ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO

SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva

– BIBLIOGRAFIA PROPOSTA NO EDITAL
- Constituição Federal atualizada. - BANDEIRA DE MELLO, CELSO ANTONIO. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros. - CARVALHO FILHO, JOSÉ DOS SANTOS. Manual de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Lúmen Juris. - GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva. - MEIRELLES, HELY LOPES. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: RT. - PIETRO, MARIA SILVIA ZANELLA DI. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas.

Acerca da bibliografia acima, indico o livro do José dos Santos Carvalho Filho, por ser o mais didático e objetivo, com menos teorias sobre a matéria contida no edital. – SOBRE A BANCA EXAMINADORA - CEPERJ As questões dessa organizadora apresentam enunciados relativamente curtos, mas que exigem capacidade de interpretação e raciocínio. Na prova, as questões são bem divididas entre as disciplinas, não havendo, portanto, questões sob o enfoque de ramos de matérias diferentes. O nível de dificuldade da prova está relacionado ao cargo e ao órgão. Mesmo as questões mais complexas apresentam enunciados e respostas bastante objetivas, com isso o tempo acaba não sendo um grande limitador na prova, mas, sim, o seu conhecimento.

I – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - NOÇÕES INTRODUTÓRIAS O termo administração sugere a ideia de gestão, direção, governo. Administrar = governar. O direito administrativo consolidou-se com a Constituição de 1934, em decorrência da previsão constitucional que estendeu a atividade do Estado nos âmbitos social e moral, atuando na saúde, educação, economia, assistência social, etc. Quanto maiores as esferas de atribuições do Estado, mais desenvolvidos são os serviços públicos, e por consequência, mais importante o direito administrativo. Quando se fala em Administração Pública, está se tratando do desempenho de uma das funções do Estado. A administração pública pode ser conceituada como todo o aparelhamento do Estado para o atendimento do interesse público. Logo, a finalidade essencial da administração é atender a este interesse, que vem a ser o

ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO
SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva

interesse da coletividade, maioria, do povo que é representado pelo Estado. Assim, em toda e qualquer atuação a administração pública buscará satisfazer as necessidades dos seus administrados. O Estado, como sociedade que se organizou política e juridicamente, existe basicamente para desempenhar três funções: a legislativa, a executiva e a judiciária ou também chamada jurisdicional. A legislativa define os limites de atuação da sociedade, elaboração das leis, por exemplo. Daí vem a expressão Estado de direito. A função jurisdicional significar “dizer o direito” e visa interpretar normas que surgem quando do conflito de interesses, ou seja, quando alguém mediante um processo leva a terceiro imparcial (juiz) para, reconhecer, efetivar ou proteger direitos. Assim, só há função jurisdicional quando o Estado declara direitos. A terceira função é a administrativa. Através dela o Estado busca atendimento às necessidades materiais do seu elemento humano, que é o povo, tais como garantir educação, saúde, transporte, etc. As três funções são organizadas na Constituição, que as distribuiu entres os três poderes. A função legislativa foi atribuída aos órgãos do Poder Legislativo. A função jurisdicional foi atribuída aos órgãos do Poder Judiciário. A função administrativa foi atribuída predominantemente aos órgãos do Poder Executivo. Mas a Constituição deu autonomia administrativa ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo. Tome como exemplo o TJ do RJ, que pode celebrar contratos, fazer licitação, administrar bens públicos. Tudo isso é atividade administrativa. Essa atividade também pode ser exercida, isto é, também é exercida pelo Poder Legislativo. O que importa é a FUNÇÃO EXERCIDA. Essa função administrativa foi atribuída predominantemente a órgão do Poder Executivo, mas também é desempenhada pelo Poder Judiciário e Poder Legislativo, em razão da autonomia que esses poderes receberam. Para confirmar, verificamos o disposto no art. 37, caput, da CRFB/88, que diz:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO
SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva

A própria Constituição direciona as normas constitucionais relativas à Administração Pública para todos os poderes e não apenas ao Poder Executivo. Será objeto de nosso estudo o desempenho de uma das funções do Estado, que é a função administrativa, que está presente em todos os poderes, e não apenas a atuação do Poder Executivo. É na Constituição que estão organizadas as funções do Estado. No Direito do Administrativo, Estado que foi estuda-se atribuída o na desempenho Constituição da de função forma administrativa

predominante a órgão do Poder Executivo, mas que também é desempenhada por órgão do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, em razão da autonomia que esses dois poderes receberam da Constituição. Algumas normas constitucionais são aplicadas só para União, outras são para todas. A CRFB/88 manteve a forma federativa de Estado. Mas a forma brasileira é peculiar, porque nos modelos convencionais de federação existe um poder central, que é a União, no nosso caso, os entes regionais, que também são os estados. Só que a CRFB/88 deu autonomia também aos municípios. Então, temos três esferas de governo. A função administrativa de Estado foi distribuída em poderes, mas também foi distribuída entre os entes que integram a federação brasileira (federal, estadual e municipal), cada uma com um campo de atuação. A CRFB/88, por lógico, não detalha ao extremo. Por isso, é importante saber do critério usado para partilhar competências. É o critério da predominância de interesses. Por esse, o município desempenhará as competências administrativas de predominante interesse local. Os estados ficam com a competência administrativa de predominante interesse regional. A União fica com as competências de predominante interesse nacional. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios e consequentemente, ele exerce as atividades administrativas que constitucionalmente são de competências do Estado e do Município. A função administrativa do Estado também foi distribuída na Constituição entre os entes que integram a federação brasileira (União, Estados, DF e municípios). Adotou-se o critério da predominância de interesse, no qual a União

ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO
SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva

desempenha as competências predominantes de interesse nacional, os Estados, as de predominante interesse regional, os Municípios, as de predominante interesse local. II – ARTIGOS 37 A 41 DA CRFB • ARTIGO 37 – Administração Direta e Indireta A Constituição, ao tratar da função administrativa, fala em Administração Pública direta e indireta. União é pessoa jurídica de direito público. Estado também, assim como o Município. Os titulares das funções do Estado são os entes estatais. A pessoa jurídica destes entes irão atuar através dos órgãos e agentes que integram a sua estrutura.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Administração Pública significa que a função administrativa do Estado está sendo desempenhada por um dos entes estatais através dos órgãos e agentes que integram a sua estrutura. Esses entes estatais podem optar pela criação de outra pessoa jurídica, que será controlada por eles, como forma de descentralização de suas atividades. Então, quando se fala em Administração Pública indireta, é quando a atividade administrativa do Estado será desempenhada não por um ente estatal, mas sim por pessoas jurídicas criadas e controladas pelo Estado, como forma de descentralização dessas atividades. É uma outra pessoa jurídica. O Estado distribui a competência para pessoas que são dele distintas. O Estado atua indiretamente, não havendo nenhum vínculo de hierarquia (vínculo de autoridade, subordinação), mas tão somente um controle ou tutela exercido nos limites da lei. Criar entidades da Administração Indireta é uma forma de descentralização da atividade do Estado. São entidades da Administração Pública indireta:

que significa desconcentrar.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. A desconcentração é uma distribuição interna de competência dentro da mesma pessoa jurídica. Criar entidades da Administração Pública indireta é uma forma descentralização administrativa. o Poder Público está atribuindo a uma outra pessoa jurídica. Empresas Públicas. antes. como forma de descentralização administrativa. O conceito de descentralização não se confunde com o de desconcentração administrativa. Na Administração Pública indireta. Empresas Públicas. Sociedades de Economia Mista e Fundações Públicas. que está desempenhando a função administrativa. Desconcentração administrativa é a distribuição interna de competência dentro da mesma pessoa jurídica. ou a uma outra pessoa jurídica. e não através da criação de entidades da Administração Pública indireta. Essas empresas foram privatizadas. Sociedades de Economia Mista e Fundações Públicas. principalmente através de concessão. mas não é a única. já que o Estado pode descentralizar suas atividades delegando a particulares a prestação de serviços considerado públicos. mas não é a única. . o Estado desempenha sua atividade administrativa através de pessoas jurídicas criadas e controladas pelo próprio Estado. É uma distribuição externa de competência. Não confundir Administração Pública indireta com descentralização. O Estado pode descentralizar suas atividades administrativas ou pode delegar. Criar entidade da Administração Pública indireta é uma forma de descentralização. Por exemplo. E o Estado hoje optou pela prestação indireta do serviço de telefonia através de empresas por concessão. As entidades da Administração Pública indireta: Autarquias. Mudou o panorama. criada e controlada pelo Poder Público. Na descentralização. o serviço de telefonia era prestado de forma descentralizada. Silva Autarquias. mas através de empresas controladas pelo Poder Público. O que se observa hoje é que a descentralização administrativa está sendo feita basicamente com a delegação a particulares.

