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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA

ETEC “RUBENS DE FARIA E SOUZA”

ENFERMAGEM EM CLINICA MEDICA E CIRURGICA I

Curso Técnico de Enfermagem – I Módulo PROFª / ENFª Zeni de L. Franco

ALUNO : ___________________________________________________________

SUMARIO
ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM TRATAMENTO CLINICO
INTRODUÇÃO -----------------------------------------------------------------------------------------------------------Direitos do Paciente PATOLOGIAS DO SISTEMA GASTRINTESTINAL Gastrite Aguda e Crônica ---------------------------------------------------------------------------------------------Ulcera Gastrica e Duodenal ------------------------------------------------------------------------------------------Constipação e Diarréia -------------------------------------------------------------------------------------------------Doença Hepática Associada ao Álcool -----------------------------------------------------------------------------Colelitíase ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Pancreatite ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------PATOLOGIAS DO SISTEMA RESPIRATORIO Pneumonia, Broncopneumonia --------------------------------------------------------------------------------------Doença pulmonar obstrutiva crônica --------------------------------------------------------------------------------PATOLOGIAS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR Hipertensão Arterial -----------------------------------------------------------------------------------------------------Angina Péctoris ----------------------------------------------------------------------------------------------------------Infarto Agudo do Miocárdio ------------------------------------------------------------------------------------------Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) --------------------------------------------------------------------------Flebite/ Tromboflebite ---------------------------------------------------------------------------------------------------PATOLOGIAS DO SISTEMA HEMATOLOGICO Anemias --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Leucemias -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------PATOLOGIAS DO SISTEMA ENDOCRINO Diabetes Melittus ---------------------------------------------------------------------------------------------------------Hipotireoidismo -----------------------------------------------------------------------------------------------------------Hipertireoidismo ----------------------------------------------------------------------------------------------------------PATOLOGIAS DO SISTEMA URINARIO Infecção do Trato Urinário (ITU) -------------------------------------------------------------------------------------Cistite / Uretrite -----------------------------------------------------------------------------------------------------------2 2 3 5 6 7 8 10 10 12 13 15 17 18 20 20 21 24 25 27 28 29 29

ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM TRATAMENTO CIRURGICO
INTRODUÇÃO -----------------------------------------------------------------------------------------------------------Classificação das Cirurgias ------------------------------------------------------------------------------------------Períodos da Assistência de Enfermagem ------------------------------------------------------------------------Periodo Pré Operatório ------------------------------------------------------------------------------------------------Pré Operatório Mediato -----------------------------------------------------------------------------------------------Pré Operatório Imediato ----------------------------------------------------------------------------------------------Pós Operatório Imediato ---------------------------------------------------------------------------------------------Pós Operatório Mediato ------------------------------------------------------------------------------------------------Terminologia Cirúrgica -------------------------------------------------------------------------------------------------Intercorrências Pós Operatórias -------------------------------------------------------------------------------------TERMINOLOGIA DE ENFERMAGEM --------------------------------------------------------------------------REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS--------------------------------------------------------------------------------30 30 31 31 32 33 33 34 35 38 39 62

Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco

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ENFERMAGEM EM CLÍNICA MÉDICA E CIRURGICA I ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM TRATAMENTO CLINICO
INTRODUÇÃO
Enfermagem é a arte de cuidar e a ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde. O conhecimento que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existencial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades. (Wikipédia). O que estuda a Clínica Médica? Estuda as diversas patologias que acometem o homem, seus sinais e sintomas, bem como os cuidados clínicos e de enfermagem que serão prestados para promoverem a recuperação da saúde. CLÍNICA: Vem do grego Kline = leito, acamado. MÉDICA: Vem do latim medicus = Cuidar de. A clínica médica compreende um grupo de especialidades médicas desenvolvidas dentro de uma unidade hospitalar, organizada segundo um conjunto de requisitos, onde o paciente internado é submetido a exames clínicos (anamnese), físicos, laboratoriais e especiais com a finalidade de definir um diagnóstico e, a seguir um tratamento específico.

OBJETIVOS      
Proporcionar atendimento integral ao paciente: físico, espiritual e psíquico. Remover e manter a saúde num alto nível de bem estar. Prevenir e curar as enfermidades. Modificar o curso da enfermidade. Modificar os efeitos da enfermidade de forma que a pessoa se conserve ativa Proporcionar, em caso de óbito, uma morte digna, com respeito, humanidade e o mínimo de dor.

DIREITOS DO PACIENTE
1. O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde. Tem direito a um local digno e adequado para seu atendimento. 2. O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve ser chamado pelo nome da doença ou do agravo à saúde, ou ainda de forma genérica ou quaisquer outras formas impróprias, desrespeitosas ou preconceituosas. 3. O paciente tem direito a receber do funcionário adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno para a melhoria de seu conforto e bem-estar. 4. O paciente tem direito a identificar o profissional por crachá preenchido com o nome completo, função e cargo. 5. O paciente tem direito a consultas marcadas, antecipadamente, de forma que o tempo de espera não ultrapasse a trinta (30) minutos.
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O paciente tem direito a informações claras. portador de algum tipo de anemia. por decisão livre. Deve consentir de forma livre. a duração do tratamento. O paciente tem direito a ter seu diagnóstico e tratamento por escrito. medicação. diagnósticos ou terapêuticas a serem nele realizados. O paciente tem direito de saber com segurança e antecipadamente. 17. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 3 . com dados sobre a origem. 12. 9. ou alérgico a determinados medicamentos (anestésicos. de forma clara e legível. adaptadas à sua condição cultural. a localização. O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser submetido à experimentação ou pesquisas. através de testes ou exames. sem que lhe sejam imputadas sanções morais ou legais.6. 8. O paciente tem direito de receber medicamentos básicos. exames. identificado com o nome do profissional de saúde e seu registro no respectivo Conselho Profissional.) antes de lhe serem administrados. sobre as ações diagnósticas e terapêuticas. ou com caligrafia perfeitamente legível. se existe necessidade de anestesia. 13. que mantenham a vida e a saúde. se o mesmo contém carimbo nas bolsas de sangue atestando as sorologias efetuadas e sua validade. 10. O paciente tem o direito de ter seu prontuário médico elaborado de forma legível e de consultá-lo a qualquer momento. penicilina. datilografadas ou em letras de forma. O paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos. 7. e também medicamentos e equipamentos de alto custo. este deverá ser renovado. de ter anotado em seu prontuário. que não é diabético. soro antitetânico. voluntária. No caso de impossibilidade de expressar sua vontade. 19. O paciente tem direito à sua segurança e integridade física nos estabelecimentos de saúde. O paciente tem direito de revogar o consentimento anterior. sulfas. O paciente tem direito de exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente esterilizado. conduta terapêutica e demais relatórios e anotações clínicas. no caso de estar inconsciente. Quando ocorrerem alterações significantes no estado de saúde inicial ou da causa pela qual o consentimento foi dado. Este prontuário deve conter o conjunto de documentos padronizados do histórico do paciente. 14. 21. simples e compreensivas. e com assinatura e carimbo contendo o número do registro do respectivo Conselho Profissional. 16. O paciente tem direito de receber explicações claras sobre o exame a que vai ser submetido e para qual finalidade irá ser coletado o material para exame de laboratório. 15. e se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos riscos e se existe probabilidade de alteração das condições de dor. 20. O paciente tem direito. O paciente tem direito de conhecer a procedência e verificar antes de receber sangue ou hemoderivados para a transfusão. princípio e evolução da doença. o consentimento deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis. sofrimento e desenvolvimento da sua patologia. consciente e esclarecida. etc. públicos ou privados. esclarecida com adequada informação. O paciente tem direito a ser esclarecido se o tratamento ou o diagnóstico é experimental ou faz parte de pesquisa. 18. qual o instrumental a ser utilizado e quais regiões do corpo serão afetadas pelos procedimentos. a qualquer instante. o que pode decorrer delas. a localização de sua patologia. O paciente tem o direito de receber as receitas com o nome genérico do medicamento (Lei do Genérico) e não em código. O paciente tem o direito de receber os medicamentos acompanhados de bula impressa de forma compreensível e clara e com data de fabricação e prazo de validade. 11. sangue ou hemoderivados. tipo e prazo de validade. raciocínio clínico. ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção.

23. inflamações. As visitas de parentes e amigos devem ser disciplinadas em horários compatíveis. 25. O paciente tem direito de exigir que a maternidade realize o "teste do pezinho" para detectar a fenilcetonúria nos recém. 32. exames laboratoriais e radiológicos. a família ou responsável.art. a parturiente poderá solicitar a presença do pai. 35. 26. 30. mesmo desconhecido pelo próprio cliente. mantenha a presença de um neonatologista. ou no ambiente onde está internado ou aguardando atendimento. mesmo após a morte. por local ou acompanhamento e ainda se quer ou não o uso de tratamentos dolorosos e extraordinários para prolongar a vida. desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública. O paciente tem direito a uma morte digna e serena. total ou parcial. mental e social e não somente a ausência de doenças ou enfermidades” (OMS). social e religiosa. podendo optar ele próprio (desde que lúcido). 27. (Portaria do Ministério da Saúde nº1286 de 26/10/93. 33. feriados ou durante greves profissionais. possa o profissional de saúde ter acesso e compreender através das informações obtidas no histórico do paciente. através da manutenção do sigilo profissional. causada por agentes externos ou não. 28. negligência ou imperícia dos profissionais de saúde. sem ônus e de fácil acesso. isquemias. O paciente tem direito à indenização pecuniária no caso de qualquer complicação em suas condições de saúde motivadas por imprudência. 24. Os segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que. Os familiares ou responsáveis devem ser avisados imediatamente após o óbito. inclusive alimentação adequada e higiênica. O paciente tem direito de exigir que a maternidade. padecimento. medicação. 34. exames. Em caso de parto. psicológica. é o estado resultante da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo. tanto nas consultas. desde que não comprometam as atividades médico/sanitárias.22. O paciente tem direito a órgão jurídico de direito específico da saúde. Pode ser: Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 4 . CONCEITOS   Saúde: “É o completo estado de bem estar físico. como nas internações. modificações genéticas. se desejar. O paciente tem direito de não sofrer discriminação nos serviços de saúde por ser portador de qualquer tipo de patologia. hemorragias. O paciente tem direito à assistência adequada. mesmo em períodos festivos. sequelas de trauma. O paciente tem o direito de não ter nenhum órgão retirado de seu corpo sem sua prévia aprovação. O paciente tem direito de ser resguardado de seus segredos.8º e nº74 de 04/05/94). além dos profissionais comumente necessários. 29. quer quando atendido no leito. 31. principalmente no caso de ser portador de HIV / AIDS ou doenças infectocontagiosas. estado este que pode cursar devido à infecções. O paciente tem direito à dignidade e respeito. Doença: ”Vem do latim dolentia. O paciente tem direito a manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades fisiológicas. internação e outros procedimentos médicos. O paciente tem direito de ter acesso às contas detalhadas referentes às despesas de seu tratamento. por ocasião do parto.nascidos. O paciente tem direito a acompanhante. neoplasias ou disfunções orgânicas”. O paciente tem direito de receber ou recusar assistência moral.

contendo pouco ácido e muito muco. Náuseas. Sintomas: São manifestações clínicas de alteração funcional. e não têm causa e/ou tratamento definidos. Ex: dor.  Náuseas e vômito. Perda de peso. sem resíduos e sem irritantes. Ela secreta pouco suco gástrico. a princípio. gastrite significa inflamação da mucosa gástrica.  Crônico-degenerativa .   Aguda .  Crônica . ingestão de drogas. suplementada por alcalinos.são situações de evolução lenta e gradual. corrosivos. Se os sintomas persistirem. comida condimentada ou infectada). em um período determinado para sua recuperação. Obstipação ou diarréia. A assistência objetiva o controle dos fatores desencadeantes. Pode ser decorrente de processos crônicos (complicações e/ou sintomas) e/ou infecciosos.  Soluços. geralmente assintomáticas. dispnéia. Ex: edema. Pode ser classificada em Gastrite Aguda ou Gastrite Crônica GASTRITE AGUDA Tem sempre um fator etiológico imediato: alcoolismo agudo. Tratamento O tratamento dessas formas de gastrite é essencialmente sintomático. PATOLOGIAS DO SISTEMA GASTRINTESTINAL       Sinais e sintomas comuns dos distúrbios gastrintestinais: Anorexia. Vômitos. Sangramento. Infecção: Nome que se dá à invasão no organismo de microrganismos patogênicos com relações orgânicas características.situação que se instala abruptamente.são problemas de longo prazo. devidos a distúrbios ou acúmulo de distúrbios irreversíveis ou estado patológico latente. Ressalte-se que a questão social e ambiental é importante fator de controle. É através do conjunto de sintomas que a doença pode ser reconhecida.  Anorexia. náuseas. Quadro Clínico  Sensações desconfortáveis no abdome. GASTRITE DEFINIÇÃO Na definição exata. produz sinais e sintomas logo após a exposição à causa. Podem ser:  Sintomas subjetivos: o que sente o paciente.  Cefaléia. prurido. Quando o paciente voltar a se alimentar. oferecer uma dieta branda. imprudência dietética (comer rapidamente. cianose.  Sintomas objetivos ou Sinais: o que se vê no paciente. apresenta evolução prolongada e sua resolução ocorre de maneira parcial. hiperemiada e sofre erosão superficial. pode ser necessária a administração de fluídos parenterais. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 5 . de não se permitir que o paciente se alimente pela boca até que passem os sintomas agudos. Consiste. Fisiopatologia A membrana mucosa gástrica torna-se edemaciada.

e jantar. Ingestão de bebidas. almoço. Uma barreira mucosa gástrica enfraquecida. e estresse emocional pode também influenciar no desenvolvimento de uma úlcera ou interferir na sua cicatrização. Quadro Clínico  Anorexia. em casos mais graves. Causas     Infecção por uma bactéria chamada Helicobacter pylori ( H. ÚLCERA GÁTRICA OU DUODENAL É a destruição da parede mucosa do estômago ou duodeno causada pela ação dos sucos digestivos. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 6 . principalmente de manhã. nos horários apropriados para desjejum.  Bulimia (aumento do apetite). apesar disso podem causar grande desconforto e dor. A falha em secretar ácido clorídrico (acloridria) provoca a perda de quase toda a função digestiva do estômago e.GASTRITE CRÔNICA Fisiopatologia Na gastrite crônica. A grande maioria das úlceras não é maior que um grão de ervilha.  Perda de peso.  Perda do apetite. secretando basicamente muco e água.  Náuseas e vômitos.  Controlar a alimentação:  Procurar se alimentar 3 vezes ao dia.  Náuseas.  Vômitos.  Eructações de gás. para combater o H. fumo. impedindo a destruição do estômago pelas suas próprias secreções. pylori ). a membrana mucosa do estômago se torna espessada e suas pregas ficam proeminentes. Tratamento É semelhante ao recomendado para Úlcera Péptica.  Azia (desconforto gástrico após comer). Tratamento  Antibióticos.  Gosto desagradável na boca. Uso constante ou indiscriminado de medicações para dor chamado de antiinflamatórios não esteróides (AINEs). fazer um lanche no meio da tarde. Barreira mucosa gástrica: É a capacidade da mucosa gástrica de conferir impenetrabilidade das secreções gástricas. evolui para a anemia perniciosa (falta de vitamina B12).  Caso o espaço decorrido entre o almoço e jantar for maior que 6 horas.  Antiácidos para neutralizar o ácido do estômago. Quadro Clínico  Sensação de dor tipo queimação ou vazio na região epigástrica. pylori. tendo como conseqüência a diminuição da secreção gástrica (ácido clorídrico). Pode durar durante minutos ou horas e geralmente alivia quando o paciente se alimenta ou faz uso de antiácidos. A dor geralmente ocorre entre as refeições e algumas vezes acorda o paciente durante a noite.  Medicações para bloquear a produção de ácido no estômago.

Eliminar fatores agravantes como o fumo, álcool, café, chá mate e chá preto, frituras, condimentos, refrigerantes e medicamentos irritantes.

Assistência de enfermagem  Repouso com redução do ritmo de trabalho e da ansiedade;  Supervisionar e encorajar a alimentação adequada;  Administrar medicamentos prescritos na hora certa. Complicações  Hemorragia: o sangramento pode ser lento causando uma anemia crônica e fadiga constante, ou rápida, se manifestando por hematêmese ou melena.  Perfuração: o suco digestivo e o ácido gástrico podem literalmente corroer a parede do estômago ou duodeno levando à perfuração, provocando uma dor intensa, aguda, com necessidade de cirurgia de urgência pela presença de uma peritonite.  Obstrução Pilórica: a presença da inflamação crônica de uma úlcera pode causar um edema local e cicatrização, levando à diminuição do espaço por onde o alimento passa, provocando vômitos tardios e emagrecimento.

