63. em várias unidades de produção e traria um novo status. buscar os compradores da energia excedente e despachar a energia contratada. para 572. No que respeita à parcela destinada ao uso combustível. no atual ambiente econômico.7%.7 a 28. A segunda indagação que tem que ser posta consiste em especular se. A nova receita auferida seria repartida de acordo com regras previamente acertadas e previstas em contratos. os empresários do setor estão dispostos a iniciar um novo ciclo de crescimento rápido da produção para acompanhar o comportamento dos mercados do açúcar e do álcool etílico. criaria um novo tipo de empresário no ramo energético. que na maior parte terão capacidade de moagem acima de quatro milhões de toneladas a cada safra. Essa tarefa seria repassada para um sócio especialista do ramo elétrico que se encarregaria de providenciar todos os investimentos necessários e gerir. A mudança de rumos e a desaceleração do crescimento estão associadas aos graves problemas financeiros que diversos grupos econômicos do setor enfrentaram na comercialização 138 . A taxa média de expansão observada de 6. e o número oficial da safra 2010-11 indica uma produção de 27. desde então. fechou com um total de 625. gerarem um total de 84 kilowatts/hora por tonelada da cana nova a ser moída e consumirem 26 kilowatts no processo interno. teria que suprir a parte fabril de todo vapor e energia elétrica necessária. do ponto de vista econômico. Esse modelo exoneraria os industriais dos riscos econômicos e da burocracia associados ao novo negócio.4% ao ano. Os números oficiais da safra canavieira indicam que a produção da cana-de-açúcar conheceu um extraordinário crescimento nas safras 2006-07 a 2008-09. e a maioria será de médio e grande porte. Se admitirmos um aumento anual de 24.5 milhões de toneladas em 2005-06.8 milhões de toneladas e na safra 2010-11. dos quais 1. Nas últimas duas safras o crescimento diminuiu drasticamente: na safra 2009-10 o aumento foi de 31. o crescimento mais expressivo da oferta elétrica deverá vir das novas unidades que deverão ser construídas.0 milhões de cana-de-açúcar processada.A saída desse impasse.0 bilhões de litros em 2008-09 e. a energia nova gerada a cada ano estará em torno de 2. Um crescimento modesto quando comparado com o potencial calculado pelo modelo. conforme demonstrado adiante. 2010-11. esta via teria que ser objeto de análises específicas. tendo a produção saltado de 382. estas unidades. com uma taxa média de expansão acima de 14.2 bilhões na safra 2008-09.7 bilhões de litros. em média e de acordo com os índices encontrados no capítulo IV. está estacionado num volume próximo a este último. representando um crescimento anual próximo a 20. estaria na separação da atividade de produção de açúcar e álcool etílico da fase da queima do bagaço e geração do vapor e da energia elétrica.8 bilhões de litros em 2005-06. de forma independente. Do ponto de vista técnico e formal.5 milhões de toneladas.0% ao ano. que representa menos da metade da obtida no período anterior. para uma fonte energética limpa e de qualidade. 20. Nesse contexto.65 milhões de megawatts/hora estarão disponíveis para venda a terceiros. se o modelo presente não for modificado. estará disponível um excedente de 58 kilowatts para ser comercializado.07 a 2. No período mencionado sua produção total pulou de 15.4 milhões de toneladas a cada ano. para 22. valorizaria o bagaço como combustível.43 a 1. ela seguiu um padrão similar saltando de um nível de 12. para aproveitar o crescimento dos mercados dos produtos derivados da cana-deaçúcar.

que deverá se tornar o padrão rotineiro no futuro. Quando o ajuste das finanças e o fluxo financeiro das unidades se normalizam e viabilizam a formação dos estoques físicos para a entressafra. O mercado do álcool etílico tem um padrão completamente diferente e é dependente do que ocorre no mercado interno. a quantidade adicional de cana.0% do destino do açúcar nacional e respondem por parcela expressiva da receita das unidades de produção. esse produto continue a manter boa lucratividade no futuro. em meados de abril de cada ano. diversas unidades de grande porte e de muita tradição tiveram que ser vendidas. na ocasião. é bastante provável que. Como os preços internos também estão muito acima de seus níveis regulares. como a demanda internacional por esse produto deve seguir sua trajetória de crescimento e como o produto brasileiro tem penetração na maioria dos mercados. pelo aperto de liquidez monetária ocasionado pela crise econômica mundial que irrompeu em setembro daquele ano. mesmo com a retração nas cotações. As exportações representam mais de 60. fato que provoca o declínio rápido dos preços. é muito maior do que a quantidade de etanol disponível no mesmo período. passou a prevalecer uma postura de cautela por parte dos empresários. agravados. No entanto. ao todo ou em parte. existe uma grande chance de que a produção doméstica daquele produto acompanhe os sinais do mercado e continue crescendo. na época. A tendência é que este nível de preço provoque a redução do consumo mundial e o aumento da oferta dos países exportadores e devolva as cotações para seus níveis normais. fato que limitou o volume de investimentos em novos canaviais e na ampliação ou construção de novas unidades de produção. Essa situação tem moldado um novo modelo de comportamento dos preços desse produto nas bombas de abastecimento. e os consumidores serão compelidos a abastecer seu veículo flexível com gasolina.da safra de 2008. neste período da entressafra da temporada de 2010-11. pois a maioria das unidades inicia a moagem e também seu exercício financeiro anual. De acordo com a experiência dos dois últimos anos. O mercado do açúcar atravessa. Nesta ocasião. a oferta semanal 139 . para socorrer os empresários em dificuldade. existe uma forte pressão de oferta. No início da safra. porém de forma moderada.6 a 7. O limite de redução e o piso para estes preços dependem da capacidade financeira das unidades.7 milhões de toneladas anuais. deverá ser cultivada pelos produtores brasileiros até a safra 20202021. já ficou delineado que o total do consumo de combustíveis da frota de veículos flex-fuel no ano-safra da cana. a maioria das unidades precisa vender grande parte da produção diária e realizar o máximo de receita financeira para liquidar seus compromissos. Além disso. como o volume da produção e os custos de produção brasileiros são a principal referência para a formação dos preços nas bolsas internacionais. Como consequência. Nesta conjuntura desfavorável. As boas perspectivas atuais dos mercados de açúcar e do álcool etílico deverão ajudar a reverter esse comportamento conservador e criar um clima de confiança no futuro que estimularão a volta dos investimentos. a dimensão da frota e a necessidade de combustível automotor têm crescido mais rápido que a expansão da safra de cana-deaçúcar e da oferta de etanol hidratado acentuando esta deficiência. porque refletem as cotações internacionais. e do cumprimento de seus compromissos de início do ano-safra e de sua capacidade de reter ou desovar os estoques. para grupos nacionais e internacionais. Nenhuma política pública foi acionada. Para atender a este mercado seguro e estável. estimada em 6. Além disso. especialmente as menores. um excelente momento para os exportadores e os preços praticados estão em níveis historicamente muito elevados. a receita média proporcionada por esse produto está permitindo a todos os produtores a constituição de reservas e a recuperação daqueles que enfrentaram uma situação financeira adversa no passado recente. Se a exportação desse produto voltar a crescer nos próximos anos este hiato ficará ainda maior.

