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CAPÍTULO I A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E O DIREITO ADMINISTRATIVO 1.

Conceito de administração Afonso QUEIRÓ – administrar seria agir ao serviço de determinados fins a com vista a realizar certos resultados. Luther GULICK, escreveu que a administração tem a ver com fazer coisas, com a prossecução de objectivos definidos. Contudo, nem toda a acção humana que vise prosseguir certos fins ou obter certos resultados é administração. Administrar é uma acção humana que consiste exactamente em prosseguir certos objectivos através do funcionamento da organização. 2.4. O principal problema emergente desta situação reside na dificuldade em proceder à avaliação da administração pública. Empresas privadas – cuja sobrevivência depende essencialmente do mercado –, as organizações públicas – a sua sobrevivência depende apenas, como se disse, da vontade do poder político que as cria, mantém, modifica e extingue por sua livre iniciativa. Apesar de tudo, é importante avaliar a eficiência das organizações públicas, sob pena de dar cobertura à irracionalidade económica a ao desperdício de meios. 3. Polissemia do conceito de administração pública

3.1. Formas de entender a expressão administração pública: Em sentido orgânico, a administração pública confunde-se com o conjunto das organizações públicas. Todas as organizações apontadas dispõem de personalidade jurídica colectiva pública. Mas também fazem parte da administração pública organizações públicas que 2. Administração pública a administração privada apenas possuem personalidade jurídica colectiva de direito privado. Estão nestas condições as empresas públicas sob forma societária, as instituições particulares. 2.1. Existirá uma diferença substancial entre a administração das organizações Esta é muito controversa A tradição jurídico-administrativa portuguesa vai no privadas com fins lucrativos, e a administração de organizações públicas? sentido de apenas se considerarem parte da administração pública em sentido orgânico as pessoas colectivas públicas. Quanto às outras, a tradição manda exclui-las da administração 22. A resposta negativa, dada pela corrente norte-americana – actividade pública, remetendo-as para a zona, mais ou menos misteriosa, do exercício privado de administrativa pública, deverá subordinar aos mesmos princípios que a administração funções públicas). privada. Somente no século XX o Estado passou a garantir, com regularidade, mais do que a satisfação das necessidades de segurança, interna a externa, a de justiça. É o Estado pós2.3. A resposta A administração pública em sentido orgânico é constituída pelo conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estado e demais organizações públicas que asseguram, em nome da afirmativa assenta na ideia de colectividade, a satisfação disciplinada, regular a contínua das necessidades colectivas de segurança, cultura a bem-estar. que a actividade administrativa pública apresenta características próprias a específicas que liberal que alarga o âmbito da administração pública, invadindo, praticamente, todos os tornam impossível a sua submissão integral aos mesmos princípios que regem a níveis a áreas da prática social. administração privada. Estas características entroncam, em nosso entender, na circunstância decisiva de a administração pública ser um instrumento do poder político. Isto significa que todas as organizações públicas se encontram dependentes da vontade política dos 3.2. A noção de actividade administrativa pública deveria, logicamente, representantes da colectividade seguindo sempre a lei, ou seja, tem dependência corresponder à actividade desenvolvida pelas organizações públicas (sentido material ou jurisdicional. Daqui decorrem certos constrangimentos especiais que atingem as funcional). Na realidade, não é exactamente assim, por uma razão, ligada ao princípio da organizações públicas, a que as organizações privadas escapam. separação de poderes. Em A administração pública em sentido material ou funcional compõe-se do conjunto de acções a operações desenvolvidas pelos órgãos, serviços a agentes do Estado a demais organizações primeiro lugar, os públicas ocupados em assegurar, em nome da colectividade, a satisfação disciplinada, regular a contínua das necessidades colectivas de segurança, cultura a bem-estar. objectivos que o poder político fixou para cada organização pública não podem ser alterados ou inviabilizados por iniciativa desta. Em segundo lugar, as organizações públicas enfrentam usualmente restrições financeiras resultantes da falta ou insuficiência de auto financiamento. 3.3. Tomando na devida conta os dois sentidos da expressão, escrevê-la-emos com Por último, a gestão dos recursos humanos da organização e a fixação dos preços letra minúscula – administração pública – quando a usarmos no sentido material ou dos serviços prestados ou dos bens produzidos por esta encontram-se limitadas por vários funcional, a actividade administrativa pública; quando recorremos ao sentido orgânico, princípios específicos do direito administrativo e do direito financeiro.

o poder administrativo teria carácter "residual".2. é usual a distinção entre aquelas que decorrem sob a égide do direito privado (actividades de gestão privada) e aquelas que se encontram submetidas ao direito público (actividades de gestão pública). O sistema de administração executiva caracteriza-se essencialmente por três traços: . passando o Estado a responder às mais variadas solicitações dos cidadãos.2. . A administração pública e o direito. consequentemente. os particulares não podiam invocar contra ela quaisquer direitos. As diferenças entre os dois sistemas têm vindo a esbater-se: . De todo o modo. 4. de um conjunto de matérias que não poderiam ser objecto de providências legislativas. a pese embora a sua manifesto insuficiência. o direito administrativo. 6. ou seja. O sistema da concentração de poderes vigorou durante a monarquia absoluta: a administração pública não se encontrava submetida a normas jurídicas obrigatórias. A crise do Estado-providência.1. na sua origem. originalmente de fonte jurisprudencial. desenvolve as actividades necessárias à satisfação das necessidades colectivas. 4. No que respeita às formas jurídicas da actividade administrativa. 6. 4. Questão que se tem colocado recentemente no nosso País é a que respeita à eventual existência de uma reserve de administração. titulares de direitos em face dela. em regra.no sistema de administração judiciária aumentam as normas que conferem especiais poderes de actuação à Administração Pública. mobilizava. estando submetida a controlo judicial. a partir dos anos 70.a função administrativa é controlada pela função jurisdicional.sujeição da administração pública ao direito comum. etc. 3. 6. modificou esta situação: a administração pública passou a estar vinculada a normas obrigatórias. 6.3. . Por sistema administrativo entende-se um modo jurídico típico de organização. S6 a partir dos anos 30 do nosso século se desenvolveu a administração estadual prestadora. tomar decisões susceptíveis de se projectarem na esfera jurídica de terceiros sem prévia validação de um tribunal: . informação. . O sistema de administração judiciária caracteriza-se essencialmente pelos seguintes traços: .7.o controlo da administração pública por tribunais especiais. a actividade administrativa pública passou a revestir carácter jurídico. não se esperava que interferisse na vida dos cidadãos mais do que o estritamente indispensável. a administração conformadora. ainda imperfeitamente delineado. Ao tempo do Estado liberal. O conceito de administração pública em sentido material ou funcional é muito difícil de estabelecer. tributava.a função administrativa é instrumental da função política.controlo da administração pública pelos tribunais comuns. existindo já um verdadeiro direito administrativo.4. contentar-nosemos em considerar que a função administrativa é aquela que. Sistemas administrativos 6. sancionava. ensino. A importância excepcional atribuída ao acto administrativo faz mesmo com que muitos autores a ele reconduzam o essencial do estudo da actividade administrativa. prestações de segurança social.4.1. Se se tiver em consideração que.escreveremos a expressão com letra maiúscula Administração Pública – ou falaremos em organização administrativa pública. 5. a administração estadual era essencialmente ablativa. confundindo-se a lei com a vontade do poder. Ilegalidade e ilicitude . conduziu a um novo modelo. prestando-lhes múltiplas utilidades: cuidados de saúde.2.3.4. uma administração que concentrava a sua actividade na imposição de sacrifícios aos cidadãos: expropriava.3. no respeito pelo quadro legal a sob a direcção dos representantes da colectividade. do poder de tomar decisões que afectem os cidadãos sem prévia intervenção de um tribunal.a sujeição da administração pública a regras próprias. 7. encontrando-se na posição do súbditos. inspirado na filosofia liberal. funcionamento a controlo da administração pública. etc. 6. A função administrativa no quadro das funções do Estado 4. que vieram a constituir um novo ramo do direito. Do Estado. O advento do Estado de direito. Formas jurídicas da actividade administrativa e instrumentos da sua análise 5.o poder conferido à Administração Pública de. designadamente da Assembleia da República. em áreas mais ou metros extensas da sua actividade. com a Revolução Francesa.6. assumindo os particulares a posição de cidadãos. subordinada ao direito. 6.a função administrativa encontra-se subordinada à função legislativa. Em resultado desta modificação. Outras funções do Estado: . isto é. . 4. 5. .não reconhecimento à Administração Pública.

