Equacionamento – cap.

2 - Costumo dizer a mim mesma que essa coisa de costumo dizer é muito sentenciosa, pouco modesta e muitas vezes antipática. Entretanto... costumo dizer que quem procura culpados é o juiz de direito, o promotor, o advogado, o detetive. Quem pensa em culpa pensa em punição para o culpado. Como não exercito as atividades dos profissionais referidos, quase nunca penso em ir atrás de culpabilidade, em qualquer situação. Fazendo uma digressão: tenho registrado em arquivos escritos algumas cenas, momentos de vida, que me levaram a refletir sobre coisas mais gerais. Uma delas ocorreu em curso para professores da rede estadual, de um convênio CENP-USP, lá pelos anos 1980. Uma professora, lá às tantas, indignou-se com algo que eu havia dito e manifestou-se: “Você está querendo dizer que nós, professores, somos culpados pela não alfabetização do aluno?”. Minha resposta (ainda bem que consegui pensar rápido!): “Não sei e nem quero saber quem é o culpado. Quero é ajudar a resolver uma situação, e atribuir culpas não vai ser de tanta utilidade. O que quero saber é de quem são as responsabilidades, e neste caso há responsabilidade do professor, sim, mas há também responsabilidade do governo, da direção da escola, dos funcionários da escola, dos pais de alunos e dos alunos. Precisa-se saber quais são as responsabilidades de cada um, para determinar as origens e causas dos problemas, e encontrar soluções cabíveis, exeqüíveis e justas”. (exeqüíveis? Será que usei esse termo mesmo? Talvez, pois aquela turma certamente o conheceria: todo mundo tinha sido normalista numa época em que se lia bastante.)E continuei com algo como: ”Culpa deve implicar em pena, penalidade. E aplicar penas é uma das coisas que menos ajuda na solução mais permanente de muitos problemas. Já avaliar e solicitar o exercício de responsabilidades é fundamental para bons resultados.” A partir daí, no curso, as discussões foram muito mais livres, abertas e proveitosas: ninguém precisava sentir-se na berlinda, sendo julgado e acusado; passou-se a apenas avaliar atividades e situações, não pessoas.

Retomando: eu mesma me surpreendi com o episódio, e a partir daí passei a relatá-lo em diversas situações, em especial em aulas e em reuniões com diferentes públicos, em processos de planejamento governamental. Daí o “costumo dizer”.

Creio que o raciocínio é aplicável ao nosso caso, pois de repente, insatisfeitos com rumos e resultados, passamos, de certa maneira, a acusações, a atribuições de culpa, a disfarçado menosprezo por certas idéias e intenções, e com isso a ferir sentimentos, a gerar descontentamentos – a maioria das vezes involuntariamente e, em alguns casos, até um tanto inconseqüentemente. Quem? Quem fez isso? Não interessa, se concordamos com o acima exposto. O que queremos é que o grupo vingue, não que as pessoas se vinguem (Nossa! Não estou demais, no uso do vernáculo?). Indo à questão das responsabilidades, das atribuições. Do meu ponto de vista, algumas das responsabilidades foram assumidas pelo GM (Grupo do Molina, aquele do qual o Molina não é dono, mas membro integrante), de forma voluntária e responsável. O GM (podemos mudar o nome e a sigla, para Grupo Executivo do CRUSP68, GEC ou GCRUSP68, por exemplo) respondeu plenamente às suas atribuições, como sabemos e tanto agradecemos. Meu raciocínio: isso, esse sucesso, levou à criação de novas responsabilidades, um número imenso, indefinido, delas. E a indefinição não se deu apenas em relação ao número de responsabilidades, mas aos titulares de cada uma. O andar da carruagem foi ocorrendo de forma espontânea, sem linhas demarcatórias, sem placas de estrada. E isso foi bom, foi muito bom. As pessoas foram se conhecendo, alguns grupos estão claramente em gestação, processo de parto e já nascidos, os tropeços foram sendo registrados e servindo de avisos, algumas intenções de trabalho e produção foram sendo manifestadas e implemantadas. O grupo que está mantendo contato e trabalhando ainda é muito pequeno? Sim e não. Sim, se pensarmos no grupo potencial, nos demais que podem vir a participar – eles não sabem o que estão perdendo! Não, pois está atuante, e apresentará resultados para seus integrantes e demais cruspianos e, espero sinceramente, para umas e outras parcelas da sociedade.

Um bom resultado não depende de mudanças radicais de percurso. Mas melhores resultados dependem, sim, de melhor organização, de definição de responsabilidades. Algumas delas são de todos os participantes. Outras foram e estão sendo definidas pelo processo. Quais são, umas e outras? Acredito que isto se

coloca como de fundamental discussão e estabelecimento. Não é tão fácil: haverá certamente uma hierarquia de atribuições, daí decorrendo alguma hierarquia de poder. E isso me motiva para nova digressão:

No início de 1964 o arranjo da ocupação inicial (no bloco ocupado, o F, as moças ocupavam o 3º andar, e os rapazes o 5º e o 6º) foi modificado. As moças passaram para o bloco D, os rapazes para o B e o C, e os apartamentos do F foram destinados a atividades administrativas e de organização estudantil (o 101 era usado para nossas reuniões e contava com alguma infra-estrutura de nosso uso), e, no correr do tempo, abrigaram professores visitantes e alunos de especialização e pósgraduação. Enquanto no D as pioneiras executaram a idéia de alternância de alocação, intercalando apartamentos de pioneiras com apartamentos de novatas (lembro-me de que nós,já moradoras, fizemos diversas reuniões com grupos de novatas, para falar da importância e significado da experiência, e um dos papos era mais ou menos o seguinte: “Se vocês vieram para o CRUSP apenas para resolver o problema de moradia de cada uma, é bom saber o seguinte: o CRUSP não deve ser um lugar para apenas morar: é um lugar para viver; por isso, e também porque a opinião pública pode interessar à nossa permanência aqui, vamos nos comportar como se estivéssemos em nossas casas, com uma dose maior de liberdade, mas respeitando os demais moradores, quanto ao silêncio noturno, ao estudo, à higiene...”. A alternância foi possível no D, naquele momento, porque as novatas não vieram em número suficiente para ocupar todos os andares. Já o C foi ocupado por expressiva maioria de politécnicos, com um grande número de calouros. O número de situações de angústia, por vezes de conflito, aumentou. Sei disso por ter pertencido à comissão de representantes, e também recordo que houve uma explicação: a maior parte dos calouros vinha do interior, numa primeira experiência de vida longe da família. Tinham entrado na Poli, então seriam certamente muito inteligentes e experimentariam, em suas cidades de origem, principalmente as menores, alguma situação de destaque por sua genialidade e, possivelmente lá exerceriam alguma função de liderança. Pois bem: tal destaque e tal liderança não funcionavam da mesma forma no CRUSP: seria um monte de iguais, longe da família original e ainda sem uma nova, sem os cerceamentos daquela e sem orientação satisfatória para a vida nesta de agora. Levou um tempo para que as coisas se acomodassem, e acredito que a força das circunstâncias gerou algumas rusgas, sim, mas levou a muitas amizades fortes e duradouras.

Ainda bem que as digressões, mais cedo ou mais tarde, acabam. Pois bem: tenho a impressão de que estamos todos de calouros do bloco C: surpreendemo-nos com a liberdade, vemos grandes horizontes, gostamos da companhia, temos vontade e garra, mas ainda estamos experimentando os limites, ainda sentimos, alguns, a falta dos conselhos maternos e paternos (podemos tirar o cavalinho da chuva: as soluções estão em nossas mãos), além de precisarmos ir atrás de mais moradores para o conjunto, mostrando que a experiência está dando certo; enfim, parece que teremos de partir para uma assembléia (mesmo que virtual). E aí, no caso de uma “assembléia”, precisamos de certa formalidade, requer-se uma Mesa Diretora, um Expediente e uma Ordem do Dia, para que não bagunce, para que haja algum avanço significativo. Pode parecer formalismo demais, e outras sugestões podem, é claro, ser aventadas. (entra música tema) Três páginas já é muito, para uma só mensagem – na próxima, espero que final, as sugestões, enfim.

- Meus amigos Estou chegando agora e comecei pelo mail da Ana, porque ontem nos deixou em suspense. Bom, minha querida, aprenda a aceitar elogios. Estão ótimas tuas reflexões, tua digressões e tua comparação deste grupo com o acontecido nos Blocos D e C. De maneira prudente e cautelosa, você está fazendo uma análise importante. Espero a continuação, mas aproveitei e guardei, como tantas outras coisas que você escreveu tudo isso na minha pasta " Livro do Crusp", que você entende bem, que não é meu, senão nosso, assim como o Grupo do Molina, não é do Molina e sim dos cruspianos. Beijos Soninha

Sônia, Que susto! Já estava imaginando começar minha próxima mensagem com um "Alooô...olaaá... tem alguém aí?". Vai que Álvaro, Mário, Scaico, Teotonio, Malu e os poucos outros persistentes resolvem dar um tempo? Todos ao mesmo tempo? Mas isso, certamente vai mudar. Se depender de torcida... Peço desculpas gerais pela repetição de envio do "equacionando - 2". Enviei a mensagem e, passados alguns minutos, não apareceu em minha caixa de entrada; tentei de novo,e nada. Enviei de carona em resposta, e saí de casa. Quando voltei, lá estavam elas. Aproveitando: que tal a gente seguir a moda do Teotonio, e apagar a mensagem original, quando do envio de respostas e encaminhamentos? É o que uso fazer normalmente, apenas deixo um pedacinho da mensagem original, para ajudar em buscas futuras. Ainda: estou encaminhando uma apresentação de slides que recebi hoje atrevo-me a fazê-lo porque os textos são do Mário Quintana, e as ilustrações excepcionalmente ajudam no saborear as idéias e palavras. (Pergunto aos especialistas: dá para fazer um subgrupo que goste de apresentações em Power Point? Sei que nem todos gostam, e seria de boa educação não obrigá-los a perder tempo com a abertura das mensagens com tais anexos.) Abraços, a você e a todos. Ana Maria

-Teotônio: Que bom que você colocou este link, porque através dele pude saber do Arkan. òtima pessoa, querido no Crusp, desesperei-me quando o vi ajoelhado, acho que no largo da Concórdia,em uma manifestação, desconfio sem estar segura no ano de 1966. Seriam as setembradas???? Arkam permaneceu, impávido, no Centro da Manifestação, enquanto todos fugiam com o ataque de gases lacrimogêneos da Policia. Retenho esta cena em minha memória, porque realmente fiquei deslumbrada. Com a cabeça agachada, ele permaneceu até ser preso. Eu, sentindo o horror daqueles gases e sem saber o que fazer, corri como todo mundo na hora que o prendiam. Evidentemente, fomos todos presos e levados para o DOPS. Passamos a noite lá. Alguns, não sei se todos, foram soltos ao amanhecer e levados num caminhão para o Crusp, onde já éramos esperados com agitação e comida.... Comida....

Lembro-me do Hissan, irmão do Arkan, que também morou no Crusp. Mas sobretudo, lembro-me que na viagem que fizemos à Amazônia, passamos por Anápolis e fomos convidados para visitar sua casa. Família hospitaleira e generosa, fomos recebidos com o maior carinho. Lembro-me bem de todos eles , da casa, das palavras e até do que comemos. Tinha coalhada síria com mel, pão sírio ou árabe, não sei e muitas coisas gostosas. Para cruspiano, ainda mais em viagem, foi um banquete maravilhoso. Fizemos também um passeio pela cidade e visitamos um pomar da família. Lembro-me das mexiricas ou bergamotas ou mandarinas,(cada lugar tem um nome) que apanhamos das árvores. Aí me falha a memória.... porque lembro-me de que colhemos outras frutas, que íamos apanhando e comendo sobretudo uma pequena, que devia ter sido jaboticaba. Que delícia! Eles eram tão receptivos , anfitriões e amáveis, como os cruspianos costumavam ser no CRUSP. Nessa cidade também morava o Guasco, cuja família também nos recebeu, com igual gentileza. Nunca mais vi nenhum deles. Sei que Guasco já partiu, mas Arkan e Hissan, ficaram perdidos nesse universo, conservados apenas na memória, que agora, com prazer descobre detalhes interessantes do que foi su vida pós-Crusp. Mais um que soube destacar-se e cujo nome e vida a Wilkipedia não vacilou em publicar. Boa gente, bom ser humano. Eu o cumprimento à distância, homenageando-o onde estiver. Beijos Teotônio e obrigada pelo teu trabalho. Você realmente produz. - Teotonio (sem chapeuzinho) Sua generosidade e capacidade de trabalho são admiráveis. Insisto: porque não escrever vários livros? Colaboramos com o teu e você colabora, como gentilmente está fazendo com o "NOSSO", porque na realidade o teu é nosso e o nosso é teu. Acho que compartilhamos isso. Temos um imenso conteúdo e uma diverdidade imensa a tratar. Eu também fui à Wilkipedia buscar o nome Crusp. Fui à vários sites que falam da época da ditadura. O Crusp não aparece. Aparece solto em alguns lugares, apenas como referência. Beijos. Irei ver tus novidades. soninha >

- Como devem ter percebido, adicionei alguns links ao grupo. Só para lembrar: quem quiser dar uma conferida sem sair daqui, basta usar o botão direito do mouse. O livro "Direito à Memória e à Verdade", disponível no Scribd, é um bom exemplo de como podemos utilizar a web, a um custo ínfimo, para publicar e distribuir conteúdos. Modernidades, modernidades... O livro acima já foi incluído no Grupo Crusp68 no Scribd: http://www.scribd.com/group/69777-crusp68 Reitero o convite para os colegas utilizarem o Scrib para publicação do que bem entenderem e incluirem o que for colocado no Grupo Crusp68, se quiserem. O Watanabe, que gosta de lavar roupa suja desde o Crusp com extrema competência - brincadeirinha, Watanabe, brincadeirinha;) - mencionou que o Terra teria comunicado a retirada das fotos... Operação resgate: estou juntando o que ainda está disponível em um arquivo que em breve estará aqui, no Scribd e onde quer que queiram adicionar. Fiquei surpreso ao descobrir que na Wikipedia *não tem* o verbete CRUSP. Precisamos preencher esta lacuna com urgência. Teco, após o descanso mais que merecido, que tal providenciar a transcrição do debate e dos depoimentos, a exemplo do que a TV Cultura fez com o Roda Viva? Imagino que a AL tenha os recursos humanos necessários, já que transcreve aquela discursama toda, todos os dias... mas não sei se poderiam ser utilizados para isso. É um material precioso que, embora disponível em vídeo, merece transcrição, nem que seja apenas para facilidade de consulta e registro histórico. E só para dizerem que não falei das flores... não esperemos acontecer. Teotonio

- Oi, Soninha:) Esclarecimento à praça: Não escrevi nem estou a escrever nenhum livro sobre o CRUSP. O eBook Crusp68 que circula é uma coletânea do que foi escrito pelos

cruspianos, uma recoleta do que estava e está disponível na web. A autoria é dos ex-cruspianos e o crédito está dado a cada um. A "juntada" foi atribuída à eBooksBrasil, como seria a uma Editora, se fosse em "cola e papel". Teotonio

- O Itsche Baran - Bloco E-4o.andar Talvez muitos não se lembrem dele. Era tímido e pouco comunicativo. Sua familia emigrou para o Brasil nos anos 50, vindos da antiga União Soviética. Também politécnico, foi meu amigo de infância desde Santos. Entramos juntos no Crusp. Muito criativo, foi um dos autores do Show do Crusp,junto com o Camões e o Nelson Dum Dum ;compositor, em parceria com o Lauri, de canção que chegou até o Festival da TV Record, interpretado pelo Abílio Manoel. Era capaz das sacadas mais espirituosas sem mexer um músculo da face. Tornou-se executivo da IBM, e escritor de livros humorísticos e infantis. Um abraço para voce Itsche. Seja bemvindo ao Grupo.

- Oi, Mário Bela descrição do nosso querido amigo Itsche Baran. É isso mesmo. Que saudade! Um detalhe no assunto do email: não era 4º andar do bloco E, mas 5º andar (ap. 507). Um grande abraço do Nelson Toledo (o Nelson Dum Dum)!

- Ola Dum Dum Velho amigo do 601-E Grande baterista , tocador de baixo, compositor... Prazer em ve-lo por aqui.. No dia do encontro em novembro voce me tocou muito.

Um abraço do Mario

- Sonia, Antes que eu dê um tempo aqui na lista, sinto-me do dever sentimental e cultural de finalmente lhe explicar a história da "seamostradeira". Minha avó materna era uma matriarca dominadora de uma família da roça, do interior de São Paulo, que se mudou para a periferia de São Paulo "pros minino estudar". Foram para o Cangaíba, no extremo da zona leste da capital, onde vivi alguns anos. E lá, na convivência com ela e outros parentes é que aprendi muita coisa da cultura caipira. O "seamostradeira" não sei de era de uso comum ou era invencionice da minha avó, mas equivalia a "pessoa exibida" (exibicionista) ou "inzibida", como ela diria. Era a pessoa que gostava de "se amostrar", de aparecer, daí "seamostradeira". Podia ser também uma "sabereta", ou pessoa que gostava de ostentar conhecimentos. Mas tudo isso era dito com uma dose de ironia e brincadeira que não era ofensivo. Ao contrário, nós morríamos de rir quando algum de nós, da criançada, recebia algum nome desses da minha avó. Diferente de "sirigaita", que aí já continha uma crítica explícita porque designava uma espécie de seamostradeira com intenções eróticas, o que não pegava nada bem na cultura católica e conservadora da família. Abraço. Adorei te conhecer, Maristela - Maristela Foi tanto o prazer de te encontrar. Não quero me despedir. Como diz o Alvaro, acho que demos um excessivo valor à mensagens que não correspondiam a nossas expectativas de boas relações, harmonia e paz. Eu também estou paralizada. E conste que teria muito material para colocar na nossa geladeira, (continuarei usando esse termo, apesar do Watanabe, pois foi uma excelente metáfora). Que ele me perdoe a usurpação e a utilização. Ele a fez pública. Bom, mas minha querida, eu não me sinto vencida, porque as dissidências servem para confirmar as decisões. Você tem toda a graça e o encanto que precisamos para aqueles que redigirão esse livro. Talvez a graça herdada de sua avó. Tome um descanso, faça uma pausa, mas não desista. Sua presença será importante para os que aqui permanecerem. E se descobrirmos que este espaço foi criado para outros fins, descobriremos também nesta imensa rede outro lugar para encontrar-nos.

O Teotônio, gentileza personificada, já nos ofereceu o que ele criou. Não nos preocupemos com nada. Vamos continuar lendo as poesias do Alvaro, a análise da Ana Marangoni e vamos persistir no nosso objetivo. Nada foi descartado. Somente foi questionado. E isso teremos que aprender a aceitar, se bem, confesso. também me senti baqueada. Até sempre, pois tua despedida é provisória. Temos teu mail e não pretendemos te soltar. Você é fundamental. Beijos Soninha

- Álvaro, O livro que citei é de autoria do Prof.Jorge Americano, mesmo (vi no portal Estante Virtual). Também lembrei de ter visto numa bibliografia uma referência a trabalho do Prof. Simões, da FAU, sobre a construção da CUASO. Fui à plataforma Lattes, e copiei o material que encaminho em anexo. Como consta o telefone do professor, talvez você possa obter diretamente as informações que lhe interessem. Abraço. Ana Maria - Obrigado, Ana. Vou atrás. Eu tinha um aparentado, por parte da Maria do Carmo, que era arquiteto do Fundo. Mas ele faleceu. Como era um cara muito "jóia" (meus filhos me matam com essas gírias dos antigamente) ele certamente ajudaria bastante. Abraços, Álvaro

- Acompanhando os emails, muitos fazem referências ao CRUSP em seus livros, artigos.... mas não foram pessoas que viveram o CRUSP, por favor não desistam do livro de memórias de causos que lá aconteceram. Eu fico de apoio, retaguarda, mas POR FAVOR não desistam. Malu de Alencar

- Queridos, O recreio acabou, foi bom, mas que tal continuarmos com o trabalho? Tem livro de memórias da Soninha e de todos que participarem (não adianta me pegar no pé), livros de poemas da Ana e do Alvaro, tem causos, tem livro + sério, tem partido político do Wata, tem ONG ou Oscip, tem o seriado que vai depender dos livros.... tem responsabilidade social, tem responsabilidade ambiental, tem o ponto de encontro para papos cineminha. Qual matéria ou matérias vocês vão abraçar? Malu de Alencar - Olá Amigos, Victor Foroni passou esse texto que acho importante uma reflexão, como muitos voltaram me pediu que o fizesse novamente. Fico no aguardo de notícias. abs, Malu de Alencar

- Olá, > Que bom ter notícias de vocês. > O encontro de 29/11/08 provocou uma avalanche de anseios, uma retomada > das atividades que começaram na Universidade, no CRUSP, na vida > profissional, sejam elas: políticas, culturais, artisticas, lazer, > responsabilidades: social, ambiental... não importa, esse grupo de > mais de 600 pessoas depois de 40 anos tem a oportunidade do > reencontro. > São várias propostas, mas o importante será o primeiro encontro para > se definir o que cada um quer ou pode fazer. > Mas é urgente um encontro. > Fico secretariando para marcar as reuniões. > Já temos confirmação: Rute Bevilacqua e do Valter Vuolo por email e telefone. > Por favor confirmem via email que fica mais fácil o controle. > > abs, > > Malu de Alencar

- Em relação à proposta do Vitor, o que poderiamos fazer de imediato é organizar um sistema de envio de mensagens para parlamentares, com manifestações sobre as atitudes, posturas, propostas e votos deles. Isso pode ser feito em relação a outros poderes, também - sempre com cópias para a imprensa. Resta saber em nome de quem (CRUSP68?) e quem embarcaria nessas ações, subscrevendo as manifestações. Se der certo o CRUSP68 pode se transformar um mais um pólo de organização e manifestação da sociedade civil. Abs Serrano

- Caro Serrano, É isso aí. A idéia já está colocada. No entanto, esse pólo ou essa organização que seremos todos nós, precisa se institucionalizar. O próximo passo será a reunião de todos os interessados (após a convocação da Malu), para discutirmos a forma da institucionalização e os procedimentos a serem planejados. um grande abraço, Teco

- Caros, É difícil e delicado falar sobre essas coisas, mas vamos lá, o momento exige. Do ponto de vista político eu até poderia assinar embaixo do texto do Victor. Porém, eu não consigo concordar que o reencontro dos cruspianos seja pautado por um objetivo de mobilização para uma pretendida reinserção dos cruspianos no processo político brasileiro. Por mais honesta e justa que seja essa intenção. Se uma parte de nós pretender, entre as diversas alternativas que nosso reencontro nos abriu para podermos estar juntos novamente e curtirmos gostosamente a "cumplicidade" cruspiana que nos une, tudo bem, tudo ótimo. O que não pode acontecer é uma cobrança para que todos participem, e um possível "julgamento", como alienados ou adversários, daqueles que não estão a fim desse caminho. Acho que se essa cobrança vier a acontecer, mesmo que indireta ou subliminarmente, isso nos dividirá e envenenará o relacionamento tão virtuosamente reconquistado.

Até porque somos sessentões e setentões, muitos de nós construíram a seu jeito e preferência diferentes formas de realizarmos nossos ideais patrióticos e solidários. Alguns se engajaram em partidos políticos, outros o fazem através de sua própria atividade profissional, outros em redes de solidariedade, outros em uma saborosa convivência com filhos e netos, e assim por diante. Em minha opinião estamos bem assim, para orgulho cruspiano, com todas essas diferenças pessoais de abordagem compomos o lado sadio e ativo da sociedade brasileira. Isso tem que ser entendido, e respeitado. E como disse ao início, se alguém achar de bom alvitre juntar-se politicamente, na linha exposta pelo Victor, ou em outras linhas, pisem fundo, vão em frente, estaremos todos torcendo por vocês e os admirando. Mas, por Deus, vejam isso apenas como uma das muitas atividades que o reencontro dos cruspianos pode nos proporcionar. Nunca como o objetivo primeiro, nunca como seu principal propósito. Nunca como uma pretendida "marca" do reencontro. Abraços a todos, Álvaro

- Caro Álvaro, Antes do reencontro no dia 29 de novembro, a expectativa era se o coração iria aguentar. Não só resistiu, mas transbordou de alegria, abrindo novas perspectivas de integração entre os cruspianos. Eu entendo a sua preocupação, mas não há razão de ser! E o principal motivo está na falta de uma conversa entre todos. Na internet estão lançados os pensamentos, as idéias, as sugestões. Com certeza, ao nos reunirmos vamos chegar a um denominador comum. É preciso aceitar que entre nós, neste momento, reina o espírito de solidariedade. Serão vários grupos dentro do CRUSP 68: os que vão se reunir para escrever o livro, os que se encontrarão para tomar um chop, os que programarão excursões para curtir novos momentos juntos, os que convocarão para festas de aniversário e de casamento (dos filhos), os que definirão uma agenda de teatro, cinema, shows, fórum etc. e outros que atuarão procurando caminhos para melhorar a sociedade. O fato é, que nem todos participarão de todas as atividades, mas com certeza, todos terão o apoio do CRUSP 68 para o que der e vier. Enfim, cada um poderá continuar realizando os seus objetivos

como achar melhor. Mas sempre contando com o apoio e a retaguarda de todos os cruspianos. Assim esperamos. Apenas para lembrar, muitos entre nós já estão atuando em entidades, associações e projetos sociais, como voluntários. É apenas uma questão de reunir a força cruspiana. Não haverá divisão e divergência de interesses e sim, uma acomodação de afinidades. Fica frio! Abração, Teco

- Caro Teco Não me lembro de você no CRUSP, pois como já disse fui presa e fiz um grande esforço para esquecer nomes por medo de dedurar. Bem escrevi um e-mail sobre esta diversidade de trabalhos que podemos fazer e não sei se no emaranhado dos e-mails você leu. Gostari de pensar em alguns projetos sociais ligados à educação você tem alguma idéia. Veja não quero nada ligado à partido político qualquer que seja pois estou decepcionada como nossos partidos que se dizem sociais. Muita Paz Teca do 401D /Ruth

 - Teca, Eu era (608 E) vizinho do Mineiro, do Parágua, do Malaman, do Turtelli e companheiro de quarto do Argenor Fernandes e do Totó Armelin, além de ser da mesma cidade do Mané Quatá. Com certeza, você cruzou comigo várias vezes. Eu fazia parte da seleção do time de futebol de salão do CRUSP, além de organizar a corrida "Volta da Cidade Universitária" e o Baile de Encerramento que acontecia após a corrida. Na foto em anexo, apareço no meio entre o goleiro e o Marquinhos (agachados). Acredito que Educação e Meio Ambiente são as áreas mais cruciais e que precisam de investimento humano para salvaguardar as futuras gerações, em especial, do Brasil.

