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Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia Humana Anatomia Clínica

Tema:

Caso clínico 20

Discentes: 1. Branquinho, Branquinho João da Costa 2. Jamisse, Astrilde 3. Mateus, Feliciano Nino 4. Mucandze, Manuel Aniano B. 5. Mugabe, Edson Mauro Alberto Zioto

Docente:

Drª Victória P7 – 07/11/2006

................................... 8 Conteúdo ....... 8 Fundamentação anatómica dos sinais e sintómas..................................................................................................................................................................................................... 4 Uma observação sobre linfáticos ............................................................................................................................................................................................................................. 5 Limites ...................................................................................................................................................................................................................................................................................... 12 ............................................................................................................................................................................................. 5 Conteúdo ........................................................................................................................................................................................... 11 Via oral................ 5 Triângulo Femoral Direito .. 11 Via endovenosa........................................................................................................................................Índice Introdução ....................................................... 8 Limites ............................................................................................................................................. 2 Linfonodos Peopliteos ......................................................................................... 3 Linfonodos Inguinais ................................... 8 Condução da dor .............................. 11 Bibliografia ........ 2 Quadro clínico 20........................... 9 Procedimento de enfermagem ............................................... 4 Descrição da região envolvida ........................................ 5 Região do dorso do pé....

O médico aplicou penso e deu analgésico e o doente foi mandado á casa. Depois de 2 semanas o doente voltou na consulta .Introdução Quadro clínico 20 Doente de 65 anos que apresentou-se na consulta de cirurgia com uma ferida traumática na parte dorsal do pé direito desde a 2 dias.1 2 . Ao exame físico revelou uma tomoração 5 cm . Figura. queixando de desenvolvimento de tumoração na região inguinal direita com febre alta. consistencia firme e quente não fixo ao plano profundo.( Diagnóstico: Linfadenite inguinal direita). doloroso. Ao exama físico referiu uma ferida profunda . lacerada de 3 cm de comprimento na parte dorsal do dedo grosso. O médico deu antibiótico e analgésico para 7 dias e doente ficou normal.

intercalados no seu trajeto. coletores linfáticos e linfonodos (este último também chamado por gânglio ou nódulo). Os linfáticos são um sistema de drenagem auxiliar no corpo do indivíduo e. água e nutrientes dos espaços tissulares e sua devolução à circulação sangüínea. Deles saem vasos eferentes que acompanham as veias poplitea e femural e vão ter aos linfonodos inguinais profundos. nos quais são produzidos linfócitos e a linfa é filtrada. ao mesmo tempo. Linfonodos Peopliteos Estão situados profundamente à fáscia. circulatório venosa o arterial é constituído por capilares. portanto. Origina-se dos espaços intercelulares e é proveniente do metabolismo intracelular. Os vasos linfáticos que acompanham a safena parva drenam para os linfonodos popliteos. linfonodos. cobrem grande extensão corpórea e possuem. Sua principal função é transportar e absorver líquidos. vasos. Também é responsável pela produção de linfócitos. uma barreira contra a penetração de toxinas. Para que estas finalidades sejam cumpridas os vasos linfáticos são numerosos. e aqueles que drenam a pele e tecidos superficiais acompanham as veias superficiais.1).O sistema linfático é considerado como parte integral do sistema circulatorio. que tem como função a defesa do organismo. os linfáticos superficiais acompanham as veias safenas. A linfa é um líquido incolor com alta concentração de proteínas e grande número de leucócitos e linfócitos. e os profundos as veias profundas. de onde é retirada pelos capilares e impulsionada para o sistema linfático (ver fig. Não há como sistematizar os vasos linfáticos de um segmento. promovendo a remoção de proteínas. No membro inferior esta regra prevalece e. bactérias e corpos estranhos na circulação geral. conhecidos por linfa. 3 . mas a drenagem linfática tende a seguir a drenagem venosa: os vasos linfáticos que drenam os tecidos situados profundamente à fáscia de revestimento muscular acompanham as veias profundas.

Os superficiais mais numerosos. particularmente nas porções mais distais. nádegas. Dos linfonodos inguinais a linfa passa para os profundos. Além de receberem a linfa dos linfonodos inguinais superficiais. eles recebem a linfa da coxa. Uma observação sobre linfáticos Ferimentos no membro inferior. porção inferior da parede abdominal anterior. Estes últimos são poucos e situam-se nas proximidades da porção proximal da veia femural. lembrando a forma de um T. períneo. superfície do pênis e escroto ( ou lábios maiores). tecido superficiais da perna. dispõem-se paralelamente ao ligamento inguinal e ao longo da porção mais superior da safena magna. eles recolhem a linfa de todos os linfáticos profundos da perna. podem resultar num aumento do volume dos linfodos inguinais (hipertrofia).Linfonodos Inguinais Apresentam-se em dois grupos. 4 . Do mesmo modo. superficial e profundo. os carcinomas que atingem qualquer parte da extensa área de drenagem dos linfáticos do membro inferior podem enviar metastases aos linfonodos inguinais. extremidade inferior da vagina. Constitue-se assim o que se denomina ingua. Dos linfonodos inguinais profundos saem vasos eferentes que acompanham a veia ilíaca externa para alcançar linfonodos abdominais. separados pela fáscia.

