Seminário: Perspectivas e Oportunidades de Mercado no Setor de Lácteos

PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS EM QUEIJOS
Dra. Leila M. Spadoti Dra. Ariene G. F. Van Dender
Maio, 2009 Campinas - SP

PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS EM QUEIJOS
Queijos Conceitos Gerais Produtos Lácteos Funcionais – Queijos Prebióticos
– Queijos Probióticos

– Queijos Simbióticos Queijos Prebióticos e Probióticos - Exemplos de alguns queijos comerciais

QUEIJOS - DEFINIÇÃO
Queijos consistem em um concentrado protéicogorduroso obtido pela precipitação de sólidos do leite, seguido de dessora da coalhada, o que leva a um decréscimo da umidade.

QUEIJOS - CLASSIFICAÇÃO
PORTARIA 146/96 (MA): De acordo com o Teor de Gordura no Extrato Seco (GES) De acordo com o Teor de Umidade De acordo com o Tratamento da Massa

2006). .QUEIJOS FUNDIDOS – DEFINIÇÃO Produto obtido quando se adiciona sal fundente e água à proteína e gordura do leite. ao mesmo tempo em que se aquece e agita a mistura (VAN DENDER.

REQUEIJÃO x QUEIJO FUNDIDO Queijo Fundido: Misturas de queijos em diferentes estágios de maturação Requeijão cremoso: Massa fresca (básica) .MATÉRIA-PRIMA .

obtida por coagulação ácida e/ou enzimática do leite com adição de creme de leite e/ou manteiga e/ou gordura anidra de leite ou butter oil. .REQUEIJÃO CREMOSO – DEFINIÇÃO Requeijão cremoso: fusão de massa coalhada. dessorada e lavada.

concentram a maior oferta de alimentos funcionais. No Brasil. com deficiência apenas em vitamina C e ferro. PRODUTOS LÁCTEOS : ideais para a adição de ingredientes funcionais e.Alimentos Funcionais O leite e seus derivados são alguns dos alimentos mais completos. até o momento. esse mercado se intensificou a partir de 2000. .

Alimentos Funcionais Componentes funcionais como fibras solúveis. Assim. dentre os produtos lácteos funcionais destacam-se aqueles com adição de Prebióticos e Probióticos. ômega 3 e probióticos são os mais utilizados pelas empresas atualmente. .

ocorreu um aumento da inserção de queijos no segmento de alimentos funcionais.Produtos Lácteos Funcionais Diversos produtos lácteos já foram testados como veículos para compostos prebióticos e/ou bactérias probióticas. . Mais recentemente. A maioria dos estudos e dos produtos comerciais pertence à categoria dos leites fermentados.

QUEIJOS FUNCIONAIS QUEIJOS PREBIÓTICOS. PROBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS .

efeitos prebióticos etc) . redução de níveis de glicose sanguínea.QUEIJOS PREBIÓTICOS Prebióticos: carboidratos não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro e estimulam seletivamente a proliferação e/ou a atividade de população de bactérias desejáveis no cólon. gordura e colesterol. melhorando a saúde do hospedeiro A importância do consumo de fibra alimentar Fibras benefícios fisiológicos (facilidade na defecação.

A importância do consumo de fibra alimentar Consumidores: dificuldade em mudar seus hábitos alimentares alternativa Adição de fibras a alimentos regulares .

. do ponto de vista da saúde. um avanço importante. além de uma forma de agregar valor ao produto (O INGREDIENTE do lácteo saudável. 2004).Adição de fibras alimentares funcionais em queijos A adição de fibras solúveis a alimentos pode representar.

especialmente prebióticas .QUEIJOS PREBIÓTICOS O USO DE FIBRAS SOLÚVEIS Uso de fibras solúveis: forma mais comum de obtenção de queijos com características funcionais.

Adição de fibras alimentares em queijos funcionais Critérios para escolha das fibras: Tecnológicos Funcionais Econômicos Disponibilidade .

ligadas entre si por ligações β 2-1 e freqüentemente terminando com uma unidade de glicose. .PRINCIPAIS FIBRAS ALIMENTARES Inulina Substituto de gordura (propriedade-geleificação) Fonte de fibra Efeito prebiótico Cadeias lineares de unidades de frutose.

Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis” Requisitos Específicos: Esta alegação deve ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de inulina se o alimento for sólido.Inulina (ANVISA) Alegação: “ A Inulina contribui para o equilíbrio da flora intestinal. .

A oligofrutose é composta de cadeias lineares de unidades de frutose. ligadas entre si por ligações β (2-1) e freqüentemente terminando com uma unidade de glicose .PRINCIPAIS FIBRAS ALIMENTARES Oligofrutose Oligofrutose: é formada pela hidrólise parcial da inulina. com grau de polimerização entre 2 e 10 unidades. Fonte de fibra.

PRINCIPAIS FIBRAS ALIMENTARES Polidextrose Fonte de fibra Polissacarídeo sintético feito via polimerização aleatória de glicose e sorbitol. Substituto parcial de gordura .

porém. com graus de polimerização entre 2 e 5. .PRINCIPAIS FIBRAS ALIMENTARES Fruto-oligossacarídeo (FOS) Fonte de fibra Efeito prebiótico Mesma composição química e estrutural da oligofrutose.

.FOS (ANVISA) Alegação: “ Os frutologossacarídeos -FOS contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis” Requisitos Específicos: Esta alegação deve ser utilizada desde que a porção do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3 g de FOS se o alimento for sólido.

Alegação só aprovada pela Anvisa para a goma guar parcialmente hidrolisada obtida da espécie vegetal . * “ As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino.PRINCIPAIS FIBRAS ALIMENTARES Goma guar e arábica goma guar* e arábica: contribuem para o aumento da ingestão diária de fibra alimentar (fornecem mais de 85% de fibra alimentar solúvel em base seca). Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”.

Quark. cream cheese. queijos fundidos. petit-suisse).QUEIJOS PREBIÓTICOS O USO DE FIBRAS SOLÚVEIS Queijos frescais e moles(Minas frescal. Requeijão cremoso light e Requeijão cremoso sem gordura são os produtos preferidos para adição de fibras solúveis. . Cottage.

forma de adição: Pode ser adicionada diretamente.etapa mais adequada para adição da fibra.características de substituição da gordura para efetuar os cálculos das formulações (dosagem). forma gel?. . .Adição de fibras alimentares funcionais em queijos Características de utilização da fibra: . . misturada a outros ingredientes secos? Quando dissolvida.

sabor. aparência. . . sabor.necessidade de ajustes no processo e na formulação do produto em desenvolvimento.Adição de fibras alimentares funcionais em queijos Processo e características do produto: .influência da fibra nas características de textura.avaliar alterações na textura. consistência (dentre outras) durante estocagem e . cor e estabilidade do produto.determinar vida útil do produto.embalagem e T de estocagem mais adequadas para garantir estabilidade ao produto. . .

o emprego de fibra alimentar Requeijão cremoso light e Requeijão cremoso sem gordura. .REQUEIJÃO CREMOSO E OUTROS QUEIJOS FUNDIDOS FUNCIONAIS Tecnologias Desenvolvidas no TECNOLAT/ITAL . ambos com adição de fibras solúveis.

Etapas do Processo de Fabricação Obtenção da Massa Básica .Requeijão cremoso .

Requeijão cremoso .Etapas do Processo de Fabricação Fabricação do Requeijão .

FIBRAS ALIMENTARES ESTUDADAS Inulina (Beneo®HPX) Inulina e oligofrutose (Beneo®Synergy1) Polidextrose (Litesse®) Fruto-oligossacarídeo – FOS (Nutraflora®) .

7% de fibra Polidextrose: 3.3 e 6.3% de fibra Fruto-oligossacarídeo: 3.7% de inulina e oligofrutose .7% de fibra Inulina e oligofrutose: 6.3% de fibra Requeijão cremoso light com 6. 2008): Inulina: 3.DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS Requeijão cremoso light (BOSI.