O Estado atua diretamente por meio de seus órgãos. Minas Gerais. pois todos os órgão e agentes permanecem ligados pelo mesmo vínculo de hierarquia. como o Ministério Público. A Administração Pública é. etc. por exemplo: delegacia regional de saúde em São Paulo. etc. da Educação. das atividades administrativas do Estado. das atividades administrativas do Estado. etc. Existem órgãos da estrutura do Estado que já são criados com capacidade postulatória. ao mesmo tempo. na pessoa jurídica. a titular e a executora do serviço público. de forma centralizada. Atenção ao fato que o Estado não transfere a titularidade das atividades. Rio de Janeiro. Da mesma forma. por exemplo: Ministério da Justiça.). como em razão do grau de hierarquia. Órgão público é um centro de competência na estrutura do Estado sem personalidade jurídica própria. Esta distribuição de competências não prejudica a unidade política do Estado. Quando o Estado desempenha as suas próprias atividades ocorre o fenômeno da centralização.) Também se desconcentra com base no critério territorial ou geográfico. a Procuradoria Geral do Estado. aos quais foi atribuída a competência para o seu exercício.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. A exemplo do que ocorre com a pessoa natural. da Saúde. ou seja. Já a Administração Pública direta é o conjunto de órgãos que integram os entes federativos. A doutrina . mas o seu exercício aos particulares. Silva A desconcentração se faz tanto em razão da matéria ou assunto. aos quais foi atribuída a competência para o seu exercício. por exemplo: diretor de departamento. toda atividade desempenhada por um órgão será atribuída à pessoa jurídica a que ele estiver vinculada. se o braço da professora der um soco em alguém o promotor não denunciará o braço. Órgão é típico de estrutura de pessoa jurídica. Há neste caso vínculo de hierarquia. diretor de divisão. mas a professora. ao mesmo tempo. a titular e a executora do serviço público. de forma centralizada. chefe da seção. A Administração Pública direta é o conjunto de órgãos que integram os entes federativos. do nível de responsabilidade decisória. Em outras palavras. a Administração Pública é.

XX . Serão integrantes da Administração Pública Indireta. de 1998) A vedação do art. Existem. Entidades da Administração Pública Indireta: Art. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. inativos que até a publicação desta emenda tenham ingressado novamente no serviço público por conta de concurso público pelas várias formas previstas na CRFB/88. Passamos a análise: . III . direitos. 37. O órgão público. Empresa Pública. de 1998) Art. que serão criadas e controladas pelos Estados. cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 37.depende de autorização legislativa. Art. Sociedade de Economia Mista e Fundações Públicas. Art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. nas quais se reconhece capacidade processual a determinados órgãos públicos. São elas: autarquias.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. de sociedade de economia mista e de fundação. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. situações.os controles e critérios de avaliação de desempenho. os entes estatais podem criar pessoas jurídicas. em cada caso. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 37. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. principalmente àqueles que representam os poderes. II . § 8º A autonomia gerencial. no entanto. cabendo à lei complementar. não se aplica aos membros de poder. neste último caso. 37. da CRFB/88. XIX .a remuneração do pessoal.o prazo de duração do contrato. Conforme já mencionado. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. 37. definir as áreas de sua atuação. por não ter personalidade jurídica. não pode ajuizar ações nem figurar no pólo passivo de ações que forem propostas. de 1998) I . Silva e a jurisprudência vêm reconhecendo capacidade postulatória a alguns órgãos públicos. § 7º.

são autarquias em regime especial. Autarquias em regime especial são aquelas que têm um tratamento jurídico diferenciado quando comparado com as autarquias convencionais. . à aposentadoria e à acumulação. Exemplo: INSS. É feito através de requisição judicial. Detran. boa parte das Universidades públicas. As pessoas que trabalham nas autarquias são servidores públicos e estão sujeitas a regime jurídico aplicável ao ente estatal a que estiver vinculado. à estabilidade. São aquelas que têm um tratamento especial em comparação com as autarquias em geral. Se forem criados territórios no Brasil. Esses servidores estão sujeitos às normas constitucionais relativas ao concurso público. Silva Autarquias: É entidade que integra a Administração Pública Indireta. criadas por lei. As Universidades públicas. o processo de execução não é feito de forma de execução tradicional. Os servidores das autarquias estão sujeitos ao mesmo regime jurídico aplicável aos servidores do ente estatal a que estão vinculadas. por exemplo.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. porque possuem uma autonomia maior. As agências reguladoras também. serão também autarquias em regime especial. Os bens pertencentes às autarquias são considerados bens públicos. Exemplo: universidades públicas. conselhos profissionais. O regime será o estatutário. cujo principal instrumento é o precatório. para desempenhar atividade tipicamente estatal. Existem as chamadas autarquias em regime especial. São inalienáveis. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público. É criada pelo Estado como forma de descentralização das atividades tipicamente estatais. impenhoráveis e imprescritíveis. Como o bem não pode ser penhorado. agências reguladoras de serviços públicos. É uma pessoa jurídica de direito público.

Não precisa demonstrar a culpa. prevista no art. caracterizado o dano e o nexo de causalidade. através da aplicação da Teoria do Risco Administrativo. 37. serviços. § 6º. Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista: São empresas criadas e controladas pelo Estado. para se eximir da obrigação de indenizar. As autarquias responderão objetivamente pelos danos causados por seus agentes. Atos praticados pelos dirigentes das autarquias estão sujeitos a controle por mandado de segurança. Também será cabível a propositura de ação popular para anular lesivo ao patrimônio de uma autarquia.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Os dirigentes das autarquias podem ter seus atos controlados por mandado de segurança. a autarquia. As autarquias são obrigadas a realizar licitação sempre que forem contratar obras. da CRFB/88. 37. segundo o art. Bastando a demonstração do dano e do nexo de causalidade. Mandado de segurança é garantia constitucional que serve para proteger direito líquido e certo violado ou ameaçado de lesão por ato de autoridade. Por outro lado. da CRFB/88. o Estado Brasileiro só pode criar empresa para prestação de serviços públicos ou para desempenhar atividades econômicas que sejam de imperativo de segurança nacional ou de relevante interesse coletivo. conforme será tratado mais adiante. § 6º. evento da natureza ou fato de terceiro. Se alguém tiver prejuízo resultante da atuação de uma autarquia. Autoridade é o agente público que tem competência decisória. a pessoa só precisa provar o dano e o nexo de causalidade. Os agentes públicos que trabalham nas autarquias estão sujeitas à lei de improbidade administrativa (lei nº 8429/92). Silva As autarquias responderão objetivamente pelos danos causados pelos seus agentes. Hoje. Estão sujeitas às mesmas regras e normas de licitação aplicáveis à Administração Pública Direta. . compras e alienações. deverá provar que o dano foi causado por fato exclusivo da vítima.

no sentido de que há necessidade de concurso público para escolha dos empregados das empresas estatais. De acordo com o Código Civil.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. quanto à acumulação de cargos. 173. no art. ou seja. A seleção desses agentes depende de concurso. São empregados públicos. prevê que as estatais terão o regime jurídico próprio das empresas privadas. o mesmo vínculo aplicado a empresas privadas. Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista são criadas e controladas pelo Estado. mas na forma prevista pelo Direito Privado. XIX. que tem por finalidade a prestação descentralizada de serviços públicos ou o desempenho de atividade econômica que seja de segurança nacional. surgiu um entendimento de que não haveria necessidade de concurso público para escolha de empregados para Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista. no entanto. Os empregados das empresas estatais estão sujeitos às proibições constitucionais. da CRFB/88. O STF já se manifestou. O argumento era que o art. Os bens pertencentes a essas empresas não são bens públicos. 37. prevê que a criação das empresas estatais será feita através de autorização legislativa. Silva O que se viu nos últimos anos foi até o contrário. As pessoas que trabalham nessas empresas não são servidores públicos. O STF já pacificou o entendimento de que há necessidade de concurso público para escolha dos empregados dessas empresas. Integram a Administração Pública Indireta. A redação original da CRFB/88. Isso porque se entendeu que elas não se enquadravam no que a Constituição estabelecia e que deveriam ser entregues para a iniciativa privada. o mesmo regime jurídico aplicado aos empregados das empresas privadas. São pessoas jurídicas de direito privado. Foi a privatização de dezenas de empresas que eram controladas pelo Estado. Logo após a edição da CRFB/88. O vínculo é celetista. ou que seja de relevante interesse coletivo na forma a ser disciplina em lei. bens públicos são os que pertencem ao patrimônio da pessoa . empregos e funções públicas As pessoas que trabalham nas empresas estatais são empregadas públicas e estão sujeitas ao regime celetista.

para permitir a simplificação das licitações usadas pelas empresas estatais. penhorados e adquiridos por particulares através de usucapião. Consequentemente. por força de uma liminar concedida pelo STF.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. A única que adotou isso foi a Petrobrás. Responsabilidade civil: as empresas estatais podem ser criadas com duas finalidades: prestação de serviço público ou desempenho de atividade econômica. essas empresas. mas precisam realizar licitações para suas contrações relacionadas com atividade-meio. A CRFB/88 foi modificada. 173. para licitação dessa atividade-meio. Precisam licitar na atividade-meio. 22. Fez isso por decreto. Silva jurídica de direito público. Havia alegação que. no entanto. A Petrobrás vem realizando suas compras com base nesse Decreto. eram obrigadas a competir no mercado com empresas privadas. XXVII. Os bens pertencentes à Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista não são bens públicos e. podem ser alienados. Em relação à penhora. na atividade que serve de suporte. usucapidos. para permitir a simplificação do procedimento licitatório adotado por essas instituições. E a lei de licitações torna a contratação muito demorada. Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista são criadas para desempenhar atividade econômica ou para prestar serviço público. . 173. no art. Essas empresas não têm a obrigação de licitar nas suas contratações relacionadas com a atividadefim. A emenda constitucional nº 19 modificou a redação dos arts. da CRFB/88. entendimento de que não podem ser penhorados um bem pertencente a essas empresas afetado à prestação do serviço público. E há quem entenda que deveria ter sido feito por lei específica. conseqüentemente. XXVII. existe. penhorados. 22. e no art. o que não é o caso. com muita frequência. As empresas estatais não precisam realizar licitações nas suas contratações relacionadas com sua atividade-fim. e art. se não bens públicos. podem ser alienados. em razão do Princípio da Continuidade.

