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AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 433 DE 15/02/2002, PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL EM 19/02/2002

Curso: Letras — Disc.: Lingüística II — Profº.: Wagner Ribeiro de Carvalho

Estrutura da Linguagem Sintaxe

Valença – Bahia 2009
Princípios de Organização da Estrutura Frasal A apresentação será destinada à descrição das regras de estrutura frasal. Passar-se-á agora, mais especificamente, à determinação dos elementos aptos a compor a proposição das frases do português, observando a sua organização em categoria e as suas possibilidades combinatórias. 1

A partir dos exemplos: (1) Pedro está diante da vitrine de uma joalheria. (2) A policia deteve vários suspeitos do furto. (3) A criancinha doente adormeceu. (4) Meu filho sonha ansiosamente com a noite de Natal. (5) Você levara a encomenda. verificar-se-á a possibilidade de decomposição da proposição em unidades menores e de detectar a equivalência entre essas unidades. Utilizando o procedimento da comutação, cujas tarefas são: a) segmentação — determinar os subconjuntos em que pode ser decomposta a proposição; b) substituição — verificar quais desses subconjuntos exercem a mesma função. Aplicando-se a comutação às orações acima, obtém-se: está diante da vitrine de uma joalheria deteve vários suspeitos do furto adormeceu sonha ansiosamente com o dia de Natal levará a encomenda

Pedro

Pedro O policial A criancinha doente Meu filho Você

está diante da vitrine de uma joalheria

Em cada subconjunto há elementos equivalentes, pois ao se fazer a permuta, a integridade da oração se mantém. Cada um desses elementos constitui uma unidade sintático-semântica: o sintagma. Constituintes Oracionais: os sintagmas O sintagma consiste num conjunto de elementos que constituem uma unidade significativa dentro da oração e que mantém entre si relações de dependência e de ordem. Organizam-se em torno de um elemento fundamental, denominado núcleo, que pode, por si só, constituir o sintagma. Assim, nos sintagmas: Pedro, o policial, a criancinha doente, meu filho, você, o núcleo é um elemento nominal (nome ou pronome), tratando-se, pois, de sintagmas nominais. Já em: está diante da vitrine de uma joalheria, deteve vários suspeitos do furto, adormeceu, sonha ansiosamente com o dia de Natal e levará a encomenda, o elemento fundamental é o verbo, de modo que se tem, no caso, sintagmas verbais. A natureza do sintagma depende, portanto, do tipo de elemento que constitui o seu núcleo: além do sintagma nominal (SN) e do sintagma verbal (SV), existem os sintagmas adjetivais (SA), que têm por núcleo um adjetivo e os sintagmas preposicionados (SP), que são, normalmente, formados de preposição + sintagma nominal. Na estrutura da oração, aparecem como constituintes obrigatórios o SN e o SV. Por exemplo: (6) Os garotos empinavam papagaios de papel SN SV (7) (Nós) Assistimos a uma conferência sobre tóxicos. SN SV Por mais longa que seja a frase, ela pode ser decomposta nesses dois subconjuntos: (8) A irmã de uma conhecida de meu marido recebeu uma belíssima SN SV homenagem de seus companheiros de trabalho. (9) A carrocinha de pão que passava pela minha rua todos os dias perten2

SN cia a um antigo empregado da prefeitura municipal. SV Nas regras de reescritura, o SN sujeito existe como posição estrutural, embora muitas vezes este elemento não se atualize, isto é, sua posição não seja lexicalmente preenchida: (10) ∆ SN Chove SV

Além dos elementos obrigatórios, SN e SV, existem orações que apresentam um terceiro subconjunto, com as seguintes características: a) é facultativo, isto é, sua ausência não prejudica a estrutura sintática da oração; b) é móvel, ou seja, pode ser deslocado de sua posição normal (após o SN e o SV), vindo anteposto a esses sintagmas ou, ainda, intercalado; c) apresenta-se, geralmente, sob a forma de um SP: (11) As flores SN enfeitam os jardins na primavera. SV SP

Pode haver mais de um constituinte desse tipo na oração: (12) O padeiro entrega o pão SN SV na minha casa de madrugada. SP SP

Assim, ao lado das orações constituídas apenas de SN + SV, tem-se aquelas compostas de SN + SV + SP, de modo que as regras básicas de estrutura frasal são as seguintes: O → SN + SV (SP) . Essas regras podem ser representadas através de diagramas arbóreos como os seguintes: O O

SN

SV

SN

SV

SP

A criancinha doente

adormeceu

As flores

enfeitam os jardins

na primavera

O Sintagma Nominal O sintagma nominal (SN), como já se disse, pode ter como núcleo um nome (N) ou um pronome (Pro) substantivo (pessoal, demonstrativo, indefinido, interrogativo, possessivo ou relativo). No último caso, o pronome por si só constituirá o sintagma, que terá a seguinte configuração: O 3

SN → pro SN pro O nome poderá vir sozinho, ou antecedido de um determinante e/ou seguido de um modificador. O determinante (Det), quando simples, é representado por um artigo, numeral ou pronome adjetivo: SN Det (as – estas – minhas – duas) N crianças SV

Quando complexo, constitui-se de mais de um elemento; o determinante propriamente dito ou elemento base (det-base); o pré-determinante (pré-det) e o pós-determinante (pós-det): SN Det Prédet detbase pósdes Det → (pré-det) det-Dase (pós-det) . Funcionam como elementos-base de um determinante complexo em português, o artigo e o demonstrativo, que são, portanto, mutuamente exclusivos (todos os alunos, estes dois meninos, todos os meus livros); não havendo nem artigo, nem demonstrativo, um possessivo poderá vir a ocupar a posição de determinante-base: meus três livros; nossos bons companheiros. Funcionam, geralmente, como pós-determinantes, os numerais e os possessivos (estes meus cinco amigos) e como pré-determinantes, certos tipos de expressões indefinidas — quantificadores universais (todos os meus amigos, nenhum dos meus amigos) ou partitivos (alguns de meus amigos, muitos aos meus amigos, quatro dos meus amigos, a maioria dos meus amigos). Além dos elementos que se excluem mutuamente (os estes meninos, aqueles os meninos, os muitos amigos), há também, uma ordem para a colocação desses elementos no determinante (dois os livros, os todos colegas, etc.). O modificador (Mod) pode ser constituído de um sintagma adjetival (SA) ou de um sintagma preposicionado (SP): casa amarela, casa de pedra, apresentando, pois, a seguinte regra: Mod → SA SP Se o modificador for um SA, poderá também preceder o nome: a nova residência de Paulo, os belos olhos de Marina. N

A regra completa do determinante é, portanto, a seguinte:

Existem ainda, orações cujos SNs não são lexicalmente preenchidos e se reescrevem em postiços, conforme o exemplo (10). Daí, a regra completa de reescritura do SN: SN → (Det) (Mod) N (Mod) pro ∆ O Sintagma Preposicionado Em geral, o sintagma preposicionado (SP) é constituído de uma preposição seguida de um SN: SP → prep + SN Examinando-se, porém, as orações: 4

(13) O leiteiro sai cedinho. adv (14) O leiteiro sai de madrugada. SP (loc. adv.) (15) O leiteiro sai à mesma hora todos os dias. SP (loc.adv.) SN (loc.adv.) pode-se verificar, através do esquema arbóreo: O SN Det O N leiteiro SV V sair à cedinho de madrugada mesma hora todos os dias SP SP

que as expressões grifadas, embora nem todas apresentem estruturas idênticas, desempenham o mesmo papel: o de modificadores circunstanciais (no caso, de tempo). Levando-se em conta, contudo, o fato de serem esses modificadores, em sua maioria, expressos por locuções adverbiais, normalmente introduzidas por preposição, é possível atribuir-lhes a etiqueta de SP. Há vários argumentos a favor dessa opção: a) muitos advérbios possuem uma locução adverbial correspondente: rapidamente — com rapidez; aqui — neste lugar; agora — neste momento, etc.; b) os advérbios constituem um inventário fechado, ao passo que as locuções adverbiais formam, praticamente, um inventário aberto, sendo, assim, mais econômico englobar a uns e outros sob o rótulo de SP; c) a descrição torna-se mais coerente, uma vez que toma como base não a estrutura, mas a função desses modificadores, que é a mesma. Adotando-se tal posição, a regra de reescritura do SP passa a ser: SP → Prep + SN adv

Podendo a preposição, não aparecer lexicalizada como em todos os dias (= diariamente). Quando o SP ocorre como constituinte independente, ou seja, uma terceira divisão da oração (os sintagmas), ele poderá veicular informações sobre as circunstâncias em que se efetivam os fatos contidos na proposição (tempo, lugar, modo, causa, etc.), conforme o exemplo (16), ou indicar atitudes do falante, como nos exemplos (17) e (18): 16 (i) No verão, os dias são mais longos que as noites. (ii) Lentamente, a noite descia sobre a terra. 17 (i) Felizmente, não houve vítimas no desastre. (ii) Pesarosamente, comunicamos o falecimento de nosso diretor. 18 (i) Provavelmente, o comício não se realizara. (ii) Sem dúvida, nossa equipe será a campeã do torneio. Observe-se que, em (17) e (18), ao contrário de (16), os SP não fazem parte do conteúdo proposicional: em (17), exprimem os sentimentos do falante perante os fatos veiculados pela proposição e em (18) revelam o seu grau de engajamento relativamente ao enunciado que produz, funcionando em ambos os casos como modalizadores ou modificadores atitudinais. Saliente-se, ainda, que este tipo de modificador circunstancial não se inclui nas definições das gramáticas da 5