3 e 6.DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont. 2008): Inulina: 3.) Requeijão cremoso sem gordura (BOSI.7% de fibra Inulina e oligofrutose: 6.7% de fibra .

3% de fibra Requeijão cremoso light com 6.3% de fibra Fruto-oligossacarídeo: 3.7% de fibra Polidextrose: 3.7% de fibra Inulina e oligofrutose: 6.7% de inulina e oligofrutose .DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS Requeijão cremoso light: Inulina: 3.3 e 6.

) A concentração de 3.3% de inulina: O teor de inulina = 1/3 do valor da % de gordura que se deseja substituir 20% de gordura (requeijão tradicional) 10% de gordura (requeijão light) substitui-se 10% de gordura 10% de gordura / 3 = 3.3% de fibra adicionada .DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont.

3%: Além disso: o requeijão com 3.ANVISA) Produto sólido fonte de fibra: mínimo de 3g de fibra/100g produto.DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont. produto sólido rico em fibra: mínimo de 6 g de fibra/100g produto Para comparar o efeito da adição de inulina com o efeito da adição de polidextrose e de FOS: no requeijão cremoso light.3% Requeijão cremoso com 3. a concentração de polidextrose e de FOS adicionada foi de 3. de 13 de janeiro de 1998 .3% de polidextrose .) A concentração de 3.3% de inulina é fonte de fibra (Portaria no 27.

3 e 6.DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont.) Requeijão cremoso sem gordura: Inulina: 3.7% de fibra .7% de fibra Inulina e oligofrutose: 6.

DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont.)
A concentração de 3,3%:
Requeijão sem adição de gordura: 10% da gordura é substituída por fibra e o valor restante é substituído por WPC 34% (substituição total de 20% de gordura)

Requeijão sem adição de gordura com 3,3% de inulina

DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont.)
A concentração de 6,7%:
Inulina e inulina com oligofrutose: pelo menos 2 gramas da fibra na porção indicada para consumo (prebiótico) Inulina com oligofrutose: 2 gramas (aumento da absorção de cálcio) Porção de requeijão cremoso indicada para consumo: 30 gramas 2 gramas de fibra por 30 gramas do produto final: concentração de 6,7%

DIFERENTES FORMULAÇÕES ESTUDADAS (cont.)
A concentração de 6,7%:
Além disso, no requeijão sem gordura com adição de 6,7% de inulina:

1/3 do valor da porcentagem de gordura que se deseja substituir = 6,7% da fibra (que substitui 20% de gordura)

REQUEIJÃO COM FIBRAS RESULTADOS
Os resultados obtidos mostraram a viabilidade de se fabricar requeijão cremoso light e requeijão cremoso sem adição de gordura, ambos com adição de fibra alimentar.

novos caminhos Inulina + Oligofrutose : Gosto adocicado Idéia de mais um produto RCF3 com doce de goiaba Requeijão cremoso light e requeijão cremoso sem gordura com 6.7% de Beneo®Synergy 1 e doce de goiaba .Diferentes formulações .

Queijos probióticos Queijos x Leites fermentados • pH + alto do que os leites fermentados: taxas mais altas de sobrev. • Metabolismo de microrganismos no interior do queijo resulta em um ambiente quase anaeróbio. dos prob. • Matriz mais densa e maior teor de gordura oferecem mais proteção do que o ambiente fluido durante a estocagem e passagem pelo trato GI. .. • Maior poder tampão: queijo pode tamponar alguns ácidos do estômago e promover maior sobrevivência dos probióticos durante passagem pelo trato GI.

casei shirota L. casei variedade defensis L.Probióticos (Anvisa) Lactobacillus acidophilus L. casei variedade rhamnosus L. paracasei Lactococcus lactis Enterococcus faecium Bifidobacterium bifidum Bifidobacterium longum B. animallis .

0-3.0 (crít.Lactobacillus: pH ót.) T ót. 5. 6. 37-41ºC (até 43-45ºC) .6) T ót 35-40ºC (até 45ºC) .5-6.0 var. 4.0 (crít.maioria: Anaeróbias estritas .0-7.4.QUEIJOS PROBIÓTICOS As principais bactérias empregadas em Queijos Probióticos pertencem aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium Algumas Características: .Bifidobacterium: pH ót.