esta lâmina é delgada na periferia da região e se engrossa na parte central do triângulo femoral infiltrando-se no tecido adiposo. juntos destes . Conteúdo Plano superficial Pele. nomeadamente: Artéria Epigástrica superficial. claramente diferenciada da fascia Lata e se uni a ela em maior ou menor medida ao longo dos bordos laterais do triângulo. lateralmente pelo músculo Sartório e pelo músculo Adutor Longo na parte média. Panículo adiposo. na qual se situam os linfonodos inguinais superficiais. fina e móvel. 5 . esta provista por pêlos na sua parte média. Veias – a veia superficial principal da região é a veia Safena magna. Artérias – são todas provenientes da artéria Femoral. encontram-se números nervos e vasos superficiais. Tecido celular subcutâneo: vasos e nervos superficiais subcutâneos. Está fixa ao ligamento inguinal por lâminas fibrosas.Descrição da região envolvida São duas regiões envolvidas: Triângulo Femoral Direito Limites Esta região está limitada superiormente pelo ligamento inguinal. Artéria Circunflexa Ilíaca superficial e as Artéria Pudendas externas superior e inferior. e fáscia superficial.

Nervos – os nervos superficiais do triângulo Femoral são: o ramo femoral do Genitofemoral. 6 . inferomedial e inferolateral. dispostas em uma linha vertical e horizontal intersecciodas na desenbocadura na veoia Safena maior dividindo os linfonodos em quatro grupos. ramo cutãneo anterosuperior do nervo cutâneo anterior lateral do femoral. Superomedial. são cerca de 4 a 20 que estão agrupadas em uma massa triangular incluída no Triângulo Femoral. ♠ Dos Linfonodos superficiais partem vasos eferentes que atravessam a fascia Lata e se dirigem aos linfonodos inguinais profundos e os Linfonodos Inguinais Ilíacos externos. ♠ Os linfonodos do grupo superior apresentam normalmente um eixo maior paralelo ao ligamento Inguinal. No triângulo femural se encontram quatro músculos dispostos em dois planos um superficial e outro profundo. enquanto que o grupo inferior são alargados de superior a inferior. o plano profundo está formado pelos múculos Ilíopsoas e Pectíneo.Linfonodos ♠ linfonodos Inguinais superficiais. O plano superficial compreende o músculo sartório e adutor longo. ramos superficiais do nervo cutãneo anterior medial do femoral. Fascia Lata – cobre toda região e forma uma bainha para os vasos femorais cuja a disposição é determninada por ligamento inguina e músculos do triângulo femoral. superolateral.

penetra no triângulo femoral anterior bilateralmente à artéria Femoral. no lado medial desta veia se encontra dois ou três linfonodos profundo. medial e posteriorimente. Figura 2 7 .Plano profundo Compreende os músculos. Esta artéria está situada lateralmente a veia femoral e anteriorimente ao canal formado por psoas e pectíneo na parte lateral da veia e dos vasos femorais. vasos e nervos profundos. A artéria femoral dá origem a cinco colaterais do triângulo femoral : artéria Epigástrica superficial. Pudenda externa superior e inferior e Femoral profunda. Veia femoral – situada medialmente a artéria. Artérias Femoral percorre a região desde a base até o vétice do triãngulo femoral sua direcção obliqua inferior. Nervo – ramo femoral do nervo genito femoral. Nervo Femoral – situa-se na parte medial do músculo iliopsoas. circunflexa Ilíaca superficial.lateralmente está separada do nervo femoral pela bainha do Psoas.

dolorosos e quentes não fixos ao plano profundo: devido a intensa reacção imunológica dos linfónodos inguinais a infecção há um aumento de tamanho do órgão devido ao aumento do número de células e consequente distenção da cápsula. gânglios palpáveis. nervo sural e alguns ramos delgados do sefeno no lado medial do plano. O calor é devido a elevada circulação sanguínea no local. Tecido subcutãneo – é laminar e laxo. Nervos superficias : nervo cutaneo superficial. Pele – é delgada e muito móvel até a parte medial e grossa lateralmente e nos dedos.Região do dorso do pé Está situada na parte dorsal do esqueleto do pé. A febre alta é devido a resposta do organismo contra as toxinas libertadas pelos microorganismos infectantes. 8 . é responsável pela transmição da dor. Limites o dorso do pé está separado da planta pelos bordos lateral e medial do pé. Fundamentação anatómica dos sinais e sintómas Tumoração na região inguinal direita com febre alta. Esta que por sua vês tem uma inervação sensitiva proveniente do plexo lombar. Conteúdo Plano superficial. Os nervos digitais dorsais do pé inervam a face dorsal do pé com excepção do dorso da falangem distal . recorrido por densas redes venosas e linfãticos e por numerosos ramos nervosos.

