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UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Henrique Teixeira De Oliveira Luiz Paulo De Carvalho Lopes Thúlio Igor Costa Valle

CONCRETO LEVE PARA CONTRA-PISO COM DESEMPENHO ACÚSTICO ADEQUADO

GOVERNADOR VALADARES 2010
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HENRIQUE TEIXEIRA DE OLIVEIRA LUIZ PAULO DE CARVALHO LOPES THÚLIO IGOR COSTA VALLE

CONCRETO LEVE PARA CONTRA-PISO COM DESEMPENHO ACÚSTICO ADEQUADO

Projeto de Pesquisa submetido ao Curso de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências Exatas da Universidade Vale do Rio Doce, como requisito para obtenção do grau bacharel em Engenharia Civil. Orientador (a): Bárbara Poliana Campos Co-orientador (a): Msc. Adriana de Oliveira Leite Coelho GOVERNADOR VALADARES 2010
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HENRIQUE TEIXEIRA DE OLIVEIRA LUIZ PAULO DE CARVALHO LOPES THÚLIO IGOR COSTA VALLE CONCRETO LEVE PARA CONTRA-PISO COM DESEMPENHO ACÚSTICO ADEQUADO Projeto de Pesquisa submetido ao Curso de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências Exatas da Universidade Vale do Rio Doce, como requisito para obtenção do grau bacharel em Engenharia Civil.

Governador Valadares, 20 de novembro de 2010. Banca Examinadora: ____________________________________ Profa. Bárbara Poliana Campos Universidade Vale do Rio Doce __________________________________ Prof. Oton Silva Soares Universidade Vale do Rio Doce ____________________________________ Prof. Rodrigo Rocha de Carvalho Universidade Vale do Rio Doce
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Ao amigo Bruno Gomes Ferreira Lopes pela disponibilidade e ajuda na execução dos ensaios. Co-orientadora Adriana de Oliveira Leite Coelho pela dedicação e paciência que apresentou conosco desde o início do curso. A profa. Agradecemos a nossa profa.AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a DEUS por nos proporcionar o desenvolvimento deste trabalho e a conclusão do mesmo. 4 . Bárbara Poliana Campos pelo empenho e prontidão em nos orientar nesse estudo.

RESUMO O presente estudo tem por objetivo desenvolver um concreto especial com propriedades acústicas para sua aplicação em edifícios habitacionais a fim de adequar a propagação sonora à norma de desempenho NBR 15. Em virtude do traço bem definido e da utilização de materiais de fácil acesso. Palavras chave: Desempenho acústico. a viabilidade técnica do novo sistema. a construção civil pode ter um impacto positivo no que tange ao conforto e habitabilidade. conforto tátil-visual e antropodinâmico. concreto especial. é possível universalizar o uso e criar a prática de projetos condizendo com as demandas e anseios dos consumidores. também.575. o elemento construtivo objeto de estudo é o contra-piso. Tendo como ponto de partida um arcabouço teórico composto de estudos e normas técnicas. 5 . Para tanto. Foram realizados ensaios de traços de concreto. durabilidade e manutenibilidade conforme definidos na norma. estanqueidade à água. Apresenta-se. para obtenção de um novo tipo de concreto. Com o desenvolvimento do concreto especial e sua aplicação nas edificações. observando as características e requisitos mínimos que não podem ser negligenciados. acústica. Buscou-se encontrar um traço ideal de concreto que atendesse ao requisito de desempenho estrutural.

the building element object of study is the sub-floor. Taking as its starting point a theoretical framework composed of technical studies and tests were performed concrete mixtures. With the development of concrete and its application in special buildings. comfort and tactile-visual. For this. It presents also the technical feasibility of the new system. We tried to find a trace ideal of concrete that would meet the requirement of structural performance. Because trace well defined and the use of materials within easy reach. water resistance. the construction industry may have a positive impact in terms of comfort and livability. durability and maintainability as defined in the standard. you can create and use the universal practice of projects consistent to the demands and desires of consumers.ABSTRACT The present study has the objective of developing a special concrete with acoustic properties for application in residential buildings in order to adjust the sound propagation to the performance standard NBR 15575. special concrete 6 . leading to a new type of concrete. acoustics. observing the characteristics and requirements which can not be neglected. Keywords: Acoustic performance.

. ISUMÁRIO 7 .

normas de desempenho similar as existentes na Europa e EUA só foram publicadas no ano de 2010. mas o desempenho que qualquer um dos sistemas constituintes deveria apresentar. físicas e psicológicas. Como contraponto a essa deterioração da qualidade da habitação. Como conseqüência da ocupação intensa dos territórios. A verticalização nas construções acompanhou o desenvolvimento das novas técnicas de construção. no mundo inteiro sugiram normas técnicas que definiram os métodos construtivos a serem empregados. sociais e culturais. o único meio de crescimento fora através das áreas periféricas. amplo. Dada à importância do concreto. Todavia. em especial as questões relacionadas ao conforto.2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Com a dinamização da sociedade moderna. que representa a estrutura de uma edificação. a habitabilidade perdeu o sentido de seu conceito maior que. os demais sistemas acabaram sendo um pouco negligenciados ao longo do tempo.INTRODUÇÃO 2. que em certo momento puderam resolver parcialmente os problemas da população. que passou a ser o elemento base das edificações. após meados do século XX. expressa um conjunto de necessidades do ser humano.II . Com efeito. Foi quando as maiores nações criaram as normas de desempenho que não estabeleciam os métodos construtivos a serem seguidos. com a diversidade e a explosão cultural que a globalização patrocinou. e a intensificação da migração rural-urbana. Porém. gerou-se nos centros urbanos demanda crescente por área para a construção de edificações. e nesse caso optou-se pela verticalização das edificações. o deslocamento crescente de massas não era sustentável. Em que pese o fato das normas serem consideradas muito suaves 8 . uma nova fase foi inaugurada na década de 80. sobretudo nas tangenciais às propriedades do concreto. No Brasil.

A preocupação com a questão da habitabilidade. Nesse caso surge a necessidade de. Tendo como objetivo salvaguardar a qualidade e o conforto acústico nas habitações.575 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos (ABNT.2 JUSTIFICATIVA Face à publicação e entrada em vigor da norma de desempenho NBR 15. Por isso. esta pesquisa busca desenvolver um novo traço de concreto que possua desempenho aquedado para ser aplicado como contra-piso. O presente estudo inclui a análise comparativa do desempenho do concreto acústico e concreto convencional. existem inúmeros conflitos urbanos cujo zigoto é a invasão da privacidade e poluição sonora. e com efeito. há uma crescente demanda no mercado por técnicas de isolamento acústico para sua aplicação nas edificações. 9 . Deram-se prioridade as necessidades fisiológicas do ser humano e ignoraram que a casa. desenvolver um concreto que possa atender a uma grande parcela do mercado que não está assistida. bem como. A norma brasileira estabelece os níveis de desempenho para cada modalidade dos sistemas que compõe a edificação. são um marco na construção de habitação no Brasil e trás consigo muitas transformações. 2010). 2. se houve um aumento quantitativo nas habitações o mesmo não aconteceu em relação a qualidade. estabelece a forma de realização dos testes de aferição. As técnicas convencionais ora são caras.575 – Edifícios Habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICA. A questão do conforto acústico é tratada com especial destaque na NBR 15.em relação às normas estrangeiras. também. local de lazer e cultura. ora não estão disponíveis em razão da técnica e especialidade de mão de obra que exigem. 2010). com ferramentas do cotidiano. foi deixado de lado pela maximização da utilização do espaço. mais precisamente o conforto ambiental. além de local de descanso e alimentação é. que estabelece requisitos e critérios de avaliação de desempenho das edificações e seus sistemas.

. 2. o desenvolvimento dessa pesquisa é alvissareiro e inaugura um novo padrão de habitabilidade. em laboratório. argamassa e cerâmica.Medir. fato que se busca a todo esforço minimizar nessa pesquisa. a introdução de novas práticas de projeto e incremento no custo das edificações. pretende-se garantir maior conforto e privacidade ao lar através do isolamento acústico da edificação aos níveis referenciados na norma supracitada. . têm-se.3 OBJETIVO 2.3. . Na prática. .Avaliar a viabilidade técnica do desenvolvimento do concreto especial. de um concreto desenvolvido com um traço modificado para ser utilizado como contrapiso num sistema de piso composto por laje. contra-piso. sob o ângulo das construtoras e incorporadoras.Medir. por meios dos novos padrões de qualidade.Fazer análise comparativa do contra-piso de concreto convencional e do contra-piso de concreto especial. o isolamento acústico de contra-piso desenvolvido com concreto especial.1 OBJETIVO GERAL O objetivo central desta pesquisa é avaliar o isolamento acústico.3.Sob o ângulo do consumidor final. devido ao ruído aéreo. Já. 10 . a resistência à compreensão do concreto especial desenvolvido. em laboratório. 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .Explicar a importância do isolamento acústico na qualidade da habitação e sua obrigatoriedade na norma de desempenho.

Como o objetivo dessa pesquisa é o desenvolvimento de um concreto com capacidade acústica. delimitação e organização. que apenas o ruído rosa foi analisado. Houve a realização de ensaios com uma dosagem convencional de concreto e com a o aditivo incorporador de ar em 5 % e 10 %. mais importante. Deve-se deixar claro. da complexidade dos ensaios e. estes últimos não foram avaliados nos exame de acústica. através do ruído aéreo. porque a norma que em tese balizou essa pesquisa faz referencia ao nível de redução sonora ponderado – RW. No capítulo três. em virtude da disponibilidade de equipamentos. para auxiliar na seleção dos materiais componentes da mistura do concreto foram realizados ensaios para a determinação das propriedades físicas e químicas destes elementos. os objetivos. contém as definições básicas sobre isolamento acústico e as propriedades a serem avaliadas no desempenho acústico.4 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA A pesquisa busca definir um novo traço de concreto através da dosagem não experimental com a subtração. Porém. não foram avaliados os quesitos de durabilidade.2. A medição do desempenho acústico se ateve a medição de ruído por transmissão. Todavia. nos componentes do concreto. é apresentada a revisão bibliográfica desta pesquisa. elasticidade. por não apresentarem desempenho estrutural adequado. grandeza relativa aos ruídos rosas. é apresentada a introdução da pesquisa. com os títulos e subtítulos dos conteúdos abortados neste trabalho. trabalhabilidade.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO No primeiro capítulo dessa pesquisa é apresentado o sumário. do agregado graúdo e com a adição de EPS. No capítulo dois. bem como a importância que vem adquirindo em razão da existência de 11 . 2.

