UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENDO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLÓGICAS LICENCIATURA EM FÍSICA

LANÇAMENTO DE PROJÉTEIS

Clodoaldo Felix de Jesus (200610986) Gideoni Francisco dos Santos (201211015)

Ilhéus – BA 2012

Turma Licenciatura em física. Dia de execução do experimento: 29/10/2012 Professor: Henri Plana Ilhéus – BA 2012 .Clodoaldo Felix de Jesus Gideoni Francisco dos Santos (200610986) (201211015) LANÇAMENTO DE PROJÉTEIS Relatório apresentado como parte dos critérios de avaliação da disciplina CET165 – Laboratório de Física I.2. 2012.

SUMÁRIO 1.Incerteza y1 9. Materiais utilizados. Incerteza do alcance 8. g e velocidade teórica 11. Cálculos dos valores vox. Incerteza do cronometro 5. Procedimentos 4. 3. Introdução. Cálculos das incertezas 6. Conclusão 3 . 2. Incerteza do tempo 7. Incerteza y2 10.

Introdução Nesse experimento foram investigados três fenômenos: i) A cinemática de corpos sujeitos a uma aceleração gravitacional g. Portanto quando se lança um projétil horizontamente.1. observando seu deslocamento em x. um corpo que parte de uma determinada 4 objetivos desse . pode-se avaliado através da equação (1). necessariamente forçando v y. iii) A conservação de energia. a altura na qual ele abandonou a rampa. yo é a componente y da velocidade na posição yo. após concluída essa etapa anterior. como sub-produto. o valor da velocidade com a qual o mesmo foi lançado.o é a componente x da velocidade na posição xo. comparar os resultados obtidos com as equações (1) e (2) com o resultado previsto pela conservação de energia.ot – ½ gt² (2) Os ternos dessas duas equações possuem seus significados usuais ( x é a posição do eixo x. Determinando o tempo que o mesmo leva ao tocar o solo e. Estes serão dois dos experimento. uma estimativa para o valor do módulo da aceleração do corpo em queda livre lançado por uma rampa horizontal. y é a posição ao longo do eixo y. xo é a posição inicial neste eixo de coordenadas. Neste caso. ii) O caso particular do lançamento horizontal de um projétil a uma determinada velocidade vxo e. podemos obter.o = 0.ot (1) y = yo + vy. via equação (2). pode-se estimar a velocidade horizontal do projétil. Um terceiro objetivo será. Um corpo sob a atuação de um campo gravitacional deve ter seu comportamento cinemático ditado pelas seguintes equações: x = xo + vx. t é a coordenada temporal e g o módulo da aceleração local da gravidade). Como sabemos. concomitantemente. v x. bem como ter uma estimativa do valor da constante g. yo é a posição inicial neste eixo de coordenadas.

ambos. É fundamental o correto tratamento das incertezas neste experimento. podemos chegar a interessantes conclusões. Fio de prumo. na figura. Fita métrica. A relação das distâncias a serem medidas. Papel milimetrado. Ita adesiva. x. já nos dará uma medida da trajetória da esfera.altura y2 com velocidade inicial igual a zero. Note que y2 e y1 são alturas máxima e mínima. fornecidos pelo experimento. da rampa utilizada. Contratando a velocidade assim obtida com aquela fornecida pela equação (1). Esfera. Como a origem do sistema de referência horizontal será a projeção da extremidade livre da rampa. e com altura y1) com uma velocidade dada por (ver figura 1) Vxo = (3) Onde h = y2 – y1 e g são. respectivamente. 5 . deverá chegar ao final da rampa (aqui considerada horizontal. Figura 1: Figura que exemplifica a montagem experimental utilizada neste experimento. 2) Material Utilizado: • • • • • • Cronometro.

3) Procedimento: Primeiramente. o que facilita a medição. ou seja seu limite de resolução temporal. O cronometro foi acionado e travado a cada lançamento.918 0. No chão.826 0. que ficou posicionado de forma que a distância entre o local onde a esfera tocou é medido sempre em relação ao local onde ele estava posicionado (perto da mesa). ele foi ligado e desligado 20 vezes para obter um valor médio. esta deixa uma marca. Esta medição teve auxílio do fio de prumo.886 0.061 0.493 0.932 0.477 0. Tripé e haste universais. A partir de então.923 0. pois ao tocar o chão.489 Alcance xi (m) 0. A distância – que será medida pela fita métrica .496 10 Lança mento 11 12 13 14 15 16 17 18 0.498 0. Os resultados obtidos foram dispostos numa tabela. montou-se um sistema de forma que a esfera fosse abandonada de uma determinada altura (y₀) – e essa tem de ser a mesma em todas as medições realizadas para minimizar os erros experimentais – compondo um lançamento horizontal.923 0. o alcance considerado foi a média aritmética de todos os alcances em x: o mesmo ocorreu para o tempo.494 0.486 0. quando a esfera partia do repouso até atingir o chão respectivamente.entre a marca deixada pela esfera e a mesa . colocou-se papel milimetrado a fim de que se pudesse medir o alcance da esfera.• • Rampa com saída horizontal.492 0.024 0.950 Alcance xi (m) 0.489 0.870 1.923 0.507 0.502 6 .941 0.503 0.830 0.812 0.858 0.503 0.498 0.493 0. para verificar qual o tem que a esfera levava para realizar esse percurso.é o alcance. como em cada experimento obteve-se um alcance diferente.505 0.507 0.821 Temp o ti (s) 0. Para determinar o limite de resolução do cronometro.484 0.895 0. Tabela1: (Resultado dos lançamentos) Lança mento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Temp o ti (s) 1. foram realizados cálculos a fim de cumprir o objetivo da experiência realizada.890 0.

