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1) 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) acontece no Brasil desde 2004. Ela tem tido um êxito grande com uma participação crescente de pessoas, instituições de pesquisa e ensino e municípios. Em 2011, foram realizadas cerca de 16.000 atividades, em 654 municípios brasileiros A 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que como tema “Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da Pobreza”. Este ano a SNCT acontecerá no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília (DF). O evento, organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) acontecerá em todo o país entre os dias 15 a 21 de Outubro, de forma simultânea. A Associação participa das atividades desta semana em Brasília (DF) desde a sua 1ª edição, sendo uma grande parceira do MCTI nesta iniciativa. O Desenvolvimento econômico e o meio ambiente

A mudança do clima e a economia A mudança do clima é consequência das emissões geradas pela atividade econômica. Emitimos GEE quando produzimos e/ou usamos energia (eletricidade e combustíveis)quando produzimos grande parte de matérias primas e bens, quando removemosvegetação, quando usamos adubos, corretivos de solo e revolvemos o solo no plantioagrícola, quando criamos animais (principalmente gado bovino e ovelhas), quandoproduzimos resíduos (principalmente lixo e esgoto), quando usamos gases fabricadosem equipamentos de refrigeração, entre outras situações. Ou seja, emitimos GEE empraticamente tudo que fazemos e assim seguimos contribuindo para a mudança doclima. Para minimizar o problema, a economia global deverá reduzir suas emissões, investindo em ações de mitigação de GEE, como por exemplo, aumentando consideravelmente o uso de energias limpas (hidroeletricidade, energia eólica, energiasolar, biocombustíveis, entre outras), aperfeiçoando processos industriais, tratandoresíduos de forma adequada, reduzindo o desmatamento, entre outras inúmerasmedidas que já vem sendo implementadas, porém insuficientemente. A mudança do clima, por sua vez, impactará a riqueza das nações. Umas nações serão mais impactadas, outras menos, mas no cômputo geral, teremos um planeta que deverá arcar com custos que não existiriam, caso não houvesse mudança do clima. É o que se convencionou chamar de custo de adaptação. E dada a existênciadeste custo, a riqueza alcançada pelas nações emitindo GEE poderá se reduzir em função da mudança do clima. Portanto, temos um problema circular: criamos riqueza, emitimos GEE, mudamos o clima, sofremos o impacto da mudança do clima, nos adaptamos em maior ou menor grau e enfrentamos os custos desta adaptação. A figura a seguir, apesar de não exaurir todas as possibilidades, apresenta um esquema de fácil compreensão demonstrando como afetamos e somos afetados pela mudança do clima

Inter-relação entre Clima e Economia

Análise macroeconômica
Este capítulo se baseia no estudo “Avaliação de impactos de mudanças climáticas sobre a economia brasileira”, elaborado pela equipe da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE-USP) integrada por Eduardo Haddad (coordenador), Eduardo Almeida, Carlos Azzoni, Edson Domingues, Joaquim Guilhoto, Fábio Kanczuk e Fernando Perobelli.
As simulações sem mudança do clima apresentam um crescimento do PIB brasileiro de 4,2% ao ano de 2008 a 2035 e de 3,77% de 2035 a 2050, no caso A2-BR, e de 4,24% e 3,95% nos mesmos períodos, no caso B2-BR. Analisando os impactos da mudança do clima na economia, as simulações revelam uma perda permanente do PIB brasileiro, em 2050, da ordem de 0,5% quando se comparam as trajetórias A2-BR com e sem mudança climática, e da ordem de 2,3% entre trajetórias B2-BR com e sem mudança do clima. Mesmo havendo maiores perdas em B2-BR do que em A2-BR, é importante ressalvar que em termos absolutos a economia brasileira terá maiores ganhos sem e com mudança climática se seguir a trajetória B2-BR e não a trajetória A2-BR. Para calcular as perdas anuais de PIB acumuladas até 2050 em valor presente, utilizaram-se três taxas de desconto distintas: 0,5%, 1% e 3% ao ano. As perdas variam entre 13,6% e 147% do PIB de 2008. Assim, se os custos da mudança do clima no Brasil até 2050 fossem antecipados para hoje, a uma taxa de desconto

