Prazo esgotado “O fato é: pensando para 2016, não há tempo hábil de formar um atleta; seguramente, não...

” Lars Grael

Ao contrário do esporte amador, o alto rendimento requer condicionamento físico avantajado e um preparo psicológico acima da média. A carga de treinos e o convívio com as dores são hábitos diários. Para um atleta chegar a esse patamar e ter condição de bons resultados, leva-se no mínimo 10 anos focado somente nisso. Portanto, não existe mais tempo para descobrir e formar atletas com nível para disputar os Jogos do Rio. A geração 2016 está formada e o prazo para o surgimento de novos candidatos a herói está esgotado. A percepção de que o prazo terminou também pode ser confirmada nas palavras de Leandro Prates. Ele sabe da dificuldade que é começar tarde no esporte porque entrou para o alto rendimento somente com 18 anos, e fala que é impossível formar um atleta de ponta em apenas cinco anos.

“A não ser que surja um talento fora de série, algo extraordinário. Se você pegar a trajetória e as estatísticas dos atletas olímpicos, você verá quantos anos de treino se gasta e verá qual o trabalho feito. Muitas vezes eles chegam à Olimpíada com 20 anos, 23 anos, mas o trabalho começou lá embaixo, quando tinha 12 anos”. Leandro Prates
A história do Leandro fica para o próximo capítulo. Porém, para ilustrar a declaração do Leandro, basta pegar o exemplo das principais potências Olímpicas. O recordista de medalhas (14 de ouro e duas de bronze), Michael Phelps, disputou sua primeira Olimpíada com 15 anos, nos Jogos de Sidney. Em Atenas, o americano conquistou suas primeiras seis medalhas de ouro e mais duas de bronze. Depois, finalmente nos jogos de Pequim 2008 ele conquistou mais oito medalhas de ouro, isso tudo com apenas 23 anos. Pode-se considerar Phelps um exemplo acima da média.

Há outros exemplos: o jamaicano Usain Bolt tinha 21 anos quando conquistou a prova nobre da Olimpíada, os 100m rasos. A mesma idade de Yelena Isinbayeva (bi-campeã do salto com vara, nos Jogos de 2004 e 2008) e de Liu Xang (campeão nos 100m com barreiras, em 2004) quando subiram no ponto mais alto do pódio. Nos modelos nacionais: a saltadora Maurren Maggi, a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro individual, chegou ao topo com 32 anos. Já o bi-campeão Olímpico, Adhemar Ferreira da Silva, conquistou sua segunda medalha com 29 anos. Por outro lado, César Cielo contrariou a “regra” e conquistou a primeira medalha de ouro da natação brasileira com apenas 21 anos. Trabalhando no esporte há mais de 20 anos, Georgios Hatzdikais concorda com Prates e acredita que os atletas da Olimpíada de 2016 já estão migrando para o alto rendimento e sendo acompanhados de perto pelos técnicos e dirigentes de confederações.

“Basicamente, os atletas que vão disputar 2016 já são conhecidos. Nos esportes individuais, você já tem índice para comparar juvenil com juvenil e filtrar e preparar quem tem condições de estar em 2016.” ( Georgios Hatzidakis )
Bem ou mal, nos Jogos do Rio serão vistos diversos jovens que treinam pelo menos desde 2006, período anterior ao país conquistar o direito de sediar os jogos. Ou seja, ainda era uma geração sem grandes cobranças. A pressão sobre esses jovens tornou-se maior a partir de 2009, após a escolha do Brasil como sede olímpica. Os atletas que possivelmente vão defender as cores

do país na Olimpíada do Rio são adolescentes que estão em 2011 com a idade entre 12 a 18 anos, como avalia o Lars Grael.

“O fato é: pensando para 2016, não há tempo hábil de formar um atleta; seguramente, não. Faltam cinco anos. Os nossos atletas dos Jogos Olímpicos de 2016 já estão formados...” Lars Grael
Agora só nos resta acompanhar e torcer pela geração de 2016. Nos próximos anos, essas promessas vão começar a aparecer nas principais competições e serão conhecidas pelo público brasileiro. A responsabilidade é grande e essa geração já teve seus primeiros testes. ** Em 2010, ocorreu a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ), uma espécie de Olimpíada das categorias de base. No primeiro teste dos atletas de 2016, o desempenho foi abaixo do que se espera de uma potência olímpica – ou, pelo menos, do projeto de uma potência neste campo. Naquela oportunidade, a delegação brasileira foi a Cingapura com 77 jovens com faixa etária de 14 a 18 anos, em 20 das 26 modalidades possíveis. A delegação brasileira conquistou seis medalhas olímpicas (duas medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze). Se houvesse um quadro geral de medalhas na competição (o Comitê Olímpico Internacional não utilizou o critério), o Brasil ficaria em 22º lugar, colocação parecida com a da delegação que foi a Pequim, dois anos antes.