que parece ser um limite viável nas condições atuais.4 milhões de toneladas. até a safra 2020-21 e que representa um crescimento médio de 4. Esse descompasso entre o crescimento da frota e o crescimento da oferta de etanol deverá fazer com que. esta constatação não traz qualquer problema porque com o etanol muito caro. este montante estimado de cana nova a cada safra é bastante razoável de ser obtido. 18. o condutor abastece com gasolina e segue viagem. até a safra 2020-21. no futuro. tende a assegurar melhor remuneração para seu produto e favorecer um comportamento de classe mais otimista. em breve. que além das instalações fabris precisam de novos canaviais. o aumento mais acentuado de preços teve início em outubro de 2009 e na safra 2010-11 este momento ocorreu em setembro de 2010.7 milhões de toneladas a cada safra. demora de três a cinco anos para ficar maduro.1 a 20. a soma da nova cana para atender ao crescimento conjunto da fabricação de toda a demanda adicional para o açúcar brasileiro e de um terço do aumento anual de consumo de etanol anidro e hidratado requererá um aumento anual da safra de 24. Com esse padrão de comportamento os preços do etanol. em particular o etanol hidratado. majoritariamente do tipo flex-fuel. Como este setor produtivo tem uma longa história de superar os obstáculos e fazer crescer continuamente a produção. no dia a dia. a gasolina. Do ponto de vista do usuário. tenderão a ter preços cada vez menos atraentes e a reduzir a participação desse combustível no seu consumo anual27.5 a 1. irão utilizar somente o combustível que oferece a maior vantagem econômica. especialmente aqueles residentes longe dos centros de produção de etanol. manterão a mesma tendência atual de grande variabilidade de acordo com a sazonalidade da safra e da entressafra. Na safra 2009-10. Em resumo.começa a reduzir e os preços começam sua escalada de alta.7 bilhões de litros. Nestas condições. que teve seu renascimento viabilizado exatamente por oferecer uma boa vantagem competitiva em relação a seu sucedâneo. está muito abaixo do volume sinalizado pelo total da demanda dos produtos derivados da cana. É preciso considerar também que um projeto de montagem de nova destilaria ou ampliação das existentes. o período de ótimos preços para os consumidores seja cada vez mais curto. vai ensejar um crescimento paulatino na produção. no futuro. o consumo total de combustíveis cresce regularmente com a dimensão da frota.7 a 28. que aumenta sem cessar com a venda de novos veículos. este grande esforço de aumento de produção. Ou seja. mesmo que continuem parcos e limitados os estímulos oficiais. 140 . a gasolina. este modelo de comportamento do preço de venda do etanol e as perspectivas de que esta situação deverá permanecer para o futuro. De todo modo. os novos proprietários de veículos estarão se perguntando porque adquirir veículos tipo flex-fuel se. a maioria dos proprietários de veículos flex-fuel. a batalha do mercado de combustíveis já está perdida para o combustível renovável e a participação da gasolina no consumo dos veículos leves deverá recuperar parte de sua antiga 27 Se esta análise estiver correta e o comportamento dos preços mantiver o padrão referido. Do lado da demanda. essa iniciativa aumentará a colheita da cana-de-açúcar em. No entanto. A consolidação desse modelo de formação de preço combinada com a recuperação financeira da maioria dos grupos que passaram por dificuldades. se os empresários do setor se dispuserem a investir para atender um terço do crescimento anual da demanda e produzir um volume adicional de etanol de 1. Do ponto de vista dos empresários. aproximadamente. que tenderá a ser mais forte no prazo de dois a três anos. mesmo que as iniciativas comecem a acontecer de imediato.0% no volume de cana para moagem. é necessário observar que a ocorrência anual dessa grande flutuação vai minar o prestígio do combustível renovável. Por esse motivo. porém em patamares mais elevados.