intertemporal de 1,0% ao ano, por exemplo, o custo em termos de PIB ficaria entre R$ 719 bilhões em A2-BR e R$ 3,655 trilhões em B2-BR, o que representaria de 25% a 125% do PIB de 2008. Os impactos econômicos da mudança do clima são sentidos de maneira diversa nos setores econômicos, nas regiões, nos estados e nas grandes cidades. Por exemplo, a agricultura é o setor econômico mais diretamente sensível ao clima, com queda permanente de produção de 3,6% em A2-BR e 5,0% em B2-BR em 2050. Em termos regionais, a ameaça maior paira sobre as regiões mais pobres do país. Pode-se concluir que a mudança do clima intensifica as desigualdades regionais no Brasil. A maior disparidade ocorre na trajetória A2-BR quando se comparam os efeitos da mudança do clima no Sul (ganhos de 2%) com os do Centro-Oeste (perdas de 3%), relativamente ao mesmo cenário A2-BR sem mudança do clima. Em termos dos estados, a exceção são aqueles mais frios, que passarão a ter temperaturas mais amenas e, portanto, mais propícias à agricultura. Todos os demais terão perdas expressivas. Com relação às cidades, os resultados mostram que as maiores perdas deverão ocorrer no interior. Ressaltese que só foram computadas as perdas de PIB sob a ótica da produção de bens e serviços; impactos da mudança do clima na infraestrutura urbana ainda precisam ser incorporados. Com respeito aos aspectos socioeconômicos, haveria uma perda para o cidadão médio brasileiro de R$ 534 (ou US$ 291), no cenário A2-BR em comparação a este cenário sem mudança do clima, ou de R$ 1.603 (ou US$ 874), no cenário B2-BR em comparação a este cenário sem mudança do clima. O valor presente em 2008 das reduções no consumo dos brasileiros acumuladas até 2050 ficaria entre R$ 6.000 e R$ 18.000, representando de 60% a 180% do consumo anual per capita atual. Ressalte-se novamente que, apesar de as perdas serem maiores em B2-BR, em comparação com A2-BR, em média todos os brasileiros estarão consumindo mais no primeiro que no segundo, com ou sem mudança do clima, porque a renda nacional é maior em B2-BR do que A2-BR. Finalmente, no que se refere à pobreza, os resultados para o PIB per capita seguem os resultados do PIB. Estima-se uma perda permanente da ordem de 0,5% (A2-BR) e 2,3% (B2-BR) do PIB per capita nacional, em 2050, na comparação com um mundo sem mudança do clima. É interessante notar também que elas tendem a a aumentar (marginalmente) a pobreza no Brasil. Ref: http://www.centroclima.coppe.ufrj.br/eclima/Economia_do_clima.pdf

Sumidouros de carbono (florestas e CCS) Se grande parte das atividades econômicas emitem gases de efeito estufa para atmosfera, é bem verdade que podemos sequestrar carbono em algumas situações particulares, aumentado o teor de carbono de outro reservatório que não a atmosfera.

A abordagem biológica inclui a remoção direta de dióxido de carbono da atmosfera através da arborização, do reflorestamento e da adoção de práticas que melhoram o carbono do solo na agricultura. As abordagens físicas incluem a separação e a eliminação de dióxido de carbono de outros gases de combustão ou de processamento de combustíveis fósseis para produzir frações ricas em hidrogênio e dióxido de carbono. O CO2 então é armazenado por longo prazo em poços de petróleo e gás já esgotados, em minas de carvão não ativas e aquíferos salinos. Esta abordagem denominase captura e armazenamento de carbono (CCS, sigla em inglês).

