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2010. Aspectos Introdutórios da Análise de Investimtenos e Gestão Financeira em Empresas.UNIS/MG. Varginha: GEPOS. Alessandro Ferreira Guia de Estudo – Fundamentos da Educação – Administração Financeira E Orçamentária. 27 p.ALVES. 1. 3 . Título. I.

Atua como professor titular de disciplinas em diversos cursos. MBA em Gestão Estratégica e Inteligência em Negócios. Ms. Drª. Engenharia Econômica. 4 . Estatística e Computação. do Centro Universitário do Sul de Minas Gerais: UNIS-MG. no Departamento de Telemática da FEEC . nas Modalidades Presencial (GEDUP) e a Distância (GEaD). Além disso. coordenador dos cursos de Pós-graduação MBA em Finanças Corporativas (GEDUP) desde 2007 e MBA em Gestão Empresarial (GEaD) desde o ano de 2008. é Coordenador do Curso de Licenciatura Plena em Matemática na Modalidade a distância desde o segundo semestre de 2007. MBA em Gestão de TI. bem como Pós-graduação. Gleicione Aparecida Dias Bagne de Souza Revisão Ortográfica / Gramatical Gisele Silva Ferreira Autor Alessandro Ferreira Alves Possui graduação em Matemática pela Universidade Federal de Uberlândia (1996) e Mestrado em Matemática Pura pela Universidade Estadual de Campinas: UNICAMP (1999). Além do mais. bem como. Stefano Barra Gazzola Ace sso aos da dos Gestão de Pós-graduação Prof. Guaracy Silva Design Instrucional e Diagramação Prof. Ms. Engenharia Mecânica. Sistemas de Informação e Ciência da Computação. nas disciplinas de Matemática Financeira.Reitor Prof. Física. como professor em diversos Cursos de Graduação. Comércio Exterior. Terezinha Nunes Gomes Garcia Profª. 2005 e 2006) e Matemática e Ensino (turmas 2002 e 2003).. Engenharia de Produção. coordenou os cursos de Pós-graduação em Matemática Empresarial (turmas 2004. MBA em Gestão Empresarial. Métodos Quantitativos. atua como professor nos Cursos de Pós-graduação do UNIS-MG: MBA em Finanças Corporativas. relacionadas à Matemática. Matemática. como por exemplo. Ms. Simulação de Sistemas Gerenciais e Estatística Aplicada. MBA em Logística Empresarial e Pós-graduação em Qualidade e Produtividade. desde o ano de 2001. Atualmente está em fase final de co Curso de Doutorado também pela UNICAMP. Engenharia Civil.Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação. Celso Augusto dos Santos Gomes Rogério Martins Soares Núcleo Pedagógico Profª. Atua como professor titular no Centro Universitário do Sul de Minas: UNIS-MG. Além disso. com previsão de término para o primeiro semestre de 2011.

HIPERLINK. PESQUISE. EXEMPLO. Indica a exigência de pesquisa a ser realizada na busca por mais informação. Determina a existência de atividade a ser realizada. Indica um conjunto de ações para fins de verificação de uma rotina ou um procedimento (passo a passo) para a realização de uma tarefa. Indica uma aplicação prática de uso profissional ligada ao que está sendo estudado. seja ele para outra página do módulo impresso ou endereço de Internet. sejam de ideias. Indica textos de referência utilizados no curso e também faz sugestões para leitura complementar. Fique atento a ele. Pode ser encarado como um sinal de alerta que o orienta para prestar atenção à informação indicada. APLICAÇÃO PROFISSIONAL. PENSE. partes ou unidades do curso virão precedidas desse ícone. Apresenta informações adicionais sobre o tema abordado de forma a possibilitar a obtenção de novas informações ao que já foi referenciado.ÍCONES REALIZE. uma tarefa ou uma prática para ser realizada. Indica que você deve refletir sobre o assunto abordado para responder a um questionamento. CONCLUSÃO. Este ícone indica que há um exercício. IMPORTANTE. SAIBA MAIS. Indica um link (ligação). CHECKLIST ou PROCEDIMENTO. uma situação ou conceito que está sendo descrito ou estudado. Indica a necessidade de rever conceitos estudados anteriormente. 5 . SUGESTÃO DE LEITURA. Todas as conclusões. Esse ícone será usado sempre que houver necessidade de exemplificar um caso. Aponta uma observação significativa. REVENDO.