CONSTIPAÇÃO E DIARRÉIA
CONSTIPAÇÃO Significa o movimento lento das fezes pelo intestino grosso e está sempre associada com grandes quantidades de fezes secas e duras no cólon descendente. Algum estudo epidemiológico tem demonstrado que 95% da população têm uma freqüência das evacuações entre 3 vezes ao dia a 3 vezes por semana. Por esse motivo, uma definição usual de constipação é a freqüência de evacuações inferior a 3 vezes por semana. Obstipação: Ausência de excreção intestinal (fezes). Causas         

Ingestão insuficiente de fibras na dieta; Inatividade física; Contenção voluntária não obedecendo ao reflexo da evacuação; Uso abusivo ou crônico de laxantes. Indisponibilidade de um banheiro; Condições de trabalho desfavoráveis; Viagens; Imobilidade (pacientes acamados). Secundária à idade avançada, doenças ou medicações:  Ocorrem em indivíduos idosos, por flacidez das paredes do cólon e diminuição da resposta aos estímulos;  Decorrentes de doenças como depressão, obstruções orgânicas (tumores, estenoses);  Decorrentes de doenças metabólicas ou sistêmicas (hipo ou hipertireoidismo, diabetes);  Decorrentes do uso de medicações (antidepressivos, antiácidos, antiespasmódicos, diuréticos, antiinflamatórios). Idiopáticas: de causa desconhecida.

Quadro Clínico Alterações da cor, consistência e na facilidade de expulsão das fezes, que podem ser mais escuras, mais duras e difíceis ou dolorosas ao serem eliminadas. Tratamento Tratamento Comportamental

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Alimentação: é fundamental que o paciente se habitue a seguir um regime alimentar rico em fibras (20 a 30 g/dia);  Ingestão de líquidos (6 a 8 copos de água ou 1500 ml por dia);  Atividade física não extenuante, (como caminhar diariamente durante 45 minutos);  Recomendação de obediência ao reflexo da evacuação. Tratamento Medicamentoso  Incrementadores do bolo fecal: são substancias que aumentam o bolo fecal, diminuindo a consistência e facilitando a evacuação (fibras alimentares, metamucil);  Lubrificantes: são substancias oleosas, não digeridas pelas enzimas humanas, que facilitam o deslizamento das fezes. Não são recomendados para uso prolongado. O mais comum é o óleo mineral;  Agentes osmóticos: aumentam o peristaltismo do intestino delgado e grosso. São os sulfatos, fosfatos, sais de magnésio. Para uso temporário, pois podem determinar alterações hidroeletrolíticas severas;  Laxantes: são substancias com ação direta nos plexos mioentéricos, aumentando o movimento propulsivo em massa apenas do intestino grosso, não determinando alterações hidroeletrolíticas (ducolax);  Evacuantes retais: para uso ocasional, a fim de estimular a eliminação de fezes acumuladas na ampola retal. São os supositórios de glicerina ou por enemas glicerinadas ou salinas. DIARRÉIA É o oposto da constipação. Resulta do movimento rápido de matéria fecal pelo intestino grosso, aumentando a freqüência, fluidez e/ou volume das fezes. Causas   

Infecção do trato gastrintestinal (enterite); Ulceração ou infecção localizada na parede intestinal, tornando a mucosa irritada, aumentando a taxa de secreção e também a motilidade da parede intestinal; Intoxicação alimentar (Stafylococus aureus).

Quadro Clínico  Hiperemia da mucosa intestinal;  Aumento da secreção mucosa;  Desidratação e fraqueza;  Fezes marron-acinzentadas e mal cheirosas;  Cólicas abdominais, distensão, ruídos intestinais (borborigmo);  Anorexia e sede;  Tenesmo (dor ao evacuar). Tratamento Administração de antidiarreicos para retardar a passagem do alimento pelo intestino. Assistência de Enfermagem  Remover fatores causais, tipo stress e certos alimentos;  Administração de fluídos via parenteral em casos de desidratação;  Administrar medicamentos prescritos;  Passar talco ou emolientes para evitar escoriação da pele;  Manter roupas de cama e de vestir secas e limpas;  Higiene íntima após evacuação.

DOENÇA HEPÁTICA ASSOCIADA AO ÁLCOOL
O alcoolismo é um problema que afeta milhares de brasileiros. Os homens são mais atingidos que as mulheres. A maioria das pessoas que consomem álcool não sofre danos significativos no fígado. Entretanto, o consumo crônico e/ou excessivo de álcool pode causar uma variedade de problemas hepáticos. O porquê algumas pessoas que ingerem álcool têm doenças
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hepáticas e outras não ainda não está bem esclarecido, mas alguns predisposição genética. As mulheres são mais sensíveis aos efeitos do menores de DHL (desidrogenase lática) que é responsável pela digestão quantidade deste que chegará a corrente sanguínea. Por isso a maioria efeitos do álcool com menor quantidade ingerida. ESTEATOSE HEPÁTICA

estudos apontam para álcool, pois tem níveis do álcool, diminuindo a das mulheres sente os

É o acúmulo de gordura no fígado. Pode ocorrer em pessoas que fazem consumo constante de bebidas alcoólicas e não são obrigatoriamente alcoólatras. Existe um acúmulo de pequenas bolsas de gordura no tecido hepático, levando a um aumento do volume do fígado. Exames de sangue podem identificar danos precoces ao fígado. Quando a ingesta de álcool é interrompida, a esteatose hepática desaparece e o fígado se recompõe totalmente. HEPATITE ALCOÓLICA É uma condição grave, onde o fígado foi bastante danificado pelos efeitos do álcool. O fígado está inflamado, causando a morte de múltiplas células hepáticas e, mesmo depois de curada, deixa cicatrizes permanentes no fígado chamadas de fibroses. A hepatite alcoólica é uma doença que pode oferecer risco de vida e requer hospitalização. Quadro Clínico  Fraqueza;  Febre;  Perda de peso;  Náusea e vômitos;  Dor sobre o local do fígado. Tratamento Com o tratamento adequado a hepatite alcoólica melhora, porém as cicatrizes permanecem para sempre. CIRROSE HEPÁTICA É uma doença caracterizada pela proliferação de tecido fibroso no fígado, de etiologia desconhecida. São episódios de necrose das células hepáticas, que vão sendo substituídas por tecido fibroso em quantidade que com o tempo pode exceder a de tecido hepático funcionante. Tem evolução lenta. Causas    

Alcoolismo (consumo diário de álcool de 20-40g nas mulheres e 80g nos homens, leva ao desenvolvimento de cirrose em 10 anos); Hepatite por vírus; Esquistossomose; Ingestão de substâncias químicas como arsênio, fósforo.

Quadro Clínico Precoces      Tardios    Ascite e edema; Melena e hematêmese; Icterícia;

Anorexia; Náuseas e vômitos; Febrícula; Flatulência; Distúrbios intestinais (constipação ou diarréia);

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PANCREATITE É a inflamação do pâncreas e pode manifestar-se de forma súbita (aguda) ou de forma contínua (crônica). Esplenomegalia. constante e geralmente acompanhado de febre. Anemia. Neste caso a cirurgia é realizada com uma incisão que pode variar de tamanho.      Hepatomegalia.  Coledocolitíase: é o resultado da migração de uma pedra de dentro da vesícula biliar para o canal da bile. Tratamento Dirigido especificamente às diferentes causas. geralmente tipo cólica. Púrpuras e desequilíbrio hormonal.  Náuseas e vômitos.  Colecistectomia videolaparoscópica.  Colangite e Pancreatite: são as complicações mais graves secundárias à migração das pedras para o canal da bile. depressão. pois a bile fica impedida de chegar ao intestino.  Preparar o paciente para exames. delírios. Complicações  Cólica biliar: ocorre quando uma das pedras fica presa na saída da vesícula impedindo o fluxo da bile. Assistência de enfermagem  Manter repouso no leito. Quadro Clínico  Dor abdominal intensa. provocando a dor. Nestes casos o paciente fica ictérico.  Suspensão dos fluídos orais. com aspiração. Fraqueza. provocando inflamação aguda da vesícula biliar com dor intensa no quadrante superior direito do abdome. PANCREATITE AGUDA Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 10 . Há um esforço da mesma para expelir a pedra.  Preparar o paciente para cirurgia. localizada no quadrante superior do abdome. levando a uma distensão importante da vesícula. Convulsões. O paciente permanece internado em média 3 dias e necessita de um tempo de recuperação para voltar à plena atividade física em 30 dias.  Colecistite aguda: quando a pedra permanece na saída da vesícula por um período prolongado.  Dor abdominal alta excruciante que se irradia para o dorso ou ombro direito (obstrução de vias biliares).  Controle de sinais vitais a cada 4 hs. desde 12-15cm até 30cm (valores aproximados). acumulando-se no fígado e sangue. forma e consistência. Esses cálculos se formam „a partir de constituintes sólidos da bile e variam muito de tamanho. Tratamento  Colecistectomia convencional.  Introdução de uma SNG. é a presença de cálculos na vesícula biliar. COLELITÍASE Também chamada de “colecistite calculosa”. ou aberta. coma e morte.  Administrar medicações conforme prescrição.

Tumores que obstruem os canalículos do pâncreas.  Medicamentos. É indicado. determinada pela mudança das características das fezes.  Uso de antiácidos. Tratamento  É indicada a manutenção do jejum para inibir a estimulação e secreção de enzimas pancreáticas. caso seja preciso.  Esteatorréia. Níveis elevados de colesterol e triglicérides.  O tratamento cirúrgico consiste em remover total ou parcialmente o pâncreas. Traumatismo pancreático. Tratamento  Abstinência do álcool e o encaminhamento do indivíduo a um programa de apoio.  Perda de peso: varia conforme os períodos de dor. extremidades frias e sudorese. Costuma ser intensa e contínua. Quadro Clínico  Dor severa que se inicia subitamente na região epigástrica.  Icterícia. durando horas ou dias. Pode cessar espontaneamente e passar por longos períodos de calmaria. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 11 . PANCREATITE CRÔNICA Caracteriza-se pela perda progressiva do tecido pancreático. a menos que estejam presentes complicações como os pseudocistos (coleções de secreções pancreáticas).  Ingestão de uma dieta balanceada. Melhora quando o paciente senta ou se inclina para frente. após excesso de ingestão alimentar ou de bebida alcoólica. hipotensão. Fatores genéticos. A sonda nasogástrica aberta objetiva aliviar náuseas e vômitos. desorientação. que se localiza principalmente no epigástrio e hipocôndrio esquerdo.  Icterícia. são administrados conforme prescrição. É aliviada por sedativos e anti-espasmódicos e agravada pelo decúbito dorsal. desencadeada pela má absorção de gorduras. entre outros. como analgésicos.  Vômitos. Quadro Clínico  Dor. ocorrendo em cerca de 50% dos casos. A pancreatite crônica não significa o desenvolvimento da forma aguda da doença. Deve-se administrar insulina. antibióticos e antiácidos. Causas       Pedras da vesícula que se deslocam e impedem o escoamento das substâncias produzidas pelo pâncreas. O excesso do consumo de álcool é um dos fatores desencadeantes da dor.  Febre. com presença de fibrose e lesões anatômicas irreversíveis.  Casos mais graves podem apresentar choque: taquicardia. devido à compressão do colédoco. já que essa pode ser agravada pela alimentação. o aporte calórico será mantido pela nutrição parenteral total (NPT). em casos de necrose ou de grave infecção bacteriana. Irradia para a reborda costal. piorando ao andar e deitar. Pode ser acompanhada por náuseas e vômitos. Caso seja necessário.É definida como um processo inflamatório agudo do pâncreas.  Hiperglicemia: aparece como terceiro sinal em freqüência. Ingestão abusiva de álcool e de alguns medicamentos como corticóides e imunodepressores. náuseas.

Explicar a finalidade e importância do jejum. sudorese e calafrios. Pesar diariamente. fétido. mal estar. para o alívio da dor. fraqueza. fino e mucóide. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 12 . quando conhecidos: bacteriana. acompanhada de dor torácica ou não. O escarro deve ser avaliado quanto à quantidade e características (purulento. Dor torácica: Pode ser aguda. Hemoptise: É a expectoração com sangue proveniente do trato respiratório. Medir a circunferência abdominal. deve ser orientada quanto à auto-aplicação de insulina. fúngica ou gordurosa. O sangue vindo dos pulmões é geralmente vermelho vivo. Assistência de enfermagem Tem um papel fundamental no tratamento do cliente/paciente com pancreatite.              Administrar analgésico. A pleura parietal (que recobre o tórax e o diafragma) é rica em nervos sensitivos.     Os sintomas constitucionais de doença respiratória são: anorexia. como fumo. que estão relacionados com a duração e a gravidade da doença. brilhante e espumoso. Ela varia desde um escarro com estrias sanguíneas até uma grande e súbita hemorragia. As doenças pulmonares nem sempre produzem dor torácica. conforme prescrição. mantendo os lábios umidificados. Realizar higiene oral. PATOLOGIAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO As principais manifestações das doenças respiratórias são:  Tosse: Resulta da irritação da membrana mucosa em qualquer ponto do trato respiratório. Manter aberta e pérvia a sonda nasogástrica. ela deverá ser encaminhada a um programa de educação para o auto-cuidado e. intermitente ou surda. fumaça. ao receber alta hospitalar. PNEUMONIA / BRONCOPNEUMONIA O termo “Pneumonia” descreve qualquer condição inflamatória pulmonar em que os alvéolos pulmonares geralmente estão cheios de plasma e elementos figurados. febre. viral. É classificada de acordo com seu agente causal. mas pode indicar doença pulmonar séria. pulsátil e persistente. Orientar a necessidade do repouso no leito. Monitorizar os sinais vitais. O tipo da tosse é de grande importância para avaliação diagnóstica da doença pulmonar. que pode originar-se de processo infeccioso ou carregado pelo ar. Dispnéia: É o encostamento súbito da respiração. prevenindo a desidratação decorrente de vômitos ou diarréias. misturado com escarro. que são estimulados pela inflamação e estiramento da membrana. causado pelo aumento da rigidez pulmonar à resistência nas vias aéreas ou à perda da elasticidade pulmonar. fadiga. Produção de escarro: É a reação dos pulmões a qualquer irritante recorrente constante. Encaminhar o cliente a um grupo de apoio de alcoólicos anônimos ou de auto-cuidado para Diabetes Mellitus. ferruginoso. Manter a hidratação hídrica e de eletrólitos. rosado e espesso). Ela pode ser: seca e curta ou intensa e inconstante. causando dor aguda e em punhalada. Controlar glicemia capilar. Orientar a auto-aplicação de insulina. O reflexo da tosse é a principal proteção do indivíduo contra o acúmulo de secreção nos brônquios e bronquíolos. Realizar balanço hídrico. quando indicada. poeira ou gás. Caso a pessoa tenha adquirido Diabetes Mellitus. atentando para alterações. perda de peso.

essa obstrução levará a uma lesão dos alvéolos de caráter irreversível.  Apoio psicológico.  Taquicardia. O termo DPOC inclui três doenças: a bronquite crônica. oxigênio e medicações prescritas. dolorosa e incessante.  Depressão do SNC (traumas. Assistência de Enfermagem  Manter repouso em ambiente tranqüilo. arejado. talco.  Orientar o paciente para quando tossir tentar expectorar para evitar o acúmulo de secreção brônquica.  Imobilização prolongada de pacientes.  Cianose dos lábios. resultando em enfisema.  Tosse curta.  Taquipnéia marcante (25 a 45 m.5o c).  Infecção do trato respiratório superior (faringite. Com o tempo. Tratamento Antibióticoterapia.  Exposição a frio intenso e umidade. fazer compressas mornas e banhos mornos.  Promover mudança de decúbito de 2/2 hs.  Ingestão excessiva de álcool (o álcool suprime a função dos macrófagos e a mobilização leucocitária).  Expectoração mucóide.  BRONQUITE CRÔNICA É caracterizada por excessiva secreção mucosa.  Dor torácica pleurítica. laringite. tosse e dispnéia associadas a infecções do trato respiratório inferior causando obstrução do fluxo aéreo.BRONCOPNEUMONIA (BCP): É quando o processo pneumônico está distribuído de maneira difusa. Quadro Clínico  Hipertermia (elevação rápida: 38.  Fazer aspiração traqueal para pacientes que não conseguem tossir. tendo se originado nos brônquios e se estendido para o parênquima adjacente.). (É localizada e piora com a tosse e inspiração profunda).  Encorajar o paciente fumante a deixar de fumar.  Administrar inalação.  Aspiração de alimentos.  Fazer tapotagem e orientar nos exercícios respiratórios para mobilizar secreções pulmonares. amidalite). isento de poeira. acompanhada de gemidos e batimentos das asas do nariz.  Pulso rápido e fino.  Promover higiene oral e corporal rigorosas. Causas  Diminuição da resistência do hospedeiro.  Sudorese profunda.5 a 40. vômitos. TCE).).  Adnamia ou astenia.  Encorajar altos índices de ingestão hídrica para fluidificar as secreções.  Controle de sinais vitais de 4/4 hs. geralmente ausente nos casos leves. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 13 . etc. secreções nasofaríngeas (óleo. o enfisema pulmonar e a asma brônquica. para evitar estase de secreção. mucopurulenta ou sanguinolenta. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) Doença caracterizada pela obstrução crônica progressiva do fluxo de ar que entra e sai dos pulmões.v/min.  Dispnéia.  Se a hipertermia persistir. Suas causas são diversas.