A grande diferença é que a geração que disputou os Jogos Olímpicos da Juventude é formada pelos nossos futuros heróis. Trocando em miúdos, na análise fria dos números, não houve avanço. O COB, por outro lado, gostou. Em entrevista de 22 de setembro de 2010, concedida para a repórter Mariana Bastos ao portal Folha.com, o presidente Nuzman afirmou que o objetivo não era medalha. O objetivo da delegação era buscar experiência internacional que o evento proporcionaria. Também argumentou que havia limite de atletas (70 para modalidades individuais e apenas dois times, sendo um masculino e outro feminino). Aliás, nessa competição especificamente, o Brasil não levou atletas de levantamento de peso, taekwondo e badminton, modalidades que corresponderam a 20% das medalhas. Na mesma entrevista, o presidente do Comitê reagiu alegando que esses esportes não foram ao país asiático simplesmente porque os atletas não conquistaram a classificação e afirmou que isso é responsabilidade das confederações. Questionado sobre a declaração de Nuzman, Alberto Murray adotou tom irônico para responder ao presidente do Comitê Olímpico.

Pro potencial que o Brasil poderia ter desenvolvido, eu acho que não (foi um bom resultado). Porém, considerando que o COB e o Ministério do Esporte não têm planejamento algum pro esporte, é excelente. Já que não estão esperando nada, então é lucro (risos). Alberto Murray

Avaliando o resultado do Time Brasil, como é chamada a delegação brasileira pelo COB, o país atingiu o mesmo número de pódios que Cingapura, Cazaquistão e Quênia, por exemplo. Em comparação com nações que podem ser consideradas modelos a serem seguidos, as potências olímpicas, o Brasil ficou a “apenas” 45 medalhas da China, 37 da Rússia e 15 dos Estados Unidos. ** Aos 85 anos de idade, o benemérito do COB e ex-dirigente da entidade, Henrique Nicolini não vê uma evolução concreta do esporte nacional. Ele acredita que o imediatismo dos dirigentes atrapalha o projeto brasileiro de se tornar uma potência olímpica.

“Uma vez Newton, pensando nos problemas do universo, estava olhando as estrelas. Uma velhinha bateu nas costas dele e falou ‘Você não vê que está pisando no chão?’. Muitos dirigentes só estão vendo as estrelas, olham apenas para o topo Olímpico e não vêem a base. A turma só trabalha no que apareceu... Por que não investir em gente nova?” Henrique Nicolini
José Cruz, jornalista com mais de 20 anos na cobertura esportiva, publicou no seu blog pessoal um artigo que acompanha a opinião de Henrique. O artigo aponta uma prática adotada pelo COB para o ciclo olímpico de 2016: a de privilegiar os atletas com mais chance de resultado. Esse método, segundo Cruz, revela uma fragilidade no projeto olímpico brasileiro. “
O COB passou a agir com os atletas de várias modalidades, com potencial para serem finalistas nos Jogos Rio 2016: adotando-os e oferecendo tratamento

VIP, que inclui técnicos estrangeiros, treinamentos no exterior, equipamentos em dia, etc. ... Porque, na verdade, não há mais tempo de se formar uma geração de atletas altamente competitivos para a Olimpíada do Rio de Janeiro. ... Farto em recursos financeiros do Estado, é assim que o Brasil esportivo promove seus recursos humanos, de forma “emergencial”, porque faltou o elementar planejamento, e a Olimpíada está aí. ... Por mais eficaz que possa ser a emergencial estratégia do COB, ela revela o fracasso do atual modelo que envolve o governo federal e o sistema nacional do esporte, pois privilegia a poucos e desperdiça talentos ainda em fase de formação. “

O Comitê Olímpico Brasileiro coletou em 2011 o valor de R$ 14 milhões por meio da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais para o Comitê Olímpico Brasileiro e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Do total de recursos repassados, 85% são destinados ao COB e 15%, ao CPB. Isso sem contar os recursos da Lei de Incentivo ao Esporte e patrocínios estatais. Outro dado importante foi levantado por Alberto Murray, que mostra que o maior investidor do esporte de alto rendimento é o poder público. “O Estado é o grande financiador de hoje da elite, do esporte de alto rendimento. Pra vocês terem uma idéia, em 2010 foi investido R$1,7 bilhão de reais, ou US$1 bilhão. É muito dinheiro”. (

Alberto Murray )
Embora administre recursos públicos, o Comitê Olímpico Brasileiro argumenta que a sua preocupação é com os atletas de resultado, pois há órgãos públicos que possuem a responsabilidade pelo fomento da educação esportiva. A formação de atletas deve ser uma preocupação das confederações e não do Comitê.

