Planejamento de Longo Prazo da Reserva Operativa de Sistemas de Geração

Ítalo Arthur J. W. S. Meireles e Warlley de Sousa Sales
1. INTRODUÇÃO A determinação dos requisitos de reserva de geração é um aspecto importante tanto do ponto de vista do planejamento da expansão quanto da operação. Esse problema pode ser conceitualmente divido em duas partes: requisitos de reserva de capacidade estática e requisitos de reserva operativa [1]. A reserva de capacidade estática é frequentemente relacionada ao planejamento de longo prazo e refere-se à capacidade que deve ser planejada e construída para que o sistema seja capaz de suprir a demanda prevista para o futuro. Esse montante deve ser suficiente para suportar os erros na previsão do crescimento da demanda, a execução dos programas de manutenção preventiva, a perda inesperada de equipamentos de geração e a indisponibilidade de recursos energéticos. Por outro lado, a reserva operativa é usualmente relacionada ao planejamento de curto prazo e refere-se ao montante de geração sincronizada ou que possa ser sincronizada em tempo hábil para repor a perda de unidades em operação. Além disso, a reserva operativa destina-se também a suprir os acréscimos de carga devido aos erros na previsão de carga de curto prazo. Basicamente, o que difere os dois tipos de reserva é o período de tempo considerado. Na operação dos sistemas de potência, uma vez que haja capacidade instalada suficiente, as unidades geradoras são adequadamente programadas para suprir a demanda prevista para as próximas horas. Uma margem de capacidade de geração nas máquinas sincronizadas, bem como máquinas que possam entrar em operação num curto intervalo de tempo são mantidas como reserva operativa, a fim de garantir o fornecimento ininterrupto de energia. Embora a divisão da reserva operativa e suas definições variem de um sistema para outro, ela é normalmente dividida em quatro partes: reserva de regulação, reserva girante, reserva não-girante e reserva de reposição [2]-[4]. A reserva de regulação destina-se, basicamente, ao controle de frequência por meio da atuação das unidades

A idéia central é avaliar o desempenho do sistema. têm sido avaliados apenas no planejamento da operação. e destina-se à recomposição da reserva girante. os requisitos de reserva operativa. Nesse método assume-se que no instante inicial da análise conhecem-se as unidades disponíveis e suas respectivas capacidades e. O método PJM [5]. Tendo em mente os aspectos mencionados anteriormente. em termos da reserva operativa. Quando se trata de horizontes mais longos. a reserva girante tem por finalidade cobrir a perda de unidades sincronizadas ou a ocorrência de qualquer distúrbio inesperado que ocasione déficit de geração. considerando .: água. mais precisamente os de reserva girante. determina-se o risco de não haver geração sincronizada suficiente para atender à carga algumas horas depois. o presente projeto de iniciação científica aborda o desenvolvimento de uma ferramenta computacional para auxiliar no dimensionamento da reserva operativa de sistema de geração. a reserva não-girante compreende as unidades de partida rápida (e. hidráulica). Esse risco refere-se à capacidade do montante de geração sincronizada não ser suficiente para suprir a demanda durante um período no qual não é possível iniciar uma nova unidade ou executar reparos naquela que tenha falhado. O PJM tem sido uma ferramenta valiosa para o planejamento da operação. Historicamente. Ele se aplica às situações em que é desejável verificar se uma determinada configuração de geradores disponíveis e sincronizados será capaz de atender à demanda prevista para as próximas horas. portanto. o montante de reserva girante é programado em função de um limite de risco pré-estabelecido. o qual deve ser mantido constante ao longo da operação do sistema. Por esse motivo a aplicação do PJM torna-se inviável. a reserva de reposição compreende aquelas unidades com maior tempo de partida. etc. proposto na década de 60 por um grupo de engenheiros responsáveis pela operação do sistema interligado Pennsylvania – New Jersey – Maryland. as quais são empregadas para recompor a reserva girante no caso da perda de um grande bloco de geração sincronizada. Por fim.g. tornou-se a ferramenta padrão para o dimensionamento da reserva girante.que participam do controle automático da geração (CAG). devido às falhas/reparos das unidades ao longo do tempo e a indisponibilidade de recursos energéticos (e. não há como saber quais unidades estarão disponíveis e suas respectivas capacidades.g. vento.). Por meio do PJM.