O conceito de Estado de direito opera uma conexão entre as ideias de legalidade e de legitimidade. Para os autores mais ligados ao marxismo. Para Kelsen. bem como a actividade dos órgãos inspectivos. conexão que envolve a possibilidade de submeter o comportamento do Estado a critérios materiais de aferição que o transcendem. este tem o dever 10.2. As principais funções hoje desempenhadas pelo princípio da legalidade são duas: por um lado.1. Auto-controlo e hetero-controlo Auto-controlo – reclamações a os recursos administrativos. ele procura assegurar o primado do poder legislativo sobre o poder administrativo. em nosso entender. legalidade: quer isto dizer que a actividade administrativa pública apenas se pode . 1 1. a tolerância.3. visa garantir os direitos e interesses dos particulares. Trata-se do estado de necessidade. Principais fontes do direito administrativo: de o acatar. O Direito Administrativo é uma vertente prática da aplicação do Direito Constitucional. movem-se no domínio da licitude. aquela afirmação também nã6 faz sentido: sendo a ordem jurídica a expressão do poder dos grupos socialmente dominantes. geralmente entendido como uma circunstância excepcional que torna lícito um comportamento que.a Constituição. aparecem então o controlo parlamentar e o controlo jurisdicional. Os cidadãos também estão submetidos à lei – mas não necessitam de qualquer . A afirmação feita tem. a própria ideia de direito impõe a juridicidade do comportamento . significa que A característica mais peculiar do direito administrativo é a procura de permanente harmonização entre as necessidades da acção administrativa a as exigências de garantia dos particulares. O direito administrativo.1.a doutrina. sem que esteja radicada no inconsciente colectivo a ideia de que é possível fazer em codificação cada momento um juízo sobre o poder do Estado. os direitos dos cidadãos a das minorias. . m Para os normativistas puros (KELSEN) nã6 faz sentido nenhum. a alternância normas jurídicas que regulam a organização. por outro. administrativo. 7. 10.as leis. Das diversas excepções que costumam ser apontadas ao princípio da legalidade somente uma pode. uma vez que para esta corrente Estado a direito se identificam. Características.a jurisprudência dos tribunais administrativos. seria em princípio. desenvolver precedendo habilitação legal. Hetero-controlo – que "olha" para a Administração Pública do lado de fora desta. apenas estando impedidos de fazer aquilo que a lei interdita. sê-lo.4. o funcionamento e o controlo da democrática. juízo que incide sobre a adequação do exercício deste poder a certos princípios fundamentais que deve necessariamente respeitar – O direito administrativo é o ramo do direito público constituído pelo sistema de o pluralismo. 8. o Estado mais do que a personificação da ordem jurídica. porque nã6 existe Estado de direito sem uma ideia de direito. ilícito. A ciência do direito administrativo e a ciência da administração 8. A submissão da administração pública ao direito consubstancia-se na ideia de . fontes e tipos de normas.1. cabal sentido: a) Em primeiro lugar.7. no exercício da actividade administrativa de b) Em segundo lugar. O controlo da administração pública. pressuposto indispensável do Estado de direito. estabelece com outros sujeitos de direito. . habilitação legal para agir. O seu método é o método jurídico. A isto é. o Direito. A formulação moderna do princípio da legalidade consubstancia-se na ideia de que os órgãos e agentes da Administração Pública somente podem agir com fundamento na lei a dentro dos limites por esta estabelecidos. a ciência do direito. por lesar um interesse de outrem protegido pelo direito. A ciência do direito administrativo é o capítulo da ciência jurídica que tem par objecto o estudo do ordenamento jurídico-administrativo.as fontes comunitárias 7. é a aplicação de um conjunto de regras Grundnor que dizem respeito à hierarquia das normas do Direito. 11. O princípio da legalidade e a presunção de legalidade 8. a ideia de subordinação da administração pública ao direito mais nã6 serviria do que para a legitimar. 8.os regulamentos. 9. Característica essencial do Estado moderno é a submissão da administração pública ao direito.1. não sendo. . verdadeiramente. porque o facto de o Estado ser o maior produtor do direito nã6 gestão pública.2. Administração Pública a as relações que esta. tenha o poder de o desrespeitar: enquanto o direito produzido pelo Estado estiver em vigor.

Órgãos São centros de imputação de poderes funcionais – são eles que manifestam a vontade imputada às pessoas colectivas públicas – nº 2 do artº 2º do CPA . O termo discricionaridade remete-nos para a ideia de escolha. uma vez contrariadas. susceptível de algum tipo de controlo. b) A Administração Pública tem o dever de prosseguir os interesses públicos. directa ou indirectamente. situa-se no domínio outra. b) As vinculações tendenciais. da igualdade.12. O Estado. invalidam a decisão. da proporcionalidade. O interesse público: definição a prossecução 14. nos contratos de direito privado outorgados por esta. Para designar esta realidade. Note-se que a Quem define o interesse público é a Lei! ponderação dos aspectos vinculados da decisão administrativa não deve ser representada através de uma espécie de verificação instantânea efectuada no momento da consumação da 14. é monopólio da lei. manifestando-se de diversas formas: Este elemento temporal é indispensável para se avaliar a legalidade da decisão a) A Administração Pública não pode modificar os interesses públicos cuja administrativa. de normas constitucionais que estabelecem princípios condutores da actividade administrativa condicionando toda a qualquer decisão administrativa que comporte uma qualquer margem de liberdade: princípios da prossecução do interesse público a da protecção dos direitos a interesses dos cidadãos. Para quem aceita a distinção entre direito privado a direito público. CAPÍTULO II O INTERESSE PÚBLICO E A ACTIVIDADE ADMINISTRATIVA PÚBLICA: O PODER ADMINISTRATIVO 14.2. 16. estão dispusesse de uma certa margem de liberdade de decisão. O legislador quis que este c) As pessoas colectivas envolvidas na prossecução de interesses públicos. na gestão privada das empresas públicas. que decorrem. Quanto maior for o espaço de liberdade deixado ao decisor. de forma positiva.2. A decisão discricionária tem de assentar numa racionalidade própria. 16.5. conferindo à decisão uma dose de liberdade muito variável. de forma negativa. dois «ingredientes» que qualquer decisão administrativa comporta. O princípio da prossecução do interesse público constitui o verdadeiro fio decisão. 16. 12. utilizando conceitos vagos ou indeterminados. supra) que. encarregadas da prossecução de interesses públicos específicos a pré-determinados. 30. coisa quando se poderia ter feito outra. não se colocam grandes dúvidas quanto à inclusão do direito administrativo no âmbito deste último. dizemos que qualquer decisão comporta o exercício de poderes vinculados e de poderes discricionários. em proporções variáveis. 16 3.6. A discricionaridade resulta da opção do legislador. Integrando o direito administrativo o âmbito do direito público. Mas evoca também a ideia de escolha dentro de certos limites.1.7. a segunda. Os poderes vinculados não são poderes mas verdadeiros deveres. ligado à satisfação das necessidades colectivas desta. porém. assim. A privatização do universo regido pelo direito administrativo. quando a lei permitiria que se tivesse feito A primeira hipótese corresponde à discricionaridade. o ramo deste que lhe está mais próximo é o direito constitucional. enquanto pessoa colectiva pública. de fazer uma forma a possibilitar tal aplicação. da boa fé a da justiça. da vinculação. Interpretada correctamente uma norma de direito administrativo. 16. Melhor. nomeadamente.1. da imparcialidade. não detém o exclusivo da prossecução dos interesses públicos: a definição destes. O interesse público é o interesse de uma comunidade. O direito administrativo a os outros ramos do direito 12. Discricionaridade a vinculação são. menores serão as vinculações da decisão.1. conclui-se prosseguir com a tomada de uma determinada decisão se na validade desta. apenas quis obrigar o órgão decisor ao respectivo preenchimento. que o legislador confiou ao órgão decisor uma certa liberdade de apreciação.2.4. Vinculação a discricionaridade Mas também pode concluir que o legislador. estabelecidas. Podem distinguir-se dois grandes tipos de vinculações: a) As vinculações a que chamaremos absolutas. 16. concretizada. por regras jurídicas em sentido estrito (v. por 16. prossecução a lei lhe confiou. Os parâmetros a que deve obedecer a escolha discricionária podem delimitar um espaço maior ou menor. d) O desrespeito dos interesses públicos que a Administração Pública deveria 16. na responsabilidade civil da Administração Pública. condutor da actividade administrativa pública.

