4. TEORIA GERAL DO PROCESSO Professora Msc. Agatha Santana DA AÇÃO 1.

Evolução conceitual O conceito jurídico de ação é um dos temas mais polêmicos de todo o processo. Conforme destacado por Ovidio Baptista (2002, p. 91), a excessiva teorização foi a responsável pelos desentendimentos e seria mais compatível à metódica filosófica. Até hoje ainda se tenta adequar o conceito de ação à realidade dos fatos, tendo repercussão direta sobre as conseqüências jurídicas dentro do próprio processo. A palavra “ação” é polissêmica. Pekelis (apud BAPTISTA, 2002, p. 93) encontrou 15 acepções diversas para o vocábulo. Não se cometa equívocos primários, portanto, de confundir tal termo com processo, procedimento, e até mesmo autos. Ação não é direito e nem pretensão – é o exercício de um direito pré-existente. 1.1 Teorias A evolução do conceito de ação perpassa pelas suas teorias A) Teorias que negam a autonomia da ação Doutrina /Teoria civilística ou imanentista (clássica) – Desde o período imanentista do processo até meados do século XIX, essa teoria da ação foi muito forte e substancialmente foi capitaneada por Savigny (lembra do jurista professor dos irmãos Grimm?). Para essa doutrina, “ação” é o próprio direito subjetivo material a reagir contra a ameaça ou violação do direito. Nesse sentido, a ação está presa ao direito que por ela se tutela, ou seja, não há ação sem direito, pois a ação segue a natureza do direito. De acordo com Almeida (2009, p. 96), de acordo com os civilistas / imanentistas, “a todo direito deveria corresponder uma ação e a cada ação um direito”. Desta forma, não havia direito sem ação assim como não haveria ação se não houvesse direito material que a sustentasse. Seria “duas faces de uma mesma moeda”  É como se hoje não se pudesse mover ação de investigação de paternidade no ventre da mãe de um nascituro concebido de inseminação artificial simplesmente porque a lei não prevê no direito material essa hipótese, ou não se puder mover ação de racismo perante uma pessoa que comete discriminação contra judeus porque a lei não prevê que religiões possa configurar raça.  Essa teoria exclui a possibilidade de criação do direito através da interpretação e dos princípios, sendo extremamente legalista. • O Código Civil de 1916, em seu art. 75, abraçava a teoria imanentista, ao prescrever que “a todo o direito corresponde uma ação que o assegura”.  Essa teoria foi superada pela famosa polêmica dos alemães no caso “Bernard Windscheid versus Theodor Mütter” (Polêmica Windscheid x Mutter), ocorrida em meados do Século XIX (anos de 1856 e 1857), em que o conceito de ação se confundiria com o direito de pretensão. Windscheid publicou em 1856 uma obra analisando a actio romana (a ação no direito romano), dizendo que o conceito moderno de ação era apenas o conceito de pretensão. Pregava, a partir de uma reanálise do conceito de ação para o direito romano, que a ação era completamente independente da existência de um direito. Mutter, em 1857, respondeu a sua obra, distinguindo claramente o direito de ação do direito material lesado.