Temos uma Organização da Sociedade Civil (Associação Eco Juréia defende a preservação da Juréia, no litoral sul do Estado) que está no Conselho Estadual do Meio Ambiente e, no momento, se candidatando ao Conselho Nacional do Meio Ambiente. Mantemos contato com algumas entidades que desenvolvem trabalho com creche e ensino profissional (pessoas sérias, que lutam com sacrifício, sempre no anonimato). Nada com vínculo político. Nem por isso deixo de dar a minha contribuição para o desenvolvimento do Esporte, através da liderança do PT, a partir da experiência e da vivência que o Esporte me proporcionou no CRUSP (o que foi bom para mim, trabalho para que outros possam usufruir dos mesmos benefícios) . Vamos aguardar o que nos reserva em termos de organização e das finalidades que envolvem o espírito cruspiano. Na pior das hipóteses, trabalho social é que não falta para o nosso país e a sua contribuição será de bom tamanho. um grande abraço, Teco

- Concordo com o que o Álvaro disse nessa e em uma mensagem anterior. E não acho que propostas de ações de cunho político possam ser convenientes nesse momento. Sylvia

- Rute e demais amigos do Grupo e da Comissão Organizadora, Concordo com o que você diz. Uma reunião em que possamos trocar idéias e experiências sobre as melhores formas de praticar os ideais de justiça social e liberdade que cultivamos tanto em nossos tempos cruspianos seria muitíssimo interessante e oportuna. Apenas, no zelo para manter essa gostosa luz que se abriu a partir de nosso encontro geral, eu ponderaria o seguinte: - importantíssimo considerar as diversidades de opiniões e de opções de vida, seja no campo política, seja no campo mais pessoal; - abolirmos definitivamente qualquer tipo de cobrança ou patrulhamento político ou ideológico; - as reuniões com a finalidade de discutir questões políticas devem ser marcadas especificamente para esse fim, ou seja, a elas comparecem aqueles colegas que se sensibilizam por esse tipo de chamamento; - melhor esclarecendo, não devemos utilizar as reuniões gerais que eventualmente sejam convocadas para discutirmos e decidirmos sobre

as mais variadas atividades que poderemos nos propor (livros, documentários, clube cruspiano, excursões, relações com a Universidade e o atual CRUSP, etc.) para a discussão da temática política. Caso contrário muitas pessoas poderão se sentir utilizadas e corremos o risco de explodir tudo antes mesmo de começarmos. Enfim, penso que devamos nos orientar pelos sentimentos de fraternidade, alegria do reencontro, tolerância e capacidade de convivência com a diversidade. Se tomarmos esses cuidados espirituais, vamos longe e felizes. Se escorregarmos nessas coisas, poremos tudo a perder ainda na linha de partida. Abraços cruspianos, Álvaro - Alvrinho. De jeito nenhum quero que os músicos cantem as misérias da vida. Isso não leva a nada. Leia outra vez o que escrevi. Mas também não vou enaltecer porcarias. Entre esses extremos há muita coisa boa. Mandar tudo pro inferno? Sem compromissos? Sem responsabilidades? Não é a minha maneira. Ernesto.

- Ernestino, Em todos os momentos mais tensos da história somente uma pequena minoria tinha consciência política sobre os acontecimentos, e uma minoria menor ainda transmutava essa consciência em uma ação política transformadora. Ou seja, somos a minoria da minoria. O que, em bom juízo, nos aconselha a não carimbar a imensa maioria não politizada e não revolucionária como agente da miséria humana. E é bom que assim seja, você já imaginou se todos os músicos resolvessem só compor músicas politizadas? Ficaríamos sem os Noturnos de Chopin, os Concertos de Mozart, os boleros mexicanos cantados pelos grandes Los Panchos, os tangos de Gardel, os frevos de Capiba e Nelson Ferreira, os grandes sambas de Cartola e Nelson do Cavaquinho, as dores de cotovelo do Lupicínio, tantas outras coisas lindas e, veja você, ficaríamos sem Detalhes, essa música fora de série do Rei Roberto. Será que todos eles estavam traindo seu povo ao não falar das misérias da vida? Não faria sentido lutar por um mundo melhor se a espécie humana não fosse capaz de, apesar de suas agruras, ser feliz e produzir coisas lindas. Vamos lá, irmão, sem medo de ser feliz, o importante é que emoções nós vivamos.

Álvaro

- Não estamos aqui para discutir Roberto Carlos, mas há quem goste e quem não goste. Talvez a frase mais famosa dele seja: "Quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo mais vá pro inferno". Rimar inverno com inferno é banal, mas o pior e dizer que tendo sua mulher, nada mais importa. A miséria, exploração, violência, alienação, imperialismo, ditadura. Não importa. Vá tudo pro inferno. Essa e outras mensagens levaram à resignação. Ernesto --- Em sáb, 17/1/09, Anna Charlier <annacharlier@ yahoo.de> escreveu: Álvaro Parabéns pela coragem em reabilitar Roberto Carlos e seu grupo, coisa que muito intelectual até hoje não admite e ainda torce o nariz. Devo-lhe confessar que às vezes eu também assistia aos programas do Roberto Carlos, mas me lembro que o patrulhamento ideológico de alguns nobres colegas era bravo, até mesmo com quem não tinha nenhum engajamento politico. Quem na nossa época não "paquerou", namorou, se apaixonou e amou sem as canções de Roberto Carlos? Elas eram o pano de fundo!

- Para desespero de algumas ortodoxas lideranças acabamos todos por nos render às "Jovens tardes de domingo". Eram os shows da Jovem Guarda comandados pelo Roberto Carlos no Canal 7 da Record. Juntávamo-nos às dezenas para assistir a TV naquele canto do Centro de Vivência. Em pouco tempo as músicas da Jovem Guarda dominavam corredores e apartamentos em assobios e cantorias de cruspianos. Vejo hoje que a questão político-ideoló gica marcou-nos profundamente, especialmente pela conjuntura imposta pela ditadura, mas no fundo, no fundo, éramos todos um maravilhoso bando de jovens puros e inocentes. Lembro-me de um fato do qual até hoje rio sozinho quando me lembro. Uma certa vez eu namorei uma namorada do Lauri (aqui também não quero declinar seu nome, se ela concordar ela declina). Foi um namoro curto, provavelmente provocado por ela para fazer ciúmes ao meu querido amigo. Não deu outra, quando eu cruzava com ele no Centro de Vivência ou nos corredores maldosamente assoviava

aquela musiquinha do Roberto Carlos, "Estou amando loucamente/ A namoradinha de um amigo meu...". O Lauri ficava putíssimo da vida, mas, pela amizade e pela piada, sua reação não passava de um "Álvaro, você é muito filho da puta!". Grande e querido amigo, que saudades. Acho que devemos todos agradecer a turma do Roberto Carlos pelas tantas alegrias e belezas com que nos brindaram. Esse verso da música Jovens tardes de domingo é para mim a expressão de meu sentimento cruspiano: "Hoje os meus domingos São doces recordações Daquelas tardes de guitarras Sonhos e emoções O que foi felicidade Me mata agora de saudade Velhos tempos Belos dias" Beijos a todos e curtam o anexo (com som), Álvaro - Ernesto, "há que endurecer, mas perder a ternura, jamais" (Che Guevara). Não dá pra ser romântico e revolucionário preocupado com as questoes sociais? - AnnaCharlier - Correção: Ernesto Che Guevara. Eu sou um tremendo romântico. Às vezes me deixo levar pela paixão, de repende penso sobre o que está acontecendo. Percebo qjue estou sendo manipulado. Critico e volto para a passionalidade, mas levando comigo uma certa reserva, uma crítica em stand-by. Não posso me entregar em um ambiente doentio como o atual. Me aqueça nesse inverno e a tortura de presos políticos que vá para o inferno? Aprendi a navegar nesse meio de mensagens dominadoras, tentando dosar paixão e razão. Obrigado, senhor, por mais um dia? O estrago é tremendo! Ernesto

- Ernestino, Quando o Roberto mandou tudo o mais para o inferno ele tinha em mente as coisas do mundo dele, não de seu mundo. O seu mundo era povoado de coisas como tortura, ditadura e outras cositas más, o

mundo dele era povoado de carrões, estradas de Santos, Rua Augusta. Essas eram as coisas do mundo dele que ele preteria em relação à amada. Você quer cobrar dos outros coisas que estão somente em sua consciência. Outra coisa, a música do Roberto Carlos e do Erasmo está muito distante de ser uma porcaria. Como não eram porcaria os boleros que nos encantaram a adolescência. Vai aí uma faceta do RC que talvez você não conheça: http://www.youtube.com/watch?v=rxQIFmBYgXo Álvaro

- Pessoal. Qual é a melhor música? Depende da finalidade! Se você quer dançar no salão, aconselho não colocar Wagner, Brahms ou Stravinsky. A música popular é muito melhor que a "clássica". Assim, temos a melhor música para marchar, rezar, velar, malhar, casar etc. Claro que, de acordo com os padrões de cada época. Como entretenimento, todos os tipos são igualmente bons, cada pessoa com seu gosto, seus valores e nível cultural. Sem imposições. Mas gostar é diferente de ter valor. Os gostos não são inatos. São construídos na interação com o ambiente. Justamente por não ser inato, a mídia usa a repetição infinita para impor seus padrões. E tanto escutamos, que acabamos gostando. O que acontece é que engolimos o que nos foi imposto. Muito cuidado com o gostar. Acabamos gostando do que interessa à metrópole. Cuidado principalmente com esses que são muito tocados. Os sucessos, os best-sellers, os populares. Foi assim que a França deixou de ler Diderot para ler Paulo Coelho. Devemos escolher do que gostar. Ficar gostando sem crítica é ser controlado. Sucesso não significa valor, significa manipulação. Quando o ambiente é sadio, podemos nos largar sem controle. Mas estão querendo comer o meu rabo, então tomo cuidado com tudo. Vigilância permanente. Cuidado com a insistência da mídia. Ernesto

- Rute Gosto muito da ideia do clube. Seria um ponto de encontro, uma ideia (já vou usar a nova ortografia, para ir me acostumando) simples que aglutinaria e serviria de partida para outros projetos.

Precisamos pensar em algo simples, sem grandes formalidades e cobranças, que pudesse unir os cruspianos e promover alguma atividades culturais, esportivas, etc. E o coral! Se formos capazes de nos organizar para isso, entao poderemos pensar em coisas mais complexas. Mas o livro precisa ser escrito... Bjs, do frio da Europa, Anna

- Anna, no clube dos cruspianos todo cruspiano é socio remido. Voce canta pela internet, quando vier de férias, sempre que quiser. E mesmo que voce cante pessimamente, como eu, nos vamos te aplaudir muito. Aproveito para te mandar o desregulamento provisório do clube (abaixo). Se voce quiser desregular ainda mais, estou aceitando sugestões. Abraço, Rute 1- Objetivo único: Agrupar interessados em discutir e entender o mundo complicado em que vivemos. Gente que queira se sentir útil, tomando alguma ação, sempre decidida democraticamente, no grupo. ____________ _________ _________ _________ _________ _________ _ _ a)Este clube não seria parte de nenhuma organizaçao de qualquer tipo, exatamente para que possamos contar com uma grande diversidade de ideias como havia no CRUSP. b)Neste grupo haveria a preocupação constante de desenvolver métodos que permitissem a real representatividade dos associados. c)Este clube não teria chefes. Acho que no Crusp todos nos tinhamos um pouco de anarquistas (liberdade como bem supremo). d)Esse clube teria futuro, nao terminaria com o fim dos cruspianos que somos, já velhos, mas ele continuaria como um clube de

sessentões, que é um grupo de pessoas que cresce no mundo.E, que são os que viram mais do mundo e têm muito com que contribuir. e)Nesse clube a gente se divertiria muito, fazendo só o que quisesse. E, só quem faz o que gosta, pode fazer bem e dar uma contribuição. Os que gostam de cinema poderiam, por exemplo, ver e discutir filmes como Gomorra (Nunca entendi como aquilo possa existir em 2009) Quem gosta de teatro poderia participar de um grupo de teatro de rua para bolar e apresentar peças e constranger quem merece ser constrangido. f)Nesse grupo a gente se manteria informado para não perder as passeatas de que quisesse participar. g)A gente convidaria sabios para darem palestras sobre assuntos que nos interessassem h)A gente poderia promover jantares dançantes, Pilates e outras coisas para ajudar os cruspianos a permanecerem saudaveis, elegantes e bonitos. i)A gente poderia tomar chazinhos e pilequinhos, trocar experiencias do tempo e do depois do CRUSP e ter muitas, mas muitas outras, ideias sobre tudo que voces quiserem. Já temos o local para reunião dos interessados (perto do metro- no centro de Sampa). Terá que ser em horário comercial (não é residencia de ninguem). Marcaremos o dia de acordo com a conveniencia da maioria dos participantes. - Rute, eu quero participar desse clube e logo para criar o departamento de atividades ecológicas: jardinagem, observação de pássaros, trilhas próximas (ou não) etc. Posso? bjs, Sirlene

- Oi Rute >

> Obrigada pelo convite para participar do coral dos cruspianos . É um dos meus sonhos. > Só uma pergunta: vou poder cantar via internet? Ou então, só quando eu estiver de férias por aí? > Bjs > Anna > >> > - Oi Anna, amei seu e-mail cheio de ideias ótimas.Por favor, entre na > ativa. Voce já está convidada para cantar no coral do clube de > cruspianos. Beijos, > Rute > >> - Prezados cruspianos da "ativa" > > Parabéns por manter acesa a nossa chama! > > Assim como a Comissão Organizadora do nosso encontro vocês merecem > o respeito e a admiração de nós, cruspianos, que estamos aqui de > fora, na "passiva". Muito obrigada pelas alegrias que estão nos > proporcionando. > > Estamos na platéia porém, na verdade, acompanhando pari passu os > emails, sonhando com os projetos apresentados, rindo com o fino > humor, admirados com a erudição, encantados com a paixão e atentos à > dînâmica do processo (ops, quase usei as três colunas da Ana > Marangoni). >> > > Trabalho muito (ainda), moro longe (na Suíça) e fico aqui pensando > em que poderia ajudá-los. É tanta gente boa discutindo, que me acho > completamente prescindível. > > Mas gostaria de convidar a Soninha para passar uns dias comigo > aqui na Suíça, já que ela vem à Europa visitar a filha. Barcelona > não é tão longe daqui e afinal, depois de tantos emails e abraços e > carinhos sem ter fim, é como se eu a conhecesse de longa data. > Sônia, para mim seria um prazer muito grande conhecê-la

pessoalmente > e recebê-la em minha casa. Outros que quiserem também são bem> vindos. Só não venham todos de uma vez, se não vai ser o mesmo > quadro do congresso de Ibiúna: vai até faltar pão na cidade! >> > > Hoje está me visitando um amigo brasileiro, dono de uma gráfica > que trabalha para várias editoras em São Paulo. Falei-lhe sobre "o > livro do CRUSP" e ele me afirmou que é bem barato produzir um livro > de forma independente, sem editora e com ISBN e tudo. Bom, se > quiserem, poderemos contatá-lo para maiores esclarecimentos. > > Gostaria de deixar aqui a minha sugestão para mais um projeto > CRUSP 68: um coral de "jovens" cruspianos que estão entrando na > terceira idade. Vocês já pensaram que, além dos ótimos poemas, é > preciso cantar? Mais que tudo é preciso cantar e alegrar a cidade? > É um projeto facilmente viável, barato e que pode servir como ponto > de encontro e partida para a concretização de outros projetos > posteriores mais complexos. Haveria um objetivo simples, imediato e > primeiro para os cruspianos estarem juntos. > > Aqui há muitos corais de pessoas, digamos, mais maduras e eles têm > programações maravilhosas. Eu mesma participo de um, brasileiro.. > > De resto, concordo com todos os projetos de vocês, menos a criação > de um partido político (desculpe-me Watanabe). Quanto a isso, penso > que precisaríamos tentar consertar os que já estão aí, o que já > seria um trabalho de Síssifo. > > Aproveito para lhes enviar um excelente texto do João Ubaldo, já > antigo, mas agora colocado na rede. Talvez vocês se lembrem dele. É > mesmo do Ubaldo, pois em São Paulo foi publicado no Estadão. >> > > Do frio da Europa, um grande abraço cruspiano a todos vocês, > inclusive aos da "passiva" Anna Maria Ramos da Silva (Charlier) >> > > Para vocês tentarem me localizar no CRUSP: > > - Geografia 1970 / História 1971 > > - Bloco A 506 >>

> > - irmã da Maria Elena Ramos (Simielli), também da Geografia > e do mesmo apartamento > > - ex namorada do Celso, da Veterinária, último presidente da AURK. - Concordo, para variar, com o Álvaro quando diz que a questão políticoideológica nos marcou, mas que no fundo, éramos todos um bando de jovens puros e inocentes. Eu estava entre aquelas "pretensas intelectuais", que preferia o Chico, o Caetano, o Gil , o Vandré, entre outros politizados e desprezava o Roberto Carlos. Quando cheguei aqui no Paraguai em 1970 , vi que Roberto Carlos era amado por todos e em Buenos Aires percebi a mesma coisa. Também ganhou um festival de música em San Remo, Italia. Eu dizia que não gostava de sua música, mas não me tomava o trabalho de escutá-la, para depois criticar. Com o tempo, fui percebendo que devia haver algo. que eu estava deixando passar, por preconceito ou por manipulação (inconsciente) da cultura que nos circundava. Fui descobrindo que seu espanhol era perfeito, fui prestando maior atenção às letras de suas músicas e depois que assisti a dois shows dele, definitivamente me cativou. Ele não só é bom compositor, bom cantor, mas tem um carisma impressionante, um manejo de público, que só vi em outro artista venezuelano. Hoje em dia gosto muito dele. Concordo que ele não era preocupado com o problema político, mas, em temas românticos é muito bom. Além de que é um artista por excelência: excelente orquestra, boa organização de trabalho, camaradagem e perfeição nos mínimos detalhes. Tive que aceitar, com humildade, que estava errada e que ele , como tantos outros compositores não politizados, era capaz de fazer coisas lindas. Nós é que estávamos bitolados e limitados pela cultura que nos circundava. Os brasileiros também precisavam de uma pessoa como o Roberto e não só os cantores "políticos", que não chegavam de igual maneira a todos. Agora, admito, sem nenhuma vergonha, que gosto muito dele.. e entendo porque minha avó também gostava. Em quanto a esta música, de aquecer no inverno... e mandar pro inferno, ou mesmo a do calhambeque,,,, vamos dar a ele a justificação da pouca idade e início de carreira. Como foi bem lembrado pelo Alvaro considero "Detalhes", com sua música e sua letra, impecável. Ou os detalhes são impecáveis???? Mas já que estamos a falar de intelectualidades, lembrei-me desse arquivo que recebi há pouco e lhes reenvio. Será que somos tão cultos?

Para quem gosta de literatura e não tem muito tempo de ler, alguém encontrou uma maneira eficaz e rápida de ampliar sua cultura. Sonia Castanheira

- Soninha Quero animá-la dizendo: embora eu não esteja escrevendo muito (só de vez em quando, um palpite aqui e outro acolá), pode ter certeza de que leio tudo e gosto muito de tudo o que você escreve. Você escreve com o coração. Um abração. Sylvia

- Obrigada Sylvia Não estou muito bem. Não sei se estou doente, se estou triste, se estou angustiada por minha viagem. Sei lá. Estou mal até fisicamente, por isso hoje estou meio de cama e de molho. Mas minha idéia do livro persiste e coloco-me à disposição daqueles (como Ana Marangoni e outros) para apoiá-los e empurrá-los quando necessário for, Agradeci à Anna (com dois enes) pelo seu apoio e agora agradeço a você por estas palavras tão gentis. Eu também sou uma romântica. Beijos Soninha - Soninha. Como eu fiquei 2 ou 3 dias sem abrir meus emails, fiquei um pouco atrasada e só agora estou colocando em dia. Por esse motivo, só hoje eu escrevi mais do que em todo o período em que lia diariamente (hoje estou com corda!!). Como já disse, leio tudo e gosto muito das discussões, tomando ou não partido desse ou daquele. Essa agora do Roberto Carlos, por exemplo: estou de pleno acordo com vc e Álvaro. Para mim, seria muito chato só músicas politizadas, por mais lindas que fossem as melodias. Adoro músicas românticas ("Detalhes" é maravilhosa), adoro dançar (o que parecia "pecado" para alguns cruspianos, pois era muito supérfluo) e, acima de tudo, acho que as pessoas tiveram e têm muito preconceito com relação ao Roberto, nem se dando a oportunidade de ouvilo, curti-lo e admirá-lo. Não sei se vc teve a chance de observar quantas

pessoas gostaram de várias músicas dele só porque ouviram com Bethânia ou Caetano. Daí, tiveram que admitir que as músicas eram bonitas. Vc teve sorte de admitir o preconceito a tempo de assisti-lo e constatar seu imenso carisma (eu ouvi falar muito, mas infelizmente nunca o vi pessoalmente). Agora, vê se se anima! Não se deixe abater! E mais uma coisa: há uns 3 ou 4 anos atrás, a Christina Thomé tentou escrever sobre o CRUSP e, portanto tem algum material. Não estou entendendo porque ela não etá participando. Sei que vc recebeu alguma coisa do que ela já tinha, pois o texto que o Mário enviou vc disse que já tinha recebido. Na época, eu escrevi alguma coisa para ela também. Vou procurar e conferir se já não apareceu aí por outro intermédio. Caso você não tenha recebido ainda, enviarei para que vc coloque na geladeira. Um grande abraço.....e ÂNIMO!!! Sylvia

Anna Em primeiro lugar, obrigada pelo teu lindo e-mail. Benvinda ao grupo.Foi um grande prazer saber que estamos chegando e sendo lidos na Suiça. Foi mais prazeiroso ainda saber que vocêou vocês estão gostando. Então não estamos sós.......Você chegou, em um momento em que, a meu modo de ver, as coisas estão saindo um pouco do rumo que o grupo já estava tomando, ou, pelo menos, dos propósitos aos quais já estávamos acostumando- nos. . Estes, nossos propósitos, pequenos, simples e que tanto nos agradavam, , ficaram descolocados, abafados, não sei se em forma provisória ou definitiva., ante novas propostas.Nossa conversa fiada, tão agradável , nosso livro, tão importante, nosso clube ou espaço para encontro de cruspianos, nosso poemário totalmente cruspiano, as divagações sobre o passado do Scaico, tudo isso que tanto nos motivava, tem deixado de ser a razão principal deste espaço. Realmente, sempre pensamos que deveria existir um propósito maior , mas a CO nunca se definia e nunca aparecida. Fomos entrando no lugar vazio, ocupando um espaço no espaço criado e nos instalamos, sentindo-nos em casa, para planejar, discutir, elaborar, mudar, etc. Sempre esperando que chegue mais gente para compartilhar e para acrescentar. Entretanto, devo confessar que agora estou com um pouco de dificuldade de permanecer na ativa, sem desmerecer ou criticar o que está surgindo ou desqualificar o que pretendem realizar. Esse não é o mérito da questão. Ao contrário, quanto mais projetos melhor, desde que tenham possibilidades de ser concretizados

e boa aprovação de todo o grupo. Os objetivos, que agora estão sendo apresentados. têm uma perspectiva mais ampla e são, talvez, mais abrangentes. Acho que eles realmente merecem uma reunião e uma análise. Mas, eu não me sinto em condições de acompanhar. Também estou longe e também estou tendo a sensação de que sou prescindível dentro desses planos maiores. Não só acho , mas tenho a certeza, de que poderão seguir, muito bem, todos esses planos sem mim. São muitos projetos, abarcam muita coisa e há historiadores e especialistas envolvidos. Eu não sou especialista. Sou apenas uma pessoa, que morou no Crusp e que deseja e quer fazer alguma coisa que ainda não foi feita, depois de 40 anos: honrar as memórias do Crusp, através de um livro. Com os novos planos, minha colaboração passou a ser simples, limitada e só poderia ser dada de uma maneira ínfima,. em relação ao que é pretendido. Não tem a mínima importãncia este fato de ser ínfima, com tal de que possa ser realizada,,, ,,, porque enquanto nada é feito, nada nos impede de continuar com o começado, não é mesmo? Se tem repercussão até com você, aí na Suiça e se há pessoas, que fora de São Paulo, pelo Brasil afora, continuam lendo nossos mails é porque eles têm algum significado, alguma importância. Devo dize que teu mail levantou meu espírito de luta, no bom sentido. A luta é pessoal , é comigo mesma: consiste em fazer ou não fazer. Gosto da idéia do livro, sou defensora dela, não a autora, (deixo bem claro) gosto da idéia da Rute, de um clube ou como se chame, (que isso não tem importância) que consiste num espaço que aglutine cruspianos que queiram compartilhar idéias, filmes, danças, teatros, e porque não , também um coral, como você sugere.( Cantar faz bem e gratifica a alma) . Neste momento, estou ocupada , por vários motivos: estou preparando minha viagem, estou comprando roupas para meu neto , que são mais baratas por aqui, (preparando enxovalzinho) estou planejando como minha casa se construirá em minha ausência e também como se pagará, estou organizando meus pagamentos e meu trabalho, porque deixarei de fazê-lo, desde hoje até agosto. Eu também sou destas, como você, que tem que continuar a trabalhar. Terei que delegar funções e devo ter tudo, tudo muito organizadinho, coisa que me custa um pouco fazer. Então estou obrigada , por forças das circunstâncias, em minha vida pessoal a estar ativa. E isto me cansa. Acho que estou ficando velha, suspeito disso, sem estar muito segura ainda. Anna, você bem sabe que o mundo virtual é mais dinâmico que o real e que poderia estar em Barcelona, continuando com essas pequenas atividades. Estive utilizando esse espaço, desde que nos brindaram, como deleite e prazer, desfrutando com os mails, rindo , com o bom humor de alguns, saboreando , a habilidade na escrita de outros , amando as coisas e causos contados, na expectativa de que venham outros

mais, para entusiasmar e alegrar meus dias. Quero mais disso. Quero continuar agrupando-os dentro dos diferentes capítulos, apesar de já saber que esta talvez não seja a melhor maneira de fazer um livro, quero ler mais, quero saber mais, quero que cada um conte sua historia e quero saber de suas vivências. Estava amando fazer isso, porque graças a essa função de quase operária, tinha a possibilidade de ler duas vezes, para colocar no lugar mais adequado. Eu sou cheia de tiques Anna. Não tenho a capacidade de organização de sua xará com um "n", a Ana Marangoni. Meu tique é ir e voltar nos assuntos, também dizer e desdizer os meus sentires.. Bom.... eu estava desanimada, lembrando disto que gostava e aí e chegou seu mail..... Chegou você, vinda da Europa, contando que te agrada o que aqui fazemos e ainda, de lambuja, gentilmente, convidando-me a te visitar na Suiça. Que confiança você me tem. Realmente, te agradeço e te comento que mereço, porque me acho uma pessoa séria e boa. Sou boba também, mas isso te comentarei em outra circunstância. Não sei se poderei ir à Suiça. porque você sabe como é a vida na Europa, quando você não está de turista. Também vou para receber ao meu neto e apoiar minha filha que tem uma gravidez dificil e de cama. Sabe que aí não há empregados. È dificil quando você não está a passeio, sobretudo em uma cidade grande como é Barcelona. Mas você me convidou e isto me emocionou até a alma, porque você fez juz à nossa antiga hospitalidade cruspiana. Obrigada, de coração. Eu talvez não possa ir, mas talvez vc possa vir me visitar, em Barcelona. Tenho um lugar no meu quarto e nos conheceremos melhor. Com certeza, já nos conhecemos Anna, porque éramos vizinhas. . Eu morei no 410 bloco D com a Cacilda até ela se formar em Direito e quando ela se formou, mudei-me ao 604 do Bloco A, com Maria Rosa. Meio errante, mas sem problemas , com nenhuma das anteriores, terminei meus dias do Crusp no 301 A, onde morava com a Deusa (da Geografia) e a Peninha (da História). Digo sempre que minha principal função aqui é a de empurrar, mas nesses dias quis que alguém me empurrasse. Bom, você fez esse papel. Em que poderá ajudar-nos, vc se pergunta? Em muito.... A mim já ajudou, com seu mail. Acho que poderão fazer mil livros com historiadoras, pesquisadores, etc, etc. etc. Isso seria ótimo, maravilhoso e torço para que saia, mas também podemos fazer o nossol ivro, sem excluir a ninguém , livre para quem quiser participar. Não deve ser um livro triste, mas devemos falar do que aconteceu com nossos queridos amigos, vítimas da ditadura. Dói , mas teremos que tocar neste ponto.. Não deve ser político, mas poderemos falar de política. Acho que deverá ser , sobretido, um livro de vivências, um livro que contemple os diferentes aspectos da vida cruspiana, onde todos serão autores e todos serão protagonistas. Será pedir muito? Não sei... Talvez seja..... Será que nos permitirão fazer em paz um livro assim? È muito pretender? Se não for excessiva nossa pretensão

Anna., colabore conosco e conte como foi sua experiência no Crusp. Conte também como você foi parar na Suiça. Conte-nos, além do mais, o que você faz aí ...... além de cantar????? Agradecida ainda te envio muitos beijos Soninha

- Obrigado, Ernesto, por mais um email ("Obrigado sr., por mais um dia").. Acho que somos todos como você, balançando entre a emoção e a razão, e cultivando essa certa reserva, essa certa crítica a respeito de tudo, inclusive das nossas próprias atitudes. É importante fazer essa dosagem. A Universidade e o CRUSP nos marcaram profundamente. Impossível passar por ali, na época em que passamos, e ficar insensível aos problemas socias, às injustiças, às diferenças, à pobreza, enfim. Penso que cada um de nós encontrou uma maneira de construir a sua vida lutando contra isso, com ou sem Roberto Carlos, e principalmente sem ele. O ambiente de hoje é fruto não só dos outros, mas do nosso trabalho também. Eu quero e preciso acreditar que existe muita coisa boa rolando por aí e que nosso mundo não está tão doentio assim. Muitos jovens estão lutando por um mundo melhor, como fizemos e ainda fazemos. Se enxergarmos tudo ruim, então só nos resta mesmo ir por inferno, pouca importa se no verão ou no inverno. Don't worry! Be happy! Pra você dedico, como prova de amizade cruspiana, a canção que está no site abaixo. O show foi em Locarno, no Tecino, região italiana da Suíça. http://www.youtube.com/watch?v=zlXz12Lhs0s Abraço Anna

- Sonia Castanheira escreveu: "... Nossa conversa fiada, tão agradável , nosso livro, ..., nosso poemário totalmente cruspiano, as divagações sobre o passado do Scaico, tudo isso que tanto nos motivava, ..." Entonces eu me pergunto: Dito assim, não parece que tem gente divagando sobre o meu passado?