................................................................................................................................................................................2 Decisções no Ambito Financeiro ...................................... 27 6 .................... 20 1.....................................5 Planejamento Estratégico dentro de Uma Empresa ... 8 OBJETIVOS DA UNIDADE ...............................................................................................................................................................4 Lucro.................................................Sumário EMENTA . 8 PRÉ-REQUISITOS ....................................................................................... 22 1........... Depreciação e Acumulação .................................................... 12 1....................................................................................................................................................................... 17 1............................................................................................................................................................................. Aspectos Introdutórios da Análise de Investimtenos e Gestão Financeira em Empresas ................................................. 8 1......... 9 1...... 7 META .............. 9 1..........7 Resumo da Unidade .......... 25 1.................................. 15 1........................................................................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................8 Diretrizes para a Próxima Unidade .....3 Acumulação e Crescimento da Empresa ..........1 Introdução: Qual o significado de Uma Empresa? ...................................................................6 A Decisão de Investimento dentro de Uma Empresa .............................................

Valor Presente Líquido e Taxa Interna de Retorno. Métodos de Análise de Investimentos. Sistemas de Amortização.Administração Financeira E Orçamentária EMENTA Regimes de Capitalização. Equivalência de Fluxos de Caixa. Séries de Pagamentos. Fluxos de Caixa e Inflação. 7 .

você seja capaz de: Reconhecer a importância da administração financeira e orçamentária para a tomada de decisão em problemas de finanças empresariais em geral. PRÉ-REQUISITOS Esta Unidade a priori não possui nenhum pré-requisito já que se trata de uma unidade com aspectos teóricos sem cálculos.Administração Financeira E Orçamentária META Nesta primeira Unidade é de nosso interesse apresentar as principais definições acerca da administração financeira e análise de investimentos que constituem a base para o desenvolvimento de toda a nossa disciplina. Estar plenamente familiarizado com conceitos básicos da gestão financeira amplamente difundidas no meio empresarial. 8 . após o estudo do conteúdo desta unidade. Reconhecer a dificuldade do processo decisório financeiro dentro de uma empresa. OBJETIVOS DA UNIDADE Esperamos que. Interpretar as diversas visões de uma empresa com entidade financeira. Reconhecer a importância da análise de investimentos no meio empresarial.

materiais e financeiros. Figura 01: A empresa como entidade. Ou seja. os costumes e a tradição que caracterizam a empresa e lhe emprestam certa “personalidade”. podemos encarar a empresa como unidade sociocultural.1 Introdução: Qual o significado de Uma Empresa? Sabemos que Empresas são organizações que envolvem recursos humanos. mas todos consideram a empresa como uma organização que dispõe de um conjunto de recursos e busca atingir certo(s) objetivo(s). e que podem ser analisadas segundo diferentes pontos de vista. Sendo assim. a análise do processo decisório na empresa não pode prescindir desse tipo de consideração. os códigos. os enfoques podem ser diferenciados. os símbolos. priviligiando-se a análise da luta pelo poder e das formas como este é exercido. De outra forma. neste contexto. 9 . ganham destaques os valores. Por exemplo. ou alternativamente. podemos considerar a empresa como entidade de natureza política. as atividades de planejamento e controle são privilegiadas. Aspectos Introdutórios de Investimtenos e Aspectos Introdutórios da Análise da Análise de Gestão Financeira em Gestão Investimtenos eEmpresas Financeira em Empresas 1. Desse ponto de vista.Administração Financeira E Orçamentária 1. destacando-se o contexto em que as pessoas interagem e a forma como isso influencia a sobrevivência e o crescimento da empresa. Do ponto de vista administrativo.

