Antroponímia portalegrense (I

)
Notas sobre a origem de alguns apelidos de Portalegre: Esquetim e Argueles
Fernando Correia Pina1 1. A propósito dos nomes

Esquecemos, frequentemente, que os nomes de família se podem com toda a justiça incluir entre os ex-libris das nossas terras. Poucas existirão, na verdade, onde não haja um ou outro apelido que, lido ou escutado por algum seu natural, em qualquer parte, não remeta de imediato para o espaço comum da terra natal. Não é, porém, desígnio nosso tratar aqui dos nomes de família que o tempo e a fortuna ilustraram. Estes têm já o seu justo e merecido lugar em toda uma literatura da especialidade e são, em geral, produto de importação, ramos de árvores com raízes noutros chãos. A nossa intenção nestas breves notas é, tão somente, a de dar a conhecer a origem de alguns dos apelidos que aqui tiveram o seu berço ou, pelo menos, pátria primeira em Portugal, no caso dos que, chegados de outras pátrias, por cá se fixaram e floresceram. A metodologia do presente trabalho é aparentemente linear: pega o seu autor num apelido, segue-lhe o percurso ao invés do discorrer do tempo, de filho para pai, de pai para avô, de geração em geração, até chegar ao primeiro que o usou e transmitiu. Contudo, a aparente simplicidade do processo é falaciosa. As denominações nem sempre foram – muito pelo contrário – o que hoje por elas entendemos: nomes próprios e apelidos, antes da sua fixação em documento oficial e específico, aquisição recentíssima em termos de

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Arquivo Distrital de Portalegre

cronologia histórica, gozavam de uma imensa e não raramente frustrante fluidez . Daí que, antes de entrarmos na matéria em epígrafe propriamente dita, se afigure proveitoso para o leitor menos familiarizado com o assunto que nos detenhamos um pouco sobre a questão dos nomes de família. A adopção do apelido enquanto parte integrante do nome teve a sua origem, na Europa, durante os séculos X e XI, entre as famílias do patriciado veneziano, estendendo-se o seu uso, ao resto do continente, a partir do Séc. XII.1 Até então, o indivíduo era apenas conhecido pelo seu nome próprio, o que bastava no estreito quadro dos diversos tipos de relações da época. Porém, o acentuado incremento demográfico e a crescente importância da escrita obrigaram à reformulação dos padrões onomásticos no sentido de uma mais unívoca identificação dos indivíduos. Como se processou, na prática, esta transição? O modelo é comum a toda a Europa: os indivíduos acrescentaram ao nome próprio um ou mais elementos ora derivados do nome dos pai, isto é, patronímicos (Mendes, de Mendo ; Henriques, de Henrique) ; de topónimos (Porto, Coimbra, Cáceres) ; de profissões (Abegão, Carreteiro) ; de nomes religiosos (Santiago, Santana) ; de alcunhas (Rua-Cheia, Muito-Pão) e ainda de características pessoais, físicas ou psicológicas (Gentil, Magro). Simultaneamente, a aquisição do nome de família veio abrir uma questão até então inédita: a da sua transmissão. Como facilmente se entenderá, a sucessão das alianças matrimoniais conduziria, logicamente, ao fim de umas poucas gerações, a que os nomes atingissem uma extensão impraticável. Daí resultou a adopção de diversas estratégias de contenção: a transmissão de alguns

dos

apelidos

com

a

correspondente

perda

dos

outros

ou,

alternativamente, a dispersão pela progénie dos diversos apelidos. A primeira das opções tem a sua expressão na prática corrente de atribuir a todos os filhos os mesmos apelidos, acabando por apenas prevalecer os das linhas paternas. No segundo caso, o mais frequente em tempos mais recuados, os apelidos das diversas linhas ascendentes são dispersos pelas descendências sem critério perceptível. Nada impedindo, nestas circunstâncias, que um João Moreno casado com uma Brites Nogueira tivessem filhos chamados Joaquim Mendes, António Tavares e Catarina de Sousa. Mais ainda: o apelido, bem como o nome próprio, podiam ser – e eram - alterados durante a vida do seu portador, quer por opção pessoal, quer por imposição de terceiros como com alguma frequência acontecia, nos meios aristocráticos, com propósitos de perpetuação de linhagens cujo nome, de outro modo, desapareceria por falta de geração. O caso português apresenta ainda algumas peculiaridades incontornáveis: uma parte significativa da população foi, em finais do Séc. XV, forçada a abandonar a fé e os nomes de seus maiores e a adoptar outros com os quais não tinha qualquer relação. De igual modo, muitos escravos tomaram os apelidos dos seus senhores sem que entre eles existisse qualquer vínculo de consanguinidade. De todo o atrás exposto poderá o leitor concluir que a Genealogia, ciência que tem nos nomes a sua matéria-prima, quer enquanto auxiliar da História, quer quando praticada como simples passatempo por um número sempre crescente de adeptos, constante caixa de surpresas. Pelo que nos toca, nesta primeira incursão pelos nomes de família portalegrenses, especialmente centrada sobre o Séc. XIX, iremos ocupar-nos de dois apelidos de origem estrangeira. tende para se revelar uma