O nível de confiabilidade da reserva girante é verificado com base na quantidade mínima especificada de geração que deve ser mantida sincronizada além da carga e numa lista de ordem de mérito (ordem em que as unidades são despachadas). 2. Apesar de a lista de ordem de mérito ser elaborada para diferentes épocas do ano. tendo em vista horizontes de longo prazo. como a representação da programação da geração. O método proposto em [6] e [7] utiliza também uma forma simplificada para representar a programação da geração. o nível de reserva girante especificado é mantido constante ao longo do ano. utilizados no dimensionamento da reserva estática (e. esses modelos são falhos por não .g. Todavia. por exemplo. as referências [6] e [7] propuseram um modelo de análise da reserva operativa. Entretanto. Esse modelo possibilitou obter os tradicionais índices de confiabilidade. independentemente das características das mesmas. A referência [8] trouxe algumas melhorias com relação ao modelo sugerido em [6] e [7]. 7] dos sistemas de geração.diferentes níveis de reserva girante para cada período do ano. Esses montantes serão especificados levando-se em conta o perfil de demanda do sistema para diferentes períodos do dia. Verifica-se.. baseado no método de simulação Monte Carlo. para a reserva operativa. na qual se consideram os tempos de partida de acordo com as características das unidades geradoras. que estas novas metodologias permitem uma avaliação dos requisitos de reserva operativa para horizontes de longo prazo. Essa simplificação consiste em considerar o tempo de partida igual a uma hora para todas as unidades. o montante de geração especificado para a reserva girante continuou sendo um valor único ao longo de todo o processo. por exemplo no horário da ponta e fora da ponta de carga. das afluências. REVISÃO DE LITERATURA Nas últimas décadas devido à crescente inserção de fontes renováveis na matriz energética dos sistemas de potência. LOLE – Loss of Load Expectation [1]). portanto. A idéia básica da metodologia proposta em [6] e [7] é avaliar simultaneamente o desempenho do sistema de geração em termos de reserva estática e reserva girante. em função. Recentemente. os planejadores têm sentido a necessidade de uma avaliação mais criteriosa dos requisitos de reserva operativa [6.

Entretanto.permitirem a especificação de um montante de reserva girante para diferentes períodos. o que propicia um baixo custo computacional. Em seguida foi elaborado um algoritmo para fazer a programação da geração. i. o sistema é descrito pelos seus estados e pelas possíveis transições entre eles. . Na representação cronológica. Inicialmente. essa técnica limita-se a aplicações em que a dependência temporal entre os estados do sistema pode ser desconsiderada sem afetar a precisão dos índices estimados.. os componentes do sistema de potência podem ser representados de duas formas distintas: representação por espaço de estados e representação cronológica. possibilitando considerar os mais diversos aspectos que exibem correlação temporal. Por outro lado. operando. A transição entre estados do sistema é caracterizada pela mudança de estado de um único componente. falhado. Na primeira. METODOLOGIA Para os estudos de confiabilidade. Um estado do sistema representa uma condição particular no qual cada componente encontra-se em seu próprio estado. Devido aos aspectos anteriores. foi desenvolvido um programa computacional para o cálculo de índices de confiabilidade de sistema de geração. A enumeração de estados [9] e a simulação Monte Carlo Não-Sequencial [10] são técnicas que se baseiam na representação por espaço de estados. na representação cronológica. A simulação Monte Carlo sequencial é um exemplo de técnica de avaliação de confiabilidade que emprega a representação cronológica. 3. o qual foi posteriormente incluído ao programa de análise de confiabilidade desenvolvido. comparado às técnicas baseadas na representação por espaço de estados. pois há a necessidade de se representar a evolução cronológica dos estados do sistema no processo de programação da geração.e. levando em conta somente a reserva estática. dois estados consecutivos diferem um do outro apenas pelo estado de um de seus componentes. por exemplo. foi empregado o método de simulação Monte Carlo sequencial. A simulação Monte Carlo não-sequencial apresenta uma característica interessante que é o processo de amostragem aleatória dos estados. Isso implica em um esforço computacional substancialmente maior. reproduz-se a evolução no tempo dos estados do sistema. ou em outra condição relevante. um montante para cada mês ou semana.

