A História da TV

A história da televisão e seu desenvolvimento, deu-se através de descobertas e pesquisas em diversas áreas das ciências, e a descoberta essencial que propiciou esse invento foi a do Selênio (Se) em 1817 pelo químico sueco Jons Jakob Berzelius, porém a sua característica de converter energia luminosa em corrente elétrica foi descoberta 56 anos mais tarde em 1873 pelo inglês Willoughby Smith desse jeito o estudo e o desenvolvimento da transmissão de imagens por meio de corrente elétrica foi possível. A televisão surge em 1886, quando o estudante de Engenharia alemão Paul Nipkow, estudava a hipótese de enviar imagens a distância, com a ideia de decompor a imagem em pontos. Assim ele desenvolveu um disco com orifícios em espiral com a mesma distância entre si fazendo com que o objeto se subdividisse em pequenos elementos, mas que juntos formariam a imagem. Conforme esse disco girava os furos se moviam através da cena, cada uma ligeiramente abaixo da outra, e efetuada a varredura da imagem esta seria transformada em uma série de impulsos elétricos através de uma célula fotoelétrica e enviados por um fio e chegando ao receptor faria o processo inverso, o de composição da imagem. Somente em 1923 foi patenteado o tubo iconoscópio por Vladimir Zworykin. Mas a televisão como conhecemos hoje começou a partir de 1930, a NBC(National Broadcasting Company) formada pela RCA (Radio Corporation of America) começou transmissões experimentais nos EUA. A CBS (Columbia Broadcasting System) começa suas transmissões no ano seguinte, e em 1932 a NBC também começa suas transmissões. Na Alemanha e França as primeiras transmissões são oficializadas em 1935, na Russia, em 1938. Em 1954, nos EUA, é implementada TV colorida com o sistema NTSC. E em 1967 se introduz o sistema PAL na Alemanha. Além desses dois sistemas, tem-se também o SECAM francês.

Segundo George Martins da Silva, estudante do curso de comunicação social, com habilitação em Radio e TV pela Universidade Federal da Paraíba: ―Na TV a cores, o funcionamento se dá assim: o olho humano possui cones, que funcionam como sensores, predominantes para três cores primárias: vermelho, a que se atribui a letra ―R‖ (red, vermelho em inglês). verde ―G‖ (green) e azul ―B‖ (blue). As demais cores são conseqüência de excitações proporcionais das três cores primárias. A câmera a cores tricromática cria três sinais: R, G e B, cada um com faixa de freqüências de 4,2 MHz e o cinescópio a cores possui três canhões que são excitados pelos respectivos sinais R, G e B’’.

As primeiras movimentações sobre a TV Digital nos EUA começaram no final dos anos 80 e as primeiras transmissões dessa modalidade foram realizadas em 1998. Na Europa e no Japão as primeiras transmissões ocorreram em 1995.

A História da TV no Brasil

Em abril de 1950 surgiu a TV no Brasil, foram instalados aparelhos no saguão dos Diários Associados para transmitir a apresentação do Frei José Mojica, em 1955 foi a primeira transmissão externa, transmitindo o jogo entre Santos e Palmeiras. Em 67 é criado o Ministério das Comunicações no ano seguinte é criada a Rede Nacional de Microondas, sistema de transmissão por satélites: a Telstar. A TV Globo transmite via satélite o lançamento da nave espacial Apolo IX. Em 1970, no país já eram mais de 4 milhões de aparelhos de televisão e a primeira transmissão da TV em cores acontece em 1972. Mas enquanto isso no Japão os estudos sobre a TV digital já tinham começado. O sistema implantado nessa época no Brasil é o PAL-M que se tratava de uma adaptação do sistema PAL (Europeu) para os equipamentos que

existiam no país, ele contava com resolução de 625 linhas e 29,97 quadros por segundo, utilizando frequência de energia próxima dos 60 Hz do padrão NTSC. Nos anos 90 surgem as primeiras transmissões de canais em sintonia UHF. A MTV Brasil (canal 32), é a pioneira, logo em seguida, vem a TV por assinatura à cabo, com a TV + (mais) sendo a pioneira dessa nova modalidade no país. As guerras começam a influenciar na audiência, estabelecendo recordes com a transmissão do conflito no Golfo Pérsico. Em 1996 o Brasil já é o 6° maior produtor de aparelhos televisores do mundo. No consumo, perde apenas para os Estados Unidos e Japão. No ano seguinte, instaura-se a ANATEL, no Governo de Fernando Henrique Cardoso.

A TV Digital no Brasil só foi pensada nos anos 90, mas só em 2003, quando as pesquisas foram intensificadas e várias entidades passaram a realizar trabalho em torno dela que a ideia começou a se desenvolver. E no final de 2007 ocorre a primeira transmissão oficial de sinal de TV Digital no Brasil, na cidade de São Paulo.

Padrões de Difusão de imagem da TV Analógica
Os vídeos apresentados na TV são formados por vários quadros de imagens que chegam por segundo, e que, devido a um fenômeno de persistência no cérebro humano, oferecem uma sensação de um vídeo com movimento totalmente contínuo. Aparelhos receptores de TV requerem sinais de referência, que servem para sincronizar e deixar o aparelho pronto para receber cada quadro da imagem. Esses sinais são periódicos, e, por conveniência, a freqüência usada no fornecedor de energia elétrica é aproveitada para guiar o sinal de referência dos quadros. No mundo existem basicamente dois padrões de freqüência de energia elétrica: 50 Hz e 60 Hz. Com 50 Hz, os padrões de TV analógica usam 25 quadros por segundo; com 60 Hz, são usados 30. Essas taxas de 25 ou 30 quadros por segundo são as diferenças fundamentais entre os padrões de TV analógica, dificultando muitas vezes a conversão de um padrão para outro.