19 0.300 0.760 Valor 1.272 0.500 20 0.502 Tabela 2: Valores médios referente a tabela 1: i(s) 0.281 0.309 0.300 0.276 0.762 1.323 0.300 0.281 0.300 0.245 0.292 7 .318 0.908 i(m) 0.664 1.281 0.295 0.761 1.665 1.286 0.765 1.762 médio 4.496 Tabela 3: Obtenção média das alturas y1 e y2 y1(m) y2(m) 1.304 0.936 0. Incerteza do cronometro Tabela 4: obtenção da incerteza do cronometro: medidas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Tempo (s) 0.276 20 média 0.664 1.295 0.761 1.300 0.665 1.663 1.663 1.304 0.941 0.

908 ± 0. Ou seja. Logo: 0. 6. Incerteza do tempo (t): σy = 0. Incerteza do alcance (x): σy = 0.146 5. dividida por 2.292/2 = 0.A incerteza do cronometro segundo o material consultado será dado pela a média das medidas da tabela 4.008 σm = σm = 0.014 logo o tempo será dado por: t = ± σm t = 0. utilizaremos a equação: σ= Onde: N = número de medidas yi = valor do mensurado relativo à i-ésima medida ӯ = valor médio do mensurando.064 σm = (4) σm = = 0.0004 m 8 .014 7. Cálculo das incertezas Através dos valores médios que constam nas tabelas anteriores acharemos as incertezas amostrais dos mensurados.

veja: x₀ = 0 x = x₀ + v₀xt (1) y = y₀ + v₀yt – 0.6640 ± 0.0004 9.0004 m logo y1 será: y1 = ӯ1 ± σm y1= 1.7620 ± 0.5 gt² (2) v₀y = 0 y=0 9 .001 σm = σm = 0. Cálculos dos valores vox.0008 10. Incerteza y1: σy = 0.0004 8.0008 m logo y1 será: y2 = ӯ2 ± σm y2= 1.logo o tempo será dado por: x= ± σm x= 0.002 σm = σm = 0. o resultado da velocidade experimentalmente certamente é um pouco diferente.4960 ± 0. g e velocidade teórica O resultado de v₀x encontrado abaixo é um resultado algébrico. Incerteza y2: σy = 0.

496 = vox.908(s) vox = 0.908 vox = 0. Bibliografia: 10 .593 m/s (3) 11. utilizou-se a velocidade encontrada algebricamente.412 g = 4. visto que a velocidade encontrada experimentalmente foi praticamente a metade da outra encontrada algebricamente.277 m/s² vxo = vxo = vxo = 0.x = x₀ + v₀xt 0. de modo que o valor encontrado fosse bem maior que o normal.496(m)/0.762/0.546 m/s Para que se possa determinar a aceleração da gravidade experimentalmente. 12. que relacionava a velocidade com a altura (y₀). Isso ocorreu devido aos erros advindos do operador e da própria medição.762 – ½ g(0.908)² g= 1. substituindo-a na equação encontrada anteriormente. y = yo + vy. no momento em que a diferença percentual foi calculada – na segunda parte dos cálculos.0.ot – ½ gt² (2) 0= 1. Percebe-se a presença destes.8 m/s²). Conclusão: O cálculo da aceleração da gravidade a partir dos valores obtidos no experimento foi um resultado diferente da aceleração normalmente utilizada (9.

KANDUS. Resnick. Robert... VASCONCELOS. David. Sandro B. Krane.• CERQUEIRA.. • 1996. Alejandra. REMBOLD.Livros Técnicos e Científicos Editora S. Rio de Janeiro: LTC .. 11 . UESC. Adriano H. Apostila de Laboratório de Física I. kenneth S. 4°edição. Maria J.A. Ralliday. 2009. Física 1.