Língua Portuguesa, segundo as quais "o advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo ou o próprio advérbio, acrescentando-lhes uma circunstância". É necessário ressaltar, porém, que, além de apresentar-se, muitas vezes, como um terceiro constituinte da oração, o SP pode ocorrer, também, dentro de um SN, de um SV ou de um SA, funcionando como modificador do núcleo, como nos exemplos (19) — (23): (19) As folhas das árvores dançavam ao sabor do vento. N SP SN (20) A execução desse trabalho levará vários dias. N SP SN (21) Os estudantes gostaram da palestra V SP SV (22) Os pais de Carlos chegaram da Europa. V SP SV (23) O governo atuou com firmeza. V SP SV (24) A decisão do juiz foi favorável ao réu. Adj SP SA Podem-se distinguir dois tipos básicos de SP: os SPC, que exercem a função de complementosnominais: (20) e (24) ou verbais: (21) e (22), ocorrendo necessariamente no interior do sintagma cujo núcleo complementam; e os SPA, que desempenham o papel de adjuntos, apresentando-se ora no interior de outro sintagma (SN, SV, SA), como modificadores nominais (19) ou verbais (23), ora no exterior de qualquer sintagma, formando um constituinte à parte, como modificadores oracionais:(16), (17) e (18). A diferenciação entre os diversos tipos de SP nem sempre é das mais fáceis, apesar da existência de alguns critérios de ordem predominantemente semântico-pragmática: a) o SPA interno ao SV funciona como modificador ou intensificador do processo verbal: andar depressa, falar bem, trabalhar muito, enquanto o SPA externo apresenta-se como modificador circunstancial da oração como um todo, ou, então, como modificador atitudinal da frase, este último ligado diretamente à enunciação. Note-se que, em se tratando de um SPA interno ao SV, é sobre ele que recai a negação e não sobre o processo verbal em si: ele não anda depressa, ele não fala bem; b) o SPC acompanha os verbos transitivos, isto é, de predicação incompleta, que exigem um complemento preposicionado. Deve-se aqui considerar a transitividade em sentido tato, abrangendo não apenas as construções com objeto indireto (tradicionalmente aceitas pelas nossas gramáticas), mas também aquelas com verbos de movimento (como ir, vir, chegar, morar, etc.), que necessitam, na maioria das vezes, de um complemento para integrar-lhes o significado, insuficiente por si mesmo. Já os SPA modificadores do verbo são termos estruturalmente acessórios, que assinalam qualquer circunstância relativa ao processo verbal. Portanto, a classificação do SP como SPC ou SPA depende da própria natureza semântica do verbo. c) Finalmente, a distinção entre o SPC e o SPA, interiores ao SN tem também causado inúmeras controvérsias, embora possa, de maneira simplificada, ser relacionada à questão da transitividade: o SPC integra (como complemento) o significado incompleto de:

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1) nomes abstratos de ação, de movimento, etc. derivados de verbos transitivos em sentido lato (deverbais), como realização, execução, ida, permanência; 2) nomes abstratos, de sentimentos sobre algo específico, como esperança, medo, saudade; 3) nomes derivados de adjetivos de valor transitivo, como aptidão, incompatibilidade, capacidade. O SPA, modifica nomes intransitivos, de carga semântica completa, diminuindo-lhes a extensão para aumentar-lhes a compreensão pelo acréscimo de uma caracterização, especificação, etc. O Sintagma Adjetival O sintagma adjetival (SA) tem como núcleo um adjetivo que, à semelhança do que ocorre nos demais tipos de sintagmas, pode vir sozinho ou acompanhado de outros elementos: intensificadores (intens) e modificadores adverbiais (SPA), antepostos ao núcleo, e sintagmas preposicionados (SPC), pospostos a ele. Observem-se os exemplos: (25) Estes quadros são antigos. Adj SA (26) Estes quadros são muito valiosos. intens. adj. SA (27) O diretor despediu a secretária recentemente nomeada. SP (tempo) adj. SA (28) O pôr-do-sol oferecia-nos um espetáculo surpreendentemente belo. SP (modo) adj., SA (29) O fumo e extremamente prejudicial à saúde. intens. adj. SPC SA A orarão (29) que contém todos os elementos capazes de constituir o SA, ficaria assim configurada em um diagrama arbóreo: O SN cóp intens. SV SA adj. prep Det N a Det a SP SN N

O fumo é

extremamente prejudicial
SA → (intens) (SPA)

à
Adj (SPC)

saúde.

Tem-se, pois, a regra do SA: O Sintagma Verbal O sintagma verbal (SV), um dos elementos básicos da oração, conforme se viu anteriormente, pode apresentar configurações diversificadas, as quais serão determinadas nesta seção. Atribui-se a etiqueta verbo (V) ao constituinte do SV que contém a forma verbal, composta de um só vocábulo (tempos verbais simples) ou de vários vocábulos (tempos compostos ou locuções verbais). 7

O SV pode ser representado apenas pelo núcleo, isto é, o verbo, como em (30): (30) A criancinha doente adormeceu. Vintr SV

SV → V. Intr.
O SN Det N Mod SA A criancinha doente adormeceu SV V

.

ou pelo verbo acompanhado de um ou mais elementos, precedidos ou não de preposição, dependendo da regência de cada verbo, conforme (31) — (35) : (31) O garoto chupou as balas (duas balas, balas de aniz, etc.) Vtr SN SV SV → Vtr + SN . O SN Det N V Det O garoto chupou as SV SN N balas

(32) Os alunos gostaram da palestra. Vtr SPC SV SV → Vtr + SPC

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9

Os exemplos (30) a (35) apresentam o que as gramáticas tradicionais denominam de predicado verbal. Quando, em lugar do verbo, aparece a cópula, tem-se o chamado predicado nominal, que pode ser assim constituído:

10

Não raro, aparecem, ainda, dentro do SV, elementos modificadores do verbo (quer intransitivo, quer transitivo), que ora intensificam o processo verbal (intensificadores), ora acrescentam circunstâncias de tempo, lugar, modo, etc. (SPA): (39) Este operário trabalha muito. Vintr intens. SV (40) As crianças acordam cedo aqui Vintr SPA (tempo) SPA (lugar) SV (41) O balão incendiado caiu longe Vintr SPA (lugar) SV (42)O foragido atravessou a fronteira muito lentamente. Vtr SN intens SPA SV Sintetizando, podem-se estabelecer as principais possibilidades de constituição do SV:

Considerando a descrição de todos os sintagmas (SN, SP, SA, SV), percebe-se que apenas o SV desempenha sempre a mesma função na oração, a de predicado; os demais podem exercer funções variadas, dependendo do nódulo ao qual se encontram ligados. Assim, em (42), há dois SNs, o primeiro (o foragido) exercendo função de sujeito porque se apresenta como uma primeira divisão da oração, e o segundo (a fronteira) funcionando como objeto direto, porque é uma ramificação do SV. Portanto, o mesmo tipo de sintagma pode aparecer em várias posições, como subdivisão de outros sintagmas, passando a exercer funções diferentes. Este mecanismo, que permite todas as 11

expansões possíveis não só dos constituintes de uma oração, como também dos períodos simples em compostos, é denominado por Chomsy (1965) recursividade. Tal abordagem simplifica a descrição ao considerar-se, por exemplo, sujeito, o SN à esquerda do SV e objeto direto, o SN à direita do V dentro do SV, dispensando as definições clássicas da gramática tradicional nem sempre suficientemente; esclarecedoras.
1.4. Regras de Estrutura Frasal ou Gramática do Português

Ao conjunto de regras que permitem organizar as palavras de uma língua em frases chamamos de gramática. Em uma gramática completa, cada constituinte é definido por uma regra de reescritura que contém todas as suas diferentes possibilidades de retranscrição sintagmática. Trata-se de gramáticas de estrutura sintagmática cujas regras de reescritura, em seu conjunto, especificam as relações de dominância, decompondo a oração em partes analisáveis quanto à classe, e de precedência, atribuindo uma representação formal às relações lineares. Portanto, a gramática não consiste na enumeração de todas as seqüências possíveis de palavras particulares, que se apresentam em número infinito em todas as línguas, mas sim na formulação de regras gerais. Tais regras têm uma ordenação intrínseca que diz respeito à ordem obrigatória de introdução dos símbolos. Assim, por exemplo, não se pode ter uma regra SN ⇒ Det + N se em uma regra anterior não tiver sido já introduzida: O ⇒ SN + SV. Sintetizando todas as regras apresentadas neste capítulo, pode-se, agora, formular um fragmento de gramática, que define — precisa e explicitamente — isto é, gera as frases simples do português:

Esse conjunto de regras, também denominado gramática gerativa, que atribui uma descrição estrutural a todas (e somente) às frases de uma língua, fornece os meios de dizer se uma seqüência qualquer de palavras está em conformidade com o sistema gramatical dessa língua, isto é, se é gramatical ou agramatical. Por exemplo, qualquer falante do português é capaz de dizer que as frases 43 (i) e 44 (i) são gramaticais e que as frases 43 (ii) e 44 (ii) são agramaticais. 43 (i) O vereador participou da abertura do congresso. (ii) *Do vereador o participou congresso abertura de 44 (i) Jovens andam de bicicleta. (ii) *Dirigir anda de bicicleta As noções de gramaticalidade e agramaticalidade prendem-se às regras de estruturação das frases, as quais determinam a ordem dos elementos e as combinações possíveis. Assim, dizemos que uma oração é ou não gramatical dependendo do fato de ela ser ou não formada de acordo com as regras da gramática. Mas duas orações gramaticais podem não ser igualmente aceitáveis; assim é que, considerando (45) e (46):

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(45) O livro que o aluno comprou é de lingüística. (46) O livro que o aluno que conhece tua irmã comprou é de lingüística. verificamos que (46) é mais difícil de interpretar, portanto menos aceitável que (45), embora ambas sejam gramaticais. A menor aceitabilidade de (46) decorre de limitações da memória temporária, a qual restringe a quantidade de material lingüístico a ser intercalado entre o sujeito e o verbo de uma mesma oração. A aceitabilidade decorre também de fatores extralingüísticos entre os quais mencionam-se limitações da atenção e da memória, interrupções, ruídos, etc.
1.5. Vantagens e Limitações da Gramática Sintagmática

Postula-se que a gramática sintagmática, em oposição à gramática tradicional, fornece meios mais adequados e simplificados para a descrição estrutural das orações, com base, entre outros, nos seguintes argumentos referentes à transitividade: a) verbos tradicionalmente considerados intransitivos como sonhar, viver, morrer (47), podem, em casos especiais, vir acompanhados de um SN objeto (48), cujo núcleo está implicitado necessariamente no próprio processo verbal, com o intuito de atribuir a esse nome uma explicitação ou qualificação: (47) A vítima do acidente ainda vive. (48) O pobre homem viveu uma vida de amarguras.

