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INFORMATIVO

ATERRO SANITÁRIO DO OESTE ONZE ANOS DE EXPLORAÇÃO

BOLETIM

Editorial
O tempo passa depressa e já lá vão dois anos que se consumou a fusão Resioeste-Valorsul. É tempo de fazer um pequeno balanço sobre o funcionamento do Aterro Sanitário do Oeste (ASO). O aterro foi o motivo para a constituição do MPI, por isso os primeiros sócios residem maioritariamente nas freguesias envolventes, Vilar, Outeiro da Cabeça, Maxial e Vila Verde dos Francos, ou estão de algum modo ligados a elas, nomeadamente por laços familiares. Fruto das actividades promovidas, com destaque para as oficinas de formação relacionadas com a alimentação, são cada vez mais os sócios de outros concelhos ou freguesias. É também a pensar nos novos sócios que damos realce nesta edição ao ASO para que conheçam melhor o assunto que está na raiz da nossa associação. A Presidente da Direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Ervas comestíveis SENSIBILIZAÇÃO ASO - 11 anos Evitar tóxicos Detergente caseiro Espaço Jovem Atento
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Ano 8, N.º 26
Outubro de 2012

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n.º 26 - Outubro de 2012

ERVAS COMESTÍVEIS – O INTERESSE CRESCENTE
Confesso que estou surpreendida pelo interesse crescente que as ervas comestíveis estão a conquistar. O contexto de crise que estamos a viver poderá ter a sua influência, mas tenho constatado que são cada vez mais aqueles que estão genuinamente interessados em conhecer melhor a Natureza à nossa volta e em tirar o melhor partido disso. Oficina das ervas comestíveis volta a conquistar No dia 26 de Fevereiro realizou-se a 2ª edição da oficina das ervas comestíveis que voltou a contar com o apoio da Associação Desportiva, Recreativa e de Melhoramentos do Avenal (Vilar - Cadaval) e da Junta de Freguesia de Vilar, e juntou pessoas de variadas proveniências, como Sintra, Peniche, Lourinhã, Mafra, entre outras.

Tal como na edição do ano passado a actividade teve início com uma saída de campo para identificação das ervas, seguindo-se o ansiado almoço. “Descomplicar” a agricultura, ou seja, uma agricultura que coopere com a Natureza em vez de investir um esforço excessivo em procurar dominar e controlar a Natureza, aproveitar melhor os recursos que nos estão próximos, até como resposta à crise, a importância de uma alimentação saudável, sensibilizar para os riscos do uso generalizado dos herbicidas, foram algumas das ideias partilhadas no momento de tertúlia após o almoço e que ajudou a que o dia terminasse da melhor maneira! Programa Biosfera na RTP 2 dedicado às ervas comestíveis Foi emitido no dia 15 de Maio o episódio 18 - “Natureza comestível” do programa Biosfera que é sempre transmitido às terças-feiras pelas 19.00h. Uma equipa de reportagem deslocou-se a minha casa para me gravar na confecção de vários pratos com o uso das ervas. Para quem queira ver ou rever pode aceder no site oficial da RTP ou da produtora Farol de Ideias nos seguintes links: http://www.rtp.pt/programa/episodios/tv/p23843, http://www.faroldeideias.com/arquivo_farol/ index.php?programa=Biosfera Revista Família Cristã dedicou um artigo às ervas comestíveis Na rubrica “Viver Melhor” da edição de Maio, a colaboradora da revista Família Cristã Isabel Figueira redigiu um artigo dedicado às ervas comestíveis e para a sua preparação veio a minha casa para me entrevistar.

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SENSIBILIZAÇÃO EM ESCOLAS
Seminário “Enoturismo e Eco-gastronomia: experiências sustentáveis” Realizou-se no dia 20 de Março organizado pelos alunos do curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó – Bombarral, que se iniciou por um almoço confeccionado por alunos de Curso de Técnico de Restauração, seguindo-se as conferências com as convidadas, Ana Reis da Sociedade Agrícola Quinta do Sanguinhal e eu própria, em que mais uma vez tive a oportunidade de expor os principais impactos do regime alimentar e modo de produção de alimentos dominantes, ou seja, uma alimentação à base da fast food (comida rápida) e a produção industrializada, e em especial os que podemos fazer para melhorar a nossa alimentação e consequentemente a nossa saúde, a economia local/nacional e a protecção do ambiente.