é apresenta a referência bibliográfica que compôs o arcabouço teórico desta pesquisa. seus elementos constituintes e suas propriedades básicas a serem observadas. apresenta o trabalhos desenvolvidos de acordo com a metodologia definida na revisão bibliográfica. as conclusões e as sugestões que são feitas para correção e ajustes. medição desempenho acústico do concreto. o método de dosagem proposto. e a forma de avaliação das propriedades do concreto. No capítulo quatro é apresentado os parâmetros técnicos do concreto. porventura. É subdividido em duas partes: a confecção e a realização de ensaios para definição das propriedades do concreto desenvolvido e. Nos capítulos seis e sete são apresentados os resultados do trabalho. No capítulo oito. sua composição e a classificação dos demais agregados que compõem o concreto.normas de desempenho específicas para cada sistema construtivo. necessários. 12 . Ato contínuo procede-se com a definição de concreto especial. O capítulo cinco se refere a pesquisa experimental.

Nesse sentido é apresentado a seguir as propriedades básicas do som e os métodos de propagação. “O som [. a partir das quais é possível estabelecer e mensurar o objeto de estudo dessa pesquisa.2 SOM Segundo Costa (2003) “som é resultado das vibrações dos corpos elásticos.000 Hz.] se propaga por meio de impulsos ocasionados ao meio.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A compreensão dos mecanismos de isolamento acústico implica no conhecimento prévio das propriedades físicas envolvidas nesse processo. em torno do corpo sonoro. de acordo com a onda de pressão criada. 1992). estiverem situada numa faixa de freqüência de 20 a 20. As vibrações contidas na faixa de freqüência estabelecida. 13 . 3. 2003 p.1.” (COSTA. em termos técnicos. os quais provocam deformações transitórias que se movimentam longitudinalmente. as vibrações só se propagam em meios materiais e nunca no vácuo. Por se tratarem de onda mecânica.. Definição convergente com a apresentada pela Norma Técnica Brasileira 12179 (Associação Brasileira de Normas Técnicas.1 ISOLAMENTO ACÚSTICO 3.. que acrescenta que a denominação som deve ser empregada quando essas vibrações provocarem no homem a sensação de ouvir ou.III – REVISÃO DA LITERATURA 3.2). audíveis. são chamadas de vibrações sonoras.1. quando essas vibrações se verificam em determinados limites de freqüências”.

A intensidade do som diz respeito à amplitude da onda sonora. que caracteriza a variação de pressão do meio em que se verifica a sua propagação. No outro caso acontece a transformação da energia em energia cinética devido a viscosidade do meio em energia calórica.1. 3. e nos permite identificar a procedência do som. inércia. A transformação da energia pode ocorrer de duas maneiras conforme afirma Costa (2003). A altura é a grandeza relacionada à seqüência das vibrações sonoras.4 FREQUÊNCIA Freqüência de uma onda é o número de vibrações completas executadas pela mesma em um intervalo de tempo. freqüência do som. A unidade padrão adotada no sistema internacional para mediar a freqüência da onda sonora é o hertz (Hz). obstáculos).Observado o princípio de conservação de energia mecânica. O timbre se relaciona com a forma da onda.1.3 ELEMENTOS DA ONDA SONORA A onda sonora é analisada de acordo com três características básicas: a altura. 2003). o som apresenta certa energia que se transforma quando em contato com materiais e energias (atritos devido a viscosidade. o qual entra em vibração. seja emitido por uma pessoa ou por um instrumento musical. 3. 14 . a intensidade e o timbre (COSTA. a onda sonora encontra um obstáculo e em atrito com este cede parte de sua energia ao obstáculo. No primeiro caso.

onde vibrações se transmitem e podem assumir valores que inviabilizam a utilização de um ambiente para certos tipos de atividades mais acuradas. Como se trata de uma função harmônica senoidal.1. podendo ser aeriformes. líquidos ou sólidos. etc.1. portas e janelas fechadas.6 PROPAGAÇÃO SONORA A transmissão da energia sonora de um ambiente para outro se dá por meio de três caminhos diferentes: a) Por meio do ar. etc. em virtude das oscilações que a formaram.3. a propagação do som acontece através da vibração elástica dos meios ponderáveis ou corpos de uma maneira geral. nas grades de ventilação. forros. com tetos. a amplitude pode apresentar os valores característicos (médio e eficaz) semelhantes aos da corrente elétrica alternada. c) Através das superfícies limítrofes do meio fechado. Segundo Costa (2003).1. 3. nas janelas. pisos. transformando-se em energia 15 . pelas aberturas situadas nas portas. b) Por meio da estrutura da própria construção ou canalização diversa. paredes.7 ABSORÇÃO SONORA A absorção sonora é o termo que descreve o processo de absorção da onda sonora em uma superfície sólida devido ao atrito e viscosidade do ar.5 AMPLITUDE Amplitude de uma onda sonora é o maior ou menor deslocamento atingido pelas partículas do meio. 3.

c) Físicos. deve-se analisar a natureza distinta dos problemas que acarretam a vida humana. via de regra. porém. Costa (2003). etc.1. plásticos porosos. relacionados ao desempenho do trabalho humano. relacionados ao organismo humano. compreensão de sua origem para a possibilidade de redução e eliminação.calórica. prejudicam a execução de atividades humanas e ainda acarretam danos a saúde. e) Regularidade. relacionados às técnicas de redução de efeito indesejado. tal 16 . relacionada a impressão de fastio fisiológico que pode ser ocasionado. relacionada a freqüência e intensidade do ruído. madeira aglomerada.1. d) Técnicos construtivos.9 ISOLAMENTO ACÚSTICO Não é fato recente que o Brasil busca um lugar de destaque no cenário internacional. afirma que os materiais com maior coeficiente de absorção sonora são geralmente de estrutura porosa como tecidos. seja em razão de sua natureza territorial ou potencial econômico. Costa (2003) propõe que para o estudo dos ruídos. intelectual ou manual.8 RUÍDOS Ruídos são sons indesejáveis que perturbam a audição dos demais sons. feltros. surdez e até a morte. a observar os fatoes: a) Fisiológicos. f) Suportabilidade. b) Fisiopsicológicos. como distúrbios nervosos. Essa energia caracteriza a absorção e depende essencialmente da natureza do material. a luz da técnica moderna. 3. 3. relacionados a natureza do ruído.

para gerar conforto acústico a seus ocupantes. a norma estabelece os seguintes valores de desempenho acústico: Tabela 1 – Índice de Redução Sonora Ponderado. onde há rigoroso controle de qualidade dos serviços e materiais utilizados. que estabelece os seguintes métodos para as medições realizadas em campo ou em laboratório: a) método de precisão. Para o sistema piso. componentes e materiais que fossem inovadores e que só poderiam ser avaliados por requisitos de desempenho e não por critérios meramente pessoais e de aceitabilidade do mercado. No tocante o isolamento acústico. a norma NBR 15575 (ABNT. 2010) estabelece que as edificações. Tal normatização veio da falta de parâmetros para avaliar os sistemas. medido em laboratório Elemento Rw[dB] 40 a 44 45 a 49 > = 50 45 a 49 50 a 54 > = 55 Nível de Desempenho Piso de unidade habitacional sobre áreas comuns. como Corredores Piso separando unidades habitacionais autônomas ou pisos de áreas comuns sobre unidades autônomas Mínimo Intermediário Superior Mínimo Intermediário Superior Os métodos a serem utilizados na verificação dos resultados só foram possíveis com a publicação da NBR 15575. 17 . realizado em laboratório. b) métodos de engenharia. devem apresentar adequado isolamento acústico das vedações externas. no que se refere aos ruídos aéreos provenientes do exterior da habitação. Desde a década de 80 normas de desempenho semelhantes a NBR 15575 ficaram comuns nos países desenvolvidos. conforme a ISO 140-3. e adequado isolamento acústico entre ambiente. pelo menos no tocante regulamentação nos setores fundamentais para o desenvolvimento.pretensão é obstaculizada pela infra-estrutura carente e pela falta de marcos regulatórios que o coloquem em patamar de igualdade com as nações desenvolvidas. realizado em campo.

2 – Absorção do ambiente receptor (A2). c) método simplificado. (2) . para vedações verticais internas ou a ISO 140-5 para vedações verticais externas e fachadas..2 CALCULO DA REDUÇÃO NO NÍVEL DE RUÍDO (NR) ENTRE OS AMBIENTES O nível de redução de ruído entre ambientes é a diferença aritmética dos níveis sonoros entre os dois ambientes. (ABNT.conforme a ISO 140-4. 3. realizado em campo. p... dada em sabines métricos – o nível de ruído é alterado por ambientes de alta absorção (A2=α2s2). 3 – A perda por transmissão da barreira comum – o PT é uma propriedade física determinada por laboratório de testes padrão ou pela formula apresentada abaixo.. NR = L1 – L2 Onde: L1 = Ambiente 1 L2 = Ambiente 2 E depende de três fatores básicos: 1 – Área da parede que transmite o som (S) – a área da parede é importante porque ela será fonte sonora do ambiente receptor. (1) 18 .26). conforme a ISO 10052. 2007. NR = PT +10log A2/S Onde: NR = Nível de redução sonora PT = Perda por transmissão ponderada .

S = Área da parede que transmite o som A2 = Absorção do ambiente receptor.. 2010) o desempenho acústico dos pisos deve ser medido.. em traços grosseiros. que. para ensaios realizados em laboratório. em laboratório. (3) 3. deve utilizar a norma ISO 140-3 – Acoustics – Measurement of sound insulation in buildings ando of building elements – Part 3: Laboratory measurements of airborne sound insulation between rooms (ISO. que define os valores do índice de Redução Sonora. 3. é a redução da sensação auditiva de um lado para outro do obstáculo. R.4 CÁLCULO DA PERDA DE TRANSMISSÃO PELA LEI DA MASSA 19 .3 ÍNDICE DE REDUÇÃO SONORA OU PERDA POR TRANSMISSÃO Segundo Costa (2003) o isolamento acústico propiciado pelas superfícies de fechamento de ambientes pode ser caracterizado pela chamada atenuação do ruído R [ou na terminologia utilizada nesta pesquisa. . Índice de Redução Sonora R]. através do índice de redução sonora R. O método de avaliação. 1995). isto é: 1 R = 10 log ------αt Onde: R = índice de redução sonora αt = coeficiente de transmissão Segundo a NBR 15575 (ABNT. expresso em dB. em bandas de terço de oitava entra 100 e 5000 Hz.

