Instituição Credenciada pelo MEC – Portaria 4.385/05

Unis - MG Centro Universitário do Sul de Minas Unidade de Gestão de Pós-graduação – GEPÓS Av. Cel. José Alves, 256 - Vila Pinto Varginha - MG - 37010-540

Mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa do Sul de Minas – FEPESMIG Varginha/MG

Todos os direitos desta edição reservados ao Unis-MG. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou parte do mesmo, sob qualquer meio, sem autorização expressa do Unis-MG.

2

ALVES, Alessandro Ferreira Guia de Estudo – Fundamentos da Educação – Administração Financeira E Orçamentária. Varginha: GEPOS- UNIS/MG, 2010. 102 p. 3. Fundamentos de Matemática Financeira. I. Título.

3

Reitor Prof. Ms. Stefano Barra Gazzola
Ace sso aos da dos

Gestão de Pós-graduação Prof. Ms. Guaracy Silva

Design Instrucional e Diagramação Prof. Celso Augusto dos Santos Gomes Rogério Martins Soares

Núcleo Pedagógico Profª. Ms. Terezinha Nunes Gomes Garcia Profª. Drª. Gleicione Aparecida Dias Bagne de Souza

Revisão Ortográfica / Gramatical Gisele Silva Ferreira

Autor

Alessandro Ferreira Alves
Possui graduação em Matemática pela Universidade Federal de Uberlândia (1996) e Mestrado em Matemática Pura pela Universidade Estadual de Campinas: UNICAMP (1999). Atualmente está em fase final de co Curso de Doutorado também pela UNICAMP, no Departamento de Telemática da FEEC - Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação, com previsão de término para o primeiro semestre de 2011. Atua como professor titular no Centro Universitário do Sul de Minas: UNIS-MG, desde o ano de 2001, como professor em diversos Cursos de Graduação, bem como Pós-graduação, nas Modalidades Presencial (GEDUP) e a Distância (GEaD). Além disso, é Coordenador do Curso de Licenciatura Plena em Matemática na Modalidade a distância desde o segundo semestre de 2007, bem como, coordenador dos cursos de Pós-graduação MBA em Finanças Corporativas (GEDUP) desde 2007 e MBA em Gestão Empresarial (GEaD) desde o ano de 2008, do Centro Universitário do Sul de Minas Gerais: UNIS-MG. Além do mais, coordenou os cursos de Pós-graduação em Matemática Empresarial (turmas 2004, 2005 e 2006) e Matemática e Ensino (turmas 2002 e 2003). Atua como professor titular de disciplinas em diversos cursos, como por exemplo, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Matemática, Física, Comércio Exterior, Sistemas de Informação e Ciência da Computação, relacionadas à Matemática, Estatística e Computação. Além disso, atua como professor nos Cursos de Pós-graduação do UNIS-MG: MBA em Finanças Corporativas, MBA em Gestão Estratégica e Inteligência em Negócios, MBA em Gestão Empresarial, MBA em Gestão de TI, MBA em Logística Empresarial e Pós-graduação em Qualidade e Produtividade, nas disciplinas de Matemática Financeira, Métodos Quantitativos, Engenharia Econômica, Simulação de Sistemas Gerenciais e Estatística Aplicada.. 4

ÍCONES
REALIZE. Determina a existência de atividade a ser realizada. Este ícone indica que há um exercício, uma tarefa ou uma prática para ser realizada. Fique atento a ele.

PESQUISE. Indica a exigência de pesquisa a ser realizada na busca por mais informação.

PENSE. Indica que você deve refletir sobre o assunto abordado para responder a um questionamento.

CONCLUSÃO. Todas as conclusões, sejam de ideias, partes ou unidades do curso virão precedidas desse ícone.

IMPORTANTE. Aponta uma observação significativa. Pode ser encarado como um sinal de alerta que o orienta para prestar atenção à informação indicada.

HIPERLINK. Indica um link (ligação), seja ele para outra página do módulo impresso ou endereço de Internet.

EXEMPLO. Esse ícone será usado sempre que houver necessidade de exemplificar um caso, uma situação ou conceito que está sendo descrito ou estudado.

SUGESTÃO DE LEITURA. Indica textos de referência utilizados no curso e também faz sugestões para leitura complementar.

APLICAÇÃO PROFISSIONAL. Indica uma aplicação prática de uso profissional ligada ao que está sendo estudado.

CHECKLIST ou PROCEDIMENTO. Indica um conjunto de ações para fins de verificação de uma rotina ou um procedimento (passo a passo) para a realização de uma tarefa.

SAIBA MAIS. Apresenta informações adicionais sobre o tema abordado de forma a possibilitar a obtenção de novas informações ao que já foi referenciado.

REVENDO. Indica a necessidade de rever conceitos estudados anteriormente.

5

Sumário
EMENTA ................................................................................................................................................... 7 META ........................................................................................................................................................ 8 OBJETIVOS DA UNIDADE ................................................................................................................... 8 PRÉ-REQUISITOS .................................................................................................................................. 8
3. Fundamentos de Matemática Financeira ......................................................................................... 9 3.1 Aspectos Introdutórios: Qual a importância da Matemática Financeira? .................................... 9 3.2 Hoje ou Amanhã? A Noção de Liquidez .................................................................................... 11 3.3 Os Termos Centrais da Matemática Financeira: Tempo e Dinheiro ......................................... 13 3.4 Uma Ferramenta Indispensável para a Análise Financeira: O Diagrama de Fluxo de Caixa (DFC) 18 3.5 Algumas Aplicações Práticas envolvendo os Regimes de Capitalização ................................. 26 3.6 Estabelecimento das Notações ................................................................................................. 27 3.7 Capitalização Contínua e Descontínua ..................................................................................... 28 3.8 O Regime Linear de Juros: Conceito, Utilização e Fórmulas Características ........................... 29 3.8.1 Taxa e Período .......................................................................................................................... 34 3.8.2 Future Value (ou Valor Futuro ou Montante) ............................................................................. 36 3.8.3 Estudo de Taxas: Taxa Proporcional e Taxa Equivalente ......................................................... 40 3.8.4 Equivalência Financeira a Juros Simples .................................................................................. 42 3.9 Juros Compostos ....................................................................................................................... 52 3.9.1 Aspectos Introdutórios dos Juros Compostos ........................................................................... 53 3.9.2 As Fórmulas Características no Regime Exponencial .............................................................. 54 3.9.3 Extensões ao Uso das Fórmulas ............................................................................................... 62 3.9.4 A Noção de Taxas Equivalentes nos Juros Compostos ............................................................ 64 3.9.5 Taxa Nominal e Taxa Efetiva ..................................................................................................... 68 3.10 Implementação Numérica na HP 12 .......................................................................................... 74 3.10.1 Exercícios Resolvidos Envolvendo o Regime de Capitalização Simples na HP 12 ............. 74 3.10.2 Exercícios Resolvidos Envolvendo o Regime de Capitalização Composto na HP 12 .......... 82 3.10.3 Exercícios Resolvidos Envolvendo Taxas Equivalentes, Taxas Nominais e Taxas Efetivas 87 3.11 Guia Resumo da Implementação na HP 12C ............................................................................ 97 3.12 Resumo da Unidade ................................................................................................................ 101 3.13 Diretrizes sobre a próxima Unidade ........................................................................................ 101 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................... 102

6

Sistemas de Amortização. Valor Presente Líquido e Taxa Interna de Retorno. Séries de Pagamentos. 7 .Administração Financeira E Orçamentária EMENTA Regimes de Capitalização. Métodos de Análise de Investimentos. Fluxos de Caixa e Inflação. Equivalência de Fluxos de Caixa.

após o estudo do conteúdo desta unidade. resultados e métodos da matemática financeira.Administração Financeira E Orçamentária META Nesta terceira unidade é de nosso interesse apresentar os principais conceitos. apresentamos os dois regimes de capitalização praticados no mercado financeiro brasileiro. Estar plenamente familiarizado com a teoria envolvendo os diagramas de fluxo de caixa. para se ter um bom aproveitamento desta unidade. é importante você relembrar alguns tópicos discutidos na parte de Matemática Elementar (Fundamentos de Matemática). bem como implementamos diversos problemas simulados envolvendo os aspectos discutidos na unidade na hp 12C. que nos auxiliem para uma tomada de decisão confiável em operações financeiras de caráter pessoal ou empresarial. bem como das Unidades anteriores do guia de estudos. Implementar numericamente diversas situações na área financeira na calculadora hp 12c envolvendo os aspectos discutidos na unidade. Estar plenamente familiarizado com os elementos básicos da matemática financeira para a tomada de decisão empresarial. você seja capaz de: Reconhecer a importância da matemática financeira para a tomada de decisão em problemas de finanças em geral. além disso. procurando sempre a maximização de resultados empresariais. Interpretar e reconhecer a importância do diagrama de fluxo de caixa (DFC) para a resolução de problemas simulados na área financeira. PRÉ-REQUISITOS Em verdade. 8 . OBJETIVOS DA UNIDADE Esperamos que. Reconhecer os diversos tipos de taxas que temos no mercado financeiro. Reconhecer os dois regimes de capitalização presentes no mercado financeiro.

de uma forma ou de outra nos deparamos com tópicos relacionados à Matemática Financeira propriamente dita. Entendemos a Matemática Financeira como sendo um ramo da Matemática Aplicada que estuda as operações financeiras de uma forma geral.Administração Financeira E Orçamentária 3. desta maneira. sempre devemos estar atentos a nossa saúde financeira. 9 . a parte mais sensível de uma empresa e do nosso corpo.1 Aspectos Introdutórios: Qual a importância da Matemática Financeira? Nosso objetivo aqui é apresentar os aspectos introdutórios da Matemática Financeira1 e seus principais elementos de trabalho. Todos os dias. 1 O estudo da Matemática Financeira é todo feito em função do crescimento do capital aplicado com o tempo. bem como das empresas as quais conduzimos. sem dúvida nenhuma é o bolso. Definiremos capital como qualquer quantidade de moeda ou dinheiro. Sabemos que nos dias atuais. Figura 01: A parte mais sensível das empresas e do nosso corpo. Fundamentos de Matemática Financeira Fundamentos de Matemática Financeira 3.

Resumindo: Definimos de modo simples a Matemática Financeira como sendo uma parte da Matemática Aplicada que trata. também.Administração Financeira E Orçamentária Ressaltamos. podemos reescrever a relevância do estudo das técnicas da Matemática Financeira como segue. tanto de caráter pessoal. a importância do entendimento do Diagrama de Fluxo de Caixa (DFC) – uma representação fácil e simples das movimentações financeiras e que ajuda no entendimento dos principais problemas financeiros. 10 . em essência. quanto empresarial. Além disso. trabalharemos a fundo com a equivalência financeira no regime de capitalização simples. Importância! A Matemática Financeira é de extrema importância para a tomada de decisões em finanças em geral. sendo que o seu objetivo básico é o de efetuar análises e comparações dos vários fluxos de entrada e saída de dinheiro de caixa verificado em diferentes momentos. nos auxiliando no processo de maximização de resultados empresariais. Ou ainda. Representação Gráfica Fundamental para a interpretação de problemas financeiros DFC Figura 02: Diagrama de Fluxo de Caixa: representação fundamental para o estudo de situações financeiras do nosso dia-a-dia. do estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo.

poder-se-ia comprar a mesma quantidade de bens e serviços. ele prefirirá ter seu capital disponível hoje. Por exemplo.2 Hoje ou Amanhã? A Noção de Liquidez De outra forma. e especulação. Importante! Mesmo em economias sem inflação. consideremos uma sociedade onde não exista inflação. Importante! Em economias inflacionárias é sabido que. 11 . uma certa quantia em dinheiro ou deixá-la imobilizada por mais algum tempo. devido ao longo de tempo em que a sociedade brasileira tem convivido com a inflação. Entretanto. sem nenhuma remuneração adicional. se for um excelente monetário (por exemplo.Administração Financeira E Orçamentária 3. Existem diversas maneiras de convencê-lo a imobilizar o seu capital em algum empreendimento por certo período de tempo. Agora. deveria haver uma indiferença entre ter disponibilidade do dinheiro hoje ou em uma data futura. pode-se comprar mais hoje do que em uma data futura. em termos práticos. preucação. hoje.Desta maneira. se um cidadão. os preços dos bens e serviços se mantenham aproxidamente constantes ao longo do tempo. não é isso que observamos. por mais leigo que seja em teoria associada a Economia. com certeza. com a mesma quantia de dinheiro. apenas para refletirmos. Poderíamos indagar: Qual seria a preferência entre dispor de certa quantia imediatamente ou em uma data futura? Aparentemente. ou seja. nada é mais óbvio do que a preferência pela liquidez. qualquer que seja a época. poupança). para que um proprietário de capital abra mão de sua disponibilidade de capital ele precisa ser convencido a fazê-lo. Keynes (1977) identificou três razões pelas quais as pessoas mantêm preferência pela liquidez: transação. dado que. temos que a preferência pela liquidez persiste. Isso decorre do conhecimento que se tem sobre a perda do poder aquisitivo da moeda. for questionado sobre sua preferência em ter disponível.

12 . A forma mais antiga e também a mais usada até os dias de hoje é acenar para o proprietário de capital (investidor em potencial) com uma promessa atrativa de pagamento futuro. é o de qual deve ser o valor da taxa de juros na respectiva operação financeira desenvolvida ou a ser desenvolvida. em termos de poder de compra. tanto como pessoa física como gestores. o qual denominamos de juro. Essa promessa deve reconstituir. como veremos mais a frente. Por exemplo. Ressaltamos. o capital imobilizado e proporcionar algum ganho pelo fato de se abrir mão da liquidez do capital por um dado período. Dessa forma. A remuneração paga pela imobilização do capital por um dado período de tempo. aparentemente parece óbvio que esse ganho deva estar associado com o grau de certeza de seu recebimento e com o período de imobilização. O problema que aparece nesse sentido e é comum as nossas vidas. Importante! Dado que uma promessa atrativa de pagamento no futuro não significa certeza absoluta de recebimento. para o caso de um investidor deve ponderar ao estabelecer ganho que deseja pela imobilização de seu capital? Desta maneira. o investidor procura compensar essa incerteza exigindo um ganho maior. Sabemos que os juros são expressos por uma taxa que incide sobre o valor imobilizado por período de tempo. a taxa de juros pode ser vista como a remuneração de uma unidade de capital imobilizada ao longo de uma unidade de tempo. os juros significam os custos da imobilização do capital num dado período. que para o tomador de recursos financeiros. .Administração Financeira E Orçamentária Figura 02: Razões para preferência da liquidez.