Sessão sobre Eco-gastronomia na Escola Henriques Nogueira – Torres Vedras No dia 26 de Abril voltei à escola onde estudei do 7º ao 12º ano, já lá vão uns bons anos! Esperava-me uma plateia com várias turmas do secundário que revelou bastante interesse no tema que me convidaram para explorar, a Eco-gastronomia, como a foto bem ilustra. Demonstração da Oficina de Cozinha Sustentável em Óbidos O município de Óbidos criou um evento diferente das outras realizações pelas quais Óbidos é uma referência, o “Maio Criativo”, desde logo pela participação de um leque diversificado de parceiros, nomeadamente associações e cidadãos que se envolvem em causas e projectos, e que procuram ser inspiradores. Alexandra Azevedo, pelo MPI, participou com uma demonstração da Oficina de Cozinha Sustentável, em 19 de Maio. A programação foi vasta e o local foi o EPIC – Espaço Promoção da Inovação e Criatividade, bem à entrada da Vila, um edifício reabilitado. Um curto vídeo com várias demonstrações, incluindo a da oficina de cozinha sustentável, integradas no evento “Maio Criativo” pode ser acedido em: http://www.youtube.com/watch?v=FLhkzrcPBW0

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Setembro 2012

O tempo passa e já lá vão perto de 11 anos que o Aterro Sanitário do Oeste (ASO) começou a funcionar. Começando pelo princípio, em Abril de 1999 quando já estava tomada a decisão política quanto ao modelo de gestão dos resíduos e à localização do aterro é que as populações tomam conhecimento do que se preparava após a insistência de pedidos de informação. O movimento espontâneo de cidadãos auto-denominado “Movimento Pró-Informação sobre o Aterro Sanitário do Oeste”, ficando conhecido por MPI (entretanto oficializado em Abril de 2003 e passando a designar-se por Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente) sempre reconheceu que as 9 lixeiras que existiam na região constituíam um crime ambiental que urgia resolver, mas infelizmente, vários aspectos que motivaram o aparecimento de uma forte contestação, tais como a má condução do processo, devido ao incumprimento em nosso entender de legislação diversa; localização inadequada, o terreno pertence à REN (Reserva Ecológica Nacional e em zona de recarga do principal aquífero da região Oeste - Sistema Aquífero dos Grés de Torres Vedras, contíguo à povoação de Olho Polido, freguesia de Outeiro da Cabeça, concelho de Torres Vedras); falta de tratamento antes da deposição do lixo no aterro e por isso temia-se pela futura gestão, o que se veio a verificar. A maioria dos resíduos são depositados no aterro sem qualquer tratamento Apenas os resíduos colocados pelas pessoas nos eco-pontos é que são encaminhados para reciclagem após uma triagem para separação e enfardamento dos materiais, o que representa uma pequena percentagem em relação ao total de resíduos produzidos! São ainda frequentes situações como esta em que as pessoas colocam indiscriminadamente resíduos recicláveis nos contentores, ou pior ainda em seu redor. Estes resíduos serão depositados directamente no aterro! Tratamento da matéria orgânica só começou em 2011! Desde o início defendemos que os resíduos sólidos urbanos (RSU), vulgo lixo doméstico, deveria passar por um pré-tratamento para recuperar materiais para reciclagem, em especial a matéria orgânica (ou resíduo biodegradável), principal responsável pelos maus cheiros e produção de lixiviado, mas só em 2011, ou seja quase 10 anos depois do início do funcionamento do aterro começou a laborar a Central de Valorização Orgânica, localizada em Leiria e partilhada com a VALORLIS. Instalação com capacidade para tratar 50.000 toneladas/ano de RSU indiferenciados, portanto apenas metade deste valor é que provém da nossa região, e na prática permitir desviar da deposição no aterro apenas 10.000 correspondente a resíduos biodegradáveis, o que é manifestamente insuficiente!