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b) a distinção entre objeto direto e objeto indireto pode ser considerada como relativamente secundária, já que são ambos complementos verbais, sendo a presença ou a ausência de preposição condicionada apenas pelo próprio verbo (regência verbal); este fato não parece constituir razão suficiente para se distinguirem dois tipos diferentes de relação entre o verbo e o seu complemento, em casos como: (49) Rogério ama Renata. (50) Paula gosta de seu irmão. A distinção se justifica apenas no caso de verbos que exigem dois complementos (verbos transitivos diretos e indiretos), em que o primeiro (objeto direto) funciona como o alvo sobre o qual recai o processo verbal ou o resultado desse processo, e o segundo (objeto indireto), como o destinatário ou o beneficiário: (51) Jorge encaminha o requerimento ao diretor. c) a diferenciação entre verbos pronominais essenciais e acidentais torna-se mais evidente, na medida em que, no caso dos primeiros, a partícula se faz parte do constituinte V, ao passo que, no segundo caso, vem a constituir um SN dentro do SV, com função de objeto: (52) Mônica queixou-se ao professor. (53) Carlos penteou-se diante do espelho.

d)

a análise proposta permite descrever estruturas como: (54) Falei de você ao diretor.

que não costumam ser consideradas em nossas gramáticas, já que não se admite a existência de dois objetos indiretos na mesma frase. Em termos de análise tradicional, ter-se-ia de considerar ao diretor como objeto indireto e de você como um adjunto adverbial de assunto (= sobre você, a seu respeito), ao passo que, na análise aqui apresentada, ambos os constituintes classificam como SPC. d) a gramática tradicional estabelece, entre complementos do verbo e certos modificadores 14

circunstanciais que também funcionam como complemento, uma distinção que não se justifica, não fazendo, por outro lado, uma diferenciação necessária entre tipos diversos de modificadores circunstanciais. Também nesse caso, a unidade SV permite proceder a uma análise que parece adequar-se aos fatos, como ocorre em: (55) O grupo de turistas gostou do Rio de Janeiro. (56) O grupo de turistas veio do Rio de Janeiro. (57) O grupo de turistas divertiu-se no Rio de Janeiro, neste fim de semana. Dentro dos moldes tradicionais, (55) é diferente de (56) visto que, na primeira, considera-se do Rio de Janeiro como objeto indireto e, na segunda, como adjunto adverbial; por outro lado, (56) e (57) são consideradas semelhantes na medida em que os sintagmas preposicionados do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro e neste fim de semana são analisados como adjuntos adverbiais. A análise aqui exposta evidencia que (55) e (56) possuem SVs idênticos (V + SPC), diferenciando-se, assim, de (57), em que tanto no Rio de Janeiro, como neste fim de semana são SPA independentes, apresentando-se como um terceiro constituinte da proposição. A unidade SV permite, portanto, distinguir os complementos verbais dos modificadores circunstanciais e atitudinais da frase: os primeiros podem ou não ser introduzidos por preposição e completam a enunciação do processo verbal, sendo, por esta razão, interiores ao SV; os segundos, por sua vez, veiculam informações sobre as circunstâncias em que se efetivam os fatos descritos no enunciado ou sobre as atitudes do falante, sendo, deste modo, exteriores ao SV.
f) a análise proposta permite, também, desfazer algumas ambigüidades. Assim, em frases como (58):

(58) A multidão apavorada assistia à cena da calçada. numa primeira interpretação — a multidão estava na calçada, assistindo à cena que se passava em outro local — tem-se a frase dividida em três constituintes: SN (a multidão apavorada) + SV (assistia à cena) + SP (da calçada); numa segunda leitura (a multidão, de outro local, assistia à cena que se passava na calcada), a estrutura é binária; SN (a multidão apavorada), SV (assistia à cena da calcada). A gramática sintagmática, embora apresente soluções para várias questões, antes obscuras na gramática tradicional, não é suficiente para dar conta de certos fatos da língua: a) mostrar a relação entre estruturas aparentemente diferentes como (59) e (60); b) diferenciar estruturas aparentemente idênticas como (61) e (62); c) desfazer ambigüidades como aquela existente em (63). (59) Que eles apresentem propostas é indispensável. (60) É indispensável que eles apresentem propostas. (61) O espelho refletiu a sua imagem. (62) O mestre refletiu um instante. (63) Marcelo afirmou que Fernando viajou e Sérgio também. Uma das mais sérias limitações da gramática sintagmática consiste no fato de atribuir uma única descrição estrutural a cada oração. Assim é que as frases (59) e (60), no âmbito dessa gramática, seriam descritas de maneira independente, porque apresentam estruturas diferentes; no entanto, elas se assemelham quanto ao significado. Por outro lado, (61) e (62) seriam descritas de modo semelhante, porque apresentam a mesma estrutura aparente SN - V - SN; contudo, o SN2 faz parte de constituintes diferentes em cada uma das orações e o verbo refletir possui, em cada uma delas, significados diferentes. Como indicar, ao mesmo tempo, semelhanças e diferenças entre esse pares de orações e ainda desfazer a ambigüidade de (63)? 1.6. A Gramática Transformacional: algumas considerações 15

As questões levantadas na seção anterior podem ser resolvidas postulando-se a existência de estruturas básicas mais abstratas — estruturas profundas — e de regras que possibilitem a descrição de estruturas mais concretas — estruturas superficiais — resultantes das primeiras. Foi o que fez Chomsky (1957) e (1965), denominando transformacionais as regras que convertem as estruturas profundas em superficiais; essas regras deram o nome ao tipo de gramática que passaremos a considerar daqui por diante. A finalidade básica da inclusão das regras transformacionais em uma gramática foi, portanto, tornar possível a descrição das infinitas possibilidades de estruturas superficiais de uma língua como resultantes de modificações operadas sobre as estruturas profundas. As estruturas superficiais correspondem mais de perto à forma física de realização concreta da oração e determinam sua interpretação fonológica, enquanto as estruturas profundas, em número limitado, correspondem às representações em ordem direta das relações fundamentais entre os constituintes da oração e são responsáveis pela sua interpretação semântica. Com a introdução desse novo tipo de regra, é possível explicar as relações de semelhança e diferença entre as orações. Assim é que (59) e (60) apresentam a mesma estrutura profundai s correspondendo aproximadamente a (i) e (ii):
(i) (ii)

Algo é indispensável. Eles apresentar a proposta.

Essa estrutura, após sofrer várias transformações (não pertinentes no momento), se superficializa através de duas estruturas diferentes em decorrência da transformação de extraposição que opera sobre (59), extrapondo o SN sujeito para a posição pós-verbal e originando, assim, (60). Recorrendo-se a outra transformação — a de apagamento — explica-se a relação de superfície entre (61) e (62), embora se trate de duas estruturas profundas diferentes. Assim é que, em (61), o SN: a sua imagem, na estrutura profunda, faz parte do constituinte SV, (V + SN), ao passo que, em (62), o SN: um instante não apresenta relação semântica direta com o verbo (intransitivo), ficando, pois, fora do SV; no entanto, na estrutura superficial, ambas apresentam a mesma relação entre os constituintes, porque foi apagada, por transformação, a preposição do SPA, (por um instante). Ainda, o problema da ambigüidade fica resolvido postulando-se a existência de duas estruturas profundas distintas que possibilitam as duas leituras de (63): 63 (i) Marcelo afirmou que Fernando viajou e Sérgio também afirmou que Fernando viajou. (ii) Marcelo afirmou que Fernando viajou e afirmou que Sérgio também viajou. Cada uma dessas estruturas possibilita uma das interpretações; m seguida, através de transformações, entre elas a de apagamento dos constituintes idênticos, essas duas estruturas distintas convergem para uma única estrutura superficial. Analisando-se (59) a (63) percebe-se que, através das regras transformacionais, é possível representar generalizações importantes. O que caracteriza essencialmente a gramática transformacional — de cujo esquema encontra-se um esboço após as notas deste capítulo — é a existência da dualidade de estruturas, relacionadas entre si através das regras transformacionais.