Consequentemente a partir desse comportamento. leve em conta suas expectativas de ganhos e os riscos associados. 3. sendo que a análise desse dilema é a essência da Matemática Financeira. versus n–1 n Dinheiro Hoje Figura 03: Discussão Clássica da Matemática Financeira. dentre outras coisas.Administração Financeira E Orçamentária Logo. Dinheiro no Futuro 0 1 2 3 4 .. os agentes econômicos percebem que o dinheiro muda de valor no tempo. como mostramos na Figura 03 abaixo. esperase que quando o investidor abre mão da liquidez do capital por um dado período de tempo. Resumindo! Mesmo em economias não inflacionárias. Desta forma.3 Os Termos Centrais da Matemática Financeira: Tempo e Dinheiro 13 . concluímos que: Importância! A Matemática Financeira constitui o ramo da Matemática que estuda a mudança do valor do dinheiro no tempo tendo por base certa taxa de juro.. existe sempre um dilema entre um dado valor monetário hoej e um dado valor monetário no futuro. O estudo das formas como valores monetários de hoje se relacionam com valores monetários futuros é o objetivo principal desse ramo da Matemática. as sociedades assimilaram o conceito de juro e desenvolveram mercados baseados no binômio disponibilidade imediata versus expectativa de ganhos futuros. Portanto.

satisfazendo as minhas necessidades. você acharia a proposta atraente? Por melhor que seja seu amigo.000. em outras palavras.000. De modo intuitivo. Algumas questões surgiriam em sua mente: Será que ele me pagará na data prevista? Será que o poder de compra dos R$1. sempre haverá o risco de não receber os valores programados em decorrência de fatos imprevistos.00 permanecerá inalterado durante um ano inteiro? Contudo. com certeza esse pedido não lhe agradaria.Administração Financeira E Orçamentária Para entendermos estes termos centrais da Matemática Financeira. ou poderia aplicá-lo na Caderneta de Poupança. Sabemos que diversas razões influenciam a preferência pela posse atual do dinheiro: Risco: existe sempre a possibilidade de não ocorrerem os planos conforme o previsto. por exemplo. poderia consumi-lo.00 emprestados para lhe pagar de volta o mesmo valor daqui a um ano. você não estaria levando em consideração o principal aspecto da Matemática Financeira: Dinheiro tem custo associado ao tempo! Figura 04: Os termos centrais da Matemática Financeira: tempo e dinheiro. ganhando os juros e rendimentos do período. se eu permanecesse com o dinheiro. 14 . consideremos a seguinte situação: Se algum amigo lhe pedisse uma quantia de R$1.

no presente. quer em função de ter-se a oportunidade de aplicá-lo. com o objetivo de resolver problemas relacionados às Finanças de modo geral. obtendo-se. ao longo do tempo. Por sua vez. sempre devemos respeitar alguns princípios básicos. uma remuneração (juros) sobre a quantia envolvida. Inflação pode ser entendida como sendo a perda do poder de compra da moeda. Desta forma. Risco Utilidade Oportunidade Figura 05: Fatores que influenciam a preferência pela posse do dinheiro. estudado pela Matemática Financeira e discutido ao longo da nossa disciplina. a posse deles. A Matemática Financeira compreende um conjunto de técnicas e formulações extraídas da Matemática.Administração Financeira E Orçamentária Utilidade: o investimento implica deixar de consumir hoje para consumir no futuro. permite aproveitar as oportunidades mais rentáveis que surgirem. o valor do dinheiro no tempo relaciona-se à idéia de que. o que somente será atraente se existir alguma compensação. consistem no estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo. existe um custo associado à posse do dinheiro no tempo. quer em função de sua desvalorização por causa da inflação. Oportunidade: se os recursos monetários são limitados. que são: 15 . o valor do dinheiro muda. Desta forma. e que. assim. basicamente.

os juros somente incidem sobre o capital inicial da operação (aplicação ou empréstimo). Regimes de Capitalização Regime Linear Regime Exponencial Figura 06: Os dois regimes de capitalização. ou seja. 16 . podemos descrever os dois regimes de capitalização como segue. Entendemos por Regime de Capitalização o esquema segundo o qual será cobrado juro por um capital aplicado. Desta forma. não se registrando juros sobre o saldo dos juros acumulados. crescendo os juros de forma linear ao longo do tempo.Administração Financeira E Orçamentária Só podemos comparar valores (R$) se estes estiverem referenciados na mesma data. Só podemos efetuar operações algébricas com valores referenciados na mesma data. É também chamado de Regime Linear de Juros. existem duas formas básicas para considerar a evolução do custo do dinheiro no tempo. é uma das variáveis principais para a Matemática Financeira. Como o tempo. Neste critério. dois Regimes de Capitalização: o Regime de Capitalização Simples ou Regime de Capitalização Linear (RCS) e o Regime de Capitalização Composto ou Regime de Capitalização Exponencial (RCC).  Regime de Capitalização Simples (RCS) – comporta-se como se fosse uma progressão aritmética (PA).

portanto. 17 . Notação: n. a quantidade de moeda (ou dinheiro) que poderá ser usufruída no futuro. meses. o valor futuro também é denominado valor nominal. P ou C. É um comportamento equivalente a uma progressão geométrica (PG). como nas operações de desconto comercial (ou desconto bancário D = N. anual. Capital Inicial ou Valor Presente ou Principal: é a quantidade de moeda (ou dinheiro) que um indivíduo tem disponível e concorda em ceder a outro. matematicamente. semanas. quinzenal. Essa taxa pode ser expressa em forma percentual (5% ao mês). Embora seu valor seja comumente representado em forma de taxa percentual ao período.i. Provém do inglês Present Value. Juros: equivalem ao aluguel do dinheiro. Em algumas situações. que enumeramos logo abaixo. Montante ou Valor Futuro: é o resultado da aplicação do capital inicial. semanal. Provém do inglês Future Value.Administração Financeira E Orçamentária  Regime de Capitalização Composto (RCC) – incorpora ao capital não somente os juros referentes a cada período.n). Geralmente. anos. mas também os juros sobre os juros acumulados até o momento anterior. é o nome que se dá à remuneração paga para que um indivíduo ceda temporariamente o capital que dispõe. Notação: FV ou M. Tempo ou período de capitalização: corresponde à duração (em dias. está relacionada à sua forma de incidência. Matematicamente. Notação: i = taxa. Pode ser diária. É. Também conhecido como Regime Exponencial de Juros. Taxa de Juros: vem do inglês interest rate (taxa de juros).05 ao mês).) da operação financeira. sempre existirão em problemas de Matemática Financeira alguns elementos básicos. semestral. ou seja. Notação: PV. ou na forma unitária (0. entre outras. representa a soma do capital inicial mais os juros capitalizados durante o período. pelo qual os juros incidem sempre sobre o saldo apurado no início do período correspondente (e não unicamente sobre o capital inicial). É comumente expresso em unidades do período a que se refere. a taxa de juros deve ser operada em sua forma unitária. temporariamente. mensal. Independentemente da forma de capitalização dos juros. etc. mediante determinada remuneração.Notação: J = juros.

que consiste na representação gráfica da movimentação de recursos ao longo do tempo (entradas e saídas de caixa). Em outras palavras. 3.4 Uma Ferramenta Indispensável para a Análise Financeira: O Diagrama de Fluxo de Caixa (DFC) Para um melhor entendimento das diversas operações que aparecem no âmbito financeiro. DFC. Figura 08: O Diagrama de Fluxo de Caixa. 18 . temos uma representação gráfica bastante prática e relevante. simplesmente.Administração Financeira E Orçamentária Present Value (Valor Presente) Taxa de Juros Juros Future Value (Valor Futuro) Tempo Figura 07: Elementos básicos da Matemática Financeira. para facilitar a representação das operações financeiras ao qual discutimos ao longo da disciplina e no meio empresarial. usualmente empregamos uma representação gráfica denominada de Diagrama de Fluxo de Caixa ou.

as diferentes abordagens de Diagramas de Fluxo de Caixa para operações de empréstimo e aplicação. meses. Desta forma. normalmente. que pode ser expresso de qualquer uma das formas. As entradas de dinheiro correspondem aos recebimentos. então consideramos n meses e. ou seja. que geometricamente. semanas. ilustramos abaixo. Desta maneira. etc. anos. As saídas de dinheiro correspondem aos pagamentos. O ponto n representa o número de períodos passados. Em termos práticos. abaixo analisamos o 19 . o ponto 0 representa. basicamente temos duas situações gerais. Desta forma. assim por diante. Assim. por exemplo. Caso a unidade de tempo utilizada seja meses. nesta representação gráfica destacar alguns aspectos fundamentais. Os valores (ou os pontos) 0 e n indicam as posições relativas entre as datas. a data inicial. em dias. Figura 09: Os elementos formadores do DFC. Cabe ressaltar.Administração Financeira E Orçamentária De forma bastante simples. é associado o sinal positivo e estas entradas são representadas por setas apontadas para cima. que quando desenhamos ou caracterizamos um DFC de uma operação é interessante ficar claro a visão pelo qual o mesmo está sendo interpretado. que são: A escala horizontal representa o tempo. é associado o sinal negativo e estas saídas são representadas por setas apontadas para baixo.

00.00. Vamos representar o diagrama de fluxo de caixa de uma aplicação no valor de R$500. no DFC de aplicação na visão da pessoa que aplica certa quantia. no valor de R$200.00 que será resgatado em três parcelas iguais. pode ser visto na Figura 11 abaixo: Figura 11: Diagrama de Fluxo de um empréstimo no valor de R$300.00. Figura 10: Diagramas de Fluxo de Caixa. Vejamos alguns exemplos introdutórios que ilustram algumas situações de aplicação do DFC. daqui a seis meses. que será quitado mediante pagamento de R$340.Administração Financeira E Orçamentária DFC de empréstimo na visão da pessoa que pega determinada quantia emprestada e de outra forma. Consideremos a seguinte situação: O Diagrama de Fluxo de Caixa de um empréstimo contraído por alguém no valor de R$300. mensais. 20 .00.

Embora de modo intuitivo. temos a seguinte disposição geométrica representando o contexto financeiro acima. verifiquemos a seguinte situação que aparece comumente em situações cotidianas. em muitas ocasiões. mas devemos sempre ter cuidado com as respostas imediatas. A compra deste componente custa a vista R$100. em um primeiro momento.00 (duas parcelas de R$60.Administração Financeira E Orçamentária Solução Neste caso.00) para o componente financiado no valor de R$100. Sendo assim. determinada empresa compra um certo componente eletrônico para confecção de um de seus principais produtos. já que se pagou R$120. ou pode ser paga em duas parcelas mensais (sendo uma entrada no ato) no valor de R$60. à taxa seria igual a 20%. Qual é a taxa de juros mensal cobrada pela distribuidora que repassa tal componente? Solução Salientamos que aparentemente parece uma resposta muito óbvia. Por exemplo.00. poderia achar que. Figura 12: O DFC do exemplo acima. de fundamental importância para análises financeiras.00. antes da análise detalhada do Diagrama de Fluxo de Caixa desta operação. um leigo. (Situação Comum do dia-a-dia) Por exemplo. Observação! A importância do desenho e da interpretação de Diagramas de Fluxo de Caixa (DFC) é. notemos que este raciocínio está completamente 21 .00.

00.00. da caracterização da taxa de juros encontrada. 22 . Notemos que temos num primeiro momento.00 e um negativo igual a R$60.00.00. Figura 13: Diagrama de Fluxo de Caixa do caso descrito anteriormente.00 um mês depois.Administração Financeira E Orçamentária errado. nos auxilia e muito para o um melhor entendimento da operação financeira apresentada. a empresa já havia pago a entrada de R$60. Vejamos mais alguns exemplos ilustrativos para a fixação de idéias. um positivo igual a R$100. ambos poderiam ser representados por um valor líquido igual a R$40. o DFC bruto da operação e quando realizamos o contrabalaneamento dos valores caracterizamos o DFC líquido da operação. ao comprar e pagar o componente no valor de R$100. a representação geométrica da situação descrita acima (DFC). devemos perceber que como na data zero existem dois valores. financiou apenas a diferença no valor de R$40. Desta maneira. vamos olhar para a respresentação do DFC associado a situação que acabamos de descrever. ou seja. Inicialmente. Em verdade. comprometendo-se a pagar R$60.00. Ou seja. Logo. A Figura 13 abaixo nos mostra o raciocínio que acabamos de descrever. com relação à caracterização geométrica de situações financeiras via a construção de Diagramas de Fluxo de Caixa. a taxa de juros incidente sobre a operação foi igual a: [(60/40 – 1)x100%] = 50% Agora.

00 100.00) 250. devemos salientar que toda vez que um valor do fluxo de Solução caixa aparecer em parênteses ele quer representar um pagamento. significa que o mesmo é um PAGAMENTO.00 250. Desta forma o DFC associado é dado por: Figura 14: O Diagrama de Fluxo de Caixa do exemplo.00 Inicialmente. Importante! Sempre que um fluxo de caixa aparecer com o seu valor colocado em parênteses.Administração Financeira E Orçamentária Vamos construir o diagrama de fluxo de caixa para os seguintes pagamentos ou recebimentos: Ano 0 1 2 3 4 DFC (em R$) (500. Vamos construir o diagrama para os fluxos de caixa dados a seguir: 23 .00 150.

Administração Financeira E Orçamentária Ano 0 1 2 3 4 5 DFC (em $R) (700. Neste caso. neste caso.00 200. obriga-o a manter um Certificado de Depósito Bancário (CDB) no valor de R$400.00 300. temos o seguinte DFC associado: 24 . no valor de R$3. temos o seguinte DFC associado: Figura 15: O Diagrama de Fluxo de Caixa do exemplo.00 400.00) 500.00 e com remuneração de 10% durante o prazo da operação. respeitando obviamente as informações (dados) mostrados no enunciado.00 e R$300.00 que aparecem entre parênteses representam pagamentos. Qual o diagrama de fluxo de caixa correspondente a esta operação financeira? Solução De forma análoga aos exemplos anteriores montamos o DFC associado.000. cujo vencimento é para 30 dias. além de cobrar-lhe juros de forma antecipada de R$600.00.00 (300. O gerente do banco. (Situação Comum do dia-a-dia) Um cliente do Banco AFA gostaria de descontar uma nota promissória.00) Solução Observando mais uma vez que os valores R$700.00.

