UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL AUTORES: ADILZA DOS SANTOS LIMA ANA CLÁUDIA SANTOS

CONCEIÇÃO LENILDES FERREIRA ANUNCIAÇÃO LÍLIAN CAROLINE DOS S. B. STUER MARIA RUTH DA SILVA

CONTRIBUIÇÕES DAS TEORIAS SOCIOLOGICAS E POLÍTICOECONÔMICAS.

CAMAÇARI 2011

UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL AUTORES: ADILZA DOS SANTOS LIMA ANA CLÁUDIA SANTOS CONCEIÇÃO LENILDES FERREIRA ANUNCIAÇÃO LÍLIAN CAROLINE DOS S. Karen Michelly M. STUER MARIA RUTH DA SILVA CONTRIBUIÇÕES DAS TEORIAS SOCIOLOGICAS E POLÍTICOECONÔMICAS. e Sasaki e da tutora Profª Dafne Pinho Martins. B. Atividade apresentada como requisito parcial para aprovação na disciplina Política Social do Curso de Serviço Social da UNIFACS sob acompanhamento da Profª. CAMAÇARI 2011 .

o método pelas suas características de ordenação. Diante disso. esvaziando as tensões políticas e societárias que marcam a formulação e da cobertura as políticas sociais.1. serão abordadas neste trabalho as contribuições das seguintes teorias sociológicas e político-econômicas: Funcionalismo. . por conseguinte não conseguir suprir suas necessidades sociais. Dentro deste contexto. as diferentes correntes metodológicas revelam a interação existente entre um conjunto de determinações econômicas. sendo assim. o método se refere a um caminho teórico que explique as diversas formas possíveis de compreender a realidade social. Idealismo. A política social cabe à função de libertar indivíduos e grupos sociais da condição marginal por não estarem inseridos no modelo produtivo e. sistematização intelectual de dados. as políticas sociais surgem como forma de minimizar as desigualdades sociais. políticas e culturais cobertos por um véu ideológico que a depender do método termina por despolitizar os elementos de analise no interior da política. possuindo estas uma diversidade de concepções teórico-metodológicos que justificam a diversidade de métodos explicativos utilizados na Política Social. Portanto. termina por expressar-se em um conjunto coerente de leis. categorias e conceitos que possibilitam o desenvolvimento da pesquisa e a formulação de novos pressupostos teórico-metodológicos. Marxismo e Keynesianismo. a partir da formulação das políticas sociais. Introdução A concretização dos direitos sociais se consubstancia. Nesse contexto.

2. a instituição Social. Idealismo. manutenção e funcionamento do controle social do grupo para satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. 2008) afirmava que o objeto se sobrepunha ao sujeito no ato da pesquisa. é estratégica a organização. Sua contribuição para a sociologia tornou sua obra referencial.histórica e do papel da . influenciado pela filosofia clássica alemã de Kant e Hegel. quando iniciou um forte movimento operário socialista que visava explicar de que maneira o ambiente cultural e econômico influenciava a ação humana e o desenvolvimento capitalista. Durkheim (1987 apud BEHRING. O idealismo compreendia então que não se tratava apenas de explicar teoricamente os fatos sociais e suas causas. na qual as bases metodológicas se desenvolviam numa perspectiva em que os processos sociais deveriam ser tratados como fatos sociais. Weber materializou a sua teoria no final do século XIX e início do século XX. A instituição social desempenha seu papel utilizando o controle social. que representa um conjunto de regras e procedimentos padronizados e socialmente reconhecidos. mas que deveriam ser analisadas a partir de procedimentos metodológicos semelhantes. particularmente no que se refere às especificidades da formação sócias. ou seja. A perspectiva funcionalista ensina que por meio de um mecanismo de proteção da sociedade. O idealismo se apresenta como um pressuposto teórico metodológico baseado nos estudos desenvolvidos pelo alemão Max Weber. mas de compreender o sentido dos processos vivos da experiência humana. Para o teórico.Mosaico das teorias sociológicas e político-econômicas: Funcionalismo A perspectiva funcionalista se baseia nas contribuições teóricas metodológicas do sociólogo Emile Durkheim. o senso comum deveria ser superado pelo desenvolvimento da pesquisa. os processos sociais deveriam ser tratados e analisados como coisas que não se equiparavam à natureza. BOSCHETTI.

Ao defender uma maior participação do estado na economia. Keynesianismo.subjetividade e da cultura na ação e pesquisa social. provocaram desde o inicio grande impacto nos meios intelectuais. As formulações teóricas marxistas. além de proporcionar alternativas para os problemas sociais a partir de uma analise critica da sociedade vigente. O marxismo emerge como ciência da realidade social e como teoria para a ação justamente quando a economia burguesa (urbano-indústria) se cristaliza e a classe operária se constitui como um fenômeno novo. Keynes partia do princípio de que a maior participação do Estado nas relações econômicas seria uma das melhores alternativas de superação das consequências deixadas pela grande crise de 1929. mas de construção de uma sociedade mais justa. ele se desvinculava e rompia . “A teoria marxista vem como resposta à necessidade de compreensão da sociedade capitalista e como formula a organização da classe operária para emancipar-se de um processo de produção e relações de trabalho que subordinavam o trabalhador as condições precárias de vida” (LUCKESI e PASSOS. especialmente a análise teórica que fez da sociedade capitalista e de sua superação. estudando os sujeitos humanos com leis e metodologias próprias. Em sua obra. pois o mesmo questionava o funcionalismo e o idealismo. 2002). capaz de possibilitar a transformação da natureza humana e consequentemente da própria realidade. A escola keynesiana criou o princípio da demanda efetiva e defendeu a intervenção do governo no sistema econômico. Marxismo. possibilitando aos Assistentes Sociais realizar significativos debates e questionamentos. A teoria marxista contribuiu de forma definitiva para que o Serviço Social brasileiro se apropriasse de um riquíssimo arcabouço teórico. acreditando que a razão era não só instrumento de interpretação da realidade.