por destruição dos alvéolos e perda da elasticidade dos pulmões (ENFISEMA PULMONAR).  Apoio psicológico. causando obstrução das vias aéreas (ASMA BRONQUICA). Causas da DPOC  Fumo. Aumento dos espaços aéreos.  Fazer tapotagem e incentivar exercícios respiratórios.  Fraqueza. O alvéolo é o local do pulmão onde são feitas as trocas gasosas.  Administrar inalações. Ao invés de ser um ato involuntário. de duração prolongada.  Poluição do ar. produzindo o “tórax em barril ou tonel”. A pessoa com enfisema tem uma alta resistência das vias aéreas à saída de ar dos pulmões.  Infecção. a DPOC é uma superposição de três fatores: 1.  Envelhecimento.  Encorajar a ingestão de líquidos para diluir secreções. pessoas que são expostas a poluentes do ar e fatores hereditários. a expiração torna-se uma ação muscular.  Manter repouso relativo no leito. O fumo de cigarros é a maior causa do enfisema. e freqüentemente é precedida por infecção respiratória alta.  Incentivar aceitação da dieta. pode haver predisposição genética (fatores hereditários). sensibilidade individual a influências ambientais como: poluentes do ar. Geralmente se deve à hipersensibilidade alérgica da pessoa a substâncias estranhas no ar. Entretanto. fumantes. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 14 . 2.  Predisposição genética. 3. medicações e oxigênio prescritos.incluindo infecções virais e bacterianas. dispnéia expiratória. geralmente viral.  Alergias. que caracteriza o enfisematoso. Quadro Clínico  Dispnéia de instalação lenta e evolução progressiva. O paciente torna-se progressivamente dispnéico.  Perda de peso.  Dor torácica. agentes infecciosos.  Tosse produtiva. Estreitamento dos brônquios.  Controlar sinais vitais. eventualmente purulenta.  Anorexia.  Letargia. Em resumo. alérgenos. com expectoração mucóide. principalmente o cigarro. Excessiva secreção de muco no interior das vias aéreas (BRONQUITE). É uma forma reversível de obstrução brônquica caracterizada por sibilos. alargamento das vias aéreas e perda da elasticidade pulmonar de maneira irreversível. o tórax rígido e as costelas fixadas em suas articulações. Assistência de Enfermagem  Eliminar todos os irritantes pulmonares.  ENFISEMA PULMONAR É caracterizado pela destruição dos alvéolos.  Exposição excessiva à poeira e pó químico. edema de mucosa brônquica e produção de muco espesso. tosse e produção de escarro paroxístico.  ASMA BRÔNQUICA É uma doença pulmonar obstrutiva que causa a diminuição do calibre das ramificações dos brônquios e bronquíolos (broncoconstrição) devido a bronco-espasmo.

CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADULTOS Categoria Pressão arterial normal Pressão Arterial Sistólica Inferior a 130 mmHg Pressão Arterial Diastólica Inferior a 85 mmHg Pressão arterial normal alta 130-139 85-89 Hipertensão de grau 1 (leve) 140-159 90-99 15 Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco . em termos médicos. a extremidade dos pés. ocorre uma combinação de diversas alterações cardíacas e dos vasos sangüíneos para elevar a pressão arterial. retenção de sódio. onde a causa é desconhecida. determinando uma circulação inadequada. através da tosse. Edema: É o acúmulo anormal de líquido seroso nos tecidos. Ocorre em 90% dos casos  Hipertensão secundária. por exemplo.  Dor alucinante: quando há rotura de aneurisma. Fadiga Sincope ou Lipotímia: É devido ao débito cardíaco insuficiente. hipertensão refere-se a um quadro de pressão arterial elevada. Pode ser:  Dispnéia de esforço: é quando surge a dispnéia após exercícios. Ocorre em 10% dos casos. Pose ser causada por um trauma local ou infecção. aliviando ao sentar. Contudo. onde é possível identificar uma causa. nervosismo ou estresse. o sangue é “empurrado” contra a parede dos vasos sangüíneos. pode-se entender que o coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio das artérias.  Ortopnéia: a dispnéia surge após o paciente assumir uma posição de decúbito.  Dispnéia paroxística noturna: dispnéia súbita à noite. hoje chamada de hipertensão arterial sistêmica. Para muitas pessoas. seguida de uma bradipnéia.  Respiração Cheyne-Stokes: caracteriza-se por uma taquipnéia. a palavra hipertensão sugere tensão excessiva. vigoroso ou irregular.PATOLOGIAS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR Os sinais e sintomas da doença cardiovascular são:  Dispnéia: É um esforço respiratório exagerado. As causas são: ICC. doença renal. doença hepática. Esta tensão. chegando a uma apnéia. Nesse momento. Existem dois tipos de hipertensão arterial:  Hipertensão primária ou essencial. As causas podem ser: ansiedade. Palpitação: É um batimento rápido. Hemoptise: É a eliminação de sangue proveniente dos pulmões. que é o resultado da contração do coração a cada batimento e da contração dos vasos quando o sangue por eles passa. anemia. como. febre. Esta pressão é necessária para que o sangue consiga chegar aos locais mais distantes.        HIPERTENSÃO ARTERIAL Ao estudar a anatomia e fisiologia do sistema cardiovascular. A pressão arterial alta (hipertensão) é geralmente um distúrbio assintomático no qual a elevação anormal da pressão nas artérias aumenta o risco de distúrbios. Cianose: É a cor azulada da pele e mucosas devido à redução de oxigênio nos capilares. que é gerada na parede das artérias. Dor Torácica: Pode ser:  Dor pré-cordial: dor em pontada que se agrava com a respiração profunda. é denominada pressão arterial. distúrbios da tireóide. Nesse caso. independentemente da causa. hipoproteinúria.

 Fadiga. em seguida. a pressão arterial deve ser medida novamente e. Se a leitura inicial apresentar um valor alto.  Tontura.  Rubor facial. 236 ml de vinho ou 59 ml de uísque puro.  Cansaço. os médicos procuram evitar tratamentos que provoquem mal-estar ou que interfiram no estilo de vida do paciente:  Reduzir o peso até níveis ideais. Essas medidas podem tornar desnecessário o tratamento da hipertensão arterial.  Redução do consumo diário para menos de 2. em razão do edema cerebral.  Agitação. mas pode ser tratada para impedir complicações.  Cefaléia.  Prática moderada de exercícios aeróbios.  Os tabagistas devem deixar de fumar. medida mais duas vezes em pelo menos dois outros dias.3 g de sódio ou 6 g de cloreto de sódio (com manutenção da ingestão adequada de cálcio.  Náusea e vômito. Tratamento A hipertensão arterial essencial não tem cura.  Redução da ingestão diária de álcool para menos de 709 ml de cerveja. Esse distúrbio é denominado encefalopatia hipertensiva e requer tratamento de emergência. Diagnóstico A pressão arterial deve ser mensurada após o paciente permanecer sentado ou deitado durante 5 minutos.  Coma.  Visão turva. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 16 . ela apresenta os seguintes sintomas:  Cefaléia. eles ocorrem com a mesma freqüência naqueles com pressão arterial normal. apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos consideram (de maneira equivocada) associados à hipertensão arterial. Embora os indivíduos com hipertensão arterial possam apresentar esses sintomas. mesmo várias leituras com valores altos não são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico. Às vezes.Hipertensão (moderada) de grau 2 160-179 100-109 Hipertensão de grau 3 (grave) 180-209 110-119 Hipertensão de grau 4 (muito grave) Quadro Clínico Igual ou superior a 210 Igual ou superior a 120 Na maioria dos indivíduos. mas não é possível basear o diagnóstico apenas em uma leitura. a hipertensão arterial não produz sintomas. Quando indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada.  Dispnéia. magnésio e potássio). Como a hipertensão arterial em si é assintomática.  Sonolência.  Sangramento pelo nariz. Uma leitura igual ou superior a 140X90 mmHg é considerada alta. para se assegurar o diagnóstico de hipertensão arterial.

 Evitar obesidade. Devido ao seu modo de ação. Prevenção  Evitar sal e gorduras. elevando a pressão arterial.  Balanço hídrico.  Observar e anotar os efeitos colaterais da medicação (hipotensão.10 min. manguito de tamanho adequado ao braço do paciente. Braço no nível do coração. ansiedade. repouso por 5 . tronco apoiado. apoiado no suporte.  Bloqueadores adrenérgicos: grupo de drogas que inclui os alfabloqueadores. os betabloqueadores e o alfa-betabloqueador labetalol. eles bloqueiam os efeitos do sistema nervoso simpático.  Evitar excesso de atividades físicas. AMBIENTE: calmo. válvulas e tubos sem vazamentos. todos os dias no mesmo horário. Melhor no domicílio. pernas relaxadas e descruzadas.  Fumo. o sistema que pode responder rapidamente ao estresse.  Inibidores da enzima conversora da angiotensina: reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.  Controlar o stress. Os diuréticos também produzem dilatação dos vasos sangüíneos. Afastar dor. A. Sentado.  Observar dieta (hipossódica) pobre em sal. livre de roupas.  Taquicardia.  Anemia.  Antagonistas do cálcio: produz dilatação dos vasos sangüíneos através de um mecanismo completamente diferente. Cuidados de Enfermagem  Propiciar ao paciente um ambiente tranqüilo para favorecer repouso e relaxamento. ao mecanismo dos inibidores da enzima conversora da angiotensina. promovendo a queda da pressão arterial. relaxado. produzida como resultado de fluxo coronariano insuficiente e inadequado oxigenação miocárdica.  Bloqueadores da angiotensina II: reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar. tensão.Terapia Medicamentosa  Diurético tiazídico: Os diuréticos ajudam os rins a eliminar sal e água. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 17 . Instalação segundo técnica. preferência sem observador. quase sempre associada a uma obstrução significativa de uma artéria coronária importante. ANGINA PECTORIS É uma síndrome que se caracteriza por dor forte ou uma sensação de opressão na região anterior do tórax. – Pressão Arterial PACIENTE: Esvaziar a bexiga. palma da mão voltada para cima. EQUIPAMENTO: esfigmomanômetro calibrado.  Verificação dos sinais vitais principalmente P.  Praticar exercícios físicos.  Administrar medicamentos prescritos observando o aparecimento de efeitos colaterais.  Anotar o volume hídrico (ingestão e excreção). sonolência). porém mais direto. temperatura agradável.  Vasodilatadores diretos: dilatam os vasos sangüíneos através de outro mecanismo. Causas  Doença aterosclerótica do coração. sensação de desmaio.A. o que diminui o volume de líquido do organismo. Cuidados na medida da P. secura na boca. os bloqueadores da angiotensina II parecem causar menos efeitos colaterais.

ombros e membro superior esquerdo (MSE).  Sensação de morte iminente. situações emocionais que possam levar ao stress). levar mais tempo para se vestir. para reduzir a carga cardíaca. com sensação de aperto persistente.  Emoção. geralmente para o braço esquerdo (tipo garra).  Verificar e registrar sinais vitais de 6 / 6 horas. é uma dor opressiva.  Dispnéia ou Taquipnéia. O fumo pode exacerbar a intensidade dos ataques anginosos. temperaturas extremas. se necessário.  Sedativos e tranqüilizantes: por prevenção de ataques desencadeadas por aborrecimento.  Insuficiência aórtica grave. podendo variar de leve à intensa. que comumente irradia-se para o pescoço.  Náuseas e vômitos. Cuidados de Enfermagem Orientar o paciente em relação a:  Reduzir a velocidade da marcha.  Diminuição do fluxo sangüíneo coronariano com choque e hemorragia. Sintomas  Dor retroesternal.  Parar de fumar. que não é aliviada pelo repouso e vasodilatadores. irradiar-se para ombros e para os braços. excitação e stress. Tratamento  Nitroglicerina sub lingual (isordil): causa vasodilatação das coronárias. provocados por stress. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM) É um processo pelo qual o tecido miocárdico é destruído em regiões do coração privadas de suprimento sanguíneo. retroesternal e epigástrica. após o fechamento da artéria coronariana ou de um de seus ramos por um trombo. Causas  Doença aterosclerótica do coração (acúmulo de gorduras que engrossa as paredes das artérias).  Hiper tensão arterial.  Diminuir o peso.  Hipotensão ou hipertensão.  Embolia da artéria coronária. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 18 . geralmente costuma durar menos de 3 minutos.  Sudorese intensa e pegajosa.  Evitar atividades que produzem a dor anginosa (esforço físico. ou obstrução da luz do vaso por aterosclerose (obstrução dos vasos principalmente das artérias).  Usar a medicação indicada levando sempre consigo um frasco de comprimidos de nitroglicerina.  Evitar excesso de alimentação fazendo refeições mais leves e descansando após as mesmas. artérias e veias periféricas.  Ingestão de refeição pesada. excitação ou tensão. Quadro Clínico  Dor torácica. súbita.  Ansiedade e inquietação. podendo aumentar de intensidade até se tornar insuportável. Fatores que desencadeiam a dor  Esforço físico.  Pele úmida com palidez e vertigem.  Palidez e sudorese. constritiva. mandíbula. Espasmos das coronárias.

principalmente através de doença de chagas. freqüência cardíaca e respiratória. quase que imperceptível (desenvolve-se o ritmo de galope – som cardíaco semelhante ao galope de cavalo). retomando gradativamente a vida normal.  Evitar stress do paciente. sendo diagnosticado somente através de E.  Procurar o hospital se ocorrerem sintomas de recidiva. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 19 .  Rotura do coração.  Aneurisma ventricular.G.  Evitar alimentos ricos em carboidratos e gorduras. diminuindo assim o trabalho do coração.  Arritmias cardíacas (anormal).  Administrar morfina EV. Observação: Alguns pacientes com infarto agudo do miocárdio podem não apresentar sintomatologia clínica.. ou seja.  Parada cardíaca (geralmente nas primeiras 48 horas).  Tratar hipertensão. Estes pacientes são denominados coronarianos silenciosos. diabetes mellitus. se houver arritmias.  Oxigenoterapia para aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio. Pulso rápido.  Administrar medicamentos prescritos. hipossódica e hipolipídica.  Embolia (coágulos).  Administrar antiarrítmicos. Medidas Preventivas  Exercícios físicos.  Administrar sedativos (valium.  Manter a tranqüilidade emocional.  Repouso relativo nas primeiras 8 a 12 semanas.  Fazer exames laboratoriais.C.  Orientar os familiares a evitarem conversas excessivas e assuntos desagradáveis.  Prestar cuidados de higiene no leito.  Manter ambiente tranqüilo. evitando excessos.  Insuficiência cardíaca congestiva. gorduras.G. bebidas alcoólicas.  Evitar obesidade.  Controle hídrico rigoroso (evitar sobrecarga cardíaca). carboidratos e sal. fumo e café.  Trombose (coágulos).  Taquicardia ou bradicardia. repouso e atividades físicas. Tratamento  Repouso absoluto no leito. para reduzir o débito cardíaco e o retorno venoso. irregular e fraco. não apresentam sintomatologia.  Evitar dietas ricas em calorias. Cuidados de Enfermagem  Repouso absoluto no leito evitando movimentos bruscos. colesterol.  Orientar o paciente para a alta. para abolir a dor e reduzir a pressão arterial.C. etc.  Oxigenoterapia. Complicações  Choque cardiogênico.  Não fumar. diepax).  Oferecer dieta leve.  E.  Posicionar o paciente com a cabeça elevada.  Administrar vasodilatadores (isordil) para aumentar a circulação no miocárdio. equilíbrio entre sono. para detectar lipídeos sangüíneos elevados.

