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Questões de Projeto da Camada de Rede
Serviços Oferecidos à Camada de Transporte
 A camada de rede oferece serviços à camada de transporte na interface entre as duas camadas  Esta interface costuma ser a interface entre a concessionária de telecomunicações e o cliente (fronteira da sub-rede)  Em geral, a concessionária de telecomunicações tem o controle dos protocolos e interfaces até a (inclusive) camada de rede  Sua tarefa é entregar os pacotes que recebe a seus clientes  Objetivo dos Serviços da Camada de Rede 1. Os serviços devem ser independentes da tecnologia da sub-rede de acesso 2. A camada de transporte deve ser protegida contra a quantidade, o tipo e a topologia das sub-redes 3. Os endereços de rede que se tornam disponíveis para a camada de transporte devem usar um plano de numeração uniforme

Subcamada de Rede Inter-Redes
Capítulo 5 Computer Networks Tanenbaum

Ricardo Queiroz

Camada de Rede

Ricardo Queiroz

Camada de Rede

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Serviços Oferecidos à Camada de Transporte
Problemática
 Os projetistas da camada de rede devem decidir se os serviços oferecidos serão  Orientados à Conexão
 Garante que os pacotes chegarão em ordem e sem erros

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Serviço Com ou Sem Conexão
Argumentos
 Serviço sem Conexão (Sistema Postal)  A tarefa da sub-rede á tão somente movimentar bits  A sub-rede é inerentemente indigna de confiança, não importa como foi projetada  Porque fazer a mesma coisa suas vezes (função da camada de transporte)  Porque aumentar a complexidade da sub-rede  Para aplicações real-time a entrega é mais importante que a precisão  Serviço Orientado à Conexão (Sistema Telefônico)  Neste caso o elemento mais complexo é a sub-rede e não os hosts  Os serviços de computação para o usuário seriam mais baratos  Aplicações real-time seriam melhor empregadas através de um serviço orientado à conexão
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 Serviço sem Conexão
 Fica a cargo da camada de transporte verificar se os pacotes que compõem uma mensagem chagaram sem erros

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Camada de Rede

Camada de Rede

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Organização Interna da Camada de Rede
Filosofias para Organização da Sub-rede
 Sub-rede com Circuitos Virtuais  A sub-rede utiliza conexões entre dispositivos para enviar seus pacotes através de um caminho pré-estabelecido  Quando se estabelece uma conexão, uma rota entre as máquinas de origem e destino é estabelecida e cada roteador no caminho reserva recursos para tanto  Análogos aos circuitos “físicos” estabelecidos pelo sistema telefônico  A idéia por trás dos CV é evitar a escolha de uma nova rota para cada pacote (IP) ou célula enviada (ATM)  Sub-rede de Datagramas  Nenhuma rota é previamente definida mesmo que o serviço implementado pela camada de transporte seja com conexão  Cada pacote que passa por um roteador é roteado independentemente dos seu antecessores  Pacotes da mesma mensagem podem seguir rotas diferentes  Costumam ser mais robustas e se adaptarem melhor a falhas
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Comparação entre Rede de CV e Datagrama
Questão Configuração do Circuito Endereçamento Sub-rede de Datagrama Desnecessária Sub-rede de CV Obrigatória

Cada pacote contém os Cada pacote contém um endereços de origem e pequeno número de CV destino A sub-rede não armazena informações sobre estado Cada pacote é roteado independentemente Nenhum, com exceção dos pacotes perdidos Difícil Cada CV requer espaço em tabelas na sub-rede A rota é escolhida quando o CV é estabelecido Todos os CV serão encerrados Fácil devido a alocação de buffers com antecedência

Informações sobre estado Roteamento Efeito de falhas no roteador Controle de congestionamento
Ricardo Queiroz

