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Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2012 – Nº 4.509 NEGÓCIOS & FINANÇAS

EDITADO POR INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO Editores: Claudio Fernandez . Alexandre Falcão Redação: (0xx21) 2509-5399 / Fax (0xx21) 2516-1956 Assinaturas: www.relatorioreservado.com.br / (21) 2549-1173 / atendimento@relatorioreservado.com.br.

Mama África
Sérgio Andrade tem repetido, meio em tom de gracejo, meio à vera, que ainda vai acabar ganhando mais dinheiro na África do que no Brasil. Após acertar a construção de uma hidrelétrica em Moçambique, a Andrade Gutierrez estaria negociando a instalação de uma usina em Angola e outra em Gana. É negócio para cerca de US$ 1 bilhão. Cada uma.

GVT entra na área de cobertura da China Telecom
É cada vez maior a biodiversidade de candidatos à compra da GVT. Depois de Oi, Direct TV, Vodafone, entre outras, a mais nova espécie neste ecossistema atende pelo nome e sobrenome de China Telecom. Os asiáticos teriam iniciado conversações com a Vivendi, controladora da empresa brasileira, e o Rothschild e o Deustche Bank, advisers da operação, há pouco mais de um mês. De acordo com uma fonte da GVT, do lado chinês as tratativas vêm sendo conduzidas diretamente pelo próprio presidente do grupo, Yang Jie. A pedida da Vivendi pela GVT gira em torno dos oito bilhões de euros. Procurada pelo RR, a Vivendi informou que "não comenta rumores de mercado".  Depois de se associar à Tommy Hilfiger, a InBranA estatal China Telecom é uma das baby companies resultantes do spinoff da antiga China Telecommunications Corporation. Diga-se de passagem que, se tratando do país em questão, ser uma baby company significa já vir ao mundo com 1,90m e mais de 100 quilos. A empresa é simplesmente a maior operadora de telefonia fixa do mundo, com mais de um bilhão de clientes. O governo chinês tem trabalhado para esticar os tentáculos da companhia para outros mercados fora da Ásia, e o Brasil é considerado prioridade absoluta no mapa. A China Telecom, aliás, já se instalou por estas paragens. Discretamente, abriu um escritório em São Paulo em junho deste ano. O projeto inicial era oferecer ds, leia-se Vinci Partners, de Gilberto Sayão, está tenserviços de transmissão de dados para corporações chinesas instaladas no país. Mas, no meio do caminho, a decisão da Vivendi de vender a GVT caiu dos céus como uma oportunidade de ouro para a China Telecom se estabelecer no Brasil a partir de uma operação já consolidada. A China Telecom desembarcaria na GVT com uma grande vantagem para tocar a expansão da empresa, notadamente a operação de banda larga. Dois de seus maiores fornecedores, a ZTE e a Huawei, estão no país. Diante das estreitas relações com as duas conterrâneas, é pule de dez que a China Telecom tenha condições muito mais generosas para a compra de equipamentos. Coisa de camarada para camarada. tando trazer a Ralph Lauren de volta para o Brasil.

Enxadada
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, vai se embrenhar em uma plantação de cactos. Prepara uma ofensiva para reduzir os royalties cobrados por grandes multinacionais fabricantes de sementes. O alvo principal é a Monsanto, vista por agricultores e pelo próprio governo como a mais gulosa da espécie.

Caldeirão
O irrequieto Luciano Huck estaria disposto a vender sua participação no Peixe Urbano. Deve negociar suas ações para o cardume de fundos de investimento que nada no controle do site de compras coletivas. Procurado, o Peixe Urbano não retornou.

Guangzhou pisca o farol para o Brasil
Mais uma montadora asiática está manobrando em busca de uma vaga no Brasil. Executivos da chinesa Guangzhou Automobile Group vieram há cerca de um mês ao país com a missão de preparar o terreno para a construção de uma fábrica. Houve contatos com os governos da Bahia, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Além das primeiras sondagens sobre benefícios fiscais, os dirigentes da companhia iniciaram a busca de terrenos para a instalação do complexo industrial. Segun A inglesa PineBridge Investments estuda vender sua participação de 20% na fabricante de não-tecidos do uma alta fonte do governo mineiro, inicialmente a Guangzhou deverá operar no sistema CKD, ou seja, fazendo apenas a montagem final do veículo a partir de peças e equipamentos importados da Ásia. Dependendo do desempenho no mercado brasileiro, em um segundo momento os chineses partiriam, então, para a produção local. Uma vez confirmado o desembarque no Brasil, esta será a primeira fábrica da Guangzhou na América Latina. De acordo com a mesma fonte, a empresa Providência. Os demais acionistas são o Governança & Gestão, do ex-ministro Antonio Kandir, e o Asas, acena com investimentos da ordem de US$ 500 milhões. Uma das possibilidades cogitadas é que a montadora tenha um parceiro local, que seja sócio da subsidiária brasileira. A preferência recai por grupos que atuem na revenda de automóveis, o que asseguraria à Guangzhou partir, desde o quilômetro zero, com uma rede de concessionárias já amortizada. O grupo se fia nas projeções de que, ao longo de uma década, a venda de veículos chineses no país deverá crescer, em média, 15% ao ano. que reúne a família Constantino. Consultada, a Providência comunicou "desconhecer a informação".

Minas e Energia
O “Dilmômetro” marca: de zero a dez, é de nove a chance de Marcio Zimmermann seguir à frente das Minas e Energia caso Edison Lobão deixe mesmo o cargo para voltar ao Senado. Mesmo com as peripécias do PMDB para garantir um dos seus na Pasta.

Cadeira vaga
A Xuzhou Construction Machinery saiu à caça de um novo sócio para a construção de uma fábrica de equipamentos industriais em Minas Gerais. A paraibana Êxito, que participaria do projeto, recuou na hora H. Um pouco pelo valor – US$ 300 milhões; um pouco porque não teria sentido muita firmeza nos chineses.

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