Declaração da Reunião de Líderes das Maiores Economias sobre Segurança Energética e Mudança do Clima

1) Nós, os líderes de África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, República da Coréia, Rússia e União Européia, nos reunimos representando as maiores economias do mundo em Toyako, Hokkaido, Japão, em 9 de julho de 2008, e declaramos o seguinte:
1. A mudança do clima é um dos grandes desafios globais de nosso tempo. Conscientes de nosso papel de liderança em enfrentar tais desafios, nós, os líderes das maiores economias do mundo, tanto desenvolvidas quanto em desenvolvimento, comprometemo-nos a combater a mudança do clima de acordo com nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades e enfrentar os desafios interligados de desenvolvimento sustentável, inclusive segurança energética e alimentar, e saúde humana. Nós nos reunimos para contribuir aos esforços sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o foro global para negociações sobre o clima. Nossa contribuição e cooperação estão enraizadas nos objetivos, disposições e princípios da Convenção. Nós acolhemos as decisões tomadas pela comunidade internacional em Bali, inclusive para lançar um processo abrangente que possibilite a implementação plena, efetiva e sustentada da Convenção por meio de uma ação cooperativa de longo prazo, de agora até 2012 e além, a fim de atingir o resultado acordado em Dezembro de 2009. Reconhecendo a escala e a urgência do desafio, continuaremos a trabalhar juntos para fortalecer a implementação da Convenção e assegurar que o resultado final maximize os esforços de todas as nações e contribua para atingir o objetivo final da Convenção, expresso em seu Artigo 2, que deverá ser alcançado num prazo suficiente que permita aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudança do clima, que assegure que a produção de alimentos não seja ameaçada, e que permita ao desenvolvimento econômico prosseguir de maneira sustentável. 3. As Reuniões das Maiores Economias contribuem construtivamente para o processo de Bali de diversas maneiras: • Primeiro, nosso diálogo nos níveis político, de políticas públicas e técnico construiu confiança entre nossos países e aprofundou o entendimentos mútuos sobre os muitos desafios com que se defronta a comunidade mundial enquanto consideramos os próximos passos sob a Convenção e continuamos a mobilizar vontade política para combater a mudança do clima global. • Segundo, sem prejulgar os resultados ou as visões de outros países, acreditamos que os entendimentos comuns nesta Declaração ajudarão a adiantar o trabalho da comunidade internacional de forma que seja possível acordar um resultado final até o fim de 2009.

• Terceiro, reconhecendo a necessidade de ação urgente e a diretiva do Plano de Ação de Bali para aprofundar a implementação da Convenção entre agora e 2012, nós nos comprometemos a tomar as ações previstas no parágrafo 10 sem demora. 4. Apoiamos uma visão compartilhada para ação cooperativa de longo prazo, inclusive um objetivo global de longo prazo para a redução de emissões, que assegure o crescimento, a prosperidade e os demais aspectos do desenvolvimento sustentável, inclusive maiores esforços em direção a consumo e produção sustentáveis, com o objetivo de alcançar uma sociedade de baixa emissão de carbono. Ao levar em conta o conhecimento científico, reconhecemos que profundos cortes nas emissões globais serão necessários para atingir o objetivo final da Convenção, e que a adaptação irá desempenhar um papel vital correspondente. Acreditamos que seria desejável que as Partes adotassem, nas negociações sob a Convenção, um objetivo global de longo prazo para reduzir emissões globais, levando em conta o princípio da eqüidade. Encorajamos a séria consideração, em particular, dos cenários ambiciosos do IPCC. Progresso significativo em direção à consecução do objetivo global de longo prazo será feito por meio do aumento do financiamento à ampla disseminação das tecnologias existentes e das melhores práticas que reduzam significativamente as emissões de gases de efeito estufa e construam resistência aos impactos das mudanças do clima. Todavia, nossa capacidade de atingir, ao fim e ao cabo, um objetivo global de longo prazo também dependerá de tecnologias, infra-estruturas e práticas acessíveis, novas, mais avançadas e inovadoras, que transformem a maneira como vivemos, produzimos, utilizamos energia e gerenciamos o uso da terra. 5. Levando em conta as avaliações da ciência, tecnologia e economia, reconhecemos a importância essencial de aprofundar a mitigação, de forma ambiciosa, realista e alcançável, dos gases de efeito estufa. Nós faremos mais continuaremos a aprimorar nossas políticas e nosso desempenho ao mesmo tempo em que atingimos outros objetivos prioritários – respeitando o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades. Atingir nosso objetivo global de longo prazo exige respectivos objetivos, compromissos e ações de médio prazo, que devem ser refletidos no resultado final do Plano de Ação de Bali, levando em consideração as diferenças nas condições sociais e econômicas, matrizes energéticas, aspectos demográficos e infra-estrutura, entre outros fatores, e os cenários IPCC acima. Nesse sentido, as maiores economias desenvolvidas implementarão, em conformidade com suas obrigações internacionais, objetivos nacionais de médio prazo para suas economias, e tomarão as ações correspondentes de modo a atingir reduções absolutas de emissões e, onde aplicável, primeiro interromper o crescimento de emissões o mais breve possível, refletindo esforços comparáveis entre elas. Ao mesmo tempo, as principais economias em desenvolvimento buscarão, no contexto do desenvolvimento sustentável, ações de mitigação nacionalmente apropriadas, apoiadas e possibilitadas por tecnologia, financiamento e construção de capacidade, com vistas a atingir um desvio das emissões que ocorreriam normalmente. 6. Reconhecemos que ações para reduzir emissões, inclusive aquelas provenientes do desmatamento e degradação florestal, e para aumentar as retiradas por sumidouros no setor de uso da terra, mudança no uso da terra e florestas, inclusive cooperação no combate aos incêndios florestais, podem contribuir para estabilizar os gases de efeito estufa na atmosfera. Essas ações também reduzem os impactos da mudança do clima e podem ter co-benefícios significativos por meio da manutenção de múltiplos produtos econômicos e serviços ecológicos. Nossas nações continuarão a cooperar na construção de capacidade e atividades de demonstração; em soluções

inovadoras, inclusive financiamento, para reduzir emissões e aumentar as retiradas por sumidouros; e em assuntos metodológicos. Acentuamos também a necessidade

de aperfeiçoar a governança relacionada às florestas e ações cooperativas em todos os níveis.

de aperfeiçoar a governança relacionada às florestas e ações cooperativas em todos os níveis.

2) Acordo de Copenhague
Os Chefes de Estado, Chefes de Governo, Ministros e demais Chefes das seguintes Delegações presentes à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2009, em Copenhague: [Lista das Partes] 1. Ressaltamos que a mudança do clima é um dos maiores desafios do nosso tempo. Enfatizamos nossa forte vontade política de combater com urgência a mudança do clima, de acordo com o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas e respectivas capacidades. Para alcançar o objetivo último da Convenção de estabilização da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera em um nível que impeça uma interferência antrópica perigosa com o sistema climático, iremos, reconhecendo a visão científica de que o aumento da temperatura global não deve ultrapssar 2 graus Celsius, com base na equidade e no contexto do desenvolvimento sustentável, ampliar nossas ações de cooperação de longo prazo para combater a mudança do clima. Reconhecemos os graves impactos da mudança do clima e os potenciais impactos das medidas de resposta nos países particularmente vulneráveis aos seus efeitos adversos e ressaltamos a necessidade de estabelecer um programa de adaptação abrangente que inclua apoio internacional. 2. Concordamos que são necessários cortes profundos nas emissões globais, em consonância com a ciência e conforme documentado pelo Quarto Relatório de Avaliação do IPCC, com vistas a reduzir as emissões globais, de modo a manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius, e a adotar medidas para alcançar tal objetivo de forma condizente com a ciência e com base na equidade. Devemos cooperar para logras inflexão das emissões globais e nacionais o mais rápido possível, reconhecendo que o prazo lograr inflexão será mais longo nos países em desenvolvimento e levando em conta que o desenvolvimento social e econômico e a erradicação da pobreza são as prioridades primordiais e supremas dos países em desenvolvimento e que uma estratégia de desenvolvimento de baixa emissão é indispensável ao desenvolvimento sustentável. 3. A adaptação aos efeitos adversos da mudança do clima e aos potenciais impactos das medidas de resposta é um desafio enfrentado por todos os países. Ação e cooperação internacional aprofundada em adaptação é urgentemente requerida para assegurar a implementação da Convenção, possibilitando e apoiando a implementação de ações de adaptação voltadas para a redução da vulnerabilidade e construção de resiliência nos países em desenvolvimento, especialmente nos países particularmente vulneráveis, especialmente nos países de menor desenvolvimento relativo, pequenos Estados insulares em desenvolvimento e África. Concordamos que os países desenvolvidos proverão recursos financeiros, tecnologia e capacitação que sejam adequados, previsíveis e sustentáveis, para apoiar a implementação de ações de adaptação nos países em desenvolvimento. 4. As Partes incluídas no Anexo I comprometem-se a implementar, individual ou conjuntamente, metas quantificadas de emissões para 2020 que sejam válidas para o conjunto da economia, a serem submetidas pelas Partes incluídas no Anexo I ao Secretariado, no formato apresentado no Apêndice I, até 31 de janeiro de 2010, para compilação em um documento de informação. As Partes incluídas no Anexo

I que são Partes do Protocolo de Quioto intensificarão, assim, as reduções de emissões iniciadas pelo Protocolo de Quioto. O cumprimento das reduções e do financiamento por parte dos países desenvolvidos será mensurado, informado e verificado de acordo com as diretrizes existentes, bem como diretrizes adicionais adotadas pela Conferência das Partes, e garantirá que a contabilização dessas metas e do financiamento seja rigorosa, robusta e transparente. 5. As Partes não incluídas no Anexo I da Convenção implementarão ações de mitigação, incluindo aquelas a serem submetidas ao Secretariado pelas Partes não incluídas no Anexo I, até 31 de janeiro de 2010, no formato apresentado no Apêndice II, para compilação em um documento de informação, em conformidade com o Artigo 4.1 e o Artigo 4.7 e no contexto do desenvolvimento sustentável. Os países de menor desenvolvimento relativo e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento podem adotar ações de modo voluntário e com base no apoio recebido. As ações de mitigação posteriormente tomadas e previstas pelas Partes não incluídas no Anexo I, incluindo relatórios dos inventários nacionais, serão comunicados por meio das comunicações nacionais, conforme o Artigo 12.1(b), a cada dois anos, com base nas diretrizes a serem adotadas pela Conferência das Partes. As ações de mitigação constantes de comunicações nacionais ou comunicadas de outro modo ao Secretariado serão acrescentadas à lista do apêndice II. As ações de mitigação adotadas pelas Partes não incluídas no Anexo I serão objeto de mensuração, informação e verificação nacionais, cujos resultados serão informados por meio de suas comunicações nacionais a cada dois anos. As Partes não incluídas no Anexo I transmitirão informações sobre a implementação das suas ações por meio das Comunicações Nacionais, com provisões para consultas e análise internacionais sob diretrizes claramente definidas que assegurarão o respeito à soberania nacional. Ações de mitigação nacionalmente adequadas que busquem apoio internacional serão inscritas em um registro, juntamente com o relevante apoio tecnológico, financeiro e de capacitação. As ações apoiadas serão acrescentadas à lista do apêndice II. Essas ações de mitigação nacionalmente adequadas que forem apoiadas serão objeto de mensuração, informação e 6. Reconhecemos o papel crucial da redução de emissões por desmatamento e degradação florestal e a necessidade de aumentar as remoções de emissões de gases de efeito estufa por florestas e concordamos com a necessidade de oferecer incentivos positivos a essas ações por meio do estabelecimento imediato de um mecanismo que inclua REDD-plus, a fim de possibilitar a mobilização de recursos financeiros dos países desenvolvidos.