Também pela mesma razão. Artigo 35. A competência em especial 33. a delegação de poderes (ou de competência) é o acto pelo qual o órgão de uma pessoa colectiva envolvida no exercício de uma actividade administrativa pública normalmente competente em determinada matéria e devidamente habilitado por lei possibilita que outro órgão ou agente pratiquem actos administrativos sobre a mesma matéria — cfr.0 1.2.º. Atribuições.0 1. 37. Relevância. o território e o tempo. c) Quanto ao número de órgãos titulares — competência singular (um órgão titular) e competência conjunta (vários órgãos titulares). que somente a lei possa fixar a competência: por isso.2. n. artigo 35. . competências e missões Atribuições são os fins que a lei comete às pessoas colectivas.º.CPA • Marcação e convocação das reuniões e ordem do dia – artºs 17º e 21º. Compreende-se. Como se disse noutro ponto.1. O delegante e o delegado constituem os elementos subjectivos da delegação.º.2.0 1. competências são os poderes jurídicos de que os órgãos de uma pessoa colectiva dispõem para prosseguirem as atribuições desta. do CPA. que podem fazer aquilo que a lei não proíbe. a não ser que o delegante manifeste a sua vontade em sentido oposto.2.º. Para poder proceder a uma delegação é indispensável que exista uma regra atributiva de competência. do CPA.1. assim. quando a lei da habilitação. a Administração Pública necessita de habilitação legal para agir. É esta regra que se designa lei de habilitação – cfr. 18º e 19º . nãoº2 do CPA. n. artigos 142.º do CPA. esta não se presume e é inalienável e irrenunciável — cfr.0 1. 33.º. missões são as tarefas desenvolvidas pelos diversos serviços públicos.2. 37. Conceito: Do ponto de vista do direito administrativo. do CPA). o valor. da vontade do delegante: Entendemos que o último elemento da delegação não é o acto de delegação propriamente dito mas a relevância da vontade do delegante.CPA • Formação de maiorias – artº 25º . o órgão administrativo deve certificar-se de que é competente para a tomar cfr. A delegação de poderes 37. artigo 29.1. considera certos poderes delegados. n.Elementos da delegação: 37. Delegação tácita.º. antes de tomar qualquer decisão. Ao contrário dos particulares. a hierarquia.CPA Demissão. O momento da fixação da competência — cfr. n. 37. e 174. Artigo 33. dissolução e perda de mandato – artºs 9º e 13º da Lei nº 87/89 de 09Setembro. os órgãos administrativos apenas podem fazer aquilo que a lei lhes impõe ou permite. A competência dos órgãos administrativos pode ser fixada em função de cinco critérios: a matéria. artigo 30. Principais classificações da competência: a) Quanto ao modo de atribuição — somente pela lei (competência própria) ou somando a esta uma manifestação de vontade indispensável de outro órgão administrativo (competência delegada). 37. em vez de prever o acto de delegação. 32.CPA • Deliberação e votação • Quórum da reunião e quórum da votação – artº 22 – CPA • Formas de votação – artº 24º .CPA • Voto de qualidade e voto de desempate – artº 26º . d) Quanto à substância — competência dispositiva — para tomar uma decisão sobre certo assunto — e competência revogatória — para extinguir ou fazer cessar os efeitos de uma anterior decisão administrativa (cfr.0 1.Classificação dos órgãos: • Critério do nº de titulares o Órgãos singulares o Órgãos colagiais • Critério do tipo de funções exercidas o Órgãos activos (decisórios ou executivos) o Órgãos consultivos o Órgãos de controlo • Critério da forma de designação o Órgãos representativos o Órgãos não representativos Órgãos colegiais – são integrados por diversos membros e têm regras especiais para poderem funcionar que na sua maioria estão no CPA: • Composição do órgão e sua constituição – artº 14º nº1 CPA • Reuniões e sessões – artº 16º e 17º .3. 33. n.2. b) Quanto à inserção da competência nas relações interorgânicas — competência comum (a competência do superior hierárquico engloba a dos subordinados) e competência exclusiva (a competência do subordinado não se inclui na do superior hierárquico). do CPA.

Subdelegações: A subdelegação é uma delegação de segundo grau. 37. a delegação extingue-se: . uma substituição. que existem poderes indelegáveis: uns. Regime dos actos praticados ao abrigo de delegação: .0 2. Constituem requisitos do acto de delegação: a) A especificação dos poderes delegados. o que significa que tais poderes poderão ser exercidos por este. 42. não se trata de uma verdadeira delegação. A regra geral nesta matéria é que o acto do delegado possui as mesmas características que teria se tivesse sido praticado pelo delegante.3. A actividade administrativa será tratada como um fluxo de actos. artigo 39. b) Avocar. o termo processo é o suporte físico do procedimento. são utilizáveis duas expressões: procedimento administrativo e processo administrativo gracioso.1. b) Procedimentos decisórios e procedimentos executivos.º. Noção 42. do CPA.3. 43. no seu artigo 36.6. Aqui há verdadeiramente.3. a não ser que o Conselho ponha termo a tal delegação. em que o delegado funciona também como delegante. Natureza jurídica da delegação: Assenta essencialmente na resposta à seguinte questão: a quem é que a lei atribui a competência? São possíveis dois tipos de respostas: a) Exclusivamente ao delegante.º: alguns poderes conferidos ao Conselho Directivo encontram-se tacitamente delegados no presidente deste órgão. chamar a si os poderes delegados em casos concretos em que pretenda ser ele a decidir.4. o Broa assina os passaportes no lugar do Comandante de Batalhão. as subdelegações.Exemplo desta espécie de delegação é a que consta do n. Para designar este fluxo. O artigo 1º do CPA propõe uma distinção entre procedimento administrativo e processo administrativo assente num critério funcional: enquanto a noção de procedimento é aquela que enunciámos. O CPA admite. b) A publicação (cfr. indelegáveis por natureza.por revogação. outros. o delegado deixa de ter competência para decidir aquele caso. PARTE II A ACTIVIDADE ADMINISTRATIVA CAPITULO I O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 42. 37. do CPA). Uma vez concretizada a avocação. mas no caso de haver problemas.0 1. n.3. a indicação de matérias ou a especificação de poderes podem ser formuladas de forma positiva ou de forma negativa.5. indelegáveis porque a lei não permite a sua delegação.3. . abstractamente. isto é. podem.4. antes de mais. dispõe dos seguintes poderes (cfr. c) Revogar os actos praticados pelo delegado ao abrigo da delegação.º. b) Conjuntamente ao delegante e ao delegado.ou porque se esgotaram os seus efeitos. artigo 37. Espécies de procedimentos administrativos a) Procedimentos de iniciativa pública (de início oficioso. ou porque foram substituídas as pessoas do delegante ou do delegado.º do CPA. No conteúdo da delegação. o acervo documental que lhe dá corpo.1. n.º. continuando com competência para decidir.º do CPA): a) Orientar o exercício dos poderes delegados através de directivas e instruções. No direito administrativo português vigora a regra. Note-se. Delegação de assinatura. estando submetida ao mesmo regime jurídico. Sublinhe-se que o delegante não se despoja dos seus poderes através do acto de delegação. conceber-se duas distinções: — pode indicar-se quais as matérias em que o delegado pode tomar decisões ou especificar-se os poderes jurídicos que ele fica habilitado a exercer. O delegante.por caducidade . Extinção da delegação: Nos termos do artigo 40. por este estar ausente. — num caso como no outro.2.3. imposta pelo artigo 37. o responsável é o Comandante de Batalhão.0 2 do artigo 56. 37.3. da especificação positiva de poderes jurídicos.) e procedimentos de iniciativa particular (dependentes de requerimento deste). precisamente devido à irrelevância jurídica da vontade do delegado — o autor do acto é o delegante. Como por exemplo. 37. Noção de procedimento: a sucessão ordenada de actos e formalidades que visam assegurar a correcta formação ou execução da decisão administrativa e a defesa dos direitos e interesses legítimos dos particulares. 37. o Adjunto de Companhia assina no lugar do Comandante de Companhia. Regime jurídico da delegação: 37. 37. evitando-se assim qualquer risco de contradição.

artigo 56. 1. Disciplina.4. mesmo nos procedimentos de iniciativa particular. uma vez recebido. artigo 76.1. artigo 6.3.º grau (incidem pela primeira vez sobre uma situação da vida) e procedimentos de 2. 2ª fase: a instrução 46. O requerimento.º do CPA). O artigo 2. para não cair na mera conduta por boa fé.ª fase: o arranque do procedimento b) Pedidos de parecer – são opiniões técnicas solicitadas a especialistas em determinadas áreas do saber ou a órgãos colegiais consultivos. A boa fé na administração objectivamente: a boa fé é objectivamente um padrão objectivo de comportamento (modelo de comportamento) é um critério normativo da sua avaliação. — o princípio da prossecução do interesse público e da protecção dos direitos e interesses dos cidadãos (cfr. inspecções. Nos procedimentos de iniciativa pública há que cumprir o dever fixado no artigo 55. 45. avaliações. b) Âmbito material (enumeradas nos n. que confere ampla liberdade ao órgão instrutor do procedimento. 44.º. Sobre o requerimento pode recair um despacho inicial do serviço.º 5. constantes dos artigos 3. O CPA não trata a circunstância. se o requerimento não satisfizer todas as exigências do artigo 74.2. Uma primeira parte dedicada aos princípios gerais. A codificação das regras do procedimento administrativo . 46. — o princípio da boa fé (cfr. bem mais do que o procedimento administrativo. d)Audição de pessoas . artigo 4. 46. uma segunda relativa aos sujeitos do procedimento e uma quarta.º). artigo 3. Se ocorrer alguma destas circunstâncias o requerimento poderá ser liminarmente arquivado.2.º grau (incidem sobre uma decisão administrativa anteriormente tomada). Esta fase do procedimento encerra-se com o saneamento do procedimento. d) Procedimento comum (regulado pelo CPA) e procedimentos especiais (regulados em leis especiais) 44. 46.3. do CPA).c) Procedimentos de 1.o Código do Procedimento Administrativo 44.º do CPA.º GRAU PARA A TOMADA DE UMA DECISÃO ADMINISTRATIVA 45.º 3. vistorias. As diligências instrutórias podem ser de quatro espécies: a) Exames. um tanto insólita. artigo 3. pois. regulando as formas da actividade administrativa. Os procedimentos de iniciativa particular iniciam-se a requerimento dos interessados.4. Na fase da instrução assumem particular relevo três princípios: — o princípio da legalidade (cfr.º do CPA: a comunicação aos interessados do início do procedimento.º 1.1. n. — o princípio da liberdade de recolha e apreciação dos meios probatórios. peritagens – cujo objectivo é a apreensão e compreensão da realidade.º-A). 6 e 7). — o princípio do inquisitório (cfr. 45. CAPÍTULO II A MARCHA DO PROCEDIMENTO COMUM DECISÓRIO DE 1. da sua Parte III. 45. c) Recolha e apreciação de documentos É a actividade instrutória mais comum. 45.º do CPA: — o princípio da legalidade (cfr.º do CPA: consiste na verificação de que não existem quaisquer problemas que obstem ao andamento do procedimento ou à tomada da decisão final.º). 2 e 3). A fase da instrução é aquela em que se procede à recolha e ao tratamento dos dados indispensáveis à decisão.º do CPA contém as regras que determinam o âmbito de aplicação do código: a) Âmbito subjectivo (enumeradas nos n. — aperfeiçoamento. É uma mera projecção da boa fé objectiva. podendo resultar de consequências jurídicas (favoráveis ao agente) da convicção. é obrigatoriamente objecto de registo. conhecida que é a tendência da nossa administração pública para se processar com base em (muitos) papéis.º a 12.2. que condiciona as diligências a promover a respectiva conformidade legal.º do CPA). previsto no artigo 83. a boa fé na administração juridicamente: tem que ser forçosamente conduzido a normas de comportamento e regras de conduta. uma convicção espiritual sobre estar em conformidade com o direito. consistindo no respectivo: — indeferimento liminar se o requerimento for anónimo ou ininteligível (cfr. a boa fé na administração subjectivamente: é essencialmente um estado de espírito. Princípios gerais do código.

o instrutor deve sempre fundamentar clara e completamente as razões que levam à não realização da audiência dos interessados. A falta de realização da audiência dos interessados. Existem dois tipos de situações em que a audiência dos interessados não se realiza ou pode não se realizar (cfr.º 2 do artigo 101. 3ª fase: a audiência dos interessados Neste relatório dá-se conta do pedido do interessado. Princípio da participação dialógica na formação da decisão administrativa. caso assim não faça.º e 102. CAPÍTULO III A DECISÃO EXPRESSA DO PROCEDIMENTO . 47.1.2. 47.º 2 do artigo 101 exige-se que a notificação forneça aos interessados os elementos necessários para que os interessados fiquem a conhecer todos os aspectos relevantes para a decisão.º. também sobre o sentido provável da decisão). 47. É obrigatória antes da tomada da decisão final (cfr.º 2.4. Esta fase inicia-se usualmente com o relatório do instrutor. artigo 100. — ou porque se perspectiva uma decisão favorável àqueles. — quando a realização da audiência possa prejudicar a execução ou a utilidade da decisão a tomar.º do CPA). a descoberto de qualquer das normas do artigo 103.1. do CPA). nomeadamente de pessoas que possuem informação relevante sobre os factos e as circunstâncias que podem operar como condicionantes da decisão administrativa. 4ª fase: a decisão (é um acto jurídico) 48. n. A decisão expressa e procedimento podem extinguir-se. — 47.º. gera a invalidade da decisão final.5. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 47. resumem-se as fases do procedimento e propõe-se uma decisão. No primeiro tipo incluem-se os casos em que a própria lei entende ser desnecessária a audiência: — quando a decisão seja urgente.º. oralmente ou em audiência pública. 1ª fase Particular Início 2ª fase Requerimento (pretensão) Instrução Oficioso Administração Ónus da prova Prova Averiguação/exames diligências Audiência prévia dos interessados 3ª fase 4ª fase Decisão Expressa Tácita Deferimento da pretensão (fim) Aceitação (fim) Indeferimento da pretensão Reclamação Recurso 48. Regra geral. No segundo tipo estão abrangidas as situações em que a lei autoriza o instrutor a dispensar a audiência: — ou porque os interessados já se pronunciaram sobre as questões relevantes para a decisão e sobre a prova produzida (e. acrescentaríamos agora nós. artigos 101. O direito à informação e os direitos de participação dos particulares no procedimento. artigo 100.º).A audição de pessoas.º do CPA). Em qualquer caso. No n.3. a decisão final será inválida. Esta decisão final. dependendo de escolha do instrutor (cfr. A audiência pode realizar-se por escrito. pelas razões já referidas relativamente ao n. é um acto administrativo por excelência.2. a audiência dos interessados realiza-se no termo da instrução. 48. o CPA estabelece regras para qualquer dos casos (cfr. 47. — quando o número de interessados seja tão elevado que torna impraticável a audiência. Artigo 103.

é depender a possibilidade de praticar um certo acto – e pressuposto de um acto de nomeação independente da vontade das pessoas. requisitos e pressupostos do acto administrativo mais restrito. etc.º do CPA). um órgão da Administração Pública se distingue o acto do regulamento administrativo. b) Os requisitos do acto administrativo são as exigências feitas pela lei O acto administrativo é um acto jurídico unilateral praticado no exercício de uma actividade administrativa pública e destinado a produzir efeitos. uma vez que duas pessoas não podem estar simultaneamente providas no mesmo 53. b) Elementos objectivos: b) A definitividade vertical.e pelas cláusulas acessórias que possam definitivo aos actos administrativos praticados por órgãos que não se encontram submetidos existir -condições. etc.2.º 5. Um acto. 54. desprovido pessoas.54. que apenas constitua uma decisão administrativa em sentido próprio. ou ainda que exclui um interessado de um procedimento em curso.º 3. sentido em que aponta precisamente o referido artigo 120. em que este se destina a regular que seja competente. 56. . «aguarde melhor d) Elementos formais: oportunidade». supra) – é procedimento. o caso do autor. Estrutura do acto administrativo lugar. característica do acto administrativo que põe termo ao pública. O acto administrativo definitivo a) Elementos subjectivos: 56. segunda parte.os motivos do acto administrativo são as razões de decidir do seu autor (porquê?). da CRP e 124. apenas pode ser determinado atendendo ao contexto procedimental em . Um facto é uma alteração da realidade no tempo.constituem o fim do acto administrativo os objectivos que com ele se prosseguem referidos.º do CPA). etc. artigos 267. Elementos.º 3. três planos de análise: .º. da (Artigo 120. Acto administrativo – factor de delimitação do objecto do recurso contencioso c) A notificação dos actos administrativos (cfr. por outro lado. 50.2.o c) A definitividade material. procedimento administrativo ou a um incidente autónomo deste. em regra um órgão da Administração Pública. cuja exigência restringe o carácter voluntária .a forma do acto administrativo é o modo de exteriorização da vontade que foram proferidos.o autor do acto administrativo é um órgão da Administração Pública. O acto definitivo é o acto de autoridade por excelência que se decompõem em .º do CPA). O princípio da tripla definitividade em que somente seja considerado c) Elementos funcionais: definitivo isto e. característica do acto administrativo que define a terreno expropriado. Das formalidades em especial ADMINISTRATIVO . característica do acto administrativo ligada ao modelo .o destinatário do acto administrativo é um particular ou outra pessoa colectiva a) A definitividade horizontal. Conceito de acto administrativo b) A fundamentação dos actos administrativos (cfr.º e 125.entendida nos termos supra referidos .). jurídicos numa situação individual e concreta. e 100. o . da CRP. artigos 268. depende da vontade das para um lugar da Administração Pública que esse lugar se encontre vago.º n. administrativa. As principais formalidades prescritas pela lei são: a) A audiência dos interessados (cfr. O Acto Administrativo destina-se a regular a situação individual e concreta. artigos 268. . 50.o objecto (mediato) do acto administrativo é a realidade sobre que o acto incide . É conveniente ter em consideração que nem sempre o significado de um acto administrativo e claro e unívoco: o sentido de actos como «visto».º n. de titular. situação jurídica da Administração Pública perante um particular ou deste perante aquela. ao poder hierárquico de outros órgãos. situações gerais. O procedimento administrativo – sucessão ordenada de actos – como num sentido 55. CRP e 66.as formalidades do acto administrativo são ritos destinados a garantir a correcta formação ou execução da vontade administrativa ou o respeito pelos direitos e interesses dos particulares. acto administrativo que se apresentar como tal cumulativamente nos três planos de analise .o conteúdo (ou objecto imediato) do acto administrativo é integrado pela conduta hierárquico de organização dos serviços públicos. surgindo como a conclusão do a) Os elementos do acto administrativo são os «componentes» do acto (v. isto é. primeira parte. de onde relativamente a cada elemento do acto – por exemplo. (para que. a esplanada cuja instalação na via pública foi licenciada. termos. c) Os pressupostos do acto administrativo são as situações de facto de que a lei faz Não confundir acto com facto.1. 56.º n. em que o acto se confunde com a decisão.0 do CPA).1.

e actos permissivos.2. supra). Os actos impositivos podem ser: Conferem ou Subverção . reduzem encargos Actos . Licença 58.a dispensa. verticalmente definitivo.a delegação. através da qual um órgão da Administração Pública atribui a um particular o direito de exercer uma actividade privada relativamente proibida por lei. talvez (seria mesmo. Isenção .a concessão. Delegação .a licença. 58. Suspensão Modificativos . que aplicam sanções. Os actos permissivos podem conferir ou ampliar vantagens.2. que sujeitam o destinatário a um sacrifício (ex: expropriação por Dispensa Escusa Eliminam ou utilidade pública). mecanismo do. seja em atenção a outro interesse público (isenção). . de que decorrem direitos e deveres. que legitima o incumprimento de uma obrigação legal. o acto secundário tem por objecto um acto primário anterior. actos que impõem uma conduta.2. por meio da qual um órgão da Administração Pública transfere para um particular o desempenho de uma actividade pública. sim nem que não – diria. a Administração Púbica teria um meio prático de cercear – as garantias dos.2.directivas. positiva (ordens) ou negativa ampliam vantagens Concessão (proibições). considerado o. Comandos Impositivos Directivas 58. Conversão . Entre os primeiros contam-se: Integrativos Aprovação .Se um acto de significado polivalente ou ambíguo. for notificado ao interessado no termo do procedimento administrativo.comandos.2.juízos. pela qual um órgão da Administração Pública atribui a um particular Ratificação sanação Sanadores uma quantia em dinheiro destinada a custear a prossecução de um interesse público Reforma Secundários específico. através da qual um órgão da Modificação s.a renúncia. Ratificação confirmativa .a admissão.2. que são actos de qualificação (ex: classificações e notações). por via da qual um órgão da Administração Pública investe um Desintegrativos Revogação particular numa categoria legal. Administração Pública possibilita o exercício de algumas das suas competências por parte Rectificação de outro órgão ou agente a quem a lei também as confere (v. sem satisfazer a pretensão apresentada -por. cidadãos – não diria que. por via da qual um órgão da Administração Pública possibilita o Acto confirmativo exercício de um direito ou de uma competência de outrem. Homologação 58.a autorização. melhor para ela do que não dizer coisa nenhuma. Actos primários e actos secundários: enquanto que o acto primário incide Actos ablativos sobre uma situação da vida.1. seja como forma de procurar garantir o respeito pelo (ver actos secundários no ponto 68) princípio da imparcialidade da Administração Pública (escusa).2. VALIDADE E EFICÁCIA TIPOLOGIA DOS ACTOS ADMINISTRATIVOS . Tipologia dos actos administrativos primários Actos punitivos 58.1.a subvenção. Renúncia 58. através da qual a Administração Pública se despoja da titularidade de um direito disponível.actos ablativos.actos punitivos. uma decisão negativa. Os actos primários dividem-se em: actos impositivos. que j -a foi objecto de estudo. aquele tem necessariamente o sentido de um indeferimento.2. . que Autorização Primários possibilitam ao destinatário a adopção de um comportamento positivo ou negativo.2. A não se entender assim. «acto tácito»). CAPÍTULO IV . que impõem uma conduta ou sujeitam o destinatário a certos efeitos jurídicos. ou eliminar ou Administrativos reduzir encargos. Juízos 58. . Entre os actos permissivos que eliminam ou reduzem encargos distinguem-se: .s.1. que determinam o resultado a atingir mas deixam liberdade quanto aos Admissão Permissivos meios a utilizar.

Noções Gerais Validade do acto administrativo é a aptidão intrínseca do acto para produzir os efeitos jurídicos correspondentes ao tipo legal a que pertence. 63. está sim em usurpação de poder. consideradas as causas de invalidade do acto. .qualquer tribunal ou órgão da Administração Pública pode declarar a nulidade. Regime da nulidade (cfr. Requisitos de eficácia a) A publicidade do acto.º CPA). a) Vícios orgânicos: .2).3. em tribunal.por coacção: exemplo: é quando o órgão decisor é obrigado a agir/decidir de determinada maneira.pelo erro: exemplo: erro na decisão a um requerimento. é um acto de nulabilidade.2. se ela entrar na área da PJ. b) A aprovação tutelar do acto. Artigo 134. c) Vícios materiais: . . toma uma decisão errada.a sentença judicial que declare a nulidade tem natureza declarativa. Os vícios da vontade Uma vontade administrativa pode deformar-se: . 61. . As duas causas geralmente admitidas da invalidade são a ilegalidade e os vícios da vontade. o direito fundamental de resistência.vícios de forma relativa (corresponde à anulabilidade) – aqui não é posta em causa a validade da decisão. nesta matéria. Eficácia do acto administrativo é a efectiva produção de efeitos jurídicos.pelo dolo: exemplo: concurso numa empresa. A invalidade do acto administrativo é o juízo de desvalor emitido sobre ele em resultado da sua desconformidade com a ordem jurídica. leva nos a sugerir. 62. . Requisitos de validade a) Quanto aos sujeitos: . tal ilegalidade pode revestir. Regimes de invalidade 63.a nulidade é insanável e o acto nulo é passível de impugnação contenciosa 63. Aqui o erro é anulável. cidadãos. este for simultaneamente anulável e nulo.vícios de forma absoluta (corresponde à nulidade) – falha de data ou de outro elemento que põe em causa a nulidade da decisão. Mas isto não é da sua competência. Aqui o dolo é anulável.competência do autor do acto. A ilegalidade do acto administrativo é tradicionalmente apreciada entre nós através da verificação dos chamados vícios do acto.o desvio de poder (corresponde à anulabilidade) – traduz-se no exercício de um poder descricionário por um motivo principalmente determinante desconforme com a finalidade para que a lei atribui tal poder.a violação de lei consiste na discrepância entre o objecto ou o conteúdo do acto e as normas jurídicas com que estes deveriam conformar-se. . o .º b)] – exemplo: a GNR só . por funcionários públicos confrontados com um acto nulo o direito de desobediência e aos via da prática de acto incluído nas atribuições do poder judicial ou do poder legislativo. A invalidade do acto administrativo – suas causas 63. em circunstâncias idênticas. este. Exemplo: um juiz.1. .observância da forma legal.a incompetência – consubstancia-se na prática por um órgão de uma pessoa seguinte regime: colectiva pública de um acto incluído nas atribuições de outra pessoa colectiva pública (incompetência absoluta – corresponde à nulidade [artigo 133.identificação do destinatário do acto.º a)) – consiste na .4. amigo de A é funcionário da empresa. vicia o concurso para que amigo A entre na empresa. modalidades típicas que Se. b) Quanto à forma: . ilimitada no tempo. que é do mesmo grupo de poder.cumprimento das formas essenciais (ver ponto 54. está em incompetência absoluta) ou na competência de outro órgão da mesma pessoa colectiva (incompetência relativa – corresponde à nulidade – por exclusão de partes. resolve legislar. 63. em consequência da sua conformidade com a ordem jurídica. . b) Vícios formais – consiste na carência de forma legal: . A boa estruturação do ordenamento jurídico. A coacção pode ser física ou psicológica. c) Quanto ao fim. assiste aos ofensa por um órgão da Administração Pública do princípio da separação de poderes.º do CPA): .por incapacidade acidental: exemplo: uma pessoa que se encontra numa depressão e com estados momentâneos de amnésia. 64.DO ACTO ADMINISTRATIVO 60.2. tem competência no que diz respeito a crimes que vão até penas de 5 anos.a usurpação de poder (corresponde à nulidade – artigo 133. 64. prevalecerá o regime da nulidade. inclui-se no artigo 135. A incapacidade acidental é anulável. .

