PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Instituto de Ciências Humanas Curso de Geografia

Benito Martins Ricoy Fernanda Thaisa da Silva Souto Jose Martins Rocha Lucas Jardim Prates Ludmilla de Oliveira Campos Marlla Cristiane Oliveira Ferreira Rafael de Oliveira França Fernandes Samuel Alves dos Santos Vitor Vieira Vasconcelos

A DINÂNICA DO MUNICÍPIO DE BRUMADINHO: Análise de setores censitários

Belo Horizonte 2012

Benito Martins Ricoy Fernanda Thaisa da Silva Souto Jose Martins Rocha Lucas Jardim Prates Ludmilla de Oliveira Campos Marlla Cristiane Oliveira Ferreira Rafael de Oliveira França Fernandes Samuel Alves dos Santos Vitor Vieira Vasconcelos

A DINÂMICA DO MUNICÍPIO DE BRUMADINHO: Análise de setores censitários

Trabalho Integrado apresentado ao Curso de Geografia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais para as disciplinas Cartografia Temática, Geografia da População, Pedologia e Geografia Política e Geopolítica.

Belo Horizonte 2012

Sumário
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 4 2. BRUMADINHO ..................................................................................................................... 5 2.1 Localização do município................................................................................................. 5 2.2. Histórico do Município.................................................................................................... 6 3. LEITURA DO MUNICÍPIO .................................................................................................. 7 3.1 Aspectos Físico-Geográficos ............................................................................................ 7 3.1.1. Uso e ocupação do solo .......................................................................................... 11 3.1.2. Mobilidade Urbana ................................................................................................. 14 3.2. Aspectos Socioeconômicos ........................................................................................... 15 3.2.1. Demografia ............................................................................................................. 15 3.2.2. Educação ................................................................................................................. 23 3.2.3. Saúde ...................................................................................................................... 23 3.2.4 Segurança Pública.................................................................................................... 23 3.2.5. Economia Municipal............................................................................................... 24 3.2.6. Abastecimento de Água .......................................................................................... 26 3.2.7. Esgotamento Sanitário ............................................................................................ 26 3.2.8. Limpeza Pública ..................................................................................................... 27 3.3. Questionamentos da população ..................................................................................... 27 4. ESTUDO DE SETORES CENITÁRIOS DO MUNICÍPIO DE BRUMADINHO ............. 29 4.1. Definição e objeto de estudo ......................................................................................... 29 4.2. Caracterização e análise dos setores censitários 3, 23, 24, 39 e 47 ............................... 30 5. Considerações Finais ............................................................................................................ 51 6. REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 53 7. ANEXOS/APÊNDICE ......................................................................................................... 55

1. INTRODUÇÃO

Dentro do processo de metropolização de Belo Horizonte, observa-se uma expansão significativa dos seus vetores. A capital não tendo mais capacidade que comportar a grande massa populacional, que chega de outras regiões em busca de melhores condições de vida, transfere para municípios próximos essa demanda. Assim além do desenvolvimento da capital verifica-se também o crescimento dos municípios ao seu entorno. Tudo isso contribuiu para que a Região Metropolitana de Belo Horizonte se expandisse cada vez mais e apresentando diferentes direções de crescimento, que tiveram origem nas regiões da capital. Essas direções podem ser compreendidas através dos seis grandes vetores de expansão urbana: oeste, norte-central, norte, leste, sul e sudoeste. Os municípios de Nova Lima e Brumadinho integram o vetor sul da capital, a expansão desse setor se deu principalmente pela atividade intensa de mineração, com extração principalmente de minério de ferro e ouro, fazendo com que o setor imobiliário e empresarial investisse cada vez mais nesta região. A proposta deste trabalho é analisar de forma detalhada todos os aspectos referentes ao município de Brumadinho, para uma melhor compreensão do processo de metropolização que se dá dentro do município e como tem influenciado no território. Através da análise geral de Brumadinho é possível compreender o universo desse município, que pela sua proximidade a capital, vem perdendo seu caráter de cidade pequena e rural e começa a absorver essa personalidade da cidade grande. Nessa transição de rural para urbano, os moradores são os mais afetados, pois acabam perdendo sua identificação com o lugar onde nasceram. O objetivo geral desse trabalho é analisar os aspectos do município, por meio dos setores censitários, compreendendo assim como se dão as transformações e a influência na dinâmica da cidade de Brumadinho e na vida de seus moradores, e reflexos dessas mudanças trazem. Os principais objetivos que nortearam este estudo foram à busca por uma maior compreensão do modo de vida da população dos setores censitários. Tanto a sua relação com o meio ambiente quanto os aspectos sociais. Verificar a autonomia dos setores, se cada região supre as necessidades básicas de sobrevivência dos moradores. Perceber os défits dos locais de estudo. A presença e ação de politicas públicas em beneficio da população, levando em conta o crescimento e urbanização de Brumadinho. Podendo ainda relacionar as condições do

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espaço vivido e a espacialização do mesmo, verificando assim a satisfação da população e se o sentimento de lugar é compartilhado pelos moradores do setor. Para a realização desta pesquisa foram feitos levantamentos bibliográficos, cartográficos, e documentais (com ênfase na “produção” de Brumadinho, visto o processo de expansão urbana de Belo Horizonte em direção ao município, e a ocupação do mesmo). Além disso, utilizaram-se artigos acadêmicos e dados fornecidos por institutos de pesquisa como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação João Pinheiro, Plano Diretor do Município de Brumadinho, dentre outros. A fim de entender a dinâmica dos setores censitários de estudo, bem como a perspectiva comunitária frente às sucessivas transformações ocorridas nesse espaço urbano, foram realizadas visitas de campo, com o acompanhamento dos professores responsáveis pela coordenação do trabalho e pelos integrantes do grupo para o levantamento de dados específicos do município. Foram realizadas entrevistas com os moradores a fim coletar dados e estabelecer contato com associações de bairro. Sendo elaborados roteiros para as mesmas e questionários que conduziram e orientaram nestes trabalhos de campo. Foi utilizado softwares (Pacote Office) para elaboração, análises de mapas, tabelas e gráficos, bem como programas para edição de imagens. Foi levantado o contexto histórico e o contexto atual fazendo o cruzamento das informações obtidas, analisando-as de forma crítica e aprimorando-as, para que fosse feito um cuidadoso planejamento de abordagem. Para análise pedológica do município foram coletadas amostras de solo que foram mandadas para o laboratório, para analisar com mais propriedade a ocupação das áreas de estudo, e utilização da mesma pelos moradores da região.

2. BRUMADINHO 2.1 Localização do município Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Brumadinho abarca uma área de 640,08km², e está localizado a uma distância de 49 km de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria Estadual de Gestão Metropolitana (SEGEM), Brumadinho faz limite com os seguintes municípios: Ibirité, Sarzedo, Mário Campos, Igarapé, Itatiaiuçu, Rio Manso, Bonfim, Belo Vale, Belo Horizonte, Moeda, Itabirito, Nova Lima e São Joaquim de
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Bicas. Na figura 1, observa-se a localização do município dentro do Estado de Minas Gerais e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Figura 1: Localização do município de Brumadinho

Figura 01. Localização do município de Brumadinho Fonte: PDDI Região Metropolitana de BH

De acordo com a Secretaria Estadual de Gestão Metropolitana (SEGEM), Brumadinho faz limite com os seguintes municípios: Ibirité, Sarzedo, Mário Campos, Igarapé, Itatiaiuçu, Rio Manso, Bonfim, Belo Vale, Moeda, Itabirito, Nova Lima e São Joaquim de Bicas. Conforme o Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), a cidade sofre grande pressão e influência do Município de Belo Horizonte, devido à sua localização, seja em nível ambiental, seja em nível social. O Plano ainda acrescenta que o município é considerado um refúgio temporário ou permanente de pessoas que buscam tranquilidade e qualidade de vida, o que alimenta a especulação imobiliária dentro do município.

2.2. Histórico do Município Segundo o IBGE, a região começou a ser colonizada quando os bandeirantes paulistas, chefiados por Fernão Dias Paes Leme, desbravando a área do espinhaço meridional, fundaram um núcleo de abastecimento da bandeira. Um lugar de pouso e repouso e levantamento de mantimentos. Logo esse núcleo de abastecimento passou a pequeno arraial de mineradores. Conforme o Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), a sua origem deve-se à construção do Ramal de Paraopeba da estrada de Ferro, Central do Brasil. Pois o povoado nasceu e se desenvolveu em consequência do estabelecimento de uma estação de estrada de ferro no lugar. A construção do Ramal de Paraopeba faz parte da fase áurea da construção ferroviária em Minas Gerais e no Brasil. A mineração e a agricultura cafeeira atraiu trabalhadores e imigrantes estrangeiros, e consequentemente o povoado foi se desenvolvendo,
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e logo o povoado tomou aspecto de pequena cidade. O topônimo Brumadinho foi dado à Estação construída no lugar e tem origem na derivação do nome do povoado mais próximo, Brumado do Paraopeba. O município de Brumadinho, segundo a Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi criado através do Decreto – Lei n.º 148, no dia 17 de dezembro de 1938, desmembrando-se de Bonfim. Em 1º de janeiro de 1939, empossou-se o primeiro prefeito nomeado, o engenheiro civil e de minas, Mário Albergaria dos Santos. Quando se formou o novo município, foram anexados os distritos de Aranha e São José do Paraopeba, saídos do Município de Itabirito e Piedade do Paraopeba, desmembrado do Município de Nova Lima, conforme relata o Plano Diretor Municipal. O Plano Municipal acrescenta que o Distrito de Brumado do Paraopeba (atual Conceição de Itaguá), pertencia ao município de Bonfim, somente é anexado ao município, em 1953, quando passa a ser um dos distritos que integram Brumadinho.