Camada de Rede

Camada de Rede

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normalmente. Simplicidade..7 Roteamento Algoritmos de Roteamento  Principal Função da Camada de Rede  Encaminhar pacotes entre a máquina de origem e a máquina de destino  Existem a necessidade de roteamento se origem e destino não estão na mesma rede  Na maioria das sub-redes. Robustez.  Datagramas  A cada novo pacote  Circuitos Virtuais  No estabelecimento do circuito virtual (roteamento por sessão) Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 9 Algoritmos de Roteamento Características de um Algoritmo de Roteamento  Correção.. buffers. e muito (Por que ???)  Processadores lentos  Linhas de baixa largura de banda (capacidade de transmissão)  Falta de correspondência entre os componentes do sistema (processadores. no tráfego também Princípio da Otimização  É possível criar uma descrição de rotas ótimas sem levar em conta a topologia ou o tráfego da rede  Uma conseqüência direta do princípio da otimização é uma árvore com o conjunto de rotas ótimas de todas as origens até um determinado destino Ricardo Queiroz Conclusões  O objetivo de todos os algoritmos de roteamento é descobrir e utilizar as árvores de escoamento em todos os roteadores  Cada pacote deve ser entregue um um número finito e limitado de hops  Na prática não é tão simples pois enlaces podem sair do ar e roteadores podem ter diferentes idéias sobre o topologia atual Ricardo Queiroz Camada de Rede Camada de Rede 11 Roteamento Pelo Caminho Mais Curto Funcionamento  O algoritmo cria um gráfico de roteadores e enlaces entre roteadores  Escolha da Rota  Para escolhes uma rota o algoritmo simplesmente encontra o caminho mais curto entre os nós  O que é Caminho Mais Curto (Shortest Path)  Utilizando uma unidade métrica obtemos o caminho mais curto (caminho mais rápido)  As métricas utilizadas podem ser     Distância Largura de banda Tráfego médio Custo da comunicaçäo 12 Controle de Congestionamento Considerações Iniciais  Quando há pacotes demais presentes em uma parte da sub-rede o desempenho diminui (congestionamento)  Quando o tráfego aumenta muito os roteadores não conseguem compatibilizar a taxa de dados da sub-rede com a quantidade de pacotes a serem entregues]  Causas do Congestionamento  Vários fluxos oriundos de linhas de entrada que precisam utilizar a mesma linha de saída e caso o buffer seja pequeno  A inclusão de memória só melhora essa situação até um determinado ponto  Foi provado que um memória muito grande poderia piorar a situação. Estabilidade e Equidade 10 Princípio da Otimização Classes de Algoritmos de Roteamento  Estáticos (Não-adaptativos)  Baseiam suas decisões de roteamento em medidas ou estimativas do tráfego e da topologia atual  A escolha da rota é previamente calculada (off-line)  Dinâmicos (Adaptativos)  Mudam suas decisões de roteamento para refletir mudanças na topologia e. os pacotes passarão por vários hops para cumprir o seu trajeto  Elementos importantes da camada de rede  Algoritmos  Software da camada de rede responsável pela decisão sobre a linha de saída a ser usada para transmitir um pacote 8 Função dos Algoritmos de Roteamento  Estruturas de Dados  Em que momento são tomadas as decisões sobre roteamento do pacote? Em uma rede de. linhas) tende a transferir o problema Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 2 .