. Oliveira et al. B.Uso de probióticos em queijos Queijo fresco: Bifidobacterium breve e/ou B. (2002) . Streptococcus thermophilus e L. acidophilus e L. Vinderola et al. Roy et al. casei. B. L. sp. (1997) Queijo fresco Argentino: Bifidobacterium bifidum. acidophilus. longum. longum. (2000) Minas Frescal: Bifidobacterium lactis.

(2005) Minas Frescal: Lactobacillus paracasei.) Minas Frescal: Lactobacillus acidophilus.Uso de probióticos em queijos (cont. Streptococcus thermophilus e L. Buriti et al. (2005) Minas Frescal: Bifidobacterium animalis. Buriti et al. (2007) . acidophilus. Buriti et al.

Mistry (1994) Cheddar: Bifidobacterium lactis ou B.) Cheddar: Bifidobacterium bifidum. Dinakar. Gardiner et al.Uso de probióticos em queijos (cont.(1998) (2002). longum. McBrearty et al. Stanton et al. Daigle et al. (1999) Cheddar: Lactobacillus paracasei. (1998) . (2001) Cheddar: Bifidobacterium infantis.

Blanchette et al. (1998) Queijo semi-duro turco: Lactobacillus acidophilus. B. (2004) Prato: Lactobacillus rhamnosus. longum. (1996) Crescenza: Bifidobacterium bifidum. B. Kasimoglu et al. (2008) . Gobbetti et al.Uso de probióticos em queijos Cottage: Bifidobacterium infantis. Cichoski et al. infantis.

Gomes e Malcata (1998) Gouda: Bifidobacterium lactis e L.Uso de probióticos em queijos Queijo semi-duro de leite de cabra: Bifidobacterium lactis e L. acidophilus. Ryhanen et al. (1998) Queijo maturado finlandês com baixo teor de gordura: Bifidobacterium sp e L. Gomes et al. acidophilus. acidophilus. (2001) .

Gruyère) bdestrói a maioria das bactérias .Uso de probióticos em queijos • Queijos frescos e macios: bons veículos para probióticos. Grana. • Aquecimento a altas temperaturas no processamento é um fator restritivo: – Acima de 44oC as bactérias mesófílas são totalmente desativadas e podem ser destruídas rapidamente – Cozimento da massa a 50-56oC (como para Parmesão. Emmenthal.

Uso de probióticos em queijos • Queijos duros representam um desafio devido ao seu longo período de maturação: culturas devem sobreviver à maturação e distribuição e seguir até o consumo e digestão Fatores que afetam esse desafio incluem: – Interações metabólicas com as culturas starters – Condições de fermentação – Temperaturas envolvidas na estocagem .

A bactéria deve ser capaz de sobreviver e/ou de se multiplicar durante a fabricação do queijo (variável de acordo c/ o tipo de queijo).Queijos – seleção de bactérias probióticas Critérios: Deve-se levar em conta o efeito das condições de processamento na viabilidade da bactéria probiótica. não são genéricos. A seleção da cultura é essencial para fabricação de queijos probióticos (muitos efeitos são específicos de cada cepa. . cepas diferentes de mesma espécie podem produzir diferentes efeitos).

as bactérias probióticas: devem sobreviver durante a estocagem do produto. aroma e textura dos queijos. não devem causar efeitos adversos sobre a composição. . paracasei.Queijos – seleção das bactérias probióticas Critérios: Além disso. tais como L. já promoveram “melhora” do sabor em queijo Cheddar. e não devem alterar o flavour do queijo (o que pode ocorrer devido à produção de ácido acético por algumas espécies de bifidobacteria). sabor. OBS: existem relatos de que probióticos.

estocagem e passagem através do trato gastrointestinal.Queijos – seleção de bactérias probióticas Em resumo: Os probióticos devem estar presentes no produto. devem ser selecionadas linhagens que sejam capazes de sobreviver ao processamento. para que isso ocorra. no momento de consumo. . em número elevado e viáveis e.