Por outro lado. além de trabalho humano. devido às decisões de seus gestores.Administração Financeira E Orçamentária Na Teoria Econômica. verificamos que na visão contábil. obtém lucro para sobreviver e crescer. desta forma. gerando. O patrimônio de qualquer empresa modifica-se a todo instante. Administrativa • Enfoques diferenciados: Planejamento e Controle. dessa forma. 10 . uma “azienda”. valor. e a contabilidade provê os registros necessários (nas diversas contas) para que se possa acompanhar sua evolução. a empresa é vista como um conjunto de quantidades. que transforma insumos em produtos. coeficientes e parâmetros que envolvem fluxos materiais e energéticos. a empresa é uma unidade técnica que desenvolve determinado processo de transformação. Contábil • A empresa é vista principalmente como uma unidade de contas “azienda”. através de suas compras de insumos. ao produzir bens e serviços demandados pelo mercado. sujeito aos princípios e leis da Física e da Química. Dessa maneira. pois procura mostrar a evolução do patrimônio em movimento. e para trás. Econômica • É vista como uma unidade produtiva. • É uma organização que dispõe de um conjunto de recursos e busca atingir objetivos. a empresa é vista principalmente como uma unidade de contas. através de seu produto. A nível de Engenharia. a empresa é vista como uma unidade produtiva. gerando. A empresa. valor. que transforma insumos em produtos. contribui para o bem-estar com sua produção e estimula outras atividades produtivas para a frente. Figura 02: A empresa vista de outras maneiras.

com objetivo(s) comum(ns). e no extremo poderia haver ruptura. administrativa. A Empresa é uma entidade de capital cujo objetivo é a sua valorização. 11 . contábil ou sociocultural).Administração Financeira E Orçamentária É interessante ressaltarmos que existe um aspecto comum a todas as possíveis visões que se pode ter de certa empresa: esta é sempre vista como uma unidade. econômica. A integração e a interdependência podem ser mais harmônicas ou mais conflituosas. técnica. mas a existência da empresa pressupõe sua unidade. Isso quer nos dizer que. a empresa é sempre um conjunto integrado e interdenpendente. Importante! Para os objetivos de Análises de Investimentos a Empresa é considerada como uma entidade orientada para a acumulação de capital. seja qual for a ênfase (política. Aspecto Comum Unidade Visão qualquer da Empresa Figura 03: Aspecto comum da empresa independentemente da visão.

Administração Financeira E Orçamentária Análise de Investimentos Valorização Empresa Acumulação de Capital Entidade Orientada Figura 04: A Empresa no foco para a Análise de Investimentos. decisões de capital) Organização (interna) da empresa Processo de Produção (ou de transformação) Médio ou Longo Prazos Médio ou Longo Prazos Curto ou Médio Prazos Administrativa Operacional 12 . Objeto Alcance Temporal Níveis de Decisão Estratégica Relações da empresa com o meio ambiente (por exemplo. Essas decisões podem ser classificadas como mostramos na Tabela 01 abaixo. Tabela 01: Níveis de decisão na empresa. 1.2 Decisções no Ambito Financeiro O objetivo de valorização da empresa é alcançado quando as decisões tomadas pelos gestores conduzem a um saldo líquido de ganhos.

é de fundamental importância a gestão. Afetam a vida da empresa por grandes períodos de tempo. por isso. Desta forma. são simplesmente cruciais e podem tanto consolidar uma trajetória de expansão. Em outras palavras. quanto comprometer a própria sobrevivência da empresa. Essas decisões apresentam horizonte de médio ou longo prazos e. São totalmente irreversíveis ou apresentam custas de reversabilidade muito elevados. Importante! As decisões de capital. bem como o controle orçamentário e financeiro dentro de uma empresa. é conveniente que tais decisões se baseiem. pois implicam mudança no relacionamento da empresa com seus clientes. são irreversíveis. isso significa que as deisões de capital: i) ii) iii) Envolvem grandes somas de recursos. ou seja. geralmente. tanto quanto possível.Administração Financeira E Orçamentária As decisões de capital pertencem tipicamente ao nível estratégico. Decisões de Capital Mensuração das Implicações Muito Importantes Sobrevivência Expansão Figura 05: Importância das decisões de capital em uma empresa. 13 . quando oportunas e no tempo certo. fornecedores e concorrentes. com o sistema financeiro e com o governo. como podemos perceber. em previsão e cálculo de todas as suas implicações relevantes.