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Fonte: Relatório Ambiental Anual do Aterro Sanitário do Oeste 2010 Um longo processo com algumas meias vitórias Apesar da forte contestação popular e das inúmeras diligências, não se conseguiu evitar a construção do aterro, no entanto alcançaram-se algumas meias-vitórias, podemos assim chamar: - A alteração do projecto inicial afastando a primeira fase da povoação de Olho Polido (freguesia do Outeiro da Cabeça, concelho de Torres Vedras); - Melhorias no funcionamento do aterro. - Imposição pela Comissão Europeia de não ser excedida a deposição de 140.000 toneladas por ano no aterro (em vez das cerca de 175.000 toneladas que têm sido depositadas anualmente) motivado pela nossa queixa, e que obrigou a transferência do excedente de resíduos para outro aterro, o da Amarsul (Moita - Setúbal). - Limitação de deposição até às 170.000 toneladas após a Declaração de Impacto Ambiental favorável condicionada ao Estudo de Impacto Ambiental entretanto realizado para se ultrapassar a deposição das 140.000 toneladas. Ficou pelo menos assegurada que a deposição não será indiscriminada.

200.000

180.000
160.000

140.000
Toneladas

120.000 100.000

80.000
60.000

40.000
20.000 0

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

TOTAL RSU indiferenciados

TOTAL RSU depositados no ASO

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Quantidades depositadas no ASO Em 2002 foram depositados no ASO 3.242,8 t de RIB (Resíduos Industriais Banais), mas essa autorização foi retirada. Desde 2005 que tem havido desvio de resíduos. Assim, foram também depositados em aterro, mas na AMARSUL, 10.051 t em 2005, 15.003 em 2006, 43.736 em 2007, 42.041 em 2008 e 41.512 em 2009. Com a fusão Resioeste – Valorsul em 2010 houve o desvio de 13.266 t de RSU para a incineradora de S. João da Talha (Loures) e de 3.442 t de RSU para a Central de valorização orgânica de Leiria. Em 2011 foram desviados 15.269 para CVO Leiria e 31.255 t para a CTRSU de S. João da Talha. Foram ainda usados 9.949,24 t de escórias como material de cobertura dos resíduos. Até Janeiro de 2012 estão 1.790.016 toneladas de resíduos acumulados no ASO. O MPI continuará como até aqui a acompanhar o funcionamento do ASO e a exigir o tratamento adequado para todos os resíduos produzidos antes da sua incineração ou deposição em aterro.