basicamente com um bom projeto  Uma vez o sistema funcionando não são feitos ajustes que afetem os processos em andamento  Ferramentas Empregadas  Decidir quando aceitar tráfego  Decidir quando e quais pacotes devem ser descartados  Programar essas decisões em vários pontos da rede  As decisões são tomadas sem levar em consideração o estado atual da rede Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 15 Princípios Gerais do Controle de Congestionamento (2) Grupos de Soluções  Loops Fechados (Loops de Feedback)  Estratégia (1a. Etapa)  Monitorar o sistema para detectar quando ocorre congestionamento  Enviar essas informações para lugares onde alguma providência possa ser tomada  Ajustar a operação do sistema para corrigir o problema 16 Políticas de Prevenção de Congestionamento Políticas de Loop Aberto  Camada de Enlace  Política de Retransmissão  Política de Cache  Receptores não devem descartar rotineiramente pacotes fora de ordem  Política de Confirmação  Pacotes de confirmação geram congestionamento  A janela deve ser diminuída para minimizar o problema  Várias unidades métricas podem ser usadas para monitorar a subrede quanto a ocorrência de congestionamento  Percentagem de pacotes descartados por falta de espaço no buffer  Média dos tamanhos das filas no roteadores  Número de pacotes interrompidos e retransmitidos  Média do retardo de pacotes  Camada de Rede  Circuitos Virtuais ou Datagramas  Essa escolha afeta o congestionamento  Políticas de Enfileiramento de Pacotes  Relacionada ao fato de roteadores terem filas por linhas de entrada e linhas de saída  Acão (2a. todos os pacotes que seguem o mesmo fluxo seguem a mesma rota  Em uma rede sem conexões. Etapa)  Transferir informações sobre o congestionamento do ponto em que o fenômeno é detectado para o ponto em que algo pode ser feito em relação a isso Ricardo Queiroz  Política de Descarte  Uma boa política pode ajudar a aliviar o congestionamento e uma política ruim pode piorá-lo  Algoritmos de Roteamento  Gerenciamento do Tempo de Vida dos Pacotes (Time To Live) Ricardo Queiroz Camada de Rede Camada de Rede 17 Políticas de Prevenção de Congestionamento (2) Políticas de Loop Aberto  Camada de Transporte  Ocorrem as mesmas questões que na camada de enlace de dados  No entanto. com o crescimento do tráfego multimídia normalmente essas medidas ad hoc não são suficientes  Há a necessidade de prover mecanismos que garantam a Qualidade de Serviço adequada às necessidades das aplicações Requisitos  Uma seqüência de pacotes desde uma origem até um destino é chamada de fluxo  Um uma rede orientada a conexões. roteadores e processamento store-andforward  Controle de Fluxo  Baseia-se no tráfego ponto-a-ponto entre um determinado transmissor e um receptor  Um transmissor rápido não deve sufocar um receptor lento 14 Princípios Gerais do Controle de Congestionamento Grupos de Soluções. Tempo Longo  Pacotes enviados desnecessariamente vs.  Loops Abertos  Tentam resolver o problema tentando evitar em princípio que ele ocorra. eles podem seguir rotas diferentes  Pontanto.13 Controle de Congestionamento (2) Controle de Congestionamento Vs.. alguns parâmetros precisam ser ajustados para que as garantias necessárias sejam alcançadas Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 3 . Congestionamento reduzido e atraso no tempo de resposta 18 Qualidade de Serviço Princípios  As políticas anteriores foram projetadas para reduzir o congestionamento e melhorar o desempenho das redes  Porém. é mais difícil determinar o intervalo de tempo pois o tempo de trânsito da rede é menos previsível  Tempo Curto Vs.. para definir a QoS que um fluxo exige. Controle de Fluxo  Controle de Congestionamento  Garantia que a sub-rede é capaz de transportar o tráfego oferecido  É uma questão global que envolve o comportamento de todos os hosts.