. mas também das bactérias probióticas. Lactobacillus e Streptococcus : ● culturas starters comumente empregadas na fabricação de queijos ● muitas dessas bactérias lácticas produzem um ambiente que inibe o crescimento não apenas dos patogênicos e microrganismos esporulados.Algumas Implicações Tecnológicas Interações metabólicas com as culturas starters Lactococcus.

Produção de peróxido de hidrogênio .) Esta atividade inibitória é atribuída a vários fatores: .) Interações metabólicas com as culturas starters (cont.Redução da disponibilidade de nutrientes .Produção de ácido láctico e outros ácidos orgânicos .Produção de bacteriocinas .Algumas Implicações Tecnológicas (cont.

Técnicas para aumentar a viabilidade de bifidobactérias em queijos Seleção de linhagens com alta resistência à acidez. O uso de altas concentrações de inóculo e a adição de fatores promotores do crescimento (fonte de nitrogênio) podem melhorar o crescimento e a viabilidade das bifidobactérias. sais biliares e oxigênio. Modificações no processamento para promover um meio favorável para o crescimento destas bactérias. . Aplicação de culturas mistas de probióticos juntamente com linhagens selecionadas de cultura láctica.

): • Em outros casos a bactéria láctica pode aumentar o crescimento e a viabilidade da bifidobactéria por meio de: . .) Interações metabólicas com as culturas starters (cont. e .conteúdo de agentes promotores e inibidores.Algumas Implicações Tecnológicas (cont.teor de oxigênio no queijo.alteração do pH. .

Ex. . Trabalhos relatam melhora da viabilidade das bactérias probióticas com fermentação inicial por 2 horas antes da adição de culturas starters.Algumas Implicações Tecnológicas (cont. • Fermentação em 2 estágios: pode ser efetiva para aumentar a viabilidade das bactérias probióticas.) Incorporação das bactérias na fabricação de queijos: • Etapa mais comum para se adicionar as bactérias probióticas é no início (leite). juntamente c/ as culturas starters.

) Incorporação das bactérias na fabricação de queijos (cont.Algumas Implicações Tecnológicas (cont.): • Queijos Cheddar e Cottage: estudos sobre a fermentação do creme com bifidobactérias e posterior adição ao leite ou à coalhada • A tecnologia de encapsulação para culturas probióticas pode melhorar a performance das culturas e proteger a bactéria durante a digestão no trato GI .

Algumas Implicações Tecnológicas (cont.) Aspectos de embalagens na fabricação de queijos probióticos: • Material de embalagem: seleção cuidadosa pois o mesmo pode afetar a sobrevivência das bifidobactérias • .

exige consumo diário de 100g do produto (100 x 106 = 108) . conforme indicação do fabricante.Probióticos.Anvisa Requisitos específicos A quantidade mínima viável para os probióticos deve estar situada na faixa de 108 a 109 UFC na recomendação diária do produto pronto para o consumo. Concentração: entre 106 e 107 UFC/ g de produto.

paracasei LBC 82) e de fibras prebióticas (inulina. 2007.com em 30/07/2007). www. a melhoria nas propriedades sensoriais do produto pelo uso conjunto de agentes prebióticos e probióticos (Cardarelli et al.foodnavigator. Destaca-se. Beneo® HP-gel ) nas características de queijo petit-suisse simbiótico se encontram amplamente divulgados na literatura.. . paracasei var.Queijos simbióticos com culturas probióticas e fibras prebióticas Resultados dos estudos do efeito do uso de culturas probióticas (Lb. dentre outros.

QUEIJOS PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS Exemplos de alguns produtos comerciais .

.

cálcio e proteína. sem gordura e sem adição de açúcar. www.valio. Promove saciedade e auxilia no controle de peso.Cottifrutti®: Valio ProFeel cottifrutti Queijo quark e cottage rico em fibra (Polidextrose).fi/ .

com.br .taeq.Queijo tipo Cottage light com fibras .taeq Produto fonte de fibras (Polidextrose). com teor reduzido de gordura e de calorias (Para quem se gosta) www.

