DIREITO DO AMBIENTE

INTRODUÇÃO Toda a problemática ambiental veio para ficar e crescentemente ocupará as preocupações de governantes, empresários, juristas, técnicos, cidadãos e demais intervenientes numa nova sociedade, agora mais preocupada com o frágil equilíbrio ecológico do nosso planeta. As Origens Em Portugal encontramos uma preocupação com os problemas ambientais que remonta ao séc. XIX. Na constituição de 1822,as Câmaras Municipais deviam plantar árvores nos baldios e terrenos Concelhios. Em 1919 foi publicada a primeira Lei das Águas. A nível internacional, no início do século XIX, o direito do ambiente caracterizava-se sobretudo pela preocupação de assegurar uma utilização não conflituosa de alguns recursos naturais que começavam a ser disputados. Segundo Diogo Freitas do Amaral “ O Direito do Ambiente surge para tentar disciplinar as relações do ser humano com a natureza e eventualmente os direitos da natureza perante o ser humano.” O DIREITO INTERNACIONAL DO AMBIENTE O Direito internacional do ambiente surge como um meio de resolução de alguns conflitos de vizinhança que iam aparecendo numa sociedade crescentemente industrializada e povoada. É no entanto no final dos anos 60 devido a uma série de catástrofes ecológicas de grande dimensão que a consciência humana muda. Com o aumento da poluição e da destruição dos valores naturais do nosso planeta, a humanidade começa a ver ameaçado o mais primário dos seus direitos, o direito á existência, estabelecendo-se assim a tomada de consciência da relação directa entre a vida, qualidade saúde e ambiente. Em 1972 ocorre a 1ª Conferência de Estocolmo sobre a protecção do ambiente humano de que resultou o UNEP( Programa das Nações Unidas para o Ambiente).

O DIREITO COMUNITÁRIO DO AMBIENTE Foi na cimeira de Paris em 1972 que a protecção ambiental começou a fazer parte da política comunitária. Os Chefes de Estado e Governos, adoptaram a primeira declaração comunitária sobre o ambiente convidado a Comissão Europeia a apresentar um programa de acção. O DIREITO NACIONAL DO AMBIENTE Em 1971,é criada em Portugal a CNA(Comissão Nacional de Ambiente). Em 1974,é criada a Secretaria de Estado do Ambiente. O Direito comunitário é muito importante para o direito ambiental portugûes, pois a grande maioria de diplomas traduz a necessidade de transposição de directivas comunitárias, em certos domínios como por exemplo Águas e Florestas. Já são detéctaveis certos princípios comuns ao direito do ambiente que decorrem fundamentalmente da Lei de Bases do Ambiente (Artº 3) e artigo 66/2 da Constituição da Republica Portuguesa. Os PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO DO AMBIENTE 1- Prevenção - Devem ser tomadas medidas preventivas que inviabilizem danos ambientais. 2- Poluidor – Pagador - É um instrumento fundamental da politica do ambiente a internalização ,pelos vários agentes, dos custos da protecção dos recursos. 3- Cooperação Internacional - As soluções ambientais passam por uma concertação global ,devendo o Estado respeitar compromissos assumidos, assim como assumir futuros acordos. 4- Responsabilização por danos ecológicos 5- Aproveitamento racional dos recursos naturais. 6- A prevenção - Como instrumento de prevenção geral temos a AIA, importada dos EUA, pela Comunidade Europeia numa tentativa de antecipar e minorar os danos provocados por instalações fabris. CONCLUSÃO Como a maior parte das vezes a sensibilização para os valores ambientais enfrenta hábitos de consumo e produção desregrados, o direito do ambiente tem que se servir de normas repressivas como por exemplo leis penais e contra-ordenacionais, com vários graus de eficácia. Podem ser tomadas medidas preventivas como por exemplo avaliação do impacto ambiental, , obrigatoridade de licenças ambientais.

Podem ser tomadas medidas repressivas, através da cominação de crimes ambientais, de contra ordenações ambientais.

BIBLIOGRAFIA: CRP Lei de Bases do Ambiente (Lei 11/87 de 7 Abril) Textos dispersos sobre Direito do Ambiente, Lisboa 2005 Apontamentos da Dr.a Carla Gomes ,docente da FDL