Os dirigentes das empresas estatais também estão sujeitos à lei de improbidade administrativa. . Elas até podem responder objetivamente. quanto à natureza do ato. o STF já se manifestou entendendo que as fundações públicas criadas para desempenhar atividades tipicamente estatais têm personalidade jurídica de direito público e devem receber o mesmo tratamento jurídico concedido às autarquias. Controle de atos praticados pelos dirigentes das estatais: O dirigente de empresa estatal. na qual o Poder Público tem a maioria das ações com direito ao voto. que está sujeito às normas constitucionais aplicadas para Administração Pública Indireta. Silva O art. da CRFB/88. 37. § 6º. por exemplo. Na Empresa Pública. se relaciona com uma atribuição do Poder Público. Fundação Pública é aquela instituída e mantida pelo Poder Público. Porém. É entidade da Administração Pública Indireta. parte do capital é público e parte do capital é privado. na forma de Sociedade Anônima. As fundações públicas normalmente são criadas para fins de pesquisa.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Fundações públicas: Fundação pública é a fundação instituída e mantida pelo Poder Público. prevê que só as pessoas jurídicas de direito privado que forem prestadoras de serviço público responderão de forma objetiva. Na Sociedade de Economia Mista. de assistência social. A Sociedade de Economia Mista se organiza. O fato de Poder Público ter ações numa empresa não é suficiente para que essa empresa seja considerada uma Sociedade de Economia Mista. com base no Código de Defesa do Consumidor. o capital é exclusivamente público. a Fundação Pública é pessoa jurídica de direito privado. Ela é entidade que integra a Administração Pública Indireta. de educação e de cultura. É cabível a propositura de ação popular para controle de atos praticados pelos dirigentes de empresas estatais. De acordo com o Decreto-lei nº 200/67 e com a Constituição do Estado do RJ. As pessoas jurídicas de direito privado criadas para desempenhar atividade econômica não se enquadram nesse artigo. necessariamente.

do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. com a criação de muitas fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. pois baseia-se também em princípios: Art. do art. licitação. normalmente para fins assistenciais. prevê que a lei deverá definir o campo de atuação das fundações públicas.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. mas não só na lei. Não há código nessa matéria. a legislação trouxe essas fundações para Administração Pública Indireta. de 1998) No Direito Administrativo. Essa lei não existe ate hoje. ou seja a administração Pública possui uma série de princípios. 37. da CRFB/88. ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Há os princípios aplicáveis a Administração Pública como um todo e os princípios setoriais. publicidade e eficiência e. prevê que uma lei complementar deverá definir o campo de atuação das fundações públicas. normalmente para fins educacionais. A parte final do XIX. também. moralidade. devem ser criadas por lei. As fundações públicas são aquelas instituídas e mantidas pelo Poder Público. culturais. Depois. a exemplo das autarquias. O inciso XIX. 37. . de assistência social e de promoção da cultura. Existem questões práticas que se revolvem aplicando princípios. educacionais. • ARTIGO 37 – Princípios da Administração A função administrativa ocorrerá sempre com base na lei. Normalmente porque o Brasil não tem lei definindo com exatidão o campo de atuação das atuações. As fundações públicas estão sujeitas a todas as normas constitucionais aplicadas à Administração Pública. dos Estados. Fundação Pública é a instituída e mantida pelo Poder Público. impessoalidade. As fundações de direito público. 37. o princípio tem importância diferente das outras matérias. do art. Silva As fundações públicas de direito privado são criadas mediante autorização legislativa. A grande explicação para formação das fundações públicas é que na década de 60 não havia obrigatoriedade de concurso. da CRFB/88.

A Administração Pública também não pode conceder privilégios ou discriminar pessoas. desde que não haja proibição legal. Assim definidos: 1) Legalidade: tem sentido diferente da idéia de legalidade aplicada na vida privada. 37. Na vida privada. § 1º. no art. Algumas previsões são até genéricas. 37. só pode agir quando houver previsão legal. § 1º . O Estado não pode dar a uma pessoa um tratamento que não foi disponibilizado para outra. permite que o Estado trate de forma diferenciada o desigual. dela não podendo constar nomes. O art. programas. Para o administrador. com base na isonomia material. mas sim ao órgão ou entidade em nome do qual ele pertence. A lei não vai conseguir detalhar cada comportamento da Administração Pública. obras. Os chamados princípios “LIMPE”. Até porque está gerindo patrimônio e interesse públicos. a sistemática não é assim. É possível. EX: viola este princípio a avaliação psicológica do candidato a concurso público em caráter subjetivo e sigiloso da entrevista. No Brasil. informativo ou de orientação social. Quando a CRFB/88. O administrador.A publicidade dos atos. em razão do Princípio da Legalidade. No sentido material. quer dizer que a Administração Pública só pode atuar se houver respaldo legal. da CRFB/88.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. de símbolos ou palavras que caracterizem o político. 37. os desiguais. proíbe a utilização. A outra forma de aplicação do Princípio da Isonomia é: as obras e serviços públicos devem ser atribuídos não a pessoa do administrador. Silva sendo que o art. todos são livres para fazer o que quiser. Art. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. a isonomia é interpretada no seu sentido material e não formal. prever tratamentos diferenciados. 2) Impessoalidade: pode ser interpretado de duas formas diferentes. na propaganda oficial. 37 da Constituição Federal define os princípios explícitos ou expressos. A primeira delas seria: ao atuar a Administração Pública deve focar suas atividades no interesse público. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. . faz referência à legalidade.

sem prejuízo da ação penal cabível. . Art. honestidade. ficando o autor. lei dos Estados. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. de veículos. Sanções aos agentes públicos que pratiquem atos imorais: art. da CRFB/88.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. ex: código civil. LXXIII. Estas sanções podem ser aplicadas simultaneamente. para permitir conhecimento por parte dos interessados.Atos de improbidade administrativa que atentem contra os princípios da Administração (art. 5º. etc. que tratou da reforma administrativa e inseriu no art. materiais ou equipamentos públicos. Silva 3) Moralidade Administrativa: está relacionado com a ética. LXXIII . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. de processo administrativo disciplinar ou sindicância. Ex: Fraude à licitude de concurso público. permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao do mercado. Ex: Aquisição. foi o Princípio da Eficiência. 4) Publicidade: significa que a Administração Pública deverá divulgar seus atos. honra na Administração Pública. normalmente a divulgação é feita com a publicação do resumo dos principais atos na imprensa oficial. . 37. 10 da Lei 8429/92).Atos de improbidade administrativa que importem em prejuízo ao erário (art. §4º: Os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos direitos políticos. precedendo de instrumentos que apurem as irregularidades praticadas pelo servidor. 37. Hipóteses exemplificativas de imoralidade administrativa: . prevê que a violação ao Princípio da Moralidade é causa ensejadora de proposição de ação popular. garantindo o contraditório e a ampla defesa. a indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário (cofres públicos).) estabelecer a forma e a gradação dessas sanções. Ex: Utilização em obra ou serviço particular. à moralidade administrativa. ou seja. O art. da CRFB/88. 5) Eficiência: a emenda constitucional nº 19. 11 da Lei 8429/92).Atos de improbidade administrativa que importem em enriquecimento ilícito (art. 9º da Lei 8429/92). a perda da função pública. salvo comprovada má-fé.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. na forma e gradação previstas em lei. Cabe ao legislador infraconstitucional (qualquer lei que não esteja incluída na norma constitucional. . 5º.