porém sempre haverá risco.Administração Financeira E Orçamentária Não se pode esperar. que os estudos. Análises e Avaliações Risco Associado Figura 06: Informações referentes as decisões de capital versus risco. Geralmente. fornecedores e concorrentes Envolvem grandes somas de recursos Decisões de Capital Afetam a vida da Empresa por grandes períodos de tempo São totalmente irreversíveis ou apresentam custos de reversibilidade muito elevados Figura 07: A Empresa e as Decisões de Capital. análises e avaliações relativos às decisões de capital eliminem o risco. isto é. podemos melhorar de forma substancial o nível de informação e as condições de risco para a tomada de decisão. como mostraremos. De forma resumida na Figura 07 abaixo. 14 . Estudos. Nível Estratégico: mudança de relacionamento da Empresa com seus clientes. entretanto. descrevemos as principais características e a relação entre a Empresa e o processo decisório. a possibilidade de que os resultados previstos não se realizem.

Esta. é responsável direto por grandes divergências entre economistas célebres. podemos considerar o capital (acumulado) de certa empresa como sendo seu valor de mercado. Em verdade. Portanto. decorre da capacidade de gerar lucros e acumulá-los. Aqui. mas esta até poderia ser aceita em condições anormais.Administração Financeira E Orçamentária 1. esperamos que haja uma acumulação de capital e não desacumulação. e desacumulam quando perdem valor. Então. todavia. mas isso é aceitável no presente contexto.3 Acumulação e Crescimento da Empresa Como falamos anteriormente. do ritmo dos negócios e das expectativas. como o valor pelo qual poderia ser vendida. à primeira vista. o capital que pode ser recuperado seja X2. e em especial sua mensuração. as empresas acumulam capital quando se valorizam em termos de mercado. o conceito de capital. o capital (líquido) acumulado (ou desacumulado) no período é a diferença: (X2 – X1) De modo geral. decorrido certo tempo. Suponhamos que o capital total investido em certa empresa em determinada época seja X1 e que. a Empresa é uma entidade de capital cujo objetivo é sua valorização. Esse conceito apresenta como principal inconveniente o fato de depender da conjuntura econômica. Figura 08: A Relação Empresa e Investimentos. isto é. 15 .

Qual a relação entre lucro e capital acumulado? O lucro obtido com o próprio negócio é normalmente a principal fonte de valorização do capital. por enquanto denominamos lucro distribuído o total de lucro não acumulado na empresa. porém nem todo lucro se transforma necessariamente em acumulação na empresa. Valorização • As Empresas acumulam capital quando se valorizam em termos de mercado. capital Figura 09: Acumulação e Crescimento da Empresa. 16 . Desacumulação de Capital • As Empresas desacumulam quando perdem valor. podemos escrever: L = LD + LA Onde: L = lucro total gerado em certo período LD = lucro distribuído LA = lucro acumulado Lucro Distribuído Lucro Acumulado Lucro Total Figura 10: Caracterização do lucro em uma Empresa. Sem maior preocupação com o rigor do conceito propriamente dito. Desta maneira. como é de fácil percepção.Administração Financeira E Orçamentária Objetivo • A Empresa é uma entidade de capital que visa a sua valorização.

Entretanto. é necessário consideramos que uma empresa. Lucro total é igual ao Lucro Distribuído + Lucro Acumulado Figura 11: Acumulação e Crescimento da Empresa. i.4 Lucro. Outras origens além da acumulação de resultados positivos de suas atividades Depende em grande escala de fatores de mercado Valorização da Empresa Capital Investido: X1 Capital que pode ser recuperado: X2 O capital líquido acumulado é: X2 – X1 L = LD + LA. Concluímos. no sentido abrangente para incluirmos todas as formas de ganho. Portanto. podemos dizer que lucro. 17 . tem seu valor alterado ao longo do tempo principalmente em conseqüência de: i) ii) Perda de valor dos equipamentos e instalações devido ao uso. o objetivo da forma é a obtenção de lucro lato sensu. a valorização da empresa pode ter outras origens.Administração Financeira E Orçamentária Sendo assim.. assim. que o processo de acumulação de capital não pode ser pensado exclusivamente em termos de acumulação realizada. além da acumulação de resultados positivos de suas atividades. é a valorização do capital: o lucro obtido em certo intervalo de tempo é o valor total líquido que seria acrescido ao capital na ausência de retiradas por parte dos proprietários do capital. que tanto influenciam globalmente a economia como afetam de forma diferenciada ramos de negócios e empresas. do ponto de vista econômico-financeiro. Depreciação e Acumulação Afirmamos anteriormente que lucro é o valor líquido gerado por certa aplicação de capital em certo período de tempo. precondição necessária à acumulação.e. enquanto organização de capital. 1. Posição da empresa no mercado. conforme já falamos. Sendo assim. depende em grande escala de fatores de mercado.