Será isso algum indício de que não tenho futuro? Por que sou tão novo nas fotos velhas e tão velho nas fotos novas? Devo parar de beber agora mesmo? Pronto, Soninha, Atendida. Beijão, Scaico.

- Tendo em vista esse "fenômeno interessante" das fotos novas e antigas, acho que vou aprender a beber para beber junto com vcs. Sylvia

- Perdão Scaico Você tem razão. Ao ler, da maneira que escrevi, parece mesmo que alguém está divagando sobre seu passado. Faltou uma vírgula. Como já disse que não leio o que escrevo, peço que todos coloquem vírgulas, acentos, pontos de interrogação e etc onde notam que está mal. Peço-lhes perdão pelo trabalho, mas caso contrário, não poderei escrever. Scaico, o sentido que quis dar e transmitir à Anna, que acompanha nossa conversa, é a deliciosa maneira que vocé tem de permitir que o teu passado cruspiano, comum ao nosso, flutue, dando sabor e encanto às nossas lembranças... . Nada mais. Fenômeno interessante esse ao qual você se referiu: minhas fotos novas mostram uma velha.... e as velhas também mostram uma nova. É melhor eu começar a beber com você. Soninha

- Gosto muito desse tipo de "discussão" : um usa "adiro", outro comenta em cima do assunto, e assim, vamos, nas pequenas coisas, nos conhecendo e também aumentando nossos conhecimentos em vários assuntos (nesse caso, português, espanhol..., mas já houve vários outros). Sylvia).

- Ernesto: Eu também acho "adiro" muito feio. Deveriam mudar.

Em espanhol é mais bonito, assim como em francês.. Mantiveram o "h" do latim, que alegra aos ouvidos. O verbo devería ter sido simplificado e ficado aderir, como em português, assim ou como no italiano é " aderire".. Mas em espanhol, assim como em francês decidiram manter esse "h" no meio , que em princípio parece sem sentido, mas que tem todo o sentido do mundo. Portanto o verbo passou a ser adherir. E no presente do indicativo, na primeira pessoa do singular em vez de ser um horrível - Yo adiro - é: Yo adhiero - que considero bem mais bonito e elegante. > Eu adiro. (Espero que isso não tenha mudado, ou melhor que mude) Espero o endereço e o que precisa levar. Ernesto

- Teca/Ruth Muita gente ainda está fora de SP, portanto a reunião ficaraá para o começo de fevereiro. Vamos fazer uma pauta e repassar para que todos possam fazer sugestões. São vários projetos: a. Livro de memórias (em andamento encabeçada por Soninha, Álvaro, Rute, Ernesto, Parandi... que já estão escrevendo suas lembranças) b. Livro de poesias (Alvaro e Ana Marangoni) c. Reflexão (Victor Foroni) d. ONG (Watanabe) e. Partido político f. Atividades na área de Responsabilidades Social, Ambiental e Educação (Barco e Wolf no dia 17/12/08 priorizaram o apoio aos estudantes de hoje, com moradia e melhor educação) g. Resgate do CRUSP quanto monumento histórico (Fulvia Molina)

h. Seriado, filme ou documentário, que dependerá do resgate da memória / livros (defendo essa ideia, mas não acontecerá de imediato, é um projeto para 2010/11) i. Ponto de Encontro para lazer e cultura (Rute Bevilacqua) j. Condomínio para moradia (Maria Rosa) k. Outros livros (em aberto para historiadores, sociólogos... .) A proposta do Victor é bastante abrangente, dessa discussão formaremos os grupos e o que cada um tem mais afinidade e possibilidades. Fico secretariando as adesões e recebendo pautas e repassarei o endereço com dia e hora com o apoio de Watanabe. Confirmações: Rute Bevilacqua, Valter Vuolo, Engles Finotti, Teco Silva, Luiz Serrano - que responderam via email. Abs, Malu de Alencar

- Queridos, lendo o poemário fico impressionada com a criatividade de vocês. isso tem que continuar, tem que ser registrado. admiro quem tem essa versatilidade, só quero ver / ler em livro dos meus amigos cruspinaos. juro, admiro mesmo, não é inveja, é admiração pura. por favor continuem. abraço forte aos poetas e poetisas. bjs, Malu de Alencar

- Ernesto, Você está/mora em SP? Já anotei seu nome na lista. Sua presença será, ou melhor, é muito importante.

abração, Malu de Alencar

- Moro em São Paulo, Santo Amaro, perto do Borba Gato (aquela estátua feita pelo Michelangelo rsrs). Minha casa tb está ao dispor para reuniões. Ernesto

- Uma das repúblicas de alunas da Maria Antônia era na Rua Caio Prado - a Corujinha. Eu tinha amigas lá que gostaria de reencontrar, mas não tenho notícias. A memória falha, depois de tanto tempo. Reencontrei a Teresa no nosso encontro. Será que era de lá? Teresa, tá me ouvindo? Ernesto

- Alvaro, Ana, Ernesto, Não era moradora fixa do CRUSP, morava na Casa da Universitária que acho que era administrada pelo clero, acho não, tenho certeza. Vivia entre as 2 moradias: CRUSP e Casa da Universitária. No Crusp ficava no apto da Felícia Ogawa e da René que era de Assis (eu de C. Mota cidade vizinha) Na Casa da Universitária da Abílio Soares em 1966, assisti o show de Zé Keti e Clementina de Jesus no lançamento do Rosas de Ouro, onde estavam Chico Buarque, Toquinho e mais ene artistas, fizeram uma prévia do que seria o lançamento. Tinha a Martha que fazia Assistencia Social (?) e a noite cantava em boites da boca para ganhar a vida e namorava o Audálio Dantas (depois se casaram) encontrei um amigo no almoço de 29/11 que me fez lembrar dessa história (Eduardo?, magro alto, simpático - hoje mora em S. José dos Campos e é casado com uma historiadora) na confusão de trocas de endereços, perdi o papel que anotei os nomes, mas ele me fez lembrar de coisas que estavam apagadas da memória. Juro que vou atrás. O outro foi na casa da Arthur Prado, que tinha muita gente da PUC que participavam do Morte e Vida Severina e uma delas "Marisa ou Marina" participou dos festivais da Record. Tenho que ir atras dessas memórias e anotar. Na Abílio Soares (hoje é o predio da Telefonica) morava o pessoal da USP, na Arthur Prado (ao lado da casa do bispo) era mais estudantes da PUC. Dizem que a Igreja apoiava os estudantes, mas não foi bem assim, quando a barra pesava ficava no CRUSP, pois várias vezes as casas

foram invadidas por "pretensos" ladrões, faziam terrorismo, etc.... Lembranças? Não. Fatos. Malu de Alencar

- Malu, Eu sempre me atrapalho nessa questão das reuniões. Eu sou a favor de todas. Mas qual é essa para a qual você está solicitando minha confirmação? É a reunião geral para todos os cruspianos para discutir as diversas atividades? Se for essa, sem dúvida, estou dentro. Beijão, Álvaro - Alvaro, É importante o primeiro encontro para se definir os grupos e atividades de cada. Sem esse encontro, ficaremos sempre nas discussões e divagações que não nos levarão a nada, sabemos disso. Portanto, temos que ter uma reunião com pauta de propostas/projetos.... e daí definirmos o que acontecerá, o que cada um deseja abraçar. Se isso não acontecer, daí sim, estaremos ORFÃOS e não valeu nada o reencontro e todo trabalho da CO. Escrever, discutir, comunicar-se, tudo isso é muito legal, mas não podemos ficar só em contatos imediatos via internet. Não vamos chegar a nenhuma proposta, a nenhum projeto, nada acontecerá, ficará só no sonho e daí virá uma baita frustação como o AI5 ou o 17/12/68. Hoje temos e devemos tomar uma atitude e só acontecerá se nos encontramos. Aliás, você não confirmou sua particpação na reunião, pelo menos não recebi nenhum email confirmando. Abs, Malu de Alencar

- "Pobre Gregório! Além de cuidar a virgindade no Crusp, tinha que cuidar de outras coisas também." Poizé, Soninha! Aí vai um "causo", particular e bem "simprinho", mas que revela um pouco do que era o Seu Gregório - que nós gostávamos de chamar de Seu

Gogrério. Era uma noite de junho de 1967 e nosso pequeno grupo de mochileiros estava reunido no Centro de Vivência. Sentados sobre aquele tapete enorme que ficava ao lado do palco, perto da janela, estavamos eu, Teck, Ruby, Nelsinho e outros que já não lembro, conversando viagens e besteiras. Foi quando chegou alguém com uma garrafa de cachaça, que rapidamente começou a circular de mão em mão, digo, de boca em boca. Lá pelas tantas, já bem aquecido interiormente e bastante sonolento, tirei o casaco que estava usando, transmutei-o num confortável travesseiro e me acomodei melhor sobre o tapete. E assim, ao som da conversinha dos outros, acabei dormindo. Acordei com muito frio, numa escuridão abafada, sozinho e, pior, com alguma coisa pesada sobre o meu corpo, impedindo que eu me movimentasse. Meio assustado, empurrei a coisa com força e então entendi o que tinha acontecido - eu havia dormido sobre uma parte do tapete e alguém havia jogado a outra parte sobre mim. Não achei graça nenhuma na brincadeira e saí de lá resmungando pelo corredor deserto, quando encontrei Seu Gregório fazendo a bendita ronda, como sempre. Meio fanhoso, também como sempre, ele perguntou se estava tudo bem comigo, ao que eu respondi apenas com rápido e rude sim. E então, com aquele seu jeitão simplório, ele explicou que ao me encontrar dormindo no chão ficou com pena de me acordar e achou melhor me cobrir, porque estava muito frio! E foi assim que eu, o universitário, o jovem, o futuro, bêbado, fui protegido pelo "velho analfabeto", pelo "vigia dedo-duro" que nós tanto hostilizávamos e sacaneávamos. E eu aprendi mais uma lição de humildade e respeito. Beijão. Scaico. - Marcos Scaico "Pobre Gregório! Além de cuidar a virgindade no Crusp, tinha que cuidar de outras coisas também." É isso mesmo, Scaico. Espero realmente, Scaico, que todos nós tenhamos a bondade, a simplicidade e a sabedoria do Gregório, porque dela nunca duvidei. Gostava muito dele e achava de que apesar de não ter instrução, que é muito direrente a não ter cultura, Gregório tinha sua sabedoria e a usava, à sua maneira. Não tenho dúvidas de que tomava o papel assinado com nomes falsos, protegendo o nosso direito de aí estar. Ele cumpria sua missão e os que queriam jogar faziam o seu jogo. Todos ficavam em paz. Se o Gregório pedisse de outra maneira, tenho certeza de que todos o atenderiam , pois ninguém queria fazer mal a ele. Todos gostavam do Gregório. Era

simplesmente um jogo diário, no qual participavam os jogadores e o Gregório. Eu nunca assinei com nomes falsos. Colocava o meu próprio. Eu também não jogava. Só acompanhava. Sem querer parecer pura e honesta, devo dizer que coisas desse tipo, não tenho criatividade e não faço. Seria incapaz. Sou muito limitada e literal. Costumo fazer e entender as coisas tal como me são apresentadas. E concordo com você, mas te lembro que esta lição de humildade e respeito, meu querido amigo e companheiro de viagens, tivemos aos montões, em todos os lugares que fomos e frequentamos. Aprendemos muito com aqueles que pareciam nada saber. Como poderíamos viajar, sem dinheiro e sendo gratos aos que nos apoiavam, sem entender valores como humildade e respeito? Aliás esses valores são mesmo mais comuns nas pessoas simples. Eles costumam levar a sério e praticá-los Beijos e abraços Sonia

- Ernesto, meu querido, porque eu já gosto de você Sei que vc finge ser chato. Já descobri. Agora estive de acordo com você. Com todo o teu texto. Gostar é diferente de ter valor. E também vejo quando uma música é tocada de maneira repetitiva. Agora, no caso do Roberto Carlos , para nós, ou pelo menos para mim, aconteceu o fenômeno contrário. Não me permitia ouvir, porque não gostava. Não gostava e pronto. Acabo de ler um mail da Silvia falando sobre a aceitação das músicas do Roberto, nas vozes da Bethania e do Caetano. Ouvi e vi no You tube o show do Andréa Bocelli, que gosto muito por ele mesmo, cantando uma música do Roberto. Emocionante. Vc diz que os franceses estão deixando de ler Diderot para ler Paulo Coelho? Que horror Não sabia e sinto por eles. Agora, neste mesmo momento estou me perguntando. Eu não gosto do Paulo Coelho. Não gosto mesmo. E parece que foi coisa minha, porque aqui todo mundo gostava. Será que ele não tem mesmo algum valor? Parece-me que está na Academia Brasileira de Letras. O que será que nossos ilustres acadêmicos viram nele que eu não me permiti ver? O que será que os franceses e quase todo o mundo está vendo. Não sei pelo simples fato de que não gosto e acho medíocre. E não me permito ver mais porque já está julgado e condenado. Foi ótimo seu exemplo , no meu caso. Você diz que sucesso não significa valor significa manipulação.

Eu tive a impressão de que sofremos a manipulação contrária (graças a Deus, porque alguém tinha que ver o que estava fazendo a ditadura). Mas com essa manipulação contrária, estivemos impedidos de ver tudo aquilo que não tinha valor político, que realmente era usado pela ditadura, mas que com a distância e o tempo, se revelou de bom conteúdo. Me permiti tirar o véu que me impedia olhar e pude ver. Se revelou, pena que não é develou , uma música bonita, simples , que chega ao coração. Romântica, tão romãntica quanto os boleros que eu tanto gostava de dançar de rosto colado. Porque, apesar de tudo, eu acredito no romantismo e no amor. Até mais Soninha

- Oi, Soninha. Eu tb já gosto de você. E me incomoda gostar ser ter na memória uma imagem qualquer visual, auditiva, oufativa ou táctil. Pra não dizer gustativa, que pega mal. Escutamos Brahms, Schubert, Mendelson na radio e na tevê? Meio a meio popular e clássica? De jeito nenhum. A mídia é isso. O esquema de patrulhamento é intenso. Eles valorizam o que lhes serve. Sempre dois esquemas, vender e alienar. Nada contra o gostar, mas com alguma cautela, consciente do porque aquilo está sendo veiculado. Nossos gurus são Chalita, Rubem Alves e Içami Tiba. Nosso escritor é Paulo Coelho. Nossa música nem se fala: barquinho que vai pra lá e pra cá, splich plash fez o beijo que eu dei nela, não sou cachorro não. Enquanto isso, na Alemanha há 3.000 orquestras tocando e, para comprar ingresso, tem que ser com muita antecedência. Repito, nada contra o que é veiculado pela mídia, mas fifth-fifth, tenho o trabalho de procurar outras fontes, com toda a dificuldade e enfrentando preconceitos e patrulhamentos. Durante o regime militar, eu pegava ônibus e ia até a Argentina para ler. Época do intermezzo do Hector Campora. Ia até Montevideu, pegava o navio à noite até Buenos Aires, comprava tudo o que podia nas bancas, lia em velocidade e jogava tudo fora. Ficava em um hotelzinho no centro da cidade. O barulho do elevador me sobressaltava. Hoje há tudo o que você quizer por aqui, mas quem lê? Quem escuta? Um cidadão ter que sai do seu país para ler? Pois, é! Tudo de medo do pensamento único! Abraços, Ernesto.

- Soninha, Lendo esse seu belo depoimento (deve ir para nosso livro) animei-me a

passar para vocês um escritozinho meu muito a propósito. Escrevi essas poucas linhas em 1999, época em que atravessei uns probleminhas complicados de saúde; situação em que é comum o ser humano acabar cochichando profundamente consigo próprio. O escrito é um cochicho desses. Beijão, Álvaro

SERENIDADE

Talvez só mesmo a idade provê, aos honestos de espírito, a felicidade do abandono da arrogância e da intolerância. E, então, que sentimento delicioso de paz com as coisas do mundo. Quantas pessoas agradáveis e ricas, antes postas à parte, você descobre. E para quantas você se permite descobrir. Sem que em nenhum momento isso signifique a abdicação de seus princípios, de seus ideais, de sua disposição para os enfrentamentos necessários. Apenas uma sintonia mais apurada com o ritmo natural (e necessário) das mudanças. E a percepção íntima (e gostosa) dos sentimentos espontâneos da humildade e da generosidade. Álvaro Ago/99

- Oi! Rute, Embora eu também adore a música Detalhes, quem primeiro citou a música foi Álvaro, tentando mostrar para o Ernesto o valor de algumas músicas do RC e que nem todas eram do nível de "mandar tudo para o inferno". Agora, com essa música, as ex-mulheres devem ter chorado muito, não é? Ele deve ter dado ótimos motivos (detalhes) para elas se recordarem. Daí a escolha da música!!! Danadinho!! heim!! (com todo respeito) Um abraço. Sylvia

- Sylvia, Achei que voce ia gostar dessa que aconteceu recentemente. Em 2008

fui ao crematório para me despedir de um familiar muito querido. Ele tinha sido um tremendo de um mulherengo. Estava na terceira esposa e teve milhares de amantes. Me contaram que a noite houve um desfile de amantes, todas muito chorosas. Na solenidade do crematório só estava a familia mais proxima, todas as esposas com os respectivos filhos. Podia se ler o sofrimento nas faces das mulheres. Agora quero que voce adivinhe qual foi a musica na hora em que desceu o caixão. tan tan tan..... É isso mesmo, a sua favorita do Roberto Carlos, "Detalhes". Houve quem se escandalizasse. Soube depois que tinha sido pedido do morto. Beijos, Rute > >- Sylvia > Adoro tua participação atual . > Quero te comentar que nunca recebi nada da Cristina Tomé e que ela jamais > apareceu por aqui. > Todas as colaborações têm sido atuais, ou seja, desde o momento do grande > evento. > Mário tinha esquecido, mas logo no começo ele enviou seu texto, com a data > que o escreveu. > Depois o reenviou sem data. Estou cobrando dele que escreva o número 2. > Não sabia sequer que este texto anterior tinha sido preparado para a > Cristina. Não sei o que foi dela. O grupo que está aqui acho que é outro, > bem diferente. > Portanto, não tenho nada teu. > Mas busque nas suas memórias e assim como escreveu a ela escrevano suas > lembranças. > Beijos Soninha

- Quero ver quem escapa dessa sem dar um suspiro... Até o Ernesto, pretenso machão das Alterosas... E olhe que essa é antes de nossos tempos cruspianos, a mim lembra

minha saudosa Batatais, o Cine Madalena, as Brincadeiras Dançantes de sábado à tarde... "O importante é que emoções eu vivi..." Willian Holden dançando a Moonglow com a Kin Novak no filme Picnic. Álvaro http://www.youtube.com/watch?v=eQofaN0w89c&feature=related OBS: pessoal, eu tenho cada coisa bonita aqui guardada comigo que vocês nem imaginam. Homeopaticamente vou enviando.

- Alvaro Santos, Jurei que não abriria nenhum email nesse final de semana, mas minha curiosidade é maior que minhas promessas. Não sei quem me ensinou a fazer molotovs, mas minha mãe guardou por anos uma foto que saiu num jornal numa matéria de Judith Patarra, eu com um ferro de passar roupa numa mão e na outra uma garrafa que devia ser um molotov e na frente um policial com uma arma. Era no corredor, tenho quase certeza que er o bloco onde morava a René que fez matemática e era de Assis. Acho importante buscar essas histórias. Apaguei da memória ene coisa e fatos, mas acho que estão voltando. Quem se lembra da bombinha de laquê que colocavamos amoníaco para minimizar as bombas de efeito moral que a polícia jogava. Lembram? Ou é uma fantasia minha? Andei, sempre pós passeatas com essas bombinhas nas bolsas ou bolsos da roupa. Quem disse que amoníaco dimunia o efeito moral das bombas da polícia? Alguém se lembra? Me ajudem por favor, senão vou pensar que realmente estou inventando. Apaguei ene coisas e fatos de 67 a 68. Por volta de 1970, já trabalhava como redatora numa agência de propaganda, estava indo para um cliente próximo a Av. S. Luiz (Galeria Metrópole) e me encontrei com uns policias armados, acreditem se quiser, encostei na parede e fiz xixi nas calças. Quem me acudiu foi uma moça que trabalhava numa loja da H. Stern. Lembrar essas coisas fica como anedotário pessoal, terrível foi a agressão e violentação que nossos amigos sofreram e morreram.

Para quê? É por isso que é importante o resgaste de nossa juventude. Temos que contar o que foi a ditadura. abs Malu de Alencar

- O amoníaco era, ao menos alguém chegou com essa novidade, para neutralizar os efeitos do gás lacrimogêneo. Obviamente que não deu certo, o cheiro do amoníaco era pior. Não fosse por isso seria pelo fato que na ora do "pega-pra-capá" ninguém se lembrava daquele vidrinho no bolso. Álvaro

- Ouçam que beleza, que ternura, que delícia. É muito emocionante. Acredito que ainda teremos um mundo melhor, pessoas com melhores condições de vida e com mais cultura. Por que o nosso ambiente é tão pobre? Por que essa perseguição às pessoas que pensam diferente? Porque todos têm que se igualar em pensamento único? Por que essa música está banida da tevê? E ainda acusa quem gosta de intelectualoide, elitista. Por que remeter uma música dessas para o grupo soa como agressão? Por que esse patrulhamento ideológico? Acredito que um dia as pessoas poderão ler e entender qualquer livro, qualquer música, pintura, peça. Mas vai demorar. Abraços, Ernesto

- A música é linda, só não entendi o discurso. Alguém está achando ruim que você goste dessas maravilhas? Gostas da música barroca? Vou lhe presentear com um CD do Marin Marais (início do séc. XVIII). E para quem gosta de boa música aí vai uma dica: http://www.musicovery.com/ Primeiro defina o gênero e depois o tom (mood). Álvaro

- Gente, mudando de conversa, vamos ver quem sabe português: Conta-se que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe: - Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada. E o ladrão, confuso, diz: - Doutor, eu levo ou deixo os patos? - Oi Anna, perguntei ao papai Houaiss e entendi que sorrelfa e socapa é dose dupla. Tá certo isso? Oh loco!... assumo minha baixa prosopopéia e minha condição de bucéfala. Mas espero não pagar o pato por isso. Rute

Teotonio Simões <livros@...> escreveu > > >>rute bevilaqua escreveu: > > "Gente, estou adorando esses links. > Vou deixar aqui minha contribuição. > Vamos lembrar 68. > Não deixem de ver tb. na interpretação do Donavan." > > ...E cá está a minha: > http://www.youtube.com/watch?v=v2KfrmKCmAQ&feature=related

> > "Walking on the Milky Way est le titre d'une chanson du groupe de new > wave britannique Orchestral Manoeuvres in the Dark [OMD]. Cette chanson > est sortie sous forme de single en 1996, puis, un mois après, sur > l'album Universal. Ce fut le premier single du groupe depuis 1993. > La chanson évoque avec mélancolie les jours heureux de la jeunesse mais > avertit qu'on ne peut pas non plus retourner en arrière." - Em francês > para gáudio dos que nos 60 tinham o coração na França... >

- Teotonio, voce colocou uma música apropriada, o crusp era nossa Milky Way. Um dia "we were on our way, walking on the Milky Way". O que a gente não pode é deixar o tempo destruir nossa "hope and dignity". Vamos ver se neste grupo, lembrando quem a gente era, a gente consiga essa proeza. Rute

- Sirlene, "Posso?" Voce está perguntando isso a quem? Venha participar da reunião do desregulamento do clube e ajudar voce a construir sua Milky Way. Qualquer dúvida sobre essa tal de Milky Way pergunte ao Teotonio. Beijo, Rute

- Oi, Sirlene Meu marido e eu somos especialistas em caminhadas (em trilhas, caminhos nas montanhas, a volta dos lagos, etc) aqui na Suíça. Vocês podem organizar umas excursões para cá. Tenho duas vizinhas que são especialistas em observar pássaros e procuram me convencer a fazer o mesmo. Ainda não cheguei lá,. mas podemos trocar figurinhas.