Esse princípio significa que a Administração deve buscar os melhores resultados possíveis com o melhor custo • ARTIGO 37 – Cargos. Silva Tentou implantar a Administração Pública gerencial. toda regulamentação do quadro de funcionários será definida por Estatuto do servidor. dado àquele servidor que preencheu determinados requisitos estabelecidos na constituição: Passar em concurso público. com denominação própria. Classificação dos cargos: A -) Provimento efetivo: O cargo de provimento efetivo será preenchido por concurso público e seu ocupante tem maiores garantias de permanência no cargo. A estabilidade é no cargo. Se não for aprovado no estágio probatório do novo cargo tem direito a ser reconduzido ao cargo anterior.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. ter desempenho avaliado por comissão instituída para essa finalidade. de 1998) Art. se ele foi aprovado em outro concurso. na forma da lei. de 1998) 1-) CARGO -> Posto. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 37. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. Emprego e Função Pública Art.os cargos. Possui regime estatutário. A estabilidade é o direito à permanência no cargo. I . de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. na forma prevista em lei. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. é uma característica de determinados cargos públicos. e assim ser ocupante de cargo efetivo. deste modo. direitos e responsabilidades para o seu titular e sujeita a regulamentação especial pelo direito público. A efetividade. em oposição a Administração Pública burocrática. será submetido a novo estágio probatório. Posição jurídica criada e disciplinada por lei. fixação de atribuições. lugar reservado a uma pessoa para o desempenho de determinadas funções. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Se for aprovado para outro cargo. ou seja. O servidor não leva a estabilidade para outro cargo.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 37. cargos estes que têm uma vocação de gerar a estabilidade para os seus ocupantes. assim como aos estrangeiros. . No âmbito federal. vai se submeter a outro estagio probatório. tempo de exercício (3 anos) e aprovação de desempenho.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. de 1998) III . Art. chefia e ocupação transitória. assim. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. como a nomeação para ocupá-los dispensa a aprovação prévia em concurso público. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. Ambos possuem atribuições de Tais cargos são de direção. quando o servidor ocupa o cargo efetivo.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. . B -) Cargo em Comissão e cargos em confiança: superior hierárquico. de 1998) § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) Art. A segunda hipótese é decisão proferida em processo administrativo disciplinar. mas ainda não cumpriu os requisitos para garantia da estabilidade. e o eventual ocupante da vaga. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 41. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Mas. assegurada ampla defesa. na forma prevista no art. 41. da CRFB/88. A quarta situação é por excesso de gasto na Administração com servidores públicos. de 1998) Art. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 41. reconduzido ao cargo de origem.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 169. são quatro situações. por pessoas que podem ser mantidas ou não no lugar pelo assessoramento e são de livre nomeação e de livre exoneração. ou seja. A terceira hipótese (incluída pela emenda constitucional nº 19) é pela avaliação periódica de desempenho. ou seja. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. de 1998) I . aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. de 1998) II . na forma disciplina em lei (ainda não tem). (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. na forma de lei complementar. será ele reintegrado. sem direito a indenização. de 1998) A CRFB/88 estabeleceu duas situações em que o servidor pode perder o cargo. Silva Atenção: Pode ocorrer efetividade sem estabilidade. se estável. na verdade. A primeira delas é por decisão judicial transitada em julgado.

37. onde o provimento (preenchimento do cargo público) é declarado por lei.Ao servidor ocupante. significa que sua atividade é escalonada em uma carreira com vantagens e deveres previstos em Estatuto. exclusivamente. Por isso. condições e percentuais mínimos previstos em lei. A função de confiança é destinada às atividades de direção. V . de 1998) Art. e o ocupante não precisa ser necessariamente servidor (inciso II do artigo 37). Importante mencionar que a nova redação do inciso V. § 13 . o qual permite ascensão profissional (como se fosse uma promoção). Em outras palavras. e os cargos em comissão. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. aplica-se o regime geral de previdência social. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. a CRFB/88 prevê que uma parte dos cargos em comissão será destinada a servidores e outra parte poderá ser ocupada por quem não é servidor.as funções de confiança. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. enquanto que no cargo em comissão. pois se procura evitar os casos de imoralidade e nepotismo existentes nos setores da administração. o cargo em comissão é destinado para as atividades de direção. limita a investidura em cargos em comissão. quando o texto do inciso V fala sobre cargos de carreira. destinam-se apenas às atribuições de direção. chefia e assessoramento mais importantes. de 15/12/98) . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. Assim. Assim. Art. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. tratam-se de cargos estruturados por níveis ou classes. de departamento). a função de confiança requer necessariamente que seja realizada por ocupante de cargo efetivo. proposta pela emenda nº 19.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. independe de concurso público. E conforme lê-se no texto constitucional. 40. chefia e assessoramento no âmbito intermediário da Administração (um chefe de setor. de passagem para promoção (por tempo ou merecimento). Silva a exoneração do titular não possui qualquer formalidade especial e fica a critério da autoridade nomeante. de pessoas que não pertencem aos quadros públicos. são escalonados em padrões organizados em nível de complexidade de atribuições. A diferença entre uma e outra reside ao fato de que o cargo em confiança exige que o ocupante seja detentor de cargo efetivo. chefia e assessoramento.

de acordo com a Constituição. Relação empregatícia estabelecida pelo Poder Público . devendo a lei definir uma parte dos cargos em comissão destinados a servidores. podem os titulares perder seus cargos. regulado predominantemente pelas razões aplicáveis aos particulares. Cargo em comissão e a função de confiança são destinados às atividades de direção. o ocupante pode ser servidor ou não. Já os cargos em comissão. chefia e assessoramento. etc. Cargo em comissão atende às situações mais importantes. A vitaliciedade configura-se como verdadeira prerrogativa para os seus titulares.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. D -) Eletivo: Cargo ocupado por meio de voto. ressalvados os casos de acumulação legal comprovada. todas as funções de confiança serão destinadas a servidores ocupantes de cargo efetivo. chefia e assessoramento. membros do Ministério Público e membros do Tribunal de Contas. prefeito. deste modo. como regra. somente Emenda à Constituição poderá fazê-lo. sob vínculo de natureza contratual. que é uma garantia prevista na Constituição para os magistrados. As funções de confiança também são destinadas às atividades de direção. C -) Vitalício: São aqueles que oferecem maior garantia de permanência aos seus ocupantes. somente através de processo judicial. Atualmente são cargos vitalícios os dos magistrados. O exercício de Cargo em Confiança ou Comissionado por parte de servidor efetivo afasta a possibilidade de usufruir direitos inerentes ao cargo efetivo enquanto nomeado no Cargo em Confiança ou Comissão. EX: vereador. Assim. O vitalício somente perderá o cargo em virtude de decisão judicial. mas no âmbito intermediário da Administração. membros do Ministério Público e dos tribunais de contas. A estabilidade não se confunde com a vitaliciedade. Silva A posse em Cargo em Confiança ou Comissão determina o concomitante afastamento do servidor do cargo efetivo de que for titular. Somente a Constituição Federal tem atribuição para criar cargos com a garantia de vitaliciedade. 2-) EMPREGO -> Posição jurídica daquele que trabalha para a administração.

VIII . a CRFB/88 não proíbe de forma genérica o acesso do estrangeiro a cargo público. nas situações previstas na lei. empregos e funções públicas não são capazes de gerar estabilidade. da CRFB/88). Cada ente estatal deverá produzir sua própria legislação sobre servidores. do art. sendo que o projeto de lei deve ser de iniciativa do respectivo poder. na sua redação original. A União não é competente para produzir uma lei nacional sobre servidor. Agora. . 37.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. A emenda constitucional nº 19 modificou a redação desse inciso. De qualquer forma. O projeto de lei sobre essa matéria deve ser de iniciativa do Poder Executivo (art. Responsabilidade maior a um servidor de cargo efetivo. Silva no regime da CLT. A estabilidade só é gerada com o preenchimento dos requisitos do art. OBS: Os cargos. no Poder Executivo e no Poder Judiciário é feito por lei. cada ente estatal produz sua própria lei. ● Pessoas Portadoras de Deficiência Art. para permitir o acesso do estrangeiro a cargos. § 1º. função de confiança: adicional da remuneração do servidor. 61. A lei federal sobre a matéria não se aplica para estados e municípios. o que significa que os empregados públicos terão os mesmos direitos trabalhistas de um empregado comum. . ● Cargos. empregos e funções públicas. Mas a CRFB/88 fala na forma da lei. Então. 3-) FUNÇÃO PÚBLICA -> Indica o exercício de uma atribuição sem que haja um cargo ou emprego público a ser preenchido. a criação de cargos do Poder Legislativo é feita através de resolução da respectiva casa legislativa. da CRFB/88. 41 da Constituição. A criação de cargo público no Brasil.função temporária: mesário.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. empregos e funções seriam destinados a brasileiros que preenchessem os requisitos previstos na lei. 37.Acessibilidade O inciso I. estabelecia que os cargos. Emprego e Função Pública .