Finalmente chega-se à indagação final: essa visão pouco entusiasmada com o aproveitamento energético da biomassa nos próximos anos pode ser modificada e tomar rumos mais promissores? Esse cenário descrito de retomada paulatina do crescimento da produção da canade-açúcar e de seus produtos derivados e o lento aumento da geração de excedentes de energia elétrica têm um vínculo direto com o modelo de gestão atual das políticas públicas para o setor elétrico e para o abastecimento combustível automotor. não têm muita chance de sucesso. Além do modelo das políticas públicas. Programas genéricos e isolados. foi contratada. eólica e biomassa. criado pela Lei 10. previa a contratação de 3. totalizando 3. que desconsideram as peculiaridades e qualidades da energia elétrica produzida a partir da atividade canavieira e a equipara a outras fontes com natureza completamente diferentes.299.24 megawatts provenientes de 63 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). remover os eventuais obstáculos ao crescimento e fazer as adaptações nas regras que regulamentam essas atividades. Não é demais insistir que existe uma imensa tarefa de mudança e renovação a ser realizada e que requer uma nova postura dos agentes privados e um novo modelo institucional público para valorização da biomassa como fonte energética. Do total previsto no Proinfa de 1.eletrobras. não têm a mínima ligação entre si e não particularizam o caso da agroenergia.0 milhões de megawatts/hora por ano (equivalente a 12. Os 3. condutor natural do processo. considerando este quadro de atendimento parcial da nova demanda. Os dois mercados mencionados devem ser considerados em sua dimensão estratégica e não como produtos convencionais.191. A reversão desse quadro e a inauguração de novo ciclo de crescimento rápido desse setor somente irá ocorrer se houver uma nova visão de futuro para as potencialidades da biomassa como nova fonte energética e uma revisão do status atual da energia elétrica que é gerada por essa fonte. 29 O Proinfa.24 megawatts de 27 usinas à base de biomassa. que seguem padrões próprios. para torná-lo econômica. disponibilizar fontes de capital de investimento e financeiro.0 terawatts/hora). levando em conta seu caráter estratégico.br.299. de instalar os modelos de equipamentos mais eficientes para otimizar o aproveitamento energético do bagaço e de abastecer com regularidade e a preços adequados os postos de combustíveis que possam atender aos anseios dos consumidores por combustível de fonte limpa e renovável.438 de 26 de abril de 2002. que tem uma capacidade excepcional de converter a entropia solar. Às esferas públicas compete fazer a inteligência do processo.24 megawatts foram contratados29. 28 141 . pelo prazo de vinte anos. no longo prazo. apenas 685. Como resultado da aplicação da Lei original e das alterações introduzidas posteriormente. a cana-de-açúcar.posição28.40 megawatts contratados estão divididos em 1. A formulação correta teria que levar em conta a integralidade do potencial energético da planta da energia. Faz-se necessário desenhar um plano estratégico que programe metas articuladas para a produção de energia elétrica e etanol combustível que inclua também a carga de compromissos de ambos os setores.422. público e privado. definir um modelo institucional adequado. social e ambientalmente sustentável. Os números sobre o consumo anual de combustível por veículos leves no Brasil.300 megawatts de capacidade de geração de três fontes.100 megawatts para a fonte da biomassa. 1. O setor privado. através da absorção de carbono pela fotossíntese. a operação de 144 usinas. em igual proporção: pequenas centrais hidrelétricas. como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).92 megawatts de 54 usinas eólicas.gov. Para obter informações mais completas sobre o assunto ver em: www. e 685. Em sua versão original. em biomassa. estão apresentados no Anexo. se destinou a estimular o desenvolvimento de fontes alternativas e renováveis de geração de energia elétrica. do aumento correspondente da área de lavoura. deve se ocupar da montagem de novas unidades de produção. que devem gerar um total aproximado de 12. vincula-se também a tradicional postura individualista dos empresários desse setor .que sempre se pautou por um comportamento avesso a uma ação combinada de defesa dos seus interesses comuns.40 mw de capacidade instalada.

Se não for possível romper os atuais paradigmas e implementar um novo modelo de valorização do uso integral da biomassa como fonte energética limpa.Para tanto. a sentença dos seus adversários e detratores que a consideram um modismo romântico e atraente que perderá seu encanto com o passar dos anos e se esvairá na imensidão do tempo. irá potencializar o risco de ver confirmada. a posição subalterna que continuará sendo exercida por essa fonte primária de energia. A história recente mostra que uma ação organizada dessa natureza não faz parte da tradição das políticas públicas setoriais que prefere agir no varejo e nas soluções dos problemas pontuais. ao menos parcialmente. de modo a garantir o crescimento regular e equilibrado dessa atividade. sem metas de longo prazo. é preciso criar e manter foros de alto nível que facilitem o diálogo aberto e construtivo entre os representantes da esfera pública e da iniciativa privada. 142 . resguardar sua estabilidade econômica e financeira e encontrar os caminhos que promovam a harmonia entre os interesses públicos e os interesses privados. Nestas condições. é procedente observar que a construção de um novo mundo requer o desenvolvimento de conceitos novos e de idéias novas. renovável e de baixo carbono e prevalecer a situação atual de políticas públicas de curto alcance e a ação desarticulada do setor privado. O pensamento tradicional não é capaz de lidar com estas transformações.

exercício de cálculo do crescimento futuro da frota nacional de veículos leves e a participação do veículo tipo flexfuel.Anexos Anexo 1 – Organograma do Setor Elétrico Brasileiro Anexo 2 – Excerto do estatuto das entidades participantes do Sistema Elétrico Nacional (ONS e CCEE) Anexo 3 – Glossário de termos técnicos do Sistema Elétrico Brasileiro Anexo 4 – Série com as vendas anuais de veículos leves. Anexo 5 – Série com o consumo observado de combustíveis pelos veículos leves no Brasil Anexo 6 – Exercício de cálculo do consumo anual de etanol hidratado se o crescimento da oferta for suficiente para atender apenas um terço do crescimento anual da demanda 143 .

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sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). visando o menor custo para o sistema.promover a otimização da operação do sistema eletroenergético. para que a expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN) se faça ao menor custo e vise as melhores condições operacionais futuras. 145 .contribuir. pessoa jurídica de direito privado. II . pelo presente Estatuto e demais atos normativos expedidos pelos seus órgãos de administração. 2º O ONS tem por objeto executar as atividades de coordenação e controle da operação da geração e da transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN). III .excerto Art. Art. sem fins lucrativos. 1º O Operador Nacional do Sistema Elétrico. sob a forma de associação civil. observados os padrões técnicos e os critérios de confiabilidade estabelecidos nos Procedimentos de Rede aprovados pela Aneel. doravante denominado simplesmente ONS.garantir que todos os agentes do setor elétrico tenham acesso à rede de transmissão de forma não discriminatória. é regido pelas disposições legais e regulamentares. com vistas a: I . de acordo com a natureza de suas atividades.Anexo 1 – Organograma do Setor Elétrico Brasileiro CNPE Conselho Nacional de Política Energética CMSE Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico MME Ministério de Minas e Energia EPE Empresa de pesquisa energética ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica ONS Operador Nacional do sistema elétrico CCEE Câmara de Comercialização de Energia Elétrica Fonte: ANEEL Anexo 2 – Estatuto das entidades participantes do Sistema Elétrico Nacional (ONS e CCEE) ESTATUTO DO OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO (ONS) .