considerando o caráter abstrato do direito de agir. em que o Estado é provocado para declarar a inexistência de uma relação jurídica. . não se verifica a ação. Essa concepção foi extremamente criticada. a teoria do direito potestativo de Chiovenda revelou-se uma modalidade da teoria concretista do direito de ação. que travaram grandes críticas à teoria concretista da ação. da ação como emanação dos direitos da personalidade. Assim. p.Ação como direito concreto (Também chamada Teoria Concretista ou Teoria concreta da ação ou ainda. como exigência de ver sua pretensão satisfeita. criticando a teoria concretista. atribuída ao jurista alemão Heinrich Degenkolp e ao húngaro Alexander Plosz) Desenvolvidas inicialmente pelo alemão Heinrich Degenkolb e o húngaro Alexander Plósz. Como não haver direito de ação se o Estado foi provocado a atuar? -Não explicavam a sentença declaratória negativa.a ação se desvincula do direito subjetivo. com sua obra. Carreira Alvim (2010. dentro do período da fase cientificista. também conhecida como fase autonomista do processo. pregando que o conceito de ação muda em face da realidade e do ordenamento jurídico.  Carreira Alvim (2010. teoria do direito concreto de agir) – Supostamente inaugurada pelo alemão Adolf Wach em 1885-1888.2. constando aqui que seu registro é meramente para a completude da matéria. para haver o direito de ação. 109).1. só que a ação exige uma sentença favorável. autônomo. na medida em que ação. Degenkolb escreveu sua obra sobre o direito de ação. Em 1880. apenas pode praticar o ser dotado de personalidade. tendo seu direito lesado. Seria assim um direito exercido pelo autor em face do réu. dirige-se contra o Estado e também contra o adversário. o sujeito necessitaria “ter razão”. poderia acionar o Estado mediante a ação para a solução do seu conflito. Teve como adepto importante James Goldschmidt. Pela teoria concretista (para os concretistas. Plósz adere a tese de Degenkolb. Desta forma. 109). 105) ainda cita doutrina desse período. Críticas postas pelos autores: -A teoria concretista não conseguia explicar o pronunciamento do magistrado quando desse sentença desfavorável (improcedente) ao autor. motivo pelo qual chamou tal análise de relativização do conceito de ação. pleiteando do Estado uma resposta positiva. pois.” (CAMARA. A actio romana seria a fórmula da ação de quem. adeptos da teoria). Para a teoria da ação como direito potestativo. embora ainda estivesse atrelada à existência de um direito material. como seria hoje uma negativa de paternidade. proposta pelo jurista Köhler. o direito de ação.Ação como direito abstrato (Também conhecida como teoria do direito abstrato de agir. deveria ter um direito que lhe amparasse. Foi a primeira teoria a defender a já afirmada autonomia do direito processual. a ação seria “o poder jurídico de dar vida à condição para a atuação da vontade da lei. p. que inexiste direito material que assista ao autor. que poderia ter natureza pública ou privada dependendo da natureza do direito material envolvido. Aparece então a teoria do direito concreto de agir.Daí surge o debate sempre de caráter dualista separando o direito material do direito de ação. ou seja. p. 2008. admitindo a natureza pública desse direito.TEORIA CONCRETISTA . B) Teorias autonomistas b. a fase cientificista do processo?) como um dos que seguiram a linha de raciocínio da ação dada pelos concretistas. 104) também cita Oskar Von Bülow (alguém lembra que ele iniciou. na sua concepção. Piero Calamandrei foi um dos seguidores da doutrina de Chiovenda (CARREIRA ALVIM. é ato jurídico. dentro de um caso concreto. em 1868. e como tal. p.1 Dissidência da teoria concretista – Em 1903 (início do século XX). teria direito de ação quem tivesse direito a uma resposta favorável.1. a qual deixou problemas sem solução. Em 1877. b. essa. b.

e a ação não poderá ser reproposta.Eis que havia boas razões para o abandono da teoria concretista. deduzindo e declarando que o autor não tem o direito (improcedência). A ação exige somente do autor a referência a um interesse seu protegido em abstrato pelo direito . mas sim um direito de fazer agir do Estado. o direito de ação independe completamente da existência do direito invocado. para se ter o direito de ação.3 Teoria eclética de Enrico Tullio Liebman. nada mais é do que uma mitigação. p. Para ter direito a resposta de se ter ou não o direito nessa teoria. é a capacidade processual. o autor não teria direito a uma resposta positiva (procedência) ou negativa (improcedência). Alfredo Buzaid. VI.não deixa de haver ação quando uma sentença justa nega o direito invocado pelo autor. As condições da ação seriam matéria de mérito. MAS. • Possibilidade Jurídica do pedido • Interesse de agir Tais condições serão estudadas adiante.4 Teoria da asserção ou Teoria da prospecção ou ação in status assertionis (Teoria das prospettazzioni do italiano Monacciani) (todas essas – As condições da ação fazem parte do mérito. aduzindo (dizendo) que a falta de condições da ação não é condição de inexistência do direito de ação. lembram? Nesse período. Foi aderida também por Carnellutti. a aniquilação. 99) b. mas sim uma sentença de mérito. Não tendo apenas uma das condições da ação. sempre extinguindo a ação com resolução de mérito. É teoria que ganha força entre os processualistas atuais e já é implementada principalmente na Justiça do Trabalho. no estado da assertiva. faz-se necessária a presença de requisitos. que é pressuposto processual e não condição da ação. É um vício na forma do processo. ou simplesmente. . autor do CPC-73. deve-se preencher as condições da ação. desde que o direito material fosse garantido por uma coação.  Não confundir com a teoria menos difundida e menos conhecida teoria eclética de Pekelis.  Liebman mudou sua teoria na segunda edição de sua obra. 111). As condições da ação. e a resposta jurisdicional deveria ser sem resolução do mérito (mérito = pedido). haveria carência de ação. auferidas in status assertionis (no estado da asserção. São as condições propostas por Liebman: • Legitimidade ad causam (legitimidade de agir ou legitimidade para a causa) OBS: Não confundir com legitimidade ad processum. Foi colocado pelo discípulo de Liebman. a ação é extinta sem resolução do mérito e a ação pode ser reproposta. a falta de condições da ação não dá origem a uma extinção sem resolução do mérito. b. formando coisa julgada material. Ausentes as condições da ação. Para eles. condições. Liebman foi aquele jurista famoso que veio ao Brasil na década de 40 fugindo do fascismo italiano. Esse argumento é utilizado para a modificação. Desta forma. (ALMEIDA. desenvolveu sua própria teoria. 2009. O nome eclética é justamente devido ao fato dele misturar a teoria abstrata com aspectos de sua própria tese. 267. portanto. o magistrado nem examinaria porque o jurisdicionado procurou o Poder Judiciário. Para Liebman. seriam requisitos para a existência do direito de agir. um verdadeiro “réquiem” às condições da ação (termo de Fredie Didier). no art. pela qual a ação não é direito subjetivo. que na verdade. assim. Também seguem essa teoria os juristas Couture e Ugo Rocco. uma modificação da teoria abstrata. É a teoria adotada pelo CPC de 1973 (nosso atual e remendado Código de Processo Civil às vias de ser mudado). que como se verá adiante. mas de abuso do próprio direito processual de ação (CAMARA. o que não ocorreria com o direito de ação. em que o autor tenha o direito (procedência) ou em uma resposta desfavorável. 2008. assim como na teoria abstrata. também chamada de teoria das condições da ação. o direito de ação poderá culminar em uma resposta favorável. de acordo com o que foi afirmado) pelo processo. ou seja. p.