o que pode causar congestionamento na rede  A saída de fluxo não-uniforme é comum em servidores que manipular vários fluxos simultaneamente  Em casos de congestionamento o armazenamento em buffers poderia chegar até a agravar o problema  Portanto. suaviza a flutuação  Essa técnica seria muito útil para fluxos de aplicações de áudio e vídeo sob demanda. a QoS seria bem melhor  A moldagem de tráfego suaviza o tráfego no lado do servidor e não do lado do cliente Superdimencionamento  Solução prática que visa fornecer tanta capacidade quanto possível em termos de largura de banda. se pudermos transmitir o fluxo a uma velocidade uniforme. para prover as aplicações com o recursos necessários de acordo com os requisitos exigidos 22 Técnicas para Alcançar QoS (2) Moldagem de Tráfego  Caracterização  Em alguns casos o fluxo pode estar sendo transmitido de modo irregular. o cliente e a sub-rede (concessionária) concordam com um determinado padrão de tráfego para esse circuito  Desde que o cliente cumpra sua parte no negócio e envie pacotes que estejam de acordo com o contrato.19 Requisitos de QoS Parâmetros que Definem QoS para um Fluxo  Confiabilidade  Em muitos contextos denominada Taxa de Perda de Pacotes  Os protocolos usam bits de verificação para garantir a confiabilidade de entrega dos pacotes  Alta confiabilidade Vs. etc  Destinada a aplicações não sensíveis ao retardo ou à flutuação Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 21 Técnicas para Alcançar QoS (1) Princípios  Alternativas. o congestionamento seria menos comum  Estratégia  Forçar os pacotes a serem transmitidos em uma taxa mais previsível (amplamente aplicada em redes ATM) Implementações  Algoritmo do Balde Furado  Estratégia da Contagem de Pacotes  Estratégia da Contagem de Bytes  Algoritmo do Balde de Tokens  Token com Direito de enviar pacotes ou bytes Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 4 . antes de serem entregues  O armazenamento de fluxos em buffer não afeta a confiabilidade ou a largura de banda e aumenta o retardo. aos mecanismos de QoS. buffers e roteadores de alta capacidade  A idéia é que sejam disponibilizados tantos recursos que os pacotes simplesmente são transmitidos com enorme facilidade  O problema dessa solução é o custo Armazenamento em Buffers  Os fluxos podem ser armazenados em buffers no lado do receptor. onde a flutuação é o maior problema Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 23 Técnicas para Alcançar QoS: Moldagem de Tráfego Detalhamento  A moldagem está relacionada à regulagem da taxa média e do volume da transmissão de dados  Os protocolos de Janela Deslizante podem interferir pois limitam o volume de dados em transito de uma vez  Solução: SLA (Service Level Agreement)  SLA – Contrato de Nível de Serviço  Quando uma conexão é configurada. no entanto. a concessionária promete entregá-los pontualmente  A moldagem de tráfego reduz o congestionamento e ajuda a concessionária a cumprir seus prazos  O monitoramento de um fluxo de tráfego é denominado Policiamento de Tráfego Ricardo Queiroz 24 Moldagem de Tráfego Considerações  Uma das principais causas do congestionamento é o tráfego em rajadas  Se fosse possíveis fazer os hosts transmitirem em uma taxa uniforme. Sensibilidade ao Retardo  Retardo (Delay)  Atraso sofrido pelos pacotes durante o transito entre origem e destino  Aplicações interativas são sensíveis ao retardo  Flutuação (Jitter)  Variação do retardo entre pacotes do mesmo fluxo de uma aplicação  Para algumas aplicações não importa o atraso. o importante é que não haja variação do intervalo de tempo entre os pacotes  Largura de Banda  Parcela da capacidade de transmissão do meio físico reservada para a aplicação de acordo com sua necessidade de vazão de dados 20 Categorias de Fluxos e QoS Classificação dos Fluxos de Acordo com a Demanda de QoS (ATM)  Taxa de Bits Constante  Telefonia  Largura de banda uniforme e retardo uniforme  Taxa de Bits Variável em Tempo Real  Vídeo conferência compactada  Alguns quadros sofrem maior compactação que outros  Taxa de Bits Variável em Tempo não-Real  Filme assistido pela Internet  Taxa de Bits Disponível  Transferência de arquivos. correio eletrônico.