3. LEITURA DO MUNICÍPIO 3.1 Aspectos Físico-Geográficos Segundo o Atlas IBGE (2002) citado pelo Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), Brumadinho está localizado na zona de clima Tropical Brasil Central, com alternância de estações secas e chuvosas bem demarcadas ao longo do ano. O período das chuvas ocorre entre os meses de outubro a março, já o período seco inicia-se em abril e segue até o mês de setembro. A temperatura média do município está acima de 18ºc em todos os meses. A precipitação média anual se situa em 1.491mm, com as chuvas concentradas no semestre mais quente, sobretudo no verão, e o inverno apresentando de 2 a 4 meses seco, onde se nota um pequeno déficit hídrico (INDI, 2011). A alta disponibilidade hídrica faz com que a rede de drenagem do município de Brumadinho seja marcada por cursos d'água perenes. Como relata o Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), devido a fatores físicos, há o favorecimento da formação de muitas nascentes na região (Mapa de Hidrografia) que é drenada por rios permanentes, afluentes da bacia do Rio Paraopeba – Rio São Francisco.

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Mapa 1 – Hidrografia do Município de Brumadinho - MG

Fonte: Base Municipal: IBGE/ 2010 Pedologia: EMBRAPA. Organização: Lab. Cartografia – PUC Minas Elaboração: SOUTO, Fernanda T.S.

Brumadinho está inserido em uma área que integra o denominado Quadrilátero Ferrífero na porção sul do Cráton São Francisco, onde se destaca a grande ocorrência de minério de ferro e variabilidade na geomorfologia. As tipologias da vegetação e o uso do solo em Brumadinho variam de acordo com os aspectos geomorfológicos e pedológicos. O município está localizado sobre o embasamento granito-gnáissico, uma área composta por rochas Arqueanas do Complexo Metamórfico Bonfim que faz parte do Supergrupo Rio das Velhas. Como se pode observar no Mapa 2, a litologia do município é formada basicamente por rochas metamórficas. Brumadinho é formado pelas rochas ortognaisse (metamórfica), sendo encontrada no norte e no centro do município, itabirito (metamórfica/ sedimentar) tendo uma faixa desde o noroeste seguindo pelo norte e indo até o sudeste, tonalito (metamórfica) sendo encontrado no sudeste, metabasalto (metamórfica) compondo uma pequena porção no noroeste do município. As rochas metamórficas filito, dolomito e xisto aparecem em pequenas faixas no nordeste e norte. Já o centro e o sul de Brumadinho e formado principalmente pela rocha metamórfica gnaisse. A rocha filito forma uma extensa faixa que vai do norte e segue até o
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leste de Brumadinho. O xisto compõe duas porções grandes no leste e no oeste do município. Já as duas rochas sedimentar aglomerado e conglomerado, estão dispostas da seguinte forma no município: aglomerado constituindo uma pequena porção no leste e o conglomerado tendo pequenas porções espalhadas pelo noroeste e norte de Brumadinho. O relevo do município é sustentado pela rocha granito-gnáissico, mais antigo e desgastado, que corresponde às terras mais baixas, têm morfologia em morros no padrão côncavo-convexo, vertentes ravinadas, vales encaixados e altitudes variando entre 620 a 900 metros. Mapa 2 - Geologia do Município de Brumadinho

Fonte: Base municipal: IBGE 2010/ Geologia: DNPM. Elaboração: Lab. de Cartografia – PUC Minas. PALHARES, R. H. 2012.

Com relação às classes de declividades em Brumadinho, definidas segundo os índices estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBPC), as faixas de maiores declividades situam-se nas linhas de cumeadas em uma faixa norte-sul na porção leste do território e Leste-Oeste na porção norte. As menores inclinações coincidem com as terras mais baixas e mais próximas do Rio Paraopeba, onde estão assentadas as atividades rurais em Brumadinho.

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O perfil pedológico (Mapa 3) do município é classificado basicamente em três tipos: Argissolo vermelho – amarelo distrófico, Latossolo vermelho – amarelo distrófico e Neossolo distróficos. De acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) citado por Lepsch (2010), o Argissolo é um solo bem evoluído, constituído por material mineral e apresentam marcante diferenciação de horizontes. O horizonte B textural (Bt), com acumulo de argila, vem imediatamente abaixo de um horizonte A ou E. Ainda segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos citado por Lepsch (2010), os mais comuns perfis Argissolos, apresentam diferenciação suave a acentuado no perfil, com um horizonte A escuro sobre um E acinzentado acima de um B com aumento de argila e espessura mediana entre 0,5 a 1,5 metros, cores vermelho – amarelados e esqueleto em blocos subangulares pouca ou bastante desenvolvida, e revestimentos de argila. Mapa 3 - Pedologia do município de Brumadinho

Fonte: Base municipal: IBGE 2010/ Geologia: DNPM. Elaboração: Lab. de Cartografia – PUC Minas. NASCIMENTO, Hudson N. 2012

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O Latossolo, segundo o SiBCS citado por Lepsch (2010, p.101) é :
(...) um solo profundo, fortemente intemperizado, bem drenado, sem aumento significativo de argila em profundidade, com mudanças difusas e dificuldade de separação dos horizontes. Eles são definidos pelo horizonte B latossólico imediatamente abaixo de qualquer horizonte A. Os perfis de Latossolos mais peculiares possuem um horizonte A pouco espesso com transição para um B latossólico muito espesso (atinge mais de 2 m de profundidade), possuem alta porosidade e cores que variam de avermelhadas a amareladas e a textura varia de média a muito argilosa. LEPSCH (2010, p.101)

Devido ao intenso intemperismo a maior parte dos Latossolos é pobre em nutriente. Esse solo ocorre sobre as rochas do embasamento cristalino. O Neossolo litolico distrófico é o terceiro solo predominante na região de Brumadinho, e de acordo com Lepsch (2010), “os Neossolos são os solos com pouca ou nenhuma evidência de horizontes pedogenéticos subsuperficiais.” (LEPSCH, 2010, p. 114). Ou seja, são solos pouco evoluídos e não apresentam horizonte B, isto é, apresenta apenas horizonte A sobre a rocha. São muito resistentes ao intemperismo, e se formam em materiais praticamente inertes e sem argilas. Sendo o Argissolo mais frequente em áreas de relevo ondulado, eles ocupam uma grande porção no centro do município e uma faixa menor a oeste. Os Latossolos são comuns em relevo de colinas bem suaves, estão presentes em duas grandes áreas no município, uma porção que vai do noroeste até o sudoeste, e a outra que vai do norte até o sudeste de Brumadinho. Já os Neossolos que se formam em relevos de maiores altitudes (serras), estão presentes em duas faixas pequenas, sendo uma no norte e a outra a nordeste do município. Mais adiante no tópico de estudo de caso, será apresentado um perfil de solo feito no bairro Córrego Fundo, a fim de averiguar e confirmar os tipos de solo presente na região dos setores censitários dessa pesquisa. 3.1.1. Uso e ocupação do solo A ocupação de Brumadinho se dá segundo o Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), com homens revoltosos da Guerra dos Emboabas se refugiando na região que hoje é Brumadinho para garimpar ouro sem ter que pagarem tributos a Coroa. Depois disso muitos povoados se formaram na região do Vale do Paraopeba e Vale do Rio das Velhas, que na verdade era o lugar de pouso e repouso das tropas e de abastecimento de alimentos também, estes povoados eram de ponto de abastecimento de víveres.

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Pouco tempo depois, se formaram pequenos Arrais de Mineradores, juntamente com a freguesia do Bonfim do Paraopeba. O povoado de Brumadinho nasce mais tarde com o estabelecimento da estação de estrada de ferro no lugar. Anos depois com base no Plano Diretor de Brumadinho (2011) é possível observar que desde os anos de 1900 até os dias atuais houve uma grande expansão na ocupação do solo em Brumadinho, e isso acontece pelo fato de que na capital a possibilidade de expansão já estava praticamente saturada. Em busca de melhor qualidade de vida, fugindo da violência da capital e das condições precárias do transito, e outros fatores como a tentativa de viver de maneira tranquila, impulsionou moradores do vetor sul de Belo Horizonte se expandirem para municípios da região metropolitana. O número de habitantes no município de Brumadinho começa a crescer cada vez mais, moradores do vetor sul da capital são atraídos pelos grandes condomínios fechados localizados a leste do município, que são rodeados de uma grande área verde preservada.

Figura 2- Residência no Bairro Parque do Lago

Fonte: Foto de José Martins

A possibilidade de empregos nestes condomínios também encantou muitas pessoas, além é claro da oferta de trabalho nas grandes mineradoras que se localizam no município, a ocupação desta mão de obra se deu mais ao centro de Brumadinho.