) ou extrassístoles. Atividade excessiva numa pessoa normalmente sedentária.elevado.  Inquietação. Hipertensão arterial.  Controlar sinais vitais constantemente. Causas      Ficar sentado muito tempo. Cuidados de enfermagem Tem por objetivo diminuir a carga cardíaca e melhorar desconforto:  Manter repouso relativo ou absoluto conforme estado geral do paciente.  Pesar diariamente. insônia.  Observar o aparecimento de cianose e notificar a enfermeira e/ou médico.  Orientar o paciente para alimentar-se com calma e lentamente.  Repouso em posição semi.  Proporcionar sono tranqüilo.M.  Cuidados de enfermagem na administração do digitálico:  Verificar pulso apical antes de administrar cada dose de digital. insuficiência vascular.. Miocardite.  Observar complicações ao administrar digitálicos. cateteres de demora. Tromboflebite: é uma infecção na qual se forma um coágulo numa veia. Traumatismo da veia: pode ser trauma direto com injeção EV.  Edema de tornozelo. em conseqüência de flebite ou devido á obstrução parcial da veia. Pressão contínua de um tumor. Quadro clinico  Dispnéia aos esforços.  Tosse seca improdutiva que geralmente acorre á noite. I. pericardite. FLEBITE OU TROMBOFLEBITE Flebite: é uma inflamação das paredes de uma veia.  Taquicardia.  Oferecer dieta pobre em sódio.  Distensão das veias do pescoço. agitação.  Fazer controle hídrico diariamente.A.  Fadiga. Prolongamento de uma infecção dos tecidos que cercam o vaso.  Fraqueza.INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) É a incapacidade do coração em bombear a quantidade necessária de sangue oxigenado para suprir as necessidades do corpo.  Suspender o digital e avisar o médico e/ou a enfermeira se observar bradicardia (freqüência abaixo de 60 bat/min.  Administrar medicação prescrita. Causas     Aterosclerose coronariana.  Administrar O2 na fase aguda.  Nictúria. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 20 .  Anorexia e náuseas.

 Analgésicos e Antiinflamatórios. ANEMIAS CRÔNICAS Não há baixa do volume sangüíneo. o sangue não consegue transportar uma quantidade adequada de oxigênio. Complicação O perigo do trombo na veia é que o coágulo possa se desprender e entrar na circulação pulmonar. Os sintomas causados pelo aporte inadequado de oxigênio são variados. Ou pelo aumento de sua destruição (hemólise). produzindo embolia pulmonar. como a que ocorre numa doação de sangue. PATOLOGIAS DO SISTEMA HEMATOLÓGICO As anemias são condições nas quais o número de eritrócitos ou a quantidade de hemoglobina (a proteína que transporta o oxigênio) presente nessas células encontram-se abaixo do normal. Pela diminuição da produção de eritrócitos. que é compensado por aumento do volume plasmático. é bem tolerada. Causas    Sangramento excessivo. Perdas entre 10 e 20% causam hipotensão postural. Quadro Clínico Os sintomas variam de acordo com o local e a extensão do comprometimento venoso. o choque torna-se rapidamente irreversível e mortal. Quadro Clínico Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 21 . Nas perdas acima de 20% há taquicardia.  Estimular deambulação precoce em paciente cirúrgico. palidez extrema. para evitar embolia pulmonar. tonturas e desmaios. Como a anemia reduz o número de eritrócitos ou a quantidade de hemoglobina presente nessas células. depois choque. Classificação das anemias A anemia pode ser aguda ou crônica.   Sinais inflamatórios (rubor. A falta de volume no sistema circulatório é mais importante que a falta de hemoglobina. Assistência de Enfermagem  Não massagear o membro afetado nem movimentá-lo excessivamente. se a perda ultrapassar 30%. Hipercoagulabilidade.  Orientar o uso de meias elásticas. Trombo palpável por dias ou semanas. dor e edema). ANEMIA AGUDA Ocorre pela perda súbita de sangue. e hipotensão.  Aplicar compressas quentes para aumentar a circulação. calor. extremidades frias.  Anticoagulantes. sem reposição imediata de líquidos intravenosos. Tratamento  Cirúrgico: trombectomia venosa.  Repouso no leito em posição de Trendelemburg. A perda de até 10% do volume sangüíneo.

Assistência de Enfermagem  Encorajar a deambulação e a participação nas atividades da vida diária.  Dar apoio emocional durante as transfusões.  Avaliar queixas de fadiga. Tratamento O tratamento é voltado para as causas da anemia e reposição da perda sangüínea. que resulta numa quase ausência de todas as células sangüíneas. distensão das veias do pescoço.  Elevar a cabeceira do leito em caso de dispnéia. além de refeições fracionadas para ajudá-la a enfrentar os problemas de fadiga e anorexia. fraqueza. Causas  A maioria desconhecida. Tipos de Anemias ANEMIA APLÁSTICA É uma insuficiência da medula óssea.  Sangramento. conforme tolerado.  Procurar evidências de infecção. cansaço aos esforços e queda da pressão arterial).  Infecções. calorias. Quadro clínico  Fraqueza.  Evitar alimentos formadores de gases (a distensão abdominal pode aumentar a dispnéia). conforme orientação nutricional.  Falta de ar. tonteiras ou marcha instável.  Monitorizar os sinais vitais. desmaios. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 22 . vitaminas e sais minerais.  Oferecer alimentos ricos em proteínas. Assistência de Enfermagem  Preparar o paciente para esplenectomia (o baço destrói grande número de leucócitos e plaquetas). Fraqueza.  Administrar oxigenoterapia quando necessário.  Palidez. Tratamento  Transfusões de sangue. que é o sintoma inicial em cerca de 1/3 das pessoas.    Fadiga.  Substâncias químicas.  Orientar a redução de atividades e estímulos que causem taquicardia e aumento do débito cardíaco.  Radiação ionizante. aconselhando-a evitar movimentos súbitos. ela pode inclusive acarretar um acidente vascular cerebral ou um infarto do miocárdio.  Incentivar períodos adequados de repouso. enfatizando os riscos da imobilidade (má circulação sangüínea).  Observar e relatar sinais e sintomas de retenção hídrica (edema periférico.  Congênita. Incapacidade de praticar exercícios e tontura. Quando a anemia torna-se mais grave.  Drogas.  Antineoplásicos.  Usar técnicas assépticas.

portanto usar medidas higiênicas orais freqüentes. Assistência de Enfermagem  Reconhecer e corrigir a causa. Tratamento  A anemia ferropriva cura-se em dois a três meses com a administração de sulfato ferroso oral ou intramuscular.  Perversão do apetite (denominada pica). use outra para a aplicação. Períodos de crescimento rápido. na espécie humana. que leva a pessoa a ingerir substâncias incomuns. metrorragia. É absorvida na mucosa gastrintestinal e armazenada no fígado. a gastrite atrófica. Quadro clínico  Língua saburrosa. em 1948. melena. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 23 . cerca de 4g Causas      Sangramento excessivo decorrente de úlceras.  Orientar o paciente sobre alterações da coloração das fezes. espinafre. Cuidados na administração de ferro por via EV ou IM  Descarte a agulha que foi usada para aspirar a medicação. sendo o tipo mais comum de anemia em todos os grupos etários.  Dieta rica em ferro (fígado. cujo nome científico é cianocobalamina. feijão.  Retraia a pele do músculo lateralmente e comprima. A quantidade total de Fe no organismo é. A vitamina B12 só existe no reino animal. ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 OU ANEMIA PERNICIOSA A vitamina B12. os vegetarianos restritos (que não comem nenhum produto de origem animal) desenvolvem a carência. para a proliferação dos glóbulos do sangue e para a manutenção da integridade das células nervosas. Deficiência na ingestão de ferro.  Observar dieta rica em Fe. como argila. para evitar o refluxo. Causas  Falta de absorção da vitamina.  Unhas delgadas e côncavas. dar sempre após as refeições para diminuir a irritação gástrica. Má absorção de ferro.  O sulfato ferroso pose depositar-se nas gengivas e dentes. pois o ferro é necessário para a síntese de hemoglobina. gastrites ou menstrual.  Aconselhamento nutricional. É indispensável. em média.  Orientar o paciente que a dosagem de Fé deve ser continuada por cerca de 6 meses. Gravidez. talco ou gelo. foi isolada e identificada a partir de um extrato de fígado.  Irritabilidade. hematúria.  Dormência e formigamento das extremidades. por uma doença auto-imune da mucosa do estômago.  Administrar Fe prescrito. terra. O Fe é absorvido pelo intestino delgado.  Use agulha adequada para injeção IM profunda. epistaxe.  Fadiga.  Observar hematêmese.ANEMIA FERROPRIVA É uma condição na qual o conteúdo de ferro orgânico encontra-se inferior ao nível normal. que mancharia a pele. parte dele é armazenado e metabolizado pelo organismo e uma pequena porção é excretado por dia pelo homem nas fezes. etc. beterraba).

 Proporcionar atividades da preferência do paciente.  Administrar medicação prescrita para dor. Quadro Clínico  Glossite (língua vermelha e ardente). torpor.  Observar e relatar freqüência e características das eliminações gastrintestinais e urinárias (observar presença de sangue).  Dor óssea e nas articulações. viral e por exposição à radiação ou a substâncias químicas.  Deterioração mental irreversível. Tratamento Obtém-se resposta ao tratamento de reposição dois ou três dias após a primeira injeção intramuscular de vitamina B12.  Corticosteróides. sangramento gengival e hemorragias na retina ou em qualquer orifício corporal. quando existe um doador compatível.  Cuidados especiais quando necessária administração de medicação IM e EV. hematúria). o tratamento com uma injeção mensal de B12 deve ser mantido por toda a vida. depois falta de sensibilidade. A anemia cura-se em poucas semanas. mas existe influência genética.  Adotar cuidados especiais com cateteres venosos e sondas.  Manter unidade do paciente limpa e livre de organismos patogênicos. substituindo os elementos medulares normais.  Oferecer dieta e auxiliar na alimentação. quando for necessário.  Anotar volumes de ingestão e excreção hídricas.  Epistaxe. caracterizados por uma proliferação não-controlada de leucócitos na medula óssea.  Palidez. sonolência.  Esplenomegalia e hepatomegalia.  Dispnéia. Tratamento  Quimioterapia.  Desorientação. nas extremidades.  Dormências. Quadro Clínico  Petéquias e equimoses. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 24 . as leucemias são classificadas em linfocíticas e mielocíticas e em agudas ou crônicas. edema. cefaléias. Doenças do intestino delgado (íleo).  Prevenir hemorragias utilizando escovas dentárias de cerdas macias para higiene oral. estomatite. LEUCEMIA São distúrbios malignos dos tecidos formadores do sangue.  Verificar sinais vitais de 6/6 hs. Assistência de Enfermagem  Proporcionar ambiente calmo.  Observar efeitos colaterais dos quimioterápicos (náuseas. A causa é desconhecida. alopécia. Com freqüência.  Dar apoio psicológico e atender às solicitações do paciente.  Fadiga.  Oferecer líquidos. Como a gastrite atrófica é uma doença definitiva.  Transplante de medula.  Febre.  Infecção.  Transfusões de glóbulos ou plaquetas.

 HDL baixo ou triglicérides elevados.  Visão turva. As células Beta não estão totalmente deterioradas.  Hipertensão arterial. infecções. tonturas.  Nictúria. Ocorre em 80% dos casos. Ocorre em 5 a 10% dos casos. em geral por decorrência de doença auto-imune. Começa na infância. Quadro Clínico  Polidpisia. havendo liberação tardia ou insuficiente de insulina.  Perda de peso.PATOLOGIAS DO SISTEMA ENDÓCRINO DIABETES MELLITUS O diabetes mellitus é um distúrbio no qual a concentração sérica (do sangue) de glicose (um açúcar simples) encontra-se anormalmente elevada. Apresenta diversas formas clínicas. Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus  Idade maior ou igual a 45 anos.  Obesidade. uso de medicamentos.  Perda de peso. DIABETES GESTACIONAL Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação. geralmente após os 40 anos.  Irritabilidade. doenças pancreáticas.  Visão turva. levando a deficiência relativa ou absoluta de insulina.  Poliúria. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 25 . drogas ou outras doenças endócrinas.  Hereditariedade.  Sedentarismo.  Fadiga. DIABETES MELLITUS TIPO II Manifesta-se no adulto. Quadro Clínico  Fadiga. fraqueza. pois o organismo não libera ou não utiliza a insulina de modo adequado.  Tendência a cochilar após as refeições.  Nictúria. sendo classificado em: DIABETES MELLITUS TIPO I Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas.  Má cicatrização de feridas cutâneas.  Câimbras musculares.  Doença coronariana. mas pode surgir em todas as idades. OUTRAS FORMAS DE DIABETES MELLITUS Quadro associado a desordens genéticas.  Polaciúria. em paciente sem aumento prévio da glicose.  Prurido.  Polifagia.

 Medicamentos  Hipoglicemiantes orais: São medicamentos úteis para o controle de pacientes com DM tipo II. a detecção e o tratamento das complicações crônicas do DM devem ser realizados após 5 anos do diagnóstico de DM tipo I. O objetivo geral é o de auxiliar o indivíduo a fazer mudanças em seus hábitos alimentares. sendo também muito importante para os pacientes com DM tipo II que não responderam ao tratamento com hipoglicemiantes orais. Objetivos do Tratamento Os objetivos do tratamento do DM são dirigidos para se obter uma glicemia normal tanto em jejum quanto no período pós-prandial. Prevenção  Manter peso normal. no momento do diagnóstico do DM tipo II. Assistência de Enfermagem  Administrar a insulina no tecido subcutâneo sendo os locais mais adequados:  Parte externa e superior dos braços. Além disso.  A insulina é a medicação primordial para pacientes com DM tipo I. fornecer as calorias suficientes para manutenção de um peso saudável.  Atividade física Todos os pacientes devem ser incentivados a pratica regular de atividade física. Tratamento O tratamento do paciente com DM envolve sempre pelos menos 4 aspectos importantes:  Plano alimentar É o ponto fundamental do tratamento de qualquer tipo de paciente diabético.  Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona. Filhos com peso maior do que 4 kg. prevenir as complicações agudas e crônicas e promover a saúde geral do paciente. estando contra-indicados nos pacientes com DM tipo I.  Praticar atividade física regular. abortos de repetição ou morte de filhos nos primeiros dias de vida.  Rastreamento O rastreamento.   DM gestacional prévio. diuréticos tiazídicos). que pode ser uma caminhada de 30 a 40 minutos ou exercícios equivalentes.  Não fumar. diuréticos tiazídicos e betabloqueadores). Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 26 . e controlar as alterações metabólicas associadas. diminuir os fatores de risco cardiovascular. podem resultar no não aparecimento do DM em pessoa geneticamente predisposta. e a seguir anualmente. A orientação para o início de atividade física deve incluir uma avaliação médica adequada no sentido de avaliar a presença de neuropatias ou de alterações cardiocirculatórias que possam contra-indicar a atividade física ou provocar riscos adicionais ao paciente. Uso de medicamentos que aumentam a glicose ( cortisonas. Essas medidas. ou levar a um retardo importante no seu aparecimento e na severidade de suas complicações. sendo adotadas precocemente. permitindo um controle metabólico adequado.  Controlar a pressão arterial. o tratamento nutricional deve contribuir para a normalização da glicemia.

numa proporção de 4 mulheres para cada homem.  Sudorese.  Região glútea.  As unhas ficam quebradiças.  Palidez.  A pele torna-se espessa e seca.      Parte anterior e lateral das coxas.  Região abdominal.  Hálito adocicado.  Incentivar a pessoa ao retorno às suas atividades sociais e profissionais após alta hospitalar.  Nervosismo.  Tremores nas mãos. Orientar para dieta balanceada.  Garantir o conforto e temperatura adequada para prevenir hipotermia. na medida em que a reposição do hormônio da tireóide for sendo regularizada.  Desânimo e falta de forças para as atividades diárias. Assistência de Enfermagem  Estimular a realização de atividades que evitem o imobilismo prolongado. oferecer suco de frutas.  A face apresenta aspecto edemaciado (mixedema).  Sede. Se o paciente estiver em condições de deglutir. todas as suas funções retornarão à normalidade. a pessoa apresenta uma progressiva diminuição da capacidade intelectual e de sua condição física.  Visão turva.  O cabelo torna-se ressecado e caem.  Orientar quanto ao fato de que.  Sonolência. HIPOTIREOIDISMO É definido como a supressão da liberação do hormônio da tireóide. Estar atento para sinais de hipoglicemia:  Fadiga. leite ou água com açúcar.  Cefaléia. Quadro Clínico  Fadiga e aumento de peso.  Participar no atendimento e acompanhamento desses pacientes em sua fase de maior gravidade  Atentar para interações e sensibilidade a medicamentos.  Oferecer proteção e segurança ao paciente na deambulação.  Pele seca. fazendo rodízio sistemático. Administrar insulina conforme esquema de glicemia da prescrição médica. refrigerantes.  Amortecimento dos lábios e língua.  Hipoventilação. É um distúrbio que pode ocorrer em todas as idades. Estar atento para os sinais de hiperglicemia:  Rosto avermelhado. Tratamento O objetivo do tratamento é fazer com que o metabolismo retorne ao normal. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 27 .  Visão nublada. administrar glicose endovenosa.  Proporcionar ventilação adequada do ambiente.  Hipotensão e pés frios.  Sensação de fome. Se estiver inconsciente. mas que aparece com maior freqüência na faixa etária que vai dos 40 aos 60 anos.  Na medida em que o distúrbio se agrava.