neste modelo) podem seguir rotas distintas até alcançar o destino  A largura de banda atingida poderá ser mais alta que no modelo de CV  Não há garantia de que os pacotes chegarão em ordem no destino. DECnet. entrega com ou sem conexão  Controle de Fluxo  Janela deslizante. mas pressupõe-se que não haverá problemas Circuitos Virtuais Concatenados  Funcionamento  É estabelecida uma conexão entre hosts para transferência de dados  A sub-rede (infra-estrutura entre os hosts) percebe que o destino é remoto e cria um CV até o próximo roteador no caminho da rede de destino. balde de tokens ou pacotes reguladores  Segurança  Regras de privacidade e Criptografia Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 29 Ligação Inter-Redes Soluções  Circuitos Virtuais Concatenados  Ligação Inter-Redes sem Conexão 30 Ligação Inter-Redes (2) Ligação Inter-Redes sem Conexão  Serviço Best-Effort  Nesse modelo o único serviço que a camada de rede oferece à camada de transporte é a capacidade de inserir datagramas na subrede.Estrutura 28 Diferenças Entre Redes Algumas das Formas em que as Redes Diferem  Serviço Oferecido  Orientado à Conexão e Sem Conexão  Protocolos  IP. e esperar que o melhor aconteça  Características  Não qualquer mecanismo de estabelecimento de CV  Os pacotes (datagramas. AppleTalk. este último continua o processo estabelecendo um CV com o próximo roteador.25 Algoritmo do Balde Furado 26 Algoritmo do Balde de Tokens (a) Balde Furado com água Ricardo Queiroz (b) Balde Furado com Pacotes (a) Balde de Tokens antes Ricardo Queiroz (b) Balde de Tokens depois Camada de Rede Camada de Rede 27 Ligação Inter-Redes . Esse processo até que seja alcançado o hosts de destino  Particularidade  A principal característica dessa estratégia é a seqüência de CVs que é estabelecida entre origem e destino através de um ou mais roteadores  Esse esquema funciona melhor quando todas as redes da sub-rede tem aproximadamente as mesmas propriedades (entrega confiável)  Problemas  Se cada rede possuir seu próprio protocolo da camada de rede  Endereçamento  Solução  Pacote Inter-Rede universal (Papel a ser assumido pelo IP) Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 5 . controle de taxa. IPX. CLNP. outros  Controle de Congestionamento  Balde furado. ATM  Endereçamento  Simples (802) e Hierárquico (IP)  Multicast e Difusão  Presente ou ausente  QoS  Presente ou Ausente e em muitos tipos diferentes  Tratamento de Erros  Confiável.

mas diversos backbones principais. e conectadas as redes regionais estão as LANs de muitas universidades. o IP foi projetado desde o início tendo como objetivo a ligação Inter-Redes  A tarefa do IP é fornecer a melhor forma de transportar datagramas da origem para o destino. largura de um slot TDM  Sistema Operacional  Todos os buffer tem 512 kB  Protocolos  Número de bits do campo de tamanho do pacote  Outras  Compatibilidade entre padrões  Tentativa de reduzir as retransmissões provocadas por erros  Tentativa de evitar que um pacote ocupe um canal por muito tempo Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 33 Fragmentação (2) Conseqüência das Limitações  Os projetistas não podem escolher com liberdade o tamanho de pacote máximo que desejam  As cargas máximas variam de 48 bytes (ATM) até 65. empresas e provedores de serviços Internet  Protoloco IP  Elemento que mantém a Internet unida  Ao contrário da maioria dos protocolos da camada de rede. construídos a partir de linhas de comunicação de grande largura de banda e roteadores rápidos. por exemplo Soluções Possíveis  1 .31 Tunelamento Idéia  Solução adotada para interligar duas redes remotas que utilizam a mesma tecnologia de rede mas há uma rede de outro tipo entre elas 32 Fragmentação Limitação  Cada rede impõe um tamanho máximo a seus pacotes  Causas dessa limitação  Hardware  Por exemplo.Permitir que os roteadores dividam o pacote em fragmentos e enviar cada um como um pacote separado Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 35 Problemas da Fragmentação Fragmentação Transparente  Todos os pacotes devem chegar a partir do mesmo roteador  Um roteador de saída deve saber quando recebeu todos os pedaços  É necessário um campo de contagem  Overhead necessário para remontar e refragmentar um pacote grande repetidamente 36 A Camada de Rede na Internet Visão Geral  A camada de rede na Internet pode ser vista como um conjunto de sub-redes ou Sistemas Autônomos (SA´s) conectados entre si Estrutura  Não existe um estrutura real. independente da sub-rede entre elas Fragmentação Não-Transparente  Exige que todos os hots sejam capazes de fazer remontagem  Overhead em cada pacote ocasionado pelo acréscimo de cabeçalho a cada um deles  Agora é possível utilizar vários roteadores de saída e melhorar o desempenho  Quando utilizamos CV essa vantagem não tem qualquer utilidade Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 6 .515 bytes (IP) 34 Modelos de Fragmentação Fragmentação Transparente Fragmentação Não-Transparente Problema  Um pacote muito grande tem de trafegar por uma rede com tamanho de pacotes muito pequeno. Conectadas aos backbones estão as redes regionais.  IP over ATM.Algoritmos de roteamento que escolham rotas por onde os pacotes possam ser tratados pela rede intermediária  2 .