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Figura 3 – Mineração na Serra Três Irmãos

Fonte: Foto de Jose Martins

O município não estava preparado para esta grande demanda, nem financeiramente e nem tecnicamente, a falta de infraestrutura como rede de esgoto, abastecimento de água, preservação das nascentes, e a qualidade das vias de acesso, é uma queixa frequente dos moradores do município segundo o Plano Diretor (2011). Segundo a Lei 1438/2004 da Prefeitura Municipal de Brumadinho, o parcelamento e uso e ocupação do solo do Município de Brumadinho é possível distinguir ocupação urbana de ocupação rural:
Art. 4º – O território municipal de Brumadinho compõe-se das seguintes zonas de uso e ocupação do solo: I – Zona Urbana; II – Zona Rural. § 1º - A Zona Urbana é aquela contida pelo Perímetro Urbano aprovado por lei e subdivide-se em zonas urbanas diferenciadas pela ocupação e uso do solo de projetos e zona de expansão urbana. § 2º - A Zona Rural é aquela externa ao Perímetro Urbano. (BRUMADINHO, 2004).

Com base na Lei 1404/2003 é possível observar a finalidade de definir parâmetros urbanísticos de uso e ocupação do solo para que atenda as necessidades básicas de estruturação gerando equilíbrio entre o assentamento humano e o meio ambiente. Em sua extensão territorial, Brumadinho revela uma ocupação ocasionalmente descentralizada por meio da presença de diversas comunidades rurais e localidades de caráter
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urbano. Esta configuração espacial de ocupação aloca-se em função da existência de um terreno favorável à constituição de propriedades agrícolas pequenas e médias (com produção de hortifrutigranjeiros que abastecem a Central de Abastecimentos de Minas Gerais CEASA) na região mais baixa do território e nas áreas com relevo mais acidentado a leste e norte a atividade mineradora se faz presente.

3.1.2. Mobilidade Urbana Em Brumadinho, o problema carrega características peculiares e contornos preocupantes, uma vez que o município apresenta grande extensão e considerável descentralidade, criando uma rede viária bastante complexa de ser gerida. Analisando a situação da distribuição das vias e sua hierarquização, vemos um município com poucos e complicados acessos: uma opção seria a chegada pela BR- 381, passando pela MG-040 e por Mario Campos, rota bastante utilizada pelos moradores, turistas e trabalhadores, outro caminho, pelo acesso do Retiro do Chalé e ainda o novo acesso passando por Piedade do Paraopeba. Existe ainda uma quarta opção que está sendo trabalhada em parceria do Museu Inhotim com algumas mineradoras, para um novo acesso pela BR-381 e que já está em fase de negociações para seu asfaltamento. O município ainda tem que lidar com o problema da irregularidade na ocupação do solo, o que impacta diretamente no cumprimento da exigência de pavimentação, imposta por legislação federal. Inúmeros loteamentos, como o Parque da Cachoeira, por exemplo, não apresentam nenhuma rua pavimentada, tornando a permanência nesses locais penosa para seus moradores e onerosa para a prefeitura, que precisa dar manutenção nas vias para garantir o direito de ir e vir dos seus moradores. Quanto ao transporte público, a população reclama da pouca oferta de horários, principalmente aos finais de semana e à noite. Em algumas localidades, se a pessoa perder o último ônibus da sexta-feira, só encontrará outra opção de retorno na segunda-feira. Em localidades mais próximas à BR-040, alguns moradores precisam pegar um ônibus da Sede para Belo Horizonte e depois de BH para sua localidade, para conseguirem chegar em casa, por falta de diversificação de horários. Além disso, as tarifas de percursos intermediários, menores, são cobradas em sua totalidade, como no caso de Casa Branca. Se o morador for de um bairro a outro da região, ele pagará o preço integral da passagem até a Sede do município.

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3.2. Aspectos Socioeconômicos 3.2.1. Demografia Segundo dados do Censo Demográfico 2010, a população total do município no referido ano, era de 33.973 habitantes, sendo 5.326 correspondentes à população rural (15% da população), e 28.687 correspondentes à população urbana (85% da população). A densidade demográfica é de 53,13 hab./km². O gráfico 1 apresenta a evolução da população urbana e rural no período de 1970 a 2000. Gráfico 1: Evolução da População Urbana e Rural de Brumadinho

Evolução da População Urbana e Rural de Brumadinho
100,00% 90,00% 80,00% P e r c e n t u a l 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 28% 15% 60% 53% 47% 40% 40% Rural Urbana 60% 72% 85%

Anos Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov./12

A população urbana, que, em 1970, representava 40% da população total do município, teve sua participação elevada para 48% em 1980, para 60% em 1991, e para 73% em 2000. Por sua vez, a população rural que representava 60% da população total, em 1970, no ano de 2000 representa apenas 27% da população total do município, ocorreu uma inversão da população em predominância, em todos os setores do município de Brumadinho. Com o decorrer dos anos a Região Metropolitana de Belo Horizonte tem expandido sua estrutura urbana, além do eixo da capital para o seu entorno, acarretando assim um intenso crescimento populacional. Para perceber a influência desse fenômeno em Brumadinho, o
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município será analisado com dois de seus vizinhos, os municípios de Betim e Nova Lima, pois os mesmos encontram-se no vetor sul de expansão da RMBH. Segundo dados do IBGE o município de Betim em 1970 possuía uma população de 37.815 habitantes, e sua população aumentou em 10 vezes, durante o período de 1970 a 2010, chegando a 378.089 habitantes no ano de 2010. Ao longo da década de 1970, sua população tornou-se predominantemente urbana. Nesse mesmo período a população rural decresceu aproximadamente 20 mil habitantes, mantendo-se estável até o ano de 2000. Até o ano 1980, a população masculina era predominantemente, sendo que a partir dessa década há uma inversão e a população feminina passa a ter um leve predomínio. Em Nova Lima no ano de 1970 a população que era de 33.992 pessoas, esse número mais que dobra até os meados de 2010, atingindo uma população de 80.998 habitantes. Sua população era predominantemente urbana desde 1970. A população rural aumenta de 6.611 habitantes, em 1970 para 8.362 em 1991, porém decresceu novamente possuindo em 2010, 1766 moradores. Até o ano 1970, a população masculina era predominante, e a partir de então há um predomínio feminino cada vez mais significativo. Neste processo de crescimento da população, destaque o aumento da população urbana. Este aumento foi influenciado pelas inaugurações de condomínios de luxo no município de Nova Lima. Segundo dados do IBGE a população de Brumadinho era de 17.874 habitantes em 1970, e houve um crescimento de cerca de duas vezes em um período de 40 anos, chegando a 33.973 habitantes em 2010. Embora Brumadinho tenha um território maior que Nova Lima e Betim, seu processo de expansão é muito lento em relação a esses dois municípios devido a industrialização que ocorreu em Betim e a verticalização que vem ocorrendo em Nova Lima. Feito este breve comparativo de dados dos Municípios referidos veremos a seguir algumas tabelas iniciando pela tabela 1 com um comparativo entre os Municípios com o Estado de Minas Gerais. Tabela 1 - Comparativo dos municípios com o Estado de Minas Gerais
MUNICÍPIO MINAS GERAIS Betim Brumadinho Nova Lima ÁREA TOTAL (km²) 586.648,7 346,0 640,1 428,5 TAXA DE CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL (%) - 1991-2000 Total urbana rural 1,4 2,5 -2,3 6,7 7,0 -0,5 3,6 5,9 -0,7 2,3 4,1 -18,3 DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab./km²) 1991 2000 26,8 30,5 494,0 886,4 30,2 41,6 122,3 150,3 GRAU DE URBANIZAÇÃO (%) 1991 2000 75,0 82,0 94,9 97,3 60,0 72,8 84,0 97,9

Fonte: Censo Demográfico, 1991, 2000. Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov./12

Comparando os anos de 1991 a 2000, todos os três municípios tiveram crescimento populacional total maior do que a média de Minas Gerais, e essencialmente em virtude do
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aumento da população urbana. Betim teve o maior crescimento, seguido de Brumadinho e depois por Nova Lima. Da mesma forma, os três apresentam densidade demográfica acima da média de Minas Gerais, o que é esperado, por estarem na região metropolitana do Estado. Todavia, Brumadinho apresenta uma densidade bem menor, cerca de quase quatro vezes menor que Nova Lima e mais de 21 vezes menor que Betim. Em referência ao grau de urbanização, Brumadinho foi o único abaixo da média do estado, mostrando sua a relativa importância de sua atividade rural na região metropolitana. Nova lima e Brumadinho, por sua vez, apresentaram alto grau de urbanização, acima de 97% em 2000. A tabela 2 a seguir representa taxas de natalidade e mortalidade dos três municípios Betim, Nova Lima e Brumadinho. Tabela 2 - Taxas de Natalidade e Mortalidade Ano Base: 2010 Municípios Nascidos Óbitos População Taxa de Nat. Brumadinho 382 149 33973 11.24422335 Betim 5649 1851 378089 14.94092661 Nova Lima 946 417 80998 11.67930072

Taxa de Mort. 4.385835811 4.895672712 5.148275266

Fonte: Censo Demográfico 2010 – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov./12

Brumadinho apresenta taxas de natalidade e de mortalidade menores do que as de Betim e de Nova Lima, o que é um bom indicador de saúde e de desenvolvimento social, baseando-se na teoria da transição demográfica. Nova lima, apesar de ter baixa taxa de natalidade (próxima de Brumadinho), apresenta a mais elevada taxa de mortalidade. Betim tem a taxa de natalidade mais alta, e apresenta mortalidade intermediária entre Brumadinho e Nova Lima. A seguir apresentaremos as pirâmides etárias de brumadinho das seguintes datas de 1970, 1991 e 2010 com suas respectivas analises e um comparativo das três pirâmides etárias com analise da mesma, (gráficos 2, 3, 4 e 5).