o planejamento e a programação da operação e o despacho centralizado da geração. visando ao estabelecimento das condições de relacionamento técnico-operacional entre as duas entidades. V . III – contribuir para a promoção do desenvolvimento tecnológico relativo à operação sistêmica e integrada do SIN. uma Diretoria Colegiada e um Conselho Fiscal. VII – a divulgação permanente ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) sobre as condições operativas de continuidade e de suprimento eletroenergético do SIN. de 7 de julho de 1995. naquilo que for cabível. com vistas à otimização do Sistema Interligado Nacional (SIN). § 2° As atribuições constantes dos incisos I a V deste artigo serão exercidas privativamente pela Diretoria e não estarão sujeitas à apreciação do Conselho de Administração. 5º O ONS tem sede e foro na cidade de Brasília. podendo. VI – a divulgação dos indicadores de desempenho dos despachos realizados a serem auditados semestralmente pela Aneel.a supervisão e a coordenação dos centros de operação de sistemas elétricos. mediante processo público e transparente. realizando as ações necessárias ao desenvolvimento tecnológico do ONS. observado o disposto no Art.outras que lhe forem atribuídas pelo Poder Concedente. abrir ou extinguir escritórios em qualquer parte do País.847. de responsabilidade privativa da sua Diretoria. e prazo de duração indeterminado.a proposição ao Poder Concedente das ampliações de instalações da rede básica. § 3°. bem como de reforços do SIN. Art. § 1º São membros associados do ONS os agentes de geração com usinas despachadas de forma centralizada. para o cumprimento de suas atribuições e a consecução de seus objetivos. 4°.074. III . transparência. o ONS deverá garantir a ampla divulgação aos membros associados. é constituído por uma Assembléia-Geral. 7º. § 3º Para a realização de suas atribuições. VIII . DF. Art.manter acordo operacional com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). IV . flexibilidade e razoabilidade. 4º O ONS. os agentes de distribuição integrantes do Sistema Interligado Nacional . II . II . § 1° O ONS desempenhará as suas atribuições com neutralidade. conectados à Rede Básica. nos termos da Lei nº 10. a supervisão e o controle da operação do SIN e das interligações internacionais. por meio do Ministério de Minas e Energia (MME). com a finalidade de prover elementos e subsídios necessários ao desenvolvimento das atividades relativas ao planejamento do Setor Elétrico.427. para o desenvolvimento das atividades que lhes competirem. 3º São atribuições do ONS: I . da Lei n° 9. um Conselho de Administração. o ONS deverá: I . representatividade. § 2º São membros participantes do ONS o Poder Concedente. a serem considerados no planejamento da expansão do sistema de transmissão. consolidadas em Procedimentos de Rede. 7º Os membros associados e os membros participantes do ONS serão divididos em nove classes 146 . de 26 de dezembro de 1996. a serem aprovadas pela Aneel. podendo constituir fóruns consultivos específicos com os mesmos.a contratação e a administração de serviços de transmissão de energia elétrica e as respectivas condições de acesso. os agentes de transmissão. agentes importadores e exportadores com ativos de transmissão conectados à rede básica. de 15 de março de 2004.SIN e os consumidores enquadrados nos arts. os Conselhos de Consumidores e os agentes de geração e de distribuição referidos no Inciso IX do Art. 6º O ONS é constituído por membros associados e membros participantes. Art.a proposição de regras para a operação das instalações da transmissão da Rede Básica do SIN. por deliberação de seu Conselho de Administração. § 4º Na elaboração das regras para operação do SIN. bem como dos serviços ancilares. integridade. Art.manter acordo operacional com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).Art. 15 e 16 da Lei nº 9.

detentores de concessão. Importadores e Exportadores: II . Art. V .titulares de autorização para implantação de sistemas de transmissão associados à importação de energia elétrica conectados à rede básica.efetuar em dia o pagamento das contribuições associativas e dos encargos de transmissão. de 7 de julho de 1995. 15 e 16 da Lei nº 9. de 4 de março de 1993.consumidores enquadrados nos arts. os Agentes de Geração.participar. definidas no Art. votar e ser votado nas assembléias do ONS. 7º: I . IX .com até um ano de antecedência da data prevista de entrada em operação de suas instalações.Agentes Exportadores . cumprir os procedimentos de rede e da legislação setorial aplicável à operação do SIN.Agentes de Transmissão . IV .detentores de concessão para transmissão de energia elétrica com instalações na rede básica.Agentes Importadores . autorizado ou permissionário de exploração de serviços e instalações de energia elétrica.titulares de autorização para implantação de sistemas de transmissão associados à exportação de energia elétrica conectados à rede básica. os agentes enquadrados nas classes I a VI.a partir da data de aprovação do Pedido de Acesso pelo ONS. 10.Agentes de Geração . 11. § 1º Os agentes de geração e de distribuição não enquadrados nas classes I e III do Art.respeitar as regras deste estatuto.074.631. se assim o desejar.Ministério de Minas e Energia (MME). 9º Serão excluídos compulsoriamente da condição de membros associados do ONS os agentes que perderem a condição de concessionário. II . 8º Deverão ingressar no quadro de membros associados do ONS. Art. III . II . São direitos dos membros associados: I .Agentes de Distribuição . mediante formalização expressa ao ONS. 7º poderão integrar o quadro de membros participantes mediante solicitação ao ONS. de Distribuição. integrantes do Sistema Interligado Nacional (SIN). § 2º O Conselho de Administração poderá determinar a exclusão de agentes do quadro de membros associados caso estes deixem de efetuar o pagamento da contribuição associativa por mais de três meses consecutivos. e os consumidores livres caso deixem de estar conectados à Rede Básica. permissão ou autorização para distribuir energia elétrica em montantes iguais ou superiores a 500 GWh/ano. Art. VII . aprovada pela AssembléiaGeral.Conselhos de Consumidores constituídos na forma da Lei nº 8. VI . III .firmar termo de adesão ao ONS. II .detentores de concessão ou autorização para geração de energia elétrica com usinas despachadas de forma centralizada e o representante brasileiro de Itaipu Binacional. sendo as classes I a VI formadas por membros associados com direito a voto e as classes VII. VIII e IX formadas por membros participantes sem direito a voto.solicitar e receber tempestivamente informações relacionadas com o cumprimento das cláusulas deste estatuto. § 2º Qualquer agente do ONS poderá ser representado por agente integrante da mesma categoria.da forma seguinte: I . § 1º A exclusão do quadro de associados não suspende ou anula as obrigações pendentes do agente excluído perante o ONS. conectados à rede básica. de Transmissão.Consumidores Livres . § 1º As classes enumeradas de I a IX terão assento na Assembléia-Geral. VIII . os consumidores livres. São deveres dos membros associados: I .Agentes de geração e de distribuição não enquadrados nas classes I e III deste artigo. Art. 147 . § 2º Os Conselhos de Consumidores que integrarão o quadro de membros participantes serão indicados anualmente pela Aneel.