- Oba! já temos a Anna e o Teotonio para asessorar na programação e outros detalhes do departamento de atividades ecológicas!. É verdade que tenho pouquíssimo tempo para o lazer, mas com bons companheiros o ânimo para criar brechas serão maiores. O melhor é que não vou ter mais que imaginar meu futuro num desses grupos medonhos para terceira idade. Quem me dera Anna um dia fazer trilhas com vocês ai nessa paisagem de calendário! bjs, Sirlene

- Sirlene, então você gosta disso tudo? Conte com minha colaboração. Se você e outras pessoas do grupo estiverem a fim, podemos dar uma chegada na minha cidade. Tenho passado lá mais ou menos uma semana por mês. Fica num canto do Estado de São Paulo pouco estudado, cientificamente, mas tem alguns atrativos naturais interessantes. Fica a uns 350 km de São Paulo, levo menos de 4 horas até lá, de carro. Tenho sociedade em uma chácara próxima à cidade – a casa é rústica, pequena, mas dá para acampar. Tem campinho de futebol e quadrinha de vôlei, churrasqueira, energia elétrica e água de poço, e fica a menos de 10 km da cidade, e de 2km de um pesq-pag. Cheguei a planejar, de brincadeira, com uma amiga da UNESP que fez na região uma pesquisa para doutorado (pode interessar-lhe: discute a eficiência –ou ineficência, da legislação ambiental), a criação, lá, de um spa, o Spa-Usp, aparelhado para temporadas de redação de teses e dissertações. Podemos pensar em Spa-Crusp, por lá ou por aqui, ou em Campos do Jordão, não acha, Malu? Um pouquinho mais longe, à beira do rio Itararé (divisa com o Estado do Paraná), meu irmão tem um sítio, em que ele mantém um pomar para uso, em especial, de passarinhos e passarões. Aparecem por lá tucanos, seriemas, pica-paus do topete vermelho pequenos e grandes, pica-paus carijós de topete amarelo, quero-queros, curucacas, saí-andorinhas, gralhas, sabiás, canários, bem-te-vis, anuns brancos e pretos, tico-ticos e chupins, beija-flores, e uma quantidade de que não sei os nomes. Acho que meu irmão não se incomodaria se fôssemos até lá, observar a passarada. Ah...e os esquilos, porcos-espinhos e cobras, que não são abundantes, mas existem. Quem sabe a gente não criava por lá um Núcleo CRUSP68 de observação

e educação para conservação ambiental? (Preciso informar: boa parte da linguagem “ecológica” em moda e o uso inconseqüente da mesma me dão umas mais ou menos severas manifestações alérgicas, por isso minha cautela em usar termos como sustentabilidade, educação ambiental, minimização de efeitos, etc.) Espero que a gente converse mais a respeito (da temática ambiental, não das minhas idiossincrasias, necessariamente). Abraços. Ana Marangoni

- Sirlene, O Clube de Cruspianos, se quiser contribuir para a felicidade dos sócios, não pode pretender dar a eles algo abstratamente considerado "bom". Deve proporcionar a eles algo que desejem ou de que necessitem. Por isso é importante a presença de cada um dos interessados, na reunião do Clube, pra dizer o que quer. Leia o desregulamento provisório abaixo e chegue na reunião com muitas sugestões, tudo que possa te deixar mais feliz. Acredito que nossos valores cruspianos de liberdade e respeito nos permitirão construir um clube muito legal.Encontraremos nosso denominador comum. Rute

- Olá Malu Claro que estarei presente mas lembre fevereiro já estamos trabalhando precisa ser final de semana. Muita Paz Teca

- Teca/Ruth Muita gente ainda está fora de SP, portanto a reunião ficaraá para o

começo de fevereiro. Vamos fazer uma pauta e repassar para que todos possam fazer sugestões. São vários projetos: a. Livro de memórias (em andamento encabeçada por Soninha, Álvaro, Rute, Ernesto, Parandi... que já estão escrevendo suas lembranças) b. Livro de poesias (Alvaro e Ana Marangoni) c. Reflexão (Victor Foroni) d. ONG (Watanabe) e. Partido político f. Atividades na área de Responsabilidades Social, Ambiental e Educação (Barco e Wolf no dia 17/12/08 priorizaram o apoio aos estudantes de hoje, com moradia e melhor educação) g. Resgate do CRUSP quanto monumento histórico (Fulvia Molina) h. Seriado, filme ou documentário, que dependerá do resgate da memória / livros (defendo essa ideia, mas não ac ontecerá de imediato, é um projeto para 2010/11) i. Ponto de Encontro para lazer e cultura (Rute Bevilacqua) j. Condomínio para moradia (Maria Rosa) k. Outros livros (em aberto para historiadores, sociólogos....) A proposta do Victor é bastante abrangente, dessa discussão formaremos os grupos e o que cada um tem mais afinidade e possibilidades. Fico secretariando as adesões e recebendo pautas e repassarei o endereço com dia e hora com o apoio de Watanabe. Confirmações: Rute Bevilacqua, Valter Vuolo, Engles Finotti, Teco Silva, Luiz Serrano - que responderam via email.

Abs, Malu de Alencar

- Malu,por gentileza, corrija, eu não estou encabeçando nada, muito menos um livro que eu nem sabia que estava escrevendo. Me proponho simplesmente a colaborar nos projetos com os quais concordo. Concordo com toda sua lista, menos com o partido ou ong. Rute

- Grande Fúlvia! Todas as iniciativas dos últimos tempos vêm partindo dela, ou ela está diretamente ligada às tomadas, talvez por outros. Gostei dessa última de resgatar o Crusp como Monumento Histórico.Tem que ser antes que a gente parta prá outra etapa. Aqui nesta eu gostaria de ver. Vá em frente Fúlvia. Você é quieta e faz acontecer. Meus parabens pelo seu estilo. Beijos carinhosos Soninha

- Scaico, que bom que deu o ar de sua graça!!!!! promova um encontro em Serra Negra (???) deve ter uma pousada, ou pensão para acolher quem quiser, dai poderão jogar sinuca, ler poemas, bater papo. se me arrumarem um fogão eu faço a pizza na panela de pressão, fico de cozinheira. abs, Malu de Alencar

- Uns tentam convencer pela erudição, outros pelo palavrão. É preciso

garimpar a palavra certa, sem restrições. Sendo bem colocada, tudo bem, penso eu. Ernesto. - Eu gostei dos Palavrões. Não podemos colocá-lo no livro de poemas, porque lírica não combina com palavrões, mas no livro.... Porque não? Além do mais,. se você observar, você é o maior colaborador de causos. `Porque não incluir teu livro também? Além do mais são abençoados. Nunca esqueço que você foi coroinha.... e o anjo Gabriel te ilumina. Se ele permitiu. seremos nós tão rígidos de não fazê-lo. Mas vamos ver dentro do contexto geral e isso sim vai ser determinado por outros ou por vários. Vamos ver o que diz o Ernesto, nosso crítico principal? Essa não é minha função. A minha é encher a geladeira. Beijos Soninha - Soninha, Os Abençoados Palavrões foram enviados apenas para ajudar a desanuviar o ambiente. Não é colaboração para nosso livro. Você quer conspurcar a geladeira do Watanabe? Beijos, Álvaro - Pode mandar que eu adoro. Agora, já sei que devemos acrescentar outro capítulo ao nosso livro, para os poemas enviados. Nelson Dum Dum é capaz de ser poeta também. O Camões com certeza o é. Quem tira alguma coisa deles.Mário, vc poderia fazer isso? Mas, Alvaro, outro capítulo mais? Os cruspianos escrevendo em prosa? Onde irão os palavrões? Não posso colocá-los ao lado da parte lírica> Não pega bem. Nossa geladeira está bem mais cheia. Tenho que mandar antes da reunião na tua casa, onde todos os que quiserem ir estão convidados. Eu, metida outra vez, sendo anfitriona na casa alheia..... Beijos a todos Sonia - Soninha, O importante é que nosso trem voltou aos trilhos. Você, com seu entusiasmo e perseverança, é a voz mais abençoada entre nós todos. E agora que vocês encheram minha bola como poeta, agüentem; essa que aí vai é dedicada a você. Beijão, Álvaro

FÉ Crer no castelo e na lança Crer na vida Na esperança Tão fortes quão Quixote Tão puros quanto Pança Tendo como prova e fé Do real desse Sonho Apenas ele mesmo Como foi, e é. Álvaro 1981

- E você, Alvaro.... que de de palavrões entende bem, (porque está ótimo seu texto) é um abençado.... poeta, "escrividor" ( como diria Vargas LLosa) e bom contador de causos e coisas. Se não aproveitarmos esses dons seus, somados aos da Marangoni, para fazer um bom trabalho, que grande tempo estaríamos perdendo. E que grande oportunidade também..... Oportunidade de lê- los. Como operária, coloco-me à disposição dos verdadeiros literatos. Soninha

- E se a gente aproveitasse o que a Ana nos remeteru e fizesse um manual de palavrão. Três colunas, pegando uma palavra de cada uma, temos um frase. Ernesto - Todos, para começar a dura semana, um pouco de bom humor. Não é uma produção de cruspiano, mas também tem qualidades (acredito que há alguma vida inteligente fora do nosso grupo: podemos até criar um diploma de cruspiano emérito, para alguns que se façam merecedores. ) Os dois textos em anexo podem até ajudar na titulação e redação de nossos livros. Brincadeirinhaaa. .. Abraços. Ana Marangoni PS . Na enquete não há uma opção "todos eles" e "todos eles e mais alguns", em que eu votaria. Por isso, não votei (há como votar nas três opções?)AM - Soninha, Os Abençoados Palavrões foram enviados apenas para ajudar a desanuviar o ambiente. Não é colaboração para nosso livro. Você quer conspurcar a geladeira do Watanabe? Beijos,Álvaro - EL CUERPO DEL DELITO De las innumerables versiones que ofrece el poema del que aquí se trata, transcribo, a continuación, la que parece haber merecido las mejores tintas: Instantes Jorge Luis Borges Si pudiera vivir nuevamente mi vida. En la próxima trataría de cometer más errores. No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más. Sería más tonto de lo que he sido, de hecho tomaría muy pocas cosas con seriedad. Sería menos higiénico. Correría más riesgos, haría más viajes, contemplaría más atardeceres, subiría más montañas, nadaría más ríos. Iría a más lugares adonde nunca he ido, comería más helados y menos habas, tendría más problemas

reales y menos imaginarios. Yo fui una de esas personas que vivió sensata y prolíficamente cada minuto de su vida; claro que tuve momentos de alegría. Pero si pudiera volver atrás trataría de tener solamente buenos momentos. Por si no lo saben, de eso está hecha la vida, sólo de momentos; no te pierdas el ahora. Yo era uno de esos que nunca iban a ninguna parte sin termómetro, una bolsa de agua caliente, un paraguas y un paracaídas; Si pudiera volver a vivir, viajaría más liviano. Si pudiera volver a vivir comenzaría a andar descalzo a principios de la primavera y seguiría así hasta concluir el otoño. Daría más vueltas en calesita, contemplaría más amaneceres y jugaría con más niños, si tuviera otra vez la vida por delante. Pero ya tengo 85 años y sé que me estoy muriendo. El texto citado ocupa dos páginas de la revista mexicana Plural, fundada por Octavio Paz en 1971, y dirigida por el ilustre Premio Nobel hasta 1976. Plural, ex-revista cultural del grupo Excelsior, era considerada por algunos como una de las más influyentes en la vida cultural de Latinoamérica. Este poema aparece en las páginas 4 y 5 del número de mayo de 1989. : Concebido poco tiempo antes de su desaparición —la sola mención de sus 85 años de existencia, en el final del poema, así lo acredita— remite a esa fundamentada hipótesis sobre la fecha real de su confección (...) Pieza preñada de un poder de síntesis magistral, "Instantes" refleja los pensamientos más íntimos del gestor de Elogio de la sombra a propósito del trayecto de vida que le tocara en suerte recorrer, desechando aquellos tramos existenciales a los que hubiera deseado dejar de lado y, por el contrario, incorporando aquellos otros que hubieran podido proporcionarle placer y gratificación plena. Suerte de testamento sin presencia obligada de notarios prescindibles, expresión de deseos que acoge sumas y restas de lo que constituyera su vida total. Texto sustancial que queda al alcance de los lectores de Plural, publicación virgen en suelo mexicano, y que permite un acercamiento de neto corte humano a esta figura mayor de la literatura de todos los tiempos.

- Nem o texto enviado pela Soninha é do G Garcia Marques e nem essa poesia é do Borges. É preciso cuidado com a Internet. Quem estiver interessado em saber das malandragens que correm pelo mundo virtual vá em http://www.quatrocantos.com/lendas/index.htm

Álvaro - O recado do Borges é que devemos viver mais próximos das nossas abóboras. Viver a vida, gozar a vida. Aí eu entro concordando, mas dizendo que esses valores não são inatos, são construídos, geralmente a partir da influência da mídia e de quem está no comando. Essa influência colocou a população sob controle. Si pudiera vivir nuevamente mi vida. En la próxima trataria de construir valores menos alienados. Seria mais dono dos meus gostos, seria menos conduzido. Quando jovem, achava que ser boêmio era o máximo. Viver era ir pra zona beber cerveja e conversar com puta. Isso é do interesse da mídia e não meu. Dejetei! Assim fiz com outros gostos: preocupação excessiva com aparência, alta sexualidade, música de gritaria e tambores etc. Na nova vida, daria menos espaço para a mídia. Aí, sim, com meus valores... carpe diem. Caraca, como sou chato! Ernesto

- Queixo, Se você gosta do Quintana, certamente gostará da Cora Coralina. Vai aí uma preciosidade dela, que dedico às meninas de nosso grupo. Álvaro PS: vou anexar porque quando colo no e-mail desformata tudo.

- Oi Ana mais uma coisinha do Quintana para vc.. BILHETE Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda... Mário Quintana >

> - Mario, > O que fiz foi encaminhar uma apresentação de slides que recebi em uma mensagem. Vou encaminhá-la de novo, para você. > Também gosto demais do seu xará, há tempos. Lembro do quanto fiquei indignada quando um então jovem jornalista invadiu, em sua ausência, o quarto (ou apartamento) do hotel em que morava, desrespeitando sua privacidade, o que parece tê-lo magoado intensamente. Não sei se algum poema resultou disso, mas não duvido que ele tenha transformado o fato em motivo de mais uma de suas preciosidades. > Encontrando mais material, encaminho. > Abraço. > Ana Marangoni > > >- Ola Ana > Sou fregues de carteirinha do Quintana. > Não encontrei o texto na sua mensagem. > Voce não poderia colá-lo (!!) na própria mensagem em vez de anexar? > Um abraço > Mario > > > - Eu gostaria muito de recuperar a história de nosso ataque ao Submarino Amarelo. Lembram-se?, o Submarino foi o apelido que demos ao guindaste que foi trazido para a demolição do Prédio H (do qual só havia o esqueleto - ficava atrás do restaurante). Talvez alguém já tenha resgatado essa história e eu é que não a tenha achado em nenhum lugar. Lembro-me de várias situações, mas tenho ainda alguma dificuldade para construir toda a história. Vamos a alguns flashs, ajudem-me a completar as informações para a devida elaboração da história: - as Molotovs que seriam utilizadas no ataque foram preparadas no apto do ............ e do ............, ........ Prédio E (se eles concordarem com a divulgação coloquem aí seus nomes). - antes disso houve a etapa de "juntação" de garrafas. - o ataque ficou marcado para bem tarde da noite. - foi combinado e executado o sequestro do Gregório, pois que ele não nos poderia ver passando por lá carregando as garrafas e não testemunhasse o ataque. Esse sequestro foi executado pelos colegas

............, ............., e ............. (idem, se concordarem coloquem os nomes) - na hora combinada os colegas escalados começaram a passar naquele apto citado para pegar suas bombas. - não me lembro direito, mas em algum momento foi dado o aviso geral que haveria o ataque, para que todos fossem para lá. - em um determinado momento iniciou-se o ataque em três frentes: o Submarino, o motor que movimentava o Submarino e um coitado de um caminhão cujo motorista por azar resolvera estacioná-lo ali naquela noite. - farta chuva de Molotovs no guindaste e no caminhão. - no motor, duas ações autônomas sem combinação anterior: uns punham açúcar no tanque de combustível (o que estragaria o motor quando de seu funcionamento) e outros jogavam pedriscos e areia em suas engrenagens. - toda o ataque foi realizado sem que ninguém saísse machucado, o que foi uma sorte danada. - eu gastei todo meu arsenal de Molotovs em uma pilha de dormentes (pelo menos foi assim que eu a imaginei) que havia no "primeiro andar" do Submarino. Aqueles dormentes queimando seriam um fogaréu danado. No outro dia fomos examinar o resultado da ação. Qual não foi minha decepção quando percebi que aquela pilha de dormentes era na verdade uma pilha de pontaletes de concreto, utilizada como lastro de peso do guindaste. Vamos lá, ajudem-me na complementação dessas e no recolhimento de mais informações, Álvaro

Oi Arvo Acho que foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas estou te respondendo mais para fazer uma solicitação em relação ao grupo crusp 68: acho que recebo msg s demais! Muitas vezes são respostas ou perguntas pessoais e que as pessoas deveriam se comunicar apenas entre elas. |Algumas msg , estou deletando sem mesmo ler. Outra coisa são respostas que incluem as outras juntas o que cria um enorme arquivo que se repete. É necessario um moderador, isso é uma pessoa que envia as msg de alguem que fala do CoralCRUSP, p. ex., para as pessoas interessadas no assunto. Isto na verdade existe e chama-se Forum ( não sei mexer com isto!) Tres coisas me interessam profundamente sobre o CRUSP: 1) Encontrar velhos amigos 2) Ler e contar causos

3) Ver fotos dos velhos tempos. Diomar B602 Em tempo, não vi nenhum causo sobre a invasão de 17/12/68 Se voces responderem posso contar a minha visão desse dia.

Álvaro, o de que me lembro, quanto ao Submarino Amarelo:

O então reitor da USP, Gama e Silva - aquele que mais tarde, Ministro da Justiça do governo Costa e Silva viria a assinar o AI-5 (estes dias perguntei a um ex-aluno, formado há já mais de dez anos, se ele sabia o que é o AI-5: nunca ouviu falar!) tinha determinado a demolição do esqueleto do Bloco H. Dizia-se que para dar maior monumentalidade ao prédio da Reitoria (cabe lembrar que quando da inauguração desse prédio, previa-se a existência de tal avenida; prova disso seria o plantio de algumas palmeiras alinhadas, como demarcação da mesma, ainda existentes quando da ocupação do CRUSP). O plano de construção então em vigor, entretanto, adotara o partido de maior linearidade, maior horizontalidade das construções, o que teria levado, inclusive, a acréscimos ao aterro entre a reitoria e o CRPE, inclusive sobre a área prevista para a avenida. Foi iniciada a desmontagem da estrutura, e para isso foi trazido o grande guindaste, pintado de amarelo. Pelo gasto desnecessário, a futilidade de objetivos, o autoritarismo e, sobretudo, tratar-se de um prédio destinado à moradia de estudantes, grande parcela dos estudantes resolveu fazer alguma coisa a respeito. O que você relatou, se bem me lembro, se deu em duas ações: a primeira foi a do açúcar no tanque de combustível, que atrapalhou os serviços, mas foi neutralizada. Quanto à segunda, recordo o seguinte: estava em meu apartamento, à noite, quando ouvi um colega chamando, do gramado: “Aninha, desce, que estão pondo fogo no submarino!”. E a idéia, como você já disse, era queimar o lastro do guindaste, que todos nós achávamos que era uma pilha de algo como dormentes de madeira. Desci correndo, juntando-me a um grupo de colegas. Como a ação já havia

começado, subimos ao primeiro andar do esqueleto do G, e de lá pudemos ver que os supostos dormentes não pegavam fogo, e o mesmo não se alastrava muito. Quase que de imediato, chegaram muitos soldados, vindos do quartel, situado junto à Cidade Universitária, com frente para a Av. Corifeu de Azevedo Marques, e que cercaram o grupo em ação. Os moradores que já estavam por ali, e muitos mais, atraídos pelos gritos de alerta, cercaram, por sua vez, o conjunto de policiais e estudantes. Foi uma cena inesquecível: estudantes-soldados-estudantes. Pelo que recordo, não acabou em pancadaria. Mas, no dia seguinte, ou nos dias seguintes, foi erguida uma cerca de arame farpado em torno do H e da área de manobra do Submarino, e posta uma guarda permanente de soldados para evitar novas “ações de sabotagem”. No final, a estrutura foi desmontada, e as peças utilizadas para a construção do, ainda hoje, prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras Ciências Humanas. A guarda de policiais (da PM? da FP?) está ligada a outros episódios: a emboscada a alguns moradores do E, o inquérito subseqüente, o caso do cachorro (Garrincha) supostamente envenenado. Este relato me despertou a curiosidade, já que a memória não ajuda: qual teria sido o momento mais preciso em que começou nossa animosidade em relação aos soldados, militares ou não? Não foi logo de início, me parece. Só sei que havia uma diferenciação na designação: guarda, soldado, milico, meganha. Voltando ao Submarino: se não me engano, o episódio foi notícia em jornal: a verificar. Mais uma coisa: tenho leve lembrança de ter lido ou ouvido falar em uma ação popular a respeito, e de uma grande multa contratual paga pela Universidade, por conta da desmontagem do prédio. . A verificar, também.

E veja só como uma coisa leva a outra: falar em multa contratual trouxe-me à memória uma lembrança sensorial. Fiz o vestibular (naquele tempo não tinha FUVEST, nem Cescem-Cescea ainda – cada Departamento da FFCL fazia seus próprios exames, que eram escritos e orais) ao som de bateestacas: estavam sendo estabelecidas as fundações, ali no canto direito da hoje Praça do Relógio, para quem olha da Reitoria, do que deveria vir a ser o Centro de Vivência da Cidade Universitária (ao que constava, com espaços e instalações destinados a livrarias, cinema, teatro, sala de conferência, restaurante/lanchonete, até “estação rodoviária”. Parece-me

que ainda em 1963 houve nova elevação de aterro, encobrindo tais fundações. Mais tarde, segundo então se dizia, para neutralizar possíveis manifestações estudantis sob pretexto de necessidade de término da construção para o desenvolvimento de atividades culturais, foi decidida a construção, pelo órgão estadual responsável pela Cultura, do Centro Estadual de Cultura, onde as manifestações seriam devidamente condicionadas por regras convenientes. Essa edificação, até hoje não concluída, abriga atualmente o Paço das Artes, valendo lembrar que o terreno em que está não pertence (pelo menos não pertencia, ao tempo da construção) ao campus da USP. Outra coisa levando a outra coisa: motivo de algum protesto foi também a descoberta, via Diário Oficial, do uso de recursos da USP para a construção da Academia de Polícia, também fora do Campus. Mais uma: além do prédio (em construção, ou em acabamento) da Geografia, os ciclistas cruspianos também passeavam pelas rampas da então futura Academia de Polícia. Calma... paro por aqui; dos ciclistas cruspianos falo em outra ocasião. Abraços. Ana Maria

- Malu, lembro do amoníaco (bombinha de laquê é uma bela contribuição das meninas, você não acha?). E também das rolhas e bolinhas de gude, para criar embaraços à cavalaria (coitados dos cavalos...). Isso pareceu ter ficado tão marcado como “referência de época, que, na década de 80, quando estava trabalhando no Novo Telecurso, e uma das meninas que trabalhavam no projeto, na Fundação Roberto Marinho, participou de uma ação – talvez você se lembre disso – que consistiu em espalhar bolinhas de gude na sala (ou corredor) de entrada da Bienal, pensei que fosse uma manifestação de uma parcela politizada da juventude, que o fizesse tendo uma referência de protesto, e comentei isso. Decepção: segundo ela, foi “um colega que convidou para esparramar as bolinhas, que forneceu, só por farra, mesmo”. Pois é... referência? Qual, mesmo?