Embora as externalidades possam ser negativas. podemos escrever: ▲C = – D + L + E + V t t t t t 18 . a permanência no mercado. A depreciação econômica refere-se ao valor de mercado dos bens de capital. apenas 20% do valor tenha sido depreciado para fins do Imposto de Renda. enquanto conjunto de mudanças no ambiente da empresa. é fator de valorização importante em certos setores. o caso mais geral é de externalidades positivas. principalmente na produção de equipamentos e máquinas. se um bem de capital foi adquirido por certa empresa há dois anos e hoje somente pode ser vendido por um valor equivalente à metade do que custou. Nesse caso. o ritmo dos negócios e as expectativas dos agentes econômicos podem influenciar fortemente o valor de mercado das empresas. como o desenvolvimento da região em que se localiza a empresa. causando desvalorização do capital. deixando-se de lado possíveis variações resultantes da alienação ou aporte de capital. em si. Por exemplo. as estratégias da Empresa para melhorar sua posição no mercado podem alcançar maior ou menor sucesso. Ao longo do tempo. portanto. a depreciação econômica terá sido de 50%. como já mencionamos. também influenciam fortemente a valorização do capital empregado. A perda do valor devido ao uso é denominada depreciação econômica e não podemos confundir a mesma com a depreciação contábil. Importante! A depreciação econômica refere-se ao valor de mercado dos bens de capital. Desta maneira. por exemplo. elevação do nível de urbanização e aumento da integração industrial com outras empresas. Além disso. o que está diretamente relacionado a seu potencial de geração de lucros no futuro. Conjuntura econômica. Além disso. em que a tradição do produtor é fator relevante para a decisão de aquisição. que é calculada com base em legislação específica. pouco nos importa que a legislação estabeleça depreciação em dez anos e que.Administração Financeira E Orçamentária iii) iv) Externalidades (economias e deseconomias externas). para fins de tributação. As externalidades. principalmente a curto prazo.

Figura 12: Processo de valorização do capital-empresa. descontada a depreciação econômica acumulada. que pela equação anterior. (C – C ) = – ΣD + ΣL + ΣE + ΣV t 0 t t t t Observemos.Administração Financeira E Orçamentária Onde: D t = depreciação econômica dos ativos de capital L t = lucros acumulados E t = economias externas V t = outras variações qua afetam o valor de mercado do capital-empresa Essa equação pode ser representada de forma mais coerente (conveniente) como segue: C = C – ΣD + ΣL + ΣE + ΣV t 0 t t t t Ou ainda. das economias externas e de outras variações. que o crescimento do capital-empresa em certo período resulta da soma dos lucros acumulados. 19 .