32 bits parafragmento Protocolorede a QoS necessária em palavras de Ordem do os pacote valor exceto o último de no datagrama roteadores não fragmentarem o original identification esse bit possuem confere o Limita Processo de transporte a ser a vida útilpacote de um A cada Hop pacote somente o cabeçalho aplicado ao Pacote Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 39 Endereçamento Hierárquico 40 Endereços IP Roteador Formato do Endereço IP  Um endereço IP consiste de duas partes  A primeira parte do endereço identifica a rede onde a interface de rede do dispositivo está conectada  A segunda parte do endereço identifica. cada datagrama (pacote IP) pode ter até 64KB mas na prática eles tem em geral 1500 bytes  Cada datagrama é transmitido de forma independente pela Internet. o NIC (Network Information Center) dividiu as faixas de endereços IP em classes  Os projetistas definiram cinco diferentes classes. eles são remontados pela camada de rede no datagrama original e entregues à camada de transporte 38 Protocolo IP Estrutura do Pacote IP  Cabeçalho  Parte fixa de 20 bytes (sem opções) a 60 bytes (com opções)  Payload  Parte variável que transporta os dados de usuário Permite que o hosts de destino identifique o datagrama a qual pertence esse fragmento Upgrade de versões posterioresdoO projeto Versão ao host informa à subTamanho do cabeçaho Tamanho total do Todos os Todos os fragmentos. sendo possivelmente fragmentado em unidades menores durante seu percurso até o destino  Quando todos os pedaços finalmente chegam a máquina de destino. dentro da rede.37 Comunicação de Dados na Internet Processo  A camada de transporte através do TCP (orientado a conexão) ou UDP (não orientado a conexão) recebe os fluxos de dados e os divide em datagramas  Teoricamente. cada interface de rede de cada dispositivo individualmente  Importante  Um dispositivo pode ter mais de uma interface de conexão com a rede  Existem dispositivos que podem estar conectados a duas redes distintas com a função de interliga-las Ricardo Queiroz Ricardo Queiroz Camada de Rede Camada de Rede 41 Endereços IP (2) Formato do Endereço  Com o objetivo de facilitar o trabalho com endereços IP os endereços de 32 bits são divididos em conjuntos de 8 bits  Cada conjunto de 8 bits representa um inteiro que pode assumir qualquer valor entre 0 e 255 42 Classes de Endereços IP (2) Visão Geral  Com o intuito de facilitar a administração e maximizar o número de redes e dispositivos endereçáveis em cada rede. fragmentos de um original Posição datagramas tem o mesmo IP Don´t Fragment. onde as três primeiras são utilizadas para endereçar hosts dentro de uma rede as duas restantes para propósitos especiais Exemplo de Endereço IP Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 7 .