A s T ransform ações de F rases
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No período composto, tem-se a combinação de duas ou mais orações, que pode ser feita através dos procedimentos sintáticos de coordenação (ou combinação) e subordinação (ou encaixamento), os quais se opõem entre si pelo tipo de regras transformacionais aplicadas. Na subordinação, as regras são de substituição, ao passo que, na coordenação, estas operações são de adição. Os conceitos puramente sintáticos de coordenação e subordinação vêm sendo questionados, considerando-se que, do ponto de vista semântico e pragmático, as frases de um período composto são necessariamente interdependentes. As Transformações de Encaixamento Diz-se que há subordinação quando se procede ao encaixa-mento' de uma oração dentro de outra — a matriz ou principal— de modo que a encaixada venha a exercer a mesma função sintática do constituinte no lugar do qual se opera a inserção. As frases encaixadas ou subordinadas podem ser de três tipos diferentes, dependendo do nódulo no qual se dá o encaixamento, a saber: as completavas, encaixadas no lugar de um SN; as circunstanciais, encaixadas na posição de um SPA; e as relativas, encaixadas na posição de modificadores adjetivais do nome, conforme os exemplos (1), (2) e (3) respectivamente: 1. (i) Muitos cientistas imaginam algo. (ii) Haver vida em outros planetas. (frase encaixada) (iii) Muitos cientistas imaginam que há vida em outros planetas. 2. (i) Os pássaros recolhem-se a seus ninhos em dado momento. (ii) A noite começar a cair. (iii) Os pássaros recolhem-se a seus ninhos quando a noite começa a cair. 3. (i) O professor recomendou um livro especificado. (ii) O livro estar esgotado. (iii) O professor recomendou um livro que está esgotado. As Completivas As completivas, designadas substantivas pela gramática tradicional, são aquelas que complementam a oração matriz, funcionando nela como sujeito (SUJ), objeto direto (OD) ou indireto (OI), complemento nominal (CN), predicativo (PRED) ou aposto (AP). O SN no qual se opera o encaixe é sempre um termo que pode ser representado por expressões como algo, alguma coisa, uma coisa, isto. Estas expressões são chamadas pró-formas, isto é, formas vazias de significado, que servem para marcar a posição estrutural, o lugar onde a segunda oração deve ser inserida. Por exemplo, em

a pró-forma genérica pode ser substituída tanto por um só item lexical (ex.: francês), como por um sintagma (ex: uma bela canção) ou por uma outra oração (ex.: o professor é justo). Há, portanto, uma equivalência entre o período simples e o composto, apresentando este último um de seus termos sob forma oracional e constituindo, assim, uma expansão do primeiro. Essa expansão é possibilitada pelo caráter recursivo das regras de estrutura frasal, isto é, pela propriedade que estas possuem de permitir a reintrodução, à direita da seta, de qualquer símbolo que, numa regra anterior, se encontra à esquerda. Em se tratando de completivas, ter-se-á a introdução do símbolo O à direita da seta, por meio de uma regra que reescreve um SN genérico (ALGO) como oração: SN —> O2. A regra completa do SN passará a ser, portanto: 17

Devido a essa propriedade, torna-se possível obter, a partir de um número finito de estruturas básicas, o número potencialmente infinito de frases de uma língua. A equivalência entre o período simples e o composto pode ser verificada através dos exemplos: 5 (i) ALGO é importante. SUJ (ii) Todos os membros do Conselho apresentar sugestões. (iii) É importante a apresentação de sugestões por todos os membros do Conselho. 5 (iv) É importante que todos os membros do Conselho apresentem sugestões. 6 (i) Ele desejava ALGO. OD (ii) Os companheiros colaborar na pesquisa. Ele desejava a colaboração dos companheiros na pesquisa. Ele desejava que os companheiros colaborassem na pesquisa. 7 (i) Nós precisamos de ALGO. OI (ii) Os colegas criticar este trabalho. Precisamos da crítica dos colegas a este trabalho. Precisamos de que os colegas critiquem este trabalho. 8 (i) A possibilidade de ALGO deu-lhe forças para a luta. CN (ii) Ele realizar o seu sonho. (iii) A possibilidade de realização do seu sonho deu-lhe forças para a luta. (iv) A possibilidade de que realizasse o seu sonho deu-lhe forças para a luta. 9 (i) O jovem tinha certeza de ALGO CN (ii) O jovem ser promovido. O jovem tinha certeza de sua promoção. O jovem tinha certeza de que seria promovido. 10 (i) A nossa esperança é ALGO. PRED (ii) A equipe triunfar nos jogos decisivos. (iii) A nossa esperança é o triunfo da equipe nos jogos decisivos. (iv) (iv) A nossa esperança é que a equipe triunfe nos jogos decisivos 11 (i) Nossa vontade é essa: ALGO. AP (ii) Os convidados ficar satisfeitos. Nossa vontade é esta: a satisfação dos convidados. Nossa vontade é esta: que os convidados fiquem satisfeitos.

(iii) (iv)

(iii) (iv)

(iii) (iv)

(iii) (iv)

A completiva será classificada, portanto, conforme a posição ocupada na frase pelo SN no qual ela for encaixada:

18

Observe-se que a oração completiva nominal vem encaixada em um nódulo SN que, juntamente com a preposicão faz parte de um nódulo SP. Esse SP, por sua vez, funciona como complemento do nome dentro de outro SN, o qual pode ser tanto um SN sujeito, como um SN interior ao SV (objeto predicativo, etc.). Por esta razão, a completiva pode aparecer no diagrama em posições diferentes. O encaixamento das completivas pode dar-se por meio de dois tipos de complementizadores: o QUE, introduzindo orações substantivas desenvolvidas e o -R, introduzindo orações substantivas reduzidas. O Complementizador QUE Quando se introduz uma completiva por meio do complementizador QUE a transformação de encaixamento obedece às seguintes etapas: a) encaixamento de O2 no lugar da pró-forma ALGO, b) acréscimo do complementizador. Visualizemos as estruturas profundas e a transformação de 19

encaixamento que dão origem à seguinte estrutura superficial. (12)Eduardo sabe que Cristina viajou.

Para efeito de simplificação, manter-se-á a posição assumida nos capítulos anteriores, deixando-se de indicar nos diagramas arbóreos os tipos obrigatórios quando estes não impuserem nenhuma modificação à proposição (declarativo e exclamativo afirmativo); nos demais casos, quer se trate de tipos obrigatórios quer facultativos, da matriz ou da encaixada, eles deverão ser especificados. Muitas vezes por ocasião do encaixamento da completiva, fazem-se necessários ajustes quanto ao modo verbal, ao tempo, ao uso da preposição, além do apagamento do SN idêntico e da extraposição: a) modo verbal: dependendo de certos traços semânticos do verbo da oração matriz, o verbo da encaixada ora permanecerá no indicativo, ora sofrerá a transformação de subjuntivização (razão pela qual optou-se por apresentar, na estrutura profunda, o verbo da matriz acrescido dos morfemas flexionais e o verbo da encaixada no infinitivo). Além de verbos que exigem sempre o emprego do indicativo (13) ou sempre o do subjuntivo (14), há aqueles que admitem ambas as possibilidades (15): (13) Eu soube que Lucila está (ou estava) doente. (14) Eu temia que Lucila estivesse doente. está (13) Eu imagino que Lucila { /esteja }doente. De um modo geral, pode-se afirmar que os verbos de volição (querer, desejar, preferir, etc.), de sentimento (temer, lamentar, alegrar, entristecer, etc.), de ordem ou solicitação (mandar, ordenar, pedir, rogar, etc.) exigem o subjuntivo na encaixada, ao passo que os verbos de constatação (notar, perceber, verificar, etc.) e de declaração (afirmar, dizer, declarar, etc.) determinam, normalmente, o uso do indicativo, conforme os exemplos (16) — (20): 20

(16) (17) (18) (19) (20)

Quero que todos saibam da minha decisão. Lamento que vocês tenham se desentendido. O monarca ordenou que soltassem os prisioneiros. Todos perceberam que o candidato estava nervoso. O governador declarou que tem condições de superar a crise.

No entanto, em se tratando de verbo de declaração e aparecendo, na matriz, o subtipo negativo, é possível a ocorrência do subjuntivo na completiva, quer a negação venha a ser marcada por um advérbio de negação, como não, nunca, jamais, quer se apresente lexicalizada no interior do próprio verbo, como é o caso de negar:

No caso dos verbos de julgamento (julgar, crer, acreditar, pensar, imaginar, etc.), o emprego do indicativo ou do subjuntivo na completiva dependerá do fato de esses verbos conterem o traço [+ factivo] ou [ - factivo]. Toda vez que um verbo de julgamento contiver o traço [+ factivo], ocorrerá o indicativo na oração encaixada;" pelo contrário, a presença do traço [- factivo] determinará o emprego do subjuntivo na completiva:
(22) (23)

Acredito que nossa equipe realizou uma excelente partida. Acredito que o novo presidente da empresa seja uma pessoa capaz.

b) tempo: o tempo da oração encaixada depende, muitas vezes, do tempo da matriz ("consecutio temporum"): 1) tratando-se de verbo que exige a presença do subjuntivo na encaixada, a ocorrência do presente do indicativo determinará a do presente do subjuntivo na completiva(24), enquanto a ocorrência do passado na primeira acarretará a do passado do subjuntivo na segunda(25):
(24) (25)

Desejamos que vocês façam boa viagem. Desejávamos que vocês fizessem boa viagem.