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Gráfico 2: Pirâmide Etária de Brumadinho 1970

Pirâmide Etária de Brumadinho 1970
95 a 99 anos 90 a 94 anos 85 a 89 anos 80 a 84 anos 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 5 a 9 anos 0 a 4 anos 3000,00

Homens

Mulheres

Faixa Etária

2000,00

1000,00

0,00

1000,00

2000,00

3000,00

População Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Em Brumadinho, a pirâmide etária de 1970 é basicamente triangular, sem população acima dos 80 anos de idade, mostrando um período de inicio da transição demográfica, típicas de alta natalidade e mortalidade. Não é difícil contextualizar esse cenário com um município predominantemente rural, onde os filhos seriam importantes para o trabalho na propriedade, e mesmo práticas de planejamento familiar e uso de contraceptivos ainda não seriam muito difundidas. A alta inclinação da pirâmide, entre 0 a 35 anos, pode significar que, além da alta taxa de natalidade, talvez a população não se mantivesse no município, devido à migração, ou também devido à taxa de mortalidade.

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Gráfico 3: Pirâmide Etária de Brumadinho 1991

Pirâmide Etária de Brumadinho 1991
95 a 99 anos 90 a 94 anos 85 a 89 anos 80 a 84 anos 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 5 a 9 anos 0 a 4 anos 3000,00

Homens

Mulheres

Faixa Etária

2000,00

1000,00

0,00 População

1000,00

2000,00

3000,00

Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Na pirâmide de 1991, há um fenômeno interessante, de que as faixas de população (de 5 em 5 anos) se mantêm praticamente constantes de 0 a 35 anos, e só então começam a diminuir. Isso demonstra uma população mais estabilizada, saindo do boom de crescimento típico da transição demográfica. A pirâmide de 2010, por sua vez, mostra uma base menor do que o corpo, caracterizando uma nova etapa intermediária após a transição demográfica, em que há um predomínio da população economicamente ativa. Isso é bom para o município, temporariamente, pois há mais gente trabalhando e gerando renda. Isso é expresso pelo índice de dependência, que caiu mais da metade de 1970 para 2010. Todavia, em um futuro próximo, esse corpo da pirâmide irá envelhecer, exigindo recursos para atender à população idosa.

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Gráfico 4: Pirâmide Etária de Brumadinho 2010

95 a 99 anos 90 a 94 anos 85 a 89 anos 80 a 84 anos 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 5 a 9 anos 0 a 4 anos 3000,00

Homens

Mulheres

Faixa Etária

2000,00

1000,00

0,00 População

1000,00

2000,00

3000,00

Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Em 2010, a pirâmide apresenta uma base menor que o seu meio e quase idêntico em relação a homens e mulheres de zero a nove anos de idade, havendo um aumento populacional significativo de dez a vinte e nove anos de idade tanto de homens quanto de mulheres. A partir deste período os homens começam a decair consecutivamente em quanto às mulheres se mantém estáveis ate aproximadamente quarenta e quatro anos, só então há um forte declínio das mulheres, depois estabilizam novamente e voltam a decair, em quanto os homens vieram em queda desde o meio da pirâmide ate seu final.

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Gráfico 5: Comparativo Pirâmide Etária de Brumadinho 1970,1991 e 2010

Comparativo Pirâmide Etária de Brumadinho 1970,1991 e 2010 95 a 99 anos
90 a 94 anos 85 a 89 anos 80 a 84 anos 75 a 79 anos 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 5 a 9 anos 0 a 4 anos

Homens

Mulheres

Faixa Etária

1970 1991 2010

3000,00

2000,00

1000,00

0,00 1000,00 População

2000,00

3000,00

Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Na maioria das faixas etárias de Brumadinho (em 1971, 1990 e 2010), há um leve predomínio da população masculina, especialmente na idade produtiva, o que só se inverte após os 70 anos de idade, no que passam a predominar as mulheres. Esse é um fenômeno geral em todo mundo, e uma das hipóteses para a maior expectativa de vida das mulheres é que os homens cuidariam pior da sua saúde (bebendo e fumando mais, ou agindo de maneira mais perigosa ou insalubre no trabalho e fora dele). As tabelas a seguir correspondem aos dados dos setores censitários, objeto de estudo desta pesquisa. Elas contêm dados correspondentes ao Censo Demográfico de 2010 fazendo uma comparação com o Censo Demográfico do ano 2000 (tabelas 3 e 4). Tabela 3 – População Homem x Mulher: Setor Censitário Base: Censo Demográfico 2010 População Total Homens Mulheres Setor 273 152 121 310900605000039 166 78 88 310900605000003 155 83 72 310900605000047 763 419 344 310900605000023 128 63 65 310900605000024 TOTAL 1485 795 690
Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

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Tabela 4 – População Homem x Mulher: Setor Censitário Base: Censo Demográfico 2000 Setor Total Homens Mulheres 310900605000025 696 381 315
Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Estes setores censitários da tabela 3 representados no censo de 2010 correspondem quase que na sua totalidade todo o setor representado na tabela 4, verificando que houve um aumento considerável na população tanto masculina quanto feminina totalizando o dobro desta população no decorrer destes 10 anos. Em relação ao balanço Homens X Mulheres, percebemos que apenas nos setores 3 e 24 há predomínio da população feminina. O predomínio masculino é característico da área rural, podemos propor que os setores 23, 25, 39 e 47 são mais típicos da área rural do município. Essa observação é coerente com os trabalhos de campo realizados, comparando esses setores com o centro urbano do município. Segundo dados do Censo Demográfico 2010, a população total do município de Brumadinho, era de 33.973 habitantes, sendo 5.326 correspondentes à população rural (15% da população), e 28.687 correspondentes à população urbana (85% da população). A densidade demográfica é de 53,13 hab./km². O gráfico 5 apresenta a evolução da população urbana e rural de 1970 a 2000. A tabela a seguir mostra o índice de dependência da população dos setores censitários 03, 23, 24, 39 e 47 com sua respectiva analise, (tabela 5). Tabela 5- Índice de Dependência por Setores Censitários Total Pop. Jovem Pop. Ativa Pop. Idosa Media I.D 166 36 99 31 0,67 763 244 407 112 0,87 128 41 83 4 0,54 273 87 164 22 0,66 155 51 89 15 0,74
Fonte: Dados IBGE – Elaborado por SANTOS, Samuel Alves. Nov/12

Setor 03 23 24 39 47

Nessa análise foram utilizadas as seguintes formulas: ID (Índice de dependência) = PJ (Pessoa Jovem) + PI (Pessoa Idosa) / PA (Pessoa Ativa). Para cada pessoa da população economicamente ativa do setor 3 existe 0,67 de população não economicamente ativa; Para cada pessoa da população economicamente ativa do setor 23 existe 0,87 de população não economicamente ativa; Para cada pessoa da população economicamente ativa do setor 24 existe 0,54 de população não economicamente ativa; Para cada pessoa da população
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economicamente ativa do setor 39 existe 0,66 de população não economicamente ativa; Para cada pessoa da população economicamente ativa do setor 47 existe 0,74 de população não economicamente ativa.

3.2.2. Educação O município de Brumadinho possui 37 escolas distribuídas ao longo de seu território. Dentre elas, dezoito são de ensino fundamental, dezesseis são de pré-escola e apenas três de ensino médio. Além disso, Brumadinho conta com uma faculdade (Asa de Brumadinho) localizada na entrada da cidade. Dentre as dezoito escolas de ensino fundamental, duas são públicas estaduais, quatorze são públicas municipais e duas são escolas privadas. Das três escolas de ensino médio duas são públicas estaduais e uma é privada. Entre as dezesseis escolas de ensino pré-escolar, treze são publicas municipais e três são da rede privada, (IBGE, 2009).

3.2.3. Saúde O Sistema Municipal de Saúde de Brumadinho é organizado como uma rede de serviços formada por várias unidades de saúde que funcionam de forma integrada, ou seja, uma unidade ou serviço completa o outro. O município possui trinta e cinco estabelecimentos de saúde em seu território. Os quais, vinte e seis são públicos de administração municipal e nove são de administração privada. Dentre os estabelecimentos privados, oito são para fins lucrativos e apenas um não é com fins lucrativos. Dos estabelecimentos privados apenas um tem atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Os estabelecimentos públicos municipais contam com quarenta e quatro leitos para internação. Há no município trinta e um estabelecimentos com atendimento ambulatorial, destes, vinte e sete prestam serviços ao SUS ambulatorial, (IBGE, 2009).

3.2.4 Segurança Pública As características do território de Brumadinho se tornam um complicador para a gestão da segurança pública, uma vez que o município se mostra extremamente extenso e descentralizado. Outro complicador diz respeito à dificuldade de acesso às localidades mais distantes da sede, devido ao acesso ser feito por estradas de terra, na maioria das vezes em
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péssimo estado de conservação. As rondas da polícia são feitas pelas estradas municipais, mas devido à extensão da malha viária, se torna pouco eficaz. Os veículos utilizados pela polícia também não são adequados para essas vias. Além disso, nenhuma localidade possui posto policial, que possa agilizar os atendimentos de urgência e descentralizar as ações.

3.2.5. Economia Municipal Brumadinho apresenta muitas potencialidades, quer no âmbito da atividade rural e do turismo, quer no âmbito da indústria e do setor terciário (comércio e serviços). O município não se caracteriza somente por uma atividade econômica predominante. Ele oferece inúmeras possibilidades, devido à sua proximidade com Belo Horizonte e às suas características físicas: grande extensão territorial, baixa declividade das áreas, pertencimento ao quadrilátero ferrífero e vocação turística. Na figura 04 são representadas as principais atividades do município. Figura 4. Economia Municipal

Fonte: Diagnóstico e Diretrizes para a Estrutura Urbana e do Território Municipal, 2006.