manter o registro de Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEARs). Art. § 1º Para a consecução de seu objeto social. no âmbito da CCEE. pelo presente Estatuto Social e pelas disposições legais e regulamentares que lhe sejam aplicáveis. 1º A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é uma associação civil de direito privado. que se regerá pelos artigos 53º a 61 º do Código Civil Brasileiro. Contabilização. quando aplicável. nos termos da Convenção de Comercialização. VI. meios e sistemas de registro. 3º A CCEE tem por finalidade a viabilização da comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). manter o sistema de coleta e validação de dados de energia elétrica. doravante denominada apenas CCEE. X. as diretrizes previstas na Convenção de Comercialização. segundo a convenção. VI. as regras e os procedimentos de comercialização aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). e respectivas alterações.bem como. manter os sistemas necessários para a realização das atividades no âmbito da CCEE. IV.da custódia e da execução de garantias financeiras relativas às liquidações financeiras do Mercado de Curto Prazo. V. a CCEE deverá: I. manter contas-correntes específicas para depósito e gestão de recursos financeiros advindos da aplicação de penalidades e para outras finalidades específicas. seja diretamente ou por meio de terceiros. celebrar acordo operacional com o ONS. manter local. manter intercâmbio de dados e informações com a ANEEL e com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). realizar as atividades previstas neste Estatuto conforme a legislação aplicável. conforme definido pela ANEEL. VIII. por meio de Medições e o registro de informações relativas às operações de compra e venda. manter o registro de informações relativas aos contratos de compra e venda de energia elétrica. apurar o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) do Mercado de Curto Prazo por Submercado. de contratos resultantes dos leilões de ajuste e da aquisição de energia proveniente de Geração Distribuída. por delegação da Aneel. III. IX. manter o registro dos montantes de potência e energia objeto de contratos celebrados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL). apurar o descumprimento de limites de contratação de energia elétrica e outras infrações e. II. visando à verificação de sua conformidade com as regras e procedimentos de comercialização. IV. por delegação da Aneel. III. as regras e os procedimentos de comercialização aprovados pela Aneel. no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e no Mercado de Curto Prazo. quando for o caso. realizada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). tendo por objeto: I. promover a medição e o registro de dados relativos às operações de compra e venda e outros dados inerentes aos serviços de energia elétrica. VII. observada a regulamentação específica quanto à guarda e ao sigilo de tais dados. apurar os montantes e promover as ações necessárias para a realização do depósito. V. nos termos da Convenção de Comercialização. e com outras disposições regulatórias. VIII. Liquidação Financeira e compensação adequados à realização de suas atribuições. Monitoramento. efetuar a contabilização dos montantes de energia elétrica comercializados e a liquidação financeira dos valores decorrentes das operações de compra e venda de energia elétrica realizada no Mercado de Curto Prazo. da liquidação financeira dos valores decorrentes dos processamentos do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD).excerto Art. promover a apuração e a liquidação financeira dos valores decorrentes dos processamentos do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD).ESTATUTO SOCIAL DA CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (CCEE) . aplicar as respectivas penalidades. Medição. VII. promover o monitoramento das ações empreendidas pelos agentes. para estabelecer o relacionamento técnico operacional entre as duas entidades. II. promover leilões de compra e venda de energia elétrica. bem como dos contratos firmados no âmbito do ACL. 148 . sem fins lucrativos.

b) apresentar os documentos e dados requeridos. não coberta pelas garantias financeiras aportadas. II. na forma prevista nos procedimentos de comercialização aplicáveis. ao processo de contabilização e de liquidação financeira. 6º O desligamento do agente da CCEE poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: I. na proporção de seus créditos líquidos resultantes da contabilização no período considerado. manter junto à CCEE a devida atualização de seus dados cadastrais e técnicooperacionais. IX. bem como das regras e procedimentos de comercialização e demais legislação aplicável. inclusive dos CCEARs. da Convenção de Comercialização. suportar as repercussões financeiras decorrentes de eventual inadimplência no Mercado de Curto Prazo. por solicitação do agente da CCEE. conforme definido na Convenção de Comercialização. III. junto às autoridades competentes. autorizado. efetuar o recolhimento das contribuições e emolumentos relativos ao funcionamento da CCEE. respeitar e cumprir adequadamente as disposições deste Estatuto. e III. com o presente Estatuto Social e com os procedimentos de comercialização específicos. celebrar os contratos de compra e venda de energia decorrentes dos negócios realizados no ACR. XII. Art. dos agentes comercializadores. de forma compulsória. ao processo de apuração e liquidação das cessões do MCSD. c) adotar as medidas relativas ao processo de medição. X. permissionário. celebrar os termos de cessão decorrentes do processamento do MCSD. Artigo 8º. após a instauração de procedimento administrativo próprio. e III. XI. efetuar os pagamentos decorrentes da apuração dos valores a liquidar das cessões provenientes do MCSD ou. efetuar o aporte de garantias financeiras para a realização de operações de compra e venda de energia elétrica no Mercado de Curto Prazo. consumidor livre ou consumidor especial. § 3º Os agentes da CCEE dividir-se-ão nas categorias de geração. no caso de perda da condição de concessionário. no caso de descumprimento de obrigações previstas neste Estatuto. agindo em nome e por conta do respectivo agente da CCEE e. mediante a apresentação de pedido de exclusão. a defesa de seus interesses e de seus associados. II. conforme Procedimento de Comercialização específico. integrada cada qualpelas seguintes classes: I. Art. serão executadas as garantias previstas nos CCEARs. aos leilões e outros. X. por iniciativa do Conselho de Administração da CCEE. dotar o local e os sistemas a que se refere o inciso anterior de todas os recursos e aprimoramentos tecnológicos necessários à realização das respectivas operações. dos agentesprodutores independentes e dos agentes autoprodutores. Categoria de geração: classes dos agentes geradores. promover. VII. 9º São direitos dos Associados: 149 . aderir à Convenção Arbitral. São deveres dos agentes da CCEE: I. de distribuição e de comercialização. manter número determinado de representantes junto à CCEE. Categoria de comercialização: classes dos agentes importadores e exportadores. na Convenção de Comercialização ou nos procedimentos de comercialização. caso contrário. conforme sistemática de cálculo estabelecida em procedimentos de comercialização específicos. entre outros: a) realizar os atos necessários às suas operações. Art. IV. dos agentes consumidores livres e dos agentes consumidores especiais. VIII. efetuar os pagamentos devidos em razão das operações realizadas no âmbito da CCEE. 5º São associados da CCEE todos os agentes com participação obrigatória e facultativa previstos na Convenção de Comercialização e que tenham seus pedidos de adesão deferidos em conformidade com a mesma. para. firmar termo de adesão à CCEE. VI. observado o disposto no §2º.IX. II. XIII. V. atender às solicitações das auditorias a serem desenvolvidas na CCEE. Categoria de distribuição: classe dos agentes de distribuição. tais como assinaturas de instrumentos jurídicos.