Não há necessidade de concurso para preenchimento de cargos em comissão e de funções públicas.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. ao mesmo tempo em que o Poder Público tem o dever jurídico de fixar o percentual de cargos e empregos públicos a elas destinados. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. As pessoas portadoras de deficiência têm direito subjetivo à participação nos concursos públicos. de 1998) Concurso público é o procedimento administrativo que tem por fim aferir as aptidões pessoais e selecionar os melhores candidatos ao provimento de cargos e funções públicas. cabe ao interessado pleitear no judiciário a administração da participação e a respectiva reserva de vaga. . o princípio da impessoalidade e o princípio da eficiência. 37.Concurso Público Art. Não se admite concurso só de título. A prova de título não pode ser usada para burlar o certame. é preciso que o título esteja relacionado com as atribuições do próprio cargo. II . Quando a administração diz que para a investidura em cargo ou emprego público se dará mediante aprovação em concurso percebe-se a aplicação de dois princípios conforme já analisado em nosso estudo. na forma prevista em lei. na forma prevista no edital. VIII da CF. deve fazê-lo o edital do concurso. o concurso será de provas ou de provas e títulos. bem como a definição dos critérios de admissão. com propósito específico de selecionar servidores ou empregados públicos. Silva A acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência é assegurada pelo artigo 37. Caso ambos sejam silentes. Concurso se caracteriza pela prática de vários atos administrativos ordenados. • Investidura .ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Assim. que impõe seja reservado na lei percentual dos cargos e empregos públicos. No concurso de título. Se a lei do ente federativo não o tiver feito. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. No Brasil. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. A CRFB/88 exige concurso público para preenchimento de cargos efetivos e empregos públicos.

Sendo praticado qualquer ato de investidura em cargo ou emprego público sem observância do requisito concursal. ainda. a prorrogação do prazo de validade é ato discricionário da Administração. devendo. 37. Não se admite no concurso público exigência de cunho discriminatório. prorrogável uma vez. ser dado ao candidato conhecimento das razões que levaram a sua eventual eliminação.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. E o prazo inicialmente estabelecido pode ser prorrogado uma única vez pelo mesmo período. Dentro do prazo de validade do concurso. Pode-se exigir limite de idade. não haverá outra alternativa senão a de considerar nulo o concurso. A matéria agora vai ser apreciada pelo STF. mas a CRFB/88 não. 37. ou prazo de . Silva O concurso público será de provas ou de provas e títulos. Art. IV . Havendo violação aos princípios da legalidade. Agora. A Administração pode formular exigências de participação especificas em relação à natureza do cargo. igualdade ou impessoalidade no curso da competição. prova física.112 proíbe. No concurso público não se pode formular exigências de cunho especulatório. desde que haja previsão na lei. pode formular exigência pertinentes ao cargo.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. A doutrina sempre disse que o candidato aprovado em concurso tem mera expectativa de direito e não direito subjetivo à nomeação. por igual período. O STJ passou a entender que o candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas oferecidas teria direito subjetivo à nomeação pelo prazo de validade. na carreira. O prazo de validade do concurso será de até 2 anos. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. não se admitindo concurso público somente de títulos.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. os novos concursados não poderão ser nomeados enquanto tiver candidato aprovado no concurso anterior. A exigência de aprovação prévia em concurso público e a fixação dos prazos de validade do certame são requisitos inafastáveis para a regularidade do procedimento de seleção. Art. III . A lei nº 8. O prazo inicial não pode ser maior que 2 anos. O STF considera constitucional exame psicotécnico em concurso público.

é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. resolver adotar uma posição concretista. Art. Esse direito retrata a possibilidade de o servidor aderir ao sindicato representativo de sua categoria profissional e corresponde ao direito já há muito tempo exercido pelos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho . há um capítulo destinado aos empregados de empresa privada prestadora de serviço público. § 2º . Durante muito tempo. viabilizando o exercício do direito de greve. A CRFB/88 assegura para os servidores o direito de greve. 37. 37. Não há regulamentando a matéria. o STF tinha uma posição de que era uma norma de eficácia limitada e que dependeria de lei. de 1998) A Constituição Federal assegura aos servidores públicos o direito à livre associação sindical. ao julgar processos. Silva validade do procedimento.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. A autoridade responsável pela ilegalidade também deverá sofrer a necessária sanção. com aplicação das normas existentes na lei de greves da iniciativa privada válida para empregados de empresas privadas prestadoras de serviços públicos. Não tem lei disciplinando o exercício do direito de greve do servidor. A CRFB/88 reconhece e direciona para lei regulamentar. Assim.CLT. estará ele inquinado de vício de legalidade. viabilizou para algumas categorias de servidores o exercício do direito de greve. o STF. Mas tem lei disciplinando o exercício do direito de greve de empregados privados. devendo ser declarada a sua nulidade. que será exercido na forma prevista na lei. VII . o STF. nessa lei. • Direito de greve do servidor: Art.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. De três a quatro anos para cá. Não há lei até hoje. VI . julgando mandado de segurança coletivo impetrado por categorias de servidores. mandado de injunção coletivos. E. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Art.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 37. nos termos da lei. tudo na forma que a lei estabelecer. .

dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 37. em espécie. em qualquer caso. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. verba de representação ou outra espécie remuneratória. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Silva ● Contratações Especiais: Art. 37. abono. funções e empregos públicos da administração direta. autárquica e fundacional. IX . Os artigos correspondentes ao tema referem-se a algumas diferenças quando se fala em remuneração. o subsídio do Prefeito.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. em espécie. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. § 4º O membro de Poder. ● Remuneração Vamos tratar aqui sobre o sistema remuneratório no serviço público. Os servidores públicos ditos necessidade temporária de temporários se configuram como um agrupamento excepcional dentro da categoria geral dos servidores públicos. nos Municípios. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. o disposto no art. no âmbito do Poder Judiciário. dos Estados. e nos Estados e no Distrito Federal. 37. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a excepcional interesse público. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. aplicando-se como limite. 39. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. dos membros de qualquer dos Poderes da União. de 1998) (Regulamento) Art. prêmio. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. observada a iniciativa privativa em cada caso. o detentor de mandato eletivo. X .ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. aos Procuradores . aplicável este limite aos membros do Ministério Público. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. Vejamos: Art. de 1998) Art. sempre na mesma data e sem distinção de índices. adicional. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. obedecido. XI . assegurada revisão geral anual. X e XI. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. percebidos cumulativamente ou não. não poderão exceder o subsídio mensal. 37. pensões ou outra espécie remuneratória. A previsão desta categoria especial admite a sua contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público. do Distrito Federal e dos Municípios.

O inciso X do art. em qualquer caso. II. 37. 153. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. a . dos Estados. Para membros e servidores do judiciário.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. a iniciativa compete ao Chefe desse Poder. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. o somatório das várias parcelas pecuniárias a que faz jus. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 37. 37. § 1º. XII .os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 37. portanto. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. a da CF. de 1998) Art. 37 menciona que na fixação do valor será “observada a iniciativa privativa em cada caso”.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. XIV . Silva e aos Defensores Públicos. como estabelece o art. obedecido. e 153.2003) Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. § 5º Lei da União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 39. É.12. XIII . o disposto no art. II. § 4º. XI. de 1998) Art. § 2º. 61. III. I.irredutibilidade (o valor não pode ser diminuído) . O que significa dizer que no caso dos servidores do Executivo. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. A remuneração dos servidores conta com as seguintes características: . 150. em decorrência de sua situação funcional.respeito ao teto constitucional (teto geral: não poderão exceder o subsidio mensal dos Ministros do STF e teto específico ou subtetos: dependendo da respectiva entidade federativa). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) Art. 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 39. 39. § 6º Os Poderes Executivo. de 1998) Remuneração é o montante percebido pelo servidor público a título de vencimento e de vantagens pecuniárias.fixação por lei (a fixação do valor demanda a edição de lei) . de 1998) Art. XV . 19. Art.

trabalhos em condições anormais de dificuldade. executivo e judiciário. 39. § 8º: A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º.Proventos: Paga aos servidores aposentados ou em disponibilidade. abonos. dos Ministros dos Estados e dos secretários Estaduais e Municipais. gratificações. assim denominados: Poder legislativo. passou a exigir lei para tal fim. MP.Vencimentos: Remuneração dos servidores públicos em geral e são compostos por uma parte principal (o vencimento ou salário-base) e uma parte acessória. 144. o poder de iniciativa. CF). natureza especial da função. bem como das carreiras jurídicas do Estado (Magistratura. Esses fatos podem ser os mais diversos: desempenho das funções por certo tempo. XIII da CF. . IV e 52. § 2ª. de 1998) . 127.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. etc. no entanto. e para o Ministério Público é do respectivo Procurador-Geral (art. mas a Emenda Constitucional nº: 19/98. alternado os arts. formada para adicionais. As outras carreiras podem ser remuneradas por esse regime desde que haja previsão legal. 39). que proporciona o direito à sua percepção. 96. do detentor de cargo eletivo (prefeito. CF). pois não será objeto de prova. Os acréscimos ou vantagens pecuniárias dos servidores são aquelas parcelas pecuniárias acrescidas ao vencimento-base em decorrência de uma situação fática previamente estabelecida na norma jurídica pertinente. Somente a título de elucidação. b. grau de escolaridade. Art. Deste modo.Subsídios: remuneração dos membros do Poder. advocacia pública e defensor público) e das carreiras policiais (art. II. . Possui a característica de ser fixado em parcela única e não admitir qualquer acréscimo. (§8º. toda vantagem pecuniária reclama a consumação de certo fato. I a V da CF). etc. quanto ao Poder legislativo não havia anteriormente exigência de lei para a fixação dos vencimentos dos cargos administrativos do Legislativo. Silva iniciativa é dos Tribunais (art. pela leitura dos incisos acima que a remuneração dos servidores públicos pode ser dos seguintes tipos: . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. art. vereador). já que não consta o tema no edital. conferindo a cada Casa Legislativa. Verificamos ainda. 51.