macia e úmida. com perda de peso progressiva. Dar apoio psicológico. esta é uma moléstia que incide mais freqüentemente no sexo feminino. Tipos de Tratamento  Farmacoterapia: drogas que inibem a formação hormonal. quente.  Dificuldade para ficar sentado calmamente.  Olhos protusos (exoftalmia).  Supervisionar a dieta do paciente e encorajá-lo a uma ingestão nutritiva e hídrica. em uma proporção de 5 mulheres para cada homem.  Administrar medicação prescrita.  Encorajar uma ingestão nutritiva e hídrica ao paciente. ouvir e anotar as queixas. em breve.  Proporcionar um ambiente de conforto.  Pele corada.  Insuficiência cardíaca.  Iodo radioativo. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 28 . ansiedade e nervosismo.  Dismenorréia.  Dar apoio psicológico.  Cirurgia. a pessoa com hipertireoidismo é internada em função das complicações apresentadas por outras condições patológicas.  Salivação excessiva.  Psicoterapia. salientando que sua condição é temporária e que haverá um retorno. Caracteriza-se pela produção excessiva de hormônios da tireóide.  Aumento do apetite. Tratamento De um modo geral.  Observar sinais de toxicidade ao iodo:  Edema de mucosa oral.  Controle hídrico. tranqüilo e longe de situações estressantes como proibição de visitas ou presença de pacientes graves. HIPERTIREOIDISMO É um distúrbio que pode ocorrer em todas as idades.  Controle de sinais vitais.  Evitar administrar ao paciente bebidas estimulantes como chá e café. Da mesma forma que no hipotireoidismo. Assistência de Enfermagem  Tranqüilização do paciente e seus familiares. raro em crianças com menos de 10 anos. ou também para a realização da tireoidectomia.  Hipertensão.  Palpitações e calor.  Tremor nas mãos.  Proporcionar segurança e conforto. entretanto.  Coriza.  Manter ventilação adequada do ambiente.  Erupções cutâneas. Quadro Clínico  Agitação. às suas características anteriores. sendo. atingindo sua freqüência máxima após os 40 anos.  Taquicardia. ouvir e anotar as queixas. devido a uma estimulação aumentada da glândula.  Fadiga e fraqueza.

Vírus e fungos).  Lombalgia.  Inespecífica. Cuidados de Enfermagem Medidas de conforto:  Incentivar micção a cada 2 a 3 horas (esvaziar a bexiga). epidídimo e canal deferente. Causas  Gonococos.  Bacteriúria.  Febre. Estafilococus.  Banhos de assento. CISTITE Inflamação da bexiga urinária. hematúria e cilindrúria.  Anti-sépticos urinários. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 29 .  Hematúria. URETRITE Inflamação da uretra. Psedomonas.PATOLOGIAS DO SISTEMA URINÁRIO INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO (ITU) Causas  Presença de microorganismo no trato urinário (Enterococos.  Tenesmo vesical. Quadro Clínico  Disúria.  Administração adequada de líquidos.  Traumática.  Nictúria. Proteus. Homem: secundária à infecções da próstata. Profilaxia:  Higiene.  Polaciúria.  Dieta: aumentar a oferta hídrica. Causas   Mulher: contaminação por microrganismos da forma normal.  Calafrios.  Piúria. Quadro Clínico  Urgência miccional com queimação e dor. Tratamento Medicamentoso:  Antimicrobianos.

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como o pronto-socorro. por exemplo. por exemplo. Tratamento  Medicação antimicrobiana.. É realizada na sala de cirurgia do hospital e em ambulatório ou consultório. enfermaria clínica ou cirúrgica. Paliativa – em que apenas os sintomas da enfermidade são amenizados. como. realização de alterações orgânicas ou como cirurgia exploratória. remoção do estômago.Quadro Cínico  Secreção uretral profusa ou escassa. quando o procedimento for considerado simples. a prescrição do tratamento clínico ou cirúrgico e os exames diagnósticos. implante de próteses.  Precauções com secreção. O atendimento do paciente cirúrgico é feito por um conjunto de setores interligados. remoção da cadeia nervosa para alívio de dor. o exame físico. etc. O ambulatório ou pronto-socorro realiza a anamnese. por exemplo. classificam-se em: Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 30 .. correção de desvio de septo nasal. De acordo com a sua finalidade. classificam-se em:      Diagnóstica – para visualização de estruturas internas. remoção de mioma uterino. Plástica – com fins reparadores ou estéticos como.  Uso de preservativo. Todos estes setores devem ter um objetivo comum: proporcionar uma experiência menos traumática possível e promover uma recuperação rápida e segura ao paciente. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS As cirurgias podem ser classificadas de acordo com a sua finalidade ou segundo sua urgência. não havendo cura como. ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM TRATAMENTO CIRURGICO INTRODUÇÃO CIRURGIA é o ramo da medicina ligado à terapia das doenças através de operação e / ou manipulação de estruturas orgânicas. fina ou mucóide. o paciente é encaminhado à unidade de internação. enxerto de tecidos. centro cirúrgico (CC) e a recuperação pós-anestésica (RPA). Radical – com a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura afetada como. Cuidados de Enfermagem  Isolamento e controle. por exemplo.  Educar o paciente para:  Evitar reinfecção. espessa ou purulenta. etc. Após a recuperação anestésica.  Higiene do órgão sexual. O centro cirúrgico é o setor destinado às intervenções cirúrgicas e deve possuir a recuperação pós-anestésica para prestar a assistência pósoperatória imediata. remoção da laringe em caso de câncer.  Dor peniana. etc. Curativa – em que o ato cirúrgico corrige completamente as alterações orgânicas. remoção do útero.  Alterações na micção. etc. cirurgias estéticas. onde receberá os cuidados pós-operatórios que visam prevenir a ocorrência de complicações.. ambulatório. De acordo com a sua urgência.

Cirurgia Urgente – o ato cirúrgico precisa ser realizado dentro de 24 a 48 horas. assim. Divide-se em: Pré Operatório Mediato e Imediato. pondo em risco a vida do paciente. a probabilidade de que o paciente reaja adequadamente ao trauma cirúrgico e suas conseqüências.     Cirurgia Opcional – o ato operatório sofre programação. Entre eles. Cirurgia Eletiva – a época de realização do ato operatório pode ser prorrogada. parasitológico de fezes. infecciosos. Exemplos: retirada de vesícula biliar. tipagem sanguínea. radiografia de tórax. pois há risco de vida. aumentando. Para a avaliação das condições do paciente. para que sejam instituídas medidas adequadas. alguns exames podem ser solicitados. e esta deverá ser adiada até que os desarranjos biológicos sejam corrigidos. Esses exames serão avaliados juntamente com o exame físico e a anamnese do paciente. PERÍODOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A assistência de enfermagem em cirurgia implica três momentos distintos. sem risco para o paciente. coagulograma. redução de fratura. Cirurgia de Emergência – o ato cirúrgico precisa ser realizado dentro de minutos e algumas horas. medicamentos em uso e antecedentes alérgicos. etc. Exemplo: remoção de cisto sebáceo. ou melhor. glicemia. tais como dependência de drogas. assim. Exemplos: remoção do apêndice. IDENTIFICAÇÃO E CORREÇÃO DOS DISTÚRBIOS A avaliação do paciente para a realização de uma cirurgia deve considerar os seguintes aspectos:        Idade Condições nutricionais Condições pulmonares Condições cardiovasculares Condições neurológicas Condições renais Condições hepáticas Todas as avaliações servirão para se prever o risco. a alta hospitalar. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 31 . pois existe a possibilidade de complicações sérias. de acordo com a preferência do paciente. Período intra-operatório: do momento em que o paciente é recebido na sala de operação até sua transferência para a sala de recuperação pós-anestésica. conforme o tipo e o porte do ato operatório. sem riscos para o paciente. Exemplos: ferimento por arma branca ou de fogo. eletrocardiograma. podemos citar: urina tipo I. hereditários. familiares e cirúrgicos. São eles:    Período pré-operatório: do momento em que se indica a cirurgia até a transferência do paciente para a sala de operação. Período pós-operatório: do momento da entrada do paciente na sala de recuperação pósanestésica até sua completa recuperação cirúrgica. porém interligados. etc. da presença de outras alterações clínicas concomitantes e da faixa etária do paciente. hemograma completo. PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO Os procedimentos desse período visam otimizar as condições do paciente para a cirurgia pela identificação e correção de distúrbios que aumentam os riscos da operação. remoção de cálculos renais. acompanhadas de um cuidadoso preparo. Exemplo: cirurgia estética. Cirurgia Necessária – o ato operatório precisa ser realizado em alguns dias ou semanas. Os tipos de exame variam dependendo da patologia a ser tratada. correção de hérnias. precisam ser investigados fatores de risco cirúrgico. extrapolando. Nessa ultima. a conveniência da cirurgia. Haverá casos em que o risco será maior que as vantagens da operação. denominados peri-operatórios. etc. etc.

PREPARO PSICOLÓGICO Tem como objetivo assegurar confiança e tranqüilidade mental ao paciente. afastamento dos familiares e o paciente pode ficar ansioso e cheio de temores. Para auxiliar o paciente. náuseas. desassossego e medo. ampara e conforta. de diminuir a possibilidade de contaminação da cavidade peritoneal. Preparo intestinal (cólon e reto): compreende o esvaziamento parcial. otimista. PREPARO FÍSICO Os cuidados pré-operatórios podem ser classificados em:  Mediatos (na véspera da cirurgia). fazendo-se assim. acompanhada de limpeza local. tudo isso gera stress. dependendo do tipo do paciente e do critério de indicação da cirurgia. assim como a evacuação de fezes endurecidas no pós-operatório imediato. inspirar pela boca antes de tossir (a tosse facilita a eliminação de secreção brônquica). é principalmente a pessoa que ouve. esse período pode sofrer variações individuais. da porção final do intestino. Portanto. Abolição do fumo: para redução da secreção brônquica. não cooperando para a recuperação pós-cirurgica. e. tem medo de perder qualquer parte do corpo ou de sentir dor durante a cirurgia. administração de anestésicos e outras drogas. com a finalidade de facilitar o retorno venoso dos membros inferiores e reduzir as complicações circulatórias. conforme rotina de cada serviço (na véspera ou horas antes da cirurgia). O trabalho. Fisioterapia respiratória: mediante exercícios respiratórios periódicos. insegurança. embora solicitando outros profissionais para atender o paciente em suas necessidades psicológicas. compreensiva. Evitar o repouso prolongado: deambulação precoce dos pacientes aptos à deambulação. tem medo de não acordar da anestesia.  Imediatos (no dia da cirurgia). a enfermagem. a enfermagem deve ser calma. se necessário. ou seja. Dependendo da necessidade. se o intestino for seccionado durante a cirurgia. junto com o aviso de cirurgia e a solicitação de sangue e derivados. levando-o a complicação respiratórias. tempo mínimo de internação prévia necessário à adaptação física e psicológica. compreende. A finalidade principal dos cuidados é contribuir para o conforto do paciente e fazer a profilaxia das complicações pós-operatórias. a enfermeira solicitará a presença do cirurgião ou anestesista para esclarecer o paciente. utilizando-se métodos para melhorar a expansão pulmonar. a profilaxia das complicações pulmonares e anestésicas. também.     Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 32 . A internação para o paciente pode significar reclusão. Coleta de sangue para tipagem e encaminhamento ao banco de sangue. agitação e outros problemas. a vida diária do paciente é momentaneamente paralisada e o desconhecimento do tratamento a que será submetido. Preparo da pele da região da incisão: através de tricotomia ampliada. o que exigirá um esforço exagerado do paciente. PRÉ OPERATÓTIO MEDIATO Os cuidados pré-operatórios mediatos abrangem as 24 a 48 horas anteriores à operação. reduzem a dor. Contudo. com a finalidade de evitar a incontinência de fezes durante o ato cirúrgico devido à ação da anestesia. Estes estados psicológicos quando não reconhecidos e atendidos pode levar o paciente a apresentar vômitos. funcionando como tala. dor de cabeça. que. Muitas vezes o paciente tem medo da morte. e saber como desenvolver confiança. bem como proporcionar movimentação ativa ou passiva dos acamados. durante ou após a cirurgia. Estimulação do reflexo da tosse: o paciente é ensinado a proteger a futura incisão com as mãos. Obtenção de peso e altura como parâmetros para a avaliação do paciente. compreendendo as seguintes medidas:      Autorização para cirurgia – exigência médico-legal a ser assinada pelo paciente ou seu responsável legal.

averiguando possíveis anormalidades e comunicando-as à equipe medica.   Orientação do paciente a respeito da entubação traqueal. o paciente poderá receber. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 33 .  Encaminhamento do paciente para o Centro Cirúrgico. pois estas podem fazer adiar o ato cirúrgico. ser mantido sob a mais rigorosa observação e controle por parte das equipes médica e de enfermagem. intracath. PERIODO PÓS-OPERATÓRIO O período pós-operatório tem inicio no final da sutura cirúrgica e termina quando as alterações orgânicas resultantes da cirurgia tenham cessado. entre outros aparelhos e acessórios a que poderá estar sujeito no pós-operatório.  e a mediata. com camisola. PRÉ OPERATORIO IMEDIATO Compreendem medidas de rotina para o conforto e segurança do paciente. PERÍODO INTRA-OPERATÓRIO É o período da cirurgia propriamente dita. que servirá de orientação no Centro Cirúrgico).  Paramentação adequada do paciente. resultados de exames. Nela o paciente está exposto a riscos de vida. Os principais objetivos da assistência de enfermagem nesta fase são prever e. para isso. semanas ou meses.  Sondagem nasogástrica. adornos e lentes de contato. jóias. uma medicação ansiolítica e relaxante muscular para induzir melhor seu descanso. antes que ele seja encaminhado ao Centro Cirúrgico:  Higiene corporal. bem como a descrição pormenorizada do ambiente e da equipe da unidade de recuperação pós-anestésica que o assistirá. monitores. com conforto e segurança. sonda vesical.  Assistência espiritual. necessitando. É nessa fase que ocorrem mais de 50% das complicações das cirurgias. se houver indicação. corrigir as complicações pós-operatórias que se instalem. de 4 horas antes da cirurgia. PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO O pós-operatório imediato compreende as primeiras 24 a 48 horas imediatamente seguintes ao término da cirurgia. no prontuário.  Fazer o paciente esvaziar a bexiga. sob prescrição do anestesista. etc. acompanhada de checagem de todo o preparo e complementação. se houver indicação. se presentes. sonda gástrica. com a finalidade de reduzir a probabilidade de vômitos e aspiração de conteúdo gástrico. das anotações referentes às condições gerais do paciente e ao preparo realizado (cabe à enfermeira responsável pela unidade tal verificação préoperatória e o preenchimento de ficha específica. portanto. maquiagem. espontaneamente ou mediante cateterismo de demora. e seu arrolamento adequado. independente de credo religioso. O período pós-operatório compreende duas fases que não são rigidamente demarcadas.  Remoção de prótese(s). se preciso.  Registro. assim como contribuir para uma rápida recuperação do paciente.  Providenciar prontuários completos. esmalte. permitindo a presença de familiares ou amigos neste momento. abrangendo a recuperação pós-anestésica e prosseguindo até a estabilização completa das funções orgânicas vitais. Proporcionar um ambiente tranqüilo para favorecer o repouso noturno. se necessário.  Verificação dos sinais vitais. o que pode levar dias. Jejum alimentar de pelo menos 8 horas e hídrico. gorro e propés. respiradores. mas que servem de guia para uma assistência adequada:  a imediata. anexando radiografias.