.

com.polenghi.br .QUEIJO CREMOSO Cream cheese Polenghi Light. com fibras e cálcio www.

Queijo processado Polenghinho com fibras e cálcio .com.br .Polenghi Produto fonte de fibras e com alto teor de cálcio www.polenghi.

Requeijão cremoso light Tirolez com fibras Produto fonte de fibras.com.tirolez. com teor reduzido de gordura e de calorias www.br .

.

Pilgrims Choice® Medium Probiotic – Cheddar Cheese Queijo Cheddar Probiótico. Controle individual do flavour por especialistas. Sabor suave. consistente.com/ .pilgrimschoice. maturado por aprox. www. Indicado para vegetarianos. 6 meses.

sem conservantes www.latteriamontello.Queijo Stracchino Probiótico Latteria Montello Cream cheese com probióticos.com .

luzerner. Queijaria ”Of Bidino” .Luzerner Yogodu Queijo semi-duro.com.Itália www.chr-hansen.emmi.ch - Queijo Ciambello italiano.br/noticias/ . probiótico (LGG®) Emmi . probiótico (BB12®).Suíça www.

kraftfoods.com/liveactiv efoods/ .probióticos Bifidobacterium lactis Cheddar. Colby www.LiveActive Natural Cheese Snacks (sticks and cubes) . Mozzarella.

valio.com .Valio Kidius Gefilus® Magic cheese (LGG®) Queijo Edam probiótico destinado ao público infantil . www. Saboroso. Efeito probiótico: 3 fatias – 30g . com benefícios à saúde e atraente (duas cores).

Mozzarela cheese .it/ .probiotic (BB12®) BRIMI Mozzarella Ovoline "I Probiotici“ www.brimi.

este queijo tem apresentado grande sucesso de vendas . .Segundo dados disponibilizados no site da empresa.

O Queijo Cottage Stímula Balkis é um produto funcional (microrganismos probióticos (Lactobacillus acidophilus) .

sp.sp.br . F.Obrigada pela atenção! Preparado por: Ariene G.gov.br e lspadoti@ital.gov. Van Dender e Leila Maria Spadoti Fotos: Antonio Carriero Contato: adender@ital.

bvs. et al. BLANCHETTE.2. ALVES. Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Leite e Produtos Lácteos. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 2007. In: Simpósio Latino Americano de Ciência de Alimentos. Campinas. 1996. P. 1997.79. p. L. 2004. p. 2004. de. Effect of a probiotic mixed culture on texture profile and sensory performance of Minas fresh cheese in comparison with the traditional products. p. Production of cottage cheese using dressing fermented by bifidobacteria. Anais. Desenvolvimento de processo de fabricação de requeijão light e de requeijão sem adição de gordura com fibra alimentar. Tese (Doutorado em Tecnologia de Alimentos) – FEA.A. da.. International Dairy Journal. BOSI. Genetically modified probiotics in foods.php?id=97>. L.21. F. BURITI. Secretaria de Defesa Agropecuária.C. BOYLSTON. Journal of Dairy Science.C. L. T. 6º. Probiotic potential of Minas fresh cheese prepared with the addition of Lactobacillus paracasei. et al.2.br/leisref/public/showAct. UNICAMP. n. Campinas. Portaria n. et al.E. Archivos Latinoamericanos de Nutricion. Brasília.173180. v. .. AHMED. Portaria no 27. 491-497. n.Literatura Consultada AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. L. 2005. G. Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Disponível em: <http://e-legis. 2003. F.11.8-15.A.14. v. 256p. Acesso em: 22 abr. SILVA. Lebensmittel-wissenschaft und-Technologie.375-87. n.5. 2008. 359.179-185. v. 2005.57. v.D. v. (CD ROM). et al. Trends in Biotechnology. p. BURITI F. Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade do Requeijão Cremoso ou Requesón. Substituição parcial da gordura do requeijão por gel de linhaça.. n. de 13 de janeiro de 1998. BRASIL. M.38. Incorporation of bifidobacteria into cheeses: challenges and rewards.

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