exemplificam. se o seu custo operacional for menor que o custo de qualquer outra unidade que esteja suprindo a carga ou compondo a reserva girante. e o termo ΔPSINC representa o montante de potência cortada devido à insuficiência de geração sincronizada.As funções de avaliação dos índices de confiabilidade para a reserva estática foram adaptadas para incluir no programa o cálculo de índices de confiabilidade para a reserva girante. associados à reserva girante.com base na equação (1). deve-se refazer a programação das unidades geradoras. o índice que mede a perda de carga esperada associada à reserva girante é representado por LOLESPIN. é necessário refazer a programação da geração. as funções teste utilizadas para o cálculo dos índices LOLE e EENS. respectivamente. Desse modo. de modo que tão logo seja possível. Com o intuito de distinguir os índices associados à reserva girante daqueles relacionados à reserva estática. Também. { (2) { (3) Nas expressões anteriores. As Equações (2) e (3). respectivamente. (1) Na equação anterior e representam. essa unidade substitua aquela . O processo de avaliação da reserva girante de sistemas de geração por meio do método de simulação Monte Carlo sequencial demanda um esforço computacional substancialmente elevado [8]. quando uma unidade indisponível é reparada. o termo Δt equivale ao intervalo de tempo entre o instante da análise e o instante precedente. adotou-se o subscrito STATIC para os índices estimados para a reserva estática e SPIN para aqueles referentes à reserva girante. Isto porque quando uma unidade geradora que esteja suprindo a carga ou fazendo parte da reserva girante falha. No caso da reserva girante. o montante de geração sincronizada e a carga demandada no instante de tempo t. as funções teste utilizadas para estimar os índices levam em conta somente a parcela da geração disponível que se encontra sincronizada no instante de tempo t.

que foram modelados na ferramenta computacional. . descrito pela curva. no processo de avaliação da reserva girante pelo método de simulação Monte Carlo sequencial. estudos de casos envolvendo algumas configurações do sistema teste IEEE-RTS [12] foram utilizados para avaliar o desempenho da ferramenta computacional desenvolvida. 4. descrito no Anexo 1. 4. Capacidade de geração estática A Figura 1 caracteriza o comportamento da capacidade de reserva estática para o primeiro ano de simulação. Suas características estão descritas no Anexo 2. que é um sistema teste padrão para estudos de avaliação da confiabilidade. A fase de programação da geração é a mais dispendiosa. ANÁLISE DOS RESULTADOS Para realização deste trabalho o modelo de sistema de potência adotado foi o IEEE-RTS32. Outras simplificações incluíram desconsiderar os limites mínimos de geração e os tempos mínimos que as unidades devem permanecer em operação antes de serem desligadas [11]. em termos de esforço computacional. foram estimados índices de confiabilidade para a reserva de capacidade estática e reserva de capacidade operativa (reserva girante).1. O comportamento semelhante a degraus. Por fim. aplicada a esse sistema.de maior custo que esteja em operação (suprindo a carga ou fazendo parte da reserva girante). com o intuito de reduzir o esforço computacional. A primeira dessas simplificações foi desenvolver o algoritmo de programação da geração baseado no método da lista de prioridades [11]. é devido as falhas e reparos realizados nas unidades geradoras. foram empregadas algumas simplificações. Utilizando a ferramenta computacional desenvolvida. Por isso.

A Figura 2 mostra o comportamento da energia em relação aos anos simulados. Critério de parada Foi adotado como critério de parada um desvio de 5% em torno da estimativa da energia esperada não suprida para a reserva de capacidade estática (EENSSTATIC). Pode-se relacioná-lo com a figura 3. Figura 2 – Convergência da energia esperada não suprida para a reserva de capacidade estática .2. observando a convergência do sistema.Figura 1 – Comportamento da capacidade estática do sistema 4. a qual mostra esse desvio em torno da energia.