A curva convencional de referência possui a seguinte descrição paramétrica: Freq.Acoustics – Rating of sound insulation in buildings ando f buildings elements – Part 1: Airbone sound insulation (ISO. 1996). PT = 20log(mf)-47. A ISO 717 leva a obtenção de um único índice.. O valor do número único. a perda por transmissão em materiais construtivos homogêneos como o vidro. Esse número é determinado através da comparação da curva do espectro de freqüência do material avaliado. que expressa. a uma curva padrão.5 ÍNDICE DE REDUÇÃO SONORA PONDERADO Para a determinação dos valores do Índice de Redução Sonora Ponderado. Rw.5 Onde: PT = Perda por transmissão M = massa F = frequência . madeira ou concreto cresce aproximadamente 5 vezes cada vez que dobra o valor da densidade especifica do material multiplicada pela sua espessura. mas não ultrapasse 32 dB. e 10 dB. o resultado obtido em bandas de freqüência. De acordo com esta lei. para medições de 1/3 de oitava. após a realização dos procedimentos acima descritos.A lei da massa relaciona a perda por transmissão com a massa dos elementos. (Hz) R (dB) 100 R 400 R + 18 > = 1250 R + 23 20 . utilizase o procedimento especificado na Norma ISO 717-1. para medições em bandas de oitava. A comparação é efetuada plotando-se a curva de referência obtida. é o valor da curva de referência na freqüência de 500 Hz.(4) 3. INDEX.. através da medição de 1 em 1 dB. até que a soma dos desvios desfavoráveis (diga-se os valores acima da curva) seja a maior possível. de maneira simplificada.

Redução sonora (dB) FIGURA 1000 – GRÁFICO DA CURVA DE REFERÊNCIA 21 .

miúdo e água. maior durabilidade e impermeabilidade. ou o concreto simples. (2004). 4. denominados aditivos. apud Watanabe (2008). é possível elencar uma variedade extensa de concreto especial.1 DEFINIÇÃO O concreto de cimento portland. Quando há a adição de material estranho a composição básica que altera as propriedades do concreto. nenhum ainda que tenha como a principal característica a capacidade acústica sem o detrimento do desempenho estrutural. porém. os concretos especiais podem ser definidos como “Concretos com características particulares devido à evolução tecnológica: melhorando as deficiências do concreto convencional ou incorporando propriedades não inerentes a este material” Também é de comum uso a definição de Concreto Especial com aquele que possui características particulares para atender necessidades das obras em condições em que o concreto convencional não poderia ser aplicado. Segundo FIGUEIREDO et al.IV CONCRETOS ESPECIAIS 4. o concreto passa a ter nomenclatura diferenciada.1. 22 . Nesse sentido.1 CONCRETO DE ALTO DESEMPENHO Os Concretos de Alto Desempenho (CAD) são concretos desenvolvidos para atingirem altas resistências e durabilidade maior do que os concretos convencionais. é o material que resulta da mistura de um aglomerante com agregado graúdo. Suas características são conseguidas através da seleção adequada dos materiais constituintes de modo a garantir menor porosidade. sendo denominados Concretos Especiais. De modo geral recebem aditivos de sílica ou metacaulim em sua composição.

4. requer meios especiais para combater o calor de hidratação e inconstância de volume. Sua confecção se dá com a adição de minerais. com espalhamento manual ou mecanizado e compactado com rolo vibratório. filers. por isso. Sua confecção se dá com a utilização de cimento especial do tipo pozolânica e de escória de alto forno (conforme tratado no subtítulo Cimento Portland dessa pesquisa). e aditivos químicos superplastificantes. uma vez que esse processo ocorre pelo peso próprio do concreto.4 CONCRETO COMPACTADO COM ROLO Concreto Compactado com Rolo é um tipo de concreto que tem consistência seca.1.1.1. 4.2 CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL Os Concretos Auto-Adensáveis (CAA) são concretos desenvolvidos com alta fluidez. Tem baixo consumo de água e cimento. 4.5 CONCRETO ESTRUTURAL LEVE 23 . alta trabalhabilidade e fácil aplicação. com grande volume de concreto e que.3 CONCRETO MASSA Concreto Massa é a tipologia de concreto que é utilizado em uma estrutura maciça.1.4. permitindo sua utilização dentro de formas sem a necessidade de adensamento do material.

9 CONCRETO COM FIBRAS 24 .1. 4. 4. 4. A característica principal desse concreto é a condição ambiental.Concretos leves são os concretos que possuem baixa densidade e alterações das propriedades térmicas.1.1.7 CONCRETO COM RESÍDUOS Concreto com resíduos é o tipo de concreto que em sua composição possui fibras de resíduos provenientes da demolição e descarte da construção civil.1. barita e magnetita.8 CONCRETO PROJETADO Concreto projetado é o nome dado ao concreto projetado pneumaticamente em alta velocidade a uma superfície. Possui consistência seca e no momento em que é projetado recebe a adição de água e de aceleração de pega. Ainda não possuem características desejáveis para sua utilização nem existem estudos técnicos que comprovem dados de resistência semelhante a concretos convencionais. A diminuição da densidade pode ocorrer pela substituição de parte dos materiais sólidos por ar e utilização de agregados leves. Os principais agregados utilizados são hematita. Sua densidade varia de 2500 a 4500 Kg/m³.6 CONCRETO PESADO Concreto Pesado é o tipo de concreto especial que possui densidade elevada devida a utilização de agregados pesados. 4.

poderia consubstanciar economia. 4.13 CONCRETO GRAUT 25 . boa adesão. minerais e metálicas.1.1. diferente do cinza padrão. A coloração branca é possível com a utilização de cimento especial que possua em sua composição matérias primas com baixos teores de ferro e manganês e principalmente com a substituição da argila pelo caulim.12 CONCRETO BRANCO Concreto Branco é o concreto que possui coloração branca.11 CONCRETO COLORIDO Concreto colorido é o concreto especial que sofre a adição de pigmentos em sua confecção para apresentar coloração desejável. 4. em tese. 4.Concreto com fibra é o concreto especial confeccionado com a adição de fibras descontínuas em sua composição.10 CONCRETO COM POLÍMEROS O concreto polimétrico é o concreto desenvolvido sem o cimento hidratado. Pode ou não possuir desempenho estrutural dependendo do tipo de cimento utilizado.1. polimétricas. fato que. 4. o qual é substituto por resinas e monômeros.1. durabilidade e baixa permeabilidade. Em geral apresenta excelente resistência a compressão e flexão. Suas propriedades dependem da quantidade e qualidade da resina utilizada. As fibras podem ser divididas em naturais.

Concreto Graut ou Grout são concretos confeccionados sem a presença de agregados graúdos na mistura, ou quando presentes em dimensões inferiores a 9,5 mm (Cunha, 2001 apud Watanabe, 2008), portanto, possuem grande fluidez e são auto-adensáveis. Sua aplicação se dá no preenchimento de cavidades e orifícios, bem como na fixação de bases de equipamentos, etc.

4.1.14 CONCRETO TRANSLÚCIDO Concreto translúcido é um novo tipo de concreto em estudo pela empresa búlgara LiTraCon, que é composto de 5% de fibras ópticas e 95% de concreto. Segunda a fabricante o novo concreto apresentou resistência de 4 toneladas por centímetro quadrado, além de ser mais maleável e impermeável.

4.2 COMPOSIÇÃO As propriedades do concreto estão diretamente ligadas a sua composição, assim, nesta pesquisa, é apresentada a classificação, as propriedades físicas e químicas dos materiais componentes bem como os métodos de ensaio e valores referenciados em normas para balizar a pesquisa experimental.

4.2.1 AGREGADOS Segundo Petrucci (1978) entende-se sobre agregado o material granular, sem forma e volume definidos, geralmente inerte [ponto de vista contestado por Neville (1997)], que possua dimensões e propriedades adequadas para uso em obra de engenharia. Rodrigues (s.d) inclui, ainda, nesse campo a escória de fornos siderúrgicos, pois esta possui características

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que permitem sua utilização em obras de engenharia e vem ocupando significativa parcela do mercado. A produção dos agregados se dá a partir da decomposição de rochas, podendo ser um mecanismo natural ou artificial. Todavia, deve-se deixar claro que o termo artificial é empregado quando ao modo de obtenção e não com relação ao material em si. Alguns autores classificam de artificiais apenas os agregados que resultam de tratamento industrial tal como a escória britada e a argila expandida. Todavia, essa linha invocada não é acolhida nessa pesquisa. Os agregados possuem inúmeras aplicações na engenharia: são empregados no lastro de vias férreas, bases para pavimentação, composição do concreto betuminoso e, dentro outros, na confecção de concretos e argamassas. Doravante, o termo agregado, fará menção à última aplicação citada. Petrucci (1978) observou a importância direta dos agregados no ponto de vista econômico e técnico sobre a eficiência das características do concreto, a constar: a retração, o aumento da resistência ao desgaste e resistência aos esforços mecânicos. O autor diz, ainda, que os agregados de boa qualidade possuem resistência mecânica superior à da pasta de aglomerante. Opinião convergente com a de Neville (1997) que frisa que “[o agregado] confere vantagens técnicas consideráveis ao concreto, que passa a ter maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de cimento pura”.

4.2.1.1 CLASSIFICAÇÃO DOS AGREGADOS A condição preponderante para qualquer sistema de dosagem de concreto é o conhecimento das propriedades físicas dos elementos constituintes da mistura. Neste ínterim, o agregado possui um relevante papel com relação a trabalhabilidade do concreto. A massa específica, a composição granulométrica, resistência e durabilidade e a forma dos agregados é que vão definir as propriedades do concreto fresco. Os agregados possuem diversas formas de classificação com base em propriedades físicas e químicas.

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4.2.1.1.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO A MASSA ESPECÍFICA Os agregados possuem diversas formas de classificação com base em propriedades físicas e químicas.