expressa em kilowatts (kw). de 19 de julho de 2000 Capacidade instalada nacional É a soma das capacidades instaladas dos sistemas interligados. IV.www. Resolução Aneel no 94. solicitar e receber informações relacionadas às suas operações de comercialização de energia elétrica e às atividades desenvolvidas pela CCEE. concedidas ou autorizadas. Resolução Aneel no 278. de 26 de outubro de 2004 Capacidade instalada de uma empresa em um sistema É o somatório das potências instaladas. III. participar e votar nas Assembléias Gerais. precedidas de licitação. na forma e nas condições previstas nos procedimentos de comercialização e nos demais instrumentos jurídicos inerentes ao respectivo acesso. em condições de entrar em funcionamento. devem também ser consideradas as capacidades autorizadas de importação. cuja criação foi autorizada nos termos do art. definidas conforme legislação específica da Aneel. ressalvados os casos previstos em lei.163. 4º da Lei nº 10.gov. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. No caso de a empresa deter autorizações para importação de energia elétrica. desde que atendidas as condições previstas nos respectivos editais. Resolução Normativa Aneel no 109.br ) Agente de geração Titular de concessão.CCEE CONSOLIDADO APÓS SUA 42ª ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. ESTATUTO SOCIAL DA CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA . de 29 de abril de 2003 150 .848. de 15 de março de 2004. acrescida das capacidades instaladas dos sistemas isolados.aneel. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os agentes da CCEE. e do Decreto nº 5. de 12 de agosto de 2004.177. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. sem fins lucrativos. ponderadas pelas respectivas participações da empresa nestas usinas. que atua sob autorização do poder concedente e regulação e fiscalização da Aneel. de 30 julho de 2004 Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) Pessoa jurídica de direito privado. Resolução Normativa Aneel no 109. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). participar de leilões de energia elétrica promovidos pela CCEE. REALIZADA EM 18 DE MAIO DE 2009 Anexo 3 – Glossário de termos técnicos do Sistema Elétrico Nacional (copiado do endereço eletrônico da ANEEL . de 30 de março de 1998 Carga instalada Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. II. segundo esta Convenção. das usinas de geração de energia elétrica em operação localizadas no sistema.I. de 26 de outubro de 2004 Ambiente de Contratação Regulada (ACR) O segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. Decreto no 5. Resolução Aneel no 223. acessar os sistemas de medição e de contabilização e liquidação financeira mantidos pela CCEE.

Resolução Normativa Aneel no 166.000 kW. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. de 14 de novembro de 2006 Consumo interno Parcela da energia elétrica gerada pela Central Geradora de Energia Elétrica (CGEE). de 6 de novembro de 2002 Pequenas centrais hidrelétricas Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. de 14 de novembro de 2006 Energia distribuída em um sistema É a energia entregue aos consumidores localizados no sistema. de 4 de dezembro de 1998 Perdas técnicas Correspondentes às perdas no transporte da energia na rede de distribuição. Resolução Aneel no 615. Resolução Aneel no 394. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. de 10 de outubro de 2005 151 .Cogeração Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. Resolução Aneel no 456. e consumida na própria central. Resolução Normativa Aneel no 235. de 5 de maio de 2004 Fator de capacidade Relação entre a energia firme e a capacidade de geração efetiva em uma usina . Resolução Aneel no 278. descontado o consumo interno. de 19 de julho de 2000 Energia efetivamente gerada A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. Resolução Aneel no 456. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. de 29 de novembro de 2000 Eficiência energética (Central Termelétrica Cogeradora) Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. em um período de 12 meses.000 kW e igual ou inferior a 30. Resolução Aneel no 050. no ponto de entrega. Resolução Aneel no 50. com área total de reservatório igual ou inferior a 3 km. expressa em kilowatts (kW). de 23 de março de 2004 Fator de carga Razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade consumidora ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado. expressos em Volts. Resolução Normativa Aneel no 235. de 29 de novembro de 2000 Padrão de tensão Níveis máximos e mínimos de tensão. Resolução Aneel no 062. de 23 de março de 2004 Demanda contratada Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. já considerando as perdas elétricas.

Resolução Aneel no 407. caracterizando-se como o limite de responsabilidade do atendimento. de 26 de outubro de 2004 152 . Resolução Aneel no 615. de 6 de novembro de 2002 Potência elétrica ativa nominal A potência elétrica ativa nominal de uma unidade geradora (em kW) é definida pelo produto da potência elétrica aparente nominal (em kVA) pelo fator de potência nominal do gerador elétrico. pelo somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. de 29 de novembro de 2000 Potência Instalada de uma Central Geradora A potência instalada de uma central geradora (em kW) é definida. de 6 de novembro de 2002 Potência elétrica É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. em números inteiros. Resolução Aneel no 456. 101.Período seco (S) Será de sete meses consecutivos. Resolução Aneel no 456. Resolução Normativa Aneel no 109.33 kPa (1. considerado o regime de operação contínuo e as condições nominais de operação. Resolução Aneel no 456. de 26 de novembro de 2001 Potência disponibilizada Potência de que o sistema elétrico da concessionária deve dispor para atender os equipamentos elétricos.25 mbar ou 760 mmHg) e 15ºC. calculado antecipadamente. de 29 de novembro de 2000 Período úmido (U) Será de cinco meses consecutivos. MJ/kg. Resolução Aneel no 407. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. de 29 de novembro de 2000 Poder calorífico Quantidade de energia liberada pela combustão completa de uma unidade de massa ou volume de gás a pressão e temperatura constantes. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. Portaria Interministerial MME/MCT/MDIC n. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. medida em quilowatt (kW). compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. 298. Essa grandeza é expressa em unidades de energia por unidade de massa de gás.013. respectivamente. de 10 de setembro de 2008 Ponto de entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consumidora. por unidade de tempo. limitado por preços mínimo e máximo. de 19 de outubro de 2000 Preço de liquidação de diferenças (PLD) Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercializaçã de Energia Elétrica (CCEE). compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro. MJ/m3. da unidade consumidora. Resolução Aneel no 505. de 19 de outubro de 2000 Potência instalada Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. Resolução Aneel no 615. ou eletrodomésticos. ou por unidade de volume de gás.