00 representando o valor do CDB.00 – R$600. Sabe-se que os gastos anuais associados aos cinco anos de vida do negócio são estimados em R$80. (Situação Comum do dia-a-dia) A empresa AFA Chumbo pensa em abrir uma nova instalação industrial com investimento inicial igual a R$300. Solução Neste caso.000. temos a seguinte distribuição geométrica: Figura 17: O Diagrama de Fluxo de Caixa da aplicação. Notemos que para a data zero no DFC bruto da operação.00 = R$3.Administração Financeira E Orçamentária Figura 16: O Diagrama de Fluxo de Caixa da aplicação. colocamos uma entrada de caixa (R$2. temos uma saída de caixa no valor de R$400. além disso.00.00. Representar o diagrama de fluxo de caixa dessa operação.00). e as receitas. em R$200.00.400. 25 .

não costumam apurar o seu percentual de custo (ou rentabilidade) por esse regime. São raras as operações financeiras e comerciais que formam temporalmente seus montantes de juros segundo o regime de capitalização linear. ocorrendo ao longo dos meses juros sobre juros. creditando todo mês o rendimento proporcional de 0. porém a formação dos montantes das operações processa-se exponencialmente (juros compostos). para aplicações). além de apresentarem geralmente prazos reduzidos.Administração Financeira E Orçamentária 3. devemos ressaltar que com relação ao regime de capitalização linear de juros. e não para a apuração do efetivo resultado percentual. que muitas taxas praticadas no mercado financeiro (nacional e internacional) estão referenciadas em juros simples. outros segmentos além do mercado financeiro também seguem as leis dos juros compostos.5 Algumas Aplicações Práticas envolvendo os Regimes de Capitalização Inicialmente. mesmo para aquelas operações que referenciam suas taxas em juros simples. porém é de fundamental importância o entendimento do mesmo já que teremos que utilizar tais conceitos mesclados com o regime composto de juros. Porém. tais como o estudo do crescimento demográfico. as operações que adotam juros simples. e rendimentos financeiros. têm aplicações práticas bastante limitadas. do 26 . os juros simples. O uso de juros simples restringe-se principalmente às operações praticadas no âmbito do curto prazo. ainda. Para uma avaliação mais rigorosa do custo ou da rentabilidade expressos em porcentagem. ou seja. Além disso. porém os rendimentos são capitalizados segundo o critério de juros compostos. Os juros simples são utilizados para o cálculo dos valores monetários da operação (encargos a pagar. para empréstimos. Por exemplo. é sugerida a utilização do critério de juros compostos. Importante! Tecnicamente mais correto por envolver a capitalização exponencial dos juros o regime composto é reconhecidamente adotado por todo o mercado financeiro e de capitais. É importante ressaltarmos. a Caderneta de Poupança paga tradicionalmente uma taxa de juros de 6% ao ano para seus depositantes.5%. A taxa referenciada para esta operação é linear. principalmente diante de suas restrições técnicas.

o desenvolvimento de cálculos e interpretações de Diagramas de Fluxos de Caixa na calculadora HP-12C ou no Simulador da mesma. i Representa a taxa de juros por período de capitalização. n = 1 indica a data do final do 1o período e assim por diante). semestres. Regime Linear Regime Exponencial Aplicações limitadas práticas Amplamente utilizado no mercado financeiro Operações praticadas no âmbito do curto prazo Utilizado também para mensurar o comportamento dos índices de preços da economia Figura 18: Aplicações envolvendo os regimes de capitalização. expressa em porcentagem (forma percentual) e sempre mencionando a unidade de tempo considerada (ano. 3.6 Estabelecimento das Notações Um pouco mais a frente. 27 . estaremos discutindo nas entrelinhas. desta maneira é importante já colocarmos às seguintes convenções e simbologias para definirmos os elementos do Diagrama Padrão do Fluxo de Caixa. mês. expressos em anos. O Quadro 01 abaixo nos apresenta tais notações e as respectivas descrições. etc. dos agregados macroeconômicos. semestre. Tecla n Descrição Representa o número de períodos de capitalização de juros. trimestre. da evolução do faturamento e de outros indicadores empresariais de desempenho. trimestres ou dias. (n = 0 indica a data de hoje ou a data do início do 1o período. da apropriação contábil de receitas e despesas financeiras.Administração Financeira E Orçamentária comportamento dos índices de preços da economia. dia).

o valor do capital inicial aplicado..7 Capitalização Contínua e Descontínua Pelo que vimos anteriormente.... com a taxa de juros i. valor do montante acumulado no final de n períodos de capitalização. Corresponde ao valor monetário de cada uma das prestações iguais colocadas no diagrama padrão do fluxo de caixa quando n = 1. .. podemos compreender Regime de Capitalização como o processo em que os juros são formados e incorporados ao principal (ou capital). 2. 3. Corresponde ao valor monetário colocado no diagrama padrão de fluxo de caixa quando n = 0.Administração Financeira E Orçamentária Tecla PV Descrição Representa o Valor Presente (Present Value). 3. 3. Representa o Valor Futuro (Future Value). ou seja. Corresponde ao valor monetário colocado no diagrama padrão do fluxo de caixa quando n = 1. 2. ou seja. . FV PMT Representa o Valor de cada prestação da Série Uniforme (Periodic PayMen T) que ocorre no final de cada período... podemos identificar duas formas de capitalização. De outra forma. que são: A Capitalização Contínua E A Capitalização Descontínua Tipos de Capitalização Capitalização Discreta Capitalização Contínua 28 Figura 19: Os tipos de capitalização.

a formação da depreciação de um equipamento.Administração Financeira E Orçamentária Referindo-se a Capitalização Contínua. caracteristicamente em intervalo de tempo infinitesimal. Por exemplo. Capitalização Descontínua os juros são formados apenas ao final de cada período de capitalização. o valor dos juros em todos os períodos é constante e igual a: 29 . 3. A capitalização contínua. Os rendimentos. pode ser entendida em todo fluxo monetário distribuído ao longo do tempo e não somente num único instante. Desta forma. somente um único momento do prazo da taxa (final do mês) e não se distribuem pelo mês. A forma de capitalização contínua encontra enormes dificuldades em aplicações práticas. e não somente ao final de um único período (mês. a capitalização descontínua pode ser identificada tanto em juros simples como em juros compostos. De conformidade com o comportamento dos juros. Utilização e Fórmulas Características No regime de capitalização a juros simples. na prática. o que acontece com a nossa Caderneta de Poupança. passam a ocorrer descontinuamente. o faturamento de um supermercado. temos que é um regime que se processa em intervalos de tempo bastante reduzidos. promovendo grande freqüência de capitalização. como por exemplo. ou seja. etc.8 O Regime Linear de Juros: Conceito. isto é. Na Capitalização Descontínua temos que os juros são formados somente ao final de cada período de capitalização. a formação do custo de fabricação no processamento fabril. o cálculo dos juros em cada período em cada período é realizado multiplicando-se a taxa de juros sempre pelo capital. neste caso. A caderneta de poupança que paga juros unicamente ao final do período a que se refere sua taxa de juros (mês) é um exemplo de capitalização descontínua. sendo pouco utilizada. etc. ano.). São capitalizações que se formam continuamente.

estes juros dobram. e assim por diante.000 x 0. estaremos interessados em caracterizar as fórmulas (expressões) características deste regime de capitalização. Neste instante. nos financiamentos indexados em moeda estrangeira. Para calcular os juros num período n de tempo. eles são denominados de juros simples.00 = 0. de um mês. que o mercado denomina hot money. até mesmo por um dia. lembrando mais uma vez que estaremos implementando os cálculos no Simulador da HP 12C. Consideremos a seguinte situação ilustrativa: Um empréstimo de R$2.00 pelo qual deverão ser pagos 5% de juros simples por mês. os juros são calculados periodicamente: ao final de um dia. Em linhas gerais.05 x 2. de um ano ou de qualquer outro período pré-fixado por ocasião de um investimento ou empréstimo. esse regime de capitalização é utilizado basicamente nas operações de empréstimo de curtíssimo prazo.000.Administração Financeira E Orçamentária PV x i No Brasil.00 No segundo mês. Para saber de quanto serão os juros ao final de um mês. na cobrança de cheques especiais. como vimos anteriormente. no terceiro triplicam. tais como duplicatas e notas promissórias. e no desconto de títulos de curto prazo. basta calcular o valor de: 5% de R$2.000 = R$100. Se os juros possuem taxa fixa e são calculados sempre a partir da quantia inicial. poderíamos fazer: Juros = 2.000.05 x n 30 .

Esta fórmula é básica tanto para o cálculo dos juros como dos outros valores financeiros mediante simples dedução algébrica. onde utilizamos diretamente as fórmulas apresentadas anteriormente. É o valor (em R$) representativo de determinado momento. os juros simples J. expressa em sua forma unitária. PV = capital. 31 . podem ser calculados pela seguinte expressão: J = PV x i x n Lembremos que i e n devem ter as mesmas unidades. n Onde: J = valor dos juros expressos em unidades monetárias. ou visualização da mesma de outra forma como apresentamos abaixo. durante um período n de tempo. n = prazo. PV = J i xn i= J PV x n n= J PV x i Vejamos alguns exemplos ilustrativos. temos que: J = PV. Por exemplo. resultantes da aplicação de um capital C a uma taxa i. etc.Administração Financeira E Orçamentária De modo geral. se temos uma taxa diária. i = taxa de juros. Resumindo! Neste caso. i. n deverá ser calculado em dias.

a uma taxa de 3. o juro é de R$5.035 x 5 J = 5. n = 1 ano = 12 meses. Daí: J = PV x i x n J = 30000 x 0.00 Ou seja. temos que: PV = 30 000 n = 5 meses e i = 3.m.00 produz.500.00. Um capital de R$10.00 rende quando aplicado durante um ano. Qual é o juro simples que um capital de R$2.250.00.0% ao mês = 0.5% ao mês = 0. a contar da data inicial do investimento. investido a juros simples de 13% ao ano. i = 2.00. à taxa mensal de 2%? Solução Temos que PV = 2500.000.035 ao mês.02 ao mês. quando aplicado durante cinco meses.00 Ou seja. o juro é de R$600.250.Administração Financeira E Orçamentária Qual é o juro simples que um capital de R$30. foi sacado após três meses e dez dias.5% a. Qual foi o juro? Na resolução deste problema é importante tomarmos cuidado com as 32 Solução . (ao mês)? Solução Neste caso.02 x 12 J = 600. Daí: J = PVx i x n J = 2500 x 0.000.

11. Daí: 33 . (ao dia)? Solução Temos que J = 2000.00 para que este.2% a. i. n = 50 dias e i = 0.00? Solução Temos que PV = 5000. Daí: J = PV x i x n 720 = 5000 x i x 4. Assim: 3 meses e 10 dias = 100 dias Daí.e.Administração Financeira E Orçamentária unidades de tempo.000. que é o ano comercial.2% ao dia = 0.2% ao mês Que capital inicial rende R$2.13 x 100 360 Observemos que o período n foi reduzido a anos. a uma taxa simples de 0.00 em cinqüenta dias.032 ao mês.5 i= 720 5000x 4. 100 360 Qual é a taxa mensal de juros simples que deverá incidir sobre um capital de R$5. i = 3.000.002 ao dia. n = 4 meses e meio = 4. o juro é de R$361.13 x J = 361.. uma vez que dividimos o número de dias por 360.5 i = 0. em quatro meses e meio. J = 10000 x 0. temos que: J = PV x i x n J = 10000 x 0. renda R$720.d.11 Ou seja.5 meses e J = 720.

8. É comum nas operações de curto prazo.002 x 50 PV = 2000 50 x 0.33% a o mês = 100% ao ano 3.Administração Financeira E Orçamentária J = PV x i x n 2000 = PV x 0.33% ao mês. essa mesma taxa se tornaria.. Desta forma. evidentemente. a fim de não tratá-los com unidades diferentes. Portanto: 8. 100% (afinal. onde predominam as aplicações com taxas referenciadas em juros simples. ter-se o prazo definido em número de dias.. temos que o juro é igual ao próprio capital inicial. temos que: J = PV x i x n PV = PV x i x 12 i = PV PV x12 i= 1 = 0. Qual a taxa mensal de juros simples que deve incidir num capital para que ele duplique de valor em um ano? Solução Neste caso.083333. Importante! Se calculada anualmente.00. o capital inicial é de R$20. 12 Ou seja.. o número de dias pode ser calculado de duas maneiras: 34 . Dessa forma.002 PV = 20000 Ou seja. a taxa será igual a 8.000.1 Taxa e Período Como vimos nos problemas de juros simples. o capital dobrou!). devemos tomar o cuidado no manejo das taxas e dos períodos de tempo.

Neste caso. o qual admite o mês com 30 dias e o ano com 360 dias. utilizando-se efetivamente o calendário do ano civil (365 dias). Tempo Exato Calendário do ano civil Juro Exato Figura 21: O juro exato. será necessário recorrermos a uma tabela. 35 . O juro apurado desta maneira denomina-se juro exato. Temse.Administração Financeira E Orçamentária a) Pelo ano comercial. a apuração do denominado juro comercial ou ordinário. por este critério. 1 ano = 360 dias Ano Comercial 1 mês = 30 dias Juro Comercial ou Ordinário Figura 20: O juro comercial. b) Pelo tempo exato.

033333% ao dia 360 dias Importante! Na ilustração. identificado em juros simples por FV ou M.n) ou FV = PV.Administração Financeira E Orçamentária Por exemplo. produz um valor acumulado o qual denominamos de Montante ou Valor Futuro e. sabemos que: J = C.2 Future Value (ou Valor Futuro ou Montante) Um determinado capital. o montante é constituído do capital mais o valor acumulado dos juros. à taxa diária de: a) Juro Exato: 12% = 0.i.032877% ao dia 365 dias b) Juro Comercial: 12% = 0. o juro comercial diário é ligeiramente superior ao exato pelo menor número de dias considerado no intervalo de tempo. obtemos que: M = C. Em outras palavras. 3. quando aplicado a uma taxa periódica de juro por determinado tempo. isto é: M=C+J (I) Por outro lado.8. 12% ao ano equivale pelos critérios enunciados.(1 + i.n (II) Substituindo (II) em (I).(1 + i.n) 36 .

Valor Presente – FAS). Ao multiplicar um capital por este fator. Determinar o valor acumulado ao final deste período. o valor de PV desta fórmula pode ser obtido através de simples transformação algébrica: PV = FV (1 i x n) Salientamos que a expressão (1 + i. determinando o montante. 37 . 1 é denominado de Fator de Atualização (ou de (1 i. Uma pessoa aplica R$18.Administração Financeira E Orçamentária Evidentemente. ou seja. O inverso. n) Fator de Capitalização Fator de Atualização (1 + i.n) é definida como Fator de Capitalização (ou de Valor Futuro – FCS) dos juros simples.000.00 à taxa de 1.n) FCS FAS Figura 22: Fator de Capitalização e Fator de Atualização. corrige-se o seu valor para uma data futura.5% ao mês durante 8 meses. Vejamos alguns exemplos ilustrativos referentes ao que acabamos de apresentar sobre o Valor Futuro.

Solução Daí: FV = PV x (1 + i x n) 900000 = PV x (1 + 0.00 Qual será o montante resultante de uma aplicação de R$29.Administração Financeira E Orçamentária Solução Temos que PV = 18000. n = 4 meses e i = 7.015 x 8) FV = 20.0% ao mês = 0. Daí: FV = 29800 x (1 + 0..5% ao mês = 0. à taxa de 1.160.m.015 ao mês. Quanto recebi de juros.2% a.07 ao mês.945.00. R$928.800. n = 8 meses e i = 1. O credor está oferecendo um desconto de 7% ao mês caso o devedor deseje antecipar o pagamento para hoje. Calcular o valor que o devedor pagaria caso antecipasse a liquidação da dívida.07 x 4) PV = 703.00 Uma dívida de R$900. sabendo que a aplicação foi feita à base de juros simples? 38 . Temos que FV = 900000.00.2% ao mês = 0. durante seis meses? Solução Temos que PV = 29800.60 Coloquei certa quantia em um banco a 12% ao ano e retirei. n = 6 meses e i = 1.012 ao mês.125.000. depois de 4 anos. Daí: FV = PV x (1 + i x n) FV = 18000 x (1 + 0.012 x 6) FV = 31.00 irá vencer em 4 meses.

