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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE DIREITO RÔMULO SOUSA MENDES

CRÍTICAS AO LIVRO “THE STORYTELLING ANIMAL: HOW STORIES MAKE US HUMAN”, DE JONATHAN GOTTSCHALL

SÃO LUÍS - 2012-

Se tal habilidade fosse totalmente decifrada. à anatomia e estrutura avançadas dos nossos cérebros. processos e resultados científicos. poderíamos prematuramente instruir indivíduos. mas grande parte advém também das experiências empíricas e culturais entre o homem e o meio e entre seus semelhantes. em geral. No mundo contemporâneo os parâmetros de verdade são fundados nos meios. trazendo a humanidade uma perspectiva de verdade e conhecimento através de seu método que comprova o tangível e o exato. até as aparentemente e as absolutamente impossíveis. não há dúvidas que devemos buscar cientificamente o elo que existe entre o fato de simularmos experiências através da leitura e a assimilação de conhecimento que advém do processo de ler uma história e o método biológico que isso implica. tornando o processo educacional. porém ensinadas através da literatura. Isso traria um avanço sócio-educacional enorme. Jonathan Gottschall nos indica que esta pode nos servir como uma imensa sala recreativa para simularmos. que visa construir um elo entre as ciências humanas e exatas. A forma de aprendizado humana deve-se. prodigioso e rico. Todavia. mas sem tentar tornar tal método um meio finalístico para o condicionamento desse tipo de aprendizado. mesmo que inconscientemente. É fundamental buscar cientificamente como o poder de aprender nos fazem ser capazes de nos adaptarmos as circunstâncias nunca vividas. propõe uma tese ousada. porém deve ser meticulosamente analisada.Jonathan Gottschall. Gottschall é feliz quando nos propõe que devemos entender melhor nossos processos de cognição e que nos possibilita ter aprendizagens mesmo não passando por determinadas experiências. Quanto à literatura. Uma visão no mínimo revolucionária que traz novos parâmetros a percepção da cognição do ser humano. . como propõe o autor. em parte. professor americano. mais dinâmico. nos avançado muito mais no que concerne a cadeia evolutiva. que pode desenvolver-se apenas observando sinapses e anatomias cerebrais a fim de desenvolver um procedimento para uma forma de percepção superior. Sendo assim. assim como imagina o professor. pois a linha que demarca o subjetivismo literário e a face delimitada a respeito da importância biológica do ato de contar histórias pode levar a crença de ser um ato demasiadamente complexo e mecânico ou um ato abjetamente simples. as mais diversas situações. não podemos ter a ilusão que este é um processo absolutamente contável.

revistas e demais meios de comunicação escritos. É importante que nesse processo aquele que se dispõe a aprender ou ensinar. de Sun Tzu. Apesar de ser uma técnica interessante. mas utilizar-se esses apenas como simuladores referenciais que contribuem educacionalmente de forma didática.Através dessa referência. No livro “A Arte da Guerra”. o autor realmente acerta no que diz respeito da quebra de barreiras entre esses tipos de conhecimentos antagônicos e continua a acertar quando propõe um estudo mais avançado dessas ciências de forma conjunta integralizando-as sem se desvencilhar de suas particularidades. porém. jornais. As abordagens sob este posicionamento de Gottschall devem ser prevenidas contra excessos científicos e subjetivismos literários. A literatura realmente pode levar a nos preparar melhor para determinadas situações. . O que é nocivo e perigoso é o que esta revolucionária síntese pode torna-se caso tenda para um lado ou para o outro. sobre a perspectiva da simulação. imaginar estar parcialmente adaptado a uma situação de fato. para o desenvolvimento de uma teorização realmente sólida e idônea. da simulação. também podem nos levar a concepções errôneas da realidade. esta pode levar aquele que lê. mas que no terreno as intempéries podem provar que não o são. Sob uma perspectiva dialética. entenda que não pode iludir-se ou mesmo iludir com concepções acabadas e perfeitas. podemos criar diversas situações que nos indiquem meios para algo que pode vir ou não a ser factível. através das linhas de livros. tornando esta visão categoricamente exata ou superficialmente ignóbil. o referido autor demonstra que os estratagemas são perfeitos quando estamos em nossos gabinetes. da experiência irreal de nossas mentes.