0.00111001.00000000 Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 47 Determinando o Destino de Um Pacote Identificando o endereço de rede  1 AND 1 = 1  Outras combinações = 0  Se o resultado do AND casar com o número de rede local o destino do pacote é um host na minha própria rede Endereço IP AND Máscara Resultado 10011111.0.0.0 até 223.Detalhe 44 Classes de Endereços IP – Detalhe (2) 0 Classe A REDE 10 REDE  O primeiro byte representa o número da rede  O três bytes restantes identificam a interface de rede dentro de uma rede específica  O bit mais significativo é colocado em zero e os próximos 7 bits identificam redes entre 1.00000000.255.255.0.X  Esse formato permite até 126 diferentes redes Classe A e acima de 16 milhões de dispositivos em cada uma delas  Esta classe de endereços é ideal para redes com um número grande de hosts por rede  Endereços  Número de rede permitido: 1.224 AND 255.11111111.X.30.11100000.255.0.X.00111001. 00000000.0.107.00000000 10011111.0.00000000.0  Número máximo de hosts por rede: 65.11111111.0.X  Esse formato permite mais que 2 milhões de diferentes redes Classe C e até 254 dispositivos em cada uma delas  Endereços  Número de rede permitido: 192.10000001 AND 11111111.0 ou 11111111.214 (256 3 – 2) Classe B  Os dois primeiros bytes representam o número da rede  O dois bytes restantes identificam a interface de rede dentro de uma rede específica  O dois bits mais significativos do primeiro byte são colocados em 10 e os próximos 14 bits identificam redes entre 128.00000000.0 131.0 ou 11111111.255.00000000.0.382 diferentes redes Classe B e acima de 65 mil dispositivos em cada uma delas  Endereços  Número de rede permitido: 128.0 até 126.0 ou 11111111.X.43 Classes Endereços IP .0.X e 191.255.0.00011110.255.X.200 Rede de destino do Pacote Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 8 .57.11111111.00000000 48 Endereços IP Especiais Endereços Reservados  Endereço de Rede  Endereço que identifica a rede a qual pertence um grupo de computadores  Tem todos os bits em 0 na porção do endereço do hosts  O endereço de rede é determinado pela máscara da rede  O endereço da rede é obtido através de uma operação AND entre um endereço IP de algum host da rede e a máscara da rede 192.X.0.00000000 Identificando a rede e o hots dentro da rede Endereço IP Máscara Endereço de Rede Endereço do Host Ricardo Queiroz 131.11111111.0.0 até 191.255.X e 126.255.0.777.0.11111111.0 = 192.X.255.X  Esse formato permite até 16.0.00000000  Classe C  255.57.0  Número máximo de hosts por rede: 254  Classe B  255.255.0.0.0 X.16.0 11000000.00000000 Classe C  Os três primeiros bytes representam o número da rede  O último byte restante identifica a interface de rede dentro de uma rede específica  O três bits mais significativos do primeiro byte são colocados em 110 e os próximos 21 bits identificam redes entre 192.534 (256 2 – 2) Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 45 Classes de Endereços IP – Detalhe (3) 46 Máscara de Rede O que é uma Máscara de Rede?  Distingue o identificador da rede do identificador do host  Usada para definir se o host de destino está na rede local ou em uma rede remota  Uma máscara de rede é um número de 32 bits e cada dispositivo que possua um endereço IP requer uma máscara de rede  A máscara de rede distingue entre endereço de rede e endereço de host e determina realmente quais computadores pertencem a mesma rede  Para cada classe de rede existe uma máscara de rede padrão  Classe A  255.0  Número máximo de hosts por rede: 16.255.0.00000000.X e 223.11100000 AND 11111111.16.11100000.Y.00000000 = 11000000.107.00000111.00000000.200 255.

16.0.255  Classe C » 192.0.255.0 até 10. onde o mesmo um endereço padrão para referenciar o próprio host  Todo host tem um endereço de loopback que é 127. E1 e W0 e W1? Qual o endereço de Broadcast de cada uma das redes? Imaginando que a configuração da figura exista em uma empresa.1 100.0.49 Endereços IP Especiais (2) Endereços Reservados  Endereço de Loopback  Endereço cujo valor é 127.255.0.100.255.168.0 até 192.31. segmentando a rede e absorvendo as novas máquinas que precisam ser incorporadas a rede Ocorre aqui o processo de roteamento Comunicação Fim-a-Fim O que é uma sub-rede?  É a divisão de uma rede grande em redes menores (menor número de máquinas por rede) que requerem que cada segmento use um endereço de rede diferente  Uma sub-rede é caracterizada pela utilização do(s) octeto(s) que identifica(m) os hosts em uma rede para segmentar a rede atual em subredes menores  Uma único endereço de rede grande pode ser segmentado em vários intervalos e cada intervalo agrupar um conjunto de hosts Ricardo Queiroz A B C Funções do Roteador  Conectar Redes Diferentes (com endereços de rede diferentes)  Segmentar Redes Ricardo Queiroz Camada de Rede Camada de Rede 9 .105.255 Ricardo Queiroz 50 Endereços IP Especiais (3) Endereço de Broadcast  Endereço que identifica um pacote que deve ser processado por todas as estações da rede  Todos os bits do(s) octeto(s) que correspondem ao número do hots devem ser 1 (um) Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 51 Endereços de Broadcast Rede B Endereço da rede 52 Endereços IP de Hosts Ethernet A 100.0.168.1.2 Ethernet B Rede C Rede A W0 W1 Questionamentos Endereço de Broadcast para a Rede B     Quais as máscaras padrão das redes existentes na figura? O que são os elementos E0. existem opções para simplificar a estrutura e manter as redes segmentadas? Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 53 Roteadores e Endereçamento Ethernet Token-Ring 54 Sub-Redes Considerações Iniciais  Os hosts de uma rede devem ter o mesmo número de rede  Imagine que uma empresa tenha uma LAN de classe C saturada devido ao tráfego excessivo e o alto número de colisões  Existem duas alternativas principais para segmentar a rede e resolver o problema:  Utilizar uma outra faixa de endereços de classe C.1  Utilizado para testar a instalação da pilha de protocolos do TCP/IP  Os pacotes enviados para esse endereço não são transmitidos  Endereços Privativos  Endereços reservados para serem utilizados em redes internas que utilizem o TCP/IP ou Intranets  São endereços inválidos no âmbito da Internet  Cada classe possui sua faixa de endereços privativos  Classe A » 10.255.255  Classe B » 172. se possível  Utilizar o endereço de rede atual e dividi-lo em sub-redes.105.0.100.0 até 172.0.0.