2) em se tratando de discurso relatado (ou indireto), estando o verbo da matriz no passado, a transposição do discurso direto exigirá, além de outras alterações no tempo verbal, que passará de presente a imperfeito, de perfeito a mais-que-perfeito, de futuro do presente a futuro do pretérito, e assim por diante, conforme os exemplos: 26 (i) A jovem disse: — Sou uma criatura infeliz. (ii) A jovem disse que era uma criatura infeliz. 28. (i) O técnico declarou: — Tudo faremos pela vitória de nossa equipe. (ii) O técnico declarou que tudo fariam pela vitória de sua equipe. Note-se, porém, que a concordância dos tempos verbais no discurso indireto, embora desejável do ponto de vista estritamente gramatical, nem sempre se concretiza, por estar na dependência de uma série de fatores de ordem pragmática, tais como o tipo de situação comunicativa, a maior ou menor proximidade, no tempo, da produção do discurso que está sendo relatado, o grau de formalidade ou de polidez, etc. c) uso da preposição: no caso de verbos normalmente seguidos de sintagmas preposicionados, ao se processar o encaixe, ocorre, freqüentemente, em níveis de linguagem menos formais, o apagamento da preposição, como no exemplo: 29 (i) Preciso de ALGO. (ii) Você me ajudar. (iii) Preciso (de) que me ajude. d) apagamento de SN idêntico: quando a completiva contiver um SN idêntico e correferencial a 21

outro SN da matriz, o SN "repetido" será apagado, após ter sido efetuada a concordância, ou, mais raramente, pronominalizado: 30 (i) A candidata acredita ALGO. (ii) A candidata vencer as eleições. (iii) A candidata acredita que (ela) vencerá as eleições. e) extraposição: quando a completiva estiver encaixada na posição de sujeito da matriz, procede-se normalmente a uma transformação de extraposição, que transfere o primeiro SN para o final da frase: 31 (i) ALGO é certo. (ii) Márcio chegar hoje. (iii) Que Márcio chegará hoje é certo (construção pouco natural em português). (iv) É certo que Márcio chegará hoje.

O Complementizador -R. O encaixamento de uma completiva pode ser efetuado, também, como se disse acima, por intermédio do complementizador -R, obtendo-se, assim, uma oração reduzida de infinitivo. Nesses casos, a transformação de encaixa-mento recebe o nome de T infinitiva. A partir de (32) (i) e (ii). 32 (i) Luís espera ALGO. (ii) Luís vencer as dificuldades. e da forma encaixada (iii)
(iii)

Luís espera vencer as dificuldades.

podem-se observar as transformações ocorridas: a) encaixamento de O2 no lugar da pró-forma algo de O1; b) acréscimo do complementizador -R (desinência modo-temporal de infinitivo, indicando que o verbo assumirá necessariamente a forma infinitiva); c) apagamento do SN idêntico da completiva. 0 gráfico a seguir permite visualizar essas transformações, após o encaixe de (32) (ii) em (i):

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Em (32) (iii), a completiva infinitiva exerce, dentro da matriz, a função de objeto direto. Note-se, porém, que, do mesmo modo que a desenvolvida, ela pode exercer as funções de sujeito, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto, conforme os exemplos (33) — (37): (33) (34) (35) (36) (37) É preciso ter fé nos homens. Gosto de observar a movimentação das formigas. Sentia uma vontade imensa de libertar-se de todas as amarras. Meu sonho é conhecer o mundo todo. Roberto só tinha um desejo: contribuir para o progresso da Ciência.

A introdução do complementizador -R exige, na completiva, ajustes semelhantes aos que ocorrem quando da introdução do complementizador QUE: a) apagamento da preposição — nas completivas de infinitivo, a preposição exigida pelo verbo da matriz ora é conservada, ora suprimida: 38 (i) Eu penso em ALGO. (ii) Eu estudar medicina. (iii) Eu penso em estudar medicina. 39 (i) Eu necessito de ALGO. (ii) Eu viajar amanhã. (iii) Eu necessito (de) viajar amanhã. b) extraposição— quando a completiva infinitiva exerce a função de sujeito da matriz, normalmente ocorre a sua extraposição para o final da frase, embora esta exigência seja menos rígida que no caso das desenvolvidas, conforme se pode observar em (40) e (41): (40)É conveniente adiar a reunião para a próxima semana. (41)Prevenir acidentes é dever de todos.
c) concordância — sendo idênticos os sujeitos da matriz e da encaixada, o infinitivo assume a forma não flexionada; sendo diferentes, deverá apresentar-se na forma flexionada, conforme será visto a seguir. d) apagamento de SN idêntico— ocorrendo, na completiva, um SN idêntico e correferencial a outro SN da matriz, aquele será normalmente apagado:

23

42 (i) Carlos deseja ALGO. (ii) Carlos visitar o museu. (iii) Carlos deseja visitar o museu. 43 (i) Eu convenci Guilherme a ALGO. (ii) Guilherme vender a motocicleta. (iii) Eu convenci Guilherme a vender a motocicleta. Como o SN sujeito da infinitiva pode ser apagado quer no caso de ser idêntico ao SN sujeito, quer no caso de ser idêntico a um SN complemento da matriz, pode ocorrer ambigüidade nas completivas. Assim, uma frase como: (44) Proponho-lhe ir ver o diretor. pode provir de duas estruturas profundas diversas: (i) Eu proponho ALGO a você. (ii) Você ir ver o diretor. (iii) Eu proponho ALGO a você. (iv) Eu ir ver o diretor. Outro exemplo de ambigüidade em completivas de infinitivo é: 45 (i) Ouvi tocar a campainha. em que a campainha pode ser o SN sujeito ou objeto de tocar: (ii) Ouvi a campainha tocar. (iii) Ouvi (alguém) tocar a campainha. Na última frase, o sujeito é indeterminado, podendo, pois, ser apagado na superfície (do mesmo modo que na T. passiva: ele foi nomeado (por alguém)). Neste caso, a ambigüidade poderia ser desfeita pelo uso do infinitivo flexionado: (iv) Ouvi tocarem a campainha. Obrigatoriedade ou não do encaixe por meio do complementizador -R. A T. infinitiva, em português, pode ser obrigatória ou facultativa, dependendo de vários fatores. a) Se os sujeitos da oração matriz e da encaixada forem idênticos e correferenciais e o verbo da matriz tiver o traço [+ volitivo] ela será obrigatória: 46 (i) Paulo quer ALGO. (ii) Paulo terminar o curso. (iii) Paulo quer terminar o curso. (iv) * Paulo quer que (ele) termine o curso. 47 (i) Luís deseja ALGO. (ii) Luís vencer as dificuldades. (iii) Luís deseja vencer as dificuldades. (iv) * Luís deseja que (ele) vença as dificuldades. (46) (iv) e (47) (iv) só se tornam aceitáveis se o pronome anafórico que ocorre na encaixada tiver outro referente que não o SN sujeito da matriz. b) Se forem diferentes os sujeitos da matriz e da encaixada, a T. infinitiva, quando admitida pelo verbo da matriz", será facultativa: 48 (i) O professor mandou ALGO. (ii) Os alunos entregar os trabalhos datilografados. (iii) O professor mandou que os alunos entregassem os trabalhos datilografados. (iv)O professor mandou os alunos entregarem os trabalhos datilografados. 24

(iii) (iv)

49 (i) As provas do processo confirmaram ALGO. (ii) O réu ser um estelionatário. As provas do processo confirmaram que o réu é um estelionatário. As provas do processo confirmaram ser o réu um estelionatário.

Se, todavia, o verbo da matriz possuir o traço [+ volitivo], só existe a possibilidade de encaixe por meio do complementizador QUE: 50 (i) O povo deseja ALGO. (ii) O governo atender às suas reivindicações. O povo deseja que o governo atenda às suas reivindicações. * O povo deseja o governo atender às suas reivindicações.

(iii) (iv)

f) Quer sejam idênticos ou diferentes os sujeitos da matriz e da encaixada, com um determinado grupo de verbos, por exemplo, os de julgamento, se a oração encaixada tiver uma cópula, a T. infinitiva será facultativa, podendo ocorrer, ainda, o apagamento da cópula da completiva. Tem-se, assim, a possibilidade de superficialização de três estruturas diferentes: uma desenvolvida (iii) uma reduzida (iv) e um período simples, originado pelo apagamento da cópula (v):

52 (i) Afonso julga ALGO. (ii) Afonso ser um bom escritor. (iii) Afonso julga que é um bom escritor. (iv) Afonso julga ser um bom escritor. (v) Afonso julga-se um bom escritor. Em (52) (v), com o apagamento da cópula da oração encaixada, obtém-se o que a gramática tradicional denomina de predicado verbo-nominal com predicativo do objeto. Nesses casos sendo idênticos e correferenciais os SNs sujeitos da matriz e da encaixada, o segundo sofre, obrigatoriamente, a T reflexiva mesmo sendo os sujeitos diferentes, o segundo poderá sofrer a T clítica, quando o referente já tiver sido explicitado anteriormente no contexto. Assim, em (51) (v), ter-se-ia também: 51 (vi)Marcela julga-o incapaz de mentir.