Observa-se na figura 4, que a economia municipal de Brumadinho tem como principais atividades econômicas: a agricultura, a pecuária, a mineração e o setor de serviços e comércios. Em Brumadinho a produção agrícola predomina em pequenas e médias propriedades, com predominância de mão-de-obra familiar. São tradicionalmente cultivados no município:
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hortaliças, café, milho, cana-de-açúcar, arroz, feijão, mandioca, tomate, banana e laranja (Plano Diretor Municipal de Brumadinho, 2011). Junto com os municípios de Mario Campos, Igarapé, São Joaquim de Bicas e Sarzedo, Brumadinho forma o chamado “Cinturão Verde” da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A Pecuária no município é predominantemente leiteira e praticada pelos pequenos produtores rurais. Há indústrias de laticínios no município, mas o fator limitativo para sua expansão é o crédito. No município de Brumadinho destaca-se a criação de frangos e equinos. A principal atividade industrial do município é a extração de minerais metálicos. Brumadinho possui a 8ª economia mineradora do estado, na qual atua a MBR, a Mannesmann, a Companhia Vale do Rio Doce/Ferteco, a Ferrous e a MMX. A atividade mineradora no município é centenária e é muito bem determinada para o mercado (Plano Diretor Municipal de Brumadinho, 2011). O município possui indústria de metalurgia básica, fabricação de produtos alimentares e bebidas, a fabricação de produtos de minerais não metálicos, a fabricação de produtos químicos, a fabricação de produtos têxteis e a confecção de artigos do vestuário e acessórios. Existe, ainda, a fabricação de artesanato e a produção caseira de doces (Plano Diretor Municipal de Brumadinho, 2011). O setor de comércios na cidade é basicamente varejista, formado por empresas de pequeno porte, mostrando-se pouco competitivo em relação ao das cidades próximas, como, por exemplo, Betim, que possui um comércio mais diversificado e algumas empresas de maior porte. O comércio de Brumadinho atende apenas à população local, embora não totalmente. Esta tende a comprar em municípios vizinhos ou mesmo em Belo Horizonte (pela proximidade), devido à falta de opções que o comércio do município oferece. A vocação turística do município é um dos e possui grande variedade, há vários pontos históricos, como igrejas, estações de trem, casarões antigos, bem como inúmeras cachoeiras, nascentes e o conjunto de serras que aquecem o ecoturismo, o qual se destaca o instituto Inhotim, que devido a sua imensa área verde em meio à exposição ao ar livre, atrai a vinda de vários turistas para a região. Quanto às instituições bancárias, o município tem agências do Banco do Brasil, do Banco Itaú e do Banco ABN AMRO S. A. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos mantém uma agência na sede municipal, além de contar com uma Câmara de Dirigentes Lojistas de Brumadinho - CDL (Plano Diretor Municipal de Brumadinho, 2011).

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3.2.6. Abastecimento de Água O município de Brumadinho é o titular dos serviços de abastecimento de água na maioria das localidades e executa o serviço em todo o município, exceto na sede urbana e nas localidades do Soares, Pires, José Henriques e Cachoeira. O sistema de abastecimento de água da sede urbana de Brumadinho é administrado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), desde 18 de agosto de 1.975 quando foi assinado o primeiro termo de concessão do serviço de água. Em todos os povoados e localidades rurais, o abastecimento público utiliza águas subterrâneas, captadas de surgências (nascentes ou olhos de água), poços rasos (até 20 m de profundidade) ou poços profundos (a partir de 20 m de profundidades). Com relação aos mananciais subterrâneos, em todo o território de Brumadinho, assim como nas porções do Alto e Médio Paraopeba, não existem restrições de uso das águas subterrâneas, que são consideradas favoráveis para a irrigação e o abastecimento público (PMSB, 2010).

3.2.7. Esgotamento Sanitário Segundo o Plano Diretor Municipal de Brumadinho (2011), os serviços de esgotamento sanitário são realizados pela prefeitura, sob coordenação da Secretaria Municipal de Obras. A COPASA tem concessão para realizar os serviços nos mesmos distritos e povoados onde atende a questão da água, sendo eles, Sede (extensivo a Pires, Soares, Parque da Cachoeira, Parque do Lago, José Henriques e Cachoeira), Aranha, Conceição de Itaguá, Piedade do Paraopeba, Tejuco, Casa Branca, Córrego do Feijão, Melo Franco, Palhano, Coronel Eurico e Marinhos (PMSB, 2010). De acordo com a Prefeitura Municipal de Brumadinho (2008), o Distrito Sede conta com sistema público operado pela Prefeitura, sendo o índice de atendimento de 98%. Segundo a COPASA, o número de ligações de esgotos era 6.096, sendo 5.482 residenciais, 280 comerciais, 26 industriais, 109 públicos e 199 mistos (PMSB, 2010). O sistema de coleta de esgotos da sede urbana de Brumadinho possui as seguintes características, segundo levantamento da COPASA realizado em março de 2008:   Extensão da rede coletora: 64.920 m Quantidade de poços de visita: 489 poços (200 estavam previstos para serem substituídos entre 2008 e 2010);
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  

Tipo de tubulação da rede: manilha de barro vidrado, com diâmetro de 150 mm em sua maioria (cerca de 800 m possuem diâmetro de 100 mm); Idade da rede: varia de 01 a 40 anos; Estado de conservação: precário em cerca de 10 km havia a previsão de que seriam substituídos entre 2008 e 2010. As redes coletoras conduzem os dejetos diretamente para os cursos d’ água, sem

nenhum tratamento. Os demais distritos e povoados (inclusive os da Sede), não possuem redes para coleta de esgoto, sendo utilizadas fossas individuais. Em Brumadinho existem duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), estão localizadas no Condomínio Retiro das Pedras, na Região de Casa Branca. Sendo um condomínio fechado as ETEs atendem apenas a população local. 3.2.8. Limpeza Pública Os serviços de limpeza urbana e resíduos sólidos no município de Brumadinho são realizados por administração direta, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Consistem de varrição de vias e logradouros públicos, capina urbana (manual e química), pintura de meio-fio, poda, supressão de árvores, jardinagem, coleta de entulho, limpeza de córregos, e manejo de resíduos sólidos (coleta, transporte, tratamento e disposição final) (PMSB, 2010).

3.3. Questionamentos da população Para enriquecer e auxiliar na compreensão da dinâmica que o município de Brumadinha vivência, a presente pesquisa não poderia deixar de ouvir e consultar a população sobre suas impressões, anseios, desejos, denúncias, reclamações e sugestões, a fim de obter um diagnóstico da real situação. Para atingir essa proposta, nesse tópico será apresentada parte do resultado e informações colhidas pela Prefeitura de Brumadinho, que realizou oficinas e reuniões com a população dos distritos e localidades do município (Figura 5), onde estes puderam expor pontos positivos e negativos de cada região.

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Figura 5 - Sede e localidades do município de Brumadinho

Fonte: Sisgat/Brumadinho

O que se pode perceber nessas oficinas é que os distritos e a sede municipal compartilham dos mesmos problemas. Infraestrutura e segurança pública foram referidos por todos os distritos e pela sede municipal. O abastecimento de água e a falta de rede de esgoto são os principais problemas sofridos pelos distritos, já o aumento da violência deixa os moradores da sede municipal preocupados, e pedem uma maior atenção da prefeitura para essa questão. Energia elétrica, iluminação pública e coleta de lixo também foram questionadas nas oficinas. Em relação a emprego, o comércio local e as mineradoras são os maiores postos empregatícios, sendo as mineradoras também foco de reclamações, principalmente em relação à degradação ambiental causada por essa atividade. A mobilidade urbana também foi citada nas reuniões, os moradores reclamaram da falta de linhas de ônibus e também dá má conservação das estradas, tanto vias urbanas quanto das estradas rurais. A carência de áreas de lazer, escolas e centros de saúde também foram mencionadas. Apesar de tantos problemas a maioria da população ressalta que as regiões mencionadas são tranquilas e que lhes proporcionam uma boa qualidade de vida. Os moradores da sede municipal também apreciam um avanço na modernidade, isso se diz respeito à verticalização da cidade, que ainda é pequena mais já está mudando a paisagem de Brumadinho.