4.2.1.1.2 CLASSIFICAÇÃO QUANTO A COMPOSIÇÃO MINERALOGIA Segundo Neville (1997) os agregados, naturais ou artificiais, podem ser divididos em diversos grupos de rochas com características semelhantes, do ponto de visto petrográfico. Os tipos de rochas comumente utilizados como agregados estão relacionados na tabela 3. Tabela 3 – Classificação de Agregados Naturais de acordo com o tipo de rocha conforme British Standard 812 (1975, p. 2) apud Neville (1997, p.127) Grupo Bassalto Andesito Basalto Porfiritos básicos Diabásio Epidiorito Lamprófiro Quarzto-dolerito Espilito Grupo Granito Gnaisse Granito Granodioritito Granulito Pegmatito Quartzo-dolerito Sienito Grupo Calcário Dolomito Calcário Mármore Grupo Sílica Calcedônica Sílex Grupo Gabro Diorito básico Gnaisse básico Gabro Horneblenda Norit Peridotito Picrito Serpentinito Grupo Hornfels Rochas de contato alteradas exceto mármore

Grupo Arenito Incluindo rochas vulcânicas Arcósio Grauvaca Arenitos Tufos Siltito Grupo das Portiríticos Aplito Dacio Felsito

Rochas Grupo Quarzito Rochas sedimentares altamente silicosas com matéria orgânica vegetal Arenito quarzíticos

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.) o agregado é considerado como graúdo quando pelo menos 95% de sua massa é retida na peneira de malha 4.1.63).] pedregulho natural. seixo rolado ou pedra britada.1 AGREGADO GRAÚDO Agregado graúdo pode ser definido como “[.” (PETRUCCI. podem ser encontrados materiais inadequados em qualquer grupo. maior quantidade de materiais melhores. 4. p. embora em alguns deles se encontrem.3. Portanto. 4.1.1. 29 . com tendência. com um máximo de 15% passado na peneira de 4.8 mm. os limites granulométricos para os agregados graúdos e miúdos conforme proposto por Rodrigues.Dacito Felsito Granófiro Lavas portiríficas Microgranito Rochas hipo-abissais Quartzo-portiríticas Riólito Traquito Grupo Xisto Filito Xisto Folhelho Rochas cisalhadas Quarztito recristalizado É importante notar que a classificação não implica que os agregados de um ou outro desses grupos seja mais adequado para o concreto.d.2.1. 1980. As tabelas 4 e 5 apresentam.8mm e passa na peneira 152 mm. proveniente do britamento de rochas estáveis.. respectivamente.3 CLASSIFICAÇÃO QUANTO A DIMENSÃO DOS GRÃOS Segundo Rodrigues (s.2.

0 76. 30 . 1983) define agregado miúdo como sendo areia de origem natural ou resultante do britamento de rochas estáveis. bem como a densidade da armadura da seção transversal.8 9.00 76 mm >>> pedra de mão Mínima 4.1.5 19.8mm e ficam retidos na peneira 0.3. mônazuta.2 AGREGADO MIÚDO A norma NBR 7211 (ABNT. zircão.1.5 19. principalmente.0 50. mica.2. ou mistura de ambas.0 NBR 7211 Tamanho nominal Malha da peneira (mm) Máxima 0 12. ilomenita.0 76. ter outros minerais em sua composição tais como: feldspato.d. magnetita. por quartzo (SiO2). Mínima 0 4. podendo.0 76.8 12.5 25.0 38.075 mm. cassiteria e outros.0 Máxima 9.) Pedra Britada numerada Número Brita 0 Brita 1 Brita 2 Brita 3 Brita 4 Brita 5 25mm Para efeito de confecção do traço de concreto a seleção da graduação do agregado dependerá das dimensões da peça.0 50.Tabela 4 – Classificação do agregado graúdo quanto a dimensão conforme Rodrigues (s.0 50.5 25. As areias são provenientes da decomposição de rochas por ação de intempéries e são formadas.0 100. dependendo da composição da rocha originária.0 38. A tabela 5 apresenta a classificação dos agregados miúdos conforme suas dimensões.0 Comercial Obs: Para efeito de dosagem pode-se utilizar dmax = 4.0 50. cujos grãos passam pela peneira de 4.

) Tipo de areia Muito fina Fina Média Grossa Tamanho nominal (mm) Mínima 0.2 2.Tabela 5 – Classificação do agregado miúdo quanto a dimensão conformo proposto por Rodrigues (s.2 A extração pode ocorrer de forma manual ou mecanizada.2.6 1.0 2.2 CARACTERIZAÇÃO DOS AGREGADOS 31 .2 2.4 2. 2 – Dragagem de sucção de areia 4.4 4.15 0.d. dependendo para isso da quantidade de areia a ser extraída e das condições locais.1.2 MF > 3.0 < MF < 2. FIG.6 1.8 Módulo de finura (MF) MF < 2.4 Máxima 0. sofrendo drenagem natural.4 < MF < 3. A figura 1. Toda a areia coletada para a realização dessa pesquisa foi extraída do leito do Rio Doce com o uso de dragas de sucção. Uma vez extraída a mesma é lançada em local de estocagem.2 mostra o processo de extração.

grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado. Dosagem do concreto Dosagem do concreto Dosagem do concreto NBR 9776/87 NBR 9775/87 NBR 9939/87 umidade. determinada de acordo com a Nbr 7217 (ABNT. 1987). retido nas peneiras da série normal. economia Porcentagem NBR 7217/87 máximas e mínimas passadas nas peneiras Percentual de vazios. em milímetros.2. em massa. 1987). fator águacimento Fator água-cimento Fator água-cimento 4.d. na qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa. pela granulometria é possível determinar a dimensão máxima característica.1. (ABNT. 32 . Tabela 99 – Características físicas dos agregados e normas definiti Característica Importância Norma Técnica Critério ou assunto relacionado Composição granulométrica Massa Específica Aparente Umidade Superficial Umidade Trabalhabilidade do concreto.1 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Segundo Rodrigues (s. correspondente à abertura nominal. 1987). da malha da peneira da série normal ou intermediária. considerando a quantidade de material.Os agregados possuem diversas formas de classificação com base em propriedades físicas e químicas.2.) granulometria de um agregado é distribuição percentual dos seus diversos tamanhos de grãos. Segundo a norma nbr 7217 (ABNT.

até que todas as peneiras do conjunto tenham sido verificadas conforme a alínea (e). e a curva granulométrica. depois acrescentar o material passante na peneira superior. b) Encaixar as peneiras previamente limpas. 4.2. 1987). conforme descrito de (b) e (i). a massa de material passante pela peneira seja inferior a 1.2.0 % da massa do material retirado. esfriá-las à temperatura ambiente e determinar suas massas (M1 e M2). c) Colocar a amostra (M1) ou porções dela sobre a peneira superior do conjunto. com abertura de malha em ordem crescente da base para o topo. de modo a formar um único conjunto de peneiras. Tomar a amostra (M1) e reservar a outra (M2). d) Promover a agitação mecânica do conjunto por um tempo razoável. h) Determinar a massa total de material retido em cada uma das peneiras e no fundo do conjunto. de modo a evitar a formação de cama espessa de material sobre qualquer uma das peneiras. f) Remover o material retido na peneira para uma bandeja identificada. 33 . após 1 minuto de agitação contínua.bem como o módulo de finura. g) Proceder à verificação da próxima peneira. dividida por 100” (ABNT. i) Proceder o peneiramento da amostra (M2). O material removido pelo lado interno é considerado como retido e o desprendido na parte inferior como passante.2 REALIZAÇÃO DO ENSAIO Para a execução do ensaio conforme a normatização técnica deve-se obedecer as seguintes etapas: a) Secar as amostras de ensaio em estufa (105 – 110) ºC. conforme a alínea (e). Escovar a tela em ambos os lados para limpar a peneira. “soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um agregado. e) Destacar e agitar manualmente a peneira superior do conjunto (com tampa e fundo falso encaixados) até que. nas peneiras da série normal.1.

p.3.8mm e ficam retidos na peneira 0. 2). tendo entre eles um estrangulamento de diâmetro de 200 cm³. 4. e acima deles o tubo com graduação entre 375 cm³ e 450 cm³. para que a água aderida às faces internas escorra em sua totalidade. Por definição.1. incluídos os poros impermeáveis” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.2. é possível conhecer a quantidade de vazios que foram preenchidos pela água.”(ABNT. pois através desse índice é possível conhecer o volume das partículas do agregado. foi necessário utilizar dois equipamentos: balança com capacidade mínima de 1 kg e sensibilidade menor ou igual a 1 g e.1. 1987. 1).1 REALIZAÇÃO DO ENSAIO À luz das técnicas normatizadas. Do mesmo modo Agregado miúdo é descrito como sendo “areia de origem natural ou resultando do britamento de rochas estáveis.2.3 MASSA ESPECÍFICA REAL A determinação da massa específica do agregado miúdo é importante na dosagem do concreto. no fator água cimento e no processo de cura. deixar em repouso. p. a influenciar diretamente na resistência do concreto. Ato contínuo introduz-se 500 g de agregado miúdo 34 . para realização do ensaio.075 mm. massa específica de um agregado é “relação entre a massa do agregado seco em estufa (100ºC a 110ºC) até constância de massa e o volume igual do sólido. Assim. um cilindro de vidro composto de dois bulbos. frasco de Chapman. conforme a figura 1.4. A metodologia prescrita determina que para a execução do ensaio deve-se colocar água até a marca de 200 cm³ e.2. cujos grãos passam pela peneira ABNT 4.2. incluindo os poros existentes dentro da partícula. posteriormente. ou mistura de ambas. 1983.

para realização do ensaio. Nesse caso é utilizado o agregado úmido. 4. um cilindro de vidro composto de dois bulbos. ocupado pelo conjunto água-agregado. a leitura do nível atingido pela água no gargalo do frasco indica o volume.2. 1 Amostra seca em estufa à temperatura de 105º a 110ºC 35 . 1987) é semelhante ao ensaio de determinação de massa específica real do agregado miúdo por meio do frasco de Chapman. tendo entre eles um estrangulamento de diâmetro de 200 cm³. porém.1.2.200 .. e acima deles o tubo com graduação entre 375 cm³ e 450 cm³.2. conforme a figura 1. foi necessário utilizar dois equipamentos: balança com capacidade mínima de 1 kg e sensibilidade menor ou igual a 1 g e.. frasco de Chapman.2.4.(6) Onde: γ = Massa específica real do agregado miúdo L = leitura do frasco após a colocação do agregado miúdo 4. índice utilizado para o cálculo da massa específica real do agregado miúdo pela fórmula: γ = 500 L . com uma vital diferença: a amostra de agregado miúdo a ser ensaiado não passa por um processo de secagem na estufa para atingir a constância da massa. em cm³. Certificando-se que as faces internas estão secas e são grãos aparentes.4 UMIDADE A metodologia de ensaio estabelecido pela NBR 9775 (ABNT.1 REALIZAÇÃO DO ENSAIO À luz das técnicas normatizadas.seco1 no frasco intercalando movimentos giratórios para a eliminação das bolhas de ar.1.