gerência de serviços e gestão da qualidade. Robert Kaplan e David Norton. As trajetórias dos componentes de valorização sempre serão imprevisíveis em alguma medida. sabemos que dentro de uma empresa temos quatro grandes dimensões do BSC (Balanced Scorecard). Os requisitos para definição desses indicadores tratam dos processos de um modelo da administração de serviços e busca da maximização dos resultados baseados em quatro perspectivas que refletem a visão e estratégia empresarial:    Finanças. é necessário que os itens sujeitos à depreciação desvalorizem-se a um ritmo inferior aos lucros acumulados. trajetórias que dependem. que por si só cada uma estudada de forma separada já é um estudo complexo e extenso. em 1992. Os métodos usados na gestão do negócio. A conclusão a que chegamos é que a acumulação de capital é um processo sujeito a risco. Clientes. 20 . podemos perceber com mais clareza o processo de acumulação de capital. aos ganhos de economias externas e a variações decorrentes do mercado. relacionando-a à gerência de serviços e garantia de resultados do negócio. a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica. é obviamente de nosso interesse aqui trabalhar com a dimensão Finanças. para que o capital-empressa se valorize. É importante observarmos. O BSC (Balanced Scorecard) foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial. Processos Internos. dos serviços e da infraestrutura. passos estes implementados através de indicadores de desempenho. 1. entretanto. Os passos dessas metodologias incluem: definição da estratégia empresarial.5 Planejamento Estratégico dentro de Uma Empresa Em termos estratégicos. que cada um dos componentes da valorização do capital-empresa apresenta trajetória própria ao longo do tempo.Administração Financeira E Orçamentária Agora. Sabemos que o Balanced Scorecard é uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School. porém. na quase totalidade. gerência do negócio. de fatores situados fora do controle ou alcance da empresa. baseiam-se normalmente em metodologias consagradas que podem utilizar a TI (tecnologia da informação) e os softwares de ERP como soluções de apoio. Dentre as quatro dimensões. Basicamente.

podemos visualizar da forma mostrada na Figura 14 abaixo. Figura 13: Planejamento estratégico dentro de uma empresa. onde ROI significa Retorno Operacional de Investimento. Ou alternativamente. 21 . Figura 14: Planejamento estratégico dentro de uma empresa.Administração Financeira E Orçamentária  Aprendizagem e Crescimento.

22 . entram em cena. Natureza Complexa Investir ou Não? Diversos Fatores Figura 15: A complexidade da decisão em investir.Administração Financeira E Orçamentária 1. quanto maiores forem os ganhos futuros que podem ser obtidos de certo investimento.6 A Decisão de Investimento dentro de Uma Empresa Sabemos que a decisão de investir é de natureza complexa. podemos pensar que a decisão de investir depende do retorno esperado. ou seja. Todavia. Desta forma. fica claro a complexidade de tentarmos definir um modelo completo que vise a tomada de decisão de investir. inclusive de ordem pessoal. é necessário que se desenvolva um modelo teórico mínimo para explicarmos e prevermos tais decisões. Vejamos a Figura 16 abaixo que nos mostra um esquema gráfico representando tais situações. tanto mais atraente esse investimento parecerá em termos práticos para qualquer investidor. porque muitos fatores. Inicialmente.

a partir do conhecimento perfeito das forças que atuam nos ambientes interno e externo da firma (ou do projeto). No extremo. tentarmos explicitar um pouco melhor a natureza do risco associado à decisão de investir. como na aquisição de títulos da dívida pública. nos fazem refletir e nos levam a concluir que estando os agentes econômicos inseridos de forma diferenciada no sistema (econômico). sobretudo. Entrentanto. já neste momento nos deparamos com uma questão bastante relevante: Como podemos avaliar os ganhos futuros de certa alternativa de investimento? Farão todos os investidores potenciais igual avaliação dos ganhos futuros de certo investimento? Tais perguntas. farão avaliações distintas de uma mesma oportunidade de investimento. 23 . O que devemos salientar ainda. a decisão de investimento seria tomada sem risco. porém é necessário adicionar que o risco de certa alternativa pode receber diferentes avaliações e que. A primeira observação que deve ser feita é que quanto melhor for o nível de informação do decisor tanto menor será o nível de risco a que estará sujeito. possam ser considerados quase certos. os ganhos futuros podem ser avaliados de forma distinta por decisores diferentes. é que os ganhos futuros não são certos. embora. os decisores assumem atitudes diferenciadas diante do risco. se fosse possível antever com segurança o futuro.Administração Financeira E Orçamentária Figura 16: A decisão de investir. Então. é interessante ou se torna necessário. Como falamos um pouco antes. em alguns casos. Sendo assim. temos dois fatores autando em sentidos opostos: os retornos esperados do investimento que atraem o investidor e o risco que o afasta.