Dentre os processualistas que defendem a tese. -Autônomo – Não há obrigatoriedade da existência de direito material para se fazer uso do direito de ação. réu. uma parte pode perder ou adquirir interesse ao longo do processo ou ao longo do tempo. terceiros prejudicados. -Direito Público – Qualquer interessado poderá provocar a atividade jurisdicional. -Abstrato – O sujeito que move a ação tem direito a uma resposta abstrata. Desta forma. Para alguns. 3. advogados e auxiliares da justiça. O interesse é público. tutelando interesses dos sujeitos. Não confundir os sujeitos da ação (autor. Elementos da ação a-subjetivos (sujeitos da ação): Basicamente. É interesse precípuo do Estado. Há autores que até mesmo chegam a confundir o conceito do direito de ação com a sua própria natureza jurídica. um pedido juridicamente possível pode-se tornar impossível. juiz (De acordo com Búlgaro. muito embora envolva sujeitos de direito privado. o direito de ação apenas é público. Ministério Público. Assim. na sua concepção. Esta noção começa a mudar em face da tutela coletiva. mas que seja ressaltado que o conceito é muito variante e acordo com a teoria adotada. provoca-se ao jurisdição que por sua vez se exerce através daquele complexo de atos que é o processo. uma vez que as condições da ação poderão modificar-se ao longo do tempo. -Subjetivo – Decorre da própria condição de cidadania. 2. as partes(autor/réu). seja ela positiva ou negativa. abstrata e instrumental com o fim de pedir a tutela jurisdicional. 4. uma parte ilegítima pode tornar-se ilegítima. Mediante o exercício da ação. Carlos Cintra e Candido Dinamarco. Juditium est actio trium personarum . pode-se citar Fredie Didier.” Este é um conceito genérico. dada a modificação da condição da ação no caso concreto. Conceito: De acordo com Ada Pellegrini. juiz. a coisa julgada que veda a repropositura da ação vedaria o acesso à justiça. ação é “o direito ao exercício da atividade jurisdicional (ou poder de exigir esse sacrifício).  Sujeitos da ação: Autor Juiz Réu (partes e juiz)  Sujeitos do processo: Autor Juiz . por garantir maior celeridade (açodamento ou rapidez) do processo. afirmando que poderá ser fontes de injustiças. juiz e réu) com os sujeitos do processo (todos os que participam do processo: autor. Candido Rangel Dinamarco (2009) repudia a teoria da asserção. -Instrumental – É instrumento da jurisdição e da própria justiça.a Jurisdição é ato de três pessoas). Natureza jurídica: Direito público subjetivo de natureza autônoma.