com o qual pode se comunicar. L2) emerge da superfície anterior do 9 . L2 e L4 dividem-se em superior e inferior. As três divisões posteriores unem-se para formar o nervo femoural. O nervo ílio-inguinal (L1) segue um curso ligeiramente inferior ao ílio-hipogástrico. cada um deles. e em 50% dos casos ele recebe uma contribuição do último nervo torácico. menor. é a porção superior do plexo lombo-sacral. e o músculo psoas a partir de L2 e L3. O ramo inferior de L4 une-se a L5 para formar o tronco lombo-sacral. Distribuição dos ramos terminais O nervo ílio-hipogástrrico (T12. L1) passa lateralmente em torno da crista ilíaca entre os músculos transverso e oblíquo interno e divide-se em um ramos ilíaco (lateral) que se dirige à pele da parte lateral superior da coxa e num ramo hipogástrico (anterior) que desce anteriormente para a pele que recobre a sínfise. todos de L3 e o ramo superior de L4 dividem-se. O ramo inferior de L2. e as duas superiores fornecem ramos que formam o nervo cutâneo lateral da coxa. Os nervos L1. localizado no interior do músculo psoas. O ramo inferior de L1 une-se ao ramo superior de L2 para formar o nervo gênito-femoral. É geralmente formado pelas divisões anteriores dos três primeiros nervos lombares e parte do quarto.Condução da dor O Plexo Lombar O plexo lombar. Os ramos motores colaterais inervam o músculo quadrado lombar e intertransversais a partir de L1 e L4. e é distribuído à pele da parte medial superior da coxa e à raiz do pênis e escroto ou monte púbico e lábio maior. em divisão anterior. e divisão posterior. O nervo gênito-femoral (L1. As três divisões anteriores unem-se para formar o nervo obturatório. O ramo superior de L1 forma os nervos ílio-hipogástrico e ílio-inguinal.

para a pele da parte supeior média da coxa. O tronco lombo-sacral (L4. em direção ao músculo cremaster suprindo a pele do escroto ou lábios vaginais. L5) desce para a pelve. O nervo cutâneo lateral da coxa passa obliquamente cruzando o músculo ilíaco e sob o ligamento de Poupart para se dividir em vários ramos distribuídos à pele do lado antero-lateral da coxa. onde entra na formação do plexo sacral. e ramo femoral. Sendo assim a dor e conduzida principalmente pelos ramos do plexo lombar até a medula espinhal e ascende pelos tratos sensitivos até oa sistema nervoso central. caminha obliquamente para baixo sobre a superfície deste músculo e divide-se em ramo genital.músculo psoas. 10 .

os antibióticos combater a infecção e os analgésicos para diminuir a dor.Procedimento de enfermagem O médico receitou um antibiótico e um analgésico. 11 . após a sua chegada no átrio direito seguem o mesmo trajecto: Átrio direito ventriculo direito tronco arterial pulmonar átrio esquerdo artéria ilíaca comum pulmões ventrículo volta ao coração pelas veias pulmonares esquerdo aorta torácica e abdomilal artéria ilíaca externa direita ramos da artéria Femoral (artéria Epigástrica superficial. sai pela veia coração ( átrio direito) veia cava inferior Tanto a via oral como a endovenosa. Há duas vias possíveis para a administração do medicamento: Via endovenosa A partir da veia cubital média Veia cubital média direita axilar direita veia cava superior veia basílica veia braquial direita veia veia subclávia direita coração (átrio direito) tronco venoso braqueocefálico direito Via oral Trajecto gastrintestinal – desde a boca até sua absorção nos intestinos: Veias mesentéricas hepática veia porta sistema porta no fígado e. Pudenda externa superior e inferior e Femoral profunda.) linfonodos Inguinais. circunflexa Ilíaca superficial.

2005.doc.br/otorrino/sem30. pag 73-88 2. editora Masson.com/_izquie/temas/79.htm.Tomo III.usp. 18:00 horas 3.hcnet. www.Bibliografia 1. 19:33 horas 12 . Cabeza y Cuello . www. Rouviere H. 4/11/2006. 6/11/2006.otorrinoweb.1glsalv/anatomia_submaxilar_3. Anatomia Humana.