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O Discurso Indireto Quando se transforma o discurso direto em discurso indireto ou relatado, ocorre sempre uma transformação de complementação: tem-se uma oração matriz com verbo "dicendi" (dizer, declarar, afirmar responder, etc.) e uma completiva, introduzida ora por QUE, ora por -R, embora esta última nem sempre seja possível. Observe-se: 53 (i) Carolina disse ALGO: [- Eu estou disposta a qualquer sacrifício] (ii) Carolina disse que estava disposta a qualquer sacrifício. (iii) Carolina disse estar disposta a qualquer sacrifício. 54 (i) O presidente declarou ALGO: [- Todos os presos serão libertados] seriam (ii) O presidente declarou que todos os presos{ /seriam} libertados. (iii) * O presidente declarou serem libertados todos os presos. As interrogativas indiretas constituem um subtipo do discurso relatado e, por isso, funcionam também como completivas, podendo ser introduzidas ou pelo complementizador SE (quando se trata de respostas do tipo sim/não — ex. 55) ou por uma partícula interrogativa (nas orações em que se quer marcar o escopo da interrogação — exs. 56-58). Nesses casos, a partícula é mantida, ficando a matriz e a encaixada apenas justapostas. 55 (i) O técnico deseja saber ALGO: [— Poderei contar com todos os titulares na partida decisiva?] (ii) O técnico deseja saber se poderá contar com todos os titulares na partida decisiva. 56 (i) Todos se perguntavam ALGO: [— Quem é o recém-chegado?] (ii) Todos se perguntavam quem era o recém-chegado. 57 (i) O retirante indagou ALGO: [— Onde fica a cidade grande?] (ii) O retirante indagou onde.( ficava~ a cidade grande. fica 58 (i) O juiz perguntou ALGO: [— Quantos atletas vão participar da prova?] iriam (ii) O juiz perguntou quantos atletas -( vão participar da prova. iam 3.1.2. As Circunstanciais As circunstanciais, denominadas adverbiais pela gramática tradicional, são orações que se encaixam na posição de um SPA modificador da matriz, que, à semelhança das completivas, será representado por pró-formas como: em dado momento, por uma razão, etc., de acordo com a circunstância a ser expressa. Essa pró-forma poderá ser substituída tanto por um item lexical (ex: agora), como por um sintagma (ex: na primavera) ou por uma outra oração (ex: A primavera chega). Observem-se os exemplos: 59 (i) Os jardins se enfeitam de flores agora. (ii) Os jardins se enfeitam de flores na primavera. (iii) Os jardins se enfeitam de flores quando chega a primavera. Em (iii), tem-se, pois, um SPA constituinte da frase, que se apresenta sob forma oracional, conforme as regras de retranscrição abaixo: SPA -* 0221 A rPrira r_r mnlata rin PA nneenr$ o cor nnrfonfn•

O "modus operandi" da transformação de encaixamento chamada T de circunstancialização, pode ser descrito a partir das frases: 60 (i) O público deixou o recinto em certo momento. SPA ( i i ) O espetáculo terminar. 26

A frase (ii) será encaixada na posição do SPA de (i), antecedida de um conectivo, denominado circunstancializador, que será, no caso, uma conjunção temporal. A noção de tempo expressa em (ii) pode ser `simultânea, anterior ou posterior ao fato enunciado em (i), cabendo, pois, ao circunstancializador assinalar o tipo de relação temporal. ( i i i ) O público deixou o recinto quando o espetáculo terminou. ( i v ) O público deixou o recinto antes que o espetáculo terminasse. ( v ) O público deixou o recinto depois que o espetáculo terminou. Graficamente, representa-se este processo da seguinte forma:

Além da circunstância de tempo, já ilustrada, a oração circunstancial pode exprimir uma série de outras relações, conforme os exemplos que se seguem: CAUSA 61 (i) O torcedor ficou sem voz, por uma razão (causa) (ii) O torcedor gritar demais durante o jogo. (iii) O torcedor ficou sem voz, porque gritou demais durante o jogo. CONSEQUÊNCIA 62 (i) O torcedor gritou demais durante o jogo com uma conseqüência. (ii) O torcedor ficar sem voz. (iii) O torcedor gritou demais durante o jogo de sorte que ficou sem voz. (iv) O torcedor gritou tanto durante o jogo que ficou sem voz. 27

Note-se que causa e conseqüência nunca vêm desvinculadas. O que leva a classificar as orações circunstanciais ora como causais, ora como consecutivas é unicamente o fato de que, nas primeiras, a causa vem expressa na encaixada e a conseqüência na ma triz, ao passo que, nas segundas, a conseqüência é veiculada pela encaixada, e a causa, pela matriz. CONDIÇÃO 63 (i) Eu irei ao clube no fim de semana com uma condição. (ii) O tempo estar bonito. (iii) Irei ao clube no fim de semana, se o tempo estiver bonito. COMPARAÇÃO 64 (i) O navio afastava-se lentamente em comparação com algo. (ii) Uma enorme tartaruga se afastar. (iii) O navio afastava-se lentamente como uma enorme tartaruga (se afasta). PROPORCIONALIDADE (seqüência temporal) 65 (i) A tristeza de Vera aumentava à proporção de algo. (ii) Os dias ir passando. (iii) A tristeza de Vera aumentava, à proporção que os dias iam passando. CONFORMIDADE 66 (i) Eu farei o tratamento de conformidade com algo. (ii) O médico determinar. (iii) Farei o tratamento conforme o médico determinou. FINALIDADE 67 (i) Tudo se fez para certo fim. (ii) A festa ser um sucesso. (iii) Tudo se fez para que a festa fosse um sucesso. CONCESSÃO 68 (i) O turista conseguiu embarcar apesar de algo. (ii) O turista perder o passaporte. (iii) O turista conseguiu embarcar, embora tivesse perdido o passaporte. O gráfico abaixo permite visualizar as diversas relações que podem ser expressas por meio de orações circunstanciais:

Ao efetuar-se a T. circunstancialização, por vezes se fazem também necessários determinados ajustes relativos ao apagamento do SN idêntico, ao tempo e ao modo. Com relação a esse último, as orações concessivas e finais apresentam sempre o verbo no subjuntivo; nas demais, o subjuntivo ocorrerá, em geral, quando o verbo da matriz tiver o traço [+ futuro], portanto condicionado pelo tempo.23 Além disso, para evitar ambigüidades, é muito importante a seleção do circunstancializador adequado para exprimir a relação desejada. Convém lembrar, no entanto, que um mesmo circunstancializador pode ser empregado para exprimir diferentes relações e que a mesma relação pode ser veiculada por circunstancializadores diversos, 28

conforme os exemplos (69) e (70), respectivamente: 69 (i) Morreu como um bravo. (comparação) (ii) Fez tudo como o médico havia determinado. (conformidade) (iii) Como estivéssemos exaustos, paramos para acampar. (causa) 70 (i) Se nos unirmos, nossa força aumentará. (condição) (ii) Caso recebamos boas notícias, criaremos novo ânimo para a luta. (tempo) Existem, também, casos em que esses elementos são omitidos e substituídos por sinais de pontuação, sendo recuperáveis, porém, através do contexto.24 (71) A vítima tem poucas possibilidades de sobrevivência: o acidente foi muito grave. A semelhança das completivas, as orações circunstanciais podem, também, ser encaixadas por meio da T. infinitiva, vindo nesse caso, antecedidas de uma preposição ou locução prepositiva marcadora de relação: por (causa), para (fim), apesar de (concessão), a + o (tempo), a (condição), a ponto de (conseqüência), etc. Por exemplo, as estruturas (68) (i) e (ii), mencionadas há pouco, se submetidas à T. infinitiva, dão origem a: 72 (iv) O turista conseguiu embarcar, apesar de não ter passaporte. Além das circunstanciais reduzidas25 de infinitivo, existem em português, as de gerúndio e de particípio, que freqüentemente se apresentam antepostas: 73 (i) O réu foi posto em liberdade em dado momento. ( i i ) O júri terminar. ( i i i ) O réu foi posto em liberdade quando o júri terminou. (desenvolvida) ( i v ) Ao terminar o júri, o réu foi posto em liberdade. (reduzida de infinitivo) ( v ) Terminando o júri, o réu foi posto em liberdade. (reduzida de gerúndio) (vi) Terminado o júri, o réu foi posto em liberdade. (reduzida de particípio) Convém ressaltar que, enquanto algumas orações circunstanciais admitem as três formas de redução, outras não aceitam nenhuma das formas reduzidas (as comparativas, as proporcionais e as conformativas); e há, ainda, as que admitem apenas uma ou outra delas (as finais, por ex., só aceitam a redução de infinitivo). Além disso justamente pelo fato de não terem o circunstancializador ou conectivo explícitos muitas reduzidas apresentam-se ambíguas, especialmente as de gerúndio, como se pode verificar em: (74) Mentindo assim, tu acabas desacreditado. que pode ter uma interpretação condicional, causal ou temporal. Também a anteposição da reduzida, sem explicitação do sujeito, pode dar margem à ambigüidade, já que a tendência natural é a de interpretar-se o sujeito como sendo o mesmo da matriz: (75) Chegando ao escritório, meu chefe estava passando mal. Em frases como esta, se o sujeito da reduzida for diferente do da matriz, convém ou explicitá-lo ou, então, utilizar a forma desenvolvida. 3.1.3. As Relativas As orações relativas, denominadas adjetivas na gramática tradicional, podem ser de dois tipos: as restritivas, que funcionam como sintagmas adjetivais e apresentam-se encaixadas na posição de modificador do nome, conforme a regra SA 02,26 e as apositivas, que funcionam como aposto e se originam de frases coordenadas na estrutura profunda, razão pela qual serão examinadas no capítulo referente à coordenação. 3.1.3.1. Relativas Restritivas — estas orações são encaixadas na posição de um SA, representado por uma pró-forma, denominada ESPECIFICADO — que pode ser substituida tanto por um só item lexical (ex.: inteligente), como por um sintagma (ex.: de Júlio) ou por uma oração (ex: A menina estuda medicina). Observem-se os exemplos: (76) Falei com a menina inteligente. (77) Falei com a menina de Júlio. (78) Falei com a menina que estuda medicina. Assim, a regra de reescritura do SA explicitada no capítulo 1, deve ser expandida de modo a dar conta desse fato. Formalizando-a, ter-se-á: 29