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4. ESTUDO DE SETORES CENITÁRIOS DO MUNICÍPIO DE BRUMADINHO 4.1. Definição e objeto de estudo Existem vários meios e formas para dividir e analisar um espaço, região e lugar. Os estados, federações, países, municípios, bairros, distritos, cada um destas divisões ou subdivisões, são formas de organização que as categorias supracitadas podem estar inseridas e dispostas. A importância e utilidades, dentre as várias, que estas formas de organização podem receber, são para gerenciar, delimitar, planejar e agrupar, determinadas características ou dinâmicas de sistemas que o espaço geográfico pode estar envolvido. Portanto, estudar as diversas formas que o espaço está organizado, é de suma importância, para compreendermos o que se passa nele, assim como Milton Santos dizia “os fixos e fluxos da paisagem na transformação do espaço” (SANTOS, 1988). A análise geográfica partindo disso pode elaborar e desenvolver, escalas de análise que podem ir do macro ao micro, conforme essa variação de ordem das divisões e organizações. Como o presente trabalho pretende realizar um diagnóstico do município de Brumadinho, analisando determinadas áreas, essa lógica ganha grande relevância. No caso da proposta dessa pesquisa, o estudo dos setores censitários, permite identificar situações, ciclos e características, fenômenos que ficam encobertos, devido à generalização que a própria geografia utiliza para explicar e questionar um fenômeno ou situação, o que cria um paradoxo. Mas ao mesmo tempo, a preocupação dessa ciência em estudar as várias dimensões do espaço, isso inclui desde uma rua a um conjunto de planetas, podemos retornar a uma de suas competências iniciais, a análise e descrição do espaço na busca de investigar o porquê de tais sistemáticas, tendências e regressões. Utilizando-se da definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podemos analisar o espaço e os estados dos seguintes pontos de vistas, que englobam divisões políticas e de administrativas. São elas:    Unidades da Federação – são os estados, criados por lei federal, e o Distrito Federal; Municípios – dividem integralmente os estados em áreas menores, criados por legislação estadual; Distritos – dividem integralmente os municípios em área menores, criado por legislação municipal;

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Subdistritos – dividem os distritos em unidades menores, criados por legislação municipal.

O IBGE ainda subdivide-se os territórios e estas unidades supracitadas em áreas:  Urbana – área interna do perímetro urbano de uma cidade ou vila. Para cidades ou vilas que não existe legislação que regulamente essas áreas, é definido um perímetro urbano para fins de coleta, cujos limites são aprovados pelo prefeito local;  Rural – área externa ao perímetro urbano. Alguns municípios não possuem área rural, sendo integralmente urbanos. Porém no caso e proposta dessa pesquisa, limitou-se o estudo e análises a unidades de menores proporções, os setores censitários1. O foco das análises permeará alguns dos setores censitários pertencente ao município de Brumadinho, sendo que as análises, descrições, relatos e considerações a seguir, serão a respeito dos setores censitários 3, 23, 24, 25, 39 e 47, cujos mesmos tem inseridos, os bairros Asa Ville, Santa Cruz, Beira Rio, Pires, Coqueiro Velho, Córrego Fundo, Parque da Cachoeira e Parque do Lago, que serão base e foco dos trabalhos de campo, ou seja, o objeto de pesquisa e estudo de caso.

4.2. Caracterização e análise dos setores censitários 3, 23, 24, 39 e 47 O setor 03 corresponde aos bairros Beira Rio, Santa Cruz e Asa Ville com uma população total de 166 habitantes sendo que desses habitantes 78 são homens e 88 são mulheres mostrando neste setor uma ligeira maioria feminina (IBGE, 2010). O primeiro setor está localizado ao norte do município, na principal entrada da cidade pela MG 040 que faz ligação com a BR 381 passando pelo município de Mario Campos. Logo na entrada deste setor encontra-se a Faculdade Asa de Brumadinho (Figura 6), importante polo de educação na região e também se encontra a única escola estadual, que fica no bairro Santa Cruz (Figura 7). Este é o mais antigo e está situado a margem direita do Rio Paraopeba, com melhor estrutura e condições de moradia com casas em bom estado de conservação, possui vias asfaltadas recentemente (Figura 8), iluminação pública (CEMIG) e o fornecimento de água realizado pela COPASA. Embora seja um bairro melhor situado próximo do centro possuiu estrutura horizontalizada. No mapa 4 percebe-se a pequena quantidade de equipamentos públicos nos setores censitários em estudo.
1

Setor Censitário – unidade de controle cadastral formada por área contínua, integralmente contida em área rural ou urbana de um município.

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Mapa 4 – Setores Censitários: Equipamentos Públicos

Fonte: Google Earth, 2010/ Censo Demográfico 2010. Elaboração: ROCHA, José Martins. 2012

A margem esquerda do Rio Paraopeba os bairros Beira Rio e Asa Ville contam com a iluminação pública realizada pela Cemig, e a água é fornecida por uma mina que fica no topo da Serra Três Irmãos onde o acesso é restrito por ser propriedade particular. Os setores que estão situados na margem esquerda do Rio Paraopeba possuem abastecimento de água feito pela prefeitura. O bairro Beira Rio é composto basicamente por um condomínio com moradias de porte médio, ruas largas com calçamento ecológico (Figura 9), o esgoto primário e secundário são recolhidos em fossas ecológicas, que são limpas duas vez por ano. Existe coleta de lixo na entrada do condomínio todos os dias, já que a estrada que passa na entrada do condomínio é a mesma que segue até o aterro sanitário. O bairro Asa Ville é o mais recente no setor, composto por um condomínio ainda em construção. Existem ruas largas de calçamento inter-travado. O bairro é cortado por duas estradas importantes que dão acesso ao bairro Alberto Flores e ao bairro Tejuco que é um importante setor da região de Brumadinho.

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Figura 6 - Faculdade Asa de Brumadinho

Fonte: Foto de José Martins.

Figura 7 - Escola Estadual Paulo Neto Alckmim.

Fonte: Foto de José Martins

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Figura 8 – Rua asfaltada no bairro Santa Cruz

Fonte: Foto de Lucas Jardim.

Figura 9 - Calçamento ecológico.

Fonte: Foto de Rafael Oliveira.

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O setor 23 que está a leste do setor 03 corresponde aos bairros Coqueiro Velho, Parque da Cachoeira e Parque de Lago, com uma população total de 763 habitantes onde 419 são homens e 344 são mulheres formando neste setor uma maioria masculina (IBGE, 2010). Estes bairros contam com a mesma infraestrutura, implanta pela prefeitura, fazendo parte do mesmo setor censitário, a principal via de acesso é a mesma do bairro Alberto Flores, que tem sua pavimentação de asfalto até a entrada do setor censitário 23. Já entrando no bairro Coqueiro Velho a via de circulação principal é de calçamento, adentrando pelos bairros observamos que as ruas principais são calçadas, e as vias secundarias são de terra batida, principalmente as ruas que cortam estes bairros, como podemos observar no Mapa de Arruamentos dos Setores Censitários, que representados os tipos de vias, existente nos setores censitários. Mapa 5 - Setores Censitários: Arruamentos

Fonte: Google Earth, 2010/Censo Demográfico 2010. Elaboração: ROCHA, José Martins. 2012

A Rua Francisco Jorge Diniz apresenta calçamento recente, solo bruno. É a única rua pavimentada nesta área do bairro. Nela está localizada a Igreja (Figura 10), a Unidade de Saúde ao lado uma pequena área de lazer – campo de futebol. As casas possuem pouca estrutura, algumas se destacam por aparentarem mais novas. Aqui, também está localizado um pequeno bar, um dos pontos comerciais dos bairros. Ainda ao lado da unidade de saúde, há um pequeno açude feito pelos moradores (Figura 11), que serve de quintal para algumas casas, os moradores fazem pequenas plantações às margens do mesmo (hortas para consumo
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familiar). As casas não possuem muros, em sua maioria, as divisões dos lotes são feitas com cercas (estacas de tamanho médio perpassadas com três ou quatro linhas e arame farpado) outras apenas com feixes de bambu (outro material pouco resistente – ripas), formando pequenos “muros de madeira”. Ao sul deste ponto, em rumo a Rua São Tomaz de Aquino a estrutura mobiliaria toma outra configuração. São formadas por pequenos sítios com casas de médio porte, na maioria com piscinas, áreas verdes – áreas de lazer bem estruturadas. As residências deste ponto parecem não ser de moradores do bairro, mais sim de pessoas de outras cidades que buscam um lugar pacato para repouso em fins de semana e momentos de lazer. Já as casas começam a apresentar muros. A via de acesso não possui pavimentação. As casas tem estrutura irregular quanto a sua organização espacial ao longo da via. Os lotes não são de tamanho uniforme, muitos não são cercados e outros não são limpos (apresentam vegetação de pequeno e médio porte). Visível configuração de horta e pomar de consumo familiar. Ainda na Rua São Tomaz de Aquino em outro ponto do bairro as ruas apresentam pouca infraestrutura. A via não é pavimentada, estando em péssimas condições. As casas são pouco sinuosas, não possuem cercamento. Aqui nota-se a primeira Igreja Evangélica do bairro (Figura 12) - Congregação Cristã do Brasil. As casas em sua maioria apresentavam estrutura inacabada (tijolos a vista, e falta de pintura). É um bairro visualmente de baixa renda. Seguindo a Rua São Tomaz de Aquino chega-se a Rua São Sebastião. Neste ponto as casas ganham outra configuração, a Rua é formada por pequenos sítios, com casas de boa estrutura. Aqui ainda é possível notar pequenas hortas, é uma via calçada. As casas apresentam lotes grandes. Tanto a Rua São Tomaz de Aquino como a Rua São Sebastião, apresentam estrutura quase rural. A Rua Augusto Diniz Murta possui poucas casas e bem espalhadas ao seu longo de seu curso. Apresenta-se como ponto de expansão. Não possui calçamento, as casas ainda são inacabadas, e outras estão começando a serem construídas. Seguindo a Rua Augusto Diniz Murta chega-se a Rua São Tiago, esta também possui poucas casas, na porção superior são notados pequenos sítios bem estruturados, na parte norte, pequenos campos de agricultura (milho e cana de açúcar – irrigação feita por canos que perpassam toda a plantação), a oeste uma área desmatada usada para pecuária (Mapa 6). Aqui a estrutura é formada por pequenas propriedades. A Rua São Tiago é uma das vias de acesso à rodovia, é larga e encascalhada, a maioria das ruas do bairro são de chão batido. Aqui as famílias não possuem água encanada e abastecimento da COPASA. A mesma é armazenada em cisternas ou em poços artesianos em pontos estratégicos dos bairros. Aqui também são
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notados pequenos brejos e área inundada. O solo adquire coloração cinza (presente ação da hidromorfia – gleissolo). Mapa 6 – Setor Censitário: Uso e Ocupação

Fonte: Google Earth, 2010. Disponível em: <earth.google.com/> acesso em 11 nov./12

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Figura 10 - Igreja Católica do Parque da Cachoeira.