Abraço. Ana Marangoni

- ATIVOS E PASSIVOS, para clareza do que estamos querendo como clube, escreva como acha que este clube deve ser e envie e-mail para clubcrusp@gmail.com (escreva seu "desregulamento", sem medo de sonhar). Pretendo trabalhar com todos os interessados em colocar num documento de juntada todas as aspirações comuns. Marcaremos reunião para isso. Pretendo que no dia da reunião da Malu, a gente entregue aos interessados e a CO copias do nosso documento de juntada de sonhos e copia de todos os e-mails (desregulamento, sugestoes, criticas, etc-referentes ao clube) que forem enviados para o clubcrusp@gmail.com. É importante que sempre venha copia de seu "desregulamento" para o clubcrusp@gmail.com porque no grupo se discutem muitos assuntos e facilmente alguma sugestão pode passar despercebida. Se voce não concorda ou quer dar outras sugestoes para este tipo de procedimento que estou adotando, por favor escreva tambem com cópia para clubcrusp@gmail.com. Obrigada, Rute -- Em CRUSP68@yahoogrupos.com.br, "rute bevilaqua" <rutemb@...> escreveu > > ATIVOS E PASSIVOS, por gentileza, escrevam o que voces querem de um > clube de cruspianos e enviem para o endereço clubcrusp@... A > ideia é que a gente se reuna, ainda antes da reunião da Malu, para

> juntar os sonhos de cada um e ter uma proposta. Precisamos ter claro > o que queremos. > Lembro a todos que não estou impondo a ninguem o clube dos meus > sonhos, o do Desregulamento (o que está ai pra todo mundo ver). > Mas, penso que cada um deve escrever o seu e espero que tenhamos > algumas aspirações em comum. Obrigada, Rute > > > --- Em CRUSP68@yahoogrupos.com.br, "rute bevilaqua" <rutemb@> > escreveu >> > > DESREGULAMENTO provisório (abaixo) que tentou levar a sério os > > valores de liberdade e respeito, pelos quais os cruspianos > brigavam. > > (ESPERO SUGESTÕES E CRITICAS). Por favor, apontem incoerencias. > Esse > > desregulamento só ficará bom com sua contribuição. > > Anna, Sirlene, Marangoni, Soninha e outros, por favor, escrevam os > > textos de suas sugestões já apresentadas para a gente acrescentar >à > > lista abaixo. Abraços, Rute >> > > DESREGULAMENTO>> > > 1- Objetivo único (voce pode sugerir outros e nem precisa ser > único): >> > > Agrupar interessados em discutir e entender o mundo complicado em > > que vivemos, gente que queira ficar mais feliz: fazendo alguma > coisa > > que gosta, mudando alguma coisa que acha que precisa ser mudada, > > partindo para alguma açao, sempre decidida democraticamente no > grupo. >> >> >

- Rute Você respondeu bem e claro. Além do mais coerente com teu estilo, que eu respeito muito. Concordo com tudo o que vc diz e não há nada em sua resposta que possa me ofender. Não tive a pretensão de buscar um chefe e sei que você não gosta que digam o Clube da Rute, assim como eu não gosto que digam o Livro da Soninha. Sou extensa minha querida, mas vou tentar resumir o objetivo de minha mensagem: 1) Dar todo o meu apoio ao Clube e comentar, agora, que eu sonho com cinema, teatro, coral e bailes de salão. Grupo de teatro , adoro 2) Para cobrir tua retaguarda , quis deixar constância de que nos mails é possível descobrir como esse clube foi deslanchando. Se alguém quiser copiar , pode guardar, se não quiserem, também não acho necessário. Está tudo registrado. Foi tudo muito espontâneo e crescendo de uma maneira que me surprendeu (agradavelmente) 3) Sem tirar nada do que é projeto Clube, comunicar que estes mails considero projetos decorrentes do evento Crusp 68 e já não os anexarei ao material que estou juntando para o livro. 4) Gostaria , em forma paralela, de continuar recebendo contribuições para o livro do Crusp. Não deixem de contar suas diferentes experiências no Crusp, que falta muita coisa a contar. É tudo. Em quanto ao outro fato de subdividir eu acho que dentro do próprio grupo, deveria mesmo existir uma subdivisão, mas de modo que todos possam ver. Se eu quiser saber como está o tema coral, vou lá e olho. Se eu quiser saber de teatro, olho teatro. Mas acho que nada deve ser separado, pois este entusiasmo com o Clube é que está mantendo unido este grupo. Muitos calados alçaram sua voz e outros continuam aparecendo. Adoraria que os passivos se manifestem. E Anas, tanto a da Suiça, com dois enes, como a Marangoni, botem a memória para funcionar. Os demais também. Diosmar, conte seus causos, vivência, experiências, Teca, conte o que você viveu no Crusp. Todos.... Sylvia, etc. Cacilda, que está ai quietinha. Conte como tirou o Alvaro da prisão que eu também lembro disso. Isso é que não gostaria que parem de contar. Soninha

- Olá Pessoal Gostaria muito de entrar neste sub grupo do CRUSP e poder

ter meus e-mails também considerado. a minha caixa de mensagens lota com e-mail da Sonia, Malu, Alvaro, etc mas ninguém responde minhas sugestões ....nem mesmo para contestar.... ha,ha,ha....agora acho que vou receber respostas Muita Paz Teca

- Teca Não se preocupe. Agora não respondem também as minhas . Estão em outra e vibro com eles. Este Clube está ótimo. Além do mais, apesar de que são poucos, as adesões vão aparecer quando a coisa se tornar uma realidade. Mas se quiser ser escutada.... faça um apelo mais forte. Acho que assim vai dar. Estão todos tão vibrantes. Você mora em São Paulo e é a Teca que eu penso do Bloco A, não é? Então entre no Clube. Vai sair coisa boa daí. Imagine, aulas de teatro.... com expressão corporal, evidentemente, sobretudo na nossa idade.. Você tem nisso uma terapía física e mental, simultaneamente. Podem fazer psicodramas, com alguém que conheça a técnica. Maravilhoso. E o cinema? Já deslanchou. Cinema, dança de salão, coral. Tudo isso é maravilhoso. Acho que vão rejuvenescer muito, Eu estaría nessa, sem dúvida nenhuma. Entre mesmo. Ah! Fiz um levantamento de todos os mails escritos. Separei-os , antes do evento e pós evento. Neles você pode constatar várias coisas, de maneira clara, diferenças de expectativas, entusiasmo com o evento e desaparecimento depois dele, diferenças nas propostas, na maneira de fazêlas, afinidade, etc. A releitura me chamou tanto a atenção , que fui fazendo um perfil, com o acompanhamento das diferentes pessoas envolvidas. Com isso, pude ver como esse sub-grupo, surgiu de forma espontânea, O subgrupo que vc está se referindo agora é o do Clube, porque o outro, o do livro, está em forma temporária, sem que os ideais se acabem em recesso temporário. A CO do evento foi invocada não sei quantas vezes. Registrei também todas as vezes que foi convocada a participar....Registrei também todos os mails que pedem para que ninguém seja excluido. De repente, pode acontecer isso que você diz, que também está me

acontecendo agora, de não ser ouvido, mas é pelo simples fato de que estão envolvidos demais com suas realizações. Nada mais. Beijos Soninha

- Olá Pessoal, a primeira parte de nossos relatos, discussões, embates e combates, já se encontra nas bancas. É uma colagem com alguma sequência -na medida do possívele as partes mais divertidas a meu ver. Abração e saudades, Celinha è só clicar abaixo: http://www.scribd.com/doc/10957183/CRUSP68-ONTEM-E-HOJE - -Ai Ernesto Adorei seu forró. Eu sou professora. Me senti muito edu-cu-cada com ele. Digo isso, apenas porque meu sonho é aprender a dançar forró..... Está ótimo. Já vejo como vai ser divertido o teatro/baile/coral, com sessões de cineminha. Nossos mentores do Clube, todos, têm o que é necessário para realizá-lo: cultura e humor,,,, Porque sem este segundo a vida fica muito chata. Beijos da que já é tua admiradora agora (não me importa o que o Alvaro diga) Soninha 2009/1/23 Ernesto Rosa <internestorosa@yahoo.com.br> Não sei se tem muito professor no nosso grupo. Pelo sim, pelo não, lá vai o nosso hino. Ernesto

- Malu, conforme já comentei antes, até pouco tempo atrás, ocasionalmente encontrava a Alice, que era funcionária do FUNDUSP e depois, acredito, do ISSU, e por vezes almoçava com ela, no restaurante da FEA. Faz uns dois ou três anos (será mais?) que não a vejo, mas tenho o endereço dela,

ali pelos lados da antiga Estrada da Boiada. Acho que ela poderia dar notícia de uma parte dos funcionários. Também o Reimei Yoshioka, do ISSU e depois do COSEAS, que fez mestrado (estudo de Marabá, no Pará) e doutorado (Dekasseguis) na Geografia, talvez possa dar notícias de alguns deles; encontrei com ele há alguns anos num restaurante em Londrina: era técnico ou diretor da seleção infantil ou juvenil de basebol. Posso procurar seu endereço, no Departamento de Geografia. Vou incluílos em nosso Arquivo de Fontes. Bjs. Ana Marangoni

- SEU GREGÓRIO era uma figura, com cara de bravo e fama de dedo duro, mas uma alma boa e gostava de todos nós. Um dia ele me chamou particularmente e disse que seria bom dar uma sumida e não me encontrar com Fausto e outros amigos, pois a polícia estava de olho na gente e com certeza seríamos presos. Perguntei qual o motivo da "procura" ele me disse: só tô te avisando, evite os meninos e não fique em grupos, vc está sendo procurada. Pouco tempo depois fui interrogada pelo Cel Alvim no quartel general do Crusp. Ele sabia das coisas. Será que está vivo? Malu de Alencar

- Ponderando todas as variáveis e tirando os noves fora, eu tenho para mim, que considerado o ambiente da época, todos nossos porteiros eram orientados a passarem informações à sua chefia quanto a situações que poderiam ser consideradas "estranhas". Talvez essa orientação fosse dada não passando a eles a impressão de que seriam espiões ou algo do gênero, o que lhes permitia uma relação sincera e amistosa com os moradores. Não posso acreditar que as "autoridades" universitárias da época fossem tão burras a ponto de não utilizar tão óbvio expediente e oportunidade para nos monitorar. De qualquer forma, para alguns porteiros que se transformaram em grandes amigos nossos mesmo esse comportamento assim meio

aliviado deveria causar constrangimento. Corria a boca pequena que ao menos um deles era informante de carteirinha. Não vou declinar aqui o nome pois que nunca houve prova maior desse fato. Casos notórios foram os agentes infiltrados como estudantes. Lembrome de um deles, o Bauer, que dizia ter vindo do Rio Grande do Sul para pós-graduação, e ocupava um apartamento do F. Já no início da abertura a imprensa (acho que uma revista semanal) trouxe extensa reportagem em que ele figurava (com foto e tudo) como membro do CCC e agente infiltrado no CRUSP. Vou contar um "causo" com o Bauer. Um certo dia ele convidou alguns cruspianos (além de mim, lembro-me do Piauí, do Martins e do Laísio) para tomarmos um vinho de garrafão que ele trouxera do RGS. Bem, não precisou chamar duas vezes, e para lá fomos. Serviu-nos o vinho fartamente. Depois fomos todos a uma festa na Física. Mas já no caminho ficamos todos meio doidos, totalmente alucinados, fazendo horrores, jogando pedras em postes, coisas do tipo. Na festa da Física, papelão, brigamos e quebramos. Em resumo, fomos todos presos. Quem foi me tirar do 16º foi a querida Cacilda, a advogada do povo. Fiquei meio desconfiado daquele vinho e hoje não tenho a mínima dúvida, ele colocou algum alucinógeno no vinho, ou por pura maldade policial, ou para ver se pescava em águas turvas. Álvaro

- Rute, Aí vai minha proposta de desregulamento, com ênfase no Art. XII. Álvaro. OS ESTATUTOS DO HOMEM ( Thiago de Melo )

ARTIGO I Fica decretado que agora vale a verdade, que agora vale a vida, e que de mãos dadas, trabalharemos todos pela vida verdadeira.

ARTIGO II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de Domingo.

ARTIGO III Fica decretado que, a partir desse instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

ARTIGO IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. PARÁGRAFO ÚNICO O Homem confiará no Homem como um Menino confia em outro Menino.

ARTIGO V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura das palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

ARTIGO VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

ARTIGO VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

ARTIGO VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta

o milagre da flor.

ARTIGO IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

ARTIGO X Fica permitido a qualquer pessoa, a qualquer hora da vida, o uso do traje branco.

ARTIGO XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

ARTIGO XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido. Tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. PARÁGRAFO ÚNICO Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

ARTIGO XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

ARTIGO FINAL Fica proibido o uso da palavra LIBERDADE, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a LIBERDADE será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, ou como a semente do trigo, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Oi mais

uma

coisinha

do

Quintana

para

Ana vc..

BILHETE Se Não Deixa Deixa Se enfim, tem que a Mário

tu o

me grites em em ser é breve,

amas, de paz paz me bem eo

ama-me cima dos os a

baixinho telhados passarinhos mim! queres, Amada, ainda... Quintana

de vida

devagarinho, amor mais breve

-> Mario, > O que fiz foi encaminhar uma apresentação de slides que recebi em uma mensagem. Vou encaminhá-la de novo, para você. > Também gosto demais do seu xará, há tempos. Lembro do quanto fiquei indignada quando um então jovem jornalista invadiu, em sua ausência, o quarto (ou apartamento) do hotel em que morava, desrespeitando sua privacidade, o que parece tê-lo magoado intensamente. Não sei se algum poema resultou disso, mas não duvido que ele tenha transformado o fato em motivo de mais uma de suas preciosidades. > Encontrando mais material, encaminho. > Abraço. > Ana Marangoni > > > > Ola Ana > Sou fregues de carteirinha do Quintana. > Não encontrei o texto na sua mensagem. > Voce não poderia colá-lo (!!) na própria mensagem em vez de anexar? > Um abraço > Mario >

- Caros colegas, Tenho lido todas as mensagens mas não escrevi antes por duas razões: 1estava terminando um relatório com prazo rígido e que me tomou todos os neurônios; 2- pensei muito em como poderia colaborar já que não fui

moradora e sim frequentadora. Mas minha certeza de que a história do CRUSP deve ser escrita (em papel, virtualmente, em poemas, drama, filme), sejá lá na linguagem que for, me levou a concluir (eu e meus botões) que poderia contribuir sim, ainda que não relatando uma vivência cotidiana. Pensei desde relatos sobre essas estadias temporárias no CRUSP, até pesquisa sobre o que foram e o que são hoje as moradias universitárias, com o objetivo de destacar a relevância da experiência cruspiana, ou ajudar no que vocês me dessem como tarefa. Quando as situações de tensão começaram a surgir pensei, a partir da minha experiência como formadora de professores, que o processo de formação de grupo passa por isso sim: um grupo não é só alegria, é conflito, dificuldades, mas acima de tudo, um grupo só se contrói a partir de uma tarefa, seja ela qual for; por isso defendo as propostas aqui levantadas: clube, livro, cd, etc. Pensei muito também na questão da participação de muitos ou poucos, percebi que alguns afirmaram que os que hoje escrevem não passam de "meia dúzia" e que precisaria haver participação dos 600. Se fossemos seguir esse raciocínio a Comissão Organizadora não teria organizado o encontro até hoje tentando perguntar de um em um sobre o cardápio e outros detalhes que eles resolveram em pequeno grupo para a nossa feliciade!! Acredito que, assim como a Comissão, o grupo que está em contato agora tem toda a força para tocar em frente, aglutinando sugestões, pessoas, idéias. Talvez alguns nunca venham a se interessar (eu mesma já tentei convencer algumas pessoas que estiveram no almoço a participar deste grupo mas há que deteste, quem não tem tempo, quem não está no seu momento). Entretanto tenho certeza que assim como todos adoraram a iniciativa e o trabalho da Comissão, também ficarão felizes com os resultados produzidos pelos cruspianos que estão se empenhando aqui para ir além do encontro de antigos amigos. Este grupo é especial, tem a possibilidade histórica e até o compromisso social de escrever sua própria experiência, vida, participação social. Para mim o que marca a experiência cruspiana contida nos relatos feitos na Asembléia Legislativa, nos depoimentos e causos, é a enorme autonomia que essa turma sempre demonstrou, ninguém ficava esperando "autoridade" resolver pelos cruspianos, iam a luta, faziam a hora e a história - essa é a marca dessa geração!!! Nós, os que não viveram o que vocês viveram não podemos deixar de aprender a lição de vida que a experiência cruspiana promoveu.

Peço desculpas por este desabafo, pela minha ausência na escrita, sempre tenho medo de parecer intrometida, mas adoro as análises da Ana, a força da Sônia, as idéias da Maristela, as ponderações do Teotonio, enfim as contribuições de todos, da Célia, do Álvaro, do Scaico, cada um a seu modo me dão a certeza de poderão produzir uma diversidade de produtos da mais alta qualidade. Apesar da minha situação um pouco diferente e do meu pouco tempo (trabalho pra burro) ajudarei no que puder. Um grande abraço e força, porque a única coisa que nos foi dada de bandeja foi o rango do Bandejão! Sirlene

- Sirlene Pois ponha-se a trabalhar. O que você está esperando. O que você via no Crusp? Onde vc se hospedava (sei que era no Bloco A) Como a experiência do Crusp marcou tua vida Como você via os cruspianos. Qual era a tua percepção como visitante? Como adulta, quais são as lembranças que você tem daqueles momentos ? Etc. etc. etc.etc Não estou te limitando. Você vai saber o que escrever. Conte prá gente. Como nós morávamos lá , temos uma visão mais subjetiva. A tua seria mais objetiva. Além do mais, não sei se sabe (me cuido um pouco com os elogios porque as pessoas muitas vezes têm dificuldade de recebê-los) você escreve muito bem. Vamos precisar de gente para escolher o conteúdo, arrumar esse sumário improvisado que fiz, apenas com o fim de empurrar, vamos precisar de gente para redigir os diferentes tópicos e gente para criticar (se bem devo confessar que já temos o Ernesto nomeado) Minha querida, obrigada por tuas palavras de entusiasmo, porque neste momento ficamos um pouco decaidos e precisamos de gente que nos levante novamente. Desta vez, me acertou o baque. Mas vamos lá, este papo pode estar só começando. Temos muito trabalho pela frente. Simbora! Beijos e boa noite Sonia (fiquei maior agora)

- A ´propósito. de confusiones y plagios, esto también sucede entre los grandes de la literatura española latino-americana.

Envio um texto atribuido a Gabriel García Marques . como Carta de Despedida, pero hay controversias de que sea realmente de él . Pero sea de quien fuere es muy bueno. A veces no hace falta un nombre reconocido, publicamente, para que se dé al escrito el valor que merece. Carta de Despedida Si por un instante Dios se olvidara de que soy una marioneta de trapo y me regalara un trozo de vida, aprovecharía ese tiempo lo más que pudiera". Posiblemente no diría todo lo que pienso, pero en definitiva pensaría todo lo que digo. Daría valor a las cosas, no por lo que valen, sino por lo que significan. Dormiría poco, soñaría más, entiendo que por cada minuto que cerramos los ojos, perdemos sesenta segundos de luz. Andaría cuando los demás se detienen, despertaría cuando los demás duermen. Si Dios me obsequiara un trozo de vida, vestiría sencillo, me tiraría de bruces al sol, dejando descubierto, no solamente mi cuerpo, sino mi alma. A los hombres les probaría cuán equivocados están al pensar que dejan de enamorarse cuando envejecen, sin saber que envejecen cuando dejan de enamorarse! A un niño le daría alas, pero le dejaría que él solo aprendiese a volar. A los viejos les enseñaría que la muerte no llega con la vejez, sino con el olvido. Tantas cosas he aprendido de ustedes, los hombres... He aprendido que todo el mundo quiere vivir en la cima de la montaña, sin saber que la verdadera felicidad está en la forma de subir la escarpada. He aprendido que cuando un recién nacido aprieta con su pequeño puño, por primera vez, el dedo de su padre, lo tiene atrapado por siempre. He aprendido que un hombre sólo tiene derecho a mirar a otro hacia abajo, cuando ha de ayudarle a levantarse. Son tantas cosas las que he podido aprender de ustedes, pero realmente de mucho no habrán de servir, porque cuando me guarden dentro de esa maleta, infelizmente me estaré muriendo. Siempre di lo que sientes y haz lo que piensas. Si supiera que hoy fuera la última vez que te voy a ver dormir, te abrazaría fuertemente y rezaría al Señor para poder ser el guardián de tu alma. Si supiera que estos son los últimos minutos que te veo diría "te quiero" y no asumiría, tontamente, que ya lo sabes. Siempre hay un mañana y la vida nos da otra oportunidad para hacer las

cosas bien, pero por si me equivoco y hoy es todo lo que nos queda, me gustaría decirte cuanto te quiero, que nunca te olvidaré. El mañana no le está asegurado a nadie, joven o viejo. Hoy puede ser la última vez que veas a los que amas. Por eso no esperes más, hazlo hoy, ya que si el mañana nunca llega, seguramente lamentarás el día que no tomaste tiempo para una sonrisa, un abrazo, un beso y que estuviste muy ocupado para concederles un último deseo. Mantén a los que amas cerca de ti, diles al oído lo mucho que los necesitas, quiérelos y trátalos bien, toma tiempo para decirles "lo siento", "perdóname", "por favor", "gracias" y todas las palabras de amor que conoces. Nadie te recordará por tus pensamientos secretos. Pide al Señor la fuerza y sabiduría para expresarlos. Demuestra a tus amigos y seres queridos cuanto te importan." - Soninha, enquanto não envio, gentilmente conforme você, o conjunto da obra poética (sei lá por onde andam alguns manuscritos...), aí vão mais dois, de temas já levantados. Ana

Cidade Universitária/63

Sapos... Grilos... Cantando Na noite Uhu... uhu... uhu... Criii... criii... criii Misturam-se

Os uhu e os criii Uhu uhu uhu Criii criii criii Saposgrilos Grilossapos Uhu criii Criii uhu Salos Gripos Cri cri hu hu Cri hu hu cri Sagrilospos Salosgripos De noite no charco lá fora cantando cantando sem fim Ai, que sono.

(ammcm-1963)

Tropeções

Topada na pedra. Unha arrancada. Palavrão. Adjetivando a pedra. Que nem enrubesce. Nem cora. Pois se culpada Nem foi. Nem sentiu. Nem ouviu.

Fracasso na vida. Frustração da queda. Palavrão. Adjetivando a vida. Que nem enrubesce. Nem cora.

Pois se culpada Nem foi. Nem sentiu. Nem ouviu.

(ammcm, 1966)

- Amigos Estou acompanhando o entusiasmo e o carinho com que estão surgindo tantas idéias de frentes que podemos abrir. Nosso grupo tem uma grande diversidade: professores, engenheiros,advogados, etc. o que muito o enriquece. Depois de tantos anos trabalhando em atividade empresarial, aprendi como é importante reunir os esforços em um único foco afim de conseguir obter resultados. Assim, e pedindo antecipadamente desculpas se houver melhor juizo da parte de voces(essa frase aprendi com os causídicos...) minha sugestão é nos concentrarmos em uma coisa por vez, por exemplo no projeto do livro, que parece já estar bem adiantado. Um abraço Mario

- Rute, minha querida Dando toda a força do mundo ao clube, que acho um projeto maravilhoso, perfeito para o grupo, completo, edificante, etc, etc, etc., comento que anotei todo o material do Crusp relativo ao pre-evento, evento, e conversas aqui no Grupo, causos e coisas, flashs, etc. Enfim, fui tomando nota (cortando e pegando) tudo aquilo que pode servir

para o livro. Parei quando começou o tema Clube, depois Cinema, depois Coral, depois Teatro e agora fotografia. Sem discriminação de nenhum tipo, ao contrário com toda a minha vibração positiva a favor, deixo esta parte por tua conta, pois acredito, piamente, que esta pode ser uma grande oportunidade para que outras coisas se desprendam das reuniões do Clube. Veja os e-mails da Anna Marangoni, que não só anda me dando trabalho para acrescentar ao material do livro, como tem um brotar de idéias tão fluente, cujo jorro parece não acabar. Maravilhoso tudo isto, mas o Clube é com você. Se você não estiver disposta a fazer esta parte , de como o Clube foi surgindo,de como foi evoluindo a idéia, das objeções feitas, etc.peça a alguém que esteja disposto a fazer, porque vai descobrir muitas coisas. Isto, enquanto o material ainda é pequeno. Basta recorrer aos e-mails , que estão registrados no yahoo.Te digo vale a pena observar e analisar agora Depois é uma trabalheira danada. Mas, para futuros possíveis críticos, você tem nos próprios e-mails uma demonstração clara e fiável de como este clube surgiu de forma espontânea, de uma idéia tua e como isso foi deslanchando, graças às idéias de muitos. Ninguém foi impedido de participar, todas as colaborações foram bem recebidas e nunca vi este grupo ou sub-grupo, como já foi chamado, tão vibrante. Boa sorte a todos e repito o que já disse antes: sinto muito não morar em São Paulo para poder participar de atividades tão edificantes como as que se propõem. Beijos a todos Soninha

- Mário Sempre te acho sensato, romântico ("cálido, como diriam em espanhol) e suas opiniões são sempre ponderadas e respeituosas. Entretanto, me permito discordar, sem pretender que o meu seja um melhor juizo, como diriam os causídicos. O livro tem um objetivo e o Clube complementa esse objetivo não permitindo que as pessoas se dispersem e esqueçam essa idéia original. Como empresário, você vê filmes, lê Mario Quintana, vive em família, irá ou não ao Clube, mas com certeza, tem diferentes atividades. Bem, penso que uma atividade não exclui a outra. Acho que a reforça. Como sairá este livro se este grupo não estiver unido e motivado ? Como motivá-lo apenas com o trabalho do livro? Impossível. O que vi , ao incorporar material ao livro é que temos imensos vazios, que

precisam ser preenchidos e que todos estão esquecendo . Isto sim. Ana Marangoni está de volta com sua capacidade de organizar e trazer fatos e coisas. Assim como na vida, aqui teremos que ser malabaristas e equilibristas, pois é um grupo humano, com necessidades que precisam ser satisfeitas. O resto virá em consequência destas necessidades supridas. Você viu como a Ana falou do Submarino Amarelo e o Alvaro já lembrou dos porteiros (desconfio que o dedo-duro era o que eu mais gostava) parecido a um grande cantor americano. Bom, mas acho que ele não era conciente do que fazia, pois de passagem também fazia o bem. Ninguém me falou do dia que os policiais estiveram presos no Bloco G e que à noite a policia invadiu o Crusp para resgatá-los, Falaram pouco da participação política, nada de Assembléias, nada das passeatas. Ninguém falou do Jeová, do Lauri, do Benetazzo e do Fleury como queridos e políticos. Ninguém falou do IPM do Crusp. Ninguém falou de tantas coisas. O simples sumário que escrevi era simplesmente para sugerir o que poderia ser falado. Isso sim , concordo com você. O fato de ter uma outra atividade que entusiasma tanto, não deve permitir que se esqueçam da outra que estava pendente, que era de escrever o livro. Eu não esqueci. Já tenho umas 300 páginas de material recopilado (NOTESE BEM, NÃO É MATERIAL DEFINITIVO E NEM MEU - É RECOPILADO) Beijos Soninha

- Soninha, vou encaminhar mais umas coisas que talvez sirvam para o livro (ou os livros). Pensei em mais uns títulos possíveis, e os encaminho, embora saiba que a cara final é que deverá indicar o melhor nome: CRUSP63-68 - Os cruspianos por êles mesmos, ou CRUSP68 - lembranças de uma saga vivenciada, ou ainda CRUSP68 - Utopias?. E conheço a Anna, sim - só não sei se ela me localiza na memória. Lembrome bem de algumas compras de roupas e sapatos, feitas por ela e pela Maria Elena, e separadamente por mim, em que as coincidências eram incríveis ( exemplo: uma japona de nylon, bege, em matelassê, muito bonita, e que constantemente propiciava a visão de par de vasos ambulantes, já que as três fazíamos Geografia). Sei que a Maria Elena esteve no encontro, mas não conversei com ela ainda - acho que a última

vez que coversamos foi por setembro do ano passado, em que fizemos uma "barganha": um exemplar do Atlas Escolar dela (acho que o mais vendido no Brasil), com dedicatória e tudo, por uma rapadura com casca de laranja de Itararé, das que há mais de 30 anos (!!!!) trago para muitos dos amigos (a história de escambo é brincadeirinha...). Justificando os (!!!!): sempre acho um absurdo estar situando fatos ou coisas que vivi ou conheci há mais de 10 anos (quase tudo, é claro, de que me recordo). Talvez porque, nos anos 70 (mais de 30 anos!!!!), uma das alunas de Planejamento (hoje autoridade no assunto), achou de dizer, quando eu falava em cifras referentes ao Orçamento da União: "Ana, espere...quanto que é isso? Para mim, existe um, dois, três e muito!". Então é isso: tudo bem com um, dois ou três anos - mais que isso é muito. Acho que voltarei ao assunto, pois se para mim é muito, imagine para o jovem universitário de hoje - como será que êle situa 1968? Fica a indagação. Abraço da Ana (a Marangoni, ou, para seguir a moda, a de Itararé, ou a do Jardim Arpoador, pois podem aparecer outras do Brasil no Grupo)

- Ana . Na tua ausência apareceu outra Anna (com dois n) que é ótima também. Tenho certeza que vocês vâo se gostar se é que ainda não se conhecem; > Beijos Soninha

- Nuoossa!!! Quanta novidade! A gente sai um pouquinho, e quando volta, as novidades pipocam: surge um cine-clube no Clube, grupo de meioambiente também, a Célia reaparece, a Sônia sai e volta, a Anna aparece, e por aí vai... Fiquei sem Internet por uns dias (tudo começou com a falta de energia durante a tempestade da última quinta-feira), daí minha ausência. Mas nesse meio-tempo andei organizando uns documentos, lembrando umas histórias, o que, somado à leitura, iniciada ontem à noite, das mensagens dos últimos dias, resultou em mudanças do capítulo 3 do “Equacionando”, que ainda estou reformulando. No mais, tento tirar o atraso, com respostas a mensagens, com certo receio, até, de ficar muito “aparecida” ou, tomando de empréstimo o termo, “seamostradeira” (o corretor do Word insiste em sugerir a substituição por semostradeira; sei, porém, que muitas pessoas dizem ainda hoje, em minha região, se amostrar, ao invés de se mostrar – talvez esteja aí a origem do seamostradeira).