Referência: Portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/321738/Texto_do_Acordo_de_Copenhague. html

O que é Efeito Estufa?

Uma série de gases que existem naturalmente na atmosfera, em pequenas quantidades, são conhecidos como "gases de efeito estufa". O vapor d’água, o dióxido de carbono, o ozônio, o metano e o óxido nitroso prendem a energia da mesma forma que os vidros de um carro fechado ou uma estufa. Esse efeito estufa natural tem mantido a atmosfera da Terra por volta de 30º mais quente do que ela seria na ausência dele, possibilitando a existência de vida humana no planeta. Agora, contudo, as atividades do homem estão acentuando as concentrações desses gases na atmosfera, ampliando, assim, a capacidade que possuem de absorver energia. Os níveis de dióxido de carbono aumentaram em volume de 280 partes por milhão, antes da Revolução Industrial, para quase 360 atualmente.

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As emissões antrópicas de dióxido de carbono, o gás que mais contribui para a intensificação do efeito estufa, decorrem principalmente do uso de carvão, petróleo e gás natural, assim como da destruição de florestas e outros "sumidouros" e "reservatórios" naturais que absorvem dióxido de carbono do ar.

A mudança do clima é comumente chamada de aquecimento global porque uma das conseqüências mais prováveis da existência de concentrações maiores de gases de efeito estufa na atmosfera são temperaturas médias mais altas. Mas outros efeitos poderiam ser igualmente importantes, podendo provocar novos padrões de vento, chuvas e circulação dos oceanos. Os cientistas continuam examinando provas de climas passados, bem como modelos computadorizados de circulação atmosférica e oceânica em busca de respostas mais definitivas.
Ref: Portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/49274/O_que_e_Efeito_Estufa.html

CONVENÇÃO QUADRO DAS NAÇÕES UNIDAS

Mais de 150 Estados assinaram a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Junho de 1992 na "Cúpula da Terra", no Rio. Reconhecendo, assim, a mudança do clima como "uma preocupação comum da humanidade". Eles se propuseram a elaborar uma estratégia global "para proteger o sistema climático para gerações presentes e futuras". Os Governos que se tornaram Partes da Convenção tentarão atingir o objetivo final de estabilizar "as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica (provocada pelo homem) perigosa no sistema climático." A Convenção fornece um "quadro" dentro do qual os governos podem trabalhar juntos para desenvolver novas políticas e programas que terão grande implicação na forma como as pessoas vivem e trabalham. É um texto detalhado, negociado com cuidado, que reconhece as preocupações especiais de diferentes grupos de países. A Convenção enfatiza que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pelas emissões históricas e atuais, devendo tomar a iniciativa no combate à mudança do clima; que a prioridade primeira de países em desenvolvimento deve ser o seu próprio desenvolvimento social e econômico, e que a sua parcela de emissões globais totais deve aumentar à medida em que eles se industrializam; que estados economicamente dependentes de carvão e petróleo enfrentarão dificuldades se a demanda de energia mudar; e que países com ecossistemas frágeis, como pequenos países insulares e de terreno árido, são especialmente vulneráveis aos impactos previstos da mudança do clima. Ao tornarem-se Partes da Convenção, tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento assumiram um certo número de compromissos. Entre eles:

Submeter para apreciação informações sobre as quantidades de gases de efeito estufa que eles emitem, por fontes, e sobre seus "sumidouros" nacionais (processos e atividades que absorvem gases de efeito estufa da atmosfera, em especial, florestas e oceanos). Desenvolver programas nacionais para a mitigação da mudança do clima e adaptação a seus efeitos.

Fortalecer a pesquisa científica e tecnológica e a observação sistemática do sistema climático e promover o desenvolvimento e a difusão de tecnologias relevantes. Promover programas educativos e de conscientização pública sobre mudança do clima e seus efeitos prováveis.

Os países desenvolvidos assumem um certo número de compromissos adicionais que cabem somente a eles. Os mais importantes são:

Adotar políticas destinadas a limitar suas emissões de gases de efeito estufa e proteger e aumentar seus "sumidouros" e "reservatórios" de gases de efeito estufa. Eles se comprometeram a retornar suas emissões aos níveis de 1990 até o final desta década. Também submeterão informações detalhadas sobre seu progresso. A Conferência das Partes revisará a implementação geral e a adequação desse compromisso pelo menos duas vezes durante a década de 90. Transferir recursos tecnológicos e financeiros para países em desenvolvimento além da assistência que já seja por eles oferecida, e apoiar os esforços desses países no cumprimento de suas obrigações sob a Convenção. Ajudar países em desenvolvimento que sejam particularmente vulneráveis aos efeitos adversos da mudança do clima para fazer frente aos custos de adaptação.

Porque um tratado Internacional? As temperaturas começam a aumentar. Extensas regiões do planeta ficam mais secas e os desertos se alastram. Em outras áreas, o aumento do índice de chuvas provoca enchentes. Os oceanos esquentam e expandem, inundando ilhas e litorais. Tempestades violentas acontecem onde nunca antes haviam acontecido. Colheitas são perdidas e comunidades vulneráveis abandonam suas casas, migrando para outro lugar. À medida que o clima muda mais rápido do que em qualquer outra época da história da humanidade, um mundo super populoso e atormentado luta para adaptar-se. Será que esse cenário desolador de mudança do clima irá se tornar realidade? Embora o clima tenha sempre variado naturalmente, agora, os cientistas acreditam que as emissões agrícolas e industriais de dióxido de carbono e outros gases podem provocar uma mudança permanente e irreversível no clima. As concentrações atmosféricas desses gases aumentou drasticamente nos últimos 100 anos, o que pode gerar temperaturas mais altas e novos padrões climáticos nas próximas décadas e séculos. Muitas dúvidas persistem, e os pesquisadores estão se esforçando para poder respondêlas. Mas enquanto alguns anos nos separam de uma certeza científica, os Governos do mundo decidiram que os riscos são simplesmente grandes demais para serem ignorados.

Ref: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/49271/Porque_um_tratado_Internacional.ht ml PROTOCOLO DE QUIOTO

Cerca de 10.000 delegados, observadores e jornalistas participaram desse evento de alto nível realizado em Quioto, Japão, em dezembro de 1997. A conferência culminou na decisão por consenso (1/CP.3) de adotar-se um Protocolo segundo o qual os países industrializados reduziriam suas emissões combinadas de gases de efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de1990 até o período entre 2008 e 2012. Esse compromisso, com vinculação legal, promete produzir uma reversão da tendência histórica de crescimento das emissões iniciadas nesses países há cerca de150 anos. Artigo 1 - Definições Para os fins deste Protocolo, aplicam-se as definições contidas no Artigo 1 da Convenção. Adicionalmente: "Conferência das Partes" significa a Conferência das Partes na Convenção.
A Conferência das Partes (COP), por ocasião de sua décima-quinta sessão, tomou nota do Acordo de Copenhague, de 18 de dezembro de 2009, por meio da decisão 2/CP.15. O texto do Acordo de Copenhague pode ser encontrado

"Convenção" significa a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, adotada em Nova York em 9 de maio de 1992.
A Assembléia Geral das Nações Unidas estabeleceu, em seu período de sessões de 1990, o Comitê Intergovernamental de Negociação para a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima (CIN/CQMC), ao qual encomendou a redação de uma convenção quadro, assim como de qualquer instrumento jurídico relacionado que fosse considerado necessário. Os representantes de mais de 150 países se encontraram durante cinco reuniões celebradas entre fevereiro de 1991 e maio de 1992 e, finalmente, em 9 de maio de 1992, foi adotada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima na Sede das Nações Unidas (Nova York).