em cm³. índice utilizado para o cálculo da umidade superficial do agregado miúdo pela fórmula: H = 100 x [500 – (L-200) x γ] γ x (L – 700) Onde: H = é a porcentagem de umidade γ = Massa específica real do agregado miúdo L = leitura do frasco após a colocação do agregado miúdo . 36 . 1975) como mais conveniente.(5) 4. deixar em repouso.. Tabela 7 – Classificação da forma de partículas conforme British Standard 812 (1975. são importantes as suas características externas. Neville (1997) ressalta a conveniência de se definir certas característica geométricas dos agregados em detrimento da tentativa de descrição dos corpos geométricos. a forma e a textura superficial da partícula. conforme a tabela 7. a leitura do nível atingido pela água no gargalo do frasco indica o volume. ocupado pelo conjunto água-agregado. posteriormente. Nesse sentido ele chama de arredondamento a agudeza ou angulosidade das arestas ou cantos de uma partícula e apresenta a classificação dada pela BS 812 (BS. p. particularmente.2.127) Classificação Arredondado Descrição Exemplos Completamente erodido pela Seixo de rio ou de praia. 2) apud Neville (1997. para que a água aderida às faces internas escorra em sua totalidade. Certificando-se que as faces internas estão secas e são grãos aparentes.2. Ato contínuo introduz-se 500 g de agregado miúdo úmido no frasco intercalando movimentos giratórios para a eliminação das bolhas de ar.A metodologia do ensaio consiste em colocar água até a marca de 200 cm³ e. p..1.5 FORMA DOS GRÃOS Além da natureza petrográfica do agregado.

tijolos ou telhas em cacos.2.Irregular Lamelar Anguloso Alongado Discóide água ou pelo atrito Naturalmente irregular ou parcialmente desgastado por atrito. Dessa forma teve-se o primeiro cimento da história.2. em que o comprimento é bem maior do que as outras dimensões Comprimento muito maior do que a largura e largura muito maior do que a espessura areia de rio ou deserto Outros seixos. Como a argamassa amolecia debaixo d’água os romanos desenvolveram a técnica de se misturar cinza vulcânica junto a cal para garantir integridade da estrutura. a sílica ativa e a alumina das 37 .1 HISTÓRIA A origem da utilização do cimento é apontada por Neville (1997) como originária do antigo Egito quando sua utilização era através do gesso impuro calcinado.2 CIMENTO PORTLAND 4. Dessa forma. opalas Rochas laminadas Pedras britadas em geral 4. Posteriormente os gregos e romanos aprenderam a misturar cal e água.2. areia e pedra fragmentada. com cantos arredondados Material em que a espessura é pequena em relação às outras dimensões Possuem arestas bem definidas formados pela interseção de faces relativamente planas Geralmente anguloso.

Esses compostos.2 DEFINIÇÃO A definição mais objetiva e precisa de cimento portland é “o produto obtido pela pulverização de clínquer constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio.2.2. A denominação Cimento Portland foi dada originalmente por causa da semelhança de cor que esse material possui com a pedra Portland – um calcário de Dorset.2. Petrucci 1980) mostra que a fabricação do cimento portland consiste principalmente de calcário. contendo. 4. Foi quando em 1756. 1994. sílica. segundo Neville (1997). Neville 1997. durante a idade média houve um declínio na qualidade e no uso do cimento. Ainda. conforme a tabela 5. com uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. onde as cinzas eram encontradas. Somente no século XVIII se registrou um avanço na tecnologia desse material. o que na época fora chamado de “cimento romano” e que posteriormente foi patenteado como “Cimento portland” registrada em 1824 por John Aspdin.2.35) 4. nome dado ao cimento por causa da cidade de Pozzuoli. alumina e óxido de ferro. p. adições de certas substância que modificam suas propriedades ou facilitam seu emprego”.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA A literatura de forma geral (Bauer. John Smeaton. James Parker obteve. reconstruiu o farol de Eddystone onde pôde perceber que se obtinha uma argamassa melhor quando a pozolana era misturada ao calcário com elevado teor de argila. 1988. eventualmente. Calcinando nódulos de calcário argiloso. quando submetidos a altas temperaturas formam 38 .cinzas reagiam com a cal produzindo o que hoje é conhecido com o cimento pozolânico. (BAUER.

4 PROPRIEDADES FÍSICAS Bauer (1994) propõe que as propriedades físicas do cimento Portland sejam consideradas por três aspectos: propriedade do produto em condição natural.29) Nome do composto Silicato tricálcico Silicato dicálcico Aluminato tricálcico Ferroaluminato tetracálcico Composição em óxidos 3CaO.uma série de produtos mais complexos e. p. especialmente no início do período de cura. assim como contribui para o calor de hidratação. O aluminato tricálcico (C3A) também contribui para a resistência.2. o pó. Porém. 4. dada a velocidade do processo de resfriamento o equilíbrio químico não é mantido influenciando o grau de cristalização e quantidade de material amorfo presente no clínquer. O ferro aluminato de cálcio (C4AFe) em nada contribui para a resistência. conforme Neville (1997. principalmente no primeiro dia. sobretudo até o fim do primeiro mês de cura. é responsável pelo aumento da resistência a um ano ou mais. Bauer (1994) diz que o silicato tricálcico (C3S) é o elemento de maior responsabilidade pela resistência do concreto em todas as idades. atingem o equilíbrio químico.SiO2 3CaO. 39 . pois existe uma correlação com as propriedades finais do cimento e também do concreto. O silicato bicálcico (C2S) influi mais no processo de endurecimento em idades avançadas. da mistura de pasta com agregados padronizados. com exceção de uma pequena fração da cal.Fe2O3 Abreviação C3 S C2 S C3 A C4AF É importante o conhecimento das proporções dos compostos constituintes do cimento.SiO2 2CaO. Tabela 5 – Compospos principais do cimento portland. da mistura de cimento e água e proporções convenientes de pasta e.Al2O3 4CaO.Al2O3.2.

Já a massa específica absoluta varia conforme os dois autores consultados nessa pesquisa: para Bauer (1997) esse valor é de 3. geralmente com base nos volumes específicos do cimento. Ocorre tanto nas pastas. Exsudação é um fenômeno que consiste na separação da água de mistura que espontaneamente aflora pelo efeito conjunto da diferença de massas específicas da água e do cimento e o grau de permeabilidade que prevalece nas pastas.2. antes do início da pega. A finura é um fator que controla a velocidade da reação de hidratação e influi também nas muitas qualidades das pastas. diminui a exsudação e outros tipos de segregação.4.2 FINURA É um conceito relacionado ao tamanho do grão e pode ser definido de duas formas: pelo tamanho máximo dos grãos e pelo valor da superfície específica (soma das superfícies dos grãos contidos em um grama de cimento). A tal fenômeno dá-se o nome de retração.1 MASSA ESPECÍFICA O conhecimento da massa específica do cimento é importante nos cálculos de consumo do produto nas misturas.5.2.15 e para Silva (1985) o valor é de 3. a trabalhabilidade e a coesão dos concretos e diminui a expansão em autoclave. diminui a permeabilidade. 4.3 TEMPO DE PEGA 40 . O aumento da finura melhora a resistência. A coesão é responsável pela estabilidade mecânica dos concretos e pastas.2.10.2. É importante destacar que na pasta de cimento a massa específica é um valor variável com o tempo aumentando a medida que progride de hidratação.4.2.4. e é medida pelo valor de resistência do cisalhamento. A massa unitária é da ordem de 1. quanto argamassas e concretos. 4.2.4. argamassas e concretos.

Tal período de tempo constitui o prazo disponível para as operações para o manuseio das argamassas e concretos. a pasta não é mais trabalhável. de um processo químico de hidratação. Para todos os efeitos a pega é o momento em que a pasta adquire certa consistência que a torna imprópria a um trabalho. Neste aparelho se mede a resistência à penetração de uma agulha na pasta. Para a caracterização da pega dos cimentos são feitos ensaios com a pasta em consistência normal.O tempo de pega do cimento é o processo que compreende a evolução das propriedades mecânicas da pasta no início do endurecimento. após o qual estes materiais devem permanecer em repouso. Fig. quando o processo de pega alcança um determinado estágio.4. por meio do aparelho Vicat.2. entretanto.2. A partir de certo tempo após a mistura. na posição definitiva para permitir o desenvolvimento do endurecimento. propriedades essencialmente físicas. 4 – Aparelho de Vicat – Utilizado para caracterização da pega 4.4 RESISTÊNCIA AOS ESFORÇOS MECÂNICOS 41 . não admite operação de remistrura.