“O COB não tem atletas, não formamos atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer. Eu topo o seguinte desafio: acaba com as confederações e eu dirijo tudo, mas não acho justo me cobrarem por um trabalho que não é meu”. Carlos Arthur Nuzman, em entrevista ao portal Folha.com.
De acordo com o mapa estratégico do Comitê Olímpico Brasileiro, o papel da entidade é tornar e manter o Brasil uma potência olímpica. Para alcançar estes objetivos, o número de classificados e finalistas brasileiros nas Olimpíadas deve aumentar. Porém, para montar uma equipe de qualidade que consiga atingir estas metas sem investir na categoria de base, ninguém consegue explicar.

“A gente pega o dinheiro e dá pra quem está em cima. Quantas pessoas de talento estão por aí? Às vezes falam que estão investindo não sei quantos milhões, mas pra onde vai esse dinheiro? Deveria ser mais bem distribuído, né?” Leandro Prates
O Time Brasil parece não se renovar, o imediatismo registrado pelos entrevistados indica as falhas do projeto olímpico nacional. Lars Grael não foge disso, mas crê que o momento não é de apontar os erros. O ex-velejador avalia que o trabalho agora é olhar para frente e pensar em um bom resultado nos Jogos do Rio.

“Podemos recuperar parte desse tempo perdido e investir pesado em treinamento. Atrair ao Brasil os melhores treinadores internacionais naquelas modalidades em que nós não temos os melhores técnicos. Temos que investir muito nesses atletas, porque formar atletas (para 2016) não é possível, mas é possível, sim, lapidar e polir nossos talentos esportivos”. Lars Grael
Embora a opinião de Lars seja positiva, apenas o treinamento não garante bons resultados. É o que afirma Leandro Prates, que viveu fora do país para trocar experiências com atletas de outras nações e lamenta-se por não ter tido oportunidade de conhecer o atletismo mais cedo em sua vida.

“Convivi com atletas africanos, quenianos, marroquinos. Países que são referência (no atletismo). E em questão de treinamento, o brasileiro treina muito, até mais que eles. A diferença é que eles fazem um trabalho diferenciado, a base deles começa muito cedo. Eu comecei com 18 anos. Imagina se eu tivesse tido contato com 12 anos, 13 anos?” Leandro Prates
Mesmo afirmando que não se compromete com o esporte de base, o COB assegura que não ficará devendo em nada às potências olímpicas nas condições de treinamento para os atletas de ponta do país. A postura da entidade é fugir do “quase” na hora da Olimpíada. Portanto, o que for necessário para o atleta conseguir um bom resultado, haverá investimento.

“Eu quero dar condição no mínimo igual ao que o melhor do mundo tem lá fora. Então a gente quer tirar o ‘se’. Tudo o que a gente puder dar de melhor, nós vamos. Não queremos coisas como, ‘meu técnico não falou comigo porque não tinha dinheiro para pagar a passagem’. Vamos dar condições”. Marcus Vinicius Freire
A postura dos dirigentes em reforçar o topo ao invés da base parece surtir efeito, só que negativo. No mundial de Esportes Aquáticos de 2011, em Xangai, na China, o país alcançou um quarto lugar no quadro de medalhas, mas houve retrocesso no desempenho geral. Mundiais de Esportes Aquáticos – Desempenho do Brasil Medalhas F Classificação inais final Xanga 4 de ouro 6 4º lugar i 2011 Roma 2009 e 2Br) 4 (2Ou, 1Pr 8 1 10º lugar

Como se pode ver na tabela acima: ganhou-se a mesma quantidade de medalhas, porém regredimos nos números de finais. Isso demonstra que os atletas de ponta, com grandes recursos, conseguem e mantém o resultado. O mesmo cenário não é visto com os atletas de segundo escalão, que tiveram um desempenho pior, em relação a edição de 2009.

“É uma potência (olímpica) que depende de poucos atletas, que fazem aquilo que a gente espera. Se eles não fizerem, nós não temos mais ninguém. Então à medida

que o dinheiro é investido nos atletas de ponta, os outros (atletas) estão regredindo”. Carlos Fernando
Outro exemplo da segregação que o projeto olímpico brasileiro está criando atinge diretamente dois medalhistas: os irmãos Lars e Torben Grael. Ambos desistiram de participar da seletiva para a Olimpíada de Londres. O motivo seria o método que a Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) adotou para a disputa. Uma regata na Austrália.