230.03 Logo. Daí: 12 FV = PV x (1 + i x n) Ou seja. triplique de valor? 39 . FV = 3230 e i = 0. ou seja.97.C C 623.12.44 A que taxa anual um certo capital deve ser aplicado para que.C 928 = 1.00 depois de 2 anos e quatro meses. é preciso converter o tempo em anos. Emprestei uma certa quantia a 12% ao ano e recebi R$3.12 x 28 12 PV 2.C Mas.48. i = 0.48. basta subtrair o montante do capital.523. J = 928 – 627. PV = PV = FV 1 ixn 3230 1 0. Quanto emprestei? Solução Sabendo que 2 anos e 4 meses é o mesmo que 28 meses. Para encontrarmos os juros. o capital investido foi de R$627.48. segue que: 928 = C + 0.12 e n = 4. É de nosso interesse calcular J.03. temos como informação n = 28 .12 x 4 J = 0. num prazo de 2 anos. como FV = PV + J.03 = 300. Daí: J=Cxixn 928 = C x 0. Desta forma.Administração Financeira E Orçamentária Solução Temos neste problema que FV = 928.

os dois prazos considerados são coincidentes. a taxa cobrada é definida ao mês e os juros capitalizados também mensalmente. temos que FV = 3.8. Caracteristicamente.PV e n = 2 anos.3 Estudo de Taxas: Taxa Proporcional e Taxa Equivalente Para compreendermos de forma mais clara o significado destas taxas deve-se reconhecer que toda operação envolve dois prazos: (1) O prazo a que se refere à taxa de juros. Ao se estabelecer que os encargos incidirão sobre o principal somente ao final de cada ano. 3.5%. ou seja. E (2) O prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. daí: FV = PV x (1 + i x n) Ou seja. Por exemplo. vamos admitir um empréstimo bancário a uma taxa (custo) nominal de 24% ao ano. 100% Portanto. Porém em diversas outras operações estes prazos não são coincidentes. a taxa anual é de 100% para que o capital triplique de valor em dois anos.PV = PV x (1 + i x 2) i = 1 ao ano. devendo-se nesta situação ser definido como o prazo da taxa será rateado ao período de capitalização. sabe-se que a Caderneta de Poupança paga aos seus depositantes uma taxa de juros de 6% ao ano. O crédito direto ao consumidor promovido pelas Financeiras é outro exemplo de operação com prazos iguais. 3. para um capital PV. Tem-se aqui. então. 40 . Por exemplo. dois prazos – prazo da taxa: ano e prazo de capitalização: mês.Administração Financeira E Orçamentária Solução Neste caso. A seguir. deve-se identificar a periodicidade de ocorrência dos juros. O prazo a que se refere especificamente a taxa de juros é anual. O juro pode ser capitalizado em prazo inferior ao da taxa. a qual é empregada (capitalizada) ao principal todo mês através de um percentual proporcional de 0.

de maneira inversa. se a capitalização for definida mensalmente (ocorrerão 12 vezes juros no período de um ano).m. Ou transforma-se o prazo específico da taxa para o prazo de capitalização ou. apuração de encargos sobre saldo devedor de conta corrente bancária.000.04 a.00: À taxa de 4% ao mês. produzem o mesmo juro. Logo: J = 2.5% ao mês 12 A aplicação de taxas proporcionais é muito difundida.000 x 6 x 0. tais como: cálculo de juros de mora. créditos de curtíssimo prazo. À taxa de 12% ao trimestre. No primeiro caso. etc. diante de sua própria natureza linear. 41 . principalmente em operações de curto e curtíssimo prazo.Administração Financeira E Orçamentária Como vimos anteriormente. aplicadas a um mesmo capital e pelo mesmo intervalo de tempo. temos: PV 2. o percentual de juros indicará sobre o capital a cada mês será: Taxa proporcional = 18% = 1. durante 6 meses.00. devemos expressar estes prazos diferentes na mesma base de tempo. Importante! As taxas de juros se dizem equivalentes quando. descontos bancários. Esta taxa proporcional é obtida da divisão entre a taxa de juros considerada na operação e o número de vezes em que ocorrerão os juros (quantidade de períodos de capitalização). Vamos calcular o juro produzido pelo capital de R$2.m. durante 2 trimestres. 0.000 n 6 meses i 4% a. Por exemplo.04 = R$480. o período de capitalização passa a ser expresso na unidade de tempo da taxa de juros. para uma taxa de juros de 18% ao ano. No regime de juros simples. esta transformação é processada pela denominada taxa proporcional de juros também denominada de taxa linear ou taxa nominal.

produziriam R$120. a uma certa taxa de juros.8. numa data de comparação (data focal) e a taxa de 20% ao ano. Ou seja.12 = R$480. do final do primeiro ano. Por exemplo. Vamos interpretar graficamente o raciocínio descrito anteriormente: 42 .00 dentro de um ano. R$120. 0.00 se atualizados para hoje.Administração Financeira E Orçamentária No segundo caso. resultariam em R$100.t.t. Importante! No regime de juros simples. ou os R$120.00. temos: PV 2.4 Equivalência Financeira a Juros Simples O problema da equivalência financeira constitui-se no raciocínio básico da Matemática Financeira. Daí: J = 2. taxas proporcionais (nominais ou lineares) e taxas equivalentes são consideradas a mesma coisa.00. sendo indiferente à classificação de duas taxas de juros como proporcionais ou equivalentes.000 x 2 x 0. resultados idênticos. Definição(Capitais Equivalentes): Dois ou mais capitais representativos de uma certa data dizem-se equivalentes quando. são equivalentes a uma taxa de juros simples de 20%.000 n 2 trimestres i 12% a.00. ou seja: Juros Simples: Taxas equivalentes Taxas proporcionais 3.00 Como os juros produzidos são iguais. podemos dizer que 4% ao mês e 12% ao trimestre são taxas equivalentes. capitalizados. ambos os capitais produzem. produzem resultados iguais numa data comum (denominada data focal).00 vencíveis daqui a um ano e R$100. uma vez que os R$100.12 a. hoje.

06 x 8) R$ 296.00 0 8 PV = 438080 (1 0.080.00 e PV = 438080 = R$296.000.000.2 x1) Figura 23: Interpretação geométrica do raciocínio acima.080.06 x 8) Figura 24: Interpretação geométrica do exemplo acima. Vamos determinar se R$438. Neste caso.000.000. temos a seguinte disposição geométrica: Solução FV = 296000 x (1 + 0.00 x (1 + 0.000. Observemos que: FV = 296000 x (1 + 0.080. 43 .00 (1 0.00.06 x 8) = R$438.00 Cn R$120. concluímos que R$296.Administração Financeira E Orçamentária FV = 100.00 R$438.00 hoje é equivalente a R$438.00 vencíveis daqui a 8 meses é equivalente a se receber hoje R$296.00 (1 0.00 0 PV = 8 120.20 x 1) R$ 100. admitindo uma taxa de juros simples de 6% ao mês.06 x 8) Desta maneira.00 daqui a 8 meses considerando uma taxa de juros linear igual a 6% ao mês.

(1 + i x 2) + B 3 .Administração Financeira E Orçamentária Generalizando o Caso Anterior Nosso objetivo agora é generalizar este raciocínio. Por exemplo. A equivalência de capitais pode então ser generalizada a partir da seguinte representação gráfica: A1 A2 B1 B2 B3 _____________________________________________ _ _ _ _ _ 0 1 2 3 4 5 n Os capitais A 1 . se escolhermos como data de comparação o momento n = 6.(1 + i x 4) = B 1 .(1 + i x 3) + B 2 . se escolhermos como data de comparação no momento n = 0. apresentam resultados iguais.(1 + i x 1) E.(1 + i x 5) + A 2 . A 2 e B 1 . quando expressos em valores de uma data comum (data de comparação ou data focal). assim sucessivamente. B 2 . temse que: A1 (1 i x1) A2 (1 i x 2) B1 (1 i x 3) B2 (1 i x 4) B3 (1 i x 5) Por outro lado. e a mesma taxa de juros. temse que: A 1 . B 3 dizem-se equivalentes se. 44 .

00 aplicados hoje. Geometricamente. Em outras palavras. O fracionamento em juros simples leva a resultados discrepantes. este processo de capitalização linear não pode ser fracionado de forma alguma.2 x 1).Administração Financeira E Orçamentária Observação! Na questão da equivalência financeira em juros simples. temos: Figura 25: Disposição gráfica da observação anterior.2 x 1) Como resultado das distorções produzidas pelo fracionamento do prazo. é importante ressaltar que os prazos não podem ser desmembrados (fracionados) sob pena de alterar os resultados.(1 + 0. a equivalência de capitais em juros simples é dependente da data de comparação escolhida (data focal). No entanto. chegar ao montante do segundo ano envolve a capitalização dos juros (juros sobre juros). a partir daí.(1 + 0. Por exemplo. dois capitais equivalentes. deixam de produzir o mesmo resultado na data focal pelo critério de juros simples. à taxa de juros simples de 20% ao ano.2 x 2) PV. admitamos que o montante final de dois anos de R$100.00. é igual a R$140. 45 . dado que: PV.(1 + 0. podemos observar tal situação na Figura Graficamente. Por exemplo. ao fracionar os seus prazos. apurar inicialmente o montante ao final do primeiro ano e. prática esta não adotada no regime de juros simples.

00 de hoje a 8 meses.Administração Financeira E Orçamentária Figura 26: A dependência da equivalência de capitais com a data focal: regime simples.000. Sabe-se que B exige uma taxa de juros simples de 2.0% ao mês.00 de hoje a 6 meses. e a proposta alternativa de pagamento na parte inferior. em substituição ao original. Sendo assim. Suponhamos que A esteja avaliando um novo esquema de pagamento. e o restante ao final do ano.000.00 hoje. A título de ilustração. vamos apurar o saldo a ser pago. Esta taxa é a que consegue obter normalmente em suas aplicações de capital. onde convencionamos representar a dívida original na parte superior.00 de hoje a 4 meses. R$80.000. R$30.000. apresentamos na Figura 24 abaixo a disposição geométrica do problema apresentado. consideremos a seguinte situação: Vamos admitir que A deva a B os seguintes pagamentos: R$50. Esquema Original Esquema Proposto Figura 27: Representação gráfica do exemplo anterior. Para facilitar no nosso entendimento. A proposta de A é a de pagar R$10. 46 Solução .

02 x 8) + 80. Esta característica é típica de juros simples (em juro composto este comportamento não existe). X = R$98.310.000.00 (1 0.785. em qualquer data comum. os pagamentos devem produzir os mesmos resultados.02 x 6) + X Ou seja.30 + 68.02x8) 10.400.02 x 12) + 30.02 x 4) = 10.50 = 10.70 + Ou seja.296.00 x (1 + 0. vamos admitir que a data focal selecionada é o momento hoje.000.00 (1 0. Assim.Administração Financeira E Orçamentária A ilustração que apresentamos é de substituição de uma proposta de pagamentos por outra equivalente.000.00 (1 0.00 x (1 + 0.000.40 X 1. Expressando-se os pagamentos na data focal escolhida.000. sendo explicada pelo fato de não ser aceito o fracionamento dos prazos. X = R$97.000. Inicialmente.00 30. tem-se: DATA FOCAL = 0 50. 144.00 x (1 + 0.02x 4) 80.000.00 + X Portanto.000. 47 . tem-se: DATA FOCAL = 12 50.000.400. ao igualar os pagamentos das propostas em valores representativos da data focal escolhida.000.00 = 46.965.00 + 26.00 Como resultado. a uma determinada taxa de juros.00 x (1 + 0.02x12) 46.24 Suponhamos que B resolva definir o mês 12 a data focal para determinar o valor do saldo a ser pago. verifica-se que o saldo a pagar altera-se quando a data focal é modificada.02x6) X (1 0. Para serem equivalentes.

000.00 e n = 4 meses. Solução Temos que PV = 18.01 x 10) PV = 90.048 que representa 4.00 = 18.00 resgatando R$21. Vejamos alguns exemplos que ilustram a aplicabilidade dos conceitos discutidos anteriormente no regime de capitalização simples.456. a definição da data focal em problemas de substituição de pagamentos no regime de juros simples deve ser decidida naturalmente pelas partes.00 daqui a 10 meses.00 = PV x ( 1 + 0.Administração Financeira E Orçamentária Importante! Na prática.192 i = 0.000.000. não se verificando um posicionamento técnico definitivo da Matemática Financeira.192 = 1 + 4i 4i = 0. Suponhamos que uma pessoa aplicou em uma instituição financeira R$18.456.00 x ( 1 + 4 x i) 1.000.456. Daí: 12 FV = PV x ( 1 + i x n) 100. Daí: 21.8% ao mês Se uma determinada pessoa necessitar de R$100.00 quatro meses depois. 48 .909.09 Vamos determinar a taxa bimestral de juros simples que faz com que um capital triplique de valor após 2 anos.000. Calcular a taxa mensal de juros simples auferida nesta aplicação. FV = 21.m. quanto deverá ela depositar hoje num fundo de poupança que remunera à taxa linear de 12% ao ano? Temos que FV = 100.00.000. n = 10 meses e i = 12% ao ano ou i = Solução 12% = 1% ao mês = 0.01 a.00.

200.11 (Neste caso devemos atualizar) 1.200.166666.666666. e o segundo um mês após.20 (Neste caso devemos capitalizar) Uma pessoa deve dois títulos no valor de R$25. temos que: 7.00 vence em 120 dias.387. Daí: 3 = 1 x ( 1 + i x 12) 3 = 1 + 12.312 x 1) = 12 c) Valor do Título Um mês após o Vencimento = C 5 = 7..% a. Solução Neste caso. ou 16. O primeiro título vence de hoje a 2 meses.00 0.2% ao ano.200. FV = 3 e n = 24 meses = 12 bimestres. Desta maneira.Administração Financeira E Orçamentária Solução Temos que PV = 1.000.00 e R$56..200.00 cada. b) Dois meses antes de seu vencimento. Solução Vamos denotar por M a quantidade a ser encontrada.200.00 0.74 (Neste 1. ou seja. pede-se calcular o valor desse título: a) Hoje.052 0. O devedor deseja propor a substituição destas suas obrigações por um único pagamento ao final do 5 0 mês.00 x ( 1+ R$7.844.00 = R$6.b..000.. o valor deste pagamento único o qual temos que determinar. determinar o valor deste pagamento único. c) Um mês após o seu vencimento. 49 .200.i 12i = 2 i = 0. (ao bimestre) Um título com valor nominal de R$7.312 1 x4 12 a) Valor do Título Hoje = C 0 = caso devemos atualizar) = 7.104 b) Valor do Título Dois Meses antes do Vencimento = C 2 = 7. Para uma taxa de juros simples de 31.521.312 1 x2 12 = 7. Considerando 3% ao mês a taxa corrente de juros simples.00 = R$6.

Pedese determinar o valor do capital que deve ser aplicado nesta poupança de forma que possam ser sacados os valores devidos em suas respectivas datas de vencimentos sem deixar saldo final na conta. ou seja. devemos capitalizar os dois capitais para o Momento 5.00 56. Desta maneira. o devedor pretende utilizar suas reservas financeiras aplicando-as em uma conta de poupança que rende 66% ao ano de juros simples.000.610. R$65.00 + 59.000.03 x 3) + 56. Solução Temos a seguinte disposição geométrica: 50 .00 x ( 1 + 0.Administração Financeira E Orçamentária temos a seguinte disposição geométrica: 25. Para o resgate dessas dívidas.000.00 vencíveis no fim de 5 meses.000.000.03 x 2) M = 27.00 M = 86.000.00 0 2 3 5 M Data Focal: mês 5 (ou quinto mês).00 vencíveis no fim de 3meses. temos que: M = 25.00 Uma pessoa tem os seguintes compromissos financeiros: R$35.00 x ( 1 + 0.360.250.

Administração Financeira E Orçamentária 35. o resultado registrado deve ser igual ao valor dos pagamentos. depositando hoje R$81.30 (–) Resgate (65.00 3 5 C0 Data Focal: data zero (hoje) . já que vimos anteriormente que neste regime o prazo da operação não pode ser fracionado.000.392.39 C 0 = 81. de resgatar suas dívidas nas respectivas datas de vencimento.(Neste caso devemos atualizar os dois capitais) Além disso.023.00) Saldo: R$925.055 x 3) 65.023.31x (1 + 0.16 Momento 5 = 59.023.00 (1 0.055 ao mês.000.000. Logo.055 x 3) = R$ 94.392.980.00 (Neste caso devemos atualizar os dois capitais) (1 0.92 + 50.925.055 x 2) = R$ 65. Logo: C0 = 35. terá condições.042. i = 66% ao ano = 5.30 Observemos que o saldo remanescente de R$925.392.31 numa poupança que paga 5.00) Saldo: R$53.16 (–) Resgate (35. com este capital aplicado.16 x (1 + 0.000. originando-se daí a diferença que encontramos. 51 .000.31 A pessoa.30 é devido à capitalização dos juros (regime linear).000.055 x 5) C 0 = 30.5% ao mês de juros simples.5% ao mês ou 0. ao capitalizar o capital aplicado para os momentos 3 e 5. isto é: Momento 3 = 81.00 65.