178 total de vendas 1.951 1.037.065 tipo de combustível gasolina 1. Resolução Aneel no 456.117 1.658 221.466 1. Resolução Normativa Aneel no 205.933.577.354. ano 2003 VENDAS INTERNAS DE VEÍCULOS LEVES (CICLO OTTO) álcool 36.561.541. quando especificamente definidas pela Aneel.524 2. de 1° de março de 2002 Redes particulares Instalações elétricas.556 54.5 % 2.614 234.495 2.191.Queimadores Componentes que permitem a queima do gás combustível na câmara de combustão do aquecedor. 2.005 50.192 1.890 2.2 % 81. utilizadas para o fim exclusivo de prover energia elétrica para unidades de consumo de seus proprietários e conectadas em sistema de distribuição de energia elétrica. medição.711.424.283 flex-fuel 328.267.6 % 92.417.3 % Fonte: Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) Nota: em 2003 foi lançado no mercado o veículo tipo flex-fuel.9 % 2004 2005 2006 49.9 % 89.8 % 153 .316 participação flex -fuel 23. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. em qualquer tensão.157 90. de 8 de agosto de 2006 Sistema Interligado Nacional (SIN) Instalações responsáveis pelo suprimento de energia elétrica a todas as regiões do país eletricamente interligadas. manobra e transformação de grandezas elétricas.032.378 1.747 323. Portaria Interministerial MME/MCT/MDIC no 298.860 2009 2010 2008 2007 - 223.267 1. de 10 de setembro de 2008 Rede de distribuição Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica.645.369 2.837 3.112 846.184 2.748.032 292. de 29 de novembro de 2000 Anexo 4 – Exercício de cálculo do crescimento da frota nacional de veículos leves e a participação do veículo tipo flex-fuel 1 – Vendas observadas de veículos leves no Brasil. inclusive subestações.4 % 91. Resolução Aneel no 229.898.987 644.361 2.710 48. de 26 de dezembro de 2005 Subestação Parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária de distribuição que agrupa os equipamentos. condutores e acessórios destinados à proteção. Resolução Aneel no 102.

559 1.971 3.000 464.104 357.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 2019 1.201.083.694 308.143 1.639 total das vendas no ano 3.179 299.272.166 1.451 651.584 958.369.243 3 – Dados anuais projetados dos descartes de veículos leves no Brasil nos próximos dez anos.193 3.529 752.043 3.940 3.392.290 368.503.430 3.148 3.172.497 3. SUCATEAMENTO PREVISTO DA FROTA EM CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS FLEX-FUEL E A GASOLINA Ano 2012 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2011 veículos tipo flex fuel 300.293.906.494.989.060.422 1.130.398.706.781 Estimativa dos veículos que serão descartados a cada ano veículos movidos a gasolina 1.525 1.070 154 .440 969.682.197.398 317.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 2019 3.471.944 3.818 1.086.692 4.375 3.529 2.995 347.517 Elaboração: Conab .337.918.953.175 336.044.965 2.598.568 3.097 2.572 1.792.791 2.673 4.945 3.639 total do ano 1.271.994.2 – Dados anuais projetados das vendas de veículos leves no Brasil nos próximos dez anos.693 1.253 1.377 379.932.415 Estimativa das vendas internas de veículos leves (previsão para os próximos dez anos) 3.903 379.165.575.207.976 555.043 1.037 1.453.639 1.675 2. PREVISÃO DE VENDAS DE VEÍCULOS NOVOS PARA O MERCADO INTERNO Ano 2012 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2011 veículos tipo flex-fuel 2.153 veículos movidos a gasolina 290.050.141 Elaboração: Conab .847.547.125.095.146 3.818.594 1.024.176.970 858.882.837 2.977 3.650 327.

2 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2007 2006 2008 Participação percentual no consumo anual de combustível dos veículos leves no brasil etanol anidro 19.0 5.8 23.6 % 63.809.0 4.972.875.935.5 25.2 % 45.2 % 58.7 % 17.699.115.787.0 5.721.7 % 75.2 % 23.440.854.9 6.4 13.141.097.2 gasolina A 16.5 28.5 7.962.191.8 % 44.352.2 23.7 41.1 29.610.154.802.2 % 18.9 18.0 12.705.608.110.8 % 54.2 % 40.202.5 2008 2010 2009 6.352.7 % 54.553.613.6 15.0 % etanol hidratado 21.7 % 43.009.Superintendência de Informações do Agronegócio 22.9 16.582.3 % 79.6 % 15.209.5 % gasolina A 58.3 22.790.8 % 15.153.1 gasolina C 22.8 % 83.447.6 24.2 35.5 % 48.222.9 17.5 % 68.8 Fonte: ANP e Mapa Elaboração: Conab .5 % 31.309.845.5 % 55.7 % 17.3 % 38.8 4.585.983.9 15.4 16.0 total do consumo de combustível 27.1 28.2 % 51.8 % 44.5 % 20.8 % 51.1 % 40.9 4.5 18.9 % 22.5 % 41.9 22.081.376.007.533.173.0 % 29.1 % 81.707.960.839.2 18.219.734.711.5 % 155 .7 14.630.3 11.9 % 60.1 % Fonte: ANP e Mapa Elaboração: Conab .2 46.0 7.174.Superintendência de Informações do Agronegócio 2010 2009 15.008.562.9 6.8 27.2 % 23.6 7.4 11.9 16.3 21.7 6.4 25.922.3 31.8 18.3 % 82.3 % 56.7 23.307.0 22.7 % 27.6 24.5 etanol total 11.9 % 84.3 % 24.2 6.3 % 55.9 11.201.924.193.146.760.3 40.7 % total de etanol 41.0 10.3 16.7 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2007 2006 etanol anidro 6.Anexo 5 – Série com o consumo observado de combustíveis por veículos leves no Brasil Consumo anual observado de combustível dos veículos leves no Brasil (em milhôes de litros) etanol hidratado 6.2 % 16.6 % 16.5 % 39.4 % 36.2 % gasolina C 78.2 % 59.150.5 6.211.049.6 29.8 % 48.8 % 45.027.9 % 59.9 7.560.257.2 12.409.418.5 5.1 25.0 16.7 % 61.4 % 15.2 22.

Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 2019 28.420 25.087 13.275 19.694 66.661 63.265 31.243 49.829 16.177 18.830 12.536 2013 2014 2016 2015 5.399 2016 2017 2018 2015 12.680 11.350 20.714 9.990 22.488 42.428 29.777 2018 2019 Elaboração: Conab .992 46.143 8.117 56.567 24.436 19.Anexo 6 – Exercício de cálculo do consumo anual de etanol hidratado se o crescimento da oferta for suficiente para atender apenas um terço do crescimento anual do consumo dos veículos flex-fuel Projeção de consumo esperado de combustível dos veículos tipo flex-fuel se a produção de etanol hidratado atender um terço do aumento da demanda (em milhôes de litros) Ano consumo etanol hidratado (1/3 do aumento anual do consumo) 17.625 24.226 53.819 7.224 35.935 27.335 2.421 20.484 7.077 17.446 16.428 29.796 16.965 26.372 9.063 10.951 consumo de total do combustível etanol necessário anidro (etanol + gasolina) 859 1.238 23.822 27.590 38.449 27.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 3.907 14.582 17.398 16.399 22.522 29.551 32.453 22.430 156 .643 5.318 51.002 2017 13.366 18.190 14.038 30.177 7.227 5.218 21.359 5.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 28.256 27.474 22.577 4.384 5.613 24.049 12.122 15.205 8.435 7.925 2011 2012 2013 2014 19.548 3.085 58.075 25.399 18.799 5.625 24.243 7.029 38.453 24.639 8.152 etanol anidro 6.935 5.902 4.917 21.809 25.816 9.707 4.577 35.149 23.058 22.029 4.021 3.919 46.927 54.984 3.729 7.218 21.701 consumo de gasolina tipo A 2.457 Ano Participação do consumo esperado de combustível de todos os veículos leves da frota em circulação no país (em milhôes de litros) etanol hidratado etanol anidro total de etanol gasolina tipo A total de combustível (etanol + gasolina) 2011 2013 2012 2014 2015 2017 2016 19.675 Elaboração: Conab .666 49.728 25.628 33.750 12.262 7.891 17.917 4.864 Ano 2011 2012 Projeção do consumo esperado de combustível dos veículos movidos a gasolina (em milhões de litros) gasolina tipo A 17.952 21.932 gasolina tipo C 23.884 37.990 22.395 61.723 3.169 2018 2019 Elaboração: Conab .683 10.112 1.501 14.353 24.956 47.500 4.197 11.259 8.582 consumo de gasolina tipo C (2/3 do aumento anual do consumo) 3.822 27.809 25.026 14.

971 1.9 % 44.3 % 55.2 % 36.4 % 42.0%.461) (7.362 3. em 25.7 % 41.6 % 58.Superintendência de Informações do Agronegócio Nota 1: Como o poder calorífico da gasolina é maior que do etanol hidratado.1 % 37.0 % 8.540 (12.2 % 12.150 Elaboração: Conab .8 % 72. o consumo total de combustíveis fica um pouco menor.0 % 66.0 % 25.8 % 41. 2020 3.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 76.9 % 13.5 % 10.0 % 52.886) (4.9 % 71.937) (7.5 % 47.5 % 14.2 % 37.5 % 58.6 % 33.885) (5.2 % participação no consumo do etanol anidro 14.0 % 55.731 1.2 % 13.0 % Ano Participação percentual dos combustíveis no consumo total se a produção de cana atender apenas a um terço do aumento da demanda de etanol hidratado participação no consumo do etanol hidratado 38.2 % 58.9 % 63.8 % 56.4 % 9.2 % 14.0 % 39. Nota 2: O aumento no consumo do etanol anidro deve-se à sua mistura obrigatória com a gasolina.564 5.792) (15.4 % 58.750) (17.1 % 47.7 % 157 .096 9.966) (3.1 % 2011 2014 2016 2018 2017 2015 2013 2012 40.9 % 68.621 Ano Participação percentual dos combustíveis no consumo total se a produção de cana atender ao total da demanda de etanol hidratado participação no consumo do etanol hidratado 42.573) consumo maior da gasolina tipo A 2.0 % Elaboração: Conab .1 % 31.4 % 55.2 % 41.8 % 13.Superintendência de Informações do Agronegócio 2020 2019 44.150) (1.180 1.728) 2.1 % 2011 2012 2013 2014 2015 2017 2016 2018 60.6 % 57.3 % 15.4 % 27.702) (11.7 % 15.2 % participação no consumo do etanol anidro 15.0 % 14.2 % 9.7% participação no consumo do etanol total 54.0 % 44.911) consumo maior de etanol anidro 393 787 redução líquida no consumo de etanol (3.7 % 8.4 % 13.275 10.5 % 42.1 % 61.033) 7.9 % participação no consumo da gasolina A 43.827) (9.8 % 43.577 2019 (13.857) (6.5 % 2019 63.7 % 46.2 % 51.0 % 44.6 % 29.2 % 43.9 % participação no consumo da gasolina A 47.0 % 45.450 8.758 3.6 % 24.365 2.5 % 52.4 % 66.600) (14.0 % 42.308) (9.161) (11.7 % Elaboração: Conab .1 % 14.0 % 74.914 4.2 % 11.3 % 41.Ano 2012 2013 2014 2015 2017 2016 2018 Projeção do volume anual da substituição do etanol hidratado que não será produzido pelo etanol anidro e a gasolina tipo A (em milhões de litros) Consumo menor de etanol hidratado (1.1 % 43.9 % 57.182 1.7% participação no consumo do etanol total 56.4 % 68.5 % 15.

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Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento .