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➧ Oracle pede à
A Oracle pediu à Fundação Apache (ASF – Apache Software Foundation) que reveja sua decisão de sair do comitê executivo do Java, por considerá-la de suma importância para o futuro da plataforma. “A preocupação comercial de uma única entidade, a Oracle, continuará a interferir seriamente na ideia de uma direção transparente para o ecossistema”, afirmou a Apache, por meio de seu blog oficial, em alusão ao grande controle que a empresa fundada por Larry Elisson tem sobre a tecnologia. Ela também mostrou irritação quanto às restrições da Oracle quanto ao Kit de Compatibilidade de Tecnologia Java (TCK), usado pela fundação nos testes de seu software de código aberto, o Harmony. Os obstáculos impostos impedem a adaptação do programa para dispositivos móveis. Logo após o anúncio, o vice-presidente de desenvolvimento da Oracle, usou um tom conciliatório em seu discurso para reverter a situação: “Nós renomeamos a Fundação Apache para o comitê executivo, porque valorizamos sua perspectiva e participação ativa”, escreveu em um comunicado. “A Oracle

Apache que volte ao comitê executivo do Java
tem a responsabilidade de levar o Java adiante e manter sua uniformidade, em razão dos milhões de desenvolvedores que o utilizam. A Fundação Apache, e seus muitos projetos de código aberto, são parte importante do ecossistema”. De fato, são mais de 100 projetos relacionados ao Java patrocinados pela ASF, como as aplicações para servidores Tomcat e Geronimo. Aparentemente, a resposta da corporação americana leva em conta tal fator, ao considerar o prejuízo que a plataforma sofreria com a baixa. A princípio, no entanto, a Fundação Apache não se mostra convencida. “Dê-nos um motivo para reconsiderarmos a decisão que não seja um simples pedido de por favor”, postou seu presidente, Jim Jagielski, no Twitter. “O Java Community Process – processo que permite que as partes se envolvam nas definições de versões futuras da plataforma – está morto”, escreveu o executivo em seu blog. “Tudo o que resta é um zumbi, vagando pelas ruas do ecossistema, à procura de cérebros. Mas, quem sabe, a partir dessa morte, uma nova comunidade possa surgir, formada por pessoas diferentes; uma em que não existam membros mais iguais do que os outros. Isso é algo que a ASF adoraria ver”, concluiu. n

➧ BMC Software e Salesforce.com ampliam parceria para cloud computing
A BMC Software e a Salesforce.com ampliaram sua parceria na adoção de ferramentas baseadas na nuvem. As empresas acabam de anunciar o RemedyForce, uma ferramenta de cloud. “Os clientes da gestão de serviços de TI têm agora uma solução na nuvem para atender às suas necessidades”, afirma Marc Benioff, presidente e CEO da Salesforce. com. “Esperamos impulsionar o sucesso da computação em nuvem em todos os departamentos de TI, de empresas de todos os tamanhos”. “O RemedyForce fornece às empresas a oportunidade de acessar recursos de TI por meio das soluções de gerenciamento de serviços da BMC, bem como reforça a base das ofertas disponíveis aos nossos próprios clientes. Como resultado, as empresas poderão extrair mais de seus investimentos de TI”, diz Bob Beauchamp, presidente e CEO da BMC Software. “Esse é o melhor dos dois mundos, a entrega de soluções comprovadamente de ponta, que irão acelerar o sucesso do cliente e a evolução da nuvem e da gestão de TI”.
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Com base na parceria, o RemedyForce adiciona uma nova oferta da Salesforce.com nos serviços de nuvem atuais, que incluem vendas na nuvem, serviços, colaboração, plataforma Force.com e o Database.com. Da mesma forma, junta-se ao RemedyForce a família de soluções BMC de produtos de gerenciamento de serviços, incluindo o BMC Remedy IT Service Management Suite e o OnDemand BMC Remedy. A BMC adiciona ao RemedyForce recursos como o Service Desk, que reúne uma série de funções de gestão da plataforma de cloud computing Force.com. A solução resultante é de fácil utilização, com desempenho otimizada para os recursos da nuvem. n

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➧ VMware e Fujitsu firmam acordo de OEM para soluções de virtualização no Brasil
A VMware e a Fujitsu acabam de assumir no Brasil os termos do contrato mundial que estabelece a parceria na modalidade Original Equipment Manufacturer (OEM), na qual a Fujitsu se torna distribuidor das soluções de virtualização da VMware agregadas a seus servidores de missão crítica da série Primequest. A partir de agora, a Fujitsu terá como valor agregado aos servidores, soluções de virtualização e cloud computing para espelhamento das aplicações de missão crítica de seus clientes. O contrato OEM compreende consultoria, hardware, software, integração de sistemas e manutenção em todo o país. De acordo com Edson Siqueira, diretor comercial da Fujitsu do Brasil, “a parceria entre VMware e Fujitsu será muito interessante para ambas as empresas, pois a estratégia de cloud computing vem ao encontro da Fujitsu para oferecer aos clientes soluções ininterruptas que assegurem a continuidade de seus negócios. A série de servidores Primequest é compatível com os principais softwares de virtualização do mercado e é o mais adequado, tanto para trabalhos em plataformas baseadas em cloud computing quanto em integração de servidores. Outra característica forte é a redução do custo total de propriedade dos sistemas de tecnologia da informação e da comunicação (TIC)”. Para a VMware, o novo contrato é uma evolução do trabalho que a Fujitsu já vinha fazendo no Brasil, ao oferecer soluções de virtualização a seus clientes com as aplicações vSphere 4.1 e vCenter Server adquiridas via distribuidores locais. “É uma excelente parceria para ambientes de consolidação ou muito criteriosos como, por exemplo, plataformas de TI de empresas do mercado financeiro, de telecomunicações ou de e-commerce, que precisam de alto poder de processamento de dados em ambientes virtualizados. E a Fujitsu é especialista nesse segmento”, afirma Marco Fontenelle, diretor de Canais Brasil da VMware. A série de servidores Primequest [1], da Fujitsu, é comercializada somente no Japão e no Brasil e é homologada pela VMware. Entre suas características estão a compatibilidade com plataforma Unix, menor consumo de energia, menor espaço ocupado, menores preços, monitoramento a distância, manutenção preventiva e aumento de desempenho. Além disso, os servidores se alinham à política de TI verde. “A preocupação com o meio ambiente está no DNA da Fujitsu, desde a política de descarte, produção, manufatura até a relação com seus funcionários. É uma ideologia que se estende para nossa vida pessoal depois de aplicada no trabalho. Nesse sentido a VMware está em linha com o que pensamos. Cloud computing veio para minimizar o impacto na natureza”, declara Edson Siqueira, diretor comercial da Fujitsu do Brasil. A Fujitsu foi considerada a segunda empresa de tecnologia do mundo que mais se preocupa com o meio ambiente em um estudo do Gartner Group [2]. VMware vSphere [3] é a plataforma mais confiável do mercado para virtualização de //data centers/. A empresa usuária de vSphere reduz significativamente os custos operacionais e de capital, além de aumentar a eficiência da equipe de TI, com a liberdade de escolher qualquer aplicativo, sistema operacional ou hardware. O VMware vCenter Server [4] oferece uma plataforma de gerenciamento central, escalonável e extensível, que serve de base para a virtualização. Permite gerenciar o VMware vSphere para que os administradores de TI aperfeiçoem o controle sobre o ambiente virtual. n

Mais informações
[1] rimequest Fujitsu: http://www.fujitsu. P com/br/services/servers/primequest/ [2] studo do Gartner Group: http://www. E gartner.com/it/page.jsp?id=1458613 [3] ite do VMware vSphere: http://www. S vmware.com/br/products/vsphere/ [4] Mware vCenter Server http://www. V vmware.com/products/vcenter-server/

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Linux Magazine #74 | Janeiro de 2011

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CORPORATE | Notícias

➧ Red Hat adquire Makara e acelera estratégia de PaaS
A Red Hat anunciou a aquisição da Makara, uma fabricante de soluções de gerenciamento para aplicações em nuvem. As tecnologias da Makara vão acelerar o desenvolvimento da solução abrangente de plataforma-como-serviço (PaaS) da Red Hat, como parte de seu portfólio, o Cloud Foundations. Sediada na cidade de Redwood, na Califórnia, a Makara oferece soluções que permitem às organizações implementar, gerenciar, monitorar e escalonar suas aplicações em nuvens públicas e privadas. Integrando a infraestrutura JBoss Enterprise Middleware com a Cloud Application Platform da Makara, a Red Hat oferece uma solução ainda mais completa de plataforma-como-serviço que permite às organizações realizarem uma transição rápida de suas aplicações para a nuvem com modificações mínimas. “A proposta da Cloud Foundations é permitir que clientes e desenvolvedores tenham uma via de acesso fácil para a nuvem. Com a inclusão da Makara, visamos simplificar a implementação e gerenciamento de aplicações”, disse Paul Cormier, presidente de produtos e tecnologias da Red Hat. “Nós damos as boas vindas à equipe da Makara e buscamos acelerar nossa oferta de soluções em plataformacomo-serviço para o mercado”. A Red Hat lançou o Cloud Foundations em junho de 2010, tornando-se a única fabricante com infraestrutura necessária para entregar uma oferta de cloud de código aberto completa e flexível, incorporando sistema operacional, middleware e virtualização. Baseada no JBoss Enterprise Middleware, a Red Hat PaaS busca ser a solução que irá permitir a empresas, provedores de serviço de cloud, ISVs e provedores de software-como-serviço, utilizar seus recursos para desenvolver novas aplicações e implementá-las em ambientes de cloud pública e privada, sem precisar reescrevê-las. A Red Hat pretende lançar o Red Hat PaaS como software oferecido como serviço a clouds públicas e privadas para ajudar desenvolvedores e organizações a construir, implementar e administrar o ciclo de vida completo de suas aplicações. As ferramentas, tecnologias e soluções da Makara serão totalmente integradas à Red Hat PaaS, como parte do portfólio Cloud Foundations. Hoje, as empresas podem começar a implementar JBoss Enterprise Middleware em clouds privadas através da consultoria da Red Hat em conjunto com produtos e serviços dos parceiros da Red Hat. A Red Hat oferece uma suíte completa de produtos e serviços para todo o ciclo de vida das aplicações ideais para a transição com eficiência de custos ou novas aplicações para nuvem pública e privada. n

➧ Executivo confirma que Microsoft tentou comprar Facebook por US$ 15 bilhões
Em uma conferência de tecnologia em Paris, na França, na primeira quinzena de dezembro, um executivo da Microsoft confirmou que a empresa deu um lance fracassado para comprar o Facebook há três anos atrás. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, recusou uma oferta de 15 bilhões de dólares (cerca de 25,5 bilhões de reais, nos valores de hoje) feita pelo CEO Steve Ballmer, disse Fritz Lanman, diretor sênior de estratégia corporativa e aquisições da gigante de Redmond. O executivo deixou escapar a informação sobre a compra fracassada enquanto discursava na conferência LeWeb, realizada em Paris. “Sim, nós tentamos comprar o Facebook”, disse Lanman durante uma entrevista no palco, de acordo com o TechCrunch. “Naquela época, o Facebook guardava muita semelhança com a Microsoft.” Lanman acrescentou que, quando o Facebook rejeitou a oferta da Microsoft, a empresa investiu 240 milhões em uma pequena participação acionária na rede social. Mesmo assim, a Microsoft e o Facebook continuam a trabalhar juntos. Em outubro de 2010, as empresas anunciaram uma parceria para levar mais elementos de rede social às buscas na web. Como parte do acordo, a busca do Facebook, que é equipada pelo Microsoft Bing, tem facilitado o encontro de pessoas no site da rede social. Lanman disse que o Facebook poderá, um dia, valer tanto quanto a Microsoft. “É fácil dizer que a Microsoft perdeu uma enorme oportunidade ao não comprar o Facebook quando Ballmer se encontrou com Zuckerberg”, disse Dan Olds, analista da The Gabriel Consulting Firm. “Mas a Microsoft ofereceu uma grande quantia em dinheiro e foi rechaçada mais de uma vez. Como se trata de uma empresa de capital fechado, o melhor que a Microsoft pôde fazer foi comprar uma parte dela por 240 milhões.” E a decisão de Zuckerberg pode ter sido boa, no fim das contas. “Quem diria que o Facebook seria tão bem sucedido se tivesse sido comprado pela Microsoft?”, pergunta Olds. “Por tudo que conhecemos, a Microsoft bem que poderia ter estragado com tudo”, completa. n

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