através do processo. assim. Caio resolve propor ação de cobrança em face de Mévio.é instrumental e secundário. c. transformando-a em dano efetivo. Exemplo: Caio tem contrato de empréstimo de dinheiro (mútuo feneratício) em face de Tício.(“ad causam”). na ação popular.é a titularidade ativa e passiva da ação. ou processual – é o interesse de agir em juízo para obter o interesse primário. Não há interesse em cobrar uma dívida antes do seu vencimento.Réu Advogados Terceiros intervenientes Ministério Público Auxiliares da Justiça b. é o que estimula a se ir ao Estado-Juiz). Exemplo: Ação de petição de herança de pessoa viva.Legitimidade das partes .“são as categorias lógico-jurídicas. na resistência em não frear a ameaça do dano. surge da necessidade de obter através do processo a proteção ao interesse substancial. diz-se que ela é ilegítima e há carência de ação.é o fato jurídico que ampara a pretensão deduzida em juízo (são os fatos e fundamentos jurídicos do pedido. **Se não houver relação jurídica em face da outra parte. O interesse de agir. significando pleitear em nome próprio interesse alheio. Deve-se ter interesse primário e secundário. O interesse de agir reside no dano ou ameaça de dano a direito – nasce da resistência na reparação. A legitimidade pode ser ordinária e extraordinária.objetivos: pedido. É a necessidade do processo. 5. incisos II e III do CPC). nem como fiador nem como avalista. material ou substancial – é o interesse de obter uma providência jurisdicional.é o bem jurídico pretendido pelo autor perante o réu. ação penal pública ou privada por prática de fato atípico. (art. 295.ou causa de pedir. ação de cobrança de dívida advinda de jogo ilícito. Exemplo: Ministério Público. Significa a titularidade da relação jurídica processual. Exemplo: Não há interesse em declarar a paternidade de um filho A em face de B. filho (maior de idade) de Mévio. Mévio não tem relação jurídica de crédito ou débito com Caio. Como Mévio.interesse de agir. Condições da ação Ou requisitos da ação . sendo que B já tenha reconhecido A em cartório. existentes na lei. Interesse secundário.  Legitimidade extraordinária (não confundir com a Substituição Processual) – É caso deferido em lei. que atua em nome próprio defendendo interesse da sociedade. Não havendo fundamento jurídico para o julgamento dos fatos. Pedido imediato (tutela jurisdicional) e mediato (a utilidade pretendida).possibilidade jurídica do pedido. Interesse primário. o binômio necessidade-adequação. É a pertinência subjetiva da ação”. há impossibilidade jurídica do pedido. o . que em nada tem a ver com o contrato.juiz verifica a viabilidade jurídica da pretensão deduzida pela parte em face do direito positivo em vigor. São três as condições: a.  Legitimidade ordinária – O sujeito pleiteia em nome próprio direito próprio. a proteção para o interesse substancial. surgiria quando se houvesse a necessidade de se obter. motivo pelo qual é considerado parte ilegítima. mediante as quais se admite que alguém chegue à obtenção da sentença final. b. etc.”( Arruda Alvim). tem mais dinheiro que seu filho Tício. Tanto o pedido imediato quanto o mediato. em condições normais de pagamento. É a regra do ordenamento jurídico brasileiro. Causa petendi.

de toda uma coletividade. Há duas classificações a esse respeito em relação às ações:  A trinaria. substituindo interesse alheio. 30 (CPP). que é o não cumprimento de uma obrigação. (CAMARA. 3º. constitutiva e condenatória. surge uma crise. Cuidado. Referências legais: arts. mas não é legitimidade extraordinária. requerente e requerido) Reclamação(Justiça do Trabalho) escrita ou oral reclamação jus postulandi AçãoPenal Escrita denúncia/queixa Advogado / Promotor Público MP/vítima reclamante/reclamado Referências legais: arts. uma condenação ou uma execução). interesse público. 2008. o substituto processual age em nome próprio em nome de interesse alheio juntamente com o interessado direito. interesse de direito coletivo. 6. . uma constituição de um estado diferenciado.  Crise de certeza do direito = Processo de conhecimento  Crise de inadimplemento = Processo de execução  Crise de urgência = Processo cautelar • Pelo conteúdo almejado pela prestação jurisdicional . Crise de urgência – Quando o direito ainda incerto corre risco de perecer. 118). Ação Civil escrita petição inicial presença de advogado (jus postulandi so nos juizados em causas de até 20 salários mínimos) autor/réu (Demandante e demandado. logo surge a crise de inadimplemento. deve ser protegido. a ação pode ser classificada em:  Ação de conhecimento  Ação de execução  Ação cautelar Cada tipo de crise no direito é solucionado por um tipo de ação: • • • Crise de certeza – Não se sabe de quem é o direito. • Pela natureza da prestação jurisdicional pretendida. a ação será classificada de acordo com a prestação jurisdicional pretendida (se o autor da ação objetiva uma declaração de um direito. A legitimidade extraordinária não tem nem permissão prévia e nem parceria conjunta com o interessado direto. da mesma forma. Classificação das ações. que classifica a ação em declaratória. VI do CPC. 643 (CLT) e arts. 786. logo. 763. acautelado. 6º e 267. Crise de inadimplemento – Sabe-se o direito. A ação de interdição ou de paternidade movida pelo Ministério Público é atuação de substituição processual – Está agindo em nome próprio. 24. mas ele não está sendo cumprido. p.cidadão pleiteia.