AMBIENTE E CIDADANIA EVITAR OS PRODUTOS TÓXICOS
Hoje em dia nas nossas casas existem mais químicos do que num laboratório médio há cem anos! Há uma quantidade impressionante de tóxicos nas nossas casas escondidos nos produtos mais diversos que utilizamos no dia-a-dia, com efeitos nocivos no sistema imunitário, em certos órgãos (como o fígado ou os rins), causadores de cancro e de malformações congénitas, etc., e outros de efeito ainda desconhecido, devido a falta de estudos de impacte sobre o ambiente e sobre a saúde humana. A lista é quase interminável: ambientadores, desinfectantes, pesticidas, desentupidores, limpa-fornos, artigos de higiene pessoal, desodorizantes, cosméticos, tintas, etc. Por outro lado, são adicionados certos químicos a produtos e artigos usados no dia-a-dia, como por exemplo: resina de aldeído fórmico a tecidos para vestuário e têxteis para o lar para não ser necessário passar-a-ferro, libertando vapores tóxicos; desinfectantes, como o triclosan, a pasta dentífrica, solas de sapato, esfregões, calções para ciclismo, etc., que é completamente desnecessário. Estes químicos são um perigo, para nós e para o ambiente, não só quando os usamos, mas também quando são fabricados e quando vão para o “lixo”. Calcula-se que no mercado internacional circulem 110 mil substâncias, 20 mil das quais são consideradas perigosas. Na Europa existem mais 100 000 substâncias registadas e sobre mais de 90% pouco ou nada se sabe. A esmagadora maioria foi registada antes de 1981, altura em que não era obrigatório apresentar informação sobre a sua segurança, pelo que quase nada se sabe. Das propostas para registo após 1981, cerca de 70% apresentavam características perigosas. Seguem-se algumas sugestões para evitar produtos tóxicos mais agressivos para o ambiente a nossa saúde: 1- Preferir fibras naturais para vestuário, têxteis-lar, etc. 2- Usar redes mosquiteiras 3- Dispensar o uso de produtos sempre que possível, como por exemplo as pastilhas para colocar no autoclismo ou nos dispositivos que se penduram no bordo da sanita, sendo preferível usar produtos de limpeza apenas quando necessário. 4- Evitar as lavagens a seco. Neste tipo de lavagens são usados solventes em vez de água, que são tóxicos não só para a nossa saúde, mas também para o ambiente, como o percloroetileno. No caso de a etiqueta aconselhar este tipo de lavagem, arejar a roupa para se libertarem os resíduos químicos nos tecidos. Procurar lavandarias ecológicas. 5- Usar alternativas inofensivas ou menos tóxicas. Exemplos: 5.1- Para limpar os fornos, borrifar com água e aplicar camadas de bicarbonato de sódio e esfregar suavemente com palha-de-aço as manchas mais difíceis. 5.2- Para perfumar o ar, usar misturas de ervas ou sumo de limão e vinagre. 5.3- Como amaciador de roupa, juntar uma parte de vinagre, outra de bicarbonato de sódio e umas gotas de limão em duas partes de água. 5.4- Para desinfectar o interior da sanita, utilizar vinagre deixar actuar, e escovar aplicando bicarbonato de sódio. 5.5- Para limpar os azulejos da casa-de-banho, usar uma solução de uma parte de vinagre e quatro de água.

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5.6- Para desentupir canos usar a tradicional ventosa, pode-se ainda optar por desentupidores biológicos, são à base de enzimas que degradam lentamente a matéria orgânica e são muitas vezes eficazes, a sua desvantagem é serem relativamente dispendiosos, mas em contrapartida são muito mais seguros. 5.7- Usar gel ou líquido para lavar os dentes em vez de pasta, pois muitas vezes é branqueada com recurso a dióxido de titânio, substância que é prejudicial ao ambiente. 5.8- Usar marcadores e canetas à base de água, em vez de à base de tinta permanente, que podem conter solventes perigosos, como o tolueno e xileno. 5.9- Utilizar tintas à base de água ou que contenham baixa quantidade de solventes, em vez de tintas à base de óleo. O mesmo em relação a colas, vernizes e produtos para polir ou tratar a madeira. Comprar, tanto quanto possível, apenas a quantidade suficiente e fechar hermeticamente as embalagens para evitar a libertação de gases poluentes ou que se entornem acidentalmente. 5.10- Para medir a temperatura corporal, usar um termómetro digital em vez do tradicional termómetro de mercúrio. 5.11- Usar plantas aromáticas como repelente de insectos. Há várias soluções, eis algumas: como repelente de traças, distribuir pedaços de madeira de cedro pelos roupeiros e gavetas ou untar as superfícies com óleo de cedro, em vez das bolas de naftalina, cuja composição é 100% paradiclorobenzeno, prejudicial ao fígado e rins; para afastar os insectos (e os maus cheiros numa casa), colocar debaixo dos tapetes e carpetes, por exemplo: alecrim, cavalinha, erva-cidreira, funcho, hortelã, macela, manjericão, manjerona, margaridas, pinheiro, poejo, rosa, salva, tomilho ou violeta de cheiro. Bibliografia:
“50 Coisas simples que pode fazer para salvar o planeta, ”, The Earth Work Group, Círculo de Leitores, 1993, p.28, 52-53, 83 “Breves: Cuidado com os desinfectantes!”, ABC Ambiente, Janeiro 2001, p.7 Filipe Costa Pinto, “Poupar mais, poluir menos – guia prático de acção ecológica”, edições Nova Gaia, 2004, p.22, 33, 64-66 Repelindo insectos indesejáveis - http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=56