Abraços a todos. Ana Marangoni

- E no Clube cabe também o pessoal que gosta de fotografia? Lembram das exposições na Galeria Prestes Maia? Muitos de nós as visitavam, inclusive porque era de muito fácil acesso, e de graça. Além disso, o ponto do 720 ficava quase em frente, na entrada pelo Anhagabaú (a outra entrada, na Praça do Patriarca). A propósito, re-encaminho convite para o lançamento do livro sobre Becherini, fotógrafo. Abraços. Ana Marangoni

- Amigos, Repasso-lhes o convite para o lançamento do livro Aurélio Becherini, uma coleção de belíssimas fotografias da cidade de São Paulo, feitas entre 1904 e 1934, por esse extraordinário fotógrafo italiano aqui radicado. Além das fotos de Becherini, o livro contém os seguintes estudos sobre sua obra: Lições e demolições do olhar (Rubens Fernandes Junior), p. 8-28; O primeiro repórter fotográfico paulistano (Ângela C. Garcia), p. 29-42; O nascimento da vida cotidiana paulistana (José de Souza Martins), p. 43-84. As fotos de Becherini documentam a demolição das velhas edificações coloniais, sobretudo no centro da cidade, e a construção dos novos e elegantes edifícios da metrópole do café. Algumas vezes, fotografou a mesma esquina na perspectiva de seus quatro cantos, o que transforma o espectador de sua fotografia num transeunte da cidade, atraído para dentro da imagem. Tal a presença viva das pessoas nas fotos, em gestos e movimentos, que não é estranho encontrarmos numa delas, entre as muitas pessoas que transitam pelo Viaduto do Chá, saindo da Praça do Patriarca, diluído na multidão, o sorridente Cornélio Pires, o criador da música sertaneja e difusor da anedota caipira. Há um enorme conjunto de fotografias no interior de cada uma dessas fotos. É o bem mais precioso deste álbum que reúne boa parte da melhor obra de Becherini. Numa foto panorâmica da Praça da Sé, feita a partir da porta da antiga catedral, vê-se lá no fundo a primeira filial paulistana das Casas Pernambucanas, instalada no térreo de um sobrado. Esse parece ser o

interesse principal da foto. No entanto, com a lupa na mão, pode-se ver num dos balcões, de um escritório de advocacia, dois sisudos cidadãos, provavelmente advogados, em conversa. Ou, na Rua Frederico Alvarenga, no panorama das obras de abertura da Avenida Rangel Pestana, uma carruagem funerária, o cocheiro de fraque e cartola, que passa apressada. Ou, ainda, na demolição das casas para alargamento da Rua Líbero Badaró, na última delas ainda de pé, uma impávida mulher debruçada na janela vigia severa os demolidores que estão a pique de botar-lhe a casa abaixo, enquanto um transeunte a olha com espanto. A cena de outra foto, e neste caso foto de repórter, é a de uma procissão saindo da velha catedral da Sé, os irmãos de opa segurando o pálio. Com a lente é possível ver que sob o pálio está o bispo, Dom José de Camargo Barros, que morreria pouco depois no naufrágio do navio em que voltava da visita “ad limina” ao Papa, naufrágio de que se salvou o futuro Cardeal Arcoverde. Trata-se de raríssima imagem de "procissão de saída", como era chamado o translado do bispo de sua igreja, a Sé, para outra igreja. No meu modo de ver, longe de ser apenas um homem identificado incondicionalmente com o progresso, Becherini mostrou-se apreensivo com os tesouros que estavam sendo destruídos. É o que explica as fotos de detalhes das portas da Igreja de São Bento, do século 18, que já estava sendo demolida. Ou as fotos únicas do interior da Capela do Santíssimo Sacramento, da Catedral, esfuziante barroco, também do século 18, já em demolição. Ou a única imagem conhecida do interior do Convento de Santa Teresa, que existiu no imenso espaço das hoje combinadas Praça da Sé e Praça Clóvis Bevilacqua. Mas sobretudo, na preciosa foto de uma rua do bairro da Penha, um caipira negro guiando o carro de bois, ao lado de um sujeito bem urbano e bem vestido, o cenário de casas coloniais e caipiras com suas preciosas rótulas do século 17. Fotos para serem vistas sem pressa de engenheiro ou de economista, com a lenta demora e o olho atento e etnográfico do antropólogo e do sociólogo; principalmente, o olho do fotógrafo cuidadoso que sabe "ler" os tesouros ocultos na imagem José de Souza Martins

- Rute, > respondi email de Anna e Ernesto e não coloquei seu nome. > Peço que me desculpe. > Você e Ernesto podem encabeçar a convocação dos interessados para o > work shop do Ernesto? > Aguardo vocês lá.

> abração, Malu de Alencar

- Malu, com essa desculpa parece até que voce não leu meu DESREGULAMENTO (abaixo). Estou adorando ver o pessoal aderir ao clube. Já me inscrevo para o workshop do Ernesto, gosto muito de teatro. Parabens ao Ernesto pela iniciativa, que sei que será sucesso. Não quero encabeçar nada, só gostaria de receber críticas para melhorar o DESREGULAMENTO. Para mim é extremamente gratificante ver que o clube tem chance de acontecer. Abraço, Rute DESREGULAMENTO que tentou levar a sério os valores de liberdade e respeito, pelos quais os cruspianos brigavam. (ESPERO SUGESTÕES E CRITICAS)

ATIVOS E PASSIVOS, por gentileza, escrevam o que voces querem de um clube de cruspianos e enviem para o endereço clubcrusp@gmail.com. A ideia é que a gente se reuna, ainda antes da reunião da Malu, para juntar os sonhos de cada um e ter uma proposta. Precisamos ter claro o que queremos. Lembro a todos que não estou impondo a ninguem o clube dos meus sonhos, o do Desregulamento (o que está ai pra todo mundo ver). Mas, penso que cada um deve escrever o seu e espero que tenhamos algumas aspirações em comum. Obrigada, Rute

- GRUPO DE CINEMA. De preferência com telão, passar um filme e seguir com debates para quem quiser participar. GRUPO DE TEATRO. Tanto oficinas de iniciação, como apresentação de pequenas peças. Daí para a Globo é um pulo. SITE. Com páginas para notícias, casos, trabalhos individuais, história do Crusp, álbum de fotos, chats etc. Conforme a movimentação do site,

podemos vender espaços. PALESTRAS. Agendar palestras com os profissionais de cada área que temos entre nós. HORA DANÇANTE. Mesmo que seja com aparelho de som. VÍDEO. Roteirizar, produzir, gravar e editar alguma das histórias do Crusp. Podemos até fazer finanças. LIVRO. Já está bem avançado. Organizar e editar. Procurar editora ou publicarmos nós mesmos. GRUPO DE ESTUDOS. A tendência dos erados é ler sozinho e seguir caminhos muito em cima do eu. Marcar encontros para discutir um capítulo de livro é muito saudável. Foi assim que estudei e discuti o Manifesto, O papel do indivíduo na história, Piaget e outros. É preciso abrir muitas frentes e depois ver o que vai provocar mais interesse. Ernesto. Sonia, o Wilson Zafalon era de Araçatuba e acho que amigo do Paulo Prandi. Espero-a para a fondue e o vinho branco. Bjs Anna - Será? Mas nosso Wilson, ou seja o Wilson que eu e Alvaro conhecemos, não poderia ter o apelido de Super Boy. Nunca. Não que ele fosse fraco, magro ou feio. Pelo contrário. Era forte, bom corpo e lindo, Mas não tinha nada de super-boy. A gente no Crusp não se preocupava com os sobrenomes. Agora estou achando uma pena. Talvez o Alvaro lembre o sobrenome dele. Espero.. Poderemos comer também um fondue? Já estou aqui com minhas fantasias. Não tem importância se não for, mas fantasiar é ótimo. De queijo e de chocolate eu gosto. Com um bom vinho branco.Hummmmmmmm Agua na boca.... Beijão. Soninha

- Sônia Acho que era o Wilson Zafalon, da Poli, que tinha o apelido de boy, ou super boy. Casou-se com a Cidinha Borghetti , da Geografia, e se mudaram para o sul, não sei bem onde. Os dois estiveram no encontro. -Álvaro Falando do Wilson..... que gosta de cinema. Como já disse anteriormente, não gosto de médicos e de exames. Estou aqui com o resultado de um eco-doppler, que diz que estou levemente esclerosada. Ainda não sei qual é o significado disto, mas pensei que estava muito mais. Levemente é pouco.... Mas, me pergunto eu, prá que constatar isso , com exames, se eu já noto bem no meu cotidiano? Acho que cumprimentei o Wilson no dia do almoço, mas sei que posso estar confundida. Fiquei encucada com sua pergunta, pois se não foi ele que cumprimentei, foi outro que abracei forte, na certeza de que era o próprio. Isso não teria muita importãncia, o abraço, mas o esquecimento é fundamental. ... Prá desfazer essa confusão, porque confesso estar preocupada com minha mente, fui lá no site do Crusp e vi dois Wilson: um deles fazia Poli e Filosofia. Acho que é o nosso. Zafalon é o sobrenome. Foi acompanhado de duas pessoas. O outro, que está na lista, tinha o apelido de Super Boy, que não pode ser ele, porque a última coisa que Wilson tinha era pinta de Super Boy. Sei, com certeza, que Wilson esteve presente na inauguração do busto do Lauri, na Biblioteca da Faculdade de Cotia , que era da Formiga. Ah.......Alvaro. . Estou menos zonza. Estou tomando uns remédios vasomotores, (acho que é isso) que me fizeram muito bem. Neste aspecto, foi bom ver médico. Você tem razão. Concordo agora. Ficar velho é chato. Melhor é ser novo. Continuo recolhendo material para o livro, para depois enviar a vocês. Tem muita coisa. Só faltam os escritores/as. .. para dar o próximo passo. Beijão Soninha

> - Eu também não o vi por lá, Soninha. Mas isso não quer dizer nada, não vi também um monte de gente que depois eu soube que lá estiveram. Coisas da idade.

- Malu, meu pai era gerente dos 2 cinemas que haviam na cidade desde a década de 20 até final da década de 70. Eu quase nasci dentro do cinema e frequentei desde bem pequena. Muitas vezes eu ia a SPaulo com ele e um dos proprietários para negociarem os "pacotes" de filmes. Ficava lá, à toa, só ouvindo negociação de adultos. E os escritórios eram naquela região da rua Aurora.Como vc, eu também era apaixonada pelo Anselmo Duarte. Numa dessas vezes, ele estava em um dos escritórios e meu pai "me apresentou" para ele. Imagine só!! Eu era criança, com 9 ou 10 anos. Fiquei abobalhada, nem queria lavar a mão depois.Com ele era lindo!! Sylvia

- ALVARO, Filme é filme, imagine "Marcelino, pão e vinho" quantas lágrimas derrubei! E os filmes da "Vera Cruz"? quem não assistiu: Violeta Ferraz, Mazzaropi, Gde Otelo, Anselmo Duarte, Eliane Lage... meu Deus! Eu era apaixonada pelo Anselmo Duarte, 73 começamos a gravar depoimentos dos artistas e diretores brasileiros (lá no GRIFE) e na vez do Anselmo tomei um porre, porque não acreditava que estava em sua frente, Abrão Berman me levou carregada para casa, foi um vexame. O Anselmo ainda está vivo. Malu de Alencar

- Olá Pessoal Gostaria muito de entrar neste sub grupo do CRUSP e poder ter meus emails também considerado. a minha caixa de mensagens lota com e-mail da Sonia, Malu, Alvaro, etc mas ninguém responde minhas sugestões ....nem mesmo para contestar.... ha,ha,ha....agora acho que vou receber respostas Muita Paz Teca

- Teca Não se preocupe. Agora não respondem também as minhas . Estão em outra e vibro com eles. Este Clube está ótimo. Além do mais, apesar de que são poucos, as adesões vão aparecer quando a coisa se tornar uma realidade. Mas se quiser ser escutada.... faça um apelo mais forte. Acho que assim vai dar. Estão todos tão vibrantes. Você mora em São Paulo e é a Teca que eu penso do Bloco A, não é? Então entre no Clube. Vai sair coisa boa daí. Imagine, aulas de teatro.... com expressão corporal, evidentemente, sobretudo na nossa idade.. Você tem nisso uma terapía física e mental, simultaneamente. Podem fazer psicodramas, com alguém que conheça a técnica. Maravilhoso. E o cinema? Já deslanchou. Cinema, dança de salão, coral. Tudo isso é maravilhoso. Acho que vão rejuvenescer muito, Eu estaría nessa, sem dúvida nenhuma. Entre mesmo. Ah! Fiz um levantamento de todos os mails escritos. Separei-os , antes do evento e pós evento. Neles você pode constatar várias coisas, de maneira clara, diferenças de expectativas, entusiasmo com o evento e desaparecimento depois dele, diferenças nas propostas, na maneira de fazêlas, afinidade, etc. A releitura me chamou tanto a atenção , que fui fazendo um perfil, com o acompanhamento das diferentes pessoas envolvidas. Com isso, pude ver como esse sub-grupo, surgiu de forma espontânea, O subgrupo que vc está se referindo agora é o do Clube, porque o outro, o do livro, está em forma temporária, sem que os ideais se acabem em recesso temporário. A CO do evento foi invocada não sei quantas vezes. Registrei também todas as vezes que foi convocada a participar....Registrei também todos os mails que pedem para que ninguém seja excluido. De repente, pode acontecer isso que você diz, que também está me acontecendo agora, de não ser ouvido, mas é pelo simples fato de que estão envolvidos demais com suas realizações. Nada mais. Beijos Soninha - Olá Pessoal, a primeira parte de nossos relatos, discussões, embates e combates,

já se encontra nas bancas. É uma colagem com alguma sequência -na medida do possívele as partes mais divertidas a meu ver. Abração e saudades, Celinha è só clicar abaixo: http://www.scribd.com/doc/10957183/CRUSP68-ONTEM-E-HOJE - Celinha, Que ótimo que você ainda está por aqui. Álvaro - Oi Malu Falei da Lina Wertmüller porque adorava os seus filmes. Você não se lembra de "Mimi , o metalúrgico", com Mariangela Melatto e Giancarlo Giannini? Ela fez também, com a mesma dupla, "Por um destino insólito" e outros que não me lembro, todos muito bonitos. Mimi mostra a história de amor de um metalúrgico socialista envolvido em manifestações políticas. Bem, vale a pena fazer uma retrospectiva só dela. Beijos, do frio da Europa (agora tá melhorando) Anna - Alvaro, Cinema tem uma magia que me fascina, você realiza sonhos, marca vidas... AMARCORD, assisti ali no Arouche em 75 e jamais me esqueço desse filme, do cheiro do cinema. Zorba o Grego, O Velho e o Mar.... Cinema é cinema, quem falou de Lina Wetmuller (assim mesmo?). E os filmes da sessões malditas que o Alavro Moya realizava na Augusta. E os festivais de Oberhousen - filmes alemães e outros - que aconteciam no espaço dirigido por A. Moya, nunca vou me esquecer do "Os anões também nascem pequenos". Alvaro Moya está vivo e adoraria participar e ajudar na programação dos filmes.

Tem Macunaíma, quem não assistiu? Os filmes de Kurosawa. Felícia Ogawa era tradurora dos filmes japoneses, assisti a todos. Na minha cidade,Lucélia, a colonia japonesa era muito gde e toda semana tinha a sessão de filmes japoneses, assisti um que nunca me esqueçerei: era uma relação de mãe e filho, a dor da perda e da morte, acho que o nome era alguma coisa de "Mãe"... É que me deu um branco, mas tem filmes que tenho que buscar as referências. Me falha a memória, vem as cenas, os artistas e me dá um branco, acho que é a emoção, espero que não seja "alsaimer". Outro dia, alguém escreveu sobre Pic Nic, e eu nunca o vi, porque no dia que passou na cidade que morava, Candido Mota, o dono do cinema disse que eu era menor de idade e não podia assistir, eram ordens do meu pai. Vai ser um "revival" e muito legal. Cinema não morre, veja Carlito, Gordo e o Magro..... Malu de Alencar - Alguém tem,ou sabe onde encontrar "Viagem aos seios de Duilia",um grande e pouco conhecido filme brasileiro? Carreño. - Seios, em geral, são super tocantes. Ernesto - Geralmente são super tocados. Carreño - Malu Volto a falar do nosso coral. Se tem grupo de teatro, porque não um grupo de sessentões enxutos cantando pro povo? Anna, a da Suíça

- Enxutíssimos! Sugiro na Praça da Sé que tem mais povo. O coral vai estar ótimo. E porque não?

Soninha (a do Paraguai)

- Soninha do Paraguai Estou esperando-a aqui na terra do queijo e do chocolate. Não se esqueça. Vamos fazer uma caminhada de deixar a Sirlene com água na boca.  - Ficarei com água na boca de tudo: do queijo, do chocolate, da caminhada, e principalmente da companhia!! - Segue anexo um roteiro de filmes brasileiros feitos por uma pessoa que desconheço mas recebi através da Malu Ferreira que trabalhou durante anos na Cinemateca, tem os títulos e os resumos. Espero que sirva ao nosso cineclube!! Sirlene - Eu também não o vi por lá, Soninha. Mas isso não quer dizer nada, não vi também um monte de gente que depois eu soube que lá estiveram. Coisas da idade. Beijão, Álvaro - Falando em cinema, quem sabe do Wilson, que no CRUSP era o que mais se preocupava com essa atividade? Álvaro

- Ernesto, vc tem o filme "Os anões também nascem pequenos"? Entre você, Alvaro... já temos sessões para muitos anos, temos que providenciar um carrinho de pipocas. Malu de Alencar

- E já que falamos de filmes.... Eu acho que o Cine Belas Artes foi aberto quando nós morávamos no Crusp, Deve ter sido em 66. Eu estudava na Maria Antonia e era frequentadora assídua, não só pelos filmes, senão para dormir e descansar

um pouquinho. Sempre trabalhei, desde os 17 anos. Nauela época era sessão corrida. Não sei se é possível fazer isso agora. Dormia e assistia os filmes ou vice- versa. Eram várias vezes por semana. Não sei como está o lugar hoje em dia pois desde que sai do Brasil nunca mais fui. . Adoro cinema e assistia todos os festivais: cine francês, cine italiano, etc. Gostei muito de um filme do Alain Resnais, "O ano passado em Mariembad", que assisti 6 vezes no Belas Artes. Na primeira vez que vi, gostei, mas senti que precisava de uma segunda vez para entender melhor Como entedi um pouco mais, percebi que precisaria de uma terceira. E assim foi até a sexta. Com certeza, uma sétima não estaria mal e descobriria alguma coisa que não percebi nas anteriores. Outro filme que vocês mencionaram, foi "Um dia , um gato". Quem dera , nós tivéssemos a capacidade de ver as pessoas, como realmente são, com o simples fato de tirar os óculos..... Ah! Esse gato.... Também gostaria de rever e não sei onde posso encontrar um filme do Claude Lelouch , que vi em Buenos Aires, duas vezes seguidas (3 horas x 2) e aqui no Paraguai, vi mais duas vezes, não seguidas.aguai - Los unos y los otros - "Les Uns et Les Autres" Os uns e os outros?????? Esse vi pelo prazer mero e puro. Estava muito promocionado em Buenos Aires porque era um bailarino argentino que dançava o Bolero de Ravel. Me produziu um verdadeiro encantamento. Nunca o encontrei para alugar e não sei como posso consegui-lo. La belle de Jour....... Ah.... a arte do cinema. Foi um dos meus prazeres na vida, mas agora limito-me a alugar filmes ou comprar, pq estou no mundo da pirataria. Mas filme bom não tem. Contento-me com os que há, com livros e com minha janela interior. Sugiro uma vez mais , que parem de falar e juntem comidas e filmes , numa boa sessão, em que perdoarão ao Alvaro se ele quiser se retirar mais cedo. Carinhos a todos Soninha

- Celinha, Que idéia legal de reunir as mensagens em um arquivo texto!!!! É uma iniciativa que permite que as mensagens trocadas não sejam efêmeras. Parabéns. Molina LEILÃO Autor desconhecido

Naquele tempo, nóis ficava amuntuado, num lugar todo enfeitado, pra isperá os compradô. Depois ficava bem im frente do palanque, afincado ao pé do tanque, que chamava bebedô. Naquele dia, minha preta foi comprada, numa leva separada, dum senhor mocinho ainda. Minha pretinha, que era fulô de cativeiro, que era inté mãe de terrero, da familia dos Cabinda. No mesmo dia, em que levaram minha preta, me botaro nas grieta, que é prá mó de eu não fugi. E desde então, preto velho percurô, ficou velho como eu tô, más como é grande esse Brasi. E quando veio, de Isabél as auforria, percurei mais de cem dia, mais a vista me fartô. Só peço agora, que me leve sinhá Isabél, prá ve se tá lá no céu, Minha preta, meu amor.

- Álvaro Falando do Wilson..... que gosta de cinema.

Como já disse anteriormente, não gosto de médicos e de exames. Estou aqui com o resultado de um eco-doppler, que diz que estou levemente esclerosada. Ainda não sei qual é o significado disto, mas pensei que estava muito mais. Levemente é pouco.... Mas, me pergunto eu, prá que constatar isso , com exames, se eu já noto bem no meu cotidiano? Acho que cumprimentei o Wilson no dia do almoço, mas sei que posso estar confundida. Fiquei encucada com sua pergunta, pois se não foi ele que cumprimentei, foi outro que abracei forte, na certeza de que era o próprio. Isso não teria muita importãncia, o abraço, mas o esquecimento é fundamental.... Prá desfazer essa confusão, porque confesso estar preocupada com minha mente, fui lá no site do Crusp e vi dois Wilson: um deles fazia Poli e Filosofia. Acho que é o nosso. Zafalon é o sobrenome. Foi acompanhado de duas pessoas. O outro, que está na lista, tinha o apelido de Super Boy, que não pode ser ele, porque a última coisa que Wilson tinha era pinta de Super Boy. Sei, com certeza, que Wilson esteve presente na inauguração do busto do Lauri, na Biblioteca da Faculdade de Cotia , que era da Formiga. Ah.......Alvaro.. Estou menos zonza. Estou tomando uns remédios vasomotores, (acho que é isso) que me fizeram muito bem. Neste aspecto, foi bom ver médico. Você tem razão. Concordo agora. Ficar velho é chato. Melhor é ser novo. Continuo recolhendo material para o livro, para depois enviar a vocês. Tem muita coisa. Só faltam os escritores/as... para dar o próximo passo. Beijão Soninha

- Eu também não o vi por lá, Soninha. Mas isso não quer dizer nada, não vi também um monte de gente que depois eu soube que lá estiveram. Coisas da idade. Beijão, Álvaro Alvaro Será que me enganei de pessoa? Eu pensei ter cumprimentado o Wilson no evento do Crusp. Será que não era ele e outro parecido? Quem deve saber dele é Anavécia. Mesmo que à distância a gente sabe dos antigos amores. Soninha

- Lá na Maria Antônio, no salão do Grêmio, passava filme com debates no final. Eu fui ver justamente "Morangos Silvestres". 1963. Recém chegado lá da roça, Araxá, pra lá de Batatais, analfabeto funcional, e fui ver "Morangos Silvestres". O filme começou lá pelas oito horas da noite. Em seguida, começaram os debates. Interpretação social, psicológica, política. Depois a própria linguagem do Bergman. Relações entre a forma e o conteúdo. Saí de lá de manhã cedo. 12 horas de filme e debate. E eu ali, de olhos arrregalados. Levei um choque cultural. Essa era a Maria Antônia. E até hoje não terminei de ver os "Morangos Silvestres". Ernesto - Sônia Acho que era o Wilson Zafalon, da Poli, que tinha o apelido de boy, ou super boy. Casou-se com a Cidinha Borghetti , da Geografia, e se mudaram para o sul, não sei bem onde. Os dois estiveram no encontro. Sylvia

- Soninha, O Wilson Super-boy era o amigão inseparável do Prand, que era o Super-homem. Estava no encontro e conversei com ele. Eu não me lembro o sobrenome do Wilson cinéfilo, mas me lembro perfeitamente que era quem puxava essa atividade no CRUSP. Lembro que era meio caladão. Quanto ao eco-doppler, não se preocupe, vamos descendo a ladeira todos juntos e solidários (um perguntando o nome do outro). Álvaro PUBLICIDADE - Será? Mas nosso Wilson, ou seja o Wilson que eu e Alvaro conhecemos, não poderia ter o apelido de Super Boy. Nunca. Não que ele fosse fraco, magro ou feio. Pelo contrário. Era forte, bom corpo e lindo, Mas não tinha nada de super-boy. A gente no Crusp não se preocupava com os sobrenomes. Agora estou achando uma pena. Talvez o Alvaro lembre o sobrenome dele. Espero.. Poderemos comer também um fondue? Já estou aqui com minhas fantasias. Não tem importância se não for, mas fantasiar é ótimo. De queijo e de chocolate eu gosto. Com um bom vinho branco.Hummmmmmmm Agua na boca....Beijão. Soninha

- Sirlene, Veja a coincidência, Malu Ferreira era a pessoa que falaria, estamos com a fonte certa. Hoje me deram uma dica de um documentário feito por volta de 67/68: O apito da panela de pressão, sobre as passeatas, feito em 16mm, David Pennington (frequentador do CRUSP) assistiu mas não sabe quem o fez, que esse documentário o fez mudar radicalmente, nunca ouvi falar do mesmo, mas uma nova referencia de registros da época. abs, Malu de Alencar

- Vou pegar carona aqui , para enviar-lhes algo que acabo de receber de um cruspiano. Achei o poeminha/oração bem simpático e reenvio, sem, entretanto, querer faltar ao respeito com ninguém, muito menos com o Brasil, meu país, que eu muito amo. É verdade. Quando a gente está distante o amor e o patriotismo são muito maiores. A Anna sabe que isso é assim. - Soninha Brasil... caso perdido! Senhor, tende piedade de nós! Pelo projeto político do deputado Clodovil Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil Senhor, tende piedade de nós! Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza Pelo perigo constante quando Lula improvisa Pelas toneladas de botox da Dona Marisa Senhor, tende piedade de nós! Pelo Marcos Valério e o Banco Rural Pela casa de praia do Sérgio Cabral Pelo dia em que Lula usará o plural Senhor, tende piedade de nós! Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz Pelo "nunca antes nesse país" Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis Senhor, tende piedade de nós! Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha

Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha Senhor, tende piedade de nós! Pela importante missão do astronauta brasileiro Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro Pelo Freud que "não explica" a origem do dinheiro Senhor, tende piedade de nós! Pelo casal Garotinho e sua cria Pelos pijamas de seda do "nosso guia" Pela desculpa de que "o presidente não sabia" Senhor, tende piedade de nós! Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar Senhor, tende piedade de nós! Pela "queima do arquivo" Celso Daniel Pela compra do dossiê no quarto de hotel Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel Senhor, tende piedade de nós! Pelas opiniões do prefeito César Maia Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia Pela primeira dama catando conchinha na praia Senhor, tende piedade de nós! Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã" Senhor, tende piedade de nós! Pela Heloisa Helena nua em pêlo Pela Jandira Feghali e seu cabelo Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo Senhor, tende piedade de nós! Pela greve de fome que engordou o Garotinho Pela Denise Frossard de colar e terninho Pelas aulas de subtração do professor Luizinho Senhor, tende piedade de nós! Pela volta triunfal do "caçador de marajás" Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais Senhor, tende piedade de nós! Pela eterna farra dos nossos banqueiros Pela quebra do sigilo do pobre caseiro Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro" Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas" Pelas malas de dinheiro do Suassuna Pelo Lula na praia com sua sunga Senhor, tende piedade de nós! Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança Senhor, tende piedade de nós! Pela família Maluf e suas contas secretas Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta Senhor, tende piedade de nós! Pela invejável "cultura" da Adriana Galisteu Pelo "picolé de xuxu" que esquentou e derreteu Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu Senhor, tende piedade de nós! Pela eterna desculpa da "herança maldita" Pelo "chefe" abusar da birita Pelo novo penteado da companheira Benedita Senhor, tende piedade de nós! Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana Pela mulher do presidente que virou italiana Senhor, tende piedade de nós! Pelo MST e pela volta da Sudene Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m" Senhor, tende piedade de nós! Pelo Ali Babá e sua quadrilha Pelo Gushiken e sua cartilha Pelo Zé Sarney e sua filha Senhor, tende piedade de nós! Pelas balas perdidas na Linha Amarela Pela conta bancária do bispo Crivella Pela cafetina de Brasília e sua clientela Senhor, tende piedade de nós! Pelo crescimento do PIB igual do Haití Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely Pela décima plástica da Marta Suplicy Senhor, tende piedade de nós! Para que possamos ter muita paciência Para que o povo perca a inocência E proteste contra essa indecência