Fonte: Foto Rafael Oliveira.

Figura 11- Açude

Fonte: Foto de Fernanda Souto

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Figura 12 - Igreja Evangélica do Parque do Lago.

Fonte: Foto de Samuel Santos

O setor 24 é o setor mais ao norte da área de estudo que corresponde ao bairro Córrego Fundo com uma população total de 128 habitantes, onde sua maioria é minimamente formada por mulheres que somam 65 deste total e restando 63 homens deixando quase dividida a população local (Censo Demográfico, 2010). O bairro Córrego Fundo esta situado em uma região rural da cidade de Brumadinho e tem seu principal acesso pela estrada do Tejuco, todas as ruas do bairro são de terra batida, sem qualquer tipo de pavimentação exceto um pequeno trecho do bairro em frente à igreja católica onde pode ser considerado como a praça do bairro (Figura 13). Possui iluminação publica (Cemig), em todas as ruas, não contem água potável do governo (COPASA), os moradores contam com água de uma mina que fica localizada na serra Três Irmãos. Água esta que foi canalizada pela prefeitura que a leva ate os moradores e não é cobrada nenhuma taxa por este serviço. Existe também um poço de água que é usada para irrigação (Figura 14). Conforme mencionado no tópico sobre aspectos físico-geográficos, foi realizado no bairro Córrego Fundo, as margens da Rua São Tiago, um perfil de solo (Figura 15) para verificar as características pedológica do terreno da região. Para uma análise mais detalhada, foram recolhidas amostras e enviadas para o laboratório, das quais se obteve as seguintes informações (Figura 16):

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Figura 16 - Triângulo de Textura

Fonte: Laboratório de Análises da Universidade de Federal de Viçosa Elaboração: ROCHA, José Martins, 2012.

Na figura 16 são representadas as condições pedológicas do município de Brumadinho, no triângulo a esquerda tem-se a informação quanto às características e tipo de solo, que possui uma concentração de areia (fina e grossa) de 33%, 26% de silte e 41 % de argila, o que caracteriza o solo como argiloso. Já no triângulo a direita tem-se a concentração de 35% de areia (fina e grossa), 20 % de silte e 45% de argila, o que torna a textura argilosa. Houve também a constatação de um solo pouco fértil devido a grande acides do PH do solo exposto por um fator de 4,90 na escala do PH e por um baixo índice de saturação de base representado por 6,0 segundo relatório da universidade federal de viçosa.

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Figura 15 – Perfil de solo

Fonte: Foto de Fernanda Thaísa

Percebe-se na Figura 15 um Latossolo e seus horizontes divide-se em: Horizonte A que possui cor bruno devido à presença de matéria orgânica, são porosos friáveis e possuem estrutura maciça/grão solto, Horizonte B de cor amarelada em função da presença de ferro assim como o Horizonte C, que possui maior concentração de argila e a estrutura da rocha matriz mais ou menos preservada, sua cor é vermelho-alaranjado. O bairro Córrego Fundo não possui rede de esgoto encanado cada morador possui sua própria fossa, que não são fossas ecológicas como encontramos no bairro Beira Rio. O bairro possui linha de ônibus que leva os moradores ate Brumadinho passando pela estrada do Tejuco nos seguintes horários partindo do Córrego Fundo: 07h00minhs, 11h00minhs, 15h00minhs, 17h00minhs e 20h00minhs. O comercio local é representado por um bar e mercearia que foi arrendado pelo seu Antônio Pereira, esta localizado na rua dois próximo da igreja (Figura 17). O bairro não possui posto de saúde, mas existe no local uma assistência médica que é feita por enfermeiras vindas do hospital do centro da cidade duas vezes por mês. Não há escolas no bairro e as crianças se deslocam para estudar no bairro Tejuco e não possuem
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transporte escolar. O índice de criminalidade não é elevado, por este motivo raramente é percebido presença de policiais no local. A única área de lazer que o bairro possui é o campo de futebol (Figura 18), que fica atrás da igreja, não consta nenhum tipo de associação de moradores, existe coleta de lixo da prefeitura já que o aterro sanitário é bem próximo do local. Embora tudo pareça muito precário constatamos que o bairro possui boa infraestrutura, com um bom padrão de moradias e muitas dessas moradias são casas de fins de semana, pessoas que residem em outros logradouros e vem procurar tranquilidade e sossego nos fins de semana. Figura 13 - Igreja no bairro Córrego Fundo.

Fonte: Foto de Samuel Santos.

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Figura 14 - Poço de Água para Irrigação.

Fonte: Foto de Fernanda Souto.

Figura 17 - Bar e Mercearia no bairro Córrego Fundo.

Fonte: Foto de José Martins.

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Figura 18 - Campo de futebol Córrego Fundo.

Fonte: Foto de José Martins.

O setor 39 corresponde a pequenos vilarejos discordantes uns dos outros formando o que podemos chamar de zona rural contendo 273 habitantes onde 152 são homens e 121 são mulheres fechando, portanto este setor. Este setor é uma grande área rural que envolve todo vetor norte ao pé da Serra Três Irmãos e a margem esquerda do Rio Paraopeba com vários pontos de agricultura (pequenas plantações), campos de pastagens para rebanho bovino, em alguns pontos com vegetação rasteira e com vales encaixados as margens de vários córregos que cortam toda a região formando pequenas minas que fornecem água aos vários vilarejos que constituem este setor. É nesta área que consta todas as vias de acesso aos bairros Córrego Fundo, Parque do lago, Parque da Cachoeira e Tejuco. Também faz ligação com outras áreas que estão fora da zona de estudo do grupo tornando se, portanto um importante elo em todo o município de Brumadinho e região. O setor 47 corresponde ao bairro Pires que também é bem dividido em relação a homens e mulheres contendo uma população total de 155 habitantes, 83 são homens e 72 são mulheres. O bairro pires esta mais próximo do que pode ser chamado de um vilarejo distante de tudo. O acesso ao bairro é muito difícil por uma estrada estreita e em sua grande maioria de terra batida, entre a margem direita do Rio Paraopeba e a esquerda da linha férrea com pontos
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de alagamentos (Figura 19). Impedindo o acesso dos moradores em dias de chuva muito forte causando grandes transtornos aos seus moradores já que este é o único acesso ao bairro. A entrada do bairro é justamente na passagem de nível da linha férrea que por sinal não é nem um pouco sinalizada. Existe uma igreja Católica (Figura 20). Que funciona também como associação de moradores fato curioso é que a igreja é aberta somente no fim do ano. O bairro possui apenas duas ruas, que chamam-se Rua Pires, isso causa e gera certa confusão entre os moradores. Estas ruas são estreitas com uma parte de calçamento de pedras de maneira bem precária (Figura 21). Os moradores contam que este calçamento só foi feito por causa das eleições municipais. Existe no local água encanada (COPASA), e iluminação publica (Cemig), foi implantado também rede de esgoto, mais ainda não esta em funcionamento, o bairro não tem linha de ônibus, não possui comércio, posto de saúde, escola pública, privada ou de qualquer outra espécie e também não tem área de lazer. Segundo o morador Manoel dos Reis o ônibus só vem até a entrada do bairro três vezes ao dia as 06h40minhs, 10h45minhs, e 15h30minhs, deixando os moradores com grandes dificuldades de retornar para casa depois de um longo dia de trabalho, a coleta de lixo também só vem até a entrada do bairro uma vez por semana, as crianças precisam se deslocar até o centro da cidade para estudar e não possui transporte escolar e precisam enfrentar a precariedade do transporte público desde cedo. Existe no bairro um centro de recuperação para alcoólatras (Casa de Recuperação Ebenezer) da Igreja Batista. Um fato interessante é que na grande maioria das casas existe uma horta de verduras de próprio consumo. Foi possível observar que com toda a dificuldade enfrentada pelos moradores pela precariedade que estas pessoas enfrentam no seu cotidiano existe um grande grau de satisfação em se morar neste local.

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Figura 19 - Estrada para o bairro Pires.

Fonte: Foto Benito Ricoy

Figura 20 - Igreja Católica no bairro Pires.

Fonte: Foto de Rafael Oliveira.

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Figura 21 - Rua do bairro Pires.

Fonte: Foto de Rafael Oliveira.