como expressa o próprio nome. De acordo com as normas constitucionais em vigor. da CF. procura evitar os denominados aumentos em cascata. não serão computadas no referido teto as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. § 11. conforme art. Sujeita-se ao teto remuneratório qualquer tipo de remuneração dos servidores. ou uma ajuda pessoal em face de certas situações que agravam o orçamento do servidor. só se inserem no limite constitucional as parcelas de caráter remuneratório. e isso pela simples razão de que somente estas se configuram efetivamente como rendimentos. aumentada a retribuição de uma classe de servidores. além de proventos e pensões percebidos cumulativamente ou não. As primeiras. Não podendo os acréscimos pecuniários ser computados nem acumulados para o efeito de percepção de outros acréscimos. Teto remuneratório corresponde ao subsídio pago ao Ministro do STF. não sendo cabível que sejam incluídas no limite de ganhos. (inciso XIV). As normas anteriores ao teto eram de que o valor do teto não alcançava as chamadas vantagens individuais. espelham indenização. . Entretanto. As gratificações são espécies de compensação por serviços comuns executados em condições anormais para o servidor. O adicional é uma recompensa ao tempo de serviço do servidor. E eram exatamente as vantagens individuais que faziam com que as remunerações ficassem altíssimas. que ocorrem quando.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva São vantagens pecuniárias os adicionais e as gratificações. ou uma retribuição ao desempenho de funções especiais que diferenciam-se da rotina burocrática. As vantagens pecuniárias devem ser acrescidas tomando como base o vencimento do cargo. outras classes se beneficiam. ainda que individualizadas. introduzido pela referida EC 47/2005. por estarem atreladas àquela. 37. Em conseqüência. O teto sempre existiu. A regra contida no inciso XIII. incluídas as vantagens pessoais ou e qualquer outra natureza. ● Teto Remuneratório – Algumas Considerações O teto remuneratório corresponde hoje ao subsídio do Ministro do STF. o teto remuneratório alcança todas as parcelas em cunho remuneratório.

por sua natureza especial. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. que receberem recursos da União. podemos dizer que a Constituição estabeleceu uma vinculação remuneratória: o subsídio mensal dos desembargadores de Tribunal de Justiça não pode exceder a 90. Não serão computadas. terço constitucional de férias. Art. não está sujeita ao limite fixado para os demais empregados.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 37. Silva Art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. dos Estados. que. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. quando dotadas de recursos próprios para despesas de pessoal. que a remuneração paga por tais entidades. porém. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista.25% do subsídio mensal. trabalho extraordinário de servidores. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. adiantamento das férias. 37. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. em espécie. quando receberem recursos das pessoas federativas a que estão vinculadas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. § 11. que o teto remuneratório deve ser observado da mesma forma por empresas públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias. 37. Portanto. e suas subsidiárias. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. de 1998) O teto não se aplica às empresas públicas e sociedades de economias mistas que não dependerem de recursos públicos para pagamento de seus . como limite único. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. de 2005) A Constituição determinou ainda. 37. há algumas parcelas. Significa. com o objetivo de pagamento de despesas com pessoal ou com custeio em geral. Sobre o parágrafo 12 do art. EX: décimo terceiro. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal – STF. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. podem gerar remuneração superior ao teto.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. em seu âmbito. o abono de permanência no serviço. de 2005) Por outro lado. esse também será o limite para o subsídio de membros do Ministério Público e Procuradores e Defensores Públicos Art. § 12. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica.

. empregos e funções públicas no Brasil. Está no art. Silva empregados e para seu custeio. 37. dois cargos de profissionais de saúde reconhecidos por lei. quando houver compatibilidade de horários. Diferentemente. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. XVII . de 1998) A CRFB/88 proíbe também a acumulação de proventos de aposentado com a remuneração do cargo na atividade. exceto. um cargo técnico ou científico com o de professor. um cargo de membro de Ministério Público com outro de professor. ● Acumulação de Cargos: A CRFB/88 proíbe a acumulação remunerada de cargos.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. direta ou indiretamente. suas subsidiárias. de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. com profissões regulamentadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 2001) Art. 37. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. sociedades de economia mista. ressalvadas as exceções previstas na própria Constituição. empregos e funções públicas na Brasil. Essas empresas podem pagar ao seu pessoal valor superior ao teto. de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. A CRFB/88 proíbe a acumulação remunerada de cargos. XVI . quando os cargos forem incompatíveis de acumulação. um cargo de magistrado com outro de professor. fundações. e sociedades controladas. § 10º. Art. se estas empresas dependerem de recursos públicas deverão sim se submeter ao teto remuneratório. de 1998) a) a de dois cargos de professor. dois cargos de profissionais de saúde reconhecidos por lei. 37. um cargo de magistrado com outro de professor. São elas: dois cargos de professor. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34. dois cargos técnicos ou científicos. pelo poder público. As exceções são dois cargos de professor. ressalvadas as exceções previstas na própria Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. um cargo de membro de Ministério Público com outro de professor. empresas públicas.

A Constituição elegeu o servidor fazendário que ao ser empossado nas carreiras específicas da Administração Tributária deve ter precedência. Silva Art. assim como a renda da nação. Coexistem as duas . É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. Quanto ao inciso XVIII do art. Hoje. emprego ou função pública. administração financeira e contabilidade pública. no que diz respeito a questões relacionadas com atividades financeiras.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 40 ou dos arts. cabe assinalar que o nome "Fazenda" designa os haveres. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. Foi aprovado depois num concurso para um cargo técnico ou científico. O inciso XVIII. negociações econômicas internacionais. dívida pública. do artigo 37 é expresso e direto ao determinar que o indivíduo empossado no cargo da carreira específica de servidor fiscal terá precedência sobre os demais setores administrativos. preços em geral. 42 e 142 com a remuneração de cargo. tributárias. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. A esse respeito. e acompanhamento da conjuntura econômica. ele se aposentou como professor. Agora. econômicas e patrimoniais. sobre os demais setores administrativos. de 1998) Prevê o § 10º que a proibição de acumulação também se aplica aos aposentados no serviço público. sempre que a atividade que deu origem à aposentadoria for incompatível com a atividade exercida pelo servidor. política e administração tributária. crédito e instituições financeiras. ao Estado enquanto gestor do Tesouro público. Ele não poderia ter dois cargos técnicos ou científicos. Sua área de atuação abrange assuntos diversos.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. pois já poderia exercer esse cargo. em geral. combinado com o inciso XXII. fiscalização e controle do comércio exterior. tarifas públicas e administradas. Pode. dentro de sua área de competência e jurisdição. o Ministério da Fazenda é responsável pela formulação e execução da política econômica do Brasil. 37. Ex: o servidor se aposentou no cargo técnico ou científico e foi aprovado no concurso para outro cargo técnico ou científico. bens e produtos de crédito e contribuição. 37. § 10. refere-se. este diz respeito a administração da Fazenda. dentre os quais se destacam: moeda.

A licitação tem fundamento constitucional. na forma da lei. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. A Administração Pública precisa licitar porque a Constituição exige.ressalvados os casos especificados na legislação. do Distrito Federal e dos Municípios. 37. de 19. tanto a Administração tributária quanto o seu agente fiscal.12. serviços. A licitação se materializa através de um procedimento administrativo que será realizado na forma prevista na Lei e no instrumento convocatório. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. dos Estados.as administrações tributárias da União. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. o servidor fiscal. (Regulamento) . as obras. A Constitucional. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. na forma da lei ou convênio. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. compras e alienações. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. 37. Conforme prescrito na Lei Maior. XXII . Essa exigência constitucional se realiza num procedimento administrativo. Art. serviços. Art. Silva naturezas da administração tributária: a organização e ação da administração tributária como órgão e o agente executor de ações e co-organizador desse mesmo órgão. exige licitação para que a Administração escolha seus contratados. para contratação de obras. nos termos da lei. a pessoa física empossada no cargo. XXI. exercidas por servidores de carreiras específicas. precedência sobre os demais setores administrativos.2003) ● Licitação A licitação é um procedimento usado para escolha de quem vai celebrar o contrato com a Administração Pública. XXI .a administração fazendária e seus servidores fiscais terão. Art. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. 37. atividades essenciais ao funcionamento do Estado. têm precedência sobre os demais setores administrativos. na forma da lei. mantidas as condições efetivas da proposta. 37.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. XVIII . nos arts.

ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado” (art. Ela permite ao legislador ordinário a criação de exceções.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. que causem prejuízos ao erário.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. “Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. A primeira delas é de proporcionar igualdade de tratamento com os que querem contratar com a Administração. ou de interesse coletivo ou geral. de 1998) I . em razão dos interesses que ela representa quando atua. emprego ou função na administração pública. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. O art. servidor ou não. de 1998) III . está dizendo que a lei pode criar exceções a essa regra da licitação. sob pena de responsabilidade. 37. ● Formas de participação do usuário dos serviços públicos: Art. através de uma competição que se estabelece entre os interessados. regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XXXIII da CF). 5º. 37. externa e interna. que serão prestadas no prazo da lei. da qualidade dos serviços.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. XXI. da CRFB/88 ressalva os casos previstos na lei.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. de 1998) II . ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. Essa norma constitucional é norma de eficácia contida.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. quando sejam solicitadas. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. 37. inclusive de oferecer informações que estejam armazenadas em seus bancos de dados. observado o disposto no art. Silva A licitação tem duas grandes finalidades. § 5º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. isto é. . X e XXXIII. 5º. A segunda finalidade é a de viabilizar para o Poder Público a oportunidade de escolha da melhor proposta. de 1998) A Administração tem o dever de manter plena transparência de todos os seus comportamentos. ● Responsabilidades da Administração: Art. O prazo para que as informações sejam prestadas é de 15 dias (Lei 9051/95).

37. 37. O art. pelos danos causados a terceiros. O § 6º. do art. da chamada Teoria do Órgão. o legislador fez menção à culpa e ao dolo. Perceba que. aplicam-se as normas relativas a acidente de trabalho. somente serão aplicados aos danos atribuídos à atividade administrativa do Estado de quaisquer outros poderes. Se o dano for resultante da inexecução de um contrato celebrado. Nesse momento demonstra que tal responsabilidade é subjetiva. Trata-se aqui. 37. O § 6º. § 6º. § 6º. pode-se concluir que a Constituição está adotando a Teoria do risco administrativo. Então. Só na parte final do dispositivo é que diz: “assegurado direito de regresso contra o agente. Silva Art. Prevê que as pessoas jurídicas de direito público e as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público responderão pelos danos que seus agentes nessa qualidade causarem a terceiros. aí. da CRFB/88. Pela leitura desse artigo. da CRFB/88. Sempre que o legislador for tratar de responsabilidade civil do Estado e tiver intenção de estabelecer responsabilidade subjetiva. 37. com fundamento na Teoria do risco administrativo. Se o dano é causado a servidor no desempenho de suas funções. O § 6º. mas à pessoa jurídica por ele . A doutrina diz que a CRFB/88 está adotando aqui a responsabilidade objetiva com base no risco administrativo. 37. do art. é aplicado aos danos causados a terceiros.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. do art. nessa qualidade. Esse dispositivo não será aplicado aos danos atribuídos aos atos legislativos e jurisdicionais.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. do art. não ao agente que o praticou. § 6º . contempla a responsabilidade objetiva do Estado. com fundamento na Teoria do risco administrativo. 37. O § 6º. em vista de atos administrativos. aplicam-se as normas de responsabilidade civil válidas para cada tipo contrato. tem de condicionar a responsabilização à culpa ou dolo. nos casos de culpa ou dolo”. adota a responsabilidade objetiva do Estado. Esta Teoria atribui a responsabilidade representada. trata da responsabilidade extracontratual do Estado. 37. pode-se afirmar que o art. causarem a terceiros. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

São os concessionários de serviço público. tenha incumbência de atuar em nome do Estado. ou para prestação de serviço público ou para desempenhar atividade econômica. Ele usava armas. do art.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Já houve ação indenizatória movida por ação causada por policial de fato. por exemplo. da CRFB/88. ainda que de modo indevido. diz “danos que seus agentes causarem a terceiros”. . Há uma versão interessante. mas acaba por atuar. de alguma forma. mas nem todo agente é servidor. concordaram com isso. porque outros agentes. A EP e a SEM integram a Administração Pública indireta. § 6º. carro da polícia. § 6º. Todo servidor é agente. O conceito de agente é mais amplo que o de servidor. Ação indenizatória em face do Banco do Brasil não teria como fundamento o art. como o CDC. Podem ser criadas com duas finalidades. Ele não recebeu legalmente atribuições para agir em nome do Estado. Nesse episódio. apesar de ser pessoa jurídica de direito privado. Silva A CRFB/88 prevê a aplicação da Teoria do risco administrativo também para as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público. As que forem criadas para desempenharem atividade econômica podem até responder objetivamente com outro fundamento que não o art. Mas essas empresas podem responder objetivamente por outro fundamento. O § 6º. por exemplo. A Teoria do risco administrativo será aplicável para as pessoas jurídicas de direito público e para as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público. atuava como se fosse policial. algumas empresas públicas e algumas sociedades de economia mista. porque ela não é uma prestadora de serviço público. Pode ser com base no CDC. 37. 37. 37. etc. Considera-se agente público toda pessoa que. que é a do agente de fato. A Teoria do risco administrativo não se aplica para empresas públicas e sociedades de economia mista criadas para desempenhar atividade econômica. a polícia sabia dessa situação e aceitava.

A responsabilidade do agente é subjetiva.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. do art. Considera-se agente público toda pessoa que tenha incumbência de atuar em nome do Estado. 37. mas que atua em nome do Estado com a concordância de outros agentes. há necessidade de comprovação de que a omissão criou a condição para que o dano ocorresse. . A Constituição prevê a responsabilidade por danos causados por seus agentes que agirem nessa qualidade. A Constituição prevê a responsabilidade do Estado por danos causados por seus agentes. Consequentemente. a Constituição fala em danos causados pelos agentes. Quando se atribui a responsabilidade do Estado por dano proveniente de suas omissões. ou seja. O motorista de um automóvel fora do horário de seu serviço está agindo na qualidade de agente público? O policial que reage a um assalto num ônibus e alguém é ferido está agindo na qualidade de agente público? O § 6º. assegura ao Estado direito de cobrar regressivamente do agente. Em relação à omissão. é preciso que fique caracterizada a culpa ou dolo. é possível reconhecer a responsabilidade por dano decorrente da atuação de um agente de fato. há um entendimento de que a omissão do Estado não seria a causa do dano. mas sim uma condição para que o dano ocorra. A jurisprudência reconhece também a responsabilidade do Estado por dano causado por agente de fato. o Estado não responderia objetivamente. A parte final do § 6º. 37. Nos casos de omissão. Basta a comprovação de que o agente agiu nessa qualidade. A Constituição vincula responsabilidade ao fato de seu agente estar no desempenho regular de suas funções. que é a pessoa que não está legalmente investida nas atribuições do Poder Público. Silva Para efeito da apuração de responsabilidade civil do Estado. do art. não exige a comprovação de que o agente público causador do dano esteja desempenhando regularmente suas funções.

38. Se for eleito para o mandato de prefeito. não havendo compatibilidade. será afastado do cargo. da CRFB/88. e. Se for eleito vereador e houver compatibilidade de horário. no exercício de mandato eletivo. poderá receber as duas remunerações. poderá acumular as duas funções. ele se afasta do cargo e vai exercer o mandato. Se for eleito para mandato federal ou estadual. ficará afastado de seu cargo. se afasta do cargo para exercer o mandato de prefeito. no caso de afastamento. ou de prefeito ou do cargo que ocupava. necessariamente. Se o servidor for eleito para mandato federal ou estadual. emprego ou função. perceberá as vantagens de seu cargo. ainda. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. III . IV . 38 – Servidor no exercício de mandato eletivo A CRFB/88 prevê que o servidor pode se candidatar. O art. .para efeito de benefício previdenciário. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. II . Art. e escolhe uma das duas remunerações. A legislação prevê que o servidor a partir do momento em que a candidatura for registrada já tem direito à licença remunerada. a situação do servidor que foi eleito. Regulamentou. exceto para promoção por merecimento. 38.investido no mandato de Prefeito. Ao servidor público da administração direta.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. Se for eleito prefeito.investido no mandato de Vereador. de 1998) I . trata da situação do servidor investido em mandato eletivo. será aplicada a norma do inciso anterior. Se o servidor for eleito vereador e houver compatibilidade de horários. estadual ou distrital. emprego ou função. Tem expectativa. Suplente enquanto não assumir a vaga não tem vínculo com Poder Público. aplicam-se as seguintes disposições:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. emprego ou função. deve se afastar do cargo para exercer o mandato. V .tratando-se de mandato eletivo federal. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. autárquica e fundacional. Silva ● ARTIGO. havendo compatibilidade de horários. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Não está na CRFB/88. mas pode escolher uma das duas remunerações. vai se afastar do cargo para exercer o mandato e vai receber a remuneração corresponde ao mandato. recebendo a remuneração correspondente ao mandato.

que implantou a reforma administrativa do Estado. IV. desde que. facultada. o que se viu foram várias categorias profissionais brigando para ser estatutário. VIII. De 1998 a 2007. Desse modo. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. 39 a obrigatoriedade do regime jurídico único. de 1998) III . XIX. seja a organização funcional seja estabelecida em lei. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. A partir de 1998. que um Estado tenha um grupo de servidores estatutários e outro de servidores trabalhistas. XVIII. porque foi retirada do art. de 1998) I . não havia obrigatoriedade de regime jurídico único.as peculiaridades dos cargos. XII. XXII e XXX. de 1998) II . de 1998) O Regime jurídico único tinha sido abolido pela Emenda Constitucional n: 19/1998. IX. XVII. XX. XVI. das autarquias e das fundações públicas. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. 7º. para isso. Silva ● ARTIGO.a natureza. de 1998) § 2º A União. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. de 1998) § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 39. no âmbito de sua competência. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. O efeito da alteração foi o de permitir que a União. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. 39 – Servidor Público Art. Na prática.os requisitos para a investidura.135-4) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. passou a ser possível. devido à estabilidade. tornouse possível. A União. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. VII. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. O mesmo foi permitido para as demais pessoas federativas. o Distrito Federal e os Municípios pudessem recrutar servidores sob mais de um regime jurídico. os Estados. (Vide ADIN nº 2. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. o regime de emprego público na Administração Direta. com a emenda constitucional nº 19. . pelo menos em tese. XV. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. por exemplo. XIII. os Estados.