Senhor, dai-nos a paz! Autor desconhecido Quem fez,deveria ter assinado...pois está genial - No entanto, Senhor, agradecemos pelas multinacionais, que pagam impostos, nos dão empregos e tudo mais, trazendo civilização e cultura a todo momento, mesmo com tamanha falta de reconhecimento. Ernesto

SOB NOVA DIREÇÃO / RAÍZES PELO MUNDO Multicultural, casal recria a imagem da "primeira-família" Genealogia envolve imigração, mobilidade social e o fim da segregação racial em uma das últimas instituições divididas dos EUA, a família Há cristãos, muçulmanos, judeus e negros, asiáticos e brancos que falam inglês, indonésio, hebraico, suaíli, luo, francês e chinês no clã JODI KANTOR DO "NEW YORK TIMES" A avó queniana do presidente trouxe de presente um espanador de moscas de cauda de boi. Primos vieram da cidade da Carolina do Sul em que o tataravô da primeira-dama nasceu escravo. E o rabino da família veio da sinagoga onde celebrara o Dia de Martin Luther King. Também estavam presentes a meia-irmã indonésio-americana de Barack Obama, acompanhada do marido sino-canadense, e o irmão da primeira-dama, negro, e a esposa, branca. Quando Obama tomou posse como presidente dos EUA, terça, ele estava cercado por um clã que teria chocado gerações americanas e que redesenhou instantaneamente a imagem futura de primeira-família. A família que gerou Obama e sua mulher, Michelle, é negra, branca e asiática, cristã, muçulmana e judaica. Seus integrantes falam inglês, indonésio, francês, cantonês, alemão, hebraico, algumas línguas africanas, incluindo suaíli, luo e igbo, e até mesmo algumas frases de gullah, o dialeto crioulo da região da Carolina do Sul conhecida como

Lowcountry. Muito poucos são ricos, e alguns -como Sarah Obama, a avó que só há pouco passou a ter luz em seu barraco de telhado de zinco- são bem pobres. "Nossa família é nova em termos da Casa Branca, mas acho que não em termos do país", disse em entrevista na semana passada a meia-irmã mais nova do presidente, Maya Soetoro-Ng. "Acho que a Casa Branca nem sempre refletiu as texturas e os sabores deste país." Embora filho de um queniano negro, Obama tem algumas origens presidenciais convencionais do lado da mãe branca: abolicionistas expulsos do Missouri, um Estado escravista; habitantes do Meio-Oeste que passaram pela Grande Depressão e até um punhado de antepassados que lutaram na Guerra da Independência. Muito menos é sabido sobre as origens da primeira-dama -até por ela mesma. Tendo crescido na zona sul de Chicago, contou seu irmão, Craig Robinson, "era uma espécie de folclore que fulano de tal era parente de sicrano e que seu pai e sua mãe foram escravos". Michelle é de fato descendente de escravos e da Grande Migração, movimento maciço de afrodescendentes que foram para o norte do país na primeira metade do século 20 em busca de oportunidades. Há apenas cinco gerações, seu tataravô, Jim Robinson, nasceu escravo numa fazenda em Georgetown, Carolina do Sul, onde quase certamente drenou pântanos e colheu arroz. Segundo a genealogista Megan Smolenyak, Michelle tem antepassados com histórias semelhantes em vários lugares do sul do país. Fanny Laws Humphrey, tataravó, foi cozinheira em Birmingham, Alabama, e nasceu antes do fim da Guerra Civil. Outro casal de tataravós, Mary e Nelson Moten, parece ter deixado o Kentucky para radicar-se em Chicago no início dos anos 1860, o que faz supor que podem ter sido libertados antes do fim da escravidão. E, no censo de 1910, alguns ancestrais são citados como mulatos, o que ampara menções a um antepassado branco. Paralelos Apesar das diferenças entre as famílias Obama e Robinson, há elementos em comum entre elas. Um deles é a educação. Outro é uma espécie de autodeterminação aventureira. Nas versões conhecidas, o lado Obama é o que dobrou as regras da geografia e da etnicidade. No entanto a família da primeira-dama inclui vários membros que se aventuraram para longe. Nomenee Robinson prestou serviço na Índia por dois anos; depois, mudou-se para a Nigéria, onde conheceu a esposa. O primo Capers Funnye Jr. foi criado na igreja negra, mas sentiu uma atração pelo judaísmo e tornou-se

rabino. Em termos de saltos transculturais ousados, nenhuma figura se equipara a Stanley Ann Dunham Soetoro, a mãe de Obama. Quando universitária em Honolulu, ela frequentava a organização de intercâmbio cultural Centro Oriente-Ocidente, onde conheceu dois maridos sucessivos -Barack Obama pai, estudante de economia do Quênia, e, mais tarde, o indonésio Lolo Soetoro. Décadas depois, sua filha, Maya, buscava folhetos no mesmo centro quando notou o estudante sinocanadense Konrad Ng, hoje seu marido. Na última segunda, parentes quenianos de Obama circulavam pelo hotel Mayflower, em Washington, com seus lenços coloridos atraindo atenção. Em festas familiares, conta Craig Robinson, "vemos um monte de gente que fica feliz por estar com a família". "As pessoas são de culturas diferentes, mas o que têm em comum é que são todas da família", diz. São festas que promovem uma mistura feliz de tradições e histórias, como no casamento dos Obama, em 1992, que incluiu quenianos em trajes tradicionais, uma cerimônia africana em que as mãos dos noivos foram simbolicamente amarradas, e, na recepção -num centro cultural que já foi um clube de campo que barrava negros e judeus-, blues, jazz e música erudita . É possível que os eventos da Casa Branca agora passem a ter um pouco desse clima. Tradução de CLARA ALLAIN -bianca justiniano 11 9793.1976 Malu de Alencar

- Adoro a pluricidade de culturas e a convivência pacífica das mesmas. Acho que o mundo só vai funcionar, quando entendermos, de uma vez por todas. que os seres humanos sáo animais de uma mesma espécie, todos habitantes do planeta Terra, com algumas pequenas diferenças em quanto ao aspecto físico e outras pequenas diferenças no aspecto cultural. Nada mais... culturais . Nada mais.... No resto somos iguais.....ou semelhantes: processo de nascimento, de vida e de morte. Enfim..... todos somos iguais. Benvinda família Obama, com essa diversidade de raças, culturas e religiões..... Espero que mantenham a consciência destas diferenças e aproveitem o poder, que agora está em suas mãos, para fazer deste um mundo melhor, com mais equidade para todos os habitantes do planeta. Sonia

- Oi Arvo Acho que foi mais ou menos isso que aconteceu. Mas estou te respondendo mais para fazer uma solicitação em relação ao grupo crusp 68: acho que recebo msg s demais! Muitas vezes são respostas ou perguntas pessoais e que as pessoas deveriam se comunicar apenas entre elas. |Algumas msg , estou deletando sem mesmo ler. Outra coisa são respostas que incluem as outras juntas o que cria um enorme arquivo que se repete. É necessario um moderador, isso é uma pessoa que envia as msg de alguem que fala do CoralCRUSP, p. ex., para as pessoas interessadas no assunto. Isto na verdade existe e chama-se Forum ( não sei mexer com isto!) Tres coisas me interessam profundamente sobre o CRUSP: 1) Encontrar velhos amigos 2) Ler e contar causos 3) Ver fotos dos velhos tempos. Diomar B602 Em tempo, não vi nenhum causo sobre a invasão de 17/12/68 Se voces responderem posso contar a minha visão desse dia.

- Meu caro Diomar, enorme satisfação receber uma mensagem do querido amigo, Acho que você está coberto de razão, e aproveito então para conversar esse assunto com o Grupo, até porque se não resolvermos essa questão de uma boa forma corremos o risco de provocar a saída de colegas de nosso convívio internetiano. Eu pertenço a um outro grupo, esse de caráter profissional, onde essa regra sugerida pelo Diomar é ponto de honra: assuntos pessoais ou de interesse restrito devem ser tratados fora do Grupo. Obviamente, o entendimento do que seja pessoal ou restrito ao interesse de poucos colegas fica sob a responsabilidade e o bom senso de cada um. Uma outra possibilidade, também aventada pelo Diomar, seria criar sub-grupos (fóruns dentro do Grupo) de interesse específico. Eu não sei como funciona isso, o Tio Molina deve saber e nos orientar. O que

eu sei é que sempre que um colega que não pertença a um fórum de interesse específico (vamos dar um exemplo, eu em relação ao Coral) queira saber o que "rola" nesse sub-grupo, poderia entrar no site do Grupo e ter acesso a todas as mensagens trocadas dentro desse tema. Também aqui valeria o bom senso de cada um. Exemplo, forma-se um fórum de pessoas que gostam de curtir poesia. Pois bem, poesia pra cá, poesia pra lá somente dentro desse fórum, e aí me ocorre a lembrança de que uma certa poesia (minha ou do Drummond, coisa assim desse nível...) poderia interessar a todo o Grupo. Orienta-me o bom senso que a envie a todo o Grupo. Ou seja, nada de regras muito rígidas, sempre deverá haver espaço para o bom senso. Talvez essa questão de sub-grupos talvez seja uma providência para um pouco mais à frente, já que agora no começo é natural, e recomendável, que todos participem da produção e consolidação de propostas. Álvaro - Alvaro Sempre digo que estou de acordo com você, porque realmente tenho uma afinidade imensa com teus pensamentos e idéias . Entretanto, desta vez, apesar de concordar com o Diomar e com você de um modo geral, devo discordar de pontos específicos. Eu acho que o grupo está deslanchando com o tema Clube. Lamentavelmente nem a CO, nem nós que estivemos desde o começo, soubemos motivar de uma maneira tão fascinante como esses temas que estão sendo agora tratados. Sei que nem todos têm interesse por tudo, mas acho que criar sub grupos poderia gerar uma dispersão. Concordo com o teu final: "Talvez essa questão de sub-grupos talvez seja uma providência para um pouco mais à frente, já que agora no começo é natural, e recomendável, que todos participem da produção e consolidação de propostas" E concordo com forums dentro do grupo. Eu também não sei como organizar isso e invoco também a ajuda de tio Molina ou Watanabe ou Gonçalo. Então poderíamos estar dentro do contexto geral, do que vai acontecendo no grupo e entrar, de acordo à nossa vontade ou interesse no sub tema ou sub -grupo que me der vontade. Paciência com nossa caixa de e-mails. Estou também em dois outros grupos, que suprimo as mensagens que não despertam meu interesse, sem lê-las e conservo as que me interessam. Não estou de acordo que neste momento sejam criados sub-grupos que dividam em vez de somar. Atentamente Sonia Castanheira

- Soninha, Acho que continuamos concordando em tudo. Eu vejo assim também, sub-grupos será bom somente mais à frente. Agora, assuntos de interesse apenas particular devem ser desde já tratados através dos e-mails pessoais. Álvaro

- Queridas & Queridos, Faz 10 minutos que cheguei em casa (22,15 agora) e corri pro computador para ver as notícias do CRUSP 68. Ontem no passeio pelo Campus Party me encontrei com CAMÕES que foi fazer uma palestra, voltava pro Rio ontem mesmo, queria entrevistá-lo para o TV Navegar. Aliás, tenho encontrado gente maravilhosa, fazendo trabalhos seríssimos, vou passar os contatos depois. Tem uma ONG que está trabalhando com o Rio Tietê e afluentes há 6 anos, e nesse ano colocaram 6 jovens nas USP. Pensei no Álvaro com toda sua formação em informação em geologia.... fechamos um acordo de conectar os jovens do "Tietê" com os jovens do "Amazonas" no pgm web que temos: www.tvnavegar.com.br Hoje entrevistamos um físico de S.Carlos, João Paulo que trabalha entre outras coisas, astronomia indigena (está no site) Olhei rapidamente os emails e tenho que ler com calma para responder. Tenho CERTEZA que estamos no caminho certo. Só no domingo que vou poder ler tudo e retomar as atividades "cruspianas". Quando há oportunidade conto nossa história, as pessoas ficam estarrecidas e querem saber como poderiam ajudar ou participar.... como conseguimos manter viva essa chama de viver intensamente, com amor e paixão. Falo: Tem que ter nascido na década de 40!!!!! Li: Ana Marangoni que voltou , Celinha que está na ativa...... Me aguardem. PS: Rute e Ernesto que pena que não foram, amanhã é o último dia e vou estar lá até as 19hs só, pois daí fechamos o "barraco" Beijos, Malu de Alencar

- Oi, Malu. Amanhã a gente vai, lá pelas 15 horas. Abraços, Ernesto

- Ana! Primeiro obrigada por responder! é bom se sentir ouvida pelos veteranos (se assim posso chamá-los). Que maravilha sua proposta ou sugestão, já temos o lugar (talvez lugares) e a monitora para nos guiar na observação dos pássaros (você conhece muitos!) enquanto colocamos os músculos em forma para fazer as trilhas e o pulmão em ordem para o coral!! Preciso dizer que dessas coisa todas sou "nível usuária" mas rapidamente posso buscar informações sobre procedimentos técnicos de observação de animais, mas assim como em outros assuntos que ogrupo tem tratado, o importante é começar, nos reunirmos para cantar, caminhar, ver filme, escrever, depois vamos apurando as técnicas, métodos etc. Se não der para criar um SPA do Crusp,podemos criar uma versão, mais adequada aos nossos aninhos, daqueles acampamentos malucos dos idos tempos de juventude. Tenho dificuldade de tempo mas vou ter de dar conta tb dessas atividades que são muito importantes. Quero dizer também que concordo e compartilho de sua aversão a certos discursos ambientalistas que circulam por todo lado atualmente abraços, Sirlene - Sirlene, > então você gosta disso tudo? Conte com minha colaboração. Se você e outras pessoas do grupo estiverem a fim, podemos dar uma chegada na minha cidade. Tenho passado lá mais ou menos uma semana por mês. Fica num canto do Estado de São Paulo pouco estudado, cientificamente, mas tem alguns atrativos naturais interessantes. Fica a uns 350 km de São Paulo, levo menos de 4 horas até lá, de carro. Tenho sociedade em uma chácara próxima à cidade – a casa é rústica, pequena, mas dá para acampar. Tem campinho de futebol e quadrinha de vôlei, churrasqueira, energia elétrica e água de poço, e fica a menos de 10 km da cidade, e de 2km de um pesq-pag. Cheguei a planejar, de brincadeira, com uma amiga da UNESP que fez na região uma pesquisa para doutorado (pode interessar-lhe: discute a eficiência –ou ineficência, da legislação

ambiental), a criação, lá, de um spa, o Spa-Usp, aparelhado para temporadas de redação de teses e dissertações. Podemos pensar em SpaCrusp, por lá ou por aqui, ou em Campos do Jordão, não acha, Malu? > Um pouquinho mais longe, à beira do rio Itararé (divisa com o Estado do Paraná), meu irmão tem um sítio, em que ele mantém um pomar para uso, em especial, de passarinhos e passarões. Aparecem por lá tucanos, seriemas, pica-paus do topete vermelho pequenos e grandes, pica-paus carijós de topete amarelo, quero-queros, curucacas, saíandorinhas, gralhas, sabiás, canários, bem-te-vis, anuns brancos e pretos, tico-ticos e chupins, beija-flores, e uma quantidade de que não sei os nomes. Acho que meu irmão não se incomodaria se fôssemos até lá, observar a passarada. Ah...e os esquilos, porcos-espinhos e cobras, que não são abundantes, mas existem. > Quem sabe a gente não criava por lá um Núcleo CRUSP68 de observação e educação para conservação ambiental? (Preciso informar: boa parte da linguagem "ecológica" em moda e o uso inconseqüente da mesma me dão umas mais ou menos severas manifestações alérgicas, por isso minha cautela em usar termos como sustentabilidade, > educação ambiental, minimização de efeitos, etc.) > Espero que a gente converse mais a respeito (da temática ambiental, não das minhas idiossincrasias, necessariamente). > Abraços. Ana Marangoni

- rute bevilaqua escreveu: "Minha preocupação neste momento é a de que todos participem, digam o que querem deste clube, não quero ver ninguem de fora. É isso."

- Pois vamos lá: 1. Um lugar onde os cruspianos possam se encontrar para fazerem das suas. Desde jogar conversa fora até aprontar alguma nova travessura. 2. Na prática: poderíamos fazer uma parceria com um clube já existente, o que nos pouparia tempo e dores de cabeça. Além de sair mais barato. Sugestões: inclui dois links que podem ser visitados online - Clube Piratininga e o Petrópolis Tênis Clube. Ou poderia ser, também, no próprio Colégio Notre Dame, onde foi realizado o Encontro. Se interessar, posso conversar com as duas sugestões que fiz e ver condições de parceria. – Teotônio -

- Tembém sou adepto dessa idéia de estabelecermos um acordo com algum clube simpático já existente. A localização também é importante, acho que o ideal seria estar no espaço em que mais nos movíamos antigamente, algo assim como a larga faixa que vai desde Jaguaré/ Butantã até o Centro. Meu voto é para que deleguemos ao Teotônio a responsabilidade da investigação dessa possibilidade. Nossa presidenta Rute concorda? Álvaro

- Entonces, lá vai: 1. Que num cantinho qualquer do clube haja um barzinho; 2. Que na adega do barzinho nunca falte um bom vinho tinto seco cabernet, merlot, malbec, carmenere e outros. Excepcionalmente, em dias quentes, poderão ser aceitos brancos espumantes, desde que brutos e bem gelados; 3. Que na geladeira do barzinho possamos sempre encontrar cervejas tipo pilsener, lager, bock, munchen, ales, porter, stout e outros. Ocasiões especiais poderão ser comemoradas com weizenbier; 4. Que nas prateleiras do barzinho haja fartura de cachaças mineiras, paulistas, cearenses e outras, branquinhas e envelhecidas, puras e aditivadas. Nas noites mais frias, que haja também grapas e bagaceiras; É isso aí. Mas sempre lembrando: Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chame.

Scaico.

- Scaico: Vc esquceu, faltou "una botella de PISCO' Abraços Gonzalo

- Perdão, perdão, Gonzalinho. Na verdade não esquecí. Apenas achei que o texto já estava muito grande. Mas vai agora: 5. Que no balcão de baixo do barzinho cada um possa guardar garrafas do que mais lhe agradar, como rum, gim, vodka, whisky, conhaque, armagnac, brandy, pastis, absinto, tequila, mescal, pisco, saquê, arak, slivovitsa, cauim ou seja lá o que for. E chega. Não beba dirigindo. Você pode derramar a bebida. Scaico

- Meu querido Scaico Adoro ver você de volta, dando tuas opiniões e contando tuas expectativas. Sei que vc está bem em Serra Negra e fico contente por isso. Acabo de ler teu mail e vi aí na frente, um outro mail, do meu querido gringo Gonzalo, que apesar de seus anos no Brasil, sempre manteve seu encanto, usando o portunhol. Deixei para ler depois, porque existem duas possibilidades, com esta aparição repentina: 1. Ou ele decidiu aderir a nossos sonhos e fazer parte deles 2. Ou está aqui para reprimir nossos sonhos e colocar algumas pautas, porque vi que ele é um dos responsáveis pelo espaço (não só o tio Molina) Devo dizer que seja qual for, nada excluirá o grande afeto que sinto também por ele, que assim como você, faça o que faça, está dentro dos meus afetos mentais, que são duradouros, para não dizer eternos. Podemos discrepar, mas jamais perder esta amizade, que nos une quase como se fôssemos parentes de sangue. Tantas lembranças queridas do Gonzalo.... Bem, estou me antecipando. Fiquei surpresa ao ler o nome dele. Até pode ser outro Gonçalo. Bom, voltando às suas expectativas e algumas dúvidas que tenho: 1. Nós bebíamos nas nossas viagens.? Nas paradas em cada cidade? Não me lembro disso. Quando íamos à tua casa na represa (Billings) alguém bebia? Eu não bebia nada naquela época e sou um pouco

distraida. Lembro-me at´´e do que comíamos, mas não lembro de bebidas Mas, para não faltar à verdade, vocês bebiam? Quando andávamos de carona, sei que não, mas não sei quando nos estabelecíamos em algum lugar? Se vc me perguntar porque isso é importante eu respondo que é por coisas que vários escreveram e estão recopiladas no livro 2. Você vai ou não escrever alguma coisa sobre as nossas e as tuas viagens? Sei que vc está numa boa e não quer se incomodar, mas te peço com todo o carinho. Faça um esforço e lembre-se. E depois de lembrar, conte-nos como vc percebia nossas aventuras, porque isso é o que éramos: grandes aventureiros Finalmente, a esta altura da vida, acho perfeitamente válidas suas expectativas em quanto ao Clube. Se entendo bem o desregulamento, você vai ter toda a liberdade. Se não houver alguma bebida que você gosta. até poderá trazer e, com certeza, muitos compartilharão com você. Li que Rute diz no seu regulamento que poderemos tomar um chazinho ou até um pilquinho. Então tudo é válido. Ahhhhh..... Ando falando com nosso querido Tek. Outro, que fez parte da minha vida no Crusp e faz parte dos meus afetos eternos. Mora em frente ao mar, na rua dos Mariscos e fez juz à sua inteligência, com um curriculo maravilhoso, que vi no Google. Já é avô. Me responda, por favor. Precisamos da tua cadernetinha e das suas memórias. Beijos e abraços e à Carolina também Soninha - Mi querido Gonzalo! Hasta pensé que podría ser otro, pero sos vos..... Que sem vergonha! Me preparei mentalmente para ler teu mail, mas só encontrei uma linha, para acrescentar tua bebida peruana: o pisco. Bueno, ya es algo.... O sea, cuando te vayas al Club, querés que haya algo de tu tierra. Entonces también querés frecuentar el Club? Te pregunto si conoces la chicha y si es de allá del Perú? La piña fermentada? Perdoname la ignorancia, porque a lo mejor es algo muy común y soy yo la que no sé... Me gusta la chicha. Você continua por aí, hein? Mas não fala. O que será que vc pensa e o que será que pensam os outros da CO? Também estão por aí e querem escolher suas bebidas? Ou estão bravos com o rumo que tomou o grupo? O resto vai em espanhol, pq eu andava com você e com os gringos no Crusp e me contaminaram.

Mi querido Gonzalo, hay dos cosas que surgieron en este grupo y que es necesario entender. Nadie al comenzar a participar, pensaba en un libro y fue apareciendo espontaneamente. Era imposible no registrar todo lo que estaba sucediendo. Nadie pensaba tampoco en un Club y él fue surgiendo. Hasta a mi, en un principio, pareció que la idea del club era un poco soñadora o delirante, ( fantasía dificil de realizar) pero se fue incrementando de manera tan fuerte y tan entusiástica, que hasta yo, (que no podré frecuentar este club,) me rendí al fascinio que ejerce sobre los del grupo. Algunos que no hablaban pasaron a hablar, otros que hablaban poco, pasaron a hacerlo más. Primero era un club abierto a todas las expectativas, despues fue cine, clases de teatro, fotografía, baile, comidas, caminatas por el campo, análisis de pájaros. Esto ya escapa al control. Ya es.... Y es como quieren que sea..... No creo que todas las expectativas se cumplan, pero si algunas de ellas resultan y así lo creo, este Club ya es una realidad. Y los felicito, pq si tanto placer nos causó el evento de 40 años, creo que estos pequeños encuentros serán también motivo de mucha alegría. Adelante con esto Besos Gonzalo. Por favor, vuelva siempre. Sabés que es tu casa, mucho más que la mía. Ustedes la construyeron....... Soninha Hasta Carreño, que nunca me contestó si era el Carreño de Irina estaba interesado, No sé si en el Club o apenas en una película.

-17 de dezembro de 1968: Invasão do CRUSP No dia anterior, correram noticias sobre uma possível invasão do CRUSP. Não era uma grande novidade, já tinha acontecido antes. Eu tinha um fusca alemão, 1959, comprado par dar aulas no Alberto Conte, em Santo Amaro. Piauí pediu para escondermos um saco de estopa cheio de livros "subversivos" . Ele ou eu chegamos à brilhante conclusão que um bom lugar era embaixo da ponte do Pirajussara, na avenida da Raia. Anos depois perguntei ao Piauí se ele tinha recuperado os livros. Não só não recuperou como nunca voltou ao CRUSP para pegar as coisas do apartamento. Seu telescópio refletor de 2 metros de comprimento, que ele mesmo tinha construído em um um curso do Planetário do Ibirapuera foi apreendido e exposto no saguão dos Diários associados como exemplo de artefato de observação militar. O telescópio astronômico só servia para observar os anéis de saturno , montanhas e crateras na lua …

Por volta de 20 horas, veio uma informação dada pelo Franco Montoro de que o CRUSP seria invadido pelo Exército. Várias pessoas me pediram para eu as levasse para fora da USP, não me lembro quem eram, provavelmente o Piauí, o Dilson. As levei para uma casa perto do Largo de Pinheiros ( seria a casa do Álvaro?) No nosso apartamento (B 602) , estávamos eu e o Pedro Paulo de Martini, pois o Caio já tinha ido para a casa da namorada. Chegamos à conclusão que não tínhamos para onde ir e que devíamos ficar em nossa casa. Estacionei o fusca em baixo do Bloco D ou F e fomos dormir sem grandes preocupações. Acordamos cedo com os avisos de que o CRUSP estava sendo invadido. Desci e caminhei pela marquise até a avenida da História onde os tanques e caminhões estavam passando. Alguns colegas passaram pelos veículos e escafederam-se pela História . Sábia decisão. Voltei para o apartamento e fiquei observando a movimentação militar . O Pedro Paulo tinha muitos livros de Ciências Humanas. Tive a idéia de esconder os livros mais comprometedores atrás do espelho da pia e entre as cordas trançadas das cadeiras , o que deu certo. Tanques e caminhões pararam em frente aos blocos A e B. Os soldados desceram e movimentaram-se furtivamente, rastejando, correndo, tomando posições de batalha. De repente a sirene colocada no teto do boco B tocou. A maior parte do moradores aguardou os soldados no saguão do andar. Os soldados chegaram , abriram os apartamentos, enquanto um deles, armado com fuzil e baioneta, ficou nos vigiando. Os militares ficaram irritados com a sirene e alguns deles subiram no teto do prédio e localizaram a sirene , cujos fios iam até um determinado apartamento. Uma parede de madeira foi arrancada e descoberta uma arma. (Acho que isso fez parte da exposição no saguão dos Diários). Assistimos então um desfile do alto comando que foi ver a descoberta. Ficamos no saguão até aproximadamente as 16 horas. Durante esse tempo ficamos guardados por um ou mais soldados que se revezavam . Todos sentados no chão devido ao cansaço.