Ao receber o paciente no quarto  Transportá-lo da maca para a cama com o auxilio de outros funcionários. como também por medidas de segurança e conforto.  Observar sintomas como: palidez.  Deixar oxigênio com equipamento completo. dando especial atenção ao conforto e à segurança. com hiperextensão do pescoço. evitando a aspiração de secreção e vômitos. quando necessário. sudorese.  Medicá-lo para dor. lábios e unhas cianóticos. como profilaxia de complicações respiratórias e circulatórias.  Avaliação do nível de consciência pela observação das reações sensitivas.  Arrumação da cama “tipo operado”. hemorragia. dificuldade respiratória e outros. avisá-lo do lugar onde está e que está passando bem. Se estiver confuso.  Manter a cama em posição horizontal. se prescrito. a dispositivos coletores e troca dos mesmos quando necessário. pele fria. Nas horas seguintes  Ao recuperar totalmente a consciência.  Administrar oxigênio. motoras e reflexas. restringir os membros superiores para evitar que retire soro ou sondas. controlar sinais vitais e funcionamento de drenos.  Trazer suporte de soro e colocá-lo ao lado da cama. máscaras ou respiradores. sondas.  Verificar na papeleta as anotações do centro cirúrgico.  Cobri-lo e agasalhá-lo de acordo com a necessidade.  Restringi-lo ao leito com grades para evitar que caia.  Observar estado geral e nível de consciência.  Verificar o curativo colocado no local operado.  Qualquer sintoma alarmante deve ser comunicado ao médico e/ou enfermeiro imediatamente. se está seco ou com sangue. através de cateter.  Acomodar o paciente no leito em decúbito indicado para cada tipo de anestesia e cirurgia.  Observar o gotejamento do soro e sangue. em relação às conexões.  Inspeção periódica dos curativos para detectar a presença de hemorragias ou outras drenagens anormais.  Limpeza e arrumação da mesa de cabeceira. porque podem ocorrer complicações respiratórias e circulatórias. compreendendo a convalescença hospitalar e/ou domiciliar e se estendendo até a alta médica definitiva. PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO O pós-operatório mediato abrange todo o tempo necessário para a recuperação completa do paciente. temperatura. a fim de que as vias aéreas fiquem livres. mantê-lo sem travesseiro e com a cabeça lateralizada.  Ler a prescrição medica.  Alivio dos desconfortos inevitáveis deste período. providenciando para que seja feita.Cuidados de Enfermagem na Unidade de Internação  Promoção da limpeza e ordem de todo o ambiente.  Controlar pulso.  Periodicamente. deixar o paciente sem travesseiro e sem levantar pelo o menos 12 horas. observando-se o aspecto da ferida e as condições de cicatrização. cateteres. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 34 . Fazer anotação no prontuário. iniciando-se com a estabilização das funções orgânicas vitais.  Verificar a administração de soluções endovenosas e medicações prescritas. imediatamente após a sua execução.  Estimular a movimentação ativa e deambulação precoce.  Se foi feita a raquianestesia. respiração e pressão arterial.  Observar e estimular a aceitação da dieta.  Enquanto estiver sonolento. não só pela administração de medicamentos prescritos.  Registro das observações sobre balanço hídrico.  Fazer anotações relativas a todos os dados observados e à assistência prestada.

na tentativa de se evitar a infecção hospitalar.  Preparar os instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados a cada tipo de cirurgia. TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia cirúrgica é o conjunto de termos que representa uma forma de expressão técnica própria utilizada no Hospital. mama meninge rim olho ovário testículo osso ouvido reto nariz trompa traquéia PRINCIPAIS SUFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS Sufixo Ectomia Pexia Plastia Rafia Scopia Stomia Tomia Significado Remoção parcial ou total Fixação de um órgão Alteração da forma e ou função Sutura Visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos com lentes especiais Abertura de um órgão ou de uma nova boca Incisão. abertura de parede ou órgão PRINCIPAIS CIRURGIAS COM SUFIXO ECTOMIA Cirurgia Adenoidectomia Amigdalectomia para remoção de adenóides amídalas Cirurgia Histerectomia Laminectomia para remoção de útero lâmina vertebral pela parte posterior 35 Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco .Atualmente. que indica o ato cirúrgico realizado. Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são:  Fornecer sob forma verbal ou escrita uma definição do termo cirúrgico. ·. ocorrendo. como medida profilática. assim. a alta hospitalar do paciente cirúrgico tem sido a mais precoce possível. grande parte da convalescença no domicílio.  Descrever os tipos de cirurgia. Na terminologia cirúrgica. PRINCIPAIS PREFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS Prefixo Adeno Angio Blefaro Cisto Cole Colo Colpo Entero Espleno Gastro Hepato Hístero Relativo a (o) glândula vasos pálpebra bexiga vesícula cólon vagina Intestino delgado baço estômago fígado útero Prefixo Masto Meningo Nefro Oftalmo Ooforo Orqui Ósteo Oto Procto Rino Salpingo Tráqueo Relativo a (o) seio. os termos são formados por um prefixo que designa a parte do corpo relacionada com a cirurgia e por um sufixo ou radical. para indicar um ato cirúrgico proposto e/ou realizado.

para restaurar movimento e função PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS COM SUFIXO RAFIA Procedimento Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia pálpebra vagina estômago hérnia sutura de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 36 . para sua recanalização alterar forma e/ou função articulação.Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Craniectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Fistulectomia Gastrectomia Hemorroidectomia Hepatectomia apêndice bexiga vesícula biliar cólon calota óssea êmbolo esôfago baço fístula estômago hemorróidas parcial do fígado Lobectomia Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectomia Orquiectomia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Retosigmoidectomia Salpingectomia Tireidectomia lobo de um órgão mama mioma rim ovário testículo pâncreas pulmão próstata retosigmóide trompa tireóide PRINCIPAIS CIRURGIAS COM SUFIXO PEXIA Cirurgia Cistopexia Histeropexia Nefropexia Retinopexia Orquipexia bexiga útero à parede abdominal rim à parede abdominal retina testículo em sua bolsa para fixação de PRINCIPAIS CIRURGIAS COM SUFIXO PLASTIA Cirurgia Artroplastia Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia pálpebras mama piloro lábio nariz rugas da face trompa.

Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Tenorrafia sutura ou colocação de fio metálico no osso fenda palatina períneo tendão PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS COM SUFIXO SCOPIA Procedimento Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia visualização de articulação brônquios bexiga cólons vagina órgãos internos Procedimento Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Ureteroscopia Uretroscopia visualização de estômago laringe cavidade abdominal ureter uretra Esofagoscopia esôfago Sigmoidoscopia sigmóide Duodenoscopia duodeno PRINCIPAIS CIRURGIAS COM SUFIXO TOMIA OU STOMIA Cirurgia Artrotomia Broncotomia Cardiotomia Cistotomia Colecistotomia Coledocolitotomia Colectomia Duodenotomia Enterostomia Flebotomia Gastrostomia para abertura de articulação brônquio cárdia Cirurgia Hepatotomia Ileostomia Jejunostomia para abertura de fígado e colocação de sonda ou dreno no íleo e colocação de sonda no jejuno para alimentação cavidade abdominal e colocação de sonda no rim tendão parede torácica parede do drenagem tórax para bexiga para drenagem da Laparotomia urina por sonda colocação de vesícula biliar dreno na Nefrostomia colédoco para retirada de Tenotomia cálculo e exploração do colédoco duodeno Toracotomia Toracostomia cólon através da parede Traquéia para facilitar a Traqueostomia abdominal entrada de ar dissecção de veia e colocação de uma sonda no estômago através da parede abdominal TERMINOLOGIA QUE NÃO SEGUEM AS REGRAS CITADAS Ureterolitotomia ureter para cálculo retirada de Cirurgia Amputação para abertura de Cirurgia para abertura de incisão perineal destinada a evitar a rutura do períneo durante o parto 37 remoção de um membro ou parte necrosada do Episiotomia corpo Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco .

Após a suspensão do jejum. do acúmulo de secreções no estômago. O alívio da sede é dificultado pela condição de jejum do paciente. Decorrem da hipotermia provocada pela ação do anestésico e pela baixa temperatura da sala de operação. administrar analgésicos prescritos. necessitando medidas paliativas. com a superfície cutânea ou mucosa Cirurgia de glaucoma remoção do umbigo levantamento da bexiga Artrodese Bartholinectomia Biopsia Cauterização de Goniotomia remoção de um tecido Onfalectomia vivo para fins diagnóstico destruição de através de cáustico ou calor tecido Operação agente Bursh de Cesariana retirada do feto por Operação de incisão através da parede correção de estenose pilórica Hammsted abdominal ressecção da pele do Operação de prepúcio que recobre a correção de prolapso de útero Manchester glande queda da bexiga Paracentese Punção cirúrgica da cavidade para retirada de líquido ressecção cirúrgica de parte de órgão protusão de parte do reto punção cirúrgica torácica na cavidade Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Deiscência Dissecção Divertículo Enxerto raspagem e remoção do Ressecção conteúdo uterino separação de bordos previamente suturados e Retocele unidos corte. Podemos agrupá-las em desconfortos e complicações. deve-se administrar líquidos.  Desconfortos   Calafrios: constituem um sintoma freqüente. reações emocionais associadas à experiência individual e ao limiar doloroso do paciente. decorrente da manipulação e corte de tecidos. Sede: sintoma incômodo. e suas conseqüências. resultante das perdas de líquidos orgânicos no ato operatório. como a umidificação da boca.Anastomose conexão e sutura de dois Evisceração órgãos ou vasos fixação cirúrgica articulações retirada de Bartholin cisto de Fístula saída de víscera de sua cavidade orifício que põe em comunicação parte de um órgão. que aparece logo após o término do efeito da anestesia e resulta basicamente da influência de dois fatores: trauma mecânico. Dor: é um sintoma inevitável. cavidade ou foco supurativo. da redução do peristaltismo e de 38   Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco . retalhamento Bolsa que cavidade sai da Toracocentese Varicocele veias dilatadas no escroto corte de um segmento do canal deferente transplante de órgão ou Vasectomia tecido INTERCORRÊNCIAS PÓS-OPERATÓRIAS Algumas manifestações clínicas são comuns no pós-operatório de diferentes cirurgias. principalmente dos efeitos da anestesia. O alívio dos calafrios pósoperatórios pode ser obtido com o emprego de medidas para o aquecimento do paciente. Para o alívio da dor. Náuseas e vômitos: sintomas resultantes de vários fatores.

isto é. O alívio pode ser obtido com a deambulação precoce. devido à redução do peristaltismo pela ação dos anestésicos. antissepsia Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 39 . deglutição excessiva de ar e imobilidade pós-operatória. Distensão abdominal: é um sintoma pós-operatório comum. cardiogênico. ao emprego de cateteres e sondas. introdução de sonda nasogástrica ou retal. entre outros.  Evisceração. Entre as principais complicações. além de retardar a cicatrização. TERMINOLOGIA DE ENFERMAGEM PREFIXOS E SUFIXOS Principais prefixos gregos: a. Retenção urinária: freqüente no pós-operatório imediato. se estes forem percebidos a tempo. ana . pois. para trás: anionte. aquecimento. Hemorragia: pode ser primária. Alterações na cicatrização da ferida cirúrgica:  Formação de hematoma devido a um sangramento localizado que dependendo do tamanho do coágulo. quando prescritas. e podem ser conseqüência de uma distensão abdominal ou uma resposta reflexa ao frio. de falhas das equipes de cirurgia e de enfermagem ou mesmo de fatores imprevistos surgidos. após ter havido uma deiscência de todos os planos de sutura. podemos citar:       Choque: pode ser hipovolêmico. exposição e manipulação das alças intestinais durante a cirurgia. Infecção: geralmente de origem bacteriana e associada à cirurgia de processos supurativos (apendicite). anaplasia ana .para cima.de novo: anamnese. imobilidade prolongada no leito. ou fazer o paciente prender a respiração ou mudar de posição. poderá ser absorvido ou deverá ser drenado. anaeróbio. O alívio de náuseas e vômitos pode ser obtido com a administração de drogas antieméticas. que decorre do acúmulo de gases nas alças intestinais. favorece o desenvolvimento de uma infecção. Sua ocorrência deve-se a vários fatores: ação da anestesia. cateterismo vesical de alívio. aspiração de secreções e vômitos. seja por aspiração da sonda nasogástrica.  Complicações As complicações estão na dependência direta do risco cirúrgico. elas poderão ser corrigidas. an .   reações emocionais. afasia. O alívio dos soluços pode ser obtido removendo-se a causa. em último caso.  Deiscência ou rompimento dos pontos da incisão cirúrgica em um ou mais planos da sutura. doença pulmonar anterior e infecções. quando ocorre no momento da operação e intermediária. Insuficiência respiratória: que pode ser causada por retenção de secreção brônquica. devido à compressão ou posição inadequada na mesa cirúrgica. Flebite e tromboflebite: podem ser causadas por traumatismo venoso. principalmente a de posicionamento lateralizado da cabeça. mas também pelo bexigoma. mais freqüentemente no cólon. a infecção da ferida cirúrgica e a presença de processos infecciosos anteriores à cirurgia.contra: antiemético. neurogênico e séptico. para facilitar a eliminação de gases retidos. doenças vasculares anteriores. Todas as complicações são sempre acompanhadas de sinais e sintomas. a falhas de assepsia. cirurgias abdominais e pélvicas. anastomose anti . O alívio está condicionado ao esvaziamento da bexiga. antídoto. quando ocorre no pós-operatório mediato. acompanhado de medidas preventivas para evitar aspiração. a retenção urinária pode ser detectada não só pela queixa do paciente.privação: acloridria. o que pode ser obtido com medidas que estimulem a micção ou. imobilidade no leito. caracterizado por uma contração do diafragma. que consiste na exposição e liberação de órgãos de uma cavidade. analgésico an. Soluços: constituem um sintoma incômodo. da possibilidade de perigo a que o paciente se submete em função de suas condições físicas e psíquicas.

para frente: antebraço.posição inferior. des . paramétrio.bem. anteflexão co. aponeurose dia . hanseníase ite .para fora. con . derivação: apócrino apófise. através: peroperatório.fora de.através. peroral pós. refluxo. dislalia.reto. polimenorréia. pandemia. qualidade. sarcoma ose . sincício. botulismo. congênere contra . metacarpo neo . pan-hipopituitarismo pen .anterioridade: prognóstico. para trás: retroperitônio. sincrônico.escassez. ectoparasito endo . pobreza: citopenia. isotônico meta . cardiologia ismo . distrofia.para dentro: introversão.semelhante a: mastóide. subliminar trans . adição: adsorção.posição acima. dispnéia.dentro.para fora: exfoliativa (citologia). envolver ex .parcialmente. envenenar. paratiróide.doença não inflamatória. dermatose Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 40 . abstêmio ad . epidídimo eu .aproximação. poliúria pro . externo: exoftalmia.tumor: mioma.introdução.todo: pancardite. supercílio. periférico. super. exosmose. intensidade: repolarizar. Principais prefixos latinos de interesse médico: ab. sistema. gastrite. esquizóide oma . diáfise.sobre: epiderme.introdução. direito: ortognata. exsudato in . reforçar retro .idéia de conjunto. abs .metade: hemisfério. leucopenia. ação incompleta: subconsciente. suprapúbico. adstringente ante . transaminase ia . oligúria. eutanásia exo .coleção.proximidade: parasito. excesso: hipertrofia. neologismo oligo .oposição: contraceptivo. lipase. semimorto sobre. endógeno. exterior: ectoderma. ortopedia. mudança de estado.doença causada por parasito ou bactéria: amebíase. diálise dis . peritônio. retroalimentação semi . hipertonia. oligofrênico orto . paranormal peri .aumento. hemicolectomia hiper . hipocôndrio iso . invaginação inter : posição intermediária. ciência: enfermaria. ou degenerativa: artrose. parte interna: endocárdio.depois.doença.através de: diagnóstico.enzima: amilase. degeneração. isótopo.igualdade: isotérmico. crença: alcoolismo. exógeno hemi . proglote sin . subagudo. post mortem pre . intensidade: sobrepor. miosite óide . seemicúpio. polidipsia.diminuição ou posição abaixo: hipocloridria. endotélio epi . hemicrania. isogênico. linfopenia para . introspecção per . transaminase.separação.repetição.apo . pericárdio poli .companhia: co-autor. além: transmural. afastamento: abscesso.sentido contrário. ortodontia pan . hiperglicemia.anterioridade. superinfecção sub . esfenóide. revestimento: encarcerar (hérnia).inflamação: apendicite.pouco: oligospermia. metafase. volta. desnervação.para diante (não confundir com igual prefixo grego): pronação. contralateral de. vitalismo íase . protrusão re . em seguida: pós-operatório. simultâneo: síndrome. cistite.antecedência.separação. supra . dessensibilização en .atrás. retroversão. sucessão: metamorfose. epífise. carcinoma. diarréia. pangastrite. transexual Principais sufixos nominais gregos: ase .mudança. assistolia. reciprocidade: intersexualidade. bom: euforia.novo: neoplasia. disúria ecto . pré-frontal pro . posição anterior: pré-coma.durante. ectópico.em torno de: periarticular. incompleto: semicírculo. diafragma. eugenia. hipo . hemiplegia. neoformação. epidemia. fosfatase. post . para dentro: intubação. separação: desinfecção.muito: policitema.dificuldade: disfagia. interação intro .