Não se pretende, nos limites do presente trabalho, traçar de modo exaustivo a genealogia descendente dos primeiros portadores dos apelidos, pelo que apresentaremos apenas alguns elementos relativos à sua descendência imediata, na certeza que, a partir das pistas aqui deixadas, qualquer um, familiar ou não que deseje continuar e aprofundar a matéria, poderá fazê-lo sem dificuldade de maior. 2. Esquetim Aos onze dias do mês de Outubro digo, de Novembro de mil oitocentos e quarenta e oito anos eu Francisco Bragança Pároco desta Catedral baptizei solenemente a Carlos António morador na Rua de Lourenço Vaz que nasceu a dezasseis de Outubro último filho legítimo de Miguel Esquetim natural da Freguesia de S. Miguel Arcanjo da Vila de Treiquina Reino de Nápoles, e de Fortunata do Rosário natural da Freguesia do Colégio da Cidade de Elvas neto paterno de António Esquetim natural da dita Freguesia de S. Miguel Arcanjo, e de Inês Pechitel naturais da dita Freguesia de S. Miguel e materno de Joaquim Ferreira natural de Santo Isidro2 Bispado do Porto, e de Rita [da Conceição] natural da Freguesia do Colégio. Foi Padrinho Carlos Maimom da cidade de Nápoles, e madrinha digo, e tocou com a prenda de Nossa Senhora do Carmo Nicolau Maimom irmão do Padrinho de que fiz este termo Portalegre tempo ut supra.3 O assento de baptismo acima transcrito constitui o primeiro indício da presença do apelido Esquetim em Portalegre bem como da identidade do primeiro portalegrense que o usou. Como ficou visto, a família é originária do então ainda existente Reino de Nápoles, o que não suscita quaisquer dúvidas. Outro tanto não sucede, contudo, com a localidade de origem que no assento transcrito nos surge como Treiquina, aparecendo em registos posteriores sob as

formas de Trequina, Treisi, Treti, Trec, Trete e Trequeni, ao sabor do entendimento dos sacerdotes e do esbatimento da memória dos seus naturais passados a Portalegre, razão que nos levou a pesquisar com base na primeira das designações. Considerando que o sacerdote teria procedido ao registo escrito de informação prestada oralmente, procurou-se um equivalente fonético, em italiano o que nos conduziu até Trecchina, pequena comuna da província italiana de Potenza, região de Basilicata, situada junto ao Mar Tirreno, no Golfo de Policastro, localidade berço de intenso movimento migratório, nomeadamente para o Brasil, onde os seus naturais viriam a fundar, em finais do séc. XIX, a cidade de Jequié.4 Igualmente aportuguesado, o apelido Esquetim é, provavelmente, uma corruptela do apelido Schettini, ainda hoje um dos mais frequentes entre a população daquela pequena localidade que conserva num dos templos locais, a igreja da Madonna del Rosário, um túmulo de mármore, do séc. XVII, em estilo neoclássico, onde estão sepultados alguns dos membros da família.5 Um de entre muitos emigrantes, Miguel Esquetim, caldeireiro de profissão, não voltaria à sua Trecchina natal. Casado em Elvas, viria a fixar-se em Portalegre, com residências conhecidas na Rua do Cano e na Travessa de Paulo Coelho, onde faleceu. Carlos ou Carlos António, trabalhador, cujo assento de baptismo ficou atrás transcrito viria a casar, em 18 de Maio de 1873, na Freguesia da Sé, com Francisca da Conceição, natural do Ladoeiro, Distrito de Castelo Branco, filha de Silvestre dos Santos, natural do Lugar da Casteleja, do Concelho do Fundão e de Maria do Rosário, também natural do Ladoeiro. Foram testemunhas José Maria Rodrigues, casado, comerciante e Manuel António Panasco e Silva, empregado da Repartição de Fazenda6. Além deste, Miguel Esquetim e Fortunata do Rosário tiveram ainda os seguintes filhos dos quais descendem os actuais Esquetins:

