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UNICEP – CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA CURSO DE LETRAS

Fichamento do livro “Linguagem e Ideologia” Lingua Portuguesa Prof.ª Ms. Danielle C. da Silva Viveiros

Saulo Manoel RA: 6400234

São Carlos 2012

ridicularizados. 1 pág. porque o falante pode dar valores distintos aos elementos semânticos que utiliza. de agir sobre o mundo. O latim fazia uma distinção entre homo e vi. 9 pág. de falar do mundo exterior ou de seu mundo interior. O desaparecimento do termo vir produziu.” (Cap. Essa guerra é psicológica. Outros afirmam que é impossível pensar fora dos quadros da linguagem. 2 pág.” (Cap. “O objeto de nosso trabalho é refletir sobre as relações que a linguagem mantém com a ideologia.” (Cap. 25) “Determinação em ultima instância significa que o modo de produção determina as ideias e os comportamentos dos homens e não ao contrario. 21) “Nos textos figurativos. 11) “Tomemos agora um exemplo do âmbito do vocabulário. ao lado dele. José Luiz. que pode ser estudado de múltiplos pontos de vista. 5 pág. no entanto. Não nos interessa apenas mostrar que uma pronúncia de prestígio é imposta com a finalidade de discriminar as pessoas. 8) “O discurso são as combinações de elementos linguísticos (frase ou conjuntos constituídos de muitas frases). o ser humano do sexo masculino. a que ele pensa que o interlocutor tem dele. E preciso.FIORIN.” (Cap. no mundo. 33) . o campo da manipulação consciente e o da determinação inconsciente. 6ed. que passou a significar tanto o ser humano em geral quanto o indivíduo do sexo masculino. cabe repetir.3 pág. elegantes etc. 6 pág. uma extensão do sentido do termo homem. a que ele deseja transmitir ao interlocutor etc.” (Cap. que a norma linguística utilizada pelos que detêm o poder transforma-se na “língua” modelar. 5 pág.” (Cap. que as variedades linguísticas usadas pelos segmentos sociais subalternos são consideradas erros. dois discursos podem trabalhar com os mesmos elementos semânticos e revelar duas visões de mundo completamente diferentes. pois pertence a diferentes domínios. uma luta entre a civilização cristã ocidental e o comunismo ateu. 6) “A linguagem é um fenômeno extremamente complexo. não ver o nível ideológico como simples reflexo do econômico. que o acesso a determinadas posições de destaque está ligado também à aquisição das variedades linguísticas consideradas corretas.” (Cap. São Paulo: Ática. usadas pelos falantes com o propósito de exprimir seus pensamentos. 7 pág. por isso.” (Cap.” (Cap. essa manifestação ocorre na relação temas-figuras Os temas do discurso politico oficial pos-64 são reveladores de uma dada ideologia: Ocorre. 8 pág. 28) “Alguns linguistas e psicólogos julgam que existe um pensamento puro pré-linguístico e. 18) “Além disso. 13) “Há no discurso. transgressões e seus usuários são. Linguagem e Ideologia. Homo significa o ser humano e vir.. 4 pag. 1998. 18) “O falante organiza sua estratégia discursiva em função de um jogo de imagens: a imagem que ele faz do interlocutor. pois ele tem seu conteúdo próprio e suas próprias leis de funcionamento e de desenvolvimento. a expressão linguística que lhe serve de envólucro. em português. pois ocorre nos corações e nas mentes dos homens” (Cap. então.

em seu interior. tem em vista agir no mundo.” (Cap. Se tomarmos um discurso pronunciado pelo presidente Médici. que o espirito humano não é passivo e que sua função não consiste apenas em refletir a realidade. entre discurso e texto? Sim.” (Cap. 45) “Quando o discurso tem. 38) “Enquanto o discurso é a materialização das formações ideológicas. 54) “As ciências humanas são invadidas por concepções e princípios retirados das ciências naturais. portanto. quando se diz que a linguagem reflete a realidade (seja seu nível aparente. que nasce. uma só ideologia.” (Cap. Afinal. 18 pág. cresce. 11 pag.” (Cap. da melhor maneira possível. 19 pág. seja seu nível de essência).” (Cap. arquétipos míticos etc. As relações entre os textos podem também ser contratuais ou polêmicas. 43) “Um discurso sempre cita outro discurso. pois repousa sobre o conceito de individualidade e concebe. sendo. mas o que a realidade impõe que ele pense e fale. veremos que ele tem só um enunciador e que revela.” (Cap. uma vez que ela existia nas sociedades sem classes. por isso. 13 pág.” (Cap. 18 pág. a consciência como o lugar da liberdade do ser humano. 63) “A língua era considerada um organismo vivo. 35) “Há necessidade de estabelecer uma distinção entre conteúdo e expressão. É possível pensar que outras coerções pré-semanticas incidem sobre os elementos da semântica discursiva: coerções pulsionais. entre imanência e manifestação. 74) “Talvez não sejam apenas as coerções ideológicas que determinam o discurso. reproduz-se e morre. produz um sentido com a finalidade de influir sobre os outros. 63) “A língua em si não é um fenômeno que tenha um caráter de classe.” (Cap. também as línguas evoluíam de acordo com as leis que não admitiam exceção. os elementos de expressão que estão a sua disposição para veicular seu discurso. 14 pág. Ao exercer seu fazer informativo. determinado por elas. 20 pág. 21 pág. um único enunciador. 12 pág. a linguagem é um fenômeno extremamente complexo e multifacetado.” (Cap. 16 pág.“O pensamento dominante na nossa sociedade reluta em aceitar a tese de que a consciência seja social.” (Cap. existe nas formações sociais com classe e continuará existindo quando as classes forem abolidas. Assim como o homem era submetido a determinações mecânicas. assim. 41) “O individuo não pensa e não fala o que quer. Um texto pode citar outro texto. pois o mesmo discurso pode ser manifestado por diferentes textos e estes podem ser construídos com materiais de expressão diversos. o texto é unicamente um lugar de manipulação consciente. revela apenas uma visão de mundo. 78) . 10 pág. em que o homem organiza.” (Cap. 72) “Quando um enunciador comunica alguma coisa. 15 pág.” (Cap. 50) “É preciso considerar.