Alucinação .percepção de um objeto.habilidade de usar as duas mãos. Agrafia . Afasia .diminuição da acuidade visual. substituto de uma parte do corpo por material estranho. Ambidestro . Absorção . Algia . Alopecia .lentidão dos movimentos ou paralisia parcial.cegueira. Acinésia .impossibilidade de deglutir. Abrasão .dor em geral. Acromia .doença inflamatória das glândulas sebáceas. Afluxo . Afagia .frio. Afebril . Adiposo . Adução .é a queda total ou parcial dos cabelos.impossibilidade de deglutir. Alopecia . Afagia . falta de pigmentação "albinismo".coleção de pus externa ou internamente.perda mais ou menos acentuada da voz.sem febre. que na realidade não existe. Adenosa .afastamento de um membro do eixo do corpo.penetração de liquido pela pele ou mucosa. Ablepsia .contenção. Álgido . paralisia.resfriamento das extremidades. Abscesso .tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela.impossibilidade de falar ou entender a palavra falada.(prótese).vinda para determinado lugar. Abstinência .queda total ou parcial dos cabelos e pelos.gordura.não consegue escrever. Acinesia .mover para o centro ou para a linha mediana. Acesso . arranhão. ato de evitar. Aloplastia .A Abdução . apirético.falta de melanina. Algidez . Acne .impossibilidade de movimentos voluntários. Afonia . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 41 .esfoladura.repetição periódica de um fenômeno patológico. Ambliopia .

Anoretal .articulação que se movimenta muito pouco.ex.imobilidade de uma articulação.abolição da sensibilidade á dor.é a diminuição dos números de hemácias. com elevação da temperatura. Anuperineal . circuncidado.região referente ao anus e períneo Anúria .edema localizado na cavidade peritonial com acúmulo de líquido.orifício de saída retal.perda do sentido das vibrações Apático .redução do suprimento de oxigênio nos tecidos. Aptialismo .Amenorréia . Anfiantrose . Anisocoria . Anasarca .sem pele. Aposia .ausência de sede. Aniridia . dificuldade da passagem do ar. Apnéia . Asfixia .ausência ou falha da íris.região referente ao anus e reto.perda do apetite. Astasia . Anorexia . Anemia .falange. Apalestesia . por falta de coordenação motora. Apeplexia .falta de oxigênio nos tecidos. aplicado a feridas.falta de menstruação.a parte da frente. Apelo . Anquitose . Anodontia . Anoxia . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 42 .perda súbita dos sentidos. Anterior . Ancilose .ausência da eliminação urinaria Ânus .falta de apetite.deficiência ou ausência de saliva. inapetência.ausência congênita ou adquirida dos dentes.Desprovido de de prepúcio. Anorexia .desigualdade de diâmetro das pupilas.diminuição ou perda completa do olfato.incapacidade de permanecer em pé.parada dos movimentos respiratórios.sufocação. não cicatrizado.edema generalizado. mas sem hemiplegia.diminuição ou supressão dos movimentos de uma articulação.sem vontade ou interesse para efetuar esforço físico ou mental. Ascite . Anóxia . Analgesia . Anosmia .

Blenúria . Bucal .movimento respiratório abaixo do normal. Blefarite . Blenofitalmia . Bandagem . Blenorréia .Astenia . Braquialgia .ausência ou fechamento de um orifício natural. Braquialgia .enfraquecimento Astenia . Borra de café . Auricular . Bradicardia .inflamação da glande e do prepúcio. Bucal .secreção mucosa nos olhos. Balanopostite .fome exagerada. Bradipnéia .enfaixe. Binasal .diminuição das batidas cardíacas Bradicardia . Azia . Atrofia . B Balanite . especialmente da vagina e uretra.hiperplasia da glândula tireóide. Bócio .referente a ambos os campos visuais nasais. inócuo. eructação azeda e ácida.inflamação da glande ou da cabeça do pênis.sensação de ardor estomacal. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 43 . cansaço. Ataxia .não coordena os músculos e a locomoção.Não maligno. Benigno . Biópsia .dor no braço.oral.A peça extirpada dessa maneira. referente à boca.diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido.aspecto do vômito ou da defecação que contém sangue.referente à orelha. Bulimia .fraqueza.hiperplasia da glândula tireóide.diminuição dos batimentos cardíacos. Bócio .dor no braço. referente à boca.que não ameaça a saúde nem á vida.oral. Bilioso .referente á bile.presença de muco na urina.secreção abundante das mucosas.inflamação das pálpebras. como certos tumores.extirpação de um fragmento de tecido vivo com finalidade diagnóstico. peculiar a transtornos causados por excesso de bile. Atresia .

Bursite . Clister . Choque .dor espasmódica. Constipação . Constipação . Cólica . Coagulação . queda de temperatura. Claudicação . Colúria . Colecistectomia . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 44 .doença herdada no nascimento. Cistostomia .contrações involuntárias da musculatura esquelética com tremores e bater dos dentes. medicamento ou alimento no intestino.abertura de comunicação da bexiga com o exterior. cianose e morte.fibrose com destruição do tecido. Colpoperineorrafia . Cianose .abertura artificial para saída de fezes a nível do cólon.desnutrição adiantada.inflamação da vesícula biliar. C Cacofonia . Cloasma . Colostomia . principalmente na face da gestante. Coma .Bulimia .introdução de pequena quantidade de água. Cirrose .fraqueza momentânea de um membro.inflamação da bexiga.coloração azulada por falta de oxigênio. Congestão .voz anormal e desagradável Cãibra .inflamação da bolsa sinovial. Cistite .hérnia de bexiga.retenção de fezes ou evacuações insuficientes.fome excessiva e patológica. Bursite . Cefaléia .espessamento de um líquido formando coágulo. Cianótico .acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo. emagrecimento severo.estado de inconsciência Congênito .presença de bilirrubina ou bílis na urina.contração muscular. espasmódica e dolorosa.operação reparadora em torno da vagina e períneo.dor de cabeça. Caquexia . Calafrio . Cistocéle .com cianose. Colecistite .não evacua normalmente.inflamação da bolsa sinovial.manchas escuras na pele.síndrome que se manifesta com pele fria.remoção da vesícula biliar.

Costal . Cútis . Convalescença .fraqueza. Diplopia . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 45 .relativo as costelas.músculo do braço em forma de "D".presença de micróbios vivos. Debridamento . Contratura . Cutâneo . Cordialgia . ou artelho. Deltóide .sudorese excessiva. agitação desordenada. Dentro .visão dupla.paralisia bilateral.massa endurecida de matéria fecal nos intestinos. Curativo úmido . Desmaio .inflamação de um dedo.feito apenas com gaze.caminha para o restabelecimento.curativos nas feridas que sangram. Dermatite .onde se aplicam injeções intramuscular. Disfagia .quando há aplicação de medicamentos líquidos ou úmidos.posição deitada. Debilidade . Diarréia .cito a direita.referente à pele. Dermatose . Decúbito .rigidez muscular.contrações violentas involuntárias do músculo.doenças da pele. Coprólito . Convulsão .perda exagerada de liquido no organismo. falta de forças.lipotínea. Curativo compressivo .curativo em feridas que supuram. Diaforese .diminuição anormal dos tecidos do organismo Desidratação . ligeira perda dos sentidos. Desidratação .Contaminação .derma. Diplegia .dificuldade de deglutir.dor no coração. Curativo seco . D Dactilite . Curativo frouxo .evacuações freqüentes e liquidas.inflamação da pele.limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento.

Dispnéia .dor no epigástrio. Diurese . Enxaqueca . Epistaxe . Disquesia .menstruação difícil e dolorosa. E Ecopraxia . Episiotomia .volume de urina coletado.evacuação difícil e dolorosa. Enurese .retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular Emese . Distrofia .dificuldade respiratória. Dispnéico . Distensão . lavagem.ato de vomitar. dificuldade para respirar.espalhado.Disfonia . Disúria .estiramento de alguma fibra muscular. Dismenorréia .perturbação da nutrição. Epistótomo .extravasamento de sangue por baixo dos tecidos "manchas escuras ou avermelhadas".hemorragia perineal.com dispnéia.sutura no períneo ou dos grandes lábios. intumescimento ou expansão. Entérico . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 46 .repetição dos movimentos ou maneirismo de outra pessoa. Enteralgia .dor intestinal.incisão lateral do orifício vulvar para facilitar o parto.menstruação difícil e dolorosa.clister.distúrbio na voz. introdução de líquidos no reto. Enema .contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para frente. Edema .porção média e superior do abdômen Episiorrafia .falta de ar. Dispnéia .hemorragia nasal. Diurese .relativo ao intestino.secreção urinaria.micção difícil e dolorosa. Dismenorréia . Episiorragia . Epigástrio . Disseminado .dor de cabeça unilateral. Equimose . Epigastralgia .incontinência urinaria noturna.

afecção cutânea com endurecimento da pele.abrasão.pequeno derrame sanguíneo debaixo da pele. Esfenoidal . acompanhadas por prurido intenso.saco de pele suspenso na região do períneo e que aloja os testículos e os epidídimos. caracterizada por lesão multiformes. Escroto . Erupção na pele . Eritema .ponto cego no campo visual.reparação cirúrgica de um esfíncter.aparelho para verificar a pressão arterial.osso situado no centro do assoalho do crânio Esfígmico .aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso e do coração. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 47 . Esfimógrafo .aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso.necrose.inflamação do escroto. Esfíncteroplastia .dor no esfíncter.pontos luminosos no campo visual.lesões visíveis na pele. Escrotite . Esfincterolgia . Escara de decúbito . Erupção .emissão de gases estomacais pela boca. na hipertensão arterial.lesão. Esclerodermia . Esfignomanometro . Escrotal . Esfacelo .vermelhidão na pele.úlcera perfurante em região de proeminências ósseas. Escrotocele . Erupção . perda superficial dos tecidos.hérnia do escroto.Alteração de tecidos ou órgãos caracterizado pela formação de tecidos fibroso.moléstia cutâneas contagiosa. Escoriações . Esfíncter .arroto. Esclerose . erosão. Esfigmocardiógrafo .gangrena da pele.endurecimento dos vasos ou perda de elasticidade.avermelhamento da pele com vesículas. Escabiose . Eructação .relativo ao escroto.devido a uma proliferação exagerada de tecido conjuntivo.endurecimento da pele. Esclerose .músculo circular que constrói o orifício de um órgão.Equimose . amarela ou enegrecida que se forma nas queimaduras ou feridas infectadas. gangrena Esfacelodermia .referente ao esfenóide. Escótomo . Esfenóide . Escótomo cintilante .relativo ao pulso.

tubo longo situado atrás da traquéia e pelo qual caminham os alimentos para irem ao estômago.inflamação do canal deferente.divisão dos músculos de um esfíncter.incontinência de esperma.desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas. Esplenelcose . Espermicida . Esofagostenose . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 48 .medicamento que combate o espasmo. Espermatúria . Espasmódico . com espasmo. Esfregaço . Esfregaço cervical .instrumento para exame visual do esôfago. Esfoliação .úlcera do baço. violenta e repentina de um músculo ou grupo de músculo.contrações involuntárias. Esofagocele .esfregaço das secreções mucosas do colo do útero. Espermatite . Esmegma . Espasmo .prolapso do esôfago.material espalhado numa lâmina de vidro para exame.aparelho que mede a capacidade respiratória dos pulmões. Esôfago . Esmalte . Esplenectopia . Especulo .secreção caseosa em redor do prepúcio ou dos pequenos lábios. pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos. ouvido.abertura de comunicação entre o esôfago e o exterior. Esofagoscópio . Espástico . Esofagoptose .incisão do esôfago. Esofagismo .presença de esperma na urina.camada externa dos dentes. Formação de uma fistula esofagiana. Esofagostomia .queda do baço.instrumento para examinar o interior de cavidades como a vagina.espasmo do esôfago.que destrói o espermatozóide.inflamação da vesícula seminal.estreitamento do esôfago. Espirômetro . Espasmofilia . Espermatorréia . reto.hérnia do esôfago. Espermatocistite .amolecimento do esôfago.tendência aos espasmos e ás convulsões.Esfíncterotomia .rígido.em estado espasmódico. Esofagotomia . Espasmolítico . Esofagomalácia .

estagnação de um líquido anteriormente circulante.dor nas vértebras.inflamação da úvula. Estado-período.amolecimento do baço.escarro. Estado de mal . Esplenoctomia .inflamação das articulações vertebrais. uma se emendando na outra.extirpação do baço. Esplenomegalia .aumento do volume do baço.uma sucessão de ataques epiléticos graves.cirurgia plástica da úvula. Esplenopexia . Espondilite . Estafiloplastia . fase.crises contínuas. Estafiledema . hemorrágico.qualquer doença inflamatória da garganta. que dura mais de 24 horas e quase impede a respiração. Esprometria . tumor de tecido gorduroso.presença de estafilococos no sangue. Esplenocele . espumoso.pode ser mucótico. Estado epilético . Esplenotomia .afecção do baço. Esqueleto . Esposticidade .sutura da úvula.demora excessiva das fezes no intestino. Estase .capacidade de entrar em espasmo.edema da úvula. Estafilococemia . Esputo . Estafilorrafia .dor no baço. mucopurolento. Esteatoma . Espondilalgia .fixação cirúrgica do baço. Esplenopatia . Esquinência .o arcabouço ósseo do corpo. Esplenomalácia . Estafilete .medida da capacidade respiratório dos pulmões.hérnia do baço. Estase intestinal .bactérias em forma de cachos de uva. material expectorado.lipoma.inflamação do baço.inflamação de uma ou mais vértebras.purulento. Estafilococos .Esplenite . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 49 . Esplenodimia . Espondilartrite . Estado de mal asmático-ataque severo de asma.incisão no baço.

Estrias .espirro.ruído respiratório que não se ouve á auscultação no estado de saúde. Estertorosa . Estreptococo . Estomatorragia .inconsciência total ou parcial.dor no esterno. Esterilização .estimulante do estômago. Estenose . pela dilatação das fibras na gestação ou parto. Esternal .estreitamento.Esteatorréia . Estomacal .micção dolorosa.cicatrizes na pele do abdômen ou da cocha. Estupor .hemorragia da boca. Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 50 . Estômago . Estercólito .aparelho para escuta.em cirurgia livre de qualquer micróbio. Estomatite . Esterização . Estrangúria . uma substância ou um objeto passa a não conter nenhum micróbio. Estrumite . Estrófulo . Esteatose . Estetoscópio .estreitamento de um canal.relativo ao osso externo.que provoca espirro. Esternutação . comum no recém-nascido.gênero de bactéria gram-positiva que se apresentam em forma de cadeia ou rosário.inflamação da boca.falta de orientação dos eixos visuais para o objeto. Esterno .estreitamento do piloro.respiração ruidosa. massa dura e compacta de fezes "cibalo".dermatose benigna. devido a falta de coordenação dos músculos motores oculares.anestesia pelo éter Estermitatório .Sua existência indica um estado mórbido.degeneração gordurosa.evacuação de fezes descoradas.operação pela qual. Estertor .a porção dilatada do canal digestivo onde terão alimentos que passam pelo esôfago. contendo muita gordura. Estéril-incapaz de conceber ou de fecundar . Esternalgia . Estereognose . Estrabismo . Estenose do piloro .o osso chato do peito.inflamação da glândula tiróide.reconhecimento de um corpo pelo tato. Estritura . mutismo sem perda da percepção sensorial.fecólito. ampliando os sons dos órgãos respiratórios ou circulatórios.

medicamento que produz evacuações de um órgão.extração de dentes.projeção dos olhos para fora.projeção óssea para fora da superfície do corpo.vício do uso de bebidas alcoólicas. intoxicação crônica pelo álcool etílico. Excisão . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 51 . diurético ou outro.capacidade de reagir a um estímulo. Eupnéia .saída total ou parcial de vísceras na parede abdominal.deflorência cutânea. Expectação . Euforia . Exodontia .pela ética médica e pela lei. Evisceração .ato de deixar a doença evoluir limitando-se o médico a atenuar os sintomas. Etiologia .hérnia do intestino na parede abdominal. facilitando da morte nos casos incuráveis.sensação de bem estar.alcoólatra.Estutor .remoção de vísceras. mas a pele continua íntegra.saída das vísceras de sua situação normal. Evacuante .boa alimentação.corte ou retirada de um órgão ou parte dele. seja purgativo. Eutócia .embriagues habitual pela inalação de éter.é proibida. Evisceração . Eventração . Eutrofobia .medicamento que promove a expulsão de catarro e mucosidade da traquéia e brônquios. Etilista . Exacerbação .agravação dos sintomas. Exantema . Etmóide .respira normal Eutanásia . Eventração . Exantema .estudos das causas da doença.morte tranqüila.osso cito no assoalho do crânio ao lado esfenóide. Eupnéia .expelir secreção pulmonar "escarro". Eteromania . Etilismo .erupção da pele. Expectoração . Expectorante .parto natural.os resíduos eliminados do corpo. Exostose .respiração normal. Excreta . qualquer erupção cutânea. Exftalmia .inconsciência total ou parcial. Excitabilidade . vômito.

seguidos de outros sem febre e novamente outros com febre.pênis.ablação cirúrgica da faringe. Fel-bile.causador de morte.febre que apresenta melhoras ou diminuição. Extrofobia . com renite e ligeira febre. Falo . desastroso.febre pouco elevada e passageira.o ponto máximo da febre.instrumento para exame da faringe.que afasta a febre. Faringite .Exsudato .meningite.febre tifóide. que produz elevação da pressão arterial. Fastígio . Faringodímia .paralisia dos músculos da faringe. Feocromocitoma .é o maior osso do corpo. Febre eruptiva . Febre recorrente .alguns dias com febre. Fecalóide . Fatal . Extirpação . Febre glandular .tumor das glândulas supra-renais.incisão da faringe. Faringoscópio .osso da coxa.semelhante ás fezes. Febre de feno .qualquer doença febril que se acompanha de erupção na pele.cansaço. Febre remitente .A malária por exemplo produz febre intermitente.dor na faringe. Faringoplegia .alternativas de febre e temperatura normal. Febre cerebral . Fêmur .mononucleose infecciosa. Ferida cirúrgica . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 52 . F Fadiga . Febre intermitente . mas sem chegar a desaparecer.manifestação alérgica.a incisão cirúrgica asséptica. Febrícula .inflamação da faringe. Faringectomia .retirada completa. Febrífugo . Fenestrado .substância liquida eliminada patologicamente. com intervalos certos.com aberturas ou janelas. esgotamento. Febre entérica . Faringotomia .reviramento de um órgão para fora.