65. .a ratificação sanação – é exemplo o acto praticado por aquele a quem a lei de habilitação atribui competência delegada. mas não o declara nulo em termos vinculativos para a autoridade que a praticou. . quando afinal a lei o exigia o erro cometido pelo autor do acto redunda na ilegalidade deste. . são das seguintes espécies: . É o caso também dos erros de facto e de direito sobre os pressupostos. o direito de resistência. pressupõe um procedimento que corra perante. por um outro órgão. nem aos cidadãos.a) a declaração administrativa erga omnes (contra todos) . . mas em vista de cumprir a opção ou decisão que se julga resultar vinculadamente dela.2. Os actos integrativos – visam completar um acto administrativo anterior: . pelo que o acto somente pode ser anulado dentro de certos prazos. isto é.apenas os tribunais administrativos podem anular um acto administrativo. Tipologia dos actos administrativos secundários Os actos administrativos secundários.a anulabilidade sana-se pelo decurso do tempo. . b) a declaração de nulidade por órgão administrativo tem de ser entendida como um acto administrativo impugnável contenciosamente.não assistem. Comentário ao Artigo 135.º do artigo 133. O regime da nulidade (artigo 133. b) aos actos para os quais uma norma legal estabeleça tal consequência. que levam à invalidade por falta dos pressupostos legalmente exigidos. outros órgãos poderão desaplicar o acto num caso completo sobre a sua alçada. . Os actos sanadores – visam eliminar a invalidade de acto administrativo anteriormente praticado. excepcionalmente competente. a declaração administrativa de nulidade.3. O regime da anulabilidade aplica-se a todos os restantes actos administrativos inválidos (cfr. c) qualquer tribunal pode desaplicar o acto nulo em processo que perante ele corra.a sentença judicial de anulação tem natureza constitutiva.º do CPA. E a verdade é que até haverá muito pouco espaço para a consideração de erros próprios na formação da vontade administrativa: as hipóteses mais consistentes que vêm aí sendo enquadradas. estamos perante um erro impróprio. Nulidade de um acto.a conversão – Quando aproveita os elementos válidos de um acto administrativo anterior para com eles construir um novo acto.º do CPA se se tratar de erro na formação da vontade – e ele incide sobre um dos requisitos de legalidade do acto administrativo. c) aos actos contidos na enumeração exemplificativa do n. Artigo 136. de certeza absoluta.a ratificação confirmativa – acto através do qual o órgão normalmente competente em certa matéria exprime a sua concordância com um acto praticado nessa mesma matéria. este legal. sem que o delegante haja autorizado o exercício de tal competência. .a aprovação – confere eficácia a uma decisão que era ineficaz. que incidem sobre um acto administrativo anterior. repartem-se pelas seguintes categorias: 68. CAPÍTULO V OS ACTOS SECUNDÁRIOS A EXTINÇÃO DO ACTO ADMINISTRATIVO 68.2. ou no confronto.o acto anulável é eficaz até ser anulado. .º do CPA Questiona-se muito se o erro também é. em circunstâncias extraordinárias. . ditada por razões de segurança e certezas jurídicas.a reforma – aproveita a parte não afectada por ilegalidade de um acto administrativo anterior.º do CPA) 67. Sanação dos actos anuláveis A sanação consiste na transformação de um acto anulável num acto válido ou insusceptível de impugnação contenciosa.o acto confirmativo – reitera e mantém em vigor um acto administrativo anterior. 65. Regime da anulabilidade (cfr. mas por falta de fundamentação. então. a par da ilegalidade. Pensa-se na hipótese do acto ser praticado na convicção de existir no caso uma vinculação legal em certo sentido e. embora a anulação produza efeitos retroactivos ao momento da sua prática.3. mas só pode tornar-se caso julgado sobre a sua invalidade em recurso contencioso perante tribunais administrativos em processo. ou para terceiros.a homologação – confere a qualidade de decisão a um acto que não a tinha. aos funcionários públicos. se não quiser remeter as partes para o tribunal administrativo. 68. é a ilegalidade: julgando que um acto não carecia de fundamentação. 64. podem ser reportadas mais ou menos aparentemente aos casos de violação de requisitos legais de validade do acto administrativo. Âmbito de aplicação dos regimes da nulidade e da anulabilidade 65. . por confronto com a e) do n. do seu autor ou de órgão que esteja em posição supra ordenada em relação a ele (em termos de legalidade). afinal trata-se de um poder de escolha ou opção discricionária. e o que releva.º do CPA): . o direito de desobediência. no qual o autor do acto intervenha como contraponha. uma vez que o acto goza da chamada presunção de legalidade até ser anulado. Hipótese em que pode ver-se ainda assim um desvio de poder – uma opção ou decisão tomada não em vista de melhor servir o fim da lei.º2 do artigo 133. fonte de invalidade do acto administrativo.1.º do CPA) aplica-se: a) aos actos que falte qualquer dos elementos essenciais. da sua anulabilidade – que causa de nulidade não é. Artigo 135.

de um acto administrativo anterior art.5.os regulamentos de polícia. ou se.4.Revogação fundada em invalidade. Forma do acto de revogação: . Espécies de revogação: a) Quanto à iniciativa: . 69. Actos administrativos cuja revogação é logicamente impossível: . se se tratar de acto da competência exclusiva do subordinado).1. extintiva ou “ex nune” – Quando faz cessar os efeitos do acto revogado para futuro. .º 150º do CPA.os regulamentos complementares ou de execução desenvolvem e detalham determinada lei.3. .º 143º do CPA. Critério do objecto: .Revogação “ab-rogatória” rogatória. Critério da projecção da eficácia: .a suspensão – quando paralisa temporariamente os efeitos de acto administrativo anterior art. .a modificação “stricto sensu” – quando substitui total ou parcialmente um acto administrativo art. pela própria natureza das coisas.os regulamentos independentes ou autónomos não se referem a nenhuma lei em especial.º 139º do CPA. .º 147 º do CPA. 69.4.Revogação anulatória ou “ex tune” . CAPÌTULO VII AS GARANTIAS DOS PARTICULARES 69.68.2. .Quando destrói retroactivamente os efeitos do acto revogado.os regulamentos de organização estruturam um aparelho administrativo. .2. CAPÍTULO VI O PROCEDIMENTO REGULAMENTAR 71. 68. b) Quanto ao fundamento: . 72. 72. .os regulamentos internos apenas produzem efeitos no interior da pessoa colectiva pública cujo órgão os editou.3. veja-se os pedidos de parecer legalmente estabelecidos quanto ao acto revogado – art.º 138º do CPA.os já anulados por um Tribunal Administrativo – art. . . são de três espécies: . A revogação em especial 69. operam restrições às liberdades individuais. não fizerem sentido relativamente a este. .º 142º do CPA. .Revogação fundada em inconveniência do acto revogado. que são os de maior importância. Põe em causa o equilíbrio entre o Princípio da prossecução do interesse público e o respeito pelos interesses dos cidadãos – compor um equilíbrio razoável entre estes dois propósitos é o objectivo fundamental de qualquer regime legal da Revogação. ao órgão que exercer tutela revogatória – art.Revogação provocada – art.Constitui regra a observância da forma devida e excepção a observância da forma efectiva – art. Aos superiores hierárquicos do autor do acto (salvo.º 148 º do CPA.º 144º do CPA. 72. Os actos modificativos – alteram actos administrativos anteriores. .Revogação espontânea ou retratação. Classificações: .1.a rectificação – quando corrige erros manifestos. . Espécies de regulamentos 72. A revogação (principal acto desintegrativo) – acto administrativo que visa destruir ou fazer cessar os efeitos de um acto anterior. materiais ou de cálculo. Regulamento administrativo: É um conjunto de normas jurídicas editadas por uma autoridade administrativa no exercício do poder administrativo. Competência para revogar pertence: Ao autor do acto. por iniciativa destes.os regulamentos externos projectam os seus efeitos nas esferas jurídicas de outros sujeitos de direito. c) Quanto aos efeitos: . 69. Excepcionalmente e nos casos previstos na Lei.os regulamentos de funcionamento incidem sobre os métodos de actuação de órgãos e serviços públicos.Formalidades a observar no acto de revogação – salvo se a Lei dispensar de forma diversa.os que não produzem efeitos (actos nulos ou inexistentes).Aplica-se o princípio da identidade ou paralelismo de formas do acto revogatório e do acto revogado.