e duram.42 2.Figura 3 – Convergência do critério de parada 4.00 4. Do ponto de vista da reserva estática.93 MWh de energia deixam de ser supridos por ano por indisponibilidade de geração e a probabilidade de ocorrer esse corte de carga é de 0. duas vezes por ano. Índices para reserva de capacidade estática O sistema convergiu de acordo com o item 4. Tabela 1 – Índices estimados para reserva de capacidade estática Índice LOLESTATIC (horas/ano) LOLFSTATIC (oc/ano) LOLPSTATIC LOLDSTATIC (horas) EENSSTATIC (MW/ano) Valor 9.693 horas. insuficiência degeração disponível) ocorrem. Observando-se os coeficientes de convergência. 4.001091 4.. os índices demostram que o sistema fica aproximadamente 9 horas por ano sem conseguir suprir a carga demandada. em média.0010909.933 β (%) 3.e. sendo necessárias 2581 amostras de séries sintéticas anuais de operação do sistema. em média. As falhas (i. nota-se que o índice EENS requer maior número de amostras para atingir a convergência. A Tabela 1 mostra as estimativas dos índices obtidos a partir da ferramenta computacional desenvolvida.2.693 1227.99 .3. 1227. Adicionalmente.5567 2.42 3.64 3.036 0.

4.4. Foram simulados 13 casos. sendo que todos os casos envolveram a análise do efeito da consideração do nível de reserva girante variando desde 50 MW para os horários fora de ponta até 900 MW no horário de ponta. Tabela 2 – Dados das simulações efetuadas Caso 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Período de ponta Longo do dia 18:00 às 22:00 18:00 às 22:00 18:00 às 22:00 16:00 às 22:00 18:00 às 22:00 18:00 às 22:00 18:00 às 22:00 14:00 às 22:00 12:00 às 22:00 10:00 às 22:00 09:00 às 22:00 18:00 às 22:00 Período fora de ponta Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Demais horários Reserva na ponta (MW) 150 150 300 400 400 750 900 900 900 900 900 900 900 Resrva fora da ponta (MW) 50 50 200 200 50 50 270 270 270 270 270 360 . notou-se que uma estimativa para o período de ponta seria adotar aqueles intervalos em que a carga demandada fosse igual ou superior a 70% da carga pico do sistema teste. conforme descrito na Tabela 2. e também foram realizados alguns estudos com critério de reserva fixo e em torno desse intervalo. Índices para reserva de capacidade girante Analisando a curva de carga. Foi adotado então um intervalo entre 18:00 e 22:00 horas como período de ponta. afim de avaliar o comportamento dos índices de confiabilidade para reserva girante.

o que indica que por mais que se eleve o montante de reserva girante. a Tabela 3 apresenta os resultados obtidos para esses casos.1268 Custo médio de produção (M$/ano) 241. verifica-se que somente os casos 12 e 13 respeitam esse limite.71 horas por ano o sistema apresenta corte de carga por insuficiência de geração sincronizada.2505 23. .3895 1.6834 1.7099 horas/ano). foi utilizado um valor de $ 1500 por MWh.7579 9.7418 4. A Figura 4 mostra a sensibilidade da LOLC em relação ao nível de reserva girante. Para o custo de produção adotou-se um valor médio por MWh produzido. em média. o que está ligado a LOLE pois quanto menor a interrupção menor será o seu custo.7099 1122. Nota-se que para um baixo custo de reserva tem-se um alto custo de interrupção.00 por MWh. Adotando-se o índice LOLE como o sinalizador de desempenho do sistema e considerando o valor de 10 h/ano como aceitável [13].9526 1. Tabela 3 – Índices de desempenho para reserva de capacidade girante Custo da Caso LOLE (h/ano) EENS (MWh/ano) LOLF (oc/ano) LOLD (h/oc) LOLC (M$/ano) reserva girante (M$/ano) 12 13 10.Para o custo da reserva girante adotou-se um valor médio de $ 5. No caso do custo da energia esperada não suprida. Os casos apresentados na Tabela 3 encontram-se na região em que há menores custos de interrupção e maiores custos de reserva. a LOLESPIN não será reduzida além desse valor. Esse valor indica que. Sendo assim.2726 1037. 9.9234 7.444 Na tabela anterior nota-se que o caso 13 apresenta o menor valor para o índice LOLESPIN (9.5567). Nota-se também que esse valor é proximo da LOLESTATIC (9. conforme mostrado no Anexo 2.9728 1.9057 211.5569 29.