00 = 5.800.60 3.774.00.392.800.000.000.587.9 Juros Compostos Aqui estaremos discutindo o segundo regime de capitalização.000. Cabe ressaltarmos também.00 de hoje dois meses.00 14. e sabendo-se ainda que é de 34. ou ainda como regime de capitalização exponencial. Sendo o momento deste último pagamento definido como a data focal da operação.00 hoje. O devedor pretende resgatar a dívida pagando R$4.00) para a data 7 (mês 7).000.348 x 1 = 4.Administração Financeira E Orçamentária Uma dívida no valor de R$48. 52 .00 0 2 6 7 4.00 M Data Focal: Momento 7 – Devemos capitalizar todos os capitais (4.8% ao ano a taxa linear de juros adotada nesta operação.000. que este regime é o mais utilizado em aplicações financeiras diversas. popularmente conhecido por “juros sobre juros”.000. que é o regime composto de juros.00 e 48. R$14. determinar o montante do pagamento.00 x 1 x 7 + 14.000.348 0.00 + M M = R$27.00 x 1 0. Solução Temos a seguinte disposição geométrica: Dívida Original 48.000. desde finanças pessoais até finanças empresariais.00 vence daqui a 6 meses. 14.348 0.800.800. Logo: 48.030. e o restante um mês após a data do vencimento.00 x 1 x5 + M 12 12 12 43.40 + 16.

sempre a partir da mesma quantia inicial (capital inicial). temos neste caso juros sobre juros. Falamos que os juros são capitalizados variando exponencialmente em função do tempo. • Juros Compostos Figura 28: Interpretação dos dois regimes de capitalização. Tecnicamente. Este processo de formação dos juros é diferente daquele descrito para os juros simples. No critério composto. dos juros acumulados e dos juros sobre juros formados em períodos anteriores).Administração Financeira E Orçamentária 3. o regime de juros compostos é superior ao de juros simples. onde unicamente o capital rende juros. 53 . passará a render juros no período seguinte formando um novo montante (constituído do capital inicial. Os juros são calculados apenas em cima da quantia inicial. Agora. não ocorrendo remuneração sobre os juros formados em períodos anteriores. • Juros Simples Os juros são determinados sobre o montante do período logo anterior. retratando melhor a realidade das operações que o regime linear. e assim por diante. No critério de juros compostos consideramos que os juros formados num período sejam determinados sobre o montante do período anterior. por sua vez. nosso objetivo é apresentar os principais aspectos relacionados às operações no regime de capitalização composto. a equivalência entre capitais pode ser apurada em qualquer data. principalmente pela possibilidade de fracionamento dos prazos.9. O regime de juros compostos considera que os juros formados em cada período são acrescidos ao capital formando o montante (capital + juros) do período. Este montante.1 Aspectos Introdutórios dos Juros Compostos Já vimos que os juros simples são aqueles calculados à taxa fixa.

Por conseguinte.00 por três meses. multiplicando-se a taxa de juros pelo capital.Administração Financeira E Orçamentária 3. pode ser vista no Quadro 02 abaixo: Quadro 02: Capitalizações: simples e composta. o valor dos juros cresce exponencialmente com o passar dos períodos.49 148. Para períodos menores que 1. a incidência de juros ocorre sempre de forma acumulativa. Os juros são incorporados. ou seja.00 126.2 As Fórmulas Características no Regime Exponencial No regime de capitalização composto (RCC).00 256.00 280. calculam-se os juros em cada período multiplicando a taxa de juros pelo montante acumulado no fim de cada período imediatamente anterior (juros sobre juros). consideremos a seguinte situação: Em uma operação de empréstimo de R$100. os juros são capitalizados. mediante o emprego de juros simples e compostos.00 100. calculado mediante o emprego de juros simples é maior. a uma taxa de 60% ao mês.00 106. Por exemplo. No regime de capitalização a juros compostos. o cômputo dos juros é realizado.60 n 0 0. no primeiro período.00 409. a partir do montante acumulado no fim de cada período imediatamente anterior.65 160.5 0.00 145.81 130. 54 . ou regime de juros compostos. a composição dos valores futuros.00 220.00 104.8 1 2 3 Notemos que: O Valor Futuro calculado no regime de capitalização composta supera aquele obtido no regime de capitalização simples para períodos superiores à unidade. Desta maneira. os juros de cada período incidirão sempre sobre o montante do final do período anterior.9.00 160. a cada período. A partir do segundo período.1 0. FV (Regime Linear) FV (Juros Compostos) 100. o Valor Futuro. produzindo juros sobre juros periodicamente (a taxa de juros incidirá sobre o montante acumulado no final do período imediatamente anterior).

converta sempre os prazos para a mesma base das taxas fornecidas.00 + R$100.000.Administração Financeira E Orçamentária Vejamos a interpretação geométrica comparativa entre os dois regimes de capitalização com relação a formação do Valor Futuro. admita ilustrativamente uma aplicação de R$1.000. Observemos que a forma de capitalização da taxa de juros no regime de capitalização composta impede quaisquer operações de multiplicação ou divisão de taxas de juros. ou seja: FV = 1.000.000.100. CUIDADO! No Regime de Juros Compostos Nunca multiplique ou divida a taxa de juros!!! Para melhor entendermos este contexto e definir as fórmulas de cálculo a serem utilizadas.00) e um montante de R$1.000.00 55 . Figura 29: Evolução do valor futuro. mais uma vez. Denotando por PV o Valor Presente (capital) e FV o Valor Futuro (Montante).00 (R$1. converter taxas.100.00 (10% x R$1. como mostrado na Figura 29 abaixo. Evite.00 x (1 + 0.00 produz juros de R$100.10) = R$1. têm-se os seguintes resultados ao final de cada mês:  Final do 1 0 mês: O capital de R$1.00 a taxa composta de 10% ao mês.00). Para tornar compatíveis taxas e prazos.

00 x (1 + 0.10) 2 = R$1.00 O montante do 2º mês pode ser assim decomposto: R$1.000. n) a juros compostos.00 x (1 + 0.00 x (1 + 0..00 capital aplicado juros referentes ao 1 0 mês (10% x R$1. (1 i) n n) a juros compostos.10) FV = 1.000.000.00 x (1 + 0.10) x (1 + 0.000.000..00) juros referentes ao 2 0 mês (10% x R$1. .x (1 + 0.000.10) x (1 + 0.210.00 R$100.10) x (1 + 0.00 R$10.000.FCC (i.00 R$100. o montante (valor futuro) acumulado ao final do período atinge: FV = 1.100. conforme podemos visualizar na Figura 03 abaixo: 56 .00) é o capital deste 2 0 mês. temos que: FV = PV x (1 + i) n e PV = FV (1 i) n Onde (1 + i) n é o Fator de Capitalização (ou de Valor Futuro).00 x (1 + 0.10) FV = 1.10) x (1 + 0.000.10) x (1 + 0.00 x (1 + 0.10) 3 = R$1. Desta forma: FV = 1.000.10) x . A movimentação de um capital ao longo de uma escala de tempo em juros compostos se processa mediante a aplicação destes fatores.Administração Financeira E Orçamentária  Final do 2 0 mês: O montante do mês anterior (R$1.00) juros sobre os juros produzidos no 1 0 mês (10% x R$100.00)  Final do 3 0 mês: Dando seqüência ao raciocínio de juros compostos: FV = 1.10) n Generalizando. e 1 o Fator de Atualização (ou de Valor Presente) – FAC (i. servindo de base para o cálculo dos juros deste período.331.10) FV = 1.00  Final do enésimo mês: Aplicando-se a evolução dos juros compostos exposta para cada um dos meses.

da taxa ou do prazo da operação com as notações descritas abaixo. é possível deduzirmos outras equações (equações derivadas) que nos permite a obtenção direta do valor presente. Se olharmos de outra forma. sabemos que o valor monetário dos juros (J) é apurado pela diferença entre o Valor Futuro (FV) e o Valor Presente (PV).Administração Financeira E Orçamentária Figura 30: Movimentação de um capital na escala de tempo a juros compostos. da equação geral para capitalização composta. podendose obter o seu resultado também pela seguinte expressão: J = FV – PV Como FV = PV x (1 + i) n Colocando-se PV em evidência. obtemos: J = PV x [(1 + i) n – 1] Resumindo. 57 .

801. o valor de resgate desta aplicação é igual a R$15.? Solução Daí: Do enunciado do problema temos que: PV = 12. Vejamos alguns exemplos ilustrativos. NOTA IMPORTANTE! Estaremos colocando mais alguns exemplos envolvendo cálculos algébricos.71.00 em um título pelo prazo de 8 meses à taxa de juros composta de 3.00 x (1 + 0. Qual o valor de resgate de uma aplicação de R$12.m.m.5% ao mês = 0. mas ressaltamos mais uma vez que será de nosso interesse a implementação de exemplos no simulador da HP 12C.Administração Financeira E Orçamentária Figura 31: Principais Fórmulas no Regime de Capitalização Composta. onde aplicamos as fórmulas apresentadas anteriormente. FV = PV x (1 + i) n FV = 12.035 a.000. i = 3.035) 8 FV = 15. e n = 8 meses.00.000.71 Ou seja.000.5% a. 58 .801.

000.024) n log (1.00 1.024 26. 0.894. Solução Daí: FV = PV x (1 + i) n 26.097366 = (1 + i) 4 4 1.894.082400 log(1.40 = (1. Uma aplicação de R$22.00.596.000.4% ao mês. n = 4 meses e FV = 43.024) n 0.024) n = 8 meses 59 .63 = (1 + i) 4 40.00 x (1 + 0. um montante de R$26.000.024) n 22.63 = 40.63 ao final de um quadrimestre.596.208927 = (1.40 = 22.00 x (1 + i) 4 43. efetuada em certa data produz.m.00 1. i = 2.000.40. FV = PV x (1 + i) n 3.00.63.894. e FV = 26. à taxa composta de juros de 2.082400 = n x log(1.596.097366 = 4 (1 i ) 4 1.596. Calcular o prazo da operação.208927) = log (1.000.024) n= 0.35% ao mês Ou seja.00.0235 = 1 + i i = 0. a taxa de juros mensal composta é igual a i = 2.0235 ou 2.35% ao mês.000.024) n Do problema temos que: PV = 22.4% ao mês = a.Administração Financeira E Orçamentária Vamos encontrar a taxa mensal composta de juros de uma aplicação de R$40.40 em certa data futura.000.000.00 que produz um montante de R$43. Solução Daí: Do problema temos que: PV = 40.894.

664. uma quantia rendeu R$40.000.00 x [ (1 + 0.104080803) PV = 40000 1.00. Determinar o juro pago de um empréstimo de R$88. Importante! Toda vez que nos interessar o cálculo do expoente n (ou seja. Solução Do enunciado do problema temos que: FV = 40000.Administração Financeira E Orçamentária Portanto.5% ao mês.000. = 0. o prazo de tal operação é igual a 8 meses. Colocada em um banco.000.m. Daí: FV = PV x (1 + i) n 40000 = PV x (1 + 0.2324 60 . J = PV x [ (1 + i) n – 1] J = 88. Calcular essa quantia. n = 5 meses e i = 4.045 a.02 Ou seja.000. devemos utilizar o logaritmo decimal (na base 10) para encontrarmos tal valor.m.5% a.00 pelo prazo de 5 meses á taxa composta de 4.02 a.104080803 PV = 36229. m.02) 5 40000 = PV. Solução Daí: Do problema temos que: PV = 88. i = 2% ao mês = 0. e n = 5 meses e queremos determinar o valor de PV. o juro pago por este empréstimo é igual a R$21. durante 5 meses.045) 5 – 1] J = 21. como mostrado no exemplo anterior.02.(1. do horizonte da operação em questão).00 a juros compostos de 2% ao mês.664.

o valor presente (ou a quantia inicial) desta aplicação é igual a R$36.000.m.9 meses Portanto.9 meses.Administração Financeira E Orçamentária Ou seja.266666667 = 5 (1 i ) 5 61 .00. Qual foi a taxa mensal aplicada? Solução Do problema temos que: PV = 7.07) n 12 = 5 x (1 + 0. o prazo de tal operação é aproximadamente igual a 12.00.07 a.07) n n= n 0.69897 + n.266666667 = (1 + i) 5 5 1.380211 0.00.500.029384 12. Durante quanto tempo é preciso aplicar R$5.07) n 1. Daí: FV = PV x (1 + i) n 9500 = 7500 x (1 + i) 5 9500 = (1 + i) 5 7500 1. n = 5 meses e FV = 9. para produzir o montante de R$12.00? Solução Daí: Do problema temos que: PV = 5.00 aplicado durante 5 meses produziu um montante de R$9.00.07) n ] = log5 + log(1.079181 = 0.00.2324. e FV = 12.000.500.500.000.000.229.00. Um capital de R$7. i = 7% ao mês = 0. à taxa de 7% ao mês.07) n log 12 = log[5 x (1 + 0. FV = PV x (1 + i) n 12000 = 5000 x (1 + 0.log(1.500.

3 Extensões ao Uso das Fórmulas Devemos acrescentar ao estudo de juros compostos que o valor presente (capital) não se refere necessariamente a um valor expresso no momento zero.048413171 ou 4.090000201 ou aproximadamente 9% ao mês Ou seja. a taxa de juros mensal composta é igual a i = 9% ao mês.80 x (1 + i) 6 Solução 3000 = (1 + i) 6 1788.048413171 = 1 + i i = 0. Daí: 62 . Consideremos a seguinte situação: Suponhamos que seja de nosso interesse calcular quanto será pago por um empréstimo de R$20.80 e receba R$3.677101968 = 6 (1 i ) 6 1.000.788.80. Na porta do Banco AFA. um valor atualizado a uma data anterior à do montante (mês 9).788.000.8413171% ao mês Ou seja.00 vencível de hoje a 14 meses ao se antecipar por 5 meses à data de seu pagamento. a taxa de juros mensal composta é igual a i = 4. Qual é a taxa mensal de juros que o banco está aplicando sobre o dinheiro investido? Do problema temos que: PV = 1.090000201 = 1 + i i = 0. o valor presente pode ser apurado em qualquer data focal anterior à do valor futuro (montante).9. Em verdade.80 1. n = 6 meses e FV = 3.000. ou seja.5% ao mês. Solução O problema envolve basicamente o cálculo do valor presente. Daí: FV = PV x (1 + i) n 3000 = 1788. 3. Sabe-se que o credor está disposto a atualizar a dívida à taxa composta de 2.677101968 = (1 + i) 6 6 1.00.8413171% ao mês.Administração Financeira E Orçamentária 1. encontra-se um cartaz onde se lê “Aplique hoje R$1.00 daqui a 6 meses”.