DETERGENTE PARA A MÁQUINA DA ROUPA CASEIRO
Sugiro que a primeira vez que façam o detergente, façam metade da receita, pois com a experiência, vai-se podendo fazer alguns ajustes e 1/2 receita dá para um garrafão de 5 litros. Estou bastante satisfeita com os resultados, pois apesar de certas nódoas não sairem muito bem, o mesmo já acontecia com os outros detergentes. E o que se poupa compensa. Uso uma dosagem superior à apresentada na receita, cerca de 100ml mas mesmo assim fica muito barato. INGREDIENTES : 8 litros de água da torneira, 120 g de bórax = borato de sódio (vende-se em farmácias), 120 g de carbonato de sódio (atenção, não é bicarbonato de sódio, é carbonato de sódio Na2CO3; 1 barra (400 g) de sabão azul e branco O carbonato de sódio não é muito fácil de encontrar. Em Mafra, só o encontrei numa mercearia antiga da zona (Sobreiro) que vende produtos para a agricultura. MATERIAL: panela de inox, colher de pau, balança, balde de 10 L (ou mais), garrafões de 5 L vazios (ou outros recipientes de plástico) PROCEDIMENTO: medir (ou pesar) 1,5 L de água (=1,5 kg) e colocar na panela; juntar o sabão azul e branco partido em bocados (3 ou 4); em lume brando, dissolver o sabão totalmente; mexer de vez em quando (o sabão tem que ficar muito bem dissolvido); juntar o bórax e o carbonato de sódio e mexer até ficar mais grosso; tirar do lume; colocar a mistura num balde e adicionar 6-7 L de água quente (o meu volume final foi 8 L); mexer bem; o detergente vai engrossando à medida que arrefece; ir mexendo de vez em quando até arrefecer totalmente (demora algumas horas); depois de arrefecer, colocar nos garrafões e arrumar; para uma máquina de roupa usa-se 1/4 de chávena, ou seja, cerca de 60 mL; este detergente não faz espuma, mas não é a espuma que lava; aliás, a espuma nos detergentes, shampoos, etc, é causada pelo malfadado lauril sulfato de sódio, que aparentemente é um composto cancerígeno. Segundo os dados no blog o custo é irrisório ficando cada dose a 0,01812€!

espaço

Jovem Atento
À procura do centro da vida
Andamos todos os dias a correr tanto de um lado para o outro. Com uma sociedade que é tão inundante ao nível da informação e tão exigente. Que nos desligamos do pensar do centro. Passo a explicar. Imaginem o tempo que antigamente os pastores tinham para pensar e para meditar. Pode parecer descabido. Pois passavam frio no inverno e todas as dificuldades que ouvimos os nossos familiares falar. Mas invejo-os. Muito. Primeiro era óptimo pois não faziam exercício físico em ginásios. Que é algo que hoje em dia acho ser muito aborrecido e até descabido, porque temos bom clima e muito bons percursos naturais para desfrutar. E deviam ter imenso tempo para pensar na vida. Eu tenho falado com diversas pessoas do meio rural que são autênticos filósofos do quotidiano. No outro dia conheci um velho que me disse que havia alguém na terra que dizia que sempre que morria um velho morria uma biblioteca!!! E pensemos nós como tratamos os nossos idosos hoje em dia???? Precisamos mais do que nunca de pensar de meditar e definir prioridades para cada dia. Para ter consciência do potencial de cada um na comunidade que vive. Posso agora parecer o padre a falar na homilia de Domingo. Mas o fato é que precisamos muito encontrar o nosso centro... Talvez encontrar o amor por nós, pela terra, pela vida, pelo ser humano. Gostar outra vez de olhar nos olhos de conversar de aprender com os outros de confiar nos vizinhos. Isto não é idílico é real! Tão real como perguntarmos o que queremos ser hoje e como queremos que o nosso dia seja colorido! Susana Silva

Ficha técnica Directora: Alexandra Azevedo Paginação: Nuno Carvalho Colaboraram nesta edição: Alexandra Azevedo, Susana Silva, Fátima Franco Silva e Nuno Carvalho Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com Web site: http://mpica.info