DESENHO TÉCNICO

Alexandre Pereira Vieira

Definição
É um ramo especializado do desenho, caracterizado pela sua normatização e pela apropriação que faz das regras da geometria descritiva.

A importância do desenho técnico
O desenho técnico é utilizado como base para a atividade projetual em disciplinas como a arquitetura, o design e a engenharia. O desenho técnico, é a ferramenta mais importante num projeto, por ser o meio de comunicação entre quem projeta e quem fabrica. Nele constam todas as informações referentes ao projeto.

No seu contexto mais geral, o Desenho Técnico engloba um conjunto de metodologias e procedimentos necessários ao desenvolvimento e comunicação de projetos, conceitos e idéias e, no seu contexto mais restrito, refere-se à especificação técnica de produtos e sistemas. Com o desenvolvimento das tecnologias e dos sistemas de informação nas últimas décadas os processos e métodos de representação gráfica, utilizados pelo Desenho Técnico no contexto industrial, tenham também visto uma profunda mudança. Passou-se rapidamente da régua T e esquadro aos computadores, aos programas comerciais de desenho 2D assistido por computador e mais recentemente a uma tendência para a utilização generalizada de sistemas de modelação geométrica 3D.

Modalidades
Para cada área da tecnologia existe uma especialização diferente do desenho técnico, normalmente envolvendo normatização específica. Alguns exemplos são os que seguem: ■ Desenho mecânico - voltado ao projeto de máquinas, motores, peças mecânicas, etc. ■ Desenho arquitetônico - voltado ao projeto de arquitetura, desenho urbano, paisagismo, etc. ■ Desenho técnico de moda - voltado para desenhar a estrutura técnica das roupas sobre a numerologia do peso.

Materiais utilizados para desenho técnico

Escalímetro

O escalímetro é o instrumento que facilita o desenho e a interpretação das escalas. É uma peça de secção triangular, tendo, em suas arestas, graduações nas principais escalas: 1/100, 1/125, 1/20, 1/25, 1/50, 1/75. A partir dessas, pode-se obter outras:

Os artistas transmitem suas idéias e seus sentimentos de maneira pessoal. Um artista não tem o compromisso de retratar fielmente a realidade. O desenho artístico reflete o gosto e a sensibilidade do artista que o criou. Já o desenho técnico, ao contrário do artístico, deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. Para conseguir isso, o desenhista deve seguir regras estabelecidas previamente, chamadas de normas técnicas. Assim, todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas, ou seja, são normalizados. Cada área ocupacional tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas.

Normas Técnicas
As normas técnicas de cada país são elaboradas pelo seu organismo de normalização oficial. No Brasil, o responsável pela padronagem de todos os elementos, que envolvem o desenho técnico, chama-se Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT) ou Normas Brasileiras(NB).

Dimensões e formato do Papel
A ABNT normalizou o papel para desenho em formato da série “A”, cuja origem se dá a partir de um retângulo de 1m², denominada de A0. A subdivisão do A0 gera os demais formatos desta série, todos com medidas em milímetros (mm):

Formato Dimensão A0 A1 A2 A3 A4 840 X 1189 594 X 840 420 X 594 297 X 420 210 X 297

Dobradura e cercadura

Dobradura

Carimbo
Carimbo ou legenda tem como finalidade uniformizar as informações dos desenhos. Tem variação de acordo com o seu formato e estará sempre localizado no canto inferior direito da prancha. O carimbo deve conter as seguintes informações:

Nome do profissional ou Empresa Nome do cliente Tipo do projeto Endereço da obra

Data e escala No. da prancha Conteúdo da prancha local para assinaturas

Carimbo

Tipos de Linhas

Sistema de projeção
Sistema de Projeção Cônica: Este sistema é determinado pelo centro de projeção (fonte de luz) na posição finita e as projetantes, formando ângulos diferentes de 90º (noventa graus) com o plano de projeção. Ele gera desenhos tridimensionais (três dimensões do objeto: largura, comprimento e altura), denominados de perspectiva.

Sistema de projeção
Sistema de Projeção Cilíndrica Ortogonal: Este sistema é determinado pelo centro de projeção na posição infinita e as projetantes paralelas entre si, formando um ângulo de 90º (noventa graus) com o plano de projeção. Ele gera desenhos bidimensionais (duas dimensões do objeto), como: Plantas (largura e comprimento); Cortes (largura e altura ou comprimento e altura) e Fachadas

Planos Secantes

Escalas
A escala do desenho é a relação entre a dimensão do desenho e a dimensão do objeto real. Podemos mostrar tal conceito a partir da seguinte fórmula:

E = Dd / Do
E = Escala Dd = Dimensão do desenho Do = Dimensão do objeto real

Escalas
Considerando que a dimensão do desenho arquitetônico é sempre menor que a dimensão do objeto, temos, então, a escala de redução, ou seja, se um desenho tem escala numérica (1/100) isto significa que para 1 (um) segmento “X” do desenho, é necessário 100 (cem) segmentos “X” para dar o tamanho real do objeto.

E = 1 / 100 = D / OR = X / 100X
Diz-se, portanto, que o desenho é cem vezes menor que o objeto real.

Exemplo
Em que escala foi desenhada uma janela com 1,50 m, sabendo que o desenho está com 3,0 cm? R: aplicando E = Dd / Do; temos E = 3/150; E = 1/50 O desenho é 50 vezes menor que o objeto real, portanto a escala é 1/50 ou 1:50.

Cotas
São medidas do objeto real, transferidas para o desenho através de linhas paralelas às superfícies, que se desejam dimensionar (linhas de cotas) e linhas perpendiculares a estas (linhas de extensão ou chamada), demarcando os limites das superfícies a serem dimensionadas. As cotas representam as dimensões do objeto real, nunca a dimesão do desenho, este mede-se através de régua. Para se obter informações de medidas do objeto arquitetônico, é necessário observar os seguintes desenhos: plantas (cotas de largura e comprimento do objeto real) e cortes (cotas de largura e altura, ou comprimento e altura do objeto real).

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