504.21 + 55.03)6 70.65 PV = R$145.000.776.000 de hoje a 8 meses.025)5 Graficamente.00 (1 0.00 (1.025)5 20. Utilizando-se a fórmula do valor presente: 15.000.03)8 PV = PV = 14.94 + 34.10 (1.000.138. A taxa de juros considerada nesta antecipação é de 3% ao mês.00 de hoje a 6 meses e R$70.000.03)5 50. Solução Vejamos a representação gráfica da dívida na figura abaixo: Figura 33: Representação gráfica da dívida do Exemplo 2.00 de hoje a 5 meses. temos a seguinte representação do problema: Figura 32: Representação Gráfica do Exemplo1.00 (1. R$50.258.874.000.677. O devedor deseja apurar o valor presente (na data zero) destes fluxos de pagamento.Administração Financeira E Orçamentária PV = 20.000.000. Consideremos a seguinte situação: Admita um empréstimo que envolve os seguintes pagamentos: R$15.00 de hoje a 2 meses.00 = R$17. R$40.35 + 41.000.00 (1. pois está negociando com o banco a liquidação imediata de toda a sua dívida.000.15 63 .00 (1. Observação! As expressões de cálculos PV e FV permitem capitalizações e atualizações envolvendo diversos valores e não somente um único capital ou montante.03) 2 40.

00 FV (9% a.00(1 0.00 n = 12 meses FV (3% a. O conceito de taxa equivalente que vimos no regime de capitalização simples continua sendo válido para a capitalização composta.03x3) R$87.00(1 0.000.m.t.00 produz o mesmo montante em qualquer data se capitalizado a 3% a. Por exemplo.000. e 9% a.09x4) R$108.200. m.00(1 0.800.00(1 0.9.Administração Financeira E Orçamentária 3. que a taxa equivalente é a própria taxa proporcional da operação. m. em juros simples um capital de R$80.t. Por exemplo. isto é: iq q 1 i –1 64 . Por se tratar de capitalização exponencial. já que promovem a igualdade de montantes de um mesmo capital ao final de certo período de tempo.000.000.00 E assim por diante.200.00 FV (9% a. a taxa de 3% ao mês e 9% ao trimestre são ditas proporcionais.03x12) R$108.) 80.) 80. a expressão da taxa equivalente composta é a média geométrica da taxa de juros do período inteiro. no entanto.000.) 80.09x1) R$87. sendo diferente sua fórmula de cálculo.4 A Noção de Taxas Equivalentes nos Juros Compostos Vimos no regime de capitalização simples. n = 3 meses FV (3% a.) 80.t.800. pois mantêm a seguinte relação: 1 3  prazos 3 9  taxas São também equivalentes.

Administração Financeira E Orçamentária Onde: q = número de períodos de capitalização. Taxas Equivalentes Proporcionais • Juros Simples = Taxas Taxas Equivalentes Proporcionais • Juros Compostos ≠ Taxas Figura 34: Interpretação do conceito de taxas equivalentes.1 = 1. pois: i 6 = 6 1 0. enquanto que o parâmetro i q referencia a taxa relacionada ao menor período.66%.0166 .3826% ao semestre é de 1. por exemplo.103826 – 1 i 6 = 6 1 0. A taxa equivalente composta mensal de 10. Informação Importante! Na expressão de cálculo para taxas equivalentes no regime composto.66% a.103826 . temos que i = 10% ao ano (maior período) e i q (menor período) será a taxa de interesse a ser calculada.0166 ou 1. Desta maneira. se temos o interesse de calcular a taxa semestral equivalente.m. salientamos que o parâmetro i da fórmula referencia a taxa relacionada ao maior período.1 = 0. para juros compostos a 10% ao ano. 65 .

temos: i 6 = 6 1.66% a.12 . para um mesmo capital e prazo de aplicação.91% ao mês.m.457.66% e n = 24 meses: FV = 100.12).000.63.000. e. em bases mensais. os 12% constituem-se na taxa de rentabilidade da operação para o período inteiro de um semestre.63. o percentual de juro considerado representa a taxa efetiva de juro na operação.200.3826% ao semestre.000.00. os 12% de rendimentos do semestre determinam uma rentabilidade efetiva mensal de 1. Assim. Qual a taxa semestral equivalente para juros compostos a 10% ao ano? 66 . O banco AFA divulga que a rentabilidade oferecida por uma aplicação financeira é de 12% ao semestre (ou 2% ao mês).91%.000.103826) 4 = R$148.Administração Financeira E Orçamentária Conclusão do Exemplo Desta forma. ilustrativamente um capital de R$100. Vejamos mais alguns exemplos ilustrativos referente ao cálculo de taxas equivalentes no regime de juros compostos.00 x (1. De outra forma.00 aplicados por dois anos produz: Para i = 1. ao se aplicar R$10. Desta maneira. Neste caso.  Interpretação do Exemplo: Assim.000. o montante de R$11. Para i = 10.00 produz. esse percentual pode ser expresso em termos de taxa equivalente composta. é indiferente (equivalente) o rendimento de 1.00 x 1.200. ao final de 6 meses. uma aplicação de R$10. verificamos que o processo de descapitalização da taxa de juro no regime composto processa-se pela apuração de sua média geométrica.00 x (1.3826% e n = 4 semestres: FV = 100.1 = 1. chega-se ao montante de R$11.00 (R$10. Efetivamente. ou 10. da taxa equivalente.000.00 por 6 meses a uma taxa composta de 1. ou seja. Sendo assim.457.91% ao mês De forma natural.0166) 24 = R$148. e não de 2% conforme o enunciado pelo banco.

devemos utilizar a fórmula: iq q 1 i –1 Onde: q = número de períodos de capitalização.a.Administração Financeira E Orçamentária Solução Para resolvermos tal problema. Além disso. obtemos: (1. a taxa semestral equivalente para juros compostos a 10% ao ano é aproximadamente igual a 4. temos que: iq q 1 i –1 i6 = 6 1 i – 1 0.04880 ou seja i 2 4. Qual a taxa anual equivalente para juros compostos a 7% ao bimestre? Solução Neste caso. Em que i é a taxa anual (maior período). Notemos também. devemos encontrar o valor de i.b.07 = 6 1 i – 1 1 + 0.88% a. que q = 6 (1 ano = 6 bimestres) e i q = i 6 = 7% a.07) 6 = ( 6 1 i ) 6 1 + i = (1.s. Desta maneira.01 – 1 i 2 = 1.04880 – 1 i 2 = 0. temos que: iq q 1 i –1 i2 = 2 1 i – 1 i 2 = 2 1 0. Logo.b. = 0.1 – 1 i 2 = 2 1.07) 6 67 . temos que q = 2 (1 ano = 2 semestres). já que o maior período em questão é ano.07 = 6 1 i 1. ou seja. (ao semestre) Portanto.1 a.88%.07 = 6 1 i Elevando ambos os membros a potência 6.07 a. i = 10% ao ano = 0.

9. geralmente quando o prazo de capitalização dos juros (ou seja. taxa efetiva é o processo de formação dos juros pelo regime de juros compostos ao longo dos períodos de capitalização. sendo formada exponencialmente através dos períodos de capitalização.a. 36% ao ano representa uma taxa nominal de juros.07%.038) 12 .: 68 . Em símbolos. Desta maneira.Administração Financeira E Orçamentária i = (1. Os prazos não são coincidentes. a qual deve ser atribuída ao período de capitalização.1 = 56. período de formação e incorporação dos juros ao principal) não é o mesmo daquele definido para a taxa de juros. Por exemplo.45% ao ano.500730351 ou seja i 50.07) 6 – 1 i = 0. seja a taxa nominal de juros de 36% ao ano. O prazo de capitalização é de um mês e o prazo a que se refere à taxa de juros igual a um ano (12 meses). capitalizada de forma mensal. expressa para um período inteiro. temos que: Taxa Efetiva (i f ) = (1 + i) q – 1 Onde q representa o número de períodos de capitalização dos juros.07% a. ou seja: i f = (1 + 0. uma taxa de 3. a taxa anual equivalente é de aproximadamente 50.5 Taxa Nominal e Taxa Efetiva A taxa efetiva de juros é a taxa dos juros apurada durante todo o prazo n.44% ao ano Dizemos que uma taxa de juros é nominal. Por exemplo. 3. Ou seja. (ao ano) Portanto.8% ao mês determina um montante efetivo de juros de 56.

Ao se capitalizar exponencialmente esta taxa de juros equivalente mensal chegase. evidentemente aos 36% ao ano. m. temos: Taxa nominal da operação para o período Taxa proporcional simples (taxa definida para o período de capitalização) = 3% ao mês 42. mas capitalizados mensalmente. Para que 36% ao ano fosse considerada a taxa efetiva.026)12 1 (1 0. Com base nos dados do exemplo acima. Assim. a formação mensal dos juros deveria ser feita a partir da taxa equivalente composta.6% ao ano. ou seja: Taxa Equivalente Mensal de 36% ao ano iq i12 q 1 i 1 1 0.36 Taxa efetiva de juros: i f = 1 12 12 -1 = Notemos que a taxa nominal não revela a efetiva taxa de juros de uma operação.026)12 1 36% ao ano 69 . a taxa por período de capitalização é de 36%/12 = 3% ao mês (taxa proporcional ou linear).36 1 2.6% a.36 1 12 12 1. apura-se uma taxa efetiva de juros superior àquela declarada para a operação.6% ao ano = 36% ao ano 0. Ao se capitalizar esta taxa nominal. Ao falarmos que os juros anuais são de 36%.Administração Financeira E Orçamentária Ao falarmos de taxa nominal é comum admitir-se que a capitalização ocorre por juros proporcionais simples. no exemplo. Taxa Efetiva Anual if if (1 0. apuramos que a efetiva taxa de juros atinge 42.

a atribuição dos juros a estes períodos deve ser processada através da taxa proporcional. a taxa efetiva será de aproximadamente 19. Por outro lado. com capitalização bimestral. quando os prazos forem coincidentes (prazo da taxa e o de formação dos juros) a representação da taxa de juros é abreviada. podemos dizer que q = 6 (1 ano = 6 bimestres) e i = 18% ao ano. 6 Logo: Taxa Efetiva: (i f ) = (1 + i) q – 1 = (1 + 0.12% ao mês é nominal (linear) e equivalente a taxa efetiva de 4.4% ao ano aproximadamente. para uma mesma operação.2% ao mês cobrado por um banco. = 0.000. Qual será a taxa efetiva anual e o montante que será devolvido ao final do ano? Solução Como a capitalização é bimestral. Por exemplo. temos que: 70 . Desta forma. ou seja: 30 1. à taxa anual de 18% ao ano. Um banco emprestou R$8.03 a.137234% ao dia x 30 = 4.Administração Financeira E Orçamentária Observação Importante! Vamos convencionar que.00 por um ano.03) 6 – 1 = 0.042 1 0. pode ser equivalentemente definido em 4. o mercado define. o custo efetivo de 4. quando houver mais de um período de capitalização e não houver uma menção explícita de que se trata de uma taxa efetiva. temos que: Taxa Proporcional bimestral = 18% = 3% a.194 Desta forma. a expressão única “10% ao ano” indica que os juros são também capitalizados em termos anuais.b. ainda. No cálculo do montante a ser devolvido. Por exemplo.12% ao mês A taxa de 4.2% ao mês.b.12% ao mês para o mesmo período. expressões diferentes de juros em termos de sua forma de capitalização. Muitas vezes.

Descapitalização Proporcional: i = trimestres) = 0.08) 4 – 1 i f = 0.552.40 Taxa Efetiva: i f = (1 + i) q – 1 i f = (1 + 0. capitalizado trimestralmente.(1 + i) n FV = 11000.(1 + 0. de acordo com a convenção adotada.4% ao ano.(1 + i) n FV = 8000. concluímos que o montante a ser devolvido será de aproximadamente R$9.08) 4 FV = 11000.965.(1.00 e a taxa efetiva será de aproximadamente 19.32 a.08) 4 FV = 14. Montante do Empréstimo: FV = PV. FV = PV.08 a.Administração Financeira E Orçamentária FV = PV. desta forma.000.36 ao ano 71 32% = 8% ao trimestre (já que 1 ano = 4 4 . temos que: Taxa Nominal (taxa linear): i = 32% ao ano = 0.t. Solução Vamos admitir. Um empréstimo no valor de R$ 11.a.03) 6 FV = 9552. Pede-se determinar o montante e o custo efetivo do empréstimo.(1 + 0.00 é efetuado pelo prazo de um ano à taxa nominal (linear) de juros de 32% ao ano.(1 + i) n Onde: n = 1 ano = 6 bimestres e PV = 8000 Logo.08) 4 – 1 i f = (1. que a taxa de juros pelo período de capitalização seja a proporcional simples (Referencial teórico da Unidade 02).418372 Portanto.

c) Semestral. já que a capitalização é realizada mensalmente.Administração Financeira E Orçamentária i f = 36% ao ano Portanto.06 12 ) –1 12 i f = (1 + 0. já que podemos observar que a taxa de juros de 6% é uma taxa nominal de juros. o montante é igual a R$14.05) 12 – 1 i f = 0. calcular o custo efetivo anual.965. b) Trimestral.17% ao ano. temos que: a) Custo Efetivo (i f ): 1 ano = 12 meses. Solução Neste caso.617 ao ano i f = 6. Solução Neste caso. Notando que q = 12 (já que 1 ano = 12 meses). Sendo de 24% ao ano a taxa nominal de juros cobrada por uma instituição. a rentabilidade efetiva da caderneta de poupança foi de 6. mais uma vez a taxa efetiva dará a rentabilidade efetiva da Caderneta de Poupança. A Caderneta de Poupança paga juros anuais de 6% com capitalização mensal à base de 0.40 e o custo efetivo do empréstimo é igual a 36% ao ano.17% ao ano Portanto. Calcular a rentabilidade efetiva desta operação. logo q = 12 72 .5%. admitindo que o período de capitalização dos juros seja: a) Mensal. segue que: Taxa Efetiva: i f = (1 + i f = (1 + i q ) –1 q 0.

pede-se determinar a sua rentabilidade efetiva considerando os juros de 42% ao ano como: a) Taxa Efetiva b) Taxa Nominal Solução Neste caso.Administração Financeira E Orçamentária i f = (1 + i f = (1 + i q ) –1 q 0.a. temos que q = 12 (já que 1 ano = 12 meses) e i = 42% ao ano.a.44% a. b) Custo Efetivo (i f ): 1 ano = 4 trimestres. Sendo de um mês o prazo da aplicação. logo q = 4 i f = (1 + i f = (1 + i q ) –1 q 0. temos o seguinte: a) Taxa Efetiva: a rentabilidade mensal é a taxa equivalente composta de 42% ao ano.24 4 ) –1 4 i f = 0.24 12 ) –1 12 i f = 0.24 2 ) –1 2 i f = 0.2682 ao ano i f = 26. Uma aplicação financeira promete pagar 42% ao ano de juros. onde i é a taxa referenciada ao maior período na fórmula abaixo para a taxa equivalente composta. 73 .2544 ao ano i f = 25. c) Custo Efetivo (i f ): 1 ano = 2 semestres.a.25% a. Aqui.2625 ao ano i f = 26.82% a. logo q = 2 i f = (1 + i f = (1 + i q ) –1 q 0.