o Estado inserido nesse contexto agiria de forma a evitar essa insuficiência que levaria à grande crise. ao acreditar nas forças estatais como pleno regulador das relações econômicas.parcialmente com os princípios do liberalismo. segundo ele. Para Behring e Boschetti (2008) o fordismo foi bem mais que uma mudança técnica. o que. políticas e sociais. ou seja. em condições políticas determinadas. a verdadeira demanda a ser considerada como efetiva seria aquela que possibilitasse bens e serviços e em paralelo a capacidade e o poder de pagamento. Para Keynes. Outro ponto importante a ser colocado em relação ao modelo keynesiano é sua agregação ao pacto fordista. poderia desencadear uma grande crise. Keynes explica que. ao modelo de produção em massa dos acordos coletivos com os trabalhadores do setor monopolista em torno dos ganhos de produtividade do trabalho. ficaria evidente que essa insuficiência se dá por não haver meios de pagamento suficiente em circulação. A partir dessa teoria. Conforme Keynes. . havendo insuficiência na demanda efetiva. com a introdução da linha de montagem e da eletricidade: foi também uma forma de regulação das relações sociais.

Portanto. Ou seja.3. mormente na esfera social.. As Políticas Sociais serviriam como: “[. tornando-se o espaço de reprodução e operacionalização das políticas sociais. Nesse sentido. Contribuições das teorias sociológicas para o desenvolvimento da Politica Social Depois da Segunda Guerra Mundial. nada neutra. que idealizou a construção do tipo ideal. a perspectiva metodológica weberiana. 28). as Políticas Sociais se constituíam em instrumentos de legitimação da violência do Estado sobre os dominados. nas . e que influenciou o debate e a pesquisa comparada de padrões de proteção social. de legitimação e de apresentação dos conflitos de classe como um “estado mórbido” do corpo social” (LOWY.] uma estratégia. 1987. que investigou sobre os assuntos econômicos e políticos que oferecem autoridade e legitimidade ao Estado consideram que a elaboração e implementação das Políticas Sociais seriam utilizadas pelo Estado como um mecanismo institucional típico da racionalidade legal contemporânea. as instituições sociais surgem como um instrumento de complementação do modelo funcionalista.. gerando setorização das necessidades humanas e ação sobre os efeitos do subdesenvolvimento. no serviço social brasileiro. Na perspectiva funcionalista o Estado era entendido como o órgão em relação ao qual. sejam elas funcionalistas (Durkheim) ou compreensivas (Weber) não se ocuparam diretamente de examinar o Estado em ação. a influência norte-americana embasada na escola funcionalista. reforçando a condição de subordinação marginal a que estavam submetidos os mesmos. é nítida. p. as abordagens não marxistas. Dessa forma.

tendo em vista assegurar a adequada efetivação do mandato dos dominantes. Para a concepção marxista. considerava que a burocracia constituía-se em um elemento intermediário entre dominantes e dominados. Diante disso. Na perspectiva marxista. a compreensão das políticas sociais. assumindo o Estado o papel de formador de representação da consciência coletiva.sociedades avançadas a situação de dependência do individuo ia aumentando. por sua vez. as políticas sociais são analisadas sob o ponto de vista político e econômico. as políticas sociais devem ser analisadas a partir da compreensão do complexo e contraditório processo de produção e reprodução econômica e social determinado por uma diversidade de causas numa perspectiva de totalidade. em sua complexidade histórico-estrutural. Já a perspectiva compreensiva. . compreender as manifestações latentes no interior da sociedade que terminam por determinar as relações entre o sujeito e objeto. rompendo com a concepção restritiva de que aquelas sejam meros mecanismos de cooptação e legitimação da ordem capitalista. consiste em reconhecer a essência do fenômeno.

ao longo do tempo. Enfim. a burocratização. . Homens tentando explicar os próprios homens em sociedade. independentemente de suas preferência ideológicas. os tempos mudam. procuravam explicar as grandes transformações vivenciadas pelas nações europeias em decorrência da formação e do desenvolvimento do capitalismo. de ser adaptável ao contexto político e econômico atual. podemos percebê-la nas diversas pesquisas realizadas pelos sociólogos. Conclusão Não há como negar os resultados alcançados pelas teorias sociológicas através dos tempos e a presença das mesmas no cotidiano. Acima disso. deve-se priorizar sempre a tentativa da Sociologia em compreender o homem e o seu mundo social. Afinal. nas entidades estatais e nas empresas. talvez aí esteja a fascinação que a Sociologia exerce sobre nós. A multiplicidade de visão sociológica sobre a sociedade persista ainda hoje. o qual não deixa de certa forma. os mecanismos de dominação. mais a Sociologia acompanha o homem. nas universidades. Acumularam-se informações sobre as condições da vida humana. os problemas do equilíbrio social. eles contribuíram para uma melhor compreensão da própria humanidade.4. a alienação que puderam compor um panorama da realidade social da época moderna. A medida que os sociólogos.

BOSCHETTI.2 (Coleção Biblioteca Básica de Serviço Social).R. .. LOWY. 2008. 2002. I. 5. LUCKESI. Introdução a Filosofia: aprendendo a pensar. São Paulo: Cortez. E. Elisete S. PASSOS. Cipriano. São Paulo: Cortez. ed. Política social: fundamentos e história. . 1987. São Paulo: Busca Vida.REFERÊNCIAS BEHRING. v. M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Munchhausen: marxismo e positivismo na Sociologia do conhecimento.