“É um processo, realmente, eliminatório. Afinal elimina, mesmo, os candidatos à vaga. O custo de se participar de uma competição na Austrália é absurdo e o Brasil só manda um barco hoje, que é a dupla numero 1 do mundo: o Robert Scheidt e o Bruno Prada. A impressão que dá é que foi uma escolha pré-definida”. Lars Grael
** Quem acompanha os jornais deve notar que há sempre notícias e mais notícias sobre o nascimento de novos projetos esportivos visando os Jogos Olímpicos do Rio, mas, independentemente do otimismo de um ou outro dirigente, as expectativas ( e muitas delas colhidas na elaboração deste trabalho ) não são as melhores para 2016. Portanto, apoiar-se em projetos de última hora, que prometem uma safra de ouro em cinco anos é, no mínimo, utópico. Victor Barau vai além, acredita que o fruto dessas iniciativas será muito após a Olimpíada brasileira.

“Acho que se for ter um resultado, teremos em 2024. Resultados mais expressivos, pelo menos. Porém, ainda não vamos competir com as grandes potências olímpicas”. Victor Barau
Quando há planejamento, a chance de sucesso é sempre maior. No Piauí existe desde 2006 um projeto para fomentar o badminton no país. Esporte pouco conhecido e de difícil acesso, a modalidade encontrou por meio do “Jovens Talentos de Badminton” uma maneira de crescer e aparecer. Qualquer estudante da rede pública de ensino de Teresina pode participar do projeto. A iniciativa já alcançou o número de mil praticantes e é apontada como um propulsor para bons resultados em 2016, quando o projeto completará 10 anos. A partir de 2012, com apoio do Ministério do Esporte e do COB, o programa será estendido para todo o estado. A iniciativa do governo do Piauí, estado que em 2010 apresentou o 19º Produto Interno Bruto (PIB) do país, deve ser um exemplo para os estados mais ricos da federação. O envolvimento da iniciativa privada também se faz necessário. Um exemplo disso é a equipe de atletismo BM&FBovespa, um programa que ilustra o planejamento a longo prazo. A empresa investe desde a Olimpíada de Seul, em 1988. A partir de 2000 montou-se o time. Entre os atletas que já passaram pelo projeto estão Maurren Maggi, Fabiana Murer, Robson Caetano, entre outros. São nomes conhecidos do esporte e que tiveram apoio para trilhar um caminho vencedor no esporte.

Porém, planejamento é uma palavra raramente usada no vocabulário dos comandantes do esporte nacional. Um prova disso é a denúncia de que o COB se negou a auxiliar uma grande estatal na montagem de um projeto esportivo, com orçamento na casa dos R$265 milhões (até 2014). O relato de Alberto Murray explica um pouco do episódio.

“A Petrobrás perguntou à ESPN se eles topariam criar um projeto de massificação do esporte, em que o dinheiro chegasse à mão de quem realmente precisa e que não ficasse preso à burocracia. O camarada da Petrobrás disse que apresentou esse projeto ao COB e nunca mais teve resposta”. Alberto Murray
Marcelo Gomes foi um dos profissionais da ESPN Brasil que foi procurado pela Petrobrás e reforça a declaração de Murray. Segundo Gomes, o Comitê Olímpico Brasileiro não se interessou pelo projeto e um dos motivos apontados pelo jornalista se deve a falta de interesse da entidade, talvez pelo fato do dinheiro não passar diretamente pelos cofres da instituição.

“Esses caras (da Petrobras) disseram que há dois anos pediram um plano Olímpico do COB, porque eles tinham uma puta grana para colocar no esporte, mas os caras não entregaram o plano. Sabe quem entregou? Eu, o (José) Trajano, o (Roberto) Salim e o Helvidio Mattos. E aí virou esse Programa Petrobras Esporte & Cidadania, que é com a Magic Paula no alto rendimento e a Ana Mozer na base. Tudo indicação nossa, inclusive”. Marcelo Gomes

O projeto da estatal no alto rendimento está focado na participação brasileira na Olimpíada de 2016 e engloba cinco modalidades olímpicas: remo, esgrima, levantamento de peso, taekwondo e boxe. A escolha foi feita em cima dos esportes que historicamente não recebem bons patrocínios e que disputam uma grande quantidade de medalhas. A meta da Petrobrás é atingir 110 atletas com potencial olímpico, principalmente jovens da categoria de base e formar mais de 80 profissionais de comissão técnica. Além do alto rendimento, o programa da estatal terá um programa para incentivar o esporte educacional (com orçamento de R$165 milhões). Perguntado sobre o caso, o COB não se pronunciou. Os trabalhos do Programa Petrobrás Esporte & Cidadania começaram em 2010, faltando seis anos para a Olimpíada do Rio de Janeiro. ** A política adotada pelo Comitê Olímpico Brasileiro deixa a impressão que o investimento é na qualidade e não na quantidade, prática que vem na contramão das grandes forças olímpicas. Não é de se estranhar que o prazo de validade esgotou.