74 . que neste caso.97% a. Notemos que capitalizando exponencialmente os juros de 2. chega-se a um resultado efetivo superior à taxa nominal de 42% ao ano: i f = (1 + 0. apresentaremos a implementação numérica na HP 12C relacionando os regimes de capitalização simples e composto.1% a. 3.035) 12 – 1 i f = 51. isto é: i= 42% = 3. bem como trabalhar com as taxas de juros. 12 Ao capitalizarmos exponencialmente esta taxa para o prazo de um ano.m.1 Exercícios Resolvidos Envolvendo o Regime de Capitalização Simples na HP 12 Vejamos agora a implementação numérica envolvendo o regime de capitalização simples. aqui teremos que implementar utilizando as fórmulas do regime linear de juros.Administração Financeira E Orçamentária iq i 12 i 12 12 q 1 i –1 1 0. ou seja. 3. vamos apresentar alguns exemplos envolvendo os conceitos teóricos discutidos anteriormente.035 a.5% ao mês = 0. a implementação não é feita diretamente como vamos perceber com relação ao regime composto.a.0297) 12 – 1 = 42% ao ano b) Taxa Nominal: a rentabilidade mensal de 42% ao ano é definida pela taxa proporcional simples. chegamos evidentemente à taxa efetiva anual de 42% ao ano.10 Implementação Numérica na HP 12 Agora.10.297 ao mês i 12 = 2.m.97% ao mês. ou seja.042 – 1 12 i 12 = 0. Salientamos. isto é: (1 + 0.42 – 1 1.

Administração Financeira E Orçamentária Calcular o valor dos juros simples correspondentes a um empréstimo de R$2.500.00 Valor do empréstimo 18 <ENTER> 12 <÷> <%> 300.00 Valor total dos juros Calcular os juros simples de um empréstimo no valor de R$20. temos a seguinte disposição de passos.00 Valor do empréstimo 5 <%> 5.00 Valor mensal dos juros 18 <x> 18.00. Solução Neste caso. pelo prazo de 9 meses.00 Valor total dos juros 75 . à taxa de 5% ao mês.700. temos a seguinte disposição de passos.000.00 Valor mensal dos juros 9 <x> 2. Teclas <f> <REG> Visor 0. Teclas <f> <REG> Visor 0.000. à taxa de 18% ao ano.00 pelo prazo de 18 meses.500.00 Observação Limpa os registradores 2500 <ENTER> 2. Solução Neste caso.00 Observação Limpa os registradores 20000 <ENTER> 20.

Teclas <f> <REG> Visor 0. Teclas <f> <REG> Visor 0.00 Valor da Aplicação 1. calcular o prazo da aplicação. temos a seguinte disposição de passos.500.2<%> 78.82 Taxa Anual percentual) (forma Sabendo-se que os juros de R$ 546.00 Valor dos juros por mês 546 <x> <y> < > 7. à taxa de 1. temos a seguinte disposição de passos. Qual a taxa anual de juros simples dessa aplicação? Solução Neste caso.33 Valor Aplicado x Prazo <1/x> 1825 <x> 0.00 Prazo em dias 360 < > 0.2% ao mês.00 Prazo meses da aplicação em 76 .33 Prazo em anos 19000 <x> 6. pelo prazo de 120 dias.333.500. Solução Neste caso.Administração Financeira E Orçamentária Uma aplicação de R$ 19.825.00 Observação Limpa os registradores 120 <ENTER> 120. obteve um rendimento de R$ 1.00 Observação Limpa os registradores 6500 <ENTER> 6.00.000.29 Taxa Anual (forma unitária) 100 <x> 28.00.00 foram obtidos com a aplicação de R$ 6.00.

à taxa de juros de 24% ao ano.8% ao mês.00 Observação Limpa os registradores 2700 <ENTER> 2.00 Valor da aplicação 2.00 a uma taxa de juros simples de 2.00 Observação Limpa os registradores 4000 <ENTER> 4. temos a seguinte disposição de passos. Solução Neste caso. Teclas <f> <REG> Visor 0.8 <%> 3 <x> < + > 75.700.Administração Financeira E Orçamentária Calcular o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 4. pelo prazo de 10 meses. Quanto resgatou? Solução Neste caso.700. pelo prazo de 3 meses.000. temos a seguinte disposição de passos.60 2.926. Teclas <f> <REG> Visor 0.00.80 Valor mensal dos juros Valor do resgate 77 .00 Valor mensal dos juros 10 <x> 800.00 Valor total dos juros Uma pessoa aplicou R$ 2.000.00 Valor do empréstimo 24<ENTER> 12< ><%> 80.

temos a seguinte disposição de passos.500.03 Valor do empréstimo 78 .00 Valor do montante Para montar uma microempresa. pelo montante de R$ 35.24 1 + a taxa na forma unitária < > 28.50 Valor diário dos juros 220 <x> 550.00 Observação Limpa os registradores 7500 <ENTER> 7.00. Solução Neste caso. por 220 dias.629.00 Valor da aplicação 12 <ENTER> 360 < > <%> 2. Calcular o valor do empréstimo e o valor pago de juros.00 Montante da dívida 24 <ENTER> 100 < > 1 <+> 1.00 Valor dos juros <+> 8. aplicado a uma taxa de juros simples de 12% ao ano. Teclas <f> <REG> Visor 0.500. Solução Neste caso.500.Administração Financeira E Orçamentária Calcular o valor dos juros e do montante de um capital de R$ 7. uma pessoa contraiu um empréstimo no banco AFA ao custo de 24% ao ano.00 Observação Limpa os registradores 35500 <STO> 1 35.00. Quitou à dívida um ano depois.050. temos a seguinte disposição de passos.500. Teclas <f> <REG> Visor 0.

Administração Financeira E Orçamentária Teclas Visor Observação <CHS> <RCL> 1 <+> 6. Solução Neste caso. temos a seguinte disposição de passos.00 Montante da dívida 1 <ENTER> 24 <%> <+> 1.00 Observação Limpa os registradores 120000 <STO> 1 120.24 1 + a taxa na forma unitária < > 28. b) A taxa mensal de juros da operação. de 8% ao mês.00 Observação Limpa os registradores 35500 <ENTER> 35.00 no banco Bom Negócio.97 Valor do juro Ou de uma outra forma: Teclas <f> <REG> Visor 0. Teclas <f> <REG> Visor 0.629. Calcular: a) O valor creditado na conta da empresa.500. O prazo do título era de 54 dias e a taxa de desconto comercial (por fora).03 Valor do empréstimo 35500 <-> 6.870.870.000.00 Valor creditado na conta da 79 .720.97 Valor do juro Uma empresa descontou uma duplicata de R$120.000.00 Valor do título 8 <%> 30 < > 54 <x> <– > 102.

11 Taxa anual de juros da operação em (%) 80 .950.000.35 Taxa mensal de juros da operação em (%) Uma nota promissória.00 Valor do título 28 <ENTER> 12 < > <%> 3 <x> <– > 13. Calcular o valor de face da nota promissória e a taxa anual de juros da operação. foi descontada 3 meses antes de seu prazo de resgate.00 em seu vencimento.00 Observação Limpa os registradores 15000 <STO> 1 15. temos a seguinte disposição de passos.Administração Financeira E Orçamentária Teclas Visor Observação empresa RCL> 1 < %> 16. no valor de R$ 15.000. Solução Neste caso.53 Taxa de juros para os 3 meses (em %) 4 <x> ou 12 < > 3 <x> 30.82 Taxa de juros para os 54 dias (em %) 30 < > 54 <x> 9.00 Valor de face da nota promissória <RCL> 1 < %> 7. Teclas <f> <REG> Visor 0. a uma taxa de desconto comercial (por fora) de 28% ao ano.

00 Valor líquido antes do IOF <STO> 2 <RCL> 1 0.00 Observação Limpa os registradores 15000 <STO> 1 15.0041<%> 54 <x> 33.22 Taxa de juros para os 54 dias (em %) 54 < > 30 <x> 10.79 Valor líquido liberado pelo banco <RCL> 1 < %> 19.79 Valor líquido após o IOF <STO> 3 <RCL> 1 1. Solução Neste caso. pede-se o valor líquido liberado pelo banco e a taxa mensal de juros da operação.21 Valor do IOF <CHS> <RCL> 2 <+> 12.806.840. temos a seguinte disposição de passos.000. Teclas <f> <REG> Visor 0.5 <%> <CHS> <RCL> 3 <+> 12. o IOF2 é de 0. Sabendo-se que a taxa de desconto comercial (por fora) cobrada pelo banco é de 8% ao mês.00 foi descontada 54 dias antes de seu vencimento.000.581.00 Valor do título 8 <%> 30 < > 54 <x> <– > 12.Administração Financeira E Orçamentária Uma duplicata no valor de R$ 15.0041% ao dia e o banco cobra 15% de taxa administrativa.68 Taxa mensal de juros da operação (em %) 2 IOF – Imposto sobre Operações Financeiras 81 .

Administração Financeira E Orçamentária

3.10.2

Exercícios Resolvidos Envolvendo o Regime de

Capitalização Composto na HP 12
Vejamos agora a implementação numérica envolvendo o regime de capitalização composto. Os cálculos financeiros na HP 12C podem ser realizados de duas formas diferentes. Na primeira utilizamos diretamente as teclas dos registradores financeiros: PV, i, n e FV. Na segunda utilizamos as funções matemáticas da calculadora, sendo necessário conhecer as expressões dos regimes de capitalização. Salientamos, que a utilização dos registradores financeiros permite não só aplicar diretamente as fórmulas apresentadas, mas também efetuar cálculos de forma rápida e segura, desde que se saiba o que eles representam.

Informação Importante! Para operarmos corretamente a calculadora é necessário seguirmos a simbologia do fluxo de caixa, introduzindo com o sinal negativo todas as saídas de caixa. Geralmente, podemos adotar o seguinte procedimento: Apagamos o conteúdo dos registradores financeiros pressionando f FIN. Introduzimos as variáveis conhecidas (no mínimo três) teclando CHS quando a variável representar uma saída de caixa.

Calcular o valor de resgate de uma aplicação de R$ 1.200,00, pelo prazo de 8 meses, à taxa de juros compostos de 3,5% ao mês.

Solução

Neste caso, temos a seguinte disposição de passos.

Teclas <f> <REG>

Visor 0,00

Observação Limpa os registradores

1200 <CHS> <PV>

-1.200,00

Insere a aplicação

82

Administração Financeira E Orçamentária

Teclas 8 <n>

Visor 8,00

Observação Insere o prazo

3.5 <i>

3,50

Insere a taxa

<FV>

1.580,17

Valor de resgate

Calcular a taxa mensal de juros compostos de uma aplicação de R$ 4.000,00 que produz um montante de R$ 4.862,02 ao final de 8 meses.

Solução

Neste caso, temos a seguinte disposição de passos.

Teclas <f> <REG>

Visor 0,00

Observação Limpa os registradores

4000 <CHS> <PV>

- 4.000,00

Insere a aplicação

4862.02 <FV>

4.862,02

Insere o montante

8 <n>

8,00

Insere o prazo em meses

<i>

2,47

Taxa mensal de juros (em %)

Uma aplicação de R$ 20.000,00, efetuada em certa data produz, à taxa de juros compostos de 1,75% ao mês, um montante de R$ 22.582,44 em certa data futura. Calcular o prazo da operação.

Solução

Neste caso, temos a seguinte disposição de passos.

83

Administração Financeira E Orçamentária

Teclas <f> <REG>

Visor 0,00

Observação Limpa os registradores

20000 <CHS> <PV>

-20.000,00

Insere a aplicação

22582.44 <FV>

22.582,44

Insere o montante

1.75 <i>

1,75

Insere a taxa mensal

<n>

7,00

Prazo da operação (em meses)

Se eu quiser comprar um carro no valor de R$22.000,00, quanto devo aplicar hoje para que, daqui a 2 anos, possua tal valor, a uma taxa de aplicação de 18% ao ano?

Solução

Neste caso, temos a seguinte disposição de passos.

Teclas <f> <REG>

Visor 0,00

Observação Limpa os registradores

22000 <CHS> <FV>

-22.000,00

Insere o montante

18 <i>

18,00

Insere a taxa anual

2 <n>

2,00

Insere o prazo (em anos)

<PV>

15.800,06

Valor da aplicação hoje

Seja um capital de R$ 25.000,00 emprestado à taxa de 18% ao ano, pelo prazo de 4 anos e 9 meses. Calcular o montante pela convenção linear.

84

63 c Valor do Montante 85 . temos a seguinte disposição de passos.000. pelo prazo de 4 anos e 9 meses.00 Insere o empréstimo 18 <i> 18. temos a seguinte disposição de passos.00 Observação Limpa os registradores 25000 <CHS> <PV> -25.000.00 Observação Limpa os registradores Introduz “c” no visor <f> <REG> <STO> <EEX> 0.00 c Insere a taxa anual 9 <ENTER> 12< > 4 <+> <n> 4. Teclas <f> <REG> Visor 0. Teclas Visor 0.00 Insere a taxa anual 4 <ENTER> 9 <ENTER> 12 < > <+> <n> 4.875.Administração Financeira E Orçamentária Solução Neste caso. Solução Neste caso.00 emprestado à taxa de 18% ao ano.00 c 25000 <CHS> <PV> -25.00 c Insere o empréstimo 18 <i> 18.000.82 Valor do Montante Seja um capital de R$ 25.75 c Insere o prazo <FV> 54.012. Calcular o montante pela convenção exponencial.75 Insere o prazo <FV> 55.

temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0. ou seja. em 2 anos.00. Calcular o valor de resgate de uma aplicação no valor de R$2.50 Insere a taxa efetiva mensal <FV> 2.Administração Financeira E Orçamentária Observação Importante! Notemos que os valores futuros apurados são diferentes. vem que: Teclas <f> <REG> Visor 0.00 Insere o prazo em meses 9 <ENTER> 6 < > <i> 1.568. R$168.2. capitalizados mensalmente.500.20 <ENTER> 400000 <+> <CHS> <FV> .20 Valor de resgate Calcular a taxa anual de juros.00 Valor da Aplicação 3 <n> 3.840.20.614. à taxa de 9% ao semestre. o montante na convenção linear é ligeiramente superior ao obtido na convenção exponencial.20 Valor do Montante 86 .00 Observação Limpa os registradores 168840.840. Solução Resolvendo na HP 12C.500. para que o capital de R$400. se o prazo de aplicação for de 3 meses.000. capitalizada trimestralmente.00. Solução Resolvendo na HP 12C.00 Observação Limpa os registradores 2500 <CHS> <PV> . renda.

Taxas Nominais e Taxas Efetivas Vejamos agora a implementação numérica na HP 12C aws diversas taxas que apreseentamos ao longo da Unidade.10.00 Insere o prazo em trimestres <i> 4.00 Observação Valor aplicado 2 <ENTER> 4 <x> <n> 8. i b = taxa de juros bimestral. i t = taxa de juros trimestral.000.Administração Financeira E Orçamentária Teclas <g> <LSTx> <PV> Visor 400. Quadro Resumo para Taxas Equivalentes – Regime de Capitalização Composto Denominando: i a = taxa de juros anual. i s = taxa de juros semestral. i m = taxa de juros mensal. i d = taxa de juros diária.3 Exercícios Resolvidos Envolvendo Taxas Equivalentes.00 Taxa Nominal Anual (em %) 3. E considerando o ano comercial (360 dias).50 Taxa Efetiva Trimestral (em %) 4 <x> 18. a fórmula a seguir permite o cálculo dessas taxas equivalentes: 1+ i a =(1 + i m ) 12 = (1 + i s ) 2 = (1 + i t ) 4 = (1 + i b ) 6 = (1 + i d ) 360 87 . colocamos abaixo um resumo envolvendo a noção de taxas equivalentes. Inicialmente.