Situação de Risco Situação de Incerteza • Em que os eventos possíveis e suas probabilidades de ocorrência são conhecidos. em termos gerais. 24 . para diminuir o nível de risco. quando falamos de risco em sua forma genérica. De outra forma. • Em que não se sabe quais são os eventos possíveis. tanto desejáveis quanto indesejáveis. pode ser interpretado como um esforço para elevar o nível de informação (conhecimento) a respeito de todas as implicações.Administração Financeira E Orçamentária Importante! O projeto de investimento. como podemos averiguar na Figura 17 abaixo. ou não se conhecem suas probabilidades de virem a ocorrer. Figura 18: As duas situações significativas de risco na forma genérica. o projeto de investimento é uma simulação da decisão de investir. temos duas situações muito significativas que são descritas na Figura 18 abaixo. Figura 17: O projeto de investimento. Em outras palavras.

temos alguns outros conceitos fundamentais que estaremos tratando de forma mais detalhada ao longo da nossa disciplina. em termos emrpesariais.7 Resumo da Unidade Nesta nossa primeira Unidade do guia de estudos.Administração Financeira E Orçamentária Além disso. apresentamos os conceitos introdutórios da gestão financeira. 1. para um enfoque financeiro ou na área da gestão financeira de empresas. como mostrado num primeiro momento na Figura 19 abaixo. Figura 19: Outros conceitos fundamentais. especificamente falando sobre a administração 25 .

para fins de tributação. quando oportunas e no tempo certo. bem como relacionando com o processo decisório de investimentos em empresas. Sendo assim. como podemos perceber. podemos considerar a empresa como entidade de natureza política. que é calculada com base em legislação específica. quanto comprometer a própria sobrevivência da empresa. são simplesmente cruciais e podem tanto consolidar uma trajetória de expansão.8 Diretrizes para a Próxima Unidade A partir do momento que apresentamos os principais conceitos introdutórios da gestão financeira. sabemos que dentro de uma empresa temos quatro grandes dimensões do BSC (Balanced Scorecard). Por exemplo. na próxima Unidade estaremos interessados em apresentar a calculadora HP 12C. especificamente falando sobre a administração financeira e estratégica empresarial. que por si só cada uma estudada de forma separada já é um estudo complexo e extenso. Em termos estratégicos. a análise do processo decisório na empresa não pode prescindir desse tipo de consideração. 1. A depreciação econômica refere-se ao valor de mercado dos bens de capital. priviligiando-se a análise da luta pelo poder e das formas como este é exercido.Administração Financeira E Orçamentária financeira e estratégica empresarial. 26 . O objetivo de valorização da empresa é alcançado quando as decisões tomadas pelos gestores conduzem a um saldo líquido de ganhos. e que podem ser analisadas segundo diferentes pontos de vista. As decisões de capital. A perda do valor devido ao uso é denominada depreciação econômica e não podemos confundir a mesma com a depreciação contábil. que constitui a principal ferramenta de implementação numérica de situações financeiras em geral. tais como: As Empresas são organizações que envolvem recursos humanos. bem como relacionando com o processo decisório de investimentos em empresas. materiais e financeiros.

Matemática financeira: objetiva e aplicada. 1993. José M. PUCCINI. F. São Paulo: Atlas. HAZZAN. SAMANEZ. Matemática Financeira. 2001.Administração Financeira E Orçamentária REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Para maiores informações com relação ao assunto tratado nesta Unidade. Nelson Casarotto & KOPITTKE. 1996. São Paulo: Editora Atlas. P. J. M. E. São Paulo: Prentice Hall. 2001. MANNARINO. São Paulo: Saraiva. Análise de Investimentos. POLO. São Paulo: Atlas. 1993. W. FILHO. POMPEO. 27 . 2a ed. HALFELD. N. a 2000. S. Matemática Financeira. 9 Edição. São Paulo: Atlas. E. Como Administrar seu Dinheiro.. C. Matemática Financeira: Aplicações à Análise de Investimentos.12C. Bibliografia Básica MATHIAS. GOMES. Bibliografia Complementar FERNANDES. A. 1991.P. Bruno H. Engenharia das operações financeiras pela HP. Engenharia das Operações Financeiras. Franco. Rio de Janeiro: Livros Técnicos Científicos. L. São Paulo: Fundamento Educacional. cada um de vocês pode se pautar nos livros referenciados abaixo. Introdução à Engenharia Econômica. 2001. R. Rio de Janeiro: Campus. 1995.