As orações restritivas fazem parte do SN, formando com ele um único constituinte. Prova desse fato pode ser obtida através da transformação passiva, que transforma todo o SN sujeito, incluindo a relativa, em agente da passiva. 79 (i) A lambreta que estava pintada de vermelho atropelou a velhinha. (ii) A velhinha foi atropelada pela lambreta que estava pintada de vermelho. Para que se possa operar o encaixamento de uma oração em outra, sob a forma de relativa, fazse necessário que ambas contenham nomes idênticos e correferenciais, um deles acompanhado da pró-forma ESPECIFICADO, daqui por diante representada por x, indicando o lugar da oração matriz em que se deve operar a inserção. Ao SN portador dessa marca denomina-se antecedente.27 Quando o SN antecedente ocupar a posição pós-verbal (80) (i), qualquer que seja a função por ele exercida, ter-se-á um encaixa-mento à direita, como em (80) (iii); estando o antecedente em posição pré-verbal (81) (i), ocorrerá o encaixe central, como em (81) (iii). Quanto ao SN idêntico da oração a ser encaixada (formas em (ii)), ele será, no decurso da transformação, substituído por um pronome relativo. 80 (i) Eu comi o peixe x. ANT. (ii) O peixe estava estragado. (iii) Eu comi o peixe [que estava estragado]. 81 (i) O peixe x estava estragado. ANT. (ii) Eu comi o peixe. (iii) 0 peixe (que eu comi] estava estragado.

Observe-se que, em (82), a transformação de extraposição (E2) deslocou o SN a ser relativizado para o início da oração, porque ele exerce a função de objeto direto, ocorrendo, portanto, na estrutura profunda, em posição pôs-verbal; se se tratasse de uma frase como (80), a extraposição (E2) operaria no vazio, porque o SN idêntico, sendo sujeito, já se encontra em posição pré-verbal. Retomemos as E, e E2 de (82); comparando-as a (80): (82) E, — Eu comprei os selos [você pediu os selos]. E2 - Eu comprei os selos [os selos você pediu]. (80) E, — Eu comi o peixe [o peixe estava estragado]. E2 - Eu comi o peixe [o peixe estava estragado]. Portanto, no processo de relativização, a posição pré ou pós-verbal é importante tanto para 30

indicar o tipo de encaixamento, quanto para apontar a necessidade de reordenação das palavras na oração relativa.28 Quando, na frase encaixada, o SN idêntico vier antecedido de preposição ou locução adjetiva, isto é, fizer parte de um SP (SPc ou SPA), todo o SP será extraposto, de modo que o pronome relativo deverá vir preposicionado, conforme se pode observar em: 83 (i) Este é o livro x. (ii) Eu me referi a este livro ontem. (iii) Este é o livro [eu me referi a este livro ontem]. (iv) Este é o livro [a este livro eu me referi ontem]. (v) Este é o livro a queeu me referi ontem. ao qual} 84 (i) Era ampla a janela x. (ii) Nós olhávamos para a rua principal através da janela. (iii) Era ampla a janela [nós olhávamos para a rua principal através da janela]. (iv) Era ampla a janela [através da janela nós olhávamos para a rua principal]. (v) Era ampla a janela através da qual nós olhávamos para a rua principal. 85 (i) E bem antiga a cidade x. (ii) Eu moro na cidade. (iii) E bem antiga a cidade [eu moro na cidade]. (iv) E bem antiga a cidade [na cidade eu moro]. (v) É bem antiga a cidade em que eu moro. na qual onde A frase (86) preenche as condições necessárias ao emprego do relativo onde, cujo antecedente deverá conter necessariamente a idéia de lugar, espaço físico ou nocional. Daí a inadequação de frases como: (86) *Nos tempos atuais, onde impera a violência, precisamos estar sempre prevenidos contra os assaltos. O pronome cujo, por sua vez, possui também condições especificas de emprego: ele substitui um SP modificador do nome, tanto num SN pré-verbal (87), como num SN pós-verbal, não precedido (88) ou precedido de preposição (89): 87 (i) Trata-se do livro x. (ii) A capa do livro está estragada. N SP! SN (iii) Trata-se do livro [a capa do livro está estragada]. (iv) Trata-se do livro [cuja capa está estragada]. 88 (i) Esta é a paineira. (ii) Nós adorávamos a sombra da paineira. LSN SP SN 29 (iii) Esta é a paineira [a sombra da paineira nós adorávamos]. (iv) Esta é a paineira cuja sombra nós adorávamos. 89 (i) Augusto dirigia-se à fábrica. (ii) Ele trabalhava em a secretaria da fábrica. IN S P) SN (iii) Augusto dirigia-se à fábrica [em a secretaria da fábrica ele trabalhava]. (iv) Augusto dirigia-se à fábrica em cuja secretaria ele trabalhava.3o Note-se que a função do pronome relativo na estrutura superficial será a mesma do SN por ele substituído. Assim, em (80), o relativo exerce a função de sujeito da 02; em (81) e (82), a de objeto direto; em (83), a de objeto indireto; em (84), a de adjunto adverbial de lugar por onde (SPA); em (85), a de complemento adverbial de lugar (SPc); em (87), (88) e (89) a de adjunto adnominal. Observe-se também que, na maioria dos casos, o verbo da oração relativa apresenta-se no modo indicativo; o subjuntivo só ocorre quando o antecedente da relativa tiver o traço [— 31

determinado]: (90) Procuro um cachorro que seja muito inteligente. As relativas, à semelhança das adverbiais, podem assumir, também, as formas reduzidas de infinitivo, de gerúndio e de particípio, que se originam do apagamento do pronome relativo quando este for seguido de cópula:31 91 (i) A velha contava casos que eram de arrepiar os cabelos. (ii) A velha contava casos de arrepiar os cabelos. 92 (i) Vejo as crianças que estão jogando bola na rua. (ii) Vejo as crianças jogando bola na rua. 93 (i) A garota que está entusiasmada com o espetáculo bate palmas. (ii) A garota entusiasmada com o espetáculo bate palmas. Ressalte-se que as frases 92 (ii) e 93 (ii) são ambíguas, já que podem ter, pelo menos, mais uma leitura, a saber: quando jogavam bola e por estar entusiasmada com o espetáculo, respectivamente.

EXERCÍCIOS 1. Proceda ao encaixe da segunda oração dentro da primeira, através do complementizador QUE e classifique-a quanto à função: 1. Precisamos de algo. Você nos ajudar. 2. Tenho certeza de algo. Você me estimar. 3. Algo é certo. Ninguém chegar atrasado. 4. Sou favorável a algo. O divórcio ser aprovado. 5. Gosto de algo. Os alunos fazer perguntas. 6. Exigimos algo. A diretoria aprovar o plano. 7. Meu sonho é algo. Eu ser promovido. 8. Só há uma saída: algo. Nós desistir desta empresa. 2. Proceda ao encaixe da segunda oração dentro da primeira por meio do complementizador -R e classifique-a quanto à função: 1. Paulo deseja algo. Paulo conseguir uma vaga. 2. Algo é necessário. Todos se empenhar na luta. 3. Minha vontade é algo. Eu ver você formado. 4. A necessidade de algo é grande. Nós encontrar bons profissionais. 5. Juliana precisa de algo. Juliana reunir toda a documentação necessária. 3. Sublinhe as orações completivas e classifique-as quanto à função sintática que exercem dentro da matriz. Dê as estruturas profundas correspondentes, em árvore ou linearmente, e indique os ajustes necessários para se chegar às estruturas superficiais: 1. Convém que os alunos cheguem cedo. 2. Achamos que nosso professor não é muito exigente. 3. A possibilidade de executar a tarefa é bem remota. 4. A verdade é que ninguém o estima. 5. O gerente persuadiu o empregado a pedir demissão. 32

6. 7.

O mestre pediu que fizéssemos o trabalho com atenção. É difícil convencer João a deixar a bebida.

4. Proceda ao encaixamento da 2.4 oração dentro da 1 utilizando: a) o complementizador QUE; b) o complementizador -R. Indique, ainda, a função da completiva. 1. ALGO é necessário. Todos se empenhar na vida.
(i) (ii)

função: 2. A possibilidade de ALGO é pequena. Nós encontrar bons profissionais.
(i) (ii)

função: 3. Lamentamos ALGO. Os convidados não apreciar a festa.
(i) (ii)

função: 4. Tudo depender de ALGO. Os alunos esforçar-se.
(i) (ii)

função: 5. Minha esperança é ALGO. Os credores dilatar o prazo.
(i) (ii)

função: 5. Construa dez períodos que sejam gerados por meio das descrições estruturais apresentadas a seguir. Utilize, para tanto, alguns dos verbos, nomes ou expressões abaixo: 1. SN -+ V + SNachar, pensar, imaginar, crer, desejar, perceber, sentir, 02 informar, etc. 2. SN -* V + SPconscientizar-se de, insistir em, depender de, opor-se a, p er p SN recusar-se a, orientar-se para, dedicar-se a, convidar para, preocupar-se com. 02 3. SN - N + SPconscientização de, insistência em, dependência de, opoão a, etc. (nomes nomes de verbais derivados dos verbos I ç p rep SN acima). 02 4. SN + SVser necessário, ser importante, ser preciso, ser útil, ser 02 justo, importar, urgir, convir, etc. 5. SV -+ Cóp + SN nossa esperança é, nossos desejos são, minha proposta 62é, as necessidades delas são, a expectativa dele é, a questão solicitada é, os encaminhamentos são, a verdade é. 6. Complete as frases abaixo com um verbo no indicativo ou no subjuntivo, conforme julgar conveniente. Justifique o emprego dos modos: 1. 0 Ministro do Planejamento ordenou que o povo ........ 2. Sua amiga deseja que ele ............................................ 3. Receio que vocês não ................................................. 4. As crianças temem que Papai Noel não ...................... 5. Os estudantes esperam que as férias ........................... 33

Lamentamos que os convidados não .......................... Sinto que você ........................................................... Pedro acha que o professor ......................................... Os pacientes acreditam que o médico ......................... 1. Muitos homens pensam que a vida ........................... 1 1 . Não julgo que ele .................................................. 1 2 . Os juízes julgam que o réu ................................... 1 3 . Os cientistas afirmam que .................................... 1 4 . O governador declarou que .................................. 15. Decidiu-se que os exames .........................................
6. 7. 8. 9.