A argamassa é preparada por meio de um misturador mecânico e compactada manualmente em um molde. os corpos-de-prova são retirados do meio de conservação. Sua resistência depende da coesão da pasta de cimento. Portanto. três de areia normalizada. Os moldes que contêm os corpos-de-prova são conservados em atmosfera úmida para cura inicial.2. Podem ser empregados equipamentos de compactação mecânica. Os ensaios de resistência não são feito com pasta de cimento devia a dificuldades de moldagem e ensaio que podem vir a gerar uma grande variabilidade de resultados. e rompido para determinação da resistência à compressão.1 REALIZAÇÃO DO ENSAIO Os corpos-de-prova são elaborados com argamassa composta de uma parte de cimento. 1996) define as dimensões do corpo de prova como um cilindro de 10 cm de altura por 5 cm de diâmetro.2.4. para determinação da resistência do cimento.A resistência mecânica do concreto endurecido é a propriedade do material mais necessária para uso estrutura. usa-se uma argamassa de cimento e areia. de acordo com procedimento normalizado.48. ao serem utilizados. 4. 4. Na data prevista.4. e com relação água/cimento de 0.2. com a condição de que. A normatização brasileira dada pela nbr 7215 (ABNT. da sua aderência às partículas de agregado e da resistência dos agregados. capeados com mistura de enxofre. A resistência mecânica do cimento é determinada pela ruptura à compressão de corpos-de-prova realizados com argamassa. em massa. os corpos-de-prova são desmoldados e submetidos à cura em água saturada de cal até a data de ruptura. em seguida.5 PROPRIEDADES QUÍMICAS 42 . os resultados de resistência mecânica não difiram de forma significativa dos obtidos usando a compactação manual.2. por um procedimento normalizado.

posteriormente a etapa de endurecimento. em linhas gerais. O autor estabelece os seguintes valores de hidratação para os constituintes do cimento. Tabela 8 – Valores do calor de hidratação dos compostos do cimento.2. Essa energia térmica varia com a composição do cimento. durante 12 horas. da moldagem. Bauer (1994) diz que o valor de hidratação do cimento Portland varia entre 85 e 100 cal/g.2.5. o qual pode conduzir ao aparecimento de fissuras e trincas de contração ao fim do resfriamento da massa. conforme a tabela 8. especialmente com as proporções de silicato e aluminato tricálcicos. O método de ensaio descrito pela NBR 7215 (ABNT.2. 4. proposto por Bauer Composto C3 S Calor de Hidratação 120 cal/g 43 . É resultado direto da hidratação de cal e magnésia livre nele presentes. esse óxido. e subseqüente aquecimento do corpo-de-prova em água conduzida lentamente a fervura. cura de corpo de prova imerso em água na temperatura ambiente. ao se hidratar. reduzindo-se a 60 a 80 cal/g nos cimentos de baixo valor de hidratação. durante cinco horas ou mais. gerando tensões internas que conduzem à microfissurações que pode desagregar o material.1 ESTABILIDADE A estabilidade química do cimento está relacionada à ocorrência eventual e indesejável de expansões volumétricas após o endurecimento do concreto. não podendo ultrapassar os limites descritos pelas especificações de qualidade de cimento. O valor da expansibilidade é medido nas pontas das agulhas em milímetros. Quando o cimento contém cal livre (CaO) em proporções consideráveis.2. 1996) é constituído. onde considerável quantidade de calor se desenvolve nas reações de hidratação. aumento de volume.4.2 CALOR DE HIDRATAÇÃO O processo de endurecimento do concreto é exotérmico.5.

2. Dessa forma. considerando os fatores supervenientes. A tabela 8 mostra uma síntese das composições estabelecidas pelas normas brasileiras. 4.2.C2 S C3 A C4AF Magnésia Cal 62 cal/g 207 cal/g 100 cal/g 203 cal/g 279 cal/g Para a determinação do calor de hidratação do cimento o método utilizado é o calor de dissolução. cada país possui sua regulamentação diferenciada para a fabricação do cimento. com sua produção em escala maior foram padronizados de acordo com suas composições. 44 . adequadas para fins específicos.6 CLASSIFICAÇÃO Os cimentos foram originalmente fabricados segundo as especificações dos consumidores que encomendavam diretamente das fábricas. determina as medidas de calor de dissolução da amostra. A elevação da temperatura. levando em conta as condições locais de cada nação e a necessidade de algumas adições específicas aos problemas existentes. Todavia. Consiste em dissolver amostras de cimento em pó e cimento parcialmente hidratado em mistura de ácidos nítricos e clorídricos numa garrafa térmica.

P.P.600 1 8 2. (%) Perda ao foro Max.400 1 8 2.600 1 14 3.000 1 11 22 2.5 6. Pozolânico C.P.5 4 inicial 6.5 4 400 6.600 1 10 2.5 4 250 320 250 6 320 6 C.600 1 15 15 15 6 10 10 12 12 15 15 15 250 6.5 C. (%) Resíduo na Finura peneira 0.800 1 10 2.075 (%) Cm²/g Tempo mínimo de pega. Vicat (h) Resistência mínimas argamassa 01 DIA 03 DIAS 2.P.500 1 7 2. de Alta resistência a sulfatos 6. de alto forno C.P. de Moderada Resistência a sulfatos 250 6.P. de C.5 320 6. Comum alta resistência Propriedades MgO Max.5 45 .600 1 10 2.600 1 8 2.5 4 320 6.Tabela 8 – Características especificadas pela ABNT para os cimentos brasileiros Tipos C.900 1 10 2.

5735 NBR-5736 NBR-5737 46 .normalizada (MPa) 07 DIAS 28 DIAS 90 DIAS 15 25 - 20 32 NBR – 5732 24 40 - 31 NBR 5733 15 25 32 20 32 40 15 25 32 18 32 40 15 25 - 20 32 - 10 20 NBR5737 Norma Brasileira NBR .

A principal característica é de produção de energia termica no processo de hidratação em velocidade menor do que a produzida no Cimento Portland comum. O Cimento Portland CP II é um tipo de cimento modificado. É adequado para o uso em construções de concreto em geral quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas subterrâneas. da adição e da classe de resistência que este pode atingir aos 28 dias. onde o grande volume de concretagem e a superfície relativamente pequena diminuem a capacidade de resfriamento da massa. O Cimento Portland CP I-S que possuí adição de 5% de material pozolânico em massa. mais algumas ramificações dos originários. sua utilização só é viável quando não é exigida propriedades especiais do cimento.d) existem 8 opções de cimento disponíveis ao consumidor. A base de referência para os cimentos é o CP I por suas características e propriedades. A figura 5 mostra o esquema de nomenclatura do cimento. 47 . Todavia. segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland (s.No Brasil. Figura 5 – Esquema de nomenclatura de cimento portland O Cimento Portland Comum CP I e CP I-S é um tipo de cimento sem quaisquer adições além do gesso. Este cimento apresenta melhor resistência ao ataque dos sulfatos contidos no solo. Sua utilização é mais indicada em lançamentos de maciços de concreto. é recomendado para construções em geral. A nomenclatura dos cimentos é data em função do tipo de cimento.

Ele pode ter fim estrutural. Além de mais impermeável. O Cimento Portland de Alto Forno CP III é um tipo de cimento que apresenta maior impermeabilidade e durabilidade. com isso. Sua designação se dá pelo acréscimo da sigla BC após a nomenclatura do cimento. b) O Cimento Portland II-E é o cimento com adição de escória granulada de altoforno. sobretudo com a utilização de caulim no lugar de argila. por sua composição. c) O Cimento Portland CP II-F é o cimento com adição de material carbonático – Fíler. e não estrutural. A coloração é obtida a partir de matérias-primas com baixos teores de óxidos de ferro e manganês. É o cimento com composição intermediária. baixa energia calórica no processo de hidratação e alta resistência a expansão devido a reação álcali-agregado. O Cimento Portland CP IV é um tipo de cimento que contém adição de pozolana em sua composição e por isso possui propriedades que garantem melhor desempenho em ambientes agressivos e expostos à ação corrente de água. apresente baixa energia calórica no processo de hidratação. produzindo. possuí resistência mecânica superior ao cimento portland comum. Confere características de impermeabilização ao cimento.a) O Cimento Portland CP II – Z é o cimento com adição de material pozolânico. Essa adição confere capacidade de maior resistência inicial ao concreto. valores elevados de resistência à compressão logo no primeiro dia de idade. Outros tipos de cimento podem receber essa denominação quando observado em sua composição os percentuais mínimos e máximos de alumina tricálcico. É indicada para todos os usos comuns do cimento. O Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação BC é todo tipo de cimento que. Seu uso é mais apropriado em obras que exigem desforma rápida. bem como. O Cimento Portland CP V ARI é um tipo de cimento que possui uma dosagem diferente de calcário e argila e tem moagem mais fina. com classes de resistência semelhantes aos demais. O Cimento Portland RS é um tipo de cimento com propriedades especiais que lhe conferem maior resistência a sulfatos. situa-se entre o cimento comum e o cimento portland com adições. O Cimento Portland Branco CPB é um cimento diferenciado dos demais por causa de sua coloração branca. 48 . Sua aplicação é geral na construção civil.

pode ser frequentemente conseguida no concreto de referência. a redução de água no intervalo de 20 a 25 %. também chamados aditivos redutores de água de alta eficiência.1 Aditivo Superplastificante Os superplastificantes. No Brasil a regulamentação dos aditivos é dada pela NBR 11768 (ABNT. O traço tanto pode ser indicado pelas proporções em peso como em volume. por serem capazes de reduzir o teor de água de três a quatro vezes.2. Comparada à redução de água de 5 a 10 %. 4. em um dado traço de concreto.3. 4.3 DOSAGEM DO CONCRETO Chama-se traço à maneira de exprimir a composição do concreto. conseguida pelo emprego de plastificantes normais.4. quando comparados a aditivos redutores de água normais. foram desenvolvidos nos anos 70 e têm já ampla aceitação na indústria da construção em concreto.3 ADITIVOS Os aditivos são produtos que quando acrescidos à composição do concreto modificam algumas propriedades garantindo-lhe melhor desempenho para as condições solicitadas. 1992) que dispõe sobre os tipos e requisitos de desempenho que estes devem apresentar. sem redução da consistência. e frequentemente adota-se uma indicação mista: o cimento em peso e os agregados em volume. 49 .2.

a escolha desse valor ou de um mais elevado dependerá das condições de cada obra. não é possível recorrer a estudos aprofundados. A unidade (quantidade de cimento) pode ser indicada por Kg ou Litro. pela quantidade contida em um saco de cimento ou pela quantidade contida em um metro cúbico de concreto. 4. 4. relacionando-se as demais quantidades à quantidade de cimento.3. 4. fixadas quer pela experiência anterior do construtor.3.1 Dosagem não experimental Denomina-se dosagem não experimental ao concreto feito em bases arbitrárias. mesmo aí. deve o engenheiro ater-se a certas regras fundamentais. com relação aos agregados miúdos e graúdos depende de sua forma granulométrica: “A proporção do agregado miúdo no volume total do agregado será fixada de 50 .2 Quantidade de cimento A NB-1/77 fixa no seu item 8. A proporção de material para dosagem se concreto pode ser indicada de duas formas: Não Experimental e Experimental. maneira inadequada de confeccionar o concreto. É evidentemente.3.3. principalmente em obras afastadas dos centros mais adiantados.2. a fim de garantir o máximo aproveitamento dos materiais que se dispõe. mas. toma-se sempre o cimento como unidade. Muitas vezes.Seja qual for a forma adotada. quer pela tradição. para dosagens não experimental o seguinte: “A quantidade mínima de cimento por metro cúbico de concreto será de 300Kg”.3 Proporção entre os agregados A NB-1/77.

quanto menor o fator água/cimento. no item 8.2 que “A quantidade de água será a mínima compatível com a trabalhabilidade necessária”.maneira a obter-se um concreto com trabalhabilidade adequada ao seu emprego. mais elevada será a resistência à compressão. Assim. Quanto menor for o volume de água na dosagem do concreto. devendo estar entre 30% e 50%”. praticamente. menor será o fator água/cimento. fixa. 4.3.3. independe do traço.4 Quantidade de água A quantidade de água para uma dada trabalhabilidade é variável com a forma e graduação dos agregados. A NB-1/77. 51 . mas.