05 <ENTER> 1.80 79.34 34. Quais as taxas anual. semestral e trimestral equivalentes à taxa de 5% ao mês? Solução Resolvendo na HP 12C.05 <ENTER> 1.00 Observação Limpa os registradores 1.00 Limpa os registradores 1.01 Taxa semestral (em %) <f> <REG> 0. taxas nominais e taxa efetiva.Administração Financeira E Orçamentária Ressalatmos ainda. principalmente no que se refere às taxas equivalentes compostas.00 Limpa os registradores 1.05 1 + a taxa mensal (unitária) 1 + a taxa anual (unitária) 12 <y > 1 < – > 100 <x> x 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.05 1 + a taxa mensal (unitária) 1 + a (unitária) taxa semestral 6 <y x > 1 < – > 100 <x> 1.05 <ENTER> 1. a nível empresarial. que no mercado financeiro brasileiro impera uma enorme confusão quanto aos conceitos de taxas de juros.05 1 + a taxa mensal (unitária) 1 + a taxa semestral 88 . A falta desses conceitos tem dificultado a realização de bons negócios entre os técnicos e os executivos. ou seja.59 Taxa anual (em %) <f> <REG> 0.

00 Observação Limpa os registradores 1.34 Observação (unitária) 34.83 Taxa mensal (em %) Qual a taxa mensal equivalente à taxa de 0.Administração Financeira E Orçamentária Teclas 6 <y > 1 < – > 100 <x> x Visor 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.05 1 + a taxa mensal (unitária) 3 <y x > 1 < – > 100 < x> 15.00 Limpa os registradores 1.38% ao ano? Solução Resolvendo na HP 12C.01 Taxa semestral (em %) <f> <REG> 0.02 1 + a taxa mensal (unitária) 1.24 1 + a taxa anual (unitária) 12 <1/x> <y x > 1 < – > 100 <x> 1.005% ao dia? Solução Resolvendo na HP 12C.76 Taxa trimestral (em %) Qual a taxa mensal equivalente à taxa de 24. temos que: 89 .05 <ENTER> 1.2438 <ENTER> 1.

Administração Financeira E Orçamentária Teclas <f> <REG> Visor 0.000005 1 + a taxa diária (unitária) 360 <ENTER> 12 < + > <y x > 1 < – > 100 <x> 1. temos que: 90 . temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.00 Observação Limpa os registradores 1.78% ao ano? Solução Resolvendo na HP 12C.12 1 + a taxa (unitária) trimestral 2 <ENTER> 3 < + > <y x > 1 < – > 100 <x> 1.85 Taxa bimestral (em %) Qual a taxa diária equivalente à taxa de 23.00005 <ENTER> 1.08 1 + a (unitária) taxa bimestral 7.00150 1 + a taxa mensal (unitária) 0.15 Taxa mensal (em %) Qual a taxa bimestral equivalente à taxa de 12% ao trimestre? Solução Resolvendo na HP 12C.12 <ENTER> 1.00 Observação Limpa os registradores 1.

78 <ENTER> 100 <÷> 1 <+> 1.00 1 + taxa diária (unitária) 0.27 <ENTER> 1.06 Taxa diária (em %) Qual a taxa equivalente à taxa de 27%m ao ano pelo prazo de 8 meses? Solução Resolvendo na HP 12C. temos que: 91 .1727 1 + a taxa para 8 meses (unitária) Taxa para os 8 meses (em %) 17.27 Consideremos uma taxa nominal de 28% ao ano que é capitalizada semestralmente.24 1 + a taxa anual (unitária) 360 <1/x> <y x > 1 < – > 100 <x> 1.00 Observação Limpa os registradores 23.27 1 + a taxa anual (unitária) 8 <ENTER> 12 <÷> <y x > 1 < – > 100 <x> 1.00 Observação Limpa os registradores 1.Administração Financeira E Orçamentária Teclas <f> <REG> Visor 0. Qual a taxa efetiva anual equivalente? Solução Resolvendo na HP 12C. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.

32 <ENTER> 1.14 1. equivalente a uma taxa nominal de 36% ao ano.00 Observação Limpa os registradores 1.75 Taxa Nominal Anual (em %) Qual a taxa efetiva mensal.96 Calcular a taxa nominal anual. da qual resultou a taxa efetiva de 32% ao ano. Solução Resolvendo na HP 12C.30 29. com capitalização trimestral.2875 1 + a taxa nominal trimestral (unitária) 1 < – > 4 <x> 100 <x> 28. com capitalização trimestral? 92 .32 1 + a taxa efetiva anual (unitária) 4 <1/x> <y x > 1.Administração Financeira E Orçamentária Teclas <f> <REG> Visor 0.00 Observação Limpa os registradores 28 <ENTER> 1 + a taxa efetiva semestral (unitária) 1 + a taxa efetiva anual (unitária) Taxa Efetiva Equivalente (em %) Anual 2 < > 100 < > 1 <+> 2 <y x > 1 < – > 100 <x> 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.

00 Observação Limpa os registradores 36 <ENTER> 4 < > 100 < > 1 <+> <y x > 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.03 1 + a taxa efetiva mensal equivalente (unitária) Taxa Efetiva Mensal Equivalente (em %) 2.09 1 + a taxa efetiva trimestral (unitária) 4 <y x > 1.91 Qual a taxa efetiva trimestral equivalente a uma taxa nominal de 28% ao ano. com capitalização semestral? Solução Resolvendo na HP 12C.00 Observação Limpa os registradores 28 <ENTER> 2 < > 100 < > 1 <+> 1.Administração Financeira E Orçamentária Solução Resolvendo na HP 12C.4116 1 + a taxa efetiva anual equivalente (unitária) 12 <1/x> <y x > 1 < – > 100 <x> 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.2996 1 + a taxa efetiva trimestral equivalente (unitária) 93 .14 1 + a taxa efetiva semestral (unitária) 2 <y x > 1.

temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0. Solução Teclas Resolvendo na HP 12C.00 Observação Limpa os registradores 17.Administração Financeira E Orçamentária Teclas 4 <1/x> <y x > Visor 1.00 Observação Limpa os registradores <f> <REG> 94 . Qual a taxa efetiva anual equivalente? Solução Resolvendo na HP 12C.01 1 + a taxa efetiva mensal (unitária) 12 <y x > 1. com capitalização trimestral.25% ao ano é capitalizada mensalmente.68 Taxa Efetiva Equivalente (em %) Anual Calcular a taxa nominal anual. temos que: Visor 0.77 Taxa Efetiva Trimestral Equivalente (em %) Uma taxa nominal de 17. da qual resultou a taxa efetiva de 19.75% ao ano.0677 Observação 1 + a taxa efetiva trimestral equivalente (unitária) 1 < – > 100 <x> 6.19 1 + a taxa efetiva anual (unitária) 1 < – > 100 <x> 18.25 <ENTER> 12 <÷> 100 <+> 12 <y x > 1.

1975 <ENTER> Visor 1.03 1 + a taxa efetiva mensal equivalente (unitária) 1 < – > 100 <x> 2.Administração Financeira E Orçamentária Teclas 1.4116 1 + a taxa efetiva anual equivalente (unitária) 12 <1/x> <y x > 1. com capitalização trimestral? Solução Resolvendo na HP 12C.09 1 + a taxa efetiva trimestral (unitária) 4 <y x > 1.91 Taxa Efetiva Mensal Equivalente (em %) 95 . equivalente a uma taxa nominal de 36% ao ano. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0.00 Observação Limpa os registradores 36 <ENTER> 4 < > 100 < > 1 <+> <y x > 1.1975 Observação 1 + a taxa efetiva anual (unitária) 12 <1/x> <y x > 1.16 Taxa Nominal Anual (em %) Qual a taxa efetiva mensal.02 1 + a taxa nominal mensal (unitária) 1 < – > 12 <x> 100 <x> 18.

614. pelo prazo de 2 anos.00.625.500.00 – 150.00 – 2.25 Insere a trimestral taxa efetiva <FV> 243.00 Observação Limpa os registradores 2500 <CHS> <PV> Valor da aplicação 3 <n> 3.Administração Financeira E Orçamentária Calcular o valor de resgate de uma aplicação no valor de R$2.500.00 Insere o prazo em trimestres 25 <ENTER> 4 <÷> <i> 6.51 Montante devolvido 96 .00 Observação Limpa os registradores 150000 <CHS> <PV> Valor da empréstimo 3 <ENTER> 4 <x> <n> 8. capitalizados mensalmente.50 Insere a taxa efetiva mensal <FV> 2.000.20 Valor de resgate O banco ALFA emprestou R$150. Solução Resolvendo na HP 12C. à taxa de 9% ao semestre. a uma taxa de 25% ao ano.000. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0. com capitalização trimestral.00 à empresa BETA.00 Insere o prazo em meses 9 <ENTER> 6 <÷> <i> 1. temos que: Teclas <f> <REG> Visor 0. Qual o montante a ser devolvido ao banco ALFA? Solução Resolvendo na HP 12C. se o prazo de aplicação for de 3 meses.

00 A apresentação depende da representação escolhida Corrigir o número digitado CLX 0.00 Apaga o valor no visor.50 guradando na memória Y 340.50 340. como se fosse uma espécie de guia rápido de utilização.50 56.00 Pressionar simultaneamente as duas teclas.11 Guia Resumo da Implementação na HP 12C Abaixo listamos de forma resumida as principais funções com relação a implementação na calculadora HP 12C. 0.00 ou 0. Quadro 03: Resumo das funções básicas da HP 12C.00 ou 0.5 56.00 ou 0.00 Desligar a HP ON Apagado ----------- Escolher o Sistema de Numeração ON.) Entrada de Números 56 0. Entrada de números em seqüência 56. o número zero com duas casas decimais. nesse caso.Administração Financeira E Orçamentária 3.00 ou 0.50 guardando na memória X 97 .5 ENTER 340. Teclas Visor Comentários Aparece.50 56.50 guardando na memória X 56. soltando primeiro a tecla ON e depois a tecla (. podendo o mesmo ser representado nos sistemas de numeração brasileiro ou americano Tarefa Ligar a HP ON 0.

453 Fixa três casas 98 .000 Recuperar valor da memória fixa 1 RCL 1 18.453 Recuperar um valor necessário RCL 1 18.453000 Fixa em seis casas decimais Trocar o número f3 18.453 18.453 Constatação eleminação casas da das Fixar seis casas decimais f6 18.453 está na memória fixa 1 Obter a parte fracionária do número no visor g FRAC 0.453 Eliminar demais casas decimais do número no visor f RND 18.500 Fixa em três casas decimais. Etrair raiz quadrada do número na memória X g x 18.453 Exemplo de acionamento das funções azuis.453 18.Administração Financeira E Orçamentária Tarefa Teclas Visor Comentários Trocar o número de casas decimais f3 340. Armazenar o valor numa memória fixa STO 1 18.453 continua na memória fixa 1 e agora também está na X Obter a parte inteira do número no visor g INTG 18.

999 está agora em Y 99 .453 Determinar quanto percentualmente o valor em X (1. x.845 10% do acima valor ▲% – 90.845 %T 9.000 100. -.845 Nesse caso.845 Nesse caso específico %T Trocar o sinal do número no visor (memória X) CHS – 1.e. de + para – Trocar o conteúdo da memória X pelo da Y x y 9.453) 1. 1.845 é 90% menor que 18. etc.(X ÷ Y) 18..999 9. %T.(X – Y) ÷ Y.845) 10% 1.Administração Financeira E Orçamentária Tarefa de casas decimais Teclas Visor Comentários decimais Obter 10% do número no visor Obter a diferença percentual entre um número na memória Y (18.845) representa em relação ao valor em Y (18.453) e outro na memória X (1.999 100. g LST x 1. i.453 (considerando todas as casas decimais) Recuperar o conteúdo da memória fixa 1 RCL 1 18..453 é guardado em Y Recuperar o último valor armazenado em X. após o uso de teclas +.

pressionamos qualquer tecla. NPV e IRR fora de seus intervalos de definição. 100 . Código de Erro Mensagem Error 0 Error 1 Relacionado à realização de operações matemáticas fora dos intervalos de definição. CFj.999999999 x 10 99 em operações com as teclas STO e 12x. caso não existam no mínimo uma entrada de caixa (fluxo de caixa positivo) e uma saída de caixa (fluxo de caixa negativo). abaixo colocamos de forma resumida com relação aos tipos de erros que podem aparecer em implementações realizadas na HP 12C. Error 6 Relativo à utilização de valores de registradores STO. RCL. Error 3 Relativo ao cômputo da taxa interna de retorno (IRR) ou de juros de um fluxo (serão apresentados os fluxos de caixa que ocasionam esse tipo de erro). Relativo ao cômputo da taxa interna de retorno (IRR) ou de juros de um fluxo. Nj. Error 4 Relativo ao erro programação). Relacionado à utilização de valores maiores do que 9. de memória (modo de Error 5 Relacionado à utilização de valores nos registradores financeiros fora de seus intervalos de definição (regime de juros compostos). Error 2 Relacionado às operações estatísticas. IMPORTANTE Para limparmos o visor mostrando uma situação de erro. Error 7 Error 8 Relativo às operações com calendário (datas).Administração Financeira E Orçamentária Analogamente. Quadro 04: Resumo dos tipos de erros na HP 12C.999999999 x 10 99 e menores do que – 9.

etc. apresentamos as diferenças significativas entre os dois regimes de capitalização.12 Resumo da Unidade Nesta terceira Unidade do guia de estudos. que constituem nos elementos básicos para a descrição dos aspectos teóricos de toda essa área da Matemática Aplicada. valor presente.Administração Financeira E Orçamentária 3. juros. explorando a teoria envolvendo os juros simples através da resolução de diversos exemplos e exercícios ilustrativos. que apresentamos de forma detalhada o aspecto principal da Matemática Financeira no regime simples que é a parte relacionada a Equivalência Financeira. na nossa próxima Unidade estaremos discutindo a parte relacionada as Séries de Pagamentos Uniformes e Variáveis. diagramas de fluxo de caixa.13 Diretrizes sobre a próxima Unidade A partir do momento que apresentamos a teoria envolvendo os regimes de capitalização e taxas de juros praticadas no regime composto de juros. Ressaltamos ainda. bem como apresentaremos os dois primeiros indicadores para a caracterização da viabilidade econômica de projetos empresariais. apresentamos os conceitos introdutórios da Matemática Financeira. que são o Valor Prresente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (IRR). 3. Além disso. tais como. regime linear e regime exponencial de juros. valor futuro. 101 .

2001. R. 2000. Rio de Janeiro: Livros Técnicos Científicos. 1991. 2001. Matemática Financeira: Aplicações à Análise de Investimentos. São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Campus. São Paulo: Atlas. Franco. HAZZAN. E. 1993. J. F. Matemática Financeira. L. P. Análise de Investimentos. São Paulo: Fundamento Educacional. 2001. MANNARINO. a Bibliografia Complementar FERNANDES. A. São Paulo: Editora Atlas. Como Administrar seu Dinheiro.Administração Financeira E Orçamentária REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Para maiores informações com relação ao assunto tratado nesta Unidade.12C. Matemática Financeira. M. cada um de vocês pode se pautar nos livros referenciados abaixo. 2a ed. Engenharia das Operações Financeiras. 1996. N. 102 . 1995. W. São Paulo: Prentice Hall. E. Matemática financeira: objetiva e aplicada. Bibliografia Básica MATHIAS. 1993. Nelson Casarotto & KOPITTKE. FILHO. SAMANEZ. POLO. José M. Engenharia das operações financeiras pela HP.P. C. São Paulo: Atlas. 9 Edição. Bruno H. S. HALFELD. POMPEO. Introdução à Engenharia Econômica.. GOMES. PUCCINI. São Paulo: Atlas.