A maior parte dos países usa um dos três principais padrões de difusão de TV analógica – NTSC (National Television Systems Committee), Secam (Sequential Couleur Avec Memoir) e PAL (Phase Alternating Line) –, ainda que alguns países adotem Secam (Sequential Couleur Couleur Avec Memoir) e PAL (Phase Alternating Line) , ocorre a variações desses padrões, como o PAL-M no Brasil. A origem desses padrões tem motivos técnico alem de raízes históricas e políticas.

NTSC
O primeiro padrão de difusão de TV em cores, foi adotado nos EUA durante os anos 1953-54, e também no Canadá, Japão e em muitos outros países com sistemas elétricos de 60 Hz. Possuía alguns problemas na apresentação das cores, e, por isso, começou a ser designado pejorativamente de NTSC – Never Twice the Same Color (Donnelly, 1995). Ou seja, nunca conseguia a repetir mesma cor duas vezes. Esse padrão usa uma taxa de 30 quadros por segundo (na realidade o valor exato é de 29,97) e 525 linhas

PAL
Esse padrão, desenvolvido pela Telefunken (uma empresa alemã fabricante de rádios, televisores e componentes eletrotécnicos) nos anos 60, corrigia o problema de distorção de cores do padrão NTSC. Países da Europa, Ásia e sul da África adotaram o padrão PAL.Esse padrão possui uma taxa de 25 quadros por segundo, e 625 linhas. A taxa de 25 quadros por segundo é uma pequena desvantagem desse padrão, pois pequenos tremores na tela (flickers) podem se tornar muito perceptíveis aos olhos humanos. Logo o padrão PAL seria modificado no Brasil para o padrão PAL-M.

Secam
SECAM é um padrão francês, adotado no início dos anos 60, que apesar de usar a mesma resolução do PAL – 625 linhas e taxa de 25 quadros por segundo – não mantinha nenhum tipo de compatibilidade com qualquer outro tipo de padrão. Predominantemente por uma decisão política, pelo fato dos televisores não poderem receber transmissões originadas pela maioria dos países ocidentais.

SECAM foi mais tarde adotado pelas antigas colônias francesas e belgas, países do leste europeu, a antiga União Soviética e países do Médio Oriente predominantemente por uma decisão política, pelo fato dos televisores não poderem receber transmissões originadas pela maioria dos países ocidentais.( isso já foi dito) No entanto, com a queda do comunismo, e seguindo um período em que aparelhos de televisão multi-padrões se tornaram comuns, muitos países do leste europeu decidiram mudar para o padrão PAL.

PAL-M

Variação do padrão PAL, desenvolvido e adotado apenas no Brasil, desde sua primeira transmissão oficial, na Festa da Uva em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 19 de fevereiro de 1972, numa colaboração entre a TV Difusora, TV Rio,TV Piratini e TV Caxias. Consiste em utilizar o sistema PAL de codificação do sinal de cores em uma sub-portadora, no padrão de formação de imagem "M". Foi à solução encontrada na época da adoção do sistema de cor para que, desta forma, as transmissões em cores pudessem ser recebidas pelos aparelhos em preto-ebranco sem a necessidade de adaptadores, e assim vice-versa. Na verdade, desde 1963 era possível a recepção de programas em cores no Brasil no sistema NTSC, através de experiências de emissoras como a TV Excelsior e a TV Tupi e da apresentação de seriados americanos já produzidos

em cores, tais como Bonanza. Entretanto, o custo dos televisores importados dos Estados Unidos era proibitivo (além de ser muito caro), a política tecnológica brasileira mudou e somente no início da década de 1970 o Brasil pôde desenvolver o PAL-M e viabilizá-lo. O padrão PAL-M, híbrido dos sistemas norte-americano (de resolução de tela) e europeu (de codificação de sinais de cor), desde sua criação durante a ditadura militar até hoje é adotado apenas no Brasil. Sendo assim, todo e qualquer aparelho gerador ou receptor de sinais analógicos coloridos de TV — de televisores em si a consoles de videogame e aparelhos de DVD —

produzido para algum outro mercado do mundo que não seja o brasileiro precisará de adaptadores (chamados ―transceivers‖) para conseguir funcionar no país. Durante o desenvolvimento da televisão (preto e branco), foram criadas diversas normas; uma delas era a dependência com a frequência da rede de energia elétrica local. Como nos Estados Unidos a frequência da rede elétrica era de 60 Hz, o processo para transmissão de televisão deveria gerar 60 campos de imagem por segundo para evitar o efeito da cintilação. A imagem seria formada por 525 linhas por fotograma (formado por 2 campos) e 30 fotogramas por segundo para dar a sensação de movimento. Estas características do sistema de transmissão de televisão norte-americana fazem parte das normas estabelecidas pela RMA (Radio Manufacturers Association) ou simplesmente "M", e acabou sendo adotadas por outros países com a mesma frequência de rede, como o Brasil e o Japão (ressalvado que a parte oriental do Japão usa 50 Hz). Países onde a energia elétrica é gerada com a frequência de 50 Hz como Alemanha, Argentina, e outros, principalmente na Europa, o sincronismo da imagem é formado por 625 linhas de resolução em cada fotograma e taxa de atualização de tal imagem à 25 fotogramas por segundo, para dar a sensação de movimento. O PAL-M será substituído pela transmissão digital no padrão nipo-brasileiro ISDB-TB até 2016.