Um hispano americano tinha chegado no dia anterior e levantou-se para olhar pela janela. O soldado não se incomodou com isso, pois estava sentado na escada que dava para a casa das máquinas dos elevadores. Mas chegou um segundo soldado, e gritou para ele obedecer e sentar como os outros. Só que ele não entendeu e ficou olhando o soldado. Isso irritou o soldado que deu um chute na perna dele. Nesse momento falei que ele não entendia português e que estávamos sentados por causa do cansaço. O soldado xingou o estrangeiro mas se acalmou. Fomos chamados um a um em cada apartamento . Um morador do 601 se identificou como reservista da FAB. Foi imediatamente levado embora . Consta que ficou preso alguns meses na Base Aérea de Guarulhos. Me identifiquei como morador do 602 e entrei junto com um soldado para inspecionar o apartamento. Mostrei meus armários de roupas e livros e voltei ao saguão. Alguns colegas se identificaram como moradores de outros apartamentos para evitar problemas. Durante a tarde um soldado perguntou se os apartamento tinham banheiro. Respondi que sim ele entrou no apartamento e fechou a porta. Fiquei preocupado pois tinha pregado um cartaz de apoio ao Vietname. Como a porta tinha ficado aberta o dia todo ninguém tinha visto o cartaz. Pensei que seria denunciado, mas nada ocorreu. Conclui que ele não tinha dado importância ao cartaz. Na verdade ele tinha arrancado o cartaz e escondido entre o colchão e o estrado da cama, o que descobri no dia seguinte ao voltar para o CRUSP. Estávamos cansados, com fome quando um soldado resolveu se exercitar um pouco. Ele parava frente a um de nós, pulava e caia com as pernas abertas, ao mesmo tempo que empunhava o fuzil e espetava a baioneta na parede de madeira, numa posição um pouco acima da cabeça de cada um. Ficava se vangloriando, tentando nos provocar. Todo mundo ficou quieto ele se cansou da brincadeira. Quando finalmente descemos o CRUSP estava surpreendentemente vazio. Havia alguns poucos estudantes. Fomos então levados ao Carandiru por um camburão da PM. O resto da história fica para a próxima vez. Diomar (B-602 de abril de 1965 a dezembro de 1968)

- Diomar Adorei teu relato. Preciso, bem contado, cheio de detalhes e desde sua perspectiva pessoal. Foi isso o que você viu e viveu. Maravilhoso. Espero que ao ler teu depoimento, outros tomem o exemplo e contem como viveram esse dia. Eu, lamentavelmente estive fora. Não sei como vc soube das notícias que correram. Se eu tivesse sabido, teria ficado, por lealdade. Sempre me senti mal de não estar aí só neste dia. Fui a Campinas, mas teria ficado. Há outras coisas que preciso saber: invasão do Bloco G, a estória dos policiais ou penetras presos como reféns no Bloco G e a viatura policial queimada, , outros depoimentos sobre a greve do fogão, a invasão do CCC, a tomada da administração do Issu, completar o caso do Submarino Amarelo, a tentativa de retirada dos invasores do bloco G pelo exército, passeatas, assembléias, etc, barriicada feita ao lado da raia , na avenida para impedir entrada de pessoas não desejadas, reuniões, etc. Você sabe contar. Se tiver alguma coisa mais, não vacile. Manda brasa, que você tem o estilo que eu gosto. Presta atenção nos detalhes. Por exemplo uma coisa interessante a contar foi essa dos policiais que vieram recuperar os colegas retidos no Bloco G e que à sua passagem eram bombardeados, sob uma imensa gritaria, com bombas molotovs. Antes disso houve uma assembléia que decidiu que a viatura não seria queimada. Alguém lembra. Foi depois que isso acabou que alguém decidiu queimar. Reuniões, divisões tudo pode ser interessante pois o capítulo que deveria falar sobre política no Crusp está vazio. Encontraremos uma maneira de não comprometer ninguém. Usaremos a antiga cumplicidade cruspiana para contar. Beijos Dionel e obrigada O livro ficou mais completo, graças a vc e à sua ajuda. Soninha Será que houve uma invasão à lavanderia ou é falha de minha memória , que está imaginando coisas; - Caro Diomar. Por favor me esclareça se foi levado para o Carandirú, em Santana, ou foi para a Casa de Detenção, da Av. Tiradentes? Sempre achei que os cruspianos sem vínculos com a esquerda ou sem máculas passadas, haviam sido enviados para a Casa de Detenção. Como voce eu tinha um Fusca Azul Oceano 1966. Na véspera do famigerado 17 de Dezembro de 1968, cheguei por volta das 23h30 no Crusp e não fiquei sabendo uma possível invasão. Fui dormir pois no dia 17 eu tinha a minha última prova de Resisência II, na Poli, para formar-me em Minas.

Naquela noite, após as 24 h00 pràticamente foi impossível dormir devido o ruído muito forte das sapatas dos tanques no asfalto sitiando a CU e posteriormente o Crusp. Neste momento ainda não podíamos esperar a invasão. Mais uma hora e Sírio Florindo de Castro e Wilson Zafalon e eu tivemos certeza que ela iria se efetivar. Aí relaxamos e dormimos um pouco. Às 4h00 apareceram dois soldados do Exército Brasileiro, sendo que um deles empunhava um fuzil (não sei se era da Guerra com o Paraguai) e bate-ram na porta do E 402. O cabo disse: "Voces tem 5 minutos para pegar documentos e uma muda de roupa e descer para o pátio". Em vez disso fui arrumar a minha coleção de discos ( por volta de uma centena) e coloquei-os no maleiro, portanto fora da vista. Ao descer para o térreo fomos escoltados, em pequenos grupos até a área em frente ao Crusp. Após as 14h00 é que fomos junto com soldados do Exército participar da inspeção do apartamento. Como não acharam nada irregular enviaram Sírio, Wilson e eu de volta para aguardar o embarque para a prisão. Êle deu-se por volta das 16h20. Acabamos fazendo um "rolo" pois diziamos que já que iríamos presos tinhamos que ir de camburão e não em ónibus da PM ou "fretados" das empresas particulares. E lá fomos nos de camburão, de cor bege com chapas perfuradas nas janelas e na divisória com ocompartimento da cabine. Por sinal esta divisória estava bastante amassada. Deve ter levado muitas pesadas de prêsos anteriores. Chegamos na Casa de Detenção aproximadamente às 16h50. Tempo recorde para o trânsito da época, pois o comboio foi precedido por diversos carros com sirene. Nas esquinas das ruas com semáfaros, pudemos notar as barreiras de policiais de trânsito evitando os atravancamentos. Na Casa de Detenção esperamos até as 18h00 para sêrmos "fichados" com base no RG. Não houve identificação datiloscópica. Entrei para a cela onde fui o último a ser admitido. Era o de número 65 , segundo alguns elementos que estavam procedendo a contagem. A primeira coisa que notei na cela foi o mal cheiro, pois o único vaso sanitário estava entupido e cheio. Esparramava sugeira por toda parte mais baixa da cela. E os detidos estavam fazendo gozações. Logo depois serviram uma comida azeda, arroz com molho vermelho escuro e um pedaço de carne com muito nervo. Foi a primeira e última vez que sentí saudades da comida do Crusp. Fui libertado ás 04h40. Na saída Um civil avisou-me: "Se voltar parao Crusp vai ser prêso pelo 2º Exército e ..."

Só voltei para o Crusp dois dias depois para apanhar o meu carro,que tinha ficado no estacionamento próximo da piscina. Não mexeram em nada no Fus ca. Em compensação no apartamento pegaram os tubos de alumínio, que usavamos nas competições de atletismo (corríias de revesamento) e depois os expuzeram no Diarios Associados, na R. Sete de Abril, juntamente com pavios de explosivos marca Elefante, dizendo que eram corpos de bombas. Assim perdi meu exame de Resistncia II e tive que fazer segunda época e formar-me em Março/1969. Enquanto esperavamos para sêrmos fichados assistimos a liberação de cêrca de 70 prostitutas. Os carcereiros precisavam dos lugares para alojar as cruspianas. Parece-me que a intervenção e protestos da Cacilda (não sei se isto e verdadeiro) acabou fazendo com que as autoridades liberassem as nossas colegas mais rapidamente. Voltei para apanhar minhas tralhas do apartamento somente cinco dias depois. Somente sumiram os bastões de revesamento. Não tocaram em meu dardo de dura-alumínio, presente do Giorgio Givanni Frossatti, que na época fazia pós graduação em Física. Nem na espingarda de caça submarina, que possuia três arpões de aço. Creio que não viram, pois estava no maleiro. Como tudo no Brasil, os apartamentos dos Blocos E e F, inspecionados no final, praticamente foram pouco vistoriados. Nos próximos artigos ou contar sobre a decepção das autoridades da invasão com o fato de terem encontrado poucas armas numa população de 1300 estudantes. Paulo Henrique Prandi E 402. Moravam comigo: Wilson Zafalon e Sirio Florindo de Castro, ambos Metalurgista.

- Oi Paulo Sempre fui um rapaz da Zona Oeste (USP, Pinheiros , Perdizes, Rio Pequeno e hoje Parque Continental). Ainda hoje a Zona Norte e Leste são outro país. A Zona Sul até que conheço melhor, morei na casa de um tio em Moema, dei aulas de Física quatro anos em Santo Amaro, no Alberto Conte. Eu estava achando que Carandiru e Tiradentes eram o mesmo lugar,

mas agora ficou claro que era na Tiradendentes pois fui solto no mesmo dia por volta de meia noite junto com o Pedro Paulo e, acho, o Edgard Monte Claro e outros. Fomos à pé para o Centro, e acabamos em um hotel decadente na São João. Fomos de Camburão nesse horário que voce falou. Acho que fomos juntos, pois a viagem foi rápida, e a unica forma de ver alguma coisa para fora era atraves de uma entradas de ar laterais,como canos de duas polegads voltados para baixo. Ao chegar ficamos no pátio aguardando alguma coisa. Havia um portão mas víamos nada alem dele, mas as prostitutas nos viam e perguntavam quem éramos. "Somos estundantes". Mas estão prendendo estudantes? Foi criado um certo alvoroço e não me esqueço de uma delas dizendo, " Ai gostoso vem aqui comigo!" Depois conto o resto. Diomar - Meu querido Paulo A gente precisa e você está aí. Deu continuidade perfeita ao que escreveu Diomar. Também da maneira que gosto, cheia de detalhes. Obrigada Paulo e que outros continuem seguindo o exemplo dado por vocês dois. Lembrei-me de duas coisas que me faltam também e que não mencionei no mail ao Diomar. Bolsa Família e a cantina do Crusp administrada pela AURK. Então o Wilson Zafaloni que morava com vc era o Super Boy e vc o Super Homem. Coisas que a gente vem saber , não é?? Beijos meu amigo e obrigada uma vez mais. Veja os temas que estou precisando e em que vc pode colaborar. Soninha

-Diomar, Se a Soninha concordar com a idéia, entendo que você teve a honra de iniciar uma série de depoimentos sobre a invasão final que, reunidos, comporiam um capítulo do livro. Eu já não me lembro mais se o Piauí e o Dílson foram lá para a minha casa na João Moura, só sei que de tanta gente que foi para lá já dava até para fazer assembléia. Abração, Álvaro

-Diomar Como é essa tua idéia? Talvez seja útil. Fizemos uma divisão tentativa por capítulos ou temas e vamos colocando tudo que aparece nessa divisão que chamamos de prateleira, graças a uma metáfora que foi feita sobre uma geladeira vazia. Nossa geladeira (livro) realmente estava vazia . Agora está ficando bem cheia . Entretanto, é material recopilado, de nossos e-mails, de coisas que os cruspianos escreveram e que devem ser analisados, selecionados para depois fazer uma redação final. Ah.... entendi. Vc está dando continuidade ao seu relato. Evidentemente que vou colocar a continuação. Obrigada e continue até o fim. Não tenho nada mais completo que o teu. E adoro como você escreve, porque conta as coisas simples com todos os detalhes. Eu sou curiosa e quero saber mesmo dos detalhes. Amanhã espero o teu encontro com o Coronel Alvim , que eu também conheci, porque em vez de ir para a prisão fiquei sozinha (ou talvez com alguém mais que não vi) presa no meu apartamento, com a porta arrombada no Crusp. Falei muito com o Coronel Alvim tentando convencê-lo a me deixar sair porque eu tinha que tomar um exame dos meus alunos nesse dia. Todos meus argumentos foram em vão. Bem, continue, espero o próximo ca´pítulo. E se souber de outras coisas, me conte também que vc sabe explicar tudo muito direitinho. Beijos Soninha obs. Já coloquei no lugar que deve estar

- Talvez já saibam, mas dia 26 será inaugurada uma exposição de fotos sobre a construção da Cidade Universitária em comemoração aos 75 anos da USP. Segue abaixo a notícia. É possível que tenha algo relativo ao CRUSP. Sirlene USP organiza exposição com 60 fotos da construção da Cidade Universitária Como parte da comemoração dos seus 75 anos, a USP apresenta a partir da próxima segunda-feira exposição gratuita com 60 fotos da construção da Cidade Universitária -43 delas inéditas. A mostra será feita no Memorial da

América Latina, na zona oeste de SP (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, tel. 0/xx/11/ 3823-4600; todos os dias, das 9h às 18h; até 1º/2). Intitulada de "USP em Obras: A Construção da Cidade Universitária", contará com imagens que abrangem o período de 1952 a 1972. Serão apresentadas fotos com obras de prédios representativos do campus, como da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) e da Poli (Escola Politécnica). Também serão exibidos registros da construção da Torre do Relógio, do Monumento a Ramos de Azevedo e da raia olímpica. "Escolhemos fotos que tinham relação com algo conhecido da universidade, como os prédios, por exemplo", afirmou o diretor-presidente da Edusp (Editora da Universidade de São Paulo), Plinio Martins Filho, organizador do evento. "Mas também tivemos de avaliar a qualidade gráfica das imagens, pois elas serão ampliadas em mais de um metro", completou. A exposição irá simular um canteiro de obras, com o uso de tapumes, por exemplo. As imagens inéditas da exposição foram tiradas por um funcionário que trabalhava no setor de construção da universidade durante a década de 60. Após sua morte, a família doou as fotos à USP, por volta do ano 2000. "O material ficou rodando por anos dentro da universidade. Ninguém dava bola, até que recebi as caixas da direção da Poli e vi que era um material muito interessante", disse a pesquisadora Vera Nakata. De acordo com Nakata, o autor das imagens ainda não foi identificado. A universidade pretende lançar até abril deste ano um livro com fotos da exposição. Está previsto um texto de José de Souza Martins, professor emérito da FFLCH, em que ele conta, entre outras coisas, suas primeiras impressões da Cidade Universitária, durante a década de 60, quando era aluno de ciências sociais. "[...]Entrei na Cidade Universitária, um terrenão vazio, mal iluminado, pouquíssimas ruas de terra, lamacentas em dias de chuva. Lá longe, um

predião branco, a reitoria, que ficava maior no imenso vazio, onde eram dadas as aulas de geografia. Seja o que Deus quiser, pensei", relata.

- Sirlene: Como seria bom conseguir essas fotos. O Alvaro me mandou o plano da Cidade Universitária. Tentei reduzi-lo ao tamanho do livro e neste plano indicar onde ficava nosso Crusp. Entretanto, com a imagem reduzida as coisas ficam tão diminutas , que até eu , que achava que conhecia bem o espaço tive dificuldades de encontrar o Crusp. Também tentei modificá-lo em , cortando a imagem, aumentando os títulos e não ficou bom. `Precisaria de alguém mais entendido nisso. Mas essas fotos que beleza para complementar nosso livro. Beijos Soninha

- Sonia, que bom que você deu um retorno!! Penso que são possíveis dois caminhos: ir até a exposição ver se tem um catálogo que possa ser útil; procurar pela pesquisadora que encontrou as fotos esquecidas e as utilizou na exposição. Posso me comprometer em fazer essa busca. Quanto ao mapa acho que os do google earth são ótimos, tanto o via satélite como o urbano, já tentou ver se é o que gostaria/espera? beijos, Sirlene - Queridos, Hoje em minha caminhada pela Cidade Universitária resolvi tirar umas fotos do CRUSP. É sempre muito emocionante andar por ali. É como se olhássemos aquelas paisagens vendo toda a alegria e agitação e sons daqueles nossos tempos. Está tudo muito mudado. Isso não seria nada de se espantar se as mudanças tivessem sido feitas com respeito e bom gosto, mas foi uma violência cultural e arquitetônica. Os prédios tiveram seus vazios térreos horrivelmente fechados e encaixotados. Praticamente não há mais espaços livres entre os prédios, tudo ocupado por alguma construção que não tem nada a ver com a arquitetura do CRUSP. Os prédios estão interna e externamente muito mal cuidados. Nosso

saudoso Centro de Vivência, quanta história não há ali, agora é um enorme restaurante. Passa-me pela cabeça que essa desfiguração toda não foi originada simplesmente em alguma estupidez técnica, algo programado deve ter existido para, como disse o deputado Adriano Diogo, salgar aquela memória. Para a mensagem não ficar muito pesada estou lhes enviando as fotos tiradas em tamanho reduzido. Caso haja necessidade tenho-as em melhor resolução. Beijos, Álvaro

- Oi Arvo Fiquei muito triste com suas fotos. Eu nunca mais coloquei os pés no CRUSP. Fui algumas vezes no bloco G quando era alguma coisa da Reitoria, fui uma ves no MAE que ocupava o Bloco B onde morei, mas tudo estava tão descaracterizado que não dava nem saudades. Hoje minha mulher (Circe) tem vários estudantes de pós graduação que moram no CRUSP. Eles ficam extraordinariamente surpresos quando digo que morei no CRUSP. A Sonia Penin tem razão quando diz que fomos morar em CRUSP novinho e que grande parte que foi morar lá o foi para substituir as indefctíveis pensões. Na época eu tinha eu tinha dois tios que moravam em SP ( fiz o cursinho morando na casa de um deles) e poderia ter morado todo o tempo da universidade na casa deles. Mas eu queria liberdade e não pensei duas vezes quando soube da moradia do CRUSP. Fiz a entrevista e fui parar no B602 ( eles enchiam os blocos de baixo cima) por que era do interior e minha familia era de classe média (baixa) e teriamos serias dificuldades de pagar uma pensão em SP. Hoje vejo que os estudantes que moram no CRUSP não tem outra alternativa por falta de condições economicas. Morar no CRUSP ,na época custava um salario minimo, 10% para pagar o apartamento e 90% para pagar a comida. Sei disso muito bem pois fui BT (bolsa trabalho) na lanchonete e não precisava pagar nada. Meu turno era o o de quinta das 18 as 24 horas. Um mau dia pois era justamente quando tinhamos alguma coisa ocorrendo no centro de vivencia, show , palestra ,filme.Eu não assistia nada e nos intervalos apareciam dezenas de pessoas, fazendo seus pedidos e eu tinha que dar um tiquete sem nenhuma máquina de calcular, apenas o cérebro. Uma coca, um bauru e dos cafés, $7,80 e assim por diante. A lanchonete é uma boa coisa para relembrar, pois ela era administrada pela AURK. Lembra do Pacote?

- Bem lembrado, Diomar, o Pacote era um símbolo cruspiano. Não o vi no encontro, perguntei por ele e ninguém soube me dar notícia. Conheci-o bem, já antes do CRUSP, ambos éramos do Partidão e frequentávamos a União Cultural Brasil-URSS. Grande amigo, sempre muito organizado, talvez tenha sido essa sua característica de seriedade, dedicação e organização que o tenha levado às responsabilidades que assumiu no CRUSP. Então, Diomar, eu também fui para o CRUSP a partir de uma república de estudantes, a famosa Paróquia, que funcionava no porão do Cursinho do Grêmio na rua Albuquerque Lins. Lembro que fiz a entrevista no ISSU e fui logo chamado, certamente pela minha condição de interiorano e mais duro que peroba. Aliás, a Sônia Penin disse na cerimônia lá da Assembléia que o ISSU não selecionava os moradores pela sua condição financeira e que lá havia muita gente rica. Não é bem verdade, sim havia entre nós alguns estudantes considerados "ricos" (a quem nunca houve discriminação por nossa parte). mas eram bem poucos, a grande maioria provinha de famílias de classe média média a baixa. A dureza era uma característica comum nossa e muitos de nós trabalhavam duro para levar a Universidade. Eu me sustentava com aulas particulares e como secretário do Cursinho do Grêmio, sub-sede da Martim Francisco. O Pacote era bancário, por sinal. Álvaro

- Rute Bevilacqua e Ernesto Rosa, Foi muito bom encontrá-los hoje no Campus Party. Nosso encontro não foi em vão, pena que estar num evento, não foi possível dar a atenção que vocês mereciam e merecem, mas valeu o contato. Nossos sonhos não podem morrer, tudo é possível: . Clube com tudo que está proposto . Livros: memórias, poesia, outos.... . Etc, etc..... No final vamos fazer um documentário sobre tudo, daí eu me responsabilizo junto com todos vocês. PS: 1o. Ernesto: seus textos são irônicos, mas você é uma pessoa doce, apaixonada, encantadora (nada a ver com o repertório de emails) 2o. Rute: você tem uma aparência tão formal, séria que não condiz com a essência que carrega na alma: paixão, non sense, descompromissos....

VIVA A VIDA que temos que cumprir com nossos comprometimentos que assinamos hoje: VIVER INTENSAMENTE NOSSAS PAIXÕES E SONHOS. Assinado: ERNESTO ROSA RUTE BEVILACQUA MALU DE ALENCAR Condordam????? Abração, Malu de Alencar

- Olá Amigos, em especial para Soninha Castanheira e Alvaro Santos, Estava revendo meu arquivo de pesquisas para o Windhuk a 13a. viagem (documentário sobre as prisões na 2a. guerra mundial) e acho que é importante o seguinte: 01. para que o trabalho seja mais correto, temos que dar uma introdução de onde viemos, ou seja, nossa origem. Por quê? 02. Como entender o universo CRUSP com tantas culturas diferentes: italianos, poloneses, japoneses, brasileiros (de todos os estados e regiões do estado de SP), árabes, portugueses, etc... com culturas e hábitos diferenciados. 03. Acho que é bom se fazer uma sinópse das origens - pra enriquecer o livro de memórias: as famílias (histórias de avós, pais...), as cidades (provincianas) o que se fazia no interior ou nos gdes centros, o que cada um esperava encontrar em Sao Paulo e na USP (afinal o CRUSP é USP). O CRUSP é o centro de tudo, mas cada um de nós traz uma informação genética e cultural muito importante que vai formar essa Torre de Babel, nem todos pensavam em reformular o mundo ou em política. O que aconteceu com cada um nessa mudança de cidade para o CRUSP que foi o motivo de tantas transformações pessoais, emocinais, profissionais, etc.... Na minha opinião, para o relato ter mais sentido, é preciso entender as origens, as raízes, não que isso vá influenciar no relato final, mas será um adendo que dará mais seriedade a tudo que nos aconteceu.

Coloco o assunto em pauta para discussão, porque é importante a opinião dos historiadores, sociólogos e arqueólogos.... etc... quem trabalha com humanas. Não sou dona da verdade, mas foi por aí que consegui delinear a história de cada prisioneiro alemão do Windhuk e me deu um panorama muito interssante da história que aconteceu no Brasil. Está em pauta para vocês aprovarem ou não. Abraços, Malu de Alencar

- Álvaro, quase que a gente se encontra: na quarta-feira, fui à Farmácia Universitária (não adiantou: está fechada para obras, como você deve ter visto) e, passando pelos prédios do Crusp, planejei voltar lá, até o fim da semana, para tirar umas fotos, mas acabei não indo. Como a gente tem falado tanto de CRUSP68, estava com a antiga imagem na cabeça, acho, e aí a realidade atual ficou mais chocante. E o que mais me impressionou está plenamente descrito por você. Acrescentaria a banalização da "cara" dos prédios, com a substituição das paredes de placas de fórmica dupla-face e das de cimentoamianto (ou outro material parecido, das laterais) e o fechamento da área dos pilotis. Só não concordo inteiramente com a parte que até parece de "teoria conspiratória", talvez por ter acompanhado voluntária e involuntariamente boa parte do processo: sou mais pela incompetência, ignorância e falta de responsabilidade de sucessivos responsáveis (!) administrativos, sem esquecer a falta de respeito pela memória e pela história da Universidade e do país (se as mudanças tivessem sido feitas ainda no tempo em que o Estadão, por exemplo, tirava estranhas conclusões a partir do que lá se fazia, ou diziam que se fazia, não teria muitas dúvidas sobre a tal intencionalidade malévola). O populismo também jogou um papel, aproveitando a ignorância dos estudantes e até de professores (quanto a uma história menos ideologizada do movimento estudantil, já não digo nacional, mas pelo menos em São Paulo), quando do atendimento de muitas reinvindicações, sem a mínima discussão do significado das mesmas no contexto da Universidade. Contudo, gostaria de ter uma idéia mais precisa e objetiva de o quanto os fatos e principalmente a "mitologia" do período 63-68 influenciaram as medidas de administração e o comportamento dos moradores, de 1978 (se não me engano) em diante. Aproveito a resposta para encaminhar algumas imagens Google Earth, complementando o mapa que você encaminhou. Vou ver se na semana que

vem consigo uma imagem daquele levantamento aerofotogramétrico de 1962. Está em escala de 1:25000 (pura esnobação técnica...), mas deve permitir uma boa visualização. Abraço. Ana Maria

- Sirlene: Já vi os do Google Earth. Realmente são muito bons e infinitamente melhores que esse plano. Só acho que esse material do Google é atual e o que Álvaro me mandou é um plano global anterior, com certas referências. Não sei. Acho melhor usar os do Google Earth mesmo. Eu não poderei ir a exposição. Vê se vc consegue este material. Seria ótimo. Beijos Sonia

- CRUSPIANOS (63-68) A Sirlene me fez compreender que foi desrespeitoso o tratamento de Ativos/Passivos quando me referia a quem escrevia e a quem não escrevia no grupo. Peço que me desculpem e prometo não voltar mais a esse tratamento. Então, CRUSPIANOS(63-68)- digam o que voces querem de um clube CRUSPIANOS (63-68), para clareza do que estamos querendo como clube, escrevam como acham que este clube deve ser e enviem e-mail para clubcrusp@gmail.com (cada um deve escrever seu "desregulamento", sem medo de sonhar). Pretendo trabalhar com todos os interessados em colocar num documento de juntada todas as aspirações comuns. Marcaremos reunião para isso. Pretendo que no dia da reunião da Malu, a gente entregue aos interessados e a CO cópias do nosso documento de juntada de sonhos e cópia de todos os e-mails (desregulamentos, sugestões, críticas, etc-referentes ao clube) que forem enviados para o clubcrusp@gmail.com É importante que sempre venha cópia de sua contribuiçao para o

clubcrusp@gmail.com porque no grupo se discutem muitos assuntos e facilmente alguma sugestão pode passar despercebida. Se voce não concorda ou quer dar outras sugestões para este tipo de procedimento que estou adotando, por favor escreva tambem com cópia para clubcrusp@gmail.com Obrigada, Rute