11100000.y.y.192.0 x.y.224.191.y.y.y.y.y.0 Sub-redes x.0 x. 23 = 8.254 Resumo  Cada endereço de sub-rede indica o início de uma faixa.00100000.y.0.0.0 x.32.y.190 foi encontrado multiplicando 32 (cinco últimos bits do terceiro octeto) por 256 (último octeto) e subtraindo tudo de 2 (endereços x.190 hosts em cada sub-rede  O Número 8.0 Camada de Rede Camada de Rede 57 Definindo Endereços de Rede de Uma Sub-rede Endereços de Sub-rede Faixa de Endereços de Host 58 Protocolos de Controle da Internet ARP – Address Resolution Protocol 00000000 = 00100000 = 01000000 = 01100000 = 10000000 = 10100000 = 11000000 = 11100000 = 0 32 64 96 128 160 192 224 x.y.1 – x.0 x.192.224.254 x.00000000 – x.00000000 255. o número de hots por sub-rede é automaticamente determinado Máscara de Rede Número de Sub-redes Valor Binário Máscara em Binário Máscara da Sub-rede Ricardo Queiroz 56 Implementando Sub-redes (2) Determinando os Endereços das Sub-redes Máscara 255.00000000 – x.z.y.10100000.y.00000000 – x.y.00000000 – x.1 – x.223.y.254 x.0 x.63.y.1 – x.1 – x.1 – x.64.y.0 Distribuição do Número de Hosts por Sub-rede  Utilizando a máscara 255.00000000 – x.255.32.255.y.10000000.31.y.0.160.254 x.0 x.11100000.254 x.0 e x.00000000.00000000 – x.y.1 – x.01100000.y.255)  Os endereços x.y.254 x.y.95.1 – x.y.y.0 são endereços especiais que alguns routers não trabalham Ricardo Queiroz Normalmente Utilizáveis 255.0 para criar uma sub-rede a partir de uma rede de classe B poderemos ter até:  8 sub-redes com 8.254 x.255.y.0 e x.127.255.y.00000000 – x.y.96.224.y.y.159.z.128.0 6 110 (3 bits) 11111111.0.y.y.64.254 x.96.01000000. portanto 3 bits identificam 8 diferentes sub-redes (6 sub-redes efetivamente)  A partir da escolha da quantidade de sub-redes.11000000.224.224.00000000 – x.55 Implementando Sub-redes Determine o número de sub-redes necessárias  De acordo com a atual máscara da rede utilize os X primeiros bits da parte de endereço do host para compor a máscara da sub-rede  A quantidade X de bits deve ser suficiente para identificar cada uma das redes necessárias  Se X = 3.y.0 x.1 – x.255.128.224.y.160.y.  O valor final é uma unidade menor que o valor inicial do próximo endereço de rede Ricardo Queiroz Camada de Rede Ricardo Queiroz Camada de Rede 10 .11111111.y.