Feto . Fibrilação auricular .ar ou gases no intestino.o produto da concepção a partir do 4º mês de vida intra-uterina.fenda. Filiforme . Fimose . Filático . Fisiologia . Fétido .instrumento para incisão de fístulas. defesa.fisioterapia.feto em condições de nascer.que protege.em forma de fio.estreitamento do orifício do prepúcio.tuberculose. Fissura . Flácido .corte. Fisiatria .lesão.quando há arrancamento ou laceração dos tecidos. Fíbula . este não pode ser puxado para traz.ferida infectada.fibrilação cardíaca Fibrilação .canal em forma de tubo e que normalmente não existe no organismo.ulceração de mucosa.pequena fenda ulcerada na mucosa do ânus.distensão do intestino pelo acúmulo de fezes e gazes.ferida produzida pela penetração de objeto perfurante.aquela em que há micróbios. Ferida . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 53 . Filopressão .mau cheiro.tremor muscular. Flambagem . Ferida perfurada . caído.mole. Fistula . com aproximadamente 280 dias de gestação. Ferida lacerada . Fissura do ânus . Flatulência . Ferida infectada . Fimatose .proteção. Flato . Fissura . Feto a termo .estudo das funções do organismo. Fístula cega .Ferida incisiva .outro nome do osso rótula (joelho).compressão de um vaso sanguíneo por um fio. tratamento por meios físicos. Ferida séptica . a fibrilação cardíaca é mortal. Fistulótomo . Filaxia .fístula em que uma das extremidades é fechada.ato de imergir o objeto em álcool e deitar fogo.

inflamação. também pequeno saco ou cavidade. Folículos . Flebosclerose .fratura óssea por rarefação (osteoporose) ou por outra doença óssea.orifício.fratura em que o osso de divide em mais de dois fragmentos.pinça. Forame . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 54 .inflamação. Flebotomia . Fórceps obstétrico .incisão de uma veia.fratura com ruptura da pele e tecidos. Flebectomia . Fratura cominutiva . venosecção.inflamação de uma veia. formando pequenas bolhas.distensão dos intestinos por gases. Flogose .fórceps para aprender o feto e apressar ou facilitar o parto. Flictema . Fórceps . pequena bolha cheia de liquido. Fratura exposta . abertura. Fratura espontânea . Foliculite . parte não ossificada dos ossos do crânio em crianças até 10 á 12 meses. Flictema . sem motivo.sede principal de uma doença.levantamento da epiderme.desinfecção por meio de gases.divisão de ossos.inflamação de folículos. Fontanela .osso da frente no crânio.dor no diafragma. Frontal . Fleborrexe . e que ao amadurecer forma o óvulo. Foco .inflamatório.ou "moleira". Fratura .inflamação no diafragma. Fulminante .aplicação quente e úmida.ruptura de uma veia. Flogorgênico .temor mórbido. Frenite .de marcha rápida e fatal. Flebite . Fobia .extirpação de uma veia. Flogístico .Flatulência . Flegmasia .esclerose das veias. Frenalgia .que provoca inflamação.órgão microscópio existente no ovário.vesícula. Fomentação . Fumigação .

Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 55 .dilatação da glândula mamária em forma de cisto cheio de leite. Gangliomite .curativo compressivo para deter hemorragia. Gastrectomia .hérnia do estomago.. Gânglio linfático .instrumento para examinar o interior do estomago. Fungo . Galactocelo . Gastrolgia .excisão de parte do estomago em casos de úlcera.gangrena simétrica das extremidades. Gastrocópio .para evitar isquemia e gangrena.Funda . Gastrocolotomia . câncer. faz-se com um torniquete .incisão do estomago e do cólon. Gastralgia .dor de estomago.dor de estômago. Gastroenterite .amolecimento do estomago.cogumelo parasito. Gastrocele .presença de cálculo no estomago. mediante a introdução pelo esôfago de um foco luminoso e um espelho.necrose maciça dos tecidos devido á falta de irrigação sanguínea.qualquer doença ou distúrbio do estomago Gastropexia .aparecimento de vários furúnculos..relativo ao estomago. Gastrite .relativo ao estomago e ao fígado. Gastrodínia . Gastropatia . Gangrena . Furúnculo .inflamação simultânea do estomago e do intestino. dividido em compartimentos por um tecido fibroso.inflamação do estomago e do duodeno. Gastro-hepatico .é um nódulo ou um aglomerado de tecidos linfóide.inflamação do estomago. Garrote .que mata os fungos. Gangrena de Raynound . é preciso afrouxar a cada hora.aparelho para manter a hérnia no lugar. Gástrico . G Galactagogo . Fungicida .inflamação do gânglio. Gastromalácia . Furunculose .operação para fixação do estomago caído. Gastrólito .que estimula a secreção de leite.infecção e inflamação de um folículo piloso.dor no estomago. Gastroduodenite .

estudo das doenças dos velhos. Gastroscopia .sutura do estomago.órgão que segrega um produto específico.inflamação dos glomérulos do rim. Genal . Gigantismo . Glutural .relativo á bochecha. Glossalgia .presença de açúcar na urina normalmente isto não deve ocorrer. Gastrorragia . Glândula . Gengivite . Geriatria . Glomerulite .incisão do estomago. Gastroplegia . Germicida . Genitália .Gastroplastia . Geléia de petróleo .secreção excessiva pelo estomago.prolapso do estomago.excessiva secreção de suco gástrico pelo estomago.cirurgia plástica do queixo. Gastrosucorréia . Gastrorrafia . Geniano .inflamação da língua. Glossite . Gemioplástia .cirurgia plástica da bochecha.os órgãos genitais.inflamação da gengiva. Genoplástia .relativo a queixo. Glicosúria .exame do interior do estomago.hemorragia pelo estomago.que mata os germes. Glúteo-referente ás nádegas.abertura de uma fístula gástrica.paralisia do estomago.dor na língua.hemorragia no estomago.doença causada pelo excesso da função hipófise.vaselina. Gastroptose . H Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 56 . Gastrotaxia .operação plástica no estomago.micróbios. Gastrotomia . Germe .relativo á garganta. Gastrorréia . Gastrostomia .

Hemeralopia .sangramento. cheiro de maça estragada.analgesia de um lado ou de uma metade do corpo. Hemodiálise . diminuição da visão á luz do dia. Hemicolectomia . dor (em metade do crânio). Hemorragia . Hematúria . Hemiplegia .paralisia dos MMII.mau hálito. Hemotórax . Hemólise .presença de sangue na urina. Hematêmese .vômitos com sangue.cegueira diurna. Hemiparesia .extração de substâncias tóxicas contidas em excesso no sangue mediante difusão através de uma membrana semipermeável. na cavidade pleural.dor no fígado. Hemoftalmia .inflamação do fígado.Hálito diabético .fraqueza muscular em um lado do corpo. Hemoptise . por deficiência de coagulação.aumento do volume do fígado e do baço.pigmentos de glóbulos vermelhos. Hemotórax .cultura de sangue através de técnicas laboratoriais.fraqueza muscular em um lado do corpo. Hemicrânea . Hemiplegia .dedo grande do pé. Hematoma .doença congênita na qual a pessoa esta sujeita a hemorragias freqüentes.derrame sanguíneo no interior do tórax. Hematêmese . Hemostasia .hálito adocicado.hemorragia de origem pulmonar.vômito com sangue. coagulação do sangue. Halitose .hemorragia no olho.remoção cirúrgica de metade do cólon.extravasamento de sangue fora da veia. Hemocultura .coleção de sangue. Hallux . Hemiparesia . Hemoglobina . escape do sangue dos vasos sanguíneos. Hemofílico . destinados a fixar o oxigênio do ar e levá-los aos tecidos. Hepatite . Hepatalgia . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 57 .paralisia de metade do corpo.enxaqueca. Hemianalgesia .escarro com sangue. Hepatoesplenomegalia .processo para conter a hemorragia.destruição dos glóbulos vermelhos do sangue.

Herpes . Histerectomia .vômitos excessivos ou incoercíveis.urina excessiva e com baixa densidade. ou sua localização anormal. Hiperpirexia . Heteroinfecção .extirpação do útero. Hiperpnéia . Hipersônia .quantidade excessiva de cálcio no sangue.tonicidade muscular diminuída. Hiperpnéia .diminuição da sensibilidade.aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana.enxerto de tecidos de outras pessoas.infecção por um vírus com erupção de pequenas vesículas com base avermelhadas e causando forte dor. acelerada.Hepatomegalia . Hipercapnia .infecção por germes vindo do exterior. Hidramnio . Hipertensão . Hidrocefalia . Hiperalgesia .excesso de glicose no sangue.com água. Hidruxia .excesso de líquido amniótico Hidratado . com movimentos respiratórios exagerados. Hipotensão . Heteroplástia .respiração acelerada.aumento anormal de um órgão ou tecido.febre alta. Histeropexia .do mesmo lado.operação para fixar o útero. Hiperpirexia .respiração anormal. quase aquosa. Hipercalcemia .sonolência excessiva. Hiperalgesia .aumento da pressão arterial.aumento do volume do fígado.falta de oxigênio.sensibilidade exagerada á dor. Hipertrofia . Homolateral . Hipertricose .excesso de sensibilidade á dor. Hipotonia . Hiperemese .excesso de pêlos.febre muito alta.excesso de gás carbônico no sangue. Hipoestesia . I Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 58 . Hiperglicemia . acima de 40 graus c.baixa pressão arterial. Hipofixia .

L Laparoscópio . Marca passo . Jugular .sem dor. Jejunostomia . Meato .falta de sono. formando uma abertura artificial.dor no quadril. Inguinal .infarto agudo do miocárdio.insuficiência local de sangue. Isquialgia . Lipotímia . Insônia . Mastalgia .endoscópio para exame da cavidade abdominal.abertura. J Jejuno . Inapetência .desmaio ligeiro com perda dos sentidos Luxação . Icterícia .incisão do abdômen Lienteria .dentro do osso. anorexia. I.Com elevação é Pápula.A . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 59 . alimentos ou outras substâncias. regressão.referente ao pescoço. Intranasal .volta. Mácula .a segunda porção do intestino delgado.dor no seio. impossibilidade de dormir.ligação cirúrgica do jejuno ao abdômen.aparelho elétrico (a pilha) que se implanta perto do coração para regular os impulsos destes.mancha rósea na pele. quando o nódulo sinoventricular não funciona normalmente.coloração amarelada da pele e mucosa.falta de apetite.isquemia coronária aguda.M . Laparotomia .C. Indolor . Involução . M Mácula .I.A. Isquemia .dentro. Ingestão .relativo á virilha.mancha rósea da pele sem elevação.ato de engolir.dentro da cavidade nasal.diarréia de fezes líquidas contendo matéria não digerida. Intra . Intra-ósseo .separação das superfícies óssea de uma articulação. sem elevação.

Micção . Obstipação .bloqueio de um canal. prisão de ventre. cansaço facial. Náuseas . Necrose .gordo. Otalgia . Ortopnéia .ato de urinar. Neo . com presenças de sangue. Notalgia . Metrorragia .contração da pupila. Odontalgia .expulsão de urina da bexiga pela uretra.morte dos tecidos localizados. Omalgia .dor de ouvido.dor de dentes. Obstrução . Mictúria .esgotamento nervoso.diminuição da quantidade de urina.enjôo. Neurastemia . Nictalopia . O Obeso . Miastemia .dor no ombro. Oligúria . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 60 . Oligomenorréia . Micção .cegueira noturna.fraqueza muscular.dilatação da pupila. N Náusea .constipação rebelde.primeira menstruação Menorralgia .neoplasia.acentuada falta de ar em decúbito dorsal.presença de larvas de moscas no organismo. câncer.Prefixo que indica "rim".desconforto gástrico com impulsão para vomitar. vontade de vomitar. Nefro . Míase .fezes escuras e brilhantes. depressão.hemorragia menstrual.menstruação insuficiente.micção freqüente á noite. Nictúria . Midríase . Miose .sangramento fora do período menstrual. de uma região do corpo. Menarca .dor na região dorsal.Melena .micção freqüente á noite.

REOP .ventrículo direito. TV .pulso.ritmo juncional.sem visceromegalias.volemia. V V .sem roncos aparentes.ritmo sinusal.veia jugular esquerda. VD .P P . S/S .veia jugular direita.taquicardia ventricular. RM . TVM .segundo informações colhidas.resvacularização do miocárdio. VE .ventrículo esquerdo.troca da válvula aorta.reumatismo articular agudo. S S/RA .regular estado geral. REG . RCI . R RAA . RS . S/VM . PCR . VJD .parada cárdio-respiratória. SIC . SARA . RCD .reoperação.sem poros. VJE . RCR .ritmo cardíaco irregular.taquicardia atrial.troca de válvula mitral. TVAO .síndrome da angústia respiratória no adulto(edema pulmonar).recesso costal direito. T TA .ritmo cardíaco regular. RJ . Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 61 .

br/enfermagem/cme.org.com. Editora GK – RJ .br/manualpre.soenfermagem.VJE . Idelmira L.com.homeandhealthbrazil.aguaviova.com.ig.hpg. Denise ENFERMAGEM EM CLÍNICA CIRÚRGICA Kawamoto.com.br www. Sandra M. I Enfermagem em Clínicas Médica e Cirúrgica Zanquetta.br www.veia subclávia esquerda.hpg www. FRANCO Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica I Profª / Enfª Zeni de Lourdes Franco 62 .ig.abcdasaude. – 1999 MANUAL DO TÉCNICO E AUXILIAR DE ENFERMAGEM Lima. 1 / Vol.joaopossari.com. de Editora AB – Goiânia .xpg.com. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS PROFAE – CADERNOS DO ALUNO Saúde do Adulto / Assistência Cirúrgica / Atendimento de Emergência 2ª Ed. 2 Nettina. .hpg.veia subclávia direita. – 2003 – Brasília – D PRÁTICA DE ENFERMAGEM .hpg.mus.com www.6ª Ed. Emília E.htm www. EPU – SP – 1999 SITES www.br Organização e Compilação: Profª/ Enfª ZENI DE L.br/enfermateca www.arquivomedico.hsc.nursecare.br www.com.6ª Ed.br www.br www.veia jugular esquerda.org.br/artigos www.cirurgiaonline.Vol.hospvirt.2002 CURSO DIDÁTICO DE ENFERMAGEM – MOD.pos. VSCD . VSCE .biobras.