Somando todos os setores que ocupam o vetor norte de Brumadinho a população total é de 1485 habitantes (Mapa 7), onde 795 são homens e 690 são mulheres, fazendo uma breve comparação com o setor 25 que recolheu dados equivalentes ao censo de 2000, onde havia uma população total de 696 habitantes e desses habitantes, 381 eram homens e 315 eram mulheres. Houve uma pequena variação no percentual de homens e mulheres, sendo a maioria ainda masculina. Comparando os dados do censo de 2000 e 2010 percebe-se que a densidade demográfica da região dobrou. O Tejuco é um bairro que está situado mais ao norte de Brumadinho, próximo ao pé da Serra Três Irmãos, não compõe os setores censitários em estudo, mas representa um importante ponto de apoio para os mesmos. Seu acesso é feito por via pavimentada com asfalto, é o bairro mais estruturado da região. O bairro possui comércio local com bares, mercearias e açougue. Possui posto médico, cemitério, escola, igreja católica e evangélica e também áreas de lazer (Figuras 22, 23, 24 e 25). Possui linha de ônibus que faz ligação com Brumadinho e com bairros vizinhos como Córrego Fundo, Parque da Cachoeira, Parque do Lago e Coqueiro Velho, estes usam a estrutura do Tejuco devido ao acesso mais fácil do que ao centro de Brumadinho.
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Mapa 7 – População por Setores Censitários 2010

Fonte: Google Earth, 2010/ Censo Demográfico 2010. Elaboração: ROCHA, José Martins. 2012

No bairro fica nítida a ação das mineradoras devido à proximidade com a Serra Três Irmãos (Figura 26). A água do Tejuco é fornecida pela mesma mina que fornece água para a maioria dos bairros da margem esquerda do Rio Paraopeba como o bairro Beira Rio, Asa Ville, incluindo a faculdade Asa de Brumadinho. Não tem rede de esgoto, possui iluminação pública do governo (CEMIG). Existe ligação direta via estrada de terra com os bairros Córrego Fundo e com os bairros Coqueiro Velho, Parque da Cachoeira e Parque do Lago. Estes bairros são os que mais usam a estrutura do bairro Tejuco como escola, posto de saúde, comércio entre outros serviços que estes bairros não possuem. Mesmo com toda influencia das mineradoras instaladas na região, devido ao forte teor de minério de ferro por causa da serra, pode-se observar em toda região vários focos de plantações principalmente verduras e legumes (Figura 27), caracterizando a área como uma região de agricultura. Aqui está situado o aterro sanitário da cidade (Figura 28) causando insatisfação nos moradores dos bairros Coqueiro Velha, Parque da Cachoeira e Parque do Lago por causa da proximidade com suas residências.

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Figura 22 - Posto de Saúde no bairro Tejuco.

Fonte: Foto de José Martins.

Figura 23 - Escola Municipal no bairro Tejuco.

Fonte: Foto de José Martins.

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Figura 24 - Igreja Católica no bairro Tejuco.

Fonte: Foto de José Martins.

Figura 25 - Área de lazer no bairro Tejuco.

Fonte: Foto de José Martins.

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Figura 26 - Serra Três Irmãos.

Fonte: Foto de José Martins.

Figura 27 - Plantação de Verduras.

Fonte: Foto de José Martins.

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Figura 28 - Aterro Sanitário.

Fonte: Foto de José Martins.

5. Considerações Finais Em visitas feitas ao município, e através de pesquisas, percebe-se que Brumadinho com a maior extensão territorial da região metropolitana de Belo Horizonte, é um município que carece de equipamentos e recursos, a atividade mineradora contribui pouco para o crescimento do município, pois os lucros das mineradoras não são revestidos para a população de Brumadinho. Em uma análise geral, foi possível observar que o município é bastante fragmentado, em parte pelo fato de ser grande sua extensão territorial e por seu processo histórico, pois os distritos que Brumadinho possui foram anexados de outros municípios. Com isso é possível constatar uma precariedade nas vias de acesso entre um distrito e outro. Foi possível observar poucas verticalizações, carências de escolas, hospitais e canalização das redes de água e esgoto, há pavimentações em alguns bairros, já outros bairros possuem boa infraestrutura com casas de médio ha grande porte com pavimentação e estruturas regularizadas. Com as observações feitas pelo grupo, podemos constatar as desigualdades que tem o município, pois na nossa região de estudo tinham bairros com condições precárias onde não havia pavimentação, as ruas são de terra batida com casas mal
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estruturadas com carência de comércio e de assistência da prefeitura. Já outros bairros analisados possuíam estruturas boas para a população residente. Na área analisada tem dois condomínios fechados um ainda não habitado e outro com início de habitação sem comércio e outros serviços, contendo apenas residências com grandes lotes e áreas verdes. Por ser um dos integrantes do cinturão verde, Brumadinho apresenta uma estrutura de pequenas e médias propriedades agrícolas, sua economia está estruturada no setor primário, é possível constatar que o turismo é outro forte fator econômico, com destaque para o Museu de Inhotim. Através dos setores censitários foi possível perceber particularidades que não poderiam ser percebidas em uma simples analise geral do município, um exemplo é que no setor de estudo só havia um posto de saúde que estava desativado, além de constatar que possuía apenas uma escola no bairro Santa Cruz. Embora exista um grande contraste entre a realidade vivida em Brumadinho e em Belo Horizonte, duas cidades tão próximas em aspectos físicos, e tão distantes em aspectos econômicos, observamos em nossas pesquisas que os moradores são pessoas simples com ares de interior, uma realidade que jamais conseguiríamos imaginar sem estarmos entrando a fundo nesse contexto da pesquisa sobre os setores censitários. Pessoas humildes e de uma simplicidade fora do comum, vivendo uma realidade tão distante de um grande centro como as pessoas que vivem em Belo Horizonte, são pessoas satisfeitas e realizadas com as conquistas territoriais que obtiveram ao longo de vários anos de uma vida dura e sacrificante. E neste contexto de satisfação existem vários moradores de Brumadinho que ainda tem um longo caminho a ser percorrido.

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6. REFERÊNCIAS Agência de informações da EMBRAPA - Relações com o solo. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/caju/arvore/CONT000fieknlde02wyiv80z4s47 3wixfqio.html> acesso em: 05 nov./12. Breve histórico da Gestão Metropolitana da RMBH. Disponível em: <http://www.rmbh.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=98&Itemid=74> acesso em: 02 nov./12. Brumadinho e seus Encantos. Disponível em: <http://www.brumadinhotour.com.br/brumadinho.php> acesso em 23 set./12. CETEC – Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais, Diagnóstico Ambiental do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte – MG, 1983. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Rio de Janeiro, 2006. Google Earth. Disponível em: < earth.google.com/> acesso em 10 nov./12 História de Brumadinho. Disponível em: <http://www.cmbrumadinho.mg.gov.br/site/historia.html> acesso em 23 set./12. IBGE Cidades - Histórico do município de Brumadinho. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=310900#> acesso set./12.

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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Rio de Janeiro, 1958. Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM. Contribuição do IBRAM para o Zoneamento Ecológico-Econômico e o Planejamento Ambiental de Municípios Integrantes da APA SUL/RMBH. Volume I – Memorial Descritivo. Belo Horizonte, 2003. Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) – Tecnologia IGA. Disponível em: <http://licht.io.inf.br/mg_mapas/mapa/cgi/iga_comeco1024.htm> acesso em 23 set./12. História de Brumadinho. Disponível em: <http://www.inhotim.org.br/index.php/p/v/199242> acesso em 23 set./12. JARDIM, Décio Lima; JARDIM, Márcio Cunha. Histórias e riquezas do município de Brumadinho. Editora Fundação Mariano Resende Costa, Minas Gerais, 1982. LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos / Igo F. Lepsch. – 2. Ed. – São Paulo: Oficina de Textos, 2010.

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LOPES, Leônidas Valadares Viegas. A Dinâmica Demográfica dos Municípios da APA Sul – RMBH entre 1991 e 2000. Disponível em: <http://www.revistaadm.mcampos.br/EDICOES/artigos/2012volume9/leonidasvaladaresviega slopesadinamicademograficamunicipioscomponentesdaApaSul.pdf> acesso em: 20 out/2012. Municípios de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.almg.gov.br> acesso em 23 set./12. Perfil Municipal de Brumadinho. Disponível em: <https://sisindi.indi.mg.gov.br/sistema_integrado/cake_1.1.15.5144/index.php/mon/mon_perfi s/view/226> acesso em: 02 de nov./12. Prefeitura Municipal de Brumadinho. Diagnóstico e Diretrizes para a Estrutura Urbana e do Território Municipal. Volume 1, Brumadinho, 2006. Prefeitura Municipal de Brumadinho. Plano Diretor Municipal de Brumadinho. Terra Vision, Brumadinho, 2011. Prefeitura Municipal de Brumadinho. SISGAT/Brumadinho. Brumadinho, 2011. Relatório Anual CPRM 2012. Disponível em: < http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia1.pdf> acesso em 05 nov./12. SANTOS, Milton. Metamorfose do Espaço Habitado, fundamentos teórico e metodológico da geografia. Hucitec. São Paulo, 1988. Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana - SEDRU. Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado – PDDI – Região Metropolitana de Belo Horizonte – Versão Preliminar. Minas Gerais. 2009 SENA, Roseni R.; LOPES, Rosalba; OLIVEIRA, Juliana G. Desenvolvendo um território com inclusão e cidadania. Brasília, 2011. SILVA, Adelbani Braz da, et al. Estudos Ambientais do Município de Belo Horizonte. Convênio Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Universidade Federal de Minas Gerais (Instituto de Geociências). Belo Horizonte, 1995. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo- SBCS. Disponível em: <http://www.sbcs.org.br/> acesso em 16 out./12.

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7. ANEXOS/APÊNDICE

Anexo 1 – Questionário

Anexo 2 - Análise de amostra do Perfil de solo no bairro Córrego Fundo

Anexo 3 - Análise de amostra do Perfil de solo no bairro Córrego Fundo

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