7099 e 10. considerado em torno de 10 h/ano [13]. com o menor custo. 300 30 25 20 15 10 5 0 12 10 13 5 4 6 1 2 3 7 8 9 11 horas/ano Milhões de $/ano 250 200 150 100 50 0 Custo total de produção LOLE_sinc Casos Simulados Figura 5 – Custo total. Nota-se que isso ocorre na primeira faixa da curva. o qual correspondem respectivamente.LOLC (Milhões de $/ano) 6 5 4 3 2 1 0 Custo de reserva (Milhões de $/ano) Figura 4 – Custo de interrupção por custo de reserva girante A Figura 5 mostra a relação entre a LOLE. já os menores custos estão situados na região intermédiaria. LOLE para cada caso simulado .7579 h/ano. com os índices entre 9. Os menores índices LOLE situam-se no intervalo inicial da curva. o custo total e os casos estudados. O objetivo é obter um índice satisfátorio. aos casos 12 e 13. Para um menor custo total temos um maior índice LOLE.

5. tanto para reserva de capacidade estática quanto para reserva de capacidade girante.g.org. R. X.N. [2] R. O que se faz é realizar alguns testes para melhor atender os períodos de consumo de ponta e fora de ponta de carga. solares. uma vez que não se sincroniza toda capacidade disponível. Anstine. A. R. J. A fim de verificar o comportamento dos índices e dos custos. Casev. para análise dos índices de confiabilidade de um sistema.com [5] L. J.: na ponta e fora da ponta). caso essa exceda a expectativa de carga. conforme abordado no item 4. 14th PSCC. Esse estudo é de notável importância. entre outras. “Provision of Generation Reserves as an Ancillary Service in the Brazilian System”. de cogeração. Cabe então definir qual período de interrupção seria acitável para a aplicação e assim realizar os estudos dos custos. tais como: perfis de reserva girante diferentes para cada estação do ano e para diferentes horários (e. C.ons.6: Controle da Geração em Operação Normal”. e esse estudo pode provir um desenvolvimento sustentável. Uma perspectiva futura para o projeto poderia ser levar outros fatores em consideração. New York. Billinton. [4] North American Electric Reliability Corporation “NERC Operating Manual”. T. para maiores critérios de reserva teremos um maior custo de reserva associado com um menor custo de interrupção. G. da Silva. Prada.nerc. L.4. 1996. E. Sevilha. John. 2428 June 2002. Outubro de 2007. Holgate. Velasco. B. Assim. Pode-se concluir que a programação de reserva girante tende a minimizar os custos. e outras formas de energia que despontam atualmente. Burke. Disponível em http://www. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] R. Plenum Press. tais como fontes eólicas. R. CONCLUSÃO Foi apresentado um estudo visando o planejamento a longo prazo da reserva operativa. Março de 2008. “Submódulo 10. G de Melo. pois essas fontes vem sendo inseridas gradativamente no cenário energético. Reliability Evaluation of Power Systems. Allan. H.br. Disponível em http://www. R. E. “Application of Probability Methods to the Determination of Spinning Reserve . C. 6. Stewart. [3] Operador Nacional do Sistema Elétrico.

[12] Application of Probability Methods Subcommittee. IEE Proceedings. Ferreira. 1996. F. W. Leite da Silva. New York.C. 1. Ferreira. M. 726-735. Paper C1-304. Billinton. 6. Peças Lopes. 106-116.31. F. on Power Systems. 469-476. López. Part C.102. PAS-98. M. V. Peças Lopes. 1979. on Power Systems. S. A. pp. Sales. Vol. F. F. L. Operation and Control. Sales. A. L. “Frequency and Duration Calculations in Composite Generation and Transmission Reliability Evaluation”. L. “Long. 1. P. [11] J. H. on Power Apparatus and Systems. M. Mello. Nov. Manso. S. [8] M. pp./Dec. 25. [9] M. R. M. W. R. John Wiley & Sons. Paris. Resende. No. C. IEEE Trans. January 1991. L.Requirements for the Pennsylvania – New Jersey – Maryland Interconnection”. J. Sampaio Ferreira. IEEE Trans. Rosa. Cunha. Pereira. P. Matos. 138. A. Vol. A. Cabral. R. W. A. Ferreira. Vol. Manso. IEEE Trans. No. Resende. A. May 2009. 1. G. Mello. France. S. International Journal of Electrical Power and Energy System. 7. Leite da Silva. . “Planejamento da Reserva Operativa de Sistemas de Geração com Elevada Penetração de Energia Eólica”. Artaiz Wert. F. Sales. C. 94. Matos. N. F. IEEE Trans. Leite da Silva. Leite da Silva.M. No. A. 1963 [6] J. A. 2. No. H. No. [10] C. pp. Martins.Term Probabilistic Evaluation of Operating Reserve Requirements with Renewable Sources”. Dezembro de 2009. May 1992. Soto Martos. “Frequency and Duration Method for Reliability Evaluation of Large-Scale Hydrothermal Generating Systems”.Vol. August 2008. Power Generation. “IEEE Reliability Test System”. February 2010. [13] W. Cigré Proceeding. Gomes Cabral. “Probabilistic Evaluation of Reserve Requirements of Generating Systems with Renewable Power Sources: The Portuguese and Spanish Cases”. M. Manso. B. Leite da Silva. pp. PAS – 82. Vol. Wood.A. Tese de Doutorado – Programa de PósGraduação em Engenharia Elétrica da UNIFEI. Artaiz. pp. Wollenberg. P. M. Soto. C. S. L. Rosa. R. C. “Dealing with Intermittent Generation in the Long-Term Evaluation of System Adequacy and Operational Reserve Requirements in the Iberian Peninsula”. M. M. [7] M. 562569. A. Sales. J. G.