ação de uma duplicata vencida e não paga. Ocorrendo a usucapião. Exemplo: Ação de execução de um cheque não pago. 5. Saturno. astreintes ou responsabilidade pelo crime de desobediência. todos esses foram pessoas que queriam apenas a declaração da mudança de seus nomes. Nada muda em relação ao estado da pessoa. O cumprimento pode se dar nos próprios autos da ação de conhecimento. Ana Borboleta. Marciano. Exemplo: Ação de despejo. Opereta e Serenata. Ação condenatória – Também chamada pela teoria quinaria de ação condenatória lato senso (estou usando o português. Ação declatória – Toda ação é declaratória. 104). Exemplo: Mandado de segurança. trata-se aqui da ação meramente declaratória. etc). deve-se declarar o direito para se pretender fazer qualquer outra coisa (exigir a conduta em face de terceiros. Epílogo. É uma ação que reconhece uma obrigação em face do réu. um estado novo. 3. . visando compelir o réu a cumprir obrigação contida em um título executivo extrajudicial (documento previsto em lei de certeza presumida que autoriza uma pessoa a mover ação de execução forçada em face de uma pessoa que está inadimplindo uma obrigação). ou seja. modifique ou extinga determinada relação jurídica. ação de indenização. ação de cobrança. Prefácio. pois antes de qualquer coisa. Ou seja. pode-se estudar tais classificações diretamente. 2. Ação constitutiva – Nesse tipo de ação. Exemplo:Ação de divórcio – Constitui um novo estado de divorciado (ação constitutiva negativa ou desconstitutiva). Netuno. Ação executiva estrito senso – Gera o processo de execução forçada. 4. a ação serve para declarar que esse direito ocorreu. Exemplo: Ação de mudança de nome. ação de nunciação de obra nova. De acordo com Almeida (2009. Ação mandamental – São as ajuizadas objetivando que o juiz determine um mandamento. sob pena de responsabilidades. é uma ação precipuamente constitutiva positiva. Exemplo 2: Ação de usucapião – apenas declara a aquisição de uma propriedade pelo decurso do tempo em razão da posse. são as ações as quais prescindem de um processo de execução autônomo. que emita uma ordem (um mandamus). apenas se reconhece seu direito de mudar de nome. ações de execução de fazer. como Hitler. requer-se que o juiz constitua (ação constitutiva possitiva) ou desconstitua (ação constitutiva negativa) uma relação jurídica. habeas data. Capítulo. por se tratar de um nome que veja a constranger uma pessoa. para dar publicidade e oportunidade da pessoa registrar o bem em seu nome. ação declaratória de paternidade (embora o nome “declaratória”. executar o réu. com o escopo (objetivo) de apenas declarar um direito conferindo certeza jurídica em determinada situação. tida como incompleta em face de não visar a efetividade de uma execução. como a cominação do pagamento de multas. A aquisição é em decorrência do direito material. A quinaria (indevidamente chamada também de ponteana) que apenas acrescenta mais duas subclassificações derivadas da condenatória: a mandamental e a executiva estrito senso como formas de completar a classificação trinaria. capaz de vinculá-lo e garantir um cumprimento / execução futuro. o objetivo é se requerer que o magistrado constituía. Desta forma. por exemplo. Acreditem. p. uma vez que constitui um estado de filiação). a saber: 1. no latim seria lato sensu). Mas quando se fala em ação declaratória.

José Eduardo Carreira. 2009.1. Teoria Geral do Processo. São Paulo: Lumen Juris. Salvador: Juspodivum. Candido Rangel. Teoria Geral do Processo. Roberto Moreira de. V.BIBLIOGRAFIA ALMEIDA. Alexandre Freitas. DIDIER. . Fredie. CAMARA. ALVIM. 13 ed. São Paulo: Método. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Processual Civil. 2009.1. 2010. Rio de Janeiro: Forense. DINAMARCO. Instituições de Direito Processual Civil. V. Lições de Direito Processual Civil. 2008.

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