Também o tratado da União Europeia – art.º 9/91.º 28º n.º 23º n. incluem:  Âmbito subjectivo de actuação – os poderes públicos – art.º 34º da lei 9/91.º 163º do CPA. as recomendações. GARANTIAS PETITÓRIAS – Que não pressupõem a prévia prática de um acto administrativo.º 165º do CPA.º 23º n.  Fundamentos – a ilegalidade ou o demérito – art.º 138º-E prevê a figura do Provedor de Justiça Europeu.  Característica essencial da intervenção – a falta de poder decisório – o Provedor de Justiça não pode revogar nem modificar actos administrativos – art. 38º e 23º da lei n. se este for necessário.art.  Prazo de decisão – 30 dias – art. aproveitando as próprias estruturas administrativas e os controlos de mérito e da legalidade nelas utilizados.º 9/91 de 09ABR. 212/75 e o art.  Garantias de mérito.os 23.  Garantias impugnatórias.º 158º n.art.º 164º do CPA. alterada pela Lei Nº 30/96 de 14AGO)  Garantias políticas  Garantias administrativas ou graciosas  Garantias contenciosas Garantias Administrativas – efectivam-se através dos órgãos da Administração Pública. seja por sua iniciativa.As garantias em geral e as garantias administrativas em especial Conceito e tipos: Garantias – São meios jurídicos de defesa dos particulares contra a administração pública. alínea a) do CPA.  Numa outra perspectiva. a eventual suspensão dos efeitos do acto objecto da reclamação depende essencialmente da circunstância de não caber recurso contencioso do acto de que se reclama – art.º 1.  O DIREITO DE QUEIXA PARA O PROVEDOR DE JUSTIÇA – O Provedor de Justiça em Portugal só foi criado após o 25 de Abril através do DL.º n.  Efeitos – a reclamação somente suspende os prazos de recurso hierárquico.º 1 da CRP.º 23º da CRP de 1976 consagrou a figura. se do acto não couber recurso contencioso .º 2.  O Estatuto do Provedor de Justiça:  (Lei n.º 1 CRP e art. 22.  Princípios da actuação – o informalismo – art. O DIREITO DE DENÚNCIA – faculdade de chamar a atenção de um órgão da Administração Pública para um facto ou situação que este tenha a obrigação de averiguar.  Âmbito material da actuação – acções ou omissões – art. 20º n. com poderes para receber queixas apresentadas por qualquer cidadão da União. quando o objecto da denúncia é o comportamento de um funcionário ou agente da Administração Pública. existem garantias administrativas:  Garantias petitórias. alínea a) do CPA:  Carácter facultativo – art.º 1 da lei n.º 9/91.º 2.º 1 alínea a). o relatório anual e o recurso aos meios de comunicação social – art. O DIREITO DE REPRESENTAÇÃO – faculdade de alertar um órgão da Administração Pública responsável por uma determinada decisão administrativa para as consequências prováveis desta. encontramo-nos perante uma forma peculiar de denúncia  O Direito de Queixa O DIREITO DE OPOSIÇÃO ADMINISTRATIVA – faculdade de contestar decisões que um órgão da Administração Pública projecta tomar. isto é .  RECLAMAÇÃO – consiste no pedido de reapreciação do acto administrativo dirigido ao seu autor – art.  Instrumentos de actuação – as inspecções.  Prazo de interposição – 15 dias .  As garantias administrativas podem ser:  Garantias de legalidade.º 2º da lei n.º n. com o objectivo de que se proceda ao apuramento da responsabilidade disciplinar deste. e o contraditório – art.º 1 da lei 9/91 – A arma da persuasão.º 1 do CPA.º 9/91.º 161º n.º 1 CRP. os 21º n. por outro lado.  .º 162º do CPA.º 158º n. seja dando satisfação a pedidos que lhe tenham sido dirigidos por particulares.  Garantias mistas. GARANTIAS IMPUGNATÓRIAS – consubstanciam-se em meios de ataque a comportamentos administrativos:    DIREITO DE PETIÇÃO – faculdade de solicitar aos órgãos da Administração Pública providências que se considerem necessárias.

Recurso hierárquico facultativo – se o acto recorrido for susceptível de recurso contencioso – art. a menos que a competência do autor do acto seja exclusiva (caso em que o superior hierárquico carece de competência dispositiva sobre a matéria). que exerce sobre aquela um poder de superintendência ou tutela – art.º 174º do CPA.  Âmbito da decisão – o superior hierárquico pode sempre com fundamento nos poderes hierárquicos. confirmar ou revogar o acto recorrido ou.º 3 do CPA por  A aplicação subsidiária das regras relativas ao recurso hierárquico –  A extemporaneidade de recurso hierárquico necessário . Recurso hierárquico facultativo – idêntico ao do recurso contencioso.  Tramitação – a intervenção dos contra-interessados – art.art. o Aplicação subsidiária das regras relativas ao recurso hierárquico – artº 177º n. os 159º e 167º n.º 169º n.º 177º n.º 2 do CPA Carácter excepcional – art.º 1 do CPA  Efeitos – em princípio.º 171º do CPA.º 5 do CPA Natureza facultativa em princípio (existem alguns casos de recurso tutelares necessários – artº 177º n.acarreta a perda do direito de recorrer administrativos anuláveis.º 2 do CPA art.º 2 do CPA .º 176º n.º 176º n. contenciosamente de actos  RECURSO  Interposição – o recurso hierárquico é dirigido ao mais elevado superior hierárquico do autor do acto recorrido – art. o recurso hierárquico necessário suspende os efeitos do acto recorrido. TUTELAR – consiste no pedido de reapreciação de um acto administrativo praticado por um órgão de uma entidade pública dirigido a um órgão de outra entidade pública.  RECURSO HIERÁRQUICO IMPRÓPRIO – é o pedido de reapreciação de um acto administrativo dirigido a um órgão da mesma entidade pública a que pertence o autor do acto recorrido e que exerce sobre este um poder de supervisão – art. ainda. o mesmo não ocorrendo com o recurso hierárquico facultativo – art. correndo paralelamente a este – art.º 2 do CPA.º 168º n. a intervenção do autor do acto e a possibilidade de o recurso hierárquico ser por ele decidido – art.º 172º do CPA. declarar a respectiva nulidade.º 168º n.º 1 do CPA Recurso hierárquico impróprio determinação da Lei – art.º 159º e 167º n.º 177º n.º 176º n.º 176º do CPA  Espécies:   Recurso hierárquico necessário – se o acto recorrido for insusceptível de recurso contencioso.  Fundamentos – a ilegalidade ou o demérito do acto administrativo – art.º 2 do CPA superior hierárquico pode também modificar ou substituir aquele acto – art.º 3 e 4 do CPA  Prazo de decisão – 30 dias – art.º 2 do CPA Relação com os poderes de tutela – art.º 1 do CPA.º 167 n.º 2 do CPA  Espécies:  Prazos de Interposição:     Recurso hierárquico necessário – 30 dias – art.º 1 do CPA.º 175º do CPA.º 166º do CPA  Fundamentos – a ilegalidade ou o demérito do acto administrativo .º 2 do CPA. Recurso hierárquico por natureza – art. RECURSO HIERÁRQUICO – consiste no pedido de reapreciação do acto administrativo dirigido ao superior hierárquico do seu autor – art.º 177º n.os 159º e 167º n.º 170º do CPA. Fundamentos – a ilegalidade ou o demérito do acto administrativo – art.