Pouco tempo depois, 155 países firmaram a Convenção na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida com o nome de "Cúpula da Terra" (RIO/92), que foi realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992. Desde então, a Convenção vem sendo firmada por outros Estados e ratificada por um crescente número de países. A Convenção entrou em vigor em 21 de março de 1994, 90 dias após a qüinqüagésima ratificação. O Brasil foi o primeiro país que assinou a Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima em 4 de junho de 1992 e o Congresso Nacional a ratificou em 28 de fevereiro de 1994. A Convenção entrou em vigor para o Brasil em 29 de maio de 1994, no nonagésimo dia após a ratificação pelo Congresso Nacional.

2. "Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima" significa o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima estabelecido conjuntamente pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio

Ambiente em 1988. 3. "Protocolo de Montreal" significa o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destróem a Camada de Ozônio, adotado em Montreal em 16 de setembro de 1987 e com os ajustes e emendas adotados posteriormente. 4. "Partes presentes e votantes" significa as Partes presentes e que emitam voto afirmativo ou negativo. 5. "Parte" significa uma Parte neste Protocolo, a menos que de outra forma indicado pelo contexto. 6. "Parte incluída no Anexo I" significa uma Parte incluída no Anexo I da Convenção, com as emendas de que possa ser objeto, ou uma Parte que tenha feito uma notificação conforme previsto no Artigo 4, parágrafo 2(g), da Convenção.

Tabela: Total das emissões de dióxido de carbono das Partes do Anexo I em 1990, para os fins do Artigo 25 do Protocolo de Quioto Artigo 3 - Compromissos quantificados de limitação e redução de emissões 1. As Partes incluídas no Anexo I devem, individual ou conjuntamente, assegurar que suas emissões antrópicas agregadas, expressas em dióxido de carbono equivalente, dos gases de efeito estufa listados no Anexo A não excedam suas quantidades atribuídas, calculadas em conformidade com seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões descritos no Anexo B e de acordo com as disposições deste Artigo, com vistas a reduzir suas emissões totais desses gases em pelo menos 5 por cento abaixo dos níveis de 1990 no período de compromisso de 2008 a 2012. 2. Cada Parte incluída no Anexo I deve, até 2005, ter realizado um progresso comprovado para alcançar os compromissos assumidos sob este Protocolo. RELATÓRIO DA CONFERÊNCIA DAS PARTES EM SUA TERCEIRA SESSÃO Tabela: Total das emissões de dióxido de carbono das Partes do Anexo I em 1990, para os fins do Artigo 25 do Protocolo de Quiotoa Parte Alemanha Austrália Áustria Bélgica Bulgária Canadá Emissões(Gg) Porcentagem 1.012.443 288.965 59.200 113.405 82.990 457.441 7,4 2,1 0,4 0,8 0,6 3,3

Dinamarca Eslováquia Espanha Estados Unidos da América Estônia Federação Russa Finlândia França Grécia Hungria Irlanda Islândia Itália Japão Letônia Liechtenstein Luxemburgo Mônaco Noruega Nova Zelândia Países Baixos Polônia Portugal Reino Unido da Grã-Bretanhae Irlanda do Norte República Checa Romênia Suécia Suíça Total

52.100 58.278 260.654 4.957.022 37.797 2.388.720 53.900 366.536 82.100 71.673 30.719 2.172 428.941 1.173.360 22.976 208 11.343 71 35.533 25.530 167.600 414.930 42.148 584.078 169.514 171.103 61.256 43.600 13.728.306

0,4 0,4 1,9 36,1 0,3 17,4 0,4 2,7 0,6 0,5 0,2 0,0 3,1 8,5 0,2 0,0 0,1 0,0 0,3 0,2 1,2 3,0 0,3 4,3 1,2 1,2 0,4 0,3 100,0