7. Transforme o discurso direto em indireto, procedendo aos ajustes necessários e indicando as várias possibilidades de concordância dos tempos verbais: 1. 0 professor disse: - Todos serão reprovados. 2. 0 garotinho respondeu: - Não tenho dinheiro suficiente. 3. 0 criminoso afirmou: - Eu matei por amor. 4. 0 detetive declarou: - Ninguém esteve aqui hoje. 5. A secretária informou: - O diretor apresentará o projeto amanhã. 8. Transforme as interrogativas diretas em indiretas, procedendo aos ajustes necessários: 1. A garota perguntou à mãe: - Posso ir com você? 2. O homem indaga constantemente: - A vida termina com a morte? 3. 0 gerente perguntou: - Quantos empregados vão faltar? 4. Aflita, a mulher perguntava ao marido: - Onde você pôs o dinheiro? 5. Após o lance o leiloeiro perguntou: - Quem dá mais por este belíssimo quadro? BLOCO 2 1. Nas frases abaixo, verifique quais as que possuem três constituintes: SN - SV - SP. Nestas, substitua o SP por uma oração circunstancial: 1. Os atletas dirigem-se para a reta de partida. 2. Os atletas partem após o sinal. 3. Há um grande silêncio durante a corrida. 4. Os vencedores serão premiados no fim da disputa. 5. Muitos discutem sobre a vitória de seus favoritos. 6. Após a decisão, haverá muitas decepções. 7. Alguns reclamam da má organização da prova. 8. Outros, por despeito, diminuem o valor dos vencedores. 9. A polícia toma providência por causa das brigas. 1. As autoridades esclarecerão as dúvidas por meio dos "tapes". 2. Coloque nos parênteses a letra correspondente à especificação semântica que cada uma das orações à direita deverá obedecer para se encaixar no nódulo SP à esquerda: O SN SV SP ( ) para impressionar o namorado. N V ( ) antes de casar. () como um chuveiro aberto. () à medida que o trem se Maria chorar a) em certo momento afastava. b) por uma causa ( ) depois de saber da morte c) com uma condição da tia. d) com uma conseqüência( ) a ponto de convencer os e) em comparação com algopoliciais. b) à proporção de algo( ) caso não ganhe o relógio. f) de conformidade com algo ( ) segundo foi combinado 34

para certo fim c) apesar de algo j) de certa maneira
g)

com o diretor da peça. () já que ninguém lhe dava atenção. () apesar de não haver motivo para tanto. () derramando copiosas lágrimas.

3. Classifique as orações grifadas, indicando o tipo de circunstância que elas expressam em relação à matriz. Em seguida, faça a estrutura profunda em árvore ou linearmente. 1. Todos os atores se esforçaram para que a peça fosse um sucesso. 2. Depois que a noite chegou, as ambulâncias retiraram os feridos. 3. Faremos o tratamento segundo o médico prescreveu. 4. À medida que as eleições se aproximavam, os candidatos intensificavam a propaganda. 5. 0 jogador abandonou o campo por estar contundido. 6. 0 rádio estava tão alto que se ouvia do prédio vizinho. 7. Caso você se interesse pelo quadro, avise-me antes do leilão. 8. 0 visitante cumprimentou-nos sorrindo. 9. Paulo assinou o contrato, embora o considerasse desfavorável para a firma. 10. Seus sonhos de grandeza se desfizeram como um castelo de areia. BLOCO 3 1. Faça o encaixamento das relativas b nas matrizes a, especificando linearmente as etapas transformacionais. 1. (i) Eu acordei com o barulhão x. (ii) Você fez um barulhão esta noite. 2. (i) O abismo x parecia ameaçador. (ii) Nós nos achávamos à beira do abismo. 3. (i) Atraiçoou ao benfeitor x. (ii) Tudo devia ao benfeitor. 4. (i) O sofrimento x é uma dádiva do céu. (ii) Muitos homens se revoltam contra o sofrimento. 5. (i) Os assuntos x parecem-me dignos de atenção. (ii) Eu desejaria ser esclarecida sobre os assuntos. 6. (i) Os caçadores haviam chegado diante da pedra x. (ii) Os cachorros latiam por trás da pedra. 7. (i) Mandou abrir um orifício x. (ii) Poderiam vigiar os presos através do orifício. 8. (i) O rapaz x foi condenado. (ii) O nome do rapaz saiu no jornal. 9. (i) A árvore x é um jacarandá. (ii) Eu descansei sob a sombra da árvore. 10. (i) A cidade x cresceu muito. (ii) Eu nasci na cidade. 2. Ligue as orações a e b por meio de um pronome relativo. Tente as duas possibilidades de encaixamento: 1. a) Há outras formas de dança. b) Nós não falamos sobre as formas de dança. 2. a) Com toda a razão recusaram o trabalho. b) Não tinham nenhuma motivação para o trabalho. 3. a) O único porto era Sevilha. b) Por Sevilha era permitido sair em direção à América. 4. a) Agustin Itúrbide de tinha empunhado armas para combater os guerrilheiros de Morelo. b) O nome de Agustin Itúrbide se destacou entre os companheiros. 5. a) A proclamação da independência foi resultado de uma manobra de bastidores. b) José Bonifácio se destacou na manobra de bastidores. 3. Nas orações matrizes abaixo, encaixe relativas onde houver um*. O termo relativizado deve ter, na 35

frase encaixada, a função especificada entre parênteses. 1. 0 Rio * (SPA lugar) faz bem para o espírito. 2. Belém é uma cidade * (SN de O). 3. Pedro * (SP do SV) é um bom amigo. 4. Encontrei José na esquina * (SPA lugar). 5. Clara * (SP do SN) vai ter um bebê. 6. Tenho uma irmã * (SN do SV). 7. Na praça * (SP do SV) há muitos passarinhos. 8. Gosto de plantas * (SN de O). 1. Mandei a Roberto uma carta * (SP do SV). 2. Na festa, revi muitos amigos * (SN do SV). 4. Do conjunto de frases abaixo, decomponha apenas aquelas que, segundo as condições estruturais estabelecidas, funcionam como relativas: 1. Quando o professor se dirigiu à lousa para desenhar um esquema do que estava explicando, Eduardo sentiu uma palmadinha no ombro. 1. E saindo do seu lugar, aproximou-se do professor a quem entregou o papel. 3. Levantou-se do fundo da sala um rapazelho desajeitado, de camisa desabotoada e cujas calças cobriam a barriga da perna. 4. Reconheceu que estava muito longe de sua tribo e que o remédio era conformar-se. 5. Cada qual que tire a sua conclusão. BLOCO 4 1. Tendo em vista as seguintes descrições estruturais, classifique as orações encaixadas das frases apresentadas a seguir:

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() Parece que ele é sincero. () O grande mal é que me esqueço das coisas. () Ele tinha receio de voltar /á. () Tudo depende de que o aluno se esforce. () Não sei se eles foram honestos. () Não me oponho a vires conosco. () Convém que façamos as pazes. () Sinto que a noite está descendo. () Não dormirei enquanto você não chegar. () O homem que eu vi não era o seu pai. () Insisto em que não saias hoje. () Sua resposta foi ignorar a minha presença. () Embora você não queira, faremos uma festa no seu aniversário. () A esperança de passar de ano é a última que morre. () Exijo voltares imediatamente. () Tenho a impressão de que nos tornaremos a ver. () É bom não partires agora. () Tenho receio de voltar lá. () O fato é que eles não estudam. ()Veja o rapaz de quem lhe falei. () Desejo saber quando chegarão as encomendas. () Os alunos serão aprovados se souberem bem a matéria. () Os convidados dirigiram-se ao salão para assistirem à exibição do filme.

2. Classifique as orações reduzidas; em seguida, pontue os períodos. Não é conveniente deixar as portas abertas. 2. Os soldados dispostos em fila dupla ouviam atentamente a recomendação.
1.

Acima de nossas cabeças viam-se as estrelas brilhando suavemente. 4. Ouvidas as testemunhas o júri retirou-se para deliberar. 5. Os alunos acusados de desordeiros foram chamados à diretoria. 6. Apesar de ter idade avançada continuava bonita e elegante. 7. Tendo terminado mais cedo o serviço o rapaz dirigiu-se para a sorveteria. 8. Aproximando-se da estação o trem diminuiu a marcha. 1. Os talheres dispostos cuidadosamente sobre a fina toalha estavam à espera dos convidados. 2. Tendo perdido o emprego, não tinha com que sustentar a família. 3. Mentindo desta maneira acabarás por ser desmascarado. 4. Do cais observava os barcos afastarem-se lentamente.
3.

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