1 – SELEÇÃO DOS MATERIAIS 52 . Embora o segundo eixo temático esteja relacionado aos elementos constituintes do concreto. segunda abalizada doutrina. 5. os ensaios laboratoriais. esclarecer que nem todos os ensaios descritos e pertinentes puderam ser executados em razão de condicionantes externas que ora inviabilizaram sua execução. cumpre. Neste ínterim. e isso é apresentado com clareza nessa pesquisa. ora geravam resultados com vícios. ser analisada e criticada separadamente pela banca avaliadora. a tempo. contida no corpo da pesquisa.1 – CONFECÇÃO DO CONCRETO 5. atento as propriedades básicas de seus elementos constituintes. Em tais casos. haveria de produzir os mesmos resultados.1.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS Neste capítulo são apresentados os trabalhos experimentais desenvolvidos conforme ampla fundamentação teórica. foram divididos em duas etapas que devem ser analisadas separadamente: a confecção do concreto e suas propriedades básicas e. a avaliação da capacidade acústica do concreto. foram apresentados a parte. neste capítulo. fosse capaz de garantir resistência e isolamento acústico a uma edificação. Toda a linha de atuação teve como objetivo o desenvolvimento de um novo tipo de concreto que. o modelo experimental foi substituído por modelo teórico que. inclusive.1. Toda a pesquisa bibliográfica e trabalho experimental. em razão da natureza distinta dos temas abordados. confeccionado de maneira adequada.V – TRABALHO EXPERIMENTAL 5. quando utilizado como contrapiso. de modo que a leitura e verificação de cada um deles possa. por diferentes que são.1.

fabricado na cidade de Pedro Leopoldo.A seleção dos materiais que compuseram o concreto se deu em razão de condicionantes técnicas e econômicas. está mostrada na tabela 8. O cimento utilizado foi o CP III – Cimento Portland de Alto Forno. A análise das propriedades físicas e químicas do cimento. a 40 Km de Belo Horizonte. 53 . as quais foram realizadas no Laboratório de Análises Técnicas da Supermix.

54 .

o teor de impurezas. o módulo de finura e diâmetro máximo. determinada através da NBR 9776 (ABNT.Agregados – Determinação da composição granulométrica (ABNT.99 mm kg/dm3 UMIDADE SUPERFICIAL NBR 9775 MASSA ESPECÍFICA NBR 9776 IMPUREZAS ORGÂNICAS NBR 7220 ppm MÓDULO DE FINURA NBR 7217 DIÂMETRO MÁXIMO NBR 7217 COEFICIENTE DE VAZIOS - % A análise granulométrica do agregado está apresentada na tabela 10.48% -2. determinados através da NBR 7217 (ABNT. dragada na cidade de Baguari. 1987) – Agregados – Determinação da umidade superficial em agregados miúdos por meio do frasco de Chapman – Método de Ensaio. à aproximadamente 30 Km de Governador Valadares. 55 .500 < 300 2. determinada pela NBR 9.4 100. Sua seleção se deu em razão de seus módulos de finura variando entre 2. estão dispostos na tabela 9. onde se apresenta os percentuais passantes nas respectivas peneiras e na Figura 10 que apresenta a curva granulométrica. determinado através da NBR 7220 (ABNT. 1987).69 e 3.22. A massa específica do agregado miúdo.828 2.O agregado miúdo escolhido foi a areia regular extraída do Rio Doce. 1987) – Agregados – Determinação da massa específica de agregados miúdos por meio do frasco Chapman. Tabela 9 – Propriedades físicas do agregado miúdo DESCRIÇÃO ENSAIOS RESULTADOS 2.775 (ABNT. a umidade superficial. 1987) . classificada como areia natural grossa. 1987) – Agregados – Determinação de impurezas orgânicas húmicas em agregados miúdo.

15 0.00 16.0 6.6 0.30 31.10 44.5 12.0 443.5 1000 0.2 2.8 2.5 6.60 0.95 % 95.3 4.55 % 19.3 9.65 % 63.0 318.35 % 100% 120 100 RETIDO ACUMULADO ( % ) LIMITE INFERIOR ENSAIO SUPERMIX LIMITE SUPERIOR 80 60 40 20 0 0.5 19 25 ABERTURA DAS PENEIRAS ( mm ) 32 38 50 64 76 FIGURA 10 – Curva Granulométrica do Agregado Miúdo 56 .0 36.15 FUNDO TOTAL 5.3 0.65 100 % % % % % % % % 0.55 3.80 3.3 0.8 6.0 161.2 0.Tabela 10 – Análise Granulométrica do agregado miúdo.6 1. GRANULOMETRIA PENEIRA ( mm ) PESO RETIDO PORCENTAGEM RETIDA ACUMUL.4 1.4 4. 76 64 50 38 32 25 19 12.5 30.5 9.75 % 99.55 % 3.

65 Areia Unidade de Peso em KG Água 265 13.45 57 .Argamassa Convencional Cimento 433 21. Os traços são apresentados para a confecção de 1m³ e para sua vigésimas fração. na experiência dos autores da pesquisa. haja vista que os procedimentos matemáticos para a definição do teor de água/cimento estão diretamente relacionados com as propriedades dos dois agregados. Nesse caso. talvez.Os aditivos utilizados no projeto experimental foram o EPS (flocos de isopor). o concreto foi dosado de modo a conter a menor quantidade de água possível. Como a dosagem experimental não ofereceu subsídio ao desenvolvimento dessa pesquisa. visto que não havia a necessidade de produção de quantidade tão elevada de material. tornou-se inviável a utilização desses métodos porquanto. a definição do traço do concreto se deu pela dosagem não experimental.1. Todo o material foi adquirido em Governador Valadares em loja de material de construção. Nas tabelas 11.25 Aditivo 0 0 Plastificante 0 0 Fator A/C 0. têm como pré-suposto básico que o concreto é composto por agregados graúdos e miúdos. 12. Observada a trabalhabilidade necessária para a aplicação do concreto na forma específica para ensaio.1.61 Unidade de Volume em L (litros) 1629 81. e o aditivo plastificante Tec Mult 840 Rheotec. de sua análise.2 – DEFINIÇÃO DO TRAÇO DE CONCRETO Os principais métodos de dosagem de concreto existentes hoje. e que compõe essa pesquisa. 5. baseada em resultados de semelhantes catalogados pela empresa de concreto Supermix e. o que se busca é justamente um traço ideal de concreto e. 13 e 14 estão apresentados os traços desenvolvidos para testes. um parâmetro de cálculo. em última análise. Tabela 11 – Definição do traço de argamassa convencional Traço não experimental .

Pois.65 1.45 265 13. Tabela 14 – Definição do traço do concreto com adição de EPS 58 .031 0. Nesse caso não houve a utilização de nenhum tipo de aditivo. nos traços onde houve incorporação de ar em 10% e adição de EPS também foi utilizado tal metodologia. o intuito era poder avaliar a resistência física do concreto especial e posteriormente a capacidade acústica. Tão somente foi feia a seleção criteriosa dos elementos constituintes. foi acrescentando ao traço especial aditivo de plastificante. Tabela 13 – Definição do traço do concreto com incorporador de ar em 10% Traço não experimental com adição de Incorporador de Ar em 10 % Cimento Areia Água Incorp. conforme pontifica Helene (1998) quanto maior a quantidade de água na mistura menos será a resistência do concreto.25 21. Para salvaguardar as propriedades físicas na fase endurecida. 10 % Plastificante Unidade de Volume em L (litros) Fator A/C Unidade de Peso em KG 433 21.65 1629 81.65 1629 81. Destarte.25 43.031 0.61 A adição de incorporador de ar em 10% segue a mesma linha de raciocínio adotada no traço expresso na tabela 12. Tabela 12 – Definição do traço do concreto com incorporador de ar em 5% Traço não experimental com adição de Incorporador de Ar em 5% Cimento Areia Água Incorporador 5 % Plastificante Unidade de Unidade de Peso em KG Volume em L (litros) Fator A/C 433 21.61 No traço apresentado na tabela 12. com incorporação de 5% de ar.3 2.A argamassa convencional foi adotada nessa pesquisa como um parâmetro para definir as propriedades físicas da argamassa endurecida.45 265 13.1515 0.16 3.09 3.1515 0.

face a informação da fabricante de que este deveria possuir capacidade acústica melhorada.5 Eps 600 30 Plastificante 1. tanto na ordem dos materiais quanto no tempo que o material permaneceu na betoneira. concreto com adição de EPS. A execução do traço ocorreu observando o peso dos elementos constituintes e não o volume. Embora tenham-se realizados testes de resistência com todos os traços supramencionados apenas a argamassa convencional e o traço com EPS foram submetidos aos ensaios de acústica. 59 . por empirismo. 5. deu-se preferência pelo utilizado no traço contido na tabela 14.26 0.5 O traço com EPS foi definido.Traço não experimental com adição de EPS – Dosagem para 1m³ Cimento 250 12.1.1. Os equipamentos utilizados no experimento foram: betoneira de 320 l. Definidos alguns traços base para a realização do ensaio. prática comum nesse tipo de experimento. A mistura dos materiais seguiu rigorosamente as normas técnicas.063 Fator A/C 0. observando a indicação da fabricante.3 – EXECUÇÃO DO TRAÇO A mistura do concreto ocorreu no laboratório de materiais de construção da Universidade Vale do Rio Doce.60 Unidade de Volume em L (litros) 810 40.5 Areia Unidade de Peso em KG Água 150 7.