o processo estocástico de operação do sistema é simulado pela amostragem de sequências de estados operativos do sistema baseado na distribuição de probabilidade da duração dos estados dos componentes e no modelo da curva de carga.Loss of load duration (duração da perda de carga) LOLE . definidos por anos. é a série sintética do sistema no ano k. Os períodos de amostragem dessas sequências foram prédeterminados. como segue na equação abaixo: [ ] ∑ Onde: é o numero de simulações anuais. é a função que estima os índices de confiabilidade do ano k.Loss of load expectation (perda de carga esperada) LOLF .Loss of load frequency (frequência de perda de carga) LOLP . Na SMC seqüencial há a preocupação com a cronologia do processo estocástico de operação do sistema e com as transições entre estados consecutivos do sistema. Os principais índices de confiabilidade para sístemas de geração são apresentados a seguir: EENS . Na SMC seqüencial.7. Devido à necessidade de se representar a evolução cronológica dos estados do sistema no processo de programação da geração.Expected energy not supplied (energia esperada não suprida) LOLD . O cálculo dos índices de confiabilidade vide SMC seqüencial pode ser expresso por uma estimativa para E[G]. ANEXO 1 – SIMULAÇÃO MONTE CARLO SEQUENCIAL A avaliação da confiabilidade utilizando a SMC consiste na determinação de vários índices de confiabilidade. temos assim as séries sintéticas anuais.Loss of load probability (probabilidade de perda de carga) . baseado no modelo estocástico de operação do sistema. foi utilizada a simulação Monte Carlo sequencial.

SISTEMA TESTE (IEEE-RTS32) O sistema em questão trata de 32 unidades geradoras. A Figura 6. com capacidade de carga variando de 12 MW até 400 MW. o tempo médio de reparo e a potência mínima e maxima dessas unidades. indicando a identificação da usina. de posse de uma capacidade total instalada de 3405 MW. ilustra o padrão de variação da carga ao longo do ano. o número de unidades instaladas em cada usina. Figura 6 – Curva de carga anual para o sistema IEE-RTS32 A tabela 4 possui os dados referentes a cada grupo de unidades geradoras. a taxa de falha. .8. ANEXO 2 . O pico anual da carga equivale a 2850 MW.

00 100.97959 19.4667 4.44 12.00 200.4667 19.96364 7.00 Pot.00 40.00 400.00 155.96364 4.00 76.00 350.65 6.00 50. 6.00 Max.00 16.42424 MTTR (horas) 60.28 12.00 80.00 50.28 23.12500 9.00 155.00 150.00 80.00 50.00 60.00 200.00 80.52 44.00 76.00 30.00 155.12500 9.00 100.00 50.00 50.58 6.00 400.00 30.58 0 .00 40.00 40.00 20.07 11.00 20.26 15. 12.46939 4.12500 9.00 40.Tabela 4 – Dados das unidades do sistema IEE-RTS32 Usina 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Unidades 5 2 2 2 2 3 1 1 2 3 1 1 1 6 λ (1/ano) 2.22105 7.00 20.28 12.00 150.00 10.61739 7.46939 7.92 25.00 197.26 44.00 80. Ativa (MW) Min.00 150.92 15.00 40.00 Custo de Produção ($/MWh) 30.00 10.30000 9.