Aposentadoria é garantia de inatividade remunerada para o servidor que preencheu os requisitos na Constituição. pela qual havia sido instituído o regime jurídico único. Com relação à aposentadoria. 40 – Servidor Público O artigo 40 trata do chamado Regime de Previdência social. 39. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. 39. Há uma proposta de emenda para elevar aos 75 anos. o STF deferiu medida cautelar para o fim de suspender a eficácia do art. o que rendeu ensejo ao retorno da redação anterior. faz menção a alguns requisitos. autarquia e fundação. autárquica e fundacional. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. auxílio acidente. da CRFB/88. modernização. Silva Entretanto. entre outros. mediante contribuições previdenciárias. de 1998) ● ARTIGO. I. Existem basicamente três tipos de aposentadoria: a compulsória. que vem a ser uma espécie de um seguro social. da CRFB/88. § 1º. 40. § 7º Lei da União. através de liminar deferida pelo STF em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. reaparelhamento e racionalização do serviço público. EX: aposentadoria. dos Estados. dependendo da causa que deu origem à aposentadoria. Art. em caso de perda de sua capacidade laborativa. O art. A aposentadoria compulsória ocorre com os 70 anos de idade. 39. no âmbito da Administração Pública Direta. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. Art. o art. Esse artigo havia sido modificado pela emenda constitucional nº 19. pensão por morte. . mas sua redação original foi restaurada. 40. voluntária e por invalidez.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. salário maternidade. com a finalidade de prover subsistência ao trabalhador. A aposentadoria por invalidez decorre da incapacidade física ou mental do servidor e poderá ser com proventos proporcionais ou integrais. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. exige regime jurídico único. treinamento e desenvolvimento. auxílio doença.

com a aposentadoria. Na redação original da Constituição. É um ato discricionário o deferimento desse retorno. O tribunal de contas exerce um controle sobre os atos de aposentadoria do servidor. O aposentado aprovado em concurso em outro cargo pode cumular os proventos de aposentado com a remuneração do novo cargo. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. salvo se as duas atividades forem passiveis de exercício simultâneo. Ocorre quando o servidor é aposentado por invalidez e cessarem as causas que deram origem a essa aposentadoria. A aposentadoria por invalidez do servidor somente será deferida quando não for viável a readaptação. Silva A aposentadoria voluntária é a que vem sendo alterada por emendas constitucionais. A reversão é o retorno ao serviço ativo do servidor aposentado. Hoje. Agora. dos Estados. a aposentadoria era proporcional ao tempo de serviço. o cargo ficou vago. Art. é tempo de contribuição. 40. A aposentadoria voluntária depende do preenchimento dos requisitos do art. O ato de aposentadoria do servidor deve ser objeto de registro no tribunal de contas. Sendo que a Constituição veda a contagem de tempo fictício para a aposentadoria. e exige idade mínima e tempo mínimo de contribuição. Na segunda hipótese. a não ser que as duas funções não sejam passíveis de exercício simultâneo. 37. da Constituição. 40. do Distrito Federal e dos Municípios.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. do art. proíbe a acumulação de proventos de aposentado com a remuneração do novo cargo. Há quem considere inconstitucional a reversão com o argumento de que. a voluntária está relacionada a uma idade mínima e um tempo de contribuição. da CRFB/88. Vai acontecer em duas situações. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo . O § 10. ele se aposentou voluntariamente e pediu para voltar. incluídas suas autarquias e fundações.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. de 2005) III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. de 15/12/98) § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. se mulher.2003) I . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. contagiosa ou incurável. Silva e solidário. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. se homem. 19. por ocasião da sua concessão.12. por ocasião de sua concessão. de 15/12/98) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. aos setenta anos de idade.por invalidez permanente.12. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. exceto se decorrente de acidente em serviço. moléstia profissional ou doença grave. de 2005) I portadores de deficiência.Os proventos de aposentadoria e as pensões. se mulher.voluntariamente. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.12. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor.2003) § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. de 2005) II que exerçam atividades de risco. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. na forma da lei. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.2003) II . serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. de 2005) . nos termos definidos em leis complementares. 19. de 15/12/98) b) sessenta e cinco anos de idade.12.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. de 15/12/98) § 2º . ressalvados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. e sessenta anos de idade.2003) § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. se homem. observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. 19. mediante contribuição do respectivo ente público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. na forma da lei. 201. os casos de servidores: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47. de 15/12/98) III .compulsoriamente.

Silva § 5º . até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.O tempo de contribuição federal. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição.2003) II . de 15/12/98) § 10 .ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P.Além do disposto neste artigo.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. 19. de 15/12/98) § 11 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. de 15/12/98) § 14 . 19. de 15/12/98) § 6º .A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.12.A União.2003) § 9º .2003) I . III. que será igual: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. "a". no que couber. para o valor das . para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. e de cargo eletivo. os Estados. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. poderão fixar.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. 201. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. caso aposentado à data do óbito. 37. 201. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. conforme critérios estabelecidos em lei.12. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. de 15/12/98) § 12 . XI. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. o Distrito Federal e os Municípios. em caráter permanente.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. em relação ao disposto no § 1º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. à soma total dos proventos de inatividade.Aplica-se o limite fixado no art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. caso § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. o valor real. 19.12.

quando o beneficiário. na forma da lei. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. de 15/12/98) § 17.2003) § 21.2003) § 20. Silva aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. de natureza pública. 142.12. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. ressalvado o disposto no art. de 15/12/98) § 15. 19. II. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. for portador de doença incapacitante.12. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. observado o disposto no art. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. X. 19. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta Constituição.12. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.12. 202 e seus parágrafos. § 3º. III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. na forma da lei. de 2005) . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. 201. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 201. 19.Somente mediante sua prévia e expressa opção. 19. no que couber. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º.2003) § 18.2003) § 19. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados.12. a.2003) § 16 .ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41.

§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. o servidor estável ficará em disponibilidade. . Num eventual confronto entre do ato geral com ato individual. prevalece o ato geral. A estabilidade não protege o servidor o servidor contra a extinção do cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. por isso nasceu a disponibilidade. Silva ● ARTIGO. Ato geral é aquele praticado sem visar destinatários específicos. como. prevalecerá o ato geral. porque nesta se presume o interesse maior da administração. Exemplo: licença maternidade. o regulamento de uma lei e o edital de um concurso. Outra classificação é a dos gerais e individuais. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. por exemplo. devendo adotar o único objeto previsto na lei. Por outro lado. a Administração Pública vai escolher entre dois ou mais objetos possíveis e a escolha será feita através da valoração de critérios de conveniência e oportunidade. Atos gerais são aqueles praticados sem visar destinatários específicos. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 40 Art. Ato vinculado é aquele no qual o legislador indica o único objeto que pode ser adotado numa determinada situação.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. O ato individual é aquele que vai permitir a identificação de seus destinatários. No confronto entre um ato geral e especial. não seria justo que a extinção do cargo carreasse para o servidor situação de angustia pela perda do trabalho. III – CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Classificação dos atos administrativos: A principal é a que divide os atos em vinculados e atos discricionários. No ato discricionário. de 1998) Disponibilidade é a situação funcional na qual o servidor passa à inatividade em virtude de extinção do seu cargo ou a declaração de sua desnecessidade. 41. Exemplo: decisão que analisa pedido de licença sem vencimento de servidor público.

Exemplo: requisição de um bem. formas de intervenção do Estado na propriedade. Ato de gestão é aquele em que a Administração Pública não precisa usar de sua supremacia. equiparando-se ao particular. . O ato de império é aquele no qual a Administração Pública usa de sua supremacia em relação ao particular.ÊXITO CURSO PREPARATÓRIO SEAP – Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária Classe III NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO Professora: Ainoã P. Silva Outra classificação divide os atos em atos de império e atos de gestão. Exemplo: concessão de licença para construir.