As fotos 7 e 8 mostram a realização do ensaio no laboratório de análises técnicas da Supermix. sendo uma dela o objeto central dessa pesquisa: o concreto com adição de EPS. Ato contínuo os corpos de prova foram deixados em repouso por 24h e posteriormente colocados submersos para o processo de hidratação.FIGURA 3 – Foto da execução do traço de concreto. Foram realizados testes de compreensão em 3.4 – RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO Após a mistura do concreto foram confeccionados 6 corpos de prova para análise do resultado de resistência. 5. 7 e 28 dias. É importante ressaltar que foram realizadas 3 misturas diferentes.1.1. 60 .

placa de concreto armado convencional de dimensões de 1m x 1m x 0.Foto 7 Ensaio de compreensão Foto 8 – Capeamento do corpo de prova 5.2 – TESTE DE ISOLAÇÃO SONORA 5. 61 .08 m e.1 – Materiais de ensaio Os materiais ensaiados foram: a placa de concreto especial com adição de EPS de dimensões de 1m x 1m x 0.2.08m.

4 – Características da Câmara As câmaras acústicas para ensaios da Universidade Vale do Rio Doce são um conjunto de duas salas especiais com 3.3 – Metodologia As medições foram realizadas na sala de conforto acústico da Universidade Vale do Rio Doce. e a sala de recepção possui uma porta de estrutura metálica de 50x150 cm.2.5.2. 5. A não utilização da sala adequada pode ter sido prejudicial ao resultado final de desempenho acústico em virtude dos ruídos de fundo existentes. 5. Convém ainda ressaltar que nenhum equipamento possui certificação de calibração. Máquina de ruído microsistem potência 40 RMS.33 m³ de volume. As paredes laterais são de alvenaria convencional e o teto de laje de concreto armado. conforme padrões estabelecidos pela norma IEC 651. A estrutura está 62 . A Sala de emissão possui uma porta de 60 x 210 cm de madeira de lei.2. separadas por uma parede de concreto com 20 cm. Os procedimentos não puderam seguir rigorosamente as normas utilizadas para a execução do ensaio em razão das dimensões do laboratório de acústica ser menores que os estabelecidos na norma ISO – 140. Apenas o decibelímetro está classificado como do tipo 1 (um).71 e 3.2 – Equipamentos Os equipamentos utilizados no ensaio de isolação sonora foram: • • Decibelímetro digital Sound Analyzer DEC-5030 filtro banda de oitava e terça de oitava.

01 m onde é colocada a placa do material a ser ensaiado. Na parede que divide as duas câmaras possui uma abertura de 1. A figura 10 apresenta o detalhamento da câmara.01 x 1. PLANTA BAIXA ELEVAÇÃO FIGURA 10 – Planta baixa das câmara acústicas 63 . trata-se apenas de uma divisão interna criada posteriormente a existência da sala.diretamente apoiada no solo.

Procedimento análogo foi feito com a placa de concreto armado que ficou disposta entre a placa com EPS e o aparelho receptor. 64 . Todavia.2. A placa de concreto com EPS foi colocada em frente a placa de concreto convencional. os resultados não foram satisfatórios.1 – Medição de redução de nível de ruído A medida de redução de nível de ruído se deu através da medição na sala de recepção. este vendido em spray de 700 ml. As medições foram realizadas em bandas de 1/3 de oitava com uma fonte que gerou um ruído rosa. O cálculo da perda por transmissão foi efetuado segundo o método proposto por Costa (2003).5. a placa de concreto com EPS foi colocado no encaixe da parede de teste.2. As frestas do orifício foram vedadas primeiramente com borracha. com o uso do decibelímetro que captou o ruído gerado pelo aparelho de som na sala de emissão. 5. Assim.5. houve a substituição do material vedante por poliuretano.5 – Montagem das Placas Na realização do ensaio.

32 0. Para cada um deste foi feito 6 corpos de provas que foram rompidos respectivamente em 3. a argamassa convencional apresentou maior resistência à compreensão.15 1. foram realizados ensaios de resistência mecânica para vários traços de concreto e de desempenho acústico para o concreto com adição de EPS. 7 e 28 dias. O destaque esteve na resistência do concreto com adição de EPS que apresentou excelentes níveis de desempenho com densidade baixa. Tabela 13 – resultados de resistência à compreensão e densidade Resistência à compreensão dos concretos e densidade Traço do concreto 3 dias Argamassa Convencional Concreto com adição de Ar em 5% Concreto com adição de Ar em 10% Concreto com adição de EPS 6.11 11.1 4.95 4. 65 .76 Kg/m³ 2380 2150 2020 800 7 dias 12. Assim seguem os resultados.31 Conforme esperado.89 3.VI – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Como exposto.1 – Resistência aos esforços mecânicos Foram medidas as resistências a compreensão de quatro diferentes traços de concreto.84 Resistência em Mpa Densidade 28 dias 18.01 8. 6.295 5.35 6. Os resultados da média dos rompimentos estão expressos na tabela 13. Já os concretos que tiveram adição de ar perderam consideravelmente sua resistência tornando-se inutilizáveis como contra-piso. Os resultados de resistência mecânica dos traços ensaiados servem de comparação para o resultado da resistência mecânica do concreto com EPS.

4 89.2 43.5 45.2 43.2 44.7 46.2 87.6.7 88. 66 .1 88.81 Os resultados são dados em decibéis A frequência utilizada foi 500 HZ Conforme determina abalizada doutrina. foram realizadas 21 medições que apresentaram o resultado de 42.54 45.11052632 31.5 32 41 31 36 31 33 31 39 32 34 31 32 0 36.2 44.1 89.21052632 Ruido gerado Sala 1 Sala 2 89 44.2 – Medição de Redução de Nível de Ruído entre os ambientes Os resultados da medição do nível de redução de ruído entre a sala de emissão e a sala de recepção estão dispostos na tabela 14.8 86.5 48.2 42.7 87.5 47 89 45.9 48. Tabela 14 – Medição do nível de ruído entre as câmaras Ruido de fundo Sala 1 Sala 2 34 31 0 0 45 31 46 30 38 32 40 31 33 30 32 31 35 32 0 30 32 31 33 30 34 35 31.7 87.6 88.5 88.2 88.74 Resultado 42.7 45.2 88.7 48. Dada a existência de ruído de fundo. os dois maiores valores de emissão e recepção foram desconsiderados.81 decibéis.2 88.8 46 87.8 46 88.9 47.9 89.1 45.2 46.6 89.6 31 37.1 90.

40054E-05 1.19690723 48.23810706 40.45815E-06 1.13510749 50.09390767 58.6.60217E-05 6.11450758 44.17630732 62.00135E-06 3.53635E-05 9.50034E-06 9.17630732 42.000150034 9.13510749 Coeficiente de transmissividade 0.11450758 64.000245815 0.84087E-06 2.87087E-07 2.23810706 60.12191848 66.87087E-05 2.14539E-07 3.53635E-07 67 .14539E-05 3.1425184 52.40054E-07 1.67717E-06 6. Tabela 15 – Perda por transmissividade e coeficiente de transmissividade FREQUÊNCIA (HZ) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000 Perda por transmissividade 34.09390767 38.000384087 0.19690723 68.12191848 46.21750715 54.60217E-07 6.3 –Perda por transmissividade e coeficiente de transmissividade – Calculados pela lei da massa Após a medição da redução de ruído passou-se para o cálculo da transmissividade e o coeficiente de transmissividade conforme modelo matemático apresentado na revisão bibliográfica.15570741 36.15570741 56.

91 44.93 51.4 – Cálculo do índice de redução sonora ponderado Após a redução do ruído.72 63.03 49.12 70 60 50 40 30 20 10 0 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000 R Padrão ÍNDICE DE REDUÇÃO SONORA PONDERADO RW: 55. 80 FREQUÊNCIA (HZ) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000 R 39.61 41.02 59.9 58.73 61.01 45.86 65. efetuou-se o cálculo do índice de redução sonora.99 70 72.74 55.59 Como o índice de redução sonora foi igual a 55.01 74.98 67.97 53.6.59 dB pode se considerar que o nível de desempenho acústico é superior ao definido na NBR 15575.84 48. Que permitiu a impressão do gráfico nas bandas de freqüência e o cálculo do índice de redução sonora ponderado. 68 .

VII – CONCLUSÕES E SUGESTÕES 7. caí por terra a idéia de que este pudesse ser considerado material inerte.não houve ganho no isolamento acústico quando comparado ao contra-piso de concreto convencional.o método de cálculo de redução sonora por meio da densidade do material não é conveniente nem adequado. 7. . logo. este perdeu significativamente desempenho estrutural. garante e habilita este material para uso em escala. caducou em razão das propriedades físicas dos materiais. quando houve a introdução de material inerte na composição do concreto. .o concreto especial apresentou metade da densidade do concreto convencional.o nível de redução sonora é compatível com o estabelecido nas normas vigentes. . . mas para a redução da densidade do material e manutenção de seu desempenho acústico. possibilitando sua utilização sem acréscimo significativo no peso da estrutura.2 Sugestões 69 . é que a utilização do concreto especial com adição de EPS é viável não para acréscimo no potencial desempenho acústico. porquanto. fato que por si só. Como foi mostrado nessa pesquisa. inevitável e irretorquível. porém. A conclusão lógica. ou mesmo a substituição do elemento convencional.o desempenho estrutural do concreto com adição de EPS não é suficiente para sua aplicação como contra-piso quando o esforços solicitantes forem superiores a 10 mPa. estabeleceu-se semelhança no desempenho. É interessante notar que grande parte da resistência aos esforços mecânicos do concreto advém do agregado graúdo.1 Conclusões Da série de ensaios técnicos realizados para avaliação do desempenho acústico e estrutural do concreto especialmente desenvolvido para garantir maior conforto acústico nas habitações é possível tecer as seguintes considerações: .

foram positivos. o desempenho acústico e estrutural seguirá neste sentido. porém. existe margem para a obtenção de resultados melhores se não houver a supressão do agregado graúdo na mistura.Os resultados obtidos através da confecção do traço de concreto com adição de EPS. 70 . visto que no laboratório utilizado a presença do ruído de fundo era “visível”. A realização do ensaio em ambiente que atenda as exigências das normas internacionais podem provocar um acréscimo positivo e considerável nos resultados. Mesmo considerando que a densidade aumentará.

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