José ou José Maria, nascido aos 17 de Novembro de 1850, em Castelo de Vide e baptizado, na Freguesia da Sé, em 26 de Dezembro do mesmo ano. Foi seu padrinho José Machado e madrinha Doroteia [Mazeltina?]7. Casou em 9 de Fevereiro de 1873, na Freguesia da Sé, com Maria José, filha de João Manuel, trabalhador, e de Genoveva Rosa, todos naturais daquela freguesia. Foram padrinhos Joaquim Manuel Mendes, casado, fabricante, isto é, operário, morador no Corro de Baixo e João Manuel Miranda, solteiro, trabalhador, morador no sítio do Arraial.8 Continuou a exercer o ofício paterno. Francisca Rosa, nascida em 28 de Julho e baptizada em 15 de Setembro de 1852, na Freguesia da Sé. Foram padrinhos Miguel Pupe e Francisco Peixe que tocou com uma prenda de Nossa Senhora do Castelo.9 Vicente, nascido em 26 de Novembro e baptizado em 25 de Dezembro de 1853, na Freguesia da Sé, tendo por padrinhos Vicente Rufino e Maria Luísa, mulher do anterior.10 Maria do Carmo, nascida em 26 de Março e baptizada em 12 de Junho de 1855, na Freguesia da Sé, apadrinhada por Miguel Peche e por Carlos Pombo que tocou com uma prenda de Nossa Senhora do Castelo. Faleceu em Portalegre em 7 de Março de 1930.11 Manuel, nascido a 19 de Janeiro e baptizado a 12 de Março de 1857, na Freguesia da Sé. Foi seu padrinho António José Ceia e Manuel de Jesus Semedo que tocou com uma prenda de Nossa Senhora do Castelo.12 José, nascido em 13 de Novembro de 1859 e baptizado aos 16 de Janeiro de 1860, na Freguesia da Sé. Foi seu padrinho José Maimom e António Joaquim Magalhães que tocou com uma prenda de Nossa Senhora do Castelo. Casou com Rita Amália Guerra.13 Francisco, nascido em 26 de Dezembro de 1860 e baptizado aos 10 de Fevereiro do ano seguinte, na Freguesia da Sé, sendo seus padrinhos Francisco António Malato, proprietário e sua esposa Maria da

Paz, moradores no Sítio da Fontinha. Casou com Ricarda de Jesus, natural da Freguesia de Santo André, do Concelho de Estremoz, em 28 de Abril de 1933 e faleceu em Portalegre, a 9 de Abril de 1935.14 Diogo, nascido em 19 de Março e baptizado em 5 de Maio de 1862, na Freguesia da Sé. Foi padrinho José Joaquim Pereira, proprietário, e madrinha Raquel Antónia, moradores na Rua da Cadeia.15 Miguel, nascido em 12 de Setembro de 1863 e baptizado em 23 de Novembro do mesmo ano, na Freguesia da Sé. Foram padrinhos Miguel António Pinheiro e Caetano Riço, ambos caldeireiros, moradores na Rua do Bargado. Morreu menino, no dia 21 de Janeiro de 1872.16 Dos elementos atrás apresentados poder-se-á concluir que os Esquetins terão chegado a Portugal integrados num grupo familiar alargado, exercendo um ofício típico de artífices itinerantes, ainda presente nas nossas zonas rurais até meados do século passado. Outros membros da família devem ter-se fixado também na mesma zona. Parece ter sido este o caso de alguns indivíduos aparentados com os Schettini, de apelido Pesce, que surge posteriormente na sua forma portuguesa de Peixe, como é o caso de Maria José Peixe, casada com João Manuel Janeiro, na Freguesia da Sé, em 5 de Janeiro de 1882, filha de João Peixe, natural do Reino de Nápoles.17 3. Argüelles Originário das Astúrias, da Freguesia de San Martín de Villallana, Concelho de Lena, na Província de Oviedo, o apelido Argüelles foi introduzido na região de Portalegre, em meados do Séc. XIX, por José Hevia Argüelles, filho de Francisco Hevia Argüelles e Isabel Gonçalves, naturais da pequena localidade do principado asturiano. Estabelecido em Alegrete, o progenitor dos actuais Argüelles viria a casar duas vezes. A primeira, em 18 de Maio de 1857 18, com Guiomar

Joaquina, filha de Vitorino José e de Vitória Maria, esta última natural de São Salvador de Aramenha. Desta união que viria a ser dissolvida pelo óbito por parto da esposa, houve dois filhos: Maria, nascida em 5 de Dezembro de 1858 e baptizada a 12 do mesmo mês, na Igreja de São João Baptista de Alegrete, sendo seus padrinhos João Rodrigues e Maria do Rosário.19 Faleceu aos 19 de Agosto de 1862.20 João, Nascido em 30 de Setembro de 1861 e baptizado aos dois dias do mês seguinte, sendo padrinhos João Rodrigues Gonçalves, jornaleiro, morador nos Montes da Caleira e Joaquim Alves que tocou com o rosário de Nossa Senhora da Alegria. 21 Morreu em 21 de Abril de 1862.22 Falecida a esposa na ocasião do nascimento deste segundo filho23, José Hevia Argüelles passou a segundas núpcias, recebendo-se, em 13 de Novembro de 1861, com Felícia Maria, filha de António Romacho, já falecido à data, e de Ana Joaquina, neta paterna de Luis Romacho e Maria Pereira e materna de João Tavares e Teresa Maria, todos naturais de Alegrete.24 Deste segundo casamento nasceram: Joaquina, nascida em 30 de Março de 1866 e baptizada a 15 de Abril do mesmo ano, apadrinhada por Francisco Rodrigues e sua mulher, Joana Maria.25 Maria, nascida a 24 de Abril de 1870 e baptizada a 2 de Maio, tendo por padrinhos José Tavares, proprietário e seareiro e sua mulher, Henriqueta da Alegria. Faleceu em Alegrete em 30 de Junho de 1931.26 João, nascido em 27 de Agosto de 1872 e baptizou-se a 6 de Outubro. Foi padrinho João Rodrigues Trindade, proprietário e lavrador, e sua esposa Jacinta Maria de Melo.27 Um menino, inominado, nascido em 25 de Fevereiro de 1874 e baptizado in articulo mortis, a 3 de Março.28

Manuel, nascido em 30 de Junho de 1876 e baptizado em 30 de Julho seguinte, sendo padrinhos Manuel Vitorino, moleiro, e sua mulher Maria Catarina. Faleceu em Alegrete aos 3 de Fevereiro de 1955.29 Curiosamente, este apelido surgiu por duas vezes em Portalegre, com um intervalo de século e meio, se bem que, salvo melhor opinião, não existisse qualquer relação de parentesco entre os seus portadores. A sua primeira aparição fez-se na pessoa de D. Catarina Joana Taborda de Argueles, filha de Francisco Lopes Sarafana e de D. Maria Ana Taborda, naturais de Alpedrinha, que casou em 13 de Fevereiro de 1706, com Marcos de Brito Freire Tinoco, filho de Rui Vaz de Brito Freire e de D. Maria de Sousa da Fonseca, naturais de Portalegre, da freguesia da Sé. Não houve, contudo, deste casamento descendência que conservasse o apelido.30

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Notas
N

Na China, o uso do apelido terá surgido, supostamente, por volta do ano 2852 a.C., por imposição imperial. Sobre este assunto v. http://www.internetree.com/Surname%20Origin.htm 2 Santo Tirso, em assentos posteriores 3 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/21B, f.232 v.º A expressão tocou com a prenda de Nossa Senhora do Castelo, recorrente em vários assentos, significa que o baptizado era, por intermédio de alguém que lhe tocava com um elemento da imagem da santa, afilhado desta. 4 v. http://www.trecchina.info e http://www.basilicata.cc/lucania/trecchina, entre outros 5 http://basilicata.indettaglio.it/ita/motori/cognomi/motore_cognomi_out.html?nome_comune=Trecchina%20 e
www.consiglio.basilicata.it/conoscerebasilicata/cultura/percorsi/pdf_comuni/trecchina.pdf
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Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/02/09C, f.142 v.º Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.41 v.º 8 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/02/09C, f.140 v.º 9 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.73 v.º 10 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.95 v.º 11 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.123 12 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.161 v.º 13 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/22B, f.193 v.º 14 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/23B, f.33 v.º 15 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/01/23B, f.66 16 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/03/11º, f.71 v.º 17 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/02/11C, f.27 v.º 18 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/02/05C, f.190 v.º 19 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/16B, f.66 v.º 20 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/03/08º, f.70 21 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/16B, f.116 22 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/03/08º, f.66 v.º 23 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/03/08O, f.60 v.º 24 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/02/06C, f.17 25 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/16B, f.214 v.º 26 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/17B, f.54 v.º 27 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/17B, f.96 28 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/17B, f.122 v.º 29 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia de Alegrete. PPTG02/01/17B, f.172 30 Arquivo Distrital de Portalegre. Paróquia da Sé (Portalegre). PPTG15/02/03C, f.34 v.º

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