Exerc´ ıcios Resolvidos de MA 11 Unidade 3

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2. Suponhamos que g1 : Y → X e g2 : Y → X s˜o duas fun¸˜es inversas da a co fun¸ao f : X → Y . Tome y ∈ Y . Temos que c˜ g1 (y) = g1 (f (g2 (y)) = g2 (y). Logo, g1 e g2 s˜o iguais. a 3. Suponhamos X e Y n˜o vazios. Seja f : X → Y uma fun¸ao. a c˜ (a) Vamos mostrar que f ´ sobrejetiva se, e somente se, existe uma fun¸˜o e ca g : Y → X tal que f (g(y)) = y para todo y ∈ Y . Suponhamos que f ´ sobrejetiva. Ent˜o, para cada y ∈ Y , f −1 ({y}) = ∅. e a Tome um elemento de f −1 ({y}) e o denote por xy (Observemos que f −1 ({y}) pode conter mais de um elemento, pois f n˜o ´ necessariamente injetiva). a e Defina a fun¸˜o g : Y → X da seguinte forma: ca g(y) = xy (y ∈ Y ).

Note que, para cada y ∈ Y , temos que f (g(y)) = f (xy ) = y. Reciprocamente, suponhamos que existe uma fun¸ao g : Y → X tal que f (g(y)) = y para c˜ todo y ∈ Y . Para mostrarmos que f ´ sobrejetiva, devemos mostrar que e Y ⊂ f (X). Tome, ent˜o, y ∈ Y . Escreva x = g(y). Ent˜o x ∈ X e a a y = f (g(y)) = f (x), mostrando que y ∈ f (X). (b) Vamos mostrar que f ´ injetiva se, e somente se, existe uma fun¸˜o e ca g : Y → X tal que g(f (x)) = x para todo x ∈ X. Suponhamos que f ´ injetiva. Ent˜o, para cada y ∈ f (X), existe um e a unico x ∈ X tal que f (x) = y. Considere x0 um elemento de X. Defina a ´ fun¸ao g : Y → X da seguinte forma: c˜ g(y) = x, se y ∈ f (X) e g(y) = x0 , se y ∈ Y \ f (X). 1

Note que, para cada x ∈ X, g(f (x)) = g(y) = x. Reciprocamente, suponhamos que existe uma fun¸ao g : Y → X tal que g(f (x)) = x para todo c˜ x ∈ X. Tome x1 e x2 em X tais que f (x1 ) = f (x2 ). Ent˜o, x1 = g(f (x1 )) = a g(f (x2 )) = x2 . Isto mostra a injetividade de f . 8. Suponhamos A e B subconjuntos n˜o vazios de X e Y n˜o vazio. a a (a) Tome y ∈ f (A ∩ B). Ent˜o, existe x ∈ A ∩ B tal que f (x) = y. Da´ a ı, f (x) = y para x ∈ A e f (x) = y para x ∈ B, ou seja, y ∈ f (A) e y ∈ f (B), mostrando que y ∈ f (A) ∩ f (B). (b) N˜o. Se f : X → Y ´ uma fun¸ao n˜o injetiva, ent˜o existem A e B a e c˜ a a subconjuntos de X tais que f (A) ∩ f (B) n˜o est´ contido em f (A ∩ B). De a a fato, pela n˜o injetividade de f , existem x1 e x2 distintos em X tais que a f (x1 ) = f (x2 ). Coloquemos A = {x1 } e B = {x2 }. Como A ∩ B = ∅, temos f (A ∩ B) = ∅. Entretanto, f (A) ∩ f (B) = {f (x1 )} que n˜o ´ o conjunto a e vazio. (c) Vamos provar que se f : X → Y ´ injetiva, ent˜o f (A) ∩ f (B) ⊂ f (A ∩ B) e a para quaisquer A e B em X. A inclus˜o ´ clara se A = ∅ ou B = ∅. a e Suponhamos, ent˜o, A e B ambos n˜o vazios. Tome y ∈ f (A)∩f (B). Ent˜o, a a a y ∈ f (A) e y ∈ f (B). Assim, existem x1 ∈ A e x2 ∈ B tais que y = f (x1 ) e y = f (x2 ). Como f ´ injetiva, temos x1 = x2 e, portanto, x1 ∈ A ∩ B. Logo, e y = f (x1 ) ∈ f (A ∩ B). Em resumo, a fim de que se tenha f (A)∩f (B) ⊂ f (A∩B) para quaisquer A e B contidos em X, ´ necess´rio e suficiente que a fun¸ao f : X → Y seja e a c˜ injetiva.

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