DISCIPLINA: GEOGRAFIA

A EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES
Desde que a Terra existe, muitas espécies de animais foram desaparecendo, principalmente devido à destruição imposta pelo Homem. Nos últimos 300 anos provocámos a extinção em massa de milhões de espécies diferentes, devido a, entre outras causas: tráfico ilegal de animais vivos, que é o terceiro maior negócio em contrabando depois das drogas e das armas; interesses económicos; poluição e crescimentos urbano; alterações climáticas. Neste meu pequeno trabalho gostaria de alertar para a destruição de três espécies: os Corais, a Lontra e a Águia-real.

A morte dos Corais ameaça 2 milhões de espécies nos oceanos

Os recifes de coral são formados predominantemente por corais rochosos, sustentados por um esqueleto de calcário. Essas florestas tropicais oceânicas são a casa de um quarto das espécies de peixes marinhos. Além da variedade de vida marinha que sustentam, os recifes de coral são, imensamente, benéficos ao homem, protegendo as regiões costeiras de fortes ondas e tempestades e oferecendo comida e trabalho a milhões de pessoas. Os corais estão entre os organismos mais ameaçados pelas alterações climáticas. A elevação das temperaturas nos oceanos provoca o fenómeno do embranquecimento dos corais (coral bleaching). Isso ocorre porque as algas simbiontes que se alojam no interior desses animais são muito sensíveis às variações de temperatura. A relação entre essas algas microscópicas e os corais é vantajosa para ambos. A proteção oferecida pelos corais às algas é retribuída com o fornecimento de nutrientes. Além disso, é a presença das algas no interior dos corais que confere a

Branqueamento dos corais (Coral bleaching)

coloração típica das colónias. Com o aumento da temperatura, as algas param de realizar fotossíntese e são eliminadas pelos corais que, consequentemente, embranquecem e morrem.

Lontra

(Lutra Lutra)

Vive na Europa, Ásia, sul da América do Norte e ao longo de toda a América do Sul, incluindo o Brasil e a Argentina, perto de rios, ribeiras, pauis, lagoas e albufeiras, estuários, mas também nalguns pontos do litoral marinho. Possui uma dieta maioritariamente constituída por peixe mas que pode incluir crustáceos, anfíbios, aves e alguns mamíferos consoante a sua disponibilidade e abundância no meio. Classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre os vários factores que a colocam em perigo contam-se: a poluição e destruição dos ambientes aquáticos, o uso de pesticidas na agricultura que afecta a qualidade da água dos rios, os atropelamentos e a perseguição directa por parte do Homem devido à concorrência pelo peixe e pelo facto de a sua pele ter um elevado valor no sector têxtil.

Águia-Real

(Aquila chrysaetos)

Actualmente, a população europeia estima-se entre os 5000 e os 7200 casais nidificantes. Em Portugal estimam-se entre 56 e 63 casais nidificantes, devendo estar a aumentar ligeiramente. A maior parte da população nidifica no Nordeste transmontano e Alto Douro. Os demais casais distribuem-se nas serras da Peneda, Gerês, Marão e troço médio do Guadiana. Alimenta-se de mamíferos, aves e répteis de tamanho médio, podendo recorrer de igual modo a animais mortos. Está em vias de extinção porque o homem destruiu o seu habitat e teima em roubar-lhe a sua fonte de alimento: a caça.

Netbliografia: http://animaisdomundo.com.sapo.pt/ http://ciencia.hsw.uol.com.br/